Pensar(es) n.º 22 - 2017

 

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Revista escolar do Agrupamento João de Araújo Correia - Peso da Régua

Popular Pages


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ensar(es) Revista Escolas | João de Araújo Correia Nº 22 - Junho 2017

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Índice Editorial A. Marcos Tavares Pensamentos de um... Carlos Carvalhosa Só Eu Ana Fernandes Dois corpos unidos Bárbara Queirós Liberdade política Inês A. e J. Montenegro Poeta da Lua Mariana Clérigo Um corte mais profundo Joana Machado Direitos dos animais B. Trindade, H. Marques, S. Augusto Coisas do destino Carlos Santana Igualdade e justiça João Morgado A hora prateada João Pedro Pereira Quero ser eu Cátia Coutinho Andar negro José Pedro Fonseca Clarim da Verdade Pedro Babo Talvez Ariana Lopes Devia olhar-te Fernando Fidalgo Especial Centro Escolar Alagoas Especial Centro Escolar Alameda Soltam-se as Palavras João Rebelo 02 03 04 05 06 08 09 10 12 13 14 15 16 17 20 21 22 26 30 32 35 36 38 39 40 41 43 44 45 46 47 49 50 51 52 53 54 56 João Lobo Antunes Pedro Miranda Quarto Azul Luísa Mamede A dimensão religiosa do humano A. Marcos Tavares Eutanásia Patrícia Fernandes About Today José Artur Matos Quem sou eu? Conceição Dias A vida - conto de fadas? Daniela Silva Quero tempo Manuel Ferreira Amar Diana Ferreira Pensamentos noturnos Gabriela Pinto Pensamento Luísa Chambel Gonçalves Grande edifício Rafaela Gonçalves Estás a olhar por mim Joana Santos A influência da imprensa Sandra Peres Dezembro Halys Meu Douro, meu rio Ana Raimundo Altos e baixos Ana Xavier Biodiversidade no Douro Sónia Lopes Homem do cesto Isabel Babo

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Editorial President-elect Donald Trump ( Photo Credit: Gage Skidmore via Flickr CC) Em defesa da dignidade humana 1. Assiste-se nos nossos dias a situações e a movimentos muito preocupantes. Quando se pensava que nas democracias ocidentais a interculturalidade tinha aprofundado a tolerância, vemos triunfar o populismo e os nacionalismos exacerbados. Mais preocupante ainda é que toda esta movimentação acontece no seio de democracias de referência, como são a americana, a inglesa e a francesa – todas elas historicamente abertas e cimentadoras de diálogo e de valores como a liberdade e a tolerância. Os argumentos de Trump, dos defensores do Brexit e da extrema-direita francesa de Marine Le Pen assentam em três eixos fundamentais: a identidade nacional, a segurança e o emprego. E para todos eles a perda da identidade, a insegurança e o desemprego devem-se aos imigrantes. Com estas premissas, a conclusão é logicamente avassaladora: há que fechar as fronteiras, construir muros, fechar-se na própria concha, abandonar compromissos com outros povos. Estamos muito próximos dos monstros de séc XX: o nazismo e o fascismo.Também agora se criam bodes expiatórios, que são sempre os outros – os diferentes, aqueles que não encaixam nos esquemas dominantes. Se antes eram os judeus ou os ciganos ou simplesmente os «não arianos», agora são os refugiados que procuram a Europa para fugirem das atrocidades da guerra e da fome, ou até os mexicanos que vêm «conspurcar os angélicos trumpianos». Parece-me que os donos do mundo não estão a compreender suficientemente esta situação paradoxal e alarmante: quem verdadeiramente desvirtua a identidade e atenta contra a segurança são aqueles que as querem preservar à sua maneira, por meios irracionais, insensatos e contrários à liberdade e à dignidade do ser humano. 2. Pela primeira vez, nos seus dezanove anos, a Pensar(es) integra no seu seio textos, trabalhos e atividades dos mais pequenos. São bem-vindos os alunos dos Centros Escolares das Alagoas e da Alameda! A. Marcos Tavares

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ensar(es) 3 Pesetnusdaamnetentdoesfdileousomfia Carlos Carvalhosa . Aluno do 11º E Quase que já me considero um filósofo. Digo isto, porque às vezes dedico o meu tempo a raciocinar sobre algum tema, ou a navegar na internet à busca de perguntas filosóficas para tentar deixar o meu professor de filosofia sem resposta, o que é tecnicamente impossível, pois ele é um homem cheio de cultura! Eu, baseando-me nas aulas de filosofia que tenho, tento adquirir conteúdo essencial para argumentar contra ele. Por mais que tente argumentar de acordo com certos filósofos, como Kant, Descartes, David Hume, entre outros, existe sempre um argumento que me contraria. Talvez filosofia seja isso mesmo, argumentar e contra-argumentar, procurar novos argumentos, ir em busca de novas fontes de conhecimento. É um caminhar constante na busca do saber. Filosofia não é só aquela coisa “chata” de argumentar, estar 90 minutos numa sala de aula a dar matéria. Na minha opinião, é mais que isso, é ver para lá da matéria. É pensar que todos nós viemos ao mundo com um objetivo, e nem sequer temos a certeza de quem foi o criador desse mundo. É por tudo em dúvida para chegar à razão, a princípios claros e distintos, que se apresentem indubitáveis. É saber que daqui a 10 ou 20 anos, a filosofia nos ajudou a tomar decisões, a traçar rumos e rotas, é saber persuadir e dissuadir, acima de tudo, é olhar pra nós mesmos e pensar:” A filosofia ajudou-me a tornar-me mais culto, a O Pensador, August Rodin (1840-1917) tornar-me melhor do que já era.” Para concluir esta minha reflexão, deixo aqui uma frase presente na obra “Os Maias” de Eça de Queirós: “Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com imaginação”.

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4 ensar(es) Só EU Ana Fernandes . Aluna do 10º E Por vezes sinto-me numa luta constante comigo mesma,com os meus pensamentos e opiniões.Sem perceber,entro em desafios interiores e só eu entendo... e sinceramente gosto disso...”só eu”. Só eu me conheço, só eu me entendo. Nasci sozinha e vou morrer sozinha. Não que seja antissocial, até gosto bastante de uma mesa cheia de bons amigos, mas, quando chegamos a casa, paramos um pouco, somos só nós. Os amigos, a família, os colegas são importantíssimos, sem dúvida, no entanto, o nosso interior, por muito sociais que sejamos, não o podemos partilhar com ninguém. O amor próprio vai muito além de não ter complexos com o corpo (por exemplo)...é gostarmos de nós, trabalhar todos os dias para nos conhecermos um pouco melhor. Eu gosto de mim e gosto de gostar de mim, e não tenho de me julgar egocêntrica ou egoísta por causa disso. Enfim, gosto disto de ser “só eu”. Me, Myself and I, Julija Jan

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ensar(es) 5 Dois corpos unidos Éramos dois corpos que se amavam Éramos tudo que os outros sonhavam Mas não era bem assim Eu virava as costas e ficavas melhor sem mim Dava-te tudo, e esse tudo parecia nada Tu consegues mas para mim ainda é difícil manter a calma Passam-se minutos, horas e dias Cada vez é mais complicado saber o que sentias Nas aulas de português a ler Camões Escrevo a pensar em ti e a falar com os meus botões Mas será que mereces asssim tanta importância? Tu não queres saber e eu continuo na ignorância Mas pensa, eu posso desaparecer Mas tudo que eu fiz por ti vais demorar a esquecer Bárbara Queirós. Aluna do 10ºA

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6 ensar(es) Liberdade política e obediência à lei Desobediência civil e objeção de consciência Inês Arcanjo e José Pedro Montenegro . Alunos do 10ºB Aliberdade política é a liberdade construída na sociedade politicamente organizada. Supõe a participação do cidadão na vida política,o seu direito a participar nos assuntos que dizem respeito à comunidade. Contudo,a liberdade política restringe o direito de lberdade de ação do indivíduo àquilo que é permitido por lei. Deste ponto de vista, a liberdade e a justiça deverão ser garantidas pelo Estado. Para Aristóteles, polis é o local de realização da liberdade dos indivíduos e a cidade será justa se os homens livres forem capazes de criar leis justas. John Locke, por seu lado, considera que o indivíduo só se torna verdadeiramente livre a partir do momento em que o Estado, por consentimento dos cidadãos, estabelece as regras e as leis que garantem a proteção dos seus direitos. Segundo as teorias contratualistas, celebrado o contrato social, e uma vez criadas as leis, temos obrigação de lhe obedecer. As leis, por princípio, devem ser justas e garantir os direitos dos indivíduos na sociedade. Mas, na realidade, constata-se que nem sempre assim acontece. Será, portanto, possível que o Estado, legitimado politicamente, possa não ser um Estado justo e que algumas leis possam ser injustas. Neste sentido, devemos perguntar se existem situações que possam justificar a desobediência à lei. Quando pensamos, por exemplo, em Estados em que impera a injustiça social, capazes de atentar contra os direitos fundamentais do ser humano ou de discriminar os seus cidadãos por motivos de género, de cor ou de religião, não temos dificuldade em aceitar como óbvia a desobediência civil. Uma outra situação pode acontecer quando determinada lei violenta claramente a consciência de uma pessoa, seja por convicções filosóficas, éticas ou religiosas. Neste enquadramento de relação entre liberdade política e obediência à lei, traçar-se-á uma breve reflexão sobre a desobediência civil e a objeção de consciência. A desobediência civil consiste na violação pacífica e pública da lei, com o objetivo de chamar a atenção para leis ou políticas injustas. Embora não seja reconhecida legalmente, a desobediência civil poderá, moralmente, justificar-se. Ela revela-se como um recurso adequado quando já não há meios legais para combater a injustiça e promover a mudança. Apesar de ser ilegal, não ameaça a maioria nem tenta coagi-la. Não praticando a violência e aceitando as sanções legais pelos seus atos, os que recorrem à desobediência civil manifestam tanto a sinceridade do seu protesto como o respeito pela lei e pelos princípios fundamentais da democracia. Mahatma Gandhi, Martin Luther king e Aung San Suu Kyi são, a este tema, exemplos paradig-

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máticos da desobediência civil como resposta à injustiça e à desigualdade social. Mahatma, lutou pela independência da Índia, manifestando -se pública e pacificamente contra a dominação colonial britânica. Martin Luther King opôs-se, através da desobediência civil, à segregação racial nos USA. Aung San Suu Kyi, fundadora da Liga Nacional para a Democracia na Birmânia, ao longo das últimas décadas tem defendido uma política de não-violência e recorreu à desobediência civil contra o regime militar de Myanmar. Todavia, a desobediência civil tem sido bastante contestada. Eis algumas das principais críticas: - a mudança deve ser realizada por meios legais; - a desobediência civil constitui um ataque à democracia; - a desobediência civil pode conduzir à anarquia. A desobediência civil é, no entanto, o modo mais natural de os grupos marginalizados poderem manifestar o seu descontentamento. Em seu favor podem apresentar-se os seguintes argumentos: - os meios legais muitas vezes não são operacionais e prolongam-se bastante no tempo; - não é admissível que o governo da maioria (democracia) tenha o poder legal de marginalizar a minoria; - a desobediência civil, tal como os exemplos da história indicam, pode contribuir mais para a estabilidade da sociedade do que para a sua anarquia. Uma outra objeção pode apontar-se aos críticos da desobediência civil que partam do pressuposto contratualista de que o Estado é o resultado de um acordo ou contrato que legitima o poder e que, portanto, seria incoerente desobedecer-lhe. Se o contrato é realizado por todos os indvíduos que cedem alguns direitos para retirar outros benefícios, a questão que se coloca agora é: que benefícios retiram desse Estado os grupos marginalizados? Se não retirarem os benefícios esperados, então o contrato perde a sua legitimidade e nesse sentido já não se tratará, em última instância, de desobediência civil. A objeção de consciência, por seu lado, é a recusa de cumprir uma prescrição legal, cujas conse- ensar(es) 7 quências são consideradas contrárias às próprias convicções ideológicas, morais ou religiosas. A objeção consiste na recusa, por parte do indivíduo, por motivos de consciência, de se submeter a um comportamento que, em princípio, seria juridicamente exigível (quer a obrigação provenha diretamente de uma norma, quer derive de um contrato). O objetor pretende omitir um comportamento previsto pela lei e pede que tal omissão lhe seja permitida. A objeção de consciência, entendida em sentido rigoroso, não põe em questão a lei enquanto tal, embora implicitamente denuncie a sua imoralidade, nem constitui um programa articulado de resistência ou contestação (dissensão ou desobediência civil). Característica saliente da objeção de consciência é o assumir, em primeira pessoa, sem envolver outros sujeitos, as consequências que derivam da objeção. A objeção de consciência consiste em afirmar o primado da consciência em relação à autoridade e à lei, o direito do indivíduo a avaliar se o que lhe é pedido é compatível com os princípios morais em que sente dever inspirar o seu comportamento. Juridicamente, a objeção de consciência prevê: - a obrigação de adotar um determinado comportamento previsto por uma lei; - a existência de um valor fundamental não respeitado pela mesma lei e que se encontra, relativamente à lei, numa relação de causalidade (conexão causal); - a isenção, por parte da lei, da obrigação de adotar tal comportamento. Tal estatuto aplica-se às normas jurídicas específicas que o prevêm e que, em geral, se referem: - à obrigatoriedade do serviço militar; - à experimentação animal; - à interrupção voluntária da gravidez; - às práticas de reprodução assistida. Podemos concluir que a desobediência civil é uma forma de protesto político, feito pacificamente, geralmente por uma comunidade de cidadãos que pretendem denunciar leis injustas, enquanto que a objeção de consciência consiste na recusa por parte do individuo. por motivos de consciência, de se submeter a um comportamento, que em principio seria juridicamente exigível.

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8 ensar(es) 3ºConcEusrspoeLcitiearlário SPecOunEdSárIiAo Poeta da Lua Podem chamar-me louca A verdade é que o sou. Só viver é uma loucura Mas eu nem no mundo estou…. Sinto-me um pouco estranha, Sinto que mal sei amar, Preciso de um copo de sonhos, Preciso do meu luar! Suspiro a falta de alguém, Suspiro pelo amor, Preciso de respirar paixão, Preciso de um sonhador Talvez poeta pintor, Ou então um pintor em verso… Um lunático, louco Em magia submerso. Alguém que realidade E sonho consiga distinguir Mas, que na sua verdade, Os prefira confundir. A lua é o meu céu, Lá, loucura é normal Por isso procuro «o louco» Pois da lua é natural… Mariana Clérigo. Aluna do 10ºC

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ensar(es) 9 Um corte mais profundo Joana Machado . Aluna do 9ºB Os cortes são o refúgio de muitos. Muitos se cortam, pois acham que a lâmina ou a faca são um alívio para os seus problemas. Acham que a dor e o sangue será a melhor solução. Eis a história de uma menina que nunca pensara observar o sangue a escorrer-lhe pelos braços, mas observou. Era uma tarde de verão, o sol brilhava por fora das persianas fechadas. Kristian estava na sala, olhando o sol pelas frinchas abertas da persiana. Kristian era uma rapariga de cabelos curtos e lisos, castanhos cor de chocolate, os seus olhos eram brilhantes, de igual cor, os lábios rosados e carnudos e o corpo magro. Kristian chorara a tarde inteira, e mantinha-se sem comer o dia todo. Muito fraca e frágil, e com pensamentos a atormentarem-lhe a mente, a pobre menina teve como primeira reação automutilar-se. Correu até à cozinha e pegou delicadamente numa faca. Caminhou novamente para a sala e fechou a porta, apesar de não estar ninguém em casa. Kristian observava a faca, as lágrimas escorriam-lhe pelo rosto. Fechou os olhos e passou a lâmina pelo braço. Abriu os olhos e viu o seu braço com o corte, sentiu-se aliviada e não sentia o ardor da abertura na pele. Passou novamente a faca no braço. Kristian parou de chorar, ficou no chão da sala, olhando o teto e imaginando a sua vida sem aquele momento. A partir daí, a faca passou a ser a sua melhor companheira…

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10 ensar(es) Direitos dos animais Maria Beatriz Trindade, Helena Marques, Sofia Augusto . Alunas do 10º E Adefesa dos direitos dos animais ou da libertação animal constitui um movimento que luta contra qualquer uso de animais que os transforme em propriedades de seres humanos, ou seja, meios para fins humanos. A visão dos defensores dos direitos animais rejeita o conceito onde os animais são meros bens capitais ou propriedade dedicada ao benefício humano. O conceito é frequentemente usado de forma confusa com a posição do bem-estar animal (ou bem-estarismo), que acredita que a crueldade empregada em animais é um problema, mas que não lhes dá direitos morais específicos. Alguns ativistas sustentam a ideia de que qualquer ser humano ou instituição que modifica animais para alimentação, entretenimento, cosméticos, vestuário, vivissecção ou outra razão qualquer vai contra os direitos dos animais se possuírem a si mesmo e procurarem os seus próprios fins. A defesa dos direitos dos animais fundamenta-se em diferentes pontos de vista filosóficos: a posição baseada em direitos tem como seu representante pioneiro o filósofo Tom Regan. A teoria de Regan sobre a inclusão de não-humanos na comunidade moral tem como base a noção de animais como "sujeitos-de-uma-vida". Segundo Regan, os direitos morais dos humanos são baseados na posse de certas habilidades cognitivas. Essas habilidades seriam certamente compartilhadas por alguns animais não-humanos, tais como mamíferos com pelo menos um ano de idade. Sendo assim, ao menos estes animais deveriam ter direitos morais semelhantes aos humanos. Existe também um movimento, a que se pode

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chamar um estilo de vida que respeita os direitos animais e ambientais: o Veganismo. Por razões éticas, os veganos são contra a exploração dos animais e do meio ambiente. Excluem da sua alimentação carnes e enchidos, lacticínios, ovos, mel e derivados, frutos do mar e quaisquer alimentos de origem animal. Podemos concluir que os animais são seres vivos e por isso têm direito à vida. Os animais têm direitos próprios, mas muitos não são respeitados. Não concordamos com o que as pessoas fazem aos animais, por exemplo no circo, onde domesticam os animais e os maltratam com chicotadas para seu benefício próprio. Também não concordamos com o abandono dos animais. Ninguém é obrigado a gostar de animais, mas todos devíamos respeitá-los. Para concluir apresentamos os seguintes direitos constantes da Declaração Universal dos Direitos Animais, formulada pela UNESCO em Bruxelas, no dia 27 de Janeiro de 1978: 1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida. ensar(es) 11 2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem. 3 - Nenhum animal deve ser maltratado. 4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat. 5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado. 6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor. 7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida. 8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais. 9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei. 10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

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12 ensar(es) Coisas do Destino Não foi premeditado, Foi o destino que agiu, Naquela nossa amizade Algo mais forte surgiu. Até tentei mudar, O que sinto por ti, Mas por muito que eu tentasse Ainda não consegui. Não quero fazer má figura Mas paixão é assim, Não se escolhe nem esquece, Quando o coração falou que sim. Enquanto estou contigo Esqueço-me do resto do mundo, Apenas com um sorriso Fazes-me feliz num segundo. Tu dás-me tranquilidade A vida que sempre quis A sensação de novamente Voltar a ser feliz. Pode ser que o destino Nos junte novamente Para como num livro romântico, Vivermos felizes para sempre. Carlos Santana. Aluno do 11ºE

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ensar(es) 13 Igualdade e Justiça João Morgado . Aluno do 10ºB Adesigualdade social é o fenómeno onde alguns indivíduos são privilegiados dependendo do seu género, etnia, religião, orientação sexual, etc. Apesar de terem sido feitos progressos significativos nas últimas décadas, este problema está bastante presente na nossa sociedade. Como é óbvio, os seres humanos não são todos iguais, possuímos todos características diferentes. Estas diferenças até acabam por ser vantajosas, dado que tornam a cooperação entre pessoas mais eficaz. Podemos definir a igualdade como um valor ético, que diz que todos os indivíduos possuem direito de se realizar enquanto pessoas, e como um objetivo político, onde todos os cidadãos são vistos como iguais perante a lei. No entanto, estes conceitos não são suficientes para compreender totalmente a definição de igualdade. Como é que é possível alcançar a igualdade se somos todos diferentes? Como é possível repartir bens, encargos e cargos políticos de forma justa? Uma distribuição absolutamente igualitária do dinheiro levantaria muitos problemas. As pessoas gerem o dinheiro de formas diferentes. Enquanto que umas iam gastar o seu dinheiro, outros guardariam o seu, voltando assim a criar-se uma situação desigual. Se houvesse uma distribuição igualitária do dinheiro, não haveria nenhum incentivo para as pessoas desempenharem as suas tarefas com eficácia, visto que receberiam o mesmo independentemente da quantidade de tra- balho. Outro argumento contra este método de distribuição é que há indivíduos que necessitam mais do dinheiro. Uma pessoa que sofre de uma doença e precise de um tratamento caro precisa mais do dinheiro do que um indivíduo saudável. Um ponto de vista igualitarista defende que os cidadãos têm as mesmas oportunidades no mercado de trabalho. No entanto, ainda é comum as profissões de destaque serem ocupadas maioritariamente por homens. Para combater este problema, foi proposta a discriminação positiva. Este processo favorece as pessoas que anteriormente foram vítimas de discriminação, tentando assim tornar a sociedade menos desigual. Um exemplo da discriminação positiva é a lei da paridade, que obriga a que um terço dos membros de uma lista política seja do sexo feminino. A discriminação positiva tem sido alvo de algumas críticas. Há quem considere que promover a desigualdade é injusto e não deve ser praticado. Também pode causar ressentimento, pois isto permite que haja situações onde se dá prioridade a uma pessoa com qualificações inferiores pelo facto de ser do sexo feminino. Em conclusão, a nossa sociedade ainda apresenta vários problemas de desigualdade. A igualdade absoluta é um objetivo irrealista, havendo poucas ou nenhuma maneira de ser verdadeiramente aplicado. A discriminação positiva, apesar de parecer um bom método para tentar igualar a sociedade, apresenta alguns aspetos negativos.

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