Revista Eletrônica ACRE ENGENHARIA - SengeAc Edição N.84 - Março e Abril de 2017

 

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Revista SengeAc - Ano 10 - Edição Nº 84

Popular Pages


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SUMÁRIO ACRE ENGENHARIA 12 Especial Capa As negociações para atualização da Lei Cartaxo iniciaram e a categoria se mostra otimista 8 ENTREVISTA Deputado Estadual Lourival Marques fala sobre perspectivas para as eleições 2018 16 SENGE JOVEM Estudantes organizam a I Semana do Jovem Cientista 10 ENGENHARIA CONECTADA Fique por dentro das principais notícias de Engenharia, no Brasil e no Mundo 18 NOTÍCIAS Conheças ações e projetos desenvolvidos pelo Senge/AC EXPEDIENTE A revista ACRE ENGENHARIA é uma publicação bimestral do Sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge/AC). Entidades parceiras: FNE, CNTU e UGT Fundação: 18 de julho de 1990 Presidente: Sebastião Aguiar da Fonseca Dias Vice-presidente: Ricardo Augusto Mello de Araújo Diretor Administrativo: Rubenício Silveira Leitão Diretor Financeiro: José Martins Veras Neto Diretor Operacional: Manoel Xavier da Silveira Neto Diretor de Planejamento: João de Deus Oliveira de Azevedo Membros do Conselho Fiscal: Roberto Matias da Silva, Leonardo Carneiro Fontenele, Aluildo de Moura Oliveira, Mavi de Souza e Rosa Maria de Souza Costa Membros representantes junto a FNE: Aldenízia Santos San- 4 tana, Isvetlana Lima Guerreiro e Márcio Henrique Rodrigues Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017 de Oliveira Contato: (68) 3223-5825/ e-mail: senge-ac@hotmail.com Site: www.sengeac.org.br Endereço: Rua Alvorada, 211, Edifício Colúmbia, Sala 303 – Bosque; Rio Branco (AC) CEP: 69.909.380 A revista ACRE ENGENHARIA está sob a responsabilidade de edição da empresa EZ COMUNICAÇÃO / Ezio Gama – (68) 99987-3247 Jornalista responsável: Bruna Cristina Lopes de Mello DRT 404 Projeto Gráfico, Capa e Editoração: Ezio Gama Colaboradores: José Cláudio Mota Porfiro Tiragem: 1 mil exemplares A revista ACRE ENGENHARIA é uma publicação bimestral de caráter informativo do Sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge/AC), com apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), voltada para o desenvolvimento da região, focada em temas como: engenharia, sustentabilidade, meio ambiente, produção, indústria, comércio, empreendedorismo e tudo aquilo que promove o avanço econômico, social e intelectual do Acre. Profissional filiado ao Senge/AC aproveite todos os benefícios, convênios e serviços. Entre em contato através do telefone: (68) 3223-5825

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EDITORIAL Em um contexto de crises institucionais que se alastram em meio aos mais diversos aspectos do nosso convívio social, nada mais urgente que optarmos por um diálogo aberto com os nossos pares e com atores outros que possam apontar rumos mais coerentes para os nossos dilemas quotidianos. O Senge-AC jamais poderia se furtar ao seu papel de mediador e propulsor das contendas e discussões que significam melhorias de vida para o todo social e, muito especialmente, para os nossos sindicalizados. É partindo desta premissa que estamos buscando negociar com o Governo do Acre a atualização e o cumprimento fiel da Lei Cartaxo, com vistas ao reajuste salarial que nos é devido, posto que os prejuízos se têm tornado maiores a cada dia. Priorizamos um diálogo coerente e temos, hoje, os encaminhamentos dos nossos propósitos levados, já, à análise das instâncias governamentais de competência. Além do apoio das instituições de direito e dever, contamos, logicamente, com a adesão das pessoas que nos representam junto aos poderes constituídos. Em entrevista elucidativa, o Engenheiro Agrônomo e Deputado Estadual Lourival Marques, nosso sindicalizado, aborda as nossas possibilidades de progresso por meio da organização da categoria, dentre outros fatores. Urge a luta e a busca ininterruptas por um sindicato cada vez mais politizado e, na medida do possível, apartidário, que avança nas discussões acerca das questões sociais mais amplas, de cunho nacional e, mais especificamente, empreende conquistas quando busca melhorias gerais para uma classe que, verdadeiramente e ao pé da letra, lança os alicerces reais e concretos para o desenvolvimento desta Nação. 5Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017

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NOTÍCIAS DA FNE Lutar e impedir o assalto a direitos Murilo Pinheiro Omovimento sindical brasileiro tem uma clara missão colocada a sua frente neste momento em que, mais uma vez, os direitos dos tra- balhadores – o que significa dizer da imensa maioria da população – são ameaçados em várias frentes. É hora de buscar a unidade, pro- mover a mobilização e lutar para frear o avanço predatório sobre conquistas históricas e essenciais. Ao aprovar o Projeto de Lei 4.302/1998, no dia 22 de março, e sancioná-lo, no dia 31, a Câmara dos Deputados e o governo federal, respectivamente, deram demonstração grave nesse sentido. A proposição não só libera a terceirização das atividades-fim, acentuando a precarização do trabalho no Brasil, como amplia o tempo de contrato temporário. As duas alterações podem ter o efeito prático de minar as garantias previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e deixar o empregado, obviamente a parte mais frágil na relação com o patrão, à própria sorte. Apresentado como matéria de interesse do empresariado, esse esforço de fragilizar a condição do trabalhador acabará por se mostrar um equívoco. Isso porque um fator fundamental de ganho de produtividade e competitividade no mercado é certamente mão de obra qualificada, capaz de garantir produtos, serviços e processos que assegurem os resultados perseguidos. Difícil imaginar um projeto capitalista robusto que se sustente com o esforço de pessoas mal pagas, sem benefícios e sujeitas a acidentes e doenças. Lamentavelmente, a falta de visão estratégica e de compromisso com o bem-estar da sociedade emplacou a aprovação de um projeto enviado ao Congresso há 19 anos e que já deveria ter sido retirado de lá. Ainda em tramitação, temos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que pretende reformar a Previdência Social, basicamente restringindo o direito à aposentadoria. Entre as principais mudanças estão a elevação da idade mínima para 65 anos para homens e mulheres, a contribuição por 25 anos e a exigência de 49 anos de contribuição para ter acesso ao benefício integral. Em 15 de março, os trabalhadores, inclusive os engenheiros, foram às ruas dizer não a essa proposta inaceitável e injustificável, já que o alegado rombo já foi mais que desmentido por especialistas. No dia 31, novas manifestações tomaram o País. Para 28 de abril, está agendada paralisação nacional. A mobilização precisa seguir e se fortalecer. É necessário construir forte consenso em torno da defesa da aposentadoria, não só no movimento sindical, mas no conjunto da sociedade que será prejudicada pela reforma. Não podemos assistir passivamente ao assalto aos direitos do povo brasileiro em nome de um suposto ajuste exigido pelo mercado financeiro. Ninguém questiona a necessidade de responsabilidade ao administrar as contas públicas, mas a arrumação da casa não pode ser feita única e exclusivamente à custa do trabalhador. É hora de baixar juros, retomar investimentos e obras paradas para combater o desemprego e incentivar a indústria de forma efetiva. Esse é o caminho que devemos trilhar. 6 Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017 Murilo Pinheiro Presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) Visite nosso site www.fne.org.br FILIADA À

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ENTREVISTA Por Bruna Mello “Isso vai valorizar ainda mais a categoria dos engenheiros”, afirma o Deputado Estadual, Lourival Marques, sobre a criação da Frente Parlamentar Acreana da Engenharia, que deve acontecer em junho deste ano. Natural de Rio Branco (AC), Lourival Marques de Oliveira Filho, de 49 anos, é engenheiro agrônomo com pós-graduação em Gestão Ambiental. Atualmente, exerce o cargo de Deputado Estadual e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac). Com uma trajetória marcada pela capacidade de gestão, de 1996 a 1997, foi consultor do projeto de Recuperação de Áreas Degradadas, em Senador Guiomard. A experiência com gestão pública vem desde 1999, quando assumiu a chefia do Departamento de Defesa e Inspeção Sanitária Animal, onde desenvolveu o Programa de Combate à Febre Aftosa no Acre. No ano de 2000, Marques esteve à frente da Secretaria Executiva de Agricultura e Pecuária. Em 2001, assumiu o cargo de secretário adjunto da Secretária de Produção. De 2003 a 2010 coordenou o Programa de Mecanização Agrícola na Secretaria de Agropecuária. Porém, o maior desafio veio durante a gestão da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), no período de janeiro de 2011 a março de 2014. Marques desenvolveu programas de incentivo que proporcionaram mudanças na economia rural do estado, como o incentivo à piscicultura, o apoio à produção de hortaliças, ações de fomento de produção de grãos, dentre outros. Nesta entrevista, Lourival Marques fala sobre valorização profissional e perspectivas para as eleições de 2018. Além disso, o deputado reafirma o seu compromisso de intermediar as negociações para atualização da Lei Cartaxo. 8 Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017 O Movimento Engenharia Unida foi criado e liderado, em nível nacional, pelo Senge/AC. Hoje, a categoria se mostra ainda mais forte e unida em busca de avanços para a Engenharia. Como atual articulador da Engenharia na Assembleia Legislativa, como o senhor analisa o andamento da negociação para a atualização da Lei Cartaxo? É um momento oportuno, já que o Governo do Estado do Acre está fazendo diversas negociações com várias categorias de servidores. A categoria dos engenheiros não pode ficar de fora dessas conversas. Houve uma iniciativa em 2016, por parte do sindicato, mas o Governo estava passando pelo problema da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Então, não havia como fazer nenhuma negociação. No período de janeiro de 2017, quando se abriu essa oportunidade, as categorias que estavam com as negociações em andamento foram beneficiadas no mês de março por meio da aprovação da Assembleia. Agora estamos reabrindo as conversas para, de acordo com a proposta do Sindicato, ver a possibilidade de o Governo assumir esse compromisso de reajuste. Em sua opinião, qual a importância da Lei Cartaxo, sancionada em agosto de 2008, para a Engenharia do Acre? É a valorização profissional. Você saber que tem uma carreira definida por lei, que permite uma programação familiar, profissional, que você tem uma carreira por toda a sua vida, que pode fazer um mestrado, doutorado, que será bem remunerado. Foi muito válida essa lei aprovada na Assembleia, e nós sabemos que mais de 400 pessoas são beneficiadas por essa Lei. Em maio de 2016, o senhor deixou a Assembleia Legislativa do Estado do Acre para assumir a Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof). Quais áreas foram eleitas enquanto prioritárias? Quais os desafios e avanços destacaria na sua gestão?

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O desafio da minha vida foi assumir a Seaprof, porque eu acho que é o eixo fundamental para o desenvolvimento do Acre, que é de garantir apoio para a produção familiar do Estado. Mais de 70% do que consumimos hoje vem da produção familiar. Tivemos que implantar o programa de piscicultura, o programa de suinocultura, valorizar os programas de avicultura, que já tinham sido feitos no governo passado, ampliar o quadro de assistência técnica da Seaprof, e fazer com que as pessoas valorizassem esse recurso que o Governador colocou à disposição. Nós também ampliamos o apoio à fruticultura, hoje nós temos a produção de coco que já abastece o mercado local, nós temos a valorização da produção de ovos – 60% dos ovos consumidos no Acre vem da produção local. Além da valorização da pecuária, que é uma cadeia produtiva importante que nós temos. E também o extrativismo, que é uma herança do Estado, desde a época que pertencia à Bolívia, com relação à exploração da borracha e da castanha. É uma cooperativa que toma de conta dessa cadeia produtiva, gerando mais de R$ 50 milhões por ano para o governo e seus cooperados. Qual a sua auto avaliação sobre o período em que esteve à frente da Seaprof? Quais projetos desenvolvidos durante sua gestão o senhor destacaria? Minha avaliação é de crescimento profissional muito grande por ter de fazer uma divisão de tarefas com várias pessoas, que têm mais de 30 anos de profissão, pessoas que ajudam a desenvolver a economia do Acre. Acredito que o projeto mais importante de valorização é a compra da produção familiar e a entrega para as entidades por meio do programa de aquisição de alimentos por parte das instâncias estadual e federal. Esse é um programa que você compra do produtor rural e garante para ele um valor anual dessa receita, e esse alimento volta para as escolas e entidades, alimentando as pessoas com um produto de qualidade e produzido por produtores rurais. Acho que de todos os programas e mais as quinze cadeias produtivas que nós temos na Seaprof, essa da produção familiar é uma das mais importantes. Vice-governadora Nazaré Araújo, que também mostra muita competência. E ainda o nome do Secretário de Segurança, Emylson Farias, que está tentando combater o crime organizado no Estado. E o nome do Deputado Daniel Zen, líder do Governo na Aleac. Vejo quatro nomes muito competitivos para serem apreciados pela cúpula da Frente Popular. Com relação aos nomes para o Senado, nós temos duas vagas para as eleições de 2018, o Senador Jorge Viana, engenheiro florestal, que é importantíssimo para a política do Acre e para as pessoas que viram o que ele fez pelo Estado. É uma pessoa que merece voltar ao Senado. E claro, o meu companheiro e amigo do PT, Deputado Ney Amorim, que é o Presidente da Aleac, uma pessoa extremamente habilidosa, um homem que trabalha política e gestão compartilhada com os deputados e lida com mais de quinze partidos na Assembleia. Ele é uma pessoa que valoriza as demais, tem um coração muito bom e está preparado para a política. Atualmente o senhor é líder do PT na Aleac, onde tem feito um trabalho elogiado tanto por parlamentares quanto por categorias profissionais. O senhor pretende disputar a reeleição nas eleições 2018? Quando aceitei o desafio de sair da gestão como Secretário para colocar o nome na disputa para Deputado Estadual, eu vim com um objetivo: tentar valorizar e apoiar o setor produtivo do Estado do Acre. Desde o apoio a programas e leis que possam ajudar o Governo a valorizar esse setor, e também a leis que possam valorizar os servidores que defendem a causa da produção e desenvolvimento do Acre, como a Engenharia. Tivemos uma enorme satisfação em conduzir o processo do PCCR dos técnicos agrícolas, fomos vitoriosos, e hoje eles têm uma carreira reconhecida. Temos esse compromisso de continuar dialogando com o Sindicato dos Engenheiros e com o Governo para dar continuidade a esse processo de valorização profissional. Então, se isso me credenciar para ir para a reeleição como Deputado Estadual, eu estarei à disposição. A escolha é do povo e é o povo que vai dizer. Recentemente, a Diretoria Executiva da Frente Popular do Acre se reuniu com representantes do partido do Governo para indicar possíveis candidatos ao Governo e ao Senado, nas Eleições de 2018. Os nomes do Presidente da Aleac, deputado Ney Amorim (PT), e do Prefeito da Capital, Marcus Alexandre, foram indicados para a disputar uma vaga no Senado e no Governo, respectivamente. Qual a sua avaliação acerca dos nomes indicados? A Frente Popular vai completar 20 anos à frente do Acre, então tudo o que aconteceu nesse período foi através dessa Frente, da união dos partidos e gestão compartilhada. O PT, que é o nosso partido, lançou quatro nomes pré-candidatos ao Governo para serem apreciados pelos partidos. Foi apresentado o nome do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, que já mostrou uma boa gestão à frente da Prefeitura, é engenheiro civil e uma pessoa muito capacitada. Também surgiu a Como Engenheiro Agrônomo vinculado do Senge/ AC, haveria alguma sugestão que a pudesse ser colocada em prática para benefício dessa categoria de profissionais? Essa é uma discussão que já estamos tendo, inclusive, com o Presidente, de estar ampliando essa categoria e criando na Aleac a Frente Parlamentar da Engenharia. Isso vai valorizar ainda mais a categoria dos Engenheiros, porque vamos trazer a gestão para dentro da política, para estar discutindo ações federais, e trazendo informações para dentro do Estado, para que possamos melhorar esse Sindicato e operacionalizar a valorização dos nossos profissionais. 9Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017

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CONECTADAENGENHARIA Revista Exame lista os melhores cursos de engenharia do mundo No ranking dos melhores cursos de engenharia do mundo divulgado pela consultoria QS, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) só não aparece em primeiro lugar na única das cinco áreas em que não oferece cursos: a de mineração. Mas nas áreas de engenharia química, civil, elétrica e eletrônica, mecânica, aeronáutica e de manufatura e produção não teve para outra escola e o MIT ficou no topo. A lista, divulgada anualmente, tem como base a reputação dos cursos da universidade entre acadêmicos, empregadores, além do impacto das pesquisas que por ela são divulgadas, que também é um fator que entra na metodologia do ranking. De acordo com a QS, 74 mil acadêmicos e 40 mil empresas participam da pesquisa. O seu ranking de faculdade é um dos mais tradicionais e respeitados do mundo. Confira quais as universidades que oferecem os melhores cursos de Engenharia Civil, segundo a QS. (Fonte: Revista Exame) 1 Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos 2 University of California, Berkeley (UCB), dos Esta dos Unidos (empate) 3 University of Cambridge, do Reino Unido (empate) 4 Imperial College London, do Reino Unido 5 Tsinghua University, da China 6 Delft University of Techology (empate) 7 Stanford University, dos Estados Unidos (empate) 8 The University of Hong Kong, de Hong Kong 9 ETH Zurich – Swiss Federal Institute of Technology (empate) 10 The Hong Kong Polytechnic University, de Hong Kong (empate) 10 Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017 EppsrrotimujedetaiornopteabsraadrcceoosensnosvtlraourlvidreomES A Energia Solar se tornou objeto de estudos de um grupo da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). O “Solares” é um projeto de extensão de alunos de engenharia, que tem como missão divulgar e explorar aplicações de energia solar e construção naval e vai dar vida ao primeiro barco solar do Estado. Ao todo, 18 alunos dos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção e Engenharia de Computação compõem a equipe. Para o Gerente de Marketing do projeto, Rafael Castro, o Estado tem um grande potencial para energia solar e a construção do barco é um pontapé para explorar esse recurso. “O Espírito Santo tem potencial grande para energia solar, mas ela não é tão desenvolvida assim. Assim, o melhor jeito de começar foi construindo o primeiro barco movido exclusivamente a energia solar”, explicou. O estudante explica ainda que outros itens foram desenvolvidos como apresentação do projeto. Um exemplo é o carregador solar de celular. “Nós temos um carrinho solar e também o carregador solar de celulares, que foram iniciativas que começaram no ano passado. Queríamos explorar algo para mostrar que a equipe estava surgindo, aí desenvolvemos e colocamos o carregador no prédio para o pessoal ver”, explica. Com o projeto pronto, o grupo agora está em busca de patrocínio e de ajuda para conseguir os objetos necessários para a construção do barco. Uma delas vem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que se comprometeu a ajudar e agora só precisa de transporte para trazer os materiais. Com a criação do barco, o grupo participa do Desafio Solar Brasil 2017, no Rio de Janeiro. Evento O Desafio Solar Brasil é um rali de barcos movidos à energia solar para estimular o desenvolvimento de tecnologias para fontes limpas de energias alternativas e assim divulgar o potencial dessas tecnologias aplicadas em embarcações de serviço, recreio e transporte de passageiros. A data da edição deste ano ainda não foi divulgada, mas os estudantes já se preparam para apresentar o barco. (Fonte: Folha Vitória)

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Cientistas chineses desenvolvem painéis solares que funcionam mesmo com chuva Boa parte da energia consumida na China procede de combustíveis fósseis (carvão e petróleo), mas, ao mesmo tempo, a segunda economia mundial é o país com mais centrais solares instaladas Uma equipe de cientistas de duas universidades chinesas desenvolveu painéis solares capazes de gerar energia também em dias de baixa insolação, inclusive com chuva ou nevoeiro, e período noturno, informa nesta segunda-feira o jornal oficial Diário do Povo. “O objetivo é elevar a eficiência de conversão da luz direta até que volte a ter mais, gerando energia suficiente em condições de pouca luminosidade tais como chuva, nevoeiro, bruma ou à noite”, explicou ao jornal o professor Tang Qunwei, da Universidade Oceânica da China, responsável pelo projeto. Outra equipe liderada pelo professor Yang Peizhi, da Universidade Pedagógica de Yunnan, também participa do desenvolvimento dessas placas solares, que segundo a imprensa oficial chinesa podem representar uma “revolução fotovoltaica”. De acordo com a Agência EFE, a principal inovação dos painéis é o uso de um novo material chamado LPP (sigla em inglês de “fósforo de longa persistência”), que pode armazenar energia solar durante o dia para que seja colhida à noite. “Só a luz parcialmente visível pode ser absorvida e transformada em eletricidade, mas o LPP pode armazenar ener- gia solar a partir de luz não absorvida e perto da infravermelha”, explicou Tang, “permitindo a geração de energia contínua de dia e de noite”. Esses avanços foram publicados em revistas científicas dos Estados Unidos e da Europa, que destacaram a queda de custos que a energia solar poderia ter graças a esse tipo de painel. Boa parte da energia consumida na China procede de combustíveis fósseis (carvão e petróleo), mas, ao mesmo tempo, a segunda economia mundial é o país com mais centrais solares instaladas (com capacidade para mais de 77 gigawats). (Fonte: Agência Brasil) 11Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017

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ESPECIAL CAPA Por Bruna Mello VPARLOORFIISZSAIÇOÃNOAL A s negociações para a atualização da Lei Cartaxo, que institui o Plano de Carreira e Remuneração dos profissionais de nível superior ocupantes dos cargos de engenheiro, tecnólogo, arquitetos, geógrafo, geólogos, médico veterinário e zootecnista, já começaram. A última alteração da Lei aconteceu em janeiro de 2014. Desta vez, a categoria se mos- tra ainda mais forte e unida. A pri- meira Assembleia Extraordinária, realizada no dia 27 de março, reuniu mais de 100 profissionais sindicalizados. A reunião contou com a presença do deputado es- tadual, o engenheiro agrônomo Lourival Marques (PT). Além do reajuste salarial, a categoria pede programas de ca- pacitação profissional, realização de concursos públicos, pro- gressão para a última letra, auto- maticamente, ao atingir a aposen- tadoria, implantação do Programa da Engenharia e Arquitetura Públi- ca, assessoria jurídica aos profis- sionais abrangidos pela Lei Car- taxo, dentre outros itens. O presidente do Senge/AC, o engenheiro civil Tião Fonseca, recorda a luta da categoria pela valorização profissional e o for- talecimento da Engenharia desde agosto de 2008, quando a Lei Car- taxo foi instituída, até os dias de hoje. Fonseca destaca a importân- cia de conversar com o Governo, e afirma que é preciso chegar a um denominador comum até o final de abril. Sem a atualização, o piso salarial deve ficar com oito anos de defasagem, se levar em consideração a inflação e o alto custo de vida. “Queremos garantir a manutenção da histórica Lei Cartaxo. O Acre é o único Estado brasileiro que tem um Plano de Carreira para a Engenharia, que foi construído com o governo da Frente Popular do Acre. Nós mantemos esse diálogo e temos essa condição de mais uma vez reafirmarmos a nossa luta, que é uma luta justa, uma luta real. Uma luta para valorizar a nossa categoria”. Durante a assembleia, o presidente agradeceu o apoio do Prefeito de Rio Branco, Engenheiro Civil Marcus Alexandre, do presidente da Assembleia Legislativa do Acre, o deputado estadual Ney Amorim, e do deputado estadual, Lourival Marques, que abraçaram a causa da Engenharia. “O Sindicato e a Engenharia têm mostrado, ao logo do tempo, o retorno das nossas lutas, da nossa bandeira, em que colocamos nosso objetivo. Quero reconhecer essa participação dos profissionais ligados aos sindicatos, todos contemplados pela Lei Cartaxo”, acrescentou. Fonseca reconhece o período de dificuldade financeira devido à crise econômica que o País atravessa, mas afirma estar disposto a discutir e negociar a proposta com o Governo. “É preciso ter muita, mas muita paciência, porque o momento requer conversa, discussão, e o esgotamento desse diálogo precisa ser feito com boa vontade dos dois lados. Essa luta se constrói com a soma de todos os profissionais, unidos em prol do desenvolvimento do Estado, do desenvolvimento pessoa e profissional”. O diretor administrativo do Senge/AC, o engenheiro civil Rubenício Silveira Leitão, reconhece que a caminhada poderá ser difícil, porém acredita na vitória da categoria, que tem se mostrado unida. “Hoje eu quero passar uma mensagem de otimismo, primeiro ao ver essa sala cheia, e ter a consciência de que Deus, novamente, vai participar desse nosso movimento. Essa certeza é que me impulsiona, e impulsiona a todos nós da diretoria a continuar, a acordar cedo, a visitar os gabinetes dos deputados, a buscar as autoridades para nós continuarmos avançando. Hoje, diferentemente daquela primeira batalha que nós travamos há 3 anos, já temos os parceiros e eles não são fracos. Tenho certeza de que juntos nós alcançaremos os nossos objetivos, dessa categoria que merece, como tem merecido, o respeito do 12 Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017

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Engenharia e Governo do Acre começam a negociar atualização da Lei Cartaxo Governo do Estado do Acre”. A presidente do CREA/AC, Carminda Pinheiro, também apoia a luta da categoria e diz que o momento pede união e conversa. “Eu lembro do início da formação da Lei Cartaxo. Tivemos várias cabeças pensantes no Sindicato, dias e dias trabalhando nesse projeto. Agora, estamos buscando melhorias. Não podemos baixar a guarda. É um momento importante, um momento delicado, mas a gente conseguiu chegar até aqui”. “A força de qualquer conquista está na organização”, diz Lourival Marques. O deputado estadual Lourival Marques participou da assembleia e se comprometeu a ajudar na articulação com o governo. Ele elogiou a organização e a união que a categoria vem demonstrando ao longo dos anos. “Quero me colocar à inteira disposição para que, a partir desta data, eu possa ajudá-los a conversar, dialogar, brigar, e a pedir. Para que possamos ter os nossos desejos discutidos de forma a que todos possam se sentir satisfeitos. Eu estou junto com vocês e vou fazer, como parlamentar, o papel de conversar e de estar presente, e discutir todos os pontos. Eu sei o tamanho que o Governo tem e nós também vamos ter que saber o nosso limite”. Reunião com o Governo A primeira reunião com representantes do Governo aconteceu no dia 4 de abril. Membros do Senge e da Casa Civil discutiram a proposta de reajuste, que foi bem acolhida, segundo Tião Fonseca. “A proposta será prontamente encaminhada para a SGA e Secretaria da Fazenda para as análises técnicas e de impacto financeiro, medidas necessárias para a tomada de decisão do Governador”, explicou o presidente. 13Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017

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Artigo ALsUnTosAsaSs de CLASSE Cláudio Motta-Porfiro. Assessor da Diretoria do Senge-AC. Doutor em Filosofia e História pela Unicamp. Ex-diretor de RH da Ufac. Épreciso que todos tenhamos muito claramente definidos alguns conceitos relativos às políticas que apontam para o desenvolvimento social e, conse- quentemente, para a prosperidade individual. Havemos de crescer juntos e este entendimento é cru- cial para a participação de todos como agentes principais da nossa própria transformação enquanto categoria ou classe. Historicamente, a luta de classes é um fenômeno marcado por antagonismos entre pessoas de diferentes status sociais, devido aos interesses sócio econômicos competitivos e aos desejos dessas pessoas diante da lógica do acúmulo de riquezas, o que dá forma a um conflito que se expressa na base do cada um por si, uma vez que nada está posto de forma gratuita a quem quer que seja. Tudo tem o seu preço, a dinâmica das relações é cruel e o pagamento nem sempre pode ser efetivado em parcelas ou a longo prazo. É oportuno ver que, segundo uma lógica marcadamente humana, aquele que tem muito no mais das vezes haverá de querer sempre mais, nem que para isso tenha que subjugar pessoas que dependem das suas deliberações. Daí os conflitos de interesses. Daí as lutas de classes que se reacendem a cada dia, notadamente, quando os regimes o permitem. Quando nós nos organizamos de forma coerente, estamos buscando a união de esforços para a defesa dos interesses das classes, como tem feito, de forma muito plausível, o Senge-AC, quando se destaca enquanto precursor de uma unidade nacional aqui denominada Engenharia Unida. No contexto das lutas de classe, um dos vieses mais salutares é o da capacitação das pessoas para que estas cada vez melhor desempenhem os seus papéis em meio ao tecido social. Isto torna as categorias em luta muito mais fortes. Um profissional bem treinado ou informado tem condições de vislumbrar com muito mais clareza as suas possibilidades de progressos individuais e em grupo, além, é claro, dos dividendos financeiros que advêm dos seus esforços em estudos e análises que o elevaram a patamares superiores. As nossas lutas de classe, pelo menos na parte ocidental do planeta, ocorrem num campo onde os problemas se fazem férteis e as soluções, às vezes, se constituem infrutíferas e a depender do sentido de organização e união de todos em busca de um objetivo comum. Neste caso, o que se faz altamente significativa é a realização do sonho da melhoria da qualidade de vida de todos aqueles que, conjuntamente, buscam o bem comum de uma categoria ou classe que, verdadeiramente, constrói os alicerces da civilização brasileira. Eis a nossa bandeira. Eis a nossa luta de classe. Cláudio Mota - Porfiro 14 Revista Acre Engenharia - Março/abril de 2017

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