Transporte LOG 55

 

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Informativo do SISTEMA FETRANSPORTES e SEST SENAT-ES Edição nº 55 • Março/Abril 2017 Vitória do associativismo Presidente do Transcares, Liemar Pretti foi um dos 19 ganhadores da edição 2017 da Medalha JK e diz que conquista está ligada ao trabalho que desenvolve e que busca unir atores e forças em benefício do segmento de cargas “Liemar Pretti tem sido uma das lideran- Estado do Rio de Janeiro). “A atuação de ças mais presentes do transporte de cargas Liemar salta aos olhos, ele é, hoje, quase e logística. Como presidente do Transcares, uma unanimidade quando o assunto é tem ganhado destaque no cenário nacional, liderança do TRC”, ressaltou Benatti, que defendendo as bandeiras do segmento com contou com o aval de Rebuzzi no momento seriedade e muito comprometimento”. da escolha do nome do capixaba. Com essas palavras, o presidente da Seção II do Transporte Rodoviário de Car- Trajetória de associativismo gas da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e da Fetcesp (Federação das Liemar Pretti tem uma trajetória já mar- Empresas de Transporte de Carga do Es- cada pelo associativismo. Tudo começou tado de São Paulo), Flávio Benatti, justifi- em Colatina, onde participou do Conselho cou a escolha do nome de Pretti para ser de Segurança, da Assedic (Associação uma das 19 autoridades escolhidas para Empresarial de Colatina e Região) e da receber a Ordem do Atac (Associação dos Mérito do Transporte Tenistas Amadores Brasileiro, conhecida como Medalha JK. Minha trajetória é marcada de Colatina). O caminho trilhado na sua A solenidade de pela participação em assuntos cidade natal ganhou entrega da comen- que tragam o crescimento ainda mais corpo a da foi realizada na noite de 8 de março, na sede da CNT, em Brasília. Instituída em 1991 pela CNT, a Medalha JK homena- e o desenvolvimento da sociedade, das entidades e das empresas. Busco contribuir com a união das forças e dos esforços. partir de 2006, ano em que se mudou definitivamente para Vitória. Ele foi vice-coordenador do Comitê de Logística da geia pessoas físicas ou jurídicas que se sobressaem na pres- Liemar, presidente do Transcares e vencedor da Medalha JK Asevila (Associação dos Empresários de Vila Velha), coorde- tação de serviços ao nador dos Comitês setor de transportes, em quaisquer de suas 4 (Interiorização do Desenvolvimento) e modalidades. 5 (Rede de Cidades) do movimento em- O nome do presidente do Transcares presarial Espírito Santo em Ação, e em foi uma indicação de Benatti e de Eduar- 2007 chegou ao Transcares, como diretor- do Rebuzzi, presidente da Fetranscarga -secretário da diretoria do então presidente (Federação do Transporte de Cargas do José Antonio Fiorot. Presidente da Seção II do Transporte Rodoviário de Cargas da CNT e da Fetcesp, Flávio Benatti (E) foi o responsável pela indicação do dirigente capixaba junto com Eduardo Rebuzzi, da Fetranscarga “No período em que estive como diretor do sindicato, quis conhecer melhor o segmento, as entidades locais e nacionais. E nessas andanças, fui observando que tínhamos de realizar um trabalho para agregar mais empresas e empresários em favor de algo maior, o próprio setor de transportes”, conta. Entre 2007 e 2012, Liemar Pretti fez praticamente um “estudo de caso” do segmento de cargas. E com base no que aprendeu e nas experiências compartilhadas como diretor, deu um novo passo: conversou com os demais diretores e com Fiorot, e se colocou como candidato a presidente para a gestão 2013-2015. “Tive o apoio de todos e em janeiro de 2013 assumi meu primeiro mandato”, conta. Falar da conquista da Medalha faz os olhos de Liemar Pretti brilhar... “Esta é uma vitória do associativismo! Dedico meu tempo na entidade com o objetivo de mostrar e disseminar que o caminho para a conquista de nossas lutas é o associativismo. Sempre acreditei que a associação de forças, esforços e luta é a grande chave para nossas vitórias”. Continua na página 2. Presidentes da Fetransportes e do Transcares integram comitiva do governador Paulo Hartung em visita ao novo Aeroporto de Vitória. Página 4 Duas unidades capixabas do Sest Senat sob gestão de novos diretores. Página 7

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PALAVRA DO PRESIDENTE Março passou deixando coisas boas O mês de março passou deixando um rastro de coisas boas para o setor de transportes, para a economia, para a infraestrutura e para a competitividade do Estado. No início do mês, mais precisamente dia 8, Liemar Pretti esteve na sede da CNT, em Brasília, para receber a Medalha JK. A indicação e a conquista marcam o reconhecimento de uma nova, e forte, liderança do setor. E falar de novas lideranças é sempre bom! Outro destaque positivo do mês foi a Oficina de Trabalho O Papel do Estado na Promoção da Competitividade, realizada na tarde de 15 de março, em Vitória, e do qual fomos uma das entidades patrocinadoras. Colocamos em pauta um dos temas mais factuais do momento, reunimos um público bastante qualificado para o debate e ainda conseguimos trazer ao Estado a ex-secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão Costa, que compartilhou o processo de equilíbrio fiscal promovido pelo estado nos dois últimos anos, e cujos resultados positivos já estão sendo sentidos pela população. Poucos dias depois dessa gama de informações de altíssimo nível para o futuro do Espírito Santo, voltamos a participar de uma agenda estratégica. Dessa vez, integramos a comitiva do governador Paulo Hartung na visita técnica ao Aeroporto de Vitória. E mais uma vez, o assunto competitividade estava em pauta, pois a partir do momento que o novo Eurico Aguiar começar a operar, certamente acompanharemos o desdobrar de uma nova história. Sofremos muito com a novela do aeroporto. Vê-la, portanto, ganhando corpo e novas dimensões, é a realização de um sonho e a certeza de que estamos virando uma página que trava nossas potencialidades. Jerson Antonio Picoli Presidente da Fetransportes F EFTERTAR NA SNPSOPROTRETSE S Quatro vezes Espírito Santo Tania Drummond foi a grande homenageada da noite, com a Medalha na Ordem Grã-Cruz A edição 2017 da Medalha JK homenageou quatro capixabas. Além de Liemar Pretti, foram condecorados Tania Drummond, vice-presidente da Fetranscarga (Federação do Transporte de Cargas do Rio de Janeiro), Paulo Nemer, presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) e Paulo de Tarso Martins Gomes, ex-presidente da ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos), cargo que ocupou até 22 de janeiro deste ano, dia em que faleceu. As 19 personalidades receberam a Ordem do Mérito do Transporte Brasileiro nos graus Grã-Cruz, Grande Oficial e Oficial. A grande homenageada da noite, na Ordem Grã-Cruz, foi Tania. Nemer e Paulo de Tarso, que foi representado no evento pela filha, Patrícia Monken Gomes, receberam a Medalha de Grande Oficial, e Pretti a de Oficial. Capixabas homenageados TANIA DRUMMOND: Ex-diretora da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), foi presidente do Sindicarga (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Rio), da Fetranscarga (Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio), onde trabalhou para a criação do Sest Senat, e da CNT. Ocupa atualmente a vice-presidência da Fetranscarga. PAULO NEMER: Economista, criou a Rede Brasil de Aluguel de Veículos, é fundador do Sindloc-ES (Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores no Estado do Espírito Santo) e da Fenaloc (Federação Nacional das Empresas Locadoras de Veículos). É presidente do Conselho Nacional da Abla (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis). PAULO DE TARSO MARTINS GOMES: Capixaba e engenheiro mecânico, coordenou grupos de trabalho que atualizaram diversas normas a respeito de armazenamento de cargas e transporte de produtos perigosos. Em 2001, tornou-se presidente da ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos). LIEMAR PRETTI: Formado em Administração e pós-graduado em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), é diretor das empresas Pretti Cargas, Viação Pretti e Expressa Transportes, e também diretor-administrativo da Fetransportes. 2 | TRANSPORTE.LOG | MARÇO/ABRIL 2017 PUBLICAÇÃO MENSAL DO SISTEMA FETRANSPORTES E SEST SENAT-ES Rua Constante Sodré, 265 - Santa Lúcia - Vitória - ES - CEP 29055-420 SUPERINTENDENTE FETRANSPORTES: Sandro Perovano Tel: (27) 2125-7642 EDITORA: Anna Carolina Passos Tel: (27) 2125-7618 imprensa@fetransportes.org.br / imprensa@transcares.com.br PRODUÇÃO EDITORIAL: Anna Carolina Passos - Gestão e Assessoria em Comunicação TEXTOS: Anna Carolina Passos • Imprensa@gvbus.org.br (Assessoria de Imprensa GVBus) FOTOGRAFIAS: Divulgação e Sest Senat PROJETO GRÁFICO E EDITORAÇÃO: Bios Tel.: (27) 3222-0645 IMPRESSÃO: Grafitusa

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FETRANSPORTES Vamos falar sobre competitividade? Considerados os pilares do desenvolvimento sustentável, a competitividade, o equilíbrio das contas públicas e as políticas de atração de investimentos foram temas profundamente debatidos na Oficina de Trabalho O Papel do Estado na Promoção da Competitividade, realizada na quarta-feira, 15 de março, em Vitória. E os assuntos, que estão entre os mais factuais do momento, trouxeram ao Espírito Santo a ex-secretária de Fazenda de Goiás e atual presidente do Conselho de Gestão e Finanças de São Paulo, Ana Carla Abrão Costa. A economista, o secretário-geral de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado, Rodrigo Lubiana, e o secretário da Fazenda do Espírito Santo, Bruno Funchal, foram os palestrantes. O evento, nas palavras do presidente do movimento empresarial Espírito Santo em Ação, Aridelmo Teixeira, foi pensado numa tentativa de reunir instituições e elementos técnicos para uma discussão abrangente e a visão de competitividade a longo prazo. “Essa oficina abre uma nova janela na busca da construção de um entendimento que possa unir a sociedade capixaba por meio de suas instituições (poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, e sociedade civil organizada) na defesa dos interesses do Estado Capixaba, frente às ações audaciosas de outros estados da federação no campo da disputa legítima por desenvolvimento de suas respectivas regiões”, destacou ele. Convidada especial da oficina, Ana Carla falou de ajuste fiscal, competitividade e compartilhou com o público o case do estado de Goiás, processo de equilíbrio fiscal coordenado por ela, nos anos de 2015 e 2016, e cujos resultados positivos já estão sendo sentidos pela população. Confira ao lado um pouco do que ela abordou. DESCONTROLE MAQUIADO – Segundo ela, os empréstimos feitos com a União, antes da crise econômica ser deflagrada, mascararam o descontrole financeiro de estados e municípios. Enquanto a arrecadação era usada para pagar despesas com pessoal e outros custeio da máquina pública, os investimentos contavam com recursos do governo federal. Só que um dia esse sistema mostrou ser insustentável, deixando em evidência a falta de organização fiscal. “O governo federal inundou os estados de recursos extraordinários e os empréstimos se tornaram fonte de receita ordinária. O objetivo da injeção desses novos recursos era estimular a economia e o desenvolvimento. Só que esse futuro não chegou, em 2015 entramos em crise, a receita caiu. Iniciava-se, então, a crise fiscal brasileira”. CENÁRIO ANTECIPADO – Na sua opinião, a antecipação do cenário de crise impediu que Goiás e Espírito Santo entrassem em colapso. “Goiás e Espírito Santo promoveram um forte ajuste fiscal com a percepção que precisávamos antecipar a crise, que foi maior do que imaginávamos. São dois estados que se destacam por estarem numa situação de controle de gastos, com salários em dia, com qualidade do serviço público mantida, e esse controle conseguiu diferenciá-los daqueles que entraram em colapso porque não conseguiram entender a importância dessas medidas, que são duras, mas essenciais para a sustentabilidade”. REFORMA TRIBUTÁRIA, O NOVO PLANO REAL – Ela defende que além de fazer o controle das contas públicas, os estados devem se preparar para mudanças que podem acontecer, principalmente na área tributária, com projetos que prometem, por exemplo, uniformizar as alíquotas de ICMS ou criar um imposto único. “A reforma tributária é tão importante quanto o Plano Real na década de 1990. Não é só pela complexidade, mas pelas perdas de competitividade que temos por causa de um sistema tributário tão caótico”. COMPETITIVIDADE X DESEQUILÍBRIO FISCAL – “Sem um estado saudável do ponto de vista fiscal não se fala em competitividade. A solução para os estados que entraram em colapso é o controle de gastos. É preciso ter corte com gasto de pessoal, segurar o aumento salarial, controlar as despesas de custeio. Temos que fazer escolhas e sacrificar investimentos para que as contas fechem. Essas serão as medidas que nos permitirão ter recuperação da economia e manter uma taxa de crescimento de despesas que conversem com a receita”. “Precisamos pensar em desenvolvimento regional” A série de palestras da oficina foi aberta com o secretário-geral do Controle Externo do Tribunal de Contas do Espírito Santo, Rodrigo Lubiana, que na apresentação Transparência e Agilidade: CidadES, explicou os sistemas que o Tribunal tem construído para acompanhar a melhor aplicação dos recursos públicos. “Estamos passando por um processo de mudanças conceituais em nossa forma de atuação. Continuaremos fiscalizando, apreciando contas e acompanhando a gestão dos recursos, a fim de que ela se torne cada vez mais eficiente, só que olhando sempre para as necessidades da sociedade, gerando benefícios para ela”, explicou Lubiana. A seguir, foi a vez do secretário de Estado da Fazenda, Bruno Funchal, apresentar a palestra Guerra pelo Desenvolvimento. Para ele, a competitividade está intimamente ligada a reformas estruturais, e as possíveis mudanças no sistema tributário precisam acontecer em paralelo a uma agenda de competitividade, que envolve, além de mudanças estruturais na infraestrutura logística, redução da burocracia. Ele deixou claro, ainda, que tão importante quanto discutir a reforma tributária é discutir a forma de transição. De acordo com o secretário, a unificação da alíquota de ICMS, a criação do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) ou até mesmo o cancelamento dos incentivos dados às empresas criariam polos de desenvolvimento nos maiores estados do País e causariam prejuízos às regiões que padecem com a falta de infraestrutura. “Daí a necessidade de uma transição entre o sistema atual e o novo, para evitar desemprego e subdesenvolvimento de algumas regiões. Precisamos pensar em como gerar desenvolvimento regional”. A oficina de trabalho foi uma realização do Espírito Santo em Ação com apoio da Fetransportes, Findes, Fecomércio e Faes. MARÇO/ABRIL 2017 | TRANSPORTE.LOG | 3

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FETRANSPORTES O presidente da Fetransportes, Jerson Picoli, foi um dos dirigentes presentes na comitiva do governador, que, por cerca de uma hora e meia, visitou as dependências do novo Eurico de Aguiar O final (feliz) de uma longa história... Governador Paulo Hartung organiza visita técnica ao Aeroporto de Vitória. Neste momento, 65% das obras estão executadas e a previsão de conclusão continua sendo setembro Entre 2005 e 2016, uma longa (e interminável!) novela esteve em cartaz no Espírito Santo: as obras de ampliação e modernização do Aeroporto de Vitória. As idas e vindas foram muitas... Em 2005, o então presidente Lula garantiu que o terminal estaria pronto até 2007. Em 2008, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades e paralisou as obras. Depois disso, várias outras datas foram anunciadas, mas nenhuma cumprida. Com a descrença da população em nível máximo, em junho de 2015 uma nova data foi colocada como meta: setembro de 2017. A partir desse anúncio, as obras começaram a ser tocadas e 65% já foi executada. Enxergando um final feliz para uma das mais antigas agendas de infraestrutura do Estado, o governador Paulo Hartung organizou uma comitiva para ver de perto como andam as obras neste momento. A visita técnica ao Aeroporto Eurico Salles de Aguiar aconteceu na manhã da segunda-feira, 20 de março, e reuniu empresários, dirigentes – dentre eles, os presidentes da Fetransportes e do Trancares, Jerson Picoli e Liemar Pretti, respectivamente –, políticos e imprensa. Por cerca de uma hora e meia, o grupo recebeu de representantes da JL, empresa responsável pela construção do novo aeroporto, e da Infraero informações a respeito do andamento das atividades, que, segundo eles, está dentro do cronograma e segue com previsão de conclusão para setembro. Diretor-presidente da JL Construções, João Luiz Felix foi quem detalhou algumas características da obra, como a fase do asfaltamento da pista. “Até agora foram 4 | TRANSPORTE.LOG | MARÇO/ABRIL 2017 colocadas três camadas, e ainda serão feitas mais três para garantir a qualidade da pista e de modo que ela possa aguentar o peso das aeronaves”. Quem também deu informações técnicas sobre as intervenções que estão sendo feitas foi o Gerente de Engenharia da Infraero, Giuliano Capucho. Segundo ele, a nova estrutura proporcionará ao aeroporto elevar sua capacidade anual de transportar passageiros de 3,3 milhões para 8,4 milhões. Capucho destacou, ainda, que só o novo salão de embarque é maior do que toda a área do terminal utilizado hoje. “São cerca de seis mil metros quadrados de área de embarque, enquanto o outro terminal tem cinco mil metros quadrados. Além disso, teremos capacidade para um pátio com nove aeronaves e seis pontes de embarque. Vamos oferecer tudo o que o povo capixaba necessita como entrada de turismo e negócios no Espírito Santo”. A expectativa de Capucho é que as operações iniciem assim que as obras sejam finalizadas, e ele já adiantou que a nova estrutura e a antiga vão operar ao mesmo tempo. A que é usada atualmente será destinada principalmente para voos particulares, de cargas, e relacionados às atividades petrolíferas offshore, enquanto a nova irá concentrar as operações comerciais. Em relação às duas pistas (atual e nova), ambas vão ficar disponíveis para voos e decolagens, uma vez que a utilização dependerá das condições climáticas. Durante a visita técnica, Hartung aproveitou a ocasião para destacar o quanto o novo aeroporto, orçado em R$ 523,5 milhões, é fundamental para garantir mais competitividade ao Estado e ofertar mais segurança e comodidade aos passageiros e profissionais que atuam no local. “Essa obra é extremamente significativa para o Espírito Santo pela infraestrutura competitiva que vai conceder ao Estado. Nossa visita tem como objetivo mostrar aos capixabas a evolução das obras que estão estruturando um parque aeroportuário compatível com a economia e o porte socioeconômico do Estado. Um cartão de visita à altura da pujança da economia e das belezas naturais do Estado”, frisou o governador. Raio-X da obra O QUE ESTÁ SENDO FEITO – Neste momento, estão sendo executadas a pavimentação asfáltica e o balizamento luminoso da nova pista de pouso e decolagem e das pistas auxiliares. O QUE VEM PELA FRENTE – As próximas etapas consistem na instalação dos equipamentos elétricos e eletrônicos, pontes de embarque, elevadores, escadas e esteiras de bagagem, concretagem final do pátio de aeronaves, sinalização horizontal e vertical, acabamentos internos e externos do terminal de passageiros. Também serão feitas as guaritas e área de apoio aos taxistas, conclusão das cercas operacionais e patrimoniais. OUTROS DADOS – O novo aeroporto elevará a capacidade de transportar passageiros/ano de 3,3 milhões para 8,4 milhões. A pista também ficará maior, passando de 1.750 metros para 2.058 metros e, no futuro, será possível receber voos internacionais.

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GVBUS Infelizmente e felizmente O debate sobre a mobilidade urbana, muitas vezes, é direcionado para os aspectos negativos. Infelizmente, as críticas são pertinentes na maioria dos casos. Felizmente, há ações em andamento e potenciais intervenções que vão, aos poucos, permitindo vislumbrar um futuro melhor. O infográfico abaixo representa essa situação tão complexa e desafiadora, que deve ser entendida e encarada seriamente por todos. (André Dantas, PhD, Diretor Técnico da NTU). EM BAIXA X EM ALTA 1O modelo econômico ainda tem o automóvel particular como base para desenvolvimento. Os últimos sete anos foram de investimentos intensos: 1.743 km e 12 bilhões em priorização do transporte público urbano. 2Os investimentos na priorização do transporte público ainda são limitados. Uma parte da sociedade já percebeu que o modelo atual deve ser revisto o mais rapidamente possível. 3A carga tributária incidente sobre os custos do transporte público ainda é muito alta. Em média, 34% da tarifa refere-se aos tributos incidentes direta e indiretamente nos insumos. Conseguimos desonerações importantes, tais como a redução da alíquota do INSS sobre a folha salarial. 4Os investimentos governamentais em capacitação de pessoal e de instituições são praticamente inexistentes. Temos profissionais qualificados para atuarem como multiplicadores do conhecimento e assim conduzir um grande esforço nacional de capacitação. 5É crescente o número de gratuidades, fraudes e evasão no transporte público por ônibus. Possuímos e estamos usando tecnologias, conhecimento e experiências para controlar gratuidades e reduzir as fraudes e evasões. 6Muitos contratos de concessão da prestação dos serviços de transporte público não têm sido integralmente cumpridos. O sistema judiciário é suficientemente robusto para garantir o cumprimento dos contratos. Espera-se que esse sistema funcione de forma eficiente. 7Poucos municípios têm planos de mobilidade urbana implementados. Se os municípios não implantarem os planos de mobilidade urbana, não terão acesso aos recursos federais (Lei 12.587 /2012). 8As tarifas públicas ainda são a principal fonte de financiamento do transporte público por ônibus Discute-se a Cide municipal voltada exclusivamente para o custeio do no Brasil. transporte público com qualidade. 9A sociedade organizada tem limitada influência na priorização e Os protestos de 2013 mostraram o nível de descontentamento e a urgência na adoção de financiamento do transporte público. melhorias nos serviços. A qualidade dos serviços é criticada pelos Inúmeras melhorias em termos de frota moderna 10usuários do transporte público das grandes cidades brasileiras. e confortável, ar condicionado e sistemas de informação ao usuário têm sido implantadas nos últimos anos. Fonte: NTU MARÇO/ABRIL 2017 | TRANSPORTE.LOG | 5

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TRANSCARES Juntando as peças do quebra-cabeça Capacitação, interiorização, parcerias, fortalecimento, credibilidade... Aos poucos, as peças do quebra-cabeça que, juntas, formam o Transcares vão se juntando e se completando. Somente neste primeiro trimestre de 2017, a equipe do sindicato deu o pontapé inicial a dois projetos absolutamente convergentes com as demandas surgidas durante a reformulação do Planejamento Estratégico da entidade, desenvolvido entre outubro e novembro para o período de 2017 a 2020: o Encontro com Gerentes das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e o relançamento da Câmara de Desenvolvimento do Capital Humano (CDCH). Sonho antigo do Transcares, o encontro de gerentes é um evento bimestral. A primeira edição aconteceu em 24 de janeiro e a segunda em 14 de março, na sala de treinamento. E o último evento, inclusive, contou com a presença do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Centro-Oeste Mineiro (Setcom), Raimundo Luiz Fernandes, que estava em viagem pelo Estado naquela terça-feira e aproveitou para participar. Embora reconheça que os dois primeiros encontros não tenham reunido, ainda, o número ideal de gestores – o Espírito Santo é um Estado reconhecido por agregar um grande número de filiais de grandes empresas –, o presidente do Transcares, Liemar Pretti, acredita que ao longo dos meses esse número vá crescer porque o grupo só está discutindo temas relevantes para o segmento. “Tenho certeza que nosso grupo vai ganhar corpo e volume porque estamos criando uma sinergia multiplicadora, destacando as demandas e as dificuldades das empresas, O presidente Liemar Pretti destaca que tanto no Encontro de Gerentes quanto nas reuniões da CDCH (abaixo), sindicato e empresas estão fortalecendo laços, compromisso com o TRC e o associativismo no intuito de promover ações para seu desenvolvimento. Começamos os encontros com um número pequeno de participantes, mas isso também não tira o mérito de nossa equipe e o peso dessa importante conquista da entidade”, considera o dirigente. CDCH No mês de março, dois dias após receber os gerentes das empresas, a equipe do Transcares estava envolvida em outra importante ação de fortalecimento: o relançamento de sua Câmara de Desenvolvimento do Capital Humano (CDCH), que estava inativa desde 2013. A primeira reunião do grupo, que reúne profissionais de Recursos Humanos das empresas do segmento de cargas, do Sest Senat de Cariacica e Serra, da Fetransportes e do próprio sindicato, foi realizada dia 16 de março, também no sindicato. Juntos, os membros da CDCH vão debater e compartilhar assuntos que têm a ver com capacitação e qualificação. E essa maior aproximação, como destacou a Analista de RH do Transcares e coordenadora da câmara, Mariana Benincá, proporcionará, ainda, melhor relacionamento entre as empresas associadas, o Sest Senat e Fetransportes. “A Câmara de Desenvolvimento do Capital Humano foi criada para fomentar e estimular o crescimento dos profissionais, por meio de informações, troca e compartilhamento de ideias. Ou seja, estamos reabrindo este, que é mais um canal de crescimento e desenvolvimento para as empresas de cargas e logística do Estado”, reforçou. Tanto nas edições do Encontro de Gerentes quanto na reunião da CDCH, a equipe do Transcares apresentou e debateu temas comuns a todo o segmento, e exibiu os vídeos institucionais do Transcares, CNT, Sest Senat e ITL – Instituto do Transporte de Logística. Segundo o presidente, eles fizeram questão de apresentar tais vídeos porque consideram fundamental que esses grupos, além de conhecer as entidades que representam o setor, saibam os benefícios que elas oferecem ao trabalhador do transporte. O Transcares está de parabéns pela iniciativa! Isso que o sindicato está fazendo é inédito no Brasil e gostei tanto do que vi que vamos implantar esses encontros no Setcom. Acredito que assim conseguiremos somar as forças e alavancar o nosso setor. Raimundo Luiz Fernandes (E), presidente do Setcom 6 | TRANSPORTE.LOG | MARÇO/ABRIL 2017 Ao lançar o Encontro de Gerentes e relançar a CDCH estamos, mais do que nunca, investindo no associativismo e na necessidade da união de forças para alcançar a sustentabilidade das empresas e da entidade. Essas ações mostram que estamos focando num trabalho de capacitação, desenvolvimento e na participação das empresas, sejam matrizes ou filiais. Se queremos mostrar a força do transporte precisamos de todo o segmento. Liemar Pretti, presidente do Transcares

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SEST SENAT Sob nova direção Duas unidades capixabas do Sest Senat estão sob a coordenação de novas gestoras. Edilene Marcolano é a nova diretora da unidade de Cariacica e Simone Monte de Oliveira, que era coordenadora da Serra, foi promovida a gerente Nomes já conhecidos do Sest-Senat-ES, onde atuam há anos, Edilene Marcolano e Simone Monte de Oliveira estão vivendo experiências e desafios profissionais semelhantes neste momento. Antigas companheiras de trabalho nas unidades de Cariacica e da Serra, elas se separaram há dois meses. Ex-diretora do Sest Senat da Serra, Edilene mudou de casa e agora está em Cariacica. E Simone, que há um ano ocupava o cargo de Coordenadora de Desenvolvimento Profissional da Serra, foi promovida à gestora da unidade. Experiência e conhecimento do setor e da entidade não são problemas para a dupla, que elegem a nova (e maior!) res- ponsabilidade como seu maior desafio. Edilene está à frente da maior unidade capixaba. E Simone comanda a mais nova. As executivas deram uma entrevista para o jornal “Transporte.Log” e muitas das respostas mostram o quanto as duas estão alinhadas em pensamentos, expectativas e metas. Confira! Novo cargo em meio à reestruturação da instituição Ex-Coordenadora de Promoção Social ajuda na missão. “O trabalho no Sest do Sest Senat Aylmer Chieppe, em Ca- me proporcionou certa noção do fun- riacica, Edilene está ocupando o mesmo cionamento do todo, e esse conheci- cargo que tinha na unidade da Serra. A mento e experiência estão facilitando grande diferença, como ela mesma apon- minha rotina”. ta, está no fator grandeza, uma vez que Unidade maior. Equipe maior. Fluxo Cariacica é a maior uni- maior de trabalho. Engana- dade capixaba. “A gestão de uma unidade do porte da Aylmer Chieppe é bem diferente, mais complexa. Tenho, hoje, o dobro de colaboradores, o dobro Além do desafio de chegar ao Sest Senat de Cariacica no momento da reestruturação, -se quem pensa que um desses três itens tenha sido escolhido como o principal desafio da executiva. O que está merecendo mesmo seu olhar de demandas”, argumenta precisamos trabalhar diferenciado é a nova re- ela, que iniciou o trabalho para manter o estruturação do DEX (De- em 20 de fevereiro. patamar da unidade, partamento Executivo do Apesar disso, ela ressalta que o fato de ter sido coordenadora na mesma que é uma referência no Brasil. Sest Senat). “Cheguei no mes- mo momento em que o unidade por quatro anos Edilene Marcolano, diretora DEX está reestruturando suas regras e manuais. Ou seja, estamos começando do zero, apren- dendo novos sistemas, pro- cessos. Este, sim, está sen- do ‘o’ desafio”, diz ela. Antes de assumir a gestão da A diretora, porém, aposta na força da sua equipe para maior unidade do Espírito Santo, Edilene havia sido Coordenadora de Promoção Social de Cariacica e diretora do Sest Senat da Serra seguir adiante e manter a unidade Ayl- mer Chieppe entre as melhores do Brasil. “Somos uma equipe diversificada e, jun- tos, continuaremos pensando a unidade e avançando em nossas ações e projetos”. Sede permanente: principal desafio da nova gerente A história de Simone Monte de Oliveira gerente da unidade capixaba caçula é com o Sest Senat começou há 22 anos. profunda conhecedora da instituição. Em novembro de 1995, ela entrou no “Por mais que o cargo e as responsabi- sistema como assistente administrativo lidades sejam outras e maiores, confesso da unidade provisória de que a gestão da unida- Santa Lúcia, em Vitória. Com a inauguração do Sest Senat de Cariacica, passou a fazer do time e foi promovida a Técnica de Formação Profissional, função ocupada até Bater nossas metas, ampliá-las e construir nossa unidade permanente são os nossos três principais desafios. de não me assusta, pois conheço bem a equipe, o grupo é coeso e muito bom. Diria que nosso principal desafio, neste momento, é conseguir construir nossa unidade ano passado, quando foi Temos muito a fazer, definitiva para dar mais chamada para integrar a mas com a equipe espaço e conforto aos equipe de Edilene na Serra da unidade vai ser nossos clientes”. como Coordenadora de Desenvolvimento Profissional. Ou seja, a atual tranquilo. Simone Monte de Oliveira Outra importante meta de Simone daqui para frente é não deixar cair o nível de atendimen- to do Sest Se- nat, cujas de- mandas por treinamento e atendimento não param de crescer. “Como já peguei a uni- dade funcio- nando, confio No que diz respeito à gestão da bastante na equipe para que consiga- unidade, a mais nova das cinco capixabas, Simone está tranquila, pois confia na sua equipe mos manter o trabalho que vinha sendo feito e multiplicá-lo, levando mais conhe- cimento, saúde e qualidade de vida à po- pulação da Serra”. MARÇO/ABRIL 2017 | TRANSPORTE.LOG | 7

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SEST SENAT Florisa Almeida (D) defende um tratamento multidisciplinar em casos de fobia. Nessas situações, o trabalho uniria a atuação do odontologista com a psicóloga Hely Tavares (E) Medo de dentista... Quem nunca? Profissional de Odontologia do Sest Senat de Cariacica garante que fobia é muito comum, que geralmente passa de pai para filho e dá o caminho das pedras para vencer essa barreira Atire a primeira pedra quem jamais suou, tremeu, chorou ou até mesmo teve uma pequena dose de pânico diante de um dentista. E para quem não sabe, medo de dentista é algo mais real (e comum!) do que se pensa. Quem garante é a especialista em Periodontia e uma das profissionais que integra o time de saúde do Sest Senat de Cariacica, Florisa Almeida. E tem mais! Geralmente, ele é fruto de uma má experiência do passado que ganha corpo ao longo dos anos e passa de geração para geração. Isso significa que... “Muitas vezes, mesmo sem querer, são os pais que despertam no filho o medo do dentista”, ressalta, completando em seguida. “Mães e pais que se identificarem com o que disse acima precisam rever tal comportamento, pois as visitas ao odontologista precisam ser periódicas. E, em via de regra, quem demora muito tempo para voltar ao dentista, precisa fazer tratamentos mais complexos e longos”. O protocolo odontológico pede que as consultas odontológicas aconteçam, pelo menos, de seis em seis meses. Segundo Florisa, esse é um intervalo que permite um bom acompanhamento e evita problemas maiores com a saúde bucal. “Isso é importante frisar: quanto mais tempo o paciente demorar para voltar, menos simples será o tratamento”. Respeitar o medo é essencial! Por mais que não exista estudo técnico algum capaz de explicar esse medo coletivo, Florisa defende que tal sentimento precisa ser levado em consideração e vai além, ao garantir que este é o primeiro passo para fazer romper as barreiras entre o paciente e o dentista. “Ser paciente, acolher o paciente e ouvir o que ele tem a dizer, respeitar seu sentimento, explicar o que será feito e transmitir a tranquilidade necessária são atitudes que podem minimizar o estresse. E isso precisa ser feito com o adulto e, principalmente, com a criança. Neste primeiro contato, precisamos ser um pouco psicólogos”, resume a profissional, que, no entanto, faz um alerta: as pessoas que sentem, de fato, fobia da cadeira de dentista devem procurar um acompanhamento psicológico. “Quando o medo é tão grande que impossibilita o tratamento, a melhor saída é o atendimento especializado com um psicólogo. Este acompanhamento proporcionará ao paciente trabalhar as questões emocionais relacionadas à própria saúde”, explica a psicóloga da unidade Aylmer Chieppe, Hely Tavares. ALGUMAS CURIOSIDADES... A broca (aquele famoso motorzinho) continua sendo o grande pavor dos pacientes. Segundo Florisa, a grande maioria das pessoas reclamam dele ao explicar o pavor que sentem de dentista; A cirurgiã-dentista coleciona algumas histórias... “Já tive paciente que foi a primeira vez e não voltou, e já tive também pacientes que foram, pagaram e não voltaram mais...” No passado, a profissão era realizada por barbeiros, que além de dar um “tapa no visual”, cortando cabelo e aparando a barba de homens, ainda faziam intervenções bucais. Na falta de conhecimentos técnicos, na época o que valia era improvisar, não havia anestesia, nem esterilização. Os atendimentos eram realizados na rua, em plena calçada, debaixo de sol quente e com muitos curiosos ao redor. Para amenizar a dor usava-se álcool, e os dentes eram considerados foco de infecção, e quanto mais rápido fossem removidos, menor problema gerariam. “No âmbito cultural, esse tipo de prática deixou marcas no imaginário da população, o que nos ajuda a compreender tal medo”, destaca a psicóloga Hely. Você quer falar com as unidades capixabas do Sest Senat? Fique ligado em nossos contatos: Acompanhe nossas notícias no site www.sestsenates.org.br e em nossa fanpage www.facebook.com/sestsenates Sest Senat de Cariacica_________________(27) 2123-3450 Sest Senat de Serra____________________(27) 3246-2300 Sest Senat de Cachoeiro de Itapemirim___(28) 2101-0100 Sest Senat de Colatina__________________(27) 2101-8000 Sest Senat de São Mateus_______________(27) 3773-3380 8 | TRANSPORTE.LOG | MARÇO/ABRIL 2017

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