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Imprensa Sindical 124

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IMPRENSA SINDICAL ANO XV | 124a EDIÇÃO SETEMBRO/2017 Governo Temer anuncia 57 privatizações //Um dia após anunciar a privatização da Eletrobras, o governo Temer anunciou dia 23 de agosto um pacote com 57 projetos de privatizações e vendas de empresas públi- cas, órgãos e aeroportos. Além de 14 terminais aeroviários –incluindo o aeroporto de Congonhas–, e 11 blocos de linhas de transmissão de energia elétrica, Programa de Par- cerias de Investimentos (PPI) também privatizará a Casa da Moeda, órgão que produz o dinheiro que circula no País. Segundo o pronunciamento, o calendário do governo prevê que o edital para todos os terminais será publicado no segundo trimestre de 2018. Já o leilão ocorrerá nos últimos três meses do ano que vem. SÃO PAULO Geraldo Alckmin, governador de São Paulo São Paulo terá o primeiro fundo imobiliário público do Brasil Página 8 SINTRACON/ITAPEVI-SP Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon Reforma trabalhista precariza as relações do trabalho Página 15 SÃO PAULO-SP Prefeitura lança programa Profis- são Cidadão com 3.500 vagas de capacitação para jovens e adultos Página 6 João Doria, prefeito de São Paulo LU ALCKMIN-SP Praia Grande recebe a 5ª etapa regional dos Jogos Regionais do Idoso Página 14 COREN-SP Violência não resolve Página 3 Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP SECOVI-SP Flavio Amary, presidente do Secovi-SP Solução para o País é cortar despesa e não aumentar impostos Página 11 SINTEPAV/BA Celebração Ecumênica marca os 25 anos de fundação do Sintepav BA Página 5 Irailson Warneaux (Gazo), presidente em exercício e o presidente do Sintepav BA GRÁFICOS-SP GETÚLIO criou, TEMER destruiu Página 7 José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo SINDUSCON-SP Reforma da Previdência é inadiável Página 9 José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP PRAIA GRANDE-SP Geração de empregos na Re- gião Metropolitana da Baixa- Alberto Mourão é presidente do Condesb e prefeito de Praia da Santista Grande Página 4 SINDUSCON-MG Cooperativa de compras do Sindus- con-MG mo- vimenta R$ 4 milhões em Juliano de Noronha Graça, presidente da Coopercon-MG seis meses Página 12 GUARULHOS-SP Prefeito de Guarulhos, Guti Prefeitura de Guarulhos investe na inclusão digital Página 5 SINDIQUÍMICA-BA Funcionários do ramo químico da Bahia iniciam campanha salarial Página 12 METALÚRGICOS GUARULHOS-SP Metalúrgi- cos de todo o Brasil combatem a reforma trabalhista Página 10 José Pereira, presidente do Sindicato PAULINHO DA FORÇA-SP A Força dos Trabalhadores! Página 7 Paulinho da Força, presidente da Força Sindical e deputado federal SUPLICY Democracia perde com Conselho Participativo menor Página 15 Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo CUT-SP Lutar sem jamais perder a esperança Página 4 Vagner Freitas, presidente da CUT DAVID UIP-SP Pró-Sangue registra queda de 50% do estoque David Ewerson Uip, secretário de Estado da Página 5 Saúde de São Paulo Anuncie no METALÚRGICOS-SP BAHIA Não tem milagre! Página 7 Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo Governador da Bahia, Rui Costa Linha 2 do metrô de Salvador avança e tem mais quatro estações prontas Página 10 IMPRENSA SINDICAL (11)3666-1159 99900-0010 95762-9704

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 2 Opinião Editorial//Diante do contexto político-econômico que o Brasil vive hoje, podemos sintetizar o seguinte cenário: Desde os primórdios das civilizações há a dominação da maioria desprovida de informação e autoestima por uma minoria extremamente rica e poderosa. Isso resulta sempre em uma desigualdade social avassaladoramente Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. cruel. Esses dominadores se intitulam realeza, nobreza, elite e rotulam a maioria miserável e/ou escrava de plebeus, povo, pobres, a grande massa. Descobriram que precisavam manter essa poderosa ferramenta de enriquecimento e manutenção de seus lu- A economia como fraude xos e regalias sempre atuando a seu favor. Para isso, precisam trabalhar suas mentes e eliminar as anomalias, que são os indivíduos, oriundos do povo, que superam todas as dificuldades e, bem informados, enxergam a verdade //A deturpação do sentido da linguagem econômica ajuda a impor atrocidades à sociedade, alerta Hudson (desigualdade e injustiça sócio-econômica), que lhe causa revolta e lhe dá força e poder de liderança, fazendo com que atuem como verdadeiros heróis do povo. Esses, trazem luz aos sistemas político-social-econômi- cos para uma justiça e igualdade melhor. São impiedosa- //por Carlos Drummond – Da Carta Capital Mito: O setor público é um dos lucros, os ganhos de preços peso morto e a atividade do de ativos não resultam tanto do mente perseguidos pela nobreza, pela elite econômica e política, que usam a ferramenta mais poderosa que cria- // Uma das características da economia atual é o uso de uma lógica superficialmente plausível para afastar a discussão da substância real, adverte o economista Michael Hudson, pesquisador e professor emérito da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, e da Universidade de Pequim, na China. Isso é feito, por exemplo, refinando-se a demagogia de que impostos baixos para os privilegiados são benéficos para o resto da sociedade. “O objetivo é compor uma história verossímil para convencer a população, especialmente as classes mais baixas, a identificar seu bem-estar com o da oligarquia, a acreditar que só aquele 1% mais rico pode salvá-los, oferecer-lhes empregos e financiamentos”, ensina Hudson. Para desvendar os absurdos e as fraudes intelectuais escondidas na terminologia própria da economia, ele publicou neste ano o livro J Is For Junk Economics: A Guide to Reality In an Age of Deception, em que procura demonstrar “como um vocabulário orwelliano domina a mídia, o ensino da economia e até mesmo a representação estatística do seu funcionamento”. Tudo se passa, diz, como se não houvesse exploração, quase nenhuma renda da propriedade e de investimentos nem ganhos de capital derivados da inflação dos preços dos ativos, apesar de estes serem o principal objetivo dos investidores imobiliários e financeiros. A seguir, uma seleção feita pela revista CartaCapital de verbetes do capítulo intitulado “Os 22 mitos econômicos mais prejudiciais do nosso tempo”, desvendados pelo autor. governo é uma despesa extra desnecessária. A conclusão é de que os gastos públicos devem ser minimizados. Realidade: O investimento em infraestrutura pública é um fator de produção. Seu papel é reduzir o custo de vida e facilitar os negócios, fornecendo serviços de transporte, comunicações e cuidados com a saúde, entre outros, a preço de custo, de forma subsidiada ou livremente. O investimento público em tais monopólios naturais os mantém fora das mãos de privatizadores, rentistas e financistas. Mito: Os ganhos de capital não são receitas e, portanto, não devem estar sujeitos a Imposto de Renda ou contribuições para financiar a Previdência Social. Realidade: Os administradores de investimentos definem os retornos totais como a renda corrente mais os ganhos de preço dos ativos. Esses ganhos são o principal objetivo dos investidores dos setores de finanças, seguros e imóveis. No entanto, em nenhum lugar das contas nacionais ou nas estatísticas do balanço patrimonial do Banco Central há uma medida de ganhos de preços de ativos para terrenos, ações e outros títulos financeiros. No que diz respeito às estatísticas oficiais, o princípio orientador parece ser o de que aquilo que não é visto, não será tributado ou regulamentado. O imposto sobre a renda nos Estados Unidos em 1913, por exemplo, aplicou as mesmas taxas para os ganhos de capital e os rendimentos, a partir da suposição de que o efeito seria o mesmo: um aumento de riqueza e “poupança”. Ao contrário dos salários e Expediente esforço próprio dos seus donos. É o caso dos ganhos a partir de: 1. Investimento em infraestrutura pública, aumentando o valor dos imóveis do entorno. 2. Aumento da demanda do mercado para habitação e de estoques a partir de uma maior prosperidade nacional. 3. Políticas de crédito fácil estabelecidas pelo Banco Central (quantitative easing, ou aumento do volume de dinheiro no mercado, provocado com a compra intensiva de títulos públicos pelo BC) para baixar as taxas de juro e aumentar os preços dos títulos. Essas maneiras de enriquecer são tributadas com impostos mais baixos em comparação àqueles incidentes sobre os salários e os lucros industriais obtidos com a formação de capital tangível. Foi isso que fez do 1% mais abastado da sociedade uma classe principalmente rentista, enriquecida com o subsídio público e beneficiando-se ainda de impostos baixos sobre os ganhos obtidos a partir da propriedade e os retornos financeiros da alavancagem da dívida. Mito: A privatização é mais eficiente do que a propriedade e a gestão públicas. Realidade: O investimento público em infraestrutura tem sido a principal categoria de formação de capital desde tempos imemoriais. Em vez de buscar lucro com esse investimento, os governos visam subsidiar os preços cobrados pelos serviços básicos de infraestrutura, de modo a tornar a economia mais competitiva. O objetivo não é, entretanto, ajudar o setor privado a obter lucros, mas a funcionar de forma mais rentável. Os monopólios mais cruciais são aqueles que os governos mantiveram por muito tempo sob domínio público: estradas e outros transportes bá- ram até hoje: os meios de comunicação (jornais, revistas, rádios, TVs, e agora, internet) e o sistema de educação pública e privada, usado claramente para manipular a grande massa e fazê-la acreditar que estão cuidando bem dela, que ela precisa da elite e que tem que continuar trabalhando, de bom grado, para manter quase toda a riqueza do país em suas mãos, enquanto ela —a grande massa— vive miseravelmente. A mínima distribuição de renda mais justa, que leva o povo a acessar os mesmos espaços que a elite, a apavora. A mínima conquista de direitos e justiça trabalhista, a agoniza. Então, ela elimina a ameaça, custe e custar, e recupera todo o bem expropriado, por ela, do povo, imediatamente e, de preferência de forma irreversível e implacável. Não esquecendo de perseguir seu líder popular para que não volte novamente a ameaçar suas regalias, contando para isso, com sua ferramenta mais astuta e autoritária: o Judiciário. custo absoluto. As contas nacionais não creditam a formação de capital (infraestrutura pública) pelo governo como um ativo, em contrapartida aos gastos, no cálculo de déficits ou excedentes orçamentários. Mito: Os déficits do governo são ruins, os orçamentos equilibrados são bons e os superavitários, ainda melhores. Realidade: Quando os governos geram déficits (exceto para salvar bancos e pagar detentores de títulos públicos), eles colocam dinheiro na economia. Mas, se eles executam um orçamento equilibrado (ou, pior ainda, um orçamento superavitário), isso retira receitas da economia. Foi o que ocorreu quando o ex-presidente Andrew Jackson, dos Estados Unidos, executou superávits orçamentários deflacionários na década de 1830, depois de fechar o Banco dos Estados Unidos. Aconteceu novamente após a Guerra Civil, quando os EUA procuraram reverter os preços para os níveis anteriores a 1860, causando depressão prolongada. Os apelos para os governos manterem orçamentos equili- de baixa contábil. Os empréstimos do Fundo Monetário Internacional aos governos, para resgatar os detentores de títulos privados (principalmente os bancos e o 1% mais rico), deixam inexoravelmente um resíduo de pressões e exigências do Fundo sobre os governos. As condicionalidades impostas –reduções nas despesas públicas, da previdência e aumento dos impostos sobre o trabalho– aprofundam o déficit orçamentário. Isso leva o organismo e os ministros das Finanças a pressionar por uma austeridade ainda mais severa, como se o seu “remédio” não fizesse sangrar e não enfraquecesse a vítima endividada. A espiral descendente resultante é o objetivo real da austeridade, porque o agravamento da crise financeira de um governo força privatizações. Isso é especialmente claro na conquista financeira da Grécia desde 2010. Mito: O critério da ciência econômica é demonstrar que as economias tendem à estabilidade e a uma distribuição cada vez mais justa e equitativa de renda e da riqueza. Modelos de pola- Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br sicos, correios e comunicações, brados emanam do movimento rização ou atrofia não têm uma pesquisa e desenvolvimento, do setor bancário para substituir resolução matemática simples, saúde pública e educação. os tesouros nacionais como fon- portanto, não se enquadram na Matriz: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 04 Conj. 82 Campos Elíseos - CEP 01201-020 - São Paulo - SP. Filial: Largo Santa Cecilia, 62 - São Paulo - SP. Fone: (11) 3666-1159 A privatização gera juros e outras taxas de propriedade para os rentistas, salários e bônus para executivos, ao mesmo te de dinheiro e crédito. Quando o presidente Bill Clinton gerou um superávit orçamentário no final de sua ad- definição de ciência econômica propriamente dita. Realidade: Os setores financeiro e imobiliário buscam Diretor Responsável tempo que oferece oportunida- ministração, no fim da década controlar os conteúdos do ensi- Carlos Alberto Palheta des de obtenção de aluguéis de 1990, isso obrigou a eco- no e os meios de comunicação Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP extorsivos. Usar esses setores nomia americana a confiar em para desencorajar reformas que como oportunidades para ex- bancos comerciais para fornecer retardariam a sua busca da motrair renda, juros e taxas é o o crédito necessário para cres- nopolização da riqueza e do po- Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 sonho das cleptocracias finan- cer. der político. ceiras. Ao contrário dos gastos do Esse controle é realizado O objetivo é obter ganhos governo, que podem ser auto- por meio da alteração do sig- Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta de capital, com políticas tribu- financiados, os bancos cobram nificado do vocabulário econôtárias que revertem as reformas juros e taxas pela criação de cré- mico e da eliminação do estudo Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 progressistas. O fornecimento e dito –e criam crédito principal- da história econômica. O antí- DISTRIBUIÇÃO NACIONAL o preço dos transportes, das co- mente para aumentar os preços doto para a economia-lixo enmunicações, da água e da saú- de ativos, não para estimular o sinada após essas modificações Produção: Kerach Comunicação de pública são em grande parte emprego e a formação de capi- precisa, entretanto, explicar por Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fone (11) 95862-7485 E-mails: kerach23@hotmail.com | www.kerachcomunicacao.com.br responsáveis pelas diferenças de custos internacionais. No entanto, em nenhuma parte da teoria do comércio de tal tangível. Mito: Os cortes nas despesas públicas colocam o Orçamento do governo em equilíbrio, res- que as economias tendem a se tornar mais instáveis e mais polarizadas como resultado de sua própria dinâmica interna e, OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A “mercado livre” esse papel do taurando a estabilidade. acima de tudo, a sua dinâmica OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. investimento público é levado Realidade: Ao contrário das do crédito e da dívida e a não em conta nos índices de custo dívidas do setor privado, as do tributação da renda do investi- comparativos ou nas análises de governo não podem ser objeto mento.

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Geral IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 3 Fabíola Campos, presidente do Coren-SP Coren-SP Violência não resolve //A enfermagem é uma categoria fundamental na garantia da assistência segura e de qualidade à população. Estamos na linha de frente do cuidado, desde o acolhimento até a mais alta complexidade, como o atendimento de urgência, emergência e pré-hospitalar. Permanecemos 24 horas por dia ao lado do paciente, ouvindo suas dores e angústias, atendendo o soar da campainha nas longas madrugadas e nos dedicando ao cuidado científico, na incansável jornada por um atendimento de excelência. Nesta luta diária, os profissionais enfrentam uma du-ra realidade de desvalorização e de falta de reconhecimento. São exaustivas jornadas de trabalho e baixos salários, pois não há carga horária e pisos regulamentados; subdimensionamento de profissionais em relação à demanda de pacientes e atendimento; falta de insumos, de estrutura e de condições dignas de trabalho e também uma epidemia de violência. Pesquisa realizada pelo Coren-SP, em parceria com o Cremesp, revelou que mais de 70% da categoria já sofreram algum tipo de agressão no ambiente de trabalho. A violência contra os profissionais de saúde é uma epidemia mundial, anunciada pela Organi- zação Mundial da Saúde (OMS) em 2000. Essa realidade é resultado de uma soma de fatores. No Brasil, destacam-se o subfinanciamento do SUS e a ineficiência dos modelos de gestão. Por atuar na linha de frente da assistência, a enfermagem está entre as categorias mais vulneráveis. Insatisfeitos com a demora ou falta de estrutura de atendimento, os pacientes descontam a sua indignação nos profissionais. A condição de gênero também agrava essa realidade. Categoria predominantemente feminina –86,3% no Estado de São Paulo– a enfermagem sofre as consequências das disparidades que existem entre homens e mulheres e que as tornam mais vulneráveis à violência. Ainda de acordo com a pesquisa, mais de 60% dos profissionais agredidos não denunciaram, por medo de represálias ou de perder o emprego e descrença nos órgãos competentes. Esse fenômeno torna a violência contra a enfermagem um problema invisível aos olhos da sociedade. Disposto a transformar esse cenário, o Coren-SP lançou em 2015 a campanha “Violência não Resolve”, para conscientizar a sociedade sobre esta realidade e incentivar que as vítimas denunciem. A iniciativa promove ações publicitárias, atos públicos e reuniões com as Comissões de Ética de Enfermagem e de Medicina para a criação de fluxos de acolhimento e de proteção às vítimas. Conquistamos a criação de um grupo composto por Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, Coren-SP e Cremesp para discutir o encaminhamento e o atendimento adequado a essas profissionais, combatendo dessa forma a impunidade e a revitimização. Ao sofrer agressão, o profissional está sujeito a danos físicos, emocionais e psíquicos, o que impacta nas taxas de absenteísmo, presenteísmo e afastamento, comprometendo a capacidade das equipes e o atendimento prestado à sociedade. Portanto, não podemos permitir que aqueles que dedicam sua vida ao cuidar sofram as consequências da gestão ineficiente dos sistemas de saúde. Precisamos, juntos, mudar essa realidade, afinal, Violência não resolve. Fabíola Campos é enfermeira, advogada, doutoranda em Ciências da Saúde, Mestre em Ciências e pós-graduada em Auditoria de Serviços de Saúde e Direito Processual do Trabalho. Presidente do Coren-SP (gestão 2015/2017) e integrante do Conselho Estadual da Condição Feminina.

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 4 CUT Lutar sem jamais perder a esperança //PL 4302 que terceiriza todas as atividades das empresas é aprovado pela maioria da Câmara dos Deputados //por Vagner Freitas – presidente da CUT //Normalmente, abro meus textos falando sobre a crise política e econômica, as medidas de retirada de direitos sociais, trabalhista e previdenciários. Hoje, farei diferente. Quero começar falando sobre pessimismo e incertezas. É que, como a maioria dos/as brasileiros/as, observo o cenário nacional com absoluta descrença de que, no futuro, poderemos ter dias melhores. E o aumento do pessimismo e das incertezas da população com relação ao que esperar do futuro não é apenas uma sensação, foram confirmadas na última rodada da pesquisa CUT/Vox Populi, realizada no fim de julho último. Em abril de 2012, durante o governo petista, quando havia geração de emprego, construção de casas populares e combate efetivo à fome e à miséria, entre outras políticas sociais e de incentivo ao crescimento, com desenvolvimento e justiça social, os brasileiros estavam otimistas e confiantes de que o futuro seria melhor. Pesquisa CUT/Vox Populi feita na época mostrou que 75% das pessoas achavam que o ano seguinte, 2013, seria ainda melhor. O auge de satisfação dos brasileiros com a vida que levavam e a confiança no futuro foram registrados nos governos petistas de Lula e Dilma. Em maio de 2008, 67% dos entrevistados estavam satisfeitos com a vida que levavam. Em abril de 2012, o percentual subiu para 68%. As mais altas taxas de confiança no futuro também fora registradas no mesmo período. Em maio de 2008, 58% dos brasileiros acreditavam que o ano seguinte seria melhor. Em abril de 2012, o percentual aumentou para 75%. Já o auge do pessimismo começou com o golpe e de lá para cá vem crescendo mês a mês, junto com o desemprego, que já atinge mais de 13,5 milhões de trabalhadores. A recessão e a crise política paralisaram totalmente o Brasil, mas Temer não conteve os gastos nem tampouco colocou em prática uma política de aquecimento da economia. Gastou milhões de reais em emendas para que os deputados votassem contra a abertura do inquérito. Quando fez isso não se preo- cupou com o déficit das contas públicas, que aumentou para estratosféricos R$ 159 bilhões, tanto pelo excesso de gastos quanto pela falta de arrecadação provocada pela recessão. Agora, coloca o Brasil à venda a preços módicos para diminuir o tamanho do rombo. Temer anunciou a privatização da Eletrobras e de outras 57 empresas estatais, que serão entregues para o capital estrangeiro única e exclusivamente porque temos um presidente incompetente, sem política econômica voltada para o desenvolvimento econômico e social do país, preocupado apenas em se manter no cargo, depois das denúncias de corrupção e formação de quadrilha, feitas pelo procurador geral da República Rodrigo Janot. Não há otimismo que resista a tanta notícia ruim. E isso vem deste que Temer usurpou o cargo de presidente da República de Dilma. Ele está se especializando em deixar os brasileiros pessimistas e descrentes de que o futuro possa ser melhor. Em julho deste ano, segundo a CUT/VOX, 61% dos brasileiros afirmaram que a vida piorou com Temer e 46% es- tavam insatisfeitos com a vida que levavam. Nem a inflação de menos de um dígito anima o povo: 75% dos entrevistados acham que vai aumentar. Outros 72% apostam no aumento do desemprego. O golpe de Estado que destituiu uma presidenta legitimamente eleita e colocou em seu lugar o usurpador e ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP), não aqueceu a economia nem gerou empregos, como eles diziam. A recessão se mantém firme sem sinal de que vai embora. E todas as medidas tomadas desde então pelo “chefe de organização criminosa”, como afirmou Janot, em sua denúncia, são contrárias aos interesses do Brasil e dos brasileiros. O Congresso Nacional, com enormes bancadas conservadoras do boi, da bala, da bola etc., também não colabora para melhorar o quadro, só aprova medidas contrárias aos interesses da classe trabalhadora, como o congelamento dos gastos com saúde e educação, entre outros, por 20 anos e o fim da CLT, sem falar no descaso relacionados as denúncias de corrupção. Em apenas algumas horas, a Câmara dos Deputados barrou, por exemplo, o pedido da PGR para que o Supremo Tribunal Federal (STF) abrisse investigação contra Temer, segundo a grande imprensa, após milionárias negociações entre o presidente e suas excelências, os deputados. Apesar de tudo isso, minha natureza otimista fala mais alto. Acredito na luta. Acredito na resistência. Não vou enfiar a cabeça embaixo do travesseiro e desistir da luta. É hora de nos mantermos organizarmos e mobilizados, para realizarmos outras grandes manifestações como a Greve Geral de 28 de abril, quando fizemos a maior greve da história do Brasil contra as reformas de Temer. É com pressão, mobilização e greve que vamos mudar o quadro atual e, juntos, discutirmos formas de defender o emprego, o salário, as condições de vida e até a reversão das medidas contrárias aos interesses dos trabalhadores e do povo mais pobre que veem sendo aprovadas por Temer e sua base aliada. O Brasil não pode andar para trás. E, tenho certeza, o povo saberá reagir e garantir a nossa soberania e recuperar a dignidade de ser brasileiro. Praia Grande-SP Geração de empregos na Região Metropolitana da Baixada Santista //por Alberto Mourão //Há décadas me manifesto quanto à importância e necessidade das cidades não dependerem apenas de uma matriz econômica. Há anos tenho falado em se fazer o rearranjo produtivo na Baixada Santista para que não chegássemos a esta situação de desemprego que foi agravada com a crise econômica do País. Há anos venho pregando no deserto, tentando chamar atenção das autoridades para que, unidas, as cidades de nossa Região Metropolitana da Baixada Santista se desenvolvam economicamente de forma integrada. Temos a necessidade da consolidação da Região Metropolitana da Baixada Santista, visando em especial o empenho para este realinhamento dos principais vetores econômicos. Em Praia Grande, por exemplo, tenho me dedicado a um projeto idealizado há mais de sete anos que pode ser a redenção para a Baixada Santista neste momento. O Complexo Empresarial Andaraguá, se tivesse corrido na velocidade planejada, hoje poderia estar em fase final de instalação para a geração de cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos. Infelizmente, houve uma triste acomodação de gestores e da sociedade nas últimas décadas em quatro setores que impulsionavam a economia regional, sem olhar que ocorria um avanço tecnológico de uso e costumes e que uma concorrência crescia em todo o País com a oferta dos mesmos serviços, o que fez com que essa acomodação provocasse essa queda econômica regional, o que é demonstrado em pesquisas sócio econômicas, com a redução do PIB e das vagas de trabalho, por exemplo. Setores como Turismo e os Polos Petroquímico, Siderúrgico e Portuário têm que se reinventar para uma nova dinâmica econômica. Essa defasagem dos setores fez com que os municípios se tornassem ainda mais suscetíveis à crise iminente que dava sinais desde a década de 80, quando os empregos na Usiminas ou até no Porto, por exemplo, começaram a ser reduzidos gradativamente. Era clara a necessidade de rearranjo do setor, para que a gente mantivesse a economia crescendo regional, de forma contínua. Infelizmente, não mexemos nisso. A classe política e o setor universitário se acomodaram regionalmente. Digo o setor universitário porque sempre defendi a instalação de universidades públicas na região, pensando que elas têm o compromisso com a pesquisa, não com o custo do curso, mas de efetivamente fazer a sociedade pensar fora das portas da universidade e dentro do setor produtivo. Mas não vale agora apontar os problemas, e sim buscar soluções para alavancar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos, seguindo esta linha de pensamento regional. Este é o assunto que estamos discutindo dentro da pauta enxuta que propus quando assumi a presidência do Condesb –Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista. Estamos intensificando o debate regional e as discussões acerca da economia das nove cidades da Baixada Santista. Já foram realizadas reuniões com sindicatos de traba- lhadores, representantes de universidades, faculdades, centros universitários e de pesquisas, sindicatos patronais e também com empresários, e destes encontros uma comissão será formada para estabelecer diretrizes a serem seguidas. É preciso dar um basta nessa cegueira regional, cobrar mais para que tenhamos igualdade de investimentos como tem ocorrido no interior de São Paulo e no Brasil por parte do setor privado. Alberto Mourão é presidente do Condesb e prefeito de Praia Grande

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Geral IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 5 Fotos: Fabio Nunes Teixeira Guarulhos-SP Prefeitura de Guarulhos investe na inclusão digital PrefeitodeGuarulhos,Guti //Com o objetivo de expandir o processo de inclusão digital no município, a Prefeitura inaugurou dia 25 de agosto, o Telecentro Vila Augusta, localizado no Centro de Treinamento de Mão de Obra –CTMO, na Vila Augusta. Acompanhando o prefeito Guti e a secretária do Trabalho, Telma Cardia, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Telecomunicações, Gilberto Kassab, partici- pou da cerimônia e ainda garantiu recursos para a cidade. Além da entrega da unidade, o evento contou com a assinatura de um acordo de cooperação técnica com o Governo Federal, que prevê vários incentivos, como o repasse de 320 computadores destinados aos novos telecentros. Em janeiro a cidade possuía quatro unidades, atualmente 24 equipamentos estão im- plantados. Para o prefeito Guti, o avanço é significativo e revela o empenho da administração municipal em proporcionar uma cidade melhor à população. “Além de ampliar o alcance à internet para uma parcela de guarulhenses que não tinha acesso, os Telecentros também irão promover cursos de qualificação profissional em informática e robótica. Isso fomenta a capacidade empreendedora e inovadora das pessoas, o que é fundamental para vencermos o desemprego”, comentou Guti. Em sua intervenção, Gilberto Kassab elogiou a iniciativa do prefeito Guti e da secretária Telma em reivindicar no ministério a disponibilização dos computadores. “Recebemos centenas de pedidos, mas só podemos atender dezenas. Com a persistência, Guarulhos mostra que tem iniciativa e é administrada de maneira séria, com empenho”, disse. Telma Cardia agradeceu a sensibilidade do ministro Gilberto Kassab com a demanda apresentada pelo município, e destacou o esforço da gestão municipal em promover ações para a geração de emprego e renda. “Nos Telecentros, o foco é a qualificação profissio- nal voltada à tecnologia. Dessa maneira, os cidadãos estarão mais preparados para conquistar um emprego, podendo também despertar para o empreendedorismo”, explica. Além do CTMO, os telecentros estão distribuídos nos Centros Unificados de Educação CEUs, Tiro de Guerra de Guarulhos, Adamastor Centro e nos bairros Taboão, Ponte Grande e Iporanga. Secretaria de Saúde-SP Pró-Sangue registra queda de 50% do estoque //Alguns tipos sanguíneos estão em situação de alerta ou crítica; doação é fundamental para garantir o abastecimento da rede //Com a queda da temperatura, a coleta de sangue registrou baixa significativa. Por conta disso, as reservas da Fundação Pró-Sangue, instituição vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, encontram-se em situação crítica. O Fundação está 50% abaixo do patamar desejado. Atualmente, alguns tipos encontram-se em situação bem delicada. O+, A+, A- e B- estão em alerta, ou seja, em condições de abastecer os hospitais por apenas três dias. Já o tipo O- está crítico, isto é, com o suprimento muito abaixo do normal. A Pró-Sangue fornece sangue para mais de 100 instituições de saúde da rede pública do Estado de São Paulo. Para que o sangue não falte para quem precisa, a Fundação convoca as pessoas para a doação, para que a o abastecimento dos hospitais não seja comprometido. Como doar Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde, vir alimentado, ter entre 16 e 69 anos (para menores, consultar site da Pró-Sangue), pesar mais de 50 kg e trazer documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação do candidato. Vale lembrar que é bom evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta à doação. No mais, outros impedimentos poderão ser identificados durante a entrevista de triagem, no dia da doação. Para tanto, basta acessar o site da Pró-Sangue e consultar os pré-requisitos de doação. O posto Clínicas fica na Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155, 1º andar, a 200 metros da estação Clínicas do Metrô. A unidade atende das 7 às 18 horas de segunda a sexta; das 8 às 17 horas nos sábados, feriados e pontes; e das 8 às 13 horas, nos 1º e 3º domingos de cada mês. Aos sábados, o atendimento está limitado a 380 candidatos. Ao atingir esse número, o cadastro fecha. O estacionamento, gratuito aos doadores, é o subterrâneo –Garagem Clínicas, na Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar. Para horário de funcionamento dos demais postos de coleta acesse: www.prosangue.sp.gov.br/doacao/Enderecos.aspx. Mais informações no Alô Pró-Sangue 0800 55 0300. A Fundação Pró-Sangue é uma instituição vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Criada em 1984, arrecada cerca de 12 mil bolsas por mês, sendo responsável por 32% de todo sangue consumido na Região Metropolitana do Estado de São Paulo. Sintepav-BA Celebração Ecumênica marca os 25 anos de fundação do Sintepav BA O Sintepav BA realizou em julho uma celebração ecumênica em homenagem aos 25 anos de fundação da instituição, completados no dia 12 do mesmo mês. O evento foi realizado na obra do metrô de Salvador e contou com a presença dos dirigentes sindicais, lideres religiosos, além dos trabalhadores da obra. A mesa de abertura foi composta pelo presidente do Sintepav BA e deputado federal, Bebeto Galvão, o presidente em exercício do Sintepav BA, Irailson Warneaux (Gazo), o secretário-geral do Sintepav BA, Paulo Roberto, a secretária de Políticas para as Mulheres do Sintepav BA, Maria do Amparo, o presidente da Força Sindical BA e diretor do Sintepav BA, Emerson Gomes, o pastor da Igreja Batista Senai, David Pina, o diácono da Paróquia do Espírito Santo, Manoel Pedro e o sacerdote do Terreiro de Lembá, Tata Ricardo Tavares. A fundação do sindicato foi relembrada como um momento para o for- talecimento da categoria. “Após a divisão do ramo da construção em construção civil e construção pesada, muitos acreditavam que os trabalhadores estariam divididos e a luta seria enfraquecida. No entanto, com a fundação do Sintepav BA tivemos o fortalecimento da categoria que passou a ser reconhecida e ter seus direitos ampliados, justamente por ter um sindicato que luta em defesa dos seus direitos e tem conhecimento sobre as peculiaridades do nossos setor”, destaca Irailson Warneaux (Gazo). O secretário-geral do Sintepav BA, Paulo Roberto, um dos fundadores do sindicato, foi bastante reverenciado durante o evento, como o principal responsável pela criação da instituição. O presidente do Sintepav BA e deputado federal, Bebeto Galvão, ressaltou o importante papel desempenhado por Paulo Roberto na restruturação do sindicato que passou a ser reconhecido no país e internacionalmente. “Iniciamos um processo de reestruturação do sindicato com base nos vínculos coletivos e unificamos por identidade de classe os trabalhadores da construção para enfrentar os desafios de um novo tempo político do sindicato. A partir de então passamos a realizar grandes mobilizações da categoria em todo estado que resultaram em mudanças no imaginário e na consciência da categoria, elevando o seu poder de conquistas. Hoje o sindicato, através da ICM também realiza ações internacionais, fortalecendo a classe trabalhadora em todos os diversos países”. Bastante emocionado, o secretário-geral do Sintepav BA, Paulo Roberto, declarou que a força do sindicato vem da união dos trabalhadores. “Nosso desejo era realizar esse evento com todos os trabalhadores, mas como não é possível, vocês representam essa categoria que através da unidade política e força conquistou ao longo dos últimos anos uma das melhores convenções coletivas de trabalho do país. Somos orgulhosos do nosso sindicato que se tornou referência em todo o Brasil”. O evento foi encerrado com a benção ecumênica dos líderes religiosos que abençoaram a categoria, demonstrando o respeito a diversidade e emocionando todos os presentes.

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 6 São Paulo-SP Prefeitura lança programa Profissão Cidadão com 3.500 vagas de capacitação para jovens e adultos //Cursos para diversas áreas profissionais, em parceria com SEBRAE, iniciativa privada e terceiro setor //A Prefeitura de São Paulo lançou dia 4 de julho o programa Profissão Cidadão, que vai disponibilizar, inicialmente, 3.500 vagas de capacitação doadas por parceiros, em cursos presenciais e à distância, em diversas áreas profissionais. As vagas são destinadas para jovens a partir de 16 anos e adultos. Os primeiros cursos, como Jardinagem e Hospitalidade e Lazer, teve início no dia 10 de julho. O principal objetivo do programa é promover a inclusão social, por meio de qualificação técnica que produza novas oportunidades de trabalho, empreendedorismo e geração de renda. A iniciativa conta com parceria com governo do Estado, SEBRAE, iniciativa privada e terceiro setor. “É uma enorme alegria para Prefeitura de São Paulo podermos celebrar este acordo e caminhar juntos neste projeto. A prioridade na prefeitura é, de maneira muito clara, para a geração de empregos e oportunidades”, afirmou o prefeito João Doria. O Profissão Cidadão terá importante participação das Prefeituras Regionais, que serão responsáveis por divulgar nas comunidades, identificar e indicar aquelas pessoas realmente interessadas em participar dos cursos, de acordo com o conhecimento e criatividade dos moradores. Isso permitirá o aperfeiçoamento das atividades econômicas locais e o desenvolvimento regional, de forma descentralizada, inovadora e sustentável. Os interessados em participar do programa devem se inscrever, de acordo com a disponibilidade das vagas, na própria Prefeitura Regional, que dará todas as orientações necessárias. Das 3.500 vagas disponibilizadas, 1 mil são do Programa Via Rápida Empregos, da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, para capacitação técnica nas áreas de comércio e serviços em suas unidades móveis e fixas. Os cursos serão ministrados e certificados pelo Centro Paula Souza. “Atuar com cursos rápidos é uma rica experiência pois os alunos que passam por esses cursos resgatam a sua coragem e se sentem mais competentes para enfrentar um concurso ou uma seleção”, disse a diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá. Outras 1 mil vagas são dos cursos Check-Up Empresas, ministrados pelo SEBRAE, que orientam como abrir, melhorar, ampliar e desenvolver habilidades para gerir a empresa, dá dicas de produto e divulgação do empreendimento. As turmas começam imediatamente após a capacitação técnica do Centro Paula Souza, e serão oferecidas em espaços próprios das Prefeituras Regionais, com duração de 20 horas/aula. As demais 1.500 vagas são acessos para cursos de educação à distância de aperfeiçoamento ao funcionário público municipal, pela DLB Tecnologia, como Padrão de Atendimento, Liderança, Gestão de Talentos e Administração de Tempo, entre outros. Centros de Excelência Em 2018, será inau- gurado o Centro de Excelência em Tecnologia da Informação para Jovens (CETI Jovens), sob gestão da Prodam. Os interessados receberão capacitação técnica em nível básico, por meio de módulos semestrais, para turmas de até 20 alunos por período –manhã, tarde e noite, nas seguintes matérias: Manutenção de Computadores, Tablets e Smartphones, Arte Digital, Design e Animação Gráfica, Desenvolvimento de Jogos e Treinamento e Comunicação em Mídias Sociais. A primeira atividade do CETI Jovens, ainda antes da entrega de suas instalações, será o curso de Capacitação Técnica em Robótica, que terá curadoria acadêmica e será ministrado pelo Programa FAB LAB LIVRE SP. Outro centro de excelência será o de Gastronomia, para Capacitação Técnica em Comida e Bebida de Rua e Manipulação de Alimentos, com instalação e manutenção, por quatro anos, da Asso- ciação de Comida e Bebida de Rua de São Paulo (ACORSP). Outros resultados das parcerias são a oferta de colocação no Bolsa Emprego e suporte para a especialização técnica em panificação e confeitaria do Sindicato da Indústria de Panificação do Estado de São Paulo (SINDIPAN); e equipamentos da Cozinha Escola e Escola de Hotelaria para capacitação técnica nas áreas de alimentação e eventos, pelos sindicatos de hotelaria, bares e restaurantes (SINDHOTÉIS, SINDRESBAR - SP e FHORESP).

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 7 Sindical Paulinho da Força-SP A Força dos Trabalhadores! Gráficos-SP GETÚLIO criou, TEMER destruiu //por Alexandre Gaúcho e José Pedro Vedovato //A CLT –Consolidação das Leis do Trabalho, sempre foi um incômodo para o setor patronal, porque os nossos empresários sempre tiveram uma mentalidade escravagista e retrógada. Quando o Getúlio Vargas criou a CLT os empresários não gostaram e articularam a queda do Getúlio, que só não se confirmou devido a morte do presidente Jango, queria ampliar os direitos dos trabalhadores. E a grande imprensa, junto com os empresários articularam e financiaram o GOLPE. Agora em 2015, o que incomodou os empresários foi o registro em carteira das empregadas domésticas. A nossa elite sempre foi atrasada e contra o desenvolvimento das camadas mais pobres. Até a famigerada ditadura militar conviveu com a CLT. O governo Temer, junto com a FIESP, não consegue conviver. A reforma trabalhista, aprovada pelo setor reacionário da câmara dos deputados, retirarou tudo aquilo que o Getúlio deixou de herança boa para a classe trabalhadora. Uma reforma seria para melhorar, o que temos aí é um desmonte daquilo que protegia os trabalhadores da ganância dos patrões. Agora os trabalhadores são jogados a própria sorte, onde nada mais o protege. O negociado sobre o legislado. Se for com assistência do sindicato e de uma comissão de fábrica tudo bem, mas os patrões querem negociar diretamente com os funcionários. Que força tem um trabalhador sozinho para negociar com uma SIEMENS e com uma Rede Globo? Querem afastar o sindicato das negociações coletivas e trazer a exploração para negociação individual. Os direitos das mulheres foram todos tirados de uma maneira criminosa pela base de apoio do governo, na minha opinião, sem legitimidade. Só resta aos trabalhadores se organizarem em seus sindicatos pois, o sindicato é e sempre foi o único fórum em que os trabalhadores podem contar e lutar contra os desmandos da FIESP e do governo Temer. Não tenho dúvidas, até que me provem o contrário, que esta reforma, ou deforma, foi redigida nas organizações patronais com o apoio da imprensa que sempre jogou um papel perverso no desmonte das relações capital e trabalho, como se a CLT fosse uma coisa marxista e revolucionária – coisa que está longe de ser. O que a CLT trazia, era nada mais do que a dignidade e segurança para a classe trabalhadora. A CLT teve 116 pontos subtraídos, o que a descaracteriza como um todo. A Justiça que fun- cionava no Brasil era a Justiça do Trabalho, agora perdeu completamente o seu poder de ação. Outra sacanagem é o pagamento do trabalho intermitente, tirando a condição do trabalhador registrado e membro dos quadros da empresa, para simplesmente biqueiro, igual àqueles gatos de fazenda que roubam os trabalhadores em empreitadas. Voltamos às piores situações de trabalho do século XIX, onde os trabalhadores ganhavam simplesmente para comer. Onde vamos parar com tantos desmandos? Qual o futuro da classe trabalhadora que sustenta as demais classes econômicas? Querem jogar toda a classe trabalhadora, incluindo os funcionários públicos, para a semiescravidão. Porque vocês acham que os juízes e militares ficaram de fora das reformas? É para manter de pé o aparelho repressivo, caso aja, no futuro, lutas para reverter esta situação caótica. Os TRABALHADORES e as CENTRAIS SINDICAIS têm a responsabilidade histórica de promover lutas para reverter este quadro que vai gerar ainda mais distorções sociais, miséria e fome no Brasil; que deveria, antes de ser o celeiro do mundo, ser um oásis para o seu povo. Alexandre Gaúcho e José Pedro Vedovato, diretores do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Manifestações Juventude denuncia nas ruas retirada de direitos no Brasil e em SP //Manifestantes lembraram o quanto as privatizações e o golpe serão prejudiciais //Para celebrar o mês Internacional da Juventude, jovens tomaram as ruas do centro de São Paulo no dia 24 de agosto. O “Grito pelas Diretas Já e Contra as reformas” foi organizado pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo Osasco e Região (Seeb-SP) e teve participação da juventude da CUT São Paulo e de movimentos sociais e estudantis. A secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Oliveira Magalhães, destaca a importância de os sindicatos e da Central se aproximarem da juventude para fazer o debate contra as reformas do governo golpista de Michel Temer (PMDB). “Essa foi uma juventude que sentiu os efeitos positivos das políticas públicas, que priorizou o acesso às universidades e o crescimento social. Com todo esse cenário de desmonte, esse governo está condenando o futuro de toda essa geração”, apontou. A dirigente do Seeb-SP, Lucimara Malaquias, também destacou a importância de a entidade organizar pela primeira vez um ato para a juventude trabalhadora. “Foi uma conquista importantíssima porque muitos sindicatos e movimentos acreditaram na ideia e fizeram esse ato tão bonito. Isso só fortalece a nossa luta”. A dirigente do SindSáude-SP, Renata Scaquetti, reforçou que 27,2% dos jovens de 14 a 24 anos, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estão desempregados. //O movimento sindical, por meio de seus sindicatos, suas federações, confederações e centrais sindicais, vêm, ao longo dos anos, erguendo bandeiras de lutas que dizem respeito aos trabalhadores de todo o País, e de todas as categorias, contra a retirada de direitos, por uma queda expressiva da taxa básica de juros, pela manutenção dos postos de trabalho existentes e sua ampliação, por ambientes de trabalho saudáveis, por máquinas protegidas, pela valorização dos salários, aposentadorias e pensões, e pelo estrito cumprimento dos textos das Convenções Coletivas de Trabalho, entre outras demandas. Apesar de, nos dias de hoje, as entidades sindicais estarem melhor preparadas se comparadas às de um passado não muito distante, mais organizadas, mais coesas e atuantes, isto de nada valeria sem a efetiva participação do conjunto de trabalhadores nas lutas que encampam visando o bem de todos. Só uma entidade forte e atuante alcança as conquistas almejadas. E essa entidade só se torna efetivamente forte se tiver ao seu lado a categoria que representa. Um sindicato forte é a certeza de novas e importantes conquistas, e de que nossos direitos serão respeitados. Com um sindicato fortalecido, as campanhas salariais têm tudo para saírem, sempre, vitoriosas. Valorizar seu sindicato é valorizar a si próprio e ao seu emprego. Quem torna um sindicato, uma federação, confederação ou central sindical forte é o conjunto dos trabalhadores. É a participação de cada trabalhador(a) visando o bem estar e o denominador comum de todo um grupo. E esclarecer, organizar, mobilizar esses trabalhadores é papel de cada entidade sindical, além de tomar a frente das negociações –sempre com a anuência do grupo– para que esses objetivos sejam alcançados. É importante que todos(as) os(as) trabalhadores(as) se sindicalizem, valorizem seu representante sindical e participem ativamente das lutas em defesa das bandeiras da classe trabalhadora brasileira. Ser sindicalizado é um direito de cada trabalhador(a). Por isto a importância de sindicalizar-se! Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal Metalúrgicos-SP Não tem milagre! //Sou otimista em relação à capacidade do Brasil de voltar a crescer, produzir, gerar empregos e renda, promover dignidade, mas o alcance dessa realidade só se dará se todos, ou a maioria da sociedade, pensarem e trabalharem nessa direção. Precisamos de políticas de desenvolvimento que fortaleçam a indústria, invistam em infraestrutura, gerem empregos, trabalho decente, qualifiquem e requalifiquem os trabalhadores. Não tem milagre! Podemos ter uma política nacional e políticas regionais, que utilizem os recursos locais, promovam crescimento aqui e ali, empreguem, gerem oportunidades, diminuam as desigualdades e, juntas, façam o Brasil retomar o seu curso de crescimento. O movimento sindical é parte da sociedade e já apresentou propostas concretas e viáveis para ajudar na retomada, como o Programa de Renovação da Frota de Veículos, que pode gerar mais de dois milhões de empregos no País; o Programa do Conteúdo Local, que possibilitaria investimentos em pesquisas, ajudaria a indústria brasileira produzir veículos, máquinas e tecnologias. É preciso repensar a retomada das obras do PAC, que estão paradas e dando prejuízos ao Brasil e aos brasileiros. Dirigentes das Centrais Sindicais se reuniram recentemente com a Fiesp e empresários de outros setores e aprovaram um documento com propostas para a retomada do crescimento e a geração e empregos, que será entregue aos presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Senado. A sociedade está fazendo um esforço neste sentido, resta o governo fazer a parte dele. O governo tem que governar e governar para todos e para o bem de todos. Tem que olhar para a maioria da sua população, que são os trabalhadores e pessoas de baixa renda. Políticas sociais melhoram as condições de vida de todos. E é desta forma, pensando políticas sérias, que vamos superar a crise e equilibrar as contas públicas, e não tirando direitos e benefícios trabalhistas e sociais legítimos e mantendo privilégios. Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e vice-presidente da Força Sindical

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 8 São Paulo São Paulo terá o primeiro fundo imobiliário público do Brasil //Parceria prevê contratação de administrador privado para operar venda de imóveis públicos ociosos; unidades estão avaliadas em R$ 1 bilhão Criação do Fundo representa uma importante redução de despesas administrativas //São Paulo terá o primeiro fundo imobiliário público do Brasil. O governador Geraldo Alckmin anunciou dia 23 de agosto a publicação do edital do Fundo de Investimento Imobiliário do Estado de São Paulo (FII). Na prática, contratará responsáveis para administrar e operar a carteira de imóveis do Estado, que iniciará as atividades com 267 unidades de um estoque de mais de cinco mil, distribuídos por todas as regiões do Estado. A avaliação inicial desses imóveis chega a R$ 1 bilhão. “O Governo está trazendo um consórcio para fazer a gestão desse fundo, que poderá vender os ativos, permutar ou até participar de empreendimento”, afirmou Alckmin. “Imagina uma área grande na beira de uma autoestrada, num lugar privilegiado, se houver interessado em investir ali, construir um empreendimento, o Governo pode auferir na receita”, explicou o governador. Alckmin Fazem parte do portfólio imóveis comerciais, residenciais, terrenos, barracões, oficinas e ginásios destacou ainda que a medida “vai desmobilizar e aumentar recursos para investir em infraestrutura e naquilo que interessa à população”. Na prática, São Paulo cria uma espécie de imobiliária pública. Para a primeira oferta ao mercado foram selecionados imóveis com documentação mais regularizada e que podem ser vendidos com maior facilidade. No estoque, estão contemplados imóveis comerciais, residenciais, terrenos, barracões, oficinas e ginásios incorporados pelo Estado ao longo do tempo. O edital completo foi publicado na edição de 24 de agosto do Diário Oficial do Estado. O prazo para envio das propostas é de 30 dias. O pregão presencial será realizado no dia 22 de setembro de 2017, às 10 horas, na sede da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, na capital. “O objetivo é desmobilizar. O Governo tem Foram selecionados os imóveis com documentação pronta e que podem ser vendidos com maior facilidade muitas áreas, muitas vindas de leilão de tributos”, disse Alckmin. Imóveis A partir de 24 de agosto, os interessados poderam ter acesso a mais informações sobre os imóveis no site www.imoveis.sp.gov. br/fundoImobiliario. Os detalhes dos imóveis da capital e do interior podem ser acessados pela internet. Com a criação do Fundo de Investimento Imobiliário do Estado, São Paulo sai na frente na criação de um me- canismo para otimizar e racionalizar os recursos públicos disponíveis. Com a venda dos imóveis, coloca em prática uma importante redução de despesas administrativas, além de colaborar para o Tesouro Estadual. A Companhia Paulista de Parcerias (CPP), ligada à Secretaria da Fazenda, será responsável por conduzir a licitação. O órgão também vai contratar o administrador e acompanhar a gestão do fundo com o agente privado.

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 9 Sinduscon-SP Reforma da Previdência é inadiável //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //A elevação das metas dos déficits fiscais em 2017 e 2018, para R$ 159 bilhões em cada ano, reforçou a necessidade de aprovação inadiável da reforma da Previdência. As medidas adotadas pelo governo para conter o rombo nas contas públicas dentro das metas anteriores não alcançaram este objetivo. Para cumprir o limite do déficit fiscal anteriormente prometido, o Executivo contava com diversas receitas que não se concretizaram. A redução da inflação, junto com a persistência da crise econômica, diminuiu o volume esperado de arrecadação de tributos. Também se frustraram as expectativas de receitas que deveriam ter sido geradas pelo Refis –o programa de recuperação de débitos fiscais das empresas– e pela segunda fase de programa de repatriação de recursos do exterior. Além disso, o governo contingenciou verbas do seu próprio Orçamento. Diminuiu investimentos na expansão da infraestrutura que gerariam empregos e renda. Cortou recursos para serviços indispensáveis, como saúde, educação e segurança pública. E elevou o imposto sobre os combustíveis, o que inevitavelmente acabou prejudicando toda a população por seu efeito inflacionário sobre os preços de alimentos, bens e serviços. Ao mesmo tempo em que elevou a meta do déficit, o governo tomou uma série de medidas para cortar gastos e elevar a arrecadação. Entre elas, figuram a elevação da contribuição previdenciária dos servidores, o adiamento do reajuste de seus salários, a redução do salário inicial do funcionalismo, tributação sobre fundos de investimento exclusivos e sobre exportações, e ampliação das concessões aeroportuárias. Contudo, o déficit da Previdência aumenta a cada ano e tem um grande peso nas contas públicas. Se esta situação não mudar, anualmente o governo precisará seguir contingenciando investimentos e aumentando impostos, o que fatalmente levará o país à recessão e ao aumento do desemprego. Sem revertermos a elevação incessante do déficit da Previdência, jamais conseguiremos sair da areia movediça que deprime a taxa de investimento, ameaça a prestação de serviços públicos e torna crônica a crise econômica que gera violência e desemprego massivos. O governo havia enviado ao Congresso uma proposta drástica de reforma. Ela acabou sendo modificada por um substitutivo mais brando, aprovado em maio pela Comissão Especial da Câmara que analisou a matéria. Pelo substitutivo, a idade mínima para aposentadoria passaria a 65 anos para homens e 62 para mulheres, com a exigência de ao menos 25 anos de contribuição ao INSS. O valor da aposentadoria começaria com 70% do valor dos salários e subiria gradualmente até tornar-se integral com 40 anos de contribuição. Regras de transição seriam criadas para quem já contribui. Mas para a reversão definitiva do déficit da Previdência, seria imprescindível estender aos servidores públicos as mesmas condições exigíveis aos segurados da iniciativa privada, e o governo conseguir os votos necessários para a aprovação da reforma. Paralelamente, o Executivo precisa seguir cortando despesas e intensificando privatizações e concessões, sem contudo voltar a aumentar impostos. Está nas mãos das lideranças responsáveis do Congresso a aprovação da reforma previdenciária, para que o Brasil volte a crescer. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon- -SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e da Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária)

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 10 Metalúrgicos de Guarulhos-SP Metalúrgicos de todo o Brasil combatem a reforma trabalhista Fotos: Cláudio Omena tação da reforma tra- balhista. As entidades vão atuar em conjunto nas campanhas sala- riais do semestre, com o objetivo de evitar que a classe patronal ten- te impor a reforma às Convenções Coletivas a serem assinadas. Participaram do en- José Pereira – presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos contro entidades meta- lúrgicas ligadas à CUT, //Dirigentes metalúrgicos Força Sindical, CTB, de todo o País se reuniram CSP-Conlutas e à Intersin- dia 22 de agosto no Sindica- dical, além de dirigentes do to de São Bernardo do Cam- vestuário, alimentação, pe- po, a fim de reforçar a luta troleiros, papel, construção e nacional contra a implemen- têxteis, entre outras. A ideia é que as categorias somem forças à resistência já nas campanhas salariais. O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região esteve representado pelo presidente José Pereira dos Santos, o vice Josinaldo José de Barros (Cabeça) e os diretores Célio Ferreira Malta e Josete Machado (Pepe). Agenda – A coordenação metalúrgica definiu uma primeira agenda de ações: até 28 de agosto, um esquenta com atos em locais de trabalho e outros pontos como forma de esquentar o Dia Nacional de Luta, Pro- testos e Greves –marcado para 14 de setembro; dia 14, atos, protestos e paralisações em todo o País; dia 29 de setembro, plenária nacional dos metalúrgicos, para avaliar os atos e indicar outras ações. José Pereira dos Santos diz: “Sempre preguei essa unidade. Não só nas questões sindicais, mas também pra que a classe trabalhadora articule um plano nacional de desenvolvimento, diferente do projeto neoliberal que está afundando o País”. Miguel Torres, presidente da CNTM e iniciador do mo- vimento, adianta que serão tomadas medidas no âmbito da Justiça. “Nossos jurídicos avaliam os melhores caminhos”, diz. Para o sindicalista, os esforços do comando metalúrgico devem se concentrar nas campanhas salariais e também para a realização de um ato forte, dia 14 de setembro. Jornal – Já circula o informativo Brasil Metalúrgico, com a manchete “Metalúrgicos unidos contra o fim dos direitos”. O boletim também destaca a importância do Contrato Coletivo Nacional para a categoria. Bahia Linha 2 do metrô de Salvador avança e tem mais quatro estações prontas Fotos: Carol Garcia/GOV-BA //Mais quatro estações da linha 2 do Sistema Metroviário Salvador –Lauro de Freitas iniciam a operação comercial este mês de setembro. No dia 7 de agosto, o governador Rui Costa, acompanhado de dirigentes da CCR Metrô Bahia, concessionária que administra o sistema, visitou as estações Flamboyant, Tamburugy, Bairro da Paz e Mussurunga, que compõem mais 7,5 quilômetros de extensão. “Tenho certeza que todo baiano, hoje, sente um grande orgulho dos investimentos feitos na Bahia, com obras acontecendo em ritmo acelerado. Nossa capital, eu diria, terá a melhor mobilidade urbana do país e a terceira maior extensão de linha do metrô do país. A obra do metrô aqui é a maior obra em andamento no país. Com essa crise que estamos passando, muitas obras estão paradas e nós seguimos construindo uma Bahia moderna, uma Bahia do futuro”, destacou o governador Rui Costa. Sobre a integração, Rui Fotos: Elói Corrêa/GOV-BA Governador, presidente da CCR, Luís Valença e Mayara Freitas, operadora de trem do metrô adiantou que, caso não haja acordo na próxima reunião no Ministério Público, no dia seguinte lançará o edital de licitação para as linhas de ônibus alimentadoras do sistema metroviário. “Repito, irei licitar ônibus com ar-condicionado e wi-fi gratuito para toda a população. Também estamos nos articulando à implantação de wi-fi gratuito nas estações do metrô”, afirmou. As linhas metropolitanas de ônibus também serão equipadas com mais conforto e comodidade. “Já determinei que a Secretaria de Infraestrutura faça a licitação das linhas metropolitanas de Salvador, para este semestre. Vamos exigir também ar-condicionado e wi-fi para os ônibus de Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Lauro de Freitas, Camaçari, enfim, toda a região, que fazem a ligação com as estações do metrô”, garantiu Rui. Novas entregas A obra do metrô até a estação Mussurunga já contempla a implantação do paisagismo com árvores, recuperação da Lagoa do Flamboyant e as intervenções de urbanismo, com pista de caminhada e ciclovia. Antes da entrega do novo trecho Pituaçu-Mussurunga para operação comercial, o período de testes, uma equipe técnica multidisciplinar embarca no trem para avaliar a movimentação nos trilhos e o desempenho da rede de energia, entre outros aspectos técnicos. Com a entrega das novas estações, será possível ir da Estação Mussurunga até a Estação Lapa em aproximadamente 30 minutos. As intervenções para a instalação do metrô incluem ainda obras no Terminal de Ônibus Pituaçu, que já está na fase final de construção e terá capacidade para receber 140 ônibus por hora. O terminal de ônibus Mussurunga também passa por uma reforma geral e ampliação, em fase de finalização de sua cobertura e das obras das salas de operação. O asfalto das vias de trânsito dos ônibus foi todo recuperado e o piso de acesso dos passageiros foi substituído por granito. A operadora de trem do metrô, Mayara Freitas, de 23 anos falou do orgulho de poder guiar o equipamento nesse momento histórico para a cidade. “Estou muito feliz por conduzir o trem e, especialmente, hoje, poder levar o governador. Nesta fase de teste, essa já e a minha terceira viagem. Não sei nem explicar direito o que senti quando fui convocada. Fiquei surpresa e radiante. O metrô está trazendo conforto e segurança para os moradores de Salvador, que agora podem fazer os trajetos em um curto espaço de tempo. Fazer parte de tudo isso está sendo muito importante para mim”, revelou Mayara. Mais de 40 quilômetros de extensão Com total de 42 quilômetros de extensão, 23 estações e 10 terminais de ônibus integrados, a conclusão das obras do Sistema Metroviário Salvador e Lauro de Freitas está previsto para o final de 2017, chegando ao Aeroporto. A Linha 1 é composta por oito estações, 12 quilômetros de extensão, que vai da Estação Lapa à Estação Pirajá. A Linha 2, conta com 12 estações e está concluída até a Estação Mussurunga. Para o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello, a amplia- ção do metrô vai reduzir o fluxo de carros nas ruas. “Algumas pessoas já entendem o metrô como um transporte eficiente, confortável e já começam a sair dos seus carros pra virem para o metrô. Além disso, as obras estruturantes que foram feitas para o metrô, a exemplo da viaduto da Avenida Paralela, tem trazido uma melhoria muito grande. A gente tem depoimentos de pessoas que têm saído de sua casa, do seu trabalho e hoje já fazem esse trajeto em menos de 30 a 40 minutos do que faziam, portanto, trazendo benefício geral para a população, sobrando tempo para que as pessoas possam desenvolver outras atividades, estudar, trabalhar um pouco mais, e até se dedicar mais à família”, afirmou. Sistema Viário Lauro de Freitas Até o final do ano, os moradores de Lauro de Freitas poderão chegar à região do Iguatemi em menos de 25 minutos, utilizando a Linha 2 do metrô. Com 13 mil metros quadrados de área total, o terminal será interligado à futura Estação Aeroporto do metrô por meio de uma passarela, facilitando o deslocamento dos passageiros que poderão utilizar os dois meios de transporte pagando apenas uma passagem. O terminal terá capacidade para mais de 105 mil passageiros/dia e até 70 ônibus por hora.

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 11 Secovi-SP Solução para o País é cortar despesa e não aumentar impostos // Em 15 de agosto, a equipe econômica do governo federal anunciou medidas para reduzir déficit fiscal. Ainda que seja necessária uma análise mais aprofundada, parece que, desta vez, o foco maior está no corte de despesas e não no aumento de impostos, possibilidade aventada dias antes, quando se chegou a noticiar a elevação da já insuportável carga tributária. O atual governo se mostra disposto a colocar o País nos trilhos, com coragem para realizar reformas estruturais, cujos efeitos foram rapidamente captados pela economia. Se hoje temos a menor inflação dos últimos dez anos, Selic de um dígito, elevação do índice de confiança, superávit na balança comercial e início na criação de empregos, sem dúvida alguma isso é resultado da sinalização governamental de pôr a casa em ordem, bem como da decisão dos setores produtivos de apostar em dias melhores e trabalhar. E a tendência de melhoria nesse processo está particularmente atrelada a mais duas reformas imprescindíveis: a previdenciária, que é urgente não só para reduzir o déficit público, mas assegurar futuras aposentadorias; e a administrativa, indispensável para diminuir o tamanho do Estado. Mais precisamente, seu insus- tentável gigantismo. Para que ambas acon- teçam, contamos com o discernimento que vem sendo revelado por nossos parlamentares, do qual resultaram avanços como a modernização da legislação trabalhista. É certo que haverá fortes resistências corporativas. Será intensa a pressão sobre o Congresso por parte dos servidores públicos federais, cujo reajuste será postergado em um ano, e cuja nova alíquota de contribuição previdenciária será de 14% para remuneração superior a R$ 5.531. Há, porém, um diagnóstico oficial que merece ser avaliado: o governo federal paga, em média, 3 vezes mais que o setor privado em ocupações de nível fundamental e médio; no nível superior, 2,1 vezes mais; muitos servidores chegam aos níveis mais altos da carreira com 15, 10 ou até 6 anos de serviço; trabalhadores com renda mensal de R$ 4,9 mil estão entre os 10% mais ricos da população e os com R$ 27,4 mil entre os 1%. Como 39% dos servidores se aposentarão nos próximos 10 anos, é também proposta uma reestruturação das carreiras, “com o que cada novo servidor custará até 70% menos”. Além disso, devem ser eliminados 60 mil cargos públicos vagos, o que afasta o risco de inchaço ainda maior da máquina pública. Flavio Amary, presidente do Secovi-SP Há anos defendemos a necessidade de o governo cortar na própria carne e, assim, garantir recursos para investimentos essenciais em infraestrutura, saúde etc. E acreditamos que muito pode ser feito com uma reforma administrativa de fato, eliminando mais ministérios, penduricalhos que geram supersalários e mesmo promovendo isonomia entre funcionalismo público e trabalhadores do setor privado, no que tange à aposentadoria. Neste aspecto é mais que exemplar a portaria da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, determinando que todos os tribunais enviem àquele órgão informações sobre os salários pagos aos juízes, incluindo detalhamento sobre verbas adicionais. Transparência é ingrediente básico da democracia. Espera-se do Congresso Nacional firme alinhamento com os interesses nacionais. Ainda, explícito compromisso com o reerguimento do País, compromisso este que não se coaduna com a absurda ideia de se criar um fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões, bancado por um governo que não tem como fabricar dinheiro. Portanto, por todos nós.

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SindicalIMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 12 Sindiquímica-BA Com a ameaça dos retrocessos impostos pela reforma trabalhista funcionários do ramo químico da Bahia iniciam campanha salarial //Assunto foi discutido em seminário organizado pelo Sindiquímica-BA //Na Bahia, trabalhadores do ramo químico discutiram as estratégias de enfrentamento contra a reforma trabalhista (Lei 14.367) que deverá entrar em vigor no período da campanha salarial. A reforma foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer e ameaça os acordos coletivos das categorias representadas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico da Bahia (Sindiquímica). Por isso, o assunto foi tema de um seminário no dia 19 de agosto que contou com a participação de trabalhadores petroquímicos, químicos, plásticos e dos terminais químicos, além de dirigentes sindicais. Participaram do se- minário, os assessores jurídicos do sindicato, Ricardo Serra e Moacir Martins, e a técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Nádia Vieira. Durante sua apresentação, Serra explicou as propostas tiradas durante o encontro jurídico da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que aconteceu no início de agosto em São Paulo sobre a reforma trabalhista. “Com a mudança na legislação trabalhista, na campanha salarial as empresas petroquímicas do Polo de Camaçari possivelmente vão querer enfraquecer a categoria com a proposta de retirada de direitos historicamente conquistados ao longo dos anos”, alertou o advogado. A Convenção Coletiva dos petroquímicos baianos é uma das mais avançadas do Brasil e tem servido de exemplo até para outras categorias ligadas à indústria. Serra falou também sobre os artigos da CLT que foram modificados e atingem diretamente os trabalhadores do ramo como o fim da ultratividade, contratos precários, ampliação da jornada de trabalho, redução do horário de intervalo, o fim da hora in itinere. Se não houver reação dos empregados, os empresários vão querer impor a terceirização em todas as áreas. Por isso, o advogado acredita que a unidade dos trabalhadores que iniciam as negociações salariais, contratados e terceirizados, pode fortalecer os sindicatos e barrar a retirada de direitos. “De qualquer forma, o texto da Lei 14.367 traz várias medidas que violam a Constituição de 1988 e o Ministério Público do Trabalho deverá contestá-la”, finaliza Serra. A reforma também desrespeita convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) da qual o Brasil é signatário. Desempenho positivo do setor “Apesar da crise econômica as empresas do setor petroquímico registraram saldo positivo em 2016”, explicou a técnica do Dieese, Nádia Vieira, durante o seminário, no Sindiquímica. Além de mostrar o desempenho das empresas petroquímicas e químicas brasileiras, a economista apresentou um balanço das negociações coletivas de cerca de 800 categorias em 2016. Em relação à indústria química, a economista explicou que houve um aumento da demanda de produtos químicos industriais e acabados e algumas empresas petroquímicas, que publicam balanço, registraram resultado po- sitivo ano passado. É o caso da Cristal, que teve aumento de 15% na receita e de 91% no EBITDA. A Deten registrou aumento de 3,35% na receita e de 6,79% no lucro operacional. A Braskem apurou EBITDA recorde de R$ 11,5 bilhões em 2016, sendo que as plantas instaladas no Brasil foram responsáveis por 74% deste resultado. A Elekeiroz já registra lucro de R$ 30 milhões até junho de 2017 e aumento de 14% da receita de vendas. Com base nas informações apresentadas no seminário, o Sindiquímica prepara a pauta de reivindicações que deverá ser encaminhada até fim deste mês às empresas petroquímicas, químicas, plásticas, além dos terminais químicos Vopak e Tequimar depois de aprovadas pelos trabalhadores. Assalto na volta para a casa Um assalto levou pânico para dentro do ônibus que levava para casa trabalhadores do Polo Petroquímico de Camaçari (BA), na madrugada de 17 de agosto, em Salvador. De acordo com as vítimas, por volta das 0h15, logo após o desembarque de um dos trabalhadores, quatro homens armados invadiram o veículo e saquearam todos os 12 passageiros. Foram levados celulares, relógios e outros objetos. Apesar da truculência dos bandidos, ninguém ficou ferido. Segundo relatos, os assaltos estão se tornando constantes. Em menos de um ano, esse é o segundo assalto nesse mesmo ônibus e há relatos do crime sendo cometido em outros roteiros. O episódio é considerado como um acidente de trajeto, já que o assalto aconteceu dentro do ônibus da empresa e por conta disso os trabalhadores querem o ressarcimento pelos danos morais e materiais. O Sindiquímica se manifestou e exigiu das empresas o ressarcimento dos objetos roubados e mais segurança. Sinduscon-MG Cooperativa de compras do Sinduscon-MG movimenta R$ 4 milhões em seis meses Fotos: Divulgacão Sinduscon/MG //Coopercon-MG busca melhores preços e prazos com fornecedores de insumos e prestadores de serviço Em apenas seis meses, a Cooperativa da Construção Civil do Estado de Minas Gerais (Coopercon-MG), uma iniciativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), gerou negócios da ordem de R$ 4 milhões, e ajudou a movimentar a cadeia produtiva da construção civil no Estado. A cooperativa reúne mais de 60 das principais construtoras associadas ao Sinduscon-MG e tem como objetivo conseguir preços mais competitivos para as cooperadas. A lista de parceiros da Coopercon-MG têm crescido constantemente e reúne fornecedores de insumos e serviços especializados, como areia, cimento, porcelanato, pisos e revestimentos, metais e esquadrias. A Coopercon-MG faz a negociação global de preços para todos os cooperados, porém, para dar mais velocidade ao processo, a compra desses itens é realizada diretamente entre as construtoras e o fornecedor. “A Cooperativa vem reunindo com grandes fornecedores em busca de uma parceria saudável e duradoura, onde os ganhos beneficiem os dois lados. Conseguimos os melhores preços de itens fundamentais. Com um trabalho integrado, criamos um bom ambiente de negócios entre fornecedores, prestadores de serviços e construtoras. Isso resulta na redução do custo final dos empreendimentos, o que reflete também no aumento da competitividade no setor”, destaca o presidente da Coopercon-MG, Juliano de Noronha Graça. Devido a boa aceitação da iniciativa, a adesão das construtoras tem aumentado. Uma das participantes da Coopercon-MG é a Base Minas Construções, empresa com 25 anos de mercado e que se destaca por seus empreendimentos com plantas inteligentes e alto padrão de qualidade. Segundo o diretor da empresa, Tomaz Acácio da Costa Soares, a iniciativa é uma boa oportunidade das construtoras reduzirem o custo nos canteiros de obras sem deixar cair a qualidade. “Conheci a cooperativa nas reuniões no Sinduscon-MG. Resolvemos participar para fortalecer a cooperativa, visando minimizar custos, ter acesso Juliano de Noronha Graça, presidente da Coopercon-MG a bons fornecedores –avaliados pela cooperativa–, melhores condições de preço e pagamento, em função do volume de produtos a serem adquiridos pelos cooperados”, avalia. Soares conta que a empresa já negociou argamassa, cimento, EPI’s e elevadores. “A condução da negocia- ção pela cooperativa e as condições de aquisição dos produtos fo- ram aspectos que nos deixaram muito satisfeitos. Tenho certeza de que, sempre que possível, priorizaremos a aquisição de produtos por meio do serviço da cooperativa”, finaliza. Saiba mais: www. sinduscon-mg.org.br/ coopercon-mg

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 13 “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Cora Coralina Saúde Pesquisadores dizem que teia de aranha pode reconstruir o coração //Pesquisadores apontam ser possível usar seda de aracnídeos, elástica e resistente, para produzir tecido cardíaco. Material também poderia ser usado como revestimento para implantes mamários e até mesmo em sapatos //Quem sofre de insuficiência cardíaca poderá, no futuro, contar com ajuda vinda de um material inesperado e pegajoso. Cientistas alemães afirmam que pode ser possível reconstruir o tecido do coração a partir da seda de aranha, material elástico e extremamente resistente. A seda de aranha é mais resistente que materiais fibrosos sintéticos. No momento, não existe uma terapia para reverter o dano às células cardíacas provocado por um infarto. Na busca por uma solução, o professor Felix Engel, da Universidade de Erlangen, demonstrou que a seda de aranhas-tecedeiras é particularmente adequada como material base para produzir o tecido cardíaco. Porém, ainda havia um obstáculo: não era possível produzir em laboratório a proteína que dá à seda sua estrutura e resistência, a fibroína, em quantidade e qualidade suficiente. A ajuda veio de pesquisadores da Universidade de Bayreuth: “Conseguimos produzir uma proteína de seda recombinada da aranha de jardim em maiores quantidades e com a mesma alta qualidade”, disse o professor Dr. Thomas Scheibel, titular da cadeira de Biomateriais da Universidade de Bayreuth. Assim, a seda pode ser confeccionada em laboratório, fora do corpo das aranhas. As equipes também pesquisaram em conjunto como a proteína construída em laboratório interage com células do coração. A des- coberta foi publicada na revista científica Advanced Functional Materials. A seda de aranha é mais resistente que o nylon, que as fibras sintéticas Kevlar e que todos os outros materiais fibrosos sintéticos. Por isso, ela é um excelente material para confeccionar as chamadas biotintas, com as quais estruturas semelhantes a tecidos podem ser produzidas por impressoras 3D. O trabalho dos pesquisadores e a possibilidade de imprimir as proteínas de seda artificiais nas impressoras 3D são os primeiros passos para produzir tecido cardíaco funcional no futuro. Reciclável e biodegradável Scheibel fundou com dois colegas a start-up AMSilk em 2008, que produz biopolímeros de seda de alta qualidade para uso em produtos têxteis, dispositivos médicos e cosméticos. A diferença em relação a outros polímeros sintéticos é que o produzido a partir da seda é totalmente reciclável. Os pesquisadores de Bayreuth também demonstraram como usar a proteína para revestir implantes mamários; já que a seda é estéril, dificultando a disseminação de bactérias e fungos, e sua proteína é melhor aceita pelo corpo humano do que o silicone. O método funcionou em experimentos com animais; e testes com humanos serão realizados em breve. – Estou confiante de que a proteína de seda se provará eficaz –afirma Philip Zeplin, médico especializado em cirurgia plástica e estética da clínica Schlosspark de Ludwigsburg. Ele acredita que o método também será usado futuramente para outros implantes; como próteses vasculares, cateteres de diálise ou válvulas cardíacas. A fabricante de artigos esportivos Adidas também se interessou no ano passado pela seda de Scheidel. Segundo a empresa, até agora foi produzido apenas um protótipo feito com componentes biodegradáveis. O plano é comercializá-lo futuramente. Outro benefício das teias de aranha é a duração. Elas sobrevivem por muito tempo; com exemplares de até 500 anos podendo ser encontrados em prédios antigos. Lazer Culinária Filé ao molho de mostarda Horóscopo //Você nasceu inocente e puro amor e assim o É. Não se esqueça disso e volte ao que É. 21/03 a 19/04 //A alegria irradia os corações mais duros. 20/04 a 20/05 Seja alegre com a vida e com todos. //A fé no ser humano começa em nós. Se fazemos o bem a nossa/o irmã/ão, temos a beleza dentro do coração. 21/05 a 21/06 //Tudo é possível quando somos verdadeiros conosco. 22/06 a 22/07 O universo flui a nosso favor porque estamos a seu favor. //A força do ser humano está em ser verdadeiro. Fiel a si mesmo, não há quem o enfraqueça. //INGREDIENTES • 1 kg de filé mignon em bifes • Sal e pimenta-do-reino preta moída na hora • 1 tablete de caldo de carne • 3 colheres (sopa) de conhaque • 1/2 xícara de água quente • 1 lata de creme de leite • 3 colheres (sopa) de mostarda • Salsinha fresca picada a gosto • Manteiga //MODO DE PREPARO • Tempere os filés com sal e pimenta-do-reino • Em uma frigideira, frite os filés na manteiga até ficar no ponto, regue os filés com o conhaque e deixe flambar, depois reserve • No molho que restou na frigideira, junte o caldo de carne dissolvido na água quente e deixe reduzir um pouco • Junte o creme de leite, vá adicionando a mostarda e mexa bem por cerca de 2 minutos até todos os ingredientes estarem incorporados • Adicione salsinha a gosto • Despeje o molho por cima dos filés • Como acompanhamento, sugerimos batatas assadas Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/culinaria/tudogostoso/file-ao-molho-de-mostarda,e800f8da1ef8b6bb2ed9a468c00bd1bfuba5haz5.html Humor 23/07 a 22/08 //Cuide bem de si mesmo, de sua saúde. Estando bem, pode fazer mais e melhor pelos que ama. 23/08 a 22/09 //Há na vida uma poesia vista por poucos. Só a vê quem está em harmonia com ela. 23/09 a 22/10 //Felicidade não vai embora, ela está dentro de nós. 23/10 a 21/11 É você que a faz e não terceiros. Pense nisso! //A busca pelo conhecimento nos faz munidos para agir corretamente, se o quisermos, mas não nos dá sabedoria. 22/11 a 21/12 //A segurança é ilusão. Observe e verá que é verdade. Assim, aja de acordo com o que deseja em seu íntimo. 22/12 a 19/01 //Aproveite cada experiência que a vida lhe dá para evoluir espiritualmente. Colha o dia! 20/01 a 18/02 //Amar alguém só pode fazer bem. Amar a si mesmo é respeitar que esse alguém não retribua. 19/02 a 20/03 Fonte: httpwww.umsabadoqualquer.commundo-avesso-sobrevivendo-por-aparalhos “O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.” Cora Coralina

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IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 14 Lu Alckmin - Ação Social-SP Praia Grande recebe a 5ª etapa regional dos Jogos Regionais do Idoso //Esta é 4ª vez que o município sedia o evento que reuniu mais de 1.700 atletas nho no início do mês de outubro. Em 2016, as 8 etapas realizadas em todo o interior do Estado reuniram 13.549 atletas de 362 municípios. //A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), Lu Alckmin, participou dia 24 de agosto, da cerimônia de abertura da 5ª etapa da 21ª edição dos Jogos Regionais do Idoso (JORI), no Ginásio Falcão, em Praia Grande. Participaram também o secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, Paulo Gustavo Maiurino, o prefeito da cidade, Alberto Mourão e a presidente do Fundo Municipal, Maruca Mourão. Mais de 1.700 atletas de 29 cidades da região de Santos e Grande São Paulo competiram em 14 modalidades adaptadas para o público a partir de 60 anos, entre elas: atletismo, bocha, buraco, coreografia, damas, dança de salão, dominó, malha, natação, tênis, tênis de mesa, truco, voleibol e xadrez. “Além do incentivo à prática de atividades físicas, o JORI estimula o convívio social, fazendo com que os idosos saiam de suas casas para se exercitarem e conhecerem novas pessoas”, comentou Lu Alckmin. A competição da modalidade Coreografia aconteceu no primeiro dia, com a apresentação de 18 equipes. Os vencedores foram os municípios de São Vicente (1º lugar), Itanhaém (2º lugar) e Santo André (3º lugar). Nas fases regionais do JORI, é selecionado o primeiro lugar em cada modalidade para participar da grande final estadual que, este ano, acontece em Sertãozi- Municípios participantes da 5ª etapa regional Barueri, Bertioga, Carapicuíba, Cotia, Cubatão, Diadema, Embu, Embu Guaçu, Guarujá, Itanhaém, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Mauá, Mongaguá, Osasco, Peruíbe, Praia Grande, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, São Vicente, Taboão da Serra. Sobre o JORI O JORI é uma iniciativa do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP) em parceria com as secretarias de Estado e prefeituras que sediam o evento. Para participar, o idoso deve ter no mínimo 60 anos de idade e frequentar os projetos sociais desenvolvidos ou apoiados pelo Fundo Social.

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Geral IMPRENSA SINDICAL // SETEMBRO/2017 // PÁGINA 15 Eduardo Suplicy Democracia perde com Conselho Participativo menor //A população da cidade de São Paulo terá menos possibilidades de opinar e participar das decisões administrativas. Essa é a principal consequência da redução do número de integrantes do Conselho Participativo Municipal, decisão tomada pelo prefeito João Doria (PSDB). O Conselho Participativo Municipal é um organismo autônomo da sociedade civil, reconhecido pelo Poder Público Municipal como espaço consultivo e de representação da sociedade nas 32 subprefeituras da ci- dade. De acordo com o De- creto nº 57.829/2017, publicado no Diário Oficial do Município de 15 de agosto, a regulamentação do conselho sofrerá mudanças, que antes tinha sua sdiretrizes regidas pelo Decreto nº 56.208/2015. Em seu principal dispositivo, o novo decreto traz uma perda de representatividade dos conselhos na medida em que reduz de 1.170 para 569 o número de conselheiros participativos. Se antes cada conselho representava 10 mil cidadãos paulistanos, hoje Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo passará a representar 30 mil cidadãos, dificultando mais ainda a discussão e a efetivação das demandas. A decisão contraria as palavras do secretário municipal de Gestão, Paulo Uebel, que disse, em entrevista à rádio CBN São Paulo, que os conselhos participativos não teriam suas composições reduzidas. Entendo que a ampliação e o fortalecimento das instâncias participativas são essenciais para a construção de uma cidade mais democrática. Entre 2015-2016 o Co- mitê Intersecretarial de Articulação governamental da Política de Participação Social realizou diversas reuniões, espalhadas territorialmente e norteadas por alguns eixos. O um deles é o de efetivar mudanças legais e institucionais que garantam a construção e o fortalecimento do sistema e a política municipal de participação social. Fortalecer os mecanismos e instrumentos de participação social existentes é outro, além de criar aqueles que se façam necessários para o funcionamento pleno do sistema de participação social, garantindo os recursos físicos, humanos, financeiros e infra-estrutura adequada. Também é importante promover a apoiar medidas que garantam a efetividade e autonomia das decisões dos mecanismos de participação social, assim como instituir e fortalecer as estratégias e mecanismos de participação no território, assim como ampliar a territorialização dos já existentes. Todo esse trabalho foi criado para que houvesse uma perspectiva de ampliação dos canais de democracia participativa. Trata-se de um olhar sobre a participação social como método de gestão. O caminho deveria ser o de se aprimorar o funcionamento dos Conselhos Participativos, jamais o de cortar ou reduzir seus o número de seus integrantes. Não há justificativa orçamentária, uma vez que os conselheiros são voluntários. A perspectiva de ampliação dos canais de democracia participativa foi construída através da criação do Conselho da Cidade, do Conselho de Planejamento e Orçamento Participativo, dos Conselhos Participativos de cada uma das 32 Prefeituras Regionais e dos Conselhos Temáticos de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial, de Defesa do Consumidor, o Comitê da População em Situação de Rua, dentre outros. O que podemos observar sobre tais canais é que, ao aproximar- -se do poder público, discutir e acompanhar a elaboração e execução do orçamento, a formulação e a implementação de políticas públicas, os cidadãos envolvidos adquirem e compartilham grande conhecimento sobre a cidade. Sou relator, na Comissão de Política Urbana Metropolitana e de Meio Ambiente, do PL 393/16, de autoria do Executivo que dispõe sobre a institucionalização, consolidação e organização da Política Municipal de Participação Social e cria o sistema de participação social. Trata-se de iniciativa que visa ao fortalecimento da participação social como mecanismo que viabilize e facilite a participação da sociedade nas decisões e na gestão local das políticas públicas. É da maior importância que o munícipio reforce esses mecanismos e respeite o acúmulo de conhecimento que os diversos seguimentos que acompanham as políticas públicas detêm sobre a cidade. Sintracon-Itapevi-SP Reforma trabalhista precariza as relações do trabalho //Entra em vigor no mês de novembro as novas regras que vão reger as normas trabalhistas no Brasil. Além de alterar as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a reforma também prevê pontos que poderão ser negociados entre empregadores e empregados e, em caso de acordo coletivo, passarão a ter força de lei. Na prática a reforma precariza a relação Angelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon-Itapevi-SP de trabalho entre trabalhadores e empregadores. Entre as maldades da reforma trabalhistas está o fim da homologação nos Sindicatos. O trabalhador dispensado passará a fazer sua homologação na própria empresa. Aí o patrão pode enrolar o quanto quiser que ninguém vai fiscalizar. Outro ponto polêmico é o acordo individual de trabalho. A reforma permite que por acordo individual seja negociada, entre patrão e empregado, a duração diária do trabalho com realização de horas extras, banco de horas e jornada por escala (12/36); O trabalhador será responsável por defender seus direitos diretamente com o patrão. Ou seja: vai ter que negociar aumento com o patrão. Só os dois na sala! Outro ponto que assusta é o negociado sobre o legislado, ou seja: as empresas vão poder fazer as suas próprias leis, a empresa terá mais força que a legislação trabalhista e os sindicatos ficam de fora das negociações. Trabalhador poderá prestar serviços como autônomo. Isso vai gerar fraude na relação de emprego. Os trabalhadores serão excluídos do sistema de proteção trabalhista, mas devem obedecer às normas como se fossem registrados. Já existe empresa sugerindo a pejotização do empregado. O trabalho poderá ser intermitente pois, o trabalhador ficará à disposição do patrão, a qualquer hora, por até 12 horas. Serão pagas apenas as horas trabalhadas. Para melhorar a renda o trabalhdor terá que imprimir outra jornada em empresas difentes ao que vai gerar dificuldades. O tempo para descanso e alimentação poderá ser reduzido para apenas 30 minutos, o que aumenta o risco de acidentes e doenças do trabalho. Em caso de descontentamento, não poderá recorer à Justiça do Trabalho pois, se perder o processo terá que pagar a multa e arcar com as despesas judiciais. E ainda pode ser processado por calúnia e difamação. As horas extraordinárias poderão se tornar habituais sem que o trabalhador receba o pagamento adicional pelas horas trabalhadas pois, o patrão pode apelar para o banco de horas. Isso também dificulta novas contratações. Com as leis da empresa, poderá valer a sobrejornada, que leva a exaustão mesmo que isso prejudique a saúde e a segurança do trabalhador. Em muitos casos o trabalhador vai virar empresa, e terá que emitir nota fiscal. Isso não dá direito à férias, 13° salário, FGTS, e nem auxílio-doença, no caso de acidente. Com o tempo, todos os brasileiros serão empresas. Será o fim da “Carteira assinada”. Enquanto dá tempo, o trabalhador precisa defender os seus direitos. Do contrário, eles vão acabar. Com a conversa de crescimento e criação de novos postos de trabalho, já existem partidos políticos e inúmeros deputados empenhados no desmonte dos sindicatos. No próximo ano, quando vierem pedir o seu voto, lembre-se do número destes partidos. Eles traíram o seu voto. Deram sim ao Temer e a reforma trabalhista acabando com direitos dos trabalhadores. É a hora de dar o troco. Confira quais são estes partidos.

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