Tipos Nomenclaturais do Herbário IAN da Embrapa Amazônia Oriental Vol. 4

 

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Tipos Nomenclaturais do Herbário IAN da Embrapa Amazônia Oriental Vol. 4

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Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Amazônia Oriental Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Vera Lúcia Campos Martins Rafael Belém de Sarges Renan Augusto Figueiredo Nunes Maria José Ataide Mendes Helena Joseane Raiol Souza Douglas Bastos Brandão Regina Célia Viana Martins-da-Silva Embrapa Brasília, DF 2017

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Embrapa Amazônia Oriental Tv. Dr. Enéas Pinheiro, s/n. CEP 66095-903 – Belém, PA Fone: (91) 3204-1000 Fax: (91) 3276-9845 www.embrapa.br www.embrapa.br/fale-conosco/sac Unidade responsável pelo conteúdo e pela edição Embrapa Amazônia Oriental Comitê Local de Publicação Presidente: Silvio Brienza Júnior Secretário-Executivo: Moacyr Bernardino Dias-Filho Membros: Orlando dos Santos Watrin Eniel David Cruz Sheila de Souza Correa de Melo Regina Alves Rodrigues Supervisão editorial e revisão de texto Narjara de Fátima Galiza da Silva Pastana Normalização bibliográfica Andréa Liliane Pereira da Silva Projeto gráfico, ilustrações, capa e editoração eletrônica Vitor Trindade Lôbo 1ª edição Publicação digitalizada (2017) Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei nº 9.610). Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Embrapa Amazônia Oriental Tipos nomenclaturais do Herbário IAN da Embrapa Amazônia Oriental / Vera Lúcia Campos Martins ... [et al.] – Brasília, DF : Embrapa, 2017. PDF (v. 4, 196 p.) https://www.embrapa.br/amazonia-oriental/publicacoes ISBN 978-85-7035-683-3 1. Botânica. 2. Herbário - Pará. 3. Nomenclatura. 4. Taxonomia vegetal. I. Martins, Vera Lúcia Campos Martins. CDD (21. ed.) 580.7428115 © Embrapa, 2017

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Autores Vera Lúcia Campos Martins Bióloga, mestre em Ciências Biológicas (Botânica), Museu Nacional (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ Rafael Belém de Sarges Engenheiro-agrônomo, bolsista na Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA Renan Augusto Figueiredo Nunes Graduando em Ciências Biológicas, estagiário da Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA Maria José Ataide Mendes Graduanda em Agronomia, estagiária da Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA Helena Joseane Raiol Souza Química-industrial, especialista em Oleoquímica, analista da Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA Douglas Bastos Brandão Técnico em Florestas, estagiário da Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA Regina Célia Viana Martins-da-Silva Bióloga, doutora em Ciências Biológicas (Botânica), pesquisadora aposentada da Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA

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Agradecimentos À Iniciativa Global de Plantas (GPI), pelas bolsas concedidas aos autores Rafael, Maria, Renan e Douglas. Ao Projeto Reflora – Integração, Qualificação e Disponibilização dos Dados Relacionados com Coletas Botânicas na Amazônia Brasileira, pela disponibilização de equipamentos de informática. Ao Natdata – Plataforma de Recursos Naturais dos Biomas Brasileiros: Integração, Sistematização e Disseminação de Dados e Informações para Sustentabilidade e Competitividade da Agricultura (Macroprograma Embrapa 02.10.04.002.00.00), pelas bolsas concedidas aos autores Rafael e Maria. Ao Projeto Aprimoramento do Sistema de Informação das Coleções Biológicas da Embrapa Amazônia Oriental (Edital da Funape Concurso n° 003/2012 – Funape/UFG/MCTI, Processo n° 7774/2012), pela disponibilização de equipamentos de informática. À Dra. Ely Simone Cajueiro Gurgel, da Coordenação de Botânica do Museu Paraense Emílio Goeldi, e à Dra. Luci de Senna Valle, do Departamento de Botânica do Museu Nacional/UFRJ, pelas críticas e sugestões ao texto. Aos funcionários do Laboratório de Botânica da Embrapa Amazônia Oriental, pela localização dos exemplares analisados, e a José Ribamar dos Santos (Pelé), funcionário da biblioteca da Embrapa Amazônia Oriental, pela obtenção das fontes internacionais. Aos funcionários da biblioteca do Museu Nacional do Rio de Janeiro, em especial a Antônio Carlos Gomes Lima, pela ajuda em localizar a bibliografia.

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Apresentação Com este trabalho, conclui-se a organização e divulgação dos tipos nomenclaturais do Herbário IAN da Embrapa Amazônia Oriental até a presente data. Trata-se do quarto volume publicado na forma de livro. O primeiro foi a compilação de dois volumes da Série Documentos (273 e 387), totalizando 1.316 exemplares pertencentes a 805 táxons infragenéricos circunscritos em 57 famílias botânicas. No segundo volume, foram apresentados 525 exemplares classificados em 321 táxons infragenéricos e 20 famílias botânicas. O terceiro volume tratou da família Leguminosae (Fabaceae) com 381 exemplares circunscritos em 249 táxons infragenéricos. O presente volume contem 780 exemplares pertencentes a 514 táxons infragenéricos e 53 famílias. Considerando-se a importânicia dos tipos nomenclaturais para a Ciência e a dificuldade que os taxonomistas têm para localizá-los, optou-se pela organização, caracterização e divulgação dos tipos registrados no Herbário IAN da Embrapa Amazônia Oriental, visando dessa forma ao avanço científico inerente ao conhecimento da diversidade vegetal brasileira. Adriano Venturieri Chefe-Geral da Embrapa Amazônia Oriental

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Sumário Introdução .................................................................................................13 Metodologia .............................................................................................14 Resultados ..................................................................................................15 Anemiaceae ..................................................................................................................15 Apocynaceae ..........................................................................................................15 Gnetaceae .....................................................................................................16 Malpighiaceae ..............................................................................................................16 Malvaceae ...................................................................................................................40 Marantaceae ................................................................................................................43 Melastomataceae .....................................................................................................49 Menispermaceae ......................................................................................................71 Monimiaceae ......................................................................................................76 Myrsinaceae (segundo APG IV, Primulaceae) ................................................76 Myristicaceae ...............................................................................................78 Myrtaceae ....................................................................................................................80 Nyctaginaceae .......................................................................................................95 Nymphaeaceae .......................................................................................................95 Ochnaceae ........................................................................................96 Olacaceae ...............................................................................................................101 Orchidaceae ...............................................................................................................103 Oxalidaceae ............................................................................................................109 Passifloraceae ..........................................................................................................111 Piperaceae ................................................................................................................113 Plantaginaceae ............................................................................................................118 Podostemaceae ......................................................................................................119 Polygalaceae ...........................................................................................................120 Polygonaceae .........................................................................................................123 Polypodiaceae ..........................................................................................................123 Pteridaceae ................................................................................................................123 Quiinaceae (segundo APG IV, Ochnaceae) ..................................................124

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Rapateaceae ................................................................................................................137 Rhamnaceae ................................................................................................................140 Rutaceae ................................................................................................................141 Sabiaceae ................................................................................................................147 Sapindaceae ................................................................................................................148 Schrophulariaceae ..................................................................................................151 Selaginellaceae .....................................................................................................152 Simaroubaceae .....................................................................................................153 Siparunaceae ................................................................................................................154 Solanaceae ................................................................................................................159 Sterculiaceae (segundo APG IV, Malvaceae) ...........................................162 Symplocaceae ........................................................................................................167 Theaceae ................................................................................................................169 Thymelaeaceae ....................................................................................................170 Tiliacea (segundo APG IV, Malvaceae) ........................................................171 Trigoniaceae ................................................................................................................172 Turneraceae (segundo APG IV, Passifloraceae) .......................................174 Ulmaceae ................................................................................................................174 Velloziaceae ................................................................................................................174 Verbenaceae ................................................................................................................175 Violaceae ................................................................................................................176 Viscaceae (segundo APG IV, Santalaceae) ..............................................177 Vitaceae ................................................................................................................179 Vochysiaceae ................................................................................................................179 Xyridaceae ................................................................................................................186 Zygophyllaceae ........................................................................................................192 Referências ............................................................................................193

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Introdução Tipos nomenclaturais de um herbário são espécimes (exsicatas) que foram utilizados para descrever pela primeira vez um táxon para a Ciência. Assim sendo, tornam-se, juntamente com a obra prínceps, a documentação que comprova o reconhecimento científico de um táxon. Dessa forma, os tipos nomenclaturais tornam-se fundamentais para os estudos botânicos, pois são consultas obrigatórias durante o desenvolvimento de trabalhos taxonômicos. O IAN, herbário atualmente sob a responsabilidade da Embrapa Amazônia Oriental, está localizado no Município de Belém, PA. Fundado em 1945, pelos botânicos João Murça Pires e William Archer, conta, até o presente, com um acervo de 192 mil exsicatas; coleção de tipos com aproximadamente 3 mil exemplares; xiloteca formada por 8 mil amostras de madeira; fototeca com 30 mil fotografias de tipos; carpoteca com 700 frutos desidratados e 289 em meio líquido, 321 flores em meio líquido, sementes de 191 coletas, 54 plântulas em meio líquido e 65 desidratadas. Renomados botânicos contribuíram para a formação desse patrimônio científico, como G.A. Black, D.C. Daly, A. Ducke, R. de L. Fróes, A.M.F. Glaziou, J.M. Pires, G.T. Prance, dentre outros. Dada sua importância histórica e científica, esse herbário encontra-se em processo de organização para localizar, por meio de pesquisa na literatura específica, tipos nomenclaturais que existam no acervo, com objetivo de classificá-los e divulgar sua localização visando subsidiar estudos taxonômicos. O presente trabalho é o quarto volume que trata dos tipos nomenclaturais do IAN. Na apresentação deste, optou-se por manter a classificação em nível de família, segundo o mesmo sistema que é utilizado nesse herbário, ou seja, Engler. Entretanto, em caso de divergência com APG IV (THE ANGIOSPERM PHYLOGENY, 2016), acrescentou-se, entre parênteses, ao lado do nome da família, a classificação adotada por esse grupo. Dessa forma, o presente trabalho contem 780 espécimes pertencentes a 514 táxons das seguintes famílias: Anemiaceae (2 táxons); Apocynaceae (2); Gnetaceae (1); Malpighiaceae (55); Malvaceae (8); Marantaceae (9); Melastomataceae (79), Menispermaceae (17); Monimiaceae (3); Myrsinaceae (4); Myristicaceae (8); Myrtaceae (46); Nyctaginaceae (2); Nymphaeaceae (1); Ochnaceae (13); Olacaceae (08); Orchidaceae (19); Oxalidaceae (2); Passifloraceae (2); Piperaceae (18); Plantaginaceae (2); Podostemaceae (2); Polygalaceae (9); Polygonaceae (1); Polypodiaceae (2); Pteridaceae (1); Quiinaceae (31); Rapateaceae (8); Rhamnaceae (2); Rutaceae (19); Sabiaceae (5); Sapindaceae (9); Scrophulariaceae (6), Selaginellaceae (1); Simaroubaceae (3); Siparunaceae (8); Solanaceae (2); Sterculiaceae (10); Symplocaceae (5); Theaceae (2); Thymelaeaceae (2); Tiliaceae (5); Trigoniaceae (8); Turneraceae (1); Ulmaceae (1); Velloziaceae (5); Verbenaceae (2); Violaceae (2); Viscaceae (12); Vitaceae (1); Vochysiaceae (27); Xyridaceae (20) e Zygophyllaceae (1). Todas as imagens dos 13

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exemplares contidos neste trabalho encontram-se disponível no site da Embrapa1 e na página do JSTOR2 . Metodologia Utilizou-se a mesma metodologia adotada no primeiro, segundo e terceiro volume dos tipos nomenclaturais do IAN (MARTINS et al., 2006, 2012, 2015a, 2015b, 2015c), a qual constou das seguintes atividades: • Levantamento, no herbário, dos espécimes que continham alguma informação (n. var., n. sp., tipo, etc.) que indicasse se tratar de um provável “tipo” nomenclatural. • Espécimes coletados anteriormente à data de publicação do respectivo táxon foram separados como prováveis tipos. • Consulta às obras de referência para a localização dos trabalhos originais. • Cada exemplar separado como provável tipo teve seu status conferido na obra prínceps do respectivo táxon. • Caracterização dos “tipos” fundamentada nos protólogos e nos dados contidos nas etiquetas (schedulae) de acordo com o Código Internacional de Nomenclatura para algas, fungos e plantas (MCNEILL et al., 2012). • Organização dos dados obedecendo à seguinte ordem: família [segundo Engler, entretanto, em caso de divergência com APG IV ( THE ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP, 2016), acrescentou-se, entre parênteses, ao lado do nome da família, a classificação adotada por esse grupo], nome científico, autor abreviado segundo Brummitt e Powell (1992), citação abreviada da obra prínceps de acordo com Taxonomic Literature (STAFLEU; COWAN, 1983) e dos periódicos segundo Botânico-Periodicum-Huntianum (LAWRENCE et al., 1968) e Botanicum-Periodicum-Huntianum/ Supplementum (BRIDSON; SMITH, 1991), transcrição da citação do “tipo” como consta na obra prínceps, sigla do herbário, transcrição das etiquetas (schedulae). A caracterização dos tipos apresentados foi baseada nos nomes escritos nas etiquetas do herbário, não se discutindo sobre a aplicação correta dos nomes, que podem ser sinônimos ou não. 1 http://brahms.cpatu.embrapa.br/ 2 https://plants.jstor.org/ 14

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Resultados Anemiaceae 1.Anemia blackii Brade, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 18:25. 1965. “Habitat: Brasil. Território do Rio Branco, Rio Mucajaí, Serra do Trunfo; em sombra de pedras. Leg. G.A. Black Nº 13542. 15-IX.1951. TYPUS: Herbário do Instituto Agronômico do Norte, Belém – Pará. Nº 71.890 (Fragmento no Herbário Brade).” IAN 71890 – Holotypus Sched.: “Plantas da Amazônia, Território do Rio Branco, Rio Mucajaí, Serra do Trunfo, G.A. Black 51-13542, 15 de setembro de 1951. Em sombra de pedras.” 2.Anemia dardanoi Brade, Bol. Técn. Inst. Agron. N. 36:127. 1959. “Habitat: Brasília. – Estado do Pará, Monte Alegre, campo, km 11 estrada C. A. M. P. Beira úmida pequeno córrego. Leg. A. Lima nº 53-1459, 9/5/1953. – “Typus”: Herbário do Instituto de Pesquisas Agronômicas (IPA), Dois Irmãos, Recife, Pernambuco et Herbarium A. C. Brade.” IAN 80953 – Isotypus Sched.: “Instituto de Pesquisas da Agronômicas, Pará, Monte Alegre, Campo km 11, estr. C.A.N.P. Beira úmida da peq. Córrego, D.A. Lima 53-1459, 9 de maio de 1953.” Apocynaceae 3.Aspidosperma eteanum Markgr., Notizbl. Bot. Gart. Berlin-Dahlem 12(113):297. 1935. “Nordbrasilien: Pará, Serra de Almeirim, Urwald (blühend am 24. August 1918 – Ducke [Hb. Rio de Jan.] n. 22445) – Oriximiná am unteren Trombetas (blühend am 23. November 1907 – Ducke [HB. Rio de Jan.] n. 22443) – Amazonas, parintins, im nicht übersch wemmbaren Wald am See Uaicurapá (blühend am 6. September 1932 – Ducke n. 24573).” IAN 50535 – Isotypus Sched.: “Pará, Serra de Almeirim, mata da Chapada, A. Ducke s.n., 24 de agosto de 1918. Árvore grande, corola amarelada, flor cheirosa. Jard. Bot. Rio 22445.” Observação: Woodson (1951, p. 192) citou: “(T.: Ducke 22445!).” 4.Geissospermum excelsum Kuhlm., Arq. Inst. Biol. Veg. 2(1):89, tab. 7. 1935. “Crescit in silvis terris altis ad occidentem lacus Uaicurapá, Parintins, civ. Amazonas. Legit A. Ducke, 6-IX-1932; “carapanaúba” nominatur (H.J.B.R. nº 24.491).” 15

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