Revista Foco

 

Embed or link this publication

Description

Ed. 23

Popular Pages


p. 1

Revista da CMI | Secovi-MG Ano 11 Nº 23 Agosto 2017 Nova sede: mudar para evoluir PROFISSIONALIZAÇÃO Cursos EAD UniSecovi-MG: capacitação ao alcance de todos MERCADO Números indicam desaceleração da crise

[close]

p. 2

editoria Em novEmbro, você já tEm um compromisso importantE: vEm aí o o maior EvEnto dE cErtificação profissional do mErcado imobiliário. Leiloeiro Público Oficial e Rural Rodrigo Costa agosto 2017 patrocinadorEs 2016 CDL Belo Horizonte Fantástiko MARKETPLACE IMOBILIÁRIO 24 anos

[close]

p. 3

A revista FOCO Imobiliário é uma publicação da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI | Secovi-MG). ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA Rua Sergipe,1000 - Savassi Cep: 30130-174 - Belo Horizonte - MG Tel: (31) 3243-7555 E-mail: secovi@secovimg.com.br www.secovimg.com.br CÂMARA DO MERCADO IMOBILIÁRIO E SINDICATO DAS EMPRESAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO DE MINAS GERAIS (CMI/SECOVI-MG) Presidente: Cássia Ximenes Vice-presidentes: Adriano Manetta, Breno Donato, Francisco Maia Neto, Leirson Cunha, Leonardo Mota e Rodrigo Nunes Diretores: Jamerson Leal, Janaína Diniz, Leonardo Matos, Luiz Fernando Rievers, Maurício Barroso, Paulo Henrique Pinheiro de Vasconcelos e Pedro Augusto Rezende Conselho Empresarial da Mulher: Flávia Vieira, Gabriela Azevedo e Patrícia Simões Conselho Jovem: Frederico Papatella Padovani Conselho Jurídico: Carlos Adolfo Junqueira de Castro Gerente Executivo: Lowell Revert FICHA TÉCNICA Produção Editorial e Gráfica: Interface Comunicação Empresarial Jornalistas Responsáveis: David Amorim e Délio Campos Coordenação Editorial: David Amorim Reportagem: Clara Guimarães, Marcela Machado, Marcos dos Anjos e Núdia Fursco Comercial: (31) 3243-7555 Projeto Gráfico: Interface Comunicação Empresarial Direção de Arte: Fernanda Braga Impressão: Paulinelli Serviços Gráficos Tiragem: 4 mil exemplares editorial Vamos seguir em frente, somos a maioria, somos honestos... Quando pensávamos estar começando a enxergar uma luz no fim do túnel da economia brasileira vem uma enxurrada de lama e deixa tudo escuro de novo… Ser brasileiro e permanecer empresário tem sido um desafio diário. Mas uma certeza eu trago comigo nesses tempos de tanta incerteza: sem querer fazer nenhum trocadilho, o mercado imobiliário continua sendo um terreno seguro. Enquanto a bolsa é alvo de manipulações e o dólar oscila de modo vertiginoso, a aplicação em imóveis segue rendendo mais que o CDI, conforme o Instituto de pesquisa Data Secovi MG. Acompanhamos desde 2004 a evolução do valor médio de um apartamento aplicado em CDI, modalidade tão conservadora quanto é o mercado imobiliário. A conclusão é que ganhou mais quem investiu em imóveis. Isso sem considerar que o apartamento pode ter tido também rendimentos de aluguel no período. Aplicar as reservas em imóveis é uma atitude conservadora e com boas perspectivas. Seja para uso próprio ou para investimento em locação, um mercado que tende a crescer no Brasil. Isso porque, com a alta dos juros, o alto desemprego e as dificuldades para se assumir um financiamento, muitos brasileiros veem o sonho da casa própria se afastar, e têm na locação a saída para uma moradia digna. Aconselho aqueles que estão aguardando a estabilização da política e da economia nacional, para decidir o que fazer com suas reservas financeiras, a investir no mercado imobiliário, como uma forma de resguardar seu patrimônio e ainda ajudar a alavancar a economia brasileira. Para se ter ideia, no Brasil, apenas 17% da população mora em imóveis de locação, acima apenas da Grécia e da Espanha. A Alemanha, com 57%, lidera o ranking que mede o percentual de imóveis alugados em relação aos imóveis ocupados, seguida da Holanda com 47% e a Áustria com 46%. Os dados são do Ministério da Fazenda. A vida não vai parar por causa da crise. As pessoas vão continuar a viver seus sonhos adaptados à realidade brasileira, ainda que não conformados. O mercado imobiliário vai acompanhar essa dinâmica. Não podemos deixar que aqueles que sucumbiram ao assédio de propinas e aqueles que foram autores de tal assédio destruam o nosso país, a nossa história e o nosso futuro. Já vimos a sociedade se mobilizar em campanhas que tomam as ruas e as mídias contra comportamentos inaceitáveis e resultados surpreendentes. Agora é a nossa vez. Cássia Ximenes Presidente da CMI/Secovi-MG *Trecho do artigo publicado no jornal Estado de Minas no dia 28 de maio. 3

[close]

p. 4

índice 14 capa Nova sede marca início de novo momento da CMI/Secovi-MG 34 mercado Empresas se preparam para retomada do setor 4 agosto 2017 05 curtas 08 10 12 síndico destaque Diálogo e atitude: segredos de um bom síndico entrevista Paulo Lamac, vice-prefeito de BH, destaca planos da Prefeitura perfil Trabalho, inovação e talento 18 20 data secovi Levantamento e análise de dados do mercado imobiliário mineiro secovicred Crescimento constante 24 26 28 30 32 36 meio ambiente Confira as mudanças no licenciamento ambiental pqex PQEX 2017: novas regras para a certificação jurídico Conheça as várias opções de garantias locatícias profissionalização Novidade: cursos EAD na UniSecovi-MG unidade CMI/Secovi-MG inaugura unidade em Contagem tendência Tecnologia em destaque 38 jurídico Distratos: realidade preocupante 40 galeria Eventos da CMI/Secovi-MG

[close]

p. 5

curtas SINDICATO Convenção Coletiva de Trabalho No início de 2017, o Secovi-MG e o SEEI-BH (Sindicato dos Empregados em Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Belo Horizonte e Região Metropolitana) assinaram a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, para a melhoria das relações trabalhistas entre as empresas e seus colaboradores. Confira as principais cláusulas negociadas Menor salário pago à categoria passa a ser de R$ 1.003,00. Reajuste salarial de 6,3% para salários de até R$ 5 mil e de R$ 315,00 para salários acima de R$ 5 mil. Adicional de horas extras estipulado em 100% sobre a hora normal. Banco de horas para compensação será de 8 meses. Recomendação às empresas: fornecimento de tíquete-alimentação/refeição no valor de R$ 15,00 por dia trabalhado. Recomendação às empresas: contratação de um seguro de vida em grupo para os colaboradores. APERFEIÇOAMENTO Conselho Jovem faz visita técnica em São Paulo Representantes do Conselho Jovem visitaram empresas na cidade de São Paulo em busca de inovações e processos eficientes de gestão Atentos às mudanças do mercado imobiliário e buscando inovações e processos mais eficientes de gestão, representantes do Conselho Jovem da CMI/Secovi-MG visitaram grandes empresas do mercado na cidade de São Paulo. Segundo Frederico Padovani, diretor do conselho, a constante capacitação da equipe foi muito abordada. “O consultor imobiliário é um profissional que lida com investimentos altos e transmitir segurança é o seu papel. Ficou claro também que o nosso mercado ainda tem muito a crescer, que a profissão de consultor imobiliário é promissora, porém esses profissionais deverão se adequar às novas tendências do mercado”, completou. Além das empresas, o grupo foi conhecer a startup Quinto Andar e se reuniu com empreendedores do Secovi/SP. CONSTRUÇÃO CIVIL Reajuste no teto do Minha Casa, Minha Vida Atendendo à reivindicações de empresários do setor da construção civil, o Governo Federal reajustou em 2017 o teto para o Programa Minha Casa, Minha Vida. Agora, famílias que recebem até R$ 9 mil poderão participar. Outra mudança foi nos valores dos tetos dos imóveis que podem ser financiados pelo programa — em Belo Horizonte passou de R$ 200 mil para R$ 215 mil. Segundo o ministro do Planejamento Dyogo Oliveira, o principal objetivo da medida é am- pliar a geração de emprego no setor de construção civil. O Ministério das Cidades tem como meta contratar 610 mil novas unidades habitacionais em todas as modalidades do Minha Casa, Minha Vida neste ano. agosto 2017 5

[close]

p. 6

curtas ESPORTE Imóvel sim, parado não! No dia 27 de agosto será realizada a primeira corrida e caminhada do mercado imobiliário em Belo Horizonte, em comemoração ao Dia do Corretor. Promovido pela CMI/Secovi-MG com o apoio do CRECI-MG, o evento terá como tema “Imóvel sim, parado não” e visa incentivar a prática de atividade física entre os profissionais do setor e seus familiares. Conforme explica a diretora de eventos da entidade, Gabriela Azevedo, as provas serão divididas por sexo e faixa etária e serão premiados os três primeiros colocados de cada modalidade. A largada e chegada será na sede da CMI/Secovi-MG, na rua Sergipe, Savassi. Os competidores poderão escolher entre caminhada de 2,5 quilômetros, cuja inscrição custa R$ 20, e corrida de 5 quilômetros, com preço de R$ 40. Os valores incluem camiseta do evento, lanche e acesso a pontos de hidratação ao longo do percurso. Para mais informações e inscrições, acesse secovimg.com.br. Não perca! 6 agosto 2017 SOLIDARIEDADE Responsabilidade social A CMI/Secovi-MG tem realizado uma série de ações beneficentes em favor do Hospital da Baleia. No final de 2016, por exemplo, os associados participaram da campanha de leite, que arrecadou cerca de 700 litros da bebida. Já no Dia Internacional da Mulher deste ano, a presidente do hospital, Tereza Guimarães, compareceu à sede da CMI/Secovi-MG e fez uma apresentação sobre o trabalho realizado pela instituição de saúde. A partir daí, as mulheres do mercado imobiliário doaram maquiagens para as pacientes internadas. Mais tarde, no Dia das Mães, um bingo beneficente promovido pelo Conselho Empresarial da Mulher teve toda a renda revertida para o hospital. “Temos percebido que os associados e associadas estão cada vez mais conscientes da importância de se ajudar uma instituição como o Hospital da Baleia, que realiza um trabalho maravilhoso. Vamos continuar realizando ações do tipo em favor do hospital, pois essa parceria veio para ficar”, comentou Flávia Vieira, diretora do Conselho Empresarial da Mulher. Vale lembrar que as diretoras Patricia Simões e Gabriela Azevedo também contribuem fortemente para esse trabalho. AGENDA Reuniões Regionais Calendário de Eventos 2017 Nas Reuniões Regionais são discutidas as demandas e as particularidades de cada região. Confira a agenda deste ano. 22/08 - Regional Pampulha 18/09 - Regional Contagem 26/09 - Regional Barreiro 24/10 - Regional Sul / Centro Sul 28/11 - Regional Oeste / Buritis 05/12 - Regional Leste / Nordeste 27/08 - Corrida em comemoração ao Dia do Corretor 12/09 - Bate-papo com o Mercado 28/09 - Fórum Inovações nas Locações de Imóveis 10/10 - Bate-papo com o Mercado 07/11 - Bate-papo com o Mercado 21/11 - Programa de Qualidade e Excelência Empresarial – PQEX 12/12 -Bate-papo com o Mercado

[close]

p. 7

síndico destaque agosto 2017 7

[close]

p. 8

síndico destaque Um trabalho baseado em diálogo e atitude A síndica Angela Cardoso promove a boa convivência entre os condôminos há mais de dez anos Angela Cardoso divide seu tempo entre os cargos de administradora e advogada cível com a função de síndica. Atualmente, ela administra duas unidades onde possui seus escritórios: o Condomínio do Edifício Horizonte XXI e o Condomínio Celsa Ballesteros. “Como todo ser humano, eu também tenho apenas 24 horas no meu dia. O segredo é usá-las de forma inteligente e coerente. Procuro evitar gastar o tempo com as distrações do celular e resolver as prioridades emergenciais”, comenta. Amparada por duas formações que auxiliam seu dia a dia como síndica —Direito e Administração—, ela explica que é fundamental manter um equilíbrio coerente e o bom senso entre os condôminos. “Todo conhecimento é essencial, mas o que é mais demandado na vida de um síndico é o bom senso. É preciso diálogo para que o que foi estabelecido no regimento do condomínio e na nossa constituição seja sempre respeitado”, destaca. Para manter a observância das regras internas e solucionar os conflitos, a síndica aposta no diálogo e na empatia com o próximo. “Convido a pessoa a tentar ver o outro lado do problema. E se fosse você no lugar do seu vizinho? Porque geralmente é uma situação que pode acontecer com qualquer um, um dia você se sente incomodado com uma postura, no outro pode tranquilamente ser o seu comportamento que está sendo questionado, inclusive pelo mesmo motivo.” 8 agosto 2017 Dificuldades operacionais Se por um lado o diálogo e o bom senso é um meio para a resolução de conflitos, os problemas técnicos não oferecem essa alternativa. “Um encanamento ou elevador não agenda horários para seus problemas, eles vêm nos momentos mais inoportunos e exigem ação rápida”, alerta. Para isso, o síndico precisa contar com uma equipe confiável e qualificada, além de iniciativa para tomar decisões e solucionar problemas. “O síndico não trabalha sozinho, precisa contar com essa retaguarda da sua equipe. Por isso é importante manter o diálogo e a motivação. Eles também precisam gostar do ambiente de trabalho e se importar com o condomínio. Isso faz toda a diferença.” Para quem pretende assumir essa responsabilidade, ela deixa as dicas: educação, paciência, disponibilidade de tempo, saber ouvir e conhecimento do regimento interno.

[close]

p. 9

agenciawood.com agosto 2017 9

[close]

p. 10

entrevista DANIEL PROTZNER A BH que Paulo Lamac está ajudando a construir Prefeitura tem planos de promover o adensamento urbano em áreas com maior oferta de transporte público e recuperar vocação tecnológica da cidade Após exercer dois mandatos de vereador e ocupar diversos cargos na administração municipal, Paulo Lamac (REDE) hoje ocupa a cadeira de vice-prefeito de Belo Horizonte na gestão de Alexandre Kalil (PHS). Professor e engenheiro eletricista, ele demonstra ter sensibilidade às demandas do mercado imobiliário. Prova disso é que participou, em junho, do Bate-papo com o Mercado sobre o Plano Diretor da cidade. Na entrevista abaixo, concedida por telefone à Foco Imobiliário, ele volta a esse assunto e comenta os maiores desafios da atual gestão. Quais são os principais planos da Prefeitura para o desenvolvimento urbano de Belo Horizonte? Todas essas questões estão contidas no Plano Diretor, que está em tramitação “O objetivo do Plano Diretor é ordenar o território e potencializar o desenvolvimento da cidade” 10 agosto 2017 Paulo Lamac, vice-prefeito de Belo Horizonte

[close]

p. 11

entrevista na Câmara Municipal. Recebemos essas propostas da gestão anterior e estamos empenhados para que elas sejam atualizadas, para que se adaptem aos tempos atuais. Para isso, estamos dialogando com todos os segmentos da população. O objetivo do Plano é ordenar o território e potencializar o desenvolvimento da cidade. Nesse sentido, estamos trabalhando em favor do adensamento urbano nas áreas que são melhor servidas pelo transporte público. Isso irá nos ajudar a dinamizar o espaço e a buscar o conceito de Cidade Compacta. Simultaneamente, estamos aliando nossos esforços de planejamento urbano à diretriz de viabilizar a construção de ambientes favoráveis à multiplicação dos ecossistemas produtivos, especialmente nos segmentos tecnológicos. Belo Horizonte destaca-se pela qualidade de seu capital humano, principalmente nas áreas de biotecnologia e tecnologia da informação. No entanto, estamos perdendo de forma significativa empresas de tecnologia. Nosso desafio é estimular a permanência dessas empresas na capital e criar condições para que outras novas venham. O município de Contagem possui quase 800 mil habitantes e é significativo na RMBH. Existe algum projeto de desenvolvimento em conjunto com Contagem? Discutimos essa questão ontem (11 de julho de 2017) na reunião do Conselho Deliberativo de Belo Horizonte, com a presença do prefeito de Contagem, Alex de Freitas. Ficou acordado que faremos novas reuniões conjuntas para buscarmos uma maior integração dos municípios, por meio do macrozoneamento. Existe algum projeto de parceria com empresas mineiras para revitalização, manutenção e segurança dos espaços públicos da capital, como praças e parques? “Estamos trabalhando em favor do adensamento urbano nas áreas que são melhor servidas pelo transporte público. Isso irá nos ajudar a dinamizar o espaço e a buscar o conceito de Cidade Compacta” Sim. Isso se dá por meio de compensações ambientais e adoção de espaços como parques e jardins. Estamos discutindo sempre sobre equipamentos públicos que a Prefeitura tem dificuldade em manter. Hoje, temos vários espaços esportivos que, por vezes, estão abandonados ou entregues ao tráfico. Além disso, há o uso indevido de espaços públicos por entes privados. Alguns desses locais cobram para que a população possa utilizá-los. Nossa intenção é instituir parcerias para garantir que a população tenha livre acesso a esses equipamentos esportivos. São vários os instrumentos de parceria com entes privados. Todas elas visam deixar esses espaços em boas condições para a população. O que a Prefeitura pretende fazer para revitalizar a Savassi? A Savassi é um patrimônio da cidade e merece ser ocupada por toda a população. Já há alguns meses estamos fechando um trecho da avenida Getúlio Vargas aos domingos e muitos eventos têm sido realizados no local. Estamos avaliando a possibilidade de estender esse fechamento também para as tardes de sábado. Queremos que essa ocupação da região se dê de forma sustentável e em segurança. Para isso, estamos mantendo um dialogo permanente com a comunidade local. A Prefeitura pretende dar continuidade à lei intitulada Código de Posturas, que proíbe o estacionamento para clientes em vários imóveis comerciais? Não. O Código de Posturas regula o recuo para estacionamento nos imóveis comerciais. Esse texto foi revisto nos últimos anos, mas hoje não há nenhuma proposta para aumentar a restrição da utilização desses recuos. Ao contrário, estamos analisando sugestões para flexibilizar essas restrições. Referente à alteração do coeficiente de construção, como será possível suprir o deficit habitacional do município limitando ainda mais as construções em toda a cidade? Os estudos sobre a verticalização da cidade mostram que a maior parte da ocupação já é Coeficiente 1. Na média, os instrumentos do Plano Diretor não diminuem a possibilidade de construção de novas edificações. Na verdade, eles aumentam. A discussão que se faz atualmente é sobre a outorga onerosa e seus eventuais impactos nas relações de uso e ocupação do solo. Belo Horizonte tem o desafio de reduzir o deficit habitacional, mas entendemos que a cidade já tem um estoque de terras suficiente para isso. A solução para esse problema deve ser metropolitana. agosto 2017 11

[close]

p. 12

perfil Talento e sorte Conheça um pouco da trajetória de Rubens Menin, fundador da maior construtora residencial da América Latina – a MRV Engenharia Na década de 1970, o engenheiro Rubens Menin ainda era um aluno de graduação do curso de Engenharia Civil na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas já tinha em mente o sonho de trabalhar em incorporações, com foco em construir unidades populares. O sonho de Menin se transformou em realidade no ano de 1979, com a criação da MRV Engenharia, hoje classificada como a maior construtora residencial da América Latina. A ideia do engenheiro seguiu padrões diferentes daqueles comuns à época, mas a característica inovadora deu muito certo. “Antes de fundar a empresa, fiz alguns testes. O primeiro terreno foi na Vila Clóris, na região Norte de Belo Horizonte. Como a experiência foi positiva, investi em mais três. Quando chegou a dez terrenos, foi a hora de criar a MRV, que já nasceu com seu “Seguimos questões de governança, mas acredito que ter amigos e familiares na gestão é uma vantagem competitiva cujo fator de sucesso é muito maior que o de insucesso” Rubens Menin 12 agosto 2017

[close]

p. 13

perfil DNA popular”, relembra Menin. O segundo passo foi a construção de apartamentos em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para além do talento e do trabalho árduo, Menin acredita na sorte como um fator matemático para o sucesso. “Eu não imaginava que chegaria onde estou, mas ao longo da vida contei com muitos episódios de sorte”, revela. Entre esses acontecimentos, ele destaca o ano de 2007, que considera o “ano mágico” da MRV, quando o capital da empresa foi aberto. Inspiração É possível acreditar que ele já tenha nascido com a vocação para o que faz. Mas, na prática, a carreira teve início quando, ainda na faculdade, Menin fez estágio na empresa Vega Engenharia. Lá ele trabalhou com Homero Matos, que foi seu sócio na época da fundação da MRV e uma grande referência para ele. “Ele é o V da MRV e um grande mestre, um ser humano ético e profissional”, elogia. Essa inspiração transparece na forma com que Menin administra o seu time de colaboradores. A MRV é uma empresa com gestão compartilhada, que propicia o desenvolvimento das pessoas e registra um baixo índice de turn over. Além de funcionários com muitos anos de casa, existe a prática de “contratar conhecidos”, como explica o empresário. “Seguimos questões de governança, mas acredito que ter amigos e familiares na gestão é uma vantagem competitiva cujo fator de sucesso é muito maior que o de insucesso”, avalia Menin. Parece que tem dado certo: a MRV é hoje avaliada em R$ 6,5 bilhões, entrega 40.000 chaves por ano e está presente em 140 cidades. A cada 200 brasileiros, um reside em um empreendimento MRV. Inovar sempre A visão inovadora do jovem estudan- te da década de 1970 permanece forte. Quando fala das previsões de mercado e, principalmente, sobre como vender nos dias de hoje, Menin destaca a importância de se ter uma forte presença digital. “O mundo mudou, é preciso estar informatizado, investir em Tecnologia da Informação. O cliente hoje chega pelo Google”, exemplifica. Além disso, ele destaca o fato de a MRV possuir um Departamento de Inteligência, que faz sua própria base de dados. Menin também participa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que está trabalhando com a primeira base de dados do Brasil sobre o tema. Para os profissionais do setor, ele dá uma dica: devem atentar para o crescimento da demanda para o público de massa no Brasil. “O perfil do mercado vem mudando, com famílias menores e mais pessoas morando sozinhas. Nos próximos 25 anos, será preciso construir mais de um milhão de moradias por ano no país”, explica. Palavra de quem tem experiência. “O perfil do mercado vem mudando, com famílias menores e mais pessoas morando sozinhas. Nos próximos 25 anos, será preciso construir mais de um milhão de moradias por ano no país” Rubens Menin Bate-papo com o Mercado Rubens Menin foi o convidado da edição de maio do evento Bate-papo com o Mercado, realizado pela CMI/ Secovi-MG. Acompanhe a programação dos próximos encontros em nosso site: secovimg.com.br agosto 2017 ESPECIALIZADA EM ANÁLISE CADASTRAL PARA LOCAÇÃO DE IMÓVEL www.redecadastro.com Fale conosco (31) 3658-6446 -(31) 3657-641437

[close]

p. 14

capa Mudança para melhor Inauguração da nova sede da CMI/Secovi-MG marcou o início de um novo momento, com novos benefícios, convênios, parcerias e cursos para os associados Diretoria CMI/Secovi-MG ACMI/Secovi-MG começou o ano comemorando mais uma conquista. Em abril, foi inaugurada a nova sede da entidade, na Rua Sergipe, nº 1000, na região da Savassi, em Belo Horizonte. De acordo com o gerente executivo da CMI/Secovi-MG, Lowell Revert, a mudança de casa proporcionou mais espaço e segurança para a entidade desempenhar suas atividades, com foco no fortalecimento do setor. “O investimento em uma nova sede reforça o nosso compromisso com o desenvol- vimento do mercado imobiliário em Minas e com o atendimento de qualidade aos associados e representados dos segmentos das administradoras e corretoras de imóveis, incorporadoras, loteadoras e administradoras de condomínio. Inauguramos um espaço multifuncional que está de portas abertas para todas as empresas associadas e representadas”, destaca Lowell. Para oferecer maior comodidade e conforto no novo endereço, a entidade investiu em um projeto arquitetônico funcional e contemporâneo. 14 agosto 2017 “Inauguramos um espaço multifuncional que está de portas abertas para todas as empresas associadas e representadas” Lowell Revert

[close]

p. 15

capa “A CMI/Secovi-MG nos trouxe a necessidade de reorganizar os setores que já existiam na antiga sede, pensando no colaborador, no associado / representado e no público. Além disso, a diretoria estava em busca de um projeto que simbolizasse o início de um novo momento, mas sem altos custos”, explica a arquiteta Fernanda Villefort Parreiras. Ela é proprietária do Studio FV, escritório contratado para desenvolver o projeto, que foi conceituado a partir da setorização por andares, partindo dos espaços mais públicos, como o auditório, para os mais privados, como a sala da Presidência. “Foram eleitos alguns materiais como peças-chave que se repetem para criar unidade e legibilidade dos espaços, além do uso do vidro como forma de integração e da cor azul em pontos específicos, para reforçar a identidade da marca. O logotipo aparece em diferentes tamanhos e acabamentos a partir da hierarquia dos espaços e da sinalização necessária”, acrescenta Fernanda. Ainda de acordo com a arquiteta, o conceito de sustentabilidade também “A CMI/Secovi-MG nos trouxe a necessidade de reorganizar os setores que já existiam na antiga sede, pensando no colaborador, no associado / representado e no público. Além disso, a diretoria estava em busca de um projeto que simbolizasse o início de um novo momento, mas sem altos custos” Fernanda Villefort Parreiras Como alugar o auditório ou reservar a Sala do Associado? Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (31) 3243-7555 ou pelo e-mail atendimento@secovimg.com.br. Auditório Maurício Chebly agosto 2017 15

[close]

Comments

no comments yet