Jornal Repacis - 6ª Edição

 
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Jornal Repacis - 6ª Edicação

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6º Edição - Julho/2017

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Página 02 EDITORIAL Por Helena Aymeê AmorDorOdioLoucuraEnsinamentos SofrimentoCarênciaEsperançaNecessidade CiúmesImaginaçãoAlegria A adolescência é uma fase transitória da vida, mas hoje, percebem-se fatores que a tornam ainda mais complexa. Nos últimos 15 anos, a taxa de suicídio entre jovens aumentou mais de 10%. A cada ano que passa mais jovens são assassinados ou entram para o crime. O ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente- encontra-se de mãos atadas para tais problemas. A adolescência é um tempo de descoberta, de amor e ódio. Não há uma receita pronta para sobreviver a essa fase da vida intactamente. Na verdade, não é nem aconselhável. Porém é necessária uma base estrutural firme para que esses jovens não se percam por completo. O jovem é um reflexo direto de sua realidade. Na vida, vive-se muito mais do que apenas uma adolescência, aliás, etimologicamente, esse termo significa crescer para. A todo o momento, crescese para se tornar algo diferente; a todo o momento, vive-se uma adolescência. Segundo a teoria dos Setênios, a cada sete anos a vida muda completamente, e no terceiro ciclo (1421) encontram-se os momentos mais cruciais. A transformação da criança em adulto, a fase que realmente define a identidade de cada um. Mas isso não significa que a adolescência acaba por aí... A cada ciclo estamos crescendo para o próximo. Esse processo é mais que natural, portanto é necessário que ele seja visto dessa forma. Tem de se valorizar a juventude, dar a oportunidade para que as pessoas que estão chegando possam se encontrar e escolher o futuro da forma que as faça felizes. GENTE QUE FORMA GENTE Por Gabriela Scarllet, Helena Aymeê e Rayane Silva A congregação dos Agostinianos tem várias escolas na grande Belo Horizonte, colégios de alto padrão e reconhecidos pela excelência na educação oferecida. Notoriamente, seus profissionais são de alta qualidade, tanto como seu ensino, estrutura e objetivos. O colégio Regina Pacis está em transição para se tornar uma nova unidade da rede Santo Agostinho. Com a nova coordenação, já se nota uma nova postura com várias modificações administrativas, pedagógicas e estruturais. Conversamos com Paulo Roberto Vidal de Negreiros, o novo diretor, que trabalhava na unidade Nova Lima e que, desde jovem está envolvido com os agostinianos. Ele nos explicou todo esse processo de transição. Todo o prédio está sendo reestruturado e modernizado. Durante as férias, obras importantes trarão a modernidade e o toque do Santo Agostinho. Será feita uma nova biblioteca, novas salas e laboratórios e tudo será equipado com a melhor qualidade para o desenvolvimento das aulas e da proposta de excelência da escola. Todas as mudanças acontecerão no decorrer de três anos e agora serão priorizadas as estruturas mais essenciais como secretaria, modernização das salas de aula, lanchonete e entrada da escola. Uma característica muito interessante sobre o novo colégio é a proposta “gente que forma gente”. Diferentemente do que muitos pensam, a escola não só almeja alcançar a excelência no desempenho dos alunos no ENEM e vestibulares, mas também se preocupa em formar indivíduos capazes de conviver e de se adaptar às diversas situações da vida. Preocupa-se em atender as necessidades de cada aluno, mas cobra que todos trabalhem com responsabilidade e determinação. A educação agostiniana visa excelência, e se o aluno estiver disposto a conquistá-la encontrará no Santo Agostinho uma casa, um lar com muito mais do que boa estrutura, bons professores e coordenadores. Encontrará uma família. Em 2018, a escola já será oficialmente “Colégio Santo Agostinho – Unidade Regina Pacis”. O processo de inscrição para os novos alunos acontecerá do dia 11 de agosto até 23 de setembro, quando serão aplicados os testes de seleção. Para o Ensino Infantil (Maternal) até o primeiro ano do Ensino Fundamental I não haverá seleção. Os primeiros candidatos a preencherem a ficha de inscrição no site terão as vagas garantidas e os demais ficarão na lista de espera, no caso de possíveis desistências. Nós do terceiro ano estamos nos despedindo e não vivenciaremos de fato o colégio Santo Agostinho, mas já tem ficado claro, desde o início do ano, o que essa nova escola tem a oferecer. O trabalho que vem sendo feito já se mostra efetivo. Profissionais mais que capazes, propostas inovadoras, novas instalações ensino diferenciado, realmente, gente formando gente. A educação agostiniana visa excelência e se o aluno estiver disposto a conquistá-la, encontrará no Santo Agostinho uma casa, um lar com muito mais do que boa estrutura, bons professores e coordenadores. Encontrará uma família.

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Página 03 SUSTENTABILIDADE CRIATIVA Por Gisella Andrade e Mariana Floresta Há muito tempo se fala sobre desenvolvimento sustentável e essas duas palavras são vistas em diversos textos, discursos, filmes, debates, documentos, etc. Mas isso de fato ocorre? O tal “desenvolvimento sustentável” tão conhecido tem que deixar de ser apenas um termo comentado para ser uma ação realizada. Com o passar dos anos novas coisas são descobertas, tecnologias são desenvolvidas e o planeta Terra fica cada vez mais sobrecarregado. Isso é um fator extremamente preocupante, pois a sociedade precisa se desenvolver, porém a natureza não pode ser prejudicada com as mudanças que ocorram ao longo do tempo. Com isso em mente, percebe-se que a necessidade de desenvolvimento precisa estar atrelada a de sustentabilidade. São inseparáveis, pois para o mundo prosperar e por que não dizer, continuar existindo, é imprescindível o equilíbrio. Nesse contexto, a Campanha da Fraternidade do ano de 2017 teve como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e como lema “Cultivar e guardar a criação”. Ao escolher e desenvolver esse assunto, a CNBB, juntamente com outras igrejas cristãs do Brasil, visou uma necessidade de mudança de atitudes e um novo olhar sobre o mundo, capaz de gerar e promover iniciativas conscientes para resolver as questões sociais levantadas, envolvendo, sobretudo, o meio ambiente, que passa por situações crí ticas e carece de muita atenção. Uma enorme biodiversidade vem sendo afetada por falta de preservação do meio ambiente e para que isso não ocorra mais, todos devem assumir seus deveres, o que acarretará em mundo melhor, mais sustentável e com uma melhor qualidade de vida para gerações presentes e futuras. Espera-se uma maior sensibilidade e envolvimento de todos, principalmente no tocante ao consumismo desenfreado, responsável pelo esgotamento das reservas naturais e, consequentemente, desequilíbrio dos ecossistemas. Diante de tão graves desequilíbrios e catástrofes pelos quais passa o planeta, a população deve assumir posturas arrojadas frente a esses problemas. Nesse contexto, cientes da necessidade de um novo olhar sobre o planeta, capaz de gerar e promover iniciativas de sustentabilidade, e de que esse processo passa, principalmente, pela conscientização das crianças e jovens, os alunos da 3ª série do Ensino Médio, sob a orientação da professora Rosandra Sêda (Língua Portuguesa), organizaram o I Concurso de Desenho “Sustentabilidade Criativa” voltado para os alunos do Ensino Fundamental I. Realizar atividades que realmente façam a diferença é um passo importante para a mudança de mentalidade. Novo olhar, desde muito novo! Talvez seja por aí que as mudanças começarão a surgir. As crianças, aprendendo a olhar o planeta não como uma fonte inesgotável de recursos que satisfaçam seus desejos, mas como um lugar de interação, de trocas, em que todos ganham e o meio ambiente não saia “saqueado”, é uma interessante caminho para “cultivar e guardar a criação” e sobreviver. E OS VENCEDORES SÃO... Os participantes do Concurso de Desenho “Sustentabilidade Criativa” capricharam nos desenhos e mostraram que estão conscientes da importância de preservar o meio ambiente! Os trabalhos estavam lindos! Parabéns a todos os participantes! Vencedores: 1º ano: Matheus Gonçalves Guzmán 2 ano: Lucas Azevedo 3º ano: Davi Campelo 4 ano: Catharina Alemida Moura 5º ano: Thor Kopperud Ana Júlia Vieira

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Página 04 Por Luiza Amora e Maíra Vieira ADOLESCÊNCIA brincadeira. Envolve infligir dor, provocar risco de morte, desafiar ao suicídio. Sempre houve grupos de adolescentes que se exibiam ao brincar com o perigo, mas agora, em plena era virtual, essas práticas se tornam virais e ganham grandes proporções. Exercem um incrível poder de sedução em que as principais vítimas têm sido adolescentes que, por estarem passando por alguma fase difícil, encontram nessas práticas uma forma de pedir ajuda ou até mesmo para serem aceitos e admirados no grupo de amigos. Com a onda midiática do desafio da Baleia Azul, que propõe aos jovens uma série de desafios mirabolantes, um grupo de publicitários brasileiros deu início, em abril, ao desafio da Baleia Rosa. É um game que oferece 50 ações para valorizar a vida com dicas de como agradecer, elogiar a si próprio e perdoar. Talvez o maior antídoto para o bullying, o sofrimento e as perdas, seja criarmos crianças e adolescentes educados para ter carinho com o próximo. Uma boa ideia para começar pode ser a aderência à positividade, promovida pela iniciativa da Baleia Rosa. Na Netflix, o diálogo sobre bullying e abuso de todo tipo entrou em pauta na série 13 Reasons Why, que retrata eventos da vida da personagem Hannah, resultando no fim trágico de sua vida. Dentre as críticas recebidas, a maioria recaiu sobre os riscos promovidos pelos gatilhos presentes na série, a falta de profundidade do assunto e a ética envolvida na temática suicídio. Nos elogios, a maioria surge em razão do alerta ao assunto, da quebra de um tabu e a chamada ao diálogo. A série oferece uma retrospectiva de nossos anos mais jovens e a análise dolorida de nossas atitudes. Sempre há desvantagens e vantagens de ser adolescentes. Temse que passar essa fase aproveitando o máximo que se pode para que não haja arrependimentos futuros. Família, escola e adolescente são elementos de uma parceria que, se vivida de forma intensa, responsável e engajada, resulta em diálogo e compreensão que, com certeza, levarão ao equilíbrio. Adolescência é uma fase na vida muito importante para o amadurecimento de cada um. Essa é a fase de curtição, do namoro e tudo mais. Só de ser adolescente já é uma grande vantagem. Mais saúde e mais ânimo para superar os desafios que a vida põe em seu caminho. Vontade de enfrentar desafios sem medo das consequências. Mas, junto com isso tudo, vem a tal da responsabilidade... A cada dia, as pessoas passam a ter que ser mais responsáveis. Porém, você ainda não é dono de seu próprio nariz, tem que pedir permissão aos pais para sair e, muitas vezes, surge aí a rebeldia. Cientistas dos EUA estão redefinindo os conceitos da medicina sobre essa fase da vida. Para eles, os tropeços da adolescência são sinais de que o cérebro jovem está procurando se adaptar ao ambiente. Descobriram que a adolescência é marcada por um aumento das conexões entre diferentes partes do cérebro. Há uma onda de maturidade que chega a áreas ligadas ao pensamento complexo e à tomada de decisões. Essa evolução explica, em parte, por que nesse período da vida a impulsividade e os sentimentos mais viscerais são manifestados com tanta facilidade, sem passar pelo filtro da razão. É uma fase de conflitos, descobertas, riscos e desafios que surgem a todo momento. Recentemente, um jogo conhecido como Baleia Azul, trouxe problemas e riscos para diversas pessoas, principalmente para os adolescentes. Não é apenas uma ACONCHEGO Nas noites frias, Embaixo do edredom Eu ficava ouvindo a chuva cair E me lembrava de momentos como este Em que estávamos a sós... Eu, com a cabeça em teu peito, Tu, com as mãos em meus cabelos, Era o momento que tudo parava Que eu olhava dentro dos teus olhos E dizia o quanto te amava. Laura Vieira (1º ano)

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Página 05 COMO APRENDER A APRENDER Por Júlia Diniz e Helena Aymeê O estudo diário é essencial, principalmente para os alunos que estão na fase de transição do ensino médio para a faculdade. O desejo de se integrar no ensino superior é grande, especialmente em escolas federais, mas isso requer um bom desempenho nos vestibulares. O ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio, é o foco de grande parte dos estudantes, por ser a chave de entrada nas universidades públicas, o ensino tende a se direcionar para essa prova. No início deste ano, os alunos das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio do colégio Regina Pacis participaram de um workshop dirigido pela empresa Horizontes Coaching, tendo como objetivo central dicas de estudos para aqueles estudantes que almejam melhores resultados em sua vida acadêmica. Muitos alunos utilizam de videoaulas, leituras e resumos para aprender e pensam que esses métodos são eficazes, porém esse estudo chamado de passivo, não é o melhor. Segundo Flávio Mesquita, responsável pelo workshop, o melhor método de aprendizado é uma mistura entre o estudo passivo e o ativo - execução de exercícios, explicação da matéria para alguém ou a si mesmo, retomada de conteúdo e correção de exercícios sendo necessário que a forma ativa seja predominante. Para que o estudante se sobressaia e alcance êxito em seus estudos, é essencial que haja a junção de vários pontos e, para avaliá-los, foi criada uma tabela. Para se ter uma noção do que é preciso melhorar e entender a causa pela qual não se está alcançando o resultado desejado, cada aluno deve fazer sua autoavaliação, baseando-se no gráfico abaixo. estudo na noite anterior a um teste, só precisam distribuir essas oito horas ao longo de algumas semanas.”, diz John Dunlosky, professor do Departamento de Psicologia da Kent State University. Os conteúdos aprendidos na escola não devem ser deixados de lado e esquecidos ao chegar em casa, devem fazer parte também do ambiente residencial. Cada aluno necessita de criar um plano de estudo de acordo com as suas dificuldades. Após aplicá-lo à rotina, deve-se analisar e se perguntar qual o melhor modo de aprendizagem para si. A reflexão é feita visando às facilidades diante desse processo. Alguns aprendem melhor com a visualização (alunos visuais), sendo assim, buscam fazer esquemas, mapas conceituais, fotos, flash cards, etc. Alunos auditivos costumam buscar técnicas para escutar a própria voz falando sobre o assunto a ser estudado, ler em voz alta, gravar a explicação do professor durante a aula, entre outros. Além disso, existem alunos sinestésicos, os quais estudam colocando o conteúdo em prática fazendo exercícios e aplicando mais de um sentido para isso. Estudo é essencial, tanto dentro quanto fora da escola, mas para conseguir alcançar os objetivos desejados, é preciso um bom balanceamento entre a saúde física e mental. O estudante deve se preocupar em manter seu bem estar para ampliar sua capacidade de absorção dos conteúdos e também para conseguir focar no que é essencial. Pode parecer difícil, mas com organização e planejamento tudo que se almeja pode ser alcançado. AGUARDE... “Os estudantes devem se esforçar para distribuírem seu aprendizado ao longo do tempo. Então, depois de uma prova, deveriam começar a estudar para a próxima [...]. Em vez de empilhar oito horas de

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Página 06 CÉLULA: A BASE DA VIDA Por Emilly Lowise Você já parou para pensar sobre a importância das células para os seres vivos? Não é ao acaso que as ciências biológicas pesquisam e estudam minuciosamente as menores frações de matéria viva. As células são base da vida de todos os organismos. Existem milhares de corpos celulares, cada um desempenhado uma função específica. Há aquelas autossustentáveis, características dos unicelulares, e também as que trabalham de maneira integrada, executando tarefas essenciais para a manutenção da vida. As células são capazes de se alimentar, crescer e mudar. Fornecem estrutura, produzem substâncias essenciais e energia, dentre muitas outras funções. Percebem-se características comuns em todas elas: a membrana plasmática, o citoplasma, o material genético... E o que dizer sobre este último? Você já percebeu a semelhança existente entre você e seus pais? Isso se deve ao material hereditário do DNA contido nas células. Utilizando os conceitos já desenvolvidos em sala de aula e para tornar esse estudo uma atividade mais dinâmica, os alunos do 1º ano do Ensino Médio, orientados pela professora Patrícia, realizaram a montagem de células comestíveis para o reconhecimento das partes fundamentais das unidades que constituem todos os seres vivos. Para a montagem, foram utilizados alimentos nutritivos e saborosos. Isso sinalizou que, além dos alimentos fornecerem substâncias que compõem a “matéria-prima” para a estruturação e equilíbrio das células também podem ser saudáveis. O MAR E SEUS ENCANTOS Por Ana Clara de Freitas Mattos Os alunos do 2º período, a partir de uma roda de conversa com a professora Perla, manifestaram o interesse de conhecer o universo marinho e suas curiosidades. A professora propôs então o projeto “O mar e seus encantos”, visando trabalhar a diversidade da vida marinha de forma lúdica e divertida. O projeto foi realizado durante a primeira etapa e envolveu os alunos em atividades diversas. Realizaram pesquisas em casa, assistiram a filmes, visitaram o museu Mundo das Águas, tiveram aula prática no laboratório de Ciências e produziram um livro de rimas abordando as curiosidades e conhecimentos aprendidos. Os alunos empenharam -se durante todo o projeto e é notável o desenvolvimento de conhecimentos sobre o universo marinho. No dia 31 de maio houve a culminância dos trabalhos com uma apresentação musical para os pais. Não só esse, mas outros trabalhos estão sendo desenvolvidos com os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. O projeto “Brinquedos e Brincadeiras”, excursão à Copasa, palestra sobre educação bucal, tour por Belo Horizonte, entre outras, são atividades que visam ilustrar e enriquecer os conteúdos trabalhados durante as aulas.

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Página 07 Por Guilherme Nunes

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Página 08 ENTREVISTA Por Silvino Patente minhas práticas, gostos de coisas as diferenças de cada cultura escolar. Não Fabiana Da Silva Silveira, atual Coordenadora Pedagógica do colégio Regina Pacis é formada em Educação Física pela UFMG e acadêmica do curso de Psicologia na PUC/MG. Com seu jeito firme diferentes. acredito no trabalho autoritário e impositivo. Se não tiver sentido ou significado para as pessoas envolvidas, nada será possível. Acredito em uma proposta de educação dialogada, reflexiva e respeitosa. e acolhedor, está conquistando os alunos. Repacis: É difícil para os alunos do Sempre os recebe em sua sala para escutar, Ensino Médio escolherem uma questionar e orientar. Nessa entrevista profissão. Que dica você daria para os expõe seus objetivos, expectativas e alunos que estão passando por essa crenças. dificuldade? Repacis: Você sempre se imaginou trabalhando na área escolar? Fabiana: A dança sempre esteve presente na minha vida, por isso escolhi a Educação Física. Porém, quando entrei para a faculdade me apaixonei pela área da licenciatura. Logo no início do curso, me identifiquei com os professores que estudavam diferentes práticas escolares e participei de alguns projetos na faculdade que me aproximaram destes contextos. Em um determinado momento tive que escolher se me dedicaria mais à dança ou à educação física escolar. Foi exatamente quando entrei para o Colégio Santo Agostinho, há dez anos, e tive que tomar essa decisão Decidi-me pela educação, abandonei a dança de vez, e comecei a trilhar meu caminho no Santo Agostinho, mas não imaginava chegar à coordenação. Repacis: Qual é seu objetivo pedagógico como coordenadora? Fabiana: Penso que o meu lugar é o da mediação. Tento contribuir nas relações professor/aluno, aluno/professor, aluno/família, família/colégio, proporcionando reflexões que possibilitem ao aluno se formar de maneira mais qualificada nas suas diferentes dimensões como ser humano afetiva, acadêmica e familiar. Acredito em uma formação mais sensível, de um cidadão crítico, de direitos, com deveres. Tenho o dialogo transparente como proposta, para que juntos possamos construir princípios e valores importantes para uma boa convivência coletiva, harmônica e de respeito. Repacis: Quais são as dificuldades que você encontra nesse trabalho? Fabiana: As dificuldades.... Gosto muito do que faço. As dificuldades que tenho coloco como desafios. As dificuldades não me paralisam. Elas me fazem pensar como agir diferente. Se for possível resolver, ótimo; se não, pelo menos tento aprender com a situação. Gosto de ser desfiada, me considero corajosa, gosto de reinventar Repacis: Como é trabalhar com adolescentes? Isso te faz mais feliz ou mais triste? Seu trabalho interfere na sua vida pessoal? Fabiana: O trabalho faz parte da minha vida. Não me percebo de forma fragmentada. Tudo o que acontece nessa dimensão da minha vida dialoga com as outras dimensões e assim me percebo em constante processo de reflexão e formação. Repacis: Você trabalhava no Santo Agostinho, Unidade Nova Lima. Percebe muitas diferenças entre seu trabalho lá e aqui no Regina? Fabiana: Nós, educadores, temos que construir nosso trabalho junto com as pessoas pertencentes àquele contexto. Uma comunidade escolar é diferente da outra. Então, embora a proposta pedagógica do Santo Agostinho seja a mesma, os trabalhos serão desenvolvidos de maneira diferentes. É a partir do diálogo, da socialização das ideias e sentimentos que se consegue chegar a uma trajetória comum. Tenho os meus princípios educacionais, mas as minhas propostas serão construídas de acordo com as individualidades dos alunos, dos professores, respeitando a diversidade e Fabiana: Eu queria ter sido mais orientada, ter conversado mais com profissionais de diferentes áreas para ampliar o meu entendimento sobre as possibilidades de profissões. Um dos possíveis caminhos é buscar informações das mais diversas maneiras sobre as profissões de interesse perguntar para as pessoas sobre as suas escolhas, quais são as possibilidades de atuação, como funciona o mercado de trabalho. Se já tiver interesse por alguma profissão específica, buscar entender com algum profissional o dia a dia do seu trabalho. Com maior clareza sobre as profissões, torna-se possível uma escolha mais assertiva. Repacis: Você sempre está muito atenta à vida escolar dos alunos. Que orientações você poderia dar a eles para melhoria do rendimento escolar? Fabiana: Percebo duas grandes questões que envolvem o bom rendimento acadêmico. Uma é o como estudar. Descobrir a melhor maneira que permitirá produzir com mais qualidade - as técnicas, as estratégias de estudos. Uma das estratégias mais importantes é o exercício, o “para casa”. Muitos alunos resistem de maneira intensa ao “para casa”, sendo que esse recurso é muito eficiente para a apropriação do conhecimento. Muitas vezes, o aluno tem o entendimento simplista de que os exercícios, as atividades de casa são apenas para mostrar para o professor e acaba não produzindo. Existem outras estratégias e técnicas que se pode experimentar, porém é necessário dedicação, envolvimento, vontade para experimentar e identificar a mais eficiente. O resultado é a consequência do esforço. A segunda questão muito importante é a perseverança, a persistência, para construir uma rotina de estudos. A repetição e estudar de maneira ativa são fundamentais para o sucesso acadêmico.

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