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Grips Editora – Ano 17 – Nº 117 – março/abril 2016         Usando a Inteligência Competitiva para sair da crise      Incluindo Caderno Especial Agrimotor          

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Linha de Corte Transversal Linha de Embalagem

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3 ÍNDICE brasil A Revista de Negócios do Aço 12 BALANÇOS & PERSPECTIVAS A ArcelorMittal está entendendo que, neste momento, as exportações constituem as melhores oportunidades de negócios. Foto: Divulgação ArcelorMittal 4 EDITORIAL Vamos cortar as taxas para estimular a indústria 6 AÇOS ESPECIAIS 16 MERCADO Vai piorar bastante antes de melhorar 20 ESTRATÉGIA 22 EMPRESAS Aços Favorit 23 ENTIDADES 26 EVENTOS 30 ESTATÍSTICAS MARÇO  ABRIL/2016 35 CADERNO ESPECIAL A partir desta página apresentamos o caderno especial voltado para o Agronegócio, conforme anunciado Foto: Divulgação Case IH 36 FEIRA EMPRESARIAL AGRISHOW 41 CAMINHÕES 42 VISÃO Demanda de Investimentos em queda 44 SUCROALCOOLEIRO Estudo da composição de custos de mecanização 47 BUSINESS WORLD 48 EMPRESAS & NEGÓCIOS 50 ANUNCIANTES SIDERURGIA BRASIL Nº 117 3

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EDITORIAL HENRIQUE ISLIKER PÁTRIA EDITOR RESPONSÁVEL arece mentira, mas isto realmente acon- de 70 anos, está fechando as suas portas, e, no futuro, teceu. Só que... lá na China. Segundo nota procurará se reinstalar em outro ponto do Brasil. A notícia publicada pelo Estadão do dia 25 de março, não deixa claro se o problema está localizado na profun- o primeiro ministro da China, Li Keqiang, dis- da crise por que passam as empresas brasileiras, ou pela se, em Pequim, que irá reduzir a carga fiscal incompetência dos envolvidos em acabar com a chama- sobre as empresas chinesas para estimular o da “guerra fiscal”, que há anos se arrasta sem um desfecho dinamismo e ajudar a mudança da economia para a in- para o bem do Brasil. dústria de consumo e serviços. Em função da situação econô- Será que um dia veremos algo Vamos cortarparecido com esta notícia aqui pela mica atual, nos vimos obrigados a dividir a edição da Revista Siderur- “terra brasilis”? Dez entre dez entrevistados de nossa edição deste mês as taxas gia Brasil, com a Revista AgriMotor. Os assuntos dos dois veículos têm comentam o óbvio, que todos nós, alguns pontos em comum, e pro- brasileiros, estamos vivendo na pele. para estimularE, infelizmente, a estas alturas, mui- curamos estabelecer com critério a separação destes em cadernos tos já desistiram e entregaram os pontos. É impressionante a intensidade a indústria específicos, a fim de facilitar a vida de nossos leitores. Depois de muito pensar, chegamos a esta solução com a que a crise arraigada no Brasil se perpetua. Alguns que, sabemos não é a ideal, mas foi a que nos restou para fatos éticos e morais, principalmente da política brasileira, podermos continuar com a mesma qualidade e navegan- têm interferido em nossas vidas pessoais, ou em nossos ne- do neste mar de alta tormenta. gócios profissionais, deixando-nos totalmente sem ação. Estamos abertos para ouvir a opinião de vocês sobre Agora há pouco foi divulgado que a Arno, uma das esse modelo inusitado. Assim, por favor, nos enviem seus mais tradicionais empresas de eletrodomésticos (quem comentários, críticas e observações. Isso, certamente, nos nunca teve ou usou um liquidificador Arno?), com sede ajudará na orientação de nossas próximas edições. no tradicional bairro da Mooca em São Paulo por mais Boa leitura! EXPEDIENTE Edição 117 - ano 17 - Março/Abril 2016 Siderurgia Brasil é uma publicação de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823755339. Coordenador Geral: Henrique IsMJLFS 1ÈUSJB t Diretora Executiva: Maria da Glória Bernardo Isliker t TI: 7JDFOUF #FSOBSEP t Editor e Jornalista Responsável: Henrique *TMJLFS 1ÈUSJB  .5C41  t Entrevistas e Reportagens: Marcus 'SFEJBOJ.5CtProjeto Editorial:(SJQT&EJUPSBtEdição de Arte / DTP: Ana Carolina Ermel de Araujo Capa: Criação: André Siqueira Fotos: Montagem: Divulgação Cemaço e New Holland Impressão: Ipsis Gráfica e Editora DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA A EMPRESAS DO SETOR E ASSINATURAS A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002 Tel.: +55 11 3811-8822 grips@grips.com.br www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização. 4 SIDERURGIA BRASIL Nº 117 MARÇO  ABRIL/2016

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AÇOS ESPECIAIS Fotos: Divulgação Cosinox Aços-carbono e aços-liga Um dos segredos de se obter bons resultados no uso do aço é o emprego do produto ideal para cada aplicação. No artigo abaixo você encontra alguns indicadores que o ajudarão nesta escolha. ada a grande variedade de tipos de aços, foram criados sistemas para sua classificação, os quais periodicamente são submetidos a revisões. Os aços podem ser classificados em grupos, em base de propriedades comuns: a- composição, como aços-carbono e aços-liga b- processo de acabamento, com aços laminados a quente ou aços laminados a frio c- forma do produto acabado, como barras, chapas grossas, chapas finas, tiras, tubos ou prefis estruturais. Há ulteriores subdivisões desses grupos, como aços-carbono de baixo, médio ou alto teor de carbono. Os aços-liga são freqüentemente classificados de acordo com o principal ou principais elementos de liga presentes. Uma das classificações mais generalizadas - e que, inclusive, serviu de base para o sistema adotado no Bra- 6 SIDERURGIA BRASIL Nº 117 sil - é a que considera a composição química dos aços e, dentre os sistemas conhecidos, são muito usados os da “American Iron and Steel Institute -AISI” - e da “Society of Automotive Engineers - SAE”. A Tabela 1, adaptada do DATABOOK - 1980, editado pela American Society for Metals (101) mostra a designação adotada pela AISI e SAE que coincidem e a do “Unifield Numbering System - UNS”, devido à “American Society for Testing Materials - ASTM” e SAE. Nesse sistema, as letras XX ou XXX correspondem a cifras indicadoras dos teores de carbono. Assim, por exemplo, nas designações AISI-SAE, a classe 1023 significa aço-carbono com 0,23% de carbono em média e na designação UNS, a classe G10230, significa o mesmo teor de carbono. Por outro lado, os dois primeiros algarismos diferenciam os vários tipos de aços entre si, pela presença ou somente de carbono como principal elemento de liga MARÇO  ABRIL/2016

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www.siderurgiabrasil.com.br (além, é claro, das impurezas normais silício, manganês, fósforo e enxofre), ou de outros elementos de liga, como níquel, cromo, etc., além do carbono. Designação AISI-SAE UNS 10XX G10XXX 11XX G11XXX Tipos de Aço Aços-carbono comuns Aços de usinagem fácil, com alto S Assim, quando os dois primeiros alga- 12XX G12XXX Aços de usinagem fácil, com alto P e S rismos são 10, os aços são simplesmen- 15XX G15XXX Aços-Mn com manganês acima de 1% te ao carbono; quando são 11, os aços 13XX G13XXX Aços-Mn com 1,75% de Mn médio são de usinagem fácil com alto enxofre; quando são 40, os aços são ao molibdênio, com 0,25% de molibdênio em média e assim em seguida. Os aços de alto teor em liga, como os inoxidáveis, refratários, para ferramentas, etc., são classificados de modo diferente, como se verificará por ocasião de discussão dos mesmos. 40XX 41XX 43XX 46XX 47XX 48XX 51XX E51100 E52100 61XX G40XXX G41XXX G43XXX G46XXX G47XXX G48XXX G51XXX G51986 G52986 G61XXX Aços-Mo com 0,25% de Mo médio Aços-Cr-Mo com 0,4 a 1,1% de Cr e 0,08 a 0,35% de Mo Aços-Ni-Cr-Mo com 1,65 a 2 de Ni, 0,4 a 0,9% de Cr e 0,2 a 0,3% de Mo Aços-Ni-Mo com 0,7 a 2% de Ni e 0,15 a 0,3% de Mo Aços-Ni-Cr-Mo com 1,05% de Ni, 0,45% de Cr e 0,2% de Mo Aços-Ni-Mo com 3,25 a 3,75% de Ni e 0,2 a 0,3% de Mo Aços-Cr com 0,7 a 1,1% de Cr Aços-cromo (forno elétrico) com 1% de Cr Aços-cromo (forno elétrico) com 1,45% de Cr Aços-Cr-V com 0,6 ou 0,95% de Cr e 0,1 ou 0,15% de V mín. Os alemães - cujas normas são 86XX G86XXX Aços-Ni-Cr-Mo com 0,55% de Ni, 0,5% de Cr e 0,2% de Mo também populares no Brasil - adotam 87XX G87XXX Aços-Ni-Cr-Mo com 0,55% de Ni, 0,5% de Cr e 0,25% de Mo um critério de classificação diferente. 88XX G88XXX Aços-Ni-Cr-Mo com 0,55% de Ni, 0,5% de Cr e 0,3 a 0,4 de Mo A norma DIN 17100 classifica os “aços para construção em geral”, por exemplo, em função o seu limite de resistência à tração. Assim, a designação St 42 corresponde a um aço com limite de resistência à tração entre 42 e 50 kgf/ 9260 50BXX 51B60 81B45 94BXX G92XXX G50XXX G51601 G81451 G94XXX Aços-Si com 1,8% a 2,2% de Si Aços-Cr com 0,2 a 0,6% de Cr e 0,0005 a 0,003% de boro Aços-Cr com 0,8% de Cr e 0,0005 a 0,003 de boro Aços-Ni-Cr-Mo com 0,3% de Ni, 0,45% de Cr, 0,12% Mo e 0,0005 a 0,003% de boro Aços-Ni-Cr-Mo com 0,45% de Ni, 0,4% de Cr, 0,12% Mo e 0,0005 a 0,003% de boro Tabela 1 - Sistemas SAE, AISI e UNS de classificação dos aços mm2 (410 e 490 MPa), St 60, limite de resistência à silício e manganês não ultrapassam os teores de 0,6% tração entre 60 e 72 kgf/mm2 (590 e 710 MPa). (Si) e 1,65% (Mn). Neles, podem ainda ser especifica- Já a norma DIN 17200, os classifica de acordo com dos teor máximo de 0,1% de alumínio, teor mínimo a composição química: por exemplo, C35 significa aço- de boro de 0,0005%, teor máximo de cobre de 0,3% carbono com carbono médio de 0,35%; 34 CrMo4 cor- ou ainda um teor máximo de chumbo de 0,35%. Se responde a aço com carbono médio de 0,35% com cro- forem adicionados outros elementos como selênio, mo e molibdênio, equivalente ao tipo A151 4135 (*). telúrio e bismuto, para melhorar as características de No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técni- usinabilidade dos aços, estes são ainda considerados cas - ABNT, por intermédio das normas NBR 6006 (102) aços-carbono, do mesmo modo que o aço com adi- classifica os aços-carbono e os de baixo teor em liga ção de nióbio. segundo os critérios adotados pela AISI e SAE. Ainda de acordo com a ABNT, os aços-liga são os Muitos aços-liga são igualmente especificados pela aços em que possuem outros elementos de liga, não sua edurecibilidade quando esse característico é exigi- se considerando como tais os elementos adicionados do. Nesse caso, emprega-se o sufixo “H” (hardenability) para melhorar sua usinabildade. A soma de todos esses para distingui-los dos tipos correspondentes que nao elementos, inclusive carbono, silício, manganês, fósforo apresentam exigências de endurecibilidade. e enxofre não pode ultrapassar 6%. Para os produtos de aço, as especificações mais uti- No caso dos elementos silício, manganês e alumí- lizadas são da “American Society for Testing Materials nio, sempre presentes nos aços-carbono, os aços serão - ASTM” e muitas dessas especificações da ASTM são considerados ligados quando seus teores ultrapassa- adotadas pela“American Society of Mechanical Engine- rem 0,6%, 1,65% e 0,1 respectivamente. ers - ASME”, com pequena ou nenhuma modificação. Fonte: http://www.infomet.com.br/site/acos-e-ligas- De acordo com a norma 6006 da ABNT, os aços- conteudo-ler.php?codConteudo=4 carbono são assim chamados quando os teores de www.infomet.com.br MARÇO  ABRIL/2016 SIDERURGIA BRASIL Nº 117 7

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AÇOS ESPECIAIS Seleção de aços especiais Relacionamos abaixo alguns tipos de aços especiais disponíveis no mercado, com suas respectivas características e aplicações. AÇO AISI P20 Características: Aço ferramenta de baixa liga, com boa usinabilidade e fornecido na condição beneficiado. Apresenta alta polibilidade, sendo possível obter-se superfícies espelhadas, o que o torna apropriado para a fabricação de moldes de injeção de plásticos. Quando se desejar maior resistência ao desgaste, pode-se submetê-lo à tratamentos termoquímicos tipo cementação ou nitretação. Aplicações: Este aço é especialmente destinado à fabricação de moldes de injeção de plástico e matrizes para a fundição sob pressão de ligas leves. Formatos: Quadrados, Redondos e Retangulares. Condições de fornecimento: t Blocos/Placas/Chapas Forjadas e Laminadas, Beneficiadas t Barras Forjadas Beneficiadas Torneadas t Barras Forjadas Beneficiadas Fresadas t Dureza de fornecimento t 1.2311 = 28/34 HRC t 1.2738 = 28/34 HRC t 1.2711 = 40 HRC AÇO AISI D6 Características: Aço para trabalho a frio, de elevada temperabilidade, alta resistência mecânica, alta resistência ao desgaste, alto grau de indeformabilidade e boa tenacidade. A dureza superficial, na condição temperada e revenida, pode alcançar 62,0 HRc. Aplicações: Este aço é amplamente utilizado na fabricação de ferramentas de corte (matrizes e punções), ferramentas para forjamento a frio, cilindros para a laminação a frio, rolos para perfiladoras de tubos, cocinetes, lâminas para cortadores de plástico, madeira e chapas finas etc. Formatos: Quadrados, Redondos e Retangulares. Condições de fornecimento: t Barras Laminadas Redondas, Qua- dradas e Retangulares t Barras Forjadas Redondas Tor- neadas t Barras Forjadas Retangulares Fre- sadas t Barras Forjadas Quadradas Fresadas AÇO AISI H13 Características: Aço para trabalho a quente, ligado ao cromo-molibdênio-vanádio, temperável em óleo ou ar, de excelente tenacidade, alta resistência mecânica e boa resistência ao desgaste em temperaturas elevadas. Apresenta boa resistência à fadiga térmica, ótima resistência ao choque térmico e ao amolecimento pelo calor. Aplicações: Este aço é destinado à fabricação de matrizes para forjamento a quente em prensas, fabricação de moldes para a injeção de plásticos e zamak, ferramentas para corte a quente, matrizes para a fundição de ligas de alumínio, chumbo, estanho ou zinco, ferramentas para a extrusão de ligas leves etc. Formatos: Quadrados, Redondos e Retangulares. Condições de fornecimento: t Barras Laminadas Redondas e Retangulares. t Barras Forjadas Torneadas. t Barras Forjadas Fresadas. AÇO AISI O1 Características: Aço para trabalho a frio, ligado ao manganêscromo-tungstênio, temperável em óleo, de elevada dureza, alta resistência ao desgaste e média tenacidade. A dureza superficial, na condição temperada e revenida, pode alcançar 64,0 HRc. Aplicações: Este aço é destinado à fabricação de ferramentas de corte, ferramentas para trabalho em madeiras, ferramentas para conformação de aços e metais não ferrosos, etc. É utilizado também na fabricação de instrumentos de medição onde há necessidade de estabilidade dimensional, tais como réguas, calibres, padrões etc. Formatos: Quadrados, Redondos e Retangulares. Condições de fornecimento: t Barras Laminadas Redondas, Quadradas e Retangulares. t Barras Forjadas Torneadas. t Barras Forjadas Fresadas. AÇO AISI S1 Características: Aço para trabalho a frio, ligado ao tungstêniocromo-vanádio, temperável em óleo, de elevada tenacidade, alta 8 SIDERURGIA BRASIL Nº 117 MARÇO  ABRIL/2016

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AÇOS ESPECIAIS resistência mecânica e boa resistência ao desgaste. A dureza superficial, na condição temperada e revenida, pode alcançar 54,0 HRc. Aplicações: Este aço é destinado à fabricação de ferramentas de corte e punções, nos quais se exigem alta tenacidade e boa resistência ao desgaste. Por ser um aço de extraordinária tenacidade, é amplamente utilizado em facas para corte de aço, talhadeiras, matrizes para estampagem a frio, ponteiras de marteletes pneumáticos, etc. Em função de sua elevada resistência ao impacto e à fadiga, tanto a quente quanto a frio, pode também ser utilizado em facas para a rebarbação a quente, em moldes de injeção de plásticos etc. Formatos: Quadrados, Redondos e Retangulares. Condições de fornecimento: t Barras Laminadas Redondas, Quadradas e Retangulares. t Barras Forjadas Torneadas. t Barras Forjadas Fresadas. AÇO AISI D2 Características: Aço indeformável, com altos teores de carbono e cromo, temperável ao ar ou em óleo, de alta tenacidade, alta temperabilidade, alta resistência mecânica e alta resistência ao desgaste. O alto teor de molibdênio (Mo) confere a este aço uma boa resistência ao amolecimento pelo calor. Em função da composição química, este aço apresenta um ótimo balanceamento entre a resistência ao desgaste e a tenacidade. A dureza superficial, na condição temperada, pode alcançar 65,0 HRc. Aplicações: Este aço é destinado à fabricação de matrizes de estampos de grande porte, matrizes de extrusão a frio, ferramentas de furação, cunhagem, corte e puncionagem; rolos laminadores de rosca, calibradores, entrepontos para tornos, moldes para cerâmica etc. Formatos: Quadrados e Retangulares. Condições de fornecimento: t Barras Forjadas Fresadas Quadradas t Barras Forjadas Fresadas Retan- gulares t Barras forjadas Torneadas AÇO AISI D3 Características: Aço para trabalho a frio, de elevada temperabilidade, alta resistência mecânica, alta tenacidade, boa resistência ao desgaste e boa estabilidade dimensional. A dureza superficial, na condição temperada e revenida, pode alcançar 62,0 HRc. Aplicações: Este aço é destinado à fabricação de ferramentas de corte e puncionagem sequencial de alta solicitação. Em função de sua elevada tenacidade, é amplamente utilizado na indústria de latas de conservas, lâminas para cortadores de couro, plástico, madeira, chapas finas etc. Formatos: Quadrados e Retangulares. Condições de fornecimento: t Barras Laminadas Quadradas e Re- tangulares t Chapas com espessura variando entre 1,0 e 15,0 mm AÇO WNR 1.2714 Características: Aço para trabalho a quente, ligado ao cromo-niquelmolibdênio, temperável em óleo, de excelente tenacidade, boa resistência mecânica, média resistência ao desgaste, boa resistência à fadiga térmica e ótima resistência ao choque. 10 SIDERURGIA BRASIL Nº 117 Aplicações: Este aço é destinado à fabricação de matrizes para forjamento a quente em martelos, suportes para matrizes de forjamento em geral; fabricação de moldes para a injeção de plásticos, suportes para ferramentas de usinagem, lâminas para tesouras a quente etc. Formatos: Quadrados, Redondos e Retangulares. Condições de fornecimento: t Barras Forjadas Torneadas t Barras Forjadas Fresadas AÇO WNR 1.2721 Características: Aço ferramenta que em função de sua elevada tenacidade e boa resistência ao calor pode ser utilizado tanto para trabalho a frio quanto a quente. Aplicações: Matrizes para estamparia a frio em cutelarias e matrizes de forjamento a quente, matrizes para injeção de plástico. Formatos: Quadrados, Redondos e Retangulares. Condições de fornecimento: Barras Forjadas Torneadas Barras Forjadas Fresadas AÇO RÁPIDO M2 Características: Aço rápido ligado ao molibdênio, vanádio e tugstênio; que apresenta alta temperabilidade, alta tenacidade, alta resistência ao desgaste e excelente propriedade de corte. Aplicações: Machos, brocas, espirais, brochas, alargadores, escariadores, fresas, serras para metais e ferramentas para abertura de roscas e para conformação a frio. Fonte: Aços Favorit www.favorit.com.br MARÇO  ABRIL/2016

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BALANÇOS & PERSPECTIVAS Fotos: Divulgação ArcelorMittal Apostando na exportação e muito mais ArcelorMittal Brasil divulga demonstrações financeiras de 2015 e tem bons motivos para comemorar. Marcus Frediani ArcelorMittal Brasil divulgou no final do mês de março o seu Relatório de Demonstrações Financeiras do ano de 2015. Em ano marcado por forte redução do nível da atividade econômica no Brasil, um cenário de instabilidade política, pelo aumento da dívida pública e da taxa de inflação, além da crise de confiança por parte dos empresários e das famílias brasileiras, a receita lí- quida consolidada da ArcelorMittal Brasil atingiu R$ 22,24 bilhões, 23,7% superior ao resultado de 2014. O volume de vendas atingiu 10 milhões de toneladas, alta da ordem de 14,5% na comparação com o ano anterior, sobretudo em razão do aumento das exportações. Do total vendido pela ArcelorMittal Brasil, 51,8% foram destinadas ao mercado doméstico e 48,2% ao exterior. O resultado operacional consolidado (EBITDA), no entanto, recuou e foi de R$ 2,59 bilhões - queda de quase 27%. A margem EBITDA sobre a receita líquida consolidada diminuiu para 12%, impactada principalmente pela queda do consumo interno de aço e a depreciação de preços, pressionada pela capacidade excedente de 700 milhões de toneladas no mundo, das quais cerca de 400 milhões de toneladas na China, transformando o país em um exportador líquido de aço a preços insustentavelmente baixos. No exer- 12 SIDERURGIA BRASIL Nº 117 MARÇO  ABRIL/2016

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www.siderurgiabrasil.com.br cício, a empresa teve prejuízo líquido consolidado de R$ 1,8 bilhão, resultado obtido principalmente pelo impacto negativo de R$ 1,4 bilhão da Unki de Venezuela (controladora da Unicon), devido à adversidade econômica daquele país, que vive um cenário de hiperinflação. No entendimento de Benjamin Mário Baptista Filho, presidente da ArcelorMittal Brasil, a questão brasileira poderia ser menos crítica se fossem tomadas medidas voltadas a alavancar nossas exportações, o que seria positivo não só para os produtores de aço como para toda a indústria.“Em 2015, a alta de quase 50% no dólar até chegou a ajudar determinados setores, mas o câmbio não foi suficiente para reverter o desempenho da indústria”, aponta o executivo. Geração de emprego e renda Com efeito, em 2013, a ArcelorMittal Brasil deu início a um processo que avançou ao longo de 2014 e 2015, para aumentar as exportações, sobretudo no setor de aços planos, que está trazendo bons resultados. Por meio dele, a companhia conseguiu manter a unidade industrial de Tubarão com produção ao ritmo de 6,7 milhões de toneladas por ano, e reconquistou o mercado externo. SOLUÇÕES COMPLETAS PARA PROCESSAMENTO DE BOBINAS CORTE TRANSVERSAL / MULTI - BLANKS NIVELAMENTO POR ESTIRAMENTO DECAPAGEM redbudindustries.com 001-618-282-3801 5 ANOS DE GARANTIA CORTE LONGITUDINAL Ou contate nosso representante comercial independente no Brasil VPE Consultoria 11 -999860586 / 45003805 mader@vpeconsultoria.com.br

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BALANÇOS & PERSPECTIVAS Em 2015, Tubarão exportou cerca de 50% da produção. “Da porta para dentro, fizemos o dever de casa: aumentamos a produção, reduzimos custos fixos e elevamos a qualidade do mix de produtos. No segmento de aços longos, estamos fazendo o mesmo esforço, mas esbarramos na questão da logística, já que as plantas desse segmento estão localizadas no interior do Brasil”, afirma Benjamin. Em 2015, a ArcelorMittal Brasil, considerados os dois segmentos, exportou US$ 1,82 bilhão, figurando entre as 15 maiores exportadoras do país segundo relatório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Para o presidente da ArcelorMittal, falta, agora, um esforço conjunto da porta para fora, que não depende só das empresas. A questão cambial é a mais urgente. Há uma falsa sensação de que, com a desvalorização do real, já há condições melhores para exportar, mas é necessário analisar que a queda de moedas dos países com os quais a ArcelorMittal Brasil compete no mercado internacional de aço foi ainda mais acentuada. O rublo russo teve uma desvalorização de quase 100%. Da mesma forma, houve grande desvalorização nas moedas do Japão, da Turquia e do Euro. “A ArcelorMittal entende as medidas do ajuste fiscal como necessárias para reverter o déficit primário e tentar assegurar o grau de investimento do país. O ajuste, no entanto, precisa ser feito mantendo as condições de desenvolvimento da indústria, setor fundamental para gerar empregos e renda. Precisamos buscar com urgência medidas que revertam 14 SIDERURGIA BRASIL Nº 117 o processo de desindustrialização do país”, explica Benjamin. Ajustes no plano estratégico Um dos caminhos para aumentar a competitividade da indústria de aço nacional, assim como de toda a nossa indústria, seria uma política estável e confiável de incentivos para a exportação. No entanto, em 2015, um dos itens do ajuste fiscal mudou o Reintegra, reduzindo de 3% para 0,1% o resíduo tributário a ser devolvido aos exportadores. Ou seja, o Brasil está exportando imposto, o que, obviamente, reduz ainda mais a competitividade da indústria. Os problemas de infraestrutura e logística também encarecem as operações de exportação como um todo e a solução também passa por um esforço governamental. Nesse cenário, a receita líquida consolidada da ArcelorMittal Brasil atingiu R$ 22,24 bilhões, 23,7% superior ao resultado de 2014. O volume de vendas atingiu 10 milhões de toneladas, alta da ordem de 14,5% na comparação com o ano anterior, sobretudo em razão do aumento das exportações da ArcelorMittal Tubarão. Deste total, 51,8% foram destinadas ao mercado doméstico e 48,2% ao exterior. “Em 2015, ajustamos o plano estratégico e demos continuidade a uma série de ações e projetos para fortalecer o nosso modelo de negócio e sustentar nossa posição de liderança. Em virtude da necessidade de adequação da produção em um panorama de retração econômica, a ArcelorMittal Brasil adiou a entrada em operação de seu novo laminador de fiomáquina, instalado na unidade de João Monlevade/MG”, pontua o presidente da empresa. Ainda no mesmo segmento, a companhia manteve o investimento na ampliação da capacidade produtiva da unidade de Sabará (MG), voltada para o setor automotivo e a indústria mecânica. Na unidade de Vega (SC), iniciou a produção do Usibor, uma das soluções da plataforma global S-in motion constituídas de aços leves especiais mais seguros e sustentáveis destinados à indústria automotiva. Inovação e P&D Paralelamente, a ArcelorMittal Brasil também deu continuidade às ações de melhoria contínua e de inovação nos processos, produtos e serviços. Trabalhou na redução e no controle dos custos fixos, no aumento da produtividade, da competitividade e da sinergia entre os segmentos de negócio. A companhia se diz preparada para atender à demanda dos clientes, com investimentos em novas tecnologias, contando com um parque industrial moderno e, o principal, com os empregados comprometidos e engajados com os nossos negócios. “Em 2015, ajustamos o plano estratégico e demos continuidade a uma série de ações e projetos para fortalecer o nosso modelo de negócio e sustentar nossa posição de liderança. Fizemos o dever de casa: aumentamos a produção, reduzimos custos fixos e elevamos a qualidade do mix de produtos. Também continuamos investindo em inovação. Nessa área, inauguramos o 12º Centro Mundial de Pesquisas e Desenvolvimento do Grupo ArcelorMittal”, ressalta Benjamin. Localizado na unidade de Tubarão/ES, e com investimento previsto MARÇO  ABRIL/2016

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de US$ 20 milhões em cinco anos (de 2015 a 2019), o centro atenderá às demandas das unidades de produtos planos e longos da América do Sul em três temas: desenvolvimento de produtos; desenvolvimento de processos e atendimento a clientes. Trata-se de um trabalho complementar aos centros de P&D já existentes no Grupo. O foco são as inovações para as indústrias automotiva, máquinas e equipamentos, de energia (oleodutos e gasodutos, estruturas off-shore, torres eólicas), construção civil e eletrodomésticos com o objetivo de garantir competitividade e agregar ainda mais valor aos produtos da companhia, agilizando a implantação no Brasil das inovações e soluções do Grupo, desenvolvendo processos mais lim- www.siderurgiabrasil.com.br pos e ampliando o atendimento e a assistência técnica aos clientes. O desdobramento de uma nova visão de sustentabilidade do Grupo ArcelorMittal, por meio de dez diretrizes que alinharam a compreensão do conceito em todos os pontos de presença da empresa no mundo, harmonizou melhores práticas e inspirou o aprimoramento de processos e da gestão, desdobrando fóruns e ações que tomaram forma para transformar filosofia em prática. A companhia reafirma as suas práticas de sustentabilidade, a qualidade e a liderança, que já são valores fundamentais, especialmente em tempo de cenários desafiadores. “A saúde e a segurança, sempre no topo das prioridades da Arce- Foto: Divulgação lorMittal, asseguraram indicadores dignos de nota, na mais genuína demonstração de que, independentemente das circunstâncias, o ser humano será sempre o ativo mais importante da organização. Daí os muitos reconhecimentos em forma de homenagens e prêmios conquistados pela ArcelorMittal Brasil no ano que passou”, finaliza Benjamin Mário Baptista Filho, com compreensível orgulho.

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