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Edição 19 • março | abril • 2017 PISCICULTURA NA REGIÃO Bananicultores se preparam para safra de recuperaçao Programa de MPBs de cana tem previsão de expansão comercial março | abril 2017 o campo 1

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peixes na quaresma Lançamos mais uma edição da revista O Campo, com algumas novidades para nossos leitores. Além de mantermos a nossa preocupação constante em buscar assuntos de interesse do produtor rural, com dados de pesquisa e tecnologia agrícola e temas ligados ao cooperativismo, traremos a partir desta edição, um compilado de alguns artigos de pesquisadores de institutos renomados no setor. É mais uma forma de subsidiar o agricultor com informações importantes para o desenvolvimento de seu negócio. Outra novidade é que a partir deste mês, também damos início à Rede O Campo, que atrela as informações da revista aos outros veículos de comunicação da Coopermota, compreendidos pela O Campo TV e O Campo Net. É mais uma forma de ampliar as formas de acesso às notícias e acontecimentos relevantes ao setor e à cooperativa. Nesta edição, trazemos uma sequência de reportagens sobre a piscicultura. Neste período em que o consumo de peixe aumenta consideravelmente entre as pessoas que adotam uma alimentação isenta de carnes vermelhas devido ao período da Quaresma, a Coopermota volta seus olhares para o setor com uma atenção especial à piscicultura da região e também do Brasil, às mudanças que vêm sendo realizadas na legislação por parte do Governo Estadual e a exemplos de piscicultores que encontram neste setor o seu meio de desenvolvimento econômico. Outros temas como cultivo de banana, de mudas pré-brotadas de cana e outros, também compõem a relação de matérias que trazemos nesta edição. Para sugestões de assuntos a serem abordados na revista nos encaminhe um email ou ligue para os contatos que constam no “Expediente”, logo abaixo, na parte inferior da página. Tenha uma boa leitura! Vanessa Zandonade Editora Expediente 4 o campo março | abril 2017

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Olhar Cooperativo Início de mais um ciclo Mais um ciclo se inicia na gestão da cooperativa, mais um desafio a ser seguido pelo Conselho de Administração em buscar a excelência no atendimento às necessidades do agricultor e consequentemente da Coopermota. A safra verão foi concluída com dados de produtividade bastante positivos diante do clima favorável registrado em todo o ciclo das lavouras. Neste momento, os cuidados se voltam para a safra de inverno, prioritariamente com o milho, na região de abrangência da Coopermota. Embora continue sendo uma cultura de maior risco em relação à soja é uma safra que vem rendendo ótimos resultados de produção e renda ao agricultor. No ano passado a geada trouxe danos consideráveis para as plantações de milho no mês de junho, porém neste ano a expectativa é que o clima esteja mais adequado para o desenvolvimento da cultura. Investimentos em tecnologia e um manejo correto sempre são medidas imprescindíveis para o bom andamento da safra. A organização do plantio de forma antecipada já vem sendo realizada há alguns anos já que o bom desenvolvimento da lavoura de inverno depende muito da época de semeadura, tendo em vista a busca pela redução do risco provocado por geadas ou secas no período de enchimento dos grãos. No âmbito político-nacional, as discussões sobre o pagamento do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador), utilizado para fins de aposentadoria do trabalhador no campo, levaram muitos produtores a se mobilizarem por mudanças. O imposto é cobrado sobre a renda bruta anual, porém o salário de aposentadoria concedido por via do Fundo não é proporcional à movimentação do produtor e está limitado a um salário mínimo. A categoria entende que esta forma de cálculo para o imposto não é justa e vem sendo motivo de muitas medidas liminares resultantes de processos em andamento sobre o tema. Desde fevereiro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) optou em julgar constitucional a sua cobrança, algumas entidades vêm se mobilizando, tendo a possibilidade de haver a exigência de cobranças retroativas para aqueles que deixaram de realizar o pagamento deste imposto desde então. A Coopermota, no entanto, apoiou os sindicatos que entraram com pedidos liminares para o fim da cobrança, mas manteve o depósito em juízo para que não houvesse problemas futuros diante dos impasses que vinham sendo registrados. Desta forma, diferente de outras cooperativas, não teremos dificuldades no que se refere ao cumprimento dos desdobramentos legais relacionados a este assunto. Independente de tais discussões, a organização da cooperativa vem sempre sendo pautada por ações que auxiliem o desenvolvimento da agricultura na região, de forma que continue cooperando para prosperar, crescer com sustentabilidade e entregar soluções com excelência. Boa safra! Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota Sumário 07 ESPECIAL PEIXES Nutrição dos peixes 12 16 22 ESPECIAL PEIXES Produção regional de 12 mil toneladas ESPECIAL PEIXES Mudança nos licenciamentos Alta produtividade na safra de soja 25 29 Projeto de Mudas pré-brotadas de cana deve ter expansão comercial Bananicultores se preparam para “safra cheia” 35 37 42 44 Cooperados aprovam contas e elegem novos conselhos Nutrição de filhote de cão da raça Golden é cuidadosamente escolhida ARTIGOS EMBRAPA Aprender com a safra 2016/2017 ARTIGOS EMBRAPA Mistura de defensivos em tanques 46 ARTIGO PHYTUS CLUB Controle adequado da ferrugem na soja 50 ARTIGOS EMBRAPA Produzir mais com menos março | abril 2017 o campo 5

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Especial peixes Quaresma e nutrição dos peixes Sanidade garantida até o destino final “Isso porque queremos obter os peixes em melhores condições nutricionais como também preservamos o ambiente onde estão sendo produzidos. Se você engorda o peixe com a nutrição errada você gera um desequilíbrio no ambiente”, afirma produtor A degustação do peixe em família neste período de Quaresma costuma ser apreciada e desejada por muitos, principalmente por aqueles que se abstêm de carnes vermelhas nestes dias de jejum religioso. Contudo, esta realidade só terá um final agradável se a qualidade do peixe for de alto padrão. Em uma situação ideal de produção, os alevinos são comprados com a sanidade em dia, permanecem nos tanques para engorda recebendo a nutrição necessária para uma imunidade alta frente às intempéries e passam pela despesca com a saúde adequada, de forma a chegarem em seu destino final em boas condições de pesca, nos casos de pesque-pagues, ou frescos e sadios, no caso de comercialização para Ceagesp e outros. Na Fazenda Angola, em Itambaracá/PR, o cooperado da Coopermota, Miguel Romeiro, sabe bem de todos estes fatores para obter bons resultados na sua piscicultura. Em 2016 obteve um total de 280 toneladas de produção anual, cultivados nos 380 tanques que possui em área do Rio Paranapanema, Represa de Canoas I. Ele produz no sistema de sociedade com outros nove sócios que se uniram para viabilizar o empreendimento em tanque-redes, no que se denomina de Condomínio de Piscicultura. “Quando falamos em nutrição, usamos o que há de melhor no mercado. Isso porque queremos obter os peixes em melhores condições nutricionais como também preservamos o ambiente onde estão sendo produzidos. Se você engorda o peixe com a nutrição errada você gera um desequilíbrio no ambiente. Precisamos que haja essa boa situação de desenvolvimento para que o peixe suporte o transporte até os pesque-pagues e ou qualquer outro destino final”, comenta Romeiro. O produtor ressalta que em todo o ciclo de engorda do peixe é preciso atenção a questões que envolvem a genético do peixe adquirido ainda como alevinos, à vacinação para evitar o contágio de doenças e a adoção das tecnologias disponíveis. “Há 10 anos, quando entrei para o mercado do peixe criado em Piscicultura da Fazenda Angola, em Itambaracá/PR março | abril 2017 o campo 7

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A Fazenda Angola possui 380 tanquesrede instalados para cultivo dos peixes tanques-rede, as condições eram bem mais desfavoráveis. O mercado não tinha o foco na piscicultura como tem hoje, não havia medicamentos variados e hoje temos uma série de produtos para incrementar a produção”, afirma. Entre as tecnologias que passou a empregar no espaço há cerca de um ano e que considera terem sido facilitadoras no trabalho diário da piscicultura está o silo para armazenamento de ração a granel, obtido em comodato com a Coopermota, a máquina de classificação dos peixes, o contador elétrico, o bote com cobertura para amenizar as intempéries climáticas, entre outros. O gerente de produção, Adriano Bortolucci, comenta que todas as tecnologias citadas por Romeiro tornaram o trabalho muito mais ágil. “Com o silo a granel a gente eliminou as sacarias e a necessidade de utilizar o medidor para a alimentação dos peixes. Com o classificador e o contador elétrico ficou tudo bem mais rápido. Além disso, se não tivéssemos o barco, em dias de chuva perderíamos um tempão na eliminação do excesso de água de dentro do bote no momento da alimentação dos peixes”, diz. Todas estas adequações atendem a agilidade de entrega do peixe durante todos os meses do ano, com atenção especial ao momento da Quaresma. Neste período, a procura por peixes nas pisciculturas praticamente dobra. Em A classificação dos peixes é automatizada 8 o campo março | abril 2017

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Adriano Bortolucci, gerente da piscicultura, Miguel Romeiro, um dos sócios proprietários 2017, a procura para peixes na região de abrangência da Coopermota foi ainda maior, tendo em vista as questões climáticas desfavoráveis que atingiram as pisciculturas de Minas Gerais e do Ceará. Na Fazenda Angola, a movimentação de peixe é constante todos os meses, com a reposição de exemplares na mesma proporção da despesca. “Normalmente este é o período em que há o pico de produção do peixe no mercado. No entanto, nós já trabalhamos com a nossa capacidade máxima produtiva e por isso não ampliamos a produção para a Quaresma”, diz Romeiro. A região do Vale Paranapanema é a segunda maior em volume de produção de peixes. Romeiro conta que atualmente comercializa cerca de 80% do peixe que produz para pesque-pagues, 15% para frigoríficos e 5% para a Ceagesp. Para estes dois últimos destinos o peixe é encaminhado inteiro, fresco e conservado no gelo. “O mercado para frigoríficos e a Ceagesp vem se abrindo nos últimos tempos. Antes 95% da nossa produção ia para os pesque -pagues. A minha proposta é chegar num patamar de encaminhar 50% da minha produção no gelo e somente o restante vivo para os pesque-pagues”, estima. Para isso, afirma ser necessário apenas uma mudança gerencial para se adequar ao mercado para o qual pretende ampliar sua participação. março | abril 2017 o campo 9

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A alimentação dos peixes é amazenada à granel nos silos mantidos em comodato com a Coopermota } Teste de qualidade Com base na busca pela certificação o que vem sendo adotado na Piscicultura Angola é mesmo o produto de melhor qualidade disponível no mercado, Miguel Romeiro realizou em sua propriedade o teste sobre a qualidade da ração que utiliza (Nutrição Animal Coopermota) em um comparativo com outras cinco marcas disponíveis no mercado. Durante a análise do produto, entre janeiro e fevereiro deste ano, Romeiro conta que utilizou cinco tanques-rede no período de engorda dos peixes, com as mesmas proporções de alimentação das distintas marcas em análise. Toda a separação do produto a ser disponibilizada aos peixes diariamente seguiu a tabela nutricional indicada para a fase de crescimento da Tilápia em questão. A cada 20 dias, comparava-se o gasto de ração, com o peso adquirido pelo peixe, bem como o índice de mortalidade registrado. Neste comparativo, o índi- ce de conversão mais baixo (caracterizado pelo resultado do comparativo do consumo de ração pelo peso final) foi obtido com a ração da Coopermota, avaliada em torno de 1,6 de conversão. “A ração da Coopermota correspondeu com as nossas expectativas. As outras tiveram uma taxa de conversão um pouco mais alta, chegando a até 0.3 de variação acima da Coopermota”, afirma Romeiro. O mesmo teste vem sendo realizado em outras pisciculturas sob incentivo da cooperativa. De acordo com o supervisor comercial do setor de Nutrição Animal da Coopermota, Diogo Suguita, é importante que este teste seja realizado para que o produtor tenha a confiança necessária para adquirir uma alimentação de qualidade ao animal. “Em todos os testes a Coopermota vem se destacando em relação aos produtos de outras marcas”, garante. 10 o campo março | abril 2017

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Especial peixes REGIÃO DO VALE PARANAPANEMA Cerca de 12 mil toneladas de peixe por ano A expansão da piscicultura no Brasil tem sido favorecida pelo desenvolvimento da indústria da ração, que oferece uma diversidade de produtos e suporte técnico aos proprietários destes empreendimentos E m cerca de seis meses, os alevinos já se transformaram em peixes prontos para a despesca, com aproximadamente 900 gramas. Essa realidade é parte do cotidiano de muitos piscicultores em atuação no Brasil. A produção de peixes tem aumentado gradativamente nos últimos anos em todo o país, salvo algumas exceções em estados das regiões nordeste e centro-oeste, por exemplo, que apresentaram quedas de produção entre os anos de 2014 e 2016, de acordo com planilhas demonstrativas da associação Peixe BR. Dados coletados em 2015 (último levantamento) situam a região do Vale Paranapanema como a segunda maior produtora do pescado do estado de São Paulo, com um total produtivo em torno de 12 mil toneladas por ano. Perde apenas para a região Noroeste, que produz 22 mil toneladas por ano. Segundo dados do Instituto de Pesca, no estado de São Paulo o crescimento da produção entre 2015 e 2016 foi de aproximadamente 10%. Os números foram apresentados pelo diretor técnico do Instituto, Luiz Marques Ayroza, durante Encontro Regional de Aquicultura realizado na Unesp/Assis, no mês de março. O panorama mais recente sobre a quantidade de projetos e reservatórios existentes no Vale Paranapanema lista um total de 12 Parques Aquícolas no estado de São Paulo, formados por espaços contínuos onde há a atividade de várias iniciativas de piscicultura. No entanto, a produção do peixe no estado ocorre tanto nos parques aquícolas 12 o campo mjanaerçiroo||afebvriel r2e0ir1o72017

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como também nas várias áreas individuais onde são implantados projetos do setor. Dados do Sistema de Controle de Concessionários de Águas da União (Sinau) dão conta de que existem 96 projetos do setor nas Usinas Hidrelétricas do Rio Paranapanema, distribuídos em 24 municípios, em um total produtivo de 56.567 toneladas de Tilápia por ano. O Rio Paranapanema, região das hidrelétricas de Canoas I e II, está repleta de pedidos de liberação para a atividade da piscicultura. A demanda atual faz com que novos processos de licenciamento não sejam aprovados antes de ser realizada a avaliação da real implantação dos pedidos registrados junto à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Es- tado de São Paulo (SAA), via Instituto de Pesca. Tal medida poderia liberar espaços para novos empreendimentos, tendo a possibilidade de alguns pedidos não terem tido continuidade. Tal necessidade de reavaliação foi anunciada por integrantes da secretaria durante Encontro Regional sobre Aquicultura, realizado no início de março, na Unesp de Assis. A ação teria sido anunciada para os próximos meses sob responsabilidade da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations). Em todo o país, pelo menos até 2015, a produção total de peixes era de 483,24 milhões de toneladas, conforme informações da Pesquisa da Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Es- Despesca em piscicultura de cooperado da Coopermota, localizada em Fartura março | abril 2017 o campo 13

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Piscicultura de grande porte da região de Piraju tatística (IBGE). 90% desta produção era composta por Tilápias e o restante por peixes redondos, Carpas, Bagres, Piauçu e outros. Ainda que a expansão da piscicultura esteja ocorrendo no país de forma constante, as empresas de consultoria e os próprios produtores ainda ressaltam alguns fatores que dificultam e reduzem a velocidade desta ampliação de mercado. Conforme levantamento realizado pela Acqua Imagem, empresa privada que realiza capacitações técnicas e gerenciais para o setor, o custo de produção da piscicultura estaria no topo do ranking dos principais limitadores, seguido pelas dificuldades para a obtenção do licenciamento ambiental e a falta de políticas públicas para a piscicultura. A desorganização do setor e a dificuldade de acesso ao crédito estão diretamente na sequência do ranking, entre os cinco primeiros fatores limitantes desta expansão. A avaliação de integrantes da cadeia da produção do peixe no país é de que as tributações e o custo com a logística para o setor de frios seriam fatores que fazem o peixe ainda ser caro no Brasil, conforme afirmou o diretor comercial da MCassab Food, Silvio Romero Coelho, em entrevista para o portal de notícias da Agência Paulista de Tecnologia em Agronegócios (Apta). Neste mesmo sentido, o pesquisador João Donato Scorvo Filho, do Polo Leste Paulista/APTA Regional, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), lembra que a permissão da licença ambiental segue com entraves desde a primeira lei criada para o setor, em 1998. “A licença ambiental é o início de tudo. A ilegalidade gera insegurança nos investidores. Com isso, não se pode adotar tecnologias mais avançadas, investir na formação de profissionais e criar um mercado mais amplo que permita a produção em escala tanto para o consumo doméstico quanto às exportações”, avalia.  A perspectiva com a mudança no processo de regularização no estado, (vide reportagem das páginas 15 a 19) é que esta realidade seja alterada, conforme afirmam os integrantes do Instituto de Pesca, vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). 14 o campo março | abril 2017

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Ayroza apresentou dados sobre o panorama da piscicultura em eventos realizado na Unesp de Assis } Piscicultura & nutrição A expansão da piscicultura no Brasil tem sido favorecida pelo desenvolvimento da indústria da ração, que oferece uma diversidade de produtos e suporte técnico aos proprietários destes empreendimentos. Desta forma, a produção de ração para a alimentação deste montante de peixes obtidos no sistema de cultivo segue na mesma proporção de ampliação do mercado. Entre 2000 e 2014 o total de alimento produzido para o setor passou de 102 milhões de toneladas no início do período avaliado, para 723 milhões de toneladas em 2014. Um aumento superior a 600% em quase 15 anos, com expressiva ampliação de mercado nos últimos três anos do levantamento, entre 2012 e 2014 (dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal - Sindirações). março | abril 2017 o campo 15

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