Revista Empresário Digital - Edição 176

 

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Revista Empresário Digital - Edição 176

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carta ao leitor DEFINA COMUNICAÇÃO VISUALão cheguei ontem ao nosso mercado. Assim, depois de anos realizando estudos sobre esse ambiente e me relacionando com as principais mentes da área no Brasil (além de algumas celebridades internacionais), não temo dizer que a comunicação visual é N capaz de gerar muito mais do que um processo de sinalização. Entender isso é muito complexo porque nos obriga a pensar fora da caixa e contextualizar o que, de fato, faz parte desse trabalho. O que vem à sua mente quando você lê “comunicação visual”? Da mesma forma que o nome “outdoor” ficou limitado ao entendimento da representação de um tipo de mídia num tablado de madeira com 9x3 metros, no qual se colam folhas de papel para expor a quinzena de uma campanha (em vez de entender que outdoor é todo e qualquer tipo de mídia fora de casa , ou “out of home”), a comunicação visual ficou limitada, no senso comum, ao trabalho de impressão em banner, adesivos, placas e faixas. Mas, você sabe, ela vai muito além disso, e o seu poder vem crescendo exponencialmente com a ajuda das mídias sociais (aliás, outro termo que merece uma séria reflexão...). O fato é que o ecossistema da comunicação visual soma 498.794 mil empresas ativas no Brasil. Duvida? Venha conhecer o nosso estudo de perto e se espante com a galáxia de possibilidades que existe diante da sua empresa. Um dos motivos que me fez estudar o mercado foi o limite imposto por um empresário, numa palestra em 2001, que fazia parte de um evento de mídia extensiva, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Na época, ele representava uma das três maiores empresas do segmento e apresentava sua nova impressora digital. E falava do quão saturado estava o mercado frente à guerra de preços. Essa guerra nunca deixou de existir e segue cada vez pior, mas a quantidade de equipamentos foi multiplicada por oito, chegando a um status de 35.364 (até o primeiro trimestre de 2017) como apontam os meus estudos. Isso falando somente de impressoras digitais com tecnologia solvente, UV, têxtil direto e indireto (sublimação) e látex. Ou seja, impressoras para grandes formatos, que comunicam visualmente com a impressão de chapas, lonas, adesivos e tecidos, além de muitos outros materiais. O ponto é que outras tecnologias de impressão, como digital offset, flexografia para embalagens e até mesmo os equipamentos de digital signage, telas que parecem monitores, também comunicam visualmente e vêm fazendo parte do bolo de investimento. E aí eu faço questão de lembrar: tudo que comunica visualmente gera um valor percebido maior. Um copo de café num copo branco é muito mais barato que um copo branco de café com um logo da Starbucks. O café, confesso que particularmente prefiro outro, mas é inegável que a marca gera identificação, escolha e consumo. Quantos outros casos de sucesso não vemos a partir do uso da comunicação visual? Além da embalagem e das mídias exteriores, quantos não são os estímulos no ponto de venda que fazem você, assim como eu, escolher um produto? Na minha opinião, a impressão vem ganhando cada vez mais espaço na geração de valor e escolha das marcas. Com a evolução da tecnologia, a integração entre offline e online também está ampliando as áreas de atuação. Quanto maior o uso de dados, maior a capacidade de prestar um melhor serviço e conquistar mais clientes. Quanto maior o número de clientes, mais dados. E isso está transformando as empresas. Para você entender o crescimento exponencial a que me refiro: cerca de 100 empresas “que usam impressão digital” somam mais de 2.5 bilhões de reais em faturamento por ano. Juntas, essas empresas geram pouco mais de 6 mil empregos diretos e fazem investimentos significativos em tecnologias de impressão. Agora imagine o poder da comunicação visual se ampliarmos e entendermos que a ciência associada a tudo isso ainda é pouco praticada... Há espaço, dinheiro e receptividade para o que você faz. A chave da questão é acessar e saber aproveitar as melhores informações a respeito desse universo da comunicação visual. Para isso, estamos à sua disposição. Marco Marcelino, diretor editorial Twitter do editor: @marco_marcelino Twitter da revista: @revista_ESD www.empresariodigital.com.br (notícias todos os dias) CAPA objetivo: ser a número 1 em displays Pág. 24 4 Criação 6 Internacional 8 Design 10 Mercado 12 Mídia 14 Entrevista 18 Serigrafia 20 Economia 22 Treinamento 30 Gestão 32 Embalagem 34 Publicidade 36 Vendas 38 Impressão Avenida Paulista, 1079 • 8º andar Bela Vista • São Paulo/SP • Brasil Fone/Fax: (11) 2787-6386 www.serinews.com.br Publisher: Marco Marcelino {44.446} mmarcelino@serinews.com.br Comercial: Fabio Peres fperes@serinews.com.br Gerente Editorial: Jorge Luiz Mussolin {15.978} jmussolin@serinews.com.br Jornalista: Alexandre Carvalho {44.252} alecarvalho@serinews.com.br Designer: Patricia Barboni patricia@be-erredesign.com.br Foto e Artigo de capa: Yuri Mine As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião da editora. As fotos publicadas têm caráter de informação e ilustração das matérias. Os direitos das marcas são reservados aos seus titulares. As matérias aqui apresentadas podem ser reproduzidas mediante prévia consulta por escrito à Editora. O não cumprimento dessa determinação sujeitará o infrator as penalidades previstas na Lei de Direitos Autorais. (Lei 9.610/98). empresariodigital.com.br • 3

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criação Desenho vetorial baseado em Inteligência Artificial Nova ferramenta LiveSketch Corel interpreta pinceladas à mão dos artistas de Aforma inteligente Corel Corporation está lançando no Brasil o CorelDRAW® Graphics Suite 2017, versão mais recente do software de design gráfico da companhia canadense, com uma revolucionária novidade. A tradicional suíte de software agora inclui uma ferramenta baseada em inteligência artificial que “proporciona aos designers uma experiência criativa inigualável por qualquer outro aplicativo vetorial”, segundo Fernando Soares, gerente de Marketing da Corel Brasil. “Com o LiveSketch, pela primeira vez esboços em qualquer formato, feitos com canetas digitais e tablets, podem ser transformados em curvas vetoriais graças a esse aplicativo inteligente que interpreta e entende estilos de desenho – de rabiscos a pinceladas sobrepostas e linhas cruzadas.” O CorelDRAW 2017 foi desenvolvido especificamente para o Windows e também oferece novas melhorias no fluxo de trabalho, além de compatibilidade com as mais recentes tecnologias – como os dispositivos com telas touch ou stylus, Microsoft Surface Dial e monitores UltraHD 5K. “Historicamente, softwares de design vetorial levam os artistas a trabalhar em um mundo dominado pela matemática”, explica Gérard Métrailler, vice-presidente de Produtos Globais da Corel. “Quando um artista gráfico acostuma a pensar em formas geométricas, polilinhas e curvas Bézier, ele acaba se distanciando da verdadeira origem da criatividade: a simples alegria de desenhar.” A ideia por trás da ferramenta de IA é tornar essa lógica novamente intuitiva e natural. “O LiveSketch do CorelDRAW 2017 aproveita os mais recentes avanços em hardware sob o Windows e o eficiente aprendizado automático dos softwares inteligentes para levar a experiência divertida e criativa da caneta e do papel pela primeira vez à ilustração vetorial. Neste novo ambiente criativo, a tecnologia como que desaparece”, diz ele. Novo CorelDRAW: Política de preços inclui licença vitalícia e assinatura O CorelDRAW 2017 será comercializado nas modalidades de Licenciamento Vitalício (para versões em licenças, caixa e ESD-download) e Assinatura anual, na qual o usuário poderá realizar upgrades gratuitos durante o período de duração do contrato. No caso da licença acadêmica, o Programa de Upgrade oferece atualizações automáticas por um ano e, no licenciamento comercial, as atualizações são comercializadas de forma opcional. Para quem tem versões anteriores da suíte, de qualquer ano, a companhia também oferece descontos para atualização. Com interface e manuais em português do Brasil e outros 13 idiomas, a versão completa está sendo pré-lançada no País por R$ 2.199. Usuários registrados de qualquer versão anterior do CorelDRAW Graphics Suite podem fazer upgrade por R$ 899 (exclui as versões acadêmica, OEM e de revenda proibida [NFR]). A Assinatura está disponível por R$ 899 por ano. Licenças educacionais e comerciais por volume também estão disponíveis por meio de revendas autorizadas Corel. Para uma lista completa de todos os itens do CorelDRAW Graphics Suite 2017 e download de versão de avaliação gratuita por 15 dias, visite www.coreldraw.com. 4 • empresariodigital.com.br

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vendas Comunicação Visual em tecidos é tendência mundial c om a recente aquisição da Reggiani, a EFI - Electronics For Imaging, Inc. (Nasdaq:EFII) passou a disponibilizar em seu portfólio, equipamentos para produção digital têxtil. Na lista de clientes estão a empresa francesa especialista em impressão digital CIDI e a americana Imagine! Express, que ampliaram as oportunidades de seus negócios. O portfólio de impressoras digitais para tecidos da EFI inclui a VUTEk® FabriVU®, uma linha desenvolvida para comunicação visual em tecidos, com qualidade de imagem e alta produtividade. As impressoras da EFI para tecidos também incluem a série de impressoras ONE e PRO da EFI Reggiani e indicada para empresas já estabelecidas no setor têxtil e que buscam desenvolver lucratividade com qualudade e volume. São equipamentos insdustriais com experiência embarcada de 70 anos de conhecimento em impressão de tecidos. Aumento de 500% na capacidade A Imagine! Express, uma empresa que atende clientes de varejo, museus, feiras de negócios e empresas de decoração, usava diversas impressoras antigas, quando escolheu mudar de uma tecnologia de impressão direta no tecido, para uma impressão de transferência. Com a aquisição das impressoras de 3,4 metros EFI VUTEk FabriVU 340 e EFI Reggiani PRO 340, a qualidade da produção da empresa e a sua capacidade aumentaram em 500%. “A busca por um novo caminho nos fez escolher o modelo de impressão de transferência. Acreditamos ter uma definição melhor e maior intensidade de cor”, explicou Mike Lecus, presidente da empresa. “Decidimos pela aquisição da FabriVU 340, para implementar um fluxo de trabalho mais estratégico e relacionado com impressão de transferência. Segundo o presidente da empresa, aumentar a capacidade da empresa sem a necessidade de aumentar a quantidade de funcionários na área de impressão foi um ganho significativo. Além da versão de 3,40 metros de largura a empresa também tem um modelo de 5,20 metros instaladas na Europa e América do Norte e acredita com esse time de equipamentos oferecer soluções para produções de comunicação visual em tecidos para cenografia, eventos, pontos de venda e mídias “out-of-home”. CIDI: uma revolução positiva A CIDI, uma empresa têxtil especialista em “soft signage”, que imprime em tecidos tem em sua sede na região periférica de Paris, a impressora EFI Reggiani PRO 340 de 3,4 metros. O equipamento foi adquirido no ano passado para reforçar o posicionamento da empresa. “Esta impressora nos trouxe uma revolução realmente positiva no modo como trabalhamos, graças a sua produtividade, eficiência e facilidade de uso para os nossos funcionários”, afirmou Henri Dias, cofundador da CIDI. “Nossos clientes possuem boas margens de lucro, atuando em mercados de rápida expansão, especialmente no segmento de decoração de interiores. A impressora oferece uma imensa flexibilidade e isso nos permite fornecer capacidade de resposta e qualidade de impressão”. Para a EFI, tão importante quanto os equipamentos de impressão são os sistemas que gerencial por completo o fluxo de trabalho e as opções de Web-to-print e um software de eCommerce integrado a sistemas de gerenciamento de cores, mídias, fluxo de trabalho e com as impressoras, gerenciando os custos e fornecendo dados para estratégias futuras nos negócios. Segundo Marco Boer, vice-presidente de análise de impressão digital I.T. da empresa, “há muitas vantagens na comunicação visual em tecidos. Esse trabalho não só oferece um visual luxuoso e sofisticado, como também benefícios econômicos significativos à produção, logística e armazenamento, uma vez que o material pode ser dobrado ou enrolado facilmente, além de normalmente ser mais leve que o vinil convencional. Há muitas oportunidades no setor gráfico, merchandising, promoção, eventos e também de displays. É certo que a impressão de tecidos terá um grande avanço nos próximos anos.” 6 • empresariodigital.com.br

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Fotos: Nina Quintana design O renomado Hans Donner lança o projeto “Nasce Um Novo Visual do Tempo” No 57º aniversário de Brasília, a capital federal foi presenteada com o evento de lançamento do projeto “Nasce Um Novo Visual do Tempo”. Assinado pelo designer Hans Donner, o projeto mostrou ao público uma nova maneira de pensar sobre o “tempo”. Por meio dos painéis de Led instalados nas vias de acesso ao aeroporto internacional Juscelino Kubitscheck, o público assistiu, na tarde do dia 21 de abril, a um show de imagens e tecnologia e foi incitado a refletir sobre a sua relação com o Tempo. Para contar essa história, Hans resgatou personagens da Mitologia Grega, Chronos e Kayros. Chronos, é a personificação do tempo, aquele que tudo devora e ao mesmo tempo gera. Chronos deu origem a palavra cronômetro do relógio que regulamenta o tempo. Enquanto que Kayros, filho mais jovem de Zeus, não seguia o tempo de Chronos. Vivia nu, com asas nos ombros e tornozelos. Só podia ser agarrado pelos cabelos e possuía cabelos apenas em uma mecha sobre a testa. Tal representação significa que a oportunidade de agarrá-lo é única, e, uma vez tendo passado, é impossível alcançá-lo. Assim como as oportunidades da vida. Quase todas as pessoas passam a vida servindo o Chronos e as diversas ocorrências, pois o relógio dita o ritmo de vida e as fecham dentro das paredes da agenda e dos prazos impostos. O projeto “Nasce Um Novo Visual do Tempo” vem para mostrar o relógio segundo Kayros, onde estamos em busca da oportunidade de ser feliz. Identificar nosso presente, vivenciar nosso passado e planejar o futuro. “Enquanto Chronos corre, Kayros, passeia. Quando Chronos, para, Kayros, pensa. Quando Chronos recomeça Kayros, é vida para sempre. Resumindo TIME IS MONEY passa a ser TIME IS LIFE”, explicou Donner. A Alúmi Out Of Home é uma das parceiras exclusivas do projeto de Hans Donner e acredita que essa mudança na maneira de ver o tempo mudará a vida das pessoas. “Brasília é a cara do futuro. Tivemos a oportunidade, em parceria com esse profissional incrível de estrear um novo conceito no centro do País”, ressaltou o empresário Marcelo Godoy. O projeto deve ser apresentado em todo o Brasil. A próxima cidade a receber os relógios do “Nasce Um Novo Visual do Tempo” será São Paulo, sob a responsabilidade dos empresários Márcio Soares e Sérgio Silveira. 8 • empresariodigital.com.br

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mercado Por José Gomes* Implicações para varejistas, marcas e forcedores p arece que continuaremos a ver convulsões políticas e econômicas em muitas partes do mundo, impactando todos os aspectos do varejo, da cadeia de suprimentos ao comportamento dos consumidores. Tendo já vivido isso antes, os varejistas estão familiarizados com os desafios decorrentes de ter de tomar decisões difíceis sobre que investimentos realizar. A combinação dos avanços no tratamento de dados e dos desenvolvimentos tecnológicos continuará a criar um cenário de varejo altamente competitivo que não perdoará quem não conseguir atender às necessidades dos clientes. Para ajudar a entender o que é realmente importante, aqui vão algumas de nossas recomendações para o sucesso do varejo no próximo ano: Enxugue suas categorias Não é preciso nem dizer que todos os varejistas precisarão saber em quais categorias e alavancas de marketing investir para obter o maior retorno. Os dados dos consumidores precisam ser o driver desse investimento, com o uso de uma lente focada nos clientes para determinar que categorias e alavancas mais importam para o resultado final. Ao seguir um framework de Liderança de Categorias que vá de uma ponta a outra, muitos de nossos parceiros varejistas estão fazendo exatamente isso e obtendo excelentes resultados, com crescimento de vendas entre 2% e 10% em algumas áreas. Com a ameaça da concorrência de varejistas de descontos e dos operadores online, é preciso tomar decisões estratégicas difíceis e levá-las a ser executadas na ponta para que seja possível obter diferenciação. Reduzir o número de SKUs para eliminar quem vende pouco, cortar custos e dinamizar as linhas de produtos serão medidas essenciais para tornar a experiência de consumo mais conveniente e simples para os clientes. Para muitos varejistas, o maior desafio será superar as barreiras organizacionais e operacionais para executar esse tipo de estratégia. Ainda vista a partir de uma abordagem restrita, a otimização das linhas de produtos, tendo o consumidor como foco, pode levar categorias de volta a crescer, mesmo em meio a um ambiente competitivo intenso. 10 • empresariodigital.com.br

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Aumente as receitas por meio da precificação, sem perder clientes Em um ambiente econômico desafiador, com pressão inflacionária, os varejistas não têm opção a não ser aumentar seus preços, acompanhando a inevitável elevação do custo de produção dos alimentos. Como o custo/benefício é claramente a maior prioridade de muitos clientes, o desafio de manter uma boa percepção de preços deveria ser uma prioridade para os varejistas. Tomar decisões de preços no âmbito dos clientes será a chave para o sucesso, apoiada na ciência que permite uma forma mais precisa e granular de previsão dos impactos das mudanças de preços. Novas estruturas de preços, como clubes de assinatura e de descontos (Amazon Prime / Dollar Shave Club / jet.com), continuarão a ganhar popularidade, fragmentando ainda mais o mercado. Varejistas tradicionais precisarão estudar melhor como atualizar e adaptar sua oferta para competir com esses canais. Parcerias podem oferecer soluções mais simples nesse sentido. Um novo cenário competitivo para os dados dos clientes Um desafio no coração do varejo será cada vez mais importante: os clientes estão mais e mais relutantes em compartilhar seus dados, ao mesmo tempo em que têm expectativas de entrega de serviço (personalização) que podem ser cumpridas somente com a coleta e a compilação de dados de múltiplas fontes. Essa contradição cria uma vantagem competitiva para empresas que têm um relacionamento com os clientes baseado em tecnologia. Facebook, Amazon, Google e Ocado são os líderes mais óbvios aqui. Varejistas baseados no mundo físico precisarão estabilizar e ampliar seus ativos de dados atuais, o que não é uma tarefa fácil em um período de preocupação crescente sobre o uso de dados, a privacidade e a segurança das informações. A aceitação crescente da coleta “passiva” de dados por meio de apps e plataformas digitais pode desafiar propostas como a dos programas de fidelidade como meio de coleta de informações. As duas grandes mudanças que deverão afetar o ambiente de dados serão a maturação das técnicas de ciências de dados e o impacto da GDPR (a nova legislação da União Europeia, que aumenta a responsabilidade e as restrições para o uso de dados pessoais). A primeira será reforçada pelo rápido crescimento dos talentos disponíveis para os varejistas e pelo contínuo desenvolvimento de novas técnicas para a fusão de dados e seu uso para previsões mais precisas. As mudanças na legislação sobre o uso de dados trarão mais trabalho e grandes distrações organizacionais – no pior caso, algumas empresas descobrirão que suas práticas atuais não podem ser mantidas e precisarão dar um passo para trás. Os varejistas que estarão mais bem posicionados para o sucesso serão aqueles com uma visão estratégica dos dados como um ativo: de forma proativa, gerenciarão e investirão no crescimento de seus ativos principais e em seu enriquecimento, ao mesmo tempo em que atuam de modo seguro, dentro da lei e com boa entrega. Consumidores cada vez mais mobile Os consumidores continuarão a “dominar com seus polegares”, já que os celulares se tornarão mais fluidos e convenientes na comunicação, conexão, compartilhamento e interação entre varejistas e clientes, e mesmo entre clientes. O social commerce e a economia compartilhada crescerão rapidamente, já que mais consumidores estarão conectados uns aos outros e enxergarão valor nesses modelos de varejo novos e disruptivos. Varejistas que não tenham uma estratégia mobile precisarão repensar seus investimentos nesse canal para se manterem relevantes ao amplo grupo de consumidores que se baseia nos smartphones para busca e compra de produtos. Varejistas tradicionais não podem ignorar o e-commerce de alimentos O e-commerce de alimentos não é algo novo: no Reino Unido, a Tesco conta com operações online há quase duas décadas, a Amazon vem atuando nesse mercado há mais de dez anos e pioneiros como Peapod e Fresh Direct têm obtido sucesso com itens perecíveis e não perecíveis em regiões urbanas selecionadas nos Estados Unidos. Mas o mercado é ainda relativamente pequeno, especialmente quando comparado ao crescimento explosivo visto em livros / eletrônicos / música / vestuário. Isso está mudando, porém, já que os clientes estão mais acostumados à conveniência do e-commerce e o líder de mercado nos Estados Unidos (a Amazon) usa sua ampla rede de distribuição para impulsionar o serviço Amazon Fresh em grandes áreas metropolitanas – sem contar as novas lojas físicas. O Walmart, líder em alimentos e número dois no e-commerce americano, já reagiu ao comprar a Jet.com e implementar sua solução de click & collect. Com os consumidores em todo o mundo demandando conveniência, todos os varejistas físicos precisarão melhorar suas soluções de e-commerce para continuarem a ser relevantes. Essas respostas competitivas podem ir desde aplicativos e sites de e-commerce (focados na descoberta de produtos) até o click & collect ou delivery – nas residências ou terceirizado para empresas como o Instacart. Tudo converge para o consumidor Não importa se sua estratégia de varejo para os próximos anos esteja focada em categorias, preço, aperfeiçoamento dos dados, mobile ou e-commerce, uma coisa é certa: posicionar as necessidades dos clientes no centro de sua solução é fundamental para o crescimento e o sucesso de longo prazo. A velocidade das mudanças e a emergência de novos competidores continuará a corroer o tradicional varejo supermercadista, apresentando o maior perigo àqueles varejistas e marcas cuja abordagem operacional não consegue identificar o cliente. *José Gomes é diretor-geral da Dunnhumby Brasil, América Latina e África empresariodigital.com.br • 11

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mídia Conheça os benefícios para mVelhorar a impressãoocê já presenciou uma impressão onde as cores não reproduziam o projeto original? Ao planejar e desenvolver uma arte, devemos nos atentar ao processo por completo, considerando também a impressão O perfil de mídias, garante o funcionamento ideal da impressora, velocidade e qualidade de impressão, economia de tinta, cor de impressão correta, otimizando o tempo de impressão, secagem e produtividade. Esses benefícios são alcançados através da para garantir o resultado de acordo com configuração desenvolvida por especialistas de cor a proposta inicial de cor e qualidade desejada. da HP e garantem a qualidade do resultado final A HP, multinacional americana, que se preocupa evitando a etapa de calibragem do equipamento para com a qualidade da interface disponibilizada para cada substrato. José Carlos acrescenta que “através de seus clientes, publicou os perfis das mídias Seri- um mesmo arquivo é possível imprimir em substratos lon para a Látex série 300 e 500. São 31 perfis de diferentes de acordo com o perfil de cor padronizado mídias entre Serilon, Starflex, Arlon e outros que apenas alterando a mídia no painel do equipamento”. permitem que, ao selicionar a mídia homologada, o Vale lembrar que a atualização é disponibilizada equipamento se auto ajuste, garantindo agilidade ao automaticamente para quem já possui os equipamentos processo de impressão. HP série 300 e 500. José Carlos de Almeida, Gerente Comercial de Equipamentos Serilon, explica que perfil de im- pressão de mídias é “um conjunto de informações e dados que geram uma configuração da máquina e cores que farão com que o equipamento trabalhe de maneira fiel ao projeto de acordo com as mídias Serilon utilizadas”. 12 • empresariodigital.com.br

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entrevista Porque não Da esq. para a dir., Marcio Caillaux, gerente geral para América do Sul e York Boede, CEO da Marabu usar tintas originais Uma entrevista exclusiva com o CEO da Marabu, York Boeder e o gerente geral para América do Sul, Marcio Caillaux, revela como a empresa Alemã, fabricante de tintas, vem se posicionando no Brasil e no Mundo. Porque usar tintas paralelas pode ser uma vantagem competitiva para o seu negócio. E mais: como a empresa pensa dobrar de tamanho levando em consideração, as experiências do passado, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e das novas estratégias para o Brasil. Acompanhe a entrevista: 14 • empresariodigital.com.br

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Revista Empresário Digital: Quando você assumiu a Marabu no Brasil, o foco foi o modelo de gestão e o valor percebido em relação a qualidade, que segundo fonte, aumentou significativamente. Havia uma Marabu antes, que não seguia o padrão alemão. Como a Marabu Alemanha enxerga hoje o Brasil em termos de qualidade? York Boeder: Você mencionou a qualidade de antes. Eu acho que devemos separar em dois tópicos. A baixa qualidade se dava apenas na área digital. Se falarmos sobre nossas tintas para serigrafia e flexografia, elas sempre mantiveram um alto nível de qualidade. Nos anos passados, a área digital, nós realmente tivemos muitos problemas pois éramos novos nesse mercado do Brasil. E aprendemos que as exigências do mercado brasileiro são diferentes dos demais países do mundo. Então isso foi muito surpreendente para nós. Entramos no mercado com produtos muito bem estabelecidos na Europa e América do Norte, e até na Ásia. Mas, eles não funcionaram no Brasil. Isso também foi uma grande surpresa para nós. Nós aprendemos muitas lições e tivemos que nos reposicionar em termos de pesquisas e desenvolvimento. As impressoras são utilizadas de outra forma. Algumas máquinas no Brasil funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana. Às vezes temos diferentes tipos de impressoras com diferentes tipos de cabeças de impressão em diferentes condições de produção. Então hoje estamos na verdade fazendo tintas customizadas para o mercado brasileiro. E de forma, bem-sucedida, com padrões de qualidades muito bons. Mas, sendo a Marabu o fornecedor de alta qualidade que é, nós nunca estamos satisfeitos, então iremos investir continuamente. Para os próximos anos, nós esperamos que a nossa receita ao menos dobre no Brasil. Eu acho que temos potencial para fazer três ou quatro vezes mais do que fazemos hoje por ano. Nós também estamos investindo muito na nossa fábrica do Paraguai que abastece o Brasil. Em especial na área de P&D (Pesquisas e Desenvolvimento). É isso! Continuarem em frente! RED: Você falou sobre serigrafia, por exemplo. Como estão esses mercados na Europa e em paralelo, no Brasil? YB: É difícil dizer pois estamos abordando diferentes segmentos de mercado e a economia no Brasil está oscilando. O mercado de serigrafia em si é bastante estável, mas com certeza temos um grande impacto se olharmos para o setor automotivo. Nós vemos que a indústria automotiva no Brasil foi bem afetada pela crise econômica nos últimos três ou quatro anos. Se eu olhar na perspectiva do grupo, nós crescemos nosso setor automotivo na Ásia, Europa, em todos os lugares, mas no Brasil temos uma queda enorme. RED: Ainda em se tratando de processos de impressão serigráfica. Qual a sua percepção sobre a impressão de vidros para a indústria? YB: É um bom mercado quando falamos de vidro. Temos vidro para garrafas de bebida, que normalmente é um mercado bom e crescente, temos a indústria de cosméticos, que também vive um bom mercado. O vidro utilizado na decoração de prédios e interiores ou ainda para móveis. Todos se mostram como mercados estáveis. Para nós o vidro é um importante mercado que atendemos com as tintas de serigrafia. RED: Qual é o seu market share da Marabu em tintas, no mundo? YB: Menos de 1 milésimo (Risos). Se pegarmos a impressão offset, com certeza temos um número pequeno. Se falarmos de serigrafia, ainda não somos o maior do mercado; mas se falarmos de serigrafia industrial no mundo, eu acho que somos o número um. Temos que separar porque serigrafia é bem ampla… Nós não fazemos tintas para impressão gráfica, nem tão pouco impressão serigráfica têxtil que certamente são os principais mercados. Nós estamos muito focados em selecionar segmentos, como imprimir pequenos detalhes em artigos eletrônicos, automóveis, vidro… Se considerarmos esses todos juntos, eu acho que somos o número um do mundo. RED: Mas uma das especialidades que era Mídias Ópticas como CD’s e DVD’s, acabou, certo? YB: Infelizmente, esse mercado caiu. Mas para nós não é um grande problema porque mercados estão indo e vindo. Claro que não estávamos felizes que o mercado de discos ópticos caiu tanto, mas naquele tempo, quando o mercado de discos ópticos era tão grande, ninguém imaginou que iríamos imprimir tinta no vidro de trás de um smartphone, porque não existia! Alguns mercados estão sumindo e outros aparecendo. RED: Como o Digital, por exemplo? YB: Claro! O mercado digital não existia há 25 anos. Nós achamos que ainda está bem no seu começo pois, hoje, quando falamos de impressão digital, estamos também falando da impressão de imagens gráficas, impressão de banners etc. RED: Impressões em materiais Rígidos e flexíveis? YB: Perfeito! Mas quase tudo é material plano. Quando olhamos para o futuro, nós realmente achamos que há um grande mercado surgindo para impressão digital com aplicação industrial. Por exemplo imprimir digitalmente em garrafas ou brinquedos… Nós investimos muito nessas tecnologias. Nós investimos muito porque realmente acreditamos que existem alguns segmentos do mercado que vão passar para impressão digital. RED: Você falou algumas vezes sobre investimentos, por que a Marabu demorou para ter uma tinta UV digital? empresariodigital.com.br • 15

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