Jornal Eco da Tradição 188 Abril 2017

 

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Jornal Eco da Tradição Abil de 2017 188

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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XV - Nº 188 - ABRIL DE 2017 Litoral com força total. 23ª RT vence a Festa Campeira do Rio Grande do Sul Foto: Márcio Pinto Pelo segundo ano, consecutivo, a 23ª RT é a grande campeã da FECARS. Região litorânea leva mais uma vez o troféu Cyro Dutra Ferreira. ‘s EVENTOS OFICIAIS ECO ENTREVISTA EDITORIAL DO PRESIDENTE Em abril, o Entrevero de Peões em São Sebastião do Caí Página 03 Patrão, pai, dançarino e poeta. Conheça Guilherme Hexsel Rosa Página 15 O exemplo que vem das crianças Página 02 ESPECIAL Thomas Machado, o gauchinho que orgulhou e uniu o Rio Grande NOTICIA Manoel Viana, na 10ª RT, e a grande virada cultural NOTICIAS CTG Gildo de Freitas promoveu curso de danças Foto:Divulgação Página 20 Foto: Rogério Bastos Página 07 Foto: Gabriel Soares Página 17 O campeão do “fofurômetro” e do The Voice Kids da Rede Globo Coordenador Regional, Olacides Fortes, comemora a superação Alunos dançam no salão sob a obra de Moacir Gomes e Rinaldo Souto

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2 Ano XV - Edição 188 Abril de 2017 Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze, Odila Savaris, Anijane Varela, José Roberto Fischborn, Vitor Pochmann e Bruno Mendonça. JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Andressa Motter IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Abril Valor Plena Parcial Especial R$ 1.141,97 R$ 979,68 R$ 600,99 Estudantis R$ 168,20 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE-PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Elenir Fátima Dill Winck VICE-PRESIDENTE DE CULTURA: Anijane dos Santos Varela VICE-PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE-PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE-PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente O exemplo que vem das crianças Nestas caminhadas esta- tuição e o movimento a mais mos sempre em busca de res- um período de prosperidade postas, em busca de certezas social e crescimento. e não raro percebemos que Percorremos este longo todos os nossos movimentos caminho aprendendo e cons- são precisamente analisados truímos bases fortes, uma pelos “entendidos”, aqueles estrutura invejável, com ob- que estão sempre de plantão jetivos claros talvez para nós. em suas zonas de conforto Mas e para a sociedade? Será para criticar. que estamos conseguindo fa- É difícil termos o entendi- zer a transmissão destes valo- mento da grandeza do Movi- res a todos? Será que conse- mento do qual fazemos par- guimos transformar tudo em te? Estamos em um ano de conhecimentos capazes de profundas mudanças de con- abastecer aqueles que estão ceitos e na forma de fazermos, a nossa volta e não sabemos de pensarmos, um movimen- atingir? Será que consegui- to mais coletivo e contempla- mos nos fazer claros, didáti- tivo a todos, de buscarmos cos, e lutamos porque temos mecanismos que possibilitem a convicção de preservarmos demonstrarmos novamente a valores fundamentais de nos- maioridade da nossa institui- sas relações? ção. Temos que Neste ano comemoramos Temos buscar entendimento, buscar a os 70 anos do acendimento da chama criou- que buscar tão falada simplicidade. Vejo que nos dias de entendimen-la, um ato de apropriação e hoje exemplos vêm de crian- to, buscar ademonstração de nossa iden- ças para que os adultos pos- tidade regional. Escolhemos o tão falada sam aprender. Na 29ª Fecars, tema quinque- nal do volun- tariado para em Rolante, um simplicida- menino da vaca parada, Marcos trabalharmos e redescobrirmos de”... Antônio Rodrigues da Silva o verdadeiro es- Júnior, admitiu pírito desta atividade social. seu erro enquanto adultos Estamos aprofundando mo- discutiam a questão. Ele foi o mentos de reflexão de nossos grande vencedor deste even- movimentos e atitudes em to e demonstrou a todos um nossa entidade. Devemos ter valor chamado honestidade e a humildade e grandeza de grandeza. Há pouco tivemos que necessitamos voltar as um menino, o Thomas Ma- nossas origens, aos primór- chado, vencedor de um even- dios do movimento, aonde to musical em nível nacional, tudo começou, de que forma demonstrando humildade e e por que começou com este simplicidade. Ambos têm em formato. comum o que move nosso Não nos apercebemos movimento, o sentimento de ainda do grande segredo de pertencimento e orgulho a todo este processo social que nossa identidade regional, a estamos vivendo, que foi efeti- nossa forma de agir, vestir e vamente o fator desencadea- ter uma postura exemplar em dor desta caminhada e seus relação a nossa cultura. motivos de estarmos aqui. Este é o espírito de 1947, Acredito que vivemos em um de pureza, de ternura, de per- despertar novamente, de uma tencimento de nossa cultura e nova consciência, um novo hábitos comportamentais. Por grito, não mais o de 1947, mas isto e tão só por isto que o Mo- o de 2017, onde devemos res- vimento Tradicionalista Gaú- tabelecer um pensamento e cho começou por jovens e a conceitos que levem a insti- eles pertence o nosso futuro. OPINIÃO Por: Ivo Benfatto Presidente da Comissão Gaúcha de Folclore Membro do Conselho Estadual de Cultura/RS The Voice Kids e o pertencimento Fato absolutamente fantástico foi protagonizado pelo pequeno grande Thomas Machado, gaúcho de Es- tância Velha, no alto de seus 9 anos, ao vencer o pro- grama televisivo The Voice Kids 2017, da rede Globo. Thomas, em todas suas apresentações demonstrou, além de muito talento artístico, sua identidade cultu- ral, vestindo, sempre, bombacha, lenço, guaiaca, que o identificaram, em rede nacional, como um guri gaúcho cantor, um brasileirinho que tem orgulho do seu lugar, da sua querência, do seu pago, do seu jeito de ser, que sabe cantar o Rio Grande mas também sabe cantar o Brasil. Assim como Thomas, nós outros, que nascemos ou que temos o gauchismo como referência, também temos muito orgulho em nos reconhecermos e sermos reconhecidos como gaúchos, uma forma peculiar de sermos, acima de tudo brasileiros, pilchados ou não. Diante de fato tão significativo, que comemoramos e aplaudimos, é momento para algumas reflexões. A pessoa humana é essencialmente gregária. Por- tanto, precisa da companhia de outras pessoas para o seu bem viver, o que não é tão fácil, diante da relação da busca de satisfação de vontades individuais na relação com as coletivas, consideradas prioritárias como obje- tivos comuns que unem e favorecem a coesão interna dos grupos sociais. Em razão da dualidade individual x coletivo, impõem-se ferramentas sociais que facilitem o convívio intra grupo dos indivíduos que precisam se re- conhecer como iguais em direitos, mas também iguais em deveres. Barbosa Lessa, em 1954, em sua tese apresentada à plenária o 1º Congresso Tradicionalista “O Sentido e o Valor do Tradicionalismo”, discorrendo sobre as razões do nascente movimento em sua forma organizada, as- sim afirmou: “ para que o grupo social funcione como unidade, é necessário que os indivíduos que o com- põem possuam modos de agir e de pensar coletivamen- te. Isto é conseguido através da “herança social” ou da “cultura”.e acrescentou: “E graças à Tradição, essa cul- tura se transmite de uma geração a outra, capacitando sempre os novos indivíduos a uma pronta integração na vida em sociedade.” Portanto, o pertencer a um grupo social, possibilita aos seus integrantes viverem ampara- dos por uma cultura social herdada ou assumida livre- mente. Seus componentes, ostentam orgulhosamente seus símbolos, conhecem e praticam suas ideias, cren- ças e valores comuns, e valorizam suas raízes que se somaram e que possuem a mesma importância. Cora Coralina, nos seu versos magistrais assim afir- ma “ Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração Temos muito orgulho em nos reco-das pessoas”. Thomas Ma- chado, com seu cantar, nhecermos ecom seu jeito menino de ser tocou o coração de mi- sermos reco-lhões de brasileiros e deu sentido ao seu jovem viver. “Em qualquer chão, nhecidos como sempre gaúcho. Pelo Rio Grande, pelo Brasil” gaúchos”.

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Ano XV - Edição 188 EVENTOS Abril de 2017 3 O 29º Entrevero Cultural de Peões já vai começar Desde 1989 somente 14 regiões levaram o “Troféu Farroupilha”. Vinte e nove anos depois, 13 das 30 regiões disputam este título para levar a uma de suas cidades-sede o 30º Entrevero. Vinte e nove anos de história. O Concurso de Peão Farroupilha do RS foi criado para escolher, anualmente, dentre os jovens associados a entidades filiadas ao MTG, representantes da cultura, das artes, do campeirismo e do artesanato, e que possuam os valores tradicionais característicos da identidade cultural do gaúcho, abrangendo as categorias adulta, juvenil e mirim, denominados “Peão, Guri e Piá”, respectivamente. A cada edição o concurso busca elevar o nível intelectual da peonada, encontrar novas lideranças e aumentar o aprendizado do folclore, da história, da geografia e das tradições do Rio Grande do Sul. Algumas regiões praticamente se especializaram na busca por títulos no Entrevero. Com quatro títulos estaduais de Peão Farroupilha, está soberana a 15ª RT. Com três estão 3ª, 9ª, 11ª, 16ª e 23ª RTs. Buscando seu terceiro “Troféu Farroupilha”, como era conhecido no início, a 30ª Região. 1ª, 4ª, 7ª, 12ª, 13ª e a 21ª RTs vêm para conquistar o título pela segunda vez. Somente estas regiões conseguiram levar o concurso para suas cidades até agora. São Sebastião do Caí será o palco, de 6 a 9 de abril, da 29ª edição do Entrevero Cultural de Peões. O evento acontece no Parque Centenário de São Sebastião do Caí e no Parque de Rodeios do Campus da UCS - Vale do Caí, e definirá a nova gestão estadual nas categorias Peão, Guri e Piá. 3ª RT domina a categoria “Guri” Das onze regiões que já levaram o título de 1º Guri do Estado, a 3ª RT venceu sete das vinte e uma edições do concurso. A Região Missioneira chegou a conquistar o cargo durante cinco anos consecutivos, de 1999 a 2003. Depois venceu, ainda, 2006 e 2016. Com três títulos vem a 11ª RT e, com dois, a 15ª. O concurso A 27ª Convenção Tradicionalista do MTG, realizada em Caxias do Sul de 28 a 31 de julho de 1988, instituiu o “Troféu Farroupilha”, que abrangia a categoria adulta (Peão). O Regulamento sofreu reformulação na 40ª Convenção Tradicionalista, ocorrida em Canguçu de 27 a 30 de julho de 1995, quando foi incluída a categoria ‘Guri’. Em 2002 foi alterado o nome de Concurso Estadual de Peões para Entrevero Cultural de Peões. A categoria ‘Piá’ foi inclusa na 77ª Convenção Tradicionalista, no ano de 2012, e regulamentada na Convenção do ano seguinte. OS CONCORRENTES DO 29º ENTREVERO CULTURAL RT NOME ENTIDADE 1ª LUAN DIAS DE ÁVILA CATEGORIA PIÁ DTG CAIBOATÉ 3ª ALEF CORIN PINTO CFTG FARROUPILHA 4ª RAFAEL PEREIRA DA COSTA DTG CLUBE JUVENTUDE 7ª JOÃO VITOR FALABRETTE RIGO CTG FELIPE PORTINHO 9ª TOBIAS HETTWER DOS SANTOS CTG TROPEIRO VELHO 11ª FELIPE ZILLI SALVALAGGIO CTG QUERÊNCIA DO PRATA 12ª GUSTAVO DE SOUZA MOREIRA CTG MATA NATIVA 13ª LORENZO SARMENTO DOS SANTOS CPF PIÁ DO SUL 16ª ISMAEL OLIVEIRA DE LIMA CTG CAMAQUÃ 21ª SAULLO G. DOS SANTOS DUTRA CCTG LILA ALVES 22ª NICOLAS SPILCKER DA COSTA CTG OS TAURAS DA COLINA 26ª BERNARDO SILVEIRA TEIXEIRA CTG SINUELO DO SUL LOCALIDADE GUAÍBA SÃO BORJA ALEGRETE MARAU PANAMBI NOVA PRATA CANOAS SANTA MARIA CAMAQUÃ PINHEIRO MACHADO IGREJINHA PELOTAS CATEGORIA GURI 1ª LUCAS MOREIRA LOPES 35 CTG PORTO ALEGRE 2ª FERNANDO GRAZIOLI FREITAS DTG POLIVALENTE SÃO JERÔNIMO 3ª PEDRO ERNANI DORNELLES LAGO CTG TROPILHA CRIOULA SÃO BORJA 4ª FÁBIO WILMAR MAZZINI MARQUES CTG SENTINELA DO JARAU QUARAÍ 5ª ALLAN CID DE ANDRADES CTG SINUELO DA LIBERDADE ENCRUZILHADA SUL 6ª JOÃO PEDRO MENDONÇA PRESTES CCN SENTINELA DO RIO GRANDE RIO GRANDE 7ª LUIS FELIPE BARANZELLI CTG UNIDOS DO PAMPA CHARRUA 9ª LUCAS DA SILVA JARDIM CTG TROPEIRO VELHO PANAMBI 11ª ARTHUR PIZZATTO CTG POUSADA DO IMIGRANTE NOVA BASSANO 12ª LÉO BRUNO DE SOUZA MOREIRA CTG MATA NATIVA CANOAS 13ª EDUARDO MORAIS BRUM CTG SINCERO LEMES VILA NOVA DO SUL 16ª GABRIEL DE FREITAS LARROZA CTG SEPÉ TIARAJU S. LOURENÇO SUL 18ª ANDRÉ DE OLIVEIRA BARRETO GAN CAMPO ABERTO BAGÉ 19ª YURI DELLA COSTA CTG SENTINELA DA QUERÊNCIA ERECHIM 20ª DHYON GABRIEL GROSS CTG EPOPÉIA FARROUPILHA HUMAITÁ 22ª WESLEY DONATO RIBEIRO DE JESUS CTG OS TAURAS DA COLINA IGREJINHA 23ª FELIPE CARDOSO FLORIANO CTG PORTEIRA GAÚCHA TORRES 24ª GABRIEL FERREIRA CPF TERRA DE UM POVO VENÂNCIO AIRES 25ª JOSÉ RAFAEL TURELLA SOARES DTG HERANÇA DA TRADIÇÃO FLORES DA CUNHA 26ª EDUARDO CÉSAR FIORI DA SILVA CTG SINUELO DO SUL PELOTAS 27ª LUIZ FERNANDO KERSCHNER CTG QUERÈNCIA CANELA 30ª LUCAS VINICIOS OTT CTG QUERÊNCIA DE NOVA HARTZ NOVA HARTZ RT NOME ENTIDADE LOCALIDADE CATEGORIA PEÃO 1ª RENAN BEZERRA MARQUES CTG PORTEIRA DA TRADIÇÃO 3ª ROBSON THOMAS RIBEIRO CTG TROPILHA CRIOULA 4ª STHÉFANO MARÇAL JAQUES CTG OSWALDO ARANHA ELDORADO DO SUL SÃO BORJA ALEGRETE 6ª GABRIEL DA SILVA GOMES CCN SENTINELA DO RIO GRANDE RIO GRANDE 7ª LEONARDO DO AMARANTE PINHEIRO CTG FELIPE PORTINHO MARAU 8ª GABRIEL BITELO AMARAL CTG RANCHO DA INTEGRAÇÃO VACARIA 9ª ELOIR WICHINHESKI JUNIOR GF CHALEIRA PRETA IJUÍ 11ª GUILHERME MACHADO DUTRA CTG SENTINELA DA SERRA GARIBALDI 13ª MARCOS A. DE OLIVEIRA JUNIOR DTG NOEL GUARANY SANTA MARIA 15ª LEANDRO JOSÉ STEFFEN CTG PORTEIRA ABERTA BOM PRINCÍPIO 19ª GUILHERME BERDIAN MACHADO CTG GALPÃO CAMPEIRO ERECHIM 22ª JÚLIO BARTZEN DE ARAÚJO CTG O FOGÃO GAÚCHO TAQUARA 30ª JHONATÃ REIS LEINDECKER SOC. GAÚCHA LOMBA GRANDE NOVO HAMBURGO PROGRAMAÇÃO Dia 06/04/2017 – Quinta (Programação opcional aos concorrentes) Parque Centenário de São Sebastião do Caí 16h - Recepção e credenciamento 19h - Missa Crioula – Palco C 20h - Jantar de despedida dos Peões, Guris e Piás Estaduais Dia 07/04/2017 – Sexta Campus da UCS Vale do Caí Parque Centenário de São Sebas- tião do Caí 9h - Prova escrita – Campus da UCS Vale do Caí 11h30 - Almoço – Praça de alimentação do Parque Centenário 13h30 - Início das provas artísticas Palco A - Ginásio A – Categoria Guri Palco B - Ginásio B – Categoria Piá Palco C - Pavilhão C – Categoria Peão 19h30 - Jantar - Praça de alimentação 21h - Sessão Solene de Abertura do 29º Entrevero Cultural de Peões no Pavilhão C Dia 08/04/2017 – Sábado Parque de Rodeios do Campus da UCS Vale do Caí 8h30 - Início das Provas Campeiras 12h - Almoço no local 13h30 - Reinício - Provas Campeiras 20h - Jantar - Praça de alimentação do Parque Centenário 22h30 - Baile e divulgação dos resultados do 29º Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul Centro Comunitário Vila Progresso Animação: Grupo Canção Nativa Ingressos: R$ 25,00 individual. Será obrigatório o uso de Pilcha Completa

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4 Ano XV - Edição 188 Abril de 2017 PROSEANDOCOMTENÊNCIA Por Rogério Bastos CASOS & ACASOS “... um pouco mais sobre voluntariado...” O voluntariado é um serviço resultante de uma obrigatoriedade que não é imposta de fora para o voluntário, mas que brota dele próprio para com as pessoas e com a sociedade. Nesse sentido, tem um caráter ético, pois é espontâneo, livre e comprometido, gerador de felicidade. Ao mesmo tempo em que se doa, se recebe. Esse receber é um dos fatores que motivam a permanência, embora saibamos que a ação voluntária não se realiza buscando receber. O receber não está na mesma relação direta do doar-se, mas está na disposição da pessoa fazer o bem. Sabemos que a pessoa que age de forma voluntariosa resinifica a sua vida, dando um forte sentido para o que faz, pelo que tem e no que vive. Ela é uma autêntica responsável, tem critério de atuação e compartilha com os demais, chegando, assim, a um alto nível de responsabilidade por ser fiel ao compromisso assumido. Comprometimento A ação voluntária tem que ter compromisso. É necessário entender que ajudar o outro, ajuda a si mesmo; não por recompensa, não por dinheiro ou carreira, mas porque sua ação desenvolverá a si mesmo e realizará como pessoa. Compromisso com a ação voluntária pressupõe uma continuidade, não tem férias (isso não quer dizer que o voluntário não possa tirar férias, mas tem um comprometimento com o seu “ser”), pois voluntário é um “voluntário sempre”. Muitas pessoas são motivadas a agir voluntariamente, mas muito poucas persistem. Este compromisso de “ser” não é somente um fato pessoal, mas deve ser cultural. Ney Pires Netto e Waldemar Alchieri Neste mês de março partiram dois esteios do tradicionalismo gaúcho. As novas gerações pouco conheciam Ney Netto e Waldemar Alchieri. Ney era o último filho do caudilho maragato da revolução de 23, Zeca Netto (sobrinho de Antônio de Souza Netto). Alchieri, um nome de tradição na tradição do Rio Grande, como era o slogan de sua loja, ali na Av. Voluntários da Pátria, na capital, foi um homem que ajudou a construir a história do tradicionalismo gaúcho no RS, e, em especial, a da 1ª RT. Fica nossa gratidão por tudo o que eles construíram e nos entregaram. Cumpriram seus papeis e foram descansar. O dom da retórica – falar em público Chegou a hora de falar em público. A empresa na qual você trabalha lhe delegou a tarefa de representá-la em um evento. Quem sabe representará seu CTG, ou sua escola em algum lugar. Enfim, em pouco tempo dezenas ou centenas de pessoas estarão lhe ouvindo. É necessário elaborar os textos, usar as palavras e informações corretas. Junto com isso vem a ansiedade, o nervosismo e um pouco de medo. Falar em público não é apenas para quem vai palestrar para grandes plateias. Um agradecimento por uma homenagem recebida, seja para qualquer número de espectadores, já é um bom início. Qual é o nosso legado? Já diz um velho ditado: “A vida é muito curta para ser pequena” - Não a torne fútil, inútil, sem sentido. Temos percorrido o Rio Grande e o Brasil palestrando, sobre os mais diversos assuntos. Em abril estaremos no Encontro Jovem da CBTG, em Ponta Porã/MS, onde terei a grata satisfação de chegar a marca de 600 palestras. “Do que sobra é a obra! O resto soçobra” (naufraga, afunda, desaparece). Esse ´é nosso legado. Ensinar aquilo que aprendemos e aprender com aqueles que ensinamos. No mês de maio, iremos a Sarandi e, em junho, Luís Eduardo Magalhães, na Bahia e Igrejinha. Em julho, no Paraná. MOVIMENTOTRADICIONALISTAGAÚCHO Calendário do MTG - 2017 DATA 06 a 09 24 25 6 6 13 25 a 27 24 24 10 24 24 1 25 29 8 11 e 12 26 e 27 EVENTO ABRIL DE 2017 29º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE ESTADUAL VEM PRO MATE - DIA DA TRADIÇÃO PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 46ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS FASE ESTADUAL MAIO DE 2017 3ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS 3ª REUNIÃO DE DIRETORES CULTURAIS 3ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR 47ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE ESTADUAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 48ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 30º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JUNHO DE 2017 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DIRETOR (Provas Ciranda e Entrevero Regional) - SEDE MTG 48ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL 30º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JULHO DE 2017 4ª REUNIÃO DE COORDENADORES E DIRETORES REGIONAIS PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES ENART 2017 83ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA AGOSTO DE 2017 SORTEIO DA ORDEM DE APRESENTAÇÃO DAS INTER-REGIONAIS DO ENART 2016 ACENDIMENTO E DISTRIBUIÇÃO DA CHAMA CRIOULA 1ª INTER-REGIONAL DO ENART PROMOÇÃO LOCAL MTG + 15ª RT S. SEBASTIÃO DO CAI TODO ESTADO MTG PORTO ALEGRE MTG MTG MTG MTG + 18ª RT MTG PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE BAGÉ PORTO ALEGRE MTG PORTO ALEGRE MTG PORTO ALEGRE MTG RTs MTG RTs MTG MTG MTG + 8ª RT PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE LAGOA VERMELHA MTG MTG + 23ª RT MTG PORTO ALEGRE MOSTARDAS Data 29 e 30 29 6e7 7 20 20 24 CURSOS Promoção ABRIL 2017 FORMAÇÃO DE POSTEIROS ARTÍSTICOS - 7ª, 8ª, 17ª, 19ª, 20ª, 28ª e 29ª RT’s MTG e 19ª RT CFOR BÁSICO MTG e 19ª RT MAIO 2017 FORMAÇÃO DE POSTEIROS ARTÍSTICOS - 3ª, 4ª, 5ª, 9ª, 10ª, 13ª, 14ª, 18ª e 21ª RT’s MTG + 13ª RT CFOR BÁSICO MTG + 10ª RT CAPACITAÇÃO PARA NOVOS INSTRUTORES DE DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO CAPACITAÇÃO PARA NOVOS INSTRUTORES DE DANÇAS TRADICIONAIS GAÚCHAS MTG MTG CFOR PARA MUSICOS MTG Cidade ERECHIM ERECHIM SANTA MARIA S. VICENTE DO SUL PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE OBS: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade. Fique ligado! CFOR Básico 07/05/2017 São Vicente do Sul - 10ª RT Mais informações: 51 3223 5194 “Tudo que você não puder contar como fez, NÃO FAÇA!”

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Ano XV - Edição 188 DEPARTAMENTO JOVEM Abril de 2017 CEVANDO O MATE 5 Por Sandra Veroneze Por que ter um Departamento Como elaborar um Plano de Jovem na entidade? Assessoria de Imprensa No dia 07 de janeiro de 1989, durante o 34º Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado na cidade de Caçapava do Sul, foi aprovado o Departamento Jovem Central do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Desde então, a criação deste departamento visa uma maior participação e atuação juventude, dando vez e voz para aqueles que são e serão as futuras lideranças do nosso Movimento. Mas por que manter um Departamento Jovem dentro de uma entidade tradicionalista? A juventude vive hoje em um mundo repleto de novidades, e precisa de oportunidades para mostrar a que veio. Interligado diretamente ao Departamento Cultural, o Departamento Jovem é um órgão auxiliar que tem como objetivo incentivar e dinamizar a participação do jovem no Movimento Tradicionalista Gaúcho, bem como aproximar tradicionalistas de diferentes idades, estabelecendo a transmissão das tradições de geração para geração. As entidades tradicionalistas devem impulsionar a criação desse departamento para preparar e dar experiências aos jovens para que eles possam oferecer uma contribuição cultural ainda maior. Em vista disso, o Departamento Jovem Central, buscando pela inte- gração entre todos tradicionalistas em prol de causas muito maiores – o amor ao próximo e a solidariedade –, durante a 29ª Festa Campeira do Estado do Rio Grande do Sul, recebeu doações de alimentos, roupas e produtos de limpeza para doar ao município de Rolante que foi atingido por um grande alagamento no dia 05 de fevereiro. Ao chegarmos para a Festa fomos surpreendidos com o grandioso ato do prefeito de Rolante, que passou todas as doações para São Francisco de Paula, município que, naquele momento, precisava muito mais. Destacaram-se nas arrecadações a 1ª e a 30ª Regiões Tradicionalistas, responsáveis por cerca de 80% das doações recebidas. Um ato grandioso da juventude tradicionalista acabou tomando proporções ainda maiores, pois mostrou que ainda lutamos pelos mesmos valores que regem a Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho. E você patrão? E você coordenador? Vamos dar mais espaço pra essa gurizada que tem muito serviço pra mostrar?! Qualquer dúvida entrem em contato com os Diretores do Departamento Jovem Central que estão à disposição para auxiliar e sanar dúvidas. Foto: Arquivo Departamento Jovem troian.pKdeflvy1n 0K7ru/0g3e/2E0d1u7ar2d2o:4G1u:2s5mão com as equipes jovens inter-regionais Curso de Assessoria de Imprensa - Abril 2017 Tudo que é planejado costuma dar resultados mais efetivos e não é diferente com a Assessoria de Imprensa de uma entidade tradicionalista. Um Plano identifica como estamos e, principalmente, onde queremos chegar. Alguns cuidados nesta etapa são fundamentais. Um deles é vislumbrar médio e longo prazos. Resultados consistentes costumam aparecer depois de anos de trabalho. Outro critério é ser absolutamente realista. São tantos os fatores que interferem na publicação de uma notícia e a verdade é que raramente saberemos dos detalhes de uma reunião de pauta onde nossa sugestão não foi escolhida. Também não se preocupe com o número de páginas de seu Planejamento. Importante é ser assertivo. O que deve ter em um Planejamento de Assessoria de Imprensa? Comece fazendo um diagnóstico da situação atual. Analise quantas vezes por mês sua instituição sai na mídia, que tipo de pauta ganha destaque, que página ou programa dá mais espaço. Analise se as matérias são essencialmente positivas ou se carregam críticas. Observe quem está sendo procurado dentro da instituição para falar com a imprensa e que tipo de impacto essas informações estão causando na comunidade. Analise o que está bom e o que precisa/pode ser melhorado. De posse desses dados, parta para a elaboração do seu Plano. Dependendo do tamanho da instituição ele poderá ser bastante refinado, mas aqui compartilharei alguns parâmetros mais básicos, introdutórios, mas que lhe permitirão iniciar com segurança o trabalho. Seu Planejamento deve conter: Estratégia – Defina claramente como você tornará sua entidade e o trabalho desempenhado por ela relevante aos olhos da imprensa. Será pelo número de pessoas que envol- ve? Pelo impacto social que desempenha? Pela relevância histórica de seu trabalho? Público-alvo - Mapeie todos os veículos de comunicação e os repórteres de interesse. Via de regra, todos que noticiam cultura são importantes, mas eventualmente também podem interessar repórteres de esporte, geral, bairro etc. Equipe - Defina claramente quem trabalhará na assessoria, suas funções e tempo de dedicação, considerando que se trata de trabalho voluntário. Rotina de envios - É na consistência que a entidade conquistará respeitabilidade. Portanto, tenha um calendário de envios de notícias. Não trará bom resultado enviar por exemplo cinco notícias em uma única semana e depois passar três meses sem enviar nada. Defina prioridades - Analise as pautas que a assessoria enviará ao longo do ano e defina quais são as prioritárias. Nessas comece a trabalhar com maior antecedência. Metas - Podem ser quantitativas e qualitativas. Um exemplo de quantitativa é triplicar o número de matérias publicadas no mês. Um exemplo de qualitativa é conseguir que um jornalista normalmente crítico passe a dar pauta positiva sobre a entidade. Os anos de experiência me mostraram que os Planejamentos devem ser flexíveis, uma vez que o trabalho de assessoria de imprensa é realizado integralmente no risco. Não há qualquer certeza de que a notícia será publicada. Quem tem esse controle é o veículo de comunicação. Então é importante flexibilizar. Às vezes planejamos em uma direção e a imprensa chega de outro com uma demanda bem substancial... Em caso de dúvida, escreva para mim: imprensa@mtg.org.br. Continua no próximo mês. C M Hámaisde 15anosDandovozÀnossa tradição! Y CM MY Entre em contato, temos a estrutura completa para o seu evento. CY CMY K 5499112.1085 troiansonorizacao@gmail.com

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6 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 188 ESPAÇO DACBTG Abril de 2017 MTG/MS realiza Curso de Formação Tradicionalista O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Mato Grosso do Sul (MTG-MS) realizou, no dia 18 de março, o 2º Curso de Formação Tradicionalista (CFOR) - módulo básico, na sede do CTG Tropeiros da Querência, localizada na capital Campo Grande/MS. De acordo com o MTG-MS, 88 pessoas participaram do evento. O curso contribuiu para a formação dos tradicionalistas no Estado e promoveu o debate sobre a origem e os princípios do grandioso Movimento Tradicionalista Gaúcho. Desses participantes, 87 eram oriundos de CTG’s do Mato Grosso do Sul, além de uma senhora, que pela primeira vez esteve em um CTG. “Ouvi sobre este curso no programa de rádio ‘Catedral do Pampa’ transmitido aos domingos pela Difusora Pantanal. Entrei em contato para saber se poderia participar, já que não faço parte deste movimento. Aqui estou, encantada com a cultura gaúcha e com os estudos ensinados, e só tenho que agradecer pela oportunidade de conhecer todas essas prendas e peões. Eu sempre imaginava como era esse movimento por meio das informações transmitidas pela rádio e agora estou presenciando a grandiosidade da tradição gaúcha”, disse, emocionada, dona Aracy de Souza, que foi a primeira pessoa a se inscrever. A programação apresentou assuntos variados. As temáticas proferidas pelos representantes do MTG-RS foram “História e Origem do Gaúcho”, “História do Tradicionalismo: do Grêmio Gaúcho ao MTG-RS”, “Liderança no Século XXI” e “Ética e Relações Sociais nos CTG’s”. O Presidente do MTG-MS, Natal José Marchioro, ministrou a temática “História do MTG-MS”, e o Presidente da CBTG, João Ermelino de Mello, falou sobre a “História da CBTG”. “Ficamos muito felizes com o interesse dos participantes em se capacitar para então multiplicar os estudos em seus CTG’s. O encontro foi produtivo e de extrema importância para nós, pois além da integração conseguimos agregar mais conhecimento”, enfatizou Marchioro. “Entre toda correria das viagens só posso agradecer pelo final de semana de trabalho e aprendizagem. Há quase 11 anos participei do 1º CFOR Básico aqui no Estado, na época realizado pelo MTG-RS, na cidade de Campo Grande. Agora tive o prazer de fazer o mesmo curso para uma atualização, e percebi que já evoluímos muito em todos estes anos, mas que podemos ainda mais quando trabalhamos em conjunto e fraternalmente”, pontuou o Diretor Jovem e 1º Peão Guaicuru do MTG-MS, Pedro Garcia Pereira da Silva. Uma lembrança, de 1961, pra lá de especial Quem esteve no 8º Congresso Tradicionalista na cidade de Taquara levou como lembrança uma moeda comemorativa O atual Presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, João Ermelino de Mello, ainda quando criança, acompanhava seu pai, que era patrão do Conjunto Folclórico Sentinelas do Rio Grande, da cidade de Santo Ângelo, nos eventos. Certa feita, no ano de 1961, foram representar a entidade no 8º Congresso Tradicionalista Gaúcho, na cidade de Taquara. Como registro do evento ganharam uma moeda, cunhada com o Brasão do Rio Grande de um lado e o símbolo do CTG O Fogão Gaúcho, do outro. Neste conclave ficou marcado pela aprovação da “Carta de Princípios” do Movimento Tradicionalista Gaúcho, que teve na relatoria final, Glaucus Saraiva. João Mello guarda ainda a moeda que marcou o congresso que aprovou o mais importante documento do tradicionalismo organizado e, é clausula pétrea dos estatutos do MTG, a Carta Magna. CBTG CONVIDA PARA O ENCONTRO DA JUVENTUDE TRADICIONALISTA A CBTG, por meio da gestão de Prendas e Peões 2015/2017, tem imensa honra em convidar e contar com vossa presença no Encontro da Juventude Tradicionalista, nos dias 21 e 22 de abril, no CTG Querência da Saudade, em Ponta Porã-MS. Programação Dia 21 de abril de 2017 8h - Credenciamento 8h30 - Solenidade de Abertura 8h40 - Palestra História da CBTG João Ermelino de Mello (Presidente da CBTG) 9h - Palestra CBTG: Uma Radiografia Completa - Wilson Porto (Diretor Geral e Assessor de TI da CBTG) • Atividade Recreativa 10h - Palestra MTG-RS: 50 Anos de Preservação e Valorização da Cultura Gaúcha - Rogério Bastos (Diretor de Divulgação da CBTG) • Atividade Recreativa 11h - Palestra Ser Prenda: Objetivos e Perspectivas - Roberta Jacinto (1ª Prenda do RS) 12h - Almoço 13h30 - Palestra Liderança Jovem e Ética na Era das Incertezas - Rogério Bastos • Gincana Cultural 15h - Palestra Chimarrão: Uma Nova Visão - Liliane Pappen (Presidente do Instituto Escola do Chimarrão) • Oficina Chimarrão 17h - Palestra Dicção e Oratória - Rogério Bastos 20h30 - Jantar de Integração Dia 22 de abril de 2017 7h - Café 8h - Viagem ao Parque Nacional Cerro Corá/PY 12h - Encerramento A ficha de inscrição e informações podem ser obtidas no site da CBTG ou pelos contatos: Farid Molas (67) 9.9646-0039 e Daiane Pereira: (67) 9.9911-9943. Em Chapecó, tradição gaúcha é levada a sério O CTG Coxilha do Quero-Quero, que tem a prenda veterana da CBTG e a 2ª do Estado de Santa Catarina, reuniu os tradicionalistas para o II Sinuelo da Cultura Gaúcha. Atividades culturais não faltam no CTG do oeste catarinense, pois de lá saíram a 1ª Prenda Veterana para a CBTG, Thaís Dutra, a 2ª Prenda Veterana do Estado de Santa Catarina, Darlene Cardoso, a 2ª Prenda Adulta, Ana Carla Batista, o 1º Peão Juvenil, João Vinicius Batista, o 2º Peão Mirim, Henrique Deitos e a 1ª Prenda Juvenil, todos do Estado de Santa Catarina, Tamara Rodrigues. No dia 01 de abril, Thais organizou o II Sinuelo, levando para Chapecó no- mes como, Manoelito Carlos Savaris (Ex-Presidente da CBTG, MTG e IGTF), Odila Paese Savaris (Conselheira do MTG), Roberta Jacinto (1ª Prenda do RS), Aline Jasper (2ª Prenda da CBTG), Celívio Holz (ex-Presidente da CBTG), Adiva Holz (Designer e consultora de indumentária), Rogério Bastos (Diretor de Divulgação da CBTG e Coordenador da 40ª RT) e João Ermelino de Mello (Presidente da CBTG). O Evento ainda contou com a presença da Diretora Cultural do MTG de Santa Catarina, Suzana Xavier e da Secretária de Cultura da cidade de Chapecó, Roselaine Barboza Vinhas que é natural de Pelotas (RS), mas reside em Foto: Rogério Bastos Chapecó desde 1988. Roselaine foi prenda da 26ª RT. Existe ainda, dentro da entidade, um pro- jeto permanente cha- mado guardiões da tradição, onde todo o prendado se une para passar conhecimento para as crianças que entram no CTG, na es- colinha de dança. Prendas de Santa Catarina, do Paraná e do Rio Grande do Sul, no Sinuelo

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Ano XV - Edição 188 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Abril de 2017 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro GAUDÊNCIO SETE LUAS Vamos avançando na cronologia das Calhandras de Ouro. A terceira edição da Califórnia da Canção Nativa realizou-se entre 06 e 09 de dezembro de 1973 e contou com 30 canções concorrentes. Como já havia referido em texto anterior, surge nesta ocasião mais um dos marcantes personagens das canções do festival uruguaianense: Gaudêncio Sete Luas. Nascido do gênio literário de Luiz Coronel e da maestria musical de Marco Aurélio Vasconcelos, o personagem é o centro de uma sofisticada peça cancionista, composta em dez cantos que contam as peripécias vividas pelo gaúcho “Sete Luas” – aquele que ao trovejar a gritaria, fazia relampejar sua adaga, afirmando “não vai ficar pra semente, quem nasceu pra ventania”. Naquele dezembro de 1973, a inspiradíssima parceria de Coronel e Marco Aurélio, - que ainda viria a consagrar canções como “Cordas de espinho”, “O tempo e o vento” e os cantos de “Leontina das Dores” – e que no ano anterior havia sido premiada em segundo lugar com “Gaudêncio Sete Luas”, concorreu com mais três dos cantos que compõem a referida obra: “Gaudêncio Sete Luas avalia sua guitarra”, “Gaudêncio Sete Luas fala de crendices e assombrações” e “Canto de morte de Gaudêncio Sete Luas”. As duas últimas fazem parte do LP que registra a terceira edição do festival. A canção pede silêncio e lenços em aceno. A voz majestosa voz de Rhosamaria, que combina tristeza e transcendência, numa das mais tocantes performances de interpretação da nossa música, anuncia que o “velho Gaudêncio pulou a cerca da vida”. Introduzindo e pontuando o canto, um dos inexcedíveis talentos da música brasileira: o mago Plauto Cruz com sua flauta encantada. A Calhandra de Ouro pousa suavemente sobre o “Canto de morte de Gaudêncio Sete Luas”. Hoje, e creio que ainda por tempo largo, essa canção é pura novidade. Ouvi-la, é manhã recém-raiada, que mesmo que suceda as noites de cada tempo, sempre de alguma forma nos inaugura: “no eucalipto se sente que Gaudêncio virou brisa”! Não seria maravilhoso que os dez cantos do velho Gaudêncio Sete Luas pudessem ser reunidos numa nova gravação? Muita gente, por certo, haveria de gostar muito! Manoel Viana com muitas atividades culturais Vários eventos culturais marcaram o mês de março na cidade de Manoel Viana, 10ªRT, enchendo de orgulho o Coordenador Olacides Fortes, que viu as entidades distantes e as reaproximou das coirmãs. Por algum tempo, sem motivação, ou por motivos alheios à vontade de seus associados, as entidades tradicionalistas de Manoel Viana foram se apartando do convívio da 10ª Região Tradicionalista. Com um trabalho intenso e abnegado, o Coordenador Olacides Fortes foi, aos poucos, trazendo de volta e ajustando a filiação das entidades do município. No dia 12 de março, na sede social do CTG Sentinela das Missões, a 1ª Prenda Mirim do Piquete de Laçadores Freio de Ouro, Beatriz Fernandes Cardoso, realizou a 2ª Ação de seu projeto “MTG Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha”, com o tema “MTG 50 Anos de Preservação e Valorização da Cultura Gaúcha” e o título “Movimento Tradicionalista Gaúcho e a Valorização dos Departamentos”. Esteve presente como palestrante o presidente do MTG, Nairo Callegaro. No dia 25 foi realizada uma Cavalgada em homenagem aos 25 anos de emancipação político-administrativa de Manoel Viana. Foto: Rogério Bastos Ao centro, o prefeito, Gustavo Machado e o presidente Nairo A cavalgada partiu da Praça Central com destino à Fazenda de Júlio Saldanha, onde foi feito bivaque, com mate, causo, canto e viola. No outro dia foi o retorno à cidade, percorrendo o mesmo itinerário. No domingo, 26, foi a vez do Seminário de Prendas, no Piquete Caudilhos Vianenses, completando a agenda do mês de atividades culturais, que contou em todas suas etapas com o apoio do poder público municipal. Segundo o Prefeito Gustavo Medeiros, que participa de todas as atividades, sempre bem pilchado, o momento é um marco histórico para Manoel Viana, por mobilizar a juventude e levar conhecimento, reinserindo a cidade no mapa do tradicionalismo rio-grandense. O FOLCLORE NA SEMANA SANTA Os costumes de Páscoa entre alguns povos europeus são anteriores ao cristianismo, que, tendo dificuldades em erradicá-los incorporou-os na Páscoa cristã. O culto à ressurreição reinterpretou os elementos da antiga mitologia pagã europeia, que aos poucos foi se fixando e assimilando novos costumes oriundos de outras culturas. Segundo pesquisadores, o povo hebraico celebrou a primeira Páscoa do mundo no século XIII a.C. Para este povo, a festa significava a liberdade do cativeiro no Egito, quando guiados por Moisés atravessaram o Mar Vermelho. O objetivo desta festa, uma das mais importantes do calendário hebraico, é lembrar o importante momento que representa a saída do povo judeu em direção à Terra Prometida. A palavra vem do hebraico “Pessah” que significa Passagem. Qual a relação entre Coelho e Ovos de Páscoa? O ovo é símbolo da força vital, de nascimento, e entre os chineses era costume ofertar ovos desejando uma longa vida. Tanto o ovo como a lebre ou coelho são símbolos de fertilidade e nascimento mais antigos que o cristianismo. Os antigos consideravam o ovo como a célula misteriosa que dá origem a todos os seres, logo o ovo simboliza a continuidade da vida através do nascimento. A lebre é símbolo de fertilidade, pela maneira rápida como se reproduz. Era o animal sagrado da deusa Ostara (venerada como deusa da fertilidade), e assim foi incorporado aos costumes da Páscoa cristã. Em todos os países católicos é costume a troca de ovos e coelhos de chocolate, de açúcar e de marzipã. Na região de colonização alemã é costume pintar ovos de galinha e ofertar às crianças. Semanas antes da Páscoa, mães, avós e tias, às escondidas, fazem este trabalho. Em algumas regiões é costume pintar ou respingar com anilinas os animais domésticos, cães e gatos para que as crianças saibam que o coelhinho já está perto aprontando os ovinhos de Páscoa. Ovos são decorados com recortes e papel crepom torcido em forma de rolinhos, colados nos mesmos, formando desenhos e combinando cores, além de muitos outros motivos que hábeis mãos das mães e avós produzem para alegrar as crianças. No Rio Grande do Sul, estado povoado por diversas etnias, existe uma confluência de traços culturais que se mesclam nestas comemorações. Inúmeras crendices e superstições estão ligadas à Semana Santa e à Páscoa. Muitas prescrições e proibições são seguidas pelo povo. Podemos citar algumas: como a Semana Santa é tempo de luto pela Paixão e morte de Jesus Cristo, é proibido tocar instrumento musical, cantar, assobiar e mais ainda dançar. Na sexta-feira Santa, dia da morte de Cristo, não se deve matar animal e nem ordenhar as vacas. Não se deve comer carne ou ovos, que devem ser substituídos por peixe. Não devem ser usadas facas ou instrumentos cortantes (o pão deve ser partido com a mão ou cortado na véspera), homens não devem barbear-se, mulheres não devem pentear os cabelos e os sinos das igrejas não devem ser repicados – somente se pode usar as matracas. Antigamente era costume fazer jejum e penitência nestes dias de luto. É tradicional o costume de colher Macela (ou Marcela) na madrugada de sexta-feira antes do sol nascer. Segundo a tradição, o chá feito com esta erva terá efeitos milagrosos em relação a males do estômago e dos intestinos. Esta tradição está ligada a uma lenda segundo a qual um surto de doenças e males atingiu Jerusalém na época da crucificação de Jesus. Na sexta-feira alguém colheu a erva e preparou uma infusão oferecendo a todos os doentes, que logo ficaram curados. Nada prova que foi a macela, mas a tradição popular perpetuou este costume. Neste dia, para conseguir indulgências, deve-se matar cobras e aranhas, lavar o rosto antes da Aleluia e virar as imagens de santos de frente para a parede ou cobri-las com pano roxo, desvirando-as ou descobrindo-as após a Aleluia. O povo acredita que durante todo o ano o diabo fica preso aos pés de Deus, mas na sexta-feira Santa ele está solto e é preciso ter muito cuidado para não cair em tentação e cometer pecados graves. O tema é vasto e não se esgota neste texto – muito ainda poderia ser dito.

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8 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 188 Abril de 2017 17ª RT realiza o X Encontro Muito amor para cumprir da Juventude Gaúcha toda a agenda Na manhã do dia 11 de Março, sob responsabilidade do Departamento Cultural da 17ª Região Tradicionalista e apoio do CTG Tropeiros das Missões, realizou-se o X Encontro da Juventude Gaúcha. Atuou como palestrante o 2º Guri Farroupilha do Estado, Ramiro G. Bregles, que tratou do objetivo anual do MTG para 2017, “Resgatando os legados de 47 - 70 anos da Chama Crioula e do Grupo dos Oito”. O evento contou com a presença de toda a comunidade envolvida, representantes de entidades tradicionalistas da região e de regiões vizinhas, além das Prendas Estaduais Roberta Jacinto, 1ª Prenda, Carolina Ehlert, 3ª Prenda e Luana Wojciechowski, 3ª Prenda Juvenil, e do 2º Peão Farroupilha do Estado, Guilherme Callegaro. Durante o evento, além do objetivo anual brilhantemente explanado pelo nosso 2º Guri Farroupilha Estadual, as prendas Regionais da Gestão 2016/2017 da 17ª Região Tradicionalista agregaram à atividade uma dinâmica que trouxe a importância e valor do resgate, cultura e expansão do legado deixado desde 47. Segundo as organizadoras do evento, nosso dever enquanto tradicionalistas vai além do trabalhado dentro das entidades, somos os responsáveis pelos próximos 50 anos de história e 70 anos de legado. Foto: Divulgação Jovens preocupados em debater a história do tradicionalismo e projetar os próximos 50 anos Quem pensa que ser prenda do Rio Grande do Sul é des�ilar pelo Estado em cerimônias ou ser convidada para eventos, se engana. A agenda da 1ª Prenda do RS é muito agitada Roberta Jacinto, quando chegou ao título de 1ª Prenda do Rio Grande do Sul, estava preparada para cumprir seu papel e honrar sua faixa. Mas nem imaginava a agenda corrida que teria pela frente, parecida com a dos seus colegas de gestão. Além de estudar e estagiar em Rio Grande, ao sul do estado (o que torna tudo mais longe), volteia por Bagé para visitar a família e segue o rumo para suas diversas atividades (às vezes, sem dormir). Só neste mês de março, Roberta não ficou nenhum final de semana em casa. No dia 04, foi para o Seminário Estadual de Prendas, em São José do Ouro e, no dia seguinte, já estava na Serra Gaúcha, em Canela, no CTG Querência. No dia 11 foi para a região noroeste, no CTG Tropeiro das Missões, de Boa Vista das Missões e CTG Missioneiro dos Pampas, de Três Passos. No dia 12, em Lajeado, no CTG Tropilha Farrapa. Dias 18 e 19, em Rolante, estava no Seminário de Cultura Campeira, com seus colegas de gestão, e participando da FECARS. No último final de semana de março, dia 25, esteve no CTG Sepé Tiarajú, em São Lourenço do Sul e, no dia seguinte, já estava em sua cidade natal, Bagé, no CTG Pampa e Minuano. Encerrando o mês, foi para a 2ªRT, dia 30, em Charqueadas, no CTG Raízes da Tradição. Já no inicio de abril, dia 1º, Roberta foi para Chapecó, Santa Catarina, no CTG Coxilha do Quero-quero, de onde palestrou e saiu rumo à Erechim, no CTG Galpão Campeiro. O mês de maio se aproxima, mas antes de entregar o seu cargo e os encargos, Roberta tem uma agenda corrida, começando com o Entrevero de Peões, dias 6, 7 e 8 de abril, em São Sebastião do Caí. Porteira da Serra foca nos documentos do Movimento À convite do CTG Porteira da Serra, Stela Maris Paim, de Flores da Cunha, palestrou sobre os documentos basilares do Movimento Tradicionalista Gaúcho Momentos raros em que as entidades abrem as portas para discutir os documentos basilares do Movimento, como a Carta de Princípios e as teses, mas no dia 02 de abril o CTG Porteira da Serra convidou Stela Maris Paim Lemos, membro da Comissão Gaúcha de Folclore, para falar sobre a importância a Carta, mas em um sentido bem mais amplo do que simplesmente lê-la. “Abordamos principalmente a discussão sobre a Filosofia/Ideologia do Tradicionalismo, no sentido de seus valores, princípios e Crenças, itens que estão se perdendo dentro de nossas entidades” – conta Stela. O foco foi os jovens dos grupos de danças, fazendo um paralelo entre documentos importantes do tradicionalismo como o discurso de Monoelito Ornellas, de 1954, a Tese de Barbos Lessa, de Jarbas Lima e a de Monoelito Savaris, aprovada no Congresso deste ano, com o objetivo de resgatar o verdadeiro sentido em participar de uma entidade (no sentido do grupo local citado por Barbosa Lessa). “Abordamos também a importância do jovem na reflexão de como seguiremos com nosso Movimento nos próximos anos” – Disse Stela . Foi uma tarde de muita reflexão, troca de ideias e de perceber o quanto os jovens dançarinos são carentes de conhecimento sobre o Movimento. O desafio lançado foi de formar, dentro desses grupos de danças, momentos de estudo de nossa história e de nossa herança cultural, a fim e formar lideranças como Barbosa Lessa. “Para finalizar dividimos, em cinco grupos os participantes, para cada um apresentar ações que podem ser desenvolvidas nas entidades, dentro de cada aspecto da Carta de Princípios” - concluiu. Cachoeira do Sul concede espaço para a 5ª Região Tradiconalista Vereadores do município receberam a coordenadoria regional e os ven- cedores da Fecars A noite de segunda-feira foi muito importante para a 5ª Região Tradicionalista (RT), quando os vereadores de Cachoeira do Sul abriram espaço em sua sessão ordinária para receber a coordenadoria e os vencedores da 29ª Festa Campeira do Rio Grande do Sul (Fecars), ocorrida entre os dias 16 e 19 de março, em Rolante. Entre os presentes, além do coordenador Luiz Clóvis Vieira e do vice coordenador Pedro Elci Bica da Rosa, estava a equipe da modalidade Laço Seleção, que conquistou o 3º lugar, a pequena Imanuely Barbosa, que conquistou o 2º lugar na modalidade Vaca Parada Bonequinha e também a equipe de ficou com o 2º lugar na mo- Por: Alyne Motta dalidade Chasque. “É uma grande honra receber espaço nes- ta casa, que tão bem nos acolheu. A noite de hoje não é para mostrar os feitos da região como um todo, mas destes gaúchos que tão bem nos representam. Os troféus conquistados são frutos do trabalho deles”, declarou o coordenador. O convite foi feito pelo vereador Gilmar Dutra, do PRB. O coordenador recebeu espaço na tribuna da Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul para falar sobre as conquistas da Fecars. Arquivo Foto: Câmara Cachoeira do Sul TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

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Ano XV - Edição 188 Abril de 2017 9 PROJETO MTG SOCIAL – VOLUNTARIADO 2PARTE Valores, Ética, Comprometimento Proposta de tema para os próximos cinco anos para ser trabalhado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho e suas entidades �iliadas. A Diretoria do MTG, com o intuito de trazer de volta não só a discussão, mas a prática do voluntariado, está criando as condições ideais para estas ações no RS Não basta apenas “ser voluntário” quando a coletânea mandar, quando se tiver frente a um SAT e se for “obrigado” a fazer atividades sociais. Não é sincero, nem verdadeiro, nem correto (e não faz o menor sentido), ir até scolas para “cumprir o protocolo” do Projeto MTG vai à escola levando na mala 3 vestidos, trocando os painéis e alunos de lugar para fazer as fotos, apenas para parecerem que foram as 3 visitas obrigatórias. Isto é fraude! E foram nas pequenas fraudes que nos perdemos. O voluntariado tem que vir da alma do tradicionalista, tem que ser por querer, por vocação, por interesse. Devemos resgatar, efetivamente as crianças, os jovens, os idosos em nossa comunidade ao entorno de nossas entidades tradicionalistas. Criar oportunidade de serem verdadeiros cidadãos, pessoas capazes de multiplicar este trabalho social. Não é necessário que se vá a um asilo fazer uma tarde de talentos, levar alimentos, roupas e etc. apenas a título de cumprir protocolo, tirar fotos e colocar nos relatórios. O importante é que se vá ao asilo contribuir, se doar, auxiliar, sem fotos, sem pilchas ou algo comprobatório, precisa-se apenas: querer e bem querer. Esta proposta tem por finalidade instigar a mudança e o despertar para o comprometimento das entidades e pessoas, trazendo benefícios para quem o realiza, para as organizações, para seus beneficiários e para toda a comunidade; E para realizarmos esta ação, é preciso fortalecer e disseminar esta prática entre os diversos atores envolvidos com o Movimento Tradicionalista Gaúcho. PROPOSTA DO VOLUNTARIADO PARA O MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Além da importância significativa do trabalho voluntário como forma de suprir em muitos aspectos necessidades da sociedade, fator que, por si, pode ser o grande motivador de tal proposta, pode-se afirmar que um programa bem elaborado, planejado com cuidado e bem gerenciado também traz diversos benefícios ao espaço social em que será inserido. Pode-se afirmar que, indiretamente, a investidura nessas atividades contribui de forma significativa para o desenvolvimento pessoal e profissional, possibilita a descoberta de novas aptidões, contribui para o aumento do círculo de amizades e traz a satisfação da certeza que é possível ajudar o próximo. A entidade, quando se insere neste tipo de atividade também obtém significativos retornos, não apenas para a sua imagem que fica mais reforçada quanto à sua credibilidade, mas também no desenvolvimento da potencialidade de seus colaboradores, pois novos talentos e lideranças acabam despontando. A sociedade, porém, é a maior beneficiária do trabalho voluntário ao receber os gestos de solidariedade que, na maioria das vezes, atendem necessidades não supridas pelo Estado, inclusive de resgate da cidadania. Como já foi salientado, o importante é que toda essa motivação que faz o cidadão, a organização e a iniciativa privada a investirem no desenvolvimento de frentes de trabalho voluntário tenha como objetivo maior o bem comum e a solidariedade, conceito que segundo Barbosa Lessa, deveriam ser princípios vitais para o desenvolvimento e crescimento do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Certamente, é necessário compreender que a atual sistema do mercado econômico não permite volta no tempo, atualmente muitas atividades ligadas ao tradicionalismo são fonte de renda e geração de trabalho para uma parcela significativa da sociedade. É preciso, no entanto, entender a importância em estimular a ação voluntaria no Movimento Tradicionalista Gaúcho como ponto de mudança no atual sistema, onde se acredita que desenvolver um trabalho voluntário é buscar doações. A que se entender que ser voluntário é comprometer-se, doar-se e principalmente estar disponível para auxiliar entidades ou pessoas dentro das competências pessoais de cada ator social. Como mudar este sistema? Este é um questionamento que muitos devem se fazer. Pode ser simples... Pode ser complicado...mas sobretudo PODE SER FEITO através do despertar para a ação voluntária como processo de crescimento pessoal e ponto de mudança onde ética, comprometimento e solidariedade são os alicerces principais. Como exemplo, podemos citar um instrutor de danças, este que exerce atividade remunerada, pode dispor de 1 hora em sua semana de trabalho para ensinar dança em uma escola pública ou em uma invernada mirim de uma pequena entidade, basta se comprometer em fazer parte deste processo de mudança. Assim também pode ser feito com os músicos, com os dançarinos, com os individuais. E mais, pode ser feito por quem nem participa da parte artística. Pode ser feito pelo patrão da entidade que tem em si uma determinada profissão com a qual possa auxiliar uma comunidade. Pode ser feito pela dona de casa sem profissão pré estabelecida que leva seu filho para dançar no CTG. Pode ser feito pelo departamento jurídico da entidade, pelos membros da patronagem... PODE SER FEITO POR QUALQUER UM, BASTA QUERER. Por fim, esta mudança deve ser um despertar pessoal, que pode ser estimulado, qualificado e gerenciado por meio de uma proposta de programa de voluntariado que será desenvolvida a longo prazo, em conjunto, com as entidades tradicionalistas e as pessoas que quiserem se inserir neste processo de resgate de valores, comportamento ético e comprometimento social. ATIVIDADES DE QUALIFICAÇÃO Palestra de Sensibilização para o Voluntariado; Fomentar o desenvolvimento de ações voluntárias corporativas no âmbito interno ou externo, sensibilizando as pessoas a se envolverem com o voluntariado. Temas como legislação, direitos e responsabilidades do voluntário, áreas de atuação, formas de voluntariado e outros aspectos relevantes, estarão entre os temas abordados. Carga horária: 2h Público: CTG’s, RTS e entidades que desejam abordar o tema com seus colaboradores. Oficina de Preparação de Voluntariado; Oferecido mensalmente, o Curso de Preparação para o Voluntariado tem por objetivo capacitar pessoas para atuação em atividades voluntárias em Entidades Sociais. Além da parte teórica, esta modalidade prevê a realização de visita de vivência prática de trabalho voluntário. Ao final do curso, após a realização de entrevista individual, o participante pode desenvolver ações na sua entidade de origem ou ser encaminhado à Entidade Social onde deseja desenvolver seu trabalho voluntário. Carga horária: 20h Público: Comunidade Tradicionalista e comunidade em geral com idade acima de 18 anos ou legalmente emancipados. Gestão do Programa de Voluntariado nas Regiões Tradicionalistas; Destinado às Entidades que desejam receber e manter os voluntários, através de uma gestão qualificada. Dividido em dois momentos, o encontro deve contemplar conteúdos como conceito de voluntariado, regulamentação e legislação, gestão de voluntários (seleção, admissão e acolhida, manutenção, gerenciamento de conflitos, desligamento) e também um exercício para mapeamento das necessidades de cada Entidade para futura captação de voluntários. Carga horária: 8h Público: Gestores de Entidades Tradicionalistas que possuem ou não voluntários. Oficina de Elaboração de Projeto de Voluntariado Visando otimizar as informações que deverão constar em um projeto, tem como objetivo orientar e organizar, a partir da análise de um contexto, soluções com vistas solução de um problema ou ao atendimento de necessidades de um grupo ou entidade. Carga horária: 8h Público: Entidades Tradicionalistas PROJETO - Banco de Talentos Cadastro de Voluntários que queiram atuar nas atividades promovidas pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho através de um sistema de cadastro de voluntários no site do MTG para atuarem nas Entidades Tradicionalistas que encontram com necessidade de auxilio nas mais diversas áreas ou em entidades locais que necessitam de apoio para sua melhor gestão e organização. TEMA QUINQUENAL: “PROJETO SOCIAL MTG - VOLUNTARIADO”

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10 Ano XV - Edição 188 Abril de 2017 29ª Fecars reuniu 1500 laçadores com sucess O Movimento Tradicionalista Gaúcho realizou, nos dias 16 a 19 de março, a 29ª edição da Fecars – Festa Campeira do Rio Grande do Sul Campeira que abordou o tema Tropeirismo e reuniu centenas de prendas e peões. A Festa Campeira do Estado nasceu no ano de 1989 e, de lá para cá, buscou intensamente preservar os costumes, as tradições e o folclore do povo gaúcho, através dos hábitos próprios do campeiro rio-grandense, além de valorizar e demonstrar as habilidades campeiras, dentro de uma certa unidade, respeitando as características regionais e escolhendo os campeões do Estado em cada modalidade realizada. Foto: Márcio Pinto Coordenador Rozimar, da 23ª RT (E) e Adriano Pacheco (D) Foto: Márcio Pinto Leandro Pacheco (E) Coordenador anfitrião da FECARS 2017 Foto: Jeândro Garcia Modalidade Vaca Parada atrai muita torcida e dá muitos exemplos Foto: Marcio Pinto As equipes das Regiões postadas para a abertura do evento Foto: Marcio Pinto Vista aérea da cancha e do acampamento da FECARS, em Rolante Neste ano, a cidade anfitriã da 29ª Fecars foi Rolante. Segundo o presidente do MTG, Nairo Callegaro, esta foi uma das maiores Festas já realizadas, com alto nível qualitativo e com um novo e austero modelo de organização e parcerias, exigido pelo atual momento. “Superamos todos os obstáculos de forma unida, com muita harmonia e força. A instituição sai mais fortalecida. Vida longa ao MTG!”, afirmou. O presidente fez um particular agradecimento aos coordenadores, diretoria do MTG, à FCG - MTG, conselheiros, participantes das entidades filiadas - em especial à 22ª Região Tradicionalista, à comissão executiva do evento, ao Piquete Três Estâncias e administrações municipais de Rolante, Igrejinha, Taquara, Parobé, Riozinho e Três Coroas e especialmente aos voluntários. “No Congresso debatemos e escolhemos o voluntariado como tema quinquenal e nossas entidades estão de parabéns, demonstrando que este é o espírito que as sustenta e também ao Movimento como um todo, rumo aos próximos 50 anos!”, enfatizou. O grande campeão da 29ª Fecars foi a 23ª RT, que venceu na geral, o troféu Cyro Dutra Ferreira e também o Laço Seleção, uma das mais importantes modalidades, que envolve trabalho em equipe. Seminário de Cultura Campeira “Tropas, tropeiros e tropeirismo” – Contribuição para a formação da identidade sul-rio-grandense. Este foi o título do trabalho realizado pelos Peões do Estado do Rio Grande do Sul, no Seminário de Cultura Campeira, que ocorreu junto à 29ª Fecars, em Rolante. Para apresentar o tema, eles escolheram o biólogo e tropeiro, Valter Fraga Nunes, que é natural da cidade de Viamão, onde foi patrão do GAF Novo Rumo e idealizador do projeto: “Tropeirismo nas escolas”. Com Valter trabalharam também: Marco Aurélio Angeli, o Zoreia, tropeiro, natural de Taquara e os parceiros nas lidas com tropas: Paulo Assis Castilhos, natural de Canela, mas residente em Rolante e Patrão do CTG Passo dos Tropeiros; José Moacir Gomes dos Santos, autor do livro “Passos e Compassos das Danças Gaúchas”; Luciana Heitelvan, canelense, que reside em Taquara e participa de muitas cavalgadas; Enésio Hermes Breyer, de Taquara, atual tesoureiro da 22ª RT; Jorge de Azeredo Velho, de Cambará do Sul, mora em Igrejinha e é neto de Maximiano de Azeredo Velho, que ensinou a dança dos facões à Paixão Cortes; Valdecir Chamurro, que já foi Coordenador da 1ª RT, gaiteiro e cantador; Simone Grigs, de Rolante, especialista em História do Rio Grande do Sul e membro do departamento cultural da 22ª RT; Sérgio Barbosa, de São Francisco de Paula, radialista, cavaleiro e idealizador da Tropeada Cristóvão Pereira de Abreu; Ricardo Wallauer e Ricardo Haag completam a equipe do palestrante. Para ilustrar o acampamento, além dos objetos e encenações, a Comitiva de Tropa ”Os Peregrinos”, do CTG Os Carreteiros, de Caxias do Sul, campeões do 3º Fegadan, fizeram uma brilhante apresentação. Mais de 500 jovens inscritos aprenderam um pouco sobre a formação da identidade sul-rio-grandense com os experientes tropeiros. “Muitos jovens que participaram do evento e também pessoas mais vividas nunca presenciaram de forma tão interativa as vivências do tropeirismo.” disse o presidente, ao jornal de Rolante. Fotos: Liliane Pappen Equipe de trabalho dos palestrantes junto ao grupo de Peões Estaduais Comitiva de Tropa “Os Peregrinos”, do campeão estadual do Fegadan Uma cenografia mostrando um acampamento de tropeiros Público lotou o pavilhão para assistir as palestras do Seminário Valter Fraga Nunes palestrou sobre “Tropas, Tropeiros e Tropeirismo” LAÇO SELE 1º Lugar: 2º Lugar: 3º Lugar: LAÇO VETE 1º Lugar: JO 2º Lugar: P COXILHAS 3º Lugar: D LAÇO VAQU 1º Lugar: C 2º Lugar: CARAZINHO 3º Lugar: D TRAMANDA LAÇO PATR 1º Lugar: AL 2º Lugar: MAURICIO 3º Lugar: R FUNDO – 7ª LAÇO CAPA 1º Lugar: A PAULA – 27 2º Lugar: FÁ RT 3º Lugar: LU SUL – 25ª R LAÇO COO 1º Lugar: M MACHADIN 2º Lugar: JACUIZINHO 3º Lugar: C DE TRADIÇ LAÇO DIRE 1º Lugar: E PAULA – 27 2º Lugar: CA DO SUL – 8 3º Lugar: PALMEIRA D LAÇO BRA 1º Lugar: LU 2º Lugar: AR 10ª RT 3º Lugar: A PAULA – 27 LAÇO BRA 1º Lugar: TUPANCIRE 2º Lugar: R COXILHA – 3º Lugar: A PAULA – 27 LAÇO PAI E 1º Lugar: LU JAVASQUE 2º Lugar: PA BERGAMO 3º Lugar: G RODEIO TE LAÇO DUPL 1º Lugar: A e ANDERSO FRANCISCO 2º Lugar: LE – PTG JALM 3º Lugar: L SENTINELA LAÇO GER 1º Lugar: S PT FAZEND 2º Lugar: AL CCN SENTI 3º Lugar: W SILVA DA SI OSÓRIO – 2 LAÇO PIÁ / 1º Lugar: L MARIA e L RESTINGA 2º Lugar: D FERNANDO 3º Lugar: KA e GUILHER BENTO GON

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Ano XV - Edição 188 Abril de 2017 11 so ancorado na parceria, união e voluntariado l, em Rolante, o evento reuniu 1500 laçadores das 30 regiões tradicionalistas do Estado. Paralelo, aconteceu o Seminário de Cultura Conheça os vencedores da 29ª Fecars EÇÃO – TROFEU ALFREDO JOSÉ DOS SANTOS 23ª REGIÃO TRADICIONALISTA 7ª REGIÃO TRADICIONALISTA 5ª REGIÃO TRADICIONALISTA ERANO OÃO DE MOURA – GN NATIVOS DO ATLÂNTICO – ERECHIM – 19ª RT PEDRO JESUS GONÇALVES DOS SANTOS – CTG SINUELO DAS – ESPUMOSO – 14ª RT DIRCEU KNEVITZ – CTG CAMPO VERDE – CAMPO BOM – 30ª RT UEANO CELSO DA LOPES – PL TRÊS ESTÂNCIAS – ROLANTE – 22ª RT LEODIR RODRIGUES PEDROSO – CTG RINCÃO SERRANO – O – 7ª RT DENIO BAGESTEIRO DE AGUIAR – CTG POTREIRO GRANDE – AÍ – 23ª RT RÃO LDO SILVEIRA BRUM – GN PEDRO QUEBRA – TUPANCIRETÃ – 9ª RT RICARDO KRETZMANN – PQT AMIZADE SEM FRONTEIRA – CARDOSO – 20ª RT RICARDO RODRIGUES CARBONI – PL JÚLIO DOS SANTOS – PASSO ª RT ATAZ ALAN SOARES - PL SINUELO DO CERRITO – SÃO FRANCISCO DE 7ª RT ÁBIO GONÇALVES - CTG TAPERA VELHA – CAMPOS BORGES – 14ª UAN ANGELO DA SILVA – CTG HERANÇA GAUDÉRIA – CAXIAS DO RT ORDENADOR MATHEUS HENRIQUE PIERRI SALVADOR – CTG 20 DE SETEMBRO – NHO – 29ª RT ROBERTO DIEGO DE OLIVEIRA – PL CAPITÃO JANUÁRIO O – 14ª RT CARLOS HUMBERTO V. DA CONCEIÇÃO – CENTRO FARROUPILHA ÇÃO GAÚCHA – ALEGRETE – 4ª RT ETOR CAMPEIRO DE RT EDSON RICARDO – PL JOÃO DE BARRO – SÃO FRANCISCO DE 7ª RT ARLOS ALBERTO DE MORAES – CTG NENÊ LIMA – CAPÃO BONITO 8ª RT JOSÉ ONOFRE FARIAS DA SILVA – PQT TRÊS PALMEIRAS – DAS MISSÕES – 17ª RT AÇO DE OURO UCAS MENDES DA ROSA - PL SÃO GERALDO – OSÓRIO – 23ª RT RLAN TROMBINI SOARES – PT CAPRICHO DE PEÃO – SANTIAGO – ALAN SOARES – PL SINUELO DO CERRITO – SÃO FRANCISCO DE 7ª RT AÇO DE DIAMANTE ANGELITO CUSTÓDIO HERNANDEZ – CTG TAPERA VELHA – ETÃ – 9ª RT RODRIGO ELIAS ROCHA MORETTO – PL PORTEIRA DA COXILHA – 7ª RT ALAN SOARES – PL SINUELO DO CERRITO – SÃO FRANCISCO DE 7ª RT E FILHO UCAS DIAS JAVASQUE – DT QUERO QUERO e KAUAN DO AMARAL – PT CAMPO A FORA – SANTIAGO – 10ª RT AULO ROBERTO DUTRA BERGAMO e LUIZ OTHÁVIO BRAGAGNOLO – CTG RINCÃO DOS BÉRGAMOS – BARRACÃO - 29ª RT GARIBALDI NETO MAIDANA FERRAZ e ALAN DA SILVA FERRAZ – PL EATINO – SÃO MARCOS – 25ª RT LA DE IRMÃOS ARLAN TROMBINI SOARES – PT CAPRICHO DE PEÃO – SANTIAGO ON TROMBINI SOARES – PT SENTINELA DO PAREDÃO – SÃO O DE ASSIS – 10ª RT EONARDO RODRIGUES DA ROSA e RAFAEL DA ROSA RODRIGUES MENGO AZEVEDO – ROSÁRIO DO SUL – 18ª RT LUCAS FELIPE JAHNEL e MATEUS FERNANDO JAHNEL – CTG AS DA TRADIÇÃO – IGREJINHA – 22ª RT RAÇÃO SINVAL LIMA, LUIS HENRIQUE LIMA e THALLES DE FREITAS LIMA – DA DO CEDRO – SANTIAGO – 10ª RT LVIM LOUZADA, LUIS ALBERTO LOUZADA E FELIPE DIAS LOUZADA, INELA DO RIO GRANDE - RIO GRANDE – 6ª RT WILMAR ALVES DA SILVEIRA – CTG ESTÂNCIA DA SERRA, VILNEI ILVEIRA e LUAN ESPINDOLA DA SILVEIRA – PL GENERAL OSÓRIO – 23ª RT /MENINA DUPLA LUCAS LORENZI PEREIRA – CTG MANECO RODRIGUES – SANTA LUIS FELIPE MORAES CAVALHEIRO – PL ALMIRO BORGES – SECA – 13ª RT DANIEL DE BASTOS – CTG QUERÊNCIA DE NOVA HARTZ e MURILO O AULER – CTG PEDRO SERRANO – SAPIRANGA – 30ª RT AHUÃ RODRIGUES DA SILVA – CTG ÚLTIMA TROPEADA – GUAPORÉ RME AUGUSTO OSMARINI BARRETO – CTG GAUDÉRIO SERRANO – NÇALVES – 11ª RT LAÇO GURI/GURIA DUPLA 1º Lugar: DAVI ZAMBIASI BENEDUZI – CTG CAPITÃO RIBEIRO – CAPITÃO e EDUARDO MAKIEL MARTINI – PQT CAVALEIROS DA ESTRADA – VENÂNCIO AIRES – 24ª RT 2º Lugar: FELIPE TROES – CTG TERRA NATIVA e GUSTAVO HENRIQUE DAUDT – PL CUCHO DAUDT – NOVO HAMBURGO – 30ª RT 3º Lugar: OCTAVIO AUGUSTO DA SILVA – CTG MOACIR DA MOTTA FORTES e EVANDER DOMINGUES MEIRELES – CTG LALAU MIRANDA – PASSO FUNDO – 7ª RT LAÇO PRENDA DUPLA 1º Lugar: GABRIELE MACHADO SOARES – DTG MORADA DE GUAPOS – CANOAS e LAÍNE ARAÚJO – CTG QUERÊNCIA PAMPEANA – NOVA SANTA RITA – 12ª RT 2º Lugar: ABDIELA SOARES – PL SINUELO DE SÃO CHICO e TARLIS TOMASINI – PL CABANHA PARAÍSO - SÃO FRANCISCO DE PAULA – 27ª RT 3º Lugar: BÁRBARA JULIA FICAGNA – CTG SINUELO DAS COXILHAS – ESPUMOSO e RADESH PARIZOTTO LAMAISON – CTG TRÊS COQUEIROS – SOLEDADE – 14ª RT LAÇO INDIVIDUAL EQUIPE 1º Lugar: LUCAS MENDES DA ROSA - PL SÃO GERALDO – OSÓRIO – 23ª RT 2º Lugar: YURI DA SILVA TEIXEIRA – CTG PORTEIRA DO LITORAL – TERRA DE AREIA – 23ª RT 3º Lugar: BRUNO FREITAS GOMES – CTG SENTINELA DOS CERROS – CAÇAPAVA DO SUL – 18ª RT VACA PARADA PIAZINHO DUPLA 1º Lugar: OTÁVIO SCHELL MACIEL – PL ALMA CAMPEIRA e JOSÉ HENRIQUE CASCONCELOS BAUMART – CTG QUERÊNCIA DO MUNDO NOVO – TRÊS COROAS – 22ª RT 2º Lugar: HENRIQUE GRIFANTE – CTG O FOGÃO GAÚCHO – TAQUARA e MIKAEL MARQUES – CTG QUERÊNCIA DO MUNDO NOVO – TRÊS COROAS – 22ª RT 3º Lugar: FREDERICO W. BERGAMO – PTG OS VAQUEANOS e MAURICIO RODRIGUES GOMES – PTG RANCHO DA AMIZADE – SÃO GABRIEL – 18ª RT VACA PARADA PIAZINHO INDIVIDUAL 1º Lugar: OTÁVIO SCHELL MACIEL – PL ALMA CAMPEIRA – TRÊS COROAS – 22ª RT 2º Lugar: JOSÉ HENRIQUE CASCONCELOS BAUMART – CTG QUERÊNCIA DO MUNDO NOVO – TRÊS COROAS – 22ª RT 3º Lugar: MIKAEL MACIEL MARQUES – CTG QUERÊNCIA DO MUNDO NOVO – TRÊS COROAS – 22ª RT VACA PARADA PIAZITO DUPLA 1º Lugar: FELIPE DE ANDRADE e MATHEUS DOS REIS MACHADO – PL LAGO VERDE – CANELA – 27ª RT 2º Lugar: ROMULO DE OLIVEIRA PEREIRA – PL CAPITÃO JANUÁRIO – JACUIZINHO e GUILHERME COSTA GARDIN – PL OS GAUDÉRIOS DE SÃO DOMINGOS – ESPUMOSO – 14ª RT 3º Lugar: ARTHUR NUNES SILVEIRA – PL TIO ROSA – CIDREIRA e NICOLAS MOTTA MOREIRA – PL RINCÃO DO CAVALO – TRAMANDAÍ – 23ª RT VACA PARADA PIAZITO INDIVIDUAL 1º Lugar: LEONARDO DE LIMA LUMMERTZ – PL LAGEADO BONITO – SÃO FRANCISCO DE PAULA – 27ª RT 2º Lugar: GUILHERME COSTA GARDIN – PL OS GAUDÉRIOS DE SÃO DOMINGOS – ESPUMOSO – 14ª RT 3º Lugar: GABRIEL SANTOS DA CUNHA – CTG ARGEMIRO MARTINS PINTO – SOLEDADE – 14ª RT VACA PARADA PRENDINHA DUPLA 1º Lugar: EMANUELE VITORIA ARRUDA e THALITA TOMAZONI BERNARDO E SILVA – CTG SENTINELA DO PAMPA – NONOAI – 19ª RT 2º Lugar: MYRELA SILVEIRA LESSA DA SILVA – PL RINCÃO DO CAVALO – TRAMANDAÍ e JÚLIA DA SILVA ROCHA – PL TROPEIROS DO PAGO – SANTO ANTONIO DA PATRULHA – 23ª RT 3º Lugar: LUISA BECKER SCHIMIDT e LARISSA BORGES BORTOLANZA – CTG RANCHO DO CHIMARRÃO – IGREJINHA – 22ª RT RT VACA PARADA PRENDINHA INDIVIDUAL 1º Lugar: KAMILLI VITÓRIA GOMES – CTG FRONTEIRA DO RIO GRANDE – VICENTE DUTRA – 28ª RT 2º Lugar: DANIELLY RACHOR DA COSTA – CTG CHEIRO DA TERRA – CANOAS – 12ª RT 3º Lugar: EMILY GRAZIELI SOARES – CTG SENTINELAS DA TRADIÇÃO – 22ª RT VACA PARADA BONEQUINHA DUPLA 1º Lugar: MARIANA MARTINS DA SILVA – PL TRÊS PALMEIRAS e ISABELLI SILVEIRA GODOI – CTG MIGUEL ROCHA SAMPAIO – PALMEIRAS DAS MISSÕES – 17ª RT 2º Lugar: JULIA DE ABREU MACHADO – PL LAGO VERDE e EMANUELLY BASEI MACEDO – PL PRESILHA SERRANA – CANELA – 27ª RT 3º Lugar: MARIANA MACHADO RODRIGUES – PTG ESTÂNCIA DOS ROLANTE – PALMARES e RAFAELA SOUZA DOS SANTOS MARTINS – PL SANTA TEREZINHA - IMBÉ – 23ª RT VACA PARADA BONEQUINHA INDIVIDUAL 1º Lugar: MARIANA MARTINS DA SILVA – PL TRÊS PALMEIRAS – PALMEIRA DAS MISSÕES – 17ª RT 2º Lugar: IMANUELY DOS SANTOS BARBOSA – CTG SENTINELA DOS PAMPAS – CANDELÁRIA – 5ª RT 3º Lugar: JULIA DE A. MACHADO – PL LAGO VERDE – CANELA – 27ª RT RÉDEAS PIÁ 1º Lugar: JOÃO FRANCISCO DA CRUZ FACHINI – CTG QUERÊNCIA PAMPEANA – NOVA SANTA RITA – 12ª RT 2º Lugar: DIEGO HENRIQUE FONSECA RUBIN – PQT LOURIVAL DIAS DE FREITAS – URUGUAIANA – 4ª RT 3º Lugar: LAURO CARGNIN PEGORARO – CG PORTEIRA DA TRADIÇÃO – SANTA MARIA – 13ª RT RÉDEAS GURI 1º Lugar: EDUARDO FLORES RAMOS – CTG ESTÂNCIA DA VENDINHA – TRIUNFO – 15ª RT 2º Lugar: JOSÉ GABRIEL DE OLIVEIRA – CTG PORTEIRA DA RESTINGA – PORTO ALEGRE – 1ª RT 3º Lugar: FELIPE FONSECA SOARES – PQT LOURIVAL DIAS DE FREITAS – URUGUAIANA – 4ª RT RÉDEAS PEÃO 1º Lugar: ALECSANDRO A. CARUZO – CTG VAQUEANOS DA PRAIA DO PINHAL – BALNEÁRIO PINHAL - 23ª RT 2º Lugar: SOLANO C. NUNES – CTG LENÇO BRANCO – SÃO GABRIEL – 18ª RT 3º Lugar: SANDRO FIUZA MOISÉS – CTG CAPITULINO VIEIRA – JACUIZINHO – 14ª RT RÉDEAS VETERANO 1º Lugar: ANANIAS DA COSTA – CTG SINUELO DO PAGO – JACUIZINHO – 14ª RT 2º Lugar: PAULO OSVALDO FELIX DOS SANTOS – PQT DESCANSO DO PINGO – VIAMÃO – 1ª RT 3º Lugar: VALTER CORREA – CTG TROPEIRO DOS CAMPOS NEUTRAIS – SANTA VITÓRIA DO PALMAR – 6ª RT RÉDEAS MENINA 1º Lugar: EMANUELLI S. VARGAS – CTG TARUMÃ – SÃO GABRIEL – 18ª RT 2º Lugar: EMILY G. SOARES – CTG SENTINELA DA TRADIÇÃO – TAQUARA – 22ª RT 3º Lugar: GABRIELA L. CALINO – GAG PIAZITOS DO SUL – CANOAS – 12ª RT RÉDEAS GURIA 1º Lugar: THAYS KAYLANI SALES MACIEL – CTG PORTEIRA DA RESTINGA – PORTO ALEGRE – 1ª RT 2º Lugar: LIDIA M. PAGNONCELLI – CTG RETORNO A QUERÊNCIA – NOVA PRATA – 11ª RT 3º Lugar: GABRIELE M. SOARES – DTG MORADA DE GUAPOS – CANOAS - 12ª RT RÉDEAS PRENDA 1º Lugar: LAÍNE ARAÚJO – CTG QUERÊNCIA PAMPEANA - NOVA SANTA RITA – 12ª RT 2º Lugar: MONIQUE EVELIN TASCHETTO – CTG DESGARRADOS DA QUERÊNCIA – SAPIRANGA – 30ª RT 3º Lugar: JULIA WINCKEL AVILA – CTG TROPEIRO VELHO – PANAMBI – 9ª RT CHASQUE 1º Lugar: CASSIANO PALMEIRA MARQUES – PL LAÇADORES DA QUERÊNCIA, VALMIR DE ANDRADE CORREA – CTG ANGELO FRANCISCO GUERRA, ALAN DA SILVA FERRAZ, JEAN GARCIA VIANA, LUCAS VANAZ – PL RODEIO TEATINO – CAXIAS DO SUL – 25ª RT 2º Lugar: LUCAS MATUS LAUER, JARBAS TORNQUIST JUNKHERR – CTG ESTÂNCIA ALEGRE – SANTA CRUZ DO SUL, DIEGO RUTZ BARBOSA – CTG SENTINELA DOS PAMPAS – CANDELÁRIA, VASCO HENRIQUE PORTO BARROS – PL CABANHA QUINHECA – CACHOEIRA DO SUL, VOLNEI EDUARDO HOFF – CTG ESTÂNCIA FARROUPILHA – VERA CRUZ – 5ª RT 3º Lugar: MATIAS TRENTINI HARTEMANN, FELIPE TRENTINI HARTEMANN, ADILSON VASCONCELOS DA SILVA, CASSIANO JANES DE ANDRADE – CTG MARCIANO BRUM – SOLEDADE, WILIAN BORGES DA SILVA – CTG TAPERA VELHA – CAMPOS BORGES – 14ª RT GINETEADA 1º Lugar: SÉRGIO TAIRONI DA SILVA LESSA – CN SERIEMA – OSÓRIO – 23ª RT 2º Lugar: JOÃO F. RIBEIRO – DTG MORADA DE GUAPOS – CANOAS – 12ª RT 3º Lugar: PEDRO VARELA WESCHENFELDER – CTG MANGRULHOS DA SERRA – CAXIAS DO SUL – 25ª RT LAÇO CONSELHEIRO DE REGIÃO 1º Lugar: THIAGO CENTOFANTE – CTG RÉSTIAS DO PASSADO – PAIM FILHO – 29ª RT 2º Lugar: JOSÉ ALVONI ARAÚJO SILVA – CTG QUERÊNCIA – CANELA – 27ª RT 3º Lugar: LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI – PQT INVERNADA DE GUAPOS – LAJEADO – 24ª RT LAÇO NARRADOR 1º Lugar: FÁBIO G. DOS SANTOS – CTG TAPERA VELHA – ESPUMOSO – 14ª RT 2º Lugar: LUIZ DOS SANTOS – GTC 20 DE SETEMBRO – XANGRILÁ – 23ª RT 3º Lugar: DIEGO GUIMARÃES DE CAMPOS – CTG VOVÔ FLORIANO – CAXIAS DO SUL – 25ª RT LAÇO AUTORIDADE 1º Lugar: EVANDRO KUWER – PL RODEIO DO LAGEADO – S. MARCOS – 25ª RT 2º Lugar: CIRANO CAMARGO – CTG PORTEIRA DA AMIZADE – LAGOÃO – 14ª RT 3º Lugar: PURANCI B. DOS SANTOS – CTG PORTEIRA DAS MISSÕES – 3ª RT LAÇO PEÃO FARROUPILHA 1º Lugar: AGNALDO REIS – CTG SINUELO DO PAGO – URUGUAIANA – 4ª RT 2º Lugar: FELIPE LOUZADA – CCN SENTINELA DO RIO GRANDE – RIO GRANDE – 6ª RT 3º Lugar: ERNANI DE OLIVEIRA NUNES – PL TIMBAÚVA – PORTÃO – 15ª RT TROFÉU CYRO DUTRA FERREIRA 1º Lugar: 23ª RT 2º Lugar: 7ª RT 3º Lugar: 14ª RT e 22ª RT

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12 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 188 Abril de 2017 Airto Timm se despede A arte da oratória no da OrCav CTG Galpão Campeiro “No momento em que encerro esse ciclo à frente da Ordem dos Cavaleiros do RS, agradeço ao ex-presidente Manoelito Carlos Savaris e ao presidente Nairo Callegaro pela con�iança em nos entregar tão importante departamento. Espero ter cumprido com os objetivos propostos”. Com essa frase Airto Glademir Toniazzo Timm se despediu da OrCav. Ele já foi coordenador da 20ª Região Tradicionalista no ano de 1995, vice-presidente de eventos do MTG/RS por duas gestões seguidas (1996 e 1997), Chefe de Cerimonial, diretor técnico da Fundação Cultural Gaúcha em 1998, coordenador técnico do FEGART – depois transformado em ENART – entre 1998 e 1999, membro do Conselho Diretor do MTG/RS, vice-diretor campeiro do MTG/RS de 2001 a 2007, diretor campeiro da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) de 2002 a 2003, entre outras tantas funções. Timm agradeceu a sua família pela compreensão e companheirismo; ao vice, que neste mês assumiu a Ordem, Solon Silva, que por três anos esteve sempre ao lado; bem como Ildo Wagner, seu outro vice, que esteve frente às cavalgadas no último ano. “Quero agradecer também aos nossos assessores Paulo Machado, Eduardo e Bighelini pela grande parceria, comprometimento e trabalho; a nossa secretária Sandra pela organização das atas e documentos; a coordenadoria e grupos de cavalgadas da 7ª RT pela grande parceria e companheirismo; a aqueles que, mesmo no anonimato, me incentivaram e me apoiaram” – disse emocionado, Timm. Um pouco das atividades exercidas nos últimos três anos: • 1ª geração de chama e cavalgada internacional. Foram 680 km em território Uruguaio, com homenagens no Obelisco, no centro de Montevideo e em vários outros; • A condução da Tocha Olímpica, momento ímpar para a divulgação da nossa cultura; • A cavalgada dos 50 anos do MTG, na qual desfilaram, na capital do Estado, quase 800 cavaleiros e cavaleiras; • Muitos feitos na área administrativa de uma gestão focada em aproximar a ORCAV de todos os cavaleiros e as cavaleiras das regiões do Estado, com a criação da Comissão Estadual de coordenação de cavalgadas. • Reformulação e atualização do regimento interno; • Criação do regulamento estadual para cavalgadas; da bandeira da Ordem dos Cavaleiros; mais duas comendas, sendo a Farroupilha para cavaleiros (as) que percorreram de 7 mil a 10 mil quilômetros, e a Monarca para quem percorreu acima de 10 mil quilômetros; • Instituição de um coordenador regional de cavalgadas em cada RT; • Implementação de dois vice-presidentes previstos no regimento interno com suas atribuições bem definidas; • Catalogação e registro das 131 cavalgadas existentes e documentadas no Estado, e identificação de aproximadamente 80 cavalgadas ainda não registradas; • Na área social, criação do PROJETO APAE e INTEGRAÇÃO COM A CULTURA GAÚCHA, cujo objetivo principal é oportunizar aos alunos, pais e professores da APAE um dia de convivência das atividades tradicionalistas sobre culinária, música, oficinas de trança, e o contato com animais através do cavalo. Foto: Rogério Bastos Airto Glademir Timm (E) se despede da OrCav e Solon Silva, seu vice, assume as rédeas da Ordem No último dia 2 de abril, foi realizado na sede do CTG Galpão Campeiro na cidade de Erechim, 19ª Região Tradicionalista, o evento “A Arte da Oratória”, promovido pelo Departamento Cultural da entidade, tendo como palestrante Roberta Jacinto, 1ª Prenda do Rio Grande do Sul. Foram abordados por ela, vários assuntos referentes à Ciranda Cultural de Prendas e, também, ao Entrevero Cultural de Peões. As abordagens foram direcionadas desde o início da caminhada dos peões e prendas dentro de sua própria entidade, da maneira de como se comportar em público e em sua vida cotidiana. “Não esquecendo o mais importante, a humildade que devemos ter como tradicionalistas e também na vida em sociedade, dando a mesma importância à todas as pessoas, indistintamente” – Disse Roberta durante sua fala. “Ao passo que subimos degraus nunca devemos esquecer do primeiro, a nossa entidade, pois um dia retornaremos novamente a ele” concluiu. A segunda parte da palestra foi direcionada à oratória dos peões e prendas em concursos, o que agregou ao conhecimento de todo o público presente. O evento contou com aproximadamente 80 pessoas, entre elas o Aldo de Assis Ribeiro, Conselheiro Benemérito do MTG e o jovem Éridio Silveira, Assessor de Eventos do Departamento Jovem do MTG. Foto: Divulgação Patrão Aldair Menosso tem investido no departamento cultual do CTG Galpão Campeiro Reunião discutiu o rumo do Fegadan Avaliadores, instrutores e patrões 60 dias. Se até início de junho não se reuniram na Casa do Gaúcho, houver local definido, o evento corre em Caxias do Sul, na noite de 31 de o risco de ser cancelado. Fischborn março, para tratar sobre o Festival revelou que algumas cidades, como Gaúcho de Danças, o Fegadan. Além Flores da Cunha, sinalizaram a pos- da avaliação da 3ª edição, realizada sibilidade de realizar o evento, mas junto ao Rodeio Crioulo Nacional de ainda não se tem nenhuma garan- Criúva, em dezembro de 2016, foi dis- tia. O encontro técnico, denomina- cutido o rumo do evento nos próxi- do “painel”, será realizado depois de mos anos. tudo definido e acontecerá no mes- Conduziram a reunião o presi- mo local do Fegadan. dente do MTG, Nairo Calle- Foto: Alice Pellizzoni garo, e o vice-presidente ar- tístico do MTG, José Roberto Fischborn. Para o presidente é inviável realizar a 4ª edição nos pavilhões da Festa da Uva, já que o aluguel é mui- to caro. Por isso, o MTG está buscando interessados em sediar o 4º Fegadan, sendo que o prazo estabelecido para o fechamento de parceria é de aproximadamente Presidente do MTG, Nairo Callegaro e José Roberto Fischborn (D) TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

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Ano XV - Edição 188 FÓRUMDADANÇA Por: Marcelo Vasconcelos Diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Abril de 2017 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico A Evolução na preparação dos grupos de danças Com o passar dos anos, os grupos de danças tradicionais investem cada vez mais em especialidades que possam contribuir na formação dos seus integrantes, como por exemplo, coreógrafos para entradas e saídas, pessoas capacitadas em aquecimento cênico, educadores físicos, psicólogos ou profissionais da área de gestão de pessoas, enfim: os grupos aos poucos vão se transformando com um caráter que se aproxima do profissionalismo. Tudo isso se deve ao fato de a competição se acentuar a cada ano que passa, com uma busca incessante pela vitória ou pelo alcance dos seus objetivos. No entanto, para que tais fatores possam se concretizar, é necessário um bom planejamento, bem como uma excelente organização e muita motivação. Mesmo que o grupo não possua todas as especialidades citadas anteriormente, vai necessitar destes conceitos, sem esquecer a determinação e a vontade daqueles que realmente fazem o espetáculo. A partir destas afirmações, pode-se pensar que somente o re- sultado final importa, sendo que o que antecede o resultado é de suma importância. Ou seja: vencer não é tudo. Se empenhar pelas conquistas, sejam elas quais forem, é algo que conta muito, remetendo ao fato de que os ensaios e a preparação são também importantes. Salientando o que os grandes teóricos das danças tradicionais sempre afirmam, o “brilho dos olhos” está no momento da preparação e também da apresentação. E isso significa que o sentimento vem do íntimo dos dançarinos e se junta à vontade, disciplina, determinação e paixão pelo que se faz. Ali estão em jogo várias circunstâncias e não somente o troféu, mas sim a possibilidade de representar sua entidade, de deixar de ser ele mesmo por um determinado instante, de viver aquela realidade e não a dos outros. Sendo assim, tem-se uma mistura muito debatida: técnica, planeja- mento, organização, emoção, subjetividade e empolgação – temas que necessitam serem explanados em um novo texto. Boa preparação a todos! MORTE SÚBITA Digam-me: como alguém que pratica atividade física regularmente pode sofrer infarto? O que todos aprendemos é que o sedentarismo é o causador de estragos no coração, e não a atividade física. Mas vamos aos fatos. Todas as mortes, principalmente de jovens durante a prática de atividade física, devem ser bem esclarecidas. É muito simples e abstrato dizer: “morreu de parada cardíaca”. Toda morte é uma parada cardíaca, seja por câncer, infarto, pneumonia ou uso de anabolizantes. Simplesmente significa que o coração parou! Portanto, esse é um termo inadequado para informar a causa de uma morte! Agora, infarto do miocárdio é uma doença cardíaca bem definida, que quando ocorre pode ter umas das evoluções: 1- morte súbita, 2 -complicado por arritmias, 3 - complicado por insuficiência cardíaca, 4- complicado por choque cardiogênico, 5 - recuperado por angioplastia imediata e outras. O esportista deve estar atento à sua saúde, para se prevenir do evento mais temido por todos, que é o infarto seguido de morte numa atividade física. A ocorrência de infarto num esportista ou atleta deve ser bem esclarecida, pois a atividade física pode ser um gatilho dessa doença, se a pessoa desconhece seu estado de saúde. Por isso insistimos que seja feita ao menos uma vez ao ano, uma avalia- ção médica especializada e repetida após alguma intercorrência médica. Num jovem com menos de 35 anos inegavelmente o infarto do miocárdio é muito pouco comum, porém os dados estatísticos do Comitê Olímpico Internacional conseguiram detectar em 40 anos, que surpreendentes 10% de mortes de atletas jovens foram provocadas pelo infarto do miocárdio, e mais ainda, a maioria tinha como fator de risco mais importante os níveis elevados de colesterol (outra surpresa). Os jovens atletas tinham entre 15 e 30 anos. Outra causa do infarto em jovens foi uma alteração congênita da anatomia da irrigação sanguínea do coração, conhecida como origem anômala maligna da coronária. As lições vêm confirmar algumas teses de que o esporte não corrige o colesterol ruim advindo dos maus hábitos de vida, principalmente da qualidade da alimentação, em relação ao consumo de gorduras, o que faz a diferença nos níveis do colesterol. A origem anômala poderia ser suspeitada pelo teste ergométrico e mesmo pelo eco cardiograma, se forem feitos por um médico. Concluímos que o esportista deve estar atento à sua saúde, para se prevenir do evento mais temido por todos, que é o infarto seguido de morte numa atividade física. Boas e saudáveis corridas, caminhadas, danças, tiro, laço e gineteada! A intensa agenda do presidente Nairo Callegaro Com diversas atividades agendadas pelo estado, o presidente do MTG, apesar de tocar a vida pro�issional paralelamente ao mandato, passa dias pelas estradas do sul visitando as regiões e entidades. “Partindo de Santana do Livramento, voltando, depois de estar, sexta, em Caxias, em reunião do FEGADAN, sábado em Montenegro, CTG Reminiscências, Estação Cultural, e hoje, aqui na fronteira, CTG Presilha do Pago, sempre é importante conversar com os patrões e principalmente com a juventude. Consciência tranquila e trabalho multiplicado” – Frase do presidente Nairo Callegaro em sua página oficial do facebook, resume um final de semana de intensas atividades. A primeira parada do mês de março foi em São José do Ouro, 29ª RT, para reunião do Conselho Diretor e o Seminário Estadual de Prendas. Dia 8 de março, o presidente participou do encontro de patrões da 26ªRT, em Capão do Leão No dia 9, já estava em Passo Fundo, no norte do estado, para posse de Solon Silva, que assumiu a presidência da OrCav. Na manhã de 10 de março, Nairo participou da abertura do Rodeio do Conesul, em Santa Maria, e a noite, da abertura do Rodeio Campo Bom, na região metropolitana. Já no dia 12, o presidente foi ao município de Manoel Viana para palestrar. No final de semana seguinte, intercalado por reuniões na sede do MTG, come- çou a FECARS, em Rolante. No dia 25, Nairo palestrou em Garibaldi, no CTG Sentinela da Serra. Ainda no mês de março, na sexta-feira, 31, foi a vez de Caxias do Sul receber o presidente que participou de uma reunião onde foram tratados assuntos relativos ao FEGADAN. No dia 1º de abril, Nairo cumpriu agenda em Montenegro e, no domingo, dia 02, palestrou em Sant’Ana do Livramento, no CTG Presilha do Pago, onde completou a maratona. Convidado a falar aos jovens presentes sobre sua trajetória no tradicionalismo, o presidente encerrou a atividade na fronteira declamando, oportunidade que o fez relembrar os tempos de declamador pelo CTG Chimangos, sua entidade. Nairo é reconhecido pela atenção que dedica aos jovens e pelo empenho que tem em participar de todos os eventos possíveis, mesmo que para isso precise atravessar o estado. E, a exemplo de março, o mês de abril já chega repleto de compromissos para o presidente do MTG. Já entre os dias 06 e 08 de abril, ele participa do 29º Entrevero Cultural de Peões, em São Sebastião do Caí, quando serão eleitos os novos Piás, Guris e Peões Farroupilhas do Rio Grande do Sul. Foto: Rogério Bastos TEMA ANUAL: “RESGATANDO OS LEGADOS DE 47 - 70 ANOS DA CHAMA CRIOULA E DO GRUPO DOS OITO”

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14 Ano XV - Edição 188 TROPEANDOVERSOS Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Abril de 2017 AMPLIANDOHORIZONTES Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG A VOZ “A poesia, em sua origem, é fonética. Ou seja, faz uso da voz humana. Nos seus primórdios era transmitida através da oralidade”. No nosso meio temos características diferenciadas para a transmissão dos poemas, que foram adquiridas através da evolução dos concursos de declamação existentes. Declamar não é apenas dizer um poema em voz alta e gesticular durante esta transmissão. Implica em vários aspectos para valorizar e melhor transmitir a ideia que o poema apresenta. Por isso a escolha do poema é fundamental para uma boa apresentação. A expressão facial e gestual é também um requisito de extrema importância. No entanto sem a voz não há declamação. Vamos abordar os três pontos levados em consideração pelo regulamento atual: a dicção, a impostação e a inflexão. Dicção: Para o ouvinte uma boa dicção é observada com a pronúncia correta de todas as palavras existentes no texto, que devem ser articuladas com clareza valorizando também as sílabas finais, especialmente se o vocábulo finalizar por um “r” ou “s”. A boa pronúncia das palavras valoriza a apresentação e estimula o interesse de quem ouve. Impostação: A impostação é a projeção do som. Significa fixar a voz nas cordas vocais para que ocorra a projeção do som em sua plenitude. Não há necessidade de modificar a voz, porém deve ser de forma que fique agradável para quem a ouve, de preferência o tom natural da voz, cujo timbre permaneça dentro de uma linha melódica, mantendo um equilíbrio. O tom de voz deve ser flexível,. A naturalidade é sempre o mais aconselhável. Inflexão: Acompanhando o que o poema pede, o intérprete deve modular a voz, colocando alegria, tristeza, desprezo, surpresa, ternura, dor, conforme o sentimento que o texto sugerir, deixando o verso maleável, sempre com naturalidade e segurança, com o cuidado de não atingir os extremos, evitando a voz muito alta, gritada, ou sussurrada que não seja audível. O microfone deve ser testado levando em conta o tom de voz que será usado durante a apresentação Ao utilizarmos todos os recursos que a voz nos proporciona com segurança e naturalidade, podemos ter a certeza de uma transmissão poética será agradável e de boa qualidade a todos que assistem. Para encerrar, um trecho do poema Escravo, de Guilherme Collares. “Sou escravo da rima... ...ela me apega!... ...ela me ofusca!...ela me manda! Sou apenas um veículo, a poesia me comanda!” (Colaboração: Paulo Roberto Vargas) Guaíba presente na FECARS e Seminário Campeiro As entidades do Delta do Jacuí foram representadas por suas patronagens e integrantes do quadro social no 18º Seminário da Cultura Campeira que aconteceu na cidade de Rolante, 22ª RT, durante a FECARS. No evento foram entregues ao Departamento Jovem Central do MTG as doações recolhidas pelas entida- des da subcoordenadoria, no intuito de colaborar com as famílias de São Francisco de Paula. O piá Bernardo Malcorra representou o Delta do Jacuí e a 1ª RT nas provas de Rédea e de Tiro de Laço em sua categoria. O evento ocorreu no Parque Municipal Vitor Mateus Teixeira entre os dias 16 e 19 de março. Foto: Arquivo Guaiba CONSTRUTORES DO RIO GRANDE “A História de um povo só poderá ser bem interpretada, conhecendo-se a vida e a obra de seus filhos maiores”. (Walter Spalding) JOSÉ GOMES DE VASCONCELOS JARDIM Gomes Jardim, como é mais conhecido, nasceu no município de Triunfo no dia 8 de março de 1773. Era filho do capitão da Guarda Nacional Agostinho Gomes Jardim e de Tereza Barbosa de Menezes. Possuía 12 irmãos. Foi casado com Isabel Leonor Ferreira Leitão, filha mais nova de Antonio Ferreira Leitão que morava na localidade de Pedras Brancas, hoje município de Guaíba, com quem teve quatro filhos. Como o pai, Gomes Jardim também era militar da Guarda Nacional, mas sua atividade primordial sempre foi a de “fazendeiro”, na propriedade herdada pela esposa em Pedras Brancas. Também era médico-prático e atendia a população realizando inclusive cirurgias e amputações, o “hospital” era a sua própria casa. A casa de Gomes Jardim foi construída no século XVIII pelo sogro sofrendo alterações através do tempo, mas permanece hoje com elementos da sua construção original, sendo um prédio tombado pelo Instituto Histórico do Rio Grande do Sul. Gomes Jardim era maçom e frequentava a mesma loja que Bento Gonçalves, tendo participado ativamente do planejamento e da execução da invasão de Porto Alegre, na madrugada do dia 20 de setembro de 1835. À frente de um grupo de rebeldes farroupilhas, o Veterano Gomes Jardim (já tinha 61 anos de idade) cruzou o rio Guaíba para se encontrar com Onofre Pires que o aguardava ao sul de Porto Alegre com outros farroupilhas. A tomada de Porto Alegre foi comandada pelos dois líderes, pondo em fuga o presidente da Província. Proclamada a República Rio-grandense, em 11 de setembro de 1836, por Antônio de Souza Netto, foram realizadas eleições para o exercício da presidência, resultando eleito como Presidente o líder da Revolução Farroupilha, Bento Gonçalves da Silva. Como o presidente eleito se encontrava recolhido ao presídio do Rio de Janeiro, após ser capturado na Ilha do Fanfa, em outubro daquele ano, Gomes Jardim foi escolhido para assumir como Presidente da “República de Piratini” enquanto o eleito se encontrasse preso. Essa situação perdurou por aproximadamente um ano. Ao longo da Revolução, Gomes Jardim sempre foi ouvido pelos lideres farroupilhas, sendo reconhecido como um homem de grandes conhecimentos e sólidos princípios republicanos. Foi na sua residência em Pedras Brancas, no ano de 1847, que faleceu seu primo Bento Gonçalves da Silva. Gomes Jardim, por sua vez, faleceu em 7 de abril de 1854, aos 81 anos de idade, no mesmo local. Em frente à casa da família, em Guaíba, há um cipreste histórico, com aproximadamente 300 anos de existência, cuja origem é desconhecida. No entanto, contam os historiadores que foi à sobra desse cipreste que foram tomadas as primeiras deliberações para o início da Revolução farroupilha. Desde 2004 é chamado de Cipreste Farroupilha e é considerado patrimônio cultural e histórico do Rio Grande do Sul. Imagens divulgação 3º Peão do Rio Grande do Sul, Lucas Almeida (C), de Guaiba, com equipe da 1ª Região Tradicionalista Cipreste Farroupilha, em frente a casa de Gomes Vasconcelos Jardim, em Guaiba TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

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Ano XV - Edição 188 ECO ENTREVISTA Abril de 2017 NOTÍCIA 15 Ser pai foi a sua maior inspiração O campeão de danças pelo CTG Lanceiros da Zona Sul e campeão de poesia do ENART 2016, pelo Rancho da Saudade, tem um troféu maior: o filho, que veio para dar mais brilho e beleza a sua vida. Guilherme Hexsel Rosa, 31 anos, Técnico em Informática, graduando de Administração de Empresas e Gestão de TI. Guilherme é Gerente Administrativo e Financeiro da Construtora Cidade e tem uma empresa. Começou suas atividades no CTG Laço da Querência, do Clube do Professor Gaúcho, para onde retornou e foi Patrão. No ENART 2016 foi campeão pelo CTG Rancho da Saudade, de Cachoeirinha. Conheça um pouco deste jovem talento do Rio Grande. Eco – Guilherme, fale um pouco de teu começo no tradicionalismo. Importante... O início é algo que marca a gente. Venho de uma família do campo, homens e mulheres que viveram o campo na sua mais pura essência... Lá na minha querida São “Chico” de Paula foi o início, nas visitas ao CTG Rodeio Serrano, no Ronco do Bugio... Mais tarde, já na capital, meus pais iluminados levaram minha irmã e eu para participar do CTG Laço da Querência, lá no Clube do Professor Gaúcho, onde iniciamos e vivenciamos intensamente o tradicionalismo, com o apoio dos Patrões José Amândio e Firmina e das minhas referências culturais Maria Cristina Marchioro e Dona Lorena. Fui Guri Farroupilha, 3° Guri da 1° RT e ganhei alguns troféus na declamação, através do trabalho com José Luís Rodrigues e Liliana Cardoso, depois com Emerson e Rosana. Depois veio a dedicação à dança. De 2001 a 2013, no CTG Lanceiros da Zona Sul, fui dançarino, diretor cultural, diretor artístico e por fim coordenador do grupo adulto. Em 2014, através de um convite do Patrão Henio Vallandro, iniciei uma trajetória muito importante no CTG Rancho da Saudade, e no início de 2017 retornei à entidade na qual me criei, com a missão de coordenar um projeto grandioso e desafiador. Eco - Como tu fizeste essa transição da dança para a poesia? Na verdade, nunca fiz... Uma completou a outra... A declamação me en- sinou a interpretar, a dança me fez mergulhar neste universo e por fim a luz de uma pessoa irradiante me fez buscar uma essência que estava em mim e que eu não tinha coragem de expor. Jurema Chaves: esta alma de tanta paz e amor me fez perder o medo de expor meus trabalhos, meus poemas. Eco - de onde vem a inspiração para compor os versos de tuas poesias? Vem da vida, do campo que ficou para trás, das saudades, do amor, da família, das vivências... Mas a campeã veio da inspiração no meu filho. Tornar-me pai foi um marco em minha vida... Meu filho é o meu tudo... Tio Mena é homenageado em Passo Fundo Colaboração: Hilton Araldi Familiares, músicos, amigos e convidados do Tio Mena reuniram-se para, com um churrasco, homenagear Plinio Mena Barreto do Amaral. Na oportunidade foi apresentada a música (chamarrita) em sua homenagem, com letra de Cesar Augusto de Cesaro e música de Miguel Pereira, intitulada “Caudilho do Bandoneon”. Ambos foram os mentores deste evento, muito elogiado por todos os participantes. Tio Mena, como é conhecido, hoje com 92 anos, é natural de Lagoa Vermelha, mas adotou Passo Fundo como sua segunda cidade. Casou-se com Dona Elsa (hoje já falecida) com quem teve duas filhas: a Circe (casada com Waldir Mozzini), que lhe deu a neta Carolina, e a Zenilda (Kika). Prestigiaram a homenagem mais de 120 pessoas, entre os quais estava o vice-prefeito João Pedro Nunes, entre tantos, como o músico Monteiro de Porto Alegre e o maestro Don Fernando Cassiet e família, que se deslocaram da Argentina especialmente para a homenagem. Tio Mena é o mentor e o organizador do Encontro Internacional de Bandoneon de Passo Fundo, que neste ano vai para sua XV edição ininterrupta, e que através do então deputado Diogenes Basegio, criou um projeto de Lei que transformou Passo Fundo na Capital Estadual do Bandoneon. Tio Mena é detentor da Medalha Fagundes dos Reis, maior comenda e honraria prestada pela Câmara de Vereadores de Passo Fundo por seus serviços prestados e pela divulgação que faz do município. Também é ganhador de diversos concursos, Rodeios e ENART. Trabalhou sempre em prol do tradicionalismo, por vários anos no CTG Lalau Miranda, e é um dos fundadores do CTG Tropel de Caudilhos. 10ª Cavalgada Mirim em Guaíba - 1ª RT No final de semana dos dias 04 e 05 de março, a criançada que gosta de andar a cavalo e desfilar pelas ruas da cidade e pelo interior do município, tiveram a oportunidade de exercitar essa atividade participando da 10ª Cavalgada Mirim do DTG Berço Farroupilha. A cavalgada partiu da sede da entidade na manhã do sábado e foi até a sede da Fazenda Alto Paraíso, onde ficaram até o domingo, quando fizeram o trajeto de retorno. Várias atividades foram desenvolvidas, como o Projeto “MTG - Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaú- cha”, realizado pelas prendas Rafaela Rodrigues e Emilly Sutil. Nas atividades campeiras, tiveram modalidades dedicadas às crianças, como vaca parada e encilha, além de gincanas: corrida do saco, corrida do ovo, entre outras. E para os adultos, tertúlia, tiro de laço e jogo de bocha campeira. “O evento, além de reunir amigos, recebeu o cantor nativista Charles Arce, que abrilhantou com um repertório musical gaudério pra lá de especial” – disse Jeferson Quadros, subcoordenador do Delta do Jacuí. Foto: Greicielle dos Santos Errata de março Página 17 – Mulheres à frente das entidades em 2017 Por uma falha nossa não constou na listagem de mulheres que são gestoras em seus CTGs, pelo RS, como Patroas, as respectivas líderes da 20ªRT, as quais queremos homenagear registrando no Eco de abril: Maria Odila Taborda - CTG Hermagoras Rolim - Inhacorá Maria Salete Friedrich - CTG Sentinela das Coxilhas - Campo Novo Também precisamos corrigir o nome da entidade de Encruzilhada do Sul, administrada pela Patroa Maria Tereza Dammé Teixeira, que é o ‘GAN Os Chimangos’, e não ‘os Maragatos’ como publicamos. 10ª Cavalgada Mirim - Destaque para o DTG Berço Farroupilha, de Guaíba

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