Guimarães mais Verde #8

 

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Eco-Revista Guimarães mais Verde #8

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eco-revista #08 junho 2017 Esta revista é uma publicação da Câmara Municipal de Guimarães. Trimestral, de distribuição gratuita, acompanhará o processo de candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020. CONSENSO POLÍTICO sobre a Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020 Empresas e instituições aderem ao Guimarães Mais Floresta Guimarães eleita para o Conselho Geral da Rede de Municípios de Adaptação às Alterações Climáticas

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2 guimarães mais verde Nota Introdutória Todos juntos em torno de um desígnio! Os partidos políticos com representação na Assembleia Municipal de Guimarães, bem como os Presidentes das Junta e das Assembleias de Freguesia do concelho de Guimarães subscreveram uma Declaração de Consenso Político, que integrará a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia em 2020. Uma boa notícia que pode ler nesta oitava edição da Eco-Revista “Guimarães mais verde”. Mais há mais. O projeto “Guimarães Mais Floresta” está a crescer. Depois das escolas, algumas empresas e entidades do Concelho aderiram ao objetivo de reflorestar alguns espaços verdes. Neste número destacamos ainda a eleição de Guimarães para o Conselho Geral da Rede de Municípios de Adaptação às Alterações Climáticas, mais uma edição da Festa da Primavera, os excelentes números do primerio ano de implementação do sistema Payt, bem como, entre outros assuntos, a entrevista de Paulo Ramísio, Pró-reitor da Universidade do Minho e vice-presidente do Conselho Diretivo do Laboratório da Paisagem, que integra a Estrutura de Missão da Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020. Boa leitura! Econotícias Sustentabilidade no Desporto Festa da Primavera Consenso Político CVE 2020 Um ano de Payt Dia Internacional de Ação pelos Rios Eixo Atlântico do Noroeste Penilsular Jovens Repórteres para o Ambiente Green Week Guimarães 03 04 05 06 10 11 12 14 16 Ficha Técnica: propriedade Câmara Municipal de Guimarães / periodicidade trimestral / tiragem 20.000 exemplares composição Laboratório da Paisagem / impressão Norprint Artes Gráficas S.A. / papel Munken Pure / distribuição gratuita (O papel Munken Pure é produzido de acordo a certificação FSC ® - Forest Stewardship Council. O FSC ® é um dos selos florestais mais reconhecidos em todo o mundo. Trata-se de uma garantia de origem que assegura a exploração florestal de forma responsável. Criado em 1993 na Alemanha, por várias instituições internacionais, o FSC ® tem como objetivo estabelecer princípios e critérios para conciliar a exploração da floresta e a conservação dos seus recursos).

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Empresas e instituições aderem ao Guimarães mais Floresta guimarães mais verde  3 No Dia Mundial da Árvore, o Guimarães Mais Floresta deu a conhecer as primeiras empresas e entidades que já aderiram ao projeto. O momento foi assinalado através da plantação de 500 árvores autóctones, em articulação com diversas empresas e associações, nomeadamente a GNR de Guimarães, a Polícia Segurança Pública de Guimarães, a Cercigui, a Irmandade da Nossa Senhora do Carmo e da Penha, escuteiros, escolas, Jumbo Guimarães, e o E.Leclerc de Lordelo. Domingos Bragança, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, deu o mote, plantando uma árvore na zona ribeirinha do Rio Selho, próximo do Laboratório da Paisagem. Outros três vereadores, Amadeu Portilha, Adelina Pinto e Paula Oliveira, repetiram a ação noutros locais, nomeadamente no Parque da Cidade de Guimarães, no Parque de Lazer de Ardão, na Montanha da Penha, na Citânia de Briteiros e na Zona Ribeirinha junto ao rio Selho. Jorge Cristino e Patricia Ferreira, coordenadores do programa ambiental PEGADAS, participaram na ação simbólica que decorreu no Parque de Lazer de Lordelo. O Guimarães mais Floresta, inserido no programa ambiental PEGADAS, é um projeto desenvolvido pelo Município de Guimarães, em colaboração com o Laboratório da Paisagem, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e a Sol do Ave, que surge enquadrado nos desígnios da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia.

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4 guimarães mais verde Sustentabilidade no Desporto discutida em Conferência Internacional Estratégias e exemplos de boas-práticas foram os temas em análise na primeira conferência internacional “Sustentabilidade no Desporto”, que decorreu em abril em Guimarães, numa organização tripartida entre a Câmara Municipal de Guimarães, o Laboratório da Paisagem e a Apogesd – Associação Portuguesa de Gestão do Desporto. Integrada no Ciclo de Conferências “Guimarães Mais Verde”, esta conferência pretendeu mostrar bons exemplos de sustentabilidade ambiental na atividade desportiva, tendo contado com a presença de Nymand Christensen, da Comissão Europeia. Luís Silva, da Blue Rock Sports & Entertainment, empresa parceira da FIFA e da UEFA na organização dos Campeonatos do Mundo e da Europa de Futebol, abordou “Sustentabilidade de Arenas – Tendências e Desafios”, enquanto que PaulaTeles mostrou o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Guimarães, como promotor da prática desportiva. pela responsável pelo Departamento de ambiente e sustentabilidade, Teresa Santos, mereceu igualmente destaque, bem como a Academia de Ginástica de Guimarães. Este edifício, que será inaugurado no próximo mês de junho e que se tornará um exemplo do ponto de vista ambiental, ao ser construída com materiais inovadores e um grau de eficiência energética exemplar, ao consumir a energia produzida pelo próprio imóvel, foi apresentado aos presentes por Joaquim Carvalho, Diretor do Departamento de Obras Municipais da Câmara Municipal de Guimarães. O Laboratório da Paisagem, através do seu diretor executivo, Carlos Ribeiro, mostrou os primeiros resultados do projeto piloto de “Sustentabilidade no Desporto em Guimarães”. A conferência terminou com a apresentação do livro “Manual de Boas Práticas Ambientais no Desporto”, de Francisco Ferreira, presidente da Zero. O exemplo de sustentabilidade ambiental do FC Porto, explicado

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guimarães mais verde  5 Três dias a celebrar a chegada da Primavera no Laboratório da Paisagem Ao longo de três dias o Laboratório da Paisagem recebeu centenas de pessoas para celebrar o Equinócio da Primavera com uma festa que sensibilizou os vimaranenses para a preservação da natureza e a valorização da chegada da Primavera. Na terceira edição da “Festa da Primavera” houve espaço para uma feira de produtos biológicos e tradicionais e conjunto diverso de atividades para todas as idades. Pilates, zumba, dois momentos musicais – um ensemble de clarinetes pela Sociedade Musical de Pevidém e a atuação dos “Heróis da Fruta”, pelos alunos da EB1 Oliveira do Castelo. Workshops de ervas aromáticas, de cozinha e de conservação de aves, oficinas de pão e de barro, uma saída de campo à procura da biodiversidade na Veiga de Creixomil, uma performance de dança, pela Escola de Dança Flávia Portes e uma palestra sobre a importância da biodiversidade. Do programa fez ainda parte o Dia Internacional de Ação pelos Rios, que reuniu quase meia centena de pessoas, que limparam um troço do Rio Selho, junto ao Laboratório da Paisagem, em Creixomil, recolhendo meia tonelada de resíduos.

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6 guimarães mais verde Assinadas Declarações de Consenso Político sobre Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020 Os partidos políticos com representação na Assembleia Municipal de Guimarães, bem como os Presidentes das Junta e das Assembleiax de Freguesia do concelho de Guimarães subscreveram uma Declaração de Consenso Político que integrará a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia em 2020, numa clara demonstração de união vimaranense em torno de um objetivo comum. Conscientes dos desafios que a problemática ambiental mundial encerra, em representação da população do seu território, os responsáveis políticos assumem a responsabilidade de colaborar ativamente na procura de soluções e na resolução dos problemas ambientais de âmbito local.

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2020 rea o- ova- 1 Os representantes dos partidos políticos conscientes dos desafios que a problemática ambiental mundial encerra, em representação da população do seu território, assumem a responsabilidade de colaborar ativamente na procura de soluções e na resolução dos problemas ambientais de âmbito local. 2 Para isso, propõe-se atuar, no âmbito das suas competências, na promoção do desenvolvimento sustentável local, que satisfaça as necessidades materiais e humanas das gerações do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras, assumindo o compromisso de estabelecer, de forma coerente e gradual, em todos os níveis das competências que legalmente lhe estão atribuídas, um conjunto de ações, iniciativas e investimentos cujo enfoque seja o desenvolvimento sustentável do Município de Guimarães. 3 O modelo de sustentabilidade ambiental que se preconiza para Guimarães, definido num vasto conjunto de documentos já validados politicamente pela Câmara e Assembleia Municipais de Guimarães (Plano Diretor Municipal, Agenda 21, o documento estratégico de planeamento da candidatura de Guimarães a CVE 2020 e a Declaração Basca), e que serão complementados com planos de ação futuros, desenham um processo que se consolidará através da revisão e diagnóstico técnico e da consulta permanente aos cidadãos e especialistas, visando detalhar as formas de intervenção e atuação nos aspetos mais relevantes da sustentabilidade ambiental que sejam suscetíveis de melhorar os indicadores ambientais no nosso território. 4 A revisão e atualização permanente dos indicadores referidos e a guimarães mais verde  7 sua divulgação junto da comunidade são elementos fundamentais para a evolução do modelo de sustentabilidade ambiental de Guimarães, pelo que a Câmara Municipal se compromete a adotar as seguintes medidas: • O Executivo Municipal e a Assembleia Municipal reunir-se-ão, pelo menos uma vez por ano, em sessão extraordinária, com a presença dos responsáveis pela Estrutura de Missão criada para promover a candidatura de Guimarães a CVE2020, para analisar o estado do processo e analisar a evolução dos indicadores ambientais referidos. • Será suscitado ao senhor Presidente da Assembleia Municipal, por iniciativa dos grupos parlamentares, a criação de uma Comissão de Acompanhamento da candidatura de Guimarães a CVE2020, na Assembleia Municipal, com os poderes de fiscalização previstos na lei. • A Câmara Municipal compromete-se a dar continuidade ao Conselho Consultivo criado no âmbito da Estrutura de Missão, que reunirá duas vezes por ano, como espaço privilegiado de debate e discussão sobre esta temática. • A Câmara Municipal compromete-se a divulgar, de forma periódica, através dos seus meios próprios, a evolução dos indicadores ambientais, explicitando os termos dessa evolução. • Visando impulsionar o processo de informação e participação dos cidadãos, o projeto de educação ambiental “Pegadas”, o Orçamento Participativo e o OP Escolas, continuarão a ser uma forte aposta da Câmara Municipal na concretização deste modelo.

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8 guimarães mais verde Entrevista Paulo Ramísio, Pró-reitor da Universidade do Minho e vice-presidente do Conselho Diretivo do Laboratório da Paisagem “A água é um dos elementos mais presentes e importantes no desenvolvimento de Guimarães” Estamos na fase final do processo que levará a apresentação da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020. Que análise faz ao caminho já percorrido? Em primeiro lugar, é de realçar a qualidade da equipa multidisciplinar que foi possível constituir para participar neste processo. Uma equipa constituída por responsáveis e especialistas do município e da UMinho, mas também um conjunto de especialistas externos convidados e os reputados membros da Comissão Externa de Acompanhamento. Ao longo de aproximadamente 3 anos foi possível estudar o passado e perspetivar o futuro de Guimarães. Assim, Guimarães esta hoje mais capacitada para fazer uma transição para um modelo de desenvolvimento sustentável, com base numa gestão responsável e transparente, centrada nas pessoas, com um grande orgulho do seu passado, e com respeito pelo meio natural que nos rodeia. Para além de membro do Comité Executivo, é também membro da Estrutura de Missão, no indicador gestão e qualidade de água. Quais têm sido os principais de- safios que encontrou ou tem encontrado neste âmbito? A água demonstrou ser um dos elementos mais presentes e importantes no desenvolvimento de Guimarães. Ela esteve presente não só como elemento essencial à vida das pessoas, como foi ainda determinante no suporte das atividades industriais que sempre caracterizaram a paisagem de Guimarães. O estudo do passado é sempre feito com um conjunto discreto de fontes de informação. Foi muito interessante encontrar registos históricos onde se refere que Guimarães era em 1869 “uma das cidades mais mimosas do reino - se as não exceder a todas - na proporcionada abundância, e inexcedível qualidade das suas águas”, como também o relato da aposta, em 1900, na exploração dos seus “recursos termais”. Atualmente, a análise dos sistemas de abastecimento de água segura e da drenagem e tratamento de águas residuais está facilitado porque ao longo dos últimos anos esta área foi objeto de grandes investimentos, que resultaram num serviço de elevada qualidade. Esta opinião é confirmada pela entidade reguladora que contabiliza que 98% dos alojamentos tem acessibilidade à rede de água pública e que 99,5% da água distribuída é classificada como segura. De igual modo, 90% dos alojamentos tem rede de drenagem de águas residuais, sendo 100% dessas águas residuais tratadas. Um dos maiores desafios é sempre a requalificação das linhas de água urbanas. No entanto, Guimarães tinha começada há alguns anos um programa ambicioso para regularizar a Ribeira de Costa/Couros, e de eliminar as cheias na cidade de Guimarães. Cumprido este objetivo, verificou-se ter havido uma aposta na monitorização e na melhoria da qualidade da água. Esta metodologia, implementada através do Laboratório da Paisagem, foi depois replicada no Rio Selho e, mais recentemente, no Rio Vizela. Assim, foi possível constatar que têm sido dados importante passos nesta área e que, apesar da melhoria da água e do restauro dos ecossistemas naturais ser um processo lento, existem já locais onde podem ser identificadas claras melhorias. O percurso e as mudanças implementadas são já um ganho inegável para Guimarães.

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guimarães mais verde  9 O que ganhará mais Guimarães caso seja eleita Capital Verde Europeia 2020? Eu estou certo de que, independente do resultado desta candidatura, o nome de Guimarães vai passar a estar associado ao desenvolvimento sustentável. Este é o desígnio que tem motivado os estudos e que tem alinhado os respetivos investimentos, sempre alinhados com a qualidade de vida das pessoas, com o respeito pelo meio ambiente, e pelas condições de vida das gerações futuras. Por este motivo, Guimarães está na linha da frente dos Municípios que assumem publicamente o compromisso de contribuírem para um futuro sustentável. Durante este processo foram muitas as pessoas que tiveram contato com o que se está a desenvolver em Guimarães. Caso Guimarães venha a ser escolhida como Capital Verde Europeia, a realidade de Guimarães teria um reconhecimento público e uma grande divulgação do percurso efetuado, dentro e fora da Europa. O modelo de desenvolvimento não canónico que caracterizou Guimarães, centrado nos recursos naturais, poderá servir de exemplo a outros territórios. Tem sido promotor do relatório para a sustentabilidade da Universidade do Minho, de que modo entende que o conhecimento adquirido poderá ser importante para o desenvolvimento sustentável do território? A Universidade do Minho foi a primeira Universidade a publicar o seu Relatório de Sustentabilidade, no ano de 2010, e assim relatar publicamente os seus indicadores de desempenho. Foi muito exigente, mas gratificante, dar corpo a este processo onde hoje somos reconhecidos por várias redes internacionais no setor. Para além desta transparência, foi ainda uma oportunidade de analisar e avaliar as diferentes áreas de missão e de suporte da Universidade. Como resultado, foi possível tornar processos mais eficientes, mais ágeis e, em muitos casos, mais económicos. Numa altura de grande rigor financeiro, foi um processo que se demonstrou como muito importante e que pode ser replicado em diferentes tipos de instituições. Como é sabido, no final do século XX ficou claro que o grande crescimento demográfico, o elevado consumo de recurso naturais e as alterações climáticas, entre outros fatores, vão claramente condicionar o nosso futuro próximo. É urgente e importante uma atuação conjunta à escala mundial. As Nações Unidas têm liderado este processo, deste a inclusão das questões ambientais no início dos anos 90 do século passado, à proposta dos Objetivos do Milénio e, mais recentemente, aqueles que já são considerados o maior compromisso jamais lançado em ambição escala, Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. A mudança para uma modelo de desenvolvimento sustentável não é por isso uma opção, é uma obrigação, e num futuro muito próximo vamos ser responsabilizados pelo nosso comportamento, em defesa do nosso modo de vida, e das condições que vamos deixar às gerações vindouras. Qual é o papel da UMinho nesta candidatura e neste caminho de tornar Guimarães um território mais verde e sustentável? Para além da qualidade dos seus projetos de ensino e da excelência dos seus projetos de investigação, a UMinho tem no seu ADN o compromisso com o território envolvente, uma marca identitária que penso ser única a nível nacional. Há muito tempo que a UMinho e o Município de Guimarães iniciaram uma simbiótica colaboração, como é possível constatar no campus urbano de Couros, ou mesmo no Laboratório da Paisagem de Guimarães. Assim, foi com muito gosto que a UMinho aceitou o convite para fazer das diferentes estruturas desta candidatura: A Direção, A Comissão Executiva, e as Unidades Operacionais. No âmbito da Direção e da Comissão Executiva foi possível analisar e debater as políticas associadas ao desenvolvimento sustentável e de como estas se aplicam às especificidades de Guimarães. No âmbito das Unidades Operacionais, e para cada conjunto de indicadores, uma equipa de especialista da UMinho e do Município conjugavam esforços com vista a apresentar soluções específicas para este território, juntando assim o conhecimento científico e o conhecimento factual dos problemas e das necessidades das pessoas. Esta candidatura é provavelmente a candidatura mais exigente a que Guimarães se terá candidatado. Em primeiro lugar porque não se trata de um tema, ou da realização de eventos. Trata-se antes de conhecer o território, apresentar com orgulho o seu passado, avaliar a sua evolução, apresentar uma visão para o futuro e criar as condições para implementar esta visão. As ações previstas não se esgotam em um ou dois anos, mas representam a apresentação de um caminho que prepara a transição das condições de vida dos Vimaranenses para um modelo do desenvolvimento sustentável, centrada na qualidade de vida, no respeito pelo meio ambiente, com base nos seus valores culturais. Esta análise conjunta tem sido catalizadora de novas e inovadoras soluções, uma vez que permite trazer a visão do mundo académico, com o conhecimento dos agentes do território. Na reunião de preparação de candidaturas em que tive oportunidade de estar presente, Guimarães era o único município onde ficou claro ter a participação de uma Universidade. Considera que os vimaranenses estão comprometidos com este desígnio e esta candidatura? Ao longo do estudo sobre a evolução de Guimarães, ficou claro que apesar de terem sido identificados vários ciclos, em todos eles houve uma grande ligação aos recursos naturais. Foi ainda possível constatar o espirito empreendedor e resiliente, assim como o seu sentido de autenticidade e de pertença das suas gentes. Também são características intrínsecas dos Vimaranenses a capacidade de projetar o futuro, com base nas suas experiências e valores. É esse o objetivo desta candidatura, pelo que foi natural observar a adesão dos Vimaranenses aos diferentes desafios que têm sido lançados. Assim, este é claramente um ponto onde Guimarães se destaca. Foi assim que o Conselho se foi materializando e será assim que vai ser construído o futuro. Esta forte marca cultural levou já o Professor Mohan Monasinge, a dizer que “Guimarães é Mais que Verde”.

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10 guimarães mais verde Payt apresenta resultados muito positivos após um ano de implementação Os resíduos indiferenciados diminuíram 34%, que se traduzem em 283 toneladas, enquanto que o reciclável aumentou 126% no Centro Histórico de Guimarães. Foram vendidos mais de 38.500 sacos, conseguindo-se que 75% dos utilizadores domésticos e 80% dos utilizadores não domésticos – do total de cerca de 600 utilizadores - adquirissem os sacos autorizados com regularidade. Há ainda outro dado interessante: 55% dos utilizadores são domésticos. Estes são os mais recentes resultados do Payt (Pay as You Throw – Pagar pelo lixo produzido). Desta forma, conseguiu-se não só superar os objetivos iniciais do projeto como também as metas europeias. Na conferência de imprensa que decorreu na sede da VITRUS, empresa responsável pela sua gestão, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, sublinhou que “o sucesso se deve aos moradores e comerciantes do Centro Histórico”, salientando igualmente que é agora importante alargar este sistema à periferia do Centro Histórico, nomeadamente às ruas Santo António, Gil Vicente, Paio Galvão e Alameda de S. Dâmaso, bem como aos grandes aglomerados habitacionais do Concelho. Foi ainda anunciado que Guimarães quer aderir à plataforma “Município Lixo Zero” (Zero Waste Europe), no âmbito do processo de candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. Há mais três Brigadas Verdes em Guimarães Creixomil, Moreira de Cónegos e Gonça também já têm Brigada Verde. Este movimento que está a limpar Guimarães, conta já com nove brigadas que trabalham para tornar o território mais verde. Em Creixomil, escolas, associações locais e a junta de freguesia uniram-se para cuidar dos espaços verdes e do rio Selho. Propósito semelhante ao da Brigada Verde criada pela da Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos, constituída por uma dezena de voluntários. Igual número na Brigada Verde de Gonça, que assumiu o desafio de cuidar da nascente do rio Selho e de toda a freguesia. Para além destas três, Guimarães conta igualmente com as brigadas verdes em na União de Freguesias de Briteiros Santo Estêvão e Donim, Aldão, Longos, Fermentões, Ponte e na escola profissional Cisave. no âmbito do programa “Guimarães Mais Verde”, tem por objetivo desafiar os vimaranenses e as suas instituições a comprometerem-se com o projeto de construir um Município mais sustentável, protegendo a natureza e respeitando o ambiente.

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guimarães mais verde  11 Guimarães uniu-se para limpar os rios O Laboratório da Paisagem coordenou a iniciativa que permitiu remover resíduos dos rios. Fermentões, Ponte, Creixomil e Briteiros Santo Estêvão e Donim promoveram ações ambientais. Guimarães assinalou a 18 de março o Dia Internacional de Ação pelos Rios, com um conjunto de ações de limpeza nos rios Selho e Ave, para sensibilizar e consciencializar a população para a preservação do ambiente em especial dos rios, na defesa da biodiversidade, transmitindo a importância e valorização das linhas de água urbanas. A ação ambiental, realizada ao longo da manhã contou com a participação do Presidente do Município, Domingos Bragança, e do Vice-Presidente, Amadeu Portilha, com competências delegadas na área do Ambiente. No Laboratório da Paisagem, no arranque da Festa da Primavera figuras públicas, escuteiros e voluntários, juntaram-se à equipa científica do Laboratório da Paisagem para mais uma ação de limpeza do rio. Como resultado, foram retirados detritos num total de cerca de meia to- nelada. Vários pneus, um colchão, têxteis diversos, recipientes de produtos alimentares e de higiene, em vidro e plástico, são apenas alguns dos exemplos encontrados. Na ação junto ao Laboratório da Paisagem participaram o vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Amadeu Portilha, os atletas olímpicos Ana Dulce Félix e Ricardo Ribas, bem como voluntários do Banco Local de Voluntariado de Guimarães, escuteiros da Junta de Núcleo de Guimarães do Corpo Nacional de Escutas e elementos das brigadas verdes das Juntas de Freguesia de Creixomil e Fermentões. Ações semelhantes foram realizadas pelas Brigadas Verdes de Ponte e Briteiros Santo Estêvão e Donim. Em Ponte, cerca de meia centena de voluntários recolheram mais de quinhentos quilogramas de lixo na margem norte do rio Ave, junto à Rua de S. José e Rua da Ponte Velha, em Campelos. Já a ação da Brigada Verde de Briteiros Santo Estêvão e Donim, com cerca de 30 elementos, incidiu no Parque de Lazer da Fraga e terminou na praia Fluvial do Vaqueiro.

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12 guimarães mais verde Eixo Atlântico Especialistas ambientais de Portugal e da Galiza reuniram em Guimarães Eixo Atlântico do Noroeste Penilsular organizou no Laboratório da Paisagem a II Conferência de Intercâmbio de Experiências no Âmbito da Sustentabilidade. Cidades Inteligentes, Acessibilidade, Energia e Resíduos, também, entre os temas. O auditório do Laboratório da Paisagem, em Guimarães, recebeu em abril o II Seminário de Intercâmbio de Experiências no Âmbito da Sustentabilidade do Eixo Atlântico. Especialistas de diversos municípios de Portugal e da Galiza estiveram reunidos para um intercâmbio de boas práticas ambientais. Sob o mote “Cidades Sustentáveis, Resilientes e Inteligentes”, ao longo de toda a manhã, responsáveis municipais de Guimarães, Braga, Vila Nova de Famalicão, Valongo, Matosinhos, Barcelos, Maia, Santa Maria da Feira e Porto, e Lugo e Monforte de Lemos, de Espanha, partilharam ideias e projetos já implementados nos seus territórios. Guimarães, que prepara a candidatura da Capital Verde Europeia 2020, mostrou o caminho que tem percorrido na procura de um futuro mais sustentável, partilhando alguns dos exemplos que têm merecido elogios e até algumas distinções. O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular apresenta-se como uma associação transfronteiriça composta por diversas cidades do Norte de Portugal e da Galiza, cujo objetivo fundamental é o desenvolvimento económico, social, cultural, científico e tecnológico das cidades e regiões que lhe pertencem. Guimarães eleita para o Conselho Geral da Rede de Municípios de Adaptação às Alterações Climáticas A Câmara Municipal de Guimarães foi eleita por unanimidade para presidir ao Conselho Geral da Rede de Municípios de Adaptação às Alterações Climáticas, na sequência da sua primeira reunião, que decorreu no Laboratório da Paisagem, a qual elegeu também o seu primeiro Conselho Coordenador, bem como o Secretariado de Gestão da mesma Rede. Com Guimarães na Presidência, a Mesa do Conselho Geral terá os municípios do Funchal e de Vila Franca do Campo como secretários. a capacidade dos municípios portugueses para incorporar a adaptação às alterações climáticas nas suas políticas, instrumentos de planeamento e intervenções. A Rede, fundada pelos 30 municípios portugueses que já dispõem de Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas, está aberta à participa- ção dos restantes municípios, designadamente dos que pretendam elaborar os seus planos municipais de adaptação às alterações climáticas, bem como de outras entidades (empresas, universidades, organizações não governamentais ou associações) que desenvolvam atividade neste domínio. Guimarães é uma das 30 autarquias fundadoras da Rede de Municípios para a Adaptação às Alterações Climáticas, cuja missão é aumentar

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guimarães mais verde  13 Coordenadores mundiais de programas de educação ambiental reunidos em Guimarães 40 gestores de programas de educação para a sustentabilidade ambiental, provenientes de mais de 30 países do mundo, estiveram em Guimarães em fevereiro. Este encontro, dos “Jovens Repórteres para o Ambiente”, organizado pela Foundation for Environmental Education (FEE) e em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), contou com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães. A oportunidade permitiu a Guimarães apresentar os seus projetos, os investimentos realizados e em curso na área da sustentabilidade ambiental, no processo da candidatura a Capital Verde Europeia 2020, no âmbito do desígnio “Guimarães Mais Verde”. «Estou muito impressionada com o que está a ser feito e desejo o maior sucesso para a vossa candidatura», declarou Lesley Jones, Presidente da FEE, enquanto José Archer, Presidente de ABAE, enalteceu o programa Jovens Repórteres do Ambiente, «muito importante por motivar os nossos a refletir, a agir e a praticar soluções de problemas ambientais. Aprender como mudar atitudes é um dos objetivos deste programa», acrescentou. A reunião contou participantes provenientes de Organizações Não Governamentais de Ambiente de mais de 30 países: Austrália, Brasil, Dinamarca, Japão, França, Alemanha, Gana, Grécia, Índia, Irlanda, Israel, Letónia, Malta, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Irlanda do Norte, Portugal, Porto Rico, Roménia, Escócia, Sérvia, Singapura, Eslováquia, Eslovénia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Holanda, Peru, Estados Unidos e Portugal. O programa Jovens Repórteres para o Ambiente (JRA), implementado em Portugal pela ABAE há mais de 20 anos, visa trabalhar com os jovens o desenvolvimento do espírito crítico e da vertente de investigação, reportagem e comunicação sobre ambiente e sustentabilidade. Envolve atualmente cerca de 100 escolas em Portugal e algumas dezenas de jovens freelancers. A adesão é livre e pode ser feita no portal de reportagens JRA. Guimarães presente em encontros europeus Guimarães continua a mostrar o caminho que tem percorrido para a construção de um território ainda mais sustentável. Em março, uma comitiva composta pela coordenadora executiva da Estrutura de Missão da Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia e pelo adjunto de vereador do Ambiente, Jorge Cristino, esteve em Antuérpia, Bélgica, no Fórum do Ambiente da Eurocities. Este ano os membros da organização, onde Guimarães está incluído, tiveram a oportunidade de se atualizarem sobre a última proposta legislativa e parti- lharam conhecimentos sobre a eficiência e o desempenho energético dos edifícios, as energias renováveis ​e​ os mercados da eletricidade. Os mesmos responsáveis vimaranenses estiveram em maio último em Bonn, Alemanha, no 8º Fórum Global sobre Resiliência e Adaptação Urbana, organizado pelo ICLEI, onde apresentaram o exemplo de Guimarães, participando ainda num workshop sobre inovação onde apresentaram as Bacias de Retenção de Guimarães como um exemplo de adaptação às alterações climáticas.

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14 guimarães mais verde Aplicação móvel Biodiversity GO! A partir do conceito ciência-cidadã e com a sua ajuda, o Laboratório da Paisagem de Guimarães pretende contribuir para a catalogação e preservação da nossa biodiversidade. A sua contribuição está à distância de um clique. Das espécies arbóreas e arbustivas, às espécies animais, tudo conta! Participe neste projeto, divertindo-se e ajudando na construção da Base de Dados da Biodiversidade de Guimarães. Este é um projeto desenvolvido pelo Laboratório da Paisagem de Guimarães, com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, Universidade do Minho e Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro e também do E-Leclerc de Lordelo, parceiros neste desígnio de contribuir para o desenvolvimento sustentável de Guimarães. Disponível nas lojas IOS e Android!

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guimarães mais verde  15 ASPEA Ecocidadania em debate nas XXIII Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental Guimarães acolheu em março as XXIII Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental, no Centro Cultural Vila Flor. Com o tema “Ecocidadania”, o encontro contou com diversas comunicações orais, conferências, painéis, oficinas e saídas de campo, divididos por 4 eixos temáticos. As XXIII Jornadas, organizadas pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) em parceria com a Câmara Municipal de Guimarães, contou com especialistas e convidados nacionais e internacionais do espaço Lusófono e da Galiza. Ao longo três dias, no Centro Cultural de Vila Flor, mais de cinquenta oradores mostraram bons exemplos de no âmbito da educação ambiental e da ecocidadania, tema central das Jornadas. No ano em que Guimarães se prepara para apresentar a Candidatura a Capital Verde Europeia, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, o Vice-Presidente Amadeu Portilha e a coordenadora executiva da Estrutura de Missão, Isabel Loureiro, mostraram as mudanças e os avanços implementados em Guimarães e que têm merecido elogios. Também o Laboratório da Paisagem de Guimarães esteve representado, nomeadamente pelos seu Presidente, Jorge Cristino, pelo Diretor Executivo, Carlos Ribeiro, e pelos seus investigadores Francisco Carvalho, Ricardo Martins e Nuno Silva, que mostraram o trabalho desenvolvido naquele edifício de investigação e educação ambiental, como são exemplo iniciativas como o EcoParlamento, o Biodiversity GO! - Base de Dados da Biosiversidade de Guimarães e EcoPontas e PapaChicletes.

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