Revista Cais do Porto - Edição 28 - Ano X

 

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Tudo sobre portos marítimos.

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Ano X - Nº 28 • R$ 12,00 ESPECIAL Volume de exportações cresce mais de 7% no Brasil e exige soluções logísticas ENTREVISTA Presidente de Suápe, Marcos Baptista, fala dos desafios do porto que bateu recorde na cabotagem FERROVIAS Movimento de contêineres nos trens deve crescer de 10 a 20% este ano no Brasil INTERNET Quarta Revolução Industrial e tecnologia intelligente é a garantia de renovação www.caisdoporto.com 1

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O mercado brasileiro de comércio exterior começa o ano mais otimista. 47% dos empresários do setor esperam obter receita bruta maior e 48,8% confiam que haverá Capa: Brando Nascimento melhor desempenho da atividade econômica. De acordo com dados da Associação de Comércio so. Velocidade, menor custo e segurança. É nisso que estão Exterior do Brasil (AEB), a balança comercial do país deve focadas as empresas quando o assunto é logística. atingir um número recorde neste ano, com o superávit che- O Brasil é hoje o sexto país com maior risco para o gando aos US$ 51,65 bilhões. Isto resultará em um aumen- transporte de cargas. A posição no ranking se deve ao cres- to de 7,2% nas exportações em relação a 2016, alcançando cimento dos casos de roubo de cargas nas estradas do país US$ 197,4 bilhões, e um crescimento de 5,2% nas importa- que, segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Es- ções, registrando US$ 145,7 bilhões. tado do Rio de Janeiro (Firjan), aumentou 86% desde 2011. A análise financeira do Banco Central, em 2017 tam- Essas ocorrências podem ainda elevar os preços dos produ- bém revela crescimento. Para o banco, as exportações de- tos em até 35%. Em todo o país, o roubo de cargas causou vem chegar aos US$ 195 bilhões, enquanto as importações prejuízos de mais de R$ 6,1 bilhões entre 2011 e 2016. irão atingir a marca de US$ 151 bilhões. O saldo comercial, no Há uma demanda cada vez maior das empresas entanto, não deve passar dos US$ 44 bilhões. de varejo por soluções que aumentam a segurança de suas Ambas as projeções de retomada do mercado de operações. O papel da cabotagem tem sido opção para um comércio exterior, após cinco anos de quedas, terão impac- transporte mais seguro e eficiente. Os especialistas são ca- to direto nos volumes de produção de praticamente todos os tegóricos em dizer que a cabotagem possibilita um melhor setores da economia: aeronáutico, agrícola, automotivo e o custo-benefício para distâncias acima de 1.000 km. Além da mineral, principais destaques das exportações em 2016, de cabotagem ser menos suscetível a roubos de carga, as em- acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Ser- presas que atuam no segmento ainda oferecem ferramentas viços (MDIC), e que devem repetir o desempenho neste ano, exclusivas de segurança. com repercussão direta na logística de transporte de cargas a Apesar do cenário de retração econômica, a navega- granel e conteinerizadas. Enquanto isso, em São Paulo, de 04 ção de cabotagem cresceu 0,8% no Brasil em 2016, ante uma a 06 de abril, a 23ª edição da Intermodal South América, maior queda de 0,48% entre 2014 e 2015, de acordo com dados da feira de logística da América Latina, discute temas importan- Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O seg- tes e soluções para os gargalos logísticos existentes no Brasil. mento vive um momento desafiador, mas os dados mostram Intermodalidade e a cabotagem são sinônimos de segurança que ainda há espaço para crescer. A cabotagem representa e redução de custos. ainda apenas 9,6% da matriz brasileira de transporte, o que Num país gigantesco como o Brasil, o uso combina- demonstra seu potencial. do de diferentes modais de transporte é fundamental para a Nesta edição da CaisdoPorto.com, nossa equipe vai levar redução de despesas logísticas e para a melhoria na segu- você a fazer um passeio pelos principais assuntos que serão rança das cargas transportadas. Entender como e quando é discutidos na Intermodal. Uma boa leitura! melhor utilizar cada modal, é parte importante nesse proces- Rodrigo de Luna Diretora Geral e Comercial Ana Cláudia Matos anaclaudia@caisdoporto.com Conselho Editorial Alexandre Catão Carlos Garcia Guilherme Patury Jayme Lielson José Falcão Marcílio Cunha Editoria Executiva Ana Cláudia Matos (DRT 1069) Rodrigo de Luna (DRT 4332) 1º trimestre de 2017 Colaboradores desta edição Rodrigo de Luna (PE) Erica Amores (SP) Fotografia Fotoimagem e Assessorias de Comunicação Diagramação Brando Nascimento brando.interface@gmail.com Editoração eletrônica Vitrine-PE www.vitrine-pe.com Site www.caisdoporto.com Publicidade e Assinatura Três por Quatro Comunicação Ltda. Av. Parnamirim, 222/51 - Recife/PE CEP: 52.060-000 Fone: (81) 3040.6870 / 9904.0347 comercial@caisdoporto.com Impressão Brascolor Gráfica e Editora Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores. 4 www.caisdoporto.com

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06 Entrevista Marcos Baptista fala sobre os problemas envolta das modalidades logísticas. 10 Especial: Multimodalidade e os gargalos logísticos 12 Balança comercial aponta crescimento nas exportações. 16 Transporte Ferroviário e a redução de custos. 20 Portos A Antaq aprova edital para arrendamento de terminal portuário em Santarém. 24 Logística A Cabotagem surgi como principal alternativa para a nossa logística no Brasil. 28 Tecnologia A quarta revolução industrial. 32 Eventos Painel WIntermodal 2017 Seções 36 Navegando Portos 38 Diário de Bordo 40 Linguagem Logística 41 Artigo: O transporte Intermodal reduzindo os custos logísticos. www.caisdoporto.com 5

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PERFIL Nome: Marcos Batista Idade: 429 anos Naturalidade: Recife (PE) Formação Profissional: Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco Onde Trabalhou: Secretário de Habitação do Governo de Pernambuco, diretor presidente da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), diretor Regional da Associação Brasileira de Cohab Estado Civil: Casado 6 www.caisdoporto.com

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MARCOS BAPTISTA O Complexo Industrial e Portuário de Suape possui um novo presidente. Formado em Arquitetura e Urbanismo, com passagem na presidência de diversos órgãos e secretarias estaduais, Marcos Baptista assumiu em fevereiro, a difícil tarefa de navegar em águas profundas, turbulentas e mesmo assim manter o leme e foco no crescimento do Complexo que hoje reúne um conglomerado de mais de 100 empresas, cujos investimentos ultrapassam R$ 50 bilhões. Além da crise econômica e financeira e de todos os problemas que afetam a exportação e importação brasileira, existem muitos problemas e desafios na melhoria da infraestrutura portuária, gargalos logísticos e a falta de investimentos e recursos federais para concluir as obras de grandes projetos estruturantes e importantes para a economia de Pernambuco e do Brasil. Numa entrevista exclusiva à REVISTA CAIS DO PORTO.com , Marcos Baptista revela quais serão as estratégias para atrair novos polos de desenvolvimento, investidores e recursos para atuarem nos 10 polos de negócios já existentes e transformar o Porto de Suape em um grande hub port (porto concentrador e distribuidor de cargas). CAIS DO PORTO.COM - Hoje as mais de 100 empresas existentes no Complexo Industrial e Portuário de Suape, atuam em dez polos de negócios: Logístico, Alimentos e Bebidas, Componentes Eólicos, Geração de Energia, Granéis Líquidos e Gases, Naval e Offshore, Petroquímico, Pré-forma Plástica, Metal mecânico e Material de Construção. Como arquiteto e urbanista, fale um pouco sobre esses polos industriais integrados ao complexo portuário e o que pode melhorar? Marcos Batista - O Complexo Industrial Portuário de Suape conta com um conglomerado de empresas de capital nacional e internacional, em operação e em implantação, cujos investimentos privados ultrapassam R$ 50 bilhões. Juntas, as empresas geram mais de 18 mil empregos diretos. Ao mesmo tempo em que ofertam emprego e renda no território estratégico de Suape, esses empreendimentos alavancam a economia do Estado, com a contratação de fornecedores, sejam de pequeno, médio ou grande porte. Espalhados pelo território, esses polos elencam Suape ao posto de mais completo do Nordeste do País, recebendo, distribuindo e exportando matérias-primas, insumos básicos e produtos finais. Estamos trabalhando para adensar as cadeias produtivas, com atração de negócios e investimentos estratégicos para desenvolver ainda mais os polos industriais de Suape. CP - O Porto de Suape começou o ano com o pé direito. A movimentação geral de cargas em janeiro foi 16% maior que no mesmo período do ano passa- do. Com relação a movimentação de veículos, houve um crescimento de 1.013% e a de carga geral solta 1.481%. A quantidade de navios atracados, passou de 118 para 124 embarcações. O que aconteceu e qual a perspectiva de crescimento nesse primeiro semestre de um modo geral? MB - Desde que a Refinaria Abreu e Lima entrou em operação, no final de 2014, a movimentação de granéis líquidos tem sido nosso carro-chefe. Terminamos o ano de 2016 em primeiro lugar na movimentação desses granéis entre todos os portos públicos brasileiros. Em janeiro deste ano, os líquidos e gases cresceram 9,4% em relação a janeiro de 2016. O resultado é explicado pelos novos investimentos. Houve um aumento expressivo na carga geral solta em janeiro, que foi maior, inclusive, do que a média de todo o ano de 2016, que ficou em torno de 20,9 mil toneladas/mês. Em parte, esse crescimento se deve à movimentação do Terminal de Açúcar, que iniciou as operações no fim do ano passado. Os veículos também contribuíram para esse aumento, já que no primeiro mês do ano, Suape exportou 1.971 carros e importou outros 877, somando 2.848 veículos movimentados. Em janeiro de 2016, foram apenas 256 unidades. Temos a expectativa de fechar o primeiro semestre mantendo a curva de crescimento na movimentação portuária. CP - Mesmo 2016 tendo sido um ano difícil, o Porto de Suape apresentou um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Além da chegada do Terminal de Açúcar, que iniciou as opera- ções no fim do ano passado, que outros fatores colaboraram para esse desempenho positivo? MB - Essa taxa de crescimento foi a maior entre os 10 maiores portos públicos do país, o que alavancou Suape para a 5ª posição no ranking nacional de movimentação geral de cargas. O principal motivo para esse aumento é a produção da Refinaria Abreu e Lima que está refinando 100 mil barris de petróleo por dia. Desde a implantação da Refinaria, no fim de 2014, o Porto de Suape vem se consolidando como movimentador de granéis líquidos (óleo diesel, gasolina, querosene de aviação, óleo bruto de petróleo, etc.) e manteve a liderança nacional na movimentação desse perfil de carga. Os granéis líquidos aumentaram 21,8% em relação a 2015, alcançando a marca de 17,28 milhões de toneladas. Essa carga é responsável por 76% de toda movimentação no Porto. Outro destaque de Suape em 2016 foi o grande crescimento de exportação de veículos. Suape enviou 39.389 carros das montadoras do grupo FCA (FIAT e Jeep). Veículos importados somaram 15.288, sendo 5.987 da GM e 9.301 da Toyota. O total de veículos do ano, 54.677, representa 147% de aumento em relação a 2015, quando foram movimentados 22.124 carros. CP - Desde a edição da Lei dos Portos, em 2013, muitos projetos para o desenvolvimento do Porto de Suape ficaram sob análise do Governo Federal, o que atrasou e impossibilitou a concessão de áreas e licitações dentro do porto. Agora existe um proces- www.caisdoporto.com 7

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so de formatação do decreto que vai conceder a autonomia das concessões ao Porto de Suape. Quando isso acontecerá e o que de fato mudará? MB - Desde o início do ano, o Governo de Pernambuco, por meio do vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, vem acompanhando de perto com o Governo Federal todo o pleito para a reconquista da autonomia do Porto de Suape. O objetivo é readquirir a condução dos estudos, a elaboração dos editais, a realização dos procedimentos licitatórios e a celebração dos contratos relativos aos arrendamentos portuários. Com a autonomia, o porto também passará a ter o direito de conduzir, sempre que necessário, os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental dos objetos de concessão, a aprovação das expansões e adensamento de áreas, além de prorrogações antecipadas de contratos em vigência. De acordo com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, a portaria será publicada ainda neste primeiro semestre, garantindo um novo momento para o porto pernambucano. CP - Efetivamente este decreto devolve a gestão do Porto Organizado de Suape para que Pernambuco realize as licitações de empreendimentos importantes. Hoje Suape possui apenas um Terminal de Contêineres. Já existe realmente uma demanda para licitar a instalação do segundo terminal de contêineres (Tecon II)? MB - Temos conversado com várias empresas interessadas em participar da licitação do Tecon II. Este terminal está sendo desenhado para receber as cargas de transbordo oriundas do Canal do Panamá, com capacidade para movimentar 910.000 TEUs/ano, com investimento previsto de R$ 1,2 bi. Hoje já somos o maior porto em movimentação de contêineres do Norte/Nordeste e estamos nos consolidando como hub port das regiões. Um segundo terminal de contêiner vai aumentar ainda mais nossa movimentação, oferecendo novas linhas de navegação e mais competitividade para o setor. CP - Fala-se na licitação de mais um terminal de conteineres, de Veículos, Trigo e mais dois terminais de granéis minerais. Qual a previsão de data do processo licitatório e onde serão instalado? MB - A previsão de datas para lançarmos os editais de licitação depende da publicação da portaria do Governo Federal devolvendo a autonomia para Suape realizar os processos licitatórios de arrendamento. Com relação à localização dos terminais, os de granéis minerais serão instalados na ilha de Cocaia. Já o Terminal de Veículos tem local destinado na retroarea do Cais 4. O de trigo também ficará na retroárea do Cais 4. CP - A construção de novas rodovias de acesso ao Porto de Suape, melhoraram a mobilidade interna. Que outras obras estão previstas para melhorar ainda mais o acesso de carros e caminhões para o transporte de passageiros e cargas? MB - Do ponto de vista de infraestrutura rodoviária, o complexo encontra-se plenamente desenvolvido coma implantação da Via Expressa, ligando a BR-101 diretamente ao Porto de Suape. Estamos investindo em requalificações de acessos e manutenção de vias para mantermos o nível de conforto para os usuários do porto sempre como um diferencial qualitativo, uma vez que Suape já é reconhecido como um dos portos públicos mais modernos, e que sempre zela pela excelência. CP - Fala-se muito em gargalo logístico e de como a eficiência nesse setor, eleva o padrão de produtividade. Quais ainda são esses gargalos no Porto de Suape? E qual a melhor solução? MB - Não existe gargalos no Porto de Suape. Dispomos de uma malha rodoviária interligada a todos os estados do Nordeste, além de uma Via Expressa com 44 km de estrada duplicada, que dá acesso a todo o Complexo. As vias internas também são duplicadas e passam por manutenção periódica. Falando especificamente sobre o porto, este dispõe de berços com profundidade operacional variando de 20 metros no porto externo à 15,5 metros no porto interno que associados às melhorias constantes das estruturas de atracação, nos permite receber navios de última geração para contêineres, granéis líquidos, veículos e carga em geral. Sobre a ótica dos desafios de produtividade, faz-se necessário sempre investir em qualificação da mão-de-obra e cobrar dos operadores portuários pranchas médias compatíveis com as melhores práticas nacionais e internacionais. CP - Existem outros fatores que afetam diretamente nessa produtividade que é a intermodalidade, ou melhor, a ausência dela. Como está o diálogo com os outros modais para que Suape supere esses obstáculos? MB - O Porto de Suape é provido de estruturas para permitir essa intermodalida- 8 www.caisdoporto.com

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de. Temos as rodovias atendendo à demanda por acesso terrestre, que já mencionamos anteriormente, temos um robusto sistema dutoviário, que vem nos proporcionando recordes sucessivos de movimentação nos últimos anos, além das ferrovias existentes que estão aguardando o desenlace da Transnordestina para serem reativadas e integradas na malha nacional. CP - Estar presente na INTERMODAL, a maior feira de logística da América Latina e que acontece anualmente em São Paulo, significa estar entre os melhores do segmento portuário, logístico e de comércio exterior. O que o senhor espera obter dessa feira? Que parcerias o Porto de Suape vislumbra ter a partir de agora? MB - Estamos muito motivados em participar esse ano com o advento da retomada da autonomia por Suape. Nossa meta será destravar os grandes investimentos que sofreram atrasos com a mudança do marco regulatório do setor portuário em 2013. Apresentaremos as oportunidades que os investidores terão em desenvolver seus projetos num porto de classe mundial cuja infraestrutura é reconhecida inclusive por veículos internacionais especializados. CP - A M&G, Citepe e Petroquimica Suape são o mais importante complexo integrado de poliéster da América Latina. Os estaleiros, Promar e Atlântico Sul, deram origem a indústria naval em Pernambuco, tem ainda a Refinaria Abreu e Lima que apresenta a maior taxa de conversão de petróleo cru em diesel (70%), e no tratamento de derivados de petróleo. Fale um pouco desse cenário industrial de Suape e quais os grandes desafios ambientais a serem resolvidos? MB - Não é segredo que o país, e o setor industrial brasileiro, enfrenta umas das piores crises das últimas décadas. Os setores mencionados sofreram reveses por diversos fatores, mas felizmente, com a retomada do crescimento, as indústrias estão renovando suas encomendas, reposicionando-se diante do mercado e buscando novas oportunidades, o que já vem refletindo em novas contratações, com destaque para os estaleiros. Sob o ponto de vista ambiental, Suape reserva 59% do seu território para a Zona de Preservação ecológica, com unidades de conservação e áreas destinadas ao reflorestamento. Outro fator relevante é que o Complexo Industrial Portuário de Suape já nasceu planejado e sempre atualiza essa visão de futuro com um viés de sustentabilidade e diálogo com a sociedade. CP - Um dos maiores problemas dos portos é quanto a profundidade e a capacidade de receber grandes navios de contêineres. Com a abertura do Canal do Panamá, por onde passam enormes navios, como o Porto de Suape está se preparando para atrair e atender essa nova demanda? MB - O nosso último Plano de Desenvolvimento e Zoneamento Portuário (PDZ) é de 2010 e já contemplou as especificações técnicas dos novos navios que farão a travessia do Canal do Panamá. Além disso, já possuímos berços contínuos com estruturas de atracação e profundidades suficientes para recebermos alguns desses navios, enquanto o porto desenvolve os terminais especializados já projetados para esse fim. Estamos em fase de conclusão da revisão do nosso PDZ agora em 2017, e já incluímos nele algumas premissas para melhorar ainda mais o atendimento da demanda sempre crescente por infraestrutura portuária. CP - A INTERMODAL vai debater um tema muito importante sobre os desafios à integração do BIG DATA & ANALYTICS. Suape está preparado para esta 4ª Revolução Industrial, onde a tecnologia vai otimizar a cadeia de suprimentos e as operações logísticas? MB - Estamos trabalhando para otimizar, principalmente, a questão do trânsito de mercadorias dentro do complexo com a implantação de truck centers integrados aos terminais e aos controles de acesso ao porto. Isso permitirá uma operação just in time, evitando filas e permitindo à administração visualizar esse fluxo de maneira a tirar o máximo proveito da nossa infraestrutura. CP - Alguns setores estratégicos, como a indústria naval, automobilística e de energias renováveis, possuem benefícios/incentivos do Governo de Pernambuco. Quais serão os próximos setores a serem beneficiados e que poderão atrair mais empresas? MB - Pernambuco dispõe hoje de uma carteira de incentivos significativa. Mas, mais importante que isso, é a oferta de infraestrutura - seja portuária, rodoviária ou aeroviária, grandes áreas para armazenagem e logística; além de um tratamento próximo e personalizado às necessidades de cada segmento econômico que busca oportunidades no nosso estado. O melhor exemplo disso é o número de projetos anunciados, mesmo em tempos de crise, e a iniciativa dos nossos parceiros que já implantaram suas unidades em investir ainda mais em ampliações e implantação de centros de distribuição, com vistas a aumentar sua competitividade no mercado regional e até mesmo global. www.caisdoporto.com 9

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MULTIMODALIDADE Num país de dimensões continentais, como o Brasil, tornou indispensável no transporte de cargas: a multim Éalgo que deixou de ser alternativa e se tornou fundamental para minimizar os efeitos dos obstáculos na cadeia logística, impostos por gargalos na infraestrutura do país, responsáveis por entraves no setor, como os altos custos. A multimodalidade é apontada por especialistas e players de diferentes segmentos como fator essencial para garantir agilidade e eficiência no transporte de cargas dentro e fora do país. “Por meio de um planejamento mais eficiente é possível obter a redução de custos da cadeia de transportes, eficiência ambiental e segurança para as cargas. A solução é a intermodalidade”, defende Márcio Arany, diretor comercial da Log-In Logística, empresa especializada no transporte de cargas via cabotagem. Nesse contexto, unir e aproveitar os modais rodoviário, aéreo, marítimo e ferroviário pode encurtar distâncias e gerar uma economia – e uma eficiência – que há muito se busca alcançar. E é justamente esse o foco que, ao longo dos últimos anos, tem sido despertado nas empresas espalhadas de Norte a Sul do Brasil. Em especial, por conta dos limites existentes em cada um dos modais – sejam impostos por falta de infraestrutura, pelos custos mais altos ou pela urgência do tempo. É assim a doutrina de uma das principais transportadoras ferroviárias do país. Para Guilherme Alvisi, gerente geral de negócios dedicados a cargas gerais da MRS Logística, a integração entre todos os modais é essencial. 10 www.caisdoporto.com

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E OS GARGALOS LOGÍSTICOS o planejamento do mercado logístico não pode mais abrir mão do que se modalidade. Rodrigo de Luna “A multimodalidade é fundamental para o crescimento do transporte de cargas gerais. Sem ela essa movimentação não existiria, porque a ferrovia, na maioria das vezes, não chega na porta do cliente. Para o transporte de contêineres, por exemplo, sempre é necessário ter uma participação rodoviária. Além disso, toda movimentação desse tipo necessita de um terminal multimodal”, acrescenta. O Brasil ainda amarga uma realidade de limites, causados pela ausência de uma boa infraestrutura. O presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários, Sérgio Aquino, defende que a solução para os gargalos logísticos do país e para os problemas portuários depende, fundamentalmente, de uma ação governamental. “O governo continua sendo devedor das soluções para os acessos portuários (ferrovias, rodovias e dragagens). O poder público tem que fazer a sua parte para que o sistema logístico de comércio exterior e o sistema portuário, juntamente com terminais públicos e privados, tenham, além dos acessos, a redução da burocracia de seus intervenientes”, conclui. Nessa reportagem especial que você acompanha nas páginas seguintes, a Revista Cais do Porto mostra quais as estratégias das empresas públicas e privadas para enfrentar os gargalos logísticos do país e como a multimodalidade passou a ser usada para gerar lucros e fazer o Brasil voltar a crescer. Imagens divulgação www.caisdoporto.com 11

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Exportações brasileiras devem su Grandes players do mercado de logística acreditam que a indústria deve voltar a c Omercado brasileiro de importação e exportação tem vivido o ano de 2017 com otimismo. De acordo com dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a balança comercial do país deve atingir um número recorde este ano, com o superávit chegando aos US$ 51,65 bilhões. Isto resultaria em um aumento de 7,2% nas exportações em relação a 2016, alcançando US$ 197,4 bilhões, e um crescimento de 5,2% nas importações, registrando US$ 145,7 bilhões. Fundamentais para esse resultado, os commodities agrícolas devem puxar o crescimento do setor de transporte de cargas. Os especialistas garantem que o excedente de produção de soja de 2016 e um cenário de produção agrícola mais favorável devem trazer impactos nos dados positivos, enquanto a exportação de manufaturados tende a seguir em queda. Mas, para alguns empresários, a visão é ainda mais otimista. “É muito possível que as exportações, de forma geral, cresçam em 2017 com relação a 2016, sobretudo no setor de commodities, uma vez que há um excedente de produção de soja do ano passado que migrará para este, além de uma produção agrícola mais favorável também”, analisa André Gobersztejn o diretor comercial da Allink no Brasil, empresa especializada no transporte de cargas consolidadas (marítimas e aéreas). Ele acredita que o maior volume do setor de transportes virá, principalmente, por conta das exportações das commodities agrícolas. Esta previsão coincide com a análise feita pelo Banco Central. Segundo a instituição financeira, em 2017 as exportações devem chegar aos US$ 195 bilhões, enquanto as importações irão atingir a marca de US$ 151 bilhões. Dessa forma, para o BC o saldo comercial, no entanto, não deve passar dos US$ 44 bilhões – o que, em época de crise, não deixa de ser um número extremamente positivo. As duas projeções de retomada 12 www.caisdoporto.com

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ubir 7,2% este ano crescer a partir de 2017 do mercado de comércio exterior, após cinco anos de quedas, terão impacto direto nos volumes de produção de praticamente todos os setores da economia, como o aeronáutico, o agrícola, o automotivo e o mineral, principais destaques das exportações em 2016, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A produção nesses setores deve repetir o desempenho neste ano, com repercussão direta na logística de transporte de cargas a granel e conteinerizadas. Toda essa expectativa garante otimismo aos players da indústria. Para o gerente da Intermodal South America, uma das maiores feiras de logística do país, Ri- cardo Barbosa, a recuperação das exportações reaquece a atividade do setor, incentivando as empresas a retomarem investimentos e desenvolverem novas soluções e tecnologias. “Muitas dessas companhias estarão na Intermodal South America 2017. São mais de 600 marcas no evento, expondo o que há de mais moderno em produtos e serviços para atender todas as vertentes das áreas de transporte de cargas, logística e comércio exterior”, afirma. EMPRESAS CONFIANTES Uma das empresas que acreditam nessa recuperação da economia é a Coopercarga, uma das maiores operadoras logísticas do país. Para o presidente da companhia, Osni Roman, 2017 traz a expectativa de ser um ano de mudanças ainda maiores. “Acreditamos que os 27 anos da cooperativa serão acompanhados de um avanço no cenário econômico de nosso país. Esperamos crescer mais do que em 2016, quando já tivemos um resultado melhor do que havíamos projetado”, afirma. E se as expectativas são boas, o empresário também planeja investimentos, o que acaba por movimentar ainda mais a economia. “Continuaremos atuando de forma cautelosa, mas sem deixar de investir naquilo que é fundamental para elevar o nível dos nossos serviços, além de renovar e ampliar a nossa frota. Focaremos em negócios estratégicos, sempre priorizando o atendimento com excelência ao cliente e a satisfação de nossos cooperados”, acrescenta o presidente da Coopercarga. Quem também acredita em um ano promissor é a analista de marketing da Kopron Brasil, empresa especializada em infraestrutura logística, Gabriela Chiavegato. “Em 2017, a Kopron pretende expandir ainda mais seus negócios. A companhia adquiriu a concorrente italiana Valcom e começou a produzir e comercializar seus produtos no Brasil, como produtos para docas e portas industriais”. Além de lançar a marca no mercado nacional, a Kopron está investindo fortemente no segmento de galpões lonados, dando enfoque a projetos especiais, sob o modelo turn key - ou chave na mão, como é conhecido o serviço em que uma empresa contrata outra para gerenciar desde o projeto até a implantação. “No caso de galpões lonados, a Kopron pode fornecer um pacote completo de serviços e soluções, além das próprias estruturas, e em todas as suas etapas, desde a consultoria inicial até a manutenção posterior”, completa a analista de marketing da Kopron Brasil. Outro setor que chegou a 2017 com boas expectativas é o de componentes para a indústria da moda (calçados, couro, bolsas e acessórios). Os empresários deste ramo apresentaram os resultados obtidos em 2016 e um dado que chamou a atenção foi o crescimento registrado nas exportações, indo justamente na contramão da recessão econômica do país. Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em 2016, o segmento alcançou a marca de US$ 651,7 milhões em faturamento, um aumento de US$ 13 milhões se comparado com 2015. De acordo com a Associação www.caisdoporto.com 13

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Imagens: Acervo Revista Cais do Porto e divulgação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (ASSINTECAL), os grandes responsáveis por estes resultados foram os calçados. “Os principais materiais utilizados na indústria calçadista foram os laminados sintéticos, tecidos, solados de borracha termoplástica e saltos”, afirma a superintendente da entidade, Ilse Guimarães. Ilse destaca ainda que, independentemente do ano ou do período, é necessário sempre pensar em novos processos, na diversificação de produtos e em novos mercados. “As empresas capazes de manter seus processos integrados, gerando menos custo e menos desperdício, melhorando sua qualidade de produção, reduzindo perdas e ampliando sua atuação no mercado, terão sempre a possibilidade de ter prioridade como fornecedores”. A executiva ressalta que outro fator importante para que as companhias continuem evoluindo neste setor é o investimento em inovação e em tecnologias avançadas. “Hoje, a inovação se faz também através de processos avançados e essa é uma percepção fundamental para as empresas que pretendem estar ativas nos próximos anos. A Assintecal atua fortemente neste sentido”, completa. E se a dúvida é investir ou não em meio à recessão econômica, a representante do setor que passou e saiu bem da fase mais difícil da crise tem a dica: “Não podemos apenas esperar uma resolução ou lei que caiba ao setor, ou um cenário favorável a todo o momento, por isso a inovação, a diversificação de segmentos e áreas de atuação é o que garante a seguridade em qualquer momento político e econômico do país”, conclui a superintendente da ASSINTECAL. NO SETOR PORTUÁRIO As previsões de crescimento para o país, feitas pela AEB e pelo Banco Central, agitaram o mercado brasileiro de transporte de cargas. Especialistas e grandes players do segmento reforçam as expectativas de retomada do setor e acreditam em um cenário positivo para este ano, mas alertam que ainda há muito a ser feito. O Porto de Santos, o maior da América Latina, deve atingir uma movimentação recorde em 2017, em torno de 120,5 milhões de toneladas, superando o ano de 2015, o maior resultado até então, com 119,9 milhões. Esse resultado, se confirmado, implicará ainda em alta de 6,3% em relação ao previsto para 2016, de 113,4 milhões. Para as exportações o esperado é um crescimento de 8,2% (89 milhões de toneladas) e para as importações de 1,3% (31,5 milhões). Entre as cargas mais transportadas, os sólidos a granel devem apresentar desempenho 12,1% acima do verificado no ano anterior (60,6 milhões de toneladas), os líquidos a granel de 1,2% (15,8 milhões) e as cargas gerais de 0,9% (44 milhões). Mas o início do ano ainda foi de retração. O número de navios atracados em Santos apresentou redução de 8,9% em janeiro, com 360 embarcações. A movimentação de cargas teve um declínio de 6% em relação a 2016. A redução ocorreu pela queda de 16,1% nas exportações, apesar do significativo crescimento de 19,1% nas importações. Com participação de 63,6% sobre o total geral, a redução no fluxo de embarques influiu de forma decisiva para o declínio do movimento em janeiro. O desempenho das exportações, com 4,6 milhões de toneladas, foi reflexo, principalmente, da redução nas operações de embarque de milho, com retração de 76,6%. Somente o milho representou declínio de 1,3 milhão de toneladas. A situação decorre da quebra da última safra do milho, ainda em final de escoamento, provocando o declínio também verificado em dezembro. Mas, para José Alex Oliva, diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), responsável pela administração do Porto, o recuo verificado em janeiro não inibe as projeções de crescimento para 2017. “O cenário é otimista”, analisa o presidente da Codesp, lembrando que o Porto de Santos tende a se beneficiar com os resultados positivos da safra de grãos 2016/2017, com estimativa de recorde histórico para o país, num aumento de aproximadamente 15% em relação à safra anterior. Beneficiada pela 14 www.caisdoporto.com

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elevação dos preços, pela demanda internacional ainda elevada e por condições climáticas mais favoráveis, a safra nacional de soja deve apresentar novo recorde, com crescimento médio estimado de 8,7%. O complexo soja, apesar de ainda não se apurar um elevado volume nesse início de escoamento da nova safra, já registrou crescimento de 125,2%, atingindo 678,7 mil toneladas, com participação de 485,8 mil toneladas da soja em grão. No auge do escoamento, esse volume deve facilmente superar 3 milhões de toneladas. Já as importações, que participaram com 36,4% do total geral, alcançando 2,6 milhões de toneladas e incremento de 19,1%, foram impulsionadas pelo forte movimento de adubo, a principal carga nesse fluxo, que ampliou suas descargas em 43,8%, seguida pelo bom desempenho nas operações de óleo diesel e gasóleo, atingindo 28,6% de crescimento, com 137,9 mil toneladas. As operações com contêineres registraram 279,9 mil TEU, apontando aumento de 4%. Considerando-se a tonelagem movimentada, o crescimento foi ainda mais expressivo, chegando a 9,3%, com 3,1 milhões de toneladas. O total de contêineres em unidades teve incremento de 3,2% com 132 mil unidades operadas. A movimentação de cargas pelo Porto de Santos atingiu o total de US$ 7,4 bilhões, equivalente ao valor comercial dos produtos que transitaram pelo complexo santista no primeiro mês do ano, representando um incremento de 23,3% em relação ao ano anterior. A participação no total nacional de US$ 27,1 bilhões foi, coincidentemente, de 27,1%. As exportações chegaram a US$ 3,9 bilhões, alcançando crescimento de 34,48% com uma participação de 25,8%. As importações atingiram US$ 3,5 bilhões, aumento de 12,9% sobre 2016 e participação de 28,7% sobre o total nacional. As exportações pelo cais san- tista tiveram como principais destinos os portos dos Estados Unidos. China e Argentina, respectivamente. Na liderança, os portos norte-americanos receberam o equivalente a US$ 508 milhões, seguidos por China, com US$ 355 milhões, e Argentina, com US$ 292 milhões. As cargas mais exportadas foram açúcares (US$ 548,646 milhões), principalmente para Bangladesh, café em grão (US$ 383,990 milhões), liderado pelos embarques para a Argélia e farelo (US$ 214,883 milhões), com destaque para a Indonésia. Nas importações, China, Estados Unidos e Alemanha foram, respectivamente, os países que mais embarcaram com destino a Santos. A China liderou com US$ 826 milhões, seguida pelos Estados Unidos com US$ 539 milhões e pela Alemanha com US$ 300 milhões. Gasóleo foi o principal produto descarregado, (US$ 69,954 milhões) liderado pelos Estados Unidos. Caixas de marchas (US$ 56,834 milhões) vêm a seguir, tendo o Japão como principal exportador, e partes para aviões e helicópteros (US$ 52,462 milhões), com destaque para a produção embarcada em Portugal. NA CONTRAMÃO Apesar dos bons resultados vistos em alguns setores, os especialistas alertam que nem todos os segmentos conseguirão acompanhar essa evolução com a mesma facilidade. “A exportação de manufaturados tende a seguir em queda, pois muitos fatores podem influenciar neste movimento: um possível protecionismo norte-america- no com o novo comando da Casa Branca, a valorização do dólar frente ao euro e, sobretudo, a contínua variação de nossa própria moeda frente ao dólar. Estabelecendo-se a moeda americana por volta de US$ 3,20 a US$ 3,50 e havendo maior facilidade na obtenção de créditos, acreditamos que os manufaturados possam voltar a apresentar acréscimo em suas exportações apenas em meados ou final de 2017”, ressalta André Gobersztejn, executivo da Allink. Quem também acredita que, mesmo em um cenário melhor que no ano anterior, o setor de transporte de cargas ainda enfrentará algumas dificuldades é o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (FENOP), Sérgio Aquino. “Dois fatores devem influenciar diretamente nas movimentações portuárias, especificamente: a revisão do novo marco regulatório dos portos e a provável prorrogação dos contratos de arrendamentos. São pontos que influenciam a atividade, pois permitem mais estabilidade e segurança jurídica ao segmento empresarial, tendo em vista que é um setor que exige investimentos intensivos, além de incentivarem a continuidade da modernização do segmento”, observa. Mas, para o executivo, o papel do Governo continuará sendo fundamental para essa virada de jogo necessária para o crescimento do Brasil. “O poder público continua sendo devedor das soluções para os acessos, aquaviários ou terrestres, que são de sua responsabilidade. Além disso, seus intervenientes que atuam no comércio exterior precisam se harmonizar e se modernizar”, completa o presidente da FENOP. www.caisdoporto.com 15

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