Jornal Sintufes maio de 2017- nº175

 

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Jornal do Sindicato dos Trabalhadores na Ufes

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Nº 175 • maio 2017 SJornIalNdo TUFES Filiado à Fasubra Informativo do Sindicato dos Trabalhadores na Ufes Nossa união é a NOSSA FORÇA Vamos todas/os à luta! Categoria unida vence o assédio e as reformas temerárias Págs. 04 e 05 #InformesdaCIS Entenda por que a CIS não está atuando Conheça os nomes dos aliados do Rei, que travam a Comissão Pág. 03 #Alegre 65 TAEs seguem sem centro Centro foi dividido em 2015, mas Reitoria ainda não solucionou a questão, prejudicando a categoria Pág. 06 #EBSERH Após quatro anos, nada mudou Empresa Brasileira não cumpriu o que previa o contrato com o Hucam, assinado por imposição do reitor sem diálogo algum Pág. 07

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#Faladiretoria EXEMPLO DE luta contra o assédio Em setembro de 2016, o Jornal do Sintufes cobrava a exoneração do então ouvidor da Ufes, o professor Ricardo Behr, trazendo uma denúncia de um trabalhador técnico-administrativo, que sofreu assédio moral praticado pelo docente. Passados seis meses, em abril deste ano, foi publicada a exoneração do ouvidor no Diário Oficial da União do dia 5 de abril de 2017. Esse é um exemplo de grande importância para toda a nossa categoria, que é constantemente assediada em seu local de trabalho em todos os cantos dos campi da Ufes. Sabemos o quão difícil é levantar provas de um assédio e de seguir em frente com um processo dessa natureza. Até porque, quem leva um processo adiante, acaba sofrendo ainda mais com a prática, que atinge a todos, em especial as mulheres, que, por muitas vezes, sofrem também o assédio sexual e o machismo sendo colocadas em funções inferiores às do seu cargo. Mas é importante o/a trabalhador/a levar em frente à denúncia, promovendo o combate a essa prática. POIS A LUTA CONTRA O ASSÉDIO SE FAZAINDA MAIS NECESSÁRIA, já que estamos diante de um governo ilegítimo, que atua para retirar direitos trabalhistas, previdenciários e para terceirizar e privatizar o País. E que ainda faz ameaças de corte de ponto a todas/os que se manifestam contra essas reformas. Ou alguém tem dúvida que, se a reforma trabalhista for aprovada, os casos de assédio moral serão ainda mais recorrentes? É aquilo, a luta política contra as reformas temerárias é, de certa forma, uma luta contra o assédio moral que este Congresso e este Temer praticam contra a classe trabalhadora. De antemão, parabenizamos a todas/os que foram às lutas nos dias, 28 de abril e no 1º de maio, por direitos sociais e de enfrentamento a todo tipo de assédio moral. Diretoria Colegiada 2 | Jornal do Sintufes #ConselhosSuperiores FIQUE LIGADO NAS ELEIÇÕES! O Sintufes lembra a categoria sobre o importante processo eleitoral que está acontecendo na universidade: as eleições que vão definir as/os representantes/es dos TAEs, nos conselhos superiores da Ufes: Universitário (Consuni); Ensino Pesquisa e Extensão (Cepe); e de Curadores (Ccur). Veja a lista de candidatos inscritas/os para cada um dos conselhos na página do Sintufes. E, no dia 21 de junho, vote e contribua para este importante momento de decisão política da categoria. #AuditoriadaDívida JÁ CONTRIBUIU? O Sintufes e a Adufes já colheram assinaturas da comunidade universitária referentes à consulta nacional sobre auditoria da dívida e reformas durante o mês de abril, nos campi de Goiabeiras e Maruípe. Quem ainda não contribuiu, pode dar sua colaboração online. Acesse e participe até o dia 30 de junho: www.consultanacional2017.com.br. #AcontecenaUfes 30 HORAS FLEXIBILIZAÇÃO O Sintufes divulga mais uma importante vitória para os técnico-administrativos em Educação.Em abril, o Conselho Universitário aprovou cinco processos de flexibilização da jornada de trabalho: um no Ceunes, um no CT, um na Progep, e dois no CCS. O sindicato tem acompanhado a tramitação dos outros processos para deixar a categoria informada. EXAME PERIÓDICO O Sintufes vem cobrando da Ufes a devida realização dos exames periódicos, que desde 2013 não eram realizados. Atualmente, no Hucam, as/os técnicas/os estão tendo dificuldades para realizá-lo. Mas vale lembrar que há verba específica para realização do exame. E que ele é determinado pelo decreto federal 6.856/2009.

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#InformesdaCIS Por que a CIS está de PORTAS FECHADAS? Entenda o que está inviabilizando os importantes trabalhos da Comissão Sabe por que a Comissão Interna de Supervisão da Carreira da Ufes (CIS/Ufes) está fechada, deixando paradas discussões de interesse da categoria, como capacitação, afastamentos e avaliação de desempenho? É que três dos novos membros da CISsealiaramao reitor,chegandoapedir que o Rei convocasse uma assembleia geral dos técnicos para resolver o problemaque eles mesmos criaram. Sabe quem são? São os membros eleitos como titulares: Antônio Carlos dos Santos Cruz e Francisco de Assis Manoel; e o suplente,Fellippo de Carvalho Gava. Sabe o que eles fizeram? Eles chegaram à CIS não aceitando nada.Não aceitaram o fato de o trabalhadorIvan Gomes,o maisvotado,sero coordenador da Comissão,como historicamente acontece. E foram pedir tutela ao reitor. O que a Reitoria fez? Atenta a enfraquecer a luta da categoria,a Reitoria acatou um documento, de 17 de fevereiro, assinado por Antônio e por Filippo, solicitando a troca das fechaduras e a confecção de oito chaves. A Reitoria, então, arrombou a porta da CIS e trocou a fechadura. E levou o caso ao Conselho Universitário, para que o colegiado decida sobre a coordenação da CIS. “Os suplentes devem participar da Comissão,mas só assumem avaga com a saída de um titular, não havendo necessidade de chaves paratodos. Mas eles, por incompreensão política, levam umaquestão internaao Conselho Universitário. E querem disputar a representação dacategoriaem outros espaços. Tenham cuidado”, alerta o coordenador-geral do Sintufes, Wellington Pereira. #EncontrodeMulheres ELAS VÃO REFORÇAR A LUTA DIA 24! A Fasubra vai realizar o II Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora, nos dias 20 e 21 de maio.A assembleia geral da categoria, no dia 11, definiu as representantes do Sintufes no encontro, que terá como objetivo organizar a luta das mulheres contra as reformas da Previdência e trabalhista. Além disso, a Federação alterou o seu calendário. A Fasubra cancelou a plenária, que seria no final do mês, e conclamou para que as mulheres do II Encontro fiquem na capital federal a fim de reforçar o ato do dia 24 de maio: o #OcupaBrasília,no qual as centrais vão se unir mais umavez para lutar contra as reformas, que vão prejudicar ainda mais as mulheres. #Acordodegreve REITOR VAI CONTRA Diferentemente da grande maioria das universidades brasileiras que fizeram greve em 2016, o reitor da Ufes quer que as horas não trabalhadas sejam compensadas. Já o Comando de Greve entende que a compensação do trabalho pode ser perfeitamente adaptável. Portanto, o Comando não vai assinar o acordo diante de mais essa intransigência da Reitoria. Sem falar que o trabalho já foi colocado em dia por praticamente todas/os que aderiram à greve. É ou não é perseguição e intransigência do rei? #EleiçõesConselhos Participe das eleições para os conselhos superiores da Ufes? Pra quê? Pra escolher o representante da sua categoria nesses espaços de decisão política da nossa universidade. Então é só escolher qualquer um dos nossos colegas, né? Não! Use a cabeça, pois pode haver candidatos com interesses diferentes dos interesses da nossa categoria. Uai, mas não é tudo servidor da Ufes? Sim. Mas pense bem. E no dia 21 de junho, vote em quem de fato vai nos repre- sentar. www.sintufes.org.br | 3

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#Capa BOrCaUsíPliAa 100 anos após a primeira greve geral, o País voltou a parar em 28 de abril, como ocorreu em Vitória, com presença da categoria Categoria deve manter a união na luta contra as reformas assediosas Mais de 35 milhões de trabalhadoras/es se uniram e mostraram sua força na grande greve geral do dia 28 de abril. Elaaconteceu cem anos após aprimeira grande paralisação no País,em 1917. Agora,as/os trabalhadoras/esvão promover o próximo grande ato: o Ocupa Brasília, previsto para 24 de maio. A união na luta é importante para o enfrentamento da retirada de direitos, que é mais um assédio moral deste governo contra a categoria.Um exemplo é a reforma trabalhista. Se ela for aprovada, vai ‘permitir que o trabalhador negocie com o patrão’. Essa permissão jamais vai beneficiar a parte mais fraca e servirá para aumentar a opressão e com ela uma enxurrada de casos de assédio moral contra os trabalhadores. Mas a união é necessária também no local de trabalho, onde o assédio acontece muito.Ou seja,é importante se defender, denunciando a prática. E ajudar a/o colega de trabalho a denunciar também. Fato é que só a união da classe trabalhadora poderá acabar com o assédio moral do local de trabalho. E derrotar o assédio moral e político do governo ilegítimo de Temer. Convocação A Fasubra convoca a categoria para o movimento #OcupaBrasília, junto das centrais sindicais,no dia 24 de junho, em mais um momento de luta contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo ilegítimo de Temer. Diversas categorias profissionais, do campo e da cidade, vão promover mais este enfrentamento. E mais: uma nova greve geral, de 48 horas, já vem sendo construída. Acesse a página do Sintufes e veja mais informações sobre o Ocupa Brasília. PREVIDÊNCIA A Reforma da Previdência (PEC 287/16) foi aprovada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. A PEC será agora apreciada pelo plenário da Casa, em dois turnos. Ela precisa ser aprovada por dois terços do Congresso Nacional. Embora tenha sofrido mudanças, o projeto não é o ideal até por ser motivado pelo argumento mentiroso de que existe um déficit na Previdência. REFORMA TRABALHISTA A reforma trabalhista (PLC 38/2017) está em consulta pública no site do Senado, onde ela está tramitando. Acesse a página do Sintufes e diga não à proposta. Escravidão no campo. O PL 6442/2016 (reforma trabalhista para o campo) visa legalizar a escravidão do/a trabalhador/a rural. Precisamos lutar também contra isso! 4 | Jornal do Sintufes

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#Capa Combate ao assédio moral Você sabia que o professor Ricardo Behr foi exonerado da ouvidoria-geral da Ufes O sindicato ressalta, contudo, que a trabalhadora e o trabalhador assediados precisam ajudar a provar por que um trabalhador técnico-ad- que estão sofrendo a prática. ministrativo em Educação (TAE) de- “Isso não é tarefa simples. Afinal, nunciou o assédio moral que estava a pessoa que está sendo assediada sofrendo por parte do docente, en- pode desencadear uma depressão, tão ouvidor da universidade? perder a vontade de trabalhar, o que O processo foi vai dificultar que ela aberto no ano passa- levante provas para do pelo TAE Luciano abrir um proces- Calil. Ele foi agredido so de assédio. Mas em seu local de traba- é preciso ser forte e lho, deliberadamente e por repetidas vezes, pelo então ouvidor. Colegas de Calil presenciaram as ofensas. Mesmo diante das ameaças, Calil levou a denúncia à frente. E o processo levou o reitor a exonerar o ouvidor do cargo. A exoneração foi publicada na edição do Diário Oficial da União de 5 de abril. Para Calil, mais importante que o fato de um proces- Para lutar contra o assédio moral das reformas, não cabe ao/à trabalhador/a levantar provas. Mas sim, ir à luta contra a retirada de direitos até ter certa estraté- gia para colher essas provas e levar a de- núncia à frente”, ex- plica a coordenadora de Assuntos Jurídicos do Sintufes, Joanicy Leandra Pereira. De acordo com a dirigente sindical, e-mails, colegas de trabalho presenciarem situações, gravações de vídeo e de áudio são exemplos de provas cabais para se abrir um processo de assédio. Além disso, as agressões so aberto por ele ter precisam acontecer levado à queda do então ouvidor, é a com frequência. categoria denunciar os casos de as- “Se o assédio foi feito uma úni- sédio moral que permeiam o cotidiano da trabalhadora e do trabalhador. “Precisamos combater essas agressões, abrir processos, levar as denúncias à frente, pois só assim vamos mudar essa realidade de tantos casos de assédio moral que ocorrem diariamente em nossa universidade”, argumenta Calil. ca vez, ele não será levado à frente, mesmo havendo prova. É preciso que a situação ocorra mais de uma vez para se configurar em um caso de assédio moral”, afirma. Apoio do sindicato.O Sintufes Reformas reforçao argumento doTAE,lembran- Para o Sintufes, o do que pode prestarassessoriaJurídi- momento político do ca,caso seja necessária,em eventuais País apresenta um cli- processos de assédio moral. ma propício ao assédio moral. Afinal, a terceirização sem limites já foi aprovada no País – e trabalhadores terceirizados são os que mais sofrem assédio moral. A reforma trabalhista, aprovada pela Câmara e tramitando no Senado (PLC 38/2017) vai ‘permitir’ que o trabalhador negocie com o patrão sobre diversas questões. Imagina o assédio que o trabalhador que quiser negociar um aumento deverá sofrer?! A reforma da Previdência, que ainda tramita na Câmara, é outro exemplo. Afinal, a proposta de ter que contribuir por 49 anos, por si só, já é um assédio moral gigantesco contra o trabalhador. Contra essas medidas, porém, não cabe ao trabalhador levantar provas. Mas sim, ir à luta e mostrar sua indignação contra toda essa retirada de direitos sociais,trabalhistas e previdenciários orquestrada pelo governo ilegítimo e pelo Congresso Nacional, repleto de parlamentares corruptos e a serviço da cartilha neoliberal. www.sintufes.org.br | 5

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#Aposentadas_os SINTUFES ATUA POR MELHORES condições de vida das/os aposentadas/os Primeira reunião com Unati é realizada demais ações previstas. “O conhecimento se constitui em agente de transformação social, onde o sujeito vai adquirir hábitos saudáveis, intensificando sua socialização e formação crítica e reflexiva. Estamos discutindo várias atividades, e convocamos todas e todos a participarem dos nossos encontros para contribuir com a nossa Coordenação”, assinala. Sempre às sextas-feiras, às 10h30, em Goiabeiras. ACoordenação deAposentadas/os do Sintufes realizou a primeira reunião das/os aposentadas/os com a Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati), no dia 3 de maio, na sede do sindicato, em Goiabeiras, Vitória. “Demos sequência aos trabalhos, que já havíamos divulgado, junto à Unati. Iniciamos uma rede de troca de conhecimentos, demandas, descobertas e possibilidades. Estatuto do Idoso é discutido no primeiro encontro com Universidade da Terceira Idade Trabalhamos a questão do Estatuto do Idoso dentro da educação e da saúde, sensibilizando a categoria para que ela mesma se empenhe em conhecer os seus próprios direitos e reivindicar melhores condições de vida”, explica a coordenadora da pasta, Marly Balduíno. Ela reforça a importância das atividades e convoca as/os aposentadas/os a participarem das reuniões no Sintufes e ficarem por dentro das Confira o calendário de reuniões das/os aposentadas/os Mês Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dias 19 23 21 18 15 20 24 #Campiavançados ALEGRE: 65 trabalhadoras/es seguem sem centro de lotação A ingerência da Reitoria ecoa nos quatro campi da Ufes, e em Alegre, no Sul do Estado, 65 trabalhadoras/ es estão lotados no extinto Centro de Ciências Agrárias (CCA). O Sintufes lembra que a solução dessa questão estava na pauta da greve de 2015 e que já está em contato com a Progep para buscar resolver o problema. “A questão da divisão do CCA estava na nossa pauta da greve e já estamos cobrando que a Ufes resolva essa situação para dar a devida lotação a essas/es trabalhadoras/es”, afirma a coordenadora de Comunicação do Sintufes, Luar Santana. Divisão. Em 2015, a Ufes decidiu desmembrar o CCA, que passou a abrigar dois centros: Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE) e Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde (CCENS). Há 50 técnicos lotados no CCAE, e 21 no CCENS. Contudo, a maior parte dos técnicos (65) está lotada em um centro extinto. Ou seja, está lotada em lugar nenhum,são chamados de “os sem centro”. Com isso, há processos de remoção parados. Uma vez que o Departamento de Desenvolvimento de Pessoas não encaminha e não dá continuidade, já que não sabe de qual centro o servidor será removido. Ceunes A próxima edição do Jornal do Sintufes, novamente, vai abordar alguma situação referente ao Centro Universitário do Norte do ES (Ceunes), assim como ocorreu em abril. Fique de olho! 6 | Jornal do Sintufes

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#ContratoEBSERH NÃO CUMPRIU! Após quatro anos, Empresa Brasileira não melhorou situação do Hucam Oito mesas para 18 profissionais. Quando estão atuando, ok. Mas quando precisam usar as mesas, é preciso revezar Após quatro anos de contrato da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares com o Hucam, a situação do hospital em nada melhorou, como acreditava o reitor da Ufes, em 25 de abril de 2013, data em que ele entregou o hospital à EBSERH, que trabalha a questão da saúde como mercadoria. Vale lembrar que o reitor assinou o contrato sem diálogo com a comunidade, de forma monocrática e autoritária, alegando que isso iria sanar problemas como o de recursos humanos. Mas... 50% de funcionários. Cerca de 50% dos funcionários do Hucam, atualmente, são da EBSERH. O que não sanou a demanda, pois faltam profissionais em diversos setores. Além das diferenças de carga horária e de benefícios, entre RJU e CLT (EBSERH), ruins ao cotidiano de atuação dentro do hospital. Trabalhadoras/es da Ufes desamparadas/os. Em 13 de maio de 2013, após uma forte greve, puxada pelo Sintufes, a reitoria assinou um termo de acordo, que até hoje não foi cumprido.A seção da Progep chegou ao Hucam, mas sem atender a todas as demandas,deixando as/os TAEs desamparada/os. Zelo e administração transparente? Faltam condições de trabalho, há buracos no teto, paredes quebradas, maquinários sucateados. E a gestão da EBSERH não é nada transparente. Toma decisões autoritárias e equivocadas. Já chamou Polícia Federal para apurar sumiço de prontuários que não haviam sumido. Fez lista de cessão de trabalhadoras/es sem comunicado algum, entre outras situações de total falta de transparência. Descaso da EBSERH com o Hucam é notado nos corredores do hospital #EuTrabalhoAqui Mês das/os assistentes sociais Maio é o mês das/ os assistentes sociais. 15 de maio é o dia da/o profissional do Serviço Social. A profissão é de extrema importância para a área da saúde e sua atuação no Hucam se iniciou em 1960. Em homenagem ao Dia da/o Assistente Social, a coluna “Eu Trabalho Aqui” do Jornal do Sintufes conversou com a assistente social Ana Paula Ribeiro Ferreira, que há nove anos entrou na Ufes. Atualmente, ela atende na clínica cirúrgica feminina e no Programa de Cirurgia Bariátrica. Condições de trabalho precárias No setor de serviço social, temos dois computadores apenas e oito mesas, da época do sanatório, para dividir entre as 18 assistentes sociais. Em comparação com as condições de trabalho de Goiabeiras (ela atuou lá por quatro anos, antes de ser removida para o Hucam), aqui são piores. A gestão da Ebserh veio para resolver, mas não resolveu. O setor do Serviço Social ainda é sucateado. Nosso trabalho aumentou, somos mais exigidas sem termos as devidas condições de trabalho. Importância do Serviço Social Atuamos em todas as clínicas de internação do hospital, nos programas, como o de Tuberculose, Bariátrica, DST/AIDS; nos ambulatórios e no plantão de Serviço Social. Nosso trabalho se desenvolve por meio de uma escuta qualificada ao usuário, pela qual identificamos os fatores sociais que interferem no tratamento, recuperação e evolução do paciente, sempre numa perspectiva de viabilizar de forma eficaz o direito à saúde e de potencializar o SUS. Nós fazemos a diferença onde estamos inseridas. 12 de maio: Dia Mundial da Enfermagem! Parabéns às/aos enfermeiras/os, técnicas/os e auxiliares de enfermagem da Ufes! www.sintufes.org.br | 7

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#Alémdoscampi PELA DESMILITARIZAÇÃO DA PM! Após cem anos da primeira grande greve geral no Brasil, o dia 28 de abril de 2017 entrou parahistóriacomo um momento de forte paralisação da produção da classe trabalhadorano País.Fato manchado apenas pela ridícula cobertura da mídia. E,sobretudo, pela truculênciae despreparo daPolíciaMilitar,que causou um traumatismo craniano em um estudante/trabalhadore cegou um filho de policial. Para o Sintufes,são exemplos que reforçam a ampla necessidade da desmilitarização da Polícia Militar, pois sua militarização é uma estratégia, como explicou o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Orlando Zaccone D’Elia Filho, em palestra do Fórum Capixaba de Lutas Sociais Contra a Austeridade, em fevereiro: “A Polícia Militar no Brasil é militar não é à toa. Ela é militar para que justamente o poder político possa ter o controle das rédeas dessa polícia”. O que é desmilitarizar a PM? Para isso é preciso mudar a Constituição, por meio de Emenda Constitucional. E tornar a PM e a Polícia Civil em um único grupo policial com formação civil. Afinal, a PM é treinada sob a ótica das Forças Armadas, visando combater um inimigo externo. O que não é o caso da segurança pública no País. #TánaRede DEMARCAÇÃO JÁ! Confira a música “Demarcação Já!”, uma homenagem de mais de 25 artistas aos povos indígenas do Brasil. “Pelo direito à terra, pelo direito à vida! #DemarcaçãoJá”. Em época de grandes movimentos de refugiados pelo mundo, a campanha pela demarcação das terras indígenas sai em defesa dos índios, exilados em sua própria Pátria. Acesse e assista: https://goo.gl/jQBz2W. Reprodução do Youtube. 20 ANOS SEM PAULO FREIRE 2 de maio marcou duas décadas da de classes marxista, explorando a remorte de Paulo Freire (1921-1997).Um lação entre o “colonizador” e “colonidos mais ilustres educadores brasilei- zado.” O professordefendiacomo obros.Freire é o autordo livro “Pedagogia jetivo da escola ensinar o aluno a “ler do Oprimido”.A obra faz uma análise o mundo” para poder transformá-lo. “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor” #datasimportantes Combate à homofobia 17 de maio é Dia Internacional de Combate Internacional à Homofobia, que é a rejeição, o desrespeito à orientação sexual alheia. E, infelizmente, ainda não é considerada um crime no País. Por mais amor e respeito; por menos ódio e discriminação. 18 de maio Há 20 anos foi criado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em memória ao brutal assassinato de Araceli Cabrera Sanches Crespo, em 18 de maio de 1973, em Vitória. Loucura não se prende 18 de maio também é Dia Nacional da Luta Antimanicomial, movimento que defende a humanização dos serviços de saúde mental, sendo contrário à lógica de que os manicômios sejam locais para se curar os problemas psíquicos. Crédito do painel Paulo Freire: Luiz Carlos Cappellano. EXPEDIENTE Sindicato dos Trabalhadores na Ufes Filiado à Fasubra SINTUFES - Avenida Fernando Ferrari, s/nº, Campus Universitário, Vitória, ES - Tel: (27) 3325-6450. Fax: (27) 3227-4000. Subsede - Avenida Marechal Campos, s/nº , Campus de Maruípe, Vitória, ES - Tel: (27) 3335-7262, Fax(27) 3315-3444. Projeto gráfico: Link editoração. | Diagramação: NovaPauta Comunicação. Jornalista: Luciano Coelho MTB-ES/1743. | Tiragem: 1,5 mil exemplares. Os textos publicados neste jornal são de inteira responsabilidade da Diretoria Colegiada do Sintufes.

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