jornal Domus Nostra 2016/17

 

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jornal Domus Nostra 2016/17

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ano 2017 2 Lanternas A Lanterna d nomus ostra residência de estudantes universitárias Festa da Família 21 de maio A Lanterna pág. 1 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna pág. 2 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna Índice Editorial | Madalena Lopes Quem diria... | Beatriz Cid Pensamentos profundos de uma Finalista | Andreia Miranda O encanto de cada recanto do nosso canto | Rita Vilar da Mota E já se passaram 6 anos | Cátia Arantes Viagem transatlântica… | Ana Teresa Milho A família e a Ana | Da família da Ana Teresa Milho Quando a Luz se Apaga nas Janelas | Daniela Espadinha A Nossa Casa | Mãe e Pai da Daniela Espadinha Olá! | Carolina Teixeira Acolhimento | António Teixeira e Guilhermina Matos Saudade | Maria Moreira “No meu tempo” | Inês Abundância Abrir os teus olhos à boa luz de Lisboa O meu primeiro dia | Inês Margarida Carvalho Natal na Domus O Natal | Catarina Negrão Receção à Caloira: Domus e Colégio PIO XII As Janeiras na Domus Páscoa na Domus A minha experiência na Domus Nostra | Luciana C. Limeira A Warm Welcome | Ines Ayadi O trabalho investigador na Domus Nostra | Beatriz Peralta García O meu caminho na Domus Nostra | Natália Hoska Da Domus a Erasmus | Sofia Mendes A Domus Nostra foi a uma oração de Taizé | Margarida Bernardo 20 minutos com Deus Juventude em acção … algo mais em nossas vidas | Sofia Ribeiro e Lara Machado Conversa puxa conversa | Maria Manuel Costa Centenário das Aparições em Fátima “Como o sol” | António Reis pág. 3 | www.domusnostra.net 2016/17 | Pág. 4 6 7 8 10 11 12 14 15 16 18 19 21 22 23 24 26 27 28 29 30 30 31 34 35 37 38 39 40 41 42

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A Lanterna Editorial A riqueza do caminho feito e a necessidade da luz para dar continuidade ao já percorrido caminho, "a riqueza do limite", talvez tenha condicionado a escolha do símbolo, “A lanterna”, para marcar esta etapa das finalistas, a recordar para sempre: Ana Milho, Ana Pinto, Andreia Miranda, Beatriz Cid, Carolina Teixeira, Cátia Arantes, Daniela Espadinha, Helena Costa, Inês Abundância, Rita Mota. A luz, os raios de luz… são refletidos por todas as superfícies que não sejam negras ou opacas. A luz é infinita, é “substância” possível de ser conquistada, depende apenas da forma como somos humanizados. Ela está sempre disponível para nos preencher, para isso, dependemos de constantes transformações, a partir do conhecimento e do próprio discernimento. “Há humanos que são como as velas, sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros”, citando o Padre António Vieira. Também Erich Fromm diz que “a principal missão do homem, na vida, é dar luz a si mesmo e tornar-se aquilo que ele é potencialmente”. E, nada ou pouco tudo isto seria se não fosse para chegar à felicidade. Para Henri Lacordaire a felicidade é simplesmente uma questão de luz interior. Num percurso académico mais ou menos longo, a experiência mais comum situa-se entre o sucesso e o limite. A propósito do limite, sempre a revelar-se em qualquer etapa da nossa vida, a história da origem da Pérola é muito ilustrativa para compreendermos o lugar e a importância do limite, das feridas e das sombras. Lendo com atenção a origem da Pérola. A Pérola nasce da dor. Nasce quando uma ostra é ferida. Quando um corpo estranho- uma impureza, um grãozinho de areia-penetra no seu interior e a habita, a concha começa a produzir uma substância (a madrepérola) com que o cobre para proteger o seu corpo invadido. pág. 4 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna No fim, ter-se-á formado uma bela pérola, brilhante e valiosa. Se não for ferida, a ostra nunca poderá produzir pérolas, porque a pérola é uma ferida cicatrizada. Quantas feridas temos dentro de nós, quantas substâncias impuras nos habitam? Limites, debilidades, incapacidades, inadequações, fragilidades psicofísicas... E quantas feridas nas nossas relações interpessoais? Para nós, a questão fundamental será sempre esta: o que fazemos com elas? Como as vivemos? A única via de saída é envolver as nossas feridas com aquela substância cicatrizante que é o amor. “O amor é uma luz que não deixa escurecer a vida”. Camilo Castelo Branco. Esta é a única possibilidade de crescer e de ver as nossas impurezas tornarem-se pérolas. A alternativa é cultivar ressentimentos contra os outros pelas suas debilidades e atormentarmo-nos a nós mesmos com permanentes e devastadores sentimentos de culpa por aquilo que não deveríamos ser e por aquilo que não deveríamos sentir. Que pertinente foi a escolha do símbolo da lanterna! A todas desejo que sejam aquela luz que vos transforma em Pérolas para o mundo. Madalena Lopes pág. 5 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna Quem diria... Já se passaram três anos... parece que foi ontem que fui visitar a Domus ainda na incerteza do que queria, qual o curso a que iria concorrer, qual o caminho que estava à minha espera... Mas depressa a incerteza passou e Setembro chegou... Uma nova vida se esperava, sair de casa, viver sozinha numa grande cidade, conhecer novas pessoas, traçar o meu futuro... Existia um nervosismo em todos os pensamentos e palavras e uma grande ansiedade em todos os passos... Um certo domingo do mês de Setembro, há três anos atrás, uma porta se abriu e uma nova fase da vida começou... Atrás da porta do 412 que se abriu, alguém me esperava e essa foi sem dúvida, a primeira pessoa que cruzou o meu percurso em Lisboa. Mas enfim... sempre se diz que tudo o que é bom acaba depressa, três anos chegaram ao fim... é com uma lágrima no canto do olho que fecho a porta do 405, que fecho a porta da Domus Nostra, com a plena certeza de que a minha missão foi cumprida e que neste quarto e nesta casa deixo um bocadinho de mim e levo comigo amigas, alegrias, inúmeras gargalhadas, diversas idas ao cinema, recordações e conversas para a vida. Contudo, o meu percurso não terminou, uma nova etapa me espera e para isso é necessário uma lanterna, é necessário luz que ilumine o meu caminho e que me ajude a traçar os meus próximos passos... ... Mas espero voltar um dia a esta casa, à minha casa de três anos e sentir-me novamente uma caloira que a Lisboa chegou e que por detrás de uma porta, a família Domus encontrou... Beatriz Cid Finalista de Gestão de Recursos Humanos/Elvas pág. 6 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna Pensamentos profundos de uma Finalista Acabo agora o curso. Seis anos de memórias, histórias e emoções. E uma cidade nova. E uma casa nova. Lembro-me de chegar, já de noite, conhecer as caloiras e ainda do entusiasmo de vir para Lisboa e estudar Medicina. Sinto que passou tudo a voar e lembro-me de me queixar de não ser rápido o suficiente. Sinto que cresci muito e sou agora uma pessoa mais descontraída e feliz. A Domus Nostra fez parte de um percurso que já vai deixando saudades. Fiz amizades para a vida, e houve sempre alguém para conversar ou tirar dúvidas; comida sempre boa e companhias ainda melhores. No meu desarrumado recanto, sempre rodeada de pessoas com quem ri muito e passei momentos que ficarão comigo para sempre. Aproveito aqui para agradecer a todas as pessoas com quem me cruzei durante estes 6 anos; nesta casa conheci pessoas de todos os cantos de Portugal e do Mundo. Um obrigado às funcionárias sempre prestáveis (um beijinho especial para a D. Maximina, D. Júlia e D. Deolinda) e às minhas amigas, que recordo sempre com carinho. Obrigada ainda à nossa diretora Madalena, uma amiga sempre presente. Chega a hora de partir e deixo a Domus para trás, de coração cheio. Com a certeza de que quando por cá passar, direi: Já fui muito feliz aqui! P.S.: Caloiras, aproveitem bem estes anos! Boa sorte para todas e beijinhos, Andreia Miranda Finalista de Medicina/Braga pág. 7 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna O encanto de cada recanto do nosso canto Há datas que mudam a nossa vida. Uma notícia muito inesperada pode-se tornar avassaladora. Todos os planos que temos em mente durante meses, ou até mesmo anos, podem-se tornar inconcretizáveis e, repentinamente, o futuro tornar-se demasiado incerto. Há datas que mudam a nossa vida. O dia 17 de setembro de 2011 foi, sem dúvida, para mim um dia fatídico. Juro, nunca imaginei que fosse possível chorar tanto até ao momento em que recebi a notícia de que, apesar de ter entrado no curso que sempre vi como única opção, tinha entrado numa universidade quase 400km ao lado da que tinha em mente. Era algo que nunca tinha imaginado: ficar separada por horas e horas de viagem de todos de quem gostava, numa cidade gigante (aos olhos de quem viveu sempre na bela e singela Viana). Senti-me sozinha, não conhecia uma única pessoa em Lisboa. Por múltiplos motivos, a Domus Nostra pareceu ser uma boa opção para alguém como eu. Admito que, nos primeiros meses, passei muitas horas no terraço. Não só para telefonar aos meus entes queridos, mas principalmente para observar o mundo à minha volta e o mundo dentro de mim. Para refletir, para perceber o quão sortuda era e para dar valor ao que tinha. O terraço sempre foi o meu cantinho preferido da nossa casa mas, ao longo do tempo, fui encontrando cantinhos bem melhores. Os quartos, os corredores, as escadas, o refeitório, as salas de estudo… Qualquer lugar onde estivesse a criar verdadeiras amizades. Foram estas que me fizeram apaixonar verdadeiramente por Lisboa (apesar de esta cidade ter uma beleza pág. 8 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna nata!), que construíram a minha segunda casa. Jamais esquecerei as “diretas” passadas a conversar (ou a fazer trabalhos para o dia seguinte), os desabafos, os abraços nos momentos mais desesperantes, as sessões de cinema e de karaoke e, principalmente, o Doce da Costa! Há datas que mudam a nossa vida. Há quase 6 anos atrás, diria que o dia 17 de setembro de 2011 foi dos dias mais infelizes da minha vida. Hoje, digo que o dia 17 de setembro de 2011 foi dos dias mais felizes da minha vida. Há pessoas que mudam a nossa vida. E, agradeço a todas as que mudaram o meu presente, o meu futuro e, o mais difícil de tudo, o meu passado. Sim. Demonstraram que é possível transformar (quase como por magia) momentos mergulhados em tristeza em momentos muito felizes. Obrigada! pág. 9 Rita Vilar da Mota Finalista de Medicina/Viana do Castelo | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna E já se passaram 6 anos Parece que ainda ontem recebi com tristeza e desalento a notícia que tinha acabado de entrar na Faculdade de Medicina de Lisboa, a terra mais longínqua onde poderia realizar o meu sonho. Com muitas dúvidas, receios e medos lá rumei a caminho da capital ainda sem saber onde iria morar. Já não sei bem como encontrei a Domus Nostra e após a visita inicial achei que seria mesmo ali que iria passar pelo menos os meus primeiros tempos. O tempo foi passando e passando e acabei por permanecer nesta minha segunda casa durante 6 anos. Ainda me lembro bem do primeiro dia em que nós as 9, sim 9, caloiras de Medicina do Santa Maria nos encontramos na porta para juntas percorrermos o curto caminho até à faculdade. Foi na Domus que encontrei a calma, o carinho, a amizade e a tranquilidade de que sempre precisei. Foi aqui que vivi alguns dos melhores momentos da minha vida com aquelas que hoje são as “minhas girls”. Foi aqui que ri, chorei, cresci, venci, falhei e voltei a vencer. Foi aqui que passei horas e horas a fio a estudar quer fosse sozinha no meu 502 ou acompanhada na sala dos PC´s onde por vezes eram mais os doces em cima da mesa do que os livros. Foi aqui que me perdi nas horas de conversa ao jantar ou nos corredores onde íamos contando como tinha sido o dia e coscuvilhando tudo o que se passava a nossa volta. Foi aqui que todos os anos vi chegarem e partirem várias raparigas de diferentes partes do nosso país e também do mundo. Principalmente foi aqui que conheci as melhores pessoas que Lisboa me podia dar, amizades que levarei para toda a vida, amizades de todos os cantos de Portugal incluindo ilhas, amizades que apesar da distância que já se começou a impor nestes últimos meses tem permanecido intactas. Por todos os momentos bons e menos bons, por me terem ajudado a crescer, por me fazerem feliz, por estarem sempre ao meu lado nesta longa caminhada que agora termina só vos te- nho a agradecer. MUITO OBRIGADA!!!! Um OBRIGADA também à Madalena e a todas as funcionárias desta casa por todo o carinho, dedicação e também alguns sermões ao longo destes 6 anos. Cátia Arantes Finalista de Medicina/Maia pág. 10 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna Viagem transatlântica… Faltam-me as palavras e aperta-se o coração. Não foi fácil.. mas, guardo na memória o dia em que acordei, olhei pela útima vez ao espelho do meu quarto, e pensei “Chegou a hora…” Dei por mim a atravessar o Atlântico para aquela que, seria uma das melhores aventuras da minha vida. Apesar disso, naqueles primeiros minutos e em todos os seguintes até hoje, senti um aperto no coração ao separar-me da minha família, ao lembrarme que não os ia ver todos os dias. E foi nesse preciso momento, aprendi que, muita coisa é resolvida com amor e um simples abraço. O abraço protege, ampara, vibra, renova, acalma. O abraço manda embora as mágoas, angústias e falhas e esbate as saudades. E assim sendo, esbocei o meu maior sorriso e multipliquei a minha vontade de vencer por cem e parti. De repente, dei por mim, numa nova casa, com novas caras, acabando por descobrir, pouco a pouco uma nova família. É a Domus, a esta casa tão “nossa”, que agradeço em primeiro lugar, por me proporcionar das melhores recordações que levo para a vida, e principalmente pelas melhores amizades. Guardo com o maior carinho a frenética animação do jantar, o cheiro a café e torradas pela manhã, os bons dias e sorrisos rasgados e as longas conversas ao lado de um chá ao fim da noite, bem como, todas as míticas na faculdade, noites de Santos e longos passeios pela baixa. Nesta caminhada, aprendi que nem sempre temos o que queremos, foi preciso sentir dor, para que eu aprendesse com as lágrimas, foi necessário o riso, para que eu não me enclausurasse com o tempo, foram precisas as pedras, para que eu construísse o meu caminho, foram fundamentais as flores, para que eu me alegrasse na caminhada, foi imprescindível a fé, para que eu não perdesse a esperança, e sobretudo foi pág. 11 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna Não desisti, nem parei de insistir, afinal uma Jurista não desiste em primeira instância, luta sempre até ao tribunal hierárquico superior. Aprendi que o latim é mais que uma língua, é todo um discurso articulado e coerente que raros são os que o conhecem, aprendi que andar de saltos e camisas não significa dia de festa, que estudar não tem lugar nem dia, acontece no avião, no fimde-semana, nos feriados e em dias de festa; e aprendi sobretudo que, quando tudo parece desabar e impossível, há uma força em nós que nos faz ultrapassar tudo e todos e surpreende-nos superando-nos a nos mesmos. Hoje, passados 5 anos e de coração cheio, posso dizer que há pessoas e lugares que irão para sempre ficar comigo. Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, para as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e rochas, e vê, mesmo à sua frente, um oceano, tão vasto, que pensa que, entrar nele nada mais é que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio tem então de se arriscar, entrando no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque só apenas aí, o rio se apercebe que não se trata de desparecer no oceano, mas sim de tornar-se Oceano. Um Obrigada de Coração cheio! Ana Teresa Milho Finalista de Direito/Madeira A família e a Ana Suporte, alicerce e sempre presente Desde que existe, quer em sonho quer efetivamente! O exemplo que seguiu A quem quis agradar em primeiro lugar Quem está sempre quando é necessário Onde vai buscar forças para o impossível A quem saberá sempre amar! Onde sempre que possível Recorrerá para buscar energia se necessário! Aos quais chama família Aqueles que esperam por ti na Ilha! A menina que nasceu no meio do Atlântico pág. 12 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna Um dia teve que deixar o seu lar Seguiu os passos do seu progenitor Aquele que sempre será o seu grande protetor ! Aqueles que nunca deixou de amar Sua falta em casa sentiram Assim como ela longe do seu conforto! Teve que trilhar o seu caminho Nem sempre tudo foi linear ou torto Nem sempre tudo foi como sonhou Mas na vida os que por nós passam Deixam algo de bom, algum ensinamento E isso é o que importa, pois o caminho é em frente! Na Domus aumentou o seu conhecimento As suas amizades O seu companheirismo e humanismo! A faculdade parece um trilho, outras um abismo Mas no fim ela luta e consegue Sabe que tem sempre o apoio de quem lhe ama O olhar atento da sua família Que está onde ela precisa , pronta e presente! Dizem que na vida temos o que precisamos Mas nunca deixamos de escolher Pois Deus deu-nos o dom de discernir E sempre poderemos decidir A quem amar e proteger A quem ajudar …! Menina amada e única Na tua família és e serás a primogénita O modelo dos mais novos Orgulho de todos nós! Da família da Ana Teresa Milho pág. 13 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna Quando a Luz se Apaga nas Janelas E agora as luzes apagam-se nas janelas. A Domus vai dormir. Ficam acordadas aquelas que gostam da noite para estudar e eu que no terraço contemplo as estrelas. Quando as portas da residência se abriram à minha chegada, o meu peito atou-se num nó apertado. O medo, o desconhecimento, a vida que queria continuar sem pensar se eu a podia acompanhar, tudo isto marcou a nova etapa que então estava para começar. Hoje, anos depois, a etapa que eu temia está para terminar. Não sei se me assusta mais o começo ou o fim, mas sei que me faz feliz. Nesses anos que aqui passei, fiz da Domus a minha segunda casa. Conheci pessoas, explorei lugares, ouvi histórias e sobretudo cresci. Agradeço a este lugar e a todos os que aqui passaram por fazerem parte da minha jornada. Todos foram, de certa forma, uma luz e uma guia, como as estrelas no céu. E esta alegria que trago está em saber que, se a luz da minha janela se apagar, haverá sempre alguém como eu que a reacenderá. Daniela Espadinha Finalista de Física/Portalegre pág. 14 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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A Lanterna A Nossa Casa Havia 18 anos em que a nossa casa, o nosso ninho estava cheio. Cheio de conversas, risos, alegrias, partilhas. Éramos quatro todos os dias, a todas as horas e com muita cumplicidade. Chegada a hora da saída ficámos apenas dois. As gémeas abriram asas e ganharam força para voar. A vida académica estava prestes a iniciar-se. A incerteza na procura de um novo espaço para elas foi sufocante. Nada se assemelhava, nem de longe, com o que pretendíamos para as nossas filhas. Queríamos que tivessem pelo menos o mínimo de condições e que o seu novo lar lhes desse paz e conforto além de condições para a nova etapa que se avizinhava. Encontrámos a DOMUS, por acaso, numa pesquisa na internet. Pareceu-nos algo de bom e uma hipótese a considerar. Marcámos uma visita e… fantástico tínhamos encontrado a “extensão” do nosso lar em termos de condições físicas. Não hesitámos e a escolha ficou feita. Ao longo do tempo verificámos que, em termos humanos, tínhamos feito a escolha ainda mais certa. As nossas filhas vivem numa família alargada, as vivências humanas têm sido muito gratificantes e é um prazer vê-las crescer como mulheres e como seres humanos orientadas e acompanhadas por nós e por quem com elas convive, todos os dias, na Domus Nostra. Hoje só posso agradecer o momento em que encontrei esta casa que acolhe as nossas filhas como se fossem suas e que tem as portas abertas às famílias, sempre que necessário. Obrigada Domus Nostra Mãe e Pai da Daniela Espadinha pág. 15 | www.domusnostra.net 2016/17 |

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