especial nossa cidade nossos bairros

 

Embed or link this publication

Description

especial nossa cidade nossos bairros

Popular Pages


p. 1

Garça 88 anos Hoje é dia de festa. A cidade comemora 88 anos de emancipação político-administrativa e, em todo o trajeto percorrido,muitas histórias foram sendo contadas ou recontadas.O Jornal Comarca de Garça quis prestar uma homenagem à Sentinela do Planalto e muitas pautas foram levantadas, mas em tudo o que se comentou, era evidente o crescimento da pequena vila iniciada em 1916. Muitas vilas vieram, e nem todos têm a noção dos tantos “territórios”que juntos totalizam os 555,807 km2 que compõem a cidade.Assim, optou-se por mostrar de quantos bairros é construída essa nossa Garça. De uns falamos um pouco mais. De outros, menos, mas procuramos falar de todos. E junto com a implantação dos bairros, o jornal trouxe a trajetória de pessoas que fizeram história na cidade. Pessoas que ajudaram a contar a história. O charreteiro/carroceiro Geraldo. A família Silva. Os heróis garcenses da Revolução de 1932. Em meio a tudo, registros fotográficos. O Jornal Comarca de Garça contou com informações do Departamento de Cadastro e Controle de Imóveis da Prefeitura de Garça, e do Museu Pedagógico de Garça, mas também foi necessário mergulhar em edições passadas e resgatar notícias que há muito foram divulgadas, principalmente pelo editor Antônio Augusto, em sua coluna “Túnel doTempo”.A internet permitiu informações adicionais e a página “Memória Garcense” – Facebook - trouxe fatos relevantes que reproduzimos nestas páginas. E que possamos comemorar esses 88 anos, com o desejo de que cada bairro citado seja marcado pela prosperidade e que cada um se sinta parte do todo o território garcense. (Foto: GoDrone Garça)

[close]

p. 2

2 | SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS A história que começou em 1916 anos Na contramão do tempo, a cada E conta a história que em julho ano a cidade se renova, e no para- de 1916, partia de Campos Novos, doxo que o progresso permite, aos localidade situada a meio cami- 88 anos,Garça cresce e rejuvenesce nho, entre o Rio do Peixe e o Rio em cada novo bairro, em cada pra- Paranapanema, na altura de Salto ça, em cada nova expectativa. Ex- Grande, a primeira Bandeira, que pectativas tão fortes quanto iria atravessar a mata (Foto: Museu de Garça) virgem e estabelecer- a de Labieno da -se nestas paragens, Costa Macha- dando origem à atual do, em julho de cidade de Garça. A ca- 1916, ou de Car- ravana era constituída los Ferrari, em pelo engenheiro Hengel, 1926. De 1916 senhores Odilon Ferraz, a 2017 muitas José Caetano de Olivei- águas passa- ra, Adolpho Campanhã, ram pelos rios Pedro Alcântara, José do Peixe, Para- Mendes, 10 camaradas napanena, Ti- e 6 cargueiros, chefiados biriçá. Muitos pelo Dr. Labieno da Cos- para cá vieram ta Machado. e daqui partiram e todos fi- Dr. Labieno da Costa Machado Atingindo as margens do Rio do Peixe, zeram parte da depois de percorrer uma história. De Incas a Garça, sendo região relativamente fácil de ser também Italina. De distrito de transposta em virtude de ali do- Campos Novos à Comarca. Dos minarem os campos, a comitiva bairros Labienopolis e Ferrarópolis, segue o curso, rumo às nascentes. aos 78 que hoje se distribuem no Marchavam lentamente curso território garcense (são 75 locali- acima, abrindo a primeira picada zados em Garça e três no distrito quando descobriram um afluente de Jafa - dados da Prefeitura Muni- pela margem direita; muda- cipal de Garça). Da vila fortalecida ram então o rumo, seguindo em 1922, à cidade de 2017. o curso do novo rio, ao qual A história pode ser contada de denominaram mais tarde várias formas, e cada uma com seu Ribeirão da Garça, tendo modo de ver os fatos. Colonos, mu- em vista a presença de nícipes, visitantes, historiadores. E um grande número dessas cada um que conta a história, com aves no local. Durante o ela contribui. E tudo começou em percurso marginal, a co- julho de 1916. mitiva acampou diversas Hoje o Jornal Comarca de Garça vezes para pou- traz em suas páginas um pouco sar e para fazer dessa história. O jornal que com a inspeção dos ar- cidade cresceu e que o crescimento redores. contou, narrou. As primeiras der- rubadas foram feitas por Navarro J. Cintra, nas terras que se situam à direita de cabeceira do Ribeirão da Garça, onde ali se formou uma fazenda que em 1920, já estava consideravelmente desenvolvida e não demorou a surgir um povoado em torno de sua sede. Labieno da Costa Machado iniciou as obras para a implementação do município e, em 1922 já haviam sido construídos vários ranchos, uma serraria, uma pequena capela, uma pensão, bares e outros estabelecimentos comerciais.A vila se fortalecia e inicialmente recebeu o nome de Incas. Posteriormente, o nome foi mudado para Italina, e por último alterado para Garça em razão do Ribeirão da Garça. (Foto: Memórias Garcense) COMARCA DE GARÇA (Imagem: Luiz H Kalaf e Maria Angela Panzieri) Mapa de Garça e região LABIENÓPOLIS Aprovado no exercício de 1939 (Foto: Memórias Garcense) Na foto, Labieno da Costa Machado e família. Neste último dia 20 de fevereiro de 2017 completaram-se 54 anos do falecimento de Labieno da Costa Machado, um dos fundadores da cidade de Garça Construção da casa de Labieno da Costa Machado, que aconteceu entre os anos de 1918 e 1922 (Foto: Memórias Garcense) (Foto: Memórias Garcense) UmLaabpiaernaoddaanCootsratabaMlhaochpaadrao e seus ajudantes. registrar o momento Casa de Labieno da Costa Machado, na Av. Faustina Árvares sendo derrubadas para acontinuidade da construção de Garça

[close]

p. 3

COMARCA DE GARÇA Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos | 3SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Carlos Ferrari também construiu história Mas não se deve tão- mento, pois o primeiro, em- (Foto: Museu Histórico de Garça) -somente ao Dr. Labieno a fundação da cidade; ela originou-se de dois núcleos distintos: o primeiro do Dr. bora mais antigo, cresceu menos que o segundo devido a dois fatores: melhor localização e menor preço FERRARÓPOLIS Aprovado em 1938, com ampliação nos exercícios de 1939, 1958 e 1969 Labieno, e o segundo do dos lotes. senhor Carlos Ferrari. Com o desenvolvimento Em 1926, uma nova fi- da cidade em dois pontos gura surgia na história de distintos, não durou para Garça: Carlos Ferrari, um que uma forte rivalidade fazendeiro que iniciava a se desse entre Labieno e sua produção de café no Ferrari. Fontes históricas lado direito do Rio do Peixe. indicam que se um colono A área ocupada por Ferrari pertencente a Ferrarópolis pertencia ao município de atravessasse para o lado Cafelândia, na Comarca de de Labienópolis, correria Carlos Ferrari Pirajuí. perigo e vice-versa. Ferrari também iniciou Durante alguns anos, um programa de desen- as disputas entre os gru- volvimento da sua região pos prosseguiu e, inclusive, Novos. Ferrarópolis, Bar- e loteou uma gleba de ter- aumentou, com novos pro- rópolis, e Larópolis eram ra, vendendo as pequenas prietários buscando criar as apenas bairros ligados ao porções a preços módicos. suas próprias glebas, como município de Cafelândia. Desse modo, a cidade que foi o caso de Antônio Car- Com isso, há relatos de abu- nascia, começava a se de- valho de Barros, que criou so de autoridade para com senvolver em dois extre- o Barrópolis e Lara Campos, moradores que não fossem mos. De um lado, a faixa com a Larópolis.As disputas de Labienópolis. colonizada por Labieno da não se restringiam a territó- Mesmo com tantas ri- Costa Machado,que recebeu rios, sendo que também a validades, o município de Indústrias o nome de Labienópolis, e na outra faixa, a parte colonizada por Carlos Ferrari, que foi batizada de Ferrarópolis. Esses dois núcleos não tiveram igual desenvolvi- política começou a interferir nas discussões dos grupos. Labienópolis tinha a sede policial do futuro município, possuindo inclusive um subdelegado subordinado ao delegado de Campos Garça foi constituído e começou a se desenvolver, principalmente com a cultura do café.A sede, por fim, coube à parte de Ferrarópolis, com a sede da comarca ficando em Piratininga. Após um longo período com importante participação no chamado Ciclo do Café, atualmente Garça também conta com grande participação do setor industrial, principalmente no ostentando o título de “Capital da Eletroeletrônica”. Suas maiores empresas são do segmento de automatizadores de portas e portões, segurança eletrônica e materiais elétricos. Além de alimentos e bebidas (Massas Paulista, Farinha Deusa, RB Alimentos, Distribuidora de Bebidas Garça englobando Refrigerantes São José, Ice Cola, Cerveja Conti, Burguesa, Devassa e entre outras Garcafé: uma das mais importantes cooperativas do Brasil segmento eletroeletrônico, empresas no segmento de empresas). (Foto: GoDrone Garça) A instalação do muni- Jaime Nogueira Miranda, a Conta ainda com uma boa cípio de Garça se deu em 5 Garcafé ajudou a fortalecer rede educacional, com uma de maio de 1929, com a co- a imagem do município na- faculdade pública — Fatec marca do município sendo cional e internacionalmen- Garça —, duas faculdades efetivada em 12 de outubro te, como um dos principais particulares e duas esco- de 1935. produtores de café do país. las técnicas vinculadas ao Garça foi, ao longo do Desde o começo dos Centro Paulo Souza — Etec século XX, um dos prin- anos 80 a cidade de Garça “Monsenhor Antônio Ma- cipais polos de produção conheceu uma mudança gliano” e Escola Agrícola cafeeira do Brasil. Em 21 de em seu perfil econômico. “Deputado Paulo Ornellas”. abril de 1962, o município Várias indústrias de ele- A cidade ainda é reco- viu nascer em seu território troeletrônica, automação nhecida pela tradicional uma das mais importantes de portões e portas e segu- Festa da Cerejeira, que en- cooperativas cafeeiras do rança eletrônica foram ins- volve a comunidade nipo- Brasil: a Garcafé (Coopera- taladas na cidade, gerando -brasileira em homenagem tiva dos Cafeicultores da um importante número à flor símbolo do Japão. Região de Garça). Atuando de empregos e amplian- Anualmente, a festa atrai fortemente na represen- do a renda local. A cidade mais de 100 mil pessoas ao tação de classe do setor hoje é reconhecida como Lago Artificial “J. K. Willia- cafeeiro, com líderes como “Polo de Eletroeletrônica”. ms”. Foto aérea do Distrito Industrial de Garça (Foto: Memórias Garcenses) Ferrarópolis É sabido por todos que a imagem de Nossa Senhora das Vitórias foi a primeira a ser venerada em Garça, como padroeira da futura cidade, mas, no Ferrarópolis, que na época era um novo núcleo fazendo divisa com o Labienópolis venerava-se a Virgem Maria, com o título de Nossa Senho- ra do Patrocínio. A capela em seu louvor era situada no quarteirão onde hoje é construído o fórum de Garça. Depois da transferência para a Igreja Matriz de São Pedro, na Praça Rui Barbosa, que aconteceu na noite de Natal de 1936, desapareceram os vestígios da capela e da imagem. Emblemática foto da Rua Sarg. Wilson, na década de 40. Ao fundo a Estação Rodoviária e a antiga Igreja Matriz Paróquia de São Pedro Apóstolo A história da Paróquia São Pedro Apóstolo começou a ser escrita juntamente com a cidade de Garça, no início da década de 20.Após a constatação de que esse povoado tomava amplitude, a presença da Igreja Católica com a permanência de um padre e organizada como deveria ser, aconteceu no dia 15 de janeiro de 1929, ou seja, antes da instalação do município de Garça, que se deu em 5 de maio de 1929, com a comarca do município sendo efetivada em 12 de outubro de 1935.A partir de então uma nova capela, localizada onde seria o centro da cidade, foi erguida e dedicada à Nossa Senhora do Patrocínio. No dia 7 de junho de 1931 com a presença do bispo Dom Áttico Eusébio da Rocha, foi lançada a pedra fundamental para a construção da primeira Igreja Matriz. E no dia 27 de outubro de 1935 o bispo elevou-a a condição de paróquia. Nascia assim a Paróquia São PedroApóstolo e o prédio da sua Matriz foi inaugurado oficialmente no dia 24 de dezembro de 1936. Nesse período foram registrados fatos marcantes como a demolição da antiga Igreja Matriz (1962-1965) que foi um fator de desentendimento entre os fiéis. Pois alguns moradores eram contra a demolição, apesar de outros fiéis compreenderem que a base da Matriz estava prejudicada devido a uma erosão, segundo um dos vários engenheiros que a analisaram na época. Mas, os trabalhos de demolição, propriamente ditos, foram iniciados em dezembro de 1963. Em pleno acontecimento do ConcílioVaticano II em Roma. (Foto: Memórias Garcenses) Foto da antiga Matriz de Garça, tirada de cima da torre do relógio da estação rodoviária, provavelmente década de 40

[close]

p. 4

4 | SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos COMARCA DE GARÇA

[close]

p. 5

COMARCA DE GARÇA Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS Da sala de Labieno, os planos de muitas conquistas Na pequena cidade, com ruas de chão batido e casas ainda em construção, Dr. Labieno mostrava que o bom gosto e fé cabiam em qualquer ambiente. No contraste das residências, na sala do casarão da Avenida Faustina, a mobília falava um pouco mais sobre o homem, muitas vezes temido pelos moradores. O oratório, os santos de devoção,o lugar de descanso, um ponto de encontro. Da sala do casarão da Avenida Faustina, muitos planos foram traçados e muitas orações foram feitas. Na foto, a reprodução da sala,cujos móveis se encontram no Museu Pedagógico de Garça. anos | 5SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Pe. Osvaldo que fez a igreja da Vila Rebelo Igrejinha de Vila rebelo Falamos deVila Rebelo e também da Capela de Nossa Senhora Aparecida e, neste espaço, trazemos a foto da “Igrejinha de Vila Rebelo” com o seu idealizador – Padre Osvaldo Antônio Arrighi Capela de Nossa Senhora Aparecida completa 53 anos de cosntrução

[close]

p. 6



[close]

p. 7



[close]

p. 8

8 | SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos COMARCA DE GARÇA

[close]

p. 9

COMARCA DE GARÇA Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos | 9SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Vila Rebelo Quando aVila Rebelo foi, oficialmente, implantada, outras oito já existiam no território garcense. Ela e o Bairro Paulista foram implantados no exercício de 1959, mas antes já haviam: Ferrarópolis eVila Salgueiro Aprovado no exercício de 1959 (1938); Labienopolis (1939); Hilmar Machado eVila Araceli (1952); Vila Mariana (1953); José Ribeiro (1954); Vila Williams (1955). E Vila Rebelo, que hoje ganhou novas características, pode ser considerada um bairro tradicional. Talvez seja exagero dizer bairrista, mas uma volta pela vila, num passeio despreocupado, a pé, num dia de calmaria, e se pode observar as características das residências mais antigas. Os amplos quintais. Em Vila Rebelo ficava a antiga escola Nely Carbonieri que abrigava um dos maiores colégios eleitorais da cidade. A escola mudou de endereço e de vila (agora fica no Jardim Paulista). No local agora é a USF Dr. Palermo, que atende a população da região. No entanto, a referência mais forte da vila é a “Igrejinha deVila Rebelo”. A Capela de Nossa Senhora Aparecida foi construída cinco anos depois da implantação da vila, em 1964. No próximo dia 12 de outubro ela completa 53 anos e foi idealizada pelo padre redentorista Osvaldo Antônio Arrighi (1920-1986). Ela foi construída em formato de barca, lembrando que a imagem da santa foi encontrada num rio.Também havia menção a Basílica de Aparecida. Quem naquele tempo a viu, se recorda que o piso era um losango formando a Bandeira Nacional e o al- tar eram duas garças cujos da mesa. Lembranças que bicos sustentevam o tampo as reformas não apagaram. Sua história merece nossa homenagem. Ogata Sul Dr. Reinaldo Machado n30 Marília/SP (14) 3402-3500 Ogata Norte Av. Castro Alves n1795 Marília/SP (14) 3402-4040

[close]

p. 10

10 | SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos COMARCA DE GARÇA Vila Araceli A história daVila Araceli, ou Vila Nova como muitos ainda hoje a chamam, pode ser contada de várias formas e tem muitas referências que a identificam.A Praça do Trabalhador Rural remete aos tempos áureos de emprego, quando muitos caminhões transportavam boias-frias para fazendas cafeeiras da região. Em Vila Araceli havia concentração desses trabalhadores, que logo pelas cinco da manhã já discutiam os preços dos serviços e saíam para a lida. Ali também, por anos, ficou instalado o Frigus, que em 1972 atingia uma média de 15 mil abates mensais, utilizando 620 empregados. Mas não se fala emVilaAraceli se não falar da “Igreja do Frei”. A Vila Araceli, teve oficialmente sua instalação aprovada em 1952 e, em 1955 começa a história da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes. Em 11 de fevereiro, na então denominada Vila Nova, pequeno reduto da Vila da Estação, D. Hugo Bressane deAraújo,bispo de Marília, instalou a segunda paróquia de Garça, dando-lhe como titular a Virgem Imaculada de Lourdes e empossando o seu primeiro vigário, frei Aurélio Di Falco, que trabalhava como responsável da Igreja Matriz de São João Batista, de Olímpia. No dia 25 de março de Frei Aurélio, que fez muito pelo bairro 1958, D. Hugo elevava a Paróquia a Santuário Mariano Diocesano, dando início à campanha para a construção do novo templo. No dia 18 de março de 1970 o santuário era consagrado e dedicado à Virgem de Lourdes pelo bispo auxiliar de Marília, D. Daniel Tomasella. Sendo a família do Labieno da Costa Machado devota de Nossa Senhora das Vitórias, construíram uma capela em louvor à Virgem que estava localiza onde hoje está construído o Lar dos Velhos Frederico Ozanan. Esta capela funcionou regularmente com Provisão Canônica do bispo de Cafelândia, Dom Áttico Eusébio da Rocha. A imagem de Nossa Senhora das Vitórias foi a primeira a ser venerada em Garça como padroeira da futura cidade. As festas em sua honra eram concorridíssimas. A convite da família de Labieno da Costa Machado, o padre Lavello (da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário,de Serra Negra) exerceu o seu apostolado sacerdotal nos anos de 1925, 1927 e 1928. Segundo a história, Nossa Senhora das Vitórias quando em novembro de 1964, os padres franciscanos da Missão de Nápoles foram convidados para aceitar uma segunda paróquia a ser instalada em Garça e ninguém disse ao Bispo Diocesano a história religiosa da cidade, como também que a imagem de Nossa Senhora das Vitórias estava num oratório particular do casarão do doutor Labieno. Os padres franciscanos sugeriram que fosse criada a segunda paróquia em louvor à Virgem Imaculada de Lourdes. A igreja (segunda paróquia) era para ser construída onde hoje é o CSA, mas o terreno tinha sido vendido para as Irmãs Franciscanas de Siessem. Depois ela seria instalada na Avenida Faustina, numa antiga máquina de café denominada“Máquina daViú- va Conceição”, num balcão de alvenaria em péssimo estado de conservação. E, na manhã de 11 de fevereiro de 1955, dia da instalação da paróquia, da posse do primeiro vigário e da entrega aos franciscanos deste campo de atividades religiosas, o bispo Dom Hugo Bressane de Araú- jo servia-se duma capela dedicada a São Benedito para desenvolver canonicamente as cerimônias litúrgicas de instalação e posse. Vale dizer que em sete de dezembro de 1947 foi inaugurada em Garça a Capela de São Benedito, na Vila da Estação. A construção da capela foi idealizada por César Correa Lopes, loteador da vila. Diante das impossibilidades de ser construída nos terrenos outrora apresentados, a capela acabou ficando distante do centro mais povoado da época. A imagem de Nossa Senhora das Vitórias encontra-se hoje na Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, no museu da igreja. Ela foi a primeira santa que suscitou a devoção na cidade. Vila Salgueiro Em 1938 a Vila Salgueiro era, juntamente com o Bairro Ferrarópolis, as vilas implantadas oficialmente no município que ainda não tinha 10 anos de emancipação política e que teria uma longa trajetória. Da vila muitas são as lembranças e as histórias.A família do maestro Geraldo Moysés que chegou a Garça na década de 30 e logo se enveredou pelos caminhos da música é deVila Salgueiro. Mas outro ponto da vila também chamou a atenção e foi ponto de referência. A Escola de Samba deVila Salgueiro, que por vários anos saiu na avenida garcense. Os ensaios aconteciam na “pracinha da Salgueiro” (Praça Padre Lupércio Simões) e lá, em meio à famélia Moysés, ao comando de Dona Marieta Moysés e no embalo do samba, a (Foto: Sarará) escola saia para, junto com a Escola Rosas de Ouro (do José Carlos Cabeleireiro), fazer o carnaval garcense. Sarará (Claudiomiro da Silva), o eterno mestre-sala da escola, se recorda com saudades daquele tempo. Ele lembra também a alegria que foi, em 1979, quando a Sentinela do Planalto completou seu cinquentenário, ver toda a avenida cantar o samba enredo da escola. Um samba feito por ele para homenagear a cidade. Um samba escrito em 1979 qUe ainda se mantém atUal: “Renasce um Carnaval para homenagear Garça” I Tu eras Mata Virgem Que o Homem desbravou, Hoje és um Jardim florido Que o café a transformou. II Aprovado no exercício de 1952 Menino Araceli Dentre as várias iniciativas de freiAurélio Di Falco,fundador da Pa- róquia de Nossa Senhora de Lourdes, encontra-se a devoção ao Menino Jesus de Araceli.A imagem, que encontra-se no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, do lado direito do altar principal, tem uma história curiosa. Depois de seis anos de permanência no Brasil, frei Aurélio voltou para a Itália para uma visita aos familiares. Na ocasião recebeu um pedido da senhora Iracema Souza Formigoni para que trouxesse uma imagem do Menino Jesus de Araceli, ve- nerada em Roma. Como não encontrou imagens disponíveis do santo, frei Aurélio incumbiu o escul- tor Obletter de Ortisei, de reproduzir uma. A imagem ficou pronta em dezembro de 1958 e foi tra- zida ao Brasil por freiAurélio, aqui chegando no dia 6 de janeiro de 1959, no aeroporto de Congonhas. Ficou retida na Igreja de São Cristóvão, em São Paulo, até 31 de janeiro. No dia seguinte, Monsenhor Guilherme Bonomo, vigário da Igreja de São Cristóvão a trouxe para Garça, pelo trem da Paulista, sendo recepcionada pelo bispo Don Hugo Bresane de Araújo e dona Iracema. É importante lembrar que a imagem, antes de vir para o Brasil, foi abençoada no dia 2 de janeiro, em Roma, pelo Papa João XXIII, atualmente Santo João XXIII. Talvez seja a única imagem da região abençoada Menino Jesus de Araceli por um santo. Vila Mariana A Vila Mariana figura entre as mais tradicionais da cidade e foi aprovada oficialmente em 1953. O “Sanatório André Luiz” – fundado em 30 de março de 1962 - e o “buracão” eram os pontos de referência da vila. No dia 13 de junho de 1975 era lavrada a escritura de doação, por Albino Gonçalves Ramos e sua esposa Elvira Ferrari Ramos, de uma área com 6.112 metros quadrados, onde se localizava o chamado “buracão”. Esse terreno tem início no cruzamento da Rua Armando Salles de Oliveira com a Rua José Augusto Escobar, atual Feira Livre.A Prefeitura pretendia executar um projeto de reflorestamento, com o plantio de eucaliptos e também construir quadras de esportes,represa e outras áreas de lazer. O “buracão” foi, por muitos anos, um local de referência na vila, que também tinha outros pontos de atenção como o sanatório e o Cruzeiro. Com a re-divisão dos bairros, hoje o Hospital Psiquiátrico André Luiz pertence ao Bairro Jardim Paulista II. O buracão já não existe mais, mas a área que, antes por ele era assoreada, pertence hoje ao Bairro Ferrarópolis. Depois de muito tempo, Agora mostra o calendário, Este é um ano de Glória É o seu cinquentenário. III Sebastiana, irmã de Sarará, participava ativamente da escola de samba na vila Portanto em nosso enredo Tu és a inspiração. Queremos que o Povo cante Com amor no coração. IV Em nosso estandarte Azul e branco suas cores. E nossas fantasias Com destaque e mais amores. Aprovado no exercício de 19523 Aprovado no exercício de 1938 V Portanto chegou a hora Vamos todos cantar. Porque o Carnaval É nossa Festa popular. VI Parabéns para você É o Salgueiro quem diz, Muita paz neste ano Minha Garça Feliz. (Letra e Música: Sarará) Entreda do antigo Sanatório André Luiz (hoje Hospital Psiquiátrico)

[close]

p. 11

COMARCA DE GARÇA Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos |11SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Por 50 anos “Seu Geraldo” atuou no ofício de charreteiro E, ao imaginar Garça hoje, completando 88 anos e com uma frota de 27.155 veículos (dados da Fundação Seade), não se atina aos primórdios da fundação da cidade. A demarcação do local certamente não foi tarefa fácil e os primeiros momentos da comunidade, lá em 1920, foram bastante inóspitos. Na primeira propriedade agrícola da região, um povoado começou a se formar ao redor da fazenda, mas a luta não era fácil. A água tinha de ser buscada em locais distantes e era carregada em lombos de burros. O abastecimento de quaisquer gêneros alimentícios se fazia apenas nas cidades de Campos Novos e Presidente Alves, que ficavam a, pelo menos, 40 quilômetros do local. Labieno da Costa Machado iniciou as obras para a implementação de uma cidade. Em 1922, vários ranchos já estavam construídos e uma serraria era erguida. Também uma pequena capela foi construída, em homenagem à Nossa Senhora das Vitórias. Uma pensão, bares e outros estabelecimentos comerciais já começavam lentamente a surgir. E vendo as fotos da época, o que se nota entre os poucos automóveis, é a presença do carro de boi, da carroça e da charrete, tão necessários para o dia a dia do garcense. O primeiro fez a luta na zona rural, os dois últimos ainda hoje figuram nas ruas da cidade. Fazem carretos e ainda sustentam os poucos que se aventuram na profissão de carroceiro e charreteiro. Nesse cenário, por quase 50 anos, o senhor Geraldo Rodrigues dos Santos, ou apenas “Seu Geraldo”, atuou no ofício. Foi carroceiro. Foi charreteiro. Foi “motorista” de muitas crianças. Aos 85 anos, comemorados no último dia 27 de fevereiro, o mineiro de Montes Claros, disse que chegou em Garça com 15 anos de idade e foi morar no distrito de Jafa. “Cheguei aqui devia ter uns 15 anos, e desde então sempre fiquei nessa região. Eu morava em Jafa, mas sempre frequentava Garça porque eu trabalhava com gado. Trabalhava na estrada”, disse ele, salientando que todas as estradas que cruzam Garça, ele as conhece desde quando “andava montado a cavalo”. E de “tocador de boi”, numa época em que as boiadas iam ao som do berrante, tocadas por homens e andando léguas até chegar aos frigoríficos ou aos novos proprietários, seu Geraldo entrou para o ofício de charreteiro. Entrou porque achava bom e bonito. “É que eu achava bom, bonito trabalhar de charrete. Gostava de mexer com animal, mexer com gado. Primeiro aqui tinha um frigorífico “Coinca”. Entrei lá, e era eu que transportava, gado, da- Seu Geraldo também foi bucheiro Numa época em que o jovem faz cursinho para saber que profissão seguir, falar em bucheiro, para muitos, é como dizer uma palavra estranha. Mas o bucheiro foi uma das profissões exercidas por seu Geraldo. Com a carroça, ele percorria os bairros da cidade vendendo os miúdos (de porco ou de boi). Ainda hoje muitas donas de casa garcenses sabem o que é um bucheiro e muitas dele foram freguesas. Ali ele levava fígado, bofe, bucho, mocotó, pé de porco, banha de porco, tripas. Dali ele também tirava o sustento dos oito filhos. “Cheguei a trabalhar bastante tempo de bucheiro. Vendi muito miúdo. Eles matavam o boi e jogavam o miúdo pra lá, depois a gente pendurava a carne e os miúdos eram colocados em um carrinho que a gente saía na rua”, lembra ele, que praticou o comércio tanto com a carroça, como com os “carrinhos tipo carriolinha”. Segundo ele, quando trabalhava de bucheiro, pegava o carrinho e ia até Jafa. Tudo a pé ou com a carroça. Em sua rota de comércio as vilas Salgueiro, Mariana e Cavalcante eram as mais visitadas, mas ele chegou a comercializar no Morada do Sol. “Essas vilas eu conheço rua por rua. Conhecia, né. Se eu for lá agora, eu acho estranho. Mudou muito. Andei por lá e trabalhei bastante, agora ficou para os filhos”, fala ele, ciente das mudanças que ocorreram na cidade. E dos filhos ele lamenta não ter podido estudá-los, por que não tinha dinheiro, mas cada um aprendeu uma profissão, sempre na carroça. “Trazia as coisas pra eles. Coisas ganhas na lida, era um dinheiro que não rendia nada, mas era o que eu sabia fazer, e eles aprendeu, porque não teve estudo, eles aprendeu a profissão deles,um é pintor, outro é eletricista. É profissão boa, trabalham por conta deles, mas ganham pouco também”. “Tirei meu sustento com a carroça” qui praTupã, de Pederneiras pra cá. Tinha acostamento e o gado andava por terra, agora o gado não anda por terra mais, só anda de caminhão. A gente levava as tropas na terra, montado nos cavalos”, relembra ele. E seu Geraldo em pouco tempo, passou a compor o quadro de charreteiros que ficavam no ponto defronte ao mercadão. Era uma referência para a cidade, e “Seu Geraldo” desde pequeno já estava no lombo do animal as charretes eram os taxis da população de menor poder aquisitivo. Na estação de trem, na porta dos mercados. Lá estavam os charreteiros prontos para satisfazer o cliente. Mas num crescimento da cidade, com o progresso chegando, a situação dos charreteiros já não era tão confortável. Já não era possível ficar no ponto defronte ao mercadão. “Tinha o ponto ali em frente ao mercadão e era muito bom. Era um ponto de saída para tudo. Depois eles mudaram para a subida, indo para lá (fala ele gesticulando com as mãos e apontando a direção daVila Mariana)”, fala o charreteiro lamentando a mudança, afirmando que o novo ponto ficava “fora de mão”. Os clientes já não vinham com tanta frequência. “Depois o ponto mudou perto da Farmácia do João Vizotto e depois puseram nós ali naquele buracão ali da feira. Lá nós ficou sem saída, que ali é um lugar de descida, e lá não ia ninguém, porque não sabiam onde tinha charrete”, lamenta ele. Com sua experiência profissional, ele enfatiza que “charrete tinha que tá no meio da rua, igual quando começou”. Com a queda no trabalho, era preciso se reinventar e, como disse seu Geraldo, ele começou a “carregar moleque de escola. Ia pra lá. Ia pra cá”. Foi um tempo considerado feliz, embora os afazeres lhe tomassem muito do seu tempo. “Num tinha tempo para nada.Chegava de noite, amarrava um animal pra cá, outro pra lá, e na manhã era a mesma lida ‘traveis’”, falou o homem, que no alto de seus 85 anos,traz vivas as lembranças da época. O mineiro-garcense lembra que quando se instalou defronte ao mercadão, não tinha muitas vilas ou bairros em Garça. Como disse ele, não havia o Bairro São Lucas, assim como também não existia o Jardim Paineiras. O que tinha, segundo seu Geraldo, era “o miolo da cidade”, que era mais movimentado. “Era o taxi, principalmente nos dias de sábado. Eu ia no Pereira Leite (fazenda), na Palmares. Ia até duas vezes por dia. Era o taxi. Eu me lembro que andei muito na Estação Velha. Agora a gente não pode ir nem de dia que o ladrão pega a gente e toma o que a gente tem e o que não tem”, fala, fazendo referência à violência que veio junto com o progresso. “É uma profissão boa, mas ganha pouco também” Seu Geraldo não lamenta os poucos recursos conquistados. Agradece pela profissão que teve e salienta que a mesma é boa. E entre a charrete e a carroça, ele não titubeia em escolher a primeira. “Eu achava a charrete melhor porque eu não pegava peso. A carroça, onde o caboclo mandasse a gente tinha que ir, e pegava peso. Era para pegar entulho. Eu tinha a carroça aqui e às vezes até de domingo pegava um entulho que eu nem aguentava. Hoje em dia eu sinto da coluna, nem posso fazer mais força”, fala o homem, reconhecendo que agora é hora de descanso. “É porque ser for para trabalhar na carroça, eu não aguento mais.A coluna não ajuda”. E o charreteiro, carroceiro, bucheiro também transportou crianças, num trabalho que hoje é realizado pelas vans escolares, devidamente registradas. Por quanto tempo? “Acho que foi por uns 30 anos. Chegava de noite eu tinha dois, três animal, amarrava um pra lá e outro pra cá,caía nos buracos e levantava, trocava animal de lugar. No outro dia levantava a (Foto: Museu Histórico de Garça) mesma lida”, relembra ele, mostrando um brilho no olhar. Lembra o carinho das crianças. Mas engana-se quem pensa que ele se esqueceu dos animais que tanto o ajudaram. Entre suas predileções está a égua Rosi, que morreu de velhice, mas que até os dias de hoje é lembrada. “Tem dia que eu sonho com ela duas vez por noite. Era uma eguinha. Rosi. Eu tinha adoração por aquele animal. Ela morreu de idade, mas encostava onde eu queria. Nunca bati em carro com ela, obediente, boa de rédea. Ela sempre ficou comigo. Às vezes eu amarrava ela lá pra baixo, ela escapava de noite, eu escutava ela rinchar. Estava pedindo comida. Eu levantava, dava água e dava comida pra ela, e amarrava ela lá atrás. Fiquei com ela uns 15 anos”, relembra ele, lamentando que as fotos da companheira foram perdidas nas muitas arrumações da casa. Nas ruas de terra batida ele levava com sua charrete os pequenos estudantes para as escolas da cidade. “Tinha asfalto só no centro da cidade. Vila Salgueiro era chão,Vila Mariana era chão,e quando era tempo de chuva era aquele lameiro danado, mas antes, principalmente quando a gente carregava criança,tinha que ir no horário certo,e tinha que entregar a criança, principalmente criança pequena, entregar pra professora, e de tarde ela entregava pra gente, a criança pequena a gente não pode‘sortá’ sozinha”,fala ele, mostrando a responsabilidade da profissão. Segundo seu Geraldo, eram transportadas quatro ou cinco crianças, mas não todas de uma só vez. “Eu pegava aqui, largava na escola ali. Pegava ali, largava na outra escola lá. Mas teve ocasião que eu carreguei 15 crianças, mas não pegava tudo de uma vez. As crianças largavam da perua pra vir de charrete. As crianças gostavam de andar de charrete”, afirmou ele com orgulho. Assim ele transportava seus pequeninos passageiros até a escola Maria Sofia, ou “naquela escola da Morada do Sol. Naquela que agora fica na Maria Isabel. Lá naquele grupo que eu esqueço o nome. Eu ia até o Bar do Baron”, falou ele, não conseguindo lembrar o nome da escola Maria do Carmo. Há seis anos o charreteiro se aposentou do ofício, mas ainda tem saudades Há seis anos seu Geraldo deixou de trabalhar. Agora fica em casa com a esposa Maria Gertrudes, cujo matrimônio foi contraído em Jafa. Como disse ele,começou em Jafa – no civil – e terminou em Garça – no padre -. Mas, ao lembrar a profissão que tanto prazer lhe deu,relata um certo desgosto com as mudanças que, ao longo do tempo, foram sendo impostas. Desgostoso, como ele mesmo se intitulou, acabou com tudo e jogou as coisas num canto. “Joguei naquele canto. Aí eu parei de trabalhar.Eles acham que a carroça é perigosa. O movimento aumentou muito na cidade e ficou perigoso andar com carroça ou a charrete no meio da rua. Tem carro daqui, tem carro dali, e a gente olha pra trás tem uma fileira de carro, e tem animal que é meio manhoso. Em vez dele ir pra diante, ele vem pra trás, e bate na cara de um carro, aí o carroceiro que é culpado. Isso que é duro né?”, fala ele lamentando “a aposentadoria”. Seu Geraldo comentou que “o miolo da cidade é mais movimentado e, hoje em dia, se sair montado a cavalo ou numa charrete, eles não deixa. Aí eu parei de trabalhar”. E ficaram as lembranças de um homem que fez parte da história, ainda que a história não fale dele. (Foto: Museu Histórico de Garça) Garça, década de 20. No que viria a ser a Avenida Faustina uma carreata de bois passa tranquilamente levando a sua carga. Primórdios de uma cidade que viria a destacar-se em toda a região Garça, 1952. Foto registra trabalhadores na área do buracão, proximidade das Ruas Padre Leite com José Augusto Escobar, onde existe o bueiro

[close]

p. 12

12 | SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos Garça na Revolução de 1932 Garça ainda menina, com apenas três anos de emancipação político-administrativa mostrou que tinha homens (garcenses por opção) capazes de defender o estado paulista, pagando com a própria vida. O dia 9 de julho marca o início da Revolução de 1932,é a data cívica mais importante do estado de São Paulo. Os paulistas consideram a Revolução de 1932 como sendo o maior movimento cívico de sua história. Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil. No total, foram 87 dias de combates (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932), com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2.200 mortos, sendo que inúmeras cidades do interior do estado de São Paulo sofreram danos devido aos combates. O Brasil, dois anos após a Revolução de 1932, teve uma nova constituição promulgada, a Constituição de 1934. Garça, como todos os municípios paulistas, participou ativamente desse movimento revolucionário. Na época, Garça tinha 11.275 habitantes, sendo 3.272 homens, 3.780 mulheres e 4.223 crianças. A grande riqueza da cidade residia na cafeicultura, que na época já possuía 12 milhões e 200 mil pés de café em produção. Quando foi deflagrada a revolução, o prefeito de Garça era o dr. Jurandyr Ubirajara de Castro Guimarães, empossado em 16 de junho de 1932 e permanecendo à frente do Executivo até 26 de outubro, quando a revolução já havia terminado. Ele era um médico que já havia exercido a função de prefeito num período anterior de 14 de janeiro de 1931 a 5 de maio de 1931. Participaram do movimento, 352 garcenses dos quais, quatro, foram condecorados com medalhas de honra ao mérito. Sílvio Cervellini, José Augusto Escobar, Melchiades Nery de Castro e Joaquim Frei- COMARCA DE GARÇA re foram os quatro heróis garcenses que deram suas vidas na revolução. Além desses jovens que participaram diretamente dos combates ou ficaram na retaguarda, existia ainda o trabalho das senhoras garcenses na confecção de peças de roupa para os soldados, a doação de joias para manter os exércitos em combate. Portanto, toda a população garcense, de uma forma ou de outra, participou desse movimento revolucionário, que culminou com a edição de uma nova Constituição, em 1934. Uma das medidas tomadas pelo prefeito Juran- dyr Guimarães, logo após o início da Revolução, foi a edição da Resolução nº 42, no dia 10 de julho de 1932, criando a Guarda Municipal, que teria a função de policiar o território municipal. Afirmava o prefeito que “a constituição dessa guarda de emergência compor-se-á de 4 a 8 homens, podendo ser aumentada, a critério da autoridade policial”. O motivo da criação da guarda, é que todos os soldados da Força Pública (agora Polícia Militar), haviam sido recolhidos a Bauru, no dia anterior (9 de julho), para formar as primeiras frentes de combate. Joaquim Freire, Silvio Cervellini, Melchiades Nery e José Augusto Escobar: o “MMDC” garcense Joaquim Freire morreu no dia 1º de outubro de 1932, dois dias após o término das lutas, ainda dentro das trincheiras, quando as tropas do Governo Federal faziam as últimas escaladas, prendendo a todos que se negavam a render. Joaquim Freire foi metralhado na altura da cintura e encontra-se enterrado em Araçatuba. Não há registros de quando foi feito o seu alistamento. Silvio Cervelini apresentou-se voluntariamente, aos 21 anos, para combater pela Revolução constitucionalista e 12 dias depois, estava ele incorporado ao 6º B.C.R. e ocupando posição no Setor Sul, Frente de Buri. Foi ali que, a 16 de agosto, Silvio foi atingido por bala (Foto: http://mmdcsaopedro.blogspot.com.br/) JOSÉ AUGUSTO FROTA ESCOBAR no ventre, sendo recolhido ao Hospital de Sangue de Buri, onde morreu dois dias depois. Sepultado no cemitério local, foi seu corpo trasladado para Piracicaba. José Augusto Escobar, morreu também no dia 16 de agosto de 1932, no maior combate do setor sul da Revolução, em Buri. Segundo os dados,JoséAugusto Frota Escobar era filho de Mário Teixeira de Escobar e Auta Frota Escobar e irmão de Irineu, Maria de Lourdes, Mário, Antônio (engenheiro agrônomo no Instituto Agronômico de Campinas) e Edgar Frota Escobar. Nasceu em São Pedro, estado de São Paulo, a 26 de junho de 1909 e seguiu para o combate aos 23 anos. Era primo de Maria Emília Teixeira Fernandes, morou na casa dos tios para estudar. Formado pela Escola de Farmácia e Odontologia de São Paulo, em 1930, exercia sua profissão em Garça, onde adquirira uma farmácia. José Augusto Frota Escobar (Memória Garcense) Repostagem dessa fantástica foto, que foi tirada em junho de 1932 na praça Rui Barbosa (Garça), sendo que nessa época não havia a igreja matriz. Esse canhão (note a palavra Garça) em homenagem a revolução de 1932 foi construído por Nello Americo De-Stefani, na oficina que ficava ao lado da antiga Farmácia Central, tendo sido levado na praça e dado três salvas de tiro, sendo presenciado pela população que se aglomerou na praça,tudo em prol da revolução constitucionalista. Os jovens que aparecem na foto, da esquerda para direita são: Jorge Alberto Caldeira, Lívio De-Stefani e Alberto Alves Filho. Após a deflagração do movimento re- volucionário de 1932, no dia 9 de julho, os garcenses também aderiram integralmente à causa defendida por São Paulo, de restabelecimento da ordem constitucional em todo País. Dentre as várias manifestações de apoio e com o objetivo de divulgar a luta dos paulistas, uma delas ganhou grande repercussão. O mecânico Nello de Stefani, que também alistou-se no setor de manutenção das aeronaves, construiu um pequeno canhão que colocou em exposição na Praça Rui Barbosa e foi depois fotografado junto com três garotinhos, todos devidamente trajados com soldados revolucionários. O menino da esquerda é o Jorge Alberto Caldeira, o do centro é o Lívio de Stefani, filho do Nello e irmão do professor Sérgio de Stefani e o da direita é o Alberto Alves Filho, que mais tarde viria a ser o primeiro piloto brevetado de helicópteros do Brasil. A foto foi estampada num caderno especial do Jornal “Folha de São Paulo” de 05 de julho de 1992, comemorativo dos 60 anos da Revolução de 32 e hoje está exposta no Museu da Revolução em São Paulo. Essa foto do Batalhão Infantil de Garça correu o Estado de São Paulo, como motivadora da Revolução de 32. deu uma prova magnífica de desprendimento. Oficial farmacêutico adido ao 6º R.I. desde os primeiros dias esteve a postos na frente Sul.A 15 de agosto, em Buri, soube que seu amigo Silvio Cervellini estava ferido em campo onde se travara a luta e onde as forças ditatoriais já começavam a pôr os pés. Era perigosa qualquer incursão naquele rumo. Ele, porém, fiel à sua amizade, foi procurar o amigo ferido, quiçá morto. Foi infeliz. Encontrou apenas uma bala inimiga que o prostou e que, finalmente, levou-o ao mesmo hospital de sangue da coluna adversária. No dia seguinte, 16, a morte juntou-os, levando-os ao mesmo tempo. Sepultado em Buri, a cidade de São Pedro reclamou os seus despojos e hoje os tem no cemitério local. Sua morte em combate, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, foi uma tragédia Silvio Cervellini familiar que se somou à morte, até hoje não esclarecida, de seu pai Mário Teixeira de Escobar. Em São Pedro o seu nome foi com justiça atribuído ao Núcleo MMDC, dadas as condições da sua morte na batalha é o herói por excelência da cidade. Melchiades Nery de Castro pertencia ao Batalhão Legião Negra e foi morto (Foto: www.voluntariosdepiracicaba.blogspot.com. br/2012/05/dos-catorze-piracicabanos-mortos-em.html) em outra frente de combate. Filho de Sebastiana Maria e de João Benedicto Ney, lavrador , ao s 18 anos , seguiu para o combate em 25 de julho de 1932. Foi sargento introdutor do primeiro grupo de escoteiros de Garça em 1932. O Legião Negra teve papel relevante na Revolução de 1932. O peso político do negro era grande, tanto que o próprio interventor de São Paulo, Pedro de Toledo, foi pessoalmente até a sede da Frente Brasileira Negra (a maior e mais respeitada entidade negra da época), pedir o apoio dos negros para a guerra. Porém, vários integrantes eram vanguardistas e operários (classe amplamente defendida por Vargas). Por isso, muitos negros não aderiram ao movimento constitucionalista. A Legião Negra também era conhecida como os Pérolas Negras. (Fonte: http:// mmdcsaopedro.blogspot. com.br/) O movimento escoteiro foi implantado em nossa cidade em duas fases distintas. A primeira, de 1932 a 1945 e que contou com o incentivo do sargento Melchiades Nery de Castro na sua fundação. E depois em 1970, quando ressurgiu sob os auspícios da Sociedade Amigos de Garça, graças ao trabalho da presidente Dalva Magalhães Parreira. A foto registra um dos grupos da primeira etapa, em 1938, comandado pelo professor Otávio Fragnan, diretor do Grupo Escolar de Garça. Ele é o primeiro, em pé, de terno escuro. (Memória Garcense)

[close]

p. 13

COMARCA DE GARÇA Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos Família Silva: uma das muitas que habitaram estas terras Conversar com uma das filhas de Pedro Ribeiro da Silva e Idalina Maria de Jesus é também contar um pouco da história de Garça. Apenas um trecho que parece desnudar algumas dúvidas. Uma família como muitas da época,cujo sobrenome mostra a representatividade e o fator comum. O pai é traduzido como um empreiteiro, boêmio, cantador de Folia de Reis. Um “Don Juan” que vivia levando a família de fazenda em fazenda, de sítio em sítio, mas que raramente estava presente.A mãe é traduzida como a guerreira. Ela, ainda menina,e ele já era“homem feito”, quando os dois se conheceram na Bahia. Ela brincava “de boneca” com uma das filhas de Pedro. A vida fez com que a família de Idalina saísse do estado baiano. Vieram morar na região de Promissão, Cafelândia, Júlio Mesquita e, não demorou muito para Pedro – agora viúvo – aportar nas novas terras. Veio como pode, a pé, no lombo de burro, na ajuda dos outros. Na Bahia deixou os filhos. “Minha mãe contava que ele não saía do pé dela, até que se casaram. Casaram apenas na igreja, por isso em todos os documentos ela era considerada solteira”, fala a filha Marlene, retratando uma normalidade da época. Idalina casou-se e teve por filhos os filhos de Pedro, somados aos seus, e a família, que mais parecia nômade, percorreu a região de Júlio Mesquita,Álvaro de Carvalho e Garça. Júlio e Darcy nasceram, respectivamente, em 1936 e 1939. Os dois nasceram, como tantos da época, pelas mãos das parteiras. Nasceram em casa, na Fazenda Irajá – localizada entre Álvaro de Carvalho e Júlio Mesquita – Júlio e Darcy são garcenses, pois Álvaro de Carvalho era distrito de Garça. Os fatos históricos contam que “em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936, o município de Garça compreende o único termo judiciário da Comar- Marlene estudou no “Grupinho” – hoje prédio do Museu Histórico ca de Garça e se divide em 3 Distritos: Garça, Vila Santa Cecília (Álvaro de Carvalho) e Santo Inácio (Lupércio). A Lei Estadual n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, desmembra do município de Garça, o Distrito de Álvaro de Carvalho” E voltando à família Silva, a filha Maria também é garcense e também veio ao mundo pelas mãos de uma parteira. Nasceu em 1955, no Sítio São Pedro, no Bairro Itiratupã, no distrito de Jafa. A Lei nº 2456, de 30 de dezembro de 1953, que passou a vigorar em 1954 -1958, coloca como Distritos da Comarca: Garça, Alvinlândia e Jafa. Já numa divisão territorial datada de 1 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Garça e Jafa.Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de1999. Hoje, aos 62 anos, Maria, que há muito saiu da terra natal, estranha quando dizemos que o aniversário de Garça é em 5 de maio de 1929. “Eu era capaz de jurar que era 4 de outubro. Lembro de uma comemoração, quando ainda era criança (Foto: arquivo) |13SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 que a professora mandou ir à lousa e pediu para colocar a data do aniversário de Garça. Tremi com medo de errar e escrevi bem pequeno 4 de outubro de 1924. O que mudou?”, questionou ela. Não mudou nada. Maria, estudante da escola Maria do Carmo, se refere aos primórdios da história da Sentinela do Planalto. Da pequena vila que ia se consolidando e levou, inicialmente, o nome de Incas. Posteriormente, o nome foi mudado para Italina, sendo novamente alterado para Garça, em função do Ribeirão da Garça. A primeira rua da localidade foi inaugurada em 4 de outubro de 1924, com uma grande festa religiosa. Em 4 de outubro de 1924, com a presença de pessoas locais, o Dr. Labieno da Costa Machado fundava a cidade de Garça e a cidade que nascia tinha como sede o município de Campos Novos do Paranapanema, pertencendo à Comarca de Assis. Sim, Garça foi distrito de Campos Novos do Paranapanema, ou Campos Novos ou Campos Novos Paulista, como hoje a cidade é denominada. Darcy e Júlio estudaram no “Grupão”, mas Marlene, nascida em Garça, na cidade, em 1947, frequen- tou os bancos escolares do “Grupinho” – hoje prédio do Museu Histórico. Na época era moradora da fazenda Santa Eulália e vinha a pé para a cidade. Atravessava rios e uma “pinguela” para chegar até os bancos escolares e depois retornar para a rotina da roça. inha com os irmãos João Batista e Juracy. Isso em 1953. A família Silva, agora com nove 10 crianças deixou os domínios garcenses indo morar “nos lados de Borebi”. Por lá, na Fazenda Jaraguá (Agudos) nascia mais uma filha. Há 53 anos a família voltou novamente para Garça, agora moradores da zona urbana, no Bairro Cavalcante. João Batista, que trabalhou como pedreiro na construção da nova Matriz, não mora mais em Garça. Dirce que trabalhou no Frigus, se aposentou. Aparecido que foi boia-fria e pedreiro passou num concurso na Polícia Militar e agora se aposentou na capital paulista. Maria há muito reside em Ribeirão Preto. Marlene se tornou professora. Juracy e Darcy apenas se casaram. A família se multiplicou, outras famílias se formaram, e mais garcenses nasceram. A Família Silva foi uma das muitas que habitaram por essas terras. Os muitos bairros que formam a Sentinela do Planalto E a cidade cresce, os novos bairros trazem características próprias e também ganham os seus moradores. É preciso atender à necessidade da casa própria. Entre os núcleos Labienópolis e Ferrarópolis, que foram as duas colunas fundadoras da cidade, também há registros do Barrópolis e do Larópolis. Destes dois últimos, não se ouve mais falar. Segundo Jair de Jesus Sgarbi, diretor de Departamento de Cadastro e Controle de Imóveis da Prefeitura, muitos bairros são conhecidos por um nome, mas oficialmente possuem outro, como, por exemplo, a Vila Cavalcante que na realidade, ou juridicamente, é o Bairro Alfredo Cotait; Vila Manolo Bairro José Ribeiro;Vila Serafim - Bairro Jardim Hilmar Machado de Oliveira; Vila Nova - Vila Araceli. “Também existe uma área nas proximidades da Rua Guanabara entre os bairros Ferrarópolis, Mariana e Cascata, e é comum alguns moradores descreverem como sendo o Bairro Guanabara, mas na realidade o que existe são as chácaras Guanabara nas proximidades do atual Bairro Jardim Frei Aurélio Di Falco”, disse ele. Em relação fornecida pelo setor, consta que os bairros Labienópolis e Ferrarópolis foram oficialmente aprovados em 1939 e 1938, respectivamen- te. No entanto, o diretor salienta que tais bairros, que são os precursores do município, têm sua existência anterior à data citada, porém são dados encontrados em mapas da época, como o mapa do Bairro Labienópolis, que é uma verdadeira relíquia do município.

[close]

p. 14

14 | SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos Relação de bairros do município de Garça Aprovado em 19 de junho de 1979 COMARCA DE GARÇA Aprovado no exercício de 1958 Aprovado em 4 de julho de 2001 Aprovado em 31 de março de 1980 Aprovado em 20 de janeiro de 1999 Aprovado em 6 de abril de 1977 Aprovado em 23 de setembro de 1981 Aprovado em 24 de agosto de 1981 Aprovado em 22 de maio de 1980 Aprovado em 14 de outubro de 1982 JARDIM PAULISTA II Aprovado em 19 de outubro de 1988 JARDIM PAULISTA Aprovado em 7 de maio de 1982 JARDIM MACRO ESTÂNCIA Aprovado em 15 de outubro de 1984 Aprovado em 29 de novembro de 1989

[close]

p. 15

COMARCA DE GARÇA Aprovado em 14 de junho de 1985 Garça nossa CIDADE, Especial nossosBAIRROS anos Relação de bairros do município de Garça Aprovado em 24 de outubro de 2003 |15SEXTA-FEIRA, 5 de MAIO de 2017 Aprovado em 29 de novembro de 1988 Aprovado em 28 de agosto de Setor GARÇA II aprovado em 7 d março de 1990 Aprovado em 8 de julho de 1993 Aprovado em 30 de janeiro de 1995 Aprovado em 14 de fecereiro de 1990 Aprovado em 17 de setembro de 1993 Aprovado em 7 de janeiro de 1998 Aprovado em 9 de agosto de 1999 Aprovado em 1 de abril de 1994 Aprovado em 11 de agosto de 1999 Aprovado em 30 de março de 1998 CONJ. HABITACIONAL JARDIM SOL NASCENTE Aprovado em 8 de maio de 1997 CHÁCARAS GUANABARA Aprovado em 8 de janeiro de 1999 JARDIM ANITA Aprovado em 21 de setembro de 1999 Aprovado em 3 de abril de 2006 Aprovado em 29 de novembro de 2005 Aprovado em 20 de outubro de 1999 Aprovado em 8 de maio de 2001 Aprovado em 8 de maio de 2000 Aprovado em 30 de dezembro de 2004 Aprovado em 22 de maio de 2001

[close]

Comments

no comments yet