Jornal do Sinpol 242

 

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Abril de 2017 O jornal mais lido e aguardado entre os policiais civis - Ano XXIII - Abril de 2.017 - nº 242 A “REENGENHARIA” CHEGOU Seccional de Ribeirão Preto anuncia a criação de três novas CPJs (Norte, Sul e Oeste) e, na prática, desativa cinco Distritos Policiais: 1º, 5º, 6º, 7º e 8º DPs. Delegacias passam a ocupar apenas três prédios, no 2º, 3º e 4º DPs. Sinpol sempre combateu tal prática. Segundo o presidente do sindicato, medida visa maquiar a grande falta de policiais civis para atender população. Mudança gera revolta entre policiais civis, políticos e em toda a sociedade. Veja nas páginas 08 a 11. Foto: Júlio Castro Registro feito em uma das CPJs criadas após aglutinação de DPs em Ribeirão Preto TRAGÉDIA EM BATATAIS Na manhã de 10 de abril, dois investigadores foram baleados na Rua Santos Dumont, no centro de Batatais. O diretor do Sinpol, Luís Henrique Zanoello e José Carlos da Silva, ambos investigadores de Polícia, passavam pelo local quando foram abordados por duas pessoas em uma motocicleta. O garupa teria descido e atirado contra os policiais civis, na cabeça. Zanoello morreu no local. José Carlos foi levado com gravidade para o Hospital das Clínicas Unidade de Emergência, em Ribeirão Preto, mas não corre risco de morte. A tragédia ocorreu no dia da impressão do Jornal do Sinpol. Em nossa próxima edição, traremos mais detalhes.Adiretoria do Sinpol lamenta profundamente a morte de Zanoello e manifesta seu pesar aos familiares. Também hipoteca total apoio à família de José Carlos. Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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02 ESPECIAL Abril de 2017 À BEIRA DO CAOS TOTAL Falta de recursos humanos é agravada a cada mês e verificação feita pelo Sinpol expõe a ferida aberta na Instituição, que também não concede um centavo de reajuste para policiais civis desde 2014 Parece que a velha história de que não há nada tão ruim que não possa melhorar virou o lema da Polícia Civil. Padecendo com a falta de recursos humanos, a Instituição, ainda assim uma das mais respeitadas do Brasil, tenta driblar a adversidade e prestar o melhor serviço para a população. “Mas fica impossível realizar um trabalho efetivamente satisfatório, uma vez que isso demanda a utilização de recursos humanos e estes recursos são cada vez mais escassos na Polícia Civil”, adverte o vice-presidente do Sinpol, CélioAntonio Santiago. O problema, que já era preocupante nas duas últimas décadas, tornou-se crônico na década atual. Desde 2010, raras foram as nomeações de policiais civis para a região. Na contramão deste número vem o crescente número de policiais civis que se aposenta, pede exoneração ou se afasta por problemas de saúde, entre outras situações. O Sinpol vem denunciando a questão a cada ano que passa. Entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016, por exemplo, o Sinpol constatou que 64 associados efetivaram suas aposentadorias, criando assim 64 novas lacunas para serem preenchidas. “Esses 64 aposentados, na teoria, abriram 64 novas vagas, além das muitas outras já existentes, isso só levando em consideração os associados do Sinpol. Mas não veio sequer um policial civil para ajudar na região do Deinter-3 [Departamento de Polícia Judiciária do Interior]”, disse Célio. Para verificar a gravidade da situação, o Sinpol fez seu levantamento anual junto às unidades policiais de Ribeirão Preto.Adiferença entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016 é que na atual relação o sindicato incluiu também o número de policiais civis lotados na Delegacia Seccional de Ribeirão Preto e na sede do Deinter-3, que responde por 93 cidades da região de Ribeirão Preto, o que não ocorria nos anos anteriores. Portanto, nestas duas unidades, não é possível saber se houve queda. De acordo com os números apurados nas 18 unidades da Polícia Civil, entre distritos e Os poucos policiais civis à disposição nas delegacias estão sobrecarregados para atender à grande demanda da população: faltam recursos humanos especializadas, apenas na DDM (Delegacia de Defe- des da região, 2017 começou com um investigador a sa da Mulher) houve aumento no número de policiais menos. Já o 3º DP também perdeu um delegado civis. Em 2016 foram contabilizados 16 policiais civis. neste ano, em relação ao ano de 2016. Já em 2017 foram 17 policiais civis. Em nove unida- A maior queda, todavia, foi observada numa das des foi possível manter o mesmo número de policiais principais delegacias especializadas do Deinter-3, a civis do ano passado no ano atual, mesmo com o DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O órgão crescimento da população e, consequentemente, da perdeu três policiais civis entre 2016 e 2017. De 23 criminalidade. no ano passado, a especializada conta com 20 polici- Já em outras seis unidades, houve redução no ais civis neste ano, sendo um delegado e dois inves- número de policiais civis, segundo levantamento feito tigadores a menos. pelo Sinpol. No 1º DP (Distrito Policial), localizada no “Os números, por si só, podem não ser tão alar- coração nervoso de Ribeirão Preto, o Centro da ci- mantes de um ano para outro. Até porque podem dade, houve queda de dois postos em 2017, em re- indicar férias ou afastamento temporário e não neces- lação a 2016. A unidade conta hoje com apenas um sariamente aposentadoria ou exoneração. Mesmo delegado e três escrivães. No ano passado eram assim, é uma situação que vem se repetindo ano dois delegados e três escrivães. após ano, na contramão do que o corre com a popu- No 2º DP (Distrito Policial), que atende a uma lação, que tem apresentado crescimento. O mesmo área com população maior que boa parte das cida- ocorre com a criminalidade. Então fica difícil prestar um trabalho de qualidade. Como um policial civil vai investigar um único caso, sabendo que tem dezenas que entram diariamente sob sua responsabilidade? Infelizmente, acabamos tendo que escolher o que investigar. Escolhemos qual inquérito vamos tocar. A grande maioria dos casos, sobretudo os de menor valor ofensivo, fica sem que possamos apresentar uma resposta satisfatória para as vítimas, os prejudicados”, critica Célio. Diferença O vice-presidente do Sinpol, CélioAntonio Santiago, em entrevista ao Jornal do Sinpol, falou sobre essa questão, numa época em que não havia a tecnologia dos dias atuais, mas havia gente em número suficiente para que o trabalho de Polícia Judiciária fosse feito a contento, traduzindo-se em credibilidade e respeito para os policiais civis de Ribeirão Preto e região, considerados entre os melhores no Estado. “Trabalhei no 2º DP [Distrito Policial] na década de 1980. Éramos 12 investigadores e cinco escrivães. Não tinha nada de informática. Mas nessa época, 95% de todos os crimes acontecidos na área do Distrito eram esclarecidos. Para saber da ficha do suspeito, você puxava pelo CEPOL [Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil]. Tinha rádio nas viaturas, não existia celular. Você solicitava e ficava sabendo da vida do cara sem problemas. Saí do 2º DP e fui para a DIG [Delegacia de Investigações Gerais]. Nós éramos 39 investigadores. O 2º DP atualmente tem quatro investigadores. Naquela época tinha 12. É uma diferença muito grande. A cidade cresceu, a criminalidade aumentou e até tem equipamentos. Mas o governo não abre concurso, não tem gente para trabalhar. Hoje precisamos de mais de cem por cento de investigadores, escrivães, delegados, enfim, de todas as carreiras para fazer o serviço de acordo com o que a população deseja”, lamenta Célio. “Dia desses, o dr. Nico, famoso delegado de São Paulo, ao ser indagado sobre o por quê apenas três policiais civis foram entregar uma intimação em um local de risco e um deles acabou morto, foi contun-

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Abril de 2017 03 dente: ‘simplesmente porque faltam policiais civis’, afirmou, em concordância com o que disse nosso DGP”, acrescentou Eumauri. Improviso Várias cidades do Deinter-3 estão sem delegado titular. Nestas situações, um único delegado chega a responder por duas e, em alguns casos, até três cidades. Com isso, a situação da população que mora nestes centros acaba sendo comprometida quando necessitam de algum serviço da Polícia Civil. É o caso de Pitangueiras, por exemplo, que recebe um delegado diferente por mês, geralmente provenientes de Sertãozinho, sede da Delegacia Seccional que responde pela cidade. Guatapará também não conta com delegado titular há muitos anos. O mesmo ocorre com Santa Cruz da Esperança. Estes são apenas dois de muitos exemplos. “Há situações onde a Polícia Civil acaba recorrendo ao improviso, realizando inclusive rodízios de escrivães e investigadores, além de delegados. Temos cidades que não têm investigadores fixos. Outras não têm escrivães. Cria-se então uma espécie de rodízio para suprir essa ausência. Cobre-se um santo, descobre-se outro”, ironiza o vice-presidente do Sinpol. Para complicar ainda mais a situação, em várias cidades os prédios onde estão instaladas as unidades policiais são precários. Na mesma Delegacia de Polícia de Santa Cruz da Esperança, onde não há delegado titular, o imóvel que abriga a unidade é minúsculo e não adaptado às necessidades de Polícia Judiciária. O delegado, quando vai ao local, acaba dando expediente na cozinha do imóvel. Mas essa situação não se restringe somente às pequenas cidades. Em Ribeirão Preto também há DP que não conta com delegado titular. Trata-se do 7º DP, do distrito de Bonfim Paulista. Durante o processo de Reengenharia, chegou a ser veiculado que o distrito seria desativado e o atendimento seria feito pelo 4º DP, cerca de 10 quilômetros de distância, dificultando o acesso aos moradores de Bonfim Paulista. A questão incomodou o ex-vice prefeito de Ribeirão Preto, atual vereador, Marinho Sampaio. Ele esteve reunido com a diretoria do Sinpol, no mês de fevereiro, para pedir apoio na luta pela manutenção do DP. Marinho afirmou que a população de Bonfim Paulista não concorda com o fechamento do DP. Poder aquisitivo Para complicar ainda mais essa situação calamitosa, o policial civil não recebe um centavo sequer de reposição salarial desde 2014. Isso só tem agravado a crise e reduzido o poder aquisitivo da categoria. De acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao ConsumidorAmplo), a inflação acumulada no período supera os 20%. “Além de termos que trabalhar por três ou quatro, ainda amargamos uma queda abrupta em nosso poder aquisitivo. Hoje, para cada real que recebíamos de salário em 2014, recebemos menos de R$ 0,80. E o governo não dá sinais de rever essa situação”. E em meio a tantos golpes, os policiais civis ainda devem encontrar forças para protestarem, manifestarem-se e acompanharem os desdobramentos da famigerada Reforma da Previdência, a tão temida PEC (Projeto de Emenda Constitucional) 287, que tramita em Brasília. Caso a PEC seja aprovada sem incluir o direito à aposentadoria especial para policiais civis, vários benefícios seriam perdidos, o que significaria um enorme prejuízo para os policiais civis. “Estamos sempre cobrando. Temos participado de reuniões com a FEIPOL Sudeste e outros sindicatos. Temos nos reunido com o DGP [Delegado Geral de Polícia] e com o SSP [Secretário da Segurança Pública] para cobrar agilidade nas nomeações e contratações de policiais civis, além de reposição das perdas salariais - o que vem sendo sistematicamente ignorado pela equipe do governador GeraldoAlckmin. E temos também que participar das manifestações nacionais envolvendo a PEC 287. Em fevereiro, nosso negociações com entidades sindicais e com deputadiretor-tesoureiro, Júlio César Machado, esteve em dos e senadores. Não podemos descuidar, pois a Brasília com este objetivo e participou de diversas perda seria grande”, conclui Célio. O vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago: “Na década de 1980, no 2º DP, éramos 12 investigadores e cinco escrivães, sem informática e 95% de todos os crimes eram esclarecidos” SEM DIREITO A GREVE O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, em 05 de abril, que policial civil não tem direito à greve. A decisão foi tomada em função do julgamento do recurso do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás, por maioria dos votos. Os ministros do Supremo rejeitaram o direito à greve por parte dos policiais civis. A votação determinou que é vedado aos policiais civis o exercício do direito de greve, a exemplo do que ocorre com todos os servidores públicos que atuem na área da Segurança Pública. Apenas os ministros Rosa Weber, MarcoAurélio Mello e Edson Luiz Fachin votaram a favor do direito de greve aos policiais civis. Outros sete mi- nistros posicionaram-se contrários a esse direito. O ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, que também votou contra o direito de greve, considerou que é obrigatória a participação do poder público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras da Segurança Pública. Após o resultado, redes sociais foram invadidas por manifestações de apoio aos policiais civis. Em São Paulo, os policiais civis enfrentam uma enorme defasagem de efetivo, além de não receberem reajuste salarial há três anos. Uma sátira ilustrava a situação: “Nova classe trabalhista: os ‘sem direito’ vivem pela pátria e morrem sem razão”.

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04 EDITORIAL RUMO AO FIM Enganou-se quem achou que a Polícia Civil este risco era eminente. Muitos não acreditavam apelar ao seu coração ou sua consciência. O se- havia chegado ao fundo do poço. A situação é ain- nisso. Até que, no mês de fevereiro, o vereador de nhor dá de ombros. Já são quase duas décadas da mais preocupante e agora estamos rumo ao fim. Ribeirão Preto, Marinho Sampaio, nos procurou que convivemos e por mais cortês que o senhor A insanidade da Reengenharia foi implantada em para pedir ajuda no encaminhamento de um ofício seja nos encontros, faz exatamente o contrário do Ribeirão Preto na calada da noite. O delegado que tentava manter o DP de Bonfim Paulista funcio- que precisamos e do que a população anseia. Sin- Seccional determinou o ajuntamento dos oito DPs nando. Àquela altura já era tarde. Na cabeça do ceramente, não sei como o senhor ainda se man- em apenas três, que receberam o pomposo nome senhor governador, o fim do DP e de outros quatro tém no comando do principal Estado da Federação de CPJs (Centrais de Polícia Judiciária). Ou seja: de Ribeirão Preto já haviam sido decretados. e, pior, com chances de disputar a cadeira de pre- juntou nada com coisa nenhuma.Afome com a von- Mas a medida não agradou ninguém. Os polici- sidente da República. Mas pode estar certo: da tade de comer. ais civis, que estão sem receber reajuste salarial há forma como tem agido, ficará difícil para suas pre- Juntaram os poucos policiais civis em prédios três anos estão na lona. Sobrecarregados, não con- tensões seguir adiante. não preparados para receber uma delegacia, para seguem dar uma resposta à altura para a popula- Saiba que nós do Sinpol, os policiais civis e boa dar a falsa impressão de que faltam muitos policiais ção. Esta, por sua vez, está indignada. Agora quem parte da população prejudicada por seus atos não civis para atender à população. Definitivamente o quiser registrar uma ocorrência e estiver distante vamos descansar um segundo na tentativa de evi- senhor governador e sua mágica equipe querem de uma das quatro CPJs vai precisar andar muito. tar que consiga continuar em sua carreira política. acabar com a Polícia Civil. E mesmo se morar próximo, vai precisar de paci- O senhor é responsável pelas mortes de policiais E durante a mudança, a investigadora Patrícia, ência para o tanto de espera à que será submetido civis e militares. Pelo aumento da criminalidade. Por da Seccional, mais conhecida por doutora Patrícia, pela falta de recursos humanos. praticar o pior salário da história da Polícia Civil a mandou e desmandou. O resultado pode ser visto Já ultrapassamos o limite do aceitável. A chefia seus servidores. Porque o senhor está acabando em qualquer uma das novas CPJs. Também pode insiste em brincar conosco. Tentamos mostrar a si- com uma Instituição que sempre foi respeitada e ser visto nas especializadas e na CPJ 24 horas do tuação após a mudança, mas fomos impedidos. pela qual era adorada por quem a servia. Centro da cidade. Policiais desmotivados, desola- Vamos novamente tentar fazer isso. Queremos que Apenas lembrando: dia 18 de abril, estaremos dos, mal remunerados, mal acomodados, em locais todos vejam a situação à qual a população, nosso na Secretaria da Segurança Pública. O secretário, precários, em todas as unidades da Polícia Civil de verdadeiro patrão, e os policiais civis de todas as dr. Mágino Alves Barbosa Filho convocou o Sinpol Ribeirão Preto. carreiras são submetidos em delegacias. Vamos para uma reunião. Vamos cobrar salário e efetivo Talvez não faltem policiais civis na Seccional. mostrar o martírio enfrentado pela população, nos- do senhor Secretário. Certamente não faltam policiais civis no Deinter-3. so verdadeiro e único patrão, para registrar uma EUMAURI LÚCIO DA MATA Mas onde atende diretamente a população, a coisa ocorrência. Presidente do Sinpol (Sindicato dos está muito complicada. Cansamos de denunciar que Senhor governador, sei que de nada adianta Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Notas Do leitor Um policial civil que preferiu não ser identificado, enviou o seguinte e-mail ao presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata: “A título de informação apenas: senhor presidente, viu que depois que oAgente se manifestou contra a administração fazendo um B.O. contra o Delegado de Rosana, ele conseguiu voltar para sua terra natal, é só na pressão que as coisas funcionam. Continue lutando por nós policiais civis, nobre e combativo sindicato”. E ele anexou publicação do Diário Oficial de 03 de março de 2017. “Portaria do Delegado Geral de Polícia de 02-03-2017 Classificando e designando: O Agente Policial, a pedido, sem ônus para o Estado, no DECAP/2ª Delsecpol, DANIEL HUBSCHER AVILLA, RG 35.258.613, de 3ª Classe, anteriormente classificado no DEINTER 7 - SOROCABA (Port.DEG.0422/2017). Plano de Saúde 1 Atenção associados. Verifiquem a data de validade no cartão magnético do convênio São Francisco Saúde, especialmente dos dependentes que cursam faculdade. Para que não ocorra carência, a declaração escolar deverá ser enviada, impreterivelmente, 20 dias antes da data limite de validade. Na dúvida, confira o verso da carteira do plano de saúde, onde consta a data do término da validade. Não deixe para a última hora. Maiores informações na Central deAtendimento Sinpol, telefones (16) 3625-3890 / 3612-9008 / 3979-2627. Errata Em nossa última edição, de número 240, março/2017, publicamos a lista com os aniversariantes de abril. Porém, no cabeçalho da página, citamos erroneamente “aniversariantes de março”. Pedimos desculpas pelo ocorrido. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recém-aposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Plano de Saúde 2 Devido a reclamações recebidas junto à Secretaria do Sinpol, a diretoria do Sindicato pede aos associados usuários do Plano de Saúde que confiram suas cobranças de coparticipação em consultas e exames relativos ao uso do convênio médico. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central deAtendimento do Sinpol, pelos telefones (16) 36129008 / 3625-3890. Atenção policiais civis O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, comunica aos associados que, caso necessitem de amparo na área jurídica relacionado à aposentadoria, assim como para acompanhar o andamento de ação já ajuizada, primeiramente entrem em contado com os diretores do Sindicato, através de nossa Central deAtendimento Sinpol, fones (16) 3612-9008 / 3625-3890 / 3977-3850 para oportuno agendamento com o dr. Ricardo Ibelli. Dia das Mães na Chácara do Sinpol Adiretoria do Sinpol está programando um grande encontro para comemorar o Dia das Mães. Será realizado no dia 21 de maio, na Chácara do Sinpol.Além de diversas atividades, uma especial feijoada será servido aos interessados.Acerveja, o suco, a caipirinha e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (16) 99398-8820 com Cristina, no na Secretaria do Sinpol, 3625-3890 Novo Associado - Carlos Alberto Zito, carcereiro em Casa Branca. A diretoria do Sinpol dá boas vindas ao novo associado e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Aposentou-se - Nélio Rezende Cardoso, médico legista de 2ª Classe. A diretoria do Sinpol felicita o policial civil por sua brilhante carreira, desejando-lhe poder usufruir seu merecido descanso com muita saúde e alegria. Abril de 2017 EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: secretaria@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório,Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR FOTOGRÁFICO: Júlio Castro REPORTAGENS: Mariana Luque O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Boleto bancário emitido pelo Laboratório de Notícias DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça investigador Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Costa MarcosAntonio Fernandes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Abril de 2017 SÃO CARLOS DIG ESCLARECE SEXTO HOMICÍDIO Mantendo rotina de esclarecimentos e prisões, equipe da especializada apresenta excelentes índices de produtividade no ano 05 Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), sob comando do delegado de polícia Gilberto de Aquino, esclareceram na tarde de 21 de março, o 6º homicídio ocorrido em São Carlos no ano de 2017, cuja vítima, Willian Barbosa Seixas, 36 anos, foi alvejada por vários tiros na madrugada do dia 16 de fevereiro, enquanto estava no interior de uma picape Montana, Branca, Placas de São Carlos/SP, no bairro Jardim Gonzaga. O fato ocorreu na Avenida Maranhão, por volta das 02h58m, onde segundo apurado durante os trabalhos investigativos, uma discussão teria ocorrido entre a vítima e o autor do crime em outra localidade, e na ocasião Willian teria tomado posse de uma arma de fogo e disparado por algumas vezes em direção ao acusado pela sua morte, sendo que após o ato, a vítima utilizando de sua picape evadiu-se com destino ignorado, e seu rival tomou conhecimento sobre o seu paradeiro, cujo mesmo tomou posse de um revólver Taurus calibre 38, e foi até a via informada que Willian poderia estar, onde na chegada o acusado, o mesmo logrou êxito em encontrar Willian e acabou gerando um novo desentendimento entre as partes, sendo que ambos estariam armados, e o atirador aproveitou o momento em que a vítima se abaixou em direção ao porta-luvas da picape, e disparou por várias vezes contra o mesmo, que foi alvejado pelos tiros na região do tórax e também no braço esquerdo ainda dentro do veículo. Após os tiros, o atirador empreendeu fuga com destino ignorado, e a Polícia Militar juntamente com a Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) compareceu a o local e socorreu a vítima até a Santa Casa. Foto: DIG São Carlos DIG de São Carlos manteve a rotina de esclarecimentos dos homicídios registrados na cidade Enquanto à área do crime foi isolada por equipes da PM, uma viatura se deslocou até a Unidade Hospitalar, e conseguiu indagar a vítima que ainda estava consciente sobre o ocorrido, sendo os policias informados que o autor dos disparos seria um homem, conhecido como Dedé, porém as causas que o motivaram as causas do crime, não foram reveladas pela vítima, que por volta das 4h, não resistiu aos ferimentos e entrou em óbito. A Polícia Científica foi acionada no local dos disparos, e após realizar os trabalhos de perícia técnica, a picape que era utilizada por Willian foi recolhida ao Pátio Municipal, sendo o 6º homicídio de 2017, registrado em Boletim de Ocorrência, no Plantão da Polícia Civil, e posteriormente investigado pela equipe da DIG. Com base do apelido do atirador que foi relevado momentos antes da morte da vítima, foi iniciado os trabalhos investigativos por parte da especializada, sendo o mesmo identificado como WRAP, 26 anos, vulgo Dedé, que na presença de um advogado, se apresentou na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em posse do revólver utilizado na fatalidade, e apresentou uma nova versão do ocorrido, onde na ocasião, o acusado relatou a autoridade policial local, que o mesmo estaria levando um amigo nas proximidades de onde ocorreu o crime, momento em que Willian chegou no local onde estavam, e passou a provocar o mesmo alegando que o acusado teria mandado uma terceira pessoa o matar, e após a vítima deixar o local, Wallaci em posse de um revólver resolveu tirar satisfações, e durante um novo desentendimento acabou ocorrendo a fatalidade. Diante dos fatos, o delegado Gilberto de Aquino, representou pela prisão preventiva do acusado pelo 6º homicídio de 2017, afirmando que mais dois crimes contra a vida ocorridos no município, já estão prestes a serem esclarecidos e nos próximos dias, deverá revelar os mesmos. Por: Jean Guilherme/Primeira Página, com adaptações

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06 ARARAQUARA Abril de 2017 DIG DESMANTELA GANGUE DO AÇÚCAR Investigações eram realizadas desde dezembro do ano passado e, graças à ação, oito pessoas foram presas envolvidas em roubo de carga de açúcar Os policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araraquara realizaram um importante trabalho que desarticulou uma quadrilha especializada no roubo de carga de açúcar em cidades da região. Os suspeitos vinham sendo investigados desde dezembro de 2016 e cometeram diversos roubos em estradas, sobretudo as vicinais das cidades de Motuca e Guariba. O grupo agia sempre da mesma forma: eles abordavam e rendiam os motoristas de caminhões que transportavam carregamento de açúcar. Durante as ações, o grupo utilizava veículos e exibia armas de grosso calibre, forçando os motoristas a pararem. Assim que eles interceptavam o veículo, seguiam para uma propriedade rural na região. O motorista era levado junto, vendado para não descobrir o local onde os assaltantes faziam a transferência da carga para outro veículo. Segundo informações dos policiais civis de Araraquara, os motoristas chegavam a ficar 24 horas em poder dos assaltantes. Assim que o primeiro caso foi registrado, no ano passado, imediatamente a equipe da DIG iniciou as investigações e passou a monitorar um grupo de moradores da cidade de Guariba. Diante do levantamento feito, o titular da DIG de Araraquara, Dr. Fernando Bravo, planejou uma grande ação, que foi executada na madrugada do dia 03 de março. Participaram da ação para desarticular a quadrilha cerca de 30 policiais civis de Araraquara e região. Numa primeira etapa, sete pessoas, sendo cinco homens, foram presas. Todos ainda dormiam quando a Polícia Civil cumpriu os mandados de prisão. “Depois de minuciosa investigação, conseguimos identificar que a quadrilha era da cidade de Guariba. Basea- dos em provas muito consistentes, conseguimos mandados de busca e apreensão e hoje fomos felizes em capturar sete suspeitos que serão indiciados por pelo menos dois roubos de carga de açúcar”, disse o Dr. Bravo aos jornalistas que acompanharam o caso. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis apreenderam uma espingarda, um revólver calibre 38 e uma pistola 9 milímetros, além de diversos celulares. Na noite do dia 02 de março, policiais militares de Araraquara prenderam outra quadrilha que também praticava roubo a caminhões que carregavam açúcar, na estrada da Usina de Furnas, mas ele iria verificar se ambas tem ligação. “Fizemos um levantamento de todos os roubos de carga registrados nos últimos meses e, até agora, a quadrilha que nós prendemos agia apenas naquele trecho de Guariba e Motuca, enquanto a que os PMs prenderam agia na estrada de Furnas. É claro que agora começa um novo trabalho de investigação para tentar encontrar uma ligação entre eles ou simplesmente descartar que agiam conjuntamente”, acrescentou o delegado aos jornalistas. Financiador As investigações prosseguiram e, no dia 16 de março os policiais civis da DIG de Araraquara efetuaram a prisão de um homem acusado de ser o financiador das atividades da “Gangue do Açúcar”, responsável por pelo menos sete assaltos a caminhoneiros que carregavam açúcar na região. O homem, de 53 anos, foi preso na cidade mineira de Maria da Fé. Ele seria o responsável por vender a carga roubada sem nota fiscal. “Ele era o financiador dos assaltos, pedindo até os tipos de carga”, explicou à im- prensa o Dr. Bravo. Além do homem apontado como financiador da quadrilha, outras sete pessoas foram detidas. A Polícia Civil acredita que pelo menos mais um suspeito tenha envolvimento. Ele estaria foragido. Trata-se de um ex-detento de 54 anos, morador de Descalvado, que seria um “terceirizado” no esquema da “Gangue do Açúcar”. De acordo com o que a DIG apurou, o homem de 53 anos fazia a “encomenda” da carga ao ex-detento de 54 anos. Ele era o responsável por contratar os assaltantes, que receberiam, em média, R$ 2 mil pelo assalto. A carga encomendada, geralmente avaliada em R$ 60 mil, era vendida em Minas Gerais por cerca de R$ 25 mil. “Por lá, eles comercializavam o açúcar como se nada tivesse acontecido”, concluiu o Dr. Bravo. Foto: Reprodução O titular da DIG de Araraquara, dr. Bravo, coordenou as investigações que resultaram na prisão de quadrilha especializada no roubo de carga de açúcar

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Abril de 2017 SÃO SIMÃO AÇÃO CONJUNTA RESULTA EM 07 PRISÃO DE TRAFICANTE Com Operação Prelúdio de Momo, realizada em conjunto pelas Polícias Civil e Militar, homem que era procurado acabou sendo detido Policiais civis e militares da cidade de São Simão realizaram uma ação conjunta na véspera de Carnaval, com o objetivo de retirar um grande traficante da cidade de circulação. A Operação Prelúdio de Momo, realizada no dia 24 de fevereiro, reuniu oito policiais civis, 13 policiais militares e dois integrantes do Canil da Guarda Municipal de Serrana. Segundo o delegado titular de São Simão, Dr. Jorge Miguel Koury Neto, a ação teve um minucioso trabalho de investigação. “Foi realizado um trabalho de investigação prévio, fizemos um monitoramento dos imóveis e hoje conseguimos lograr êxito na ação”, informou o Dr. Jorge. A ação foi deflagrada logo que o dia amanheceu em São Simão. Foi coordenada pelo dr. Jorge e pelo Sgt PM André e o principal objetivo era a prisão de A.A.P.S., mais conhecido como Branco, importante traficante local. De acordo com o Dr. Jorge, Branco era conhecido nos meios policiais como chefe do tráfico no bairro Vila Monteiro. Após realizar o minucioso trabalho de investigação, o delegado e o sargento da PM, de posse dos mandados de prisão e busca e apreensão, reuniramse para traçar a ação no suspeito que já havia conseguido fugir de outra operação semanas antes. “O Branco já era conhecido e tentávamos pô-lo na cadeia, mas em uma operação anterior ele tinha conseguido fugir. Com o trabalho de inteligência da Polícia Civil e com o apoio da Polícia Militar e do Canil da Guarda Civil de Serrana, obtivemos êxito e tiramos mais um traficante de circulação”, comemorou o dr. Jorge. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis buscaram encontrar objetos recentemente furtados na cidade, que possivel- mente teriam sido trocados por entorpecentes, o que caracterizaria um crime a mais para o suspeito responder: o de receptação. Os policiais chegaram à casa de Branco, mas todos os ocupantes do imóvel tentaram despistar, negando sua participação no esquema de tráfico. Diziam que ele era trabalhador e não tinha nenhum envolvimento com o tráfico. Foi quando entrou em ação o cão farejador do Canil da Guarda Civil de Serrana. Em pouco tempo, os policiais encontraram a droga em uma tubulação de águas pluviais. Estava em uma sacola plástica, que continha mais de 100 pinos com porções de crack, maconha e cocaína. Na residência dos suspeitos, os policiais apreenderam R$ 595 em dinheiro. Logo que o traficante chegou à delegacia de São Simão para lavrar o flagrante, seu advogado já o esperava e acompanhou o desenrolar dos fatos. “Sabemos como é importante uma operação com êxito como a que realizamos. Menos um traficante nas ruas para aliciar nossos jovens, adolescentes e até mesmo nossas crianças. Todos os policiais que participaram da ação estão de parabéns pelo empenho e competência e assim esperamos sempre trabalho e dar a resposta para nossa sociedade, que muitas vezes se vê nas mãos de criminosos. Nossas Instituições estão aqui para garantir o direito de todos os cidadãos e foi o que fizemos, com a prisão de Branco. O trabalho foi árduo, complexo, difícil, mas nosso objetivo foi cumprido”, concluiu dr. Jorge. Promoção No dia 17 de março, o delegado titular de São Simão foi surpreendido com uma ótima notícia publicada no DOESP (Diário Oficial do Estado de São Paulo). Ele foi promovido para De- legado de Segunda Classe. Feliz, justificou a notícia. “Vamos continuar lutando por melhorias na Instituição”, disse. O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata e o vice-presidente Célio Antonio Santiago, fizeram questão de cumprimentar a promoção do delegado. “Infelizmente há grandes lacunas nos quadros da Polícia Civil. O governo não vem contratando. Também não aplicou nenhum reajuste nos salários dos servidores desde 2014. Ao menos a justa promoção de alguns colegas é algo louvável. Parabéns ao dr. Jorge”, concluiu Eumauri. Foto: Arquivo pessoal Dr. Jorge foi idealizador coordenador da Operação Crepúsculo de Momo

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08 Abril de 2017 O COMEÇO DO FIM Na teoria, a reengenharia chegou na calada da noite; na prática, Ribeirão Preto deixa de ter oito delegacias e passa a contar com apenas três O que o Sinpol tanto temia e combatia acabou continua em atividade a CPJ (Central de Polícia Ju- acontecendo na região. Desde o dia 30 de março, a diciária), que passa a ser denominada CPJ Local e Reengenharia chegou e se instalou na área da De- segue em atividade 24 horas por dia, de domingo a legacia Seccional de Polícia Civil. Os policiais civis domingo. Lá também vai funcionar a CPJ Regional, só ficaram sabendo das mudanças na véspera em que será a Central da Flagrante das demais cida- que ela iria ocorrer. A cidade, que contava com oito des que integram a Seccional de Ribeirão Preto. delegacias (Distritos Policiais [DPs]), passou a con- As especializadas DIG (Delegacia de Investiga- tar com apenas três. ções Gerais) e DISE (Delegacia de Investigações “O que tanto lutamos para que não ocorresse Sobre Entorpecentes), também continuam instala- chegou a Ribeirão Preto. E chegou na calada da das no prédio da CPJ Local. As outras noite, para que não houvesse qualquer possibilida- especializadas, DDM (Delegacia de Defesa da Mu- de de reação. Sabíamos que isso poderia aconte- lher) e DIJU (Delegacia da Infância e da Juventu- cer. Já divulgaram muitos boatos e uma hora pode- de), seguem onde estão atualmente. O mesmo ocor- ria ocorrer.Agora é aquilo que tanto criticamos acon- re com o Necrim (Núcleo Especial Criminal). Os tecendo em nosso quintal: juntaram nada com coisa policiais civis locados nestas unidades especializadas nenhuma para dar a falsa impressão de que não foram mantidos. falta policial civil na cidade”, dispara Eumauri Lúcio O 6º DP, que ficava na Avenida Primeiro de da Mata, presidente do Sinpol Maio, na Vila Virgínia e o 1º DP foram aglutinados A Reengenharia começou a ser implantada na no prédio do 3º DP, na Rua Bartolomeu de Gusmão, região do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judici- Vila Tibério. As três unidades passaram a compor a ária do Interior), com sede em Piracicaba. Cidades CPJ Oeste. próximas a Ribeirão Preto, como Pirassununga e O 5º DP, que ficava na Rua Javari, bairro do Mococa, foram atingidas pela medida. Em Marincek, entregou o prédio a seu proprietário e Pirassununga, por exemplo, em sua implantação, to- mudou-se para o local onde funciona o 2º DP, na das as unidades da Polícia Civil foram aglutinadas em Rua Piracicaba, Jardim Mosteiro. As duas delegaci- um único imóvel no Centro. “Lembro que denuncia- as passam a compor a CPJ Norte. mos a questão na ocasião. Os bairros da periferia, Outras duas unidades tiveram suas sedes que antes contavam com uma delegacia próxima, desativadas. O 8º DP, que funcionava na Rua João passaram a ser atendidos no Centro, a exemplo do Nucci, Jardim Paulistano e o 7º DP, que estava loca- que ocorreu com toda a cidade”, explica Eumauri. lizado no distrito de Bonfim Paulista foram aglutinados “Isso é uma manobra mesquinha do governador. no prédio do 4º DP, à Rua João Godoy, 586, no Mesquinha porque ele não contrata policiais civis, JardimAmérica. Estes três DPs passaram a compor apenas faz um ajuntamento. Além disso, dificulta o a CPJ Sul. Os novos órgãos aglutinadores da acesso aos nossos verdadeiros patrões, a popula- Seccional de Ribeirão Preto vão funcionar somente ção. Muitos desistem de prestar uma queixa, registrar no horário dos antigos DPs, ou seja, das 8h00 às uma ocorrência. E aí o governo também, descarada- 18h00, de segunda a sexta-feira. Só a CPJ do Cen- mente, se favorece, porque não fez nada pelo povo, tro é que funciona todos os dias da semana, 24 nem pela Polícia Civil. Mas acaba se vangloriando de horas por dia. ter reduzido a criminalidade. Sim, pois se não há re- Com as mudanças, os moradores de determi- gistro, nos números não há crime a ser contabilizado”, nadas regiões de Ribeirão Preto terão que se sub- acrescenta o presidente do Sinpol. meter a deslocamentos muito maiores para registrar Nova estrutura uma ocorrência criminal. Um morador do Jardim das A mudança em Ribeirão Preto atingiu todos os Palmeiras, por exemplo, que fica na zona leste da DPs. No prédio onde antes funcionava o 1º DP, na cidade, terá que percorrer de automóvel quase 10 Rua Duque de Caxias, região central da cidade, quilômetros para ser atendido na CPJ Sul, num tra-

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Abril de 2017 09 jeto de aproximadamente 20 minutos. Se ele depender de ônibus, a coisa complica um pouco mais. Em todas as possibilidades disponíveis, ele terá que apanhar dois ônibus para chegar até a CPJ Sul. Se tiver sorte em relação aos horários do transporte público, levará quase uma hora e quinze minutos de percurso. Já um morador no bairro Adelino Simioni que deseja fazer um registro de ocorrência na CPJ Norte vai percorrer cerca e 12 quilômetros em 20 minutos para chegar de um ponto a outro. Se depender de ônibus, é mais complicado. Há três opções utilizando duas linhas de ônibus para ir e duas para voltar. E uma opção utilizando apenas uma linha de ônibus para a ida e outra para a volta. Em todos os casos, cerca de uma hora e 10 minutos de trajeto. “O que o governo queria, conseguiu: piorar o atendimento que a Polícia Civil vem prestando à população. Nossa deficiência é enorme. Só em Ribeirão Preto acreditamos que seria necessário contratar mais de 500 policiais civis de diversas carreiras para dar um atendimento minimamente digno à população. Temos uma carência absurda de recursos humanos. Voltamos aos patamares do que era a Polícia Civil nos anos 1960, com uma grande diferença: a população cresceu muito de lá para cá. Se hoje o povo já não era bem atendido, imagine agora que amontoaram policiais civis nas unidades”, observa Eumauri. Justificativa Eumauri denunciou os problemas decorrentes da Reengenharia na Câmara Municipal de Ribeirão Preto e foi bastante aplaudido Assim que as mudanças foram anunciadas, o delegado Seccional de Ribeirão Preto, dr. Marcus Lacerda Camargo negou à imprensa que houve fechamento de delegacia e que a população será prejudicada. Em conversa com jornalistas, ele informou que houve apenas “um remanejamento” que vai dar celeridade à investigação de crimes. “Quero deixar claro que não estamos extinguindo nenhuma delegacia. Estamos adequando espaços físicos, modernizando a Polícia Civil”, informou o delegado Seccional aos jornalistas. Segundo ele, o setor de investigação vai ganhar fôlego com essa medida. O Seccional afirmou que, ao agregar algumas delegacias em um mesmo espaço, consegue reduzir os policiais que estão em atividades burocráticas e colocá-los nas atividades fim. “Que é a instauração de inquérito, a conclusão em rápido tempo e a apresentação do criminoso e das provas ao Poder Judiciário para que ele seja punido. Quanto mais rápido, maior a sensação de segurança que a sociedade tem”, disse o delegado aos jornalistas. Ainda em reportagem publicada no jornal A Cidade, de acordo com o dr. Lacerda, as delegacias espalhadas pela cidade concentravam atividades administrativas que não refletiam a demanda em determinadas regiões. “Algumas eram sobrecarregadas, enquanto outras não tinham nenhuma atividade. Isso provocava uma dificuldade para a investigação e era complexo para a popula- ção, por exemplo, sabe em qual prédio se dirigir e como fazer diante de um fato criminoso”, explicou o Seccional aos jornalistas. Ele também acrescentou que nenhuma área de Ribeirão Preto ficará sem atendimento, apesar da alteração de endereços. “O que muda é a sede da delegacia e isso não quer dizer que alguma região deixa de ser atendida.Ainvestigação incide em qualquer área da cidade”. Dos cinco prédios que abrigavam as delegacias remanejadas, dois eram alugados (Ipiranga e Jardim Paulistano) e o valor da economia com o aluguel será de R$ 75 mil por ano, segundo o Seccional. Em relação ao quadro de policiais, o Seccional disse que não há qualquer alteração, apenas no endereço do local de trabalho. “O que vai haver é uma junção dos serviços, que vai otimizar a mão de obra e alguns policiais vão para a investigação”, concluiu em entrevista aos jornalistas. Segundo Eumauri, tudo o que o delegado disse não vai ocorrer. “Se já não investigávamos e solucionávamos todos os crimes antes por falta de recursos humanos, nada vai mudar agora que ajuntaram o pouco que tinha. O serviço segue sendo o mesmo. O Seccional também andou falando que muita coisa pode ser feito pela internet. Na verdade, o governo não quer contratar, quer enxugar ainda mais a estrutura da Instituição e quer manter a população longe. Quanto menos a população procurar uma delegacia para registrar uma ocorrência, mais vai cair os famigerados ‘indicadores de criminalidade’, gerando uma falsa sensação de segurança”, alfineta Eumauri. O presidente do Sinpol até tentou percorrer as novas CPJs, mas acabou não seguindo adiante com a ideia para não prejudicar ninguém junto à chefia (leia reportagem nesta edição). “Voltamos ainda mais no tempo. O governo deu seu jeitinho. Não pode extinguir no papel os distritos, porque eles foram criados por Leis. Mas pode, na prática, fazer isso. E fez. Estamos sem receber qualquer reajuste salarial há três anos. O número de policiais civis é cada vez mais insuficiente.Acreditamos que hoje, para recompor a Polícia Civil, sejam necessários cerca de 30 mil policiais civis em todo o Estado. Os concursos são muito morosos e ineficientes. A demora é enorme. Além disso, os aprovados têm que ser treinados, o que aumenta o problema ainda mais. A área do Deinter-3 é a que menos recebeu novos policiais civis. Agora vem essa Reengenharia, que vai Fotos: Júlio Castro Morte anunciada: há muito tempo cogitava-se desativar o prédio do 7º DP em Bonfim Paulista e, com a Reengenharia, isso acabou ocorrendo

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10 Abril de 2017 engessar ainda mais a Polícia Civil e piorar muito o descontentamentotomoucontadapopulaçãonasruas Foto: Sinpol atendimento prestado à população, que além de ter e pelas redes sociais. No Facebook, por exemplo, que esperar demais, ainda vai ter trabalho para se várias pessoas demonstraram indignação.Apreocu- locomover. Não se deve fechar delegacia e sim abrir, pação de muitos com o fechamento dos cinco DPs em para que a população tenha mais acesso. Isso mos- Ribeirão Preto não era só em relação à dificuldade de tra a real intenção do governo Alckmin: acabar com locomoção. Muitos demonstraram preocupação tam- a Polícia Civil. E a reengenharia é o começo do fim”, bém em relação à segurança, principalmente aque- lamenta Eumauri. les que moram ou têm comércio próximo das delega- Repercussão cias desativadas. No final do mês de fevereiro deste ano, o verea- Nas ruas a população também reclamou. Diver- dor e ex-vice prefeito Marinho Sampaio esteve visi- sos cidadãos manifestaram sua preocupação com a tando o Sinpol para obter apoio em sua luta. Ele já medida anunciada pelo delegado Seccional de Ri- havia ouvido comentários sobre o fechamento do 7º beirão Preto. Em Bonfim Paulista, por exemplo, um DP, em Bonfim Paulista, sua base eleitoral. Ele havia comerciante criticou a medida. “Já perdemos a base elaborado um ofício para encaminhar ao governador da Polícia Militar há alguns anos.AGuarda Civil Mu- pedindo não apenas a manutenção do DP, como nicipal também desativou sua base por aqui. Agora também a contratação de mais policiais civis para a fecharam a delegacia. Os criminosos não vão ter pro- cidade. blemas em agir em Bonfim Paulista”, reclamou o co- Eumauri denunciou a situação para diversos jornalistas Em conversa com Eumauri, demonstrou solidari- merciante. Preto, onde estou constantemente e onde já fui assal- direitos humanos, além de oficiar para diversas auto- edade para a luta dos policiais civis e preocupação O despachante José Roberto Costa, que mora tado, vejo esta situação. Tenho muitos clientes em ridades, entre elas o governador GeraldoAlckmin, a com os problemas que o fechamento daquele DP em Guatapará e tem negócios em Ribeirão Preto, Bonfim Paulista e uma vez arrombaram meu carro e cúpula da SSP e DGP e ao presidente do Sinpol. poderia causar aos moradores do distrito. Ao que também não gostou do que ocorreu. “Na cidade onde levaram alguns pertences, inclusive um dos meus No dia em que as medidas foram anunciadas, parece, quando Marinho buscou apoio do Sinpol, o moro já não tem policial civil.Apenas um investigador. celulares. Mas ainda tinha a delegacia e fiz a ocorrên- Eumauri e outros diretores do Sinpol estiveram na resultado já era conhecido da cúpula da SSP (Secre- Delegado só de vez em quando. Apesar de cia. Hoje, se tiver que ir para outro lugar longe e se Câmara Municipal de Ribeirão Preto para pedir apoio taria da Segurança Pública). Guatapará ser uma cidade tranquila, vivemos com for um caso como o que aconteceu há alguns anos, dos vereadores. Eles conversaram com Marinho Imediatamente após o anúncio das medidas, o medo, pelo pouco policiamento. Agora em Ribeirão não vou perder tempo para dar queixa. Até porque, Sampaio e Lincoln Fernandes e ambos hipotecaram dificilmente, vou reaver o que me foi roubado”, la- solidariedade, manifestando-se contrários ao fecha- menta. mento dos DPs. Câmara Municipal Na ocasião, a plenária estava repleta de servi- O vereador Jorge Parada, do PT, já estava dores públicos municipais, que se manifestavam con- inconformado com a situação vivida pelos policiais tra o prefeito da cidade, Antonio Duarte Nogueira civis. Tanto que ele apresentou uma preposição à Júnior - do PSDB, mesmo partido do governador - Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que foi aprova- por conta da campanha salarial. Eumauri foi convida- da em sessão realizada no dia 23 de março de 2017, do para discursar aos presentes e todos ouviram portanto, uma semana antes das medidas anuncia- atentamente às denúncias do presidente do Sinpol. das. Após discursar e receber apoio dos vereadores, No documento, ele considera a atividade policial do Sindicato dos Servidores Municipais e dos pre- fundamental para a segurança da sociedade é afirma sentes à plenária, Eumauri foi efusivamente aplaudi- ser imprescindível que o policial esteja bem prepara- do. Pouco depois, entre abatido e emocionado com do e equipado adequadamente. Fala sobre os nú- os fatos, o presidente do Sinpol não deixou por me- meros absurdos de policias mortos nos últimos cinco nos. “Foi uma manifestação sincera, onde a popula- anos - 3 mil em todo o País. Critica o governo por mal ção, os servidores públicos e os vereadores demons- remunerar e treinar os policiais e encerra com uma traram apoiar totalmente a luta do Sinpol. Todos re- crítica cirúrgica: “Considerando que os policiais e suas provam a medida do governo. Então não venham famíliastêmsofrido,atémesmoemobediênciaaoprin- falar besteira.A reengenharia é, como sempre digo, cípio de hierarquia, calados os abusos e negligências juntar a fome com a vontade de comer. Não dá em do Estado contra eles”. nada. Ou melhor, dá. Resulta no início do fim da Polí- Diretores do Sinpol receberam apoio dos vereadores e da população em geral na luta contra a aglutinação dos Distritos Policiais de Ribeirão Preto O vereador solicitou providências dos órgãos de cia Civil”, concluiu Eumauri.

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Abril de 2017 11 SINPOL NÃO PODE CONCLUIR VISITA A CPJS Com as mudanças já concluídas nos DPs de Ribeirão Preto, o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, programou no dia 04 de abril uma visita às CPJs em companhia de repórteres do jornalA Cidade e do Jornal do Sinpol para mostrar a situação de precariedade. Foi até uma das CPJs, onde estão aglutinados três DPs. O número de policiais civis naquele local dobrou, com a chegada dos dois DPs que para lá foram. Contudo a estrutura é precária. Os DPs foram mantidos cada qual agrupado. A sala de investigações atende todos os DPs. E para cada CPJ foi designado um delegado coordenador. Neste prédio, o presidente do Sinpol encontrou uma sala com o buraco para instalar ar condicionado aberto. Asala está exposta à ação do sol por boa parte do dia e, se chover, pode entrar água no local. Havia também uma sala vazia, sem pesas ou cadeiras, que foi designada para ser o setor de investiga- ções dos três DPs que compõem a CPJ. O refeitório fica no pátio externo, ao ar livre e ao lado de entulhos de apreensões que já estavam no DP, como pneus, cadeiras, peças de motocicletas e automóveis, entre outros objetos. Já no pátio interno havia acúmulo de lâmpadas e montes de inquéritos. O Cartório também estava abarrotado. Na mesa de um dos escrivães, havia papéis para todo lado. Segundo Eumauri, essa atitude é para mascarar que tem poucos funcionários. “Acompanhamos a repórter Micaela Lepera, do Jornal ACidade, para mostrar a situação vivida. Iniciamos numa das CPJs, com intenção de mostrar a situação dos distritos. Mas fomos impedidos de continuar a visita. A intenção era ajudar ajudar, sobretudo, a população que é nosso verdadeiro patrão, nunca prejudicar os policiais civis. As condições estão as piores possíveis, a começar pelos policiais civis, visivelmente insatisfeitos. Cartórios abarrotados de processos, popula- ção indignada e mal acomodada. O espaço físico já não era o desejável. Agora recebe o dobro de policiais civis, tendo como base o que era antes no local. Esse processo só se deu não por melhor acomodar ou desenvolver o trabalho, mas para mascarar o número muito pequeno de policiais civis. A Seccional é mentirosa”, concluiu Eumauri. “Tínhamos o objetivo de constarar as alegações da Seccional, que o processo servia para readequação, reengenharia, melhoria no atendimento, por um processo inteligente. Observamos que só o Deinter-3 está passando por isso. Talvez as outras diretorias tenham um número maior de policiais. A região de Ribeirão Preto sempre foi carente de recursos humanos, mas nos últimos anos isso só fez piorar. Com essa medida, é como se retroagíssemos 40 a 50 anos, pois nessa época havia só três DPs. Só que a população mais que dobrou”, acrescenta o presidente do Sinpol. De acordo com levantamento feito pelo Sindicato, a CPJ Oeste, que no prédio tinha antes nove pessoas conta atualmente com 18. Na CPJ Norte, havia 12 policiais civis.Agora no mesmo espaço estão acomodados 22 policiais civis. Pior a situação da CPJ Sul. Antes havia 12 pessoas trabalhando no local. Agora são 26. A situação é de calamidade pública, segundo o presidente do Sinpol. “Precisamos de, pelo menos, 350 investigadores, 250 escrivães, só para Ribeirão Preto. Isso sem falar em delegados e outras carreiras. Maspara confirmaraquilo que estamosdenunciando e cobrando há vários anos, o próprio DGP [Delegado Geral de Polícia] dr. Youssef Abou Chahin considera que faltam de 12 mil a 16 mil novos policiais civis para fazer uma reposição adequada para todos os cargos. Acreditamos que esse número seja muito maior, mas o DGP admitir já é um avanço. O maior prejuízo não é da Polícia Civil, mas da população”, conclui Eumauri. Ao lado, equipamentos ainda não instalados, que foram levados para o local após desativação dos prédios de dois DPs; abaixo Eumauri e a repórter Micaela Lepera, do jornal A Cidade, ao lado de viatura com pneu furado Fotos: Júlio Castro Acima, Cartório abarrotado de inquéritos e ao lado refeitório dos policiais civis ao lado de materiais apreendidos que, inclusive, podem servir de criadouro para o mosquito da dengue

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12 ANIVERSARIANTES DE MAIO 1 Odair Fernandes Machado Ildon Pimenta de Pádua José Vitor Perissini Aloísio Mori de Carvalho Roseneide Bargas Ribeiro Júlio Cezar Pastori Sueli Regina Emiliano Wellington Francisco Caliman 3 Laércio Sostena Claudinei Iossi Marcelo Rodrigues da Silva Fernando Tadeu Viana 4 Eurico Ferreira de Souza Carlos Henrique Pischiotini Márcio Alves 5 Edilson Piovani Benivaldo Bastos de Santana Edgard Jorge Lauand Júnior 6 Roberto Carlos de Santi Antonio Hernandes Lopes Antonio Marcos Falvo 7 Antonio José Serrate de Campos Erick Walter Mouro Borba 8 Marco Antonio Sales Marcos Reginaldo de Souza Silva 9 José Carlos Florio Idalina Alves Ferreira Juliano Ferreira da Silva Conceição Aparecida Sales Girotto Leandro César Ferreira Silva Hélio Foz Ribaldo Nilton Antonio Gomes 10 Antonio Carlos Kociani 11 Arnaldo Vaz Ferreira Fábio José Branquinho Pereira 12 Sami Haddad Maria de Lourdes Chiaretti Valtecílio Lino Nascimento Maria José Balbino Geraldo Cascaldi Júnior Daniel Alfredo dos Santos Marcelo G. Lopes da Cunha 13 Cláudio Vargas Paulo Henrique Vianna Carlos Alberto Cordeiro André Luís da Silva 14 Luiz Silva Wilson Paulo de Oliveira 15 Roberto Bettini Paulo Roberto Barbosa Aparecido Aricrênio Ramos da Conceição José Antonio Passeto Queila Sara Pereira Martins 16 Antonio Paulo Bacan Júnior Ana Aparecida de Oliveira Ananias Ivone Pereira Crispin 17 Ricardo Marcelo de Paula Ferreira Mateus Azevedo Maria Inez da Silva Gerson Guido Mattioli José Jucélio Rodrigues Débora Aparecida Ciongolo Trentin Menuzzi Martins Filho Fernando Aparecido de Moraes 18 Roberto Fernandes Olésio Guimarães Marcelo Ferreira Francisco Dinessa Maira Alvares 19 Bernardo Silva Matheus Alexandre Saltarelli Carlos Alberto Bertini 20 Mônica de Oliveira Carneiro Scarparo Maurício José Troiani Roberto Nascimento 21 Diva Rodrigues dos Santos Paulo Sérgio Fernandes da Costa Benedito Ferrante José Augusto Rodrigues Filho 22 Sebastião Otávio Ramos Antonio Sérgio Garcia 23 Nelson Orlando Érica Arrisse Esteves Dias 24 Antonio Orival Salgado Antonio Cabral 25 José Gonçalves Neto Waldir Aparecido Ambrósio Angelo Jovenir Ulian Roberto Custódio Ribeiro 26 Antonio Carlos Schivo Antonio Aparecido Soares de Souza Renato Theodoro Walter Aparecido Lessem Wanir José da Silveira Júnior Marcelo Cesarino Chahud Sabsud 27 Vanderlei Viola Elias Ferreira de Souza Jurema Francisco de Andrade Edmundo Ferreira Gomes 28 Rafael Camolesi Lílian Medeiros Luís Carlos Valentim 29 Mônica Cristina Marsico Lombardi Reginaldo Lonardi Elisabeth Aparecida Sutti Márcio Roberto Takatsui 30 Renato Tomasella Monteiro José Roberto Amâncio Reginaldo Boscolo Marcelo César Corcovia Aparecido Ailton Giansante 31 Cássio Roberto Marilhano Fabri Francisco Paulo Oliveira Lima Leandro Cesar Giora Elza Maria Gregorato O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. MEMÓRIA Abril de 2017 PRONTOS PARA A AÇÃO No final da década de 1970, o 2º DP (Distrito Policial) tinha uma equipe que não media esforços para combater a criminalidade e colocar os criminosos atrás das grades. Cuidando de uma das áreas mais populosas de Ribeirão Preto, a delegacia, que na ocasião estava localizada na praça da Igreja Santo Antonio, ostentava invejáveis índices de eficiência em suas ações. Numa das saídas para dar combate ao crime, a equipe foi fotografada para a posteridade. A partir da esquerda, Bruninho, Anselmo Padilha (Padilhão, já falecido), Augusto Alves Moreira, Bruzadin (já falecido), Wilsão (pai do investigador Vendrúsculo), dr. Anivaldo Registro, Moreno, Malaspina (já falecido), Evandro Estadeu Rezende (Padre) e Gilmar Padilha. A equipe estava saindo para a costumeira ronda. DO FUNDO DO BAÚ O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 3612-9008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br).

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Abril de 2017 BEBEDOURO POLICIAIS CIVIS DESMONTAM 13 LABORATÓRIO E BINGO Mini laboratório e bingo clandestino foram alvo da ação dos policiais civis das especializadas DISE e DIG Os policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Bebedouro, dirigidos pelo dr. Maurício Vieira da Silva, realizaram um importante trabalho investigativo e chegaram ao local onde funcionava um mini laboratório de refino de drogas na cidade. Eles vinham investigando a possível ação de traficantes e conseguiram, no dia 15 de março, localizar o imóvel, que fica no bairro Jardim Menino Deus, em uma área residencial. Eles encontraram um pequeno laboratório que vinha sendo utilizado para processamento de cocaína. Nas diligências, os policiais civis conseguiram apreender documentos, diversos produtos químicos, dentre os quais epinefrina, acetona e éter - todos utilizados no refino da droga -, além de 600 cápsulas de plástico onde a droga seria armazenada em porções que seriam vendidas nas biqueiras (pontos de vendas de drogas). Os policiais civis também localizaram e apreenderam quase dois quilos de cocaína. Segundo o dr. Maurício, no momento da incursão, não havia ninguém no imóvel, mas os policiais civis já identificaram as pessoas que podem ser responsáveis pela manutenção do mini laboratório. As investigações prosseguem. Bingo clandestino A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Bebedouro, com apoio operacional de outras unidades da Delegacia Seccional de Bebedouro, após realizarem um prévio trabalho de levantamento através do Centro de Inteligência, conseguiram localizar um imóvel que vinha atuando como bingo clandestino. A operação foi realizada no dia 16 de março, no Jardim Centenário. Na casa, os policiais civis localizaram 10 máquinas eletrônicas programáveis, mais conhecidas por caça-níqueis. Encontraram no lugar uma mulher, MCBG, de 48 anos, já conhecida pelo envolvimento em jogos de azar. Ela foi autuada e conduzida até a sede da especializada. No local, os policiais civis apreenderam os equipamentos e lacraram a residência, nos termos da Resolução SSP 180-2014. Segundo o dr. Carlos Alberto Lopes Martins, delegado responsável pelo caso, MCBG foi autuada em Termo Circunstanciado de Ocorrência Policial e os próximos passos da investigação serão no sentido de identificar quem seriam os fornecedores dos equipamentos, para tentar chegar a outros níveis hierárquicos na quadrilha que vem explorando o jogo de azar na região de Bebedouro. Homenagem Na noite de 10 de março, em solenidade oficial alusiva ao Dia Internacional da Mulher, com base no Decreto Legislativo 501, de 06 de março de 2017, os vereadores da Câmara Municipal de Bebedouro homenagearam diversas mulheres, com a láurea de “Reconhecimento Público Ilze de Carvalho Andrade - Dona Zinha”. Entre as homenagens, estava a escrivã Lenita Cirono dos Santos. Ela recebeu a comenda, ao lado de outras mulheres, por ter se destacado no contexto social em Bebedouro, durante o ano de 2016. A escrivã Lenita ingressou na Polícia Civil em 1994. Atualmente trabalha na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), da Seccional de Bebedouro. O dr. José Eduardo Vasconcelos, delegado Seccional da região, disse que a homenagem retrata o reconhecimento do Poder Público municipal com o incansável e desgastante trabalho que a homenageada, na condição de policial civil, vem fazendo há anos em prol das mulheres bebedourenses. Com informações da Assessoria de Comunicação Social da Delegacia Seccional de Bebedouro Acima, drogas apreendida pela DISE e, ao lado, máquinas de jogos ilegais apreendidas pela equipe da DIG: policiais civis de Bebedouro desarticularam ações criminosas Fotos: Seccional de Bebedouro

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14 RADAR Abril de 2017 Ribeirão Preto Policiais civis da (DIG) Delegacia de Polícia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto (Deinter-3), prenderam um homem, de 34 anos, no bairro Campos Elíseos, no dia 10 de março. Os agentes receberam informações de que um homem conhecido como “J.P.”, que frequentemente dirigia um veículo Renault/ Sandero, de cor prata, trazia de São João da Boa Vista, drogas e armas que seriam comercializadas em Ribeirão Preto. Assim, os policiais iniciaram as investigações e conseguiram localizar o suspeito e o precitado veículo, em uma churrascaria localizada na Avenida da Saudade, em Ribeirão Preto. Realizada a abordagem, o suspeito negou a prática criminosa, entretanto os policiais encontraram escondidos atrás do painel do veículo, 10 tijolos de crack, com peso aproximado de 10 kg. Também foi apreendido com o criminoso R$ 2.400 em dinheiro. O homem foi autuado em flagrante por tráfico de substâncias entorpecentes. São Carlos Policiais Civis de São Carlos (Deinter 3 - Ribeirão Preto) através da DIG (Delegacia de Polícia de Investigações Gerais), após investigações, esclareceram o homicídio que vitimou um adolescente, de 15 anos. O cadáver foi encontrado no dia 20 de janeiro, em um canavial nas imediações da Fazenda Engelho Velho, localizada neste município, com vários ferimentos produzidos por projéteis de arma de fogo. Os autores de 20 e 21 anos foram identificados como sendo os acusados do homicídio, e teriam matado a vítima em razão de dívidas de drogas. Foi representada à Justiça a prisão temporária dos suspeitos. Porto Ferreira Policiais civis da Delegacia de Porto Ferreira (Deinter 3) prenderam, na manhã de 13 de março, um homem de 38 anos acusado de desobedecer a Justiça e ameaçar sua ex-mulher, naquele municí- pio.Avítima dirigiu-se até a Delegacia de Polícia do Município para registrar boletim de ocorrência contra seu ex-companheiro, uma vez que já possuía medida protetiva. O suspeito foi atrás da vítima, e no interior da unidade policial, na presença dos policiais continuou a proferir ameaças a vítima. Diante dos fatos, o acusado recebeu voz de prisão e foi autuado pela Lei Maria da Penha. Casa Branca Na manhã de 06 de março, policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações) Gerais de Casa Branca (Deinter 9, de Piracicaba) prenderam um “laranja” da quadrilha de Juan Carlos Abadia, no Jardim Paulista, em Casa Branca. O homem, de 24 anos, tinha contra si um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal e é investigado por sua ligação com a quadrilha de Abadia. Nas investigações ele é apontado como o “laranja profissional” do bando. O operador de telemarketing levava uma vida discreta e não levantava suspeitas da sua possível ligação com organização criminosa internacional. O Delegado Seccional de Casa Branca, Carlos Alberto Fiuza conta que o trabalho do operador era comprar imóveis, veículos e propriedades rurais com dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas e de armas, mais tarde esses bens eram vendidos e assim lavava-se o dinheiro. Ibaté No dia 01 de março policiais civis da Delegacia de Ibaté (Deinter 3 - Ribeirão Preto) encontraram a mulher, de 43 anos, suspeita de abandonar um cachorro em via pública, no bairro de Vila Bandeirantes, naquele município. Os investigadores identificaram a mulher, que foi flagrada por câmeras de segurança abandonando um cachorro, de pequeno porte, em via pública, na tarde de 28 de fevereiro. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e foi possível chegar à suspeita através da placa do veículo que conduzia.Amulher foi indiciada pelo crime de maus tratos aos animais e durante as diligências o cachorro ainda não havia sido localizado. DISE São Carlos Policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de São Carlos (Deinter Ao lado, droga apreendida pela DIG de Ribeirão Preto; abaixo dinheiros e droga apreendidos pela DISE de Casa Branca 3) prenderam, na tarde de 01 de março, um homem de 20 anos, por de tráfico de entorpecentes, naquela cidade. Os Policiais civis, após investigações, identificaram um suspeito de comercializar drogas ilícitas. Foram até sua residência e, após terem a entrada no imóvel franqueada, ali localizaram 19 pedras de crack e a quantia de R$ 340,00 provenientes do tráfico de drogas. Fotos: Polícia Civil

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Abril de 2017 JURÍDICO 15 MUITAS VITÓRIAS NA JUSTIÇA Foram nove sentenças favoráveis, sendo cinco de aposentadoria especial, três reversões e uma absolvição em ação penal, julgada improcedente O mês de março teve um grande número de conquistas obtidas pelo departamento jurídico do Sinpol. A equipe do jurídico, formada pelos advogados Ricardo Ibelli e Viviane Cristina Ibelli Pinheiro, contabilizou nada menos que nove vitórias em favor dos associados do sindicato. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, o sindicato continua em sua luta contra o que ele considera arbitrariedades praticadas pelo governo do Estado, sobretudo na questão das aposentadorias. “O governador insiste em não cumprir o que determina a Constituição Federal. O policial civil tem direito à aposentadoria com paridade e integralidade. Antes ele alegava que a lei que tratava o assunto, a LCF [Lei Complementar Federal] 55/1985 não havia sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988. Era o único estado da Federação a adotar esta postura predatória para com os policiais civis. Mas com a entrada em vigor da LCF 144/ 2014, essa alegação foi por água abaixo. Mesmo assim, o governador e sua equipe vivem insistindo em não adotar a aposentadoria especial”, dispara Eumauri. Segundo os advogados Ricardo e Viviane Ibelli, a solução foi ingressar com mandados de segurança que garantam ao associado seu legítimo direito. “Temos vários mandados de segurança que garantem ao policial civil o direito à paridade e integralidade ao se aposentar. E também temos outra frente que, também por mandado de segurança, busca a reversão da aposentadoria da Lei Estadual 1062/2008 para a LCF 144/2014. Estamos conseguin- do muitas vitórias”, comemoram os advogados do jurídico do sindicato. Durante o mês de março, o jurídico conquistou nove vitórias, sendo cinco delas para mandados de segurança garantindo a aposentadoria especial, outros três dando direito aos policiais civis à reversão da aposentadoria e houve um caso onde um policial civil foi absolvido em uma ação penal. Nos oito casos de aposentadoria, ainda cabe recurso. Vitórias O investigador de Tambaú, Nelson Hugo Bernini Júnior, obteve junto à 7ª Vara da Fazenda mandado de segurança garantindo-lhe a aposentadoria especial. O mesmo ocorreu com a investigadora de Franca, Marilda Poppi Raiz Barcelos, junto à 13ª Vara da Fazenda. A investigadora de Ribeirão Preto, Maria Conceição Aparecida Tasca, perdeu em primeira instância, mas o jurídico recorreu e obteve vitória no Tribunal. A investigadora de Franca, Silvana Aparecida Guedes Pereira e o delegado de São Carlos, Geraldo Souza Filho, conseguiram ambos, mandados de segurança que lhes garante o direito à aposentadoria especial, respectivamente da 4ª e 9ª Varas da Fazenda Pública. Houve também a vitória de três policiais civis aposentados, que obtiveram sentença favorável no processo de reversão da aposentadoria da LCE (Lei Complementar Estadual) 1062/2008 para a LCF 144/ 2014. Os contemplados com a vitória foram o carcereiro de Casa Branca, Eduardo Bittencourt de Lima; o escrivão de Ribeirão Preto, Valter Lopes da Silva e o inves- tigador de Barretos, Antonio Carlos Prates. Em ação penal junto à 1ª Vara Criminal de Ituverava, o investigador Ismael Dias Pereira, que atua naquela cidade, foi absolvido e a ação julgada improcedente. Foi mais uma importante vitória do jurídico, que além de cuidar das questões envolvendo aposentadoria, também se desdobra para defender os policiais civis e evitar que se cometam eventuais injustiças. “Seja em questões junto à Corregedoria ou junto à Justiça Criminal, o Sinpol está sempre atento. Não compactuamos com o policial civil que se torna bandido. Mas também não vamos admitir que se punisse injustamente um colega de trabalho. E estamos conseguindo muitas vitórias graças a este trabalho”, conclui Eumauri. Os advogados Viviane e Ricardo Ibelli conquistaram importantes vitórias em favor dos associados do Sinpol

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