Confrades da Poesia88

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano IX | Boletim Mensal Nº 88 | Setembro 2017 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO/UNIVERSAL» Neste ano 2017 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO EDITORIAL A Voz do Poeta: 2 Ecos Poéticos: 3 / Bocage: 4,5,6,7 / Reflexões: 8 Contos e Poemas: 9 Confrades: 10,11,12 / Tribuna do Vate: 13 / Cantinho Poético: 14 / Links Amigáveis: 15 Rádio Confrades da Poesia: 16 O BOLETIM Mensal Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono e outros países “; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona, no acréscimo da Poesia Universal e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Tribuna do Vate …. página 13 Rádio Confrades da Poesia página 16 Nesta edição colaboraram 58 poetas Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | A Direção: Pinhal Dias - Fundador Colaboradores: Adelina Velho Palma | Aires Plácido | Albertino Galvão | Alfredo Mendes | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carmo Vasconcelos | Catarina Malanho | Clarisse Sanches | Conceição Tomé | Daniel Costa | Edgar Faustino | Edyth Meneses | Edson Ferreira | Efigênia Coutinho | Euclides Cavaco | Eugénio de Sá | Fernando Fitas | Fernando Reis Costa | Filipe Papança | Filomena Camacho | Fredy Ngola | Glória Marreiros | Helena Fragoso | Henrique Lacerda | Humberto Neto | Ilze Soares | Isidoro Cavaco | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | Jorge Vicente | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Lili Laranjo | Liliana Josué | Luís Filipe | Marco Alvarenga | Maria Alexandre | Maria Brás | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Mamede | Maria Moreira | Maria Petronilho | Maria Vit. Afonso | Mário Nascimento | Natália Vale | Paco Bandeira | Pedro Valdoy | Rita Rocha | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosa Silva | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Telmo Montenegro | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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2 Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «A Voz do Poeta» ESTE PINHAL! O ilustre poeta PINHAL DIAS Com AMIZADE, meu preito, És entre nós o eleito! CAROS CONFRADES: É difícil escrever sobre qualquer pessoa, Mas quando é sobre um poeta não m’engano, Este confrade é, nobre, humilde, bacano, Enfim, PINHAL, daqueles de cerne, “coisa”boa! Amigo do seu amigo, pronto pra qualquer plano, Particular, ou não ajuda todos, nunca à toa, Quem o conhece é um fenix que entre nós ressoa, Como PINHAL com sombra d’um ser humano! Por ser gentil este PINHAL não é o tal, d’Azambuja, Que o povo diz: “ Lugar de roubo ou acção suja”, É o modelo d’um PINHAL que ajuda e abriga!... Em suma, é poeta, na excepção da palavra, Trabalho informático, é todo de sua lavra, Em poesia, este PINHAL tem poesia, antiga! (2) Muito havia de dizer sobre PINHAL, apelido D’um homem, com um passado com este recorte: Por ser bom, parece que no amor não tem sorte, Isto acontece, aliás, é bem conhecido!... Pras mulheres o homem tem que ser, duro, forte, O povo diz: “Quanto mais me bates…mais qu’rido”… Com este PINHAL este epigrama foi invertido, A sua bondade, estragou tudo, até seu norte! É pena, que uma mulher perca um diamante Tão bem lapidado, com tantos dotes d’amante, Mas elas não compreendem o amor nestas refregas… Mas a exp’riência da vida diz ,e acertado, PINHAL, vale mais só que mal acompanhado, Que francamente, sei, vejo, mulheres são cegas! G PD Tenho muito a agradecer Ao Confrade Pinhal Dias Que, mesmo sem eu saber, Lê a escrita dos meus dias. Há dias de inspiração, Há dias de cortesia, Há dias que a emoção Toma conta da maresia. Há maresia ao escrever A palavra de um repente Que depois retorno a ler E até me sinto diferente. A diferença, meu amigo, Confrade da Poesia, É teres trabalho comigo Quando páro a cortesia. É curta minha paragem Já deve reparar nisso, Ainda tenho na bagagem Uma palavra de serviço. O que quero afirmar Com toda a gratidão: É que tenho de louvar Seu carinho e atenção. Fico bem lisonjeada Quando leio o Boletim E me vejo lá plantada Como flores num jardim. Que o meu verso seja a flor, Uma flor de rima bela, Para mostrar que o amor Também se vê numa tela. Nelson Fontes Carvalho - AMORA / Belverde A Morte do Poeta Rosa Silva (“Azoriana”) Açores Uma mensagem de dor encerra Negro silêncio, denso e profundo. Em sua marcha envolvendo a Terra O seu frio manto amortalha o mundo. Intimidade Perdida Morreu o poeta, um ser risonho. Em sua vida de amor e alegria, Distribuiu risos, plantou sonhos. Hoje morre só…na noite fria! Triste, sobe ao céu e, à porta bate, Humildemente, a pedir perdão. E São Pedro diz ao pobre vate: - “Entra, o céu é teu…sem restrição!...” Lugar intimo No respirar Em silêncio De lábios cerrados No liberto desejo E no lugar que ficou A intimidade perdida. Marcus Vinicius de Moraes Poços de Caldas - Brasil Albino Moura - Almada O CONVITE (Pintura a óleo de: Adelino Carranca Poema de: Euclides Cavaco) Uma gaivota altaneira Neste poste veio pousar Ficando ali prazenteira Perto das ondas do mar. Cena que tanto nos diz E tanta beleza encerra Poisar a gaivota quis Aonde o mar beija a terra. Ainda há pouco mostrando Agilidade a voar Agora aqui, convidando Um passeio à beira mar. Gaivota quão subtil É este teu semblante Ao renderes neste perfil Um convite ao visitante. Qual altiva sentinela Que espera a nossa chegada Originou esta tela Pelo artista pintada. Digno de contemplação Quadro quase divino Talentosa inspiração Do seu pintor Adelino!... As lágrimas que eu choro, Não são por causa de amor. São amargas como o cloro, Minha vida não tem sabor. Não sou teu porto de abrigo, Tão pouco autor de idílios. É triste viver contigo, Por não saber teus mistérios. São os amores impossíveis, Não trazem felicidade. Não sou idílio que mereceis, Voltemos à mocidade… Jorge Vicente – Fribourg Suíça

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Ecos Poéticos» 3 Evocação És Alentejo o meu saudoso chão Ver-te-ei sempre como pátria do pão Foste um dia celeiro de Portugal Permanece em mim teu bem espiritual. Recordações de infância e juventude Marca que a mente retém, não ilude Ver-te de quando em vez?! Essencial. Região de cariz tão especial. Recordo a tua força telúrica Agricultei a terra. Experiência única! Vi nascer e pôr o sol em teus vales. Quero que o meu sonho sempre embales. És afamado pelos teus bons vinhos Adoro os teus vinhedos, meus caminhos E são famosas tuas lindas praias E as tradicionais festas das Maias. Beja ,cidade que muito me marcou Foi aí que cultura proliferou E marcou com denodo minha vida, Conduzindo-me à ”Terra Prometida”. Maria Vitória Afonso - Cruz de Pau/Amora Céu Azul Aquele céu azul onde se espelhava o mar, De um azul intenso, a tocar o infinito, Era mais azul ainda dentro do nosso olhar, Como se aquele fosse o céu azul mais bonito. Debaixo desse céu, todo o amor se consumava: Todas as horas eram horas de louvor, As aves eram mais livres, o vento pouco soprava, As flores agrestes tinham mais esplendor, A terra fértil e vermelha, mais perfumes exalava. Todo o leite e mel escorria dos nossos dedos, Toda a doçura das palavras saía das nossas bocas, Sem entender quaisquer preconceitos ou medos. Toda a ternura se desprendia das nossas mãos, Todos os frutos da terra saciavam a nossa sede, E distribuíam-se abraços aos amigos e irmãos. Todo o vigor da vida explodia de emoções, Com o forte palpitar dos nossos corações, Como ali se moldasse toda a nossa história. Ah, se aquele céu azul pudesse um dia voltar E não mais abandonar a minha memória, Enfraquecida pelas gastas poeiras da vida, Para sempre o prenderia dentro do meu olhar! São Tomé - Corroios ARDINA DE LISBOA Pé descalço e calção roto Imagem desse garoto A quem chamamos ardina Que em voz cantante apregoa Pelas ruas de Lisboa A imprensa matutina... Ao romper da madrugada De jornais cheia e pesada Ao ombro põe a sacola Num lesto desembaraço Sem ter tempo nem espaço Para os livros da escola. E num desafio à vida Trava esta luta atrevida Por mercê do seu destino Sem ter direito a brincar Vê verdes anos passar Sem chegar a ser menino. Da pequena personagem Ficou do tempo esta imagem Que inda vejo em cada esquina Hoje ao cantar este fado Embargo a voz magoado Porque eu também fui ardina !... Euclides Cavaco - Canadá Estrada Tudo o mais... é estrada sou elo, pendo no nada como cadeia quebrada hoje queria ser areia por onde a água perpassa sem deixar nenhuma marca mas carne, demoro ainda apesar desta certeza: sou um elo da cadeia e não me pertence nada deram-me vida; dei vida apenas me resta estrada. Maria Petronilho - Almada Até já, Poetas * (*A Joaquim Evónio 24 Junho 2012-06-23) Quem não percebeu Que sua vida viveu Nem sempre feliz Mas, decerto, como quis? Muito se divertiu Com o risco, a enganar E a rir-se da morte! Foi sua escolha, sua sorte. Eis que decidiu, subir, trepar, À sua Varanda, virada a norte, Inspiração de seu verso e prosa, Donde soltou uma estrondosa, Irónica e bem sonora gargalhada, Porque se divertiu, achou piada… Não quis saber da desgraça, Levantou bem alto sua taça, Meio vazia, meio cheia, Viu o jardim de suas delícias, E, numa madrugada feia, Contemplou suas estrelícias E a todos nós brindou… Com o fado, de novo, brincou, Pediu que lhe tirassem um retrato, (mas de colete e não de fato). Na boca o eterno cigarro… Disfarçou um tossicar de catarro, E disse-nos: - Até já, poetas! Não esperem por mim, não, Amanhã acordo tarde, Vou brincar o São João! E num instante, de repente, Decidiu partir, sorridente. Oiço-o ao longe a cantar: “Vida não é passatempo Com que se possa brincar Se deixas fugir o Tempo Não mais o vais agarrar”. João Coelho dos Santos - Lisboa POEMA: MAIS ALENTEJO Um céu azul com nuvens de poejo Acompanha sereno e pacientemente Uma Terra morena, bordada de espigas douradas E um povo que namora a brancura da cal Brindando, dia a dia… à Paz Entre os cânticos cristalinos que brotam naturalmente das fontes ancestrais. Autor: Luis da Mota Filipe - (Anços – Sintra – Portugal)

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4 Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» Desamor Mulher que me rendeste aos teus caprichos Preso nas malhas de um amor insano Funéreo dia em que esse amor profano Me deixou subjugado aos teus enguiços. Das cinzas desse amor o céu me prive Que o meu peito renega essa pendência E a razão mais me avisa ser demência Insistir na desordem que em mim vive. Pugno pela vontade que me falta Para expulsar, quem dera, o teu feitiço Mas neste palco ainda és a ribalta. E assim, é nesse fogo em que me atiço - Ardendo em chama cada vez mais alta Que me consumo, sempre mais comisso. Eugénio de Sá - Sintra *OLHOS DO MEDO* Eu vi os olhos do medo A brilhar na noite escura, Com sorriso de arremedo, Muitas sombras de loucura. Era a esquina do passado, Da cor de quem se ergue cedo, Lava a cara na frescura Das cordas negras do fado. Não me tragam mais giestas, Nem lenha para a fogueira, Se me cantarem nas festas, Vão chorar a noite inteira. Minha vida é vagabunda, Nem eu sei de onde ela vem, Meus dias são de ninguém E dormem em cama funda. No trabalho não me apanham, Tenho muito que fazer. Se paro, todos me arranham, Descanso quando morrer. Tito Olívio - Faro Humano EM VILAMOURA Na profundidade do teu ser. Profano, no dizer, Sagrado no sentir, Pagão no Viver Cristão ao partir, Obrigado, Elmano Pelo que nos deixaste para ler E rir E da lição que nos deste Ao saberes ser, Epicuro, no disfrutar, Estóico no sofrer, Marte no batalhar, Baco no beber.. Matronas a “glosar” Ninfas a amar, Mercúrio, a correr, Júpiter a brilhar….. E o Olimpo a se render Ao Homem que soubeste Ser Em todo o lado, Em que sempre honraste o teu Sado, com o cântico pré-romântico do fado da tua vida, sofrida… José Jacinto Casal do Marco Aqui, sem sobressaltos, calmamente, Desfruto de alguns dias de descanso. É tempo de verão, dele não me canso É em ti que o gozo plenamente. Desfruto, aqui, dum clima sem par! Não tenho igual, melhor não conheço! Encantado, regressso e agradeço A Vilamoura, todo este bem-estar. Ligam-nos amores de muitos dias! Aqui tenho vivido muitas alegrias Que guardo e guardarei avaramente! Vilamoura, teu abraço de amor, Grato, eu recebo por teu favor. Teu namorado serei eternamente. José Garção Ribeiro Branquinho "Little White" Flores do meu jardim Perfeitas e tão belas. Deixo e ganho em mim, Quando estou entre elas. Maria de Jesus Procópio – Seixal ALFAMA VELHINHA Aqui na velha Alfama antigamente Reunia na noite a fadistada À luz dum candeeiro já dormente Cantavam até alta madrugada . Vinham dos outros bairros fazer farra Cantar em qualquer largo recatado Trazendo alguns deles a guitarra P’ra acompanhar na noite o velho fado. O eco da voz rouca dum rufia Ali em qualquer largo o povo chama Apenas p’ra ouvir a melodia Do fado que se cantava em Alfama. O fado tal presença aqui marcou Sem jamais esquecer o seu passado E o fado para sempre aqui ficou Porque inda hoje Alfama cheira a fado!... Euclides Cavaco - Canadá << EU SEI!... >> Eu sei que jamais esqueci, Eu sei que não quero olvidar... Eu sei que em Luanda vivi, Eu sei que a hei-de lembrar! <*> Eu sei que estás mais erudita, Eu sei que também me ensinaste... Eu sei que em Luanda há Rebita, Eu sei que em beleza ganhaste! Eu sei o que fostes p'ra mim, Eu sei o que me podes fazer... Eu sei que quando chegar ao fim, Eu sei que voltarei para te ver! Eu sei que já estou caminhando, Eu sei que vou ter de escrever-te... Eu sei partir... mesmo chorando, ... Pois eu sei quão difícil é esquecer-te!!! Silvino Potêncio - Natal / Brasil Conquistas... Talvez eu seja a ponte, que liga ao seu horizonte, uma voz passiva, indicando o caminho a seguir. Quem sabe um pequeno rio, neste embarque, à um oceano de conquistas, ou um grande sentimento, que te leve à vitória... Marco A. Alvarenga – S. Paulo / BR

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» 5 Tudo é poesia de Deus FOI A BRISA DO MAR A LINGUA PORTUGUESA Há poesia num carinho, num gesto, numa intenção, há poesia numa pomba que vem comer-nos à mão, há poesia num abraço de um irmão a outro irmão, há poesia numa flor que se deixa debicar plo pequeno colibri, há poesia no amor que brilha no olhar doce do mais remoto Tupi, há poesia numa mãe que beija o filho ao nascer, há poesia quando o amante vê a amada padecer, há poesia no gingar do andar das quitandeiras, há poesia no orar da mais devota das freiras, há poesia na palmeira que verga à força do vento há poesia numa vela que alumia um lamento... E tudo o que nos rodeia, nos envolve em emoções, nos maravilha e enleia, nos aquece os corações, é a poesia de Deus desse Deus que nos criou para que fossemos Seus como ele nos imaginou. Eugénio de Sá - Sintra Sob a Luz do Sol Sob a luz do sol Por todo tempo que tenho vivido Meu olhar sente. se dolorido Porque o poder da riqueza Veste o homem de fraqueza Neste mundo tão apodrecido. Sou o poeta que vai vivendo, Meditando sobre a mãe terra Porque a fome a miséria e a guerra Dá voltas ao meu coração cansado Envolto com ela com dor, Ouço Deus na minha poesia Neste dia escaldante Agradeço a Bocage, Camões e, outros tantos Em que o calor Talentos poéticos da língua portuguesa, Abafa os pensamentos ... Do Minho ao Algarve, por todos cantos, E os Devaneios Me inspiraram a versejar de mente acesa! Não se alcançam !... A Luz do Sol brilha Todos que li, Verde! Dias! Camilo! Ary dos Santos, E nela relembro Que linda poesia, que agradável surpresa, Teu doce Olhar ... Meu espírito encheu-se de sonho, encanto, Procuro-te Que pensei ser poeta, mas é, foi má a empresa! Na Brisa do Mar... Procuro-te sem cessar ... De tudo que li, registei, conservo em pasta, E sempre ... sempre !... Mas já lá vão tantos anos que a sinto gasta, Apenas uma certeza ... Que só restam migalhas d’arte bocagiana! De quem nunca há-de voltar ... Olho o horizonte ... Já ando há décadas nestas culturais andanças, Há barcos a velejar !... Não consegui ser poeta, ma há boas alianças, E até Homens no mar !... Adorei, conhecer melhor a língua lusitana! Tanta gente por aí .... Caminhando !... Entre a Brisa do Mar ... Nelson Carvalho - Brlverde/Amora/Portugal Há Luz do Sol escaldante !... Enquanto eu aqui a pensar ... Sinto algumas Folhas ... Simplesmente a esvoaçar ... VERSOS DE UM POEMA Talvez já seja o tempo a Mu- dar ... do vento direi Tal como TU !.. és a proa de um navio Que te foste ... onde estendo o peito Com a Luz do Sol... e os olhos Com a Brisa ... às aves doidas de mar E as Folhas do outono ... o sal Da Vida ... a chegar !... repousa no corpo da sede MAGUI - Sesimbra de tanto querer ver inseguro líquido infame debruço o olhar à cidade que resiste ao vento e à vontade triunfante resta-me o rumor da água das praças ESSE TEU JEITO dos corpos consumidos pelo tempo que esvoaçam Esse teu jeito doce de me olhar Preenche meu coração. Esse teu jeito de sorrir Traz alegria ao meu viver. Esse teu jeito de falar É um motivo para te amar. Esse teu jeito no meu olhar vertiginoso nada se impõe tudo sobrevive nos versos de um poema que queima a nudez das manhãs e do silêncio Enternece meus sentidos. Teu afago tem a leveza da flor. Teu cheiro penetra meu olfato Carlos Fernando Bondoso Bondoso (CFBB) E deixa-me inebriada. Esse teu jeito de ser É o que me prendeu a ti. Luis Fernandes - Amora Isabel C S Vargas - Pelotas-RS-Brasil

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6 Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» Fadistagem Almas vencidas na cidade a horas mortas vidas perdidas sem saber para onde vão em cada rua há sempre um vulto qualquer um homem, uma mulher amantes da solidão. Mas as aves têm esperança olhos de criança vamos voltar a voar estender as nossas asas voar sobre as casas ver tudo a mudar vamos ambos pela mão de duas rimas de fado num bairro com tradição da boémia do passado. Bairro agora tristonho que foste sonho da fadistagem de aventureiros e cavaleiros de alta linhagem vieste já madrugada com asas feitas de vento sobre uma onda perdida e a tua boca salgada galgando a noite fechada foi o cais da minha vida. Letra: Joaquim Maneta Alhinho Música: O MUNDO DA INTERNET Neste mundo virtual Que a Internet nos dá Há de tudo afinal, Gente boa, gente má. Gente decente e amiga Outra que vive da intriga. Há pessoas muito queridas, Sinceras e divertidas, Mas há o bajulador Que usa a palavra amor Sem saber bem o que é. Há a Maria e o Zé… A senhora e o senhor E quem só faça banzé Para alimentar o ego! Mas há gente com valor Como o poeta, o escritor, Que usam o seu talento Em prol do conhecimento. Há o que vê e o cego, Há de tudo, sim senhor. E até o plagiador O maldoso, o indecente, Aquele que chateia a gente Com coisinhas sem valor! Neste mundo virtual Há o sábio e o saloio Há o trigo e há o joio! O mundo da Internet É jardim e matagal, Há de tudo, afinal. Distinguir…a nós compete! *** SOMOS TODOS CERTOS Sou o anverso do verso Pequena partícula do universo Perverso e adverso Odeio segredos submersos À luz do mundo Controverso e diverso Não sei ao menos Do inverso perverso Do ser humano Diverso e imerso Em todo o seu anverso Logo converso Com seres do universo Que não me dão Seu modo transverso E diz-me que o regresso Inimiga da perfeição É um mundo inverso Do meu mundo submerso Perdido no universo Perverso e contra o verso. Gilberto Nogueira de Oliveira Nazaré / BR Há paus que nascem p'ra santos, outros p'ra serem queimados. Homens felizes há tantos, outros que são desgraçados! João Da Palma Fernandes - Portimão. Amor Imagino-me agora como a lua E tu querido amor, sendo o meu sol Fruindo feliz o facto de ser tua Em cada dia louvo o arrebol. E se em pleno inverno o sol amua Tu sempre segues minha vida em prol De uma paz firme que radiosa actua Em meu livre ser sem nenhum controle. Eu giro em minha órbita de amor Minha mente reflecte seu esplendor Recebo de ti luminosidade. E se somos eternos namorados Eu capto teu carinho, teus cuidados E grande sensação de liberdade. Fernando Reis Costa - Coimbra Leia amigo e não fuja de me dizer com razão se eu lavo roupa suja nos poemas que aqui vão! Meus poemas são de amor são a voz do coração se você for bom leitor, leia com mais atenção! Faça analise correcta de quem sente a poesia... Quem tem alma de poeta, retrata a dor e a alegria! Nascido no Zambujal sou da família Pinhal e tenho orgulho de o ser eu nasci para morrer é o meu destino fatal Não creio que seja ainda amo a minha vila Sesimbra. e estou cá para durar o meu desporto é dançar mesmo que seja música pimba Cedo fui para as pedreiras moldar a pedra dura foi uma vida de tortura mas sem tempo para asneiras só ao domingo era a loucura Após longos anos fora voltei novamente agora onde estão minhas raízes passo momentos felizes e que a minha alma adora. Maria Vitória Afonso - Cruz de Pau / Amora Maria Fraqueza - Fuzeta Vitalino Pinhal – Sesimbra (V.P. a sentir-se feliz)

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Bocage - O Nosso Patrono» 7 POEMA SOBRE A SUPERTAÇA (Entre Benfica e Sporting) O Algarve está bem preparado Para claques e visitantes receber Mas um tanto preocupado Com o que possa acontecer. Disputa entre Sporting e Benfica A que lhe chamam supertaça Vai certamente fazer faísca O Leão irá mostrar a sua raça. Leão mostrou a garra afiada Perante a águia sem ideais Que foi facilmente derrotada E irá ser noutras jogadas mais. Um jogo bem disputado A águia sempre nervosa Parecia atarantada no relvado Andava com medo da sova. Benfiquistas sem liderança Sem ideias assimiladas Perderam na vida a esperança Vão sofrer maiores goleadas. Com as claques cuidado… Neste jogo muito importante Considerado de risco elevado Que irá decorrer doravante. Aplicadas várias valências Ordem pública, cavalaria e cinotécnica Que irão fazendo advertências Mostrando na segurança valias. Deodato António Paias - Lagoa O BADALADO Quem quiser estar no topo do mundo do sucesso tem que procurar ser um bom acrobata encontrar o rumo certo o rumo que é o da via lata ter cuidado com o aspecto E com a marca da gravata O cartão de visita o brilho dos sapatos o saber bem-estar ter o dom da palavra falar bem sem dizer nada para ser noticia nacional comer com a boca fechada é fundamental Ser badalado ser alguém ser passado na rádio e na TV dar entrevistas a jornais e brilhar nas páginas sociais Ser sábio no teatro no elogio no trato e no beija-mão engenhoso na esquiva mestre na ambiguidade na finta e na iniciativa para entrar na alta sociedade é tudo o que precisa Paco Bandeira - Elvas Onde Estás? AQUILO QUE SOU Em sonhos, Caminhas a meu lado De mãos entrelaçadas… Avançamos no tempo. Procuramos construir O meu, o nosso mundo. Mas pensas nos outros. Vives mais para os outros… Para ti, Só existem outros. E é por isso Que ofereço apenas A minha amizade. Por isso sou tua irmã. Por isso, a ti, te basta… Irmã por natureza. Irmã que te respeita Irmã que se orgulha de ti, Mas que continua a perguntar: - Onde está o companheiro? Eu sou a magia do teu pensamento, quimera que trazes no peito escondida, prefácio dum livro, falando da vida que doiras ao sol e refrescas no vento. Eu sou a visão que te ampara, em tormento, levanta teu ego com força sentida e sou a mensagem, por ti sempre lida, na folha de outono deixada ao relento. Agora que sabes aquilo que sou, a força que emito no tudo que dou, avança, sem medo, na tua jornada. Depois de trilhares teu doce caminho, com penas de pena alvora-me um ninho e deita-me lá, porque vivo sem nada. Glória Marreiros - Portimão João Ferreira - Quinta do Conde Porta do Chão Era suposto aqui estar esta noite a cantar com uma orquestra ligeira para me acompanhar. Cheguei ao teatro da vida à hora marcada não havia ninguém estava a sala sem nada. Refrão Foi um insucesso total um fiasco, um fracasso a luz não se acendeu nem o público apareceu fui farrapo, fui palhaço nunca se viu nada assim foi um falhanço total um festival de mim. Mesmo assim eu cantei para as cadeiras vazias e ao cantar imaginei que iria voltar um dia. As luzes acenderam-se num foco enorme por fim foi então que reparei que era um sonho em mim. Letra: Joaquim Maneta Alhinho Música: HOJE Por hoje decidi ficar comigo, A mente nua, isenta de sensores, Tal um amplo celeiro, ausente o trigo, Ou coração liberto, sem temores. Por hoje só pretendo a liberdade, Dispersa a luz total do pensamento, Ao ponto de expulsar qualquer saudade E sombra de paixão ou desalento. Por hoje vou dar rédea solta à estúrdia, Unir-me à multidão alucinada, Misturar minha voz co’as da balbúrdia! Beber, amar, cegando a culpa e o juiz. Da fascinante noite, irmã, e aluada, Ser astro sem memória… Ser feliz! Carmo Vasconcelos - Lisboa

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8 Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 > Bíblia Online < «REFLEXÕES» SÓ DEUS!... Gestos de Anjo “Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.” ― Machado de Assis Eu segurei muitas coisas em minhas mãos, e eu perdi tudo; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo.” ― Martin Luther King Jr Nossa vida é um presente santo, perfeito Nada existe mais perfeito que o ser humano, Alma! Coração! Sangue! Visão! Total arcano Que pasma qualquer, basta meditar direito! Vejam, somo milhões, nenhum tem igual plano, Amar! Recordar! Pensar! Odiar, com seu jeito, Somos todos dif’rentes, mesmo um, com defeito É obra divina que existe no meio mundano! A tarde vai chegando docemente, e nós dois a falar de amor eterno, e tudo que sonhamos neste inverno... com nosso amor, aquecermos o ambiente. E ao som desse trinado tão moderno que veio no relógio de presente... teremos uma orquestra diferente a embalar os anseios quase eternos. A noite vai chegando e eu nem percebo, com todo esse carinho que recebo, envolvida em teus braços amorosos. E através da vidraça e o céu brilhando, vejo esta lua cheia observando, estes teus gestos de anjo poderosos. Benedita Azevedo Praia do Anil - Brasil Bonito ou feio, bom ou mau, sábio o ignaro, Louco tolo! Probo ou ladrão é, tudo raro Quem fez isto? Quem deu? Só há uma resposta… VISÕES Há um SER, pra dar vida grande diosa assim: DEUS – que criou a Orbe também lhe deu o fim, Criou a morte pra compensar a obra exposta! Nelson Carvalho AMORA ==Portugal Eu vi S. Pedro, um dia, Estava a gesticular. Para ele fiquei a olhar, Mas não sei o que dizia. Pois ele que só fazia, Muitos gestos com a mão, Ou estava a pedir perdão, Ou a dizer para onde ia. Alma imortal Efésios 2:20 O caminho que ele seguia, Parecia andar perdido, Ou estava ofendido, Com alguém que o enganou, Quando esburgada desta pele que a cobre A minha alma ao etéreo se elevar Nas cerúleas alturas alguém há de mandar Que outra vida eu cumpra, vil ou nobre E este mundo de novo me terá De bom ou mau vestido, a acobertar Uma alma dormente que a penar Outro provável corpo buscará Edificados sobre o Fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina Sobre Cristo edificados, Somos por Ele sustentados. Mais: … juntamente moldados, E também concatenados. CMO – Qtª do Conde E para ali o mandou, Para ver o que ele fazia. Coitado ele não podia Dar conta de tanta maldade, Gente com brutalidade, A roubar quem tanto sofre, Ele encontra assim de chofre, Os ladrões em liberdade. Ninguém voltou do Além memorizado Mário Pão-Mole. - Sesimbra Daquilo que o Pai nos tem já reservado Que pudesse contar seguramente Mas manda o nosso cerne acreditar Que nesta terra há muito a caminhar E que esta chama viverá pra sempre Eugénio de Sá - Sintra Oh! Deuses! Que nos deram nobre gente que entra no parlamento sem "caroço", donde sai com reforma permanente, enquanto há muito pobre sem almoço e sem dinheiro p'ra os filhos sustentar; aquele tem champanhe e caviar, este outro, chupa a casca dum tremoço. António Barroso - (Tiago) Lisboa

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Contos / Poemas» 9 D’Ele vos falo! Eugénio de Sá ( o seu auto-retrato poético ) Esfíngico olhar frontal, sempre apontado À frieza granítica, indiferente Que aloja o coração de tanta gente Pra vis interesses mais vocacionado. De fronte alevantada pla razão Que lhe julga assistir, de julgador Aponta o hirto dedo acusador Aos que de humanos são aberração. Não se afunda o seu punho redentor No peito de quem seja, mas a pena Não se exime a contar quanto é pequena Cada alma perdida em desamor. O ser que de si mesmo assim verseja É dado à reflexão, nela se atém Ama da vida o mais que a vida tem Nele campeiam quereres que ainda almeja. E tem por mores valores, o do amor, E o solidário crer numa justiça Que, sem peias, condene os que à cobiça Se apegam, embuçados de candor. A liberdade, tão querida e aspirada A que dá asas a cada humano ser Tem no poeta o dom de o comover Se a vê plo despotismo coartada. Santo não é, que santos estão nos céus Mas manda nele vontade de sentir Que outros tempos virão, outro porvir Mais de acordo c’o espírito de Deus. E aqui o tendes na sua pequenez, o que lhe ferve o amor em turbilhão numa instante ansiedade, uma avidez de a todos abraçar, como um irmão. E enquanto lhe assistir a lucidez E terno lhe pulsar, no peito, o coração Os seus versos terão a mesma calidez Que mostra no estender da sua mão. Pra muitos, ele é o dono dos versos de espuma, o asceta de um nobre e bem amado Portugal. Mas, em boa verdade, ele é alguém que não é daqui, nem de parte nenhuma. Sua alma de poeta - porque universal - tem a deriva que o vento dá à escuna! Eugénio de Sá - Sintra (Fato verídico passado hoje comigo!) - Carlos Leite Ribeiro Eu sempre tive fobia a aranhas, seja qual o tamanho ou espécie. Imaginem de quando me levantei hoje, ao abrir a porta do quarto, deparei no corredor com uma “enorme” aranha que estava sobre a passadeira do corredor. Como devem de calcular, fiquei como é vulgar dizer: “sem pinga de sangue”. Fechei rapidamente a porta do quarto, senteime na cama a pensar como resolver esse enorme problema que inesperadamente apareceu. Após longos minutos de meditação, ganhei coragem e abri novamente a porta do quarto, atravessei o corredor, abri a porta da casa de jantar (só para não incomodar a aranha); fui até à cozinha, buscar uma pá de lixo e um pequeno passador de chá. Voltei ao corredor, encarei a “enorme” aranha que nessa altura já se encontrava junto ao rodapé. Com o passador direcionai-a para a pá e ficou presa dentro do passador. Abri a porta que dá para a rua, fui até à entrada da casa com a aranha dento do passador e da pá. Felizmente passou na altura uma camionete de caixa aberta e lancei a pá, a aranha e o passador para dentro da camioneta. E a aranha lá foi passear… Como podem constatar, eu sou um homem de CORAGEM! Parece que sou atreito a grandes aranhas, pois, há cerca de 7 ou 8 anos atrás, na casa que então morava, também apareceu uma enorme aranha. Fui então buscar o aspirador e suguei para dentro a aranha. Para meu espanto, no outro dia a aranha reapareceu no corredor, com umas penas a menos e cheia de cotão (lixo). Fiz a mesma operação do dia anterior mas desta vez tirei o saco dentro do aspirador e fui coloca-lo no contentor do lixo. Por acaso, alguma (o) amiga (o) sabe de algum procedimento que me livre das “enormes” aranhas? Desde já os meus agradecimentos. Carlos Leite Ribeiro - Marinha Grande - Portugal CARIDADE Ai que estéril Caridade, Sem luz, sem liberdade!... Perde-se em densa floresta Ou na intenção d’uma festa. Devias ser flor sagrada, Por todos nós amada, Em vidas silenciosas, Coisas só, misteriosas, De expressão tamanha, Que não fosse estranha!... Ai que estranha situação, Que se tem; oh Rei da Criação!... Caridade que estais doente, Neste Mundo transcendente. Carlos Alberto V Siqueira CASV, 2/09/2017

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10 Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ O Herói Mouzinho de Albuquerque (Major em 28/12/1895 por distinção) Mouzinho de Albuquerque, corajoso Das figuras militares mais notáveis Da galeria: um herói mais famoso Ilustre militar dos mais responsáveis. Pertencia a Arma de cavalaria Unidade que muito bem serviu Com enorme disciplina e galhardia Militar deste calibre ninguém viu. Militar de forte personalidade Nas actividades que desenvolveu Em Moçambique grande realidade A Nação Portuguesa o reconheceu. Os valores, virtudes e grandezas Que tão bem defendia e praticava Nas atitudes trazias surpresas Em privilégio da nação que amava. Mouzinho o patrono da cavalaria Sempre evidenciou as virtudes Com disciplina, ética e galhardia Nada o fazia mudar de atitudes. Obreiro da definição das fronteiras Com presença de Portugal no Mundo Como tantos outros fez asneiras Mas tinha um patriotismo profundo. Moçambique 28DEZ1895, extraordinário Mouzinho num arrojo de ousadia Prendeu o Gungonhana, lendário Num acto de heroísmo e valentia. Deodato António Paias Lagoa, 10 de Agosto de 2015 Volta Minha Poesia Abraça-me os sentidos, minha poesia. Faz-me recordar neste meu presente toda essa saudade que em mim ausente deu-me sonhos, desejos e alegria. E com tal esmero que sinto, antedigo em versos puros enlevados pelo vento, que viver sem ti é tanto o sofrimento, que a poesia, sem amor é um castigo. Reparas bem a lua cheia e bela, Deusa pura e cintilante da paixão o amor em cada verso nos revela. Anna Müller RR, - BR 16.03.2012 À VIDA ME DEI REFLETINDO Tudo o que a sorte me negou, aos caminhos que escolhi, num passado distante lá ficou, no presente, eis… me vivi. Silêncio ao meu redor Olho para o céu a pensar Tudo isto poderia ser melhor Se nós homens soubéssemos amar Longe joguei as recriminações, todas as palavras malditas, das vis e insensatas insinuações, das estradas então proscritas. Cada um fazendo a sua parte Não haveria guerras e seus alardes Teríamos paz na terra Onde o amor em tudo se encerra Tijolo a tijolo, ergui o meu ser, que no espelho se via; e a cada ditoso amanhecer, de mim, o que prevalecia. Quais vermes rastejando no chão, intentaram demover-me, porém, apelando ao meu coração, de deter, não deixei deter-me. Então dei-me ao sol, e à pureza, com toda a sagacidade, caminhando com mui destreza, meu ser feito humildade. Jorge Humberto P. Stº Adrião Aqui deitada nesta relva Procuro ouvir a voz de Deus Para poder viver nesta selva Peço perdão para toda humanidade Onde os filhos teus Não vivem a fraternidade Angélica Gouvea - Brasil Voar sobre o tempo Somei aos sonhos alegrias, E às esperanças um desejo. Distribuí o amor pelos dias, Com um abraço e um beijo! Mundo novo - Existe um mundo novo na demência, na infância que retorna aqui, agora. Mas, foge da família, sem clemência, e perde-se em vácuos sem demora. O tempo inclemente não perdoa ricos, pobres, mesmo inteligentes. A memória recente parte, voa, de chefes se tornando dependentes. Portanto, imaginando tal futuro que vejo nos amigos, eu já penso, como me proteger e estar seguro. Mas como pretender a proteção neste vácuo que fica em suspenso... Quero amores lembrar, dar-lhes a mão. - Adicionei vales aos montes, Troquei searas por carinhos, Ofereci as nuvens às fontes, E subtraí às árvores ninhos! Misturei água com a tristeza, E encaminhei-as para o mar... Juntei aos caminhos a beleza, E prendi à felicidade o olhar! Grata esta bucólica sensação, De amar a natureza onde vivi, Põe a felicidade no coração, Que ao vê-la, feliz lhe sorri! José Maria Caldeira Gonçalves Fernão Ferro Benedita Azevedo - Rio /BR Sejam vermelhas ou amarelas. Para mim... tanto faz. São lindas... São belas... Me transmitem calma e paz. Maria de Jesus Procópio - Seixal

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ 11 EMOÇÕES O POVO Sou prado sem flores, por causa do Estio do tempo passado, que tudo enrugou. Fiquei com mazelas e o sonho tombou nos braços dos anos, sem água no rio. Perdi as estrelas dum céu fugidio da luz dos meus olhos, daquilo que sou. Bebi os absintos, que a mágoa secou em talhas bem cheias de grande vazio. Voltei ao meu prado, mas foi por acaso. Vi terra lavrada num campo mais raso e aromas trazidos no rosto dos ventos. As pingas da chuva trouxeram-me a calma, deixaram sair emoções da minha alma guardadas na caixa dos meus sentimentos. Glória Marreiros - Portimão Utopia O Povo é o herói da nossa História, Num desfiar de feitos com glória, Descendente de Cruzados, De Conquistadores, De Descobridores, De Homens-Bons, De rosto anónimo, Porém imprescindível. Já não lava no rio, Já não anda de burro, Já não anda descalço, Já não é analfabeto, Já não está amordaçado. Conquistou direitos, Adquiriu visão e conhecimento, Melhorou o país com o seu esforço. Acreditou nos ideais de abril, Pugnou para que eles se cumprissem. Mas… Vê crescer as injustiças,‫٭‬ Prosperar as desonras,‫٭‬ Triunfar as nulidades,‫٭‬ A torto e a direito. Então… Começa a desanimar da virtude‫٭‬ E a questionar a honestidade. O que é poesia? É tudo e nada; Será apenas fantasia! Ou contos de Fada... Acho que sei. Nem sei! Utopia? Sentimento que sonhei... Quando falo no virtual, Na coisa que não existe, Sonho com o meu intelectual, E nunca desisto...! Ai poesia, poesia, És tudo que eu imagino, És mar, és falésia, E o cantar de um hino. Afinal poesia, É tudo que me rodeia, Amor, alegria, E o conto da Sereia. És o Sol e a Lua, A terra de ninguém, O invisível que actua, No pensamento de alguém. Afinal que é poesia? Um oculto pensar! Utopia... Não sei, talvez amar... Amar, pode ser uma estupidez... O escuro da noite, A obsessão da nudez, E sei lá quê... Utopia virtual talvez… _____________ ‫٭‬Referência a Rui Barbosa. Rosa Branco – Cruz de Pau Vidas adubadas com amor. Tragédias: - No Fado, choradinhos!? Essas almas penadas, descontentes, nos bastidores…rezam os grupinhos, palmadas nas costas…ficam contentes Mas tudo vai resvalar noutras mentes Que são sábias! Mostram o seu sorriso! Com braços de rios e seus afluentes Amor sem limites, no indeciso… O homem deveria surpreender Mais a Deus, com Graças a distender Dobrem-se os joelhos, com mais temor Semear bem, para colher melhor Que promulga a profecia do Senhor P’las “Vidas adubadas com amor”. Direito de autor: Quelhas Pinhal Dias (Lahnip) PT O DIA DOS NAMORADOS Hoje é dia de S. Valentim Momento romântico partilhar Seja amoroso não seja assim Arranje tempo para namorar. 14 de Fevereiro dia dos namorados Dia de uma escapadela amorosa Como é o dia dos apaixonados Ofereça a namorada uma rosa. Uma experiência sensorial Partilha momento romântico Neste dia querido em Portugal Sem qualquer acto satânico. Dia especial dos namorados Com a namorada atenção Devem estar bem preparados Mas cuidado com o coração. Podem promoções aproveitar Têm vantagens garantidas Podem nos hotéis pernoitar Com as namoradas queridas. É um dia muito especial Oferece prendas e mordomias Gastas algum dinheiro afinal Mas gozas de muitas regalias. Escolhe hotel de cinco estrelas Até pode ser num santuário Com conforto à luz das velas Para alindar esse belo cenário. Deodato António Paias - Lagoa Realidade de um sonho Quando um sonho torna-se realidade, não existe maldade, pois são leves os sonhos... São plumas ao vento o peso de um pensamento, são penas a voar... Não existe distância só uma grande esperança de não mais acordar... Marco A. Alvarenga – S. Paulo / BR

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12 Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Confrades» http://www.confradesdapoesia.pt/ Pilatos e Caifases cada vez há mais Se Deus para nos salvar pregou Cristo numa Cruz Se o desígnio era mostrar o exemplo a todos nós a verdade que vingou entre os meus iguais é que .. Pilatos e Caifases cada vez há mais ENTRE O CÉU E O INFERNO É QUE A GENTE SE ENCONTRA COM UM CRISTO PREGADO E UM DIABO À SOLTA Paco Bandeira - Elvas TÃO BRILHANTE ESTRELA Vou guardar-te para sempre Dentro do meu coração Tu moras na minha mente Como eu te recordo então Tanto tempo já passou Que te deixei é verdade Dentro de mim só ficou Uma tão grande saudade Dormindo sonho contigo Acordado também o faço Ó meu cantinho amigo Recordo-te a cada passo Quando uma cantiga escrevo Não podes de fora ficar Dar-te-ei todo o relevo Que mais ninguém te quer dar Refrão Ó meu Alentejo Tão brilhante estrela Mando-te um beijo Minha terra bela Suspiros e ais Por ti hei de dar Parecem teus trigais As ondas no mar. Chico Bento - Suíça A Magia da Vida. Corrida de vida desenfreada Plos caminhantes do cantando e rindo, Aos que saem fora dessa manada, Outros fanáticos…vão aderindo Melhor seria viver o dia-a-dia Elo de natureza enriquecida E resvalar por toda a picardia Numa vida melhor e apetecida Tempos envoltos de outras vontades Numa vida repleta de inverdades É presa segura por um tentáculo Sois despenteados, com fios de lãs Auditório preenchido de fãs, A Magia da Vida!? É espectáculo! Pinhal Dias (Lahnip) PT (In: “Ondas poéticas”) O Sentimento Mais Nobre. Os teus olhos são dois sóis. Que dão claridade ao mundo As pestanas são anzóis Que pescam no mar sem fundo Ò que eu fosse pintor E bem soubesse pintar A nobreza e o amor Que vejo no teu olhar Ò que eu fosse escultor E soubesse cinzelar Qualquer pedra com amor O teu corpo desenhar Ò que eu fosse escritor Tinha um livro para escrever Com histórias de nosso amor Em cada palavra um prazer Ò se eu poeta fosse Declamava com paixão A poesia mais doce Saída do coração. LENÇÓIS DE FADO Mário Pão-Mole - Sesimbra Não sei se é fado ou destino Esta forma de viver Que tenho desde menino E alimento até morrer... Fiz da guitarra meu leito Sem lençóis mas confortado Por descobrir que em meu peito Existem lençóis de fado !... Eu tenho o fado na alma E às vezes sonho acordado Mesmo só na noite calma Meus lençóis cheiram a fado !... O fado nasceu comigo E a cantá-lo sou feliz Por dar refúgio e abrigo À canção do meu País. Fiz da guitarra meu leito Sem lençóis mas confortado Por descobrir que em meu peito Existem lençóis de fado !... Eu tenho o fado na alma E às vezes sonho acordado Mesmo só na noite calma Meus lençóis cheiram a fado !... SEM TI SEM TI Sou qual cegonha sem ninho voando sem Primavera falcão, pombo ou estorninho que sem voar desespera SEM TI Sou como quadra sem rima sou poema inacabado guitarra que geme e trina enquanto se chora um fado SEM TI Sou peregrino perdido entre a fé e o cansaço coração adormecido sonhando com teu regaço Abgalvão - Fernão Ferro Euclides Cavaco - Canadá

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 13 «Tribuna do Vate» RIMA DE AMOR AMIGOS Uma chuva miudinha que canta gota sozinha modelada na graça pura recorda-me a hora futura Lastima a minha saudade chora a rima sem idade lamento de gota plangente matreira na rima que sente Mas é sumo de alegria com humor feito magia fel e paixão incontida soluço dum pingo de vida. Balneário Camboriú / BR Trilogia... Deuses bordejam ao terraço secular onde o silêncio trafega nuvens brincam sobre o mar... Solitárias! Ao abandono, estão as rimas o dialeto é jogo de cartas pescando estrelas pelo céu... Comoção! Enfim diria a poetisa: A noite, os sonhos, mar, o luar... Escorrega pela face molhada Saudade Efêmera Balneário Camboriú / Brasil Permita-me Deus eu nunca desistir, De levar minha prece de gratidão A todos que neste espaço eu conheci, Sem ser apenas um gesto de ilusão. Por todos esses amigos que tenho E que sempre ao meu lado estão, Cujos nomes sempre mantenho Com zelo dentro do meu coração. Então ao bom Deus eu peço, Em sagrada e firme comunhão, As minhas preces eu ofereço, Pelo sumo bem de cada irmão. Ergo meus olhos confiantes, Aos Céus, com doce emoção. E a Deus em voz suplicante, Peço que escute minha oração! Balneário Camboriú / BR Trovas Soltas (de Tiago Barroso) Tarde, ou nunca, se endireita aquilo que nasce torto, por isso, não há receita para um país quase morto. António Barroso - Parede Misteriosa Canção Refém é esse vento que sustem o manto amante do canto e dança que nesse templo do esquecimento nos fez a ambos amados entes. Mas foi transposta a sombra e o monte, deixando que a tarde se desse ao alarde do Sol a pôr-se - bom nome com som que pelo tom diz que a dor aguarde... O Sol a pôr-se e veio a noite para amarmos aqui e além no entendimento desse unguento que nos trouxe o encantamento. Até chegar a madrugada que é o enigma e paradigma do chão salgado p´lo nosso amor - grande segredo, assim selado. Efigênia Coutinho Balneário Camboriú/BR O TEU EXEMPLO Meu pai, Disseste-me que um homem, em sua vida, Pode ser prestável sem ser servil. Cumpri teu dito. E que, perante um inimigo, na desdita, Deveria ser forte, mas não ser vil. Creio, acredito Que também cumpri, usando de clemência Ainda que a ira, no peito, transbordasse Em fúria cega. Meu pai, Também me afirmaste que uma ausência Traria sofrimento se muito se amasse, E nada o nega Pois já sofri, ainda que não soubesse Do muito, muito amor que, na alma, havia, E que continua. Ouvi-te que o labor honesto enobrece Quando o homem se realiza, com alegria. Segui também a ideia tua. Meu pai, Ensinaste-me a ter sempre esperança Num porvir mais fraterno, mais risonho. E eu esperei. Quiseste que, com olhos de criança, Olhasse o mundo todo como um sonho, E agora, eu sei Como é lindo ver toda a natureza Com a alma transbordando de amizade Pela vida. Porém, de todos os anseios, a beleza Dos teus ensinamentos, conceitos e bondade É tão querida, Que te faço esta pequena confissão, Numa simples vaidade, mas tentando pôr Minha alma a nu: - Penso e sinto, com ternura e emoção, Que gostaria de ser, com muito amor, Tal como tu, Meu pai. António José Barradas Barroso - Parede

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14 Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Cantinho Poético» LAMENTO A falta de amor que assola o mundo, A corrupção que a tudo emporcalha, A mentira que mancha a alma, A falta de caráter que compromete o futuro. Lamento pelo que perdeu a vida Por falta de atendimento; Por aquele que tem fome apesar de trabalhar. Lamento a falta de hospitais Por falta de consciência. A falta de instrução por não ter escola. Lamento pela mãe que chora a perda do filho; Pela criança que perdeu o pai no crime, Pela professora que perdeu o emprego Por todos aqueles que perderam a vergonha. Lamento pelos que labutam E são ludibriados, Pelos que não tem fé E diante de tudo perderam a esperança. ISABEL C S VARGAS Pelotas/RS/Brasil AO POETA PINHAL DIAS E SEU JOLY e suas tropelias! Soneto acróstico: DIAS DIAS PINHAL CARO PINHAL Dedico-te este soneto, pois descobri Isto:-- Há anos que ambos neste clima Amantes da poesia, de rima em rima Sabes PINHAL, muito contigo aprendi…. Desde OS CONFRADES, essa obra-prima Imensos belos poemas de ti, li e reli Agora depois que tens teu qu’rido JOLY, Saúdo –te, teu lindo AMIGO nos aproxima! Pena tenho d’estar assim tão doente, Impossível de me comunicar contente Na vida, um dia pra mim é breve, certo… Há um ponto final, que todos nos espera, Assim, PINHAL o Nelson já não é o que era Louvo, o teu JOLY, sai ao dono tão esperto! Nelson Carvalho – Belverde / Amora Quadras soltas Na casa dos teus segredos, podes reencontrar de tudo. Não ligues aos seus enredos, p’ra não teres dia bicudo! Jorge Vicente – Suíça VAMOS RECOMEÇAR Neste tempo que me circunda Neste ar nesta viração Nesta onda onde a poesia abunda Neste espaço sem dimensão Nesta hora de partida Nesta hora de saudade, Momento de despedida Que em meu ser arde Nesta solidão que fica Depois da tua partida Vazia a mente no deambular Fico triste e vencida Mas continuo a caminhar Este tempo não invalida Este desejo de ficar Então ó minha alma perdida Vamos então recomeçar Vamos recomeçar nossas vidas Nossos caminhos sem fim Vamos voltar ao princípio Ao ponto que não tem mais fim Vamos viver de novo Esta sensação de presença Vamos dizer ao povo Cada qual sua sentença Vamos elaborar um mundo novo Vamos estreitar este abraço Vamos começar de novo Sem peias nem solidões sem embaraço Vamos recomeçar este sonho Neste tempo e neste espaço MOTE: É pouco crível... Vós vedes Como é bizarro o Barroca? Ele possui um Mercedes, Mas o óleo é que não troca! (Hermilo Grave) GLOSA: É pouco crível... Vós vedes Como o Barroca, pimpão, Destrói postes e paredes, Andando na contramão? Podemos também notar Como é bizarro o Barroca, Que quer fazer- se passar Por ter muita massaroca. Creio que vós todos credes Nesta minha afirmação: Ele possui um Mercedes, Mas não paga a prestação. Tira aos filhos, tira ao bucho, Quer andar todo laroca. Tem um espada de luxo, Mas o óleo é que não troca! Hermilo Grave Paivas / Amora Rosélia Maria Guerreiro Martins Póva Stº Adrião / Loures FALSO SORRISO Como grafar poesia que me faça sorrir, s’a Lua fugidia, minguou, encolheu, e nem há aqui mais qualquer palhaço a rir no circo sem gente onde a noite escureceu? Que dizer à vontade de tantas vontades que esta vontade é nula, está obsoleta!? Como gracejar se os risos das cidades, já não se ouvem na alma deste poeta!? O sustento da alma não tem alimento, o alimento só baila no pensamento. Por isso, talvez, passe a ser arlequim mostrando a máscara somente p’ra mim, dando risadas no mais puro fingimento, e a poesia mortiça tem o seu fim. Joellira - Amora Avante Eu venho por este meio Avisa-lo meu amigo. Não posso ficar alheio Porque seria castigo. Vou pra Festa do Avante! Não faça conta comigo. Do dia três em diante Eu depois logo lhe ligo. Esta é a festa do povo Mostrando a sua pureza. Liberdade! País novo! Ao dançar a Carvalhesa. Arménio Correia (Arlofeco) - Seixal

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 88 - Setembro 2017 «Links Amigáveis Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida. - (Sócrates) 15 Feitura do Boletim O Boletim Nr 86 e seguintes passarão a mensais para o ano corrente de 2017: Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até ao dia 5 do início de cada período. A feitura do Boletim será a partir do dia 1 até ao dia 3, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Durante o ano corrente, é acrescido de mais três Edições Especiais - TRIBUNA DO VATE 5/5 ; 5/11 e ESPECIAL NATAL http://www.confradesdapoesia.pt/normas.htm Amigos que nos apoiam www.fadotv.pt As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal Telf. 210 991 683 - Tlm. 969 856 802 Voltamos a 5/10/17

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