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Berlim: fomos em busca de histórias e personagens nessa cidade constantemente transformada

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ano 16 #SOMOSTODOSFEMINISTAS O FEMINISMO SEM CLICHÊS E AS 6 BARISTAS QUE REPRESENTAM A CENA ATUAL DO CAFÉ EM CURITIBA BERLIM FOMOS EM BUSCA DE HISTÓRIAS E PERSONAGENS NESSA CIDADE CONSTANTEMENTE TRANSFORMADA

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EDITORIAL FEMINISMO EM ALTA Girl Power. Empoderamento feminino. Marcha das Vadias. Em um contexto recente, nunca se falou tanto sobre os direitos das mulheres, e chegamos a um ponto em que a discussão anda até um pouco exacerbada, muito por causa das redes sociais. Justamente para entender o que é esse feminismo em voga – em uma edição que tem esse universo como foco – trazemos uma reportagem que explica o conceito baseando-se principalmente na questão histórica. Coube à jornalista convidada Sâmar Razzak, mestre em ciências políticas e sociais pela Sorbonne e especialista em sociologia política pela Universidade Federal do Paraná, a missão de ouvir de especialistas como definir o atual movimento feminista e entender para onde ele caminha. Não perca. Esta edição ainda apresenta o universo feminino, mas sob o viés de seis baristas que atualmente comandam o cenário de café em Curitiba. São elas as personagens apresentadas pela jornalista Greyci Casagrande. Entre uma xícara e outra da bebida, a história de mulheres que fazem de Curitiba uma das mecas do bom café – para a nossa sorte. Um beijo, Editora luise.takashina@topview.com.br Racket Screen por Irmãos Campana. © COURTESY OF FRIEDMAN BENDA AND ESTUDIO CAMPANA. PHOTOGRAPHY BY FERNANDO LASZLO EXPEDIENTE FUNDADOR E PRESIDENTE EMÉRITO Mario J. Gonzaga Petrelli PRESIDENTE DO GRUPO RIC PARANÁ Leonardo Petrelli Neto DIRETOR DE MERCADO Gilson Bette (rádios, revistas e plataformas digitais) DIRETOR ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO André Luiz Ferreira EDITORES EDITORAS Juliana Reis • juliana.reis@topview.com.br Luise Takashina • luise@topview.com.br DIRETORA DE ARTE Paula Azevedo • paula.azevedo@topview.com.br REDAÇÃO Greyci Casagrande • greyci@topview.com.br Yasmin Taketani • yasmin.taketani@topview.com.br COLABORADORA Sâmar Razzak DESIGNERS Angelica Maciel Buch • angelica@topview.com.br Diego Fernando Olejnik • diego@topview.com.br REVISÃO Márcia Campos COLUNISTAS Akim Rohula Neto, Ana Clara Garmendia, Nadyesda Almeida, Roberta Busato e Ruy Barrozo. PUBLICIDADE Lúcia Garcez e Regina Rocha • comercial@topview.com.br ASSINATURA flavia.carneiro@topview.com.br e logistica@topview.com.br Tel.: (41) 3088-5764 VIEW EDITORES Rua Amauri Lange Silvério, 450, Pilarzinho, Curitiba. 82.120-000 Tel.: (41) 3331-6100 www.topview.com.br IMPRESSÃO Maxigráfica Efetuando sua assinatura, seu nome será incluído na lista de clientes preferenciais da Editora, que poderá cedê-lo a empresas idôneas para fins de divulgação e promoção de produtos de seu interesse. Caso não queira fazer parte desta lista, escreva para a revista. As matérias assinadas não expressam necessariamente a opinião da revista TOP VIEW Curitiba.

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ÍNDICE 32 Nosso editorial de moda diretamente da capital alemã © PAULO CIBIN AGENDA CULTURAL 12 Cinema para renovar o olhar Festival Olhar de Cinema traz mais de 100 filmes a Curitiba PERSONAGENS 14 O olho é deles O design dos Irmãos Campana ocupa o espaço nobre do MON 18 #somostodosfeministas O movimento que pauta os debates atuais visto sem clichês ESTILOS 28 A chegada do pássaro azul Os flats premium da Blue Bird aterrissam em Curitiba 32 Linda garota de Berlim O estilo low profile das berlinenses inspira nosso inverno 40 Vitrine Uma wishlist genderless para o Dia dos Namorados 42 Quando rap e moda se misturam Lab Fantasma, do rapper Emicida, estreia na São Paulo Fashion Week 46 O novo casar Profissionais revelam as principais tendências para o grande dia SABORES 55 Faça café como uma garota Seis mulheres baristas que estão enriquecendo a cena local ARREDORES 62 Berlim mutante Um passeio pela história, pelas novidades e pelos personagens que fazem com que Berlim mude a cada dia COLUNAS 26 Ana Clara Garmendia O feminismo avant-garde de Dalida 44 Ruy Barrozo Novidades do mês 50 As emoções no trabalho O psicólogo Akim Rohula Neto escreve sobre inteligência emocional 82 Não vivo sem Os aplicativos favoritos de Sérgio Valliatti e Luciana Patrão

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AGENDA Cinema para renovar o olhar SEXTA EDIÇÃO DO FESTIVAL OLHAR DE CINEMA REÚNE, EM JUNHO, MAIS DE 100 FILMES REPRESENTATIVOS DA PRODUÇÃO CONTEMPORÂNEA E AUTORAL © DIVULGAÇÃO São sempre intensos os dias de Olhar de Cinema. A programação oferece uma centena de filmes (selecionados, neste ano, entre 2,6 mil obras inscritas), muitos em sua estreia nacional, de países tão díspares quanto Butão e Tailândia. Mais do que quantidade ou ineditismo, o festival é intenso pela variedade de temas e linguagens, pela pluralidade de visões que oferece, pelo espírito de descoberta para o espectador. Sua linha mestra é, afinal, o “cinema independente, de autor; não de grandes nomes, mas de grandes filmes”, como define o produtor executivo do festival, Antônio Júnior. Em meio a tantas opções, e sobre as quais frequentemente não temos referência, pode soar difícil selecionar quais assistir. A recomendação geral é “quantos você puder”: além do ingresso acessível (R$ 10), são títulos que de outra forma dificilmente chegariam a Curitiba (ou ao Netflix) e instigantes, com algo a dizer mesmo quando não agradam. São, ainda, reflexo de seu tempo, com temas urgentes como as guerras no Oriente Médio, a crise política brasileira e a imigração. O resultado é um festival que aposta em cinema de risco, como lembra o crítico Luiz Zanin, mas que guarda “um pé na terra, sabendo que precisa dialogar com o público”. Confira destaques da sexta edição, que acontece de 7 a 15 de junho. VISITA INTERNACIONAL: Anocha Suwichakornpong, autora do primeiro curta tailandês selecionado para Cannes, estará presente. Com um cinema dito delicado e generoso, é homenageada na mostra Foco, que apresenta diretores pouco conhecidos no circuito brasileiro. LONGAS, INÉDITOS E BRASILEIROS: Fernando (2017) é resultado de uma provocação para o personagem-título (um professor-artista de 74 anos) interpretar a própria vida, explorando o encontro dos gêneros documental e ficcional. Tal fronteira também é provocada em Navios de terra (2017), de Simone Cortezão, outro “híbrido” que acompanha a viagem de um marinheiro do Brasil à China. METÁFORA RADICAL: é o recurso do filipino Khavn para falar de gangues, traficantes (interpretados por crianças) e seus reflexos na sociedade em Alipato. PEQUENOS OLHARES: novidade, a mostra reúne 15 filmes e aposta na formação de espectadores, com divisão por faixas etárias. NOSFERATU: o alemão F. W. Murnau (18881931) é homenageado com a exibição de 10 filmes, incluindo Caminhada noite adentro (1921), restauração do seu mais antigo filme ainda intacto. Expoente do expressionismo alemão, é o primeiro do período mudo a ser homenageado pelo festival. OLHAR DE CINEMA_De 7 a 15 de junho. No Cineplex Batel (Al. Dom Pedro II, 255, Shopping Novo Batel) e no Espaço Itaú de Cinema (R. Comendador Araújo, 731, Shopping Crystal). Ingressos a R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada). olhardecinema.com.br 12 TOPVIEW.COM.BR

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ARTE E DESIGN O OLHO É DELES COMO PARTE DA FESTA POR SEUS 15 ANOS, O MUSEU OSCAR NIEMEYER RECEBE A EXPOSIÇÃO IRMÃOS CAMPANA, COM OBRAS DA DUPLA DE DESIGNERS FAMOSA POR SUAS PARCERIAS BRASIL AFORA E QUE JÁ TEVE O TRABALHO DEFINIDO PELA IMPRENSA ITALIANA COMO “DE LINGUAGEM DE RAIZ BRASILEIRA, MAS QUE FALA UM VOCABULÁRIO INTERNACIONAL” por Luise Takashina 14 TOPVIEW.COM.BR © CORTESIA DO ESTUDIO CAMPANA/FOTO POR FERNANDO LASZLO

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© CORTESIA DO ESTUDIO CAMPANA / GABRIELA BERND (1) E FERNANDO LASZLO (2, 3, 4 E 5) 1 3 2 Eu já fui. Mas poderia ir mais e mais vezes à exposição Irmãos Campana, que desde o final de abril ocupa os 1.500 metros quadrados do “olho” do Museu Oscar Niemeyer. Com curadoria de Consuelo Cornelsen, as 130 peças – como poltronas, sofás, lustres e armários – ilustram os 34 anos de trabalho de Humberto e Fernando Campana. Conhecidos por usar materiais variados, como os 500 metros de corda de acrílico e algodão que formam a Poltrona Vermelha – talvez a peça mais famosa da dupla –, os Irmãos Campana têm trabalhos em bambu, metais, pelúcia, vidro, ametista, couro e até bichos de pelúcia. Já fizeram parcerias com Lacoste, Melissa e Louis Vuitton, cuidaram da cenografia de espetáculos e foram responsáveis pelo design de interior de museus e hotéis na Grécia, França, Tailândia e Holanda. Mas, segundo Humberto, é a exposição que está no MON a que apresenta a visão mais autoral do trabalho da dupla. Segundo ele, “suas casas ficaram vazias” para ceder as obras da mostra que “é uma instalação”. Os Campana já organizaram dez grandes exposições. A primeira delas, de 1989, se chamou Desconfortáveis. Humberto tira sarro – “ninguém queria comprar nada com esse nome” –, mas admite que, um pouco por causa da situação que a exposição criou, puderam testar e propor coisas mais interessantes. “Não queremos repetir o que os outros designers fizeram”, explica. “Temos o nosso olhar sobre as coisas e nossos projetos têm que ter uma razão, um significado”, emenda. Faz parte desse universo trabalhar com estudantes, realizar trabalhos sociais e já ter um instituto preocupado com o legado dos irmãos. Entre bate-papo com estudantes, coletiva de imprensa, visita à exposição e atrasos de voo, a Top View conseguiu conversar rapidamente, com exclusividade, com cada um dos Campana. 1. Sofá Novelo (2003). 2. Sofá Teddy Bear em couro (2013). 3. Cadeira Wave (2013). 4. Mancebo Caatinga (2011). 5. Una Famiglia (2006). 4 5 TOPVIEW.COM.BR 15

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