Revista Fácil - Edição 177

 

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São João do Nordeste

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ANO XXI - junho 2017 - Edição 177 - R$ 8,00 - www. revistafacil.net Gastronomia Ostras Moda O xadrez da moda São João do Nordeste FÁCIL | Lazer e Negócios NE 1

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Capa: Concurso de Quadrilha Foto: Divulgação Prefeitura de Maceió/Al 6Capa 12 Moda Sumário Capa 06 Coluna Gestão 10 Coluna Abrajet/PE 11 Moda 12 Coluna/CE 18 Gastronomia 20 Internacional 26 Coluna PB 30 20Gastronomia Edição 177| Ano XXI | Junho /2017 www.revistafacil.net FÁCILTV - www.faciltv.tv Expediente Presidente Fernando La Greca Diretora de Negócios Nilza Guerra Diretora de Produção Ana La Greca Editor de Turismo Luiz Felipe Moura Colaboradores de Fotos Evaldo Parreira Ivaldo Régis Roberto Souza Colaboradores Gilson B. Feitosa Horácio Abiahy Yluska Regina Quesado de Almeida Jaques Cerqueira Leandro Ricardo Ney Anderson Roberta Monteiro Silvio Romero Rogério Almeida Colaborador São Paulo Renato Cury Fone: 11 2864.1636 Administração Rua D. Maria Vieira, 88-E - Ilha do Retiro Recife-PE - CEP 50830-020 Tel. 55 81 3039.0594 | 3039.0595 Redação Tel. 55 81 3039.0595 redacao@revistafacil.net Comercial Tel. 55 81 3039.0594 comercial@revistafacil.net Assinaturas Tel. 55 81 3039.0594 Auditada por Baker Tilly Brasil Ceará Sucursal Fortaleza Diretor Mario Pinho Rua Coronel Manuel Albano, 900, torre V, Sl. 405 Maraponga - Fortaleza - CE Tel. 85 32 98 1506 | 85 98856 5149 OI 85 99764 4290 TIM | 11 96031 2011 OI/SP Brasília | Rio de Janeiro | São Paulo Linkey Representações e Publicidades Ltda. (61) 3202-4710/ 9984-9975/ 8423-0318 linda@linkey.com.br Contato São Paulo: Maria Marquezini (11) 99701-5278 | 97284-1919 98288-1919 mmarquezini@linkey.com.br A Fácil Lazer e Negócios Nordeste é uma publicação da EBI - Editora Brasileira de Imprensa Ltda Opinião dos colunistas não reflete necessariamente a opinião da Revista. Proibida a reprodução total ou parcial de matérias ou fotos sem a autorização da Revista. 4 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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CAPA Texto: Ana Paula Silva - Fotos: Divulgação Concurso de Quadrilha O São João do Nordeste No mês de junho é celebrado no país uma das maiores festas populares brasileiras, o São João. Festejo muito conhecido no Nordeste, é um dos mais atrativos da região e que demonstra manifestações culturais e folclóricas importantes da sociedade brasileira. Trazida para o nosso país pelos portugueses no período colonial, as festas juninas possuem caráter religioso e é uma celebração aos santos da igreja católica Santo Antônio, São Pedro e São João, este último com maior representatividade. A festa, originariamente, tinha o objetivo de agradecer pelas colheitas nesse período e celebrar o nascimento de João Batista. Atualmente, as tradicionais fogueiras e as quadrilhas juninas invadem as ruas, que se alegram com as danças tradicionais, shows e as comidas típicas. As roupas e adereços utilizados durante os festejos também mostram as suas características próprias e destacam o aspecto cultural dessa festa. No Nordeste, as celebrações juninas ganharam força, especialmente por conta do clima, que fica mais ameno e com mais chuvas nesse período, bem como por conta da agricultura, que também é favorecida. Assim, as pessoas agradeciam a São Pedro pelas chuvas e também celebravam as colheitas. Além disso, ritmos nacionalmente conhecidos tiveram origem na região Nordeste, a exemplo do forró tradicional ou pé de serra, que é parte essencial na festa. As roupas juninas no estilo caipira, conhecidas também por “saiolas” remetem ao povo camponês que habitava no Nordeste na época colonial. Mas não foram apenas dos portugueses que herdamos todas as características que marcam as festividades juninas. Os balões de ar quente, os fogos de artifício, as quadrilhas, as danças de fitas e o mastro de São João, por exemplo, foram importados da Ásia ou de outros países da Europa. Além das roupas num estilo “matuto”, das músicas e das decorações próprias, as comidas típicas também são marcantes no São João. Feitas em sua maioria com milho, a canjica, a pamonha e outros pratos tradicionais estão presentes em todas as festas e são imprescindíveis no cardápio. As manifestações juninas são cheias de representações e significados. As fogueiras, por exemplo, remetem ao nascimento de João Batista. As simpatias feitas para Santo Antônio ou em torno das fogueiras demonstram algumas crendices populares. Já nas quadrilhas, estão presentes adaptações de danças europeias, especialmente francesas como “anarriê” e “balancê”. No Brasil, vários estados celebram o São João. Contudo, as festividades juninas mais tradicionais geralmente são celebradas em cidades do interior dos estados nordestinos, sendo as mais famosas as que são realizadas em Campina Grande/PB e em Caruaru/PE, esta última conhecida como a “Capital do Forró”. As programações dos festejos juninos nessas cidades são realizadas por um período de um mês, com shows, danças e desfiles de quadrilhas. 6 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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Palco em Caruaru Área do palco principal em Campina Grande Figuras típica do São João Nesse contexto junino, iremos conhecer mais sobre os festejos realizados no Nordeste, a importância social, cultural e econômica que esse período adquiriu nos últimos anos, as opções de diversão nos Estados, as festas mais tradicionais, as comidas típicas, as brincadeiras, além das danças e enfeites que colorem as ruas e chamam todas as pessoas para essa celebração. Caruaru, a Capital do Forró Situada a uma distância de cerca de 130 km da cidade do Recife, na região Agreste, Caruaru é um dos destinos mais importantes do Brasil na época do São João. Agraciada com o recorde no Guinness Book como tendo a maior festa regional ao ar livre do mundo, as celebrações juninas em Caruaru iniciaram de forma simples ainda na década de 1970. O São João de Caruaru preserva artistas da cidade e manifestações culturais diversas. A festa promove um encontro de bacamarteiros, um pólo específico para quadrilhas, apresentações de trios de forró pé de serra em diversos pólos e de bandas de pífanos. Além disso, este ano, a festa foi descentralizada e levou um polo para a zona rural do município. Essa descentralização do São João, expandindo as festividades para além da zona urbana, além de destacar a importância da população rural manifesta um resgate às tradições e origens do forró. Além dos shows e apresentações das quadrilhas, Caruaru também se destaca na culinária. Na cidade, são produzidas versões gigantes das comidas típicas do São João. As bebidas também são produzidas em versões “gigantes” nesse período, a exemplo do maior quentão do mundo. Como reforço ao apoio dado à cultura e aos artistas locais, o São João de Caruaru homenageou neste ano o artista plástico caruaruense Gineton, o jornalista José Ferreira Condé, autor de Terra de Caruaru, a atriz e produtora Arary Marrocos, uma das fundadoras do Teatro Experimental de Arte e Joana Angélica, cantora caruaruense, esposa do cantor Azulão. Campina Grande e o Maior São João do Mundo Situada no Agreste paraibano, a Rainha da Borborema também se destaca neste período, realizando um dos maiores eventos juninos do Brasil. A programação, que dura exatos 30 dias, é uma das mais completas e tradicionais, com desfiles de quadrilhas, shows e concursos regionais que movimentam o município e atrai multidões. O Parque do Povo, área descoberta que sedia importantes eventos da cidade, é o mais conhecido nas festividades juninas, local onde elas são celebradas desde 1983. Além deste, o município conta com diversos locais em seus distritos. Em Campina Grande é realizado todos os anos o desfile das tradicionais quadrilhas juninas, além das competições para eleger os melhores casais de noivos, rainhas e casais juninos. Contudo, outras programações são realizadas no município. Existe na cidade um passeio de carroças, chamada carroceata, em que diversas carroças são enfeitadas e desfilam pela cidade, em algumas ruas. Tem ainda a corrida de jegue, muito tradicional na cidade, além das tradicionais competições de pau de sebo, com premiações e competidores. Tanbém existe a corrida dos namorados, e a caminhada dos namorados que se deslocam até a Pedra de Santo Antônio, no Município de Fagundes, próximo a Campina Grande.. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 7

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Outra tradição do município é o “Casamento Coletivo”, cerimônia realizada no Pátio do Povo, véspera da celebração ao Santo Antônio, conhecido por ser o santo casamenteiro. Paralelamente aos novos e tradicionais eventos realizados em Campina Grande, há diversas atrações e pontos turísticos, a exemplo da Locomotiva do Forró, da Vila do Artesão, onde se encontram artesanatos locais, do Quadrilhando, um evento com quadrilhas e turismo de experiência e do Memorial do Maior São João do Mundo, que conta a trajetória das festividades do São João em Campina Grande. No local, os visitantes podem conhecer o casal Sabugildo e Milharilda, dois bonecos de milhos que tem suas histórias narradas a cada ano. O Maior São João do Mundo está novamente mostrando sua grandiosidade para todos os visitantes, sejam eles matutos, forrozeiros ou não. Pessoas de todos os gostos são bem vindos no Expresso do Forró, da alegria, das danças, das brincadeiras e, principalmente, das tradições juninas arraigadas na memória desta cidade. Nordeste, a Região das Festas Juninas Mas o São João, embora tenha grande representatividade em Caruaru e Campina Grande, não é exclusividade apenas delas. Das capitais às cidades do Sertão, muitos Estados do Nordeste entram no clima junino, preparando seus arraiais com programações repletas de diversão e cultura popular. Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe são alguns dos estados com grandes festas juninas em vários de seus municípios. Dentro das programações de São João no Nordeste, é realizado anualmente o Festival de Quadrilhas Juninas do Nordeste, onde participam as quadrilhas juninas campeãs de todos os Estados do Nordeste. São dez quadrilhas que participam do evento, uma representante de cada Estado e outra que representa o Estado que sedia a competição final. Contudo, essas atrações são apenas uma parte do contexto das festividades juninas. Os festejos populares tomam conta das ruas e se manifestam de várias outras formas: simpatias, Músicos tocando no São João de Caruaru brincadeiras de rodas, danças de quadrilhas nas escolas e nos bairros, danças em torno da fogueira, caracterização de personagens e os arraiais montados nas ruas, que são as manifestações populares que claramente demonstram a força que o São João tem no Nordeste. Tradição Junina: Quadrilhas, Forró e Comidas típicas Presentes em todos os eventos e parte integrante das festas juninas, as quadrilhas dão um show de cultura, alegria e dança. A origem remonta às velhas danças que ocorriam nos salões franceses bem como em festas populares de áreas rurais da França. A maioria dos termos usados na dança é de origem francesa. “Anavantur” (em avant tout), “Anarriê” (em derrière) e “Balancê” (balancer) são os mais conhecidos e muito utilizados atualmente. O tema principal é o casamento dos noivos, realizado em tom humorístico. O chapéu de palha se tornou um adereço 8 FÁC IL | Lazer e Negócios NE Munguzá Bolo Pé de Moleque

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obrigatório nas apresentações. As mulheres usam maquiagem e os homens pintam bigodes e cavanhaques. Os principais personagens são o narrador, o casal de noivos, o padre e o delegado. Os passos da dança são marcados pelo narrador, como o Cumprimento às damas e aos cavalheiros, o Túnel, o Caminho da roça e a despedida. As bandeirinhas e fitas multicoloridas compõem o arraial para a apresentação das quadrilhas. Nos festejos juninos, a música tradicional é o Forró. Originário do Nordeste, este ritmo, que também é uma dança, representa nossa cultura e tradições, sendo uma possível abreviação da palavra forrobodó, que significa arrasta-pé. Atualmente, existem vários gêneros de forró: o tradicional, o pé de serra, o eletrônico. Outros ritmos nordestinos são o xote, o xaxado e o baião, também presentes no São João. As músicas são acompanhadas pelos instrumentos triângulo, sanfona e zabumba. Os pratos típicos são parte essencial nas festas juninas. Dos deliciosos bolos de milho às tradicionais pamonhas e canjicas, a culinária ganha um sabor e um colorido a mais nesses dias. O ingrediente mais importante, estando presente inclusive nas decorações, é o milho, utilizado na preparação de quase todos os pratos. As principais comidas servidas durante do São João é o milho (assado ou cozido), o arroz doce, a paçoca, a pipoca, a pamonha, as canjicas, o Mungunzá, os bolos de milho, as cocadas, o pé de moleque, o curau e o bolo de mandioca. A maçã do amor, a nega maluca integram essa lista. Nas bebidas, destacam-se o quentão (uma bebida feita com gengibre, pinga e canela) e o vinho quente. O São João tem seu estilo próprio. Que o Nordeste, mais representado neste período pela famosa Capital do Forró e a cidade do Maior São João do Mundo, possa levar a alegria, as brincadeiras e os ritmos das festas juninas ao som do forró, xote, xaxado e baião, com o famoso milho verde sendo saboreado nos arraiais. Afinal de contas, é São João. Milho Canjica Maça do Amor Pamonha FÁCIL | Lazer e Negócios NE 9

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GESTÃO Por Gilson B. Feitosa Música e alta gestão? O musicista e professor Turi Collura, graduado na Itália pela Universidade de Bolonha e na Escola Cívica de Jazz (Milão), propõe uma teoria sobre as habilidades essenciais para ser um bom músico e construir bons improvisos. Dividindo e associando-as a três dimensões: o conhecimento lógico-racional, a criatividade e as habilidades físico-motoras. A Teoria do CHA (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes) estudada no âmbito da gestão se sobrepõe com perfeição ao conceito trazido pela teoria musical. Se você é um músico amador ou profissional, sabe o quanto é difícil conseguir fluência na linguagem musical. A música pode ser tão complexa quanto bela. Assim como a gestão também se apresenta. Construindo um paralelo entre as duas teorias, podemos verificar que tanto o músico como o gestor precisam desenvolver habilidades semelhantes, entretanto, em áreas de atuação e campos de estudo diferentes. Façamos uma comparação. O conhecimento lógico-racional é a base para o raciocínio que estrutura as diretrizes de ação. Ainda subsidia o planejamento para a utilização dos recursos, processos e seus detalhes operacionais. O Músico Em um processo de composição precisa definir o gênero musical (Rock, Blues, Jazz...), O campo harmônico onde estará situada a melodia, que escalas e modos irá utilizar, qual a rítmica e sua velocidade de execução. Tendo como objetivo final uma obra original e agradável aos ouvidos do seu público. O Gestor Precisa em seu planejamento definir qual a melhor abordagem para análise, em que cenários se aplica sua estratégia, que recursos serão necessários para implementá-la, quais os processos-chave e como precisam ser integradas as variáveis de mercado. Sempre visando atender as necessidades e desejos do seu público-alvo. A Criatividade é uma capacidade exigida e muito valorizada nas vivências profissionais. Estando associada a resolução de problemas através da utilização de recursos não convencionais, ou a invenção e/ou modificação de processos tradicionais em busca dos melhores resultados. Ela tende a se manifestar de maneira mais efetiva quando o profissional já detém uma boa base de conhecimentos, assim é possível identificar e rearranjar os recursos de maneira diferenciada. O Músico A música tem uma métrica a ser seguida como consequência de sua divisão rítmica. Os músicos conseguem imprimir seus estilos, mesmo estando submetidos a essa lei. Brincam com o tempo dos acordes, com as técnicas utilizadas em seus solos, com a velocidade de execução, entre outros aspectos. A criatividade musical tem caráter estético, artístico e emocional. O Gestor A gestão é influenciada pelo mercado e muitas vezes o planejamento se torna obsoleto. Sendo necessário reorganizar as variáveis e atender simultaneamente aos interesses mercadológicos, sociais, financeiros e operacionais. O que o obriga a adaptar suas práticas de maneira criativa, quebrando paradigmas, agregando valor à gestão. Atualmente as habilidades são exigidas ao máximo, seja no contexto da música ou gestão. No momento da execução musical, em momentos de planejamento, para ser criativo e inovador, é necessário que o profissional detenha a capacidade de aplicação da técnica mais adequada aos objetivos. O Músico A perfeição na execução musical depende do constante treinamento das técnicas. São exigidas características de sincronicidade e harmonização. Os resultados desejados só virão com o tempo e é necessário estabelecer um claro programa de estudos. O Gestor A dimensão físico-motora está relacionada com atividades práticas e mais operacionais. Considerando que a gestão é uma atividade mais intelectual, a principal habilidade a ser desenvolvida pelo gestor é a capacidade de planejamento. Poderia citar ainda para além da Teoria de Turi Collura, a capacidade de trabalhar em grupo. Essa habilidade precisa ser comum a todos os profissionais. Assim como na música, exige uma boa dose de escuta, divisão de ideias, colaboração e gestão de conflitos. Afinal, desafinar não é o resultado esperado, seja na música ou na sua empresa. Faça sua empresa funcionar como uma sinfônica onde o gestor é o maestro, mas atenção! Sem os colaboradores não há espetáculo. O desenvolvimento das habilidades na música e na Improvisação Fonte: https://terradamusica.com.br/habilidades-musica-improvisacao/ 10 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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ABRAJET/PE Luiz Felipe Moura - Vice-Presidente da Abrajet/PE abrajet.pe@bol.com.br Estande da Bahia na BNTM Conselho registra êxito da Feira Internacional do Turismo na Bahia A CTI Nordeste e a Secretaria de Turismo da Bahia comemoram os resultados da Brazil National Tourism Mart (BNTM), realizada na Bahia (entre 8 e 10 de junho), consoante avaliação feita durante reunião do Conselho Estadual do Turismo, na sede da Setur/BA, em Salvador. Lideranças de entidades do setor foram unânimes em destacar a relevância do evento para o crescimento da atividade turística. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-BA), Glicério Lemos, parabenizou a Secretaria do Turismo da Bahia pela determinação de vencer obstáculos e realizar a bolsa de negócios. “Foi positivo para a Bahia e o Nordeste”, resumiu. Lemos também colocou em realce o esforço e expertise da CTI/NE na consecução da BNTM/2017. Em seguida, o presidente do Conselho Baiano de Turismo (CBTur), Roberto Duran, assinalou o ajuste do evento à nova realidade do setor: “Realizada há 25 anos, a bolsa internacional foi devidamente ajustada às exigências do mercado, assegurado pelo equilíbrio entre as presenças de compradores (buyers) e vendedores (suppliers)”. Para o presidente da Associação Brasileira dos Agentes de Viagens (Abav-BA), Jorge Pinto, a Bahia projetou imagem positiva durante o evento, aspecto importante para  gerar e potencializar negócios em toda a região nordestina, em particular na Terra de Jorge Amado.  A coordenadora de Turismo e Economia Criativa do Sebrae, Ana Paula Almeida, assinalou o resultado parcial da pesquisa de satisfação dos participantes: “Até onde foram apurados, os dados na pesquisa indicam resultados bastante positivos. O índice de satisfação foi mais elevado que o registrado na edição anterior da BNTM”. Presidente do Conselho Estadual do Turismo, o secretário José Alves disse que a realização da BNTM na Bahia integra a estratégia do governo cujo objetivo é o aumento do fluxo turístico nacional e internacional. “São inúmeras as mensagens recebidas pela coordenação da BNTM, confirmando a pesquisa do Sebrae. Ou seja, a satisfação de profissionais que vieram à Bahia e voltaram satisfeitos para seus estados e países”, finalizou. O secretário de turismo da Paraíba e presidente da CTI Nordeste, Lindolfo Pires, animado com os resultados obtidos, já orientou à Secretaria Executiva da CTI/NE para, a partir de Julho, constituir com o estado do Ceará, o Comitê Gestor da BNTM do próximo ano, prevista para acontecer em Fortaleza,. A ideia da CTI é continuar a espiral de crescimento da BNTM que há 25 anos se realiza sempre com muito sucesso. FÁCIL | Lazer e Negócios NE 11

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MODA Por Silvio Romero - Fotos: Divulgação O xadrez da moda Fenômeno na década de 80, quando o grunge (sujeira ou “imundície” em inglês – descreve tanto o estilo visual (cabelo desgrenhado, roupas velhas e folgadas) de bandas e fãs, quanto o som saturado e distorcido das guitarras que dão o tom das músicas) era o estilo musical mais cool do momento, o xadrez surge repaginado e com intervenções. O xadrez já virou uma estampa clássica. Independente da estação, ele sempre está presente nos mais variados estilos, em todas as peças e em seus diversos tipos de estamparia. A história do xadrez é sempre associada aos escoceses e seus quilts. No entanto, há indícios que a estampa já era usada muito antes do século XVIII, época em que os escoceses começaram a usar o xadrez. “Por meio de descobertas feitas por arqueólogos, identificaram padronagens nas roupas das vítimas encontradas em escavações, que eram produzidas com fios de lã cruzados”, Essas descobertas indicavam ser o povo celta já utilizando o xadrez em suas peças. “E por mais incrível que pareça, devido à falta de tecnologia da antiguidade, as roupas dos celtas eram coloridas e bem adornadas. Dizem que é por influência das muitas cores utilizadas na Índia”. 12 FÁC IL | Lazer e Negócios NE

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 É só as festas de junho e julho começarem a se aproximar que o xadrez chega com força total. Mas, se engana quem pensa que o estilo só cai bem em uma festa típica. Para a personal stylist, Juliana Parisi de São Paulo, o xadrez nunca sai de moda. “Tem quem ame e tem quem não goste, mas as produções ficam sempre modernas e despojadas, ótima para os looks do dia a dia e ocasiões menos formais, basta saber combinar”, explica a especialista.  O xadrez pode vir de tamanhos diferentes e cores variadas,em camisas, que pode ser usada fechada, aberta ou amarrada na cintura em dias mais quentes. Já nas calças, sais e casacos, Juliana fala que é só deixar o restante do look com cores neutras como branco, preto ou até jeans, assim nunca dá para errar. “Outra boa dica são as echarpes, que combinadas também sem estampas, fazem o charme de qualquer combinação. Nos vestidos fica mais fácil abusar, é só colocar uma meia calça e está pronta para arrasar”, avisa Juliana que deixa algumas dicas de look em fotos. O xadrez é bastante democrático e, apesar de ainda hoje ser muito associado ao inverno, vem ganhando espaço FÁCIL | Lazer e Negócios NE 13

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nas estações mais quentes do ano. A estampa é também muito adaptável e vai bem em muitos ambientes. Em ocasiões mais formais, deve-se evitar o uso, só sendo aconselhável se for um terninho com xadrez clássico. Para o dia a dia, o xadrez seja usado em um look confortável combinando calça flare jeans, com regata preta e um blazer com a estampa. Também vale complementar o look com uma sapatilha e uma bolsa tamanho médio, ideal para carregar diariamente. Outra dica para usar a estampa e nunca errar na combinação é sempre utilizar a cor que menos aparece no xadrez na peça lisa que completará o look. Agradecimento: Juliana Parisi - Consultora de Imagem Pesquisa e fotos: Google FÁCIL | Lazer e Negócios NE 15

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