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zona livre jul ago set nº 61 foto sara carvalho esta revista É uma ediÇÃo do clube safo associaÇÃo de apoio e defesa dos direitos das lÉsbicas entrevista com gabriela moita o lesbianismo no divã da psicóloga
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Índice 3 editorial 4 agenda 5 estudos 6 plano de actividades 8 reportagem fotográfica marcha lgbt de lisboa arraial pride marcha lgbt do porto 10 entrevista a gabriela moita 16 curiosidade 17 figuras 18 testemunho 20 leituras 21 saúde 22 parcerias 24 acampamento 2011 todos os textos publicados reflectem a opinião das autoras ou autores e não traduzem necessariamente a posição do clube safo a publicação de fotografias ou a referência a pessoas não deve ser assumida como indicadora da sua orientação sexual queremos tornar a nossa zona livre cada vez mais participada e rica estamos à espera das vossas colaborações textos poemas desenhos testemunhos histórias notícias etc o tema do próximo número é as lésbicas e o natal na casa dos teus pais ou na dos meus mas a tua colaboração poderá ser sobre qualquer outro assunto que te interesse qualquer pessoa pode participar basta enviar os materiais até 15 de outubro por e-mail ou para o apartado ficha tÉcnica paginação e edição esmeralda martins e luísa rego contactos apartado 9973 1911-701 lisboa tel 967 957 516 colaboradoras bia c domingues daniela ferreira isabel maria andrade mbom periodicidade trimestral www.clubesafo.com clubesafo@clubesafo.com facebook.com/clubesafo 2 z l 61
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editorial quase quatro anos depois voltamos com a nossa zona livre número 61 foi um tempo conturbado pela indefinição o da gestão administrativa de um clube que já conquistou o seu lugar na comunidade lgbt já este ano um grupo de pessoas resolveu assumir a tarefa de não querer deixar morrer o clube um pacto de sobrevivência pelas conquistas adquiridas ao longo de quinze anos desse movimento que fez renascer o clube safo fizeram parte sócias ex-sócias e outras mulheres que se juntaram numa expressão de solidariedade seguiu-se a fase `trabalhosa de reunir nomes para uma lista que se apresentou às eleições dos Órgãos sociais a 28 de maio de 2011 numa plateia de associadas quase sempre as mesmas a bem dizer curiosas e solidárias vieram depois as congratulações os desejos e a esperança de que alguém iria então continuar a lutar pelo não desaparecimento do clube através do compromisso de um plano de actividades que se aos olhos de algumas parecia megalómano para outras era o concretizar de desejos antigos e próximos de serem justificadamente iniciados passaram pouco mais de dois meses e a sensação é a que já tivera por várias vezes noutras passagens pelo clube acabam por ser sempre as mesmas a fazer o trabalho de campo isto é realmente um grande trabalho de voluntariado se não mesmo de amor à camisola sendo assim não fará muito sentido mas de outra forma não se justificaria também proclamar longa vida ao clube safo vamos então reflectir sobre o que verdadeiramente queremos somente a não morte o não fim ou a vida do nosso clube se queremos realmente que o clube perdure então talvez esteja na hora de passar das palavras aos actos vamos arregaçar as mangas e participar na vida deste nosso clube com os planos que traçamos a 28 de maio ou numa outra via que venhamos a propor porém participemos vivamos o nosso clube uma vezes mais de acordo outras vezes menos mas sempre de forma participativa no acontecimento vamos definitivamente demonstrar o que queremos que seja o clube É por nós todas que aqui estamos a participar e a trabalhar eu estarei e vocês esmeralda martins z l 61 3
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agenda barcelona em festa atÉ 15 de agosto É considerado um dos maiores acontecimentos lgbt do mundo o girlie circuit festival vai já na quarta edição e é designado pelos organizadores como o maior festival lésbico na europa de 9 a 15 de agosto o matinée group assegura sete dias de sol praia lazer e festas temáticas como a water park na ilha fantasia e várias djs a marcar o ritmo ¡sólo para chicas para os rapazes serão 11 dias de 4 a 14 de agosto a organização considera-o o maior festival gay do mundo 25 festas no total com 40 djs e artistas são estimados mais de 55 mil rapazes provenientes de todo o mundo reunidos num parque aquático mas ao longo dos vários dias há festas em mais espaços debates e até projecção de filmes em ambas as festas são permitidas entradas do sexo oposto calcula-se que nos últimos três anos já tenham participado mais de 140 mil pessoas no circuit eliad cohen programa completo aqui http www.circuitfestival.net fonte dezanove.pt debate sobre visibilidade lÉsbica a 20 de agosto subordinada ao tema na praia somos mais visíveis esta actividade terá lugar no centro de lazer de são joão da caparica com início previsto para as 16 horas o programa inclui o visionamento de um filme seguido de um debate sobre visibilidade e terminará com o jantar e karaoke a reserva para o jantar 8,50 euros deverá ser feita até dia 18 de agosto para o email clubesafo@clubesafo.com este espaço tem camaratas e quartos duplo ou single para quem queira pernoitar e fazer um fim-de-semana de praia pois fica a 5 minutos da praia a pé tem ainda corte de ténis piscina e a possibilidade de aluguer de bicicletas mais informações em https www.facebook.com event.php?eid=258393264187088 5º aniversÁrio lesboa party a 1 de outubro a lesboa a grande festa lésbica do país faz cinco anos em outubro e no aquecimento para o aniversário realiza três pré-parties com festas no norte centro e sul em lisboa a festa é no zoo ex-memorial dia 2 de setembro no porto os festejos warm up acontecem a 19 de agosto na discoteca zoom e no dia seguinte 20 de agosto no algarve na manta rota em fieis a manta gold mais informações em http lesboa.blogspot.com 4 z l 61
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agenda tertÚlia sobre poliamor sÁfico a 29 de outubro uma das primeiras ideias pensadas para desenvolver no renascido clube safo foi a de uma tertúlia sobre poliamor o grupo dinamizador daniela ferreira isabel justino e sara barbosa agendou o debate para as 17h de 29 de outubro 2011 no centro de cultura e intervenção feminista em lisboa estão confirmadas as presenças de activistas do poliamor e a projecção de um documentário sobre o tema estudos procuram-se mulheres identificadas como lÉsbicas o estudo cidadania sexual das mulheres lésbicas em portugal experiências de discriminação e possibilidades de mudança procura mulheres disponíveis para serem entrevistadas durante cerca de uma hora no âmbito do projecto realizado por uma equipa de investigadoras/es coordenada pela profª doutora conceição nogueira da escola de psicologia da universidade do minho as promotoras do estudo pretendem dar visibilidade à cidadania sexual das mulheres lésbicas em portugal tornando evidente o cruzamento entre as categorias de género e de orientação sexual os objectivos são · conhecer e analisar as experiências de discriminação das mulheres lésbicas vivenciadas em diferentes contextos como sejam a educação a saúde e a participação pública em partidos políticos associações e movimentos sociais · conhecer as representações e percepções de agentes sociais profissionais de saúde e de educação dirigentes políticos ou associativos sobre situações de discriminação e cidadania sexual em diferentes contextos · dar visibilidade à cidadania sexual das mulheres lésbicas em portugal todos os dados recolhidos no decorrer do estudo são totalmente confidenciais com garantia de anonimato impossibilitando qualquer identificação de quem nele participar e serão apenas usados para fins de investigação científica de acordo com as leis de protecção de dados de portugal lei no 67/98 de 26 de outubro leia mais sobre o projecto em https sites.google.com/site/cidadaniasexual/home contacto m.joana.almeida@gmail.com projecto de investigaÇÃo familias homoparentais está a decorrer desde 2008 na faculdade de psicologia e de ciências da educação da universidade do porto no âmbito de um projecto de doutoramento financiado pela fct fundação para a ciência e tecnologia um estudo sobre as famílias homoparentais portuguesas e as interacções que estabelecem com as suas redes sociais de apoio pretende-se conhecer a opinião de pessoas que se identificam como lésbicas gays ou bissexuais e que exercem um papel parental relativamente a pelo menos uma criança adolescente ou jovem adulto independentemente do tipo de filiação biológica social/afectiva e/ou legal o estudo científico da homoparentalidade pode contribuir para desconstruir mitos acerca desta forma de ser família e tal como noutros países vir a constituir-se como uma base sólida de defesa dos direitos dos pais e mães lgb e dos seus filhos assim o investigador responsável jorge gato convida todas as mães e pais lgb a preencher um questionário de carácter anónimo e confidencial acedendo ao site https qtrial.qualtrics.com/se sid=sv_exvzihbgyqx2fve z l 61 5
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notícias plano de actividades triÉnio 2011 2013 no dia 28 de maio em reunião de assembleia geral as associadas elegeram novos Órgãos sociais e votaram por unanimidade o plano de actividades para os próximos 3 anos 1 tema central afirmação da associação clube safo enquanto organização socialmente interventiva 2 objectivos gerais a associação tem por objectivo o apoio e a defesa dos direitos das mulheres lésbicas constituindo-se como um espaço de intervenção social cultural e política promovendo uma imagem positiva da identidade lésbica nomeadamente no domínio da saúde e da educação como forma de prossecução destes objectivos a associação clube safo compromete-se a a intervir social e politicamente sobre todas as formas de discriminação nomeadamente sobre as mulheres e mais especificamente sobre as lésbicas b privilegiar a intervenção conjunta com outros movimentos associativos numa perspectiva transversal das questões sociais e políticas relacionadas com a discriminação c sensibilizar formar para a defesa dos direitos das lésbicas nas várias áreas da vida laboral social e pessoal d promover a realização de eventos que vinculem toda a sociedade portuguesa para a persecução de uma sociedade mais livre mais europeia mais democrática respeitadora dos direitos individuais e colectivos e consciente do valor da diversidade 3 Áreas de intervenção 3.1 reestruturação interna a início do processo de candidatura a cedência de espaço para uma sede b início do processo/dossier de formalização do pedido de estatuto de ipss c revisão dos estatutos e do regulamento interno d angariação de novas associadas e reedição da publicação zona livre f criação de um gabinete de relações públicas de forma a trabalhar a imagem da acs g dinamização da presença na internet quer seja através do site quer seja através da utilização das redes sociais h criação e dinamização de grupos de trabalho temáticos 3.2 intervenção política a participação nas marchas de lisboa porto coimbra e arraial pride b colaboração com outras ong s nacionais e estrangeiras na intervenção social e política pelos direitos da população lgbt e pelos direitos humanos nomeadamente mmm umar ilga amplos cig cgtp ugt etc c concepção e produção de um manifesto sobre a condição lésbica d promoção de debates públicos sobre a lei da pma lei da adopção etc 6 z l 61
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notícias plano de actividades triÉnio 2011 2013 3.3 intervenção social a criação de grupos de acção e acolhimento jovens étnicos 3ª idade etc b criação de redes de ajuda mútua c criação e manutenção de programas de apoio psicossocial ligados à saúde educação apoio jurídico d recolha de estudos sobre a temática lgbt e criação de creches apoio domiciliário lar de idosos etc f criação de uma rede de voluntárias não sócias g criação de um crossing-sofá lésbico nacional h promoção de acções de formação e informação sobre pma adopção violência doméstica em casais lésbicos leis já existentes como as utilizar e promover i criação de um grupo de trabalho sobre a homoparentalidade e uma rede de mães lésbicas 3.4 cultura e entretenimento a projecção de filmes ciclo de cinema lésbico b edição de livro sobre histórias da acs c organização de exposições d tertúlias periódicas com debate sobre temas da actualidade tendo como convidadas figuras públicas e criação de concursos de fotografia literários de poesia de contos eróticos f organização de um acampamento anual g organização de debates/workshop temáticos como por exemplo teoria queer poliamor feminismo e lesbianismo prazer sexual feminino amor e ciúme jardinagem culinária etc h organização de actividades na natureza birdwatching caminhadas passeios rallypapers etc i organização de encontros desportivos paintball karting basketball futsal etc j grupo de troca de livros de temática lésbica feminina queer etc 4 objectivos específicos para 2011 4.1 actividades 18 de junho de 2011 12ª marcha lgbt lisboa 25 de junho de 2011 arraial pride lisboa 9 de julho de 2011 marcha lgbt porto julho zona livre agosto tertúlia na praia somos mais visíveis 9 10 e 11 de setembro de 2011 mini acampamento outubro debate sobre o poliamor outubro zona livre novembro tertúlia natal casal lésbico divide-se dezembro passagem de ano 4.2 reestruturação da presença da acs no mundo digital a definição de novo layout da zona livre b remodelação e actualização do site oficial c criação e manutenção de uma página de divulgação do cs no facebook z l 61 7
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reportagem mensagem do clube safo companheiras companheiros amig@s temos motivos para estar alegres e optimistas hoje voltamos a celebrar a diferença as diferenças corporizadas por lésbicas gays bissexuais e transgéneros a diferença de todos quantos não se reconhece na hetero-normatividade no sistema patriarcal na misoginia no conformismo acreditamos que uma sociedade é tão mais rica quanto reconhece a diferença e tão mais democrática quanto respeita os que divergem da norma pagamos impostos trabalhamos como os demais criamos famílias apenas amamos de forma diversa não nos reconhecemos numa identidade socialmente pré-definida É pois legítimo reclamarmos a dignidade de cidadãs e cidadãos de pleno direito a liberdade igualdade e solidariedade que são o mote desta marcha fazem a evocação das revoluções que estruturaram a nossa civilização fraternalmente continuamos hoje aqui e todos os dias essa luta pelos direitos humanos nós associação clube safo estamos des 12ª marcha do orgulho lgbt 18 de junho 2011 lisboa 8 z l 61
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fotográfica arraial pride 25 de junho 2011 lisboa de 1996 na mobilização anual da comunidade lgbt e simpatizante doze anos passados desde a primeira marcha regressamos outra vez com mais força a cada ano para lutar em conjunto pelo que em nós é identidade pelo respeito que nos é devido depois do reconhecimento constitucional da não discriminação pela orientação sexual depois da aprovação do casamento sem fronteira de géneros há ainda muitas batalhas a travar queremos que as crianças que já existem nos casais de gays ou lésbicas sejam reconhecidas pela lei como verdadeiros filhos comuns queremos poder dar uma família às crianças e adolescentes que aguardam adopção queremos a revisão da lei da procriação medicamente assistida queremos que os nossos patrões os nossos vizinhos os nossos colegas não persigam não hostilizem não discriminem vai demorar tempo mas um dia sabemo-lo a nossa condição de lésbica gay bissexual ou transgénero será definitivamente banalizada o mundo não é a preto e branco É um arco-íris 6ª marcha do orgulho lgbt 9 de julho 2011 porto fotos c domingues e portugalgay z l 61 9
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entrevista gabriela moita É psicóloga e uma personalidade solidária com as lutas de pessoas lgbt doutorou-se em ciências médicas com a tese discursos sobre homossexualidade no contexto clínico a homossexualidade de dois lados do espelho ao propormos o tema da autoestima como ponto de partida da entrevista sugeriu que o substituíssemos pelo da imagem positiva de si com este pressuposto partimos para uma conversa de mais de uma hora da qual reproduzimos apenas uma pequena parte por luísa rego tões a que isso pode obrigar em termos de reforem que medida é que a sociedade condiciona mulação da minha imagem perante os outros tem assumirmo-nos como lésbicas ou gays a ver sobretudo com as perdas sociais e algumas os condicionamentos sociais e a visão social do com alguma lógica por exemplo o medo de perder lesbianismo podem ser um impedimento muito grande para que a pessoa não consiga afirmar-se o emprego o medo da discriminação o medo da como lésbica se em termos sociais o lesbianismo agressão a pessoa pode ter de si própria um conceito elevado e por isso mesmo não querer sujeié visto negativamente e se uma mulher quer ser tar-se às questões/censuras sociais vista positivamente não é possível a sua identidaas questões do auto-conceito da auto-estima da de conter uma característica que socialmente é consciência de si colocá-las-ias no coming out em desvalorizada sob pena de ficar também ela desrelação ao próprio na primeira fase eu sou a autovalorizada ao assumi-la isto não é impeditivo de auto-estima aliás o con afirmação preciso que os outros me aceitem para me poder aceitar que é uma coisa diferente do ceito positivo de si própria pode ser organizado em torno da imagem que os outros têm de nós neste coming out para os outros Às vezes eu não preciso dos outros para me aceitar mas cruzamento pode estar a impossibilipreciso de ter a certeza de que não dade de assumir uma determinada os activistas têm identidade neste caso uma orientame vão fazer mal para poder partilhar uma informação que é minha ção sexual um factor que socialmenmais facilidade tem muito mais a ver com a conste seja visto negativamente pode porque há a ciência do risco e o não querer estar influenciar essa imagem de si consciência polísujeito ao risco quando se trata da tica de um acto exposição social depois naturalmenisso explica que muitas lésbicas feito com muita te também tem a ver com questões reconheçam a sua orientação políticas os activistas têm mais facilisexual mas se recusem a fazê-lo convicção dade porque há a consciência polítiem algumas esferas públicas na área social na família ou no trabaca de um acto feito com muita convicção e assim se consiga ultrapassar o medo do lho risco das agressões das discriminações mas a imagem de si é mais importante para a aceitação de nós próprios depois a aceitação de uma deter porque há um objectivo social fortíssimo em termos de transformação das mentalidades minada característica perante os outros na minha perspectiva está muito mais ligada com as implicações e as perdas sociais que se podem ter por há mulheres que só com 30/40 anos se assumem como lésbicas isso deve-se mais à cultuessa aceitação do que na aceitação de si próprio ra e pressão social ou é um processo caractedaí que o primeiro coming out seja perante o prórístico de uma sexualidade fluida prio aceitação do eu sou mas a aceitação do eu sou perante os outros não acontecer porquê por não penso que haja só um factor a minha visão é de que as identidades são fluidas eu destruiria o que eu não quero ser excluída ou excluído não próprio conceito de identidade quando falamos de quero ficar de parte não quero lidar com as ques 10 z l 61
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entrevista sentir-se assim É diferente de dizer há uma coisa sexualidade não me é nada surpreendente que que não existe isto é a denegação nem sequer se qualquer pessoa sinta em termos emocionais coifala de uma coisa é torna-la inexistente sas muito diferentes ao longo da sua vida e em diferentes momentos da vida seja possível a atrac as pessoas quando reagem mal estão a reagir a ção por pessoas diferentes e algumas dessas pes uma organização da vida em sociedade diferente daquela a que estamos habituadas e é isso que soas diferentes também têm sexos diferentes temem não me parece que possa ser à orientação também não é possível pôr de lado raízes de ordem cultural teoricamente na nossa cultura sexual em si nós nascemos heterossexuais nos últimos anos proliferam aprendemos a sentir por pescanais de comunicação como soas de sexo diferente numa aprendemos a sentir por facebook ou blogues alteradeterminada fase da vida até pessoas de sexo diferenram a forma como se processa que possamos permitir-nos sente numa determinada a socialização da comunidade tir o que sentimos É preciso um fase da vida até que pos lgbt certo grau de liberdade para que samos permitir-nos sim essas vias tiraram do isolaisso possa acontecer quando mento muita gente sobretudo não acontece numa idade precosentir o que sentimos pessoas fora dos meios urbanos ce de forma intensa que viviam com muita dor muita a assumpção de uma condição de lésbica está ocultação e muita vergonha de toda a sua emoção hoje facilitada pela quantidade de informação e essas redes vieram facilitar a comunicação e o conhecimento de outras pessoas entretenimento séries figuras públicas etc porque uma das coisas mais difíceis nas sexualidaque existe à volta do mundo lgbt des invisibilizadas é a ideia de que se está complea assumpção sim não a emoção sublinho isto tamente sózinho e que `aquilo é só daquela pesporque há quem considere que a visibilidade facilita soa a emoção parece-me um absoluto disparate É evidente que as palavras já existem podem ser não tenho dúvida nenhuma de que as redes sociais permitiram sair do isolamento e permitiram usadas a comunicação entre pessoas com este tipo de há algumas décadas as palavras lésbica gay homossexual não existiam no vocabulário mesmo orientação permitiram que as pessoas consigam situar-se em grupos de pertença em termos de para quem tenha uma posição negativa há o conorientação isso é extremamente importante em fronto com a realidade e naturalmente isso faz com termos da aceitação de si próprio que não se denegue que é uma coisa diferente de achar que tenho `uma coisa e que não existe mais negar ninguém com essa forma de sentir dificulta a aceinegar é o que agora se faz não é É dizer esta tação de mim própria isso é a invisibilidade estraorientação sexual existe e eu acho que não devia tégia social de tornar invisível tornar oculto fazer de conta que não existe há no senso comum a ideia de que os gays socializam mais do que as lésbicas em espaços públicos isto tem algum fundamento ou explicação tem a ver com uma questão de género não é os homens têm mais espaços públicos que as mulheres portanto naturalmente isto também se vai expandir em relação aos homens homossexuais o factor género está a montante do factor orientação sexual embora na comunidade lgbt isso seja cada vez menos dicotómico como na comunidade em geral as mulheres usam cada vez mais o espaço público a distinção entre público para os homens e privado para as mulheres vem sendo apagada a diferença significativa de idades entre pares de gays ou lésbicas pode ser um estigma a mais neste tipo de relacionamentos ou é uma situação socialmente semelhante à dos casais heterossexuais É mais um [estigma nos casais heterossexuais já é um factor discriminatório nos casais de gays ou lésbicas temos dois a própria orientação sexual z l 61 11
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entrevista mais este para além de que está ligado a muitas outras fantasias se os homens mais velhos se interessam pela sexualidade normativa já é mau porque já são desviantes justamente por serem mais velhos se ainda por cima se interessam por uma sexualidade menos normativa são duplamente desviantes mais uma vez temos esta questão a dobrar e em relação às mulheres em relação às mulheres há um factor atenuante que tem a ver com a maternidade primeiro é mais desvalorizado porque as mulheres não são muito importantes uma mulher mais velha com uma mais nova sobretudo nas mulheres um papel maternal/de cuidadora é muito valorizado não me parece que o preconceito seja tão grande a não ser que a mais velha seja muito mais velha e aí entramos na sexualidade da terceira idade e em novo preconceito de que os mais velhos não se interessam por sexo quando diz que a disparidade de idade entre duas mulheres pode introduzir uma questão maternal refere-se a que diferenças etárias diferenças de 20 anos entre duas pessoas normalmente são menos bem vistas porque é a diferença correspondente à possibilidade de a outra geração poder ter sido filha não é se estivermos a falar de uma mulher de 50 e uma de 70 por exemplo ou de 60 e 80 o intervalo já não é tão importante aos 60 começa a entrar o preconceito dos mais idosos e então aos 80 ou 90 está `desgraçada porque já não devia ter sexualidade de todo como se compreende o caso de uma mulher que vive em união de facto com outra há vários anos num relacionamento afectivo e sexual `normal mas que nunca se assume como lésbica dizendo pelo contrário que não o é apenas gosta daquela mulher pode ser muita consciência ou pode ser autonegação quando falo de muita consciência é porque tudo depende da própria noção de identidade reconhece-se com uma atracção sexual erótica mais dirigida sentiu uma atracção emocional mais dirigida a homens e num determinado momento da vida apaixonou-se por uma mulher continua a sentir que tudo o que é o desencadear de desejo excitação se passa fundamentalmente com homens mas no entanto é com aquela mulher que ela sente mais atracção sente desejo e mais é aquela mulher que ela escolheu para viver esta mulher tem uma consciência absoluta de si própria não está a negar nada o que diz é sou provavelmente mais heterossexual que homossexual e `isto aconteceu-me especificamente por esta mulher pode durar a vida inteira pode aparecer outra mulher ou podem aparecer outros homens acho que a orientação sexual de alguém só se define depois da morte e é porque a pessoa morreu se continuasse a viver não sabemos o que é que ia acontecer daí por diante como falávamos no início existem identidades eu sou isto ou aquilo ou podemos ser várias coisas durante a vida e as identidades são fluidas tem mais a ver com a nossa história de vida a possibilidade humana é total os humanos podem ser tudo todas as pessoas podem sentir desejo atracção e paixão várias vezes na vida É ou não é a alguns acontece que só sentiram uma vez na vida por uma pessoa e às vezes aconteceu aos 16 anos e só acabou aos 90 e não lhe aconteceu com mais ninguém tem a ver com a história de vida dessa pessoa mas a possibilidade estava lá acontece que algumas pessoas ao longo da vida só se apaixonaram por uma ou duas pessoas e conforme o sexo isso faz com que a pessoa se defina como homossexual ou heterossexual a questão é nós podemos ser muitas coisas o que é que acontece a cada um de nós um leque reduzidíssimo dessa possibilidade que temos e uns ficam muito contentes porque só lhes acontece uma vez a ideia que o amor belíssimo é um amor para a vida é uma ideia com que quase todos nós fomos socializados em termos de orientação sexual há pessoas que viveram 70 anos juntas poucas foram aquelas que estiveram encantadas uma pela outra 70 anos nem se colocava a necessidade de encantamento porque não havia divórcio a ideia de que há menos longevidade das relações lgbt tem algum fundamento ou mais uma vez o factor social poderá condicionar a duração das relações a resposta é especulativa não sabemos se isso é verdade ou seja se não é de facto um estereótipo 12 z l 61
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entrevista as relações entre pessoas do mesmo sexo serem menos duradouras porque há relações entre pessoas do mesmo sexo de que nunca ninguém soube e duraram uma vida inteira penso que não há estatística suficiente É muito mais difícil manter uma relação homossexual no sentido em que uma relação entre pessoas de sexo diferente é valorizada socialmente e às vezes mantém-se pela força social e não pela qualidade da relação nesse sentido a relação entre pessoas do mesmo sexo não tem por um lado felizmente esta força social ela não se vai manter porque os outros estão a fazer pressão mas o contrário pode acontecer É difícil manter-se porque os outros dificultam a vida e pode haver mais rupturas por outro lado as duas pessoas estão às vezes em níveis muito diferentes de aceitação de si aquilo que uma pessoa consegue fazer publicamente com a outra não é igual ao que a outra consegue fazer com ela o par não consegue ter o mesmo nível de exposição nem ter o mesmo conforto em termos da sua própria aceitação este é um factor difícil de manutenção da relação uma cultura pode fazer a alguém é expulsar da comunidade a coisa pior que se faz é isolar nós abolimos a pena de morte mas não abolimos o isolamento não é a sensação de que existo pertencendo a um grupo é extremamente importante em fases diferentes da vida todo o trabalho de constituição de grupos de pertença é importante mostrar que outras pessoas sentem como `nós e que encontraram formas de lidar com a discriminação e a agressão social ensinar estas estratégias porque é isso que as pessoas têm de aprender É preciso estratégias para poder fazer face a essa agressão e uma dessas estratégias por exemplo é ser uma activista política não tenho na manga outras acções senão aquelas que têm vindo a fazer ao longo destes anos manterem e continuarem o mesmo trabalho é extremamente importante eventualmente criar mais alguns grupos consolidados Às vezes é preciso um tempo de vida no grupo maior sem muitas entradas e saídas simultaneamente há algumas pessoas que precisam disto em situações de grande fragilidade pensar em conjunto normalmente dá uma situação de pertença muito grande a aprovação do casamento sabemos que as relações facilita às pessoas lgbt assulgbt não são imunes à viopenso que o clube safo lência doméstica o facto das fez um trabalho extraordi mirem-se penso que o efeito de uma lei pessoas lgbt terem de lidar nário e deixa-me satisfeiem primeiro lugar é significativo com processos complexos de ta saber que está relativamente à maturidade de aceitação pode torná-las vítireactivado mas mais frágeis um povo não muda imediatamente a maturidade mas muda penso que sim o factor mais em termos de direitos no lugar grave é a desprotecção em terjurídico todas as pessoas passam a poder a mesmos sociais se a violência doméstica em si já é ma coisa este é um passo fundamental mesmo complicada nos casais heterossexuais as mulheantes das mentalidades se alterarem sabemos res são muitas vezes vítimas de negligência de que esta mudança legislativa não leva com a mesalgumas das entidades que deveriam cuidar desta questão nomeadamente a polícia numa mulher ma rapidez à mudança das mentalidades É sobretudo um lugar de protecção e há pouco falávamos lésbica e num homem ainda pior a desvalorização da discriminação há uma lei que protege aqueles do que aconteceu é ainda maior antes de ser que estão numa situação de fragilidade porque suportada a sua violência está a ser atacada a sua orientação até que um homem ou uma mulher foram excluídos durante um tempo por algum motiagredido numa relação do mesmo sexo consiga vo isto implicou reflexão sobre este tema provavelmente algumas pessoas que discriminavam pasdenunciá-la publicamente o trajecto [dessa denúnsaram a discriminar ainda mais outros ficaram a cia é muito mais difícil perceber melhor algumas questões normalmente o preconceito está ligado à ignorância também o que é que uma organização como o clube safo pode fazer no sentido de ajudar processos está ligado ao medo e esse é mais difícil de trabalhar mas no que estava ligado à ignorância as de auto-aceitação de mulheres lésbicas que vivem em condições de grande isolamento pessoas ficaram com muitas questões esclarecidas quanto à forma como era entendida a própria social e afectivo homossexualidade quando a legislação permite penso que o clube safo fez um trabalho extraordidireitos iguais isto também implica que as coisas nário e deixa-me satisfeita saber que está reactivasejam faladas e que alguns comportamentos sejam do efectivamente as questões das mulheres têm condenados particularidades e precisam de instituições que cuimuita gente estava a favor do alargamento do dem dessas particularidades porque as questões casamento por uma questão de direitos e não para das mulheres ainda são questões tudo o que o usar esse direito ou seja se determinada instituiclube safo fez ao longo deste tempo as reuniões ção existe ela tem de existir para todos se a uso os piqueniques os lugares de encontro as próprias ou não é outra questão se concordo com ela ou publicações corresponde a grupos de pertença não é ainda outra questão podemos ser contra a a coisa mais importante para o ser humano é sentir instituição mas se ela existe tem de ser para que pertence aliás a maior das agressões que z l 61 13
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entrevista todos ao conseguirmos fazer isto as pessoas ficaram juridicamente numa igualdade de posições e socialmente isso vai ter implicações a nossa lei do casamento tem também implicações nos direitos sucessórios e quem a usar tem esses direitos assegurados hoje em dia já há muitos filhos de casais lgbt e a co-parentalidade não é ainda reconhecida oficialmente que tipo de consequência isso pode ter para essas crianças e jovens e para as famílias em relação à parentalidade penso que isso está para breve embora agora as questões sociais vão ser postas um bocadinho de lado porque as financeiras se vão sobrepor a vida das pessoas vai deixar de ser uma prioridade e o dinheiro que as pessoas têm vai passar a ser mais prioritário infelizmente quem está neste momento a ser agredido por esta questão são as crianças que existem e são filhas de casais homossexuais e algumas mesmo filhas biológicas elas precisam de ver a sua protecção assegurada por aquilo que é o direito de um país imagino infelizmente em muitas casas termos os pais a vangloriarem-se dos filhos que agridem outros meninos por qualquer questão da orientação sexual dos pais desses meninos e ficam muito contentes a achar que ao fazerem isso os filhos estão mais longe da possibilidade de ser homossexuais o que é um absoluto disparate esta questão é complicada do ponto de vista social e do ponto de vista das teorias psicológicas porque há teorias que ainda ninguém riscou por exemplo a ideia de que uma criança precisa da figura de pai e figura de mãe vejo esta teoria usada para atrasar para justificar a questão das necessidades das crianças terem um pai-homem e uma mãe-mulher masculino e feminina seja lá o que isso for achando que isto é imperativo/indispensável para o desenvolvimento psicológico da criança neste momento essas teorias são os maiores entraves em relação à parentalidade e à co-parentalidade de pessoas do mesmo sexo a adopção e a revisão da lei da procriação medicamente assistida podem ser os próximos passos legislativos ou serão congeladas vamos por aí não haja dúvida nenhuma há caminhos que não podem mais voltar atrás nós estamos a falar da vida real das pessoas não da cultura que quis fazer de conta estamos a destruir este mito de culturas que se quiseram organizar não tendo em conta as pessoas e tendo em conta regras para partirmos para uma sociedade que vai ter muito mais em conta as pessoas este meu discurso parece anárquico mas não é sou muito pelas regras mas pelas regras de trânsito porque o que a pessoa faz dentro do seu carro é com ela o que ela faz com o carro dos outros não é com ela É preciso cuidado com o carro dos outros é preciso semáforos agora quanto à forma como está no seu carro ninguém tem de se meter e que carro usa também ninguém tem de ter em conta a sociedade vai um bocadinho por este caminho e as regras de trânsito têm de ser iguais para todos não é absolutamente mas cada um pode comprar o carro que quer se tiver dinheiro para isso 14 z l 61
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entrevista lias mas já não é por questões sociais já não são a queda dos quadros rígidos da sociedade abre as famílias a decidir o que vai acontecer espaço a que os relacionamentos amorosos passem a ser mais definidos pelos próprios parhá lésbicas que não se assumem mesmo peranceiros te a família aparentemente para evitarem perder vão surgindo outras possibilidades/formas de o afecto da família e camuflam uma parte da viver relações por exemplo poliamor trata-se sua própria identidade como é que se resolve de um debate teórico ou de mudança real este dilema os debates académicos têm a ver com a vida das um dilema não se resolve por natureza um dilepessoas houve uma transformação grande com ma não tem nunca uma boa resolução claro que esta pós-modernidade eram as famílias e o estado que tomavam conta isto prende-se com o início da sua pergunta o tal conceito de auto-estima das pessoas e decidiam o que iam fazer da vida tem muito a ver com características de personalihoje cada vez mais os indivíduos os sujeitos começam a ter poder de escolha os relacionamen dade auto-estima ou auto-conceito a imagem que tos serviam para que a pessoa encontrasse a felici a pessoa faz de si É preciso perceber que os outros não gostam mais dade ou menos de nós ou não deixam de gostar de nós o relacionamento emocional era o lugar da felicidaporque nós fazemos coisas que eles não gostam de neste momento não é assim queremos relaciopodem é isolar-nos mais deixar de nos dar afecto namentos que nos permitam encontrar a felicidade mas o gostar ou a admiração que é uma coisa que mas não é nele em si as pessoas gostariam de ter muitas vezes está o relacionamento vale para permitir que a vida seja para além de tudo isto melhor isto leva a maior exigência porque nem todos os relacionamentos permitem que nos reali É evidente que a pessoa pode zangar-se e dizer fazes-me isso então não vou mais passar o natal zemos contigo por exemplo é uma coie realizamo-nos mas não é no sa que é muito cara a muita genpelo relacionamento em relação às mulheres a mudança é muito a não ser que eu perceba te porque o natal é importante como momento de estar com a grande quais eram os objectique ser gostado é vos de uma mulher ter um menos importante do que família das coisas mais agressivas para relacionamento e ter filhos a forma como sou muitas relações de gays e lésbia relação afectiva é uma das gostado cas é aquele momento em que o variantes daquilo que é o sujeito parceiro/a não pode estar ali global nós não ficamos confinacom a família e portanto há que dos ao papel de parceiro/a de escolher cada vez menos temos só esse papel cada vez ou estou com a família com quem eu devia estar mais temos muitos papéis ou estou com a pessoa de quem gosto não posso os homens já tinham isso hoje cada vez mais valorizamos todos os outros papéis do ser humano fazer as duas coisas ao mesmo tempo temos um dilema independentemente da idade precisamos de espaço para estar com os amigos É difícil optar sobretudo se não há outra qualquer saída senão a emocional se eu só tiver de optar espaço de solidão espaço de desporto espaço de lazer na relação afectiva há mais exigência por pelas pessoas de quem gosto não saio do dilema a não ser que eu perceba que ser gostado é que ela deve permitir ou facilitar a satisfação destes menos importante do que a forma como sou gostapapéis o que é diferente da pessoa realizar-se do com a relação afectiva podemos desejar o que cada cultura nos permite desejar o resto nem nos vai passando pela cabeça não é É como se houvesse um menu social em cada momento de vida e é dentro dele que fazemos as escolhas não temos um livre-arbítrio por aí além mas cada vez mais os sujeitos valorizam o livre-arbítrio de alguma forma há a tendência para o menu social ir-se ampliando sim vai-se diversificando em termos de papéis sociais o sujeito individual passou a ter mais poder que a família a família definia e ainda acontece emocionalmente há ainda muita gente com muita dificuldade de se impôr nas famí z l 61 15
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