Jornal Empresários - Junho - 2017

 

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ANO XVII - Nº 210 www.jornalempresarios.com.br ® do Espírito Santo JUNHO DE 2017 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Faesa Centro Universitário Um dos diferenciais da instituição, que completa 45 anos, é a alta qualificação de seus professores. Páginas 8, 9 e 10 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Sexto módulo da Escola de Associativismo O empresário Sérgio Rogério de Castro destaca o respeito à ética, transparência e honestidade para agrupar pessoas e empresas em torno de programas geradores de desenvolvimento. Página 13

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2 JUNHO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. EDITORIAL Quo vadis, Brasil? Os acontecimentos registrados nos últimos dias demonstram que o Brasil está sem rumo e colocam em xeque-mate algumas informações do governo de que tudo vai bem. Desesperado e sem ter onde se segurar, depois das denúncias do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer cometeu mais um ato impensado: convocou as Forças Armadas para "manter a ordem pública" durante a grande manifestação que paralisou Brasília no dia 24 de maio. O tiro saiu pela culatra. Colocar tropa do Exército, armada e com munição real provocou reação na imprensa. Sitiar os Três Poderes – Executivo. Legislativo e Judiciário – por tropas do Exercito foi um erro, até porque o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, do DEM, identificado por Botafogo na lista de delatados da Odebrecht, contraditou o presidente Temer. Maia disse que pediu efetivo da Força Nacional para garantir a integridade dos deputados e o patrimônio público. No dia seguinte, seu decreto foi revogado face às pressões que recebeu, inclusive dos militares. O presidente tenta manter o discurso de que o Brasil começa a entrar no rumo, com os dados econômicos no azul mediante a retomada do crescimento, redução do desemprego e normalização das contas públicas. A grande imprensa se comporta como um assessor de relações públicas do governo Temer: o noticiário econômico, em sua grande maioria, é sempre positivo e até mesmo a venda de ativos brasileiros a preços muito baixos recebe o verniz de vantajosa para o País. No entanto, de acordo com o economista Paulo Rabello de Castro, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os indicadores relativos ao desempenho do comércio e dos serviços em janeiro, ao contrário do que diz Michel Temer , retratam um cenário “muito ruim” e o ambiente econômico "não melhorou". O mercado já não aguenta mais as idas e vindas de um país que, de fato, não consegue acordar do sono da grande recessão em que ainda está metido, disse Castro, em entrevista ao jornal Valor Econômico, que hoje é controlado 100% pelo grupo O Globo, dos filhos do falecido empresário e jornalista Roberto Marinho. As declarações desmontam a tese de que o Brasil já passa por uma recuperação econômica, algo que a equipe do presidente Michel Temer insiste em repetir. A fala presidencial e as peças publicitárias já não convencem, pois os fatos gerados após a visita de Joesley Batista, fora da agenda presidencial e tarde da noite, colocam o presidente da República numa saia justa difícil de sair e até aliados mais chegados já admitem que sua permanência no cargo seja uma questão de dias. E o que virá depois dele? Embora Temer afirme que não cairá, a situação está insustentável, tendo em vista as gravações divulgadas pelo empresário, que se acoplam a outras evidências. Não há como contestar a filmagem de um de seus mais chegados assessores, o deputado Rocha Loures, correndo pela rua arrastando uma mala contendo R$ 500 mil em dinheiro vivo de propina. A capa protetora do governo com base nas reformas trabalhistas e da Previdência Social encurtou. Com exceção de aliados mais próximos, parlamentares já começam a debandar, apesar de alguns discursos de apoio que não refletem a realidade, deixando a área econômica em clima de incertezas. Isso porque a base do programa anunciado pelo governo depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff está fincada justamente na retomada do crescimento e na redução do desemprego. O que se observa, na realidade, é o agravamento da situação. O desemprego, que com Dilma chegava a 9% já atinge mais de 13% com tendência a aumentar. Isso ocorre em decorrência do fechamento ou re- dução de empregos em importantes cadeias produtivas, como construção civil, indústria naval, metalurgia e outras, com reflexos negativos no setor de comércio e serviços. Some-se a esse quadro, a insegurança política, que afasta investimentos estrangeiros e nacionais. Segundo o presidente do IBGE, o quadro atual tende a agravar “a síndrome de confiança” e justifica preocupação. “Tudo o que essa administração tem tentado fazer foi reinstituir a confiança. E, no momento em que politicamente essa confiança é desmontada no seu aspecto mais visceral, que é a confiança na atitude do governante, realmente é para ficarmos muito preocupados”, afirmou. A respeito de uma possível interferência do governo, em um momento em que se buscam números melhores na economia, ele defendeu o instituto: “Que se dane o governo. Eu não tô aqui nem para produzir dados bons nem dados ruins para ninguém. Os dados são o que são". Não há como negar que as principais fontes de equilíbrio econômico alardeada pelo governo Temer não se sustentam. Uma delas é a Reforma da Previdência Social, que preocupa milhões de trabalhadores, pois altera de forma significativa o regime de aposentadoria do setor público. Pune todos os trabalhadores do regime celetista; é cruel com aposentados e futuros pensionistas, que perderão o direito de receber o pecúlio do cônjuge após a sua morte. A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 287/16 dificultam o acesso aos benefícios, exigem mais tempo de contribuição e reduzem drasticamente os valores a serem recebidos por meio de aposentadorias e pensões. Tudo para cobrir um déficit que é sempre contestado por especialistas. Os auditores do Sindifisco Nacional afirmam, por exemplo, que não estão corretos os números do governo, que afirma que em 2015 o déficit da Previdência foi de R$ 89 bilhões e subirá para pelo menos R$ 133 bilhões em 2016; atingindo R$ 168 bilhões em 2017. A verdade, segundo os auditores fiscais, é que em 2015 o Governo Federal arrecadou para a Seguridade Social R$ 700 bilhões e foram gastos R$ 688 bilhões. No mesmo ano, foram desvinculados para outras finalidades cerca de R$ 66 bilhões da previdência, saúde e assistência social. Para esses especialistas, é falso dizer que a Previdência tem déficit. Ao contrário, o setor tem superávit, considerando que a Previdência Social não é sustentada apenas por contribuições dos empregados e empregadores. Conta também conta com recursos embutidos em cada produto ou serviço adquiridos pelo consumidor. No preço de tudo que o contribuinte adquire estão incluídos tributos que deveriam ser destinados à previdência, à saúde e ao amparo da velhice de todos. O governo não revela certas informações como, por exemplo: os 32 milhões de aposentados da iniciativa privada custam o mesmo que um milhão de aposentados do poder público. Ao dividir dessa forma desigual, meio a meio, toda a arrecadação da Previdência, o resultado é que a maioria pobre dá dinheiro à minoria mais endinheirada. Por tudo isso, o Brasil navega em mar revolto, deixando as áreas política, econômica e social em pesado clima de incerteza sobre o que virá com a próxima onda. Na política, o País vê grande parte de seus representantes acusados da prática de corrupção, incluindo o presidente Michel Temer. Na área econômica, a situação vai de morro abaixo, com prejuízos para todos e no cenário internacional o Brasil perdeu o prestígio e o lugar de sétima economia do mundo para voltar a ser uma “república de bananas”. Só resta para a população a angústia da espera para a resposta que diga para onde iremos, como na expressão latina “Quo vadis” ou como diria Drummond, o poeta maior, “para onde, José?”■ LUIZ MARINS Vendedor bom, vende todos os produtos da empresa Um dos maiores desafios das empresas é fazer com que seus vendedores e representantes ofereçam o portfólio completo dos produtos que comercializam. Empresas com dezenas e até centenas de produtos têm uma concentração de vendas em apenas 10 ou 20% de seu portfólio. Por que isso acontece? Há várias hipóteses que podem explicar. Uma delas é a ansiedade do vendedor. Sempre afirmei que a ansiedade mata a venda. Essa ansiedade de vender para muitos clientes, faz com que ele não empregue o tempo necessário em cada cliente para fazer uma venda de qualidade. Ele faz uma apresentação apressada porque deseja (ou precisa) visitar muitos clientes num mesmo dia e assim só oferece o que sabe que o cliente por certo comprará. Muitas empresas são responsáveis por esse erro. Elas exigem que seus vendedores façam um número fixo de visitas por dia o que gera uma ansiedade muito grande no vendedor que fará vi- sitas de baixa produtividade. Saio com vendedores e vejo que eles ficam o tempo todo olhando no relógio, já preocupados com o próximo cliente que terão que visitar naquele mesmo dia. Outra razão é que os vendedores oferecem primeiro o que já sabem que seus clientes desejarão comprar e, portanto, é mais fácil de ser vendido. Na verdade, agem como simples “tiradores de pedido”. E quando o cliente fecha um pedido, esses vendedores deixam de oferecer os produtos que são mais difíceis de vender. Eles fazem isso até com receio de irritar o cliente e perder a venda já feita. Uma terceira razão, e essa é mais comum a representantes, é a falta de foco. Como eles representam muitos produtos, a sua pasta com catálogos e preços é imensa e o representante ou preposto fica pulando de produto em produto para tentar acertar o que o cliente desejará comprar. Quando ele percebe a menor objeção a um produto, ele pu- la para outro, de outra empresa que também representa. E acaba vendendo os mesmos produtos de fácil aceitação que o cliente já conhece. A verdade é que é muito difícil ter sucesso sendo representante de muitas empresas, cada uma com dezenas de produtos a serem oferecidos. O que acontece é que o representante venderá apenas o que é mais fácil vender. Uma quarta razão é que os vendedores não têm o hábito de estudar clientes. Não há dois clientes iguais. Sem estudar cada cliente com metodologia e seriedade esses vendedores vêm perdendo clientes a cada dia. Vender hoje é mais cérebro do que músculos. Acabou o tempo de para vender basta um bom relacionamento. O que está acontecendo é que novos concorrentes estão surgindo, estudando e fazendo projetos específicos para cada cliente e com isso conseguem encantar e surpreender esses clientes fazendo o que eles não esperam, se comprometendo com o sucesso deles e dando a eles aquilo que nem mesmo eles tinham consciência de necessitar. O grande problema para as empresas é que os produtos mais sofisticados e novos lançamentos normalmente têm um valor agregado maior e dão à empresa maior rentabilidade. Sem vender os novos produtos e o mix mais completo de seu portfólio as empresas perdem capacidade de investir em pesquisa e desenvolvimento, comprometendo sua longevidade no mercado. É preciso discutir com seriedade esse problema com vendedores e representantes. Acabou o tempo do autoengano. De nada adianta uma empresa ter dezenas de produtos em seu portfólio e esses produtos sequer serem oferecidos com qualidade ao mercado. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

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4 JUNHO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS EUSTÁQUIO PALHARES Passividade fatal Tem havido uma tentativa de mobilização do setor empresarial no sentido de que seja ouvido na defesa das reformas inadiáveis que o país necessita. Empresário não é bom nisso. É bicho que fica entocado, voltado para o seu negócio abrindo o espaço para as centrais sindicais e os sindicatos laborais espalharem a promessa de levar a classe operária ao paraíso tomando dos patrões o que entendem ser justos. Os ditos laborais se fazem ouvir, se mobilizam, usam ferramentas de comunicação eficazes e de outro lado temos um meio empresarial relutante em se posicionar - exceto nos encontros e reuniões internas. Quando se trata de reagir a uma medida do Governo ou a uma lei meramente arrecadatória, resmungam, bufam, se revoltam, mas entre quatro paredes. Há um temor atávico de se manifes- tar, se posicionar legitimamente na defesa dos interesses. Preferem a via da conciliação que é sempre unilateral. Governantes ouvem, compreendem, dão razão e... nada acontece. Essa atitude do empresário combina tanto um histórico de reverência ao Poder Constituído quanto o temor, mesmo, de se tornar alvo da retaliação do governante de plantão. Este, não tem poder - pelo menos alega – de ajudar, mas não lhe faltam recursos para prejudicar, se assim o entender. Com os representantes dos empregados, optam por uma posição ainda mais passiva recorrendo à Justiça do Trabalho numa renitente esquizofrenia ou Alzheimer que os impede de perceber que não existe uma Justiça do Trabalho no Brasil, mas uma Justiça do trabalhador. Mesmo se ao empresário sobejarem razões e direitos – onde o mais banal é o comportamento funcional do em- pregado visando ser demitido - a formalização do litigio sempre lhe resulta onerosa .Sabe-se que o trabalhador mesmo quando faz uma demanda injusta, tende a ser bem sucedido ora pelo protecionismo da Justiça – que por isso é tudo, menos Justiça – ora pelo fato de o empresário, mesmo com o direito a ser favor, evitar o litígio para se poupar das custas judiciais. qualquer que seja o sentença, o desfecho. O recurso a uma ação trabalhista de 1º grau custa R$ 8,7 mil, sem que os custos sejam , como sanção complementar, imputados só à parte perdedora. E assim, a Justiça do Trabalho brasileira acolhe 11 mil ações trabalhistas por dia, protagonizando um recorde mundial. Em 2016 foram 4 milhões de ações. O paradoxo da situação é que o custo de manutenção da Justiça do Trabalho supera o volume das indenizações concedidas. O meio mais caro do que o fim. Impõe-se claramente a ne- cessidade de mobilização, tanto no âmbito de suas entidades representativas quanto junto à representação política, definindo uma agenda onde deputados e senadores percebam-se acompanhados, monitorados nos seus posicionamentos e atitudes. No Estado temos antecedentes antológicos de quando a Findes peitou – mesmo – o Governo do Estado, ainda no regime autoritário, sobre a destinação da totalidade dos recursos do Funres (falar nisso, cadê eles?) para a Companhia Ferro e Aço de Vitória e a Aracruz Celulose. E quando a CST fez uma operação “sale and sale back” com a Kawasaki Steel, e a entidade da Reta da Penha entendeu – corretamente – que a operação implicava uma bitributação de IPTU. É necessário aprenderem a se mobilizar, a entender que certas agendas não são perda de tempo porque estão suficientemente ocupados com seus negócios em uma forma de alienação que fortalece pela inação as manifestações em contrário. Essa mobilização impõe-se na cobrança da representação política no Congresso de uma posição clara, um comprometimento público, em relação às reformas tão essenciais – Previdência, Trabalhista, Tributária, Política e Pacto Fedrativo. E também em se fazerem ouvir pela população, inclusive o quadro de colaboradores que são manipulados pelos sindicatos laborais, presas fáceis de argumentos que não resistem a um mínimo exame crítico. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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6 JUNHO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS JANE MARY DE ABREU Aceitação e felicidade Um velho sábio vivia no pé um uma montanha. Era muito querido em toda a região. Não havia um só morador da vizinhança que não tivesse por ele uma grande estima, todos buscavam os seus conselhos quando a vida contrariava suas expectativas. A todos o velho sábio confortava com palavras de conforto. Era um homem de poucas posses e muita sabedoria. Um belo dia, uma moradora da região apareceu grávida. O pai da moça, furioso, quis saber quem era o responsável por aquela situação. Temendo pelo pior, a jovem disse que o pai da criança era o velho sábio. A família se indignou com o comportamento do velho sábio, mas o pai, movido pela crença de que vingança e um prato que se serve frio, decidiu esperar o nascimento da criança para então tomar satisfações com o vizinho e fazer o que tinha que ser feito. Meses depois, com o bebê nos braços, o pai chegou à casa do velho sábio. Aos gritos, atirou a criança em seus braços – este filho é seu, velho desgraçado! Você terá que arcar com a sua cria- ção. Surpreso mas extremamente feliz, o sábio disse: É MESMO? O tempo foi passando e o velho se afeiçoando cada dia mais à criança, até porque era a única companhia que tinha. Os discípulos condenaram a atitude do mestre com a moça inocente e se afastaram. Eles não podiam tolerar uma safadeza num homem que todos consideravam um santo. O velho nada dizia, estava feliz com a missão de pai daquela criança, confiava plenamente no universo e sabia que aquilo era o melhor que podia ter acontecido em sua vida. A criança revigorava nela a admiração pelas pequeninas coisas da vida – as crianças são mestras nesta arte, se deslumbram com os detalhes, enxergam Deus em tudo... Um dia, a mãe, já agoniada com a longa separação do filho, não aguentou o sofrimento e revelou o verdadeiro nome do pai da criança. Não era o velho sábio! Envergonhado, o avô correu até a casa do vizinho, ajoelhou-se diante dele implorando o seu perdão: A criança não é sua! O velho sábio, expressando contentamento e gratidão, lhe disse antes de entregar a criança: É MESMO? Isso é aceitação plena. Isso é a compreensão absoluta de que tudo que a vida nos traz é bom, porque tudo é criação divina. A vida nos chega em pequenos fragmentos, como páginas de um grande livro, que no final da existência poderá ser totalmente compreendido. Quando aceitamos a vida como ela nos chega, sem aversão ou apego, só então começamos a fluir... Fluir é mais do que existir. É se colocar na vida como nuvem, que se movimenta ao sabor do vento. A consciência da unidade nos liberta de toda e qualquer tentativa de controle, julgamentos e condenações. Fluir é se lançar no oceano divino, tendo certeza de que Deus está no comando da nossa embarcação. Enfrentaremos tempestades? Claro que sim! Viemos a este mundo para aprender a amar e nenhum aprendizado se faz apenas em águas doces e calmas. Mares revoltos é que fazem bons marinheiros, dizem os pescadores. Nos mosteiros budistas, quando um discípulo fica se mortifi- cando por algo que fez e se arrependeu, atormentado pela culpa, os mestres ensinam-lhe as quatro leis espirituais A primeira lei diz: A PESSOA QUE CHEGA É A PESSOA CERTA. Nada surge em nossa vida por acaso, todas as pessoas que nos rodeiam, que interagem com a gente, estão ali por razões que ainda não conhecemos, mas com a finalidade de nos fazer avançar na jornada espiritual. A segunda lei diz: O QUE ACONTECE E A ÚNICA COISA QUE PODERIA TER ACONTECIDO. Nada, absolutamente nada, esta fora do controle do universo. Nada poderia ter acontecido de outra maneira, nem mesmo o detalhe mais insignificante. Não existe o SE – se eu tivesse feito de tal maneira... Não. O que aconteceu, aconteceu da única maneira que poderia ter acontecido e foi assim para que pudéssemos aprender a lição e seguir adiante. A terceira lei diz: EM QUALQUER MOMENTO QUE ACONTECE É O MOMENTO CERTO. Tudo acontece no exato momento que precisa acontecer. Utilida- de e a palavra chave do universo, ele não faz nada que não seja útil e necessário ao crescimento de todas as formas de vida. Quando estamos preparados para o novo, o novo surge em nossas vidas, independente da vontade e da resistência humana. A quarta e última lei diz: QUANDO ALGO TERMINA, TERMINA. Tudo cumpre um ciclo – nascer, crescer, florescer e morrer. Assim é na natureza, assim é na evolução humana. Independente da compreensão que se tenha do fato no momento em que ele acontece, é importante ter a consciência de que o universo joga sempre a nosso favor. Todas as experiências, sem exceção, são úteis ao nosso crescimento espiritual. Esperar é a palavra mágica, só o tempo pode nos dar a compreensão e as respostas. A aceitação é o grande segredo da felicidade. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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17 AN Faesa investe em qualidade O Centro Universitário possui um corpo docente integrado por mestres e doutores em diferentes áreas FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Há 45 anos, a FAESA Centro Universitário reafirma diariamente seu compromisso em oferecer à sociedade do Espírito Santo uma Educação de excelência, premissa essa que é a base da Instituição criada em 1972.Hoje, com área total construída de 22.040,00 são mais de 12 mil alunos matriculados nos cursos ofertados nos Campus Vitória, Cariacica, PósFaesa e CET-Faesa. Transformada em Centro Universitário pela Portaria do MEC 1.487, publicada em 21 de dezembro de 2016, a FAESA conquistou sua autonomia e teve o parecer homologado pelo Conselho Nacional de Educação, no Diário Oficial da União. “Essa denominação é dada apenas para as instituições de Ensino Superior que abrangem uma ou mais áreas do conhecimento e caracterizam-se pela excelência do ensino oferecido”, explica o reitor, Professor Alexandre Nunes Theodoro (foto). Com o credenciamento são muitos os impactos positivos para os estudantes, avalia Alexandre. Segundo ele, com esse avanço cada vez mais será possível atender às demandas locais e nacionais e expandir as atividades de iniciação científica, extensão e ações comunitárias, beneficiando alunos, professores e comunidade em geral, além da emissão e registro dos diplomas dos estudantes, dando celeridade ao processo de graduação. Esse resultado é fruto de uma história de muito trabalho e alinhamento com o desenvolvimento do estado, afirma o reitor. “As pesquisas de egresso mostram quem em menos de seis meses nosso aluno já está no mercado de trabalho. A cada dez universitários formados, oito estão bem colocados na área que escolheram. Esse número é gratificante”, destaca. Outro dado relevante é com relação às provas do ENADE – Avaliação Nacional de Desempenho dos Estudantes pelo Ministério da Educação. Entre os cursos avaliados em 2014 e 2015 a FAESA Centro Universitário obteve a nota máxima 5.0 em quatro deles (Direito, Administração, Ciências Contábeis e Superior de Tecnologia em Marketing) e a nota 4.0 em 11 cursos (Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais, Psicologia, Ciências Biológicas, Pedagogia, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Mecânica e Ambiental e Superior de Tecnolo- gia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas de Informação. Um dos diferenciais apontados pelo reitor para assegurar a qualidade do bom ensino é a formação do quadro docente. Dos 300 professores contratados, 65% são mestres e doutores. Os demais possuem especialização lato-sensu. No projeto pedagógico das áreas de Humanas, Biomédicas, Exatas e Superior de Tecnologia, a instituição atribui como proposta de valor a cada egresso a capacidade de liderança, a formação empreendedora, a análise crítica e o trabalho em equipe. “Procuramos traçar um perfil do nosso aluno realizando uma pesquisa sócio-econômica e avaliamos também o conteúdo que ele apresenta para um melhor desenvolvimento em cada disciplina da grade curricular”, afirma o reitor. Em sua infraestrutura, além de salas de aula climatizadas e biblioteca com acervo em mais de 40 áreas de conhecimento para estudos e pesquisa, a FAESA Centro Universitário disponibiliza espaços de aprendizagem como a Clínica-Escola de Psicologia, o Núcleo de Prática Jurídica e a Clínica de Odontologia, laboratórios para o desenvolvimento das atividades, além da TV Faesa e da Agência Integrada. Na área de convivência, a comunidade acadêmica pode contar com praça de alimentação e atendimento bancário. Em comemoração ao aniversário da instituição será realizada uma série de eventos, como por exemplo, a Jornada Científica. Antes de encerrar a entrevista, Alexandre Theodoro fez um registro para agradecer aos alunos que confiam a sua formação na instituição e à sociedade capixaba que aprova o trabalho realizado. “Temos uma equipe engajada num projeto vitorioso que é a FAESA Centro Universitário. Não posso deixar de agradecer aos nossos 20 mil alunos formados e a todos que fazem e fizeram parte da nossa história”. SERVIÇO ■ Campus Vitória: Av. Vitória, 2.084 – Monte Belo – Vitória – ES ■ Pós-FAESA: Av. Vitória, 2.084 – Monte Belo – Vitória – ES ■ CET-FAESA: Av. Vitória, 2.084 – Monte Belo – Vitória – ES ■ Campus Cariacica: Rua São Jorge, 335 – Campo Grande – Cariacica – ES www.faesa.br

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OS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2017 9 Cursos facilitam acesso ao mercado Os novos cursos de extensão são oferecidos desde 2014, permitindo ampliar o conhecimento para atender às exigências do mercado de trabalho Com o objetivo de proporcionar uma qualificação diferenciada para os alunos e egressos e criar oportunidades de inserção no mercado de trabalho a FAESA oferece desde 2014 o projeto de extensão Radar de Talentos. Desenvolvido em parceria com empresas de atuação nacional e regional, o programa possibilita aos alunos o contato com conteúdos atualizados em sua área de conhecimento, o que permite a ampliação de sua rede de relacionamentos profissionais e uma formação diferenciada, para atender as exigências do mercado de trabalho. O resultado do projeto inovador Radar de Talentos é a ampliação da empregabilidade dos alunos, um dos principais focos do plano de desenvolvimento da Instituição. Na maioria das vezes, após a formação, os alunos integrantes daquele curso são priorizados nas oportunidades de estágio, trainee e emprego nas empresas participantes. CURSOS DE EXTENSÃO - A FAESA, por meio da extensão universitária, busca articular o conhecimento acadêmico com as demandas da sociedade, particularmente das comunidades onde está inserida. Interagindo com os processos de ensino e pesquisa, a extensão contribui para a formação dos estudan- tes, oferecendo à sociedade cursos de aperfeiçoamento que possibilitam o desenvolvimento de profissionais cidadãos. Na área de Administração são promovidos dois cursos: Cerimonial e Protocolo para eventos – indicado para profissionais que desejam se aperfeiçoar na elaboração e execução de eventos sociais e corporativos, com orientação para o protocolo e etiqueta apropriados para cada ocasião e Gestão e Gerenciamento de Projetos – capacita o aluno de forma efetiva e eficaz para gerenciar projetos desde o planejamento até a execução. Com ênfase em Moda e Design o curso de Vitrinismo é voltado para montagem de vitrines e exposição de produtos nos pontos de venda, aplicando técnicas e conhecimentos estéticos para atrair o consumidor. Para os que desejam atuar com Customização de Roupas na proposta apresentada são ensinadas técnicas para personalizar peças de vestuário de forma criativa e original por meio de técnicas com bordados, pintura, tingimento e recortes. Aos iniciantes da modelagem o curso Corte e Costura – Inovação capacita os alunos para projetar e construir peças do vestuário por meio de uma técnica inteligente, eficiente e práticautilizando novos métodos a partir de tecidos tecnológicos e aviamentos. Destinado para quem já possui os conceitos básicos, o curso de Fotografia Avançada, com 20 horas de duração, proporciona um aprendizado que permite explorar as funções da câmera, os softwares e suas diversas possibilidades, abrindo novos horizontes na área profissional. Um dos mais procurados na área de Educação e Comunicação, o curso Inglês para Viagens, com 20 horas, auxilia de forma prática os participantes a se comunicarem em situações de viagens, como reservas de hotel, pedidos em restaurantes e check-in nos aeroportos. Noções básicas de legislação, o papel do intérprete, aspectos linguísticos, formação de frases e conversação também são ensinados em 120 horas no curso de Libras. No campo da Informática são disponibilizados quatro cursos: Excel avançado, Design Gráfico: Illustrator, InDesign e Photoshop, AutoCad 2D e MS Project Básico. Na área de saúde, no curso Cuidador de Idosos o profissional é qualificado para zelar pela integridade física e social de pessoas com idade avançada. Os participantes são treinados para cuidar da alimentação, mobilidade, entretenimento, saúde e higiene. ■ GRADUAÇÃO 30 cursos - (1 EAD e 29 presenciais) ■ FAESA VITÓRIA Administração Arquitetura e Urbanismo Ciências Biológicas Ciências Contábeis Ciência da Computação Design de Interiores Design de Moda Direito Enfermagem Engenharia Ambiental Engenharia Civil Engenharia da Computação Engenharia de Produção Engenharia Elétrica Engenharia Mecânica Engenharia Química Jornalismo Odontologia Pedagogia (Licenciatura) Psicologia Publicidade e Propaganda Sistemas de Informação Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Superior de Tecnologia em Gestão de Segurança Privada Superior de Tecnologia em Jogos Digitais Superior de Tecnologia Redes de Computadores ■ FAESA CARIACICA Administração Agronomia (Pólo Sooretama) Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais Superior de Tecnologia em Segurança Privada PÓS-GRADUAÇÃO 11 cursos de Pós-Graduação/MBA MBA em Gestão Empresarial Pós-graduação em Psicoterapia Comportamental Pós-graduação em Gestão Estratégica de Mídias sociais MBA em Gerenciamento de Projetos MBA em Gestão Estratégica de Recursos Humanos MBA em Gerenciamento de Projetos MBA em Controladoria e Finanças Pós-graduação em Engenharia de Produção Pós-graduação em Engenharia de Segurança do trabalho Pós-graduação em Infraestrutura de Redes de Computadores Pós-graduação em Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis FOTO: COMUNICAÇÃO FAESA FOTO: COMUNICAÇÃO FAESA Equipamentos de qualidade garantem o bom aprendizado Modernas metodologias de ensino fazem o diferencial da instituição

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10 JUNHO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS O legado do professor Antário A. Theodoro O lema do fundador da Faesa sempre foi o fortalecimento da educação como fator de transformação “Educar para transformar”. Esse era o lema do Doutor Antário Alexandre Theodoro, fundador da FAESA. Considerado um homem à frente do seu tempo, ético em seus princípios e leal às suas convicções, foi um educador por excelência que acreditava na transformação social por meio da educação. Cidadão exemplar, dispôs-se a lutar pelo bem comum e pelos interesses da comunidade: foi vereador em Vitória no ano de 1958 e candidato a prefeito da capital, conquistando o afeto dos companheiros e o testemunho respeitoso dos adversários. Dr. Antário foi um visionário na tentativa de extinção do analfabetismo na cidade de Vitória e no Espírito Santo, quando, como vereador de Vitória, transformou em lei o projeto de erradicação do analfabetismo para crian- ças e adultos. Era formado na segunda turma da Faculdade de Odontologia localizada no centro de Vitória, na Ladeira São Bento, curso que posteriormente passou a ser ministrado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Além da profissão abraçada, Dr. Antário não resistia à docência; honrou por 12 anos a então Escola Técnica Federal do Espírito Santo, hoje IFES, sempre lembrado pelos alunos para ser paraninfo ou patrono de suas turmas. Em 1972, com 50 anos, Dr. Antário Alexandre Theodoro fundou, ao lado da sua esposa professora Waldeth Nunes Theodoro, a FAESA. Também contribuiu para a difusão da educação e da cultura quando, em 1983, adquiriu concessão para colocar no ar a Rádio Tropical FM, sempre campeã em audiência, dirigida muito tempo, de maneira alegre, festiva, popular e educativa. FOTO: COMUNICAÇÃO FAESA O professor Antário Alexandre Theodoro fundou a Faesa em 1972 Passadas mais de quatro décadas, a Instituição de Ensino é, hoje, uma das maiores, mais importantes e mais modernas de todo o Brasil. Gigantesca obra do Dr. Antário Alexandre Theodoro, a FAESA bem representa a grandeza e o valor do ilustre fundador. Prêmio pelas melhores práticas A FAESA conquistou a etapa nacional do Prêmio IEL Estágio 2016 como a Instituição de Ensino com as melhores práticas de estágio de todo o país. Esse resultado, segundo o reitor Alexandre Nunes Theodoro reforça a proposta de valor, que é promover a empregabilidade dos alunos, entregando ao mercado de trabalho profissionais com qualidade e excelência. A premiação criada pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) ocorreu em duas etapas: na primeira delas a FAESA concorreu regionalmente e venceu frente às demais instituições de ensino superior (IES) do Espírito Santo. Na etapa nacional, o título foi disputado com 79 outras instituições do Brasil. Pela primeira vez a FAESA foi reconhecida nacionalmente pelas práticas desenvolvidas com os estudantes em diferentes pontos de estágio. De acordo com Alexandre, os alunos já são apresentados ao processo de estágio desde o primeiro período. “Atualmente, dos sete mil matriculados da graduação, mais de três mil já estão com contrato de estágio”, disse. ■

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12 JUNHO DE 2017 VITÓRIA/ES Viver na Praia do Canto é mais caro 17 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Os preços em supermercados e em outros centros de consumo são excessivamente elevados quando comparados com os praticados em outros bairros O tomate é vendido com um dos mais altos preços Não é novidade para ninguém que as compras de supermercado estão mais caras. Com os preços em um patamar elevado, o único jeito de se proteger do aumento é ficar de olho nos valores dos produtos e nos dias de ofertas. Para ajudar o leitor a economizar o Jornal Empresários foi às ruas no dia 26 de maio e constatou uma disparidade em cinco estabelecimentos nas cidades de Vitória e Vila Velha. A amostra incluiu 12 itens, entre verduras, legumes, frutas e mantimentos do Hortifruti (Praia do Suá), Central de Compras (Jucutuquara), Sabor da Terra e Agoraa Gourmet (Praia do Canto) e Vila Fruti (Praia da Costa). Na lista apurada, o feijão – um dos mais preferidos no dia a dia aparece como um dos alimentos com maior alta no orçamento das famílias. No quarteirão do bairro nobre da Praia do Canto entre as ruas Elesbão Linhares e Joaquim Lirio, o consumidor pode encontrar o quilo do feijão da mesma marca com diferença de quase R$1,00 real no valor da compra. O custo na mercearia Sabor da Terra é de R$9,99 e no supermercado Agoraa Gourmet é de R$10,65. O mesmo produto em um mercado próximo pode ser adquirido por R$8,69. Quem também merece muita atenção na hora das compras é o limão. A fruta cítrica, rica em vitamina C, de muitas utilidades, está sendo vendida a R$3,29 em um dos pontos pesquisados e de acordo com a rede pode variar em 24,31%. O valor mínimo encontrado foi de R$2,49. Comum na cesta de compras a cebola usada nas saladas, molhos e temperos tem feito a população “chorar”. O preço máximo está R$2,49, no Vila Fruti. “Esse aumento é absurdo. No mês passado o valor estava bem menor. Antes colocava mais cebolas para fazer as refeições de casa, hoje preciso diminuir a quantidade”, conta a arquiteta domiciliada em Vila Velha, Flávia Ribeiro. Entre os itens pesquisados, a batata inglesa, uma das mais utilizadas pelas donas de casa apresentou variação de 50,37% indo de R$1,98 a R$3,99. O preço da berinjela - opção saborosa para patês, é o que mais se aproxima nos cinco estabelecimentos: três deles vendem o fruto a R$2,99 e os outros dois a R$2,49 e R$2,88. O preço das raízes também está em alta. O quilo do inhame mais salgado encontrado foi de R$4,29 no Sabor da Terra enquanto na Central de Compras o cliente encontra a R$2,98. O valor nesse caso difere em 30,53%. FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Margareth Vieira, moradora do bairro O custo da laranja-pêra também chama atenção. De sabor levemente doce, ideal para o preparo de sucos, calda para bolos e consumo natural, o quilo da fruta é vendido ao preço de R$1,98 na Central de Compras, podendo chegar a R$3,99 no concorrente. Já a alface crespa, hortaliça mais presente no prato de boa parte da população apresentou melhor opção de compra no Hortifruti a R$0,99. Nos outros locais, o maço da verdura chega a custar R$1,99. Para a cirurgiã dentista, moradora há 22 anos da Praia do Canto, Margareth Vieira, mesmo sabendo que os produtos do bairro tem um valor mais caro ela prefere não se deslocar porque conta com a comodidade de ir caminhando até o mercado. “Gosto de fazer as compras no Sabor da Terra. O ambiente é climatizado e fica a seis minutos da minha residência. Os temperos e as verduras estão sempre frescos e encontro nas prateleiras uma variedade de frutas de boa qualidade”, disse Margareth. Outro diferencial destacado pela consumidora é o atendimento nas ruas. “Na esquina de casa quando compro água de coco posso acertar depois com o vendedor que me conhece pelo nome. Essa confiança e tratamento não tem preço”, destaca. Segundo a pesquisa, fazer as compras pelo telefone ou internet também pode pesar no bolso. A taxa de entrega e conveniência dos estabelecimentos pode variar de R$ 6,00 a R$ 10,00 de acordo com o mercado, volume e distância. ■ FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Apesar da boa qualidade, alface e outras hortaliças tem valores elevados OS VALORES DE ALGUNS PRODUTOS PREÇO POR ESTABELECIMENTO (KG) PRODUTO Hortifruti Praia do Suá Central de Compras Jucutuquara Sabor da Terra Agoraa Vila Fruti Praia do Canto Gourmet Praia da Praia do Canto Costa Alface lisa ou crespa 0,99 1,68 1,99 1,98 1,99 Alho 26,99 27,90 24,69 26,90 29,99 Cebola 2,24 1,78 1,99 2,39 2,49 Tomate 3,99 2,38 3,96 3,49 3,49 Batata inglesa 3,41 1,98 3,99 3,99 3,49 Berinjela 2,49 2,88 2,99 2,99 2,99 Inhame 3,59 2,98 4,29 3,30 2,99 Laranja pera 3,49 1,98 2,99 1,99 1,99 Limão 2,49 2,98 3,29 2,99 2,99 Maçã gala 6,99 3,99 7,99 6,40 5,99 Arroz tipo 1 4,99 6,99 6,49 7,31 14,99 Feijão 8,99 8,69 9,99 10,65 10,99 VEJA OS ENDEREÇOS VISITADOS: ■ Sabor da Terra: Elesbão Linhares, 15 – Shopping Day by Day – Praia do Canto Vitória ■ Vila Fruti: Rua Henrique Moscoso, 333 – Praia da Costa – Vila Velha ■ Hortifrutti: Rua Ferreira Coelho, 69 - Praia do Suá – Vitória ■ Agoraa Gourmet: Rua Joaquim Lírio, 76 – Praia do Canto - Vitória ■ Central de Compras: Avenida Paulino Muller, 1270 - Jucutuquara - Vitória

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17 ANOS FOTO: DIVULGAÇÃO VITÓRIA /ES JUNHO DE 2017 13 FOTO: DIVULGAÇÃO O criador da escola explica seus objetivos para empresários, por meio de palestras e vídeos formulados por especialistas em áreas específicas Grupos de trabalho ESCOLADEASSOCIATIVISMO TEMAS DOS MÓDULOS são fortalecidos 1-Benefíciosdeumasede no associativismo 2-Aimportânciadarenovaçãoparaas associações A Escola de Associativismo, criada pelo empresário Sérgio Rogério de Castro, visa valorizar a ética, honestidade e transparência COLABORADORES DE CONTEÚDO Aristóteles Passos Costa Neto Presidente do Sinduscon César Daher Carneiro Ex-presidente do Sindifer Hélcio Rezende Dias Ex-presidente do Sindipães Paulo Joaquim Nascimento Ex-presidente do Sindimol Carlos Aguiar Presidente dos Conselhos Deliberativos do ES em Ação e IBÁ Djalma Malta Filho Ex-presidente da ASES Nérleo Caus Presidente da ABIH Nacional Sérgio Sotelino Presidente do Conselho de ADM do IBEF-ES Gilber Machado Sócio-diretor da ebrand Com a proposta de fomentar o associativismo de alto nível com valorização da independência, respeito à ética, honestidade, transparência, renovação e outros atributos virtuosos a Escola de Associativismo vem fortalecendo o trabalho em grupo e a defesa de interesses em comum agrupando pessoas ou empresas. O projeto lançado há 14 meses tem como objetivo alcançar um bem maior para a coletividade e criar um conjunto de iniciativas que estimulem a formação e integração dos participantes, bem como a difusão de princípios de eficiência e boa governança. De acordo com o diretor da Escola de Associativismo, o empresário Sérgio Rogério de Castro, através de vídeos de até oito minutos e cartilhas online de 12 a 16 páginas foram realizados seis módulos didáticos capacitando os associados a serem mais protagonistas que assistentes. “Disponibilizamosinformação e instrução àqueles que buscam engajar suas associações e melhorar os serviços prestados. O próximo tema da Escola vai debater sobre a Sustentabilidade financeira é Vital”, afirma Sergio Rogério de Castro. A temática do primeiro módulo trata dos Benefícios de uma sede para o fortalecimento da união entre os associados e a maior proximidade, além de estimular a troca de conhecimento e experiências sobre o mercado, facilitando o net- working. “A sede aproxima os associados, permite a prestação de melhores serviços para todos”, destaca Sérgio Castro. O segundo tema, “A importância da renovação para as associações”, relata os aspectos positivos que revigoram a instituição com a sua transformação. “Com a renovação, outros associados têm a oportunidade de partilhar das conquistas e desafios e contribuir para melhoria de toda a associação”, disse. Vital para a sobrevivência e desenvolvimento das associações, a apresentação do terceiro módulo Inovação no associativismo aborda o alcance coletivo das associações com a finalidade de inovar para obter melhorar nos resultados da gestão e da organização. “As organizações que trabalham com tecnologia são naturalmente inovadoras, onde fazer diferente é o que faz a diferença”, pontua. Na sequencia, o módulo “Aumentando o número de associados” mostra a força da associação quando ela possui uma ampla quantidade de membros. “O número representativo de associados é um indicador de medição do cumprimento da missão e da necessidade de sua existência”, garante. Para os que buscam realizar projetos que aumentem a produtividade, à Escola, idealizou o módulo Desenvolvendo mercados por meio das associações. “Essa é uma das ações mais importantes a ser oferecida, pois para construir uma entidade próspera é preciso estar forte e economicamente saudável”, assegura. A apresentação do sexto módulo “Governança no Associativismo” orienta para o gerenciamento de forma eficiente dos processos administrativos e a liderança. Uma boa governança é necessária para que a organização seja reconhecida e cumpra o seu papel, tendo associados engajados e uma Diretoria que busque bons resultados. Com um longo caminho pela frente a Escola pretende com o módulo “Sustentabilidade Financeira é Vital” que será lançado no segundo semestre, apontar como equilibrar as receitas e despesas para manter o superávit anual. Outra meta a ser alcançada é encontrar inúmeras oportunidades de empoderamento dos indivíduos nas associações com inspiração global e transformar para melhor o associativismo. Além do conteúdo relevante das diversas opções de cursos, no site www.escoladeassociativismo.com, também pode ser encontrada uma série de recomendações de livros e links sobre associativismo como, por exemplo, o e-book: “Como atrair e fidelizar seus associados para o seu sindicato e associação”. A obra “Referenciais do desenvolvimento associativo no sistema de representação da indústria” também é uma das indicadas para leitura. ■ Ieda Zanotti Diretora da Intelligo 3- Inovação no associativismo Carlos Tourinho Jornalista e Especialista em Inovação Luciano Raizer Moura Presidente do Sindinfo Evandro Milet Consultor e Palestrante em Inovação Egídio Malanquini Presidente do Sinace e vice presidente da ABIC 4- Aumentando o número de associados Eustáquio Palhares Jornalista e Associativista Hélio Schneider Diretor Superintendente da Acaps Marcos Guerra Presidente da Findes e vice-presidente da CNI Durval Vieira de Freitas Consultor e Idealizador do PDF 5- Desenvolvendo mercados por meio das associações Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira VP de Operações Aços Planos América do Sul Luciano Raizer Moura Presidente do Sindinfo Luiz Alberto Carvalho Coordenador Executivo do FCP&G Lucas Izoton Ex-presidente da Findes e vice-presidente da CNI 6- Governança no Associativismo Carlo Fornazier Ex-presidente da CDL Vitória Aristóteles Passos Costa Neto Presidente do Sinduscon Idalberto Moro Presidente do Sincades 7- Sustentabilidade Financeira é Vital *a ser lançado no segundo semestre Luiz Wagner Chieppe Vice-presidente Institucional ES em Ação Tales Machado Presidente Sindirochas Etore Cavallieri Diretor-presidente Imetame

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14 JUNHO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS No Espírito Santo, INDICADORES ATIVIDADE ESTIMATIVAS DOS TRIMESTRES NO ES JAN/FEV/MAR 2016 JAN/FEV/MAR 2017 Variação ao mesmo trimestre do ano anterior (%) 294 mil correm Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura 252 Indústria geral 194 Construção 142 255 1,2 203 4,6 128 -10,0 Serviços domésticos 104 99 -4,7 atrás do emprego Transporte,Armazenageme Correio 98 93 -5,1 Alojamento e Alimentação 95 98 3,5 Comércio, Reparação de Veículos Automotores e 345 324 -6,1 Motocicletas A situação faz parte do alto índice de desemprego do país, que atinge 26,5 milhões de pessoas, de acordo com dados oficiais Oíndice de desemprego no Brasil atingiu 26,5 milhões de pessoas desempregadas e subocupadas no 1º trimestre de 2017, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerada a mais alta da série histórica da PNAD contínua desde 2012, a taxa de indicadores para população de 14 anos ou mais de idade foi estimada em 13,7%. Com esse resultado a taxa de subutilização da força de trabalho que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e os que fazem parte da força de trabalho potencial ficou em 24,1%. No 4º trimestre de 2016, a taxa foi de 22,2%, e no 1º trimestre, de 19,3%. A região Nordeste (12,8% para 16,3%) registrou uma maior elevação seguida pelo Sudeste (11,4% para 14,2%). Também houve crescimento desse indicador nas regiões Norte (10,5% para 14,2%) Sul (7,3 para 9,3%) e Centro-Oeste (9,7% para 12%). No Espírito Santo, a taxa de desocupação no primeiro trimestre de 2017 ficou em 14,4% e foi estimado em 294 mil o número de desempregados. Na análise, a desocupação apurada de janeiro a março teve variação de 3,4%, comparado ao ín- dice de 11,1%, no mesmo período de 2016. Em relação a empregados no setor privado com carteira assinada, a Pnad Contínua mostra que o Estado apresenta uma queda de 7,1% no número de trabalhadores regulamentados passando em um ano de 686 mil para 638 mil. Já o número de empregados no setor privado sem carteira é de 182 mil. Houve um aumento de 12%, o que corresponde a 163 mil do ano anterior. No grupamento por atividades, no trimestre encerrado em abril, o setor de construção dispensou em um ano 14 mil trabalhadores, apresentando queda de 10% na ocupação. Hoje são 128 mil empregados. Outra atividade com declínio de vagas é a de serviços domésticos. A pesquisa registra um enxugamento de 4,7%. A categoria responde atualmente por 99 mil ocupados. Já na indústria geral, houve um crescimento de 4,65% na folha de pessoal. O número de ocupados é de 203 mil. De acordo com o coordenador Estadual do Sine-ES, Wherryksoml Walmir dos Reis, de janeiro a abril de 2017 foram encaminhados 5.838 profissionais para 2202 vagas ofertadas no período. Desses apenas 544 colocados devido à dificuldade dos candidatos preencherem os requisitos da oferta de emprego. “Nos registros dos postos de atendimento da Agência do Trabalhador deram entrada nos primeiros quatro meses do ano ao benefício do seguro-desemprego 22.252 trabalhadores”, afirma Wherryksoml. ■ FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Os trabalhadores da construção civil são um dos mais atingidos Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços 302 Sociais 294 -2,6 Informação, Comunicação, Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas 162 161 -0,9 FONTE: IBGE FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Agências do Sine ficam sempre lotadas de desempregados

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