D Saúde

 

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Edição 63

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ANO 12 Nº 63 MAI/JUN 17 R$ 14,90 FOTO Paulo Cansini D OPINIÃO JORNADA DE ORTOPEDIA Organizada pelo médico Flávio Maldonado, evento atrai profissionais de todo Brasil PET Saiba como proteger seu cão da cinomose CALVICE Conheça as causas e os tratamentos MULHER Rejuvenescimento íntimo é possível 1

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06 11 04 Presidente - Editor: Marcos Flaitt Direção Geral: Michelle Verginassi Redação: Mariana Roncari e Rodrigo Viudes Operadora de editoração: Gláucia da Mata e Iara Regina da Silva Projeto Gráfico: Ivy Bueno Revisão: Maura Flaitt Logística: Antonio Sanches FALE CONOSCO: Anúncios, divulgação de empresas, serviços e eventos Fale com MARCOS FLAITT: Mobile: (14) 9 9601-3070 / Fixo: (14) 3221-0780 E-mail: flait@uol.com.br Leia pela internet: www.revistad.com.br Correspondência: Av. Santo Antonio, 114 - Bairro Boa Vista, Cep.: 17501-470 - Marília - SP. Todos os direitos desta publicação são reservados. É proibida qualquer forma de reprodução, parcial ou total sem autorização expressa do diretor geral, sob pena das sanções penais e cíveis previstas em lei. As opiniões expressas em artigos e reportagens, bem como informações contidas em propagandas são de inteira responsabilidade de seus autores. 17 08 4 CENTRO AUDITIVO 6 PSICOPEDAGOGIA 8 SAÚDE ANIMAL 11 CIRURGIA ÍNTIMA 13 FERTILIDADE 15 ANÁLISES CLÍNICAS 17 ODONTOLOGIA 19 CALVÍCIE 20 SANTA CASA 22 A 26 JORNADA DE ORTOPEDIA REVISTA D MARÍLIA EMPRESA AMIGA DAS TARTARUGAS MARINHAS DE CABO VERDE 22 19 20 3

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FONOAUDIOLOGIA Em alto e bom som Centro Auditivo traz alta tecnologia para Marília e região Muitas vezes a falha na audição pode acompanhar o bebê desde seu nascimento. Em outros casos, pode chegar com o avanço da idade. Em todos os casos, a audição pode ser comprometida de forma diferente, nos mais variados níveis. Para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com a perda auditiva a tecnologia tem se empenhado como nunca, criando equipamentos que permitem uma experiência até mesmo superior à audição humana. Mas o primeiro passo para voltar a ouvir com qualidade é procurar o especialista. “O médico otorrinolaringologista é o profissional adequado para avaliar o paciente e indicar o tratamento. A depender de cada caso, poderá ser a retirada da cera dos ouvidos, o uso de medicamentos, a indicação de cirurgias e, muitas vezes, o uso de aparelhos auditivos”, explica a fonoaudióloga e mestre em ciências otorrinolaringológicas, Mirella Boaglio Horiuti, que é também responsável pelo Centro Auditivo Aquarius em Marília e São José do Rio Preto. Se a indicação for pelo uso de aparelho auditivo, o próximo passo é procurar um fonoaudiólogo com experiência na adaptação de aparelhos ou então um centro auditivo, onde há fonoaudiólogos capacitados à disposição, e o processo de testes irá começar. “O profissional capacitado auxilia o paciente a encontrar o equipamento adequado para suas necessidades”, completa Mirella. Criado em 2011, o Centro Auditivo Aquarius é uma loja especializada na venda e adaptação de aparelhos auditivos para Marília e região, que presta assistência técnica para diversas marcas e também comercializa aparelhos Siemens, representando exclusivamente a marca em toda a região. “Com filosofia de trabalho humanizado, o Centro Auditivo tem opções com muita inovação, mas este não é nosso único foco. Realizamos uma avaliação cuidadosa, com exames e diálogo para encontrar o que é mais adequado, com atenção ao valor, tamanho do equipamento, tecnologia envolvida, além de observar se há uma rotina fora de casa ou não. Oferecemos informações para que o paciente Paula Molina, do administrativo, e as fonoaudiólogas Mirella Horiuti e Laura Mochiatti faça sua escolha consciente. O resultado sempre terá como objetivo a satisfação e a melhoria na qualidade de vida”, explica a profissional. Após os testes, o paciente faz uma experimentação do aparelho por sete dias, retornando para uma reavaliação. “Nesse momento o paciente pode adquirir seu aparelho com mais segurança. A partir daí, começamos um compromisso com a manutenção e regulagem que segue até o final da vida útil do equipamento”, explica Mirella. TECNOLOGIA Preocupada com os avanços, a Siemens é uma das empresas que mais inova no segmento. Além de possuir o único aparelho à prova d’água do mercado, este ano já lançou produtos como o Cellion, o primeiro aparelho que não necessita a troca de bateria por até cinco anos, e o discreto Silk, aparelho microcanal pronto para uso e praticamente invisível que fica somente dentro da orelha, de adaptação imediata sem necessidade de moldar o ouvido. “A tecnologia dentro dos aparelhos Siemens tem uma prioridade: garantir o entendimento de fala seja qual for o ambiente. E sempre da forma mais fácil possível, sem trabalho e esforço do usuário”, esclarece. Agora os smartphones também podem controlar o volume, amplificação de sons graves e agudos do seu aparelho auditivo através do aplicativo touchControl. O sistema Telecare é outra inovação. O aplicativo permite que o fonoaudiólogo realize ajustes no aparelho auditivo à distância, via computador. “Se houver algum ruído que incomoda o paciente, é possível fazer um ajuste e enviar essa atualização em seguida. É um ajuste interno no aparelho que antes só seria feito presencialmente e hoje pode ser feito de qualquer distância”. PARA TODOS OS PÚBLICOS Mesmo quem não possui perda de audição também encontra atendimento no Centro Auditivo, que é um Tinnitus Center certificado pelo Programa de Suporte ao Tratamento do Zumbido da Siemens. “O zumbido é estudado com profundidade pela Siemens. Os centros de atendimento Siemens que realizam o tratamento com excelência recebem o seloTinnitus, conferido pela Siemens mundial, após auditoria e verificação de conformidade na aplicação do protocolo referente ao tratamento aos pacientes com zumbido”, explica Mirella. O programa envolve aconselhamento e terapia sonora. “Dependendo do caso, podese necessitar o uso individual de próteses auditivas ou gerador de som, ou ambos”. Outra opção disponível é a fabricação tampão de ouvidos, ideal para natação ou banho. “O contato frequente com a água pode tornar o ouvido mais vulnerável às infecções bacterianas. Além disso, a água da piscina, com cloro, pode favorecer alergias em áreas mais sensíveis, como os ouvidos. Para solucionar esse problema, o Centro Auditivo oferece os tampões, que auxiliam também pessoas com tímpano perfurado, facilitando a hora do banho”, completa a fonoaudióloga Laura Mochiatti. SAIBA MAIS Para dicas sobre aparelhos auditivos, visite o blog www.naoescuto.com.br, escrito por Mirella. E para mais informações sobre os aparelhos, visite o Centro Auditivo Aquarius, que fica na Avenida Santo Antônio, 4050. Ou acesse o site: www.centroauditivoaquarius.com.br O telefone é o (14) 3413-5010. 4

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PSICOPEDAGOGIA Memória SIMONE MELLO ALICEDA Exercitar para não falhar A memória desempenha um papel especial no processo psicodinâmico da construção dos pensamentos, sendo ela uma das funções cognitivas mais utilizadas pelo ser humano em seu cotidiano. É através da memória que armazenamos informações, lembramos delas e as utilizamos. O bom funcionamento da memória depende inicialmente do nível de atenção. A memória pode ser classificada de forma simples, de acordo com a duração e os tipos de informação envolvidos: MEMÓRIA DE CURTO PRAZO: também conhecida como memória de trabalho, armazena (numa quantidade limitada) informações por alguns minutos. A memória de trabalho possibilita, por exemplo, uma pessoa discar um número de telefone que alguém acabou de lhe dizer ou repetir algumas frases de um texto lido naquele exato momento. MEMÓRIA DE LONGO PRAZO: ao contrário da anterior, a memória de longo prazo tem uma capacidade maior para o armazenamento de informações, que permanecem com o indivíduo durante longos períodos, podendo até ficar guardadas indefinidamente. Por exemplo, as lembranças de fatos ocorridos na infância, o aprendizado de conteúdos escolares, a fisionomia ou o nome de alguém que não se vê há tempos, etc. Com o avanço da idade, a partir do 50 anos, é comum as pessoas se queixarem de dificuldades de memória, o que traz certo desconforto ou até o receio de que possa ser o início de um quadro patológico, como o Mal de Alzheimer, porém é importante ressaltar que o declínio da memória como avanço da idade é completamente normal. Não é só a idade que provoca prejuízos na capacidade de memória; o estresse emocional, a depressão e problemas de ordem física são outros importantes fatores. Por outro lado, existem também fatores que favorecem a memória, como a motivação e as emoções. Quanto maior o interesse em aprender algo, melhor será o armazenamento das informações obtidas nesse processo, assim quanto maior o número de emoções (sejam elas positivas ou negativas) atribuídas a um evento mais chances dele permanecer na memória para uma futura recuperação.  Assim como o nosso corpo, a nossa mente também precisa se exercitar, e pensando nisso a Psicopedagogia, ciência que atua no campo da Saúde e Educação, lidando com o processo de aprendizagem humana, seus padrões normais e patológicos, vem utilizando procedimentos próprios da área com a finalidade de exercitar operações mentais que estão diretamente ligadas com essa função cognitiva que é a memória. Uma das estratégias que utilizo nas terapias realizadas é o PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental), uma tecnologia de intervenção cognitiva focada no desenvolvimento do potencial de aprendizagem. Organizado em instrumentos que visam o enriquecimento das Funções Cognitivas, possibilitando maiores condições para a ocorrência da aprendizagem significativa, tornando os indivíduos mais bem sucedidos em suas atividades acadêmicas, profissionais, de rotina, transformando, assim, todo o seu sistema de relações. Desenvolvidos pelos educadores e psicólogos Reuven Feuerstein e Raphi Feuerstein, os instrumentos do PEI são utilizados em mais de 50 países e estão traduzidos em pelo menos 12 idiomas. O Programa é direcionado a todas as pessoas interessadas no desenvolvimento do seu potencial de aprendizagem, sendo elas crianças, adolescentes, adultos ou idosos, com desenvolvimento típico ou atípico. Outros instrumentos são utilizados nas terapias, os atendimentos são individualizados, respeitando o potencial de cada um e avançando com critérios de complexidade e abstração cada vez mais crescentes, ampliando o interesse e a motivação dos indivíduos. Simone Mello de C. Aliceda Psicopedagoga clinica e institucional; Mediadora do PEI (programa de enriquecimento instrumental pelo instituto Feuerstein- Israel; Especialista em adaptação curricular pela Universidad de Alcalá- Espanha; Screener da Síndrome de Irlen. Contato: simonealiceda@hotmail. com 14-34172257/ 997845101 6

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SAÚDE PET Cinomose ROGÉRIO FIORONI Saiba como proteger seu cãozinho Doença viral muito contagiosa e de alta letalidade, a cinomose afeta exclusivamente cães, podendo se manifestar também em furões. O homem é imune ao contágio. Apesar de ser comum em filhotes, o vírus pode se instalar no organismo do animal em qualquer idade. A transmissão se dá pelo ar e também por secreções de maneira geral, como saliva, fezes e urina. “Muitas pessoas acreditam que a doença seja dividida em fases. Contudo, a cinomose acomete todos os sistemas orgânicos do animal, sem obedecer a uma ordem lógica ou específica”, explica o médico veterinário Rogério Fioroni. “A depender de onde o vírus ataca naquele momento, haverá uma manifestação clínica correspondente. Quando acomete o sistema tegumentar, por exemplo, haverá sinais característicos de infecções de pele, como pústulas grandes na barriga, hiperqueratose (endurecimento) dos coxins plantares, diminuição da produção lacrimal com consequente conjuntivites, uveítes ou inflamações de pálpebra; na via respiratória podemos observar bronquite, bronquiolite ou pneumonia; no sistema digestivo, gastroenterite, e assim por diante”, detalha. O especialista explica que a doença caminha pelo organismo até atravessar a barreira hematoencefálica, atingindo o sistema nervoso central. “Nesse momento, os sinais clínicos se tornam clássicos, com convulsões, alteração de comportamento e mioclonia (tremor muscular). A mioclonia pode atingir qualquer grupo muscular, como membros, mandíbula ou pescoço. Os tremores se tornam incontroláveis e frequentes, não cessando nem mesmo quando o cão está dormindo ou anestesiado e podem permanecer como uma sequela para sempre, mesmo quando o animal vence a doença”. DIAGNÓSTICO Por haver sinais clínicos inespecíficos, que se manifestam em diferentes sistemas - como tegumentar, dermatológico, gastroentérico, o diagnóstico nos primeiros sinais da doença pode ser difícil de ser fechado. “As contrações mioclônicas são sintomas mais clássicos (apesar de não serem exclusividade da doença), mas em geral os outros sinais podem ser confundidos com reações por alterações dietéticas, pneumonia, cojuntivites e uma infinidade de outras afecções, dificultando o processo de detecção precoce da doença. O clínico deve estar atento, pois alguns exames disponíveis detectam a partícula viral. Se no momento da coleta de material o animal não estiver com o vírus circulante, pode haver um resultado falso negativo”, alerta. “Por isso o exame laboratorial não dará o diagnóstico, e sim o exame físico, com a avaliação atenta do médico veterinário”, completa. PREVENÇÃO E TRATAMENTO A cinomose pode ser prevenida com vacinação, cumprindo-se o calendário proposto pelo médico veterinário. “O esquema de vacinação, via de regra, é iniciado aos 45 dias dos filhotes. Mas isso tem sido discutido, pois não podemos generalizar. O animal que mamou o colostro da mãe vacinada, rico em anticorpos que matam o vírus, poderia ser vacinado aos 60 dias. Mas se o filhote não foi exposto a esse colostro pode ter a vacinação antecipada para os 30 dias de idade”. A falha na imunização inicial é um fator de alto risco para a doença. “Mães que não foram devidamente preparadas para a gestação, além da vacinação inadequada do filhote, os expõem a riscos desnecessários”, pontua Rogério. “Animais adotados, de rua ou de abrigos, exigem atenção redobrada, pois como não há histórico não é possível saber se foram imunizados pelo colostro da mãe e se foram expostos à vacina, por isso devem ser tratados como se não tivessem tido qualquer imunização”. Outro importante fator de prevenção é a vermifugação. “Uma das formas de contaminação pela cinomose é pela ingestão do vírus presente em alimentos ou água. Se há parasitas intestinais, as lesões nesse local favorecem a infecção. Por isso as cachorras gestantes também devem ser vermifugadas, o que contribuirá para a imunidade de sua cria, prevenindo muitas doenças além da própria cinomose”, completa. Após o esquema vacinal do filhote, que acontece após três doses iniciais, a vacina deverá ser repetida anualmente. “Há um quadro chamado encefalite do cão velho, uma das formas de manifestação de cinomose em idade mais avançada. Com o tempo, é natural que o animal perca um pouco de sua imunidade e, se não estiver cumprindo o calendário vacinal, o vírus se instala com facilidade. O cão adulto manifesta diretamente os sinais neurológicos, o que também pode dificultar o diagnóstico, uma vez que pode ser confundido com diversas doenças, tais como encefalopatia hepática ou renal, neoplasia, acidente vascular, entre outros. O teste para detecção do vírus é feito por punção de líquor, por isso muitas vezes acaba sendo feito mais tardiamente”. O tratamento da doença sempre será sintomático, de suporte. “Tratamos vômito, diarreia, desidratação, tentando oferecer bem estar ao animal infectado, conforme os sintomas se manifestam. O uso de antivirais é controverso entre os autores, pois não há dados definitivos sobre a eficiência desses medicamentos”. Com a inflamação e imunossupressão gerada pelo vírus é comum ocorrer infecção bacteriana secundária, o que contribuirá para piora do estado geral do cão. “Quando há a gastroenterite, as bactérias naturalmente presentes no intestino invadem a corrente sanguínea, gerando infecções secundárias. O mesmo acontece no trato respiratório, com processo inflamatório que aumenta a permeabilidade dos alvéolos, e as bactérias que estão normalmente no ar que respiramos acabam invadindo o pulmão, causando pneumonia. Ou seja, enquanto o sistema imunológico está totalmente voltado a combater o vírus, há um processo bacteriano em curso, piorando o quadro geral e a prescrição de medicamentos antibióticos pelo médico veterinário é comum. Devido à amplitude de sistemas orgânicos afetados, a severidade da doença e dificuldade de controle dos sinais clínicos, é de extrema importância manter a vacinação em dia, pois esta é a única maneira de prevenir essa grave doença”, finaliza o especialista. SAIBA MAIS Para outras informações sobre esse assunto, entre em contato com o médico veterinário Rogério Moretti Fioroni (CRMV 11.010), pós-graduado em doenças infecciosas e zoonoses em cães e gatos pela Unesp/ Botucatu. O profissional atende na Clínica Veterinária Planeta Animal, na Rua Sorocaba, 91. Os telefones são (14) 3433-5656 ou (14) 3432-5018. 8

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D OPINIÃO

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DERMATOLOGIA Rejuvenescimento íntimo PAULO MIORALI Com variadas indicações, procedimento estético genital é opção para as mulheres Muitas disfunções da região íntima feminina não eram tratadas até então, pois eram consideradas como uma consequência inevitável de processos fisiológicos naturais, tais como partos e a menopausa. Outro aspecto importante é que a procura pelo médico com essa queixa é rara, seja por vergonha, constrangimento ou desinformação. Hoje, contudo, um procedimento minimamente invasivo tem ganhado espaço na mídia e também aumenta a procura nos consultórios. O rejuvenescimento íntimo vaginal é um método a laser usado para tratar a mucosa vaginal, restaurando sua funcionalidade, devolvendo a qualidade de vida e a autoestima às mulheres, na medida em que restaura a fisiologia vaginal natural. Estudos clínicos e histológicos provam que o tecido vaginal é totalmente restaurado após o tratamento do laser, aumentando a produção de colágeno, a lubrificação e também a contratilidade. As indicações são várias: atrofia vaginal, falta de lubrificação causadas pela menopausa, incontinência urinária leve, frouxidão vaginal pós-parto normal ou até mesmo para melhora da qualidade do orgasmo e da vida sexual do casal.  O laser também pode ser usado para tratamento externo da vulva, clareamento da virilha e flacidez de grandes lábios e clitóris, com ótimos resultados estéticos funcionais. O chamado Monalisa Touch® é um laser fracionado de CO2 combinado com radiofrequência. A aplicação é totalmente indolor, segura e sem cortes. São indicados de duas a três sessões, com intervalos de 60 dias, e uma aplicação anual de manutenção. No pós-procedimento indica-se dez dias de abstinência sexual e as contraindicações são doenças  ginecológicas e gestação.  É importante que a paciente apresente um exame recente de papanicolau e também é necessário uma consulta médica pré-tratamento para esclarecimentos e informações sobre o procedimento. Paulo Miorali (CRM 113295) é pós-graduado em Dermatologia Clínica, Cirúrgica, Estética e Laser. A Clínica Dr. Paulo Miorali  fica na Rua Sete de Setembro, 760. Os telefones de contato são o (14) 3413 6071 e 99819 6071. 11

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Traga seus familiares e amigos para uma festa no cinema, comemore conosco seu aniversário. Escolha o filme de sua preferência, faça uma sessão e transforme nosso espaço em um lugar mágico. Aniversários e Eventos Corporativos são no Cine Esmeralda. Para maiores informações ligue: (14) 3433-4566 ou cine@cineesmeralda.com.br EVENTOS CORPORATIVOS Faça suas palestras, treinamentos, conferências e reuniões aproveitando o máximo que nossas salas podem oferecer em questão de imagem, som e conforto.

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MATERNIDADE Infertilidade sem causa aparente CRISTIANO BUSSO Saiba quais são os tratamentos possíveis Quinze por cento dos casais em idade fértil apresentarão dificuldade para engravidar. Isto significa que aproximadamente um em cada seis casais não conseguirá sucesso após 12 meses de tentativas. A boa notícia é que, no segundo ano, metade destes casais conceberá de forma espontânea, sem a necessidade de tratamento. Depois de 12 meses de tentativas, o casal deve procurar orientação do ginecologista, pois pode ser que algo esteja acontecendo. O ginecologista solicitará exames simples, mas que diagnosticam as causas de infertilidade em mais de 80% dos casos. Os principais são: Espermograma: este é um dos primeiros exames que devem ser solicitados. É um exame simples e barato, que na maioria das vezes é suficiente para diagnosticar ou descartar que a infertilidade tenha origem no homem. Lembrando que um terço dos casos de infertilidade é de origem masculina. Ultrassonografia transvaginal: recomenda-se que toda mulher realize uma ultrassonografia transvaginal pelo menos uma vez ao ano, durante a atualização de sua rotina ginecológica. Praticamente toda a anatomia do aparelho genital feminino pode ser avaliada através deste exame. Ele identifica anomalias uterinas como malformações, miomas, pólipos; e anomalias ovarianas como cistos e presença de endometriose, além de avaliar a “quantidade” de óvulos que a mulher possui (reserva ovariana). Histerossalpingografia: as trompas, que permitem o encontro dos espermatozoides com o óvulo, não são vistas pela ultrassonografia transvaginal. O exame de escolha para sua avaliação é a histerossalpiongografia. Neste exame, o radiologista injeta contraste através do colo do útero e realiza radiografias da pelve. A passagem do contraste mostra se as trompas estão permeáveis ou obstruídas, assim como alteração de seu trajeto. Ficou famoso por ser um exame doloroso. Hoje, porém, como o uso de cateteres maleáveis para a injeção do contraste, o exame pode ser bastante tolerável. Dosagens hormonais: a dosagem de hormônios que controlam a ovulação e também dos hormônios da tireoide, pode permitir o diagnóstico de disfunções hormonais associadas à infertilidade. Vinte por cento dos casais que não conseguem engravidar, porém, apresentam todos os exames normais. É o que chamamos de infertilidade sem causa aparente, ou ISCA. Se por um lado é positiva a notícia de que todos os exames são normais, por outro a ausência de diagnóstico pode gerar frustração ao casal. É importante lembrar que a idade da mulher, por si só, é um fator de infertilidade. Portanto, em mulheres com 40 anos ou mais, ainda que os exames sejam todos normais, não nos referimos a estes casos como sendo de ISCA e sim como “idade materna avançada”. Então, se não temos diagnóstico, o que fazer? Não significa que se não há diagnóstico, não se deva tratar o casal. Também não significa que se deve solicitar mais exames. O plano terapêutico deve levar em conta o tempo de infertilidade, a idade da mulher e a vontade do casal. Casais com pouco tempo de infertilidade em que a mulher tem menos de 35 anos podem tentar uma conduta conservadora, ou seja, continuar as tentativas de forma natural. Já em casais com mais de dois anos de infertilidade ou que a mulher tenha mais que 35 anos, o ideal é que procurem iniciar algum tratamento de reprodução assistida. O tratamento mais simples utilizado nestes casos é o coito programado, em que o médico monitora a ovulação por ultrassonografia e indica os dias em que o casal deve manter relações. O seguinte “degrau” é a inseminação artificial. Neste tratamento a mulher toma medicamentos para estimular a ovulação e o esperma passa por um preparo antes de ser inserido dentro do útero com a ajuda de um cateter. Nos casos em que a mulher tem 38 anos ou mais ou as técnicas anteriores falharam, o tratamento indicado é a fertilização in vitro, onde os óvulos são retirados e fertilizados dentro de um laboratório. São colocados no útero embriões já fecundados. As chances de gestação nos casos de ISCA são boas, mas dependem principalmente da idade da mulher e do tempo de infertilidade. O casal deve discutir com seu/ sua ginecologista qual a melhor estratégia para seu caso. Cristiano Eduardo Busso (CRM 103964) é doutor pelo Departamento de Ginecologia da Universidade de Valencia, na Espanha, onde também se especializou em Reprodução Humana, no Instituto Valenciano de Infertilidad.Também foi médico visitante da clínica de Reprodução Humana do Women and Infants Hospital, na Brown University (EUA). Durante o ano de 2015, participou da implantação do primeiro centro de Reprodução Assistida de Angola, na África. Atualmente é diretor da Mater – Medicina Reprodutiva em São José dos Campos, médico assistente da Clínica de Reprodução Assistida da Santa Casa de São Paulo e professor do curso de pós-graduação em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida da mesma instituição, além de ser um dos sócios do Projeto Alfa (Aliança de Laboratórios de Fertilização Assistida). Em Marília, atende no Espaço Vargas Sinatora, na Rua das Turmalinas, 190 – Jardim Maria Izabel. Para agendamentos, entre em contato pelo telefone (14) 3454-8149 ou pelo email info@clinicamater.com.br. 13

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ANÁLISES CLÍNICAS Jejum para exames Nem todo teste laboratorial precisa dele Você sabia que um grande número exames de sangue pode ser feito a partir de quatro horas sem ingerir alimentos e, em alguns casos, até mesmo sem a necessidade de jejum? Mas antes que qualquer posicionamento contra ou a favor, precisamos refletir sobre os padrões das análises sanguíneas. O jejum clássico de 12 horas foi definido com base no tempo máximo que uma pessoa normal levaria para metabolizar todo o alimento ingerido na última refeição. Assim, todos os valores de referência dos exames foram estabelecidos com base em um grupo de pessoas nesse estado de jejum, ou seja, esse é o parâmetro que temos para os valores da normalidade. No entanto, para um grande número de exames é possível realizar a coleta com quatro horas sem ingerir alimentos, uma boa notícia para quem quiser dormir até um pouco mais tarde ou fugir do trânsito e dos horários de pico da manhã. Isso porque nesse tempo, em média, a pessoa já metabolizou grande parte do alimento ingerido. Dessa forma, devemos nos atentar para os valores de referência e para a peculiaridade de cada indivíduo. Algumas sociedades representativas já se posicionaram quanto ao “jejum free” (sem jejum) e sugerem novos valores de referência para tal situação. É verdade que as novas tecnologias minimizaram as interferências causadas pelo jejum, mas há casos que o mesmo deve ser cumprido. Caso uma dosagem de triglicérides seja igual ou maior a 440 mg/dL, seu médico pedirá um novo exame nas condições de jejum para ter certeza do quadro do paciente. Ou ainda, se o paciente fizer uma longa caminhada e for colher os exames de sangue perto da hora do almoço para a dosagem de cortisol, pode ser que o resultado não seja o que o médico espera, pois a concentração desse analito muda durante as horas do dia e de acordo com a atividade física. Em algumas situações especiais o médico pode solicitar exames duas horas após a refeição: são os denominados exames em estado pós-prandial. Nesse caso, o médico faz a solicitação por escrito. Para dosagem de glicose para diagnóstico de diabetes, o jejum mínimo exigido ainda é de oito horas. Então quando as pessoas perguntam “precisa mesmo de jejum?” ou “água posso tomar” qual a resposta? Tudo depende de uma série de fatores: - Você ou sua família têm histórico de hipercolesterolemia? - Teve dieta habitual e leve? - Fez atividade física intensa? - Quais exames vai realizar? - Tomou a quantidade habitual de água? Durante o período de jejum é permitido beber água na quantidade habitual, pois tanto o excesso quanto a falta (desidratação) podem alterar o resultado do exame. Porém, outros tipos de bebidas, como refrigerantes ou bebidas alcoólicas, devem ser evitadas, pois podem provocar alterações nos componentes do sangue. Assim, o mais correto é consultar o laboratório para verificar quais exames foram solicitados ou seguir as orientações médicas. Para todos os exames, nunca deixe de se alimentar por mais de 14 horas, pois após esse período o organismo passa a usar sua reserva e começa a queimar gordura e proteína, e altera os parâmetros laboratoriais. Também sugere-se evitar atividade física vigorosa por 24 horas antes do exame, e não ingerir bebidas alcoólicas nas 72 horas anteriores ao exame. 15

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