Revista Siderurgia Brasil

 

Embed or link this publication

Description

A revista de negócios do aço - edição 121 - novembro/dezembro

Popular Pages


p. 1

Grips Editora – Ano 17 – Nº 121 – novembro/dezembro 2016          INCLUI CADERNO ESPECIAL DA

[close]

p. 2



[close]

p. 3

A Revista de Negócios do Aço 3 ÍNDICE brasil :01 AM Grips Editora – Ano 17 – Nº 121 – novembro/dezembro 2016          C M Y CM MY CY CMY K ESPCEACDIAIENLRCDNLAUOI 6 RETROSPECTIVA É sempre bom darmos uma repassada pelos acontecimentos que mudaram os nossos destinos. Tentamos mostrar como o Brasil se transformou e como nosso veículo de comunicação interagiu com este processo. Em seis capítulos, oferecemos um resumo do que mais importante aconteceu em 2016. 4 EDITORIAL O Natal e o Fim de Ano 12 EMPRESAS Steel Warehouse Cisa 14 ENTIDADES Prêmio Destaque Sicetel 16 EVENTOS Congresso Alacero 21 ATUALIDADES Mais uma vitória conquistada 24 ESTATÍSTICAS NOVEMBRO  DEZEMBRO/2016 25 CADERNO ESPECIAL A partir desta página apresentamos o caderno especial voltado para o Agronegócio. Foto: Divulgação Agronow 26 OPINIÃO O ruim e o bom da PEC 241 28 VISÃO A vitória de Trump e os reflexos para o agronegócio brasileiro 30 INFORMÁTICA NO CAMPO Agronegócios online 33 EMPRESAS & NEGÓCIOS 34 ANUNCIANTES SIDERURGIA BRASIL Nº 121 3

[close]

p. 4

EDITORIAL HENRIQUE ISLIKER PÁTRIA EDITOR RESPONSÁVEL os meus tempos de criança – e lá se vão muitos ro trimestre conhecido na semana passada, de acordo com as anos – o Natal e principalmente o Ano Novo estimativas coletadas até o dia 02 de dezembro e divulgadas eram esperados com muita expectativa, pois a há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central ............ o cresci- partir dali no sonho de criança tudo iria mudar. mento previsto para 2017 passou de 0,98% para 0,80%.” Iríamos começar tudo de novo. Um novo ano Temos o direito de ficarmos revoltados com tudo isto que na escola com outra professora e mais amigui- está acontecendo no Brasil, com os últimos treze anos de ir- nhos. A primeira promessa era de que iríamos estudar um responsabilidade, corrupção e desvios, mas a realidade bate às pouco mais para tirar notas melhores. As briguinhas com os nossas portas. Como modificar este quadro? Como alterar este irmãos, mesmo sem importância, não iriam existir mais, obe- futuro anunciado? Eu creio que cada um deve usar de toda a decer aos pais e avós com certeza seriam a “pedra de toque”. sua criatividade, equilíbrio e sensatez e encontrar o seu caminho. Com tais promessas estava garantido o presente de Papai Não há uma fórmula mágica que serve para todo mundo, mas Noel, pois mesmo que este não fosse o espe- com certeza driblar a desesperança e o mau hu- rado sempre iria agradar e encher de alegria O Natal e onossas vidas. mor, aproveitar as oportunidades, contar com um pouquinho de sorte, serão ingredientes cer- Estamos exatamente às vésperas do Natal e Ano Novo. Chegamos ao final do ano, Ano Novo tos para este novo caminho. Nesta edição apresentamos ampla cober- com alguns fatos reais que aconteceram e tura do Congresso Alacero, realizado no Rio de vivenciamos neste ano. Infelizmente parte Janeiro, a tradicional retrospectiva do ano, deta- deles não foi exatamente o que gostaríamos de ouvir. Em- lhes do novo equipamento para processamento de aço já em presas de vários portes não existem mais, amigos e familiares operação no Brasil, e no caderno Agrimotor, artigo de como estão a procura de uma nova oportunidade, pois foram sim- a informática vem mudando a cara do agronegócio, além de plesmente dispensados de seus trabalhos e não encontram uma ótima indicação de como ficará este setor com a mudança o que fazer. na presidência dos EUA. A estas alturas o que devemos prometer para ganhar o Por fim o nosso desejo de que cada um esqueça um pou- presente de Papai Noel? Aqui na redação da revista, até por co das agruras de seus negócios e comemorem o Natal jun- dever de profissão recebemos regularmente vários relatórios. to a seus familiares e às pessoas que lhe são caras e que em Um deles que recebi hoje, dia 05 de dezembro diz: “O merca- 2017, possamos desmentir os prognósticos negativos e mos- do revisou novamente para baixo suas expectativas para o PIB trarmos que com trabalho e esforço teremos um Ano Feliz. do próximo ano, incorporando o resultado do PIB do tercei- Boa leitura! EXPEDIENTE Edição 121 - ano 17 - Novembro/Dezembro 2016 Siderurgia Brasil é uma publicação de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro definitivo arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823755339. Coordenador Geral: Henrique Isliker 1ÈUSJB t Diretora Executiva: Maria EB (MØSJB #FSOBSEP *TMJLFS t TI: ViDFOUF#FSOBSEPtEditor e Jornalista Responsável: Henrique Isliker PáUSJB  .5C41  t Entrevistas e Reportagens: Marcus Frediani .5CtProjeto Editorial: Grips &EJUPSBtEdição de Arte / DTP: Ana Carolina Ermel de Araujo Capa: Criação: André Siqueira Fotos: André Siqueira e Shutterstock Impressão: Ipsis Gráfica e Editora DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA A EMPRESAS DO SETOR E ASSINATURAS A opinião expressada em artigos técnicos ou pelos entrevistados são de sua total responsabilidade e não refletem necessariamente a opinião dos editores. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 São Paulo/SP – CEP 05407-002 Tel.: +55 11 3811-8822 grips@grips.com.br www.siderurgiabrasil.com.br Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio, sem prévia autorização. 4 SIDERURGIA BRASIL Nº 121 NOVEMBRO  DEZEMBRO/2016

[close]

p. 5

Linha de Corte Transversal fornecida para Águia Sistemas de Armazenagem S/A – Ponta Grossa (PR) Linha de Corte Transversal fornecida para a Dox Brasil Ltda. – São Joaquim de Bicas (MG)

[close]

p. 6

RETROSPECTIVA Patinamos por mais um ano A retrospectiva deste ano mostra que o Brasil como um todo viveu momentos difíceis e a atividade siderúrgica, foi mais uma vez muito conturbada. A partir do momento em que se empossou o novo governo, expectativas surgiram, mas até aqui pouco concretizadas. Henrique Pátria uando esta edição estiver sendo vista por nossos leitores, certamente muitos estarão se perguntando se valeu a pena todo o esforço do ano. Se por um lado o Brasil conseguiu estancar a “sangria incontrolável” representada pelos últimos dirigentes corruptos e ineficazes, por outro lado a nova administração ainda não conseguiu emplacar a retomada do crescimento em níveis sustentáveis. A democracia que está sendo exercida na sua plenitude exige intensas e extensas negociações, ora com a Câmara, ora com o Senado, antes que medidas concretas sejam aprovadas e beneficiar a ansiosa sociedade que vive imensas dificuldades em todos os níveis. As principais atividades empresariais trabalham com um gigantesco nível de ociosidade que traz prejuízos incalculáveis e enquanto esta questão não for resolvida, pouco se pode esperar de resultados concretos. Trabalhamos intensamente, ouvindo ora um, ora outro especialista sempre entrevistados do mais alto gabarito que colocarão seus pontos de vista naquele momento e que tentaremos retransmitir nesta edição, para que sirvam de lição sobre o que podemos tirar deste passado recente e aplicá-las no futuro próximo. ANUÁRIO BRASILEIRO DE SIDERURGIA 2016 O Anuário Brasileiro de Siderurgia apresentou nas páginas de “Balanços e Perspectivas” o economista Raul Velloso, ex-secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento que cobrava do governo federal medidas drásticas e urgentes para tirar o país da recessão que havia se instalado. Ele disse em sua entrevista que era preciso apresentar e aprovar um conjunto de medidas em caráter de urgência para estancar os gastos absurdos do Brasil em relação a sua arrecadação. Citava que não havia espaço para a criação de novos impostos e acreditava que o governo deveria cortar gastos correntes e preservar investimentos para o país voltar a crescer. Quanto a saída do ministro Levy disse que desde o inicio o ministro não teve apoio em suas iniciativas pois era como se ele nada tivesse a ver com o governo. Não havia clima para ele continuar. E como fazer para tirar o Brasil da crise naquele momento. Ele só enxergava uma solução. Fazer um mutirão de investimentos tanto público, quanto privado para retomar o crescimento. Sem isso não havia saída. Além de Raul Velloso, fizemos várias entrevistas com personalidades representantes de diversas categorias profissionais, como Anfavea, Sindipeças, Sindisider, IABr, Sicetel, Abimaq, Simefre e outros que nos ajudaram a traçar um perfil e nos mostraram como se posicionavam frente aos desafios que sua categoria iria enfrentar. Complementamos com a palavra de alguns analistas de consultorias e bancos de investimentos que a bem da verdade não nos deixaram com grandes esperanças na recuperação da economia em 2016, principalmente porque o país vivia um momento político dos mais conturbados e indefinidos. Por fim, uma análise sobre os metais não ferrosos e sua trajetória internacional serviram para dar aos nossos leitores uma excelente visão de como encarar o ano de 2016. 6 SIDERURGIA BRASIL Nº 121 NOVEMBRO  DEZEMBRO/2016

[close]

p. 7

www.siderurgiabrasil.com.br REVISTA 117 – MARÇO/ ABRIL Mais uma vez a situação econômica nos fez alterar nossa programação. Fomos forçados a circular uma revista em que juntamos o conteúdo da Siderurgia Brasil com a revista Agrimotor. Os resultados das receitas foram de tal sorte devastadores que não nos restou alternativa. No caderno da Siderurgia, a boa notícia veio da ArcelorMittal que em seus demonstrativos franqueados à imprensa comunicava que sua receita líquida consolidada havia crescido 23,7% no ano de 2015, em relação ao ano anterior, fruto principalmente dos esforços de exportação que a empresa vinha fazendo. Mas esta foi a única boa notícia, pois na mesma edição em entrevista com Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do IABr - Instituto Aço Brasil, ficamos sabendo que os indicadores conjunturais e estruturais já haviam levado o setor a paralisar 74 equipamentos produtivos, dentre as quais quatro altos fornos. Ele dizia que a única saída em vista era a exportação, mas esta alternativa também não era fácil de ser executada, pois o mundo convivia com a existência de mais de 500 milhões de toneladas excedentes de aço, que por certo trariam grandes dificuldades no mercado. Bradava que o Brasil, não podia abrir mão de sua indústria de transformação e que o futuro do setor era muito difícil de ser encarado. Ainda na edição ouvimos o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza que naquela data expedia um manifesto cobrando atitudes dos poderes contra a enxurrada de denúncias de corrupção que desenca- dearam a profunda crise política e econômica que vivíamos. Cobrava ainda celeridade e serenidade para retomarmos o caminho da confiança e crença no futuro trazendo de volta o empreendedor para investimentos no setor produtivo. Já no Caderno Agrimotor, o consultor em agronegócios Carlos Cogo alertava para o fato de que o governo vinha rediscutindo as linhas gerais do Plano Safra 2015/2016. Lembrava que haviam sido alteradas as taxas de juros de 4,5 para 7,5% do programa Moderfrota (Este programa facilita a troca de equipamentos como diversos tipos de implementos agrícolas e tratores, por integrantes da cadeia do agronegócio) nas empresas com até R$ 90 milhões de faturamento e de 6% para 9,5% nas empresas com receitas acima de R$ 90 milhões. Em vista da queda de arrecadação o governo tentava apostar nas linhas de crédito destinadas a investimentos na agricultura como forma de reativar a economia. Alertava ainda que os produtores de máquinas, implementos, tratores, colhedeiras, silos etc. dependiam de regras mais claras e períodos mais longos para poder programar a sua produção. Neste sentido mesmo o Congresso estando paralisado, pois naquele momento vivia-se o processo de impeachment, o Ministro da Agricultura tentava aprovar a lei Plurianual que substituiria o Plano Safra e daria maior mobilidade para o setor. Ainda na edição o professor Angelo D. Banchi e outros colaboradores apresentaram um trabalho inédito sobre a formação de custos para o proces- so de mecanização no campo. Neste trabalho foram incluídos custos de manutenção, de industrialização, transportes etc. REVISTA 118 – MAIO/ JUNHO Esta foi a edição preliminar dedicada ao Congresso Inter- nacional do Aço, realizado e patrocinado pelo Instituto Aço Brasil em São Paulo. Novamente ouvimos o presidente da entidade que reafirmou a sua descrença na retomada dos negócios em curto prazo. Aproveitou para falar dos fatores que tornam a indústria nacional inviável. Os juros estratosféricos, energia elétrica mais cara do mundo, cumulatividade de impostos, carga fiscal irracional e o câmbio irreal contribuem diretamente para que toda a indústria nacional seja penalizada. Citou ainda que uma conjunção de fatores dentre os quais o baixo desempenho do mercado interno, a contínua importação de aço principalmente chinês que chega em forma bruta ou em peças prontas, contribuem de forma decisiva para as grandes dificuldades das empresas que formam a cadeia siderúrgica. A siderurgia nacional vinha operando com ociosidade girando em torno dos 40% e já havia dispensado mais de 30 mil empregados, sendo previstas novas demissões caso o quadro não mudasse. Neste mesmo momento entrevistamos Charles Martins, gerente do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da ArcelorMittal, que nos revelou, no seu entender, que NOVEMBRO  DEZEMBRO/2016 SIDERURGIA BRASIL Nº 121 7

[close]

p. 8

RETROSPECTIVA os segredos para o avanço da indústria estava calcado no binômio do aumento de produtividade e desenvolvimento de novos produtos mas eficientes e de melhor qualidade. Ele trabalha no sentido de buscar oportunidades no desenvolvimento e otimização dos processos produtivos e na ação sempre pró-ativa da geração de novos produtos em sua empresa. Acredita que aquelas que não perceberem a importância de um setor de desenvolvimento estão fadadas a perder o bonde da história. Descreveu com propriedades as sinergias existentes entre os vários agentes atuantes na siderurgia na busca de inovação. Falando em inovação nosso colaborador e articulista José Osvaldo Bozzo, nos brindou com um artigo em que descreve como deve proceder o empresário visando preservar a sua empresa nos momentos de crise. Sabemos que infelizmente temos a lamentar a quebra de várias empresas tradicionais, que não suportaram o quadro negativo e não tiveram condições de superar o momento. Nada mais verdadeiro do que o“foco no negócio” como diz Bozzo. REVISTA 119 – JULHO/ AGOSTO Como sair da camisa de força que a siderurgia nacional está metida? Esta foi a pergunta que fizemos a alguns dirigentes de empresas siderúrgicas como o vice- presidente comercial da Usiminas Ascânio Merrighi e o presidente da ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista Filho. A consideração dos dois, somadas às declarações de Marco Pollo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas nacionais, foi muito parecida: como o mercado nacional não reage e convivemos com PIB negativo além de uma grande indefinição política, o único caminho que nos sobra é a exportação. Este não é um caminho muito fácil de percorrer, pois não podemos nos esquecer de que há um excedente mundial que beira a casa das 700 mil toneladas e que ainda não se encontrou onde possa ser colocado. A grande vantagem, segundo Benjamim, é que o aço brasileiro possui muita qualidade e é bem aceito nos mercados internacionais. Além disso, o fluxo mundial de negócios com estas commodities é intenso e nela operam tradings que também já tem tradição de operar com o aço brasileiro. Já Ascânio lembra que um dos grandes problemas que as empresas nacionais enfrentam é a questão da isonomia tributária. O Reintegra, que é um programa de ressarcimento tributário, está atualmente fixado em 0,1% ou seja, as empresas tem de competir exportando impostos, o que torna o nosso produto economicamente inviável. Há uma promessa de que no próximo ano ele deverá retornar para 3%, mas a reivindicação dos exportadores é de 5%. Como se vê a questão do mercado continua invadindo nossas páginas. Não menos importante foi a questão abordada da implantação da NR – 12, uma norma de proteção ao trabalhador que opera equipamentos mecânicos. Segundo os especialistas os legisladores brasileiros foram mais “realistas do que o rei” e impuseram referências que superam os padrões europeus, e se tornam absurdos. Segundo Claudio Flor, o mais tradicional empresário brasileiro de máquinas e equipamentos para processamento de aço, há a questão dos custos envolvidos nestas modificações, pois atualmente cerca de 15 a 20% do custo final da máquina está relacionado a itens de segurança e o outro ponto chave é novamente a questão da isonomia de tratamento, pois enquanto os produtos nacionais sofrem todo o tipo de restrição os equipamentos importados principalmente da China que não tem nenhuma preocupação com a segurança e proteções – inclusive em seu próprio país – não sofrem quaisquer tipo de sanções ao serem instaladas em empresas brasileiras. Ainda na edição apresentamos um trabalho elaborado pela assessoria técnica da Red Bud Industries, sobre um processo de decapagem usando granalhas angulares de aço e água substituindo com vantagens, inclusive econômicas, o processo químico tradicional, com evidente redução de agressão a natureza. Mas a matéria central desta edição foi a homenagem que a revista fez a Zikeli que estava comemorando 50 anos de vida. Com uma fórmula infalível de sucesso, baseado no trabalho e dedicação de seus dirigentes e colaboradores a empresa tornou-se a empresa brasileira referência na produção de equipamentos para conformação de tubos, te- lhas e perfis. Sua fama vai além-fronteiras pois, seu sucesso já alcançou diversas partes do mundo. REVISTA 120 – SETEMBRO/ OUTUBRO Dedicamos esta edição ao setor de tubos de aço, pela sua importância 8 SIDERURGIA BRASIL Nº 121 NOVEMBRO  DEZEMBRO/2016

[close]

p. 9



[close]

p. 10

RETROSPECTIVA que representa no cenário siderúrgico. Em entrevista exclusiva com o presidente executivo da Abitam, além das estatísticas atualizadas do setor disse que com a posse do presidente Temer passamos a viver pelo menos a possibilidade de “realizar as mudanças” e começarmos efetivamente sair do fundo do poço. Entende que devemos reinstaurar o clima de atração por investimento de capitais estrangeiros. Para isto o Brasil precisa se abrir mais para o exterior e garantir através de legislação eficiente de que eles só terão a ganhar com investimentos em nosso país. Naquele momento estava em discussão a questão do conteúdo local, principalmente no campo do petróleo e gás, que agora já foram revisadas. Em mais um giro pela política entrevistamos grandes nomes como jurista Ives Gandra da Silva Martins que entende que apesar de termos algum tempo pela frente para restituir a confiança e voltarmos a crescer o pontapé inicial já foi dado e a pavimentação deste novo caminho já está sendo feita. Na mesma matéria o economista e prof. Antonio Correa de Lacerda discorda e pergunta “será que estaremos vivos até o estabelecimento da fase de retomada de crescimento”. Segundo ele vamos precisar de estratégias mais abrangentes de políticas econômicas que vise algo mais do que simplesmente o ajuste fiscal que ele julga inviável em uma economia em recessão profunda como a nossa. Finalizando a matéria o professor da USP, jornalista e escritor José Álvaro Moisés, faz um exercício de futurologia e mostra o que pode acontecer nos vários cenários que vamos enfrentar no ano que vem. Em outra seção da revista com um bem elaborado artigo pelo consultor Condemir Silva Filho cuja vida profissional é calcada na atuação nas maiores empresas produtoras de tubos, apresentamos as vantagens da utilização de softwares sofisticados na montagem do ferramental para operação nas máquinas comumente denominadas de slitter. Mais uma vez no campo da política, apresentamos uma grande cobertura sobre o Congresso da Abimaq, realizado em São Paulo, com a presença das mais altas autoridades, com destaque para o ministro Eliseu Padilha que ouviu dos empresários um grande clamor pela implantação já no Brasil de juros civilizados, câmbio competitivo e ajuste fiscal. Na mesma tecla em outra entrevista exclusiva, Danielle Pestelli, presidente do Sicetel, um dos mais atuantes sindicatos empresariais, clama por uma agenda positiva já, onde estejam incluídas a queda da taxa de juros, manutenção de um câmbio positivo, condições de competitividade ao produto nacional, reformas da previdência e trabalhistas imediatas que a seu ver devolveriam ao Brasil a competitividade perdida. REVISTA 121 – capa121_ALTA2.pdf 1 12/6/16 11:01 AM Grips Editora – Ano 17 – Nº 121 – novembro/dezembro 2016    NOVEMBRO/DEZEMBRO Ufa! E chegamos ao final       do ano. Tantas foram as entrevistas e busca da palavra de autoridades, empresá- rios, consultores e pessoas C M Y CM MY que tinham o que dizer CY CMY K que concluímos o ano com a apresentação daINCLUI ESCPAECDIEARLNDOA ampla cobertura do Congresso Internacio- nal da Alacero realizado no Rio de Janeiro, que reuniu represen- tantes de todos os países de língua latina e que demonstraram profunda preocupação uma vez que a situação da siderurgia no Brasil é idêntica a quase todos os países da América do Sul, América Central e do México. O furacão do mercado tem um nome que nenhum dos entrevistados esquece e atende pelo nome de China. A partir de dezembro a China deverá ser reconhecida como Economia de Mercado pela OMC e jogará por terra a grande maioria de ações que lhe são imputadas por pratica de dumping. Os estudos apresentados no Congresso são alarmantes e falam de prejuízos de alguns bilhões de dólares para a siderurgia Latinoamericana com o fechamento de várias unidades industriais e a consequente perda de mão de obra nos próximos dez anos. A capacidade da China que hoje já supera 50% da produção de aço no mundo é um fantasma que assola a todos indistintamente. Falamos ainda da inauguração de uma grande processadora de aço, fruto da joint venture da Steel Warehouse com a Cisa Trading que trouxeram ao Brasil um equipamento inédito e moderno que vai revolucionar o mercado de processamento de chapas mais grossas. A exemplo da primeira edição do ano, também apresentaremos uma edição conjunta da revista Siderurgia Brasil com a revista Agrimotor e neste caderno destaque para o artigo de nosso colaborador Carlos Cogo, renomado consultor de agronegócio, que faz suas projeções de como ficará o setor com a ascensão de Donald Trump a presidência dos EUA. Também ali falamos da revolução que está sendo travada com o uso da informática no campo, destacando suas vantagens seus custos e seus resultados. 10 SIDERURGIA BRASIL Nº 121 NOVEMBRO  DEZEMBRO/2016

[close]

p. 11



[close]

p. 12

EMPRESAS Fotos: Divulgação Steel Warehouse Cisa Aposta na recuperação Inaugurada oficialmente no início de novembro, a Steel Warehouse Cisa trouxe ao Brasil moderna tecnologia Temper Pass para o processamento de aço e aposta na breve recuperação da economia. Henrique Pátria osso investimento não é para o curto prazo. Quando planejamos investir no Brasil, nossa visão sempre foi no imenso potencial que tem o Brasil e que por certo deve recomeçar a acontecer a partir de 2017”. Estas foram as palavras de David Sanchez, diretor geral da Steel Warehouse Cisa, por ocasião da entrada em operação oficial do equipamento no ultimo dia 8 de novembro, nas modernas instalações da empresa em Paulínia, cidade que fica na região de Campinas em São Paulo. A Steel Warehouse Cisa nasceu da joint venture entre a americana Steel Warehouse e a brasileira Cisa Trading que é uma das maiores tradings privadas do Brasil. Foram investidos inicialmente cerca de US$ 80 milhões ou algo como R$ 200 milhões para instalação de uma unidade com capacidade inicial de produção de 200 mil toneladas de chapas de aço por ano. No entanto este planejamento inicial aconteceu há aproximadamente 5 anos atrás, quando a empresa foi fundada e resolveu instalar-se no Brasil. Naquele momento o crescimento girava em torno de 4% ao ano com expectativas de aceleração dos negócios. Tínhamos um quadro muito diferente do que se vive hoje. Atualmente a cadeia siderúrgica nacional convive com uma ociosidade em torno de 45%. Segundo Sanchez, neste momento o objetivo é atingir o processamento inicial de 3 a 4 mil toneladas por mês e continuar crescendo para o no inicio de 2017, estar operando na casa das 7 mil toneladas mês. A meta de produção de 35% de capacidade é considerado um objetivo a ser perseguido. Outra preferência da empresa é trabalhar com produtos de maior espessura de ½ até 1”, e até 2,5 m. de largura, uma vez que seu equi- 12 SIDERURGIA BRASIL Nº 121 NOVEMBRO  DEZEMBRO/2016

[close]

p. 13

www.siderurgiabrasil.com.br David Sánchez, Diretor Geral da Steel Warehouse Cisa pamento está apto a trabalhar em aços mais grossos com a mesma tolerância, qualidade, excelente planicidade e sem tensões residuais. Quanto ao nicho de clientes a ser atingido, a Steel Warehouse Cisa espera atender a chamada linha ama- rela, que é composta por tratores, empilhadeiras e veículos de operação internos confeccionados com chapas mais grossas. No entanto também está apta para qualquer tipo de oportunidade nas linhas de implementos agrícolas, mineração, máquinas, equipamentos especiais, linha automobilística e outras. Quanto ao equipamento instalado, a tecnologia Temper Pass Cut toLength é inédita no Brasil e só está disponível em poucos países ao redor do mundo. Segundo Sanchez a empresa tanto irá trabalhar na simples prestação de serviços operacionalizando as chapas a medida que sejam fornecidas para os clientes pelas usinas produtoras, como também na produção de peças específicas neste caso sob encomenda. A empresa vinha desenvolvendo testes operacionais desde maio e agora em novembro passou a operar oficialmente e caminha para encontrar o seu futuro. www.steelwarehousecisa.com.br

[close]

p. 14

ENTIDADES Prêmio Destaque Sicetel Em solenidade que contou com a presença de seus associados, a entidade reconheceu e premiou três grandes personalidades brasileiras que se destacaram em seus campos de atuação. Foto: Divulgação Foto: Júlia Laviola SICETEL – Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos realizou na noite do dia 30 de novembro o coquetel de enceramento do ano e entrega da 3º edição do Prêmio Destaque SICETEL 2016 com o tema “Governança Corporativa e Compliance”. Na ocasião o presidente do Sindicato, Daniele Pestelli agradeceu a parceria entre as empresas associadas e disse que as dificuldades enfrentadas na indústria brasileira devem melhorar no próximo ano. “Eu espero a retomada do crescimento e o fortalecimento da nossa indústria”. O presidente da FIESP, Paulo Skaf também comentou sobre o cenário político e econômico vivido pelo país e ressaltou que o Brasil tem grandes desafios pela frente, mas que saberá superar essa crise e voltar a crescer. Foi feita uma apresentação sobre o tema “Compliance” pelo advogado Dr. Paulo Ribeiro. Sua explanação enfatizou a importância da ética e dos valores no ambiente de trabalho. Como tradicionalmente ocorre em todas as edições do Prêmio, e que consta em seu regulamento, o SICETEL destinou o valor da premiação em espécie à uma entidade beneficente. A escolhida deste ano foi o CENHA – Centro Social Nossa Senhora da Penha, em reconhecimento ao seu trabalho em prol de pessoas carentes com deficiência intelectual. O Diretor Presidente da entidade, Rosário Del Manto Neto agradeceu a doação. Um dos homenageados foi o Juiz Federal Sérgio Fernando Moro, homenageado com a concessão 14 SIDERURGIA BRASIL Nº 121 da Comenda do Mérito Industrial. Foi apresentado um vídeo sobre a visita que dirigentes do SICETEL fizeram ao homenageado. O outro homenageado foi o Professor Doutor Luiz Carlos Bresser Pereira, que falou sobre a importância do crescimento da indústria, dentro da sua teoria do novo desenvolvimento. O ponto alto do evento foi a entrega do Título de Presidente Emérito do SICETEL, ao sr. Nildo Masini, que recebeu a homenagem das mãos do Presidente Pestelli. A trajetória deste contribuinte da história industrial do Brasil e dos movimentos organizados do setor foi muito bem lembrada pelo dirigente do SICETEL. Emocionado com a homenagem Nildo Masini agradeceu o reconhecimento reforçando as longas amizades que fez durante sua história e o apoio incondicional da família, em especial da esposa sra. Darci Masini, durante os anos dedicados ao setor. NOVEMBRO  DEZEMBRO/2016

[close]

p. 15



[close]

Comments

no comments yet