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Grips Editora – Ano 16 – Nº 111 – abril de 2015        

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3 ÍNDICE brasil A Revista de Negócios do Aço 12 TREFILAÇÃO E RELAMINAÇÃO Quando o cenário econômico muda, a empresa também tem que mudar. Com 22 anos de atuação no mercado, a JG Arames muda seu perfil de atuação, com o objetivo de aumentar sua competitividade. Foto: Divulgação 4 EDITORIAL A contaminação do ambiente 5 OPINIÃO O preço da irresponsabilidade 6 PRODUTIVIDADE 10 AGRONEGÓCIO Vitrine interativa 20 ENTIDADES 30 ESTATÍSTICAS 34 ARTIGO TÉCNICO Técnicas e cuidados na soldagem de tubos 39 EMPRESAS & NEGÓCIOS 42 ANUNCIANTES ABRIL/2015 24 EMPRESAS Dona de um sólido relacionamento com os fornecedores globais e investindo em capacitação, a Unival é, hoje, o fornecedor de válvulas e conexões que mais se destaca no atendimento ao mercado siderúrgico no Brasil. Foto: Divulgação SIDERURGIA BRASIL NO 111 3

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EDITORIAL HENRIQUE ISLIKER PÁTRIA EDITOR RESPONSÁVEL ambiente dos empreendimentos, investi- isso, precisamos fazer a nossa parte para não ficar pelo mentos, entusiasmo, planejamento empre- caminho. sarial e, consequentemente, a disposição Nesta edição, apresentamos uma entrevista feita com para novos negócios está contaminado o titular de uma das principais empresas independentes pela falta de definição política no Brasil. A de trefilação de arames, que nos mostra como estão sen- situação está muito mal resolvida e as in- do processadas as mudanças nesse mercado, que tem suas formações de corrupção e desvios continuam a todo peculiaridades. Em outra matéria, chamamos a atenção vapor ou até pior do que há vários meses. Segundo ma- para a feira Agrishow, que representa o que há de mais téria da revista Veja, há uma moderno no agronegócio acirrada e ferrenha disputa A contaminaçãopelo poder e os protagonis- brasileiro e onde as empresas fornecedoras de produtos e tas se esqueceram do Brasil e dos brasileiros. A atual administração, eleita democra- do serviços siderúrgicos têm um vasto campo de atuação. Em artigos assinados, o ticamente em outubro, vem a público insistentemente ambiente presidente da Abimaq e o professor Marcos Cintra, da para pedir apertos e ajus- FGV chamam a atenção para tes das pessoas e empresas. Mas ninguém ouviu falar o quadro sombrio que está reservado para os brasileiros. de nenhuma redução no número de ministérios ou do O ponto positivo é uma entrevista com a Unival, uma das número de comissionados sem concurso e outras provi- principais distribuidoras de válvulas do Brasil, que encontrou dências esperadas. uma forma peculiar de atuação e, segundo seus dirigentes, Mas o nosso editorial não é político e, considerando vem se dando bem. Complementamos a edição com a mais que a economia é cíclica, e uma hora, mais cedo ou mais ampla cobertura das estatísticas, lançamentos de produtos tarde, os bons momentos vão voltar. Claro que temos de e novidades que aconteceram na cadeia do aço. sobreviver para chegar do outro lado desta travessia, por Boa leitura! EXPEDIENTE Edição 111 - ano 16 - Abril 2015 Siderurgia Brasil é uma publicação de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823755339. Coordenador Geral: Henrique Isliker Pátria/Diretora Executiva: Maria da Glória Bernardo Isliker/TI: Vicente Bernardo/ Administrativo: Supervisora: Maria Rosangela de Carvalho/ Editor e Jornalista Responsável: Henrique Isliker Pátria MTb-SP 37.567/Entrevistas e Reportagens: Marcus Frediani - MTb:13.953 e Ricardo Torrico/ Projeto Editorial: Grips Editora/ Edição de Arte / DTP: Ana Carolina Ermel de Araujo Capa: Criação: André Siqueira Fotos: Divulgação Morlan e Acervo Grips Impressão: Ipsis Gráfica e Editora DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA A EMPRESAS DO SETOR E ASSINATURAS A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 111 – São Paulo-SP – CEP 05407002 – Tel.: +55 11 3811-8822 grips@grips.com.br www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização. 4 SIDERURGIA BRASIL NO 111 ABRIL/2015

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OPINIÃO www.siderurgiabrasil.com.br O preço da irresponsabilidade Nos últimos anos houve um claro abandono pelo governo federal da política de geração de superávit primário calculado antes das despesas com os juros da dívida pública, em nome de uma política orçamentária de cunho meramente eleitoreiro e assistencialista. ABRIL/2015 Marcos Cintra* ntre 2013 e 2014, o rombo nas contas públicas mais que dobrou no Brasil, passando de 3,25% para 6,7% do PIB. No ano passado, o déficit nominal brasileiro foi o maior em uma década e hoje é um dos mais elevados do mundo, ficando atrás apenas de Venezuela (12%), Egito (11,9%) e Japão (8%). A má gestão orçamentária criou uma situação de descalabro nas contas públicas e, por conta disso, o país está iniciando um severo ajuste fiscal. É o preço que o brasileiro vai pagar por causa de intervenções desastradas do governo na economia ao longo dos últimos anos e pelas ações populistas e irresponsáveis que destruíram fundamentos que levaram anos para serem consolidados, como os sistemas de meta de inflação e de superávit primário. Vale lembrar que em junho de 2013, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, exaltava a política econômica dizendo que o país caminhava para um déficit zero e que “não há como questionar a solidez das contas do governo”. Como em outras ocasiões, Mantega errou. O déficit não só dobrou de tamanho em apenas um ano, mas a tal“solidez das contas do governo” não passou de palavras sem fundamento. O resultado negativo de 6,7% do PIB nas contas do governo representa a diferença entre o total da receita e o total da despesa ao longo de 2014, incluindo o pagamento dos juros da dívida pública. O déficit apurado se revelou pior que o apurado em países que estiveram no centro da crise europeia, como Grécia (déficit de 4% do PIB) e Espanha (déficit de 5,6% do PIB). Cumpre destacar que a deterioração fiscal brasileira deriva da destruição da política de geração de superávit primário, calculado antes das despesas com os juros da dívida pública, cuja adoção se deu em 1999. Esse sistema foi essencial para reduzir o endividamento público e ajudou a melhorar a confiança dos investidores externos no Brasil. Nos últimos anos houve um claro abandono pelo governo federal desse regime em nome de uma política orçamentária de cunho meramente eleitoreiro e assistencialista, que fez o saldo positivo das contas da União, que chegou a 2,5% do PIB no período 2007-2008, encerrar 2014 com déficit em 0,3% do PIB. Os erros e os desmandos observados nos últimos anos levaram a atual situação fiscal. Para tentar consertar o estrago, foi convocado o ministro Joaquim Levy, cuja missão será pilotar um ajuste da ordem de mais de R$ 100 bilhões este ano. Algumas ações já foram divulgadas e envolvem, por exemplo, a elevação de tributos e a redução de gastos em áreas da seguridade social e do financiamento estudantil. Novas e duras medidas devem ser anunciadas ao longo do ano. Este e o próximo ano, pelo menos, vão exigir enormes sacrifícios dos contribuintes, empresários e trabalhadores brasileiros. É preciso recuperar novamente a credibilidade na esfera das contas públicas, obtida a duras penas a partir do final dos anos 90, cujo preço será uma combinação de recessão, desemprego e mais impostos. A irresponsabilidade fiscal do atual governo fará com que o país ande para trás. *Marcos Cintra é doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA) e professor titular de Economia na FGV (Fundação Getulio Vargas). Foi deputado federal (1999-2003) e autor do projeto do Imposto Único. www.facebook.com/marcoscintraalbuquerque SIDERURGIA BRASIL NO 111 5 Foto: Divulgação www.freeimages.com

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PRODUTIVIDADE Começo, meio e fim O coaching está ligado à qualidade de vida. O bem-estar das pessoas, nos mais variados aspectos, é o foco do coaching. Nesse sentido, a produtividade está ligada ao desenvolvimento dos profissionais nos mais diversos níveis. Marcus Frediani oaching é um processo de aceleração de resultados, desenvolvimento de habilidades e competências, autoconhecimento, motivação, reafirmação de crenças e valores individuais, de transformação e evolução, conduzido de forma confidencial, e que utiliza metodologias, técnicas e recursos de diversas ciências como: psicologia, administração de empresas, neurociências, programação neurolinguística, sociologia, como também ferramentas de gestão de recursos humanos, entre outras. “Pessoas, profissionais e empresas: todos precisam de suporte ao desenvolvimento contínuo e, hoje não é mais segredo que, por meio de processos de coaching, todos podem ser mais efetivos no alcance de suas metas e objetivos planejados”, explica José Roberto Marques, master coach senior e presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). Segundo ele, um coach – o profissional especializado nessa área – trabalha ainda no aprimoramento das capacidades, das habilidades e competências e de comunicação nem sempre exploradas de forma assertiva, e que por isso, muitas vezes acabam por limitar o alcance dos resultados desejados, o que não é nada interessante, principalmente no atual mo- mento da economia brasileira, no qual limitação é palavra fora do dicionário. Nesta entrevista exclusiva concedida à revista Siderurgia Brasil, José Roberto discorre sobre o tema e dá dicas importantes de como, por meio da aplicação do coaching, a vida das empresas – e, por tabela, a conquista de níveis cada vez mais superlativos de produtividade – pode ser mais fácil e positiva. Siderurgia Brasil: Quais são os valores fundamentais do coaching? O coaching é fundamentado em diversos valores. Entre os principais, destaco a ética, a transparência no processo, o comprometimento, o sigilo, a suspensão de qualquer tipo de julgamento e o respeito. O objetivo do coaching é desenvolver a potencialidade do ser humano, de forma individual, respeitando toda sua singularidade, suas características e suas expectativas. Tempos difíceis na economia, a importância do coaching aumenta. Quais são os principais tipos de coaching e suas principais demandas na atualidade? Existem estatísticas sobre aumento da procura dessa especialidade ao longo dos últimos anos? O coaching é importante em qualquer cenário. Mas, nos últimos cinco anos, vimos uma crescente significativa do processo no Brasil. Nos últimos três, a busca por formações em coaching e soluções In Company do IBC aumentou 400%, o que mostra o interesse do brasileiro pelo processo que já é altamente difundido da Europa e Estados Unidos. Nesse sentido, o coaching contribui também em momentos de crise, pois oportunizará novos olhares e perspectivas diante de situações desafiadoras, nas quais a maioria das pessoas só enxergam resultados pessimistas. Que tipos de coaching existem e quais as principais demandas nos dias atuais? Existem diversos tipos de coaching, como o de carreira, o de vendas, o esportivo, o de emagrecimento, o de relacionamento, o executivo, o de liderança e o de gestão, entre muitos outros. Hoje a principal demanda está diretamente relacionada as organizações, nas quais o capital humano deve ser gerido com assertividade. Desse modo, as empresas buscam o coaching para atrair, reter e desenvolver talentos de maneira individual, alinhando expectativas das empresas e dos colaboradores, orientando ações efetivas para crescimento e alcance de resultados desejados e satisfatórios para ambas as partes. 6 SIDERURGIA BRASIL NO 111 ABRIL/2015 www.freeimages.com

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7 www.siderurgiabrasil.com.br Quais são as principais problemas e dificuldades encontradas nos profissionais e nas empresas atendidos pelo coach? Existe uma fórmula padrão de implementação ou a análise precisa ser feita caso a caso? O ponto a ser trabalhado nos profissionais está ligado ao desenvolvimento de habilidades e competências. Nós, seres humanos, temos um potencial infinito, que deve ser despertado. E a grande dificuldade está ai: como desenvolver? O que desenvolver? Em quanto tempo? E o autoconhecimento é a chave para a evolução das pessoas e é isso que o coaching oferece. Já quanto as empresas, o problema está diretamente ligado à gestão de pessoas, ao desenvolvimento de seus cola- boradores, pois este deve ser feito de maneira individual, respeitando cada profissional com suas características, habilidades e competências distintas. Cada empresa possui demandas específicas que devem ser analisadas pelo Coach. De que forma, objetivamente, o coaching pode contribuir para a melhoria da saúde e para turbinar a produtividade de uma empresa? O coaching está ligado à qualidade de vida. O bem-estar das pessoas, nos mais variados aspectos, é o foco do coaching. Nesse sentido, a produtividade está ligada ao desenvolvimento dos profissionais em diversos níveis: neurológico, psicológico, emocional e comportamen- tal, o que significa o aprimoramento de habilidades, a descoberta de novas competências, bem como definição de crenças e valores e de objetivos a curto e longo prazo. Qual é a relação direta entre coaching e produtividade? Quando um profissional está com suas expectativas pessoais e profissionais alinhadas, ele produz mais e melhor. Isso implica uma série de fatores como comunicação, relacionamento, inteligência e controle emocional, flexibilidade, resiliência, visão sistêmica, gestão de tempo, planejamento estratégico, entre outros. Vale ressaltar que, caso haja um problema de específico de saúde, a pessoa deve buscar DGH-XOKRGH 7UDQVDPHULFD([SR&HQWHU_6¾R3DXOR ,QVFULÂÐHVFRP GHGHVFRQWR DWÄ 7HPDV ,QGÕVWULD0XQGLDOGR$ÂR$V*UDQGHV4XHVWÒHV 2$ÂRHD(FRQRPLD9HUGH ,QGÕVWULD%UDVLOHLUDGR$ÂR$V*UDQGHV4XHVWÒHV (FRQRPLD%UDVLO 3$752&¨1,2 ',$0$17( (QWUHRV3DOHVWUDQWHV&RQILUPDGRV 0DÈOVRQGD1ÎEUHJD(FRQRPLVWD 6ÄUJLR%HVVHUPDQ9LDQQD(FRQRPLVWD -RVÄ6DQWRV3URIHVVRUGH3U¾WLFDVGH*HVWÀR*OREDOGD,16($' $32,2 5HDOL]DÄÀR 35$7$ 4HYSSEN+RUPP#3! %521=( 08,72$/e0'2$d2 )$5%(<21'67((/ HYHQWRV#DFREUDVLORUJEU_   ZZZDFREUDVLORUJEUFRQJUHVVR

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PRODUTIVIDADE auxílio de um médico ou profissionais da área de saúde. O coaching é conhecido como um acelerador de resultados. Por isso, está ligado à produtividade, uma vez que ele aponta quais são as principais habilidades de cada profissional. Isso possibilita delegar responsabilidades de forma assertiva, em um movimento conjunto com os demais, em um processo de sinergia, no qual também serão trabalhados os bloqueios, distrações e crenças limitantes, aumentando, assim, o nível de comprometimento, motivação e engajamento, principais ativos que impactam diretamente no aumento da produtividade. Como o profissional de coaching faz seu approach para detectar problemas e indicar soluções para melhor equilibrar essa relação? O coaching fará uma espécie de investigação para identificar os pontos críticos a serem trabalhados. A partir daí, inicia-se o processo, que visa a trabalhar aspectos comportamentais, para desenvolver os pontos de melhoria, maximizar e fortalecer pontos positivos. Tudo isso, para oferecer um ambiente propício ao desenvolvimento das atividades de maneira produtiva, além de incentivar a criatividade e inovação. Quais as principais ferramentas que ele usa para fazer isso? Como o coach faz para motivar os funcionários de uma empresa e, assim, turbinar a produtividade? Existem centenas de técnicas e ferramentas, e elas são utilizadas dependendo da necessidade do cliente. Em uma sessão, o coaching deve usar toda a sua percepção e utilizar as ferramentas e técnicas 8 SIDERURGIA BRASIL NO 111 adequadas para atender a determinadas demandas. Não há uma forma específica de motivação: ela se dá em função do processo por meio do qual serão trabalhados – mesmo em grupo – seus anseios individuais, sendo estes profissionais e pessoais. O senso de pertencimento também será trabalhado de forma que o profissional perceba sua importância dentro do contexto organizacional, bem como sua responsabilidade perante os resultados. Nesse sentido, estará ciente das suas capacidades. Esse é um dos caminhos para a motivação. Entre essas ferramentas, uma quem vem sendo bastante comentada é a Inteligência Emocional. Que técnicas se revelam eficientes para melhorar a performance produtiva de uma equipe a partir do estabelecimento do maior controle emocional? Inteligência Emocional é uma habilidade a ser desenvolvida por todos nós. É ela que nos oferece equilíbrio e nos norteia em decisões assertivas e desenvolvimento de nossas tarefas diárias com mais expertise. A Inteligência Emocional está ligada a autoconsciência, ao autoconhecimento. Quando uma pessoa se conhece sabe das suas reais características positivas e aquelas que devem ser melhoradas, consequentemente, terá maior controle sobre suas emoções e atitudes. que podem acontecer uma vez por semana ou a cada quinze dias. Como eu já disse, o coaching é um acelerador de resultados, pois tem como objetivo potencializar a performance dos profissionais, equipes e organizações, eliminando os bloqueios, crenças limitantes e distrações. Numa empresa, o ideal é que seja realizado individualmente ou em grupo? Ele pode ser realizado individualmente ou em grupo, porém intuito é respeitar como pessoa, como um ser único, que possui habilidades, competências e capacidades, dons e talentos, distintos que devem ser trabalhados de maneira positiva para atender expectativas e objetivos. O equilíbrio entre vida profissional e pessoal é uma das principais premissas do coaching. E é possível transformar a eficiência individual em eficiência de equipe? E qual o papel e a importância do líder nesse contexto? A eficiência de equipe nada mais é que o conjunto das eficiências individuais unidas por um objetivo. Quando os profissionais possuem suas habilidades bem desenvolvidas e papéis bem definidos dentro da equipe, naturalmente conseguirão conquistar resultados melhores, em menor tempo. Em relação ao tempo, os resultados do coaching costumam ser rápidos ou demoram para aparecer? O processo de coaching tem começo meio e fim. Nos meus anos de experiência, afirmo que os resultados aparecem já nas primeiras sessões, Foto: Divulgação ABRIL/2015

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AGRONEGÓCIO Vitrine interativa Agrishow 2015 reunirá lançamentos para aumento de produtividade, adequando abastecimento e real oportunidade de negócios para o produtor. Marcus Frediani urante mais de vinte anos, a Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação tem contribuído de maneira expressiva para o desenvolvimento tecnológico do agronegócio nacional. Palco de tendências e vitrine de lançamentos para o setor, a edição de 2015 apresentará uma oportunidade única para os produtores rurais, ao reunir, em um único local, as novidades para aumento de sua produtividade e condições diferenciadas para a realização de negócios. A feira será promovida de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). “O agronegócio ainda é o grande sistema de segurança da economia brasileira. Apostamos que os resultados da Agrishow 2015 podem ser melhores do que aqueles obtidos em 2014, desde que haja uma política de razoabilidade por parte dos bancos financiadores, com liberação de crédito em tempo e hora”, afirma Fábio Meirelles, um dos fundadores da Agrishow e, seu atual presidente, e também Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Em outras palavras, se isso se materializar, o evento poderá ultrapassar o volume de negócios do ano passado, que alcançou R$ 2,7 bilhões. De acordo com Meirelles, o evento tem uma contribuição importante para o aprimoramento da tecnologia no campo, com o objetivo de obter maior e melhor produtividade e redução de custos. “Isso pode ser mensurado pelo relevante papel desempenhado pela agricultura na economia de nosso país e pela responsabilidade que temos em produzir e ampliar ação junto ao mercado exterior e exportar alimentos para o mundo”, explica. Por essa razão, ainda segundo ele, é que a Agrishow 2015 assumirá, novamente, o protagonismo para o desenvolvimento mercadológico do setor. “Este ano representa um grande desafio a todos os produtores rurais e empresários do agronegócio brasileiro. E, historicamente, a feira sempre impulsionou a realização de negócios durante e depois do evento, levantando o ânimo do setor e fomentando novos investimentos”, destaca. Nesse sentido, vale lembrar que, em edições anteriores, a exposição foi palco de anúncios governamentais importantes, como em 2011, com a entrada de uma linha de financiamento para grandes máquinas colheitadeiras, dentro do Programa Mais Alimentos, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf ). Para Fábio Meirelles, esses anúncios apenas reforçam a importância econômica da Agrishow 2015 e seu posicionamento como difusor de novidades, tecnologias e tendências. Por isso, os produtores rurais e empresários esperam a realização da feira para decidir sobre a aquisição de uma nova máquina, implementos agrícolas ou outros produtos para a sua propriedade. Nesta edição, são esperados cerca de 160.000 visitantes do Brasil e do exterior, que po- derão encontrar, em uma área de 440.000 m², lançamentos de mais de 800 marcas presentes no evento nas áreas de: agricultura de precisão, agricultura familiar, armazenagem (silos e armazéns), corretivos, fertilizantes, defensivos, equipamentos de segurança (EPI), equipamentos de irrigação, ferramentas, implementos e máquinas agrícolas, máquinas para construção, peças, autopeças, pneus, pecuária, produção de biodiesel, sacarias e embalagens, seguros, sementes, software e hardware, telas, arames, cercas, válvulas, bombas, motores e veículos (picapes, caminhões e utilitários, além de aviões agrícolas). A Agrishow 2015 será realizada com a participação das principais entidades do agronegócio no Brasil. Além da Faesp, entre seus patrocinadores e apoiadores estão a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB). O evento é organizado pela BTS Informa, integrante do www.freeimages.com 10 SIDERURGIA BRASIL NO 111 ABRIL/2015

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11 www.siderurgiabrasil.com.br Grupo Informa, maior promotor de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto. Show de atrações A Agrishow 2015 terá muitas outras atrações, como o Núcleo de Tecnologia e Demonstração de Campo, no qual o visitante terá a oportunidade de conhecer, na prática, as mais inovadoras experiências tecnológicas direcionadas à Agricultura de Precisão, que trazem uma série de benefícios como produtividade, economia de recursos, entre outros. O Programa Brazil Machinery Solutions (BMS), parceria entre a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), também está preparando a 16ª Rodada Internacional de Negócios, que oferece uma oportunidade para reunir empresários brasileiros e compradores internacionais, estimulando, dessa maneira, as exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, e fortalecendo a imagem do Brasil como fabricante de bens de capital mecânico. Também são esperadas as caravanas de produtores rurais promovidas por importantes entidades do segmento, como a Faesp, que nesta edição, estará promovendo a visita de mais de 15.000 agricultores. A feira sediará a etapa final do Prêmio Trator do Ano 2015, onde será anunciado o modelo vencedor bem como os primeiros lugares nas quatro categorias de produto – até 80 cv, de 80 a 130 cv, de 130 a 200 cv e acima de 200 cv – e na categoria Especiais. Os finalistas foram definidos por meio da somatória de notas obtidas na votação popular (20%) e da mídia especializada no setor de máquinas agrícolas (10%) e da análise do júri técnico (70%), formado por seis especialistas da área de mecanização agrícola, de quatro diferentes regiões do Brasil. São eles: Categoria “Especiais – John Deere 5075EF, LS R60, New Holland TL 75 com carregadeira frontal; Categoria “Até 80 cv” – John Deere 5078E e New Holland TL75 Power Shuttle; Categoria “De 80 cv a 130 cv” - Massey Ferguson 6711R Dyna-4 e New Holland T6 120; Categoria“De 130 cv a 200 cv” – John Deere 7195J e New Holland T7 175 SPS; e Categoria “Acima de 200 cv” - John Deere 6205J e Foto: Divulgação New Holland T8.385 FPS. O vencedor do Prêmio Trator do Ano será aquele que, entre os finalistas, obtiver a melhor avaliação do júri técnico. Já o trator que alcançar a maior votação da mídia especializada receberá o título de “Design do Ano”. AGRISHOW 2015 22ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação Data: de 27 de abril a 1º de maio de 2015 Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, km 321 Ribeirão Preto - SP Horário: das 8h às 18h Ingressos: Estarão à venda na bilheteria durante o evento. www.agrishow.com.br

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TREFILAÇÃO E RELAMINAÇÃO Fotos: Divulgação Mudando para melhor Com 22 anos de sólida atuação no mercado, a JG Arames muda seu perfil de atuação, com o objetivo de aumentar sua competitividade. Marcus Frediani uando o cenário econômico muda, a empresa também tem que mudar. E essa capacidade de resiliência determina não só a sobrevivência, como também a forma como a organização vai dar seus próximos passos, a fim de gerar o crescimento do negócio. Só que, na maciça maioria dos casos, apenas cortar na carne não basta. É preciso ter a coragem e a determinação de se arrojar para fazer coisas novas, sendo que, para isso, utilizar a expertise acumulada ao longo de anos de atuação no mercado é fator que faz toda a diferença. Esse é o caso da JG Arames, uma empresa reconhecida não só pela sua atuação competente e eficiente no setor, mas também pelo seu alto nível de parceria com os clientes. Nesta entrevista exclusiva à revista Siderurgia Brasil, Mario J. Silva Filho, diretor da JG, fala exatamente sobre como a empresa, que ao longo dos últimos anos investiu forte em estrutura para suprir as demandas do mercado, está reformulando sua atuação não só para resistir as fortes ondas que o açodam nos últimos tempos, como também – e muito mais – para criar novas oportunidades e, de maneira ainda mais diferenciada, conseguir atender ainda melhor os seus clientes. Confira! Siderurgia Brasil: Qual o ramo de atividade da JG? Mario J. Silva Filho: É a trefilação de arames de aço carbono e laminação a frio de perfis especiais. Compramos o fio máquina, que é a matéria-prima bruta para produção dos arames e reduzimos seu diâmetro, realizando, inclusive, tratamentos térmicos e químicos quando necessário. 12 SIDERURGIA BRASIL NO 111 ABRIL/2015

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13 www.siderurgiabrasil.com.br Com 22 anos de estrada, que mercados a JG atende atualmente? Somos fornecedores de arames industriais para vários segmentos, sendo que cerca de 45% de nosso faturamento vêm do mercado automobilístico. Embora não atendamos diretamente as montadoras, fazemos isso por meio de sistemistas. Além disso, atendemos fabricantes de linha branca, aramados, expositores, entre outros clientes. E o mercado de construção civil? Embora seja um filão muito grande de negócios, optamos por não atendê-lo, porque julgamos ser um mercado de alto volume, mas de baixo valor agregado. Entendo que o mercado de construção pode ser maravilhoso para a realidade das usinas, que detêm o domínio sobre a matéria-prima e são extremamente produtivas. Nunca conseguiremos competir com elas. Porém, mais do que isso, é uma estratégia da empresa não trabalhar com ele, porque não nos interessa fazer o que todo mundo faz. Qual o nível de complexidade do trabalho de vocês? Muito alto. O mercado de arames industriais tem muita exigência, é mais técnico e envolve muitas operações, em função da multiplicidade de tratamentos e dos produtos que fazemos e oferecemos. Vocês sofrem muita concorrência dos produtos importados? O assédio dos importados no nosso ramo já foi maior. O pior período foi em 2010, quando muitas trefilarias aproveitaram para trazer fio máquina importado, principalmente para a fabricação de produtos para a construção civil. Mas decidimos não entrar nessa onda por não termos confiança de que esse produto atingiria nosso nível de qualidade. Para transformar esse tipo de fio-máquina importado num produto adequado, bom para o perfil da nossa clientela, o custo é maior do que utilizando um ma- ABRIL/2015 terial mais caro de um fornecedor local. Não que não exista possibilidade de importar, ainda com o dólar mais alto, é possível importar a preços muito competitivos. Como assim? Não deveria ser o contrário? Apesar de o dólar estar subindo, o minério está caindo, e o preço, principalmente do material chinês também, muito em razão da baixa demanda. Mas, vale lembrar que, durante um bom tempo, a entrada do fio máquina chinês não foi o grande vilão da história, porque o Leste Europeu dominava esse mercado de exportação de fio máquina, enquanto a China dava preferência aos produtos acabados. Mas é possível competir com eles na parte de trefilação? Quando se fala em produto chinês, o maior problema é relacionado ao valor agregado. Na minha competição com um arame chinês simplesmente trefilado, hoje eu perco muito pouco, porque posso comprar fio máquina a preços razoáveis e o meu custo de produção não é tão alto. Agora se falarmos de um arame patenteado, de alta resistência, de bitolas finas, o custo é maior, porque tenho mais gastos de energia e de mão de obra. Aí, quando a gente começa a comparar custos, os nossos vão descolando muito dos deles. Por exemplo, a diferença de uma arame chinês de baixo carbono simplesmente trefilado, para um material idêntico feito em nossa empresa é de menos de 10%. Então, somos competitivos para o cliente, ainda mais com a flutuação do dólar e o risco de chegar um produto que não é aquilo que o cliente quer. Agora, quando SIDERURGIA BRASIL NO 111 13

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TREFILAÇÃO E RELAMINAÇÃO é necessário fazer um tratamento químico de superfície, um tratamento térmico para trefilar esse fio até uma bitola de 0,50mm, por exemplo, – o que é extremamente improdutivo, pois são necessárias várias horas de produção e, consequentemente, muitas pessoas envolvidas naquilo – o preço vai se descolando: em alguns casos chegamos a ter o valor quase três vezes maior do que o produto chinês. Aí, não dá para competir. Então, é apenas uma questão de preço. Nem a questão da qualidade ou o apelo sustentável da produção nacional funcionam para melhorar o nível dessa competição? Infelizmente, é. Alguns mercados se movem exclusivamente pelo preço. Quanto à questão da sustentabilidade, ela fica, infelizmente também, num segundo plano. Costumo contar uma história curiosa a respeito. Há cerca de um ano, um cliente da JG, para comprar nossos produtos, mandou um técnico que ficou durante dois dias na empresa fazendo todas as análises possíveis para certificar nossos produtos e processos, a fim de ver se o nosso tratamento térmico e a parte de decapagem química eram ambientalmente corretos, se cada ponto do meu forno está com a temperatura adequada, se o chumbo que eu utilizo como meio de tratamento térmico está sendo descartado de forma correta e não está emitindo fumos, se o meu microscópio era adequado, se meus instrumentos estão calibrados, e por aí vai. E nós passamos por todos esses controles, tirando nota máxima. Aí, pouco tempo depois, em uma visita à China, tivemos a oportunidade de visitar o fornecedor chinês desse mesmo cliente, que veio aqui fazer todas essas análises. Foi uma experiência terrível: o tanque de ácido da decapagem era um buraco no chão, sem proteção alguma. Vimos um operário se alimentando ao lado do tanque de chumbo, um metal extremamente contaminante. Lá, assim como aqui, eles trabalham com praticamente todas as faixas de aço carbono, do mais baixo ao mais alto. Andamos por toda a fábrica e não havia uma etiqueta, ou um cartaz indicativo em toda ela para fazer a identificação dos diversos tipos de aço, que a olho nu são idênticos. E esse meu cliente compra dessa empresa, muito mais barato, é claro. Quando questionamos sobre o não atendimento das exigências da fábrica do fornecedor estrangeiro, a resposta que obtivemos é que compravam daquela empresa pois o preço era a metade do nosso. O problema é que isso dá a falsa impressão de que a qualidade, a responsabilidade ambiental e outros fatores são determinantes para o negócio, o que se demonstrou não ser. Qual o “remédio” para isso? Ora, seria muito mais correto termos aqui para o produto chinês, ou de qualquer outra origem, as mesmas exigências ambientais que temos para a produção e comercialização do produto nacional. Deveríamos ter alguns selos, algumas normas a serem seguidas para certificar que aquele fornecedor estrangeiro está seguindo essas regras, a fim de competirmos em condição de maior igualdade. Só que isso é muito difícil de controlar. Com relação à China, concorremos com uma economia que 14 SIDERURGIA BRASIL NO 111 incentiva muito e, por outro lado, não fiscaliza, enquanto aqui tudo precisa ser fiscalizado, com razão. Então, a questão da importação é um problema, porque se pensa muito no curto prazo, valorizando apenas a questão do preço. Se ele está adequado, nada mais parece importar. E para o chinês isso é ótimo, porque fomentando o mercado brasileiro com preços irreais, nós deixamos de produzir aqui. Só que quando ele não tiver mais concorrência – porque, um dia, é lógico, essa prática vai acabar sucateando a indústria nacional –, ele vai cobrar o preço que quiser, porque ficou sozinho no mercado. E teremos que pagar. Novamente, parece que o dólar alto só é bom para quem exporta, não é mesmo? Não, tenho uma visão um pouco contrária a essa concepção. Ele não é só bom para quem exporta, como é bom para quem produz aqui e vende para o mercado nacional também, porque contém a importação. Certo, como se fosse uma medida protecionista “chapa branca”, correto? Mais ou menos isso. Basta olhar nos relatórios da Receita Federal a listagem de produtos importados que entram no país. Há algum tempo atrás era possível enxergar uma lista enorme de itens em todos os produtos siderúrgicos, hoje, essa listagem é muito menor. Isso sem falar na incerteza e na falta de confiança, pois o problema não termina quando se importa com dólar a R$ 3,15 ou R$ 3,30. Ainda permanecerá a dúvida se quando o produto chegar no país o valor não será ainda maior. ABRIL/2015

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Contudo, isso não impede a existência de outro problema: hoje, mesmo com o mercado em baixa, percebemos que não existe uma melhora no atendimento das usinas sendo que em alguns casos a dificuldade ainda é maior do que na normalidade pois, sendo a exportação interessante novamente, temos que dividir a produção das siderúrgicas nacionais com os consumidores de fora. Logo, a oferta dos produtos se torna mais escassa causando uma queda na qualidade do atendimento. Vocês estão trabalhando com alta capacidade ociosa? Veja bem, aí temos uma particularidade: grande parte da clientela não deixou de comprar – ela está comprando em volumes menores. E 15 www.siderurgiabrasil.com.br aí, quando falamos em produtividade, os números e indicadores ficam bastante prejudicados pois é necessário despender grande tempo em troca de ferramentas e ajustes de máquina, enquanto em uma situação de mercado aquecido e com volumes maiores. Em alguns casos, passamos semanas fabricando um único produto, fazendo com que a produtividade aumente de forma significativa. Na forma em que estamos trabalhando atualmente, o custo é bem maior e a capacidade muito menor. Então, hoje, embora tenhamos uma capacidade ociosa, ela está sendo ocupada pela forma de atuar, até porque estamos buscando não perder negócios, por menores que sejam, porque é melhor ter pouco do que nada. Esse “mercado ruim” ao qual você se referiu há pouco é uma coisa de agora ou que vem se arrastando há muito tempo? É um fenômeno atual, que resulta de um estrangulamento do mercado, algo que, infelizmente, não conseguimos prever. Há coisa de dois, três anos, atingimos volumes de venda consideráveis. Só para ter uma ideia do que estou falando, no ano de 2012, durante dois meses consecutivos ultrapassamos a marca de 2.000 toneladas por mês, entre comércio e industrialização. A animação daquele momento fez com que e realizássemos investimentos pesados em nossa estrutura, porque acreditávamos que esses números poderiam vir a ser muito maiores, e

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