Boletim Digital - Núcleo de Agroecologia Apetê Caapuã n.2 - julho/2017

 

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Description

Boletim Digital com notícias e atividades desenvolvidas pelo NAAC.

Popular Pages


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Boletim Agroecológico Celebrar é Preciso! Dragon Dreaming………………...Pg 03 Mutirões na UEPA! ………………………………………………..Pg 06 Sem Feminismo não há Agroecologia! ……………………………………………..Pg 14 Terça é dia de Feira! Feira Na UFSCAR…………….Pg 16 Tá na época………………………..Pg 18 Agroecologia Resistência e Rebeldia ! Agro NÃO é Pop………………...Pg 08 Grupo de Estudos Agroecologia Cultural ……………………………………………….Pg 12 Ciranda……………………………….Pg 19 Com os Pés Vermelhos ……………………………………………..Pg 21 Informações NAAC …………………………………………...Pg 26 NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017

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Boletim Agroecológico Nº 02 Bem-Vinda e Bem-Vindo ao nosso Boletim! Nossos boletins terão formato digital e serão publicados bimestralmente. Nossas atividades realizadas durante o período serão compartilhadas aqui somadas a informações e curiosidades relacionadas com ciência e práticas agroecológicas. Nesse bimestre, separamos pra você algumas curiosidades sobre o Dragon Dreaming, que adotamos como forma de gestão das atividades do nosso grupo, um pouco sobre a realização do cuidado com nossas áreas de SAF, os Grupos de Estudos que esse semestre teve um formato muito bacana, um pouco sobre nossa Feira Agroecológica da UFSCar Sorocaba e algumas curiosidades como uma ciranda linda na seção Agroecologia Cultural, as frutas e verduras da época no Hoje é Dia de Feira, um pouco do que compartilhamos com os Pés Vermelhos, da nossa parceria com a UFSCar Campus Araras e alguns dados sobre o mito midiático do “Agro é pop”. Esperamos que goste! Gratidão pela leitura! AJácecsosnef:eriu a edição anterior? http://www.youblisher.com/p/1833511-Boletim-Bimestral-Nucleo-de-Agroecologia-A pete-Caapua/ Equipe Gestão Comunicação Sarah Thais Marcia Maria NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017 Margareth

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CELEBRAR É PRECISO! Dragon Dreaming Meu primeiro contato com o Dragon Dreaming se deu a partir de um planejamento anual do NAAC em março de 2016. Me recordo que todos ouviam com atenção esse novo sistema integrado que nos era apresentado. De início as carinhas de ponto de interrogação prevaleciam e todos seguiam de certa forma inseguros por desconhecer, e por medo de se expor. Fonte: http://pensamentosdaveiga.blogspot.com.br/ - Sonhar... Planejar... Realizar... Celebrar! Minha característica sempre prevaleceu no planejamento (talvez por ser libriana), mas conforme íamos evoluindo fui reconhecendo a importância de cada etapa, e sentindo como tinha sido essencial a contribuição de cada integrante do núcleo. Aos poucos o processo como um todo foi fluindo e a insegurança foi se diluindo para finalmente o sonho ser sonhado em coletivo. 03 NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017

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CELEBRAR É PRECISO! O Dragon Dreaming surgiu na Austrália ocidental a partir do trabalho desenvolvido pela Fundação Gaia. Caracteriza-se como um sistema integrado que busca ajudar grupos em processos de planejamento para projetos, utilizando de diversas ferramentas que possibilitem a contribuição de todos os indivíduos que estão envolvidos no projeto, garantindo voz e protagonismo para todas as pessoas, valorizando o individual para com o coletivo. Resultado do Dragon Dreaming, 2016 NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017 04

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CELEBRAR É PRECISO! Um termo que me marcou muito no Dragon Dreaming foi: Pinakarri, que significa escuta profunda, olhar e entender com os olhos do outro, empatia e cuidado consigo mesmo e para com o outro. Desde então, sinto que se tornou um conceito que permeia as atividades do núcleo e um desejo das pessoas que participam. Seguimos portanto, lutando por um grupo que esteja totalmente integrado, e que de certa forma, todos possam ser ouvidos e respeitados. 05 NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017

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MUTIRÕES NA UEPA! UEPA! Aprendendo na Prática Localizadas dentro do Campus Sorocaba da UFSCar, temos duas áreas que chamamos de UEPA – Unidades de Experimentação e Práticas Agroecológicas – uma com 1 ha e outra com 0,1 ha. Elas têm como objetivo motivar, ensinar e promover a interação com a terra. Nas duas áreas, temos implantados Sistemas Agroflorestais, onde realizamos mutirões e cursos que integram a agroecologia, permacultura, biodinâmica e agrofloresta. Acreditamos que sem a prática não há agroecologia. E entendemos que através dela, podemos aprender muito mais os conceitos apresentados em sala de aula, além de incentivar a extensão universitária, um dos pilares do nosso grupo. NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017 06

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MUTIRÕES NA UEPA! No primeiro semestre deste ano, tivemos um grande incentivo e apoio nos nossos mutirões: a vinda do amigo argentino Augusto Colagioia, que nos ajudou ministrando curso teórico-prático durante nossos mutirões. O bate-papo sobre sucessão ecológica, diferentes espaçamentos e suas vantagens, tipos de adubos orgânicos e biodinâmicos e aplicação prática, foi enriquecedor para o grupo, além da troca de experiências que tivemos. Os mutirões são divulgados na nossa página do Facebook! ACESSE: https://www.facebook.com/apetecaapua.nucleodeagroecologia São livres pra quem quiser conhecer e participar conosco. Todas e Todos são muito bem vindos! 07 NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017

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AGROECOLOGIA: RESISTÊNCIA E REBELDIA! O Agro NÃO é Pop! A campanha Global de que “Agro é Tech, agro é pop, agro é tudo”, procura, segundo a imprensa da própria emissora, “tratar a importância dos produtos agrícolas e das coisas do campo; procuramos também sempre citar quantos empregos aquela atividade agrícola gera e quanto ela movimenta na economia”. A iniciativa, ao passar a cada comercial uma reportagem sobre algum alimento específico produzido no campo, apenas afirmar o quão “espetacular” é a produção de alimento no campo no Brasil, o que nem de longe é verdade. Créditos na imagem Verdades ocultas sobre a produção agrícola brasileira: • Sabe-se que o uso da técnica de transgenia nas sementes plantadas aumentou em 288% o uso de agrotóxicos no Brasil. NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017 08

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AGROECOLOGIA: RESISTÊNCIA E REBELDIA! • 6 empresas controlam o mercado mundial de sementes transgênicas no mundo: Syngenta, Monsanto, DuPont, Basf, Bayer e Dow (59,8% do mercado mundial). As mesmas 6 empresas, por coincidência, também controlam o mercado de agroquímicos e pacotes tecnológicos agrícolas (76,1%). São os chamados commodities agrícolas. • O pacote tecnológico oferecido por essas empresas incluem a sementes, os maquinários e os defensivos. O pequeno produtor não consegue financiamento para compra dos maquinários e quando consegue, fica em dívida com os bancos. Estima-se que de 1960 a 2017, depois do “estalo” da Revolução Verde, cresceu em 68% o endividamento do pequeno produtor no Brasil. • Dados registrados pelo Ministério da Saúde e Pastoral da Terra juntos, apontam que apenas entre 2007 e 2014, houve 34.147 casos de intoxicação no campo por agrotóxicos e 863 óbitos no mesmo período. É o maior número de mortes por produtos químicos de todos os setores produtivos do Brasil. • Estima-se que desses dados (Ministério da Saúde), para cada caso notificado, outros 3 não são registrados e 2 são diagnosticados errados (óbito atribuído a outros fatores, por exemplo). • Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo. 96,5% de toda a produção são plantações com sementes transgênicas. 09 NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017

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AGROECOLOGIA: RESISTÊNCIA E REBELDIA! • 78% da produção de soja é para exportação e outros 17% para fabricação de ração para gado e suínos. • A concentração de terra sempre foi um dos maiores problemas do Brasil. A Lei de Terras de 1850, privilegiou grandes fazendeiros, destituiu terras de pessoas com baixa renda e anistiou a grilagem. Estima-se que em torno de 73% das áreas agricultáveis no Brasil estão nas mãos dos 300 maiores produtores rurais (grandes latifúndios) enquanto 4,8 milhões de famílias estão a espera da própria terra pra plantar. • 57% da população rural do Brasil vive em situação de subsistência (Planta para comer). • Cerca de 57% de todo o território rural no Brasil é destinado à pecuária. Quase 90% de todo o desmatamento ilegal no Brasil é a combinação de venda de madeira ilegal e área de interesse da agropecuária. • Quem produz nosso alimento então? 76,8% de toda a produção de alimentos vem da agricultura familiar (pequena e pequeno produtor rural). Porém ainda assim, mais da metade utiliza em sua produção agrotóxicos. • Brasil consome 14 tipos de agrotóxicos que são proibidos no resto do mundo. NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017 10

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AGROECOLOGIA: RESISTÊNCIA E REBELDIA! • Especialistas indicam que pelo menos 30% dos alimentos analisados, não poderiam estar na mesa do brasileiro. • Desde 2014, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. • Estima-se que cada brasileiro consuma por ano, 5 kg de veneno. Em comparação, os EUA, segundo maior consumidor, é de 1,2 kg/habitante/ano. • Nos anos 80, a média brasileira era de 1kg/habitante/ano. O crescente desse número mostra o cenário que teremos de doenças graves, infecções e mutações genéticas herdáveis pela exposição maçante aos agrotóxicos que o agro pop nos impôs. Créditos na imagem *dados retirados de diferentes fontes: Embrapa, Ministério da Saúde, Pastoral da Terra, Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Consultoria Céleres. 11 NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017

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GRUPOS DE ESTUDOS Grupo de Estudos – 1º Semestre de 2017 Nesse semestre, o grupo de estudos teve dois formatos: o relato de apetividades de férias e estudo dos autores referências em agroecologia. As propostas de férias consistiram de: 1 – Mãos na terra! Essa atividade consistiu num cronograma para cuidar das nossas áreas também chamadas de UEPA! Uma escala foi feita pra que elas não ficassem abandonadas durante o período não letivo. Também contemplou estágio de férias em propriedades com SAF e/ou que contemple nossa missão. NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017 12

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GRUPO DE ESTUDOS Em abril ocorreram os relatos de férias que foram compartilhados do Raul, com o projeto no CAPS em São Miguel Arcanjo, da Josi com estágio na rede de Agroecologia da Unicamp, da Márcia com a visita ao Projeto SAF com Jussara em Sete Barras e do Everton com o estágio na Associação Biodinâmica em Botucatu. O relato completo das atividades pode ser lido no site do NAAC, na aba agenda – apetividades de férias. Acesse: https://apetecaapua.wordpress.com/ agenda/ 2 – Embasamento Teórico Durante as férias, a equipe se dividiu em grupos de estudo para ler a aprender mais sobre a teoria da agroecologia. Cada grupo foi responsável por pesquisar um autor referência na área e no decorrer do período letivo, apresentou para o restante do grupo o aprendizado adquirido com a pesquisa. Nos meses de maio e junho, ocorreram as partilhas sobre os autores: Costabeber e Caporal, Sevilla Guzmán, Stephen R Gliessman, Miguel Altieri e autores da França. 13 NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017

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SEM FEMINISMO, NÃO HÁ AGROECOLOGIA Mulher. Agricultora, aluna, mestre... Conquistas um espaço que vai além da família, além da casa, e além do que outrora sonharam pra tua vida. Produz, organiza, se empodera. Agora tua voz, antes silenciada pela opressão de uma sociedade patriarcal, ganha volume, intensidade, ecoa dentro e fora de casa. Ecoa dentro de ti. IMAGEM Créditos na Imagem (Cintia Barenho) A coletividade lhe dá autonomia, e dê mãos dadas a outras mulheres, reconhece tua força. Porque as atividades domésticas hão de ser tuas quando devem ser de todos nós? Porque limitar-se a tarefas ditas “femininas” quando tua capacidade é tão maior? Porque subordinar-se onde o diálogo horizontal deveria existir? NAAC - Boletim n.2 - Julho de 2017 14

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