Ugarit 5 - Épico de Aqhat

 

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Mitos de Ugarit 5

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UGARIT Épico de Aqhat História do Sábio Danel J. Franclim Pacheco

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Épico de Aqhat História do sábio Danel 3 Danel vem citado no livro de Ezequiel: «Ainda que houvesse nesse país Noé, Danel e Job, esses três homens não salvariam senão a si próprios, devido à sua justiça, oráculo do Senhor Yahweh» (14,14). «Sem dúvida, eis que és mais sábio que Danel, nenhum mistério te é obscuro» (28,3). Danel não só era justo e sábio mas igualmente um rei privado de descendência. Ele não tem filhos para o auxiliarem no culto e combater com vigor os inimigos. Baal apieda-se de Danel e intercede por ele junto do deus El; nasce, então, a Danel um filho a quem dá o nome de Aqhat. Um dia, Danel, sentado à sua porta para «julgar a causa da viúva e do órfão», vê chegar o deus Kothar. Danel dá-lhe de comer e beber, tal como Abraão no vale de carvalhos de Mambré, quando viu três homens diante da sua tenda (Gn 18,18). Kothar dá-lhe um arco e flechas, que Danel confia ao filho Acat e manda-o à caça. Durante a caçada, Aqhat encontra a deusa Anat, a qual logo cobiça o arco de Aqhat; para tê-lo, oferece-lhe ouro, prata e, por fim, a imortalidade; mas o jovem não consente em desfazer-se do arco e das flechas; discretamente zomba da caçadora: bem sabe ele que a morte é o destino dos homens, somente os deuses são imortais. Anat, despeitada, vai queixar-se a El e prepara a vingança. Ajudada por um certo Yatipan, Anat, voando entre as águias, acima de Aqhat, quebra-lhe a cabeça. Danel, advertido da morte do filho, dá curso às lágrimas e amaldiçoa a Terra por sete anos. Muitos pormenores do poema permanecem obscuros. Parece que Aqkat tinha uma irmã, e esta resolve castigar Yatipan; é plausível, também que Anat pretendesse ressuscitar o jovem Aqhat; os ritos cumpridos por Danel dão a impressão de que ele procura o mesmo objectivo: ressuscitar o filho.

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4 Rito de incubação [de Aqhat] (lacuna de umas 10 linhas) Então Danel, o Refaíta,1 a seguir o Magnata Harnami, vestido aos deuses alimentou, vestido deu de beber aos santos2. Tirou a sua roupa, atirou-se para cima e deitou-se, tirou a sua veste e pernoitou. Eis um dia e outro vestido os deuses Danel, vestido os deuses alimentou, vestido deu de beber aos santos. Um terceiro e quarto dia vestido os deuses Danel vestido os deuses alimentou, vestido deu de beber aos santos. Um quinto e sexto dia vestido aos deuses Danel, vestido os deuses alimentou, vestido deu de beber aos santos. 1 Refaíta: Os refaítas eram uma antiga tribo cananeia que vivia nas colinas de Judá e na planície filisteia. Habitantes originários de Canaan, ocupavam o Líbano e a área do Monte Hérmon. A norte da costa da Síria e da Transjordânia construíram uma cadeia de cidades fortificadas. O filisteu Golias, que morreu com uma pedra lançada por David com a sua funda, era refaíta. 2 Cf. 2Sm 21,16.18.20.22; Gn 14,5; Dt 2,11.20; 3,11.13.

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Tirou a sua roupa Danel, tirou a sua roupa, atirou-se para cima e deitou-se, tirou a sua veste e pernoitou. Teofania de Baal E eis que no sétimo dia deitou-se. Baal,3 compadecido da miséria de Danel, o Refaíta, do queixume do Magnata Harnami, ele que não tinha filho como os seus irmãos, nem descendência como os seus parentes: «Que possa ter um filho como os seus irmãos e descendência como os seus parentes, ele que vestido os deuses alimenta, vestido dá de beber aos santos! Abençoa-o, ó Touro El,4 meu pai, conforta-o, ó Criador das criaturas! E haja um filho seu em sua casa, descendência em seu palácio: O filho ideal: pedido Que erija a estela do seu deus familiar, no santuário, a coluna votiva da sua gente; que da terra liberte o seu espírito, do pó proteja dos seus restos; que feche as mandíbulas dos seus detractores, expulse o que lhe fizer algo; que o tome pela mão na sua embriaguez, carregue com ele quando estiver farto de vinho; 5 3 Baal era o filho de El, o deus principal, e de Asherah, a deusa do mar. Era considerado o mais poderoso de todos os deuses, eclipsando El, que era visto como bastante fraco e ineficaz. Em várias batalhas, Baal derrotou Yam, o deus do mar, e Mot, o deus da morte e do submundo. Os cananeus adoravam Baal como o deus do sol e como o deus da tempestade – geralmente representado segurando um relâmpago – que derrotava inimigos e estimulava a colheita. Eles também o adoraram como um deus da fertilidade que providenciava crianças. O culto a Baal estava enraizado na sensualidade e envolvia prostituição ritualista. 4 El era o deus supremo, o pai da humanidade e de todas as criaturas e o marido da Deusa Asherah. Governava todos a partir do monte Safon e foi sob a sua égide que Baal/Hadad casou com Anat e derrotou o deus do mar Yam e o deus da morte Môt, tornando-se o rei dos deuses.

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6 que consuma a sua ração no templo de Baal, e a sua porção no santuário de El; que reboque o seu telhado quando se formar barro, lave as suas vestes quando se sujarem». Bênção divina Uma taça tomou ele em sua mão, um cálix na sua direita. Abençoou, sim, o seu servo, Abençoou Danel, o Refaíta, confortou o Magnata Harnami: «No seu vigor reviva Danel, o Refaíta, em seu apetite, o Magnata Harnami; em seu espírito sinta ele exuberância, ao seu leito suba e se deite. Ao beijar sua esposa haja concepção, ao abraçá-la, gravidez, parindo-lhe a sua concepção, a sua gravidez a Danel, o Refaíta. O filho ideal: concedido Haja assim um filho seu em sua casa, descendência em seu palácio; que erija a estela do seu deus familiar, no santuário a coluna votiva da sua gente; que da terra liberte o seu espírito, do pó proteja os seus restos, que feche as mandíbulas dos seus detractores, expulse o que lhe fizer algo; que o tome pela mão em sua embriaguez, carregue com ele quando estiver farto de vinho; que consuma a sua ração no templo de Baal, e a sua porção no santuário de El; que reboque o seu telhado quando se formar barro, lave as suas vestes quando se sujarem.

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Transição da bênção Enviou Baal a dizer a Danel, o Refaíta, os seus mensageiros ao Magnata Harnami: «Em teu vigor reviverás, Danel, o Refaíta, em teu apetite, Magnata Harnami; em teu espírito sentirás exuberância, ao teu leito subirás e te deitarás, Ao beijares a tua esposa haverá concepção, Ao abraçá-la, gravidez, parindo-te a sua concepção, a sua gravidez a Danel, o Refaíta. Haverá assim um filho em tua casa, descendência em teu palácio. O filho ideal: comunicado Que erijas a estela do teu deus familiar, no santuário a coluna votivo da tua gente; que da terra liberte o teu espírito, do pó proteja os teus restos, que feche as mandíbulas dos teus detractores, expulse o que te fizer algo; que te tome pela mão em tua embriaguez, carregue contigo quando estiveres farto de vinho; que consuma a tua ração no templo de Baal, e a tua porção no santuário de El; que reboque o teu telhado quando se formar barro, lave as tuas vestes quando se sujarem. Reacção de Danel A Danel o rosto se iluminou e as sobrancelhas lhe resplandeceram por cima; franziu o rosto e pôs-se a rir, seus pés no escabelo apoiou. Levantou a sua voz e exclamou: «Eu me sentarei e descansarei, e repousará no meu interior a minha alma, porque um filha me vai nascer como a meus irmãos, descendência como a meus parentes. 7

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8 O filho ideal: conseguido Que erija a estela do meu deus familiar, no santuário a coluna votiva da minha gente; que da terra liberte o meu espírito, do pó proteja os meus restos, que feche as mandíbulas dos meus detractores, expulse o que me fizer algo; que me tome pela mão na minha embriaguez, carregue comigo quando estiver farto de vinho; que consuma a minha ração no templo de Baal, a minha porção no santuário de El; que reboque o meu telhado quando se formar barro, lave as minas vestes quando se sujarem». Cena de banquete Dirigiu-se Danel a sua casa, foi Daniel para o seu palácio. Entraram em sua casa as Kotharot,5 as filhas da Estrela de alba, as Andorinhas. A seguir, Danel, o Refaíta, imediatamente o Magnata Harnami, um boi sacrificou para as Kotharot, deu de comer e de beber às Kotharot, às filhas da Estrela de alba, as Andorinhas. Eis um dia e outro, deu de comer e de beber às Kotharot, às filhas da Estrela de alba, as Andorinhas. Um terceiro e quarto dia deu de comer e de beber às Kotharot, às filhas da Estrela de alba, as Andorinhas. Um quinto e sexto dia deu de comer e de beber às Kotharot, às filhas da Estrela de alba, as Andorinhas. 5 As Kotharot (« hábeis) eram um grupo de deusas semitas do noroeste que aparecem nos textos de Ugarit como parteiras divinas. Eles são as únicas divindades cananeias que só aparecem em grupo, e estão associadas com a andorinhas.

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E eis que no sétimo dia foram embora de sua casa as Kotharot, as filhas da Estrela de alba, as Andorinhas. dispensadoras da delícia do leito fecundo, da beleza do leito de procriação. Sentou-se Danel a contar os seus meses: um mês e outro deixou passar, um terceiro e quarto mês passar. O décimo mês chegou e o seio de sua mulher abriu-se (?). (Lacuna de umas 22 linhas) Teofania cumprida «...Eu mesmo levarei um arco..., multiplicarei por quatro as flechas». E eis que no sétimo dia, então Danel, o Refaíta, a seguir o Magnata Harnami levantou-se e sentou-se na entrada da porta, entre os nobres que na altura estavam a julgar a causa da viúva, a dar sentença sobre o caso do órfão. Ao levantar os seus olhos, então viu-o, através de mil acres, dez mil alqueires; Viu a marcha de Kothar,6 contemplou o ligeiro passo de Khasis7. Eis que trazia um arco, tinha multiplicado por quatro as flechas. Banquete e oferta do arco No instante Danel, o Refaíta, acto seguido o Magnata Harnami em voz alta à sua mulher assim gritou: «Escuta, Senhora Danatay, prepara um cordeiro dentre os de um ano, para o apetite de Kothar-Hasis, para o desejo de Hayan, o artesão ambidestro. 6 Kothar, deus dos arquitectos. 7 Khasis, deus dos arquitectos e dos ferreiros. 9

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10 Dá de comer, de beber, aos deuses, reconforta e agasalha-os, aos Senhores de Mênfis, que de um deus é todo ele». Escutou a Senhora Danatay. Preparou um cordeiro dentre os de um ano para o apetite de Kothar-Hasis, para o desejo de Hayan, o artesão ambidestro. Quando chegou Kothar-Hasis, nas mãos de Daniel pôs o arco, nos seus joelhos deixou as flechas. A seguir, a Senhora Danatay deu de comer e beber aos deuses, reconfortou-os e agasalhou-os, ao Senhor de Mênfis, que de um deus é todo ele. Foi Kothar para a sua tenda, Hayan para a sua mansão. Entrega do arco ao filho A seguir, Danel, o Refaíta, acto seguido pelo Magnata Harnami, ao arco deu nome e abençoou, por conta de Aqhat sem duvidar deu-lhe o nome: As primícias da tua caça, ó filho! Traz-me as primícias da tua caça, as primícias da caça, sim, ao meu palácio! (Lacuna de umas 20 linhas) Cena de banquete «Comei de toda a espécie de pão, bebei de toda a espécie de vinho». Enquanto comiam e bebiam, os deuses proporcionaram para si reses de aleitamento, com uma faca filetes de leitão. Beberam em cálix de prata vinho, em taça de ouro sangue de cepas, escançaram taça atrás de taça.

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De novo serviram os derramadores, fizeram subir mosto... até que se esgotou o vinho elaborado. Do cinto/carcaj Aqhat tomou uma flecha, ficou montado o arco, criação de Kothar. A tentação de Anat, a seduzida sedutora Ao erguer os olhos ela viu-o: resplandecia como um relâmpago, o seu nervo como um raio brilhava, como quando come o abismo um raio. Apeteceu a Anat8 dispor das suas flechas, montar o arco, criação de Kothar-Hasis, cujos cornos/ramas se curvavam como uma serpente. O cálix atirou por terra, a sua taça derramou no solo. Levantou a sua voz e exclamou: «Escuta, por favor, ó Magnata Aqhat!9 Pede prata e ta darei, ouro e to concederei; mas dá o teu arco à Virgem Anat, as tuas flechas à Pretendida dos povos». E respondeu o Magnata Aqhat: «Os mais estupendos fresnos do Líbano, os mais vigorosos nervos dos touros selvagens, os mais estupendos cornos das cabras monteses, os mais vigorosos tendões dos jarretes de touro, as mais esplêndidas canas dos vastos canaviais entrega-os a Kothar-Hasis e que faça um arco para Anat, flechas para a Pretendida dos povos». 11 8 Anat: deusa do amor e da guerra, a irmã e companheira do deus Baal. Considerada uma bela jovem, ela foi muitas vezes designada «a Virgem» em textos antigos. Provavelmente uma dos mais conhecida das divindades cananeus, ela era famosa pelo seu vigor juvenil e ferocidade em batalha. Era conhecida principalmente por seu papel no mito da morte de Baal. 9 Filho do Rei Daniel e Danatiya. Foi-lhe dada uma maravilhosa proa feita por Kothar, que Anat cobiçou.

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12 Respondeu a Virgem Anat: «Pede vida, ó Magnata Aqhat, pede vida e ta darei, imortalidade e ta concederei. Eu te farei contar anos como Baal, como os filhos(s) de El contarás meses. Como Baal de certo dá a vida e convida, ao revivido convida e lhe oferece de beber, enquanto entoa e canta na sua presença o aedo10. Eu mesma também lhe corresponderei, darei a vida ao Magnata Aqhat. A tentação rejeitada Respondeu o Magnata Aqhat: Não me enredes, ó Virgem, pois para um Magnata os teus enredos são um pântano. O que é que um homem consegue como destino último, que alcança um homem como resultado final? Esmalte se verterá sobre a minha cabeça, argamassa sobre o meu crânio; eu também morrerei a morte de todos, e como um mortal também perecerei. Além disso, vou dizer-te outra coisa: os arcos são próprios de guerreiros. Acaso agora se dedicam a caçar com eles as mulheres?» Ameaça de Anat Às gargalhadas riu Anat, mas em seu coração tramou um plano e disse: «Presta-me atenção, ó Magnata Aqhat, Presta-me atenção e eu prestarei atenção a ti. De certeza te descubro na senda da rebeldia, te descubro no caminho da arrogância, a meus pés te derrubarei eu mesma, ao mais elegante e tenaz dos homens. 10 Poeta ou cantor de poemas épicos da antiga Grécia.

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Saída de Anat Levantou o pés e saltou para terra. Voltou a face para El, que mora na fonte dos dois rios, no seio do veneno dos oceanos. Dirigiu-se para a gruta de El e entrou na morada do Rei, Pai dos anos. Aos pés de El se inclinou e caiu, prostrou-se e prestou honras. Caluniou o Magnata Aqhat, denegriu o filho de Danel, o Refaíta. E disse à Virgem Anat, ergueu a voz e exclamou: «Palavras insolentes pronunciou Aqhat, regozijou-se/escutou ... (Lacuna dumas 10 linhas) Margem: O escriba foi Ilimilku, shubani, discípulo de Attan, o Arúspice. Ameaça de Anat Então destruirei as suas flechas, eu mesma quebrarei o seu arco. E respondeu El, seu pai: «Estás lívida de ira, Virgem Anat». Respondeu a Virgem Anat: Na estrutura de tua casa, ó El, na estrutura da tua casa não te comprazas, não te alegres na imponência do teu palácio. De certeza eu posso alcançá-los com a minha direita, desfazê-los com a potência do meu braço. posso esmagar-te a cabeça, fazer correr pela tua canície sangue, pela canície da tua barba, humores. E que venha Aqhat salvar-te, o filho de Danel venha libertar-te das mãos da Virgem Anat!» 13

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14 Consentimento de Ilu11 E respondeu o Benigno, El, o carinhoso: Já sei, filha, que te pões lívida de ira e que não há ente as deusas oposição como a tua. Vê, filha, a iniquidade de teu coração executa, colhe o que tens no teu interior, executa o que tem o teu peito. De certeza o teu adversário será esmagado. Convite de Anat A Virgem Anat partiu, pôs então a face para o Magnata Aqhat, através de mil acres, dez mil alqueires. E pôs-se a rir a Virgem Anat, levantou a sua voz e exclamou: «Escuta, por favor, ó Magnata Aqhat! Tu és meu irmão e eu sou tua irmã! É melhor para ti que sete dos teus vingadores.... Da casa de meu pai me escapei eu, vem tu à caça comigo, eu farei de ti um homem ditoso, ... Eu te ensinarei a caçar... na cidade de Abiluma. Abiluma, a cidade do príncipe Yarhu, cuja torre mil acres ocupa, dez mil alqueires a sua cidade. Eu me maquilharei... as pupilas... (Lacuna dumas 20 linhas) 11 'Ilu, Ilu, El: Rei do panteão, Pai de Anos, conhecido como compassivo e benevolente. Ele nunca está irritado e não pune os seus filhos imortais e/ou mortais. Considerado como estando sempre longe, ele é muitas vezes alcançável através da sua esposa Athiratu. Ilu vive no Monte Kasu e é o deus do vinho, dos sonhos proféticos, da sabedoria e é sempre representado como O Grande Touro.

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Comunicação do plano (Lacuna dumas 20 linhas) ... quebrará... a palmos, a pedaços de dois côvados. Partiu a Virgem Anat, pôs então a face para Yatipan, o guerreiro devastador. Levantou a voz e exclamou: «Instalou-se, Yatipan, o Magnata Aqhat na cidade de Abiluma, em Abiluma, a cidade do Príncipe Yarhu12. Não é certo que se refaz agora Yarhu no seu corno esquerdo, no seu corno direito, da debilidade dos cornos da sua cabeça?» E respondeu Yatipan, o guerreiro assolador: «Escuta, ó Virgem Anat! Com o teu arco tu o queres ferir, com as tuas flechas tirar-lhe a vida. O Magnata elegante preparou touros e carneiros cevados. Fica nas grutas e nós nos camuflaremos à espreita». Descrição do plano E respondeu a Virgem Anat: «Presta-me atenção, Yatipan, e eu te prestarei atenção: e te porei como uma águia no meu cinto, como um falcão na minha aljava. Quando se sentar Aqhat para comer, o filho de Danel a alimentar-se sobre ele as águia esvoaçarão, o atacarão um bando de falcões. Entre as águias esvoaçarei eu mesma, sobre Aqhat te colocarei. Golpeia-o duas vezes na cabeça, três por cima da orelha. 15 12 Deus da Lua, Lâmpada dos Deuses, cujo orvalho da noite fertiliza Nikkalu. É retratado com cornos, simbólico do «corno» da lua crescente. Deus dos campos, da masculinidade, da beleza e do orvalho.

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