Jornal do Sinpol 245

 

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Julho de 2017 O jornal mais lido e aguardado entre os policiais civis - Ano XXIII - Julho de 2.017 - nº 245 MELHOROU? Após três meses da junção de oito delegacias em apenas três em Ribeirão Preto, policiais civis acreditam haver uma pequena melhora no trabalho. Contudo, falta de recursos humanos e a possibilidade de ocorrerem muitas aposentadorias mantém o sinal de alerta. A reportagem do Jornal do Sinpol percorreu as CPJs Norte, Oeste e Sul/Leste para constatar o que mudou com a chamada Reengenharia e quais os problemas a população pode continuar enfrentando. Enquanto isso, o deputado estadual Rafael Silva entra na briga já travada pelo Sinpol e cobra explicações pelo baixo número de policiais civis, exigindo do Secretário da Segurança Pública dados estatísticos sobre o contingente da Instituição nos anos de 2007 e 2017, além de cobrar também dados específicos da cidade de Ribeirão Preto. O deputado encerra seu requerimento perguntando: “A Secretaria acha que o número de policiais civis é adequado ou se o ideal seriam mais policiais em Ribeirão Preto e no Estado?”. Página 08. E MAIS 4 Policiais civis de São Simão prendem “Maníaco da Faca”; 4 José Zerbatto conta sua história na Polícia Civil; 4 Posto do Poupatempo presta homenagem a auxiliar de papiloscopista; 4 Em Araraquara, DIG desmonta quadrilha que desviava cervejas; 4 DISE de São Carlos prende envolvidos com tráfico; 4 Confira em Radar e Parabólica as notícias que envolveram a Polícia Civil na região; 4 Jurídico consegue novas vitórias em junho. DISE REALIZA PRISÕES E APREENSÕES POLÍCIA CIVIL DESMONTA FRAUDE NAS CNHS Fotos: Seccional de Bebedouro Funcionários do Detran-SP estariam envolvidos na venda de CNH. Força Tarefa coordenada pela Delegacia Seccional de Bebedouro cumpriu 54 mandados, efetuando 13 prisões temporárias e conduzindo coercitivamente 16 pessoas. Leia na página 07. Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br Especializada de Ribeirão Preto teve mês bastante movimentado. Os policiais civis conseguiram deter dois importantes traficantes e apreenderam uma grande quantidade de drogas. Confira na página 03.

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02 SÃO SIMÃO Julho de 2017 FIM DA LINHA PARA “MANÍACO DAS FACAS” Policiais civis elucidaram série de roubos violentos de celulares de adolescentes; em outro caso, equipe também esclareceu roubo em rodovia Os policiais civis de São Simão, sob o comando do dr. Jorge Miguel Koury Neto, estão realizando um trabalho que tem recebido muitos elogios da população de São Simão e merecido destaque nos sites de divulgação das ações da Polícia Civil abastecidos pela Assessoria de Comunicação Social da Delegacia Seccional de Ribeirão Preto. A cidade começou a registrar diversos roubos de aparelho celular, todos com a mesma característica: um homem armado com uma faca, agindo com violência, abordava as vítimas, geralmente adolescentes, e praticava o roubo do aparelho celular, valendo-se, muitas vezes, do fato de que as jovens estariam distraídas com seus smartphones, navegando em redes sociais da internet. Assim que os casos começaram a surgir, dr. Jorge fez valer a velha máxima em que acredita que a investigação de um crime tem mais eficiência se desenvolvida nas primeiras 24 horas. Tão logo era relatado um caso de roubo, imediatamente a equipe de policiais civis de São Simão se desdobrava para colher detalhes das vítimas que pudessem conduzir ao autor dos roubos. Com os sucessivos casos ocorridos, a cidade passou a tratar os roubos como obra do “Maníaco das Facas” e gerou insegurança entre os moradores de São Simão, sobretudo entre as adolescentes. Realizando um trabalho bem singular, estritamente investigativo, os policiais civis foram às ruas e passaram a verificar a forma de ação e as características do autor dos roubos. Em pouco tempo ele havia sido identificado, inclusive com trejeitos do ladrão no andar, levaram ao esclarecimento do caso. “O relatório de investigação preliminar constava motes físicos do suspeito. Trilhamos neste caminho no histórico da ação, horário, tempo e local, macrofotografia que foi exibida com as demais. Então, a vítima apontou o pretenso autor. Enquanto isso, em via reflexa, os investigadores trouxeram o suspeito, qualificado como J.R.D.O, que foi habilmente reconhecido pelas vítimas. Sendo assim, uma prova verossímil, instauramos o inquérito”, explicou em relatório o dr. Jorge. Os policiais civis apuraram que J. roubava os aparelhos e os trocava por entorpecentes, já que é dependente químico. Dr. Jorge representou pela prisão temporária e ele segue preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. Roubo na estrada Em outro caso, a equipe de policiais civis de São Simão esclareceu um roubo qualificado, ocorrido no dia 20 de junho às margens da Rodovia Anhanguera. Duas pessoas estavam em um carro parado às margens da Rodovia Anhanguera, sentido sul, aguardando um ônibus que seguia de Ribeirão Preto para São Paulo. Antes da chegada do ônibus, outro veículo parou no local e desceram dois indivíduos. Ambos estavam armados e ameaçaram as vítimas. Pediram que os ocupantes do veículo descessem do veículo, que estava na altura do quilômetro 275, sentido norte. Antes, levaram de uma das vítimas sua carteira, duas malas de viagem com roupas e sapatos, documentos, entre os quais uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação), duas caixas de som, um spartphone, um relógio de pulso e cerca de R$ 5 mil em dinheiro. Do outro levaram um smartphone e o veículo, um Subaru Forester S, ano 2016, cor prata. Cada assaltante fugiu em um dos veículos, deixando os dois que esperavam o ônibus para São Paulo nas margens da rodovia. Mais uma vez o dr. Jorge determinou que se coletassem o máximo de informações das vítimas logo após a ocorrência do roubo. Eles prestaram depoimento na Delegacia de Polícia Civil de São Simão e relataram dados como aparência física dos suspeitos e a forma de ação. De acordo com as informações coletadas no dia do roubo, os policiais civis passaram a investigar o caso e chegaram a dois suspeitos, da vizinha cidade de Cravinhos. V.E.A.R. e E.D.M.A. foram identifica- dos pelos policiais civis e reconhecidos pelas vítimas. O dr. Jorge, imediatamente, representou pela prisão de ambos no dia do fechamento da edição do Jornal do Sinpol, para que pudesse realizar uma incursão em Cravinhos em busca dos autores. Mas, segundo o dr. Jorge, o caso está completamente esclarecido, não pairando dúvidas quanto sua autoria. “Foram dois casos muito importantes, principalmente pela forma peculiar como os policiais civis conduziram as investigações. Riqueza de detalhes, provas consistentes. Foram peças fundamentais que serão usadas contra seus autores. O melhor de tudo é trazer a sensação de segurança para a população de São Simão”, conclui o delegado. Foto: Arquivo pessoal Segundo o dr. Jorge, as primeiras 24 horas após o crime são fundamentais para as investigações e este fator tem motivado o sucesso de sua equipe

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Julho de 2017 DISE RIBEIRÃO PRETO 03 GRANDES AÇÕES CONTRA O TRÁFICO MARCAM JUNHO Entorpecentes apreendidos em grande quantidade e suspeitos importantes foram presos e investigados, na rotina da especializada No dia 23 de junho, os policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Ribeirão Preto realizaram uma grande apreensão na Rodovia Anhanguera, de quase 300 tijolos de maconha. A droga vinha sendo transportada por um único homem, de 20 anos de idade, em um veículo Fiat Strada, num gesto ousado que indicava o grande porte da ação criminosa impedida pela Polícia Civil. O delegado Eduardo Martinez, responsável pelo caso, explicou que o caso vinha sendo cuidadosamente investigado há dois meses. Por esse motivo, a equipe da DISE montou uma operação policial na Rodovia Anhanguera cujo objetivo desde o princípio era o bloqueio desse automóvel. Ao avistar viaturas, o suspeito, em choque, empreendeu fuga. Contudo, os policiais civis conseguiram conter a situação, realizando um cerco. Quando os policiais realizaram a abordagem, depararam-se com um esquema bastante ousado. O suspeito, de nacionalidade paraguaia, transportava uma quantidade bastante elevada de entorpecente no veículo: 299 tijolos de maconha. Também de forma pouco usual, a caminhonete Fiat Strada não apresentava irregularidades. Apesar da proveniência das drogas ainda ser alvo da investigação, o destino é conhecido da Polícia Civil: A intenção do suspeito era distribuir os tijolos de maconha por todas as favelas de Ribeirão Preto, o que caracteriza o grande porte do esquema criminoso. O suspeito foi preso em flagrante e o entorpecente apreendido, totalizando cerca de 600 quilos de maconha. Essa grande quantidade de droga apreendida, contudo, foi apenas um dos casos de destaque da DISE durante o mês de junho. O gerente do João Rossi Algumas semanas antes do cerco à caminhonete repleta de maconha, a DISE de Ribeirão Preto realizou outra prisão importante para o combate ao tráfico de drogas na cidade. Trata-se de um rapaz de 19 anos de idade, suspeito de gerenciar a venda de entorpecentes no bairro João Rossi, na zona sul da cidade. Essa conquista tomou particular repercussão devido à problemática do tráfico de drogas ser bastante presente nesse bairro. No dia 6 de junho, os policiais civis desvendaram o esquema de tráfico na localidade, gerido na garagem do prédio do rapaz. Na ocasião, a equipe da DISE notou que as imediações encontravam-se movimentadas. Suspeitando da possibilidade de tratar-se de usuários de drogas, os policiais decidiram investigar o prédio. No local, identificaram as evidências que acarretaram na resolução do caso e na prisão do suspeito: cerca de 900 porções de cocaína e maconha dispostas para venda e ainda em tijolo e material para embalar drogas. Confirmando os indicativos, foram encontradas anotações explicitando as atividades de tráfico realizadas no apartamento onde vivia o jovem suspeito. Três motocicletas de origem suspeita e todo o material entorpecente foram apreendidos. O rapaz acusado de comandar a atividade de tráfico da região, por sua vez, foi detido. Além do suspeito do bairro do João Rossi, no mês de junho os policiais civis prenderam outra figura de destaque do tráfico de entorpecentes em Ribeirão Preto. O líder da Vila Carvalho Na zona norte da cidade, no bairro Vila Carvalho, os policiais da DISE detiveram um homem suspeito de ser o principal traficante dessa localidade. A ação que acarretou na prisão do rapaz ocorreu no dia 1º de junho, após investigações e monitoramento do local que duraram cerca de um mês. Após esse intenso trabalho de coleta de informações, o dr. Diógenes Santiago Neto e sua equipe montaram uma operação em um dos principais pontos de venda de drogas da cidade, com o intuito de prender o suspeito. Dr. Diógenes conta que ao avistar a viatura, o indivíduo tentou fugir, correndo com o que pode resgatar: uma sacola com drogas e balança de precisão. Tentando evitar os policiais civis, o mesmo entrou na casa de um casal de idosos e gerando tumulto, assustou os moradores. Assim mesmo, os policiais localizaramno e efetuaram a prisão. A ação policial, ocorrida durante a noite, acarretou na apreensão de dois quilos de maconha, balança de precisão e R$ 980 em dinheiro, indicando intensa venda de entorpecentes ao longo do dia. As investigações prosseguem com o intuito de identificar outros membros da quadrilha, visando desfalcar o tráfico na cidade de Ribeirão Preto. Por: Mariana Luque Dr. Eduardo (acima) e dr. Diógenes (à esquerda) participaram das ações realizadas pela DISE, que resultaram em prisões e apreensões

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04 EDITORIAL TRISTE REALIDADE O governo caminha a passos largos para a foi deixada de lado e governo após governo, o protocolou um requerimento de informação onde extinção da Polícia Civil, como nós conhecemos. PSDB nos trata com total desrespeito. Foi assim pede números ao dr. Mágino, secretário da Se- Desde que o PSDB, partido do atual governa- com Covas, com Serra e com Alckmin, ao que gurança Pública. dor, assumiu o Palácio dos Bandeirantes, em parece, nosso maior algoz. Felizmente entre 2020 O deputado quer saber quantos policiais ci- 1995, com Mário Covas em sua primeira gestão, e 2024 não teremos mais o dissabor de tê-lo à vis havia no Estado em 2007 e quantos há hoje a Polícia Civil passou a ser esquecida. frente do Palácio dos Bandeirantes. Justamente na ativa. Também quer o raio-x exato dos recur- Não que fôssemos tratados com respeito pelo ele, que há quatro anos não concede qualquer sos humanos disponíveis em Ribeirão Preto. antecessor de Covas, o peemedebista Luiz An- reajuste para os policiais civis. Quer ainda tudo detalhado por carreira, sobre- tonio Fleury Filho. Muito pelo contrário. Como Para piorar, nestes tempos bicudos, onde a tudo nas de delegado, investigador e escrivão. todos sabem, Fleury era tido como truculento e incompetência e insensibilidade do governador O deputado também cobra do SSP números avesso ao diálogo, além de se mostrar extrema- para com a população é evidente, nossos qua- da criminalidade em 2007 e 2017. Cobra a não mente vingativo. E mostrou do que é capaz quan- dros caíram drasticamente. Os recursos huma- nomeação de remanescentes do concurso de do 51 policiais civis sindicalizados ao Sinpol de- nos minguaram. Contrata-se mal, pouco e pessi- 2013, principalmente investigadores. E faz a per- ram as costas ao então governador Fleury, como mamente destinado. Nossa região, no Deinter-3, gunta contundente: o secretário considera forma de protesto, durante a inauguração da sofre uma absurda falta de policiais civis de todas satisfatório o atual contingente de policiais civis duplicação da Rodovia Cândido Portinari, em as carreiras. no Estado? 1993. Ele identificou cada um daqueles 51 polici- Há muito estamos denunciando a situação. E Claro que o deputado não está apenas pro- ais civis, grupo do qual me orgulho de ter feito recentemente o Seccional de Ribeirão Preto con- vocando o SSP. Quer que o governador se parte, para punir com transferências para os mais seguiu o que tanto combatemos e temíamos: im- posicione. E como argumento, é novamente con- distantes rincões do Estado. plantou a tal da Reengenharia, que é juntar nada tundente: o povo, que é quem paga os impostos, Foi a primeira grande briga travada pelo re- com coisa nenhuma, para dar a impressão de tem direito a saber. E o que o povo vai constatar cém-criado Sinpol contra um governador. Con- que temos policiais civis em número satisfatório. é nossa triste realidade. A Polícia Civil beira a seguimos reverter isso com denúncias e com o Claro que, juntando três distritos num único pré- falência. Está ferida letalmente, esvaindo em san- apoio da opinião pública. No apagar das luzes dio, há uma pequena melhoria no serviço, até gue. Se não estancar o sangramento e medicar de seu governo, Fleury fez o único gesto que porque são regiões distintas, uns tem mais ou- urgentemente, a Instituição não vai resistir. O que consideramos memorável: concedeu o último re- tros menos incidência criminal. nos diz agora, senhor governador? ajuste digno para os policiais civis. Mas não resolveu e não vai resolver. E sem- EUMAURI LÚCIO DA MATA Lá se vão 22 anos desde que isso aconteceu pre buscamos apoio. Felizmente, parece que o Presidente do Sinpol (Sindicato dos e a situação só vem piorando. De salários não descaso de Alckmin não passou impune. O de- Policiais Civis da Região de há o que falar, apenas lastimar. Nossa dignidade putado Rafael Silva, de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto) Julho de 2017 Carta do leitor A Sua Senhoria O Senhor EUMAURI LÚCIO DA MATA DD. Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Ribeirão Preto Ribeirão Preto - SP Dileto e Querido Amigo Eumauri: Sabedor, através do “Jornal do SINPOL”, da sua reeleição para mais um mandato à frente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto - SINPOLRP, quero, em meu nome e no de todos os diretores e associados da IPA-SP, me congratular com o dileto amigo e desejar-lhe o mais pleno êxito em mais esta gestão. Deixando a velha amizade à parte, não poderia, como um dos protagonista das lides classistas e sindicais, deixar de dizer da minha satisfação, também como filiado, pela sua recondução ao honroso cargo de presidente desse operoso Sindicato. Que essa sua nova gestão seja tão profícua quanto as anteriores, sempre na defesa intransigente dos nossos direitos e prerrogativas. Fraternalmente, Jarim Lopes Roseira Presidente da IPA-SP Novo associado Associou-se ao Sinpol em junho o seguinte policial civil: - Elizeu Pigossi, carcereiro em Ibitinga. A diretoria do Sinpol dá boas vindas ao novo associado e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Falecimentos Notas Adiretoria do Sinpol comunica, com pesar, os seguintes falecimentos: + Odair Fernandes Machado, agente policial, ocorrido em 11/06; + José Roberto Amâncio, escriturário, ocorrido em 11/ 06; + Walter Massei, pai do delegado aposentado Adilson Massei, ocorrido em 27/06; + Maria Hernandes Lopes, mãe do investigador aposentado Antonio Hernandes Lopes, ocorrida em 29/06; + José Amador Alves, perito aposentado, ocorrido em 02/07/2017; + Júlia de Souza Silveira, mãe do investigador Ricardo Souza Silveira, ocorrido em 04/07; + Jesus Carlos Rodrigues da Silva, auxiliar de necropsia em Batatais, ocorrido em 05/07. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos familiares. Plano de Saúde 1 Atenção associados. Verifiquem a data de validade no cartão magnético do convênio São Francisco Saúde, especialmente dos dependentes que cursam faculdade. Para que não ocorra carência, a declaração escolar deverá ser enviada, impreterivelmente, 20 dias antes da data limite de validade. Na dúvida, confira o verso da carteira do plano de saúde, onde consta a data do término da validade. Não deixe para a última hora. Maiores informações na Central de Atendimento Sinpol, telefones (16) 3625-3890 / 3612-9008 / 3979-2627. Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos.Acerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (16) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recém-aposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou envian- do e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Plano de Saúde 2 Devido a reclamações recebidas junto à Secretaria do Sinpol, a diretoria do Sindicato pede aos associados usuários do Plano de Saúde que confiram suas cobranças de coparticipação em consultas e exames relativos ao uso do convênio médico. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central de Atendimento do Sinpol, pelos telefones (16) 3612-9008 / 3625-3890. Atenção policiais civis O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, comunica aos associados que, caso necessitem de amparo na área jurídica relacionado à aposentadoria, assim como para acompanhar o andamento de ação já ajuizada, primeiramente entrem em contado com os diretores do Sindicato, através de nossa Central de Atendimento Sinpol, fones (16) 3612-9008 / 3625-3890 / 3977-3850 para oportuno agendamento com o dr. Ricardo Ibelli. O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: secretaria@sinpolrp.com.br O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá EXPEDIENTE Ribeirão Preto - SP O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por Fone/fax: (16) 3610-2886 especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade DIRETOR DE JORNALISMO: AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS Adalberto Luque - MTb 19.218 EXCLUSIVAMENTE POR: Boleto bancário emitido pelo Laboratório de Notícias EDITOR FOTOGRÁFICO: DEPARTAMENTO COMERCIAL: Júlio Castro CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: REPORTAGENS: Fernando Mendonça Mariana Luque investigador Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Costa M EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Julho de 2017 RECONHECIMENTO POUPATEMPO HOMENAGEIA POLICIAL CIVIL A unidade do Poupatempo de Ribeirão Preto, localizada no Novo Shopping, organizou uma singela homenagem a um policial civil que se aposentou após trabalhar na unidade desde que foi inaugurada na cidade. O Poupatempo é um órgão centralizador criado pelo Governo do Estado, com o objetivo de reunir diversos setores de serviço num único local, de âmbito estadual, federal e municipal. Através do Poupatempo, podem-se licenciar os veículos, renovar Carteira Nacional de Habilitação, tratar de questões relativas ao licenciamento de veículos ou multas, realizar inscrição no CPF (Cadastro de Pessoa Física) da Receita Federal, obter Carteira de Trabalho e, entre tantos serviços, obter atestado de antecedentes ou documento de identidade, ambos a cargo da Polícia Civil, que mantém uma equipe fixa no Poupatempo. Inaugurado na cidade em 2003, a unidade Poupatempo de Ribeirão Preto reúne em suas dependências diversos policiais civis que atuam no setor de identificação. O trabalho era supervisionado pelas policiais civis Eunice de Amorim Ferreira e Priscila Yoshi Serapião Hashimoto, esta última diretora do Sinpol, ambas auxiliares de papiloscopista. No final de maio, Eunice aposentou-se. Ela esteve no Poupatempo de Ribeirão Preto desde a criação da unidade e estava na Polícia Civil desde novembro de 1990. Em seus 27 anos de Instituição, foram 13 iniciais fora do Poupatempo e os 14 últimos anos atuando na unidade. O gerente do Poupatempo Ribeirão Preto, José Wilson Ricciardi, decidiu homenagear Eunice pelos serviços prestados à unidade e organizou uma pequena solenidade, onde agradeceu a policial civil pelo trabalho realizado, entregando-lhe uma placa de reconhecimento e desejandolhe sucesso nos novos rumos de sua vida. “Foi iniciativa da gerência do Poupatempo e uma forma de reconhecimento. Eunice está como supervisora desde 2003. A maneira encontrada foi conceder a placa pelos 14 anos trabalhados no IIRGD/Poupatempo [Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt]. Foi um tra- balho prestado com carinho, respeito e parceria para com o Poupatempo. A saída dela deixará saudades, pois era uma profissional respeitosa e respeitada”, explica José Wilson. Segundo Priscila, que segue como Supervisora no Poupatempo, foi a primeira vez que uma policial civil foi homenageada e isso serve para motivar ainda mais a equipe. O reconhecimento deixou todos os policiais civis que lá atuam felizes. Eunice também se mostrou feliz. Ela conta que a dinâmica do trabalho numa agência do Poupatempo é bem diferente da rotina verificada em uma delegacia. “No Poupatempo a pessoa entra e resolve tudo. É um serviço voltado para a agilidade. Antes, quando foi criado o Poupatempo, havia uma agilidade grande na emissão de documentos. Numa delegacia, muitos eram obrigados a pagar um despachante para preencher um formulário à parte, tirar fotografia para, só então, dar entrada na solicitação do documento. No Poupatempo o cidadão fazia tudo de uma vez só”, explica. Agora aposentada, Eunice não esconde o orgulho e a realização de ter trilhado uma carreira bastante elogiada na Polícia Civil. Ela teve duas fases bem distintas. A primeira, atuando em unidades da Polícia Civil convencionais. Ficou por 13 anos.Asegunda etapa foi toda construída no Poupatempo. Isso a deixa, em sua opinião, realizada por completa. Sobre a homenagem, Eunice ficou emocionada. “Fiquei muito feliz. Foi uma forma de reconhecimento do trabalho realizado, com a satisfação do dever cumprido. Saí mas sei que deixei uma porta aberta”, agradece Eunice. A parceria entre Polícia Civil continua, como sempre, em plenitude. E o gerente do Poupatempo não deixou de destacar isso. “O trabalho realizado pelos policiais civis junto ao Poupatempo é impecável. São parceiros com comportamento e atribuições adequadas ao Poupatempo. O trabalho é importante e imprescindível ao serviço de excelência que prestamos aos cidadãos”, concluiu José Wilson Ricciardi. Fotos: Equipe Poupatempo 05

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06 Julho de 2017 ZERBATTO: INVESTIGADOR COM MUITO ORGULHO Apesar das limitações físicas impostas por um derrame sofrido em 1999, a memória do investigador aposentado José Zerbatto guarda, com riquezas de detalhes, a história de seus 30 anos servindo a Polícia Civil. Nascido na cidade de Zequinha de Abreu, Santa Rita do Passa Quatro, Zerbatto vive hoje em sua terra Natal. Viúvo, mora na Casa Lar São Vicente de Paula, uma instituição que cuida de idosos e vive de donativos junto à comunidade. Ele ingressou na Casa Lar na cidade de Santa Cruz das Palmeiras e há vários anos foi acolhido na Casa Lar de Santa Rita do Passa Quatro. “Agradeço, de coração, ao senhor Milton Rocha, à enfermeira Mariceli Bianchi Franco e a todos os funcionários, que nos tratam de forma muito humana, com carinho e dedicação”, emociona-se. Ele teve por ofício a profissão de alfaiate. Mas em 1960, passou a trabalhar da Polícia Civil. Em 1969, inscreveu-se para dois concursos: um para investigador e outro para carcereiro. O concurso seria realizado na Capital e ele estava desistindo de prestar. Foi quando um amigo o desafiou a pagar uma dobradinha num local próximo ao concurso. Disse-lhe que não iria prestar porque não queria pagar a tal dobradinha. José Zerbatto foi, pagou a dobradinha e passou em ambos. Para carcereiro, foi o 13º colocado em âmbito estadual. Já para investigador, conquistou uma das 1.200 vagas disponíveis. Escolheu seguir carreira como investigador. “Na ocasião, o doutor Fábio Marcondes Mello me propôs ir para Franca.Aceitei. Foi um grande acerto. Fui trabalhar com o maior professor da história da Polícia Civil na região: doutor Guido Bertarelli. Ele foi um policial civil dos mais completos, me ensinou muito”, lembra-se Zerbatto. Naquela época, a Polícia Civil, segundo ele, era bastante desestruturada. Faltava muita coisa, inclusive material e armamento. “O trabalho era feito na rua. Trabalhava só apurando BO de autoria desconhecida”, diz. O investigador aposentado perdeu as contas de quantos casos atuou e elucidou. Também admite que, se for citar todos os casos elucidados, iria demorar uns cinco meses no mínimo. “Consegui um percentual muito alto de esclarecimento. Investigação era na raça. Tínhamos informantes, tinha a intuição, a perspicácia. E não tinha medo do trabalho. Trabalhava em qualquer horário. Por um ano, atendi sozinho em Franca. E pensar que estava indo para Casa Branca, quando resolvi aceitar Franca. Foi a melhor escola que um policial civil podia ter naquela época”, orgulhase. Em meados da década de 1970, Zerbatto finalmente voltou à sua cidade natal. E lembra que fazia de tudo em Santa Rita do Passa Quatro. Trabalhava na investigação, mas se preciso fosse, fazia as vezes de escrivão, papiloscopista e até delegado, “com todo respeito aos grandes delegados com quem trabalhei, que não foram poucos”. Ele também destaca que havia uma grande parceria com a Polícia Militar, o que auxiliava no trabalho de ambas. Pioneiro no trabalho policial, Zerbatto estimulou a carreira de dois primos, um investigador e outro escrivão. Também deu apoio a outros dois primos que tornaram-se policiais militares. Ele lembra com carinho dos bons tempos em que exerceu o trabalho de investigação. “Era tudo na raça. Fusca velho, arma velha. Mas havia respeito. Hoje a Polícia Civil tem muito equipamento, está informatizada, mas os bandidos não têm medo, não respeitam o tira. No meu tempo, investigador também era autoridade. Prendi muita gente debaixo da cama, escondida, se borrando de medo da Polícia”, orgulha-se. Vários esclarecimentos marcaram sua vida, mas um em especial ele fez questão de destacar. Ainda nos anos 1970, três garotos teriam praticado um estupro, por volta de 6h00. Era um caso de autoria desconhecida. Ele agiu rápido e, por volta de 9h00, os três estavam presos. “Deu um grande trabalho, a população queria linchar os três. Mas impedimos. Pelo menos um deles se recuperou, cumpriu a pena, estudou, fez família e hoje é meu amigo”, acrescenta. Sindicalizado desde a fundação do Sinpol, ao receber a visita do presidente Eumauri Lúcio da Mata, com quem conversou por horas a respeito da vida profissional, fez questão de elogiar a atuação do sindicato. Hoje com 79 anos, Zerbatto é viúvo, tem dois filhos e uma neta que, orgulhoso, diz ser advogada. Sobre a carreira, garante ter muito orgulho e diz amar a Polícia Civil. Faz questão de agradecer colegas com quem trabalhou, como Maria José, Auriceli e Sebastião, os dois últimos já fale- cidos. “Acho que o policial civil, principalmente o aposentado, deve ser valorizado pelo que fez. Eu gostaria de continuar trabalhando até pelo menos meus 70 anos, mas não pude. Para piorar, tive esse derrame que me limitou demais. Graças a Deus recebo um tratamento maravilhoso aqui dos amigos da Casa Lar Vicente de Paula”, conclui Zerbatto. Fotos: Raphael Abbate Acima, o presidente do Sinpol, Eumauri, visita o colega investigador José Zerbatto, que é dono de uma memória prodigiosa; ao lado, Casa Lar São Vicente de Paula, em Santa Rita do Passa Quatro, onde o policial aposentado vive há vários anos, após sofrer derrame

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Julho de 2017 BEBEDOURO 07 FORÇA TAREFA DEFLAGRA OPERAÇÃO DELTA FAKE Mais de 100 policiais civis se reuniram para cumprir 54 mandados judiciais, desvendado grande esquema de venda de CNHs profissionais A partir de investigação realizada pela Delegacia Seccional de Bebedouro, policiais civis de todo o Deinter3 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) formaram uma Força Tarefa para realizar a operação Delta Fake no dia 19 de junho, em diversas cidades da região. O objetivo era desmantelar um esquema criminoso com o intuito de facilitar a obtenção de carteiras nacionais de habilitação burlando as normas estabelecidas pela legislação. A ação buscava identificar e prender servidores do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito) que estivessem envolvidos na fraude, na região do Deinter-3. Ao todo, mais de 100 agentes cumpriram os 54 mandados judiciais de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva, nos casos em que alguém é levado para depor. Equipes do Deinter-3 e das Delegacias Seccionais de Sertãozinho, Franca, São Carlos e Ribeirão, ao lado de policiais civis das Seccionais de Bebedouro e Barretos, participaram da ação. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Bebedouro, Guaíra, Colômbia, Barretos, Olímpia, Colina e Jaborandi. Segundo o Deinter-3, essa ação policial é resultado de um trabalho de investigação que vem ocorrendo há mais de seis meses. Nesse período, a Polícia Civil identificou o modo de operar do grupo criminoso, particularmente preocupante devido ao fato de atuarem em diversas cidades da região e de terem estabelecido como foco habilitações das categorias D e E, voltadas para a condução de ônibus e caminhões. Devido a esta peculiaridade, surgiu o nome da operação: Delta faz alusão à letra D, categoria de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) que se destaca nessa ação criminosa. Fake diz respeito ao caráter falso das carteiras de motorista emitidas através do esquema, que não correspondiam às orientações que regem a emissão de CNHs. O grande esquema contou com a participação de funcionários do Detran-SP, dos quais três tiveram prisão temporária decretada e já estão afastados de seus cargos. Também são suspeitos de envolvimento donos de autoescolas. Até o fechamento desta edição, 29 pessoas prestaram esclarecimentos à Polícia Civil, das quais 16 o fizeram através de mandados de condução coercitiva e 13 durante prisões temporárias. A atuação dos policiais durante a Operação Delta Fake também perpassou por diversos mandados de busca e apreensão – 54 apenas nos primeiros dias de operação – em diversas localidades: Guaíra, Colômbia, Barretos, Olímpia, Colina, Jaborandi e Bebedouro, as cidades onde era possível acessar esse serviço ilícito de emissão de CNHs através da organização criminosa desmantelada pela Polícia Civil. Em um desses mandados, cumprido na casa de um dos suspeitos, a equipe policial apreendeu a quantia de R$ 10 mil em notas trocadas e investiga a origem deste dinheiro. O Detran-SP se comprometeu a tomar as medidas cabíveis, submetendo os servidores suspeitos a processos administrativos e alertando sobre chance de descredenciamento das auto escolas possivelmente envolvidas. Os policiais civis, por sua vez, seguem a operação com o intuito de identificar todos os envolvidos e mensurar a magnitude e todas as repercussões dessa ação criminosa. Por meio de nota enviada à imprensa, o delegado Mário José Gonçalves explicou que, após meses de investigação, a ação visa desarticular um possível grupo de servidores públicos do órgão de trânsito, suspeito de agir com representantes de autoescolas para a aprovação, mediante pagamento em dinheiro, de candidatos a motoristas profissionais em exames práticos para a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Os 13 presos na Operação, que tiveram prisão temporária decretada e as 16 pessoas com condução coercitiva, foram levadas a Bebedouro para prestar depoimento. No mesmo dia, as 16 pessoas conduzidas coercitivamente foram liberadas. Em nota, dr. Mário informou que quase todos os presos foram liberados pois, em princípio, já tinham prestado informações. Ele também informou que as medidas cautelares possibilitaram um sensível avanço no trabalho de investigação e, dessa forma, não descarta, no futuro, representar pela decretação de novas prisões cautelares, pois acredita que seu trabalho ainda se encontra em fase inicial. Por: Mariana Luque, com informações da Assessoria de Comunicação Social da Delegacia Seccional de Bebedouro Foto: Seccional de Bebedouro

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08 ESPECIAL Julho de 2017 TRÊS MESES DE REENGENHARIA Aparente melhora no atendimento feito pelas três unidades não mascara a falta de efetivo, necessário para o trabalho de Polícia Judiciária No dia 30 de março, caminhões estacionaram prédio instalado onde já funcionava o 2º DP; a CPJ em frente cinco dos oito DPs (Distritos Policiais) exis- Sul, englobando no prédio do 4º DP a própria uni- tentes em Ribeirão Preto. Começava ali, efetivamen- dade, mais o 7º e 8º DPs; e a CPJ Oeste, reunindo te, a reengenharia na Seccional de Ribeirão Preto, além do 3º DP em sua sede, o 1º e 6º DPs. um projeto que, na opinião do presidente do Sinpol, Passados três meses da mudança, o excesso Eumauri Lúcio da Mata, é apenas para mascarar a de trabalho e a falta de recursos humanos ainda falta de policiais civis. “O governo deu um jeito de continuam a assombrar os policiais civis, mas a situ- juntar nada com coisa nenhuma. Pudemos observar ação deu uma melhorada no andamento do traba- que, felizmente, para o policial, melhorou um pouco lho. Por mais que se afirme que cada DP continua as condições. Mas ainda sim está muito distante do trabalhando apenas nos casos encaminhados para que deveria ser uma Instituição como a Polícia Civil. aquela unidade, a maioria das CPJs trabalha como A Reengenharia é, a meu ver, o começo do fim da uma única unidade. Polícia Judiciária”, avalia Eumauri. Segundo policiais civis que não serão identifica- No dia em que se iniciou o processo, foi divulga- dos pela reportagem, apenas em uma das CPJs os do que os oito DPs passariam a ocupara somente trabalhos correm separados por DPs. Cada qual três prédios, criando então as CPJs (Centrais de com o seu. “Mas quando há um caso grande, que Polícia Judiciária). Foram criadas a CPJ Norte, com- necessite de mais policiais, aí todos se unem e traba- preendendo os policiais civis do 5º e 2º DPs, em lham”, explicou um policial civil da unidade. Diante do tempo ao qual foram sacrifica- dos, a solução acabou agradando à maioria dos policiais civis. Contudo, muitos ob- servaram uma sensí- vel redução no núme- ro de ocorrências de outros distritos, exceto da sede da CPJ. “Para nós, que já estávamos neste prédio, notamos que não houve redu- ção no número de atendimentos de nos- sa delegacia. Já quan- Prédio que abriga o 2º DP e o 5º DP, atualmente CPJ Norte to às outras, é possível que a população acabe se dirigindo à Central de Flagrantes, no centro”, admite um policial civil. Nas três unidades, ainda não é feito serviço de limpeza por conta do governo do Estado. Segundo os policiais civis, há uma licitação em andamento, mas o processo ainda não foi concluído. A solução encontrada pelos policiais civis foi cotizar para pagar uma faxineira em cada unidade. Eles acreditam, porém, que em breve essa situação seja normalizada. Recursos humanos Apesar de estarem visivelmente satisfeitos com a melhora que houve ao juntar os oito DPs em apenas três CPJs, os policiais civis acreditam que falta um grande número de policiais civis para desenvolver um trabalho a contento no atendimento à população. Os recursos humanos continuam sendo o entrave para o andamento satisfatório dos serviços. Um exemplo da falta de policiais civis é a questão que envolve o plantão. Muitos policiais civis acabam concorrendo em até nove plantões num único mês. Depois acabam ficando até três meses sem concorrer a plantões. Mas essa quantidade de plantões realizados não apenas prejudica o trabalho na CPJ regional, como também o rendimento do policial civil, que acaba trabalhando demais no período de um mês. O trabalho excessivo, inclusive, pode ocasionar danos físicos, como a LER (Lesão por Esforço Repetitivo), entre outras moléstias. Mesmo com a concentração de mais policiais civis nas unidades, questões como férias, afastamento ou faltas de policiais civis acabam assombrando as equipes e o andamento dos trabalhos de investigação e condução de inquérito. “Eu diria que antes, com os oito DPs, os policiais civis estavam se afogando. Agora estão tentando flutuar. Na verdade, deveriam estar trabalhando com condições. E isso só iria ocorrer se o governo contratasse de verdade. Houve uma pequena melhora. Mas a coisa pode piorar ainda mais, afinal, muitos policiais civis estão em vias de se aposentar. Como as notícias de Brasília são desencontradas e geralmente não muito boas em relação à questão da aposentadoria, esse processo pode ser acelerado até o final do ano. Aí o buraco vai crescer ainda mais”, adverte Eumauri. Debandanda Nos últimos anos, o efetivo da Polícia Civil em Ribeirão Preto vem encolhendo sensivelmente. Mostra uma debandada da categoria e sem a contrapartida da contratação. Em reportagem publicada em março deste ano, o Jornal do Sinpol mostrou a situação. De acordo com levantamento feito pelo jornal A Cidade junto à SSP (Secretaria da Segurança Pública), Ribeirão Preto perdeu 443 policiais civis em 10 anos - 43 apenas de 2015 até o momento, encolhendo o quadro em 38,3%. A carreira que mais encolheu foi a de investigador. Em 2007 eram 154 investigadores nos oito DPs (Distritos Policiais), especializadas, Seccional e Deinter-3. Hoje são apenas 97 investigadores. O jornal estima que, em 2007, cada investigador cuidava de 112 casos por ano. Em fevereiro deste ano, cada investigador acaba tendo que cuidar de 175 crimes, levando-se em conta apenas os casos de homicídio, furtos e roubos. “É impossível dar conta da demanda com esse efetivo. Para dar uma satisfação ao menos razoável para a sociedade, seriam necessários mais 350 investigadores e 250 escrivães. Nossos policiais estão velhos, todos de cabelo branco. O Estado apenas finge que oferece segurança.

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Julho de 2017 09 Segundo Eumauri, só aumentando os recursos humanos para resolver a questão Agora cria essa famigerada Reengenharia para ganhar tempo e não ter que contratar. Mas isso não resolve a crise na Instituição”, lamenta Eumauri, lembrando que todo mês ao menos um policial civil se aposenta na cidade, sem haver reposição. Em levantamento feito pelo Jornal do Sinpol às vésperas do processo de Reengenharia ser implantado em Ribeirão Preto, juntos o 2º e o 5º DPs, que hoje formam a CPJ Norte, tinham oito investigadores. O vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago, lembra-se de como era o 2º DP que por muitos anos funcionou na Praça Santo Antonio, nos Campos Elíseos, zona norte da cidade. “Tínhamos diversas equipes de investigadores. Éramos mais de 20 na década de 1970. E ainda não havia a densidade populacional que temos nos dias de hoje. Naqueles tempos, por exemplo, o Quintino ainda estava tendo suas unidades entregues. Hoje pode-se considerar os Campos Elíseos uma cidade”, disse Célio em entrevista há alguns anos, lembrando os tempos áureos. Atualmente, juntando os dois distritos que compõem a CPJ Norte, são apenas oito. Durante o levantamento feito nas três CPJs, havia um número muito pequeno de pessoas aguardando atendimento. Isso pode levantar outra questão, há muito denunciada pelo Sinpol: muitos acabam desistindo de registrar uma ocorrência de menor potencial ofensivo. “Por mais que haja ferramentas como o BO [Boletim de Ocorrência] Virtual, muita gente prefere fazer o registro na própria delegacia. Não havendo delegacia próxima, acaba desistindo da ocorrência. Isso, claro, é algo que beneficia o governo do Estado, afinal, acaba diretamente reduzindo os índices de criminalidade. Não porque o crime está sendo efetivamente combatido, mas sobretudo porque não há registro, então oficialmente não há crime”, avalia Eumauri. Se analisarmos a declaração de um dos policiais civis ouvidos em anonimato pela reportagem, podese também concluir que, em alguns bairros distantes da área da CPJ a que são atualmente atendidos e por não ter ônibus direto até lá, por exemplo, muitas vítimas acabem recorrendo à CPJ Centro, também conhecida por Central de Flagrantes. De lá, a ocorrência acaba sendo encaminhada à CPJ de direito. “Aí isso pode virar uma bola de neve, aumentando o problema. A Central de Flagrantes tem um grande movimento e as pessoas que lá recorrem, muitas vezes acabam sendo submetidas a longas esperas. Se isso ocorre lá, que concentra o maior número de policiais civis numa única unidade para atendimento ao público, é porque também falta policial civil em número necessário para não ocasionar longas esperas. Então terão que aumentar ainda mais os plantões aos quais os policiais civis terão de concorrer. E isso acabará também prejudicando o andamento dos trabalhos nas CPJs dos bairros”, lembra Eumauri. Recursos Humanos O deputado estadual Rafael Silva, de Ribeirão Preto, que já se reuniu diversas vezes com diretores do Sinpol para tratar da questão de recursos humanos, protocolou em 27 de junho de 2017, na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), um Requerimento de Informações que será encaminhado ao SSP. Neste documento, Rafael Silva cobra do dr. Mágino informações sobre o real número de policiais civis na ativa atualmente, em todo o Estado e especificamente na cidade de Ribeirão Preto, detalhando os números nas carreiras de delegado, investigador e escrivão. Ele também pede os números de 2007 para traçar um comparativo com a acentuada queda no quadro de recursos humanos na Polícia Civil em todo o Estado e especificamente em Ribeirão Preto. Rafael Silva cobra a não contratação de grande número dos remanescentes do Concurso de 2013 no caso de investigador, por exemplo, havia 1384 vagas, mas apenas 787 foram chamados. Ele tam- bém pede dados estatísticos de criminalidade e encerra perguntando se o secretário considera o número atual suficiente. Na Justificativa, Rafael Silva é contundente: “A segurança pública é direito de todo cidadão e dever do Estado. O papel da Polícia Civil, na investigação dos crimes, é fundamental. Sem investigação não há julgamento e eventual punição de culpados. Sem punição, não há educação e não se efetiva a própria segurança. A população, também, tem direito de saber como está a sua segurança, uma vez que a estrutura é paga com dinheiro de impostos, ou seja, paga pelo povo, representado neste ato pelo Poder Legislativo”.

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10 RADAR Julho de 2017 São Joaquim da Barra com o apoio do Grupo de Operações Especiais Policiais civis da DISE (Delegacia de Polícia de (GOE), participaram de uma grande operação e Investigações Sobre Entorpecentes) de São Joa- prenderam, em Guará, quatro homens por suspeita quim da Barra (Deinter-3 - Ribeirão Preto), na ma- de integrarem uma organização criminosa que atua nhã de 20 de junho, prenderam em flagrante um dentro e fora dos presídios paulistas. Os homens homem, de 22 anos, por tráfico de entorpecentes, presos, também são investigados por torturar um no bairro Jardim Santa Terezinha naquela cidade. homem em um “ tribunal do crime “, a vítima foi res- Após 30 dias de investigação, a equipe de investi- gatada pela Polícia Civil em maio deste ano, após gação da DISE de São Joaquim da Barra, abordou ser mantida em cárcere privado por três dias.AJus- o suspeito em frente sua residência no momento tiça expediu 8 mandados de prisão, 4 pessoas que em que entregaria 2 porções de maconha para foram presas e 2 já estavam detidas por outros cri- dois usuários, que conseguiram fugir. Sua residên- mes. As investigações seguem no sentido de locali- cia foi revistada, onde foram encontradas 15 cáp- zar e prender os outros 2 procurados. Foram cum- sulas de cocaína e mais 2 porções de maconha, pridos ainda 6 mandados de busca e apreensão. além de 87 porções de maconha. Toda a droga São Carlos estava embalada individualmente e pronta para A Polícia Civil de São Carlos (Deinter-3 - Ribei- venda. O preso já possui antecedentes por tráfico rão Preto), através da DIG (Delegacia de Investi- de drogas e foi encaminhado a um Centro de De- gações Gerais), prendeu na noite de 21 de junho tenção Provisória da região, onde permanecerá à um ex-policial militar, acusado de tentar matar um disposição da Justiça. mototaxista com dois tiros no rosto, em Porto Guará Ferreira. O fato ocorreu na noite de 14 de junho, No dia 13 de junho cerca de 50 policiais civis da na Rua Daniel de Oliveira Carvalho, centro daque- Seccional de Franca (Deinter 3 - Ribeirão Preto), la cidade. No local, os policiais verificaram que a vítima, um mototaxista de 36 anos, havia sido socorrida por populares até o Pronto Socorro com ferimentos por disparos de arma de fogo no rosto. O ex-policial se apresentou para a Polí- cia Civil de São Carlos, sendo recolhi- do ao presídio da região. Casa Branca A Polícia Civil de Casa Branca (Deinter 9 - Piracicaba) indiciou em 21 de junho o operador de produção de 27 anos, que alugou um avião e fez voos rasantes sobre uma fábrica automotiva em Casa Branca, interior de São Paulo. O piloto foi indiciado pelos Drogas apreendidas em São Joaquim da Barra Foto: Polícia Civil crimes de expor a perigo vida de outrem, e de atentado contra a segurança de transporte aéreo, disse a delegada Stela de Fátima Cardoso. Os voos foram realizados na tarde de 20 de junho. O alarme do prédio chegou a disparar e as atividades ficaram paralisadas por 1 hora. De acordo com o gerente da empresa, o operador foi contratado no último dia 8 e disse que queria fazer uma "homenagem" para a empresa, que contava com cerca de 420 pessoas no momento dos voos. Américo Brasiliense Em 12 de junho policiais civis da Delegacia de Polícia de Américo Brasiliense (Deinter 3 - Ribeirão Preto) prenderam um homem por receptação de aparelho celular, o roubo do objeto ocorreu na noite de 10 de junho, no bairro Jd. Ponte Alta, naquela cidade. A Polícia Civil passou a investigar e conseguiu identificar e indiciar o suspeito de ter subtraído o celular, que confessou o crime, e disse ainda que havia vendido o telefone, para um homem conhecido pelo apelido de "Ne", pelo valor de R$ 70. Em prosseguimento a ação policial, os agentes se dirigiram ao estabelecimento comercial, situado no Policiais civis de Ibaté esclareceram homicídio; acusado confessou autoria e foi colocado atrás das grades bairro Jardim Bela Vista, em Américo Brasiliense, onde encontraram o aparelho celular na posse do receptador, que confessou ter comprado o produto. O objeto foi apreendido e entregue a vítima de 53 anos. O homem de vulgo "Ne" de 43 anos, foi preso em flagrante pelo crime receptação dolosa. Ibaté Policiais civis esclareceram o assassinato de um homem, de 24 anos, ocorrido, no bairro Jardim Icaraí, naquela cidade, em 14 de junho. O crime ocorreu na madrugada do dia 14/6 e a vítima, de 24 anos, acabou morta após desentendimento com o suspeito, que surpreendeu seu desafeto pelas costas e o atacou com um tijolo na cabeça e ao cair ao solo foi golpeada no tórax com um faca. A vítima foi socorrida mas não resistiu aos ferimentos.Após trabalho de investigação, os policiais civis da Delegacia de Polícia de Ibaté (Deinter 3 - Ribeirão Preto) identificaram o autor do crime que era vizinho da residência onde a vítima foi morta e solicitou sua prisão temporária. Após dias escondido na mata, o homicida, de 19 anos, se entregou em 19 de junho. Ele já possui outras passagens criminais.

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Julho de 2017 11 DISE SÃO CARLOS PRENDE TRAFICANTES Policiais Civis da DISE (Delegacia de Polícia de Investigações sobre Entorpecentes) de São Carlos (Deinter 3 - Ribeirão Preto), sob coordenação do dr. Edmundo Ferreira Gomes prenderam em 01 de junho, um rapaz de 24 anos, acusado de liderar o tráfico de drogas, em universidades da região de São Carlos. A prisão ocorreu mediante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, após trabalho investigativo realizado pela unidade especializada, devido a uma prisão ocorrida há cerca de um mês, com pessoas que praticavam a venda de drogas sintéticas, no interior de universidades públicas. O investigado era aluno de química na USP de São Carlos, e utilizava não só o interior da universidade, mas também uma casa nas proximidades da instituição de ensino, além de um imóvel no bairro São Carlos 8, para a vender drogas. O suspeito estava hospedado na casa de ami- gas, e quando chegava à residência situada na Vila São José, foi abordado pela equipe de policiais. Durante busca no imóvel, foram encontradas nos pertences do universitário, uma porção de maconha, 18 papelotes de cocaína, cinco micropontos de LSD, uma balança de precisão, várias embalagens para a comercialização de drogas, dois celulares, dois notebooks, um computador e R$ 97. O acusado foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, e recolhido ao centro de triagem, permanecendo a disposição da Justiça. Adolescentes Em outra ação, no dia 22 de junho, policiais civis da especializada apreenderam três adolescentes, um dos quais do sexo feminino e prenderam um jovem de 18 anos, acusados de tráfico de droga. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na Rua Nelson de Souza Carneiro, no bairro Eduardo Abdelnur, em São Carlos, os agentes da especializada surpreenderam os investigados no preparo da droga, onde cortavam as pedras brutas de crack para comercialização. Foram apreendidas 262 pedras de crack e mais Foto: Fabio Rodrigues/G1 duas pedras brutas da mesma droga, cinco porções de maconha, materiais para embalagem, celulares e um caderno com anotações do tráfico. O jovem foi recolhido ao Centro de Triagem de São Carlos, enquanto que os adolescentes foram apresentados ao Juízo da Vara da Infância e Juventude. Por: www.policiacivil.sp.gov.br, com adaptações O titular da DISE de São Carlos, Dr. Edmundo Ferreira Gomes EM ARARAQUARA, 11 PRESOS POR DESVIAR CERVEJA Parte das 90 mil latas cerveja desviadas pela quadrilha e recuperadas pelos policiais civis de Araraquara A Polícia Civil de Araraquara (Deinter 3 - Ribeirão Preto) deteve 11 pessoas na noite de 06 de junho por suspeita de participação em um esquema de venda de cervejas roubadas. Os policiais encontraram 90 mil latas da bebida, avaliadas em R$ 130 mil, na casa de um distribuidor da cidade e os suspeitos caíram em contradição sobre a origem da mercadoria. Investigação Segundo a polícia, a carga deveria seguir de Salvador para Limeira, mas era desviada em Araraquara e repassada no mercado paralelo. Questionado pelos policiais, o comerciante que abrigava as latas alegou que desconhecia a origem da mercadoria e que havia comprado o produto de um caminhoneiro. O motorista, por sua vez, alegou que o cami- nhão teve um problema no percurso e que, por isso, solicitou que a carga ficasse na casa de um amigo. Prisões O caminhoneiro e um ajudante foram presos e os outros suspeitos - dois proprietários de distribuidoras, o proprietário do caminhão e homens encarregados pela entrega - foram liberados. O grupo poderá responder por receptação. O motorista e o proprietário do veículo poderão ser acusados ainda de apropriação indébita e os encarregados, de associação ao crime. Por: www.policiacivil.sp.gov.br

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12 ANIVERSARIANTES DE AGOSTO 1 Roberto Borges de Oliveira José Carlos Caporusso José Guilherme Torrens de Camargo Marcelo Lázaro Pereira Gilberto Haruo Yamaoka 2 João Carlos Cazu Antonio Sérgio Pereira Ettore Francisco Brunelli Milton Bergamin 3 Fátima Aparecida Silva 4 Antonio Carlos dos Santos Netto Ary Lopes Daniel Nicoleti da Silva Eduardo Bittencourt de Lima Dario José Cantarelli 5 Jair Jorge Cano João Delfino de Souza Euclides Batista de Sousa Júnior José Rubens dos Santos Rita Paula de Moraes 6 Márcio Antonio Pinho Bertolino José Mauro Chiaretti Luís Henrique Martin Alessandro Maria da Silva 7 Jussara Junqueira Rosemary Carlini de Oliveira 8 Samuel Antonio Zanferdini Odair Batista Sirlei Ferreira Simonea Marangoni da Silva 9 Dalva Aparecida Chiaretti Mário Portugal Gonçalves Luiz Carlos Valério Trocca Jeane Moraes Cleverson Lima Garcia 10 Maurício Kusumota Antonio Edson Ferreira de Freitas Luiz Carlos Contin Filho Pedro Afonso da Silva 11 Anderson Aparecido Chrispim 12 Wilson Sasaki Walter Rossetti Júlio Cesar de Paula Maria Aparecida Alves da Silva 13 Antonio Arrisse Adelino Pinto Ribeiro Daniel Paulo Radaeli Rita Eliza de Pace 14 José Luiz Tor 15 Valido José da Silva Paulo Augusto Ciampone Melo Carlos Eduardo Fabbri Robert Schmengler Guilhaume José Silverio de Paula Neto Marcia Aparecida de Arruda Ferreira Luís Fernando Di Donato 16 Antonio Boleli Neto Celso Botelho dos Santos Eliana Aparecida do Nascimento Caio Iberê Galvão Gobato 17 João Gonçalo Pallaretti Carlos Moreschi Hugo Anselmo Ravagnani Rosa Maria Dezzotti Bittencourt de Lima Claudio Marchioni Elieu de Souza 18 Luís Carlos Chiaparini Gislene Vieira Teixeira da Silva 19 Luiz Alberto Lopes Roberto Rudon Bettini Inês Paplovskis Pinto Valmir Palharini Danilo Alves Rabello José Eduardo do Nascimento José Carlos de Paula Rafael Eduardo Pereira 20 Osmar Ignácio Silas Anselmo Antonio Lula de Figueiredo Júnior Roberto Flávio Narducci Bergson Newton Berthaud Paulo Kendi Takahashi 21 Paulo Roberto Scarparo Vanilda Rodrigues Antonio Carlos Rodrigues Simões Sílvio Ruivo Luiz Carlos Barbosa Lima 22 Gino Augusto Franco Sant’Anna Susete Aparecida dos Reis Costa Aguiar Ricardo Takahashi Pedro Luiz Acetoze 23 João da Silva Ester Marina dos Santos Sonia Ap. Messias de Paula Lucimari Cambuy da Silva José Carlos Travizan 24 Wilson Lauro Leite de Mello Aguinaldo Maciel Barbosa Hugo Manoel Ravagnani Ivanil A. Alves Pereira 25 Hedemil Gomes Felipe Ana Palmira Belini de Oliveira Granger 26 Luiz Francisco Grotta Paulo Sérgio Rossi Isabel Cristina Janke Wilson Francisco Araújo 27 Luís Carlos da Silva Vieira Jadis Dalton Ferreira Viella Alexandre Aparecido da Silva Wagner Cândido da Silva Artur Assalin da Silva Wilson Aparecido Leonelo Aline de Freitas Vasquez 28 Rosa Maria de Carvalho Rocha José Augusto Mendes Vera Terezinha Dias Guioto 29 Lilian de Simone Benedito de Castro Filho João Fernandes Vieira Neto José Ricardo Lisi Nilton Ferreira Borges 30 Geremias Lourenço de Castro Mauro José Zancheta Ataliba Vicente Júnior 31 Wilson Gonzaga Júnior O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. MEMÓRIA Julho de 2017 TEMPOS DA APOCIRP Antes da Constituição Federal de 1988, era proibido aos policiais civis organizarem-se em sindicatos. Existiam apenas associações de classe para tratar dos interesses da categoria. Uma das mais atuantes do Estado foi justamente a APOCIRP (Associação dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto), que na década de 1990 tornou-se o Sinpol. Numa das primeiras reuniões da APOCIRP, vemos a diretoria toda reunida. Em pé, a partir do segundo à esquerda, José Rubens Vieira, Sérgio Pires, Wilson Sasaki, Baltazar Padilha, Adilson Massei e dois não identificados. Sentados estão Marisa, Luiz Carlos Silveira e Eumauri Lúcio da Mata. DO FUNDO DO BAÚ O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 36129008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br).

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Julho de 2017 NOVA SEDE 13 ESTÁ TERMINANDO Mês a mês, a aparência na obra de construção da futura sede social do Sinpol, no bairro da Ribeirânia, está mudando. Em um mês, todas as louças sanitárias e pias do recinto foram instaladas e estão recebendo os últimos reparos hidráulicos. A jardinagem também já começou a ser realizada, para valorizar ainda mais o belo espaço que vem sendo construído com o suor dos policiais civis sindicalizados. O Sinpol já começa a contar os dias que faltam para se mudar da atual sede social para a nova, que está sendo concluída. A diretoria prefere não firmar uma data para sua inauguração, mas vem trabalhando para que seja entregue em 2017. São amplas e modernas instalações da sede social, localizada numa das regiões mais valorizadas da cidade, a zona sul de Ribeirão Preto. Todo o trabalho vem sendo minuciosamente acompanhado pela diretoria do sindicato, em especial pelo vice-presidente CélioAntonio Santiago, que vistoria todos os passos da obra. Os elevadores já foram instalados e concluídos. A obra foi feita toda com recursos próprios do Sinpol, com planejamento para evitar endividamento. E o projeto já é uma feliz realidade.Anova casa fica naAvenida Francisco Massaro Farinha, esquina com a Rua Pedro Pegoraro, que é uma travessa da Av. Leão XIII, na Ribeirânia, atrás do Campus da Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto) e terá área total construída de 1.600 m², está sendo erguido em um terreno com área total de 2.247,95 m².Acompanhe nas fotos a evolução do empreendimento, que teve obras iniciadas em 06 de março de 2012.

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14 TÚNEL DO TEMPO Julho de 2017 A CRISE DAS CRISES A capa da edição 32 do Jornal do Sinpol mostrava as carências da Polícia Civil naquele maio de 1998: faltava de material de escritório a combustível para as viaturas e já faltava material humano Lá se vão 19 anos desde que a edição 32 do Jornal do Sinpol circulou. Numa reportagem especial, o retrado do que vivia a Polícia Civil naquela época. Faltava de tudo: armas, viaturas, coletes à prova de bala eram apenas a ponta do iceberg que assustava a Instituição. Faltavam também material de escritório, combustível e, sobretudo, imóveis com condições mínimas para se exercer a atividade de Polícia Judiciária. Um problema que só se agravou com o passar dos anos, todavia, já era sentido naquela época: havia a falta de material humano para exercer as funções. Os salários estavam congelados havia quatro anos. O Sinpol e as demais entidades lutavam contra o descaso do governo Mário Covas. E havia um quadro totalmente diferente na Polícia Militar, que contava à época com um efetivo três vezes maior que o da Polícia Civil, recebia veículos e equipamentos necessários para realizar seu trabalho e o então subcomandante geral da PM à época, Cel PM José Carlos Bononi, elogiava os investimentos e pregava que o salário do policial militar era considerado bom frente ao desemprego do País naquele final de século XX. O então presidente do Sinpol à época, Eumauri Lúcio da Mata, alfinetava o governo e sua equipe: “De barriga vazia, ninguém pode correr atrás de bandido”. No editorial, Eumauri lamentou o monólogo travado por Mário Covas e sua equipe. Por mais que as negociações buscassem o diálogo, os policiais civis jamais foram ouvidos, segundo o sindicalista. De passagem a Ribeirão, o então secretário da Segurança Pública, José Afonso da Silva, admitiu que ainda faltavam alguns recursos, mas que o governo estava se esforçando para suprir essa questão. O jornal também mostrou a pujança dos policiais civis nas cidades de São José do Rio Preto e Catanduva. Mostrou também o susto vivido pelo investigador do 5º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto, à época, Christian Zordan, que acabou se ferindo com a própria arma, com um tiro acidental. Na editoria Ação, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto conseguiu desvendar o latrocínio do qual foi vítima o tenente reformado da PM, Paulo Afonso Stedler. Em outra reportagem, o então delegado titular da DIG de Ribeirão Preto, dr. Odacir Cesário da Silva fazia uma análise da redução do número de furtos e roubos no comércio da cidade. Em artigo, o então investigador de Ribeirão Preto hoje delegado na cidade de Tabatinga -, Roberto Carlos de Santi, abordava o incremento da formação e capacitação do policial civil. O jornal também mostrou o turismo na região de Uberaba e ainda mostrou a atuação dos policiais civis da cidade, agindo em todo o Triângulo Mineiro. Naquela época, aAIDS ainda tinha muitos tabus a serem vencidos e, para contar com o avanço do controle da doença e pela derrubada de tais tabus, uma entidade realizava um trabalho primordial. Trata-se do GAPA(Grupo deApoio e Prevenção à AIDS), criado em São Paulo no ano de 1985 e presente à região de Ribeirão Preto desde 1989. O Jornal do Sinpol mostrou o importante trabalhohumanitáriorealizadopelogrupo. O Jornal também mostrava a atuação de policiais civis da região. Na edição 32 do Jornal do Sinpol, as cidades de Ipuã e Guaíra tiveram suas ações reportadas. Na ocasião, Guaíra tinha na titularidade o dr. Edson João Guilhelm, hoje em Barretos, além da dra. Eid Mara Ramos, já falecida. Em Ipuã, a titularidade era exercida pelo dr. João Baptistussi Neto, que posteriormente assumiu MorroAgudo. Ele contava com o apoio dos investigadores Landerson Ferrari e Carlos Eduardo Zuviollo, além dos escrivãesAmilcar Sampaio e SílvioTavares e da auxiliar Conceição Faria. No mês de abril de 1998, o então titular da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Ribeirão Preto, dr. Antonio Luiz Buranelli, filiou-se ao Sinpol e falou sobre o trabalho do sindicato e o combate ao tráfico de drogas. Fechando a edição, o Jornal do Sinpol publicou uma longa entrevista com o dr. Luiz Geraldo Dias, que foi um dos mais queridos diretores da Cadeia Pública de Vila Branca, mas que havia deixado o chamado “Barril de Pólvora” e assumido o 6º DP de Ribeirão Preto, uma unidade com muito a ser feito, segundo o delegado. Problemas não faltaram nas páginas da edição 32 do Jornal do Sinpol. E também não faltou luta por melhorias. Reprodução da capa da edição 32 do Jornal do Sinpol

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Julho de 2017 JURÍDICO SEGUE A ROTINA DE VITÓRIAS Durante o mês de junho, trabalho dos advogados Ricardo e Viviane Ibelli favoreceu cinco policiais civis sindicalizados ao Sinpol 15 O departamento jurídico do Sinpol, que conta com os advogados Viviane Cristina Ibelli Pinheiro e Ricardo Ibelli, conquistaram cinco importantes vitórias em favor de associados. Uma delas foi a absolvição de uma policial civil em SindicânciaAdministrativa Disciplinar junto à 3ª CA (Corregedoria Auxiliar) de Ribeirão Preto. Outras três vitórias garantem aos associados o direito de se aposentarem com paridade e integralidade. Finalmente a última vitória garante a um associado que se sujeitou à lei estadual reverter sua aposentadoria, passando também a ter direito à paridade e integralidade. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, o departamento jurídico vem travando há vários anos uma incessante luta contra o governo do estado em algumas frentes específicas. Numa delas é para defender policiais civis que, por conta do baixíssimo número de recursos humanos e pelo excessivo volume de trabalho, acabam sofrendo junto à Corregedoria SindicânciaAdministrativa Disciplinar. “Com o problema da falta de recursos humanos que é gritante na região do Deinter-3 e, a meu ver, falta capacidade administrativa para exigir melhorias junto ao DGP, junto ao SSP e junto ao senhor governador, muitos policiais civis se veem envolvidos em sindicâncias por conta de excesso de trabalho. Não vamos admitir que ninguém seja punido injustamente. Se o policial civil agiu da mesma forma que aquele a quem combate, isto é, agiu como bandido, tem mesmo que ser punido exemplarmente e expulso da Instituição. Mas punir por conta de perseguição ou pelo excesso de trabalho, não vamos admitir”, pontua Eumauri. Ele também lembra outras frentes. Uma delas é a questão da aposentadoria, que o governo continua insistindo em não praticar a aposentadoria especial, nos moldes da LCF (Lei Complementar Federal) 144/2014. “Esta Lei substituiu a LCF 51/85, que o governo do Estado alegava não ter sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988. Com a substituição, não havia mais argumento. Mesmo assim o governo continuou insistindo em não praticar paridade e integralidade, o que representa uma perda considerável no salário de quem se aposenta”, explica Eumauri. Assim, o departamento jurídico do Sinpol passou a ingressar com ações visando Mandado de Segurança que garantam ao policial civil o direito à paridade e integralidade. E tem conseguido expressivo número de vitórias, favorecendo centenas de policiais civis de toda a região que já usufruem do benefício. A terceira frente tem por objetivo favorecer os policiais civis que não puderam ou não quiseram esperar e se sujeitaram a aposentar nos moldes da LCE (Lei Complementar Estadual) 1062/2008, ou seja, sem o direito à aposentadoria especial. Várias vitórias garantindo ao associado a reversão já foram conseguidas pelo jurídico do sindicato. Vitórias de junho Entre as expressivas conquistas do Sinpol em favor dos policiais civis, destacam-se no mês de junho a absolvição da escrivã Tânia de Souza Nunes Ribeiro, de Ribeirão Preto. Ela sofria uma Sindicância Administrativa Disciplinar “embasada no contingente probante carreado ao bojo dos autos” e foi considerada inocente. O carcereiro de Franca, Simei Moraes Brião, obteve provimento de recurso em sua ação e obteve o direito ao mandado de segurança que lhe garante aposentadoria especial. O também carcereiro de Franca, Marcos Antonio Ferreira também obteve provimento de recurso, nos termos que constarão do acórdão, obtendo assim mandado de segurança que lhe garante aposentar-e com proventos integrais e paridade remuneratória. Já o perito de Araraquara obteve, junto à 1ª Vara da Fazenda Pública, a segurança para que a aposentadoria ocorra na forma da lei que rege a aposentadoria especial, isto é, com direito à paridade e integralidade. O médico legista aposentado, dr. RobertoAbud, também foi contemplado com uma importante vitória graças ao trabalho do departamento jurídico do Sinpol. Ele obteve, junto à 2ª Vara da Fazenda Pública em Ribeirão Preto, o direito à reversão de sua aposentadoria, passando a ter direito, através de mandado de segurança, à paridade e integralidade. Em todos os casos, ainda cabe recurso. “O importante é que as vitórias continuam sendo anunciadas, mês a mês. E esperamos que haja aumento das sentenças que favorecem nossos associados. Lembramos a todos que o jurídico continua à disposição. E se houver qualquer dúvida, sobre qualquer ação em andamento, que procurem diretamente nosso vice-presidente CélioAntonio Santiago ou os diretores Fátima e Júlio ou até a mim mesmo, que daremos todas as informações pertinentes”, concluiu Eumauri. A diretoria do Sinpol está sempre atenta para que o policial civil não seja prejudicado

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