Agrupamento de Escolas Conde de Ourém

 

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História vai e vem

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Agrupamento de Escolas Conde de Ourém “História Vai e Vem” Elaborado no ano letivo 2015/2016 pelas turmas: • 5º A • 4º A /4º B do C. E. Santa Teresa • 5ºB • 4º A do C.E. Caridade • 5º C • CMI4/ CMI1 do C.E. Misericórdias • 5º D • ATG3 do C. E. da Atouguia • CEN3 do C. Escolar Ourém Nascente 1

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Naquele fim de tarde do mês de outubro, o vento soprava levemente e fazia rodopiar as folhas que se desprendiam das árvores, caindo nos passeios da rua do Pedro e da Inês. Eram tantas as folhas que já havia um tapete pintado das várias e bonitas cores do outono... Os dois amigos regressavam da escola, pisando aquele tapete – crac! crac! – com entusiasmo, pois a noite que já se anunciava seria muito especial. Mal chegaram a casa do Pedro, depois de abrirem a porta e terem pousado as mochilas junto ao bengaleiro da entrada, ficaram pasmados perante o que viram, mesmo à sua frente: Spike, o labrador brincalhão, trapalhão e medroso do Pedro, estava curiosamente disfarçado. Os meninos rapidamente perceberam o que tinha acontecido. Não é que o malandro tinha puxado a toalha branca da mesa da sala, que lhe caíra em cima! 2

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De seguida, ficou de tal maneira desorientado, que bateu no móvel onde se encontravam os óculos de sol do pai do Pedro. Como estes estavam mesmo no cantinho, aterraram milagrosamente na ponta do seu focinho, e agora estava ali aquela espécie de fantasma-turista de quatro patas, ganindo e cambaleando pelo corredor. - Então, Spike, já estás preparado para a grande noite de Halloween!? – gracejou o Pedro. 3 5º A

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O labrador brincalhão dá um salto de contentamento, fazendo cair a toalha de mesa que tinha sobre si. De imediato começa a rodopiar o dono, lambendo-o sem parar. Ao mesmo tempo ouve-se o seu ladrar, como se estivesse a dizer: “ Leva-me contigo!” Pedro e Inês tentaram acalmá-lo, fazendo-lhe muitas festinhas na barriga, enquanto a Inês dizia ao Pedro: - Temos de abrir uns pequenos buracos na toalha no sítio dos olhos, para o Spike não cambalear na rua. Pedro concordou com a amiga e começaram a pensar também nos fatos que iriam usar naquela noite. 4

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Durante uma boa meia hora ficaram ali pensativos com a cabeça às voltas, até que surgiu a ideia de irem de fantasmas-turistas como o Spike. Havia um problema: não podiam estragar mais toalhas de mesa, por causa de uma brincadeira. Foi então, que a jovem se lembrou que em casa da sua avó Florinda, havia no sótão uma arca de madeira com toalhas velhas. A avó vivia ali perto, ao fim da rua. CE Santa Teresa 4ºA 5

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Os dois amigos foram buscar as bicicletas e com o Spike, dirigiram-se para casa da avó Florinda. Entraram pelas traseiras e a Inês chamou pela avó, mas de repente, lembrou-se que ela tinha ido visitar uma amiga que estava doente. Dirigiam-se para o sótão quando ouviram alguém bater à porta. Inês correu para abri-la e o Spike começou a ladrar. Não estava lá ninguém, olharam para os lados mas nada viram. Voltaram a entrar, ainda um pouco assustados, pois a noite das bruxas aproximava-se e estavam sozinhos. Encaminharam-se para o sótão para ir buscar as toalhas, quando ouviram um barulho vindo precisamente de lá. 6

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Subiram as escadas cobertas de pó, deixando as suas marcas para trás… Rodaram a maçaneta coberta de teias, a porta rangeu. Pedro abriu a porta com cautela e espreitou sorrateiramente. Não viu nada, entraram, deram alguns passos e reparam que a janela estava aberta e as suas cortinas voavam com se fossem fantasmas. O Spike fugiu! Inês pegou nas toalhas, fechou a janela e saíram dali apressadamente. CE Santa Teresa 4º B 7

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Pedro e Inês, assustados, correram a sete pés em direção à mata onde decorria o concurso de figuras horrendas de Halloween. Enquanto caminhavam, um ruído, vindo das traseiras de uma casa abandonada, despertou-lhes a atenção. Curiosos, dirigiram-se ao local e à medida que se aproximaram cada vez mais, reconheceram o latido do Spike. 8

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Procuraram por todo o lado e encontraram-no dentro de um buraco fundo. O pobre bicho escavava, tentando sair daquela prisão, mas tudo em vão. Aflitos, os dois amigos procuraram algo que pudesse ajudá-los a salvar o cão. Revistaram todos os cantos da casa, e finalmente, no celeiro da velha casa, encontraram uma corda pendurada numa trave e sobre uma mesa uma lanterna enferrujada, que por sorte ainda funcionava. Satisfeitos com os achados, correram em auxílio do cão. 9

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Quando se aproximaram do local, Inês gritou ao ver um esqueleto com o Spike ao colo. - Calma meninos, sou eu, a avó Florinda! Não vos quero assustar! – esclareceu a avó. – Estou sempre pronta para ajudar. Inês que ainda não tinha recuperado do susto, nem queria acreditar, afinal a avó Florinda mais uma vez pregara-lhe uma bela partida. - Despachem-se, não querem participar no concurso? – perguntou a avó toda decidida. - Claro que queremos! Jamais perderíamos o concurso mais fixe, “mais cool” da cidade. – afirmaram as crianças todas entusiasmadas. 5º B 10

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Perante tal vontade decidiram pôr-se a caminho, todos quatro. O que eles nem sequer imaginavam era o que lhes iria acontecer quando caminhassem dentro da mata, que teriam de atravessar para chegar ao concurso. Mas antes de iniciarem o atribulado caminho, teriam de se mascarar com as toalhas que a Inês e o Pedro foram buscar ao sótão. Mas… como iriam fazer os seus fatos horrendos, pois a avó já era um esqueleto e o Spike um fantasma turista e com a pressa a Inês não trouxe, do sótão, toalhas brancas. E Eles??? - Tens alguma ideia Pedro? - Perguntou a Inês muito desanimada. - Não e nem consigo pensar em nada, depois do susto da avó Florinda. A avó começou a ficar preocupada com o desalento das crianças e começou a pensar numa forma de as ajudar. De Repente lembrou-se do velho baú que guardava debaixo da cama. 11

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- Meninos vamos voltar a casa. Apressem-se! – disse ela. Foram directamente ao quarto da avó. - Ó Pedro puxa aqui este baú. – pediu a avó de joelhos junto à cama, no que foi imitada pela neta. O Pedro puxou, puxou e puxou com tanta força que caiu de costas no meio das duas. A avó abriu o baú. - UAU! – gritaram as crianças ao mesmo tempo, pois ficaram maravilhadas. Lá dentro estava tudo o que era necessário para se mascararem. Então a avó pediu a toalha à Inês, que por acaso era roxa. Logo a avó pegou na tesoura, agulha, linha e dedal e no mesmo instante apareceu um horrível vestido de bruxa. Dentro do baú encontraram um chapéu preto, mesmo a dar com o vestido. Foi à chaminé buscar a vassoura da lareira e assim a Inês ficou pronta. 12

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Faltava o Pedro, que entregou a toalha verde à avó, esta pegou nela e com a mesma rapidez, fez um disfarce de Frankenstein para o menino. Estavam mesmo horríveis. Depois disto puseram-se a caminho da mata muito escura e passado pouco tempo, a lanterna avariou… C. E. Caridade 4º A 13

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- Aaaaah! – gritou a Inês, muito assustada, saltando para o colo da avó. - Acalma-te, Inês! Tudo se resolve. Se estivermos unidos, por perto e confiarmos uns nos outros, nada de mau pode acontecer. Nem no Dia das Bruxas, não é Pedro!? Ninguém respondeu, a não ser o piar sinistro de uma coruja que devia estar empoleirada em cima de uma árvore e o latido do medroso Spike. A avó e a neta ficaram muito preocupadas, arrepiadas de medo ao perceberem que o Pedro tinha desaparecido. - Pedro, Pedro, onde estás? O que elas não sabiam é que o menino tinha sido “raptado” por um vulto que lhe pôs a mão à frente da boca, para que não pudesse falar. 14

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Ao longe, ouviram um estrondo e, logo a seguir, avistaram um clarão. Desconfiaram que já estariam muito perto do local do concurso e que aquela luz era de um foguete que anunciava o início da festa de Halloween. Um som de folhas a serem pisadas fê-las olhar para trás. Dois grandes olhos vermelhos esbugalhados e sangrentos numa cara cadavérica fixavam-nas e dois braços compridos e com garras afiadas envolviam o Pedro que se debatia, tentando libertar-se. Foi então que a Inês reparou nas sapatilhas daquele ceifador, anunciador da morte. -Essas sapatilhas azuis com esse vermelho fluorescente ridículo não enganam! És tu, Ricardo!! 5º C 15

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