Revista Digital "ACRE ENGENHARIA" - SengeAc Ano 10 - Edição N.85 - Maio/Junho 2017

 

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Revista Digital SengeAc - Ano 10 - Maio e Junho - Edição Nº 85

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SUMÁRIO ACRE ENGENHARIA EXPEDIENTE 12 Especial Capa Acre ganha Frente Parlamentar da Engenharia 8 ENTREVISTA Murilo Pinheiro fala sobre os desafios da Engenharia e o mercado de trabalho 10 ENGENHARIA CONECTADA Fique por dentro das principais notícias de Engenharia, no Brasil e no Mundo 16 SENGE JOVEM Núcleo promove palestra sobre a participação da juventude no sindicalismo 20 NOTÍCIAS Conheças ações e projetos desenvolvidos pelo Senge/AC A revista ACRE ENGENHARIA é uma publicação bimestral do Sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge/AC). Entidades parceiras: FNE, CNTU e UGT Fundação: 18 de julho de 1990 Presidente: Sebastião Aguiar da Fonseca Dias Vice-presidente: Ricardo Augusto Mello de Araújo Diretor Administrativo: Rubenício Silveira Leitão Diretor Financeiro: José Martins Veras Neto Diretor Operacional: Manoel Xavier da Silveira Neto Diretor de Planejamento: João de Deus Oliveira de Azevedo Membros do Conselho Fiscal: Roberto Matias da Silva, Leonardo Carneiro Fontenele, Aluildo de Moura Oliveira, Mavi de Souza e Rosa Maria de Souza Costa Membros representantes junto a FNE: Aldenízia Santos Santana, Isvetlana Lima Guerreiro e Márcio Henrique Rodrigues de Oliveira Contato: (68) 3223-5825/ E-mail: senge-ac@hotmail.com Site: www.sengeac.org.br Endereço: Rua Alvorada, 211, Edifício Colúmbia, Sala 303 – Bosque; Rio Branco (AC) CEP: 69.909.380 A revista ACRE ENGENHARIA está sob a responsabilidade de edição da empresa EZ COMUNICAÇÃO / Ezio Gama – (68) 99987-3247 Jornalista responsável: Bruna Cristina Lopes de Mello - DRT 404 Projeto Gráfico, Capa e Editoração: Ezio Gama Colaboradores: José Cláudio Mota Porfiro Tiragem: 1 mil exemplares A revista ACRE ENGENHARIA é uma publicação bimestral de caráter informativo do Sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge/AC), com apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), voltada para o desenvolvimento da região, focada em temas como: engenharia, sustentabilidade, meio ambiente, produção, indústria, comércio, empreendedorismo e tudo aquilo que promove o avanço econômico, social e intelectual do Acre. Profissional filiado ao Senge/AC aproveite todos os benefícios, convênios e serviços. Entre em contato através do telefone: (68) 3223-5825 4 Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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EDITORIAL OSenge-Acre, na atual conjuntura, firme e resoluto, caminha, a passos largos, e não pode retroceder e nem deixar o trem da história passar, sob pena de sermos relegados ao ostracismo de quem deveria ter feito muito, mas quase nada fez. Continuaremos marchando, céleres e coesos, como prega o Movimento Engenharia Unida. A grande meta e a bandeira principal dessa nova ordem, em nível nacional, é a retomada do desenvolvimento socioeconômico, contando com a imprescindível valorização da engenharia e dos seus profissionais. Inspirada na bem-sucedida experiência acreana, liderada pelo Engenheiro Civil Sebastião Fonseca, Presidente do Senge-Acre, a iniciativa visa dar voz efetiva às ideias que temos para o avanço da nossa economia e para a melhoria das condições de vida da população brasileira. Nada poderá nos fazer recuar e jamais pensaremos em desistir da luta, uma vez que está em jogo a nossa própria sobrevivência, enquanto humanos e enquanto profissionais de uma área imprescindível. É preciso perceber que o engenheiro só tem oportunidade quando há desenvolvimento e que o mesmo perde relevância quando em épocas de estagnação. Se hoje o Senge-Acre é referência nacional na questão mais importante que é o plano de carreira e remuneração, agora é imprescindível avançar muito mais e passarmos a discutir, dentro das instâncias do poder, políticas ainda mais consistentes para as áreas de infraestrutura, produção agrícola e tudo que nos diz respeito. As eleições apontam para uma nova época dentro do nosso Sindicato e serão realizadas dentro de poucas semanas. Cabe-nos, agora, dar prioridade ao trabalho que foi feito e aos planos mais concretos que já estão em fase de elaboração e execução. 5Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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NOTÍCIAS DA FNE Em vez de retirar direitos, é necessário estimular a economia e gerar empregos Parar as reformas, voltar a crescer Murilo Pinheiro Épreciso que o Congresso Nacional compreenda a mensagem que vem sendo emitida pelos trabalhadores brasileiros, que são a imensa maioria da população: é tempo de parar a tramitação das reformas trabalhista e da Previdência. A greve geral de 28 de abril e a marcha a Brasília de 24 de maio, ambas manifestações vitoriosas, deram esse sinal claro, que deve ser assimilado pelos parlamentares. Equivocadas e injustas, tais proposições hoje, em meio a tamanha crise política, tornam-se também absurdas. Não é aceitável que se siga com a tramitação do Projeto de Lei da Câmara 38/17 e da Proposta de Emenda à Constituição 287/16, como se nada estivesse se passando no Brasil. Não há justificativa para tamanha pressa ao tratar de questões tão relevantes. É necessário que o País volte à normalidade para que mudanças dessa monta, que atingem direitos históricos de um contingente de 100 milhões de pessoas e ameaçam minar a nossa já frágil proteção social, possam ser discutidas. Os defensores de tais ideias devem se submeter ao real e efetivo debate público; não basta promover audiências meramente protocolares que em nada interferem na decisão das casas de leis. A sociedade precisa de informação clara e isenta, não de propaganda, para formar sua opinião e se posicionar. Ao argumento do lendário déficit da Previdência contrapõe-se a demonstração de inúmeros especialistas que negam a existência de rombo. Por que não permitir aos brasileiros acesso amplo a tais informações para que possam julgar por si próprios? Aos que afirmam que o fim dos direitos trabalhistas gerará empregos, muitos respondem que a precarização enfraquecerá ainda mais a economia. Essa discussão precisa ser feita. Nossa convicção é que se a opinião pública tiver acesso ao debate honesto e informado, o que é essencial a uma democracia de fato, a sociedade brasileira repudiará veementemente a ideia de retroceder em seus direitos. Em vez disso, optará por coletivamente buscar a saída da crise econômica que já flagela 14,5 milhões de cidadãos com o desemprego. Ainda, entenderá que o caminho para tanto é garantir investimentos na infraestrutura nacional e estimular a produção; retomar obras paralisadas; buscar inovação para aumentar a produtividade e ter uma indústria competitiva; e valorizar a engenharia. Perceberá que é preciso também brecar a desnacionalização da economia que vem sendo posta em prática com medidas como a redução da exigência de contratação de conteúdo local pelas empresas petroleiras no Brasil. Está mais que na hora de reencontrarmos o rumo do desenvolvimento. E isso exige abandonar as reformas erradas e desnecessárias e voltar a crescer. Murilo Pinheiro Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) Visite nosso site www.fne.org.br FILIADA À 6 Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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ENTREVISTA Por Bruna Mello DESAFIOS E OPORTUNIDADES Murilo Pinheiro fala sobre os desafios da Engenharia e o mercado de trabalho. Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), o engenheiro eletricista Murilo Pinheiro vem desenvolvendo um trabalho reconhecido por toda a engenharia nacional. À frente do sindicato desde 2001, Pinheiro aprimorou o sistema de prestação de serviços aos filiados e a estrutura da organização, com a modernização da sede em São Paulo e aquisições no interior do Estado. No comanda da FNE, ele idealizou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, que se tor- nou o grande instrumento de mobilização da categoria pelo crescimento econômico com inclusão e de forma sustentável. Além disso, o engenheiro também apoia a bandeira da Engenharia Unida, movimento criado no Acre. Na luta pela valorização profissional, liderou a criação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), da qual é presidente. Liderança reconhecida por toda a categoria, Pinheiro tem se destacado pela atuação em defesa das grandes batalhas da Engenharia, entre elas a luta pela implantação da carreira pública de Estado nos municípios, estados, Distrito Federal e União. Foi ainda conselheiro e diretor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP), presidente da Associação dos Engenheiros da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), bem como presidente do Fórum Estadual das Associações de Engenheiros das Empresas no Estado de São Paulo. Nesta entrevista, Murilo Pinheiro fala sobre os desafios da Engenharia e oportunidades no mercado de trabalho. Além disso, manifesta seu apoio à Frente Parlamentar de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento, no Acre. - O que é o movimento “Engenharia Unida” e qual a sua importância para o conjunto dos profissionais? O movimento Engenharia Unida é uma ampla coalizão que reúne o conjunto dos profissionais da área tecnológica, por meio dos sindicatos, as- sociações, conselhos profissionais, universidades e empresas. A proposta é que essa aliança possa oferecer saídas às dificuldades enfrentadas pelo País na atualidade e contribuir com o permanente avanço no futuro. A bandeira principal desse movimento é a retomada do desenvolvimento socioeconômico, con- 8 Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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tando com a imprescindível valorização da engenharia e dos seus profissionais. Inspirada na bem-sucedida experiência do Acre, liderada pelo companheiro Sebastião Fonseca, a iniciativa visa dar voz efetiva às ideias que temos para o avanço da nossa economia e melhoria das condições de vida da população. Para a FNE, que vem debatendo o desenvolvimento nacional de forma qualificada já há mais de uma década, por meio do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, tornou-se clara a necessidade de que tais discussões e mobilização sejam ampliadas ampliem por todo o espectro da engenharia. - Como a Frente Parlamentar da Engenharia entra nesse processo? A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional é um instrumento fundamental para que a pauta da engenharia possa ser tratada a contento no Congresso. Encabeçada pelo deputado Ronaldo Lessa (PDT/AL), a frente vem abordando e tentando dar encaminhamento a questões como o debate sobre a necessidade de contratação de conteúdo nacional pelas petroleiras que atuam no Brasil e de retomada das obras paralisadas, com urgência. Essa articulação parlamentar também é muito importante para fazer com que avancem proposições de interesse dos profissionais, como é o caso do Projeto de Lei 013, de 2013, que institui a carreira pública de Estado para engenheiros e há tempos aguarda apreciação no Senado. Também é muito valioso que esse esforço tenha ramificações pelos estados e sejam criadas frentes parlamentares no âmbito das assembleias legislativas, a exemplo do que foi feito no Acre. Com isso, os parlamentos estão voltando a sua atenção e o seu trabalho a questões que são de real importância para toda a sociedade. - Quais os desafios da engenharia no Brasil neste momento de crise política e econômica? O grande desafio da engenharia, dos seus profissionais e entidades representativas, é contribuir com o desenvolvimento do País e a melhoria das condições de vida da população. Neste momento, não só de dificuldades econômicas de monta, mas também de turbulência política, precisamos manter o foco na necessidade de sair da crise e avançar. E, para a engenharia, isso deve ser feito a partir de um projeto que vise o crescimento econômico de forma sustentável, com preservação ambiental, distribuição de renda, valorização do trabalho e, claro, fortalecimento da democracia. Para garantir essas premissas, acreditamos ser necessário que se tomem medidas que estimulem a produção e gerem empregos. A tarefa é sermos capazes de levar essas questões ao debate público e demonstrar a sua correção ao governo, ao Parlamento e à sociedade em geral. - Qual o panorama do mercado de trabalho da categoria? Neste momento, muito preocupante. Entre 2014 e 2016 o saldo negativo entre admissões e demissões de engenheiros atingiu 44.545. Neste início de 2017, entre janeiro e abril, o número negativo já chega a 4.017. Isso se dá após um ciclo bastante positivo: entre 2003 e 2013, o emprego formal da categoria cresceu 87%. Os melhores resultados nesse período coincidem exatamente com os momentos de maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e grandes projetos em andamento. Ou seja, o engenheiro tem oportunidade quando há desenvolvimento e perde relevância na estagnação. Para reverter esse quadro, defendemos a mudança de rumo na administração da economia e a volta de investimentos públicos que estimulem a atuação da iniciativa privada. Uma medida que traria resultados com rapidez seria a retomada das 5 mil obras públicas paralisadas no País. - Além de oportunidades de emprego e renda, quais são as principais demandas dos engenheiros? Juntamente com oportunidades de trabalho e remuneração justa, nossa categoria luta por condições de trabalho adequadas, acesso à atualização profissional, para que possa desempenhar suas funções sempre da melhor maneira, e autonomia para atuar de acordo com o seu conhecimento técnico, sem precisar se submeter a determinações que não sejam as da boa engenharia. Esses são pontos essenciais para os profissionais da área tecnológica e devem estar na pauta das nossas instituições de maneira séria e qualificada. A engenharia é largamente importante para a sociedade. Estamos presentes em absolutamente tudo. Para que possam oferecer tudo o que se espera deles, nossos profissionais precisam ser valorizados. Temos que elevar a posição da engenharia ao patamar que lhe cabe. Devemos ser protagonistas na construção de uma nação desenvolvida, justa e democrática. 9Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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CONECTADAENGENHARIA Mineira é a primeira brasileira a ser aceita em escola de engenharia de Oxford para doutorado Antes mesmo de se graduar em engenharia mecânica pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFJVM), a estudante Bárbara Emanuella Souza, de 24 anos, foi convocada para uma bolsa de doutorado na renomada Universidade de Oxford, localizada em uma cidade de mesmo nome, na Inglaterra. Ao ser aceita pela instituição, ela se consagrou como a primeira mulher do Brasil a ingressar em um doutorado de lá. Depois de ser contemplada com um bolsa de intercâmbio do programa do governo federal Ciências sem Fronteiras, Bárbara saiu de Diamantina, sua cidade natal - onde também está situado o campus em que estudava, para terminar seus estudos como bacharel nos laboratórios da Universidade da Califórnia, em San Diego. “Na Califórnia trabalhei em um laboratório de engenharia em um projeto voltado para o desenvolvimento de materiais com melhores proprie- dades para a produção de próteses mecânicas”. Lá, a engenheira e sua equipe criaram um polímero que aumenta a qualidade das próteses, resultando em peças mais fortes, duráveis e resistentes ao desgaste. Contudo, o enfoque do novo projeto de Bárbara aprovado pela Universidade de Oxford é diferente do anterior, ainda que contemple os aprendizados adquiridos nos Estados Unidos. No Reino Unido, a jovem, a partir de outubro, participará de uma pesquisa no campo da nanotecnologia, para o desenvolvimento de células carregadoras de medicamentos para o tratamento localizado de cânceres e tumores. “Um dos principais tratamentos contra o câncer é a quimioterapia, porém ele traz uma série de efeitos colaterais, como enfraquecimento da imunidade, queda de cabelo e tantos outros”, explica Bárbara. Sobre os benefícios de sua futura pesquisa à medicina, ela ponderou que o tratamento localizado otimiza a terapia, pois nele usa-se menos fármacos e de forma mais eficiente, já que atacará diretamente o local doente. (Fonte: www.em.com.br) 10 Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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Construção Civil aposta em inovações e sustentabilidade para o desenvolvimento do setor As Nações Unidas deram início, no dia 29 de maio, à terceira fase do treinamento em engenharia para as forças de paz envolvendo futuros pacificadores africanos. Parte do “Projeto de Parceria Triangular”, a capacitação acontece no Quênia. O projeto – promovido pelo Departamento de Apoio de Campo das Nações Unidas com o apoio de Japão, Suíça e Quênia – treinará e equipará engenheiros militares africanos que atuarão nas missões de paz da ONU. Nessa terceira fase, 36 instrutores japoneses treinarão até 60 da Tanzânia e de outros países africanos que contribuem com tropas. Também será realizado um curso de Formação de Instrutores conduzido pela Suíça para dez futuros pacificadores, bem como um curso de Gerenciamento de Projetos de Engenharia liderado pelo Brasil para até 20 pacificadores também do continente africano. O objetivo da ONU é beneficiar todos os países da África que contribuem com tropas nas forças da ONU. Após a participação no treinamento, os engenheiros militares participarão de missões de paz, onde preencherão lacunas críticas nas atuais capacidades de engenharia da ONU. (Fonte: nacoesunidas.org) Com apoio do Brasil, ONU promove capacitação militar em engenharia para forças de paz O Concrete Show South America, único evento na América Latina a reunir a cadeia produtiva do concreto, chega à sua 11ª edição com a perspectiva de impulsionar o reaquecimento da indústria de construção civil no Brasil. Realizado em São Paulo, de 23 a 25 de agosto, no São Paulo Expo, em 2017 a aposta do evento é na exposição de novidades em técnicas e materiais que proporcionam construções mais sustentáveis e ganhos na produtividade. A feira de negócios tem como missão potencializar a interação e a geração de negócios entre empresas ligadas ao setor de construção. As marcas expositoras de mais de 150 segmentos oferecem soluções desde equipamentos para terraplenagem, canteiros de obras e projetos estruturais até tecnologias de ponta para a cadeia produtiva do concreto, serviços e acabamento. Segundo a organizadora, a última edição da feira recebeu mais de 22 mil visitantes, de 36 países diferentes. Realizado anualmente, o Concrete Show destaca-se por atrair a atenção de profissionais de construtoras dos segmentos residencial, comercial e de obras de infraestrutura de pequeno, médio e grande portes, escritórios de engenharia e arquitetura, locadores de equipamentos, concreteiras, órgãos governamentais e empreiteiras de obras públicas, consultorias, entre outros. “O Concrete Show acontece em um momento que o setor de construção civil observa atento a recuperação do mercado, ainda que lenta, e discute melhores práticas construtivas que garantem a sustentabilidade da obra e o aumento da eficiência com menos recursos. Neste cenário, o evento reafirma seu papel como uma ferramenta de fomento aos negócios ao oferecer oportunidades únicas de networking e uma ampla visão do que há de mais moderno em soluções que atendem toda a cadeia produtiva do concreto e o setor de construção civil”, diz o diretor da feira, Renan Joel. Eventos exclusivos - Destaque do evento em 2017 é o lançamento do “Concrete Congress” que proporciona uma programação de conteúdo com palestras e cursos em paralelo à feira. A agenda oficial será divulgada no site do evento, mas entre os macrotemas já definidos estão temáticas como as novas tecnologias aplicadas ao concreto, construção verde (sustentável), soluções de infraestrutura para cidades e a gestão pequenas e médias construtoras. (Fonte: acritica.net) 11Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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ESPECIAL CAPA Por Bruna Mello Acre ganha Frente Parla Infraestrutura e Desen D iante da crise econômica e política pela qual o País atravessa, Pinheiro ressalta a importância da Frente para o crescimento e desenvolvimento do Brasil, sobretudo para o Acre. “Essa Frente Parlamentar abre, no entendimento da nossa confederação e federação, a oportunidade para que seja um palco de discussões e colocações importantes nas questões tecnológicas do desenvolvimento do país. Para discutir questões de infraestrutura como o saneamento, recursos hídricos, transporte, transporte coletivo, energia”. 12 Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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mentar de Engenharia, volvimento O presidente da Frente Nacional, deputado Ronaldo Lessa, homenageado em moção assinada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ney Amorim, declarou o seu apoio à iniciativa acreana e disse que a Frente é um canal que aproxima o Legislativo da sociedade por meio da interlocução com a área tecnológica. “O Brasil precisa retomar o desenvolvimento, temos milhares de obras paradas e isso é um prejuízo enorme. É preciso diminuir a burocracia do país porque ela atrasa, prejudica e custa caro. É preciso fazer as coisas mais operacionais, dirigidas e de forma prática. O papel da Frente é colocar essa comunidade à disposição da sociedade da melhor forma possível”, concluiu. Lessa acrescentou que o Acre tem dado exemplo de organização e trabalho, sobretudo com a valorização profissional como, por exemplo, a conquista da Carreira de Estado e a luta pela aprovação do Congresso Nacional. Prefeitura Parceira Durante a cerimônia, o Prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, destacou o esforço e o empenho da engenharia para solucionar grandes problemas causados pelas enchentes do Rio Acre e Madeira, nos últimos anos. Para ele, o movimento Engenharia Unida e as frentes presentes em alguns estados brasileiros têm papel fundamental no planejamento da retomada do crescimento e desenvolvimento nacional. “É hora de fazer um debate organizado, com planejamento. Eu sei, nosso país vive de ciclos, e depende muito das decisões do Governo Federal. Mas qual é o planejamento a médio e longo prazo do nosso país nessa área?”, questionou. Engenharia Unida O presidente da FNE ressaltou a importância da criação do Movimento Engenharia Unida, idealizado pelo Senge/AC. O grupo de engenheiros e profissionais da área de tecnologia, por meio dos sindicatos, associações, conselhos profissionais, empresas e entidades, trabalham juntos para solucionar os problemas enfrentados pelo País. “Acho que podemos dar uma grande contribuição e exemplo para o Brasil todo. É importante todas essas iniciativas para que a nossa engenharia possa contribuir para um Brasil melhor, mais justo e com mais oportunidades para todos os brasileiros”. O lançamento da Frente da Engenharia do Acre incluiu, ainda, uma audiência da delegação com o Governador Tião Viana. A visita foi ocasião para um breve balanço do Governador sobre os avanços e iniciativas no Estado e na Capital que envolveram esforços da engenharia. Para celebrar o lançamento da Frente, o Senge/AC promoveu, na noite de 1º de junho, um baile no Afa Jardim. 13Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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ESPECIAL CAPA Confira as fotos do Baile de Lançamento da Frente Parlamentar 2 1 1. Engenharia Unida; 2. Equipe Núcleo Jovem Senge-AC; 3. Marcus Alexandre (Prefeito de Rio Branco); 4. Murilo (FNE) e Tião Fonseca (Senge-AC); 5. Murilo Pinheiro (FNE) e Ronaldo Lessa (Pt-AL); 6. Carminda Luzia (Presidente CREA-Ac) e Lourival Marques (Dep. Estadual PT-Ac ); 7. Ney Amorim (Dep. Estadual e Presidente da Aleac); 8. Equipe FNE/Senge-Ac. 14 Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017 8

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Artigo SENGE-ACRE, UMA CONSTRUÇÃO DIALÉTICA Cláudio Motta-Porfiro. Assessor da Diretoria do Senge-AC. Doutor em Filosofia e História pela Unicamp. Ex-diretor de RH da Ufac. Adialética é uma espécie de resumo de argumentos que se contrapõem e, em seguida, se juntam, deixando para trás algumas ideias não tão úteis para a construção do edifício das relações sociais. Em primeiro plano, virá a tese a ser defendida e julgada. Depois, virá a antítese a tomar o mesmo caminho. Então, as duas se fundem e formam a síntese. E isto é o que chamamos desenvolvimento conjunto e harmônico. Em um debate bastante amplo, surgirão ideias dos mais variados matizes. Muitos defenderão as suas verdades que têm cores distintas. De um lado e de outro, as opiniões surgirão. O amadurecimento de todos os pontos de vista leva uns a anularem os outros. Enquanto isso, as soluções vão aparecendo e a dialética, neste momento já denominada síntese, se sobrepõe. Foi exatamente um processo dialético responsável e bem conduzido que elevou o Senge-Acre ao atual estágio de desenvolvi- mento. Muito foi falado. Como Paulo Apóstolo, combatemos o bom combate. Os debates foram proveitosos. Sugestões foram apostas em veículos de comunicação disponíveis, mas as atitudes reais e positivas colocaram o tempero especial que ensejou o sucesso destes anos, desde que passamos a existir na realidade, de fato e de direito. As épocas iniciais de estagnação ensinaram que o estilo otimista e perseverante de promover a política sindical alimenta e tonifica os debates, fortalece a dialética e faz surgirem novos horizontes para os que buscam voos mais altos, como é o nosso caso. A luta incansável e a perseguição ininterrupta em busca do alcance dos objetivos que a cada dia se tornam mais claros fizeram do Senge – Acre o locus apropriado para os que não apenas sonham, mas vislumbram, com clareza, metas alcançáveis a partir do esforço de cada um e de todos. Sonhos foram concretizados. As conquistas nos fizeram crescer muito e cada vez mais. A carreira dos nossos profissionais hoje tem uma base legal sustentável. O Senge-Acre é referência nacional neste como em outros aspectos. Temos marchado confiantes porque permanecemos unidos desde que decidimos adotar uma espécie de lema segundo o qual a união de todos resultará nos melhores dias almejados por cada um. É extremamente salutar, agora, ver que os nossos esforços estão sendo plenamente coroados pelo êxito. A partir de uma iniciativa desta Diretoria, a Universidade Federal do Acre, um órgão de pesquisa, hoje, de renome nacional, se dispôs a assinar conosco um Protocolo de Intenções cuja finalidade maior é elevar o nível de conhecimento dos nossos profissionais através da execução de projetos de cursos de pós-graduação em níveis de Especialização, Mestrado e Doutorado. São sonhos que se realizam. Isto, sim, é progresso. 15Cláudio Mota - Porfiro Revista Acre Engenharia - Maio / junho de 2017

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