Edição 215

 

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Edição 215 da Revista Jornauto

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Mercado » PSA cria divisão de vendas para veículos comerciais das marcas Peugeot e Citröen » Na MAN, “Vem que tem negócio” » Na rede: entrega técnica de veículos » Kia Bongo volta a ser produzido Passageiros » Maior chassi do Brasil » O novo Torino S » O SoulClass da Iveco Actros na rota da Soja Novo cockpit privilegia condutor Mercedes-Benz Fiat Argo Renault Captur Ford KA Trail e novo motor

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EDITORIAL Gilberto Gardesani E vamos em frente Quando decidi lançar aquele tabloide no mercado, alguém me disse que a idade máxima para uma pessoa começar um novo negócio era de 40 anos. Bem, comecei aos 50 e agora cheguei 78 anos e a Jornauto, agora revista, está no mercado completando 28 anos de circulação ininterrupta. Comecei minha carreira no setor automotivo em 1958, na General Motors. Depois de dois anos acompanhei vários colegas e fui para a Scania onde fiquei por quase 12 anos. Uma longa caminhada para ser contada, com reflexo direto na história da implantação da própria indústria automobilística no Brasil. Viajava de fusquinha “pé-de-boi” por todo o Brasil. Tempos difíceis. Mais seis anos na ZF implantando a rede de assistência técnica para manutenção em bomba hidráulica, direção hidráulica, caixa de câmbio e reversor marítimo. Naquela época, a direção hidráulica era quase que totalmente desconhecida. Era equipamento opcional na linha de caminhões e ônibus. Seus motoristas eram verdadeiros halterofilistas. Era preciso ter bons músculos para mover aquele enorme volante. Depois, tive a oportunidade de trabalhar em várias indústrias de autopeças e em tradings. Passei vários anos viajando pela América Latina, com uma pasta na mão vendendo autopeças. Terminei minha carreira na Horasa, fabricante de painéis de instrumentos. Na época, só tinha ela e a VDO. Em 1979, comecei uma carreira paralela, como jornalista, escrevendo para o Jornal Veículo, de Belo Horizonte, de propriedade de Luciano Pereira. Quando fui contratado, estava de viagem marcada para fazer um curso em Atlanta, nos EUA. Fiquei um mês lá e escrevi cerca de dez matérias. Passei uma semana em Jacksonville, na unidade da Mercedes-Benz que montava SKD e vendia caminhões brasileiros, os únicos médios movidos a diesel no mercado local. Testemunhei e divulguei esse feito em primeira mão. Voltei famoso. Minhas matérias eram publicadas na capa do Jornal Veículo, na época um tabloide de muito prestígio. Sem deixar de lado minha carreira, durante 10 anos escrevi para ele fo- cando, principalmente, a indústria de autopeças. Luciano era um dos maiores conhecedores do segmento de transporte do Brasil. Ainda hoje muito respeitado. Finalmente chegou o momento, em março de 1989 nasceu o Jornauto, um tabloide ainda sem ter um foco bem definido, mas, aos poucos, foi ganhando prestígio, logo ganhou cores e a partir de 1999 virou revista. Mas, nada permanece igual para sempre. Assisti a saída de muitos pioneiros do setor produtivo para sua merecida aposentadoria ou por outros motivos. Pessoas do nosso relacionamento cotidiano. Alguns dos seus substitutos vieram dispostos a mudar tudo. Os que revelaram modéstia e souberam ouvir, tiveram sucesso, mas muitos escorregaram principalmente na empáfia. O fato é que a maioria de nós, editores de revistas especializadas, ainda permanece na luta, e eles se foram. Para nós, o trabalho era um enorme desafio. A cada mudança, tínhamos de reconstruir nossa história e provar nossa eficiência. E continua assim, no marketing dos fabricantes, nas suas assessorias e nas suas agências de propaganda. O tempo passou e aqui estamos nós, no ano da graça ou desgraça de 2017, tentando sobreviver a mais uma crise. Passamos por muitas, mas nada assim tão grave. A verdade é que vamos continuar a nossa missão de bem informar. E a mídia impressa não vai acabar como pensam alguns, vai conviver e bem com a eletrônica, por muitos e muitos anos. Não deixem de visitar e prestigiar nosso site. www.jornauto.com.br Revista Cultura Automotiva EDIÇÃO 215 - MAIO/JUNHO - 2017 Uma publicação da Edição: Gilberto Gardesani Diretoria: Gilne Gardesani Fernandez Gisleine Gardesani Tuvacek Administração: Neusa Colognesi Gardesani Assessor: Giulio Gardesani Tuvacek giulio.gardesani@jornauto.com.br Distribuição/Assinaturas assinatura@jornauto.com.br Diagramação: Giulio Gardesani Tuvacek Rua Oriente, 753 - São Caetano do Sul - SP Cep. 09551-010 | PABX: (5511) 4227-1016 contato@jornauto.com.br | www.jornauto.com.br Cadastro: giulio.gardesani@jornauto.com.br Impressão: DuoGraf Circulação Nacional: Distribuição dirigida aos diretores e principais executivos que decidem pelas marcas de veículos e peças utilizadas em suas empresas, nos segmentos de frotistas urbanos e doviários de cargas e passageiros, rede oficial e independente de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas e distribuidores de autopeças, fabricantes de veículos, concessionários, autopeças, equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos e associações de classes que representam todo os segmentos do setor automotivo brasileiro. Colaboradores: Adriana Lampert (RS) Alexandre Akashi (SP) Eliana Teixeira (ES) Fernando Calmon (SP) Guilherme Regepo (BA) Luís Perez (SP) Mauro Geres (SC) Paulo Rodrigues (RS) Ricardo Conte (SP) 4Revista Jornauto

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TECNOLOGIA Na MAN, o momento é de superação Gilberto Gardesani | Resende – RJ MAN inaugura nova pista de testes, lança uma nova versão do MAN GTX, apresenta o maior caminhão blindado do Brasil e comemora a venda da milésima unidade para a Protege. time de quase 600 profissionais dedicados ao desenvolvimento de nossos produtos. Nosso investimento é pesado para garantir a qualidade e consequente satisfação dos clientes. O novo campo de provas chega para dar ainda mais eficiência a esse trabalho e integra os recursos financeiros que aplicamos continuamente no país", afirma Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America. Dizem que existe uma tênue luz no fim do túnel e, quem conseguir alcançá-la, certamente vai tropeçar em muitos cadáveres. Mesmo nessa adversidade, existem empresas que procuram se fortalecer porque sabem que é a hora certa para conquistar espaço. Quem estiver de joelhos não conseguirá se levantar na hora que necessitar dar o necessário impulso para obter resultados. Na MAN, as novidades são muitas e de grande importância. A empresa acaba de inaugurar uma pista de testes que pode gerar 26 diferentes modus para avaliações de produtos das marcas MAN e Volkswagen, tanto caminhões como ônibus. É a única pista com capacidade para analisar níveis de ruídos na América Latina. Os números são grandiosos. Ocupa uma área de 35,5 mil m2, equivalente a quatro campos de futebol. Nela, foram investidos R$ 10 milhões somente na parte física, sem contar a compra de valiosos equipamen- tos, construção de laboratório, computadores de última geração, programas para análises de resultados e treinamento de pessoal. Nesse laboratório também são feitos os primeiros teste virtuais. “Temos uma frota com mais de cem caminhões e ônibus Volkswagen e MAN em testes por todo o país. A cada mês, rodamos cerca de 300 mil quilômetros. Por trás disso, temos um Roberto Cortes Um equivale a 50 Para ter uma ideia maior e mais clara da importância desse investimento, basta acrescentar que, como garante a empresa, simular testes em um quilômetro rodado no campo de provas equivale a 50 quilômetros na estrada e dá como exemplo caso específico como da linha Delivery que precisa andar em estradas e na cidade. 6Revista Jornauto

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E destaca que a alta intensidade reduz o tempo de realização do teste, concedendo ainda mais eficiência às avaliações e impactando positivamente no projeto como um todo do veículo. A validação é total, abrangendo todos os componentes. Naquelas 26 diferentes condições de pisos construídos na pista, existem pavimentos especiais como pedras de rio, paralelepípedos, trilhos de trem, ondulações nas chamadas costelas de vaca, lombadas, placas de metal com efeito de asfalto remendado e também pistas milimetricamente esburacadas. Também foi construída uma rampa especial com 60% de inclinação, especialmente para testar a versão militar do modelo Constellation 31.320 6x6. Esses obstáculos definem a qualidade e validam componentes de peças e sistemas como torção de chassi, direção, suspensão, eixos, rodas, conjunto de transmissão, eficiência do freio e basculamento e o conforto da cabina, entre outros. Nova versão do MAN TGX Fabricante garante que a versão 2017/2018 do modelo traz alterações na cabina que proporcionam ainda mais conforto para o motorista. No interior predomina a cor marfim nos revestimentos das portas e cortinas. Para combinar e dar ao ambiente uma sensação bem agradável, o painel de instrumentos também recebeu essa mesma cor. Foi instalado novo sistema de iluminação que atende as normas atuais e gera economia ao operador. Foi incorporado um farol para rodagem diurna, obrigatório, conhecido no mercado como DRL, do termo em inglês Daytime Running Lights. O condutor não tem mais essa preocupação, pois seu acendimento é automático. Basta acionar a chave de ignição. Houve mudanças também no design frontal da cabina com reforço na grade e no tradicional símbolo da marca, o leão agora vem com fundo negro, o mesmo modelo colocado no centro do volante. Benefícios “Cada mudança em nosso design é fruto de estudos minuciosos para oferecer benefícios diretos ao cliente.A versão 2017/2018 do nosso caminhão premium MAN TGX traz esse conceito e cria uma sensação de leveza e conforto aos modelos para uma maior produtividade nas estradas. Em outra ponta, o cliente terá uma economia imediata com seu sistema de iluminação”, explica Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America. Alouche destaca a parte mecânica desse caminhão, equi- Ricardo Alouche pado com o motor D26 que oferece elevado torque em baixa rotação, o que proporciona baixo consumo de combustível e também a robustez do conjunto trem de força. Nesse motor está acoplada a transmissão automatizada da MAN, modelo TipMatic de 16 marchas, com escalonamento otimizado. Tudo isso, segundo Alouche, dá ao produto maior resistência e durabilidade reduzindo seu custo de manutenção. Milésima unidade O lançamento do maior caminhão blindado do Brasil, marcou a aquisição da milionésima unidade da marca na frota da Protege. Trata-se do inédito modelo Constellation 25.420 8x2 Tractor. Nomeado pela empresa como Titanis, o novo caminhão chega para atender a clientes que necessitam transportar produtos de alto valor agregado em grande escala, como obras de arte, eletrônicos, medicamentos, pneus, cartões, entre outros. Tem capacidade para transporte de 28 pallets. “A renovação e ampliação da frota de blindados estão alinhadas com a nossa estratégia de equipar os nossos veículos com novas tecnologias de segurança. No caso de transporte de cargas, também identificamos a necessidade do mercado por veículos de vários tamanhos e, hoje, nossa linha conta com cinco modelos diferentes. Incluindo soluções adaptadas, com câmara resfriada, para o transporte de medicamentos”, explica Marcelo Baptista de Oliveira, presidente do Grupo Protege. Somente nestes primeiros quatro meses do ano, a Protege adquiriu 120 veículos da marca Volkswagen. A maior parte está concentrada nos modelos 8.160 CE e 9.160 CE. Para cargas especiais, a empresa adquiriu o modelo Constellation 24.280 com tração 8x2. Para manter essa frota em plena atividade e em boas condições de uso, a Protege tem contrato de manutenção Volkstotal Plus que inclui revisões preventivas e corretivas. A assistência é prestada 24 horas ininterruptas, para peças e serviços. 7Revista Jornauto

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COMERCIAL LEVE Grupo PSA cria divisão de veículos comerciais Gilberto Gardesani | São Paulo O Grupo PSA, com as marcas Peugeot e Citroën, é líder de mercado na Europa nesse segmento, e agora quer crescer também na América Latina OGrupo PSA e a Fiat possuem uma joint venture na Itália, na cidade de Val di Sangro, chamada Sevel, sigla de Sociedade Europeia de Veículos Ligeiros. Lá são produzidas as linhas de vans e furgões Ducato da Fiat, Jumper da Citroën e Boxer da Peugeot. No Brasil, o Jumper e o Boxer eram fornecidos pela Fiat com instalações em Sete Lagoas, Minas Gerais. Os modelos menores, Citroën Berlingo e Partner da Peugeot continuarão a ser produzidos na Argentina. Atuação mundial Dados apresentados pelo fabricante mostram um constante crescimento na venda de veículos montados, CKD e de terceiros: (milhões de veículos). brasileiro, de apenas 2,5% com as marcas Peugeot e Citroën. Carlos Tavares, Presidente Mundial do Grupo PSA, declarou: “O Grupo PSA obteve uma recuperação formidável na região nos últimos anos, e esta parceria se inscreve na Core Model Strategy do plano “Push to Pass”. Ela ilustra o modelo de negócios pertinente que o Grupo está desenvolvendo na América Latina a fim de obter um crescimento rentável”. 2013: 2,8 2015: 3,0 2014: 2,9 2016: 3,16 Carlos Tavares Em 2016, as vendas totais que alcançaram 3,16 milhões de unidades, teve crescimento de 5,8% em relação a 2015. Na América Latina foram comercializadas 183.900 unidades, um aumento de 17,1% em relação ao ano anterior. Mas, resultando em uma participação de apenas 3,6%. É nessa região que o Grupo PSA aposta suas fichas e acredita que tem potencial para crescer. Seu maior mercado é a Argentina onde tem 12,8% do mercado, em seguida vem o Chile com 6,9%. O Grupo não se conforma com a pequena participação obtida no mercado Em breve Carlos Gomes Planos para a região Os planos para crescer na região são ambiciosos, mas, ao mesmo tempo, plane- jados com muito cuidado e parece que as suas realizações estão dentro de um tempo viável. Para 2021, estão previstos 16 novos lan- çamentos, com uma integração local de 85% de componentes. No caso de veículos comerciais, que está no DNA do Grupo desde o século passado, foi criada uma nova estrutura que está sendo conduzida por Frédéric Chapuis, vice-Presidente de Veículos Utilitários do Grupo PSA na América Latina. Segundo ele, a ofensiva para incrementar a linha de veículos comerciais começará já em 2017. Fréderic Chapuis Em breve 8Revista Jornauto

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Jumpy “A criação desta Direção de Veículos Utilitários América Latina é totalmente coerente com o nosso plano “Push to Pass”, que tem como um de seus pilares regionais um crescimento vigoroso neste segmento, onde já somos líderes na Europa e Chile, e muito fortes na Argentina. Nossa ambição é a de dobrarmos nossos volumes, chegando a mais de 60 mil unidades em 2021 na região. E teremos todos os ingredientes para atingirmos esta meta”, revelou Carlos Gomes presidente da PSA Brasil e América Latina e membro do Comitê Executivo do Grupo PSA. Novos produtos Chapuis anunciou o lançamento de dois novos veículos utilitários leves que serão montados no Uruguai – a Jumpy da Citroën e a Expert da Peugeot – primeiro na versão furgão. É um modelo compacto com 4,60 metros de comprimento com capacidade para 1.300kg de carga ou até 6,63 m3. São versões intermediárias entre o Partner, Jumper e Boxer, modelos atualmente comercializados no país e que serão modernizados. Ao todo, oferecerá opções de transporte partindo de 2,5 m3 até 17m3. Essa operação uruguaia será conduzida pela EASA, uma sociedade entre a Afsa e a Oversil, respectivamente importadoras no Uruguai das marcas Peugeot desde 1950 e Citroën desde 1964. Utilizarão as instalações industriais da Nordex em Montevideo. A previsão é montar 6 mil veículos por ano, especialmente para os mercados argentino e brasileiro. Expert trazer para a América Latina a mesma expertise utilizada na Europa. Essa nova estrutura desenvolverá trabalhos para reforçar a área comercial, com um marketing agressivo, pós-venda eficiente e uma atuação moderna, permanente e mais estreita com os clientes e também com os transformadores. Tanto a Citroën como a Peugeot terão equipes totalmente dedicadas a essa operação de veículos comerciais. A rede de concessionários receberá atenção especial das equipes de cada marca para dar guarida e poder atuar com a eficiência desejada pelo fabricante, visando frotas e proprietários individuais. A ordem é oferecer produtos e soluções que proporcionem redução de custos. Nova geração Comunicado oficial da FCA informa que a produção dos utilitários Ducato foi descontinuada no fim do ano passado, com encerramento também da fabricação conjunta dos modelos do grupo PSA, Jumper e Boxer. “Importante, diz a nota, é esclarecer que temos um planejamento para a manutenção deste modelo no portfólio da FCA e estamos trabalhando forte neste projeto. Em breve, terão maiores informações sobre essas novidades”. Sendo assim, devemos esperar a chegada de uma nova geração desses produtos no Brasil. Especula-se que poderão ser importadas do México. Com relação aos modelos comercializados pelas marcas Peugeot e Citroën, Boxer Nova estrutura Chapuis revela que está sendo elaborado um plano conjunto, com base no Brasil e operando em paralelo com as duas marcas, para montar uma estratégia alinhada com o plano mundial “push to pass” (tradução literal: empurre para passar) pensando na recuperação econômica da região. A intenção é Jumper Chapuis informa: “Em breve, confirmaremos nossa estratégia para a Peugeot Boxer e Citroën Jumper, que continuarão nos representando muito bem nos segmentos K2-K3, de 1,8 mil até 2,5 mil kg, e serão peças extremamente importantes em nossas linhas de veículos comerciais no Brasil. Ainda temos no Brasil estoques suficientes dos modelos atuais da Jumper e Boxer por vários meses, e nossas concessionárias continuarão dando total suporte aos clientes” 9Revista Jornauto

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Em mãos Entrega técnica garante benefícios aos clientes Carlo Gianese | São Paulo - SP A estratégia de excelência no atendimento e a gestão na imagem da marca aproximam as montadoras dos clientes. Fabricantes criam programas de Entrega Técnica para empresários e motoristas usufruírem ao máximo a tecnologia e recursos do caminhão. A correta utilização do produto assegura economia de combustível, durabilidade de componentes, baixo custo de manutenção e ganho operacional. Desde 2006, a Mercedes-Benz implantou um padrão Jefferson Ferrarez único na prestação de serviço da rede de concessionários. Auditorias anuais são realizadas para avaliar a adequação às normas de qualidade e mesmo às práticas ambientais, como coleta seletiva de resíduos. A iniciativa, batizada de Star Class, concentrou processos e padronizou um conceito de alto padrão. “Nossos 150 concessionários plenos atuam em estreita parceria com a fábrica, sobretudo no momento da entrega. É quando falamos com o cliente sobre a operação do veículo, toda funcionalidade e tecnologia embarcada. Consultores técnicos treinam o concessionário, responsável por mostrar na prática as vantagens do caminhão”, explica Jefferson Ferrarez, gerente sênior de Desenvolvimento da Rede de Concessionários Mercedes-Benz. Em um treinamento de duas horas são repassados aspectos técnicos, regras de revisão para garantia, serviço de pós-venda, entre outros. “O cliente percebe uma relação mais estreita com a marca, recebe informações que possibilitam maior durabilidade da aquisição, redução de quebras e desgaste de peças por mau uso”, diz Ferrarez. A entrega técnica engloba toda a linha de veículos comerciais da marca. MAN atenta à eficiência operacional O programa de entrega técnica da MAN Latin America é mandatório em 100% das revendas dos caminhões Volkswagen e MAN no mercado doméstico e de exportação. “Sem dúvida, a entrega técnica é um dos momentos mais importantes do ciclo de venda. É a oportunidade para consolidar o vínculo de relacionamento entre a área de pós-vendas do concessionário e o cliente”, explica Leandro Rechi, supervisor de Serviços e Assistência Técnica do fabricante. O executivo reforça o papel da revenda em assegurar ao cliente o melhor desempenho aliado à segurança. “O cliente quer efi- ciência e retorno no investimento. Cabe ao concessionário dar esse respaldado quando o caminhão é demonstrado na entrega”, completa Rechi. Na oportunidade, também é definido o plano de manutenção mais adequado, segundo o tipo de operação; os termos de garan- tia (direitos e obrigações); a oferta de serviços (central de atendi- mento 24h, contratos de manutenção) e as técnicas de condução. “A reunião de entrega técnica geralmente é coordenada por um profissional especializado, que apresenta as características técnicas, orientações para a efi- ciência na operação e os pro- cedimentos de inspeção diária e manutenção. Aliamos teoria e prática, queremos que o cliente obtenha o melhor custo benefí- cio”, diz Rechi. Na qualificação das equipes, a MAN oferece treinamento constante e materiais de apoio, como apostilas e vídeos. “Essas informações impactam dire- Leandro Rechi tamente na vida útil do cami- nhão. Sabemos que o empresário tem uma preocupação com todo o ciclo de uso, dos custos com reposição de peças ao preço de revenda”, conta Rechi. “A continuidade na gestão e mensuração da qualidade desse serviço é primordial para manter um bom atendimento no pós- -venda”, conclui. Ford tem programa especial para linha Cargo A Ford implementou, no ano passado, o programa entrega técnica para os novos modelos Cargo Torqshift. O lançamento exigiu preparar os distribuidores sobre os diversos recursos novos dos caminhões, como a transmissão automatizada, o auxílio de partida em rampa e a função Low, que garante maior rendimento do freio. O evento “Momento Torqshift”, com a participação de gerentes, vendedores e equipes de serviço dos 120 pontos de atendimento Ford Caminhões em todo Brasil, aproximou fábrica e concessionários. 10Revista Jornauto

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“Durante quatro dias, os profissionais receberam informações teóricas e práticas. Para sentir a funcionalidade da transmissão automatizada, rodaram mais de 1.300 Km, em test-drive com os caminhões da marca e da concorrência”, conta Wilson Vasconcellos, gerente de Pós-Vendas da Ford Caminhões. “Queremos oferecer produtos de qualidade, com excelência Wilson Vasconcellos em serviços e um amplo relacionamento com os clientes. Os distribuidores Ford responderam positivamente aos novos Cargo, por isso a qualificação é constante”, explica o gerente. Toda a rede de distribuidores recebe conteúdo didático desenvolvido com tecnologia moderna e interativa, amparados por materiais institucionais utilizados nas sessões de entrega. Com duração de até 4 horas, são abordados temas como saúde do condutor; verificações periódicas; comandos e controles; operação econômica e dispositivos de segurança. A montadora também realiza visitas às empresas de logística e transporte para ação in loco. “O treinamento instruí os motoristas sobre como aproveitar todos os recursos, com maior economia de combustível, durabilidade de componentes e redução do custo operacional”, diz Vasconcelos. Volvo tem duas opções Voltada aos caminhões e ôni- bus da marca, a Volvo oferece a entrega técnica nos 94 con- cessionários da rede. A ação é dividida entre as modalidades Completa, com duração de duas a quatro horas, e Espe- cial, que chega até seis horas. “Nossos veículos possuem alta tecnologia. É fundamental os clientes conhecerem todas as funcionalidades para ob- ter os melhores resultados na operação. A entrega técnica é Thaís Brito complementada com o treina- mento de Condução Econômica, que contribui para maior produ- tividade, disponibilidade e menor consumo de combustível” diz Thaís Brito, coordenadora de Treinamento Técnico do Grupo Volvo América Latina. Treinamentos periódicos são ministrados aos profissionais das revendas, responsáveis por multiplicar os conceitos técnicos aos proprietários dos veículos comerciais Volvo. O conteúdo abordado engloba desde características externas do produto até conceitos de transmissão, freio e motor. “Em 2016, implementamos a Entrega Técnica Completa, com um programa de maior duração e a disponibilização de um folder explicativo para complementar a teoria do treinamento e servir como fonte de consulta a dúvidas futuras”, explica Thaís. Pista de testes é diferencial A Iveco possui uma pista de testes em Sete Lagoas (MG), onde os profissionais da entrega técnica e os próprios clientes simulam condições reais de uso dos produtos. A iniciativa, chamada “top driver”, demonstra todo o potencial do veículo por meio de treinamentos teóricos e práticos, com a possibilidade de acompanhamento presencial das rotas. Fatores como ergonomia e segurança são abordados na prática, com o objetivo de proporcionar a melhor experiência e otimizar o consumo de combustível e a consequente emissão de poluentes. “Após a entrega técnica ou o teste “top driver”, entrevistamos os clientes para avaliar a performance dos profissionais treinados e identificar oportunidades de melhoria continua dos programas. Nossos índices de satisfação são muito altos, o que comprova a eficiência e importância das ações.Caso surja alguma observação negativa, nosso compromisso é realizar novos treinamentos até consolidar os resultados à operação do cliente ”, diz Rômulo D’Alessandro, gerente de pósvenda da Iveco. Em 2016, foram realizadas mais de 5.000 entregas técnicas, com mais de 3.000 clientes entrevistados e índice de satisfação superior a 95%. Combinado ao Programa “top driver”, a empresa estima que as ativi- Rômulo D’Alessandro dades proporcionaram ganhos operacionais de consumo superior a 10% em alguns clientes treinados. “Este ano pretendemos consolidar a excelência destes programas, garantindo o ganho operacional e fortalecendo ainda mais a nossa marca e os produtos no mercado brasileiro”, afirma D’Alessandro. Tudo sobre o setor automotivo WWW. Cultura Automotiva .COM.BR 11Revista Jornauto

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AUTOPROMOTEC Edição 2017 superou a expectativa Giulio Gardesani | Bolonha – Itália A bela cidade de Bolonha foi o palco de mais uma Autopromotec. A 27ª edição atraiu mais de 1,6 mil empresas de 53 países 114 mil visitantes Os notáveis n​​úmeros de presença divulgados pelos organizadores confirmam o sucesso da 27ª edição do programa: 113,616 participantes profissionais, 9,627 mais que a edição anterior (+ 9,26%). 90.061 destes são da Itália, contra 23.555 do exterior, com aumento de 8.06% no número de profissionais de comércio italianos e aumento de 14.09% no número de internacionais. Difundindo conhecimentos Informações e treinamento receberam cobertura intensiva graças ao rico cronograma de reuniões fornecido pela AutopromotecEDU, o think tank para um exame mais aprofundado das últimas tendências e inovações nos serviços pós-venda. Durante os cinco dias do show, o evento organizou 93 reuniões, que envolveram 2.900 especialistas do setor e números de atendimento recordados. Os números do tráfego digital também testemunham o sucesso do Autopromotec deste ano: o site oficial registrou 182.609 visitantes únicos e 1.950.542 visualizações de página. Qualidade O CEO da Autopromotec, Renzo Servadei, comentou: "Os números de atendimentos incrivelmente altos neste ano nos encorajaram a continuar trabalhando nesse sentido, mantendo níveis de alta qualidade para produtos expostos e reuniões temáticas. As principais empresas de pós-venda que participaram da Autopromotec 2017 também proporcionaram um grande impulso aos resultados bem-sucedidos alcançados pelo show, e os dados globais mostram que este setor está crescendo forte". Internacionalização O Gerente de Marca da Autopromo- tec, Emanuele Vicentini, come- Renzo Servadei mora os resultados alcançados nesta edição: "O crescimento do expositor estrangeiro e, principalmente, os números crescentes de visitantes, fortalece a Autopromotec como um dos mais importantes eventos no cenário das feiras automotivas in- ternacionais. O projeto de alianças com várias associações está come- çando a dar os primeiros resultados concretos. O desafio agora é melho- rar a internacionalização da marca Autopromotec". Emanuele Vicentini Mundo conectado Inovação, tecnologia e internacionalização. Essas três palavras definem a feira italiana. Um dos tópicos mais abordados foi o uso das “novas ferramentas online”. Segundo o presidente da Feira,Franco Boni “O mundo está cada vez mais conectado, diante disso é imprescindível para os reparadores e prestadores de serviços em geral, terem workshops para estarem cada vez mais atualizados e preparados para os problemas e necessidades do setor”. 12Revista Jornauto

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Reparação é destaque Imprensa prestigiada Cada edição tem um "fio de prata" que ajuda os profissionais de repa- ração de automóveis a identificar as tendências atuais para escolher o tipo de produtos e serviços que em breve serão necessários para seus negócios. Um dos destaques deste ano foi Officina 4.0, um evento que viu especialistas renomados no setor automotivo discutir o futuro das oficinas de reparação de automó- veis. O projeto, desenvolvido em Franco Boni colaboração com a Accenture, tam- bém contou com uma visita virtual de 30 minutos a uma futura oficina de reparação que atraiu um interesse considerável: todas as sessões agendadas foram registradas, totalizando 1.460 visitas. 28ª. Edição, 2019 A 27ª edição do Autopromotec pode ser resumida em três palavras: inovação, tecnologia e internacionalização. O sucesso da Autopromotec 2017 cria grandes expectativas para a edição de 2019, uma vez que desenvolvimentos cada vez mais rápidos estão atualmente envolvendo toda a indústria de pós-venda automotiva. A próxima edição do programa Autopromotec terá lugar de 22 a 26 de maio de 2019 - Centro de Feiras de Bolonha. O programa também hospedou 422 jornalistas especializados, dos quais 33,4% eram estrangeiros, entre eles nós da Revista Jornauto. que estará presente também na edição 2019. Importante destacar que a Promotec, empresa organizadora do evento costuma dar atenção especial à imprensa especializada. O contínuo crescimento do setor automotivo na Europa não se destaca somente pelas realizações de feiras em que as empresas têm a oportunidade de participar para divulgar seus produtos e suas tecnologias, mas também pela divulgação delas por meio do trabalho desses profissionais especializados. No nosso caso,para que se saia de uma das piores crises que assolou o país, é imprescindível fortalecer a participação dessa midia especializada na divulgação das novidades, para que elas cheguem no lugar certo, isto é, os usuários Assim agindo, é possível mostrar a esse público interessado, de vários continentes,suasnovidadeseatrairsempre mais empresas, produtos e tecnologias. 13Revista Jornauto

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AUTOMEC Entidades comemoram bons resultados Alexandre Akashi | São Paulo - SP Se por um lado as vendas de veículos zero Km não vão bem, o setor de manutenção automotiva cresce em meio à crise econômica de reposição no Brasil, que é único”, afirmou. Segundo Carneiro, o aftermarket independente é responsável pela manutenção de 80% da frota circulante de 42,5 milhões de veículos, e a feira oferece uma grande oportunidade para profissionais do mercado se atualizar com lançamentos, informações técnicas, além de participarem de diversas atividades que aumentam o conhecimento. Acrise econômica tem afetado quase todos os setores da indústria brasileira. No entanto, o cenário para fabricantes de autopeças e produtos de reparação que atuam no aftermarket automotivo têm sido favorável. Pelo menos foi o que anunciaram representantes das empresas e entidades que participaram da 13ª edição da Automec, realizada de 25 a 29 de abril, no São Paulo Expo. A explicação para ter escapado sem grandes e graves “ferimentos” da recessão que o país atravessa foram as exportações e a frota que circula pelo país, veículos produzidos no auge da economia. Tanto que muitos fabricantes aumentaram a capacidade de produção de suas unidades e trouxeram para o evento o que há de mais moderno em tecnologia para veículos leves e pesados. A maior de todas Rodrigo Carneiro Com um público visitante de quase 74 mil pessoas, a feira atraiu fabricantes de autopeças de diversas partes do mundo, como Argentina, Itália, China e outros países que estão apostando na recuperação da economia brasileira a médio prazo. Este foi um fato que chamou atenção de Rodrigo Carneiro, presidente interino da Andap. “Sem dúvida isso reflete a força do mercado Antonio Fiola (presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional), Paulo Ribeiro (consultor jurídico do Sincopeças, representando Francisco De La tôrre, Presidente), Rodrigo Carneiro (presidente interino da Andap), Elias Mufarej (conselheiro do Sindipeças para o mercado de reposição e coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automtiva), Paulo Octavio de Almeida (vice-presidente Comercial da Reed Exhibitions Alcantara Machado). Mercado externo George Rugitsky, membro do conselho de Administração do Sindi- peças, destacou a reunificação dos setores de leves e pesados na Auto- mec 2017, assim como o apoio e a participação no chamado programa Rota 2030, que tem como objetivo estabelecer uma visão de longo prazo, com regras claras a fim de dar segurança aos investimentos e incentivar a competitividade da indústria nacional. O Sindipeças utilizou a feira como espaço para ampliar a participação no setor por meio de progra- mas como o projeto Brasil Auto Parts – Trusted Partners, desen- volvido pelo sindicado em con- junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O projeto tem a missão de promover, apoiar e fomentar o comércio exterior e a inter- nacionalização de empresas do setor com a divulgação de suas George Rugitsky 14Revista Jornauto

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marcas e produtos. “A reposição, apesar da crise continua crescendo e a prova disso é a ampliação da participação nos estandes. Estamos garantindo a longevidade nos negócios”, disse Rugitsky. Varejo e reparação foi importante para reunir os principais investidores do setor e ampliar o debate sobre as tendências tecnológicas do aftermarket. “É um momento de consagração do setor, há interação dos elos de cadeia e também reflexões sobre os caminhos que o mercado deve seguir diante de novas tecnologias”. Francisco de La Tôrre, presidente do Sincopeças, afirmou que a Automec é um momento de celebração e também de discutir os avanços da área. Ele destacou a atuação do Sincopeças, que realizou durante a feira o Fórum Sincopeças 2017 - A tecnologia dirigindo o futuro do aftermarket, em que foi Francisco de La Tôrre apresentado o Caruso, uma plataforma desenvolvida na Europa há oito meses que possibilita a coleta, padronização e compartilhamento de informações geradas pelo veículo. Esses dados mostram como os carros estão sendo utilizados e as necessidades de manutenções preventivas. Na opinião de Antonio Fiola, presidente do Sindirepa, a Automec ITV Outro ponto destacado foi a questão da inspeção técnica vei- cular (ITV) que deveria ser reali- zada no Estado de São Paulo para prevenir acidentes e salvar vidas. “O Brasil ainda não tem inspeção técnica veicular e por isso mais de 43 mil vidas podem morrer por falta de manutenção preventiva”, afirmou Carneiro, da Andap. Francisco de La Tôrre, do Sincope- ças, concorda. “O Sincopeças par- Antonio Fiola ticipa ativamente de questões importantes para a reposição e defende a inspeção veicular, incluindo emissões e segurança. O setor precisa difundir a prática de manutenção preventiva”, disse . 15Revista Jornauto

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