Anuário Brasileiro da Siderurgia

 

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Guia de Compras - Produtos e serviços da cadeia Siderurgia

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I SSN 1984 - 607X 9 771984 607004 Número 18/ 2017 / R$ 200,00

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Índice 3 04 06 08 44 46 47 106 130 Editorial Instruções de Uso Cenários & Mercados Usinas Siderúrgicas Entidades Patronais Guia de Compras – Produtos / Serviços Informações Técnicas Empresas Anunciantes Expediente O Anuário Brasileiro da Siderurgia é uma publicação de propriedade da Grips Marketing e Negócios Ltda. com registro arquivado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob nº 823.755.347. Coordenador Geral: Henrique Isliker Pátria / Diretora Executiva: Maria da Glória Bernardo Isliker / TI: Vicente Bernardo Editor e Jornalista Responsável: Henrique Isliker Pátria - MTb-SP - 37.567 Entrevistas e Reportagens: Marcus Frediani - MTb 13.953 Marina Teixeira de Mello MTb 13.514 Departamento Comercial: 11 3811-8822 Projeto Editorial: Grips Editora Projeto Gráfico: Via Papel Estúdio Edição de Arte/DTP: Ana Carolina Ermel de Araujo / Via Papel Estúdio Criação Capa: André Siqueira Impressão e Acabamento: Ipsis Gráfica e Editora AVISOS IMPORTANTES As opiniões expressadas pelos entrevistados são de total responsabilidade dos mesmos e não refletem necessariamente o ponto de vista dos editores. A identificação das empresas e dos produtos apresentados no Guia de Compras foram tabulados e organizados a partir do banco de dados da Grips Editora devidamente atualizado pelos próprios fornecedores em nosso site: www.anuariodasiderurgia.com.br. DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reprodução parcial ou total de qualquer matéria contida na publicação, sob qualquer alegação, sem a prévia autorização expressa e formalizada da Grips Marketing e Negócios Ltda. Rua Cardeal Arcoverde 1745 – conj. 113 – São Paulo-SP – CEP 05407-002 Telefone: +55 11 3811-8822 grips@grips.com.br www.anuariodasiderurgia.com.br

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Editorial 4 CAMINHO SINALIZADO o invés da “nau sem rumo”, como disse Raul Velloso, ex-ministro do Planejamento, na sua entrevista no Anuário Brasileiro da Siderurgia do ano passado, o Brasil passou a ser “um país tentando encontrar seus caminhos”. É descomunal o número de coisas a serem consertadas no curto prazo. Erros, corrupção, desvios e desconfianças de tudo e de todos pairam no ar, mas a fotografia atual nos faz acreditar que vamos reencontrar os anos dourados do crescimento e do desenvolvimento. A verdade é que, se fizermos um balanço do que tínhamos há exatos 12 meses – quando lançamos o Anuário de 2016 – e os dias atuais, vamos perceber que várias situações já mudaram para melhor. A começar pela condução do país, uma vez, que após o interminável processo de impeachment de Dilma Rousseff, que se arrastou até além do meio do ano passado, temos agora o presidente Michel Temer, empossado após o cumprimento de todo o rito processual definido, e corroborado pelo Supremo Tribunal Federal. Mas qual é mesmo a fotografia do momento? O novo governo, que tem pouco mais de seis meses, conseguiu aprovar várias medidas importantes para o Brasil. Citando algumas: a Lei do Teto dos Gastos Públicos, com o retorno da responsabilidade fiscal dos governantes; a lei proibindo que dirigentes partidários sejam indicados para as estatais, reservando esse lugar para profissionais que tenham, no mínimo, dez anos de experiência no setor; a repatriação de recursos, ainda não concluída; a revisão completa nos programas sociais, com auditoria em programas tipo Bolsa Família, Lei Rouanet e auxílios-doença, entre outros programas previdenciários; corte de mais 5.000 cargos comissionados na esfera federal; liberação dos saldos de contas inativas do FGTS, visando a incentivar a economia; recuo na taxa de juros; e controle da inflação entre outros avanços. Mas há ainda muito a ser feito. Entre os empresá- rios, as noticias também são positivas. O Portal da Indústria, site mantido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgou agora, em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI). E os números mostram que o crescimento foi de mais de 16% em relação a fevereiro do ano passado, atingindo a 53,1 pontos, quando a média histórica dos últimos seis anos é de 54,1 pontos. Há 20 meses a indústria paulista não apresentava um resultado positivo na geração de emprego. Por isso, outro fato que aconteceu em janeiro de 2017, também é digno de registro: segundo os dados do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, foi registrado um saldo positivo na empregabilidade. Ou seja, foram contratados mais funcionários do que dispensados pela indústria. O número ainda é tímido, (0,31%), mas já mostra uma tendência. O nosso Anuário Brasileiro da Siderurgia 2017 mostra esse movimento positivo, embora que ainda com algumas reservas, os líderes empresariais, consultores e especialistas entrevistados não titubearam em afirmar que estamos no caminho da retomada. Sabemos que ainda falta muito. Convivemos, ainda, com manifestações perversas de políticos, que incendeiam todos os dias as manchetes dos principais veículos da Imprensa. Há problemas de corrupção e desvios que parecem nunca acabar. Mas, já demos os primeiros passos. Para terminar preferimos ficar com a notícia boa de que o Banco Central registrou, em janeiro, a entrada de US$11,5 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira, que representa, simplesmente, o melhor resultado para o mês de janeiro, desde que começou a série histórica do cômputo dos investimentos, em 1995. Em outras palavras, muita coisa boa vem por aí! Boa leitura! Henrique Isliker Pátria Editor

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Instruções de Uso 6 Pelo 18º ano consecutivo elaboramos o Anuário Brasileiro da Siderurgia que passou a ser ferramenta de leitura obrigatória para quem atua na cadeia siderúrgica nacional. Atualizamos todas as informações através de pesquisas junto às empresas que atuam na fabricação de produtos, fornecendo insumos, prestando serviços, oferecendo consultorias ou outras intervenções e apresentamos o resultado deste levantamento em uma publicação compacta e de fácil leitura, que irá oferecer um amplo cenário do setor. Apresentamos as seguintes seções: ‹*LUmYPVZ 4LYJHKVZ ‹

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Cenários & Mercados 8 ANUÁRIO BRASILEIRO DA SIDERURGIA 2017 JÁ DÁ PARA ENXERGAR LUZ NO FIM DO O momento pede otimismo e mudanças profundas no pensamento das empresas. E é triste dizer, mas quem não tiver disposição para a mudança e nem tiver cuidado de seu quintal, com toda certeza, vai enfrentar sérias dificuldades para competir. Henrique Pátria Marcus Frediani No começo de 2017, os sinais de recuperação do Brasil são muito intensos. Não chegamos à euforia, aliás, longe disso. No entanto, dez entre dez empresários consultados para nos ajudarem a compor a reportagem especial sobre “Cenários & Mercados”, que você vai ler nas próximas páginas, se dizem contagiados por uma sensação de alívio e boas expectativas, não só com os novos caminhos que o Brasil vem percorrendo, como também em termos de futuro da economia brasileira. A tal “pinguela”, passagem tosca e improvisada, como assim se referiu ao governo Michel Temer o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em dezembro do ano passado, em entrevista ao jornalista Mario Sergio Conti, durante o programa “Diálogos”, da GloboNews, está sendo substituída por uma ponte de bases mais sólidas. A morosidade com que se deu a substituição da presidente Dilma Rousseff – que era absolutamente necessária para transmitir ao mundo a sensação de que o Brasil ingressara de vez na era democrática – paralisou, por quase meio ano, as mais incipientes atividades empresariais do país. Desde o mais humilde pasteleiro de feira até os mais importantes empresários viram seus negócios naufragarem em uma estagnação sem comparativo na história recente de nossa nação. E os números do fracasso da gestão petista estão por todos os lados, sendo o mais contundente a estatística que aponta que 13 milhões de brasileiros estão desempregados e, o que é pior, com viés de alta. A partir da conclusão do processo de posse do novo presidente, passamos a respirar novos ares. Hoje, pode até se questionar se as medidas tomadas pelo governo Temer são as ideais, ou aquelas que vão surtir os efeitos necessários, nos prazos apropriados, para a recolocação da locomotiva da economia brasileira nos trilhos. Mas, a grande verdade é que o brilho nos olhos, a coragem, as atitudes e a torci-

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Cenários & Mercados ANUÁRIO BRASILEIRO DA SIDERURGIA 2017 9 TÚNEL da, principalmente dos empresários, para que tudo dê certo já representa a maioria no Brasil. É lógico que não há a “varinha mágica” capaz a endireitar tudo com a velocidade que desejamos para trazer de volta o condão da lucratividade para as empresas nacionais. Mas recomendamos que leiam com atenção, neste Anuário Brasileiro da Siderurgia 2017, as entrevistas, consultas e análises que recolhemos com exclusividade para nossos leitores, tendo como fontes alguns dos maiores especialistas e profissionais de mercado, de uma ampla e variada gama de setores de atuação, e percebam, como nós notamos, com surpresa e alegria, que todos eles manifestam esperança e perspectivas bastante positivas para este ano que está apenas começando. E há, ainda, o problema político a ser solucionado, uma vez que, por enquanto – e acreditamos que por um bom período no futuro –, teremos que conviver com a questão crônica das mazelas dos poderes constituídos, e com os problemas relacionados ao fato de, tristemente, ainda não contarmos entre nossos representantes com uma parcela dominante de homens públicos capacitados e com estatura moral para atuar com lisura e eficiência em nossas esferas governamentais – haja vista a Operação Lava Jato. Em linha com essa demanda, esperamos contar também, ao longo dos próximos anos, com a figura de eleitor mais bem informado e consciente de que seu voto é precioso, e só deve ser dado à gente competente, imune às tentações e maracutaias que insistem em permear a vida pública, sob a forma de subornos, propinas, apadrinhamentos, corrupção e o malfadado “jeitinho brasileiro”, que sempre busca, por vias tortas, dar solução às mais variadas questões de interesse nacional. Notamos, ainda, na fala de vários dirigentes de entidades, que os seus associados, na sua maciça maioria, já fizeram sua lição de casa, enxugando despesas, cortando gastos desnecessários, buscando melhorar sua produtividade e mais bem se posicionado para enfrentar o acirramento da concorrência, pois sabem que, a partir de agora, o mercado será cada vez mais seletivo. Em outras palavras, quem não cuidou de seu quintal, com toda a certeza, vai enfrentar sérias dificuldades para competir. E, o mais triste dessa história toda, será que ainda teremos a lamentar a memória de todos aqueles que, infelizmente, ficaram pelo caminho. Foto: André Siqueira

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Cenários & Mercados 10 UM ANO PARA ESQUECER, E OUTRO PARA “ESPERANÇAR” Porta-vozes de alguns dos principais setores da indústria e da economia relatam que 2017 pode ser melhor do que 2016. Um grande alívio, porém, teremos que pagar para ver. Marcus Frediani Dois mil e dezesseis partiu sem deixar saudades.Não seria necessário nem recorrer a relatórios de bancos e instituições financeiras para entender as razões de tanta indiferença aos resultados que a passagem dos últimos 12 meses suscita no tecido econômico da Terra Brasilis. Mas, vamos analisar alguns desses indicadores assim mesmo. O Brasil viveu, em grande parte de 2016, num cenário de paralisia na economia. Entre todos os acontecimentos degradantes registrados ao longo do ano – só para citar alguns – houve diminuição dos níveis de consumo e investimento, queda do PIB em 3,5%, enquanto o desemprego alcançou a marca recorde de quase 13 milhões de pessoas, segundo os dados PNAD-IBGE. E é exatamente esse último fator – a elevada taxa de desemprego, que fechou o ano passado em 12%, portanto, com aumento de três preocupantes pontos percentuais em relação ao final de 2015 –, que é considerado o mais grave, na opinião de muitos especialistas. E, o que é pior, “sem sinais de que o ciclo de ajuste do mercado de trabalho tenha chegado ao fim”, avalia um relatório de análise macroeconômica emitido pelo Banco Safra no último dia 3 de fevereiro. Para tristeza de

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Cenários & Mercados 11 quem lê, o documento vai além: “Nesse sentido, reafirmamos nossa expectativa de que o desemprego seguirá em ascensão até meados deste ano, aproximando-se de 14%, esboçando uma tendência de redução apenas a partir do último trimestre de 2017”, escrevem os economistas responsáveis pelo documento. Após a divulgação de mais um resultado negativo do PIB, diversos analistas reduziram suas expectativas para o desempenho da economia brasileira em 2017. Os dados recentes têm apontado para continuidade da contração da atividade no quarto trimestre, ao mesmo tempo em que a melhora dos índices de confiança tem perdido fôlego recentemente. “Diante disso, e lembrando que o mercado de trabalho reage de forma defasada à economia, esperamos menor geração de postos de trabalho formal no próximo ano em relação ao que prevíamos anteriormente. Além disso, acreditamos que a taxa de desemprego seguirá em alta até o primeiro semestre de 2017 e permanecerá em patamar elevado ao longo dos últimos seis meses do ano”, destaca, por sua vez, Ariana Stephanie Zerbinatti, do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco (Depec – Bradesco). Se, de um lado, os dados de mercado de trabalho permaneceram bastante enfraquecidos no final do ano passado, o desempenho da produção industrial em novembro e dezembro trouxe um certo alívio frente ao verificado nos meses anteriores. A indústria cresceu 0,4% em novembro e 2,3% em dezembro (sempre na comparação dessazonalizada), voltando para os níveis de julho de 2016. “Porém, a despeito dessas altas, a produção encerrou o ano com forte retração de 6,6% e seu nível ainda está 19% abaixo do pico alcançado em junho de 2013”, denuncia o relatório do Safra. Sinais positivos na conjuntura Olhando especialmente para o desempenho da indústria em novembro e dezembro, denota-se que boa parte do avanço observado no período esteve baseado na fabricação de veículos (que aumentou 6,9% e 10,8% na margem, respectivamente). No entanto, esse aumento na produção não vem sendo acompanhado por crescimento no comércio de veículos. Segundo os dados da Fenabrave, em janeiro as vendas de automóveis e comerciais leves recuaram 3,2%, considerando os dados mensais dessazonalizados por nós, e seguem em tendên- Montagem fotografica: André Siqueira com foto da Shutterstock

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Cenários & Mercados 12 Foto: Divulgação cia de ligeira retração. As vendas de caminhões também estão bastante fragilizadas, com queda de 12,4% na margem em janeiro, em clara tendên- cia declinante, configurando uma sinalização ne- gativa para o comportamento dos investimentos. “Ou seja, possivelmente o crescimento da indústria de veículos em novem- bro e dezembro esteve relacionado a fatores pontuais, como aumen- to das exportações, retorno das operações de montadoras que es- tavam paralisadas nos meses anteriores e re- composição de esto- ques”, analisa o Banco Safra, acrescentando Antonio Megale, presidente da Anfavea que é necessário aguar- dar os próximos dados para verificar a consolidação. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veícu- los Automotores (Anfavea) também registrou um instantâneo dessa dinâmica, com cores bastante vívidas: o licenciamento de autoveículos no ano passado foi de 2,05 milhões de unidades, o que representou uma queda de 20,2% frente as 2,57 milhões de unidades vendidas em 2015. Enquanto isso, a produção em 2016 foi de 2,16 milhões de unidades – inferior em 11,2% ao se defrontar com as 2,43 milhões de unidades do ano anterior. Já nas exportações o cenário foi de alta: 520,3 mil unida- des foram negociadas com outros países, alta de 24,7% sobre as 417,3 mil unidades de 2015. Para Antonio Megale, presidente da entidade, vá- rios fatores contribuíram para esse desempenho: “O primeiro é a confiança em baixa, em razão da instabilidade política vivida pelo País, que fez investidores e consumidores adiarem suas decisões. O segundo é o acesso ao crédito, resultado da conjuntura socioeconômica, que tornou as instituições financeiras muito seletivas na hora da concessão. A consequência disso foi que a participação de vendas financiadas no total do licenciamento nos patamares mais baixos da série histórica”, pontua. Em termos de perspectivas para 2017, a Anfavea está otimista, com estimativas de aumento de 4% no licenciamento de autoveículos. Segundo Megale, a expectativa é de comercializar 2,13 milhões de unidades. No caso das exportações, novo aumento é esperado: 7,2%, totalizando 558 mil unidades enviadas para outros países. “A previsão de produção é de 2,41 milhões de unidades, 11,9% acima do registrado em 2016”. Na visão do executivo, existem diversas razões para acreditar em crescimento: “A conjuntura macroeconômica indica fatos positivos, como aumento do PIB, inflação convergindo para o centro da meta, reduções contínuas da taxa básica de juros e estabilização do dólar. Além disso, a PEC do teto dos gastos já está aprovada, algumas medidas econômicas foram anunciadas, vivenciamos estabilização do ritmo de vendas e teremos uma base baixa de comparação. Ao juntar todos esses fatores, acreditamos em uma reação sequencial, que passa pela retomada da confiança tanto do consumidor quanto do investidor, reaquecimento do consumo e abertura gradual da concessão de crédito”, conclui o presidente da Anfavea, integrando-se à torcida de todos que apostam na retomada da economia brasileira. PREVISÃO PARA O SETOR DE AUTOVEÍCULOS EM 2017 (EM MIL UNIDADES) 2017 2016 VARIAÇÃO 11,9% 2.156 2.412 PRODUÇÃO 2016 2017 VARIAÇÃO 4% 2.050 2.132 LICENCIAMENTO VARIAÇÃO 7,2% 2016 2017 520 558 EXPORTAÇÕES FONTE: ANFAVEA

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Cenários & Mercados 14 BALANÇA COMERCIAL DE AUTOPEÇAS EM US$ BILHÕES FOB 2015 VARIAÇÃO % 2016 -11,2% -5,6 -4,97 FONTE: SINDIPEÇAS Acirramento da concorrência desleal Otimismo à parte, evidentemente pelos mesmos percalços citados por Antonio Megale, os resultados do setor de autopeças descreveram curva descendente em 2016. Segundo informa o Relatório da Pesquisa Conjuntural, emitido no dia 18 de janeiro pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), o faturamento nominal, ainda projetado, despencou de R$ 66 bilhões, em 2015, para R$ 63 bilhões, em 2016 (-4,5%), de acordo com um levantamento realizado com a participação de 64 empresas associadas à entidade, que representam 32,2% do faturamento total da indústria de autopeças no Brasil. Os negócios com montadoras recuaram 2%. Já o Relatório da Balança Comercial de Autopeças, liberado na mesma data pela entidade, dá conta de uma pequena melhora no setor: a balança comercial brasileira de autopeças chegou ao final do ano passado com déficit monetário de US$ 4,97 bilhões, inferior ao registrado em 2015, de US$ 5,6 bilhões (-11,2%). Os embarques, para 183 mercados, somaram US$ 6,53 bilhões, 13,6% menos que o total exportado no ano anterior. As importações, de 163 diferentes países, totalizaram US$ 11,5 bilhões, com queda de 12,6% em relação a 2015. Por sua vez, a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) fecha 2016 com queda de 1,1% no total de produção de pneus em relação a 2015. O número faz parte do balanço setorial divulgado trimestralmente, revelando uma queda consecutiva de produção. De 2014 para 2015, a conta também Foto: Divulgação fechou no vermelho, com queda de 1,2%. No último trimestre do ano, o volume de vendas foi de 17,5 milhões de unidades, -2,3% em relação ao mesmo período de 2015. “Isso significa que o investimento feito pela indústria desde 2007, visando à evolução da indústria automobilística não foi recuperado”, destaca o presidente executivo Klaus Curt Müller. No último trimestre de 2010, foram vendidas quase 19 milhões de unidades de pneus. Seis anos depois, a indústria registra a venda de cerca de 17,5 milhões de pneus. O destaque negativo ficou com as vendas de pneus para duas rodas que puxaram o índice para baixo. Foram vendidos 3.175.286 pneus de moto em 2016 no último trimestre contra 3.513.541 em 2015, uma diferença negativa de 9,6%. Em relação às exportações, o resultado das vendas de pneus para o mercado externo fechou o quarto trimestre deste ano com queda de 23,8%, em relação ao mesmo período de 2015. Três foram as categorias que puxaram o índice para baixo: duas rodas (-29,8%), carros de passeio (-37,2%) e ônibus e caminhões (-25,2%). O país exportou 2,6 milhões de unidades no período, 822 mil unidades a menos no mercado internacional. Na produção de pneus, grande parte dos insumos utilizados é importada porque a oferta local não atende às necessidades da indústria. Dessa forma, o custo de produção é afetado diretamente pelo câmbio. A valorização do Real ajuda na aquisição dessas matérias, no especifico neste momento de alta dos preços internacionais de mais de 90%, mas ao mesmo tempo, facilita a entrada de pneus importados, principalmente oriundos dos países asiáticos. Nesse ce- Klaus Curt Müller, presidente executivo da Anip nário, a indústria foi surpreendida com o aumento da alíquota do imposto de importação da borracha natural de 4% para 14%, prejudicando fortemente a competitividade do produto nacional em relação ao importado. Toda a produção local da borracha é consumida internamente e mesmo assim não atende à demanda da indústria, tornando a importação obrigatória, e assim causando efeito inflacionário na economia e

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