Confrades da Poesia84

 

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Poesia Lusófona

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano VIII | Especial Tribuna Nº 84 | Maio / Junho 2017 CONFRADES DA POESIA www.confradesdapoesia.pt - Email: confradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO» Neste ano 2017 vamos iniciar as edições do nosso boletim, na expectativa de que ele progrida em cada ano transformando-se num elo mais forte em prol da poesia. Nesta conformidade esperamos uma colaboração mais empenhada de todos dos nossos poetas membros que nele participem, para que o nosso boletim dignifique cada vez mais a poesia e seja um verdadeiro orgulho para a nossa organização poética. SUMÁRIO Especial Tribuna do Vate: 82,83,84- Ponto Final: 5 EDITORIAL O BOLETIM Bimestral Online (PDF) denominado "Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono"; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” A Direcção «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia» Para nós não existe concorrência. Existem parceiros de actividade! Especial Tribuna do Vate - 1º Semestre 2017 Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não , ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Bimestral Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | A Direção: Pinhal Dias - Presidente / Fundador | Colaboradores: Adelina Velho Palma | Aires Plácido | Albertino Galvão | Alfredo Mendes | Ana Santos | Anna Paes | António Barroso | António Boavida Pinheiro | António Martins | Arlete Piedade | Arménio Correia | Carla Carvalho | Carlos Alberto S Varela | Carmo Vasconcelos | Catarina Malanho | Clarisse Sanches | Conceição Tomé | Daniel Costa | Edgar Faustino | Edyth Meneses | Edson Ferreira | Efigênia Coutinho | Euclides Cavaco | Eugénio de Sá | Fernando Fitas | Fernando Reis Costa | Filipe Papança | Filomena Camacho | Fredy Ngola | Glória Marreiros | Helena Fragoso | Henrique Lacerda | Humberto Neto | Ilze Soares | Isidoro Cavaco | Ivanildo Gonçalves | João Coelho dos Santos | João Furtado | Jorge Vicente | José Chilra | José Jacinto | José Maria Gonçalves | Lili Laranjo | Liliana Josué | Luís Filipe | Maria Alexandre | Maria Brás | Maria Fonseca | Maria Fraqueza | Maria Mamede | Maria Moreira | Maria Petronilho | Maria Vit. Afonso | Mário Nascimento | Natália Vale | Paco Bandeira | Pedro Valdoy | Rita Rocha | Rogério Pires | Rosa Branco | Rosa Silva | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Telmo Montenegro | Tito Olívio | Vitalino Pinhal | Vó Fia | Zzcouto | … Ver restantes no site.

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 81 - Jan. / Fevereiro 2017 «Tribuna do Vate» 21 Ausência Uma rosa desfolhada Junto às pétalas ficou O vento sem dizer nada As pétalas dissipou . E lá longe eu encontrei As pétalas a voar Mas confesso que não sei Porque o vento as quis levar. Dia a dia o vento as dista E mais distantes se vão Ficando longe da vista E longe do coração. São assim as nossas vidas Às pétalas semelhantes Vão sendo mais esquecidas Quando ficam mais distantes !... Euclides Cavaco – Canadá Quem Somos Quem somos nós peregrinos, Neste Universo infinito?… Se somos inteligentes, Porquê? Um Ser tão restrito?… De enormes limitações, Ínfimo é nosso entender, Nem os mistérios da essência, Podemos compreender!... De nada temos controlo, Nesta vivência terrena, Porque talvez um Supremo, Nossos destinos ordena. Não podemos conceber, Com toda a inteligência Porque foi criado o mundo E a razão da existência!… Será que há vida além-túmulo? E haverá Céu e Inferno? Ou será que o após a morte, Seja apenas sono eterno?… Neste infindo interrogar, Sem resposta definida, É preciso acreditar, Pra fazer sentido a vida!… Euclides Cavaco - Canadá POR QUE CHORAS? Grito Poético Por que choras, rapaz? Não sabes que é feio um homem chorar? É pela música que ouves Em acordes tristes Vingando sua dor nos ouvidos teus, Ou pelo fumo vadio dum cigarro Que, na noite da noite, foge Para lugares a que chamam infinitos? Ai se eu pudesse um dia Ao poder ganhar acesso Os corruptos mandaria P'ró Inferno sem regresso. Mandaria direitinho Sem jamais tempo perder Directos ao pelourinho Os que abusam do poder. Por que choras, rapaz? Não sabes que é feio um homem chorar? É pela dor de veres o disfarce do mal Encoberto num refúgio De homens-morcego Ou pelo álcool Que, em goles nervosos, bebeste? Sim, por que choras, rapaz? Não sabes que é feio um homem chorar? Terás acaso ciúmes Daquela que ninguém ama, Que vive na sombra da noite E que a teu lado se senta? Será por isso que choras, rapaz? Não será antes Pela decepção de ti mesmo, Pela bruta realidade da má vivência, Pelo vazio da juventude efémera, Pela ineficaz criação das criaturas, Pela não sinceridade do eu sincero? Vá rapaz, enxuga as lágrimas, não chores. Não vês que é feio um homem chorar? João Coelho dos Santos - Lisboa Finito e Infinito A rua não fala com ele, Não lhe diz nada. Aguarda o desencadear De nova barbárie. Ai se eu pudesse mandar Punia com toda a ira Quem nos anda a enganar Com falsidade e mentira. Se eu pudesse obrigaria Esses d'altos honorários A viver o dia-a-dia Com os mais comuns salários. Ai se eu pudesse ordenar Aos vigaristas do mundo Mandava-os p'ro alto mar Mas num barco sem ter fundo. Pedófilos e burlões Assassinos e traidores Lançava-os aos tubarões Pois todos são predadores. Ai se eu pudesse fazia Do bem uma só doutrina E deste mundo bania Todo o mal que o domina. Se eu tivesse esse condão Tudo o qu' em vão se consome Transformaria em pão Para dar a quem tem fome. Euclides Cavaco – Canadá TARDE NA NOITE Tem pavor à monótona Escravidão dos adultos. Aventurou-se e saiu indemne Da aventura. Recomeçou a correr o tempo Como se detivesse o monopólio Do talento e o de soprar nuvens vagabundas. Sentiu-se vítima do seu juízo infalível E sofreu pela miséria e dor de tantos, Ao recordar o fim do paraíso Da sua já longínqua infância. No infinito ou indefinido desejo Sempre enxugamos nossas lágrimas. Esporádico raio de sol Ilumina as cores do outono. Morrem os afluentes Dando mais vida a outro rio. O sol já se não pendura. Juntos, debaixo das árvores, Grilos e cigarras num concerto sinfonia Do anoitecer. É tarde na noite e ainda não dormiu. Seu sorriso é débil no esplendor das estrelas. A cirandar pelos seus pensamentos Em noites vazias, para saudar a aurora Sorriu às recordações Do cheiro a mar, livre de algemas. Basta de especulações metafísicas… Todo o finito se comunica pelo infinito! João Coelho dos Santos - Lisboa João Coelho dos Santos - Lisboa

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 82 - Mar. / Abril 2017 «Tribuna do Vate» 17 DAMA DA NOITE A dama da noite daquele jardim Atira à janela o perfume pra mim. De dia, não cheira. Não gosta da luz. Vestida de verde, com mais de mil braços, Na sombra se esconde, fingindo ser traços, Tão finos e leves de quem não seduz. É dona singela, vivendo encolhida Na esquina da rua, ali, onde passa A gente apressada, que nem vê a graça Daquela beleza de verde vestida. Perfume fragrante que não tem irmão, Nem mesmo na rosa de tão rica fama, Se abro a janela, me encanta, me chama, Mas é só de noite, qual uma oração. Talvez que por isso eu faço estes versos E canto à capela com minha voz dura. Quem passa lá fora e parar à procura Não vai escutar meus desejos perversos. Na esquina da rua, finíssima dama É sempre de noite que odora e me chama. Tito Olívio - Faro É MUITO FEIO MENTIR 1 Disseste que te disseram muito muito mal de mim se as conversas certas eram quem foi que falou assim Fingindo que te não lembras disseste-me tu a sorrir desconfio que tudo inventas pelo teu modo de rir 2 Sabes bem,que eu não gosto quando me mentem assim fico sempre mal disposto sempre que troçam de mim Podes crer que pagarás se eu venho a descobrir decerto que chorarás se me andaste a mentir. Refrão 2X Digo assim e sem receio pois julgo que é muito feio se me andas a mentir qualquer dia se calhar ainda te hei-de ver chorar cansada de tanto rir. Chico Bento Dällikon - Zurique - Suíça VIM DO NORTE A rota que o destino me quis dar Foi vir para o Algarve e aqui ficar. A gente não escolhe onde nascer, Tão pouco com quem casa e onde morre; O rumo para a vida, que percorre, Amores, que não tem, ou que vai ter. A sorte vem connosco ou nos ignora, Uns nascem ricos, outros, pobres chegam. Saúde para alguns, os mais carregam Os genes maus que os pais trazem de outrora. Por isso, não nascemos iguais, Como uns proferem - tábua rasa. Depois, o bem e o mal se ensina em casa E a má sociedade é dos maus pais. Passei aqui metade e mais da vida E quero a bela Ria por jazida. Tito Olívio - Faro Pelos Filhos Desprezado O destino deu-me a mão convidou-me a imigrar para ver cá tão longe então alguém por mim a chorar O tempo passou enfim passaram-se anos de vida pois quem chorava por mim era a minha terra querida Refrão Resolvi então perguntar por ver triste e a chorar o meu querido Alentejo ele então me respondeu tanto desprezo me deu quem eu dei tanto beijo Errar, qualquer um erra meu filho sou a terra que um dia te viu nascer foi a ti, que dei a vida dei pão e dei guarida deixaste-me só a sofrer. Fazes Vida de Toupeiro Chico Bento Dällikon - Zurique - Suíça Já te estás a levantar Ainda o sol não nasceu Á tarde ao regressar Já o mesmo se escondeu JANEIRO FRIO Trazes a cara coberta Do pó negro do carvão Que andas á descoberta Debaixo do frio chão Na cabeça uma candeia E na mão a picareta Cada dia é uma estreia Cavando a terra preta Tua vida é procurar Triste a vida do mineiro Debaixo do chão a cavar Passas tu o dia inteiro Refrão Mineiro, mineiro Fazes vida de toupeiro Para ganhar o teu pão És da terra um fragmento Buscas mineiro, o sustento Sempre debaixo do chão. Vai frio o janeiro, vai ventoso e frio. De muitas maneiras, de fio a pavio, Me fugiu a sorte, sem pena e sem dó, No Ano findado, que Deus já levou. Eu gosto da vida, mas nem sempre só. Não vou me queixar, porque o rio secou, Mas pena eu tenho das asas partidas, Dos sonhos roubados por almas impuras, Que forças me deram, mas foram perdidas No salto que dei pra chegar às alturas. O motor das guerras é sempre o dinheiro, Poder e ganância, que são crueldades. Das lutas da vida, eu sou prisioneiro E a feira do mundo só vende vaidades. Tito Olívio - Faro Chico Bento - Suíça

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Confrades da Poesia - Boletim Nr 83 - Maio / Junho 2017 17 «Tribuna do Vate» ONDE MORA A FELICIDADE? P’la vereda da vida vou passando... E o atalho da existência percorrendo Pelos passos incertos, que traçando... Neste mundo cruel que não entendo Na trajectória, sigo a caminhada... P’los caminhos difíceis da má sorte Eu queria encontrar chave dourada... Por mais que minha estrela me conforte! Acendendo a luz forte deste amor Oscilam muitas mágoas de traição Os astros vão girando em meu redor Vejo planetas sempre em rotação... No universo astral de minha dor... Desce a noite de breu no coração Penso na obra de Deus, o Criador Candeia do meu ser, doce visão! Abraço o astro-rei em esplendor Que dá beleza à órbita celeste Ao ver um paraíso multicor... - Dar-me-às noutra vida o que não deste? Nesta interrogação, a que me prendo... Que m’ importa... se há Eternidade? No mundo de passagem, vou vivendo Sem encontrar jamais... Felicidade! Maria Fraqueza - Fuzeta Descalçada Todos os dias ela varre a calçada. Faça brisa faça sol. Pé de vento ou chuvarada. Todos os dias ela varre a calçada. De madrugada, no entardecer, na hora do almoço ou em dias de nada. Todos os dias ela varre a calçada. Para ficar limpa? Não sei. Folhas secas incomodam? Não sei... Não sei qual é a dela... Só sei: ela não fica na janela vendo a boiada passar em galopada. Ela sai de dentro de casa. E todos os dias, ela varre a calçada. Maria Inês Simões - Bauru/SP/BR ObservAção Gosto de olhar para as pessoas e observar o sorriso que trazem. Pequeno gesto, grande revelação. Algumas tímidas demostram força interior, não precisam mais que entreabrirem os lábios. Outras em estardalhaços gotejam alegrias reprimidas em solidão. Gosto de olhar para as pessoas enquanto sorriem... Há certezas nos trejeitos camuflados, há carinhos que gritam na imensidão. Onde muitas vezes escondem todas as firmezas do mundo. Onde fui feliz, onde errei onde quero chegar... Porque parei... O sorriso entoa canção. Maria Inês Simões - Bauru/SP/BR A PAZ QUE SINTO EM MIM Eu trago a Paz dentro da alma Quando sinto o bater do coração Quando escrevo o poema que me acalma Quando posso controlar minha emoção! Eu sinto em mim o grito da revolta Quando vejo este mundo tão vazio Eu queria ver Paz à minha volta Sentir o Sol dourado no estio! Sinto Paz quando rezo uma oração Quando entrego minha alma ao Criador Quando me dou de alma e coração Aqueles a quem consagro o meu Amor! Sinto Paz quando meu amor me beija Quando contemplo o Sol dum novo dia Quero sentir minha alma benfazeja Sinto Paz quando escrevo uma Poesia! A Paz que sinto em mim é de ternura Na eterna magia dum sorrir... Dessa Paz que em vão, ando à procura Que o nosso Mundo tenta destruir! Maria Fraqueza - Fuzeta OS MEUS RASCUNHOS Oficina da alma Na minha escrevaninha os meus rascunhos De mágoas e alegrias já sentidas Retalhos de papel são testemunhos Horas e horas…por nós foram vividas No meu diário sempre os gatafunhos Ocultavam nas telas coloridas A escrita que era feita a punhos Pinceladas de dor nas nossas vidas! Escondi meus escritos na gaveta Perdida nos papéis minha caneta E meu velho tinteiro já sem tinta! Do tinteiro que fiz do coração Apenas a melhor recordação Daquela velha arte já extinta! De sonhos loucos, gestos e mandalas. Seus olhos impregnados de ternura e compaixão. Pousaram na discórdia de envolvimento em tesão. Era só um corpo que passava, como as nuvens, a formar desenhos camuflados em céus abandonados. O calor subia, mas vinha do vulcão, ilha de matéria sem habitação. O tempo formou rios, vales e dobras naquela pele humana. Só não formou crateras, nas lembranças daquele desejo em circulação. Maria Fraqueza - Fuzeta Maria Inês Simões

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5 Confrades da Poesia - Boletim Nr 84 - Maio / Junho 2017 «Ponto Final» Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida. - (Sócrates) Feitura do Boletim  Os Boletins Bimestrais com a seguinte ordem de saída para o ano de 2017:  5/1 - 5/3 - 5/5 - 5/7 - 5/9 - 5/11/2017 ... ( 6 períodos de postagem ) Futuramente os Confrades enviarão os seus trabalhos em word até ao dia 5 do início de cada período. A feitura do Boletim será a partir do dia 5 até ao dia 15, que corresponderá à data de saída... Os seus poemas devem vir sempre identificados com o seu nome ou pseudónimo e localidade de onde escreve seu poema. O Tema continua a ser Livre! Para sua orientação sugerimos que consulte as páginas das Efemérides e Normas no site dos Confrades... Durante o ano corrente, é acrescido de mais três Edições Especiais - TRIBUNA DO VATE 5/5 / 5/11 e ESPECIAL NATAL http://www.confradesdapoesia.pt/normas.htm Amigos que nos apoiam ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE Rua Seixal Futebol Clube N.º 1—1º D 2840-523 Seixal Telf. 210 991 683 - Tlm. 969 856 www.fadotv.pt As fotos deste Boletim são dos autores e outras da Internet «A Direcção agradece a todos os que contribuíram para a feitura deste Boletim». Voltamos a 5/7/17

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