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Referência Mundial

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Ano X | Nº 58 | Mai/Jun 2017 REFERÊNCIA MUNDIAL Avicultura segue retomada pautada na credibilidade de sua indústria

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Sumário 16 DAveiscauflitousrana Confira o artigo de Antônio Mário Penz Junior, palestrante confirmado do V Workshop Sindiavipar 24 Retomada Após impactos da Operação Carne Fraca, avicultura segue caminho da recuperação 40 oGnalriannetia A certificação digital traz segurança jurídica para indústrias avícolas em operações na internet Sindiavipar 04 Observatório 05 Agenda 06 Sindiavipar 08 Radar 10 Entrevista 12 Meio ambiente 16 Artigo técnico 20 Sanidade 22 Mercado 24 Capa 30 Evento 30 SBSA 32 Avesui 36 Tecnologia 38 Logística 40 Pesquisa 42 Nutrição 44 Notas e Registros 46 Estatística 48 Receita

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Diretoria Presidente: Domingos Martins Vice-presidente: Claudio de Oliveira Secretário: Olavio Lepper Tesoureiro: João Roberto Welter Suplentes: Luiz Adalberto Stabile Benicio, Ciliomar Tortola, Vallter Pitol e Roberto Kaefer Conselheiros fiscais efetivos: Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro, Dilvo Grolli e Rogerio Wagner Martini Gonçalves Suplentes: Celio Batista Martins Filho e Marcos Aparecido Batista Delegados representantes efetivos: Domingos Martins e Luiz Adalberto Stabile Benicio Suplentes: Ciliomar Tortola e Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná Av. Cândido de Abreu, 140 - Salas 303/304 - Curitiba/PR - CEP: 80.530-901 Tel.: 41 3224-8737 | sindiavipar.com.br | sindiavipar@sindiavipar.com.br Fale conosco Se você tem alguma sugestão, crítica, dúvida ou deseja anunciar na Revista Sindiavipar, escreva para nós: revista@sindiavipar.com.br. Expediente Produção Centro de Comunicação centrodecomunicacao.com.br Jornalista responsável Guilherme Vieira (MTB-PR: 1794) Colaboração Bruna Robassa, Camila Castro, Camila Tsubauchi, Giorgia Gschwendtner, Jonas Filho, Jorge de Sousa, Karina Becker, Laura Espada e Luiz Kozak Design e diagramação Cleber Brito Comunicação e Marketing Mônica Fukuoka Impressão Maxi Gráfica Anuncie na Revista Sindiavipar Mônica Fukuoka Gerente de Comunicação e Marketing marketing@sindiavipar.com.br (41) 3224-8737 Editorial Decorridos aproximadamente três meses da Operação Carne Fraca, o setor avícola consolidou sua retomada. Impactos imediatos como as barreiras impostas por alguns importadores aos produtos cárneos brasileiros foram derrubadas logo em seguida. O consumidor interno teve o entendimento de que as falhas que eventualmente venham a ser comprovadas são exceções neste modelo produtivo que é referência. As decisões comprovam a confiança conquistada pela agroindústria do Brasil reconhecida internacionalmente pela qualidade e sanidade de seus produtos, que são fiscalizados não apenas pelos órgãos brasileiros como também por técnicos sanitários dos mais de 160 países para os quais exporta. Essa retomada ganha espaço em nossa matéria de capa, que apresenta os motivos pelos quais o setor conseguiu superar esse momento e quais as expectativas até o fim do ano. A edição número 58 (maio/junho) da Revista Sindiavipar ainda traz informações sobre o Porto de Paranaguá, que investiu em sistemas de triagem online para a eliminação de filas. Assuntos como tecnologia, eventos, nutrição, sanidade, pesquisa e novos investimentos de nossos associados para o aperfeiçoamento de seus processos produtivos também estão contemplados na publicação. Um abraço e boa leitura! Foto: Hamilton Zambiancki selo SFC As matérias desta publicação podem ser reproduzidas, desde que citadas as fontes. Domingos Martins Presidente do Sindiavipar Sindiavipar

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Observatório Habilitar para exportar O Brasil possui 90% dos frigoríficos habilitados para produzir proteína animal Halal e seus derivados, de acordo com nota divulgada pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, em abril. O conceito Halal trata-se de uma série de padrões que vão desde a constatação da saúde plena do animal até a não adoção de trabalho infantil ou escravo pelos estabelecimentos de abate. Ainda segundo a entidade, o volume exportado da carne brasileira alcança apenas 20% da população muçulmana no mundo, de cerca de 1,8 bilhão de pessoas. Maiores consumidores Levando em conta o volume produzido internamente e as importações e exportações efetivadas, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou que em 2016 os 10 maiores mercados consumidores de carne de frango foram, pela ordem, EUA, China, União Europeia, Brasil, Índia, México, Rússia, Japão, Argentina e África do Sul. O Brasil, que é o maior exportador do produto, aparece na 4ª posição do ranking (9,02 toneladas), mas sobe para a 2ª posição considerando o consumo per capita (43,8 kg/hab). Parceria Chinesa A China continuará a liderar a lista dos principais importadores globais e puxará o crescimento do mercado internacional de carne nos próximos anos. A conclusão foi publicada pelo Rabobank "China's Animal Protein Outlook to 2020", e apresenta dados que projetam o gigante asiático como maior comprador de proteína animal até 2020. Sob a perspectiva brasileira, a análise do Rabobank aponta que é preciso pensar em como se manter entre os principais fornecedores de carnes para esse mercado em expansão. 4 sindiavipar.com.br Foto: Pixabay Queda nos preços Principal insumo da alimentação animal, o preço do milho despencou em 2017. Há um ano, a saca de 60 kg ultrapassou R$ 50. Hoje chega a R$ 20 em cidades do Paraná, conforme o AgroReport da Gazeta do Povo. A queda nos preços dos insumos é um reflexo direto das safras recordes deste ano, que cresceu 15,4% para a soja e 37,5% no milho, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Sindiavipar

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Quinto lugar A receita cambial acumulada mantém a carne de frango como o quinto principal produto da pauta exportadora brasileira, seguida de perto pelos automóveis que, no ano passado, na 11ª posição, registram até aqui aumento de receita próximo de 50%. Financiamento bilionário O financiamento do Plano Safra 2017/2018 deverá repetir em termos reais (descontada a inflação) os valores destinados na safra anterior, superando ligeiramente os R$ 200 bilhões, adiantou o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). De acordo com ele, o que ainda está em discussão sobre o Plano Safra é a definição da taxa de juros e a distribuição dos recursos em cada programa do ministério. Curso FACTA Data 15 e 16 de agosto de 2017 Local Maringá (PR) Realização FACTA Telefone (19) 3243-6555 Site facta.org.br SIAVS 2017 Data 29 a 31 de agosto 2017 Local São Paulo (SP) Realização ABPA Telefone (11) 3095 - 3120 Site abpa-br.com.br/siavs V Workshop Sindiavipar Data 9 e 10 de novembro de 2017 Local Foz do Iguaçu (PR) Realização Sindiavipar Telefone (41) 3224-8737 Site sindiavipar.com.br Sindiavipar sindiavipar.com.br 5

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Associe-se! Porque juntos somos mais fortes! Pato Branco O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná enviou uma solicitação aos importantes órgãos representativos do setor, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Agência da Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para impedir a instalação de um parque de aves dentro do Parque Ambiental Vitório Piassa em Pato Branco próximo a uma empresa de incubatório na região. O Sindiavipar acredita que para manter um controle rígido da sanidade é importante perdurar um isolamento. A lei diz que ao construir um aviário de produção próximo a uma granja de matrizes deve-se considerar uma distância de 3 km. Dessa forma, fica difícil cumprir a norma de isolamento. O Paraná caracteriza-se pelo controle sanitário eficiente reconhecido em todo o mundo. Logo, não seria recomendado fragilizar esse controle alojando aves desconhecidas próximas as produções tecnicamente legalizadas. Assim, o Sindiavipar, representando toda a produção de aves de corte, solicitou a todos os órgãos de fiscalização uma avaliação técnica rigorosa para não permitir a instalação do parque. Com isso, o Sindiavipar defende veementemente o status sanitário do plantel avícola parananese. O sindicato também conta com o apoio dos órgãos fiscalizadores, para não instalação desse Parque de aves apreendidas. Mais informações: sindiavipar.com.br | (41) 3224-8737 6 sindiavipar.com.br Sindiavipar

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Logística Reversa O presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, participou de um Seminário sobre Logística Reversa no dia 16 de março em Maringá. Além dele, o evento contou com as presenças de Rommel Barion (Sincabima), Kawano (Fiep), Rúbia (Sincabima), Péricles Salazar (Sindicarnes) e associados. No evento foram abordados todos os aspectos do Programa de Logística Reversa que está sendo implementado junto a Secretaria Estadual do Meio-Ambiente (Sema), e também a criação do Instituto Paranaense de Reciclagem (Inpar) em conformidade com as exigências dos órgãos ambientais e do Ministério Público para associados e interessados no instituto. Reflexos da Operação O diretor executivo do Sindiavipar, Icaro Fiechter, participou no dia 11 de abril da Audiência Pública sobre os reflexos da operação Carne Fraca no Estado do Paraná por proposição dos deputados Márcio Pauliki, Nelson Leursen, Pedro Lupion e Anibelli Neto. A audiência começou às 9h da manhã, no plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, e buscou discutir tecnicamente o assunto. V Workshop Sindiavipar A professora Elizabeth Santin se reuniu com o Sindiavipar no dia 19 de abril no câmpus da Universidade Federal do Paraná (UFPR) quando foi convidada para ser palestrante no V Workshop Sindiavipar - Avicultura do Brasil para o Mundo, nos dias 09 e 10 de novembro de 2017, em Foz do Iguaçu. A médica veterinária, que aceitou a participação no evento, também convidou o Sindicato para o Curso de Imunologia da UFPR que aconteceu nos dias 22 a 26 de maio de 2017. O palestrante foi o pesquisador Dr. Mike Kogut do USDA/Texas. Sindiavipar sindiavipar.com.br 7

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Radar Vai dar tranquilidade tanto para o contratante quanto para o contratado, pois a terceirização já ocorre, mas existia uma insegurança jurídica quanto ao contratante Nelson Costa, superintendente adjunto do Sistema Ocepar A cadeia avícola tem se preparado para barrar a entrada da doença [Influenza Aviária] no Rio Grande do Sul e, em caso de ocorrência, atuar com velocidade para seu controle Rogério Kerber, presidente do Fundesa Em 2016, fomos o segundo estado que mais fez investimentos na malha rodoviária, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Agora, para os próximos três anos, vamos garantir os reparos paras as nossas rodovias que sofrem com um desgaste natural José Richa Filho, secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná 8 sindiavipar.com.br Sindiavipar

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Nossa mensagem foi ressaltar o Brasil como grande parceiro pela segurança alimentar da população egípcia. Produzimos proteína halal com excelência, certificada e auditada por organizações privadas e pelos governos dos países importadores Ricardo Santin, Vice-Presidente e Diretor de Mercados da ABPA Os 3 pilares para voltarmos a crescer são a reforma tributária, investimentos em infraestrutura e o comércio exterior Paulo Pupo, vice-presidente da Fiep A mudança do clima, o desmatamento e as dificuldades de gestão têm tornado a crise hídrica um mal crônico em boa parte do país Marcelo Cruz, secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente Sindiavipar sindiavipar.com.br 9

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Entrevista pParortaecgreerscer Excelência na sanidade avícola paranaense garante a qualidade desse produto para o mercado Acarne de frango brasileira é vendida para quase 160 países, resultando em 37% de todo o frango exportado no mundo. Dentro desse índice, o Paraná tem um papel de destaque ao produzir 35% dessas aves em suas granjas. Recentemente a deflagração da “Operação Carne Fraca” colocou diversas dúvidas no mercado internacional e no consumidor interno, principalmente em relação aos cuidados sanitários com esse produto. Nesse tema, o Diretor Presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Inácio Afonso Kroetz, conversou com a Revista Sindiavipar sobre os diversos procedimentos feitos pelo órgão para garantir a biosseguridade da avicultura paranaense, inclusive com a prevenção contra a Influenza Aviária (IA). Quais são os diferenciais dos controles sanitários da avicultura paranaense? Dentre os principais diferenciais estão as condições de clima e solo para produção de grãos e a vocação do povo paranaense para produção de proteína animal abundante e de qualidade. Quantidade e qualidade remetem a sa- nidade, considerando que a densidade populacional das granjas e sua distribuição geográfica requer cuidados redobrados em biossegurança. Qualquer foco de doença infecciosa e contagiosa sob programa estadual ou nacional tem o poder de repercussão muito ampliado quando medidas de contenção não forem adotadas de imediato. Após a deflagração da Operação Carne Fraca quais devem ser os próximos passos das autoridades do agronegócio para minimizar seus efeitos? A volta do crescimento do setor agropecuário vai depender de como as autoridades irão trabalhar junto aos mercados e o próprio consumidor brasileiro, nosso maior mercado. O dever de casa a ser feito, em caráter permanente, é demonstrar que, apesar das dificuldades criadas por desvios de conduta no País, o setor produtivo tem condições de se manter ativo, disponibilizando ao consumidor, produtos com qualidade inquestionável. Os governos estaduais também estão agindo para fortalecer a imagem dos produtos agropecuários brasileiros, investindo em Defesa Agropecuária e apresentando propostas de vanguarda para aperfeiçoamento do atual modelo de inspeção e fiscalização de produtos de origem animal, por exemplo. Em relação a IA, quais os trabalhos da Adapar para evitar o contágio dessa doença no estado? O aumento da vigilância nos estabelecimentos avícolas, realização de vigilância epidemiológica para IA nos sítios de aves migratórias, intensificação da fiscalização nos entornos de portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas especiais, alerta ao setor quanto à necessidade de atenção às ações de biosseguridade, revisão e atualização de normativas que tratam do Plano Estadual de Prevenção e Controle de Influenza Aviária e Doença de N­ ewcastle, entre outras. A Adapar investe também na capacitação continuada aos fiscais e assistentes de fiscalização em todo o Estado. Além disso, investe-se na qualidade e agilidade dos diagnósticos para doenças de notificação obrigatória, como influenza aviária e doença de Newcastle. 10 sindiavipar.com.br Sindiavipar

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Inácio Kroetz Médico Veterinário pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Mestre em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Pesquisador aposentado pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) Diretor Presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) desde 2012 Vai e volta Mercado Ativo a ser conquistado e mantido com regularidade e responsabilidade. Sanidade Uma responsabilidade compartilhada, público-privada. Avicultura Fonte de proteína abundante, de qualidade, de baixo custo e geradora de emprego e renda. Insumos Base da produção primária, requisito de qualidade em todos seus aspectos. A volta do crescimento do setor agropecuário vai depender de como as autoridades irão trabalhar junto aos mercados e o próprio consumidor brasileiro Foto: Seab sindiavipar.com.br 11

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Meio ambiente Reslíduucroativo Parcerias entre indústrias e entidades ligadas ao meio ambiente buscam a reciclagem para obter matérias-primas para novos produtos C ada vez mais o setor industrial busca adequar bons índices de produção com a proteção ao meio ambiente. E a destinação dos resíduos é um dos principais itens dessa relação. Com esse objetivo, seis sindicatos com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), fundaram o Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR) que pretende iniciar seus trabalhos ainda em 2017. O Instituto nasce com a r­esponsabilidade 12 sindiavipar.com.br Sindiavipar

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de reaproveitar embalagens como ­matéria-prima para novos ­p r o d u t o s. “O propósito do instituto é estabelecer e implantar um sistema de logística reversa de embalagens de consumo, desenvolvendo ações que venham diminuir a quantidade de resíduos gerados e destinados aos aterros”, afirma o gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fiep, Mauricy K­ awano. Essa medida vai de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) que dentre alguns instrumentos criou o Sistema de Logística Reversa, sendo ela uma prática de desenvolvimento econômico O Instituto deve vir a somar aos nossos esforços junto às empresas e poderá auxiliá-las a cumprir com as normas e condicionantes ambientais Luiz Tarcísio Mossato Pinto, diretor-presidente do IAP e social, com diversas ações e procedimentos para viabilizar a coleta e restituição dos resíduos ao setor empresarial. As atividades do InPAR serão desenvolvidas por meio de projetos, programas ou planos de trabalho específicos, articulados previamente entre os associados interessados e demais instituições colaboradoras estratégicas, onde serão definidos objetivos, metas, ações, responsabilidades, recursos humanos e financeiros, materiais e prazos, a ele inerentes. Os sindicatos fundadores do Instituto são o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Paraná (Sincabima), o Sindicato das Indústrias de Car ne e Derivados do Estado do Paraná (Sindicar ne), Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café no Estado do Paraná (­Sinduscafe), Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná (Sipcep) e o Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná (­Sinditrigo). Essa conduta das empresas preserva o meio ambiente, auxiliando na diminuição de aterros sanitários e da extração de matérias-primas. O setor industrial é beneficiado diretamente com essas medidas, pois o resíduo descartado vira parte de um novo produto, criando um ciclo produtivo sustentável. Desde 2012, a Fiep vem apoiando a Sema para a implementação da Logística Reversa no estado, buscando a construção de uma agenda positiva para o debate entre as partes. O Paraná tem dois órgãos estaduais que zelam pelo meio ambiente. Conheça abaixo um pouco mais do trabalho e da atuação da Sema e do IAP da sustentabilidade na cadeia produtiva paranaense. Sema A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Paraná (Sema-PR) é o órgão est adual que coordena o Sistema Estadual de Gestão Ambiental e dos Recursos Hídricos do Estado do Paraná, tendo por fina- Sindiavipar sindiavipar.com.br 13

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Meio ambiente Reciclagem de resíduos permite a obtenção de matérias-primas de novos produtos “O Programa de Logística Reversa procura articular os diversos setores e as diversas empresas e ordenar as atividades para que possa haver o desenvolvimento sustentável, com a viabilidade econômica, socialmente justo e ambientalmente correto”, afirma o coordenador de Resíduos Sólidos da Sema, Vinicio Costa Br uni. lidade formular e executar as políticas de meio ambiente, de recursos hídricos e atmosféricos, biodiversidade e florestas, cartográfica, agrária-fundiária, controle da erosão e de saneamento ambiental e gestão de resíduos sólidos. A coordenação de Resíduos Sólidos, dentre suas atividades, firmou convênio com o Ministério do Meio Ambiente para a elaboração do Plano de Regulamentação (2012) e atualmente elabora o Plano Estadual de Resíduos. Também, possui o Programa de Logística Reversa, que envolve setores da cadeia produtiva, os quais têm o compromisso de dar destinação adequada às embalagens pós-consumo, no qual as atividades do InPAR estão ligadas. Esse programa permite que as empresas, além de cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que elas possam reaproveitar o material que pode retornar para a reciclagem, gerando empregos, receita e proteção ao meio ambiente. Articula a obrigatoriedade do trabalho, implantando a lei para unir e integrar as empresas. IAP O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foi instituído em 1992, tendo suas atividades subordinadas a Secretaria de ­Estado de Meio Ambiente. Ele foi sucessor de instituições como o Instituto de Terras, Cartografia e Florestas (ITCF) e da Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente (­Su r eh m a). Atualmente, o Instituto tem investido na melhoria de tecnologias que auxiliem o monitoramento e a fiscalização ambiental. Em 2014, o órgão, em parceria com a Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), desenvolveu o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que vai tor nar todo o processo de solicitação e análise de licenciamentos on-line, re- 14 sindiavipar.com.br Sindiavipar

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duzindo o tempo de espera do usuário em 60%, sendo esse um modelo pioneiro no Brasil. No setor de resíduos sólidos, o Instituto fomenta a prática da Logística Reversa, tendo em vista que os empresários têm cada vez mais feito investimentos nessa área, assumindo sua responsabilidade com o meio ambiente e com a sociedade, gerando empregos, auxiliando na retirada de pessoas de locais insalubres (proximidades de aterros sanitários e córregos com resíduos), além de pregar a educação ambiental, servindo de exemplo para outras empresas da área. “A criação do Instituto irá fortalecer ainda mais a discussão sobre o tema e a necessidade das empresas se atentarem cada vez mais para as questões legais e para as suas responsabilidades sócio ambientais. O Instituto deve vir a somar aos nossos esforços junto às empresas e poderá auxiliá-las a cumprir com as normas e condicionantes ambientais para que a fiscalização seja ainda mais eficiente”, afirmou diretor-presidente do IAP, Luiz Tarcísio ­Mossato Pinto. 2010 foi aprovada a Lei de Resíduos Sólidos pelo Governo Federal 2017 será implantado o Instituto Paranaense de Reciclagem

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