Revista O Biólogo nº 42 | Conselho Regional de Biologia 1ª Região (SP, MT e MS)

 

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De tempos em tempos As causas do atual surto da febre amarela e de outras doenças sazonais

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ISSN 1982-5897 Ano X - no 42 - Abr/Mai/Jun 2017 o Biólogo Revista do Conselho Regional de Biologia - 1a Região (SP, MT, MS) De tempos em tempos As causas do atual surto da febre amarela e de outras doenças sazonais ART O que faz o Biólogo campeão de emissão deste documento Cuidado Conheça as oito plantas tóxicas mais comuns no Brasil Marta Vannucci O notável trabalho da expert ítalo-brasileira em manguezais

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TOME NOOTA Biólogo Revista do Conselho Regional de Biologia 1a Região (SP, MT, MS) Ano XI – No 42 – Abr/Mai/Jun 2017 ISSN: 1982-5897 Conselho Regional de Biologia - 1a Região (São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) Rua Manoel da Nóbrega, 595 – Conjunto 111 CEP: 04001-083 – São Paulo – SP Tel.: (11) 3884-1489 – Fax: (11) 3887-0163 crbio01@crbio01.gov.br / www.crbio01.gov.br Delegacia Regional de Mato Grosso do Sul CRBio-01 Rua 15 de novembro, 310 – 7o Andar – sala 703 CEP: 79002-140 – Campo Grande – MS Tel.: (67) 3044-6661 – delegaciams@crbio01.gov.br Delegacia Regional de Mato Grosso - CRBio-01 Em breve novo endereço Diretoria Eliézer José Marques Presidente Celso Luis Marino Secretário Luiz Eloy Pereira Vice-Presidente Edison Kubo Tesoureiro Conselheiros Efetivos (2015-2019) Celso Luis Marino; Edison Kubo; Edison de Souza; Eliézer José Marques; Giuseppe Puorto; Iracema Helena Schoenlein-Crusius; João Alberto Paschoa dos Santos; Luiz Eloy Pereira; Maria Saleti Ferraz Dias Ferreira; Wagner Cotroni Valenti. Conselheiros Suplentes Ana Paula de Arruda Geraldes Kataoka; André Camilli Dias; Horácio Manuel Santana Teles; José Carlos Chaves dos Santos; Maria Teresa de Paiva Azevedo; Marta Condé Lamparelli; Normandes Matos da Silva; Regina Célia Mingroni Neto; Sarah Arana. Comissão de Comunicação e Imprensa do CRBio-01: Giuseppe Puorto (Coordenador) João Alberto Paschoa dos Santos Wagner Cotroni Valenti Jornalista responsável: Jayme Brener (MTb 19.289) Editor: Cláudio Camargo Textos: George Alonso, Ian Pellegrini, Ricardo Café e Carla Italia. Projeto Gráfico, Diagramação e Capa: Regina Beer Periodicidade: Trimestral Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e podem não refletir a opinião desta entidade. O CRBio-01 não responde pela qualidade dos cursos divulgados. A publicação destes visa apenas dar conhecimento aos profissionais das opções disponíveis no mercado. 2 O BIOLOGO Jan/Fev/Mar 2015 ÍNDICE 03 Editorial 04 A febre amarela e outras doenças 10 Grandes Biólogos Brasileiros 12 Perigo: plantas cultivadas em casa podem ser venenosas 16 Eduardo Martins: o campeão das ARTs 18 CRBio-01 participa de Seminário sobre prática colaborativa interprofissional 20 Ecos da Plenária 20 Arquivo do Biólogo 21 CFBio Notícias 22 Números do CRBio-01

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EDITORIAL Caros Biólogos, Aedição 42 da revista O Biólogo trata, em sua matéria de capa, das moléstias como a febre amarela, a dengue, a zika e a chikungunya. Colocamos o foco nesta questão porque nos parece que se consolidou no grande público a falsa percepção de que o surto de febre amarela, principalmente em Minas Gerais, seria consequência do rompimento da barragem de Mariana, ocorrido há mais de um ano. Como a febre amarela e outras doenças transmitidas por mosquitos são cíclicas, influenciadas inclusive pela intervenção humana no meio ambiente, acreditamos ser relevante tratar esse assunto, levando o debate a um público mais amplo. Também apresentamos nessa edição quem é e como atua o Biólogo campeão de emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao nosso Conselho, Eduardo Martins, reforçando a importância do documento para o exercício da profissão. A revista conta também como foi o 1º Seminário “A Prática Colaborativa Interprofissional”, que contou com a participação de membros do CRBio-01. Confira ainda nesta edição o perfil da Bióloga Marta Vannucci, uma das maiores especialistas em manguezais do mundo e uma das pioneiras do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). Além de conhecer quais são as oito espécies de plantas tóxicas mais comuns no Brasil e os cuidados que devem ser tomados para evitar envenenamento. Boa leitura! Eliézer José Marques Presidente do CRBio-01 Antes de Emitir a ART Consulte a Resolução CFBio n.º 11/03 e o Manual da ART. Mudou de Endereço? Informe o CRBio-01 quando mudar de endereço, ou quando houver alteração de telefone, CEP ou e-mail. Mantenha o seu endereço atualizado. CFBio Digital O espaço do Biólogo na Internet O CRBio-01 estabeleceu parceria com a empresa Enozes Publicações para implantação do CRBioDigital, espaço exclusivo na Internet para Biólogos registrados divulgarem seus currículos, artigos, notícias, prestação de serviços, além de disponibilizar um Site a cada profissional. O conteúdo é totalmente gerenciado pelo próprio profissional. O CRBioDigital além de ser guia e catálogo eletrônico de profissionais, promove também a interação entre os Biólogos registrados, formando uma comunidade profissional digital.  Para acessar entre no portal do CRBio-01: www.crbio01.gov.br Abr/Mai/Jun 2017 O Biólogo 3

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CAPA 4 O Biólogo Abr/Mai/Jun 2017

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A febre amarela e outras doenças Além de peculiaridades biológicas, em função de variações climáticas ou ambientais, moléstias como a febre amarela, dengue, zika e chikungunya acontecem de forma sazonal. Mas, quando aumentam as agressões ambientais, aumenta também o risco da transmissão dessas doenças POR SILVIA KOCHEN Abr/Mai/Jun 2017 O Biólogo 5

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CAPA Afebre amarela é uma doença sazonal. Embora o último surto da doença no país tenha iniciado na região impactada pelo rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais, a relação entre os fatos é improvável, garante o Biólogo Luiz Eloy Pereira. Vice-presidente do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), ele explica que o vírus da febre amarela é transmitido por mosquitos que vivem em copas de árvores e, por isso, não foram afetados pelo impacto do desastre no rio. Doenças cíclicas são aquelas que se manifestam de forma sazonal, normalmente em certos períodos do ano, em função de variações ambientais ou climáticas. O surto da febre amarela, porém, tem um período mais longo, de oito a 10 anos. Segundo Pereira, isso acontece devido à forma como a doença se propaga. A distribuição das espécies dos vetores naturais é ampla e o surto se espalhou para áreas onde estas já existiam. Em matas, o vírus infecta vários animais – como tatus, gambás e mesmo répteis –, mas a doença fica em estado de latência porque ataca preferencialmente primatas, como humanos e macacos. Quando o vírus atinge os macacos e há uma epidemia de febre amarela entre eles, a letalidade é alta, em torno de 70%. Os 30% sobreviventes, que têm alguma resistência à doença, são os que vão repovoar a floresta. A população de descendentes chega a seu ápice num período médio de dez anos, quando haverá novamente uma grande proporção de indivíduos susceptíveis à febre amarela, e um novo surto da doença irrompe. 6 O Biólogo Abr/Mai/Jun 2017

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Doenças cíclicas são aquelas que se manifestam de forma sazonal, normalmente em certos períodos do ano, em função de variações ambientais ou climáticas No homem, a letalidade da febre amarela é de 30%, às vezes até 38%, e o contágio ocorre quando uma pessoa entra em áreas de mata ou nas proximidades, diz Pereira. “A última epidemia de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em 1942, no Acre, quando as pessoas tinham muito contato com áreas florestais”. Mas ele alerta que o Aedes aegypti – o transmissor da dengue, chikungunya e zika – também transmite o vírus da febre amarela, o que aumenta o risco de urbanização da doença. Uma vez picado o homem, o vírus da febre amarela é incubado por um período entre cinco e oito dias, ao final do qual a doença se manifesta com febre alta, dores e náuseas, entre outros sintomas, por um período de três ou quatro dias. Depois vem a icterícia, que deixa pele e olhos ama- relados. Se o organismo não reagir naturalmente, o paciente pode ir a óbito em razão do agravamento da insuficiência renal e hepática. “Não há tratamento específico para o vírus da febre amarela, apenas se pode fazer tratamento de suporte, como aplicação de soro para manter a hidratação”, lembra Pereira. A vacina é o instrumento mais eficaz de prevenção e controle da doença, e ela demora cerca de uma semana até começar a fazer efeito da proteção imunológica. O Biólogo lembra que o controle de muitas doenças, além da febre amarela, como a poliomielite, o sarampo, entre outras, se deu pela disponibilidade de vacinas eficientes aplicadas em campanhas de vacinação em massa em várias partes do mundo. Abr/Mai/Jun 2017 O Biólogo 7

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CAPA Contágio A forma de contágio diz muito sobre o ciclo da doença. Doenças transmitidas por mosquitos costumam ter surtos em períodos quentes e chuvosos, pois eles se reproduzem nessa época. A fêmea do mosquito é hematófoga e pode sugar o vírus junto com o sangue de um animal infectado. No mosquito, o vírus se reproduz e vai infectar o próximo animal ou pessoa a ser picada. A larva do mosquito também já nasce infectada no caso do ciclo da transmissão da dengue, lembra o Biólogo. Pereira observa que, apesar de ter origem africana, a febre amarela é antiga no Brasil. Essa doença che- gou aqui no período colonial, com os primeiros escravos africanos. Já a chikungunya e a zika, também originárias da África, são recentes. O Biólogo observa que os primeiros casos dessas duas doenças no Brasil apareceram por ocasião da Copa do Mundo de 2014, provavelmente trazidas pelo grande fluxo de estrangeiros que veio para os jogos. Embora as epidemias de zika e chikungunya pareçam contidas atualmente, ainda é cedo para saber se elas terão seus ciclos interrompidos no Brasil. “Na África, essas doenças são transmitidas em ambientes de florestas e o ciclo tem um comportamento diferente do que se vê por 8 O Biólogo Abr/Mai/Jun 2017 Embora as epidemias de zika e chikungunya pareçam contidas atualmente, ainda é cedo para saber se elas terão seus ciclos interrompidos no Brasil

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aqui, onde a doença se espalhou em áreas infestadas por mosquitos”, diz Pereira. Fatores ecológicos O Biólogo Horácio Teles, conselheiro do CRBio-01, acrescenta que as doenças que ocorrem sem a intermediação dos vetores também apresentam sazonalidade, como os casos das gripes, entre outras doenças de transmissão direta. Durante os meses mais frios é comum a intensificação do número de casos devido a maior permanência das pessoas em ambientes. Outras doenças, como a esquistossomose, adquirida nos contatos das pessoas com os ambientes hídri- cos, apresentam picos de incidência durante o verão, quando aumenta o contato das pessoas com as águas. Segundo Teles, doenças como a malária, a leishmaniose, a febre amarela e outras doenças comuns das matas e florestas, nesses meios encontram-se em equilíbrio natural. A disseminação dessas doenças acontece quando o homem invade ou destrói os ambientes naturais. Outro exemplo, cuja alterações ambientais e climáticas são fortes componentes da ocorrência, é a doença de Chagas. A disseminação desse problema decorreu principalmente das más condições de moradias e dos desmatamentos, responsáveis pela redução das espécies dos hospedeiros naturais do parasita. “O desenvolvimento da agricultura na Antiguidade permitiu o crescimento das cidades e com isso surgiram vários problemas, como pragas de piolhos ou pulgas, bem como a introdução e circulação de doenças antes restritas aos ambientes naturais”, analisa Teles. “A humanidade batalhou para viver mais e melhor ao longo do tempo. Já consegue viver mais. No momento, o risco causado pelas doenças pelo desequilíbrio ambiental coloca em cheque a possibilidade de vida melhor esperada por todos”, conclui Teles. ¤ Abr/Mai/Jun 2017 O Biólogo 9

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GRANDES BIÓLOGOS BRASILEIROS Marta Vannucci POR CLÁUDIO CAMARGO Estudiosa dos manguezais e pioneira do Instituto Oceanográfico da USP, a Bióloga nascida na Itália e naturalizada brasileira tem um extenso currículo como consultora da Unesco em países da Ásia e África e há décadas vive na Índia, estudando os plânctons e os ciclos da vida marítima 10 O Biólogo Abr/Mai/Jun 2017 “O s manguezais têm uma personalidade muito marcante. Procurei transcrever a essência que eles tentam ensinar à humanidade obstinada, que aprende só com grande dificuldade as lições que podem ser deduzidas do longo processo evolutivo que nos tornou o que somos”. Nesta bela apresentação de sua clássica obra Os manguezais e nós, a Bióloga Marta Vannucci descreve sua paixão pelos ecossistemas dos mangues, que levou-a a se tornar uma das maiores especialistas do mundo no assunto. Os estudos de Marta Vannucci possibilitaram à comunidade científica mundial uma melhor compreensão sobre a importância dos mangues para a criação de um equilíbrio entre a preservação ambiental e a subsistência humana. No âmbito do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), do qual ela foi uma das pioneiras, Marta desenvolveu inúmeras atividades de pesquisa, de-

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dicando-se aos estudos sobre a oceanografia biológica, com ênfase nos trabalhos sobre o plâncton. A Bióloga também fez trabalhos de campo, principalmente em Cananéia (litoral Sul de São Paulo). E teve um papel fundamental na negociação e na construção do navio de pesquisas Professor Wladimir Besnard – nome de seu antigo mestre, diretor do Instituto Paulista de Oceanografia. O trabalho conjunto de Marta Vannucci e Wladimir Besnard, aliás, foi fundamental para o desenvolvimento das ciências oceanográficas do país. Nos final dos anos 1940, eles defendiam a tese de que o Instituto Paulista de Oceanografia não deveria se restringir a desenvolver a pesca em bases científicas, mas virar um centro de pesquisas de ciências marítimas. Com o apoio do então reitor da USP, José de Mello Moraes, em 1951 o Instituto incorporou-se à universidade com o nome de Instituto Oceaneográfico da Universidade de São Paulo. Há décadas a Bióloga naturalizada brasileira mora na Índia, onde ficou pela primeira vez entre 1969 e 1971 como consultora da Unesco para estudar plâncton no Instituto Oceanográfico. Durante 20 anos ela trabalhou pela Unesco em mais de 20 países da Ásia e da África. Também participou da International Society for Mangrove Ecosystems (Isme), uma sociedade internacional que estuda ecossistemas de mangues. Nascida em Florença (Itália) em 1921, com apenas 9 anos Marta veio para o Brasil com a família, que fugia do fascismo. Seu pai, Dino, famoso cirurgião proveniente de uma família rica e tradicional, era conhecido por sua militância antifascista e por isso teve que deixar o país. Em São Paulo, Marta estudou no Colégio Dante Alighieri e depois ingressou no curso História Natural da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Em 1944, com 25 anos, Marta defendeu sua tese de doutorado, orientada pelo zoólogo alemão Ernest Marcus, de quem depois seria assistente. Convidada a trabalhar no Instituto Paulista de Oceanografia com Wladimir Besnard, Marta especializou-se em ecossistema de mangues. Em 1956 ela ganhou uma bolsa da Unesco para conduzir pesquisas da estação de biologia marinha de Milport, na Escócia. Marta casou-se duas vezes e teve dois filhos, Érico e Dino. Ela teve dificuldades de conciliar a vida de mãe e cientista e contou com a ajuda dos pais do segundo marido. “A vida diária de uma mulher pesquisadora é difícil. A pessoa que mais me dava trabalho por causa das viagens, geralmente para trabalho de campo, era Érico, meu filho mais velho, que invariavelmente ficava doente antes de eu viajar. É na realidade difícil conciliar a vida de esposa e mãe com a de cientista e eu não teria conse- Os estudos de Marta Vannucci possibilitaram à comunidade científica mundial uma melhor compreensão sobre a importância dos mangues para a criação de um equilíbrio entre a preservação ambiental e a subsistência humana guido sem a infalível compreensão e ajuda de meus sogros”, contou Marta em entrevista de 1993 ao Projeto Cientistas Brasileiros Notáveis. A incansável Bióloga se interessou ainda pela filosofia védica indiana e escreveu um livro sobre os aspectos ecológicos dos Veda e também um livro de contos relacionados à sabedoria védica. Marta também patrocina junto ao CNPq e à Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) um prêmio em memória de seu filho Érico Vannucci Mendes, preso e torturado na época da ditadura militar e morto em 1986, aos 42 anos, com a mesma idade que morreu o pai de Marta, Dino. ¤ Siga o CRBio-01 no twitter: @crbio01 Abr/Mai/Jun 2017 O Biólogo 11

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DESTAQUE 12 3 Perigo: plantas cultivadas em casa podem ser venenosas 4 Algumas são bonitas e até perfumadas. Mas, cuidado, elas são venenosas. No Brasil, há dezenas de plantas tóxicas e, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, há cerca de 2 mil casos de envenenamento por ano no país. As crianças são as principais vítimas de intoxicação, muitas vezes provocada por ingestão. Por isso, é preciso muito cuidado com as espécies de plantas que se cultiva em casa. Mas, caso ocorra algum incidente, é importante procurar um médico o mais rápido possível. Levar uma amostra da planta que provocou a intoxicação auxilia no diagnóstico e também ajuda o médico a receitar o tra- tamento mais adequado. Os sintomas mais comuns nos casos de envenenamento por plantas são coceira, dormência na parte do corpo onde teve o contato, vertigem, enjoos, cefaleia, diarreia e desidratação. Em casos extremos, pode até levar à morte. Por isso, como todo cuidado é pouco, fique atento a oito tipos mais comuns de plantas tóxicas no Brasil e as reações que elas podem provocar: 1. Aroeira (Lithraea brasiliens March) – o contato pode provocar bolhas, coceira ou vermelhidão. Se ingerida, pode causar problemas gastrointestinais. 12 O Biólogo Abr/Mai/Jun

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56 78 2. Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd) – pode causar enjoos, vômitos e diarreia, se ingerida. O contato pode ocasionar inchaço na boca, lábios e língua, dor em queimação e coceira. Além de irritação, inchaço das pálpebras e prejudicar a visão, em contato com os olhos. 3. Chapéu-de-Napoleão (Thevetia peruviana Schum) – enjoos, tontura, vômitos, cólicas, diarreia e dor em queimação na boca são comuns se tiver apenas contato com a planta. 4. Comigo-Ninguém-Pode (Dieffenbachia picta Schott) – a ingestão ou o contato podem provocar sensação de queimação, inchaço da boca, língua e dos lábios, enjoo, vômitos e diarreia. Além de dificuldade de engolir e asfixia. Se o contato for nos olhos, irritação e lesão da córnea. 5. Copo-de-Leite (Zantedeschia aethiopica Spreng) – apresenta os mesmos sintomas de intoxicação da planta Comigo-Ninguém-Pode. 6. Mamona (Ricinus commumis L.) – a ingestão das sementes pode provocar enjoos, vômitos, cólicas e diarreia, inclusive sanguinolenta. Em casos extremos, pode ocasionar convulsões, levar ao coma e também à morte. 7. Saia-Branca (Datura suaveolens L.) – ressecamento da pele e da boca, vermelhidão, pupilas dilatadas, taquicardia, agitação, alucinação e elevação anormal da temperatura do corpo são alguns dos sintomas provocados pelo contato, além de também poder levar à morte em casos mais graves. 8. Urtiga (Fleurya aestuans L.) – o contato com os pelos do caule e as folhas da planta pode causar dor imediata, vermelhidão coceira e bolhas pela pele. ¤ Abr/Mai/Jun 2017 O Biólogo 13

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