Edição 214

 

Embed or link this publication

Description

Edição 214 da Revista Jornauto

Popular Pages


p. 1



[close]

p. 2



[close]

p. 3



[close]

p. 4

Editorial - Expediente 2017, uma nova jornada Por Gilberto Gardesani O ano começou mais difícil do que se imaginava. Acabrunhante. Ainda assim a perspectiva é de que será menos pior do que o de 2016. Teremos crescimento, o que não deixa de ser um alívio. De um PIB de -3,6% para um PIB de +0,5%, o avanço seria relevante. Todos estão cientes de que estamos vivendo uma nova realidade de mercado. Isto é, demos vários passos para trás e só o fato de saber que a economia parou de retroceder, já é um alento em nosso estado de espírito. Espera-se que no mercado de caminhões, ocorra um volume acima de 60 mil na produção e de 55 mil unidades licenciadas, arduamente disputado pelos nove fabricantes, agora com novo player no mercado. Nunca a competência e a coragem de empreender foi tão valorizada como agora na luta pela conquista de números positivos depois da vírgula. Volume é importante, sempre foi, mas a análise dos pontos de participação da marca em cada segmento tornou-se prioridade e tema principal de discussão nas reuniões de marketing. Um setor que deve continuar a ganhar destaque nas montadoras é o da “Inteligência”, com profissionais altamente especializados nas áreas técnicas e comerciais que buscam nichos no mercado para desenvolver produtos adequados a cada um deles. Farejadores, procuram também detectar onde a economia está mais latente. Às vezes, detecta-se, por exemplo, que o setor de bebidas está tendo uma evolução nas vendas. Acionado e munido de informações, o departamento de vendas corre em busca das empresas que atuam com essa logística em transporte rodoviário e distribuição urbana, para oferecer seus produtos com maior capacidade de carga, mais confortáveis, seguros, econômicos, com molejos que protegem a carga e facilitam seu manejo, com planos de manutenção vantajosos, etc. Como disse, ai mora a capacidade de cada um. Cada venda vale um espumante. Um fato alentador está nos negócios da agropecuária. O volume financeiro deverá crescer mais de 3%, neste ano de acordo com dados da CNA. Os preços pagos no mercado mundial pelas commodities estão mais vantajosos. O valor do dólar também ajuda. Levantamento feito pelo IBGE mostra que a safra total poderá ser até 14% maior e chegar ou superar 213 milhões de toneladas. Sendo que o valor recebido é FOB, isto é, colocado a bordo do navio, a situação das estradas, lamentavelmente, tira uma boa fatia do lucro dos produtores e dos transportadores. Veja no gráfico da Conab a evolução da produção (em milhões de toneladas) de grãos no Brasil nos últimos anos. Mais recentemente os números foram revistos e a produção desta safra pode passar de 220 milhões de toneladas. 2016/2017 2201136/2017 2015/2016 1208165/2016 2014/2015 2200184/2015 2013/2014 1209143/2014 2012/2013 2011/2012 2010/2011 1208192/2013 1206161/2012 1206130/2011 Enfunando as velas 0 50 100 150 200 250 Estamos de volta ao porto em que estávamos por volta de 2005, ou antes, e não nos resta outra coisa senão lubrificar o leme, consertar o casco, costurar as velas, e recarregar os porões com esperança e tudo mais que vamos precisar para vencer as ondas e alcançar mar aberto procurando ventos favoráveis. Parece poético, mas é uma definição bem clara da situação atual. Abaixo estão os gráficos que mostram a produção e vendas de caminhões e ônibus nos últimos 11 anos. Caminhões Ônibus Ano Prod. Vendas Ano Prod. 2006 103.289 78.654 2006 29.413 2007 133.263 100.788 2007 34.905 2008 163.681 126.777 2008 38.202 2009 120.993 114.286 2009 30.021 2010 189.941 157.694 2010 40.530 2011 216.270 172.902 2011 47.565 2012 132.953 139.147 2012 36.630 2013 190.304 154.549 2013 40.111 2014 139.965 137.073 2014 32.937 2015 74.062 71.442 2015 21.498 2016 60.604 50.295 2016 11.118 (Fonte: Anfávea - membros e não membros) Vendas 19.181 24.295 27.948 23.877 28.422 34.672 28.809 32.918 27.474 16.792 18.771 Revista Cultura Automotiva EDIÇÃO 214 - MARÇO - 2017 Uma publicação da Rua Oriente, 753 - São Caetano do Sul - SP Cep. 09551-010 | PABX: (5511) 4227-1016 contato@jornauto.com.br | www.jornauto.com.br Edição: Gilberto Gardesani Diretoria: Gilne Gardesani Fernandez Gisleine Gardesani Tuvacek Administração: Neusa Colognesi Gardesani Cadastro: giulio.gardesani@jornauto.com.br Assessor: Giulio Gardesani Tuvacek giulio.gardesani@jornauto.com.br Distribuição/Assinaturas assinatura@jornauto.com.br Diagramação: Giulio Gardesani Tuvacek Impressão: DuoGraf Colaboradores: Adriana Lampert (RS) Alexandre Akashi (SP) Eliana Teixeira (ES) Fernando Calmon (SP) Guilherme Regepo (BA) Luís Perez (SP) Mauro Geres (SC) Paulo Rodrigues (RS) Ricardo Conte (SP) Circulação Nacional: Distribuição dirigida aos diretores e principais executivos que decidem pelas marcas de veículos e peças utilizadas em suas empresas, nos segmentos de frotistas urbanos e doviários de cargas e passageiros, rede oficial e independente de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas e distribuidores de autopeças, fabricantes de veículos, concessionários, autopeças, equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos e associações de classes que representam todo os segmentos do setor automotivo brasileiro. 4Revista Jornauto

[close]

p. 5



[close]

p. 6

Transporte de Carga Derrubando obstáculos para o setor crescer Ricardo Conte | São Paulo - SP 2016 foi mais um ano difícil para o transportador de carga que rodou por estradas marcadas por crises que diminuíram o volume de carga a ser transportada “Tivemos inúmeros obstáculos durante o período em que estou na presidência da NTC&Logística, mas fico satisfeito em recordar as iniciativas de sucesso realizadas durante esses anos”, disse o presidente José Hélio Fernandes, que aceitou atuar por mais um mandato a frente da entidade. Destaca a carga tributária como pior vilão. Sabe que é grande em todos os setores. Porém, explica que, na sua área, existe uma cadeia de crédito menor. Isso dificulta e acaba, na verdade, fazendo com que a incidência seja muito maior, diante dos créditos frente aos débitos. “Acaba sendo muito pequena”, disse. Quando o governo fala em reformas, então, alega que o acréscimo final sempre acaba criando elevações entre 80% ou 100%. “Temos trabalhado na linha de não deixar mexer, porque sempre somos penalizados. É uma briga constante”, conta. Uma das questões importantes que o setor conseguiu manter, outros nem tanto, foi o aspecto da desoneração com base no faturamento e não na folha de pagamento. O que vem sendo retirado de todo mundo. “Não sabemos até quando vai vigorar. Sabemos que o governo não consegue diminuir sua estrutura e custos e busca aumentar suas receitas criando impostos e alterando alíquotas e tarifas”, lamenta. Combate ao roubo de carga Enquanto aguarda como serão as reformas trabalhista e previdenciária, a NTC parece estar avançando num dos mais antigos e crescentes problemas que se transforma em contrabando ilegal: o combate ao roubo de carga e veículos que registrou aumento, por exemplo, de 10,2% em São Paulo e 16,1% no Rio de Janeiro entre 2015 e 2016. Lembrou sua audiência em Brasília com o então Ministro da Justiça e Cidadania (MJC), Alexandre de Moraes, no final de novembro do ano passado para tratar do assunto na presença de dirigentes, políticos e diretores de órgão federais de segurança. Segundo ele, o ministro recebeu documento oficial, produzido pela NTC, incluindo um mapeamento de locais de maior incidência nos últimos 20 anos, que traça um panorama real a nível nacional, citando quais os produtos mais visados. A receptação de cargas causa prejuízos ao comércio formal, às transportadoras, enfim, ao País. “Vai estar incluído nesse plano nacional que o governo está lançando”, informou. Como resultado, foi criado o Comitê Gestor de Roubo de Cargas com a premissa de desenvolver e fomentar as políticas voltadas ao combate desse crime. “Foi a coroação de um trabalho de luta de 20 anos junto ao governo”, desabafa. O Comitê conta com 22 representantes de órgãos, como a DNIT, ANTT, Denatran, CONCPC, CNCG e CONFAZ, polícia federal, responsáveis pela fiscalização e repressão ao crime. E mais importante: a primeira reunião aconteceu no dia 10 de janeiro no MJC, presidida pelo coronel PM Adilson Pereira de Carvalho. Entre as primeiras medidas, estabeleceu-se um cronograma de estruturação que criou quatro subgrupos: Inteligência, Operacional, Tecnologia e Legislação. “Ficamos muito satisfeitos. Acreditamos que a partir de agora decisões importantes serão tomadas. A situação do roubo de cargas exige medidas de extrema urgência para combatê-lo de abrangência nacional”, espera. Ex-Ministro Alexandre de Moraes (centro) prometeu prisão aos criminosos por roubo de carga Infraestrutura perrengue A ampliação da infraestrutura viária é outra preocupação do setor, sempre empurrada para frente pelos governos, e que pode alavancar a retomada do crescimento econômico. O governo federal diz que as licitações e concessões devem ocorrer no meio deste ano. “Estamos acompanhando as que estão em implantação, mas o ritmo não é o desejável”, disse, ao se referir às rodovias BR 163 que cruza MS; BR 364 que sai de Limeira (SP), passa pelas SP 330 e SP 310 até SP 326 na divisão com MG; BR 64 que sai do RJ em direção ao Centro-Oeste; e BR 250 que liga Cristalina (GO) a Araguari (MG). Frete defasado causa danos As estatísticas mostram que diminuiu o trânsito de caminhões nos pedágios, parte parados nos pátios das empresas por falta de carga para transportar. Na medida em que não se tem carga, ocorre oferta abundante de caminhões, afetando o frete já bastante defasado e estimulando a concorrência predatória e danosa ao próprio setor. No último Conselho Nacional de Estudo em Transporte, 6Revista Jornauto

[close]

p. 7

Transporte de Carga Tarifa e Mercado (Conet), evento que reúne líderes do setor, foi divulgado pela NTC resultado da defasagem de frete para carga fracionada em 2016: 11,8%. 80% das empresas pesquisadas relataram queda no faturamento, em média, de 19,1%. “É outra questão preocupante”, alerta. mômetro para as marcas, cada vez mais, melhorarem a sua qualidade. No ano passado, pela primeira vez, os resultados foram apurados pela Austin Consultoria, que substituiu a DataFolha. Os auditores independentes entrevistaram dirigentes de empresas, entidades de transporte de cargas e profissionais específicos de cada área das premiações. As empresas vitoriosas foram aquelas mais citadas pelos entrevistados em suas respectivas categorias. Na entrega dos prêmios, brilharam a presença do vice-presidente da NTC Urubatan Helou, empresário da Braspress, e Ana Carolina Ferreira Jarrouge, coordenadora da ComJovem Nacional, grupo formado pelos sucessores das empresas do setor, hoje com 30 núcleos e 600 participantes diretos espalhados em 13 estados brasileiros, para “oxigenar as atividades futuras”, como expressado por Fernandes. Repercussão com louvor Fernandes faz breve balanço do setor e abre a 19ª edição da entrega de prêmios Futuro otimista Quanto ao futuro, sua expectativa é de um cenário mais positivo para 2017. Reflexo da recente baixa dos juros e inflação que cede aos poucos. Para o presidente, isso começa a criar um ambiente de mais otimismo e confiança aos empresários e investidores para voltar a investir. “Espero que a Fenatran desse ano seja um indicador para mostrar a essa retomada das empresas e do setor de maneira geral”, finalizou. Premiação mais cobiçada pelos fornecedores Pelo terceiro ano consecutivo, a marca sueca Scania foi duplamente premiada como melhor fabricante do ano de caminhões pesados junto ao empresariado, entidades e profissionais do setor de transporte de carga. “Ser eleita a marca preferida pelo setor é a confirmação de que nossa decisão de permanecer ao lado do cliente, neste período desafiador do mercado, o que fez a diferença” destacou o diretor-geral Roberto Barral, da Scania no Brasil. Para ele, o essa parceria virtuosa entre Scania, cliente e rede de concessionárias foi fundamental na busca por alternativas que pudessem ser lucrativas em meio à crise e, ao mesmo tempo, criar as soluções mais eficientes e rentáveis para a operação dos transportadores. “É um orgulho sermos tricampeões consecutivos, mas nossa satisfação é ainda maior, porque somamos seis troféus O Prêmio NTC Fornecedores do Transporte foi instituído em 1998 para reconhecer as melhores empresas parceiras do transporte de cargas. É concedido anualmente em 14 categorias a partir de pesquisa auditada por instituto especializado e não existem inscrições para participar. É considerada a mais confiável e representativa do setor. A 19ª edição foi realizada no ano passado no dia 1º de dezembro, em São Paulo, sempre com a participação de empresários, autoridades, lideranças e fornecedores do setor de transporte rodoviário de cargas. Na ocasião, o reeleito presidente da NTC&Logística, José Hélio Fernandes, aproveitou a oportunidade para também fazer breve balanço da sua gestão na entidade nos últimos três anos, lembrando os desafios enfrentados, principalmente em relação à recuperação tarifária das empresas do setor, e criticou a crise econômica que o País enfrenta. E, por sua vez, foi reconhecido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas & Logística do Estado do Espírito Santo (Transcares) que o homenageou com a medalha de Honra ao Mérito Ayval da Luz. Vencedores dos prêmios A premiação acaba despertando nos fornecedores uma expectativa muito grande da avaliação dos transportadores. Afinal, são eles que adquirem os produtos e serviços. Querem saber como é que o mercado está vendo a atuação de cada um. Com isso, o prêmio se torna um ter- Helou entrega troféu a Roberto Barral, diretor-geral da Scania, ao lado Ana Jarrouge e Fernandes na categoria nos últimos oito anos. É uma prova muito concreta da qualidade reconhecida de nossos produtos e serviços,” disse. Antes de finalizar suas comemorações pelos 60 anos da marca no Brasil, a Mercedes-Benz do Brasil obteve uma importante aprovação dos transportadores de carga. Foi eleita a melhor fabricante de veículos semileves e leves, respectivamente, destacadas pelas linhas de utilitários Sprinter e pelo caminhão Accelo. “A dupla conquista é motivo de orgulho e satisfação para nossa empresa, somando-se a diversas outras premiações que recebemos em 2016 pelas seis décadas contribuindo para o desenvolvimento do País”, disse o CEO 7Revista Jornauto

[close]

p. 8

Transporte de Carga para a América Latina Philipp Schiemer, que preside a Mer- cedes-Benz no Brasil, em depoimento à re- vista Jornauto. Segundo ele, a vali- osa preferência das transportadoras de carga demonstra que os clientes estão recon- hecendo, cada vez mais, o compromisso da montadora alemã expresso no slogan “As estradas falam. A Mer- CEO Schiemer da Mercedes-Benz agradece mais este presente à marca cedes-Benz ouve”. “Intensificamos o rel- que completou 60 anos acionamento com os clientes, entre outros, por meio de demonstrações, test-drives, eventos e pesqui- sas, a fim de conhecer suas demandas e oferecer novos produtos e serviços que assegurem maior produtividade e rentabilidade no transporte”, disse. A MAN Latin America, fabricante de caminhões e ônibus Volkswagen, comprova sua tradição entre caminhões médios e semipesado, considerada a melhor montadora nessa categoria. A marca foi quem mais vendeu caminhões nesses dois segmentos no ano passado, respectivamente, 1.449 unidades e 4.870 unidades. “Saber que pessoas importantes de nosso meio nos consideram uma referência no mercado é extremamente gratificante. Esse prêmio é reflexo de nossos esforços diários para atingir a excelência em todos os segmentos de caminhões e garantir a satisfação total de nossos clientes”, afirmou Carlos Rocca, gerente de Operações Comerciais e Pedidos Especiais, que representou a MAN e recebeu o prêmio na 19ª edição. Segundo ele, a Volkswagen tem buscado oferecer soluções de veículos médios e semipesados sob medida para o cliente final. A gama completa nesses dois segmentos conta com as linhas VW Worker e Constellation, para aplicações de 13 a 24 toneladas, destacando o modelo semileve rodoviário 24.280, campeão de vendas no mercado global de caminhões e único da categoria com tecnologia de emissão EGR, que dispensa o uso do ARLA 32. Mais uma vez, a Iveco conquista um prêmio que destaca a qualidade de seus produtos para o transporte urbano de cargas. A marca italiana foi eleita a melhor fabricante de utilitários pela NTC&Logística. Para Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América Latina, a premiação valoriza o esforço da empresa para desenvolver e produzir veículos que proporcionem baixo custo operacional e rentabilidade para o operador. “Um bom exemplo disso é a nossa linha Daily que, além de Leandro Conde e Márcia Borba recebem o troféu em nome da Iveco ter versões que variam de 3,5 a 7 toneladas, é o único modelo que apresenta a opção de cabine dupla, além de dispor de chassi cabine, furgão e minibus, o que comprova sua flexibilidade,” falou em depoimento à revista Jornauto, o qual destacou em seu lugar para receber a premiação dois executivos: o analista de Marketing Leandro Conde e Márcia Carlos Rocca, representante da MAN, Borba, responsável pelas ao lado de Helou (à esq) parcerias estratégicas da e Ana Jarrouge e Fernandes Iveco. Os agraciados da edição de 2016 pela NTC@Logística Carrocerias e Implementos Randon Caminhões Leves e Semileves Mercedes-Benz Óleo Lubrificante de Motor Lubrax Caminhões Médios e Semipesados MAN Rede Distribuidora de Combustível Petrobras Caminhões Pesados Scania Fabricante de Banda de Rodagem e Tecnologia para Recuperação de Pneus Bridgestone Bandag Concessionária de Rodovias CCR AutoBAn Fabricante de Pneus Michelin Rastreador Eletrônico Sascar Montadora de Utilitários Iveco e Mercedes-Benz (Houve empate nessa categoria) Corretora de Seguro e Carga Pamcary Seguradora Porto Seguro Fornecedor do Ano Scania 8Revista Jornauto

[close]

p. 9

Mercado Volvo acredita e anuncia investimentos Gilberto Gardesani | São Paulo - SP Volvo confirma liderança no mercado de caminhões pesados e semipesados conquistada nos últimos três anos, com 23,2% de participação. AVolvo foi fundada em 1927 e hoje atua em 190 países, com 66 fábricas próprias ou associadas, mantendo 95 mil funcionários e possui as marcas Re- nault, UD, Mack, Eich- er e Dongfeng. Está há 40 anos no Bra- sil e atua em 20 países da América Latina. Ano passado suas ex- Wilson Lirmann portações cresceram 30,6%, representando expressivos 42% do total comercializado. Anunciando um investimento de R$ 1 bilhão para os próximos três anos na região, Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina declarou: “Foi um ano difícil, mas equilibramos nossos resultados na região, crescendo na América Latina e fazendo a lição de casa no Brasil”. Para Lirmann, o cenário deve melhorar principalmente com a queda da inflação, redução nos juros, liberação dos valores retidos no FGTS e o excelente resultado ob- tido na agricultura, além de outros fatores. “A Volvo está preparada para operar em todos os cenários que se apresentar na economia brasileira”, afirmou. A marca também destaca sua atuação no segmento de ônibus rodoviários e urbanos, aumentando sua partic- ipação de 9,3% para 9,5%. As exportações represen- taram metade das vendas realizadas no ano. No seg- mento de ônibus rodoviários, tem 30% de participação no Peru e 17% na Colômbia. Crescimento Somente no segmento de caminhões pesados, e pela terceira vez seguida, a Volvo fechou o ano na liderança com 27,9% de participação. Em 2009 era de 21,1%. Nos segmentos de pesados e semipesados, a marca participava com 13,9% no mercado nacional em 2008, passando para 19,5% em 2012 e 23,2% em 2016. Em números, o FH 460cv e o FH 540cv foram os veícu- los pesados mais vendi- dos do Brasil, com 1.426 e 1.344 unidades respectiva- mente. “O mercado reconhece a qualidade, a produtividade e a disponibilidade dos caminhões Volvo. Estamos sempre investindo em nossa linha de produtos e soluções para oferecer veículos que garantam mais rentabilidade na operação”, observa Bernardo Fedalto, diretor Bernardo Fedalto de caminhões Volvo no Brasil, Paraguai, Bolívia e Uruguai. Fedalto revelou que, no segmento de cargas, a partici- pação da marca na Argentina dobrou, de 8% em 2015 para 16% no ano passado. É líder no Peru com 28,2% de participação nos pesados e 6,1% no de semipesa- dos. Rede e tecnologia Atualmente, a Volvo tem uma rede de 94 casas cobrindo todas as principais regiões do país e os investimentos continuam com a modernização e realocação, mais perto das rodovias. “São casas novas, maiores, com muito mais estrutura para receber os caminhões e os motoristas, melhor localizadas, com técnicos e mecatrônicos altamente capacitados”, garante o presidente. No ano passado o fabricante lançou a sexta geração da sua transmissão automatizada I-Shift que já equipa praticamente todos os veículos pesados comercializados. Agora, o mesmo sucesso está sendo alcançado com a aplicação na sua linha de semipesados, aplicada em 85% das unidades que saem da linha de montagem. Os empresários do transporte já se convenceram que uma transmissão automatizada traz segurança, conforto e reduz os gastos com combustíveis e manutenção, principalmente do trem de força. 9Revista Jornauto

[close]

p. 10

Fábricas MAN investe para produzir mais e melhor Gilberto Gardesani | Via Web MAN anuncia planos de investimentos em logística na busca por melhores resultados produtivos em sua fábrica de Resende Agilidade maior Atenta às tendências da indústria, a MAN Latin America anuncia investimentos em novos conceitos de logística para deixar sua fábrica de caminhões e ônibus Volkswagen e MAN ainda mais eficiente. No último ano, a montadora desenvolveu três projetos com foco em ganho de produtividade que geraram redução de 40% no custo do transporte interno, diminuição de 75% do inventário de peças em processo e mais liberação de 60% do espaço da borda de linha em determinadas áreas. Melhoria contínua “A logística vem evoluindo e representa cada vez mais um papel estratégico nas empresas. Onde existe um processo produtivo, sempre vai haver uma oportunidade de melhoria e esse é o alvo de nosso trabalho. Em nossa operação, entendemos que essa cultura garante nossa competitividade e seus benefícios elevam a rentabilidade de todo o negócio, por isso implementamos novos conceitos e mantemos atenção permanente nesse campo”, afirma Adilson Dezoto, vice-presidente de Produção e Logística. Uma das soluções criadas de forma pioneira na indústria é com o conceito de abastecimento inteligente das peças da linha de produção. A iniciativa consiste em prateleiras móveis que são levadas do estoque por um rebocador, uma vez ao dia, com as peças necessárias para o uso específico em cada posto de trabalho da linha de montagem. Parece simples, mas esse processo, que hoje já foi implementado em mais da metade da fábrica, liberou 60% do espaço ocupado na borda de linha e diminuiu o inventário em processo em 75%. Sistema autônomo Por outro lado, a montadora também deu início à utilização de veículos guiados de forma autônoma — conhecidos como AGV — na fábrica. Esses modelos atendem a mais de 10% das rotas traçadas para transportar peças e dispositivos na linha de montagem. Ao todo, seis AGVs cumprem instruções já programadas em seu sistema, percorrendo trajetos pré-definidos com linhas traçadas no piso. A expertise da MAN Latin America se estende também à fabricação interna desses veículos: dois deles foram desenvolvidos pelos colaboradores da empresa com recursos internos, gerando uma economia de cerca de 30% em relação à sua aquisição externa. “O objetivo agora é aprimorar esse conhecimento e expandir para toda nossa operação”, explica Adilson. Sob medida E não é só dentro da linha de produção que a inovação tem seu espaço. Outra novidade que entrou 10Revista Jornauto

[close]

p. 11

Fábricas “É um mundo novo que se abre. Os equipamentos poderão, por exemplo, se comunicar entre si e tomar decisões por conta própria, além de permitirem a interação com a atividade humana. O objetivo é atingir uma maior flexibilidade do processo logístico frente às variações de demanda”, detalha o vice-presidente. Portas abertas em operação e já rende frutos são dois caminhões Constellation 19.330 adaptados especialmente para agilizar o transporte interno de peças do Centro Logístico e do Parque de Fornecedores rumo à linha de montagem. O veículo conta com cabine modificada, com uma porta de acesso na parte traseira, e quinta roda automatizada que possibilita a troca rápida da carreta, contribuindo para aumentar a eficiência e diminuir o custo deste transporte em até 40%. Com a nova configuração, o motorista passa a ter melhor movimentação dentro da cabine e consegue ter acesso à carreta de forma ágil e prática. Tempo reduzido Em outra frente, a MAN Latin America dá continuidade a suas inovações já desenvolvidas. O sistema por comando de voz para seleção e manuseio das peças que chegam à linha de montagem da fábrica foi ampliado e atende agora a mais áreas, totalizando mais de 15 mil itens por dia neste conceito. Entre seus benefícios, uma redução no tempo da operação em 25% e a maior assertividade do abastecimento da linha de produção. “Nosso desafio é permanente, com metas arrojadas, para garantir a sustentabilidade do negócio. Temos avançado em produtividade, com redução de estoques, ganhos de área e tempo, para tornar nossa operação cada vez mais eficiente”, finaliza Adilson Dezoto. Tendências no foco O trabalho não para. Novos conceitos logísticos estão em investigação para antecipar as evoluções da nova revolução industrial em andamento, a chamada indústria 4.0, que prevê conectividade e autonomia aos processos produtivos. Fabricante também quer promover uma aproximação maior com os motoristas brasileiros e, para isso, montou um programa de visitação às suas instalações de Resende , RJ. Programou, a partir de março, até o final do ano, nove encontros com grupos de trinta profissionais do volante de todo o Brasil. Serão selecionados por meio de inscrição que deverá ser feita na fanpage da MAN Latin America. Receberão passagem, estadia e alimentação totalmente grátis. Em seus 35 anos, a MAN Latin America sempre foi à casa de seus clientes e também manteve suas portas abertas para ouvir demandas e desenvolver produtos sob medida. Agora, os motoristas são os nossos convidados especiais, via Facebook, para juntos celebrarmos a bela história de parceria que construímos”, afirma Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America. Oferta especial Sempre ativa, a MAN está desenvolvendo um programa para mostrar aos empresários que atuam no segmento de transporte de produtos hortifrutigranjeiros, as principais características dos seus produtos que, garante, são mais competitivas do que seus concorrentes. Neste ano, serão visitados 15 centros de distribuição desses produtos, os chamados Ceasa, em todo o Brasil. “Nosso portfólio das marcas Volkswagen Caminhões e Ônibus e MAN dispõe de diversas configurações para satisfazer a necessidade mais específica dos profissionais que atuam nessas centrais de abastecimento e, durante a Estação Ceasa, vamos oferecer também diversas ferramentas para agilizar e facilitar a negociação. Garantimos um atendimento de verdadeira consultoria para que o cliente possa contar com a melhor solução em sua operação”, avalia Alouche. 11Revista Jornauto

[close]

p. 12

Carga urbana Sprinter: 20 anos de Brasil Gilberto Gardesani | São Bernardo do Campo - SP Mercedes-Benz está comemorando 20 anos da operação Sprinter no Brasil e prevê crescer de 15% a 20% este ano. de 5% a 10% e a da van para passageiros deverá manter o mesmo nível de 2016. “Alguns setores da economia dão sinais positivos de aquecimento e entre eles se destaca o e-commerce, com expectativa de aumento de 13% neste ano”, diz Werner Schaal, gerente sênior de Marketing & Vendas Vans da Mercedes-Benz do Brasil. “Este cenário cria ótimas perspectivas para nossos veículos comerciais leves Sprinter”. Na realidade, a empresa começou a atuar nesse segmento de comerciais leves em 1994, importando o modelo MB 180D nas versões furgão, van e chassi cabina, que era fabricado na Espanha. Das 12.127 unidades que chegaram ao Brasil, muitas ainda continuam rodando por ai. A partir de 1997 começou a fabricar a linha Sprinter na Argentina, com vários componentes mecânicos feitos aqui. Até hoje, o mercado nacional já absorveu mais de 125 mil unidades. No mundo, foram fabricadas cerca de 3 milhões de unidades, sendo a 5ª. colocada em vendas. É a única nesse segmento, comercializada no Brasil, que possui tração traseira, mais próxima do conceito de caminhão. A Mercedes-Benz destaca em números a crescente participação dos seus produtos no mercado nacional. Ano 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Part. % 14,3 14,9 20,9 21,6 24,5 26,6 Mercado Total 44.599 39.215 46.460 44.215 28.259 18.091 Com a queda no mercado total, esse aumento de participação é muito significativo e a perspectiva é crescer em volume, neste ano, principalmente por conta da demanda de produtos pelo sistema e-commerce e do comércio em geral. A linha de chassi cabina da marca, na visão da empresa, deverá crescer de 10% a 15%, a de furgão Segunda geração Os produtos comercial- izados atualmente já es- tão em sua segunda ger- ação e sofreram quatro atualizações, estando no mesmo nível visual e tec- nológico da Alemanha. Com as três versões dis- poníveis e três distâncias de entre-eixos, 3.250, 3.625 e 4.325 mm, ex- Werner Schaal istem 60 opções à disposição dos usuários. Segundo o fabricante, as versões para cargas vêm se destacando no mercado como mostram os da- dos: em 2004, representavam 40% do total comer- cializado e as de passageiros 60%. Atualmente, são 65% e 35%, respectivamente. O destaque da linha Sprinter é para a versão ca- binada com três modelos disponíveis: 313 Street, 415 e 515 de 3,5 a 5,0 toneladas de PBT. A config- uração do seu chassi permite a instalação de vários tipos de carroçarias e implementos. Segundo ficha técnica do produto, a capacidade de carga é para até 2,900 kg e volume de até 22 m3. A versão 313 Street, com PBT de 3,5 toneladas pode ser operada com quem possui CNH catego- ria B, facilitando para os proprietários do pequeno comércio. “Os veículos Sprinter são ideais para transporte urbano de cargas e distribuição de mercadorias, especialmente por sua versatilidade de uso e sua agilidade no trânsito, podendo circular mesmo em zonas de restrição, como em regiões centrais de grandes cidades, ressalta Werner Schaal”. 12Revista Jornauto

[close]

p. 13

Carga urbana Circulação afetada Pesquisas mostram os desafios atuais e os futuros enfrentados pelos comerciantes e operadores logísticos que atuam nos grandes centros urbanos, tanto para transportadores de carga como de passageiros. Desafios enfrentados Restrições de circulação Hoje 78% Futuro 93% Dificuldades em estacionar 70% Aumento das exigências ambientais Trânsito Otimização da cubagem do veículo 52% 83% 25% 85% 72% 95% 32% Essas informações são importantes porque impactam diretamente nos detalhes técnicos e na qualidade dos produtos para poder vencer ou pelo menos minimizar os impactos que, como podem ser vistos, serão cada vez maiores, devido ao crescimento, na maioria dos casos, vertiginosos das grandes metrópoles. Diz a pesquisa que os principais fatores que influenciam essas mudanças são o estilo de vida do cidadão, o crescente consumo das classes C/D, a profissionalização do setor e o aumento do uso da internet. A previsão é que neste ano 40% do faturamento seja feito por esse meio. O que se espera é um aumento das cargas fracionadas, com uma expectativa de redução no tempo de entrega, com custos menores e mais conforto e segurança para o operador. Inovação e pioneirismo O crescente aumento da linha Sprinter na participação desse segmento de comerciais leves, afirma o fabricante, tem como principal causa a atualização e o aumento das opções disponíveis. Hoje, a família Sprinter é formada pelos modelos 313 CDI Street (PBT de 3.500 kg), 415 CDI (PBT de 3.880 kg) e 515 CDI (PBT de 5.000 kg). Com as três opções de entre-eixos, mais o oferecimento de diversas alturas internas e outros itens, como quantidade de portas para cargas e descargas, por exemplo, são 60 as opções à disposição do mercado de usuários. A Mercedes-Benz faz questão de destacar que a linha Sprinter sofre constantes inovações e pioneirismo. Garante que a atual geração, lançada em 2016, trouxe avançadas tecnologias, como o exclusivo Assistente de Vento Lateral (CrossWind Assist), farol de neblina com assistente direcional integrado e luzes de circulação diurna, além dos novos bancos da versão luxo das vans de passageiros, que proporcionam mais conforto para os clientes. E mais, diz Schall, “o design inovador reforça a atratividade e modernidade dos produtos, agregando valor à imagem dos negócios dos clientes”. Informa ainda que entre os diferenciais da Sprinter incluem-se avançados recursos como o exclusivo Programa Eletrônico de Estabilidade ESP Adaptativo 9i®, com integração dos sistemas ABS, ASR, BAS e EBD, freios a disco em todas as rodas, airbag para motorista (série) e acompanhantes da primeira fileira de bancos (série ou opcional, conforme o modelo), ar condicionado (série ou opcional), rodas em liga leve (série ou opcional), piloto automático (série ou opcional), volante ajustável em altura e profundidade, volante multifuncional, rádio CD/MP3 com conexão Bluetooth, SD Card e AUX-In, fechamento central das portas por controle remoto, vidros, travas e retrovisores elétricos e faróis de neblina com assistente direcional. Atendimento diferenciado A Mercedes-Benz destaca que essa linha de “large Vans”, com versatilidade para circular em grandes centros, é indicada não só para empresas de logística, especializadas em distribuição de carga urbana, como também para pequenos empreendedores físicos e jurídicos, um segmento com grande crescimento onde o próprio dono é o operador. Para ter sucesso, além de um produto que atenda todas as necessidades, ser seguro e econômico, precisa também oferecer um atendimento diferenciado. A filosofia é ter foco total em cada tipo de cliente. Para isso, além da empresa dispor de uma rede de 177 pontos de atendimento, sendo 144 concessionárias plenas e 33 postos de serviços, criou os “Van Center” com atendimento personalizado, também fruto da parceria com o Consórcio e o Banco Mercedes-Benz para poder oferecer as melhores condições do mercado aos seus clientes. 13Revista Jornauto

[close]

p. 14

Autopeças Compra da Remy gera bons resultados para BorgWarner Empresa foi adquirida em 2015 para ampliar a linha de produtos da multinacional norte-americana Alexandre Akashi | Brusque - SC Desde 2015, toda operação brasileira da planta de motores de par- tida da Remy International, localizada em Brusque (SC), está sob nova direção. A uni- dade fabril pertence agora à BorgWarner, que celebra a aquisição de novo cliente: Hyundai do Brasil. A partir de setembro de 2017, 100% dos motores de partida para os veículos HB20 sairão de Santa Catarina. O fornecimento atenderá a família de motores Kappa Adson Silva, (1.0l) e Gamma (1.6l) dos Hyundai HB20 fabricados no País. Desenhados para motores até 1.8 litro, o produto da BorgWarner é compacto, pesa menos de dois quilos, e apresenta índice de 50% de conteúdo local. Crescimento Além de celebrar o novo cliente, a BorgWarner Adson Silva comemora o bom desempenho de resultados, fruto do trabalho desenvolvido no fornecimento de compo- nentes originais para Mer- cedes-Benz, MWM, MAN, Ford, Cummins, CNH In- dustrial e GM. “Em 2015, produzimos 400 mil mo- tores de partida da linha leve, 60 mil da linha pesada e 6,5 mil da linha Reman”, comenta Adson Silva, diretor de Operações da unidade, que após a aquisição passou a ser chamada de PowerDrive Systems (PDS). Silva comenta que em 2016 os números de produção foram similares ao ano anterior, porém o novo contra- to com a Hyundai vai elevar a produtividade da planta neste ano. Segundo Silva, a capacidade instalada atual é de 1,2 milhão de motores de partida da linha leve, 240 mil para linha pesada e 25 mil da linha Reman. Delco Remy Bastante conhecida no mercado de veículos comerciais, a marca Delco Remy será mantida segundo Silva ao comentar que o mercado de reposição de componentes de motores de partida de caminhões e ônibus representa 90% do total vendido no aftermarket, que por sua vez representa 35% do negócio da planta de Brusque, em volume de vendas. O negócio é tão promissor que a unidade catarinense dispõe de um galpão próprio para atender os clientes, assim como uma oficina especializada na remanufatura dos componentes. “Nosso principal cliente de produtos remanufaturados é a Mercedes-Benz”, afirma Silva. Há mais de dez anos, a Mercedes-Benz oferece uma gama de produtos remanufaturados, batizada de Renov, que abrange motores, câmbios, embreagens, motores de partida, unidades injetoras, alternadores, turbinas entre outros componentes. Modelo japonês A convite da empresa, a reportagem da revista Jornauto foi a Brusque conferir a tecnologia de produção dos motores de partida da BorgWarner, que utiliza um modelo inspirado no padrão japonês de produção criado pela Toyota, nos anos 1950. “Adotamos linhas de montagem em formato de “U”, onde o processo inicia e termina no mesmo ponto”, explica Silva, ao comentar que esse modelo tem como vantagem maior controle da qualidade do produto. Outra prática usual é a bonificação de ideias de melhorias nos processos da fábrica. Silva explica que todos os funcionários podem colaborar, e caso a proposta seja colocada em prática, o autor recebe recompensa de R$ 150. “As melhores do ano ganham ainda uma viagem no valor de R$ 3 mil”, afirma. 14Revista Jornauto 14

[close]

p. 15

Serviços Concurso determina melhor mecânico Ford do Brasil O vencedor foi Claudio Martinasso, de São Paulo, e como prêmio recebeu um New Fiesta 0Km Alexandre Akashi | São Paulo - SP Pelo terceiro ano consecutivo, a Ford realizou concurso entre os reparadores independentes para determinar o melhor mecânico de automóvel da marca no Brasil. Batizado de Grande Prêmio Motorcraft, o vencedor foi Claudio Martinasso, residente no bairro de Perus, em São Paulo, e reparador desde 1996. Para conquistar o título e receber o New Fiesta 0Km como prêmio, Martinasso eliminou outros 16.500 inscritos em provas teóricas e práticas. A final, realizada em dezembro no Senai Ipiranga, em São Paulo, contou com 10 finalistas, que foram avaliados em duas provas práticas: conserto de veículo e um conserto de sistema em bancada (motor). As regas das provas finais foram modificadas nesta edição do prêmio. Até o ano passado, vencia quem conseguisse ligar o carro em menos tempo. Desta vez, era preciso atender diversos requisitos do processo de resolução do problema, tais como preparação do veículo, inspeção visual do sistema, preparação dos equipamentos e ferramentas, reparação dos defeitos tificado de participação para os 100 melhores colocados na prova on- line e diversas ativi- dades de relacionamen- to com os finalistas. “Os reparadores independentes representam um segmento importante do mercado automotivo. Com o GP Motorcraft e outras ações na área de pós-venda, nosso objetivo é atuar de forma cada vez mais próxima desses profissionais, oferecendo capacitação, informação técnica e fácil acesso a peças de reposição da linha original Motorcraft através dos Distribuidores Ford”, disse Rodolfo Possuelo, gerente de Serviço ao Cliente da Ford. Os demais finalistas foram: Francisco Parizzi Obice, de Toledo, PR; Alexandre de Souza, de Mogi Mirim, SP; Licharles Rogério Angella, de Botucatu, SP; Vi- tor José Spironello, de Piracicaba, SP; Cleubo Vieira Martins, de Mauá, SP; Fernando Neves, de Mauá, SP; Fábio Fran- co Neves, de Mauá, SP; José Humberto de Oliveira, de São Caeta- no do Sul, SP; e André Luiz de Souza, de Mogi Mirim, SP. Multimarca conforme recomendações do fabricante, utilização correta dos equipamentos, ferramentas e literatura técnica e execução de acordo com os padrões de organização e limpeza. Recorde Segundo a Ford, a terceira edição da competição bateu recorde de inscrições, com crescimento de mais de 70% em relação à 2015. Além do carro 0km para o vencedor, a premiação incluiu uma caixa de ferramentas para os dois melhores colocados por região, cer- A Ford prepara uma nova ofensiva no mercado de reposição para 2017, com a ampliação da oferta de peças Motorcraft para um número maior de veículos, compatíveis com modelos de outras montadoras, como Fiat, GM e Volkswagen. “Hoje já atuamos com algumas commodities de alto giro, como óleo lubrificante e aditivos”, disse Possuelo. “Mas para 2017 lançaremos também kits de embreagem, filtros, pastilhas e discos de freios, e amortecedores”, afirmou. Com os novos produtos, o gerente de Serviços da Ford espera aumento de vendas na ordem de 10% em 2017, em relação a 2016. “Pensamos que vai ser um ano difícil ainda, como um todo”, comentou, ao revelar que em 2016 as vendas de peças Motorcraft foram 10% superiores a 2015. 15Revista Jornauto

[close]

Comments

no comments yet