Imprensa Sindical edicao 123

 
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IMPRENSA SINDICAL ANO XV | 123a EDIÇÃO ABRIL/2017 Taxa de desemprego sobe e rendimento cai em São Paulo //Com maior procura por trabalho e fechamento de vagas, a taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo foi a 17,9% em fevereiro, a maior para o mês desde 2005, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese. O número de desempregados foi estimado em 1,982 milhão, 99 mil a mais em relação a janeiro (alta de 5,3%) e 365 mil a mais em 12 meses (crescimento de 22,6%). Entre as áreas que compõem a região metropolitana, a maior taxa foi registrada na sub-região leste, que inclui municípios como Guarulhos e Mogi das Cruzes: 21,6%. Ficou em 17,9% na oeste (Osasco, Barueri e outras cidades), foi a 17,5% na sudeste (onde se localiza o Grande ABC) e 17% na capital paulista. O crescimento do desemprego se dá pela combinação entre maior procura e corte de postos de trabalho. Na comparação com fevereiro do ano passado, por exemplo, a PEA (população economicamente ativa) aumentou 0,7%, com acréscimo de 72 mil pessoas no mercado, que fechou 293 mil vagas (-3,1%). Com isso, houve a alta de 22,6% no número de desempregados, ou mais 365 mil. Ainda em relação a fevereiro de 2016, entre os setores pesquisados, a indústria de transformação eliminou 153 mil vagas, queda de 10,8%. A construção civil fechou 66 mil (-9,9%) e os serviços, 146 mil (-2,6%). A exceção foi o segmento de comércio/reparação de veículos, com abertura de 84 mil postos de trabalho (3,1%). A pesquisa segue registrando retra- ção do emprego formal. Em 12 meses, o número de assalariados com carteira no setor privado caiu 7,4%, com menos 392 mil vagas. O total de autônomos subiu 4,9% (mais 72 mil) e o de domésticos cresceu 7,7% (45 mil). Estimado em R$ 1.974, o rendimento médio dos ocupados caiu 3,7% de dezembro para janeiro. Em 12 meses, a queda é de 7,1%. A massa de rendimentos retraiu-se em 10,3%. SINTEPAV/BA Sintepav BA na Luta por Direitos e Empregos Página 6 Irailson Warneaux (Gazo), presidente em exercício e o presidente do Sintepav BA SINTRACON/ITAPEVI-SP Reforma da previdência já parece uma colcha de retalhos Página 16 Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon SÃO PAULO Em São José do Rio Preto, 1,3 mil famílias ganham casa própria Página 8 Geraldo Alckmin, governador de São Paulo LU ALCKMIN-SP Lu Alckmin participa do lançamento do Programa Criança Feliz no Estado de São Paulo Página 14 COREN-SP Pesquisa: mais de 70% dos profissionais de enfermagem sofreram violência no trabalho Fabíola de Campos Braga Mattozinho, Página 3 presidente do Coren-SP SECOVI-SP Terceirização é um avanço para o País Página 11 Flavio Amary, presidente do Secovi-SP METALÚRGICOS GUARULHOS-SP Metalúrgicos de Guarulhos mostram força contra a reforma da Previdência Página 10 José Pereira, presidente do Sindicato SINDUSCON-SP Em queda pelo terceiro ano consecutivo, a construção voltará a cres- cer em 2017? Página 9 José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP PAULINHO DA FORÇA-SP Mais uma vez batendo na tecla dos juros altos Página 7 Paulinho da Força, presidente da Força Sindical e deputado federal Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo SUPLICY Por um mundo sem barreiras Página 15 Governador da Bahia, Rui Costa BAHIA Programa Mais Futuro oferece estágio e auxílio permanência para estudantes na Bahia Página 10 Prefeito de Guarulhos, Guti GUARULHOS-SP Prefeitura lança Caderno Econômico de Guarulhos Página 5 DAVID UIP-SP Mais saúde Página 8 David Ewerson Uip, médico infectologista, é secretário de Estado da Saúde de São Paulo GRÁFICOS-SP ENORME RETROCESSO Página 7 José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo SINDSAÚDE-SP Ministro encaminha proposta que favorece planos de saúde e fere o SUS Página 16 Gervásio Foganholi, presidente do SindSaúde-SP CUT-SP Nota: Mais um golpe contra os direitos dos traba- lhadores Página 4 Douglas Izzo, presidente da CUT-SP PARÁ Parceria ofe- rece curso de jardinagem para deten- tas do CRF Página 12 Governador do Estado do Pará, Simão Jatene SINDIQUÍMICA-BA Sindiquímica debate reformas trabalhista e previdenciária Página 12 METALÚRGICOS-SP São Paulo precisa ser industrial Miguel Torres, presidente do Sindi- Página 7 cato dos Metalúrgicos de São Paulo IMPRENSA SINDICALAnuncie no (11) 3666-1159 99900-0010 95762-9704

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IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 2 Opinião Editorial //Ao lançar um olhar rápido no percurso da história da sociedade, vemos muitos momentos de luta da gran- de maioria dos povos em busca de uma justiça social, uma inserção aos direitos humanos de comer, morar, Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. beber, vestir, dormir, trabalhar, ter saúde e cuidar da família de forma digna. Como disse, é sempre a maioria, o povo. Povo esse que não sabe de sua força e que, só luta, quando as Reforma da Previdência: arbitrariedades dos detentores do poder estão acima de todos os limites imagináveis, em prol de seu egocentrismo, da preservação e manutenção de seu status na elite combatendo mitos econômica e política da sociedade. Infelizmente essa relação não apresenta sinais de ter fim. Enquanto o ser humano desejar dominar, explorar, e a desinformação subjugar e se apropriar das riquezas naturais e materiais para servir seu pequeno grupo seleto de expropriadores da grande massa popular, as injustiças e desigualdades sociais perpetuarão. //Em um mundo de pós-verdades, a desinformação assume diversas formas. A mais atual consiste em uma tentativa rasa de desconstruir os argumentos daqueles que afirmam que a reforma proposta pelo No Brasil, vivemos um momento em que a balança dessa relação atritosa, que depois de pouco mais de uma década estando à grande maioria, pende agora para o lado dos expropriadores detentores do poder governo atual não se embasou na realidade socioeconômica brasileira econômico e político. Eles, tentam reestabelecer tudo que antes tinham, injustamente, a seu lado, e aprovei- //por Marcelo L. Perrucci – de São Paulo //No texto “O que não te contaram sobre a Reforma acima, temos Polônia e México. Certamente os primos pobres do grupo da OCDE (tratei da peculiaridade da Polônia nesse texto). Os de- cia. Os cálculos necessários para entender a previdência também incluem aqueles que morrem prematuramen- tam a “deixa” para destruir o que foi conquistado em décadas e até em séculos pelo povo. Por isso, hoje temos um levante popular para a defesa desses direitos conquistados com muita luta, violência e morte. A grande massa não tem ciência da gravidade da Previdência” explico o ab- mais países se mantêm pró- te, pois, apesar de contribu- das ações tomadas hoje pelos expropriadores políticos surdo da comparação feita pelo governo entre o Brasil e os países desenvolvidos da Organização para a Co- ximos à média de 84 anos de expectativa de vida. Para aqueles que já chegaram aos 60 anos. No Brasil, segundo írem, eles não irão usufruir do benefício. Ou seja, aquele indivíduo que contribuiu por 20 anos e econômicos. Mas suas lideranças pensantes, mobilizam-na para impedir que a injustiça social, econômica e trabalhista tenha sucesso. operação e Desenvolvimento a Organização Mundial da para a previdência e morre Econômico (OCDE) para de- Saúde (OMS). Esse número aos 50 anos seria simples- finir a idade mínima de 65 está em 81 anos. mente ignorado na lógica possuem uma expectativa de Expectativa anos. Mesmo usando dados proposta. vida menor. Apresento que a expecta- que refletem a realidade O motivo de não poder- Ou seja, cidadãos desses O dado proposto por al- tiva de vida no Brasil é bem apenas de uma parcela da mos ignorar esse indivíduo estados possuem uma pro- guns autores, a expectativa inferior a expectativa de vida população. O resultado é o é simples: precisamos con- babilidade maior de morre- de sobrevida daqueles que já nesses países. Mostrando mesmo. Vemos que o Brasil siderar que ele irá contribuir rem antes de alcançarem a chegaram aos 60 anos, é um que reformas previdenciárias ainda não está nem perto da sem, contudo, se aposentar. idade mínima para aposen- número importante para o feitas no Brasil devem, obri- realidade dos países usados Ou seja, ele daria um “lucro” tadoria. Seus dependentes, cálculo atuarial. Pois permi- gatoriamente, respeitar a re- como modelo pelo governo. para o sistema previdenci- na média, irão receber pen- te estimar de quanto será a alidade brasileira. ário ao pagar mais do que sões por menos tempo. Pois despesa com aposentadorias Nas últimas semanas, Realidade usaria. também devem morrer mais da previdência. Contudo, vejo jornalistas tentando re- cedo. Quando compara- também é importante consi- bater esse argumento di- Vencido esse ponto, va- Pensão do com cidadãos de regiões derar a outra parte das re- zendo que a expectativa de mos analisar qual é o pro- mais ricas. Da mesma forma, ceitas da previdência social. vida ao nascer não pode ser blema dos números utiliza- Nessa conta, precisamos cidadãos mais pobres devem E considerar as despesas das usada como parâmetro de dos acima. analisar também se esse morrer antes de cidadãos pensões pagas, bem como a comparação nesse caso. De- A previdência é uma re- contribuinte que morre an- mais ricos. O que significa duração delas. vendo-se usar a expectativa alidade para todos os bra- tes de se aposentar costuma que receberão aposentado- Em última análise, contu- de vida daqueles que já pos- sileiros, e, portanto, deve ter dependentes. Se sim, por rias e pensões por menos do, meu principal argumen- suem 60 anos. considerar todos os brasilei- quantos anos, em média, os tempo. to não é a diferença gritante Perceba que os únicos pa- ros, não apenas aqueles que dependentes irão receber a entre a expectativa de vida íses com uma taxa de sobre- chegaram aos 60 anos. pensão por morte desse de- Contribuintes brasileira daquela observada vida menor do que a brasilei- Seguindo essa lógica dis- pendente. nos países da OCDE. Afirmo ra, são exatamente aqueles torcida, o governo iria des- Todas essas informações O erro daqueles que su- categoricamente que não faz países onde a idade mínima considerar na conta milhares fazem parte do cálculo atu- gerem a exclusão dos dados sentido utilizar como referên- para aposentadoria ainda de brasileiros que morrem arial que o governo deveria daqueles contribuintes que cia países cujas realidades não é de 65 anos. (Conforme mensalmente antes dos 65 estar fazendo. Obviamente, morrem antes de se apo- são absurdamente diferentes vimos no texto original) anos, seja por doenças ou isso é muito mais complexo sentarem. Consiste em des- da brasileira. Será que es- Com uma taxa um pouco acidentes, seja pela violên- e trabalhoso do que simples- considerar os dois lados do ses autores que defendem a Expediente mente falar que os países ri- cálculo atuarial. A receita e a Reforma proposta realmente cos fazem assim, então fare- despesa. acreditam que o Brasil possui mos igual. Nas receitas, esses tra- a mesma realidade que pa- Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 04 Conj. 82 Campos Elíseos - CEP 01201-020 - São Paulo - SP. Filial: Largo Santa Cecilia, 62 - São Paulo - SP. Fone: (11) 3666-1159 Existe, ainda, um fator psicológico que deve ser considerado. Sabendo que a contribuição previdenciária é obrigatória, qual será o sentimento balhadores contribuíram por alguns anos, antes de suas mortes. Ainda que eles não deixem pensões. Esses números devem ser considerados de forma a obter a íses como Japão, Finlândia, Alemanha e Suíça e que essa comparação faz sentido? Não me entendam errado. A Reforma da Previdência deve ocorrer, e deve voltar a Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP de um trabalhador que contribui sem expectativas reais de usufruir um dia do benefício? A tabela a seguir mostra realidade sobre as receitas previdenciárias. Nas despesas, esses trabalhadores, em alguns casos, deixam pensões para ocorrer cada vez que a realidade atuarial seja diferente daquela prevista nas regras em vigor. Porém, a reforma deve Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 a correlação entre alguns cônjuges ou dependentes. considerar a realidade na- dados sobre os diferentes es- O cálculo atuarial deve levar cional, com todas as suas tados brasileiros. em consideração o valor das particularidades e em todos Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 Percebe-se que existe sim pensões pagas. Bem como a os aspectos. uma correlação entre a taxa expectativa de vida dos be- Caso contrário, estaremos de mortalidade infantil com neficiários. Incluindo dados diante de uma verdadeira DISTRIBUIÇÃO NACIONAL uma menor expectativa de da mortalidade infantil. Por DEFORMA da Previdência. Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | www.kerachcomunicacao.com.br OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. vida. Contudo, também existe correlação da expectativa de vida com a taxa de criminalidade. A taxa de acesso a rede sanitária e com o índice de desenvolvimento municipal. A conclusão, portanto, é que regiões mais pobres e com menos infraestruturas exemplo, se uma mãe deixa uma pensão para um filho recém-nascido. Que irá morrer em seu primeiro ano de vida, essa pensão será paga por apenas um ano. Desconsiderar essas informações irá resultar em uma reforma não condizente com a realidade. Marcelo L. Perrucci é auditor Federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União e Presidente do Conselho Fiscal da FUNPRESP (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo)

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Geral IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 3 Coren-SP Pesquisa: mais de 70% dos profissionais de enfermagem sofreram violência no trabalho //Uma sondagem realizada pelo Coren-SP entre janeiro e fevereiro de 2017 revelou dados alarmantes sobre a violência praticada contra profissionais de enfermagem no Estado de São Paulo. Entre os participantes da pesquisa, 77% sofreram agressão no trabalho e 55% foram vítimas mais de uma vez, mostrando que essa é uma situação recorrente. A maioria dos casos ocorre no SUS e envolve pacientes e seus acompanhantes. O tipo mais comum de violência é a verbal, seguida pelas psicológica e física. Outro dado alarmante revelado pela pesquisa é a subnotificação desses casos. Apenas 35% dos profissionais de enfermagem denunciaram a agressão sofrida, sobretudo devido ao descrédito em relação às políticas de acolhimento e proteção das vítimas. Mais de 80% daqueles que registraram o caso não tiveram qualquer resultado. Para a presidente do Coren-SP, a violência praticada contra profissionais de enfermagem é reflexo do subfinanciamento do SUS e ineficiência dos modelos de gestão, que impactam nas condições e capacidade de atendimento das equipes de saúde. Ela cita também a questão de gênero, tendo em vista que a categoria é predominantemente feminina. “Não podemos encarar a violência como algo comum em nosso cotidiano. Ela gera um ciclo que prejudica os profissionais e a própria população”, afirmou. A sondagem foi realizada com 5.568 profissionais e também direcionada aos médicos. A categoria reforçou o cenário apontado pela enfermagem, já que 60% dos entrevistados informaram ter sofrido agressão no ambiente profissional. Confira aqui os dados completos. Campanha Violência Não Resolve Dispostos a debater o tema e a lutar para trans- formar esta realidade, o Coren-SP e o Cremesp lançaram a campanha “Violência Não Resolve”, que tem como objetivo conscientizar a sociedade de que a agressão contra os profissionais não soluciona os problemas relacionados ao atendimento na área da saúde e prejudica a assistência. A intenção também é alertar as autoridades e instituições sobre a necessidade da criação de fluxos de encaminhamento e acolhimento das vítimas. No dia 15 de março, Coren-SP e Cremesp realizaram um encontro com as comissões de ética das duas categorias, para debater o encaminhamento dos casos de violência nas instituições de saúde. O evento também contou com um ato público em defesa da paz, conduzido pela presidente do Coren-SP Fabíola Campos, e pelo presidente do Cremesp, Mauro Aranha, com distribuição de rosas aos pacientes nas imediações do Hospital das Clínicas (Metrô Clínicas) e uma revoada de balões brancos. A campanha inclui divulgação de spots em rádios, painéis nas estações de metrô e fixação de cartazes nas instituições de saúde, com o lema “Respeite o médico e o profissional de enfermagem”.

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TrabalhoIMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 4 CUT Nota: Mais um golpe contra os direitos dos trabalhadores //PL 4302 que terceiriza todas as atividades das empresas é aprovado pela maioria da Câmara dos Deputados //por CUT //A Central Única dos Trabalhadores (CUT-Brasil) vem a público denunciar o golpe promovido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), com a votação a toque de caixa do PL 4302 que permite a terceirização de toda e qualquer atividade das empresas. Um golpe, uma manobra espúria, pois tal PL 4302, proposto em 1998 no governo de Fernando Henrique Cardoso e que, depois de passar no Senado, ficou engavetado. O PL 4302 só foi ressuscitado agora, quando o PL 4330, aprovado na Câmara em abril de 2015, havia provocado um substitutivo global do senador Paulo Paim que proibia a terceirização das atividades-fim das empresas, tal como era o entendimento consagrado pela Justiça do Trabalho, e iria ser votado no Senado. Rodrigo Maia, pressiona- do pela CUT e outras centrais sindicais, havia se comprometido em 13 de março passado a suspender a votação do PL 4302 por pelo menos 30 dias, para que o debate sobre a terceirização pudesse ser feito em toda a sua dimensão. Num verdadeiro “passa moleque”, o presidente da Câmara não honra o compromisso assumido com as centrais e submete a voto um PL que é, na prática, uma mini-reforma trabalhista regressiva que permite a terceirização de todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras, atacando todos os seus direitos como férias, 13º Salário, jornada de trabalho, garantias de convenções e acordos coletivos. Apoiando-se numa maioria de deputados golpistas e corruptos, atendendo à pressão de empresários que querem flexibilizar direitos e precarizar as relações de trabalho para aumentar os seus lucros, como Paulo Skaf da FIESP e seu infame “pato” usado na pressão pelo golpe do impeachment contra a presidenta Dilma, a Câmara dos Deputados acaba de cometer mais um golpe contra os direitos da classe trabalhadora, na noite deste dia 22 de março. Uma vez aprovado na Câmara, o projeto de lei vai diretamente à sanção do ilegítimo presidente Michel Temer. A CUT não reconhece qualquer legitimidade nessa votação, feita na calada da noite e a toque de caixa, da atual Câmara dos Deputados, desmoralizada diante da opinião pública nacional e internacional pelos sucessivos atropelos de sua maioria à democracia e aos direitos da classe trabalhadora. A CUT conclama toda a classe trabalhadora, as demais centrais sindicais, todos os setores da sociedade que compreendem que os direitos trabalhistas são parte essencial dos direitos humanos, á mais ampla mobilização para derrotar, nas ruas e locais de trabalho esse golpe desferido com a aprovação da terceirização em todas as atividades das empresas, abrindo a via para transformar empregos formais e regulamentados, em “bicos” de trabalho precário, temporário e parcial, com salários e direitos rebaixados, inclusive na administração pública. A CUT confia na capacidade de luta de nosso povo e da classe trabalhadora, demonstrada na grande jornada de 15 de março passado contra o desmonte da Previdência e os ataques aos direitos trabalhistas. Vamos combater a terceirização ilimitada, a PEC 287 (Reforma da Previdência) e o PL 6787 (Reforma Trabalhista) que rasga a CLT, A CUT indica a realização da Greve Geral de toda a classe trabalhadora no próximo mês de abril e parabeniza os trabalhadores e trabalhadores do país, das diversas categorias, pela massiva participação no Dia Nacional de Mobilização em 31 de março. Nenhum Direito a Menos Abaixo o PL da Terceirização Ilimitada Retirada da Reforma da Previdência e da Reforma Trabalhista. Todos Juntos na Greve Geral! Brasília, 22 de março de 2017 Direção Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores Trabalho STF notifica Câmara a dar explicações sobre terceirização //por Portal Vermelho, com informa- ções de agências //O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello pediu dia 28 de março que a Câmara dos Deputados explique sobre a aprovação do Projeto de Lei 4.302, que libera a terceirização nas atividades-fim das empresas. A solicitação foi feita antes de decidir sobre o mérito do pedido de parlamentares da Rede Sustentabilidade e do PT para anular a votação na qual foi aprovada a lei que trata da terceirização. “Entendo prudente solicitar, no caso, prévias informações ao órgão apontado como coator”, afirmou o ministro em seu despacho. No pedido de mandado de segurança os parlamentares sustentam que a Câmara não poderia dar andamento ao projeto após um pedido feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, para que a matéria fosse retirada de pauta. No entendimento das legendas, a Câmara deveria ter votado a mensagem presidencial antes de decidir dar andamento à matéria. O projeto foi enviado ao Congresso em 1998, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A decisão da Corte foi saudada pelos parlamentares que consideram a medida uma disposição do ministro em analisar o pleito. Dia 30 de março, houve uma audiência para despacho, segundo informou o senador Randolfe Rodrigues. “Mas reiterando: não se trata de antecipação de tutela deferida, nem de li- minar nem de qualquer decisão de mérito”, afirmou o senador. O Palácio do Planalto tem a intenção de sancionar o projeto de lei da terceirização, aprovado pela Câmara na semana passada. Segundo fontes próximas ao presidente Michel Temer, ele não quer protelar a aprovação de um projeto cuja tramitação se arrasta há quase 20 anos. Reforma da Previdência Guimarães: “Só o povo nas ruas vai derrotar as reformas de Temer” //Em entrevista ao Brasil 247, o deputado José Guimarães (PT-CE), disse estar “absolutamente convencido” de que a PEC da reforma da previdência não será aprovado no Congresso. “O governo não tem voto pra aprovar”, destacou o deputado. //“A voz das ruas derrotará a PEC da reforma da Previdência e o PL da reforma trabalhista. Só o povo nas ruas é que pode fazer isso, mudar o voto dos deputados”, ressaltou. Para o líder da Mi- noria na Câmara, a aprovação da terceirização geral e irrestrita pelos deputados federais na semana passada despertou a população sobre a retirada de direitos trabalhistas pelo governo. “A votação da terceirização mexeu com o país, o gigante acordou, resta agora colocá-lo em praça pública, em todos os cantos do País”, disse. Guimarães acusou o governo Temer de não honrar com “nenhum compromisso que tinha com as centrais”. Segundo ele, há também uma outra frente além das ruas, esta no Congresso, nas votações das matérias propostas pelo Executivo. “Não podemos dar trégua”, alertou. “E não são só as reformas, tem várias matérias que querem votar de qualquer jeito, como a renegociação das dívidas dos estados”, avaliou. Fonte: Brasil 247

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 5 Guarulhos-SP Fotos: Fabio Nunes Teixeira Prefeitura lança Caderno Econômico de Guarulhos Fotos: Sidnei Barros Prefeito de Guarulhos, Guti Fotos: Sidnei Barros O prefeito Guti fala no lançamento do Caderno Econômico de Guarulhos O secretário da SDCETI, Rodrigo Barros fala no lançamento do Caderno Econômico de Guarulhos //Contribuir para a disseminação de informações relevantes na tomada de decisão por parte dos empresários da cidade. Essa é a proposta do Caderno Econômico de Guarulhos, que foi lançado pela Secretaria de Desenvolvimento Científico, Econômico, de Tecnologia e Inovação (SDCETI) em março. Na oportunidade, o prefeito de Guarulhos, Guti, destacou o apoio que vem recebendo e elogiou o trabalho da equipe envolvida no lançamento da publicação. “Em poucos dias já temos um caderno econômico, que era um pedido dos empresários. Guarulhos é uma cidade plural, temos muitas empresas e setores. Dispomos de uma posição geográfica estratégica e uma malha viária perfeita para qualquer tipo de indústria e temos que aumentar o número de empresas na cidade”, enfatizou. O evento contou com participação do professor da FGV e ganhador do Prêmio Economista do Ano em 2016, Gesper Oliveira, que proferiu uma palestra sobre “Perspectivas Econômicas para 2017”, em que falou sobre a crise econômica que assolou o país entre 2015 e 2016, os esforços para encontrar caminhos na retomada do crescimento e os impactos sobre as políticas públicas. Depois do lançamento do Caderno Econômico, foi montado um painel de discussões com o secretário-adjunto SDCETI, Martinho Risso, e representantes da Ciesp, ACE, Asec, de uma indústria local. Compete Guarulhos O Caderno Eco- nômico de Guarulhos tem periodicidade trimestral e traz dados sobre mercado de trabalho, comércio exterior, finanças públicas e uma compilação dos principais indicadores econômicos do país. O lançamento do cader- no faz parte das ações previstas pelo Compete Guarulhos, um programa desenvolvido pela SDCETI, que tem como objetivo principal contribuir para o fortalecimento da competitividade das empresas guarulhenses, principalmente preparando-as para o comércio internacional. Para o secretário da SDCETI, Rodrigo Barros, tudo que está sendo realizado é resultado de muito labor. “Estamos trabalhando muito. Prova disso, é o programa Compete Guarulhos, que só neste primeiro semestre irá promover o 5º SP Export em parceria com o Investe SP; China Day Guarulhos, um evento voltado para preparar empresas locais para o comércio com a China. O programa inclui ainda uma viagem de negócios para Washington DC, nos EUA, com intuito de estabelecer parcerias com vistas ao comércio exterior”, ressaltou. Política e sociedade Estratégias comuns em todas as linhas de ação dos Movimentos Populares //por Fr. Marcos Sassatelli – de São Paulo //O segundo documento final do 3º Encontro Mundial dos Movimentos Populares (3º EMMP) “Síntese dos trabalhos de grupo: estratégias comuns em todas as linhas de ação” começa apresentando estratégias de caráter geral: “Fortalecer os espaços de qualificação, formação e conscientização dos nossos Movimentos Populares. Criar espaços de comunicação e interconexão fluidos e constantes, através de debates, intercâmbios, agendas de trabalho e a página web dos Movimentos Populares. Solidariedade e criação de alianças em nível internacional entre nós e com outras instâncias, além das agendas de trabalho que podem ser desenvolvidas a respeito de cada um dos ‘3 T’ (Terra, Teto e Trabalho). Apoio da Igreja aos processos formativos, com investimentos econômicos, mas também no relacionamento com os governos. Articular as organizações populares e instituições, como a Igreja, através de espaços de diálogo que possibilitem os debates sobre os temas da agenda internacional. Criar campanhas locais e globais sobre as questões relacionadas com Terra, Teto (Casa), Trabalho, Povo e Democracia, Território e Natureza e Migração e Refugiados”. Em síntese, as estratégias comuns de caráter geral são: o fortalecimento dos espaços de qualificação, formação e conscientização dos Movimentos Populares. A criação de espaços de comunicação e interconexão constantes, de alianças em nível internacional, de espaços de diálogo com outras organizações populares e instituições. Como a Igreja, de campanhas locais e globais sobre as questões relacionadas com os temas debatidos. Sobre cada um des- ses temas, o documento apresenta estratégias comuns de caráter específico: Sobre Terra, os Movimentos Populares chegam às seguintes conclusões. “A ofensiva que sofremos por parte do capital contra a agricultura camponesa e indígena tem como consequência a grilagem e a concentração de terras. As patentes das sementes e a mercantilização dos bens comuns. Como a terra, a água, as montanhas e as florestas. Para os Movimentos Populares a agricultura camponesa, familiar, comunitária e de pequena escala deve ser o modelo para alimentar a humanidade. E proteger a natureza. Devemos rejeitar as políticas que não respeitam e envenenam a terra e o ser humano”. Os Movimentos Populares propõem-se a: “Desenvolver ações diretas, participando de iniciativas legislativas e de acordos mundiais para a defesa dos bens comuns essenciais. Lutar contra os despejos tanto dos camponeses de suas terras quanto das famílias de suas casas. Nestas lutas rejeitamos as ajudas externas que não respeitem o conhecimento local. As culturas dos povos e os seus estilos de vida. Desenvolver ações contra a concessão de patentes de sementes. A soberania alimentar depende da liberdade de acesso às sementes. Auto-organizar serviços sociais como os relativos à saúde que reconheçam a dignidade das pessoas. Defendendo a identidade e respeitando as tradições camponesas e indígenas. Lutar contra a grilagem das terras e a favor de leis internacionais que limitem o acesso aos capitais estrangeiros e a concentração das terras. Tem que haver uma propriedade coletiva da terra. Garantindo o respeito da sua função social, que é a de alimentar e dar a vida ao povo. Reforma agrária popular Construir uma reforma agrária popular que favoreça o emprego local. Lutando contra os venenos agrícolas e em defesa da saúde e da dignidade do ser humano e do planeta. Promover uma pedagogia de massa criando canais de participação em sintonia com a cultura do povo e em grau de conscientizá-lo na defesa da segurança alimentar. Como também da segurança daquelas pessoas que sofrem represálias por sua luta em favor da democratização da terra. Dos direitos humanos e do bem coletivo e sustentável do ser humano e do mundo que está ao nosso redor e que nos dá a vida”. Em síntese, as es- tratégias comuns sobre Terra são: as ações diretas dos Movimentos Populares. Em defesa dos bens essenciais de todos/as, a luta. Contra os despejos no campo e na cidade. As ações contra a concessão de patentes de sementes e em defesa da soberania alimentar. A auto-organização de serviços sociais que respeitem as tradições camponesas e indígenas. A luta contra a grilagem de terras e em favor de uma propriedade coletiva da terra que garanta e respeite sua função social. A construção de uma reforma agrária popular que defenda a agricultura ecológica. E a promoção de uma pedagogia em sintonia com a cultura do povo e em grau de conscientizá-lo sobre os seus direitos e os da Mãe Terra. Fr. Marcos Sassatelli, Frade dominicano, é doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção – SP), professor aposentado de Filosofia da UFG.

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SindicalIMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 6 Sintepav-BA Sintepav BA na Luta por Direitos e Empregos Irailson Warneaux (Gazo), presidente em exercício e o presidente do Sintepav BA e deputado federal, Bebeto Galvão //O Sintepav BA – Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada da Bahia, iniciou o processo de organização da Campanha Salarial 2017 com aplicação de pesquisas em diversas obras da Bahia com o objetivo de formular a pauta de reivindicações da categoria de forma democrática e a partir dos anseios dos trabalhadores. Além disso, realizou reuniões com os dirigentes sindicais, assessores e funcionários, debatendo estratégias de trabalho que contribuam para a busca da consolidação das reivindicações para ampliação dos direitos dos trabalhadores. A categoria com data base em 1º de março, está mobilizada em toda Bahia e tem como mote “Lutar pelos Direitos e Empregos”. O sindicato realizou centenas de assembleias em que intensificou a organização e os trabalhadores estabeleceram as condições e os caminhos para conquistar as reivindicações definidas coletivamente. O presidente em exercício do Sintepav BA, Irailson Warneaux (Gazo), destaca a importância da unidade da categoria neste momento de luta. “Debatemos a Campanha Salarial 2017, os valores sociais do trabalho, as dificuldades do setor e as nossas perspectivas. Nossa luta não será fácil, teremos que enfrentar uma pauta regressiva do patronal no cenário de incertezas e que coloca em risco direitos conquistados historicamente. Os trabalhadores também tem se posicionado em todas as assembleias contra uma reforma trabalhista e da previdência que reduza direitos”. Na Bahia são mais de 20 mil trabalhado- res da construção pesada, distribuídos em 218 obras, com 577 empresas, responsáveis pela construção dos Parques Eólicos, Parque Solar, terraplanagem, pavimentação, saneamento básico, estradas e rodagens, linhas de transmissão, Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL), rodovias, barragens, entre outras. Para o presidente do Sintepav BA e deputado federal, Bebeto Galvão, com os trabalhadores juntos e a consciência política da categoria não faltará vigor, compromisso e capacidade para lutar. “Nossa identidade se forja no reconhecimento de quem somos: trabalhadores. A formação social da categoria mudou positivamente, homens e mulheres com maior formação, massa crítica apurada, protagonismo social e consciência política”, destaca. No momento em que o país precisa fortalecer a sua economia e gerar novos empregos, as obras da construção pesada, como a ampliação do Metrô de Salvador, a construção de corredores exclusivos, a consolidação de novas matrizes enérgicas com a construção de parques eólicos, usinas de energia solar e linhas de transmissão são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil e da Bahia. Assim, o sindicato deseja chegar a uma negociação mantendo a coesão política e sinergia para chegar a um resultado que preserve a vida e amplie os direitos dos trabalhadores. “Vamos continuar fazendo história e tencionar a luta por justiça social. A nossa luta tem demonstrado que juntos somos mais fortes e coletivamente podemos alcançar con- quistas sólidas e uma perspectiva real de um futuro mais justo para os trabalhadores (as)”, destaca Gazo. Reuniões – Além das assembleias, os dirigentes do Sintepav BA realizaram reuniões com prefeitos, gestores e lideranças das diversas regiões do estado com o objetivo de debater assuntos relativos a gestão pública e projetos que contribuam para a vida dos trabalhadores e o desenvolvimento local. Para Gazo, esse processo é fundamental para ampliar a atuação do sindicato em defesa da categoria. “Durante essas reuniões organizamos a possibilidade de outros projetos que possam ajudar o cotidiano dos trabalhadores que representamos. A Bahia precisa ser cada vez mais justa para os nossos e lutaremos sempre nessa assertiva”, destaca.

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IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 7 Paulinho da Força-SP Sindical Mais uma vez batendo na te- Gráficos-SP cla dos juros altos ENORME RETROCESSO //por José Alexandre da Silva //Quando o Temer assumiu, as mentiras foram tantas que chegou a enganar grande parte da população. Dizia que iriam gerar empregos, que o Brasil iria gerar milhões de empregos. Falou que aumentaria as exportações. Nada disso foi feito. Em pouco tempo vimos o desmonte da indústria nacional. Principalmente no setor frigorífico, que emprega três milhões de trabalhadores. Na Reforma Trabalhista, a terceirização é ampla, geral e irrestrita, da maneira que a grande apoiadora da deposição de Dilma Rousseff queria –a FIESP, que ajudou até financeiramente o GOLPE, e agora cobra a fatura, precarizando e rasgando a CLT. A coluna principal da CLT é o emprego formal. A terceirização é o emprego precário e só é interessante ao dono do negócio. O trabalhador terceirizado não consegue financiar automóveis nem a casa própria pois até o capitalismo entende que eles são semiescravos. As CENTRAIS SINDICAIS devem nesse momento unirem-se, deixar de lado as divergências e construir uma unidade contra o desmonte das leis trabalhistas. A reforma da previ- dência irá inviabilizar por completo aposentadoria dos trabalhadores do setor privado. Juízes, políticos e militares, terão aposentadoria garantida, além dos funcionários públicos. Os trabalhadores de iniciativa privada só vão contribuir, pois da maneira que está é praticamente impossível obter o benefício da aposentadoria. O que estava ruim, infelizmente, ficou pior. Resta agora a LUTA. O setor de carnes sofreu grande sabotagem no momento em que o produto ganhava o mercado americano. Eu defendo a indústria nacional, e não é por patriotismo não, é por entender que um país deve ter soberania naquilo que produz, embora sei que os empresários brasileiros, em sua maioria, são semiescravagistas, assim como é nossa elite. O simples fato de garantir o registro de trabalho às empregadas domésticas, virou um pandemônio nacional em 2014, que iniciou a derrubada de Dilma. Nossa elite é capaz de gastar 400 mil em um automóvel, mais 200 mil para blindar, e acha um absurdo registrar uma trabalhadora doméstica com 1.200 reais. Dessa maneira caminhamos para o caos social, pois essa mesma elite que sustenta a grande imprensa, que só quer vantagens para si e não para o conjunto da sociedade, ao povo das favelas, vilas e palafitas. Queremos um Brasil para todos, não só para os endinheirados. Queremos qualificação profissional, trabalhadores participando da política e das riquezas deste país. Não podemos criar mais uma geração de pessoas sem oportunidades, excluídos e sem perspectiva de futuro. O que será de nossos jovens?! A classe trabalhadora precisa ir à luta, pois não podemos assistir o desmonte de tudo aquilo que foi luta dos sindicatos por décadas. Não podemos matar o trabalhismo iniciado por Getúlio Vargas. No mês de março, precisamente no dia 31, completou 53 anos do Golpe contra um dos maiores brasileiros de todos os tempos, o grande presidente, Doutor João Goulart. Viva o trabalhismo! Viva os ideais de João Goulart! Viva Getúlio e Brizola! José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Violência contra a mulher Lei determina multa para agressão contra a mulher //A nova legislação estipula a multa ao agressor como uma forma de ressarcimento pela utilização dos serviços públicos de emergência acionados para atender a vítima //O governador Luiz Fernando Pezão promulgou a Lei 7.538/2017, que prevê a aplicação de multa ao agressor que cometer violência doméstica ou familiar contra a mulher. De acordo com o texto, publicado no Diário Oficial, os valores obtidos pelo Estado com as sanções serão aplicados em políticas públicas voltadas à redução da violência contra a mulher. A nova legislação estipula a multa ao agressor como uma forma de ressarcimento pela utilização dos serviços públicos de emergência acionados para atender a vítima. Como atendimento médico, perícia, exame de corpo de delito, policiamento ostensivo e polícia judiciária. De acordo com a definição no artigo 5º da Lei Maria Penha, é considerada violência doméstica e familiar contra a mulher. “Qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. As multas previstas serão objeto de regulamentação pelo Poder Executivo. A Lei 7.538/2017 tem origem em um projeto de autoria da deputada estadual Martha Rocha. //Mais uma vez retomamos o tema dos juros altos. Mas por que insistimos em bater com frequência na mesma velha e conhecida tecla? Simples, porque são eles um dos grandes vilões responsáveis pela crise econômica que assola o País, causando a insolvência de empresas, baixa produção, inibindo o consumo e fomentando o desemprego. Todos os brasileiros, principalmente os de menor renda, sentem na carne os efeitos negativos trazidos com a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em dois dígitos. Uns mais, outros menos, mas ninguém sai ileso. Tudo bem que o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, vem, em suas últimas reuniões, reduzindo os juros em doses homeopáticas. Só que ainda é insuficiente, e de nada adianta acertar o medicamento mas errar na dosagem. O que o Brasil e os brasileiros precisam, e desejam ansiosamente, é de uma redução drástica nos juros, que breque a recessão e impulsione a economia para que re- tome seu caminho de desenvolvimento e crescimento econômico. O governo tem de parar de privilegiar uns poucos e afortunados agraciados e olhar, com olhos mais atenciosos, para os anseios de todo um povo, que sofre todo tipo de percalços e injustiças mas não desiste nunca, seguindo sempre em frente na busca incessante por melhores dias, por respeito, dignidade e justiça social. Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal Metalúrgicos-SP São Paulo precisa ser industrial //A cidade de São Paulo é a Meca de serviços no país. Concentra cinema, gastronomia, hotéis, lojas de todos os tipos. É comum o paulistano se orgulhar desta variedade, de ter tudo à mão. Já há décadas existem avanços contínuos rumo aos serviços. Consequência, a indústria paulista perdeu relevância. A transformação começou nos anos 1970, com as indústrias saindo para a Grande São Paulo –em especial o ABC– e o Interior, via incentivos fiscais ou terrenos mais baratos. Esta mudança acarreta um efeito que com a crise econômica reaparece com força: o desemprego. Hoje são mais de 2 milhões de desempregados na cidade (800 mil pessoas não entram nesta conta porque pararam de procurar empego). A participação da indústria na riqueza paulistana, que foi 51% em 1959, passou para 36% em 1996, 20% em 2003 e 14,2% em 2013. E vai ladeira abaixo. Tomou-se como verdade que a cidade deve escolher ser de serviços ou industrial. Mas São Paulo tem espaço para ambos. A dependência de apenas uma vertente pega a cidade de “calça curta”. São Paulo é enorme e a prefeitura pode incentivar o retorno de indústrias. Jamais o poder público se preocupou com isso. Por isso, um grupo de 20 sindicatos, representando 30 categorias, se uniu e criou a Frente Sindical de Luta Contra o Desemprego na Cidade de São Paulo. Já apresentamos ao prefeito João Doria uma proposta que pensa a cidade e a torna polo industrial forte. Capacitação para pequenos produtores, regulamentação de trabalho 254 horas e formação de empreendedores são algumas sugestões. Está na hora de regulamentar a concessão do Bilhete Único gratuito aos trabalhadores desempregados. Desde 1026 um projeto de lei está aprovado pela Câmara e aguardando regulamentação da prefeitura. Doria determinou que o secretário de Trabalho, Eliseu Gabriel, toque a parceria proposta pela Frente. É um caminho que, se levado afim, trata só benefícios à cidade. Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e vice-presidente da Força Sindical

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IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 8 São Paulo Em São José do Rio Preto, 1,3 mil famílias ganham casa própria //Graças à uma parceria entre os governos estadual e federal e investimento de R$ 111,8 milhões, unidades atendem população de baixa renda //O governador Geraldo Alckmin participou dia 24 de março da entrega de 1,3 mil casas do Morar Bem, Viver Melhor para famílias de baixa renda de São José do Rio Preto. As unidades do Residencial Jardim da Solidariedade são resultado de uma parceria entre o governo do Estado, por meio da Casa Paulista, e o programa federal Minha Casa, Minha Vida. O presidente Michel Temer também compareceu à cerimônia. “Temos uma parceria com o governo federal. E complementamos o recurso federal. Isso possibilita uma casa maior e melhor aos cidadãos que vivem aqui no Estado de São Paulo”, declarou Alckmin. O investimento total foi de R$ 111,8 milhões, dos quais R$ 13 milhões são oriundos do governo de SP, a fundo perdido –R$ 10 mil por habitação– e R$ 98,8 milhões da União. Os recursos foram repassados pelo governo paulista para a Caixa Econômica Federal, agente financeiro responsável pela contratação de empresas, supervisão de obras e financiamento dos empreendimentos. A construtora responsável pela obra foi a Realiza Engenharia. Casa para quem precisa As moradias são destinadas às famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil e que nunca tiveram casa. Os beneficiados terão 120 meses para a quitação do imóvel. A menor prestação é de R$ 80/mês e a maior de R$ 270/mês, dependendo da renda familiar mensal. As novas unidades têm aquecimento solar para água do chuveiro e incorporaram as melhorias estabelecidas como diretrizes de qualidade da Secretaria de Estado da Habitação. Com 40,05 m² de área útil, possuem dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de serviço, piso cerâmico em todos os cômodos, azulejos nas paredes da cozinha e do banheiro, medição individualizada de água, acessibilidade, entre outras melhorias. Os condomínios contam com completa infraestrutura urbana, pavimentação, paisagismo, iluminação pública e redes de água, esgoto e elétrica, quadra poliesportiva, playground, área de lazer, centro comunitário e espaço para estacionamento. Secretaria de Saúde-SP Mais saúde //A saúde é a principal preocupação da população brasileira, conforme apontam pesquisas de opinião realizadas por diferentes institutos. Com a crise econômica e o desemprego recorde, milhões de pessoas que possuíam planos privados de saúde migraram para o SUS (Sistema Único de Saúde), aumentando o desafio e a responsabilidade dos gestores federal, estaduais e municipais. A tabela federal do SUS não é reajustada há mais de uma década. Consequentemente, o que a rede pública paga por consultas, exames, cirurgias e tratamentos não tem sido suficiente para cobrir os custos reais dos procedimentos médicos. E, como o orçamento da saúde é finito, criam-se cotas de atendimentos e, assim, uma demanda reprimida se avoluma nos hospitais e ambulatórios públicos. O governo do Estado de São Paulo tem trabalhado para ampliar e fortalecer a assistência prestada aos cidadãos paulistas e brasileiros. Desde 2011 foram inaugurados nove novos hospitais estaduais e outros 10 deverão ser entregues até o final do próximo ano, totalizando 19. Além disso, a atual gestão entregou nos últimos seis anos 18 novos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), serviços altamente resolutivos que ofertam consultas médicas e não médicas e exames de apoio diagnóstico. De 55 AMEs existentes no Estado, 35 também realizam cirurgias e são classificados como “AMEs Mais”. Desde 2014 dois grandes programas de promoção e prevenção de saúde foram criados pela Secretaria de Estado da Saúde. O “Mulheres de Peito” oferece quatro carretas itinerantes que percorrem o Estado realizando gratuitamente mamografia e ultrassom de mama para mulheres acima de 50 anos, sem a necessidade de pedido médico. Ainda pelo programa é possível o agendamento, no mês do aniversário, da mamografia sem prescrição médica em um dos cerca de 300 serviços do SUS que oferecem esse tipo de exame. Já o programa “Filho que ama leva o pai no AME” oferece consultas e exames nas áreas de cardiologia e urologia para homens com 50 anos ou mais, também sem necessidade de encaminhamento médico, mediante agendamento telefônico. Para incentivar a promoção e prevenção da saúde e também agilizar a reali- zação procedimentos, reduzindo a demanda reprimida, a Secretaria promoveu, dia 18 de março, um mutirão estadual de saúde em cerca de 150 hospitais estaduais, centros de saúde e AMEs de todo o Estado, para o atendimento de aproximadamente 130 mil pessoas. O objetivo do mutirão foi antecipar consultas, exames e cirurgias que seriam realizados mais à frente, nas mais diversas especialidades, diminuindo a espera para os pacientes inscritos nos serviços estaduais de saúde. Também foram feitas atividades abertas à população, com ações preventivas. Todos os AMEs abrirão nos sábados do mutirão para oferecer testes de glicemia e pressão arterial. Caso o exame dê alguma alteração, o paciente será encaminhado para acom- David Ewerson Uip, médico infectologista, é secretário de Estado da Saúde de São Paulo panhamento e tratamento. Em outras unidades também serão ofertados exames de mamografia e testes de colesterol. Os hospitais estaduais e AMEs programaram suas atividades para o mutirão conforme o perfil assistencial e a demanda de cada serviço. A iniciativa também tem como objetivo estimular as pessoas a cuidarem da saúde rotineiramente. O mutirão estadual de saúde é a reafirmação do compromisso do governo do Estado de São Paulo em priorizar a saúde dos paulistas, atendendo cada vez mais e melhor. Economia Com maior crise da história e economia paralisada, inflação só poderia cair //O discurso otimista do governo em exercício e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ganhou mais um argumento, com a informação de que não apenas a inflação “surpreendeu para baixo em fevereiro”, como o mercado financeiro rebaixou as expectativas da própria inflação e dos juros em 2017. Isso de acor- do com o boletim Focus, do Banco Central (BC), segundo o qual a chamada “mediana” das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 caiu de 4,36% para 4,19% (era de 4,47% há quatro semanas). Obviamente, a expectativa para a taxa Selic também caiu, de 9,25% para 9%. Mas para economistas ouvidos pela RBA, a queda da inflação e das projeções em relação a ela, assim como no caso da taxa Selic, decorrem de fatores que estão muito longe de indicar qualquer motivo para otimismo. Pelo contrário. “O fator mais óbvio é que o Brasil atravessa uma grande depressão. A maior depressão da histó- ria econômica, maior que nos anos pós-1929”, diz o professor titular do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Fernando Nogueira da Costa. Ele lembra que no biênio 2015-2016 o Produto Interno Bruto (PIB) acumulou uma gigantesca queda de 7,2%, levando o País a um patamar de quatro ou cinco anos atrás. Com a economia paralisada e os “motores de crescimento”, como créditos do BNDES, paralisados, a queda de preços é inevitável. “Outro fenômeno importante é que, se em anos anteriores houve quebra de oferta de produtos agrícolas, por causa da seca, recentemente houve choque de oferta positiva, com alimentos em queda, o que favorece a queda da inflação.” Outra componente importante na equação é o câmbio. “Na fase do golpismo, em 2015, a moeda nacional bateu em R$ 4,20. Hoje, está em R$ 3,10. Com a apreciação da moeda nacional, os produtos importados barateiam, o que também favorece a queda da inflação.”

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IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 9 Sinduscon-SP Mais saques do FGTS poderão comprometer o financiamento da habitação social //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //Subsídios concedidos indevidamente nos anos 80 a famílias de classe média que compraram imóveis pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) contribuíram para o fracasso do BNH (Banco Nacional da Habitação). Nos anos 90, o subsídio passou a ser mal visto pelos formuladores da política econômica. Apostavam que, com a estabilização da inflação e o crescimento econômico proporcionados pelo Plano Real, a maioria das famílias passaria a ter renda suficiente para adquirir moradias no mercado. A realidade de- monstrou que um enorme contingente de famílias de baixa renda não tinha condições de acesso ao financiamento imobiliário. Isso desestimulava o mercado a ofertar habitações populares. Esta situação começou a mudar em 1998, quando o Conselho Curador do FGTS instituiu o desconto (denominação técnica do subsídio) no financiamento à aquisição de habitação popular. E desde 2009, ele beneficia as famílias de baixa renda pelo MCMV (Programa Minha Casa, Minha Vida). Os próprios cotistas do fundo estão entre os grandes beneficiários do programa. A partir de então e até fevereiro deste ano, o FGTS havia concedido R$ 42,4 bilhões em descontos, dos quais R$ 39,2 bilhões ao MCMV, que beneficiaram mais de 2,1 milhões de famílias. Recentemente, para atenuar os efeitos da crise, o governo permitiu o saque das contas inativas do FGTS, que deverá liberar R$ 34,5 bilhões. Mas dessas contas, 34% correspondem a depósitos acima de R$ 10 mil. Assim, boa parte desses bilhões irá para o mercado financeiro. Neste ano, mais recursos do FGTS se destinarão à contratação de moradias com valores corrigidos e à comer- cialização de imóveis. A mesma Medida Provisória em vigor que autorizou o saque das contas inativas estabeleceu que 50% dos resultados das aplicações do Fundo sejam distribuídos entre os cotistas, para melhorar a remuneração dos depósitos. Estudo feito pelo Ministério do Planejamento sobre estes e outros dispêndios do FGTS sustenta que as medidas contribuirão para impactar a economia em R$ 48,2 bilhões em 2017, aumentando o PIB em cerca de 0,7 ponto percentual. A sustentabilidade do FGTS não sofreria abalo e as políticas habitacionais seriam mantidas, conclui preliminarmente o estudo. Entretanto, o conjunto das medidas deixará pouca margem para a ampliação dos investimentos do Fundo em habitação de interesse social e habitação popular de mercado, ainda mais considerando a expressiva queda dos depósitos em função do desemprego. Esse quadro poderá se complicar, se novas possibilidades de saques forem permitidas. Sendo o FGTS a única fonte federal que subsidia a moradia popular, é indiscutível a importância de preservar-lhe a saúde financeira. Só assim o Fundo poderá cumprir, de forma sustentável, sua função legal de direcionar 60% dos recursos à habitação popular. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon- -SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e da Fiabci-Brasil (Federação Inter- nacional Imobiliária)

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 10 Metalúrgicos de Guarulhos-SP Metalúrgicos de Guarulhos mostram força contra a reforma da Previdência Fotos: Cláudio Omena CONTINENTAL e DYNA – presidente Pereira explica aos metalúrgicos maldades da reforma Trabalhadores da Modine, Fabrima e Cummins Filtros aprovam por unanimidade cruzar os braços contra as reformas do governo Diretor Heleno alerta funcionários da fábrica sobre prejuízos que estão por vir //Foi forte na base metalúrgica de Guarulhos o Dia Nacional de Protesto contra a reforma da Previdência e corte de direitos, em 15 de março. Pela manhã, o Sindicato conduziu assembleias e atos que mobilizaram trabalhadores de 12 empresas. O presidente José Pereira dos Santos diz: “Em todas as fábricas, a adesão foi excelente. A categoria não aceita que a conta da crise caia nas costas de trabalhadores e aposentados. Espero que o governo tenha responsabili- dade e reveja suas posições”. Em todas as assembleias, os diretores do Sindicato consultaram os metalúrgicos sobre a possibilidade de uma greve geral, caso o governo Temer insista com os projetos da Previdência, reforma trabalhista e PL da terceirização. A decisão unânime foi de apoio ao movimento. Empresas – As assembleias foram realizadas nas seguintes empresas: Tower (Arujá); Continental, Dyna, Cindumel, Umicore e FW Cobertec (Itapegica); Rod-Car, Omel e Cummins Motores (Cumbica); Modine, Cummins Filtros e Fabrima (Bonsucesso). O vice-presidente do Sindicato, Josinaldo José de Barros (Cabeça), conduziu o ato no pátio da Rod-Car junto com os diretores José João da Silva (Jau) e José Pedro da Silva (Carioca). O ato reuniu também companheiros da Omel, Cummins Filtros e Fabrima. Cabeça avaliou como positiva a mobilização. Ele afirma: “O povo já entendeu que será a grande vítima das reformas neoliberais. O repúdio é total. A ideia de greve geral fica cada dia mais forte”. Os funcionários da Cummins Motores (Cumbica), incluindo os terceirizados, também aderiram em massa. A assembleia na empresa ficou por conta do diretor Heleno B. da Silva. Dieese – As assembleias na Cummins Motores e nas empresas do Itapegica tiveram a participação do economista Rodolfo Viana, da subseção do Dieese no Sindicato. Ele explicou as maldades da reforma da Previdência. “Quem vai pagar a conta é o trabalhador”, alertou. BOLETIM – Após o Dia de Protesto, o Sindicato produziu boletim de combate às reformas neoliberais. “Vamos distribuir nas empresas e também em bairros”, anuncia o presidente Pereira. Segundo o líder dos metalúrgicos, “a reforma é ruim para o conjunto da população, que precisa ser alertada disso”. Bahia Fotos: Carol Garcia/GOV-BA Programa Mais Futuro oferece estágio e auxílio permanência para estudantes na Bahia //Com o objetivo de promover a permanência e melhoria do desempenho dos estudantes das universidades estaduais baianas, o programa Mais Futuro foi criado pelo governador Rui Costa. A iniciativa, que integra o Programa Educar Para Transformar, tem como meta beneficiar nove mil estudantes universitários em condições de vulnerabili- dade socioeconômica. Eles terão acesso a auxílio financeiro para dar continuidade aos estudos e evitar o abandono do curso superior por falta de condições de concluir a graduação. Segundo o governador, o Mais Futuro é um grande passo para a educação superior pública no estado e terá um investimento de cerca de R$ 50 milhões até o fim de 2018. O auxílio terá valor de R$ 300 ou R$ 600 mensais. O primeiro valor é destinado a universitários que estudam a até 100 quilômetros da sua cidade de origem. Já o segundo é para aqueles que moram em cidades a mais de 100 quilômetros de distância do campus onde estão matriculados. Estando dentro do perfil do programa, o estudante poderá receber o auxílio desde o primeiro semestre até com- pletar dois terços do curso. No terço final da gradu- ação, os beneficiários terão a opção e prioridade para ingressar em vagas de estágio de nível superior ofertadas por órgãos e secretarias do Governo do Estado. Os estudantes que já estão na fase final do curso e aten- dem os critérios também podem ingressar no programa, já na fase do Estágio. “O Mais Futuro é um programa de assistência estudantil para garantir a permanência do estudante nas universidades da Bahia, com o apoio do governo do Estado”, afirmou Rui Costa. Economia Famílias brasileiras estão ainda mais endividadas, segundo a CNC //Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada dia 28 de março pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que o percentual de famílias endividadas no país aumentou. O número alcançou 57,9% em março de 2017, uma alta de 1,7 ponto percentual em comparação com o mês anterior. Apesar do avanço mensal, o indicador permanece abaixo dos 60,3% registrados no mesmo período do ano passado. “(Este) fato indica um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamen- tos para as famílias”, aponta Marianne Hanson, economista da CNC. Pequena queda Em linha com a alta do percentual de famílias endividadas, a proporção daquelas que possuem dívidas ou contas em atraso também aumentou de 23% em fevereiro para 23,7% em março. Na comparação anual, no entanto, houve queda. O percentual era de 23,5% em março de 2016. A parcela de famílias que disseram que não terão como pagar as dívidas e que, portanto, permanecerão inadim- plentes aumentou em ambas as bases de comparação. Alcançou 9,9% em março de 2017, ante 9,8% em fevereiro e 8,3% em março de 2016. Esse é o maior patamar do indicador desde janeiro de 2010, quando estava em 10,2%. Houve também um leve aumento na proporção de famílias que se declararam muito endividadas: de fevereiro para março, o percentual subiu de 14% para 14,2% do total de famílias. Na comparação anual, entretanto, houve queda de 0,1 ponto percentual. — A perspectiva menos positiva das famílias em relação ao pagamento das dívidas está diretamente associada à queda da renda e aos juros ainda elevados —comenta Marianne Hanson, economista da CNC. Atraso O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,8 dias em março de 2017. Ficou acima dos 62,6 dias de março de 2016. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses. Sendo que 33,8% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 22% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas. Para 76,6% das que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como o principal agente. Em seguida vêm os carnês (15,1%) e, em terceiro, financiamento de carro (10,2%). A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18.000 consumidores.

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IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 11 Secovi-SP Terceirização é um avanço para o País //Para o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a medida reduz a insegurança jurídica e colabora com a retomada da economia Flavio Amary, presidente do Secovi-SP //Flavio Amary, presidente do Secovi- -SP (Sindicato da Ha- bitação), considera um avanço para o País a aprovação do projeto de lei que libera o trabalho terceirizado em todas as atividades. “Entre os aspectos positivos do modelo, está a possibilidade de melhorar o ambiente de negócios neste momento em que o Brasil busca a retomada da economia”, afirma o dirigente. O modelo contribui para reduzir custos, simplificar processos administrativos, diminuir a burocracia e proporcionar maior produtividade. “Além disso, vale lembrar que a terceirização é realidade na maioria dos países onde os índices de desemprego são baixíssimos”, diz o presidente do Secovi-SP. Aprovada pela Câmara dos Deputados na noite de 22/3, a medida, que segue para sanção presidencial, soma-se, na avaliação de Amary, ao conjunto de ações constantes da agenda do governo federal com vistas a equilibrar as contas públicas e atrair investimentos para o País, como a reforma da Previdência e a modernização da legislação trabalhista. “Apoiamos essas iniciativas por acreditar que, sem elas, o futuro de todos nós será comprometido”, conclui Amary. Terceirização “Terceirização é o fim das férias, licença maternidade, 13º e FGTS”, diz Aragão //Os responsáveis pelos pedidos enviados ao STF são o senador Randolfe Rodrigues (Rede) e os deputados federais André Figueiredo (PDT) e Carlos Zarattini (PT) //O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão disse que a sociedade precisa saber do que se trata o projeto de lei sobre terceirização que aguarda a sanção do presidente Michel Temer. Segundo ele, não adianta falar em “fim da CLT” porque, para muitas pessoas, a mensagem não é clara. “Você tem que dizer que elas vão ficar pulando de galho em galho com contratos de três meses. Isso significa que não tem mais direito a férias, 13º salário, aviso prévio, licença maternidade nem FGTS. É isso o que é a terceirização. É o fim dos benefícios que existem há décadas”, disparou. A oposição ao governo Temer já encaminhou ao Supremo Tribunal Federal três pedidos de mandados de segurança na tentativa de suspender os efeitos do projeto que foi aprovado pela Câmara na semana passada.

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 12 Sindiquímica-BA Sindiquímica debate reformas trabalhista e previdenciária Fotos: Wandaick Costa Ex-governador e atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, participa de seminário promovido pelo Sindiquímica Assessor jurídico do Sindiquímica, Mauro Menezes, fala sobre Reforma da Previdência //Contrário às reformas propostas pelo governo Temer, o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico (Sindiquímica) realizou um seminário sobre o assunto, na manhã do dia 6 de março, no Hotel Sol Vitória Marina (Corredor da Vitória), no centro de Salvador (BA). O evento reuniu diretores do sindicato, assessores de parlamentares, trabalhadores, advogados e desembargadores e o Ministro aposentado do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Horácio Pires, que participou da mesa. O ex-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, abriu o debate e convocou os trabalhadores a barrar as reformas que ameaçam seus diretos consagrados. Wagner afirmou que cada vez mais estão claras as razões que aglutinaram os conservadores a promoverem o golpe parlamentar, destituindo a presidenta eleita Dilma Rousseff. Por isso, a imposição da agenda contrária aos interesses dos trabalhadores que precisa de resistência, nas ruas, para evitar o retrocesso nas conquistas dos últimos 13 anos, principalmente dos programas sociais. Além de barrar as reformas, Wagner defende que os trabalhadores pressio- nem o Congresso para aprovar uma reforma política que acabe com o financiamento privado de campanha e reduza o grande número de partidos políticos. Em seguida, falou o assessor jurídico do Sindiquímica, Dr. Mauro de Azevedo Menezes, que tratou sobre os impactos negativos da Reforma Trabalhista (PL 6787/2016) e da Reforma da Previdência (PEC 287/2016) propostas pelo governo Temer. Essas reformas representam uma ameaça brutal não só em relação à legislação trabalhistas e as garantias constitucionais de direitos previdenciários, mas tam- bém “são uma ameaça de alteração do caráter do estado que a Constituição de 1988 projetou para o país”, afirmou o advogado. A Reforma Trabalhista acaba com direitos consagrados na CLT e se aprovada vai modificar as relações de trabalho, remuneração e direitos, privilegiando os patrões. A PL 6787 autoriza os contratos de trabalho temporário e a remuneração com base na carga horária; amplia a jornada para 10 horas diárias; suprime o direito fundamental ao aviso prévio proporcional; reduz de dois anos para três meses o ajuizamento de ações trabalhistas de demitidos, na Justiça do Trabalho. Autoriza, ainda, a prevalência do negociado sobre o legislado que coloca em risco: férias, PLR, horas in itinere, intervalo intrajornada, as promoções, dentre outros benefícios. Em relação à Reforma da Previdência (PEC 287), a proposta do governo é aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos, tanto para homens e mulheres; criar regras iguais para trabalhadores do campo e da cidade; reduzir o valor das aposentadorias; mudar as regras da aposentadoria por invalidez e restringir a aposentadoria especial. Se o projeto for aprovado, o trabalhador deverá perfazer um total de 49 anos de contribuição para obter aposentadoria integral. Eleições sindicais No dia 17 de março, o Sindiquímica publicou no boletim da categoria o edital que inicia o processo eleitoral para eleger os membros do Plenário do Sistema Diretivo e do seu Conselho Fiscal (titulares e suplentes) triênio 20172020. Uma chapa foi inscrita com 60 nomes: Chapa Lutar, Resistir e Avançar. As eleições acontecerão de 27 a 30 de abril em todas as fábricas do ramo químico. Pará Parceria oferece curso de jardinagem para detentas do CRF //por Timoteo Lopes //Plantar, colher, podar e fazer florescer. Estes são alguns dos cuidados que 20 internas do Centro de Reeducação Feminino (CRF) estão aprendendo no curso profissionalizante de jardinagem realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe). Para as internas, o conteúdo vai muito além do cuidado com o jardim, elas querem também fazer florescer uma nova oportunidade em suas vidas. O curso de jardinagem iniciou dia 27 de março, tem duração de uma semana, com carga horária total de 40 horas e é ministrado por um engenheiro agrônomo do Senar. Nas aulas práticas, as detentas aprendem sobre o manuseio do solo, como fazer o corte e a poda, cuidados com a terra, adubo e a água que devem ter em cada recipiente que receberá o plantio, além de noções de paisagismo. Selma Coelho, 45 anos, trabalhava na roça antes de ser presa. Apesar do contato com a agricultura, cuidar de plantas nunca tinha sido um hábito. “Eu estou amando o curso, só fico triste porque é só uma semana. Estou muito feliz em conhecer os tipos de plantas, saber como cortar e podar”, contou. Além de capacitar e melhorar a autoestima, o curso proporciona a elas a esperança de uma vida diferente da qual tinham antes de serem presas. “É muito gratificante saber que aqui dentro do CRF eu estou me qualificando. Eu vou me empenhar cada vez mais para fazer disso o meu sustento. Quero plantar e vender as mudas quando estiver livre”, afirmou a interna Sandra Souza, 40. O engenheiro agrônomo José Elton Silva Matos já realizou cursos e oficinas para diversos públicos e revelou que transmitir conhecimento à pessoa privada de liberdade tem um significado especial. “O interesse e a dedicação em aprender é muito maior. Para eles, o curso significa uma mudança de vida porque ao final eles recebem o certificado e podem conseguir um emprego ou trabalharem por conta própria. O que eu gosto sempre de falar é que tudo o que a gente vê ao nosso redor é paisagem e que nós somos capazes de modificar por meio do conhecimento, assim como nossas vidas”, afirmou. Para Ivaldo Capeloni, diretor de Reinserção Social da Susipe, a parceria com o Senar para a qualificação profissional dos detentos tem contribuído para a redução da reincidência no sistema prisional. “As parcerias são muito importantes por prover estes meios de qualificação ao interno, que é também objetivo da Susipe. Quando o detento está sob nossa custódia temos que possibilitar a eles maneiras de se sustentar quando estiver em liberdade. Por meio da educação e cursos de A interna Sandra Souza, de 40 anos, já decidiu que vai plantar e vender as mudas quando estiver livre As 20 internas do Centro de Reeducação Feminino estão participando do curso profissionalizante de jardinagem realizado pelo Senar, em parceria com a Susipe capacitação ele já sai do cárcere com a mente modificada para ter uma vida pautada no trabalho de forma honesta. Os internos que passam por este processo dificilmente voltam a ser presos por cometer um ato ilegal”, finalizou. Em 2016, 845 inter- nos e internas do sistema penitenciário do Pará foram qualificados pelo Senar com a parceria. O curso de jardinagem é o segundo curso profissionalizante desenvolvido no CRF, em 2017. Em janeiro, a unidade prisional realizou um curso de panificação para 40 internas.

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IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 13 “Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito.” Pitágoras Saúde Algumas maneiras de consumir mais aveia //A estrela da aveia é o seu teor de fibras - não só pela quantidade, mas pela qualidade do nutriente presente no alimento. Isso porque as fibras específicas da aveia, as beta-glucanas, trazem diversos benefícios ao organismo, como trazer saciedade, ajudar no trânsito intestinal e até fortalecer a imunidade. Mas se engana quem pensa que a aveia só tem fibras - ela também é rica em proteínas e minerais, como magnésio, zinco e ferro. Para aproveitar seus benefícios, o ideal é consumir cerca de 30 gramas por dia, o equivalente a três colheres de sopa. Por causa do seu alto teor de fibras, o consumo deve ser acompanhado da ingestão de líquidos. Quer incluir esse cereal na sua dieta, mas está sem ideias? Listamos aqui algumas sugestões saudáveis de consumo: Aveia com frutas ­— Nada melhor do que frutas picadas ou amassadas com aveia para o café da manhã ou lanche intermediário. “A aveia fornecerá fibras alimentares, enquanto as frutas fornecerão vitaminas e minerais indispensáveis, principalmente para começar o dia com muita energia”, afirma a nutricionista Paula Crook, da PB Consultoria em Nutrição. Além disso, estudos mostram que comer frutas e aveia uma vez ao dia está relacionado com baixos níveis de colesterol. Como a aveia é fonte de carboidrato, consumir o cereal com um fruta, como a banana, pode ser um ótimo substituto do pão no café da manhã. Esse benefício se dá pela presença da beta-glucana, uma fibra hidrossolúvel que passa inerte ao processo digestivo e formam um gel em contato com água responsável por ligar-se aos ácidos biliares e eliminá-los pelas fezes. “Esse processo faz com o que o colesterol presente na corrente sanguínea seja mobilizado para formação de mais ácidos biliares, reduzindo assim seus níveis no sangue.” Mingau de aveia ­— Fonte de carboidratos e proteínas, o mingau é um excelente alimento para ser consumido no café da manhã. “A ingestão de carboidratos de baixo índice glicêmico fornece energia para o corpo de forma gradual, não levando o individuo ao pico glicêmico e consequentemente reduzindo o risco de excesso de peso”, afirma a nutricionista Paula. Além disso, a aveia promo- ve maior tempo de saciedade por formar géis em contato com a água, o que aumenta o seu tempo de digestão no estômago. No entanto, a quantidade de gorduras e açúcares da receita merece atenção. O mais comum é fazer o mingau com a aveia em flocos, mas o farelo também pode ser usado. Dê preferência ao leite desnatado e a utilização de pouco açúcar, optando pelo mascavo ou pelo mel. Acrescente aveia às receitas —­ Pães, bolos e tortas cuja receita você já sabe de cor podem ganhar mais fibras com a aveia. Sabemos que a farinha branca é uma das maiores vilãs da alimentação saudável, favorecendo doenças como diabetes e obesidade. Para reduzir o consumo desse alimento, você pode reduzir as quantidades acrescentando aveia em suas receitas. “Algumas podem ter até 100% de aveia, dispensando qualquer outra farinha”, afirma a nutricionista Paula. Troque o trigo por farinha ou farelo de aveia —­ Segundo a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo, a farinha de aveia vem da parte interna do grão, enquanto o farelo é obtido da camada externa da aveia. “O segundo tem mais fibras que o primeiro, mas ambos auxiliam no bom funcionamento do intestino e na saciedade”, afirma. No que diz respeito à proporção, a tanto a farinha de aveia quanto o farelo de aveia podem ser usados nas mesmas medias que a de trigo em uma receita – panquecas, massas, pães, tortas... Vale usar a imaginação! Lazer Culinária Cocotte de ovo Horóscopo //A melhor coisa que temos que fazer na vida é amar e propagar o amor. Amor divino! Ame! 21/03 a 19/04 //O rumo das coisas tende pro seu lado. 20/04 a 20/05 Fique tranquila(o). //Amanhã pode acontecer tudo. Inclusive nada! Não se aflija! 21/05 a 21/06 //Pessoas distantes estão sempre perto quando amamos. 22/06 a 22/07 Quando se ama, longe é lugar que não existe. //Uma andorinha só não faz verão. Precisamos das pessoas para vivermos bem. 23/07 a 22/08 //INGREDIENTES • 2 colheres (sopa) de ervilha fresca (ou congelada); • 2 fatias de peito de peru light; • 2 unidades de ovo; • 1 colher (sopa) de creme de leite light; • 1 fatia de pão de forma integral light; • sal a gosto; • noz-moscada a gosto. //MODO DE PREPARO Mergulhe a ervilha fresca em água fervente. Deixe por cerca de 1 minuto, retire do fogo e passe na água fria. Escorra bem e coloque no fundo de uma igelinha refratária individual e tempere com uma pitada do sal. A congelada não precisa ser aferventada. Acrescente o peito de peru cortado em tiras e os ovos (fure as gemas com um garfo se você for assar no micro-ondas) e, por último, o creme de leite. Tempere com o sal e a noz-moscada. Não precisa misturar. Decore com algumas ervilhas. Coloque a tigelinha (cocotte ou ramequim) numa assadeira com água até a metade e asse em banho-maria por 20 minutos no forno preaquecido a 180 ºC. No micro-ondas, fica pronta em 3 minutos (ou 2, se preferir a gema molinha). Sirva com o pão aquecido no forno. Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/receitas/cocotte-de-ovo/ Humor Cães e Gatos – Visita //Um pouquinho de desordem na medida certa, dá charme à ordem e faz tudo ficar mais alegre. 23/08 a 22/09 //Ôpa! Coisas muito boas podem acontecer quando a gente se dispõe a colher o dia! Viva o presente! 23/09 a 22/10 //Dê asas à sua imaginação. Dê movimento à vida. 23/10 a 21/11 Um movimento ritmado com seu ser. //Tudo flui para o bem. Lembre-se disso! 22/11 a 21/12 //Seja gentil sempre. A gentileza derruba muros intransponíveis. 22/12 a 19/01 //A palavra é comedimento. Com tranquilidade tudo se coloca em seu devido lugar. 20/01 a 18/02 //Saudade é coisa que nos lembra de um abraço. Abraço é envolver o outro de amor. 19/02 a 20/03 Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/caes-e-gatos-visita-2/ “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos.” Pitágoras

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IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 14 Lu Alckmin - Ação Social-SP Lu Alckmin participa do lançamento do Programa Criança Feliz no Estado de São Paulo //A iniciativa visa promover o desenvolvimento humano a partir do acompanhamento integral na primeira infância //A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), Lu Alckmin, participou dia 10 de março, no Palácio dos Bandeirantes, do lançamento do Programa Criança Feliz no Estado de São Paulo, ao lado do governador Geraldo Alckmin; do ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra; do ministro da Saúde, Ricardo Barros; do secretário Nacional de Promoção da Pessoa Humana, Halim Girade; e do secretário de Desenvolvimento Social do Estado, Floriano Pesaro. Dos 300 municípios elegíveis para o programa, 220 assinaram o termo de adesão. “Esta é uma iniciativa muito importante. O cuidado com a criança desde o seu nascimento é essencial para que ela cresça de forma plena e saudável”, comentou Lu Alckmin. No Estado de São Paulo, a previsão é de atender cerca de 40 mil gestantes e crianças de 0 a 6 anos. Para realização do programa, o governo federal realizará o repasse de R$ 1.500.000,00 para o Estado. Sobre o Programa Criança Feliz O programa Criança Feliz tem como principal objetivo promover o desenvolvimento humano a par- tir do apoio e acompanhamento do desenvolvimento infantil integral na primeira infância. Ele é destinado a gestantes, crianças de 0 a 3 anos do Programa Bolsa Família (PBF), assim como crianças de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), incluindo as vítimas de microcefalia por zika vírus. A ação prevê a realização de visitas domiciliares às famílias, com acompanhamento e orientação de profissionais qualificados, visando o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e o estímulo ao desenvolvimento infantil. Representantes de 29 cidades da região de Rio Preto participam de reunião de trabalho do Fundo Social //Durante o 11° encontro com os Fundos Municipais, a presidente do Fundo Social apresentou as novidades da Escola de Qualificação Profissional para 2017 //A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado (FUSSESP), Lu Alckmin, reali- zou dia 16 de março, a 11ª Reunião de Trabalho com a participação de prefeitos, primeiras-damas e presidentes de Fundos Municipais da região de São José do Rio Preto. Ao todo, serão 20 encontros até o mês de maio, que acontecerão no Palácio dos Bandeirantes com representantes de Fundos Municipais de todas as regiões do Estado. O encontro tem como principal objetivo mostrar os projetos da Es- cola de Qualificação Profissional e da Horta Educativa que já estão em andamento, além de apresentar as novidades para 2017 como as novas parcerias que podem ser firmadas entre os municípios e o Fundo Social de Solidariedade do Estado nas áreas de Moda, Beleza, Construção Civil e Padaria Artesanal. “Eles saem daqui motivados para dar continuidade a este trabalho que beneficia milhares de pessoas que precisam apenas de uma oportunidade para melhorar suas vidas”, comentou Lu Alckmin. Participaram da reunião 29 ci- dades, entre elas: Adolfo, Bady Bassitt, Bálsamo, Catanduva, Ibirá, Icém, Ipiguá, Irapuã, José Bonifácio, Mendonça, Mirassol, Mirassolândia, Monte Aprazível, Neves Paulista, Nipoã, Nova Aliança, Nova Granada, Onda Verde, Orindiúva, Palestina, Paulo de Faria, Planalto, Potirendaba, São José do Rio Preto, Tanabi, Ubarana, Uchoa, União Paulista e Zacarias. Desde 2011, mais de 159 mil pessoas foram qualificadas pelo Fundo Social de Solidariedade nas unidades próprias e nos Polos localizados na capital e no interior.

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Geral IMPRENSA SINDICAL // ABRIL/2017 // PÁGINA 15 Eduardo Suplicy Por um mundo sem barreiras //A proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um muro ao longo de toda a fronteira entre os Estados Unidos e o México terá muitos efeitos negativos para os povos dos países das três Américas.’ Na obra “Development as Freedom” (Desenvolvimento como Liberdade), o economista Amartya Sen, ganhador do prêmio Nobel, enfatiza duas importantes contribuições de Adam Smith e Karl Marx ao mostrar como a liberdade é vital para o desenvol- vimento –e que devemos sempre avaliar o quanto o desenvolvimento contribuiu para ampliar a liberdade do povo. Ao ressaltar como o mecanismo de mercado contribuiu para o crescimento econômico, Adam Smith afirmou que a liberdade de comércio e de troca é parte essencial das liberdades básicas que as pessoas avaliam como muito valiosas. Limitar a liberdade de participação no mercado de trabalho é uma das formas de manter a sujeição ao trabalho quase escravo. Eduardo Suplicy, vereador de São Paulo Adam Smith foi um crítico severo das Leis dos Pobres –da Inglaterra do Século XVIII– devido às limitações do trabalhador pobre para encontrar empregos fora de sua área paroquial. Embora Karl Marx fosse um grande crítico do capitalismo, soube reconhecer alguns de seus aspectos. Assim, no livro “O Capital”, ele caracterizou a Guerra Civil Americana como o “grande evento da história contemporânea”, já que acabou com a escravidão. Também relatou a importância da liberdade do contrato de trabalho em oposição à escravidão. Os Estados Unidos são muito conhecidos por sua tradicional defesa da liberdade de comércio, de capital, bens e serviços em todo o mundo. Da mesma forma, e ainda mais importante: os norte-americanos, historicamente, são a favor da livre circulação de seres humanos. Em 1987, o presidente Ronald Reagan pediu ao então líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, que destruísse o Muro de Berlim, que separou por tanto tempo a Alemanha Ocidental da Alemanha Oriental, e que ficou conhecido como o “Muro da Vergonha”. A intenção era dar um grande passo à paz e à liberdade, fato que finalmente ocorreu em 1989. Pessoas de todo o mundo aplaudiram com entusiasmo a queda do muro. O que realmente precisamos nas Américas é construir as condições para que todos nós possamos ter liberdade de movimento e de viver em qual- quer país. Para atingir essa meta, temos de avançar no caminho para instituir os instrumentos da política econômica que signifiquem a aplicação de princípios da justiça, como bem explicado por John Rawls em “A Theory of Justice: of Equal Freedom, of Difference and Equality of Opportunities” (Da Teoria da Justiça: Da Liberdade com Igualdade, Das Diferenças e de Oportunidades Iguais). Entre as justificativas do capitalismo, uma delas pode ser a criação da Renda Básica de Cidadania: o direito de cada pessoa, não importa a origem, idade, raça, sexo, condição civil ou socioeconômica, de participar da riqueza da nação por meio de uma renda que será suficiente para atender suas necessidades básicas. O presidente Donald Trump pode estudar os efeitos da experiência bem-sucedida do Alasca que, desde 1982, paga a todos os seus residentes que vivam lá por um ano ou mais um rendimento anual como resultado da riqueza acumulada do Fundo Permanente do Alasca. Desde o início dos anos 1980, 25% dos royalties da exploração dos recursos naturais, como o petróleo, são investidos nesse fundo. Os dividendos que resultaram dos investimentos do fundo variaram de US$ 300, no início dos anos 1980, até um máximo de US $ 3.269 em 2008, quando o preço do petróleo atingiu preços muito altos. Em 1980, o Alasca era o mais desigual dos 50 Estados americanos. Atualmente, ao lado de Utah, é o menos desigual. Seria um suicídio político se qualquer líder no Alasca propuser o fim deste sistema. No dia em que houver uma renda básica de cidadania incondicional paga a todas as pessoas, do Alasca à Patagônia, não haverá razão para existirem muros como o que o presidente Trump quer construir separando os Estados Unidos do México e de todas as nações da América Latina. Economia Temer anuncia corte de R$ 10,5 bilhões no PAC //O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terá um corte de R$ 10,5 bilhões. Com o corte dos investimentos públicos, que o governo chama de contingenciamento, de R$ 42,1 bilhões no Orçamento Geral da União reduzirá para R$ 26,6 bilhões o orçamento do principal programa federal de investimentos //Além dos cortes no PAC, os demais órgãos do governo sofrerão cortes de R$ 20,1 bilhões. Contudo, o ministro diz que os gastos mínimos – que já são escassos– determinados pela Constituição para a saúde e a educação serão preservados. No facão do governo Te- mer, as emendas impositivas, ou seja, aquelas verbas obrigatórias, sofrerão corte de R$ 5,4 bilhões. O contingenciamento é linear, atingindo todas as emendas na mesma proporção, conforme a Constituição. Serão cortados ainda R$ 5,5 bilhões de emendas não obrigatórias incluídas durante a tramitação do Orçamento no Congresso Nacional. Os demais poderes –Legislativo, Judiciário e Ministério Público– sofrerão corte de R$ 580 milhões. O governo justifica que o corte é para cobrir o rombo adicional de R$ 58,2 bilhões no Orçamento e cumprir a meta fiscal de deficit primário (resultado negativo nas contas do governo desconsiderando os juros da dívida pública) de R$ 139 bilhões estipulado para este ano. O restante da diferença será coberto da seguinte forma: R$ 10,1 bilhões virão do leilão de usinas hidrelétricas cujas concessões foram devolvidas à União; R$ 4,8 bilhões, da reversão quase total da desoneração da folha de pagamentos, e R$ 1,2 bilhão, do fim da isenção de Imposto sobre Operações Financeiras para cooperativas de crédito. Sobre a religião dos economistas de mercado //por Leonardo Segura Moraes - do Brasil Debate //Os economistas de mercado são pessoas curiosas. Preocupam-se com soluções possíveis desde que essas perpetuem as estruturas sociais dominantes. Como qualquer humano, esses seres têm medos, an- seios e desejos, os quais, geralmente, estão representados nas distintas formas de espiritualidade. Concretamente, a religião desses economistas coloca o Mercado como rei dos deuses, cuja ânsia devoradora exige sacrifícios de tempos em tempos. Infelizmente, os sacrificados pouco importam para deus Mercado. A edição de novembro e dezembro de 2016 da revista Rumos reporta uma síntese do debate entre vários economistas (de mercado) promovido pelo BNDES no intuito de discutir saídas para a atual crise brasileira e caminhos para o desen- volvimento. É bem verdade que nem todos ali se mostram tão comprometidos a deus Mercado, porém mesmo os mais céticos mantêm alguma crença. Fabio Giambiagi, famoso por seus manuais sobre Economia do Setor Público e Economia Brasileira, ilustra o desfile dos mais devotos. Sua devoção é tamanha que chega ao ponto de ressignificar o conceito de “crise econômica” para “crescimento moderado em todo o mundo”, mesmo que uma série de movimentos populares tenha emergido desde 2008 denunciando exatamente as contradições e limites do capitalismo.

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