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3 ÍNDICE brasil A Revista de Negócios do Aço 11 ATUALIDADES A permanente busca da excelência e a especialização em siderurgia levaram Henrique Pátria, editor da revista, a receber o Prêmio Especialistas como o principal jornalista brasileiro de siderurgia em 2015. Fotos: Gandra Martins Advocacia e Instituto Teotônio Vilela Foto: Divulgação 4 EDITORIAL De país do futuro... para país do passado 12 RETROSPECTIVA Um ano para esquecer... ou não! 18 INOVAÇÃO A reação da Usiminas 20 ESTRATÉGIAS Repensar para crescer 22 ENTIDADES NOVEMBRO  DEZEMBRO/2015 6 ECONOMIA A crise sem precedentes que assola o Brasil pode ser vista de vários ângulos. Veja como pensam Mailson da Nóbrega e Ives Gandra da Silva Martins. 25 EMPRESAS Usiminas 26 EVENTOS 30 ESTATÍSTICAS 32 EMPRESAS & NEGÓCIOS 34 ANUNCIANTES SIDERURGIA BRASIL Nº 116 3

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EDITORIAL HENRIQUE ISLIKER PÁTRIA EDITOR RESPONSÁVEL bolha estourou. Sim, a bolha da incompetência ad- Portanto até o final do ano a queda pode ser mais acentuada. ministrativa e política e que todos nós que temos Ainda segundo a mesma fonte, há mais de 50 equipamentos de um mínimo de bom senso já prevíamos, explodiu siderurgia desligados ou desativados em todo o Brasil e perto de em 2015 e deixou em seus rastros inúmeros mor- 20 mil demissões de empregados. A notícia mais barulhenta e de tos e feridos, representados pelas empresas que maior impacto, foi o fechamento parcial da unidade de Cubatão fecharam as portas, estão em recuperação judicial, da Usiminas, ex-Cosipa. ou nem sequer têm capacidade para fechar honrosamente. Mas nossa função é divulgar os fatos como eles são e fize- A interminável e incontável lista de processos de desvios e mos uma matéria sensacional de entrevistas com os profes- corrupção envolvendo órgãos governamentais ou grandes em- sores Ives Gandra da Silva Martins e Mailson da Nóbrega, dois presas marcaram a trajetória de 2015 e che- dos mais ilustres e respeitados brasileiros, gamos ao melancólico final do ano sem ne- De país donhuma expectativa de que algo vai mudar que sem meias palavras disseram o que pensam e o que esperam para o futuro no ano que vem. No fechamento da edição chegou a noticia de que o presidente da Câ- futuro... do Brasil. Em meio a esta turbulência estamos mara – que também está envolvido em um dos processos – colocava para a discussão o para país dopedido de impeachment que já estava em comemorando, pois fomos reconhecidos como o principal jornalista de siderurgia no Brasil, prêmio este conferido pela re- suas mãos há muitos dias. Mesmo que esta medida seja justa e necessária não deixa de passado vista Negócios da Comunicação. Confira a matéria a respeito. Também falamos com a ser um momento triste da História do Brasil. Usiminas e tentamos saber do outro lado, Por tudo que vimos e ouvimos neste ano, não há muita dúvida ou seja, da tecnologia e produtividade na empresa, o que está de que teremos de enfrentar em 2016 novos e difíceis desafios. sendo feito e o que podemos esperar desta divisão. Estamos na edição de encerramento do ano e, ao contrário Recomendamos ainda que não deixem de ler a retrospectiva dos anos anteriores em que comemorávamos crescimento ou do ano, pois ali, passo a passo, contamos como se comportou o resultados positivos, hoje os números da siderurgia são desalen- setor em 2015. tadores. Todos os grandes setores consumidores de aço apre- Queremos desejar a todos um Feliz Natal, com muita paz, sentaram resultados assustadores de queda, como linha branca e amor no coração e o desejo de que estejamos redondamen- (-16%), construção civil (-17%), infraestrutura (-18%) e automo- te enganados e, em 2016, possamos curtir novas e agradáveis bilística (-36%). São dados divulgados na última reunião do surpresas. IABr no Rio de Janeiro nesta semana e se referem até outubro. Boas festas a todos. EXPEDIENTE Edição 116 - ano 16 - Novembro/Dezembro 2015 Siderurgia Brasil é uma publicação de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823755339. Coordenador Geral: Henrique IsMJLFS 1ÈUSJB t Diretora Executiva: Maria da Glória Bernardo Isliker t TI: 7JDFOUF #FSOBSEP t Editor e Jornalista Responsável: Henrique *TMJLFS 1ÈUSJB  .5C41  t Entrevistas e Reportagens: Mar- cus Frediani - MTb:13.953 e Ricardo 5PSSJDP t Projeto Editorial: Grips EdiUPSBtEdição de Arte / DTP: Ana Carolina Ermel de Araujo Capa: Criação: André Siqueira Fotos: Gandra Martins Advocacia, Instituto Teotônio Vilela Impressão: Ipsis Gráfica e Editora DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA A EMPRESAS DO SETOR E ASSINATURAS A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002 Tel.: +55 11 3811-8822 grips@grips.com.br www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização. 4 SIDERURGIA BRASIL Nº 116 NOVEMBRO  DEZEMBRO/2015

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ECONOMIA O Brasil e a crise: quais são as saídas? Uma conversa franca com Ives Gandra Martins e com Maílson da Nóbrega sobre caminhos e soluções para o Brasil. Marcus Frediani om Dilma, o país“não corre o risco de melhorar”. A observação, num misto de alerta, e, principalmente, vinda de quem vem – o célebre advogado tributarista, professor e jurista brasileiro Ives Gandra da Silva Martins – merece ser analisada com atenção. Segundo ele, uma visão bastante equivocada sobre a economia levou o Brasil, nestes últimos 12 anos, à atual crise. E, se não houver mudança no modelo ou moralidade no projeto governamental, a situação tenderá apenas a piorar. Apesar de concordar com a premissa da origem do problema, o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson Ferreira da Nóbrega não acredita, entretanto, que o afastamento da presidente Dilma possa resolver a sinuca de bico em que o país se encontra. “Fazer o impeachment somente com base apenas na incompetência constituiria um passo ruim para as instituições que intencionamos fortalecer”, acredita. Essas e outras questões, de igual importância e quilate, foram colocadas pela revista Siderurgia Brasil a esses dois profundos entendedores da realidade brasileira. E é com satisfação que oferecemos a nossos leitores, nesta entrevista dupla, a síntese que eles pensam sobre os caminhos e soluções para a atual e já tão prolongada crise que vivemos. Confira! Siderurgia Brasil: Dr. Ives, como e por que o Brasil entrou na atual crise política e econômica? E quando ele deverá sair dela? Ives Gandra Martins: Uma visão equivocada sobre a economia levou o Brasil, nestes últimos 12 anos, à atual crise. O PT sempre acreditou que o Estado é um bom empresário, e quanto maior a máqui- na burocrática, mais poder e melhores condições de desenvolvimento. Não percebeu o fracasso das economias detrás da cortina de ferro. O crescimento da máquina burocrática, o investimento com base no consumo (com o Bolsa Família equivalendo a 1,5% do orçamento federal) e não na tecnologia provocou a falência do país. O Brasil só sairá da crise quando o Estado diminuir e a sociedade crescer. Desde 1990 que venho dizendo que a Federação Brasileira não cabe no PIB. Maílson Ferreira da Nóbrega: E verdade, a crise econômica é essencialmente o efeito da política econômica equivocada, que começou a ser implementada no segundo mandato do presidente Lula e piorou no primeiro mandato da presidente Dilma. A consolidação da esdrúxula “Nova Matriz Macroeconômica” e a desastrada intervenção no setor elétrico e nos preços dos combustíveis estão por trás da queda de confiança, da redução da taxa de investimento e da recessão que assola o país este ano e que deverá ter continuidade em 2016. Os próximos três anos tendem a ser de crescimento negativo, nulo ou muito baixo. A queda na produtividade – fruto dos erros de estratégia do governo, da má gestão e da ausência de reformas estruturais – explica a quase totalidade do mau desempenho da economia. Foto: Instituto Teotônio Vilela 6 SIDERURGIA BRASIL Nº 116 Maílson da Nóbrega NOVEMBRO  DEZEMBRO/2015

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www.siderurgiabrasil.com.br Como os senhores avaliam a qualidade e a eficiência das medidas de ajuste fiscal tomadas pelo governo? Ives Gandra: São medidas cosméticas, para tapar os furos de caixa. Sem mexer no essencial, que é o tamanho da máquina burocrática, qualquer ajuste é remendo. Maílson da Nóbrega: As medidas fiscais adotadas são, a meu ver, as possíveis diante da rigidez orçamentária e da debilidade política da presidente Dilma. Mais de 90% das despesas do governo se referem a itens obrigatórios determinados pela Constituição. É uma situação insustentável e precisa ser enfrentada. Temos que acabar com vinculações de receitas a despesas com educação e saúde, que é uma forma primitiva de fixar prioridades e contrária a saudáveis práticas de finanças públicas consagradas em países que deram certo. Claro, sempre é possível racionalizar gastos, cortar um pouco aqui e ali – como feito na reforma administrativa de Dilma – mas isso tem efeito mais simbólico do que efetivo. Aparentemente, os ministérios da Fazenda e do Planejamento, bem como o Executivo e o Legislativo, não estão se entendendo na condução da política e da economia do Brasil. Qual a opinião dos senhores sobre esse tema? Ives Gandra: O Levy é o que mais entende, mas é minoria. Marcos Barbosa é um estatizante que acredita mais no governo que na sociedade. Dilma sempre foi estatizante e pouco liberal. Apoia ditaduras como Cuba e Venezuela e criticou a democracia paraguaia, onde não há pressões e perseguições como no país de Maduro. A meu ver, só com o afastamento da presidente o país poderá voltar a ter credibilidade. Um governo com Michel Temer, hábil articulador, poderá criar base para a reunião dos partidos. Só assim poderemos sair da crise. Maílson da Nóbrega: Na verdade, não enxergo a divergência entre os dois ministérios, pelo menos no nível e na gravidade que se vê na Imprensa. Fala-se que Levy quer cortar gastos e Barbosa aumentar as despesas. Conheço os dois e o ambiente em que ambos operam. Não me parece que a Barbosa falte o discernimento para entender que não há alternativa ao ajuste em curso. Ele certamente sabe que um aumento de gastos seria um verdadeiro suicídio político, econômico e social. O governo insiste em dizer que a China é a grande responsável pela perda Ives Gandra Martins de nossa competitividade internacional, o que colaborou para a instalação do caos atual. Isso é mesmo verdade? Maílson da Nóbrega: A situação internacional, particularmente a desaceleração da China e seus efeitos nos preços das commodities, têm sua parcela de contribuição, mas está longe de ser a causa principal de nossas dificuldades, como o governo tem tentado dizer. A sociedade brasileira parece ter entendido que tomar o tal “remédio amargo” é importante e inevitável para “curar” a economia. Mas será que só isso vai resolver o problema do país? Ives Gandra: Como as medidas sugeridas são mero remendo, com elas tapar-se- iam alguns buracos, mas os fundamentos da crise continuarão, à falta de plano real de recuperação. O amor da presidente aos “amigos Foto: Gandra Martins Advocacia

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ECONOMIA do rei” – 113.000 comissionados contra 4.000 dos Estados Unidos e 600 da Alemanha –, dificilmente permitirá a redução do tamanho do Estado. E enquanto o governo for esclerosado e autofágico, o país continuará vicejando entre alta inflação, desemprego, baixo PIB, corrupção e dólar elevado. Maílson da Nóbrega: Tenho dúvida se a sociedade já aceitou o “remédio amargo”. Ainda é forte a ideia de que é possível sair do atual imbróglio sem grandes sacrifícios. Grande parcela dos brasileiros ainda acredita em um imaginado poder redentor do Estado. O estudo do Instituto Perseu Abramo, ligado ao PT, é uma lamentável demonstração do alheamento característico de certos grupos de esquerda do Brasil. O documento simplesmente propõe o abandono do ajuste fiscal, a queda voluntarista da taxa de juros e o aumento da carga tributária. Seria uma catástrofe. Eles estão em outro mundo. Felizmente, têm pouca influência nas decisões do governo. Nesse âmbito, teremos mesmo que encarar o aumento de impostos para sair do buraco? Maílson da Nóbrega: As economias que estão sendo feitas são insuficientes para gerar os superávits primários indispensáveis a evitar o colapso fiscal e um sério agravamento da crise econômica. Assim, goste-se ou não, será preciso complementar esse esforço como aumento de receita, de preferência associado ao compromisso do governo de propor reformas para atacar a gravíssima inflexibilidade orçamentária. A volta da CPMF – um imposto ruim que 8 SIDERURGIA BRASIL Nº 116 tenho criticado desde que a ideia surgiu em 1989 – torna-se uma necessidade temporária em momento de risco como o atual. A elevação da CIDE também se justificaria, inclusive por sua contribuição para o meio ambiente e para estimular a produção de etanol. Muitos empresários acreditam que o Brasil precisa de um “sinal” claro, objetivo e inquestionável de que o modelo e o conceito de condução da economia do Brasil está mudando, nos âmbitos nacional e internacional. O que seria esse “sinal”? Ives Gandra: O sinal seria criarse um governo de coalizão, capaz de inspirar confiança, com o qual os investidores voltariam ao país, em um projeto real de redução do tamanho do governo. Maílson da Nóbrega: Bem, para mim, um sinal claro seria a demonstração de que o governo dispõe da vontade e da liderança política para formular e ver aprovadas as reformas estruturais de que o país necessita para evitar um futuro negro que elimine esperanças das próximas gerações. Acontece que a complexidade dessas reformas, a que se oporão fortes grupos de interesse e corporações do setor público, requer liderança política não disponível na atualidade. É tarefa essencialmente a cargo do próximo governo. Dilma pode até tentar iniciar o processo, mas dificilmente disporá de condições políticas para concluí-la. Sua grande prioridade no momento é salvar e concluir seu mandato. Essa crise é, realmente, mais difícil do que as outras que já en- frentamos? Em outras palavras, todo o pessimismo que se vê por aí é realmente justificável? Será que sairemos dela fortalecidos? Maílson da Nóbrega: Já vivemos momentos mais graves e conseguimos superá-los. A economia está mais protegida do que nos anos de hiperinflação da década de 80. Temos inflação alta, mas não fora de controle. Câmbio flutuante e robustas reservas internacionais nos protegem de uma crise de balanço de pagamentos, o calcanhar de Aquiles de situações passadas. O sistema financeiro é sólido, sofisticado e bem regulado, o que implica baixo risco de repetirmos as crises bancárias de outros tempos. A rede de proteção social é cara e deve ser revista para verificação de sua sustentabilidade fiscal, mas neste momento garante renda a mais da metade da população, particularmente aos segmentos menos favorecidos. O momento é difícil, os riscos são elevados, mas não justificam o pessimismo dos dias atuais, que considero excessivos. No passado, o país saiu melhor do que entrou em grandes crises como a atual. Isso decorreu do lançamento e da germinação de ideias para atacar problemas conhecidos e promover reformas. O ambiente de crise estimula o debate e a busca de saídas. Vivemos momento como este atualmente. De todos os lugares surgem propostas, algumas erradas, outras ingênuas, mas a maioria na direção correta. Se surgir uma nova liderança transformadora das eleições de 2018, essa será a oportunidade de aproveitar essas ideias e avançar na modernização do país e no abandono definitivo dos NOVEMBRO  DEZEMBRO/2015

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equívocos da era petista. Foi assim nas outras oportunidades em que superamos as dificuldades e emergimos em situação melhor. Tudo bem, mas seja como for, após o rebaixamento do grau de investimento do Brasil, não há dúvida de que, na prática, a coisa toda ficou bem mais difícil para o país. Como será possível “consertá-lo”? Solução para esse e para os outros problemas seria o impeachment de Dilma? A saída do Levy? Ou as duas coisas? Ives Gandra: Para recuperar o grau de investimento, entre outras coisas, o Estado precisaria diminuir de tamanho e Dilma adquirir a credibilidade que não tem. Enquanto ela estiver à frente do processo, www.siderurgiabrasil.com.br com as medidas que tomou, em que apenas a sociedade pagaria a conta – leia-se aumento de tributos sobre uma carga tributária já indecente –, é muito difícil melhorar. Com Dilma, o país “não corre o risco de melhorar”. Maílson da Nóbrega: Não haverá saída para recuperar o crescimento do país sem reformas estruturais que contribuam, ao mesmo tempo, para resolver o impasse fiscal e elevar a produtividade da economia. Novos rebaixamentos deverão ocorrer nas agências que ainda mantém o Brasil com o grau de investimento. O risco é de rebaixamentos adicionais. Lamentavelmente, o Brasil poderá levar de cinco a dez anos para recuperar o grau de investimento. Esse é um dos custos dos erros de gestão econômica dos anos do PT no governo. Contudo, acredito que Dilma deva sobreviver a um eventual processo de impeachment. Não existem, pelo menos até este momento, razões para justificar a medida. Além disso, o impeachment não pode ser banalizado nem é instrumento para destituir maus governos. Deve ser aplicado em situações graves na vida de um país. Fazer o impeachment somente com base apenas na incompetência constituiria um passo ruim para as instituições que intencionamos fortalecer. Tampouco enxergo motivo para a saída do ministro da Fazenda, a menos que venha a ser desmoralizado no exercício de sua dura missão.

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AT U A L I D A D E S Prêmio vem coroar o pioneirismo Termos recebido o Prêmio Especialistas, veio coroar um ciclo de empenho e esforço no sentido de levar, da melhor forma, todos os acontecimentos da siderurgia brasileira. Estamos prontos para continuar esta batalha. enrique Pátria, o editor chefe da revista Siderurgia Brasil, foi homenageado e recebeu o Prêmio Especialistas concedido pela revista e portal Negócios da Comunicação que são editadas pelo Centro de Estudos da Comunicação – CECOM. “Recebemos a premiação na condição de principal jornalista de Siderurgia no Brasil. Estamos muito felizes e honrados com este reconhecimento”. Segundo o regulamento o Prêmio Especialistas Negócios da Comunicação teve como objetivo reconhecer os jornalistas que contribuem com a sociedade na escolha e multiplicação de informações setoriais com qualidade e de fundamental importância para os negócios e consequentemente para o país. Com isso valorizou o papel dos profissionais da imprensa especializada, aqueles profissionais que atuam em uma determinada área ou setor da economia e que são reconhecidos pelo conhecimento e propriedade com que tratam os assuntos de sua especialidade. O prêmio abrangeu 32 setores da economia que foram avaliados por meio do voto livre e direto em todo o Brasil, dos jornalistas de redação, dos profissionais de comunicação das empresas e dos jornalistas das agências de comunicação, que foram convidados a votar, formando assim ampla e democrática comissão julgadora. A votação abrangeu 60 mil profissionais de comunicação de todo país que receberam um link individual de acesso à pesquisa enviado pela empresa PR Newswire e/ou H2R Pesquisas Avançadas e foram consideradas válidas as respostas computadas entre 10 de agosto a 15 de setembro. Os prêmios foram concedidos aos três jornalistas mais votados de cada um dos 32 setores econômicos avaliados pela pesquisa, que foi auditada pela consultoria britânica BDO Brazil. A cerimônia de premiação foi realizada no auditório do Teatro CIEE em São Paulo, em 27 de outubro. Dentre os ganhadores alguns renomados e conhecidos jornalistas do grande público como Carlos Alberto Sardemberg, da rede Globo e Rádio CBN, Celso Ming do Estadão e diversos outros grandes jornalistas que têm maior destaque nos segmentos em que atuam profissionalmente. Segundo o diretor e publisher da revista Negócios da Comunicação Marcio Cardial, organizadora do evento: “Estes jornalistas são fundamentais pois entregam ao público, com muita qualidade e competência as mais bem apuradas e relevantes notícias de seu segmento e por isso merecem ser reconhecidos”. Foto: Divulgação

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RETROSPECTIVA Um ano para esquecer... ou não! Mais do que apresentar aos leitores uma síntese das principais reportagens, entrevistas e temas abordados ao longo deste ano, a Retrospectiva 2015 da revista Siderurgia Brasil é um convite à reflexão sobre o que mudou ao longo dos últimos 12 meses marcados pela crise no Brasil. Se é que alguma coisa mudou, não é mesmo? Confira! Marcus Frediani ois mil e quinze se despede sem deixar saudades. Emblematizado como o “o ano do desencanto”, em algum momento do qual um divisor de águas imaginário nos catapultou de volta ao estágio de nação subdesenvolvida (sub-BRIC?), na verdade, foi muito mais o ano da explosão da bolha de incompetência do atual governo, num processo iniciado naqueles imediatamente anteriores. Portanto, não foi nada que aconteceu de uma hora para a outra: ao contrário, foi algo bastante previsível à medida que a temperatura da panela de pressão da política – assolada por um sem número de denúncias de corrupção – e da economia aumentava, sem que houvesse a mão providencial de alguém para diminuir a chama do fogão. E deu no que deu. E já que falamos em “temperatura”, parece-nos legítimo dar continuidade à metáfora e dizer que um dos “termômetros” mais espertos recorrentes a registrar tal acúmulo de “graus Celsius”, foi, sem dúvida, a revista Siderurgia Brasil. Sim, porque nas páginas de cada uma de nossas edições deste ano acompanhamos e retratamos em instantâneos cada uma das etapas desse “aquecimento global”, que culminou com a tal ruptura anunciada de 2015. Durante os últimos 12 meses, todas (ou quase todas) as promessas de que o Brasil havia deixado para trás a pecha de “país do futuro”, para contemplar os brasileiros com a dádiva de viver num “país do presente” ruíram de maneira estrondosa com a volta da recessão, da inflação de dois dígitos, com as projeções cada vez mais negativas do PIB e com um cenário de perspectivas que, ao que tudo indica, não encontra alento de melhoras ao longo de 2016, criando, apenas, a expectativa de um período de especulações complicado em nosso horizonte próximo, que, oxalá, possa ser exorcizado o mais rapidamente possível. Esse é nosso mais sincero desejo. Grips Editora – Ano 16 – Nº 110 – março de 2015         EDIÇÃO Nº 110 Março/2015 SEM MOTIVOS PARA OTIMISMO C M Y O “climão” que iria CM MY CY CMY K imperar ao longo de 2015 começou a ser A influinêddnoúcdsiatórldiaaarnanalatcaional desenhado já a partir da instigante entre- vista concedida pelo analista do setor de siderurgia da Tendências Consultoria Integrada, Felipe Beraldi, publicada na primeira edição do ano da revista, a de Nº 110, com o título explícito que você lê na retranca deste comentário. Nela, de maneira brilhante e precisa, Felipe fez a análise da situação e das perspectivas da indústria, na qual registrou que não vislumbrava nenhum alento positivo, em termos setoriais, que se refletisse na demanda por produtos siderúrgicos no Brasil. ATENTOS AO MOVIMENTO Na mesma edição, o cenário de ajustes em múltiplas instâncias proposto pelas circunstâncias já bastante visíveis no início do ano, já deixava mornas as expectativas de crescimento para o setor de construção metálica no país. Embora o nível técnico dos fornecedores e da engenharia brasileira nesse campo não deixasse nada a dever àqueles de padrão internacional – como, aliás, ainda continua não deixando –, César Bilibio, novo presidente da Associação Brasileira Construção Metálica (Abcem), deixava claro o cenário de dificuldades que se interpunha à evolução do setor no Brasil. 12 SIDERURGIA BRASIL Nº 116 NOVEMBRO  DEZEMBRO/2015

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www.siderurgiabrasil.com.br DUPLA DO BARULHO Nesse contexto de descompassos, a edição Nº 110 da Siderurgia Brasil discutiu, ainda, a eficácia da aplicação do remédio “genérico” do aumento dos juros e do dólar, utilizado sempre – e de forma um tanto indiscriminada – para combater os malefícios “alheios à vontade” do governo, que contaminam e derrubam qualquer economia, tais como o aumento da inflação. Vários especialistas se manifestaram na reportagem, e a conclusão que se tirou é que interpretar benefícios e malefícios dessa prática depende do referencial. Ou seja, de onde exatamente a gente se encontra na cadeia econômica. Mas, no geral, o viés foi de crítica à combinação da proposta que automatiza a estandartização de uso da tal “dupla do barulho”. Grips Editora – Ano 16 – Nº 111 – abril de 2015   EDIÇÃO Nº 111 Abril/2015       C M Y CM MY CY CMY K SÓ AS EXPORTAÇÕES SALVAM Um balanço da produção e das vendas do setor automotivo no primeiro trimestre de 2015, assinado pela Anfavea e divulgado imediatamente na edição Nº 111 da Siderurgia Brasil, já anunciava que o mercado deveria sofrer “significativas reduções” ao longo do ano. A boa notícia, era que, talvez, as exportações desses itens pudessem ser beneficiadas por uma leve recuperação, previsão que, efetivamente, se materializou, de acordo com os resultados parciais do ano, divulgados pela entidade no início do mês de novembro, fato que, aparentemente, não serviu muito de estímulo para o presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Junior, comemorar: “A confiança continua abalada, os cenários político e econômico seguem em ajustes e os estoques ainda se mostram elevados”, comentou ele em comunicado emitido à Imprensa na ocasião. FUGINDO DO “ARROZ COM FEIJÃO” Mas, com o objetivo precípuo de positivar o mercado – que, #"'&'  %      #"'&' !)"#!#%!&!$#%'"'%!(" ",&'%#&'(#&         "              "                                                     $#"'# $%"$   *%                            "    !                   *% ! -&& #%          %   %$' %%#('& ""%+ $%" " &'"% "# #+ & " "%+      Emme Intermediação de negócios LtdaMalu Sevieri Alameda dos Maracatins, 1217 cj 701 São Paulo – SP04089-014Brasil Telefone: +55 11 2365-4313+55 11 2365-4336 Email: contato@emmebrasil.com.br www.emmebrasil.com.br

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RETROSPECTIVA ao lado da análise imparcial das informações, sempre foi uma de suas marcar registradas –, na mesma edição Nº 111, a Siderurgia Brasil trouxe dois “refrescos”, por assim dizer, para servir de motivação aos seus leitores. O primeiro foi uma estimulante entrevista com o empresário Mario J. Silva Filho, diretor da JG Arames, respeitado player do setor de arames próximo a completar 23 anos de sólida atuação no mercado, na qual ele dava conta da mudança de perfil de atuação da companhia. Como? Bem, em função de pesados investimentos realizados ao longo dos últimos anos – sobretudo para o aperfeiçoamento de seu parque industrial –, a empresa, já no mês de março de 2015, já dizia estar bastante segura para alçar voos mais altos, buscando a especialização na oferta de produtos diferentes. “Para fugir do ‘arroz com feijão’, nosso foco é melhorar o resultado e a produtividade”, enfatizou Mario, no texto. COACHING E QUALIDADE DE VIDA Com a mesma proposta de turbinar a produtividade, outro sopro de alento lançado sobre o mercado pela Revista na SB Nº 111 foi a entrevista com José Roberto Marques, master coach senior e presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). “Pessoas, profissionais e empresas: todos precisam de suporte ao desenvolvimento contínuo e, hoje não é mais segredo que, por meio de processos de coaching, todos podem ser mais efetivos no alcance de suas metas e objetivos planejados”, explicou o especialista, en- tre muitas outras coisas, desvendando alguns mistérios sobre o tema, que está diretamente ligado ao processo de aceleração de resultados, ao desenvolvimento de habilidades, ao autoconhecimento e, ainda, à reafirmação das crenças e valores individuais das pessoas. Grips Editora – Ano 16 – Nº 112 – maio de 2015   EDIÇÃO Nº 112 Maio/2015       BRINCADEIRA DE MAU GOSTO Um artigo, em es- C M Y pecial, chamou muito CM MY CY CMY K a atenção dos leitores da edição Nº 112 da LEIAEDNIEÇSÃTOA: OAcrleiecunpteeéraoçãcoendtaroecdoansoamteinaçbõreassileira revista Siderurgia Brasil. Escrito de forma contundente e reve- ladora pelo empresário contábil e presidente do Sindicato das Em- presas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP) e da Associação das Empresas de Serviços Contá- beis (Aescon-SP), Sérgio Approba- to Machado Júnior, ele tocou no tema nevrálgico da utilização do aparato do aumento dos impos- tos para promover o acerto das contas públicas. Já no título do texto, “A Brincadeira da Desone- ração”, ele contrapôs o paradoxo – e, porque não dizer, descontro- le de objetivos – de um governo que, há alguns anos alardeou a implantação de um programa de desoneração, com o intuito de desenvolver a economia e manter baixas as taxas de desemprego, e que, naquele momento, sob a égide de um ajuste fiscal, passava a desconstruí-lo com o aumento de diversas alíquotas, o que, na prática, eliminava benefícios e institucionalizava, mais uma vez, a caridade com o bolso alheio. REVISANDO PARA BAIXO A pá de cal na desoneração, entre outros aspectos e circunstâncias desmotivadoras, levou todo mundo, naturalmente, a rever, para baixo, suas previsões de negócios para o ano de 2015. Esse foi o caso do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), que, junto aos distribuidores associados ao Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), revisou suas projeções anteriores, anunciando que, este ano, o mercado brasileiro de aço deveria sofrer uma redução de 5% em relação a 2014. A revisão foi registrada em reportagem também na edição Nº 112 da Siderurgia Brasil. Bem, queda houve. Resta saber, na leitura dos próximos capítulos, se ela bateu “apenas” nos 5%. BECO SEM SAÍDA Na toada do anúncio do ajuste fiscal, em meados de 2015, a economia brasileira buscava alternativas urgentes para se recuperar. Porém, a luta contra as adversidades já se revelava mais dura do que se podia imaginar. Uma das principais causas do problema: o longo dos últimos anos, o governo desenhou uma série de programas sociais, porém, o gasto público com a cessão desses benefícios à população cresceu numa velocidade maior do que a economia. “E o pior é que a esse problema, muitos outros estão se somando, como o aumento dos pedidos de benefício do Seguro Desemprego, o fato de inúmeras prefeituras pelo país esta- 14 SIDERURGIA BRASIL Nº 116 NOVEMBRO  DEZEMBRO/2015

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www.siderurgiabrasil.com.br rem pleiteando a renegociação de suas dívidas, e os escândalos como o do ‘petrolão’ estarem golpeando insistentemente um governo já bastante enfraquecido”, listaram em entrevista exclusiva à edição Nº 112 da SB a docente Leila Rocha Pellegrino, economista e professora da Universidade Mackenzie de Campinas, e o professor Antonio Corrêa de Lacerda, doutor em Economia e sócio principal da ACLacerda – Consultores Associados. Grips Editora – Ano 16 – Nº 113/114 – junho/julho de 2015   EDIÇÃO Nº 113/114 Junho-Julho/2015 mO arcerdoeoeq cuBoirlnaíbôsirmlioico conteaOúd ian oçdotúecscotnmroia laónlgtaoivcoalp ara AsEdnsoopveíarsisttaoadpSooadsntotaos UM ENCONTRO PARA FICAR NA HISTÓRIA C Diante do panora- M Y CM MY CY ma adverso da econo- CMY K mia, o 26º Congresso Brasileiro do Aço & ExpoAço 2015, reali- zado no mês de ju- lho, em São Paulo, foi, segu- ramente, o evento mais relevante e completo ligado ao setor side- rúrgico este ano. Reunindo perto de 4.000 profissionais da cadeia do aço, ele buscou fomentar o debate e acelerar a promoção de mudanças urgentes e mais do que necessárias para gerar o crescimento do mercado interno de forma sustentável, bem como a correção estrutural das assimetrias competitivas. Paralelamente, lançou as bases de uma defesa comercial eficiente e da utilização efetiva do instrumento do conteúdo nacional. Como não poderia deixar de ser, o Congresso ganhou destaque no Nº 113/114 da Revista Siderurgia Brasil. EM BUSCA DA COMPETITIVIDADE PERDIDA Integrada à proposta de divulgação do Congresso Brasileiro do Aço 2015, na mesma edição, a SB, trouxe uma extensa e exclusiva entrevista com presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil (IABr) e da ArcelorMittal, Benjamin Mário Baptista Filho, na qual ele falou sobre tudo. Sem declinar o fato incontestável de que a indústria de transformação como um todo, passa por extremas dificuldades, reflexo da deterioração do cenário político-econômico nacional e da contínua perda de competitividade sistêmica, somadas ao recorrente entrave ocasionado pelo enorme excedente de aço produzido no planeta, ele aproveitou a ocasião para fazer um mais que bem-vindo chamado ao bom senso – não só seus pares da indústria nacional como um todo, bem como o governo brasileiro –, acerca da inequívoca necessidade de se realizarem mudanças urgentíssimas, a fim de que o país recupere sua competitividade perdida e volte a trilhar a vereda do desenvolvimento. O AJUSTE PRECISA DE AJUSTE Com o título acima, outra imperdível entrevista trazida aos leitores da Revista Siderurgia Brasil em sua edição Nº 113/114, foi aquela realizada com Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil (IABr). Nela, ele fez considerações incisivas e reveladoras sobre a inadequação – ou, pelo menos, falta de completitude – das propostas de ajuste fiscal orquestradas pela equipe econômica governo para resgatar o país da crise. “No ninho onde tais

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