Tribuna do Piracicaba - A Voz do Rio

 

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Bacia do Piracicaba, Março de 2017 - Edição 228 - Ano XXIV

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Tribuna do Paivroazcidcoarbioa Bacia do Piracicaba, Março de 2017 - Edição 228 – Ano XXIV – Distribuição Dirigida Gratuita POEPDIREACSICOACBOARRO O rio Piracicaba, o mais importante afluente do Rio Doce, e seus afluentes, ao longo de muitos anos foram muito castigados pela poluição gerada por dejetos oriundos da atuação das indústrias locais, mineradoras e siderúrgicas, além do esgoto doméstico, monocultura de eucalipto, desmatamentos para pastagens entre outrahs ações poluidoras. Hoje, o rio, antes caudaloso, se encontra em situação de risco eminente de seu leito secar, conforme já previram especialistas. Caso não sejam iniciadas ações efetivas o futuro do Piracicaba se tornará incerto. E se o Piracicaba secar? Página 3 Ações e projetos verdes Prefeituras, Câmaras Municipais e inciativa privada desenvolvem projetos visando a preservação ambiental e a recuperação de nascentes na busca da reconstituição da bacia do Piracicaba. População urbana e rural deve aderir a causa, já que a vida e a subsistência dependem da água. Páginas 4,5 e 11 O mapa das barragens Após a tragédia da Samarco em Mariana, com o rompimento da barragem do Fundão, considerada o maior desastre ambiental da história do Brasil e um dos maiores do mundo, a informação sobre a situação das barragens nunca foram tão importantes quanto agora. Páginas 6 e 7

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 2março de 2017 A Voz do Rio.... De volta Mais que levar informações sobre a situação do rio, o Tribuna estará colocando suas páginas a disposição do Piracicaba, passando a ser efetivamente a voz do rio. Estaremos apresentando os atores nessa história, divulgando as ações que visam contribuir para a recuperação do Piracicaba e denunciando atitudes que o degradam. Estaremos mostrando, ao longo da bacia, os bons exemplos públicos e privados visando a preservação das águas, sejam ações diretas ou indiretas que venham a convergir na proteção do rio. Estaremos também atentos a ações negativas... sejam atuais e ou passivos ambientais que prejudicam ou prejudicaram o Piracicaba. E mais uma vez, o Tribuna será um veículo a serviço da comunidade, agora da Bacia do Piracicaba. Expediente: Tribuna do Piracicaba a voz do rio • Diretor Responsável: Geraldo Magela Gonçalves • Diretor Geral: Rafaela Iara Pantuza Gonçalves • Comercial: dindao@bomdiaonline.com (31) 9 9965-4503 • Diagramação/Arte: Sérgio Henrique Braga • Impressão: Gráfica Bom Dia • Representante Comercial: Super Mídia Brasil - BH Redação e Administração Rua Lucindo Caldeira, nº 159, Sl. 301, Alvorada, CEP.: 35930-028 João Monlevade / MG / Brasil (31) 3851.3024 • A Voz do Rio Online: www.tribunadopiracicaba.com Circulação: Bacia Hidrográfica do rio Piracicaba FUNDADO EM FEVEREIRO DE 1994 Razão Social : Rafaela Pantuza Gonçalves CNPJ: 13.970.485/0001-98 Inscrição Estadual : Isenta Inscrição Municipal 123470CNPJ.: 24538633/0001-16 Todos os Direitos Reservados dindao@bomdiaonline.com Após um longo período em stand by, o Tribuna está de volta e com ele nossa coluna, anunciando boas novas. Voltamos com muito gás, mantendo o mesmo propósito de ser um veículo a serviço da comunidade, nosso lema desde a fundação, em fevereiro de 1994, quando esse escrevinhador e Roneyjober Alves Andrade iniciaram a trajetória desse periódico. Para alguns nossa ausência foi motivo de alegria, pois ficaram livres de cobranças, denúncias e regulagem por um longo tempo. Já para a população a cobrança pelo retorno sempre foi intensa, afinal foram cerca de 20 anos cobrindo os mais importantes acontecimentos da cidade e da região, denunciando os descasos dos poderes constituídos e também os maus exemplos da população. Mas também mostrando as conquistas e o trabalho daqueles que sempre propuseram a fazer o bem. Muito trabalho Mais que simplesmente reportar, informar e destacar, o Tribuna de Rio Piracicaba desenvolveu inúmeras promoções: sociais, esportivas e principalmente na área ambiental. Na área ambiental, além de denunciar degradadores, evitar degradações, promover plantios de árvores e campanhas educativas, o Tribuna participou ativamente de todo o processo de implantação do Aterro Sanitário Controlado, o primeiro consórcio do tipo no estado de Minas Gerais. O Tribuna também cobrou da então CVRD e insistiu para a recuperação da Mata Ciliar no lado direito do rio até que a mesma promovesse o plantio de espécies nativas nas margens do Piracicaba, já que era de sua responsabilidade. Hoje pode-se ver a mata ciliar recuperada. O Tribuna também promoveu, junto a crianças, soltura de pássaros e plantio de espécies nativas no antigo Campo do Cajuca, transformando o que era barranco em uma verdadeira mata. No centro da cidade de Rio Piracicaba, na Rua Antonino Oliveira Batista, rua do Banco do Brasil, o Tribuna promoveu o plantio de dezenas de árvores, transformando o local e contribuindo para a arborização da cidade. Além disso, ao longo dos anos, dezenas de campanhas em prol da comunidade foram lançadas e apoiadas pelo jornal. Quatro editores Durante sua trajetória o Tribuna foi produzido por quatro editores, esse que vôs escreve, o hoje advogado Frederico Camilo, o jornalista José Carlos Rolla e a empreendedora Tatiana Camilo. Todos contribuíram e contribuem de alguma forma pelo crescimento do jornal e da comunidade rio piracicabense. Novo Agora retornamos com novas ideias, novos projetos, nova diagramação e energia renovada. Faremos um jornal diferente, mais que reportar, estaremos aqui apresentando nossas ideias e sugestões para os gestores municipais, para líderes e dirigentes de instituições, para empresários e também expondo ideais e sugestões daqueles que querem contribuir com o desenvolvimento das nossas comunidades e principalmente com as questões ambientais, que interfere diretamente na qualidade de nossas vidas. MUDANÇA: Tribuna de XRio Piracicaba Tribuna do Piracicaba Após 23 anos, o Tribuna de Rio Piracicaba passará a ser denominado Tribuna do Piracicaba. Não se trata só de mudança de nome, mas também de mudança de forma de se fazer jornal, mudança de conteúdo, mudança até na circulação e em sua área de abrangência. O que era antes o porta voz da cidade homônima ao rio, agora passará a ser o porta voz de toda bacia do rio – Tribuna do Piracicaba. A seca do Rio Ao longo dos 23 anos, enquanto buscávamos trabalhar pelas causas ambientais vimos ano a ano o volume de água do rio reduzindo. Entre projetos, campanhas, seminários, palestras e tantas outras ações em prol do rio, percebemos que nenhum movimento obteve efeti- vo resultado, apenas a crua realidade dita pelo engenheiro Henrique Lobo, que previa que, caso nenhuma drástica ação fosse feita, o Piracicaba secaria até 2030, daqui a 13 anos.... logo ali. Hoje, em plena temporada de chuvas, o rio, que era para estar transbordando, se encontra muito abaixo do nível para a época e revela uma triste realidade e uma previsão drástica para o período de seca. CBH Piracicaba Há 17 anos foi criado o Comitê da Bacia Hidrográfica do Piracicaba, uma forma de buscar a proteção das águas da bacia do rio, objetivando reaviva-lo (saiba mais nessa edição). O Tribuna do Piracicaba, que viu a criação desse órgão colegiado estará acompanhando de perto todas as ações do Comitê e buscará contribuir para estreitar os laços entre as comunidades e o órgão.

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 3março de 2017 E se o rio secar? O Piracicaba pede socorro Foto tirada em fevereiro 2017: nas consições normais, essa época o rio estaria transbordando. Entretanto, o que registramos foi um volume crítico que deverá se agravar no período de seca O rio Piracicaba nasce a 1.680 metros de altitude, em uma das vértices da serra do Caraça, no distrito de São Bartolomeu (Ouro Preto) percorrendo cerca de 240 km até desaguar no rio Doce, entre os municípios de Ipatinga e Timóteo. Tem como principais afluentes o rio Santa Bárbara, rio Prata, rio Peixe e o rio Maquiné. Seus principais afluentes são os rios Maquiné, Conceição, Una, Machado, Santa Bárbara, Turvo, Peixe e Prata. Além dos rios mais significativos, ao longo do seu curso, o rio Piracicaba recebe a descarga de dezenas de córregos e ribeirões. Sua sub-bacia está inserida na bacia do rio Doce, contando com cerca de 6 mil km² e abrangendo 21 municípios, sendo eles: Alvinópolis, Antônio Dias, Barão de Cocais, Bela Vista Poluição e seus atores O rio e seus afluentes ao longo de muitos anos foram muito castigados pela poluição gerada por dejetos oriundos da atuação das indústrias locais, como a Cenibra (papel e celulose), Vale S.A. (antiga Companhia Vale do Rio Doce), Gerdau (em Barão de Cocais), Aperam South America (em Timóteo), ArcelorMittal Aços Longos (em João Monlevade) e Usiminas (em Ipatinga, além do esgoto doméstico. Hoje, devido ao desmatamento desenfreado gerado pela ocupação humana e para formação de pastagens, à monocultura do eucalipto e ainda ao crescimento da indústria da mineração, o rio, antes caudaloso, se encontra em situação de risco eminente de seu leito secar, conforme já previram especialistas. Caso não seja iniciada ações efetivas visando a recuperação de nascentes e matas ciliares, manutenção de áreas de recarga, eliminação de esgotos domésticos lançados diretamente nos cursos sem tratamento e ainda ampliada a fiscalização para redução de ações que geram carreamento de materiais sólidos assoreando os cursos d’água que compõem a bacia, o futuro do Piracicaba é trágico. Por isso o rio pede SOCORRO. de Minas, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Itabira, Jaguaraçu, João Monlevade, Mariana, Marliéria, Nova Era, Ouro Preto, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, Santana do Paraíso, São Domingos do Prata, São Gonçalo do Rio Abaixo, Timóteo. Seu nome é de origem tupi-guarani e significa “lugar onde o peixe para”, isso devido a suas várias quedas ao longo de seu percurso e que a maioria nem existe mais devido a ação do homem – seja com a construção de barragens e ou obras que acabaram por interferir em seu cruso. A ocupação da região teve início no século XVIII, com a exploração de minerais pelos ban- deirantes. A população é estimada em cerca de 800 mil habitantes, sendo a maior parte residente em João Monlevade, Itabira ou na Região Metropolitana do Vale do Aço. A bacia do Piracicaba abrange parte de duas unidades de conservação; a RPPN da Serra do Caraça e o Parque Estadual do Rio Doce, uma das principais reservas de Mata Atlântica do país. Da área total da bacia, cerca de 30% são compostos de lavouras, cidades, minas e cursos d’água, enquanto que 25% são pastagens, em 25% há presença do reflorestamento com eucalipto, em 20% há capoeiras e em 0,2% encontra-se Mata Atlântica original.

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 4março de 2017 Todos juntos das águasPELA PRESERVAÇÃO Presidente da Câmara conclama união de empresas, poder público e população pelas águas Rio Piracicaba foi palco do lançamento da CAMPANHA DA FRATERNIDADE A Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano celebrou no domingo, dia 5 de março, a abertura da Campanha da Fraternidade 2017, nas 3 regiões pastorais. O tema da campanha este ano é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” A abertura na Região Pastoral 2, foi realizada na Paróquia São Miguel, em Rio Piracicaba com a realização de caminhada em torno do rio, reflexões e Missa. As reflexões realizadas na caminhada foram sobre os biomas brasileiros sendo na 1ª parada destacou-se o bioma Amazonas e Cerrado, na 2ª parada, Caatinga e Mata Atlântica e na 3ª parada, Pantanal e Pampas. A Missa, realizada no ginásio poliesportivo da cidade, foi presidida pelo Vigário Episcopal da Região Pastoral 2, Pe. Carlos Jorge Teixeira e concelebrada por padres e diáconos da Região. A Paróquia de São Miguel em Rio Piracicaba foi a escolhida entre outras 12 paróquias da região para sediar a abertura da Campanha por ser homônima ao rio. Realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil a Campanha da Fraternidade busca o envolvimento da sociedade e comunidade religiosa através de reflexões e ações a respeito do tema proposto. A partir da sua abertura oficial diversas ações pastorais são realizadas em todas as regiões do Brasil, no decorrer do ano. A Campanha da Fraternidade 2017 traz como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15). Com sede em João Monlevade fazem parte da Regional II, as seguintes paróquias: Paróquia Santo Antônio de Pádua (Vargem Linda – São Domingos do Prata); Paróquia São Sebastião (Bela Vista de Minas); Paróquia São Sebastião (Dionísio); Paróquia São Miguel (Rio Piracicaba); Paróquia São Luis de Montfort (João Monlevade); Paróquia São José Operário (João Monlevade); Paróquia São José (São José do Goiabal); Paróquia São Gonçalo (São Gonçalo do Rio Abaixo); Paróquia Nossa Senhora de Fátima (João Monlevade); Paróquia Nossa Senhora da Conceição (João Monlevade); Paróquia São Domingos de Gusmão (São Domingos do Prata); Paróquia São José da Lagoa (Nova Era) e a Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Alvinópolis). Durante reunião ordinária ocorrida no dia em que se comemora o Dia Mundial da Água, o presidente da Câmara de Rio Piracicaba, vereador Tarcísio Bertoldo, através dos ofícios 043\2017 e 044\2017 e ainda fazendo uso da Tribuna, conclamou a Mineradora Vale e ao chefe do executivo e ainda a população a se unirem visando o desenvolvimento de ações que venham a melhorar a qualidade e preservar as fontes de água da cidade. Em seu pronunciamento Tarcísio falou sobre a poluição de todas os cursos d´água, destacando a situação dramática do rio Piracicaba, que empresta seu nome à cidade. À Vale, o ofício endereçado ao gerente local da empresa, André Luiz Carmo, o presidente da casa solicita o apoio técnico e patrocínio para desenvolvimentos de projetos que venham a contribuir para a melhoria da recuperação das águas no território piracicabense. Já ao chefe do executivo, prefeito Antônio Cota, Tarcísio oficia solicitando que sejam tomadas medidas pelo município de prevenção na preservação ambiental bem como o desenvolvimento de planos eficientes de despoluição do rio e investimentos para implantação de sistemas de tratamento de esgoto. O vereador, como chefe do legislativo, também se prontificou a colocar a Casa à disposição para juntos somarem esforços pela causa ambiental.

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 5março de 2017 Secretária de Meio Ambiente de João Monlevade defende maior conscientização ambiental por parte da população “...é possível construir um ambiente melhor, se a gente se preocupar com as questões ambientais” “Enquanto educadora ambiental, a gente pretende atuar na preservação dos recursos hídricos e fortemente nas ações da educação ambiental”. As palavras são da secretária municipal de Meio Ambiente de João Monlevade, Fernanda Cristina de Ávila Torre. Ela ressaltou que “o mais importante é conversar com a população sobre os impactos ambientais negativos, orientando a população sobre a política ambiental nos dias atuais”. Enfatizando que precisamos acreditar que a preservação ambiental só acontece com a integração de forças, Fernanda de Ávila comentou que é possível construir um ambiente melhor, se a gente se preocupar com as questões ambientais. Segundo a secretária, a prefeita Simone Carvalho Moreira tem dado todo apoio às ações em favor do meio ambiente, “o que tem sido de fundamental importância”, salientou. Quanto a projetos já existentes e que estão em andamento, Fernanda citou alguns, como a coleta seletiva, desenvolvida junto à Atlimarjom; os programas hidro ambientais, os quais vêm sendo articulados junto com a CBH/Piracicaba, para a recomposição de áreas de preservação permanentes e nascentes, além do controle de erosões; recuperação de nascentes (a Secretaria do Meio Ambiente tem a intenção de firmar parceria com a Igreja Católica, sob o tema da Campanha da Fraternidade; e, no último dia 19, aconteceu o primeiro mutirão de cercamento de nascente, em parceria com ArcelorMittal, no bairro Cidade Nova). Fernanda disse que a Secretaria do Meio Ambiente está levando adiante também o projeto de arborização urbano, em parceria com a Cemig. Ela mencionou, ainda, o projeto de revitalização do Areão (em parceria com a Secretaria de Serviços Urbanos), com a intenção de fomentar a conscientização da população quanto à importância da diversidade ambiental daquela área. “E estamos notificando os empreendimentos que promovem a degradação de impacto local, fazendo cumprir a lei complementar 140/2011, e dando continuidade às ações ambientalmente corretas e sustentáveis”, lembrou a secretária. Fernanda de Ávila disse que “em abril, iremos firmar uma parceria com a Cemig, objetivando revitalizar o bairro Planalto, com a entrega de mudas para arborização urbana do local”. Ao concluir, Fernanda lembrou que “pretendemos, em breve, revitalizar o viveiro de mudas, no bairro Laranjeiras e daremos continuidade dos processos de licenciamento ambiental das ETEs (Estações de Tratamento de Esgotos), em parceria com o DAE”. Durante missa e solenidade para cercamnto de nascente, no bairro Cidade Nova, no último dia 19, Fernanda de Ávila disse que a comunidade pode contar com a parceria da Prefeitura

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 6março de 2017 O risco das barragens e a desconfiança das populações Desolação: casal caminha no que ja foi uma rua no distrito de Bento Rodrigues após este ter sido destruído pelo rompimento das barragens do Fundão e Santarém, que tinham estabilidade garantida pelo auditor As barragens de Santarém e Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, que romperam em novembro de 2015, constavam no mais atual controle da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) como sendo de “estabilidade garantida pelo auditor” contratado pela mineradora. Após o rompimento, não só a confiança nas garantias técnicas ficou abalada, como um estado de alerta se instaurou em cidades e povoados que estão próximas de áreas de rejeito. O ponto mais alarmante é que, de acordo com a Feam, dados de 2014 enumeram 42 estruturas sem garantia. Levantamento mostra que pelo menos 24 se encontram a uma distância média de 2 quilômetros de zonas habitadas. Dessas, conforme a Feam, a mais próxima de áreas habitadas é a de Maravilhas 1, da Vale, que fica a apenas 500 metros das cercas dos condomínios Vila Alpina, Vale dos Pinhais e Estância Estoril, em Itabirito, na Região Central. Na Grande BH constam quase metade das estruturas nessa situação. A listagem do órgão ambiental traz 11 empreendimentos sem aval de segurança reconhecido pelo estado: quatro em Brumadinho, pertencentes à MMX, três em Nova Lima, de propriedade da Vale, MBR e Mundo Mineração, três diques da Vale em Sabará e um em Rio Acima, da Nacional Minérios. O potencial destruidor aliado à proximidade dessas estruturas e à recente tragédia em Mariana criou pânico entre moradores de Congonhas, na Região Central, uma vez que três reservatórios que constam na listagem estão no complexo de Casa de Pedras, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a apenas 1,6 quilômetro de áreas habitadas. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), à qual a Feam está ligada, a falta de garantias dos auditores significa que documentos e laudos não foram repassados. Contudo, a Semad frisa que é de responsabilidade das empresas assegurar essa estabilidade mesmo quando os laudos indicam segurança. De qualquer forma, ainda que sem garantias, pasmem - as mineradoras podem funcionar com licenças de operação.

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 7março de 2017 Barragens no complexo minerário do Andrade, entre Bela Vista de Minas e João Monlevde Barragens na Bacia do Piracicaba Não diferente dessa situação, igual ou pior, se encontra as populações da bacia do Piracicaba, onde essas dormem com dezenas de barragens sobre suas cabeças. O Tribuna do Piracicaba fez um levantamento e enumerou as barragens, suas dimensões e locali- zações e sua situação de estabilidade para apreciação dos moradores e interpretação dos riscos que as populações correm. Diante dessas informações os cidadãos devem cobrar das autoridades explicações sobre a atual situação de cada barragem bem como planos de emergên- cia para casos de acidentes como o da Samarco, com o rompimento da barragem de Fundão, que estava teoricamente garantida pelos auditores, mas se rompeu e devido a falhas e ou inexistência de planos de emergências, ceifou 19 vidas e deixou um rastro de destruição incalculável. Confira o mapa das barragens na bacia do Piracicaba EMPREENDIMENTO NOME CLASSE MUNICÍPIO BACIA TIPOLOGIA ESTABILIDADE ALTURA ATUAL (m) VOL DO ATERRO (m³) VOL DO RESERVATÓRIO (m³) ARCELOR MITTAL BACIA 1 II Bela Vista de Minas Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor 9 1500 6200 ARCELOR MITTAL BACIA 1 I Bela Vista de Minas Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor 5 1500 2200 ARCELOR MITTAL BACIA 7 I Bela Vista de Minas Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor 7 1500 7200 ARCELOR MITTAL BACIA 8 I Bela Vista de Minas Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor 7 1500 6200 ARCELOR MITTAL BACIA 9 I Bela Vista de Minas Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor 7 1500 2200 * VALE VALE DIOGO MONJOLO III II Rio Piracicaba Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor Rio Piracicaba Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor 37,5 19 65000 52500 587822,7 400000 VALE ELEFANTE II Rio Piracicaba Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor 17 17300 98600 GANDARELA MINERIOS SEM NOME LTDA BCR II Barão de Cocais Rio Piracicaba / Jaguari Mineração Garant. pelo Auditor 12 15000 12800 GO4 PART. E EMP. S.A. VOÇOROCA II Antônio Dias Rio Piracicaba Mineração Garant. pelo Auditor 30 58300 71350 Classificação das Barragens: Classe I - Baixo potencial de dano ambiental \ Classe II - Médio potencial de dano ambiental \ Classe III - Alto potencial de dano ambiental *Destaca-se a Barragem do Diogo da Vale, em Rio Piracicaba por alguns aspectos: 1 – Ela é a única Classe III na Bacia. Fica a pouco mais de 2 Km do centro urbano da cidade e seu volume até então era de 65.000 m3, ou seja, maior que o volume da Barragem do Fundão e de Santarém juntas, sendo que vazaram, após cálculos finais, 34 milhões de metros cúbicos de rejeito, causando a maior destruição ambiental da história do Brasil.

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 8março de 2017 sãReocotrroênmciaas -dÁgausaspdooPriralcaicmabaa Como sempre vem acontecendo ao longo dos anos, basta um “chuvisco” para que o rio Piracicaba seja tomado por espessa lama que, até o momento de origem desconhecida, desce de sua cabeceira contaminando toda sua extensão. As denúncias se repetem e na maioria das vezes partem de moradores da cidade homônima, a primeira no curso onde rio atravessa o perímetro urbano. Segundo os moradores, eles já estariam acostumados com essa situação, que chamaram de “descarga” de lama e que seria prática das mineradoras. Desta vez, diante o maior desastre ambiental da história do Brasil e um dos maiores do mundo, causado pelo rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Samarco\Vale\BHP, a população está mais atenta e diante disso acionaram nossa reportagem denunciando o fato. Mais uma vez nossa reportagem fez contato com o CBH Piracicaba que também, mais uma vez, acionou a fiscalização e ainda enviou ofícios a Diretoria de Gestão de Qualidade e Monitoramento Ambiental do Estado de Minas Gerais e ao Igam. O CBH voltou a acionar também o promotor Leonardo Maia que solicitou todas as informações relativas ao incidente para que sejam tomadas providencias cabíveis. Acionados pela reportagem, a Vale voltou a informar simplesmente: “A Vale não detectou qualquer anormalidade em suas operações que possa ter causado o fato relatado”. Controvérsias Informações chegaram à redação do Tribuna dando conta que o IGAM teria autorizado a Samarco a drenar água das bacias de rejeitos de Germano para o Piracicaba sem anuência do CBH Piracicaba. O CBH por sua vez, até o fechamento dessa edição, estaria tomandoas providências cabíveis, acionado o IGAM e demais órgãos competentes ficando de levar o caso para a reunião do CBH Doce. A reportagem enviou contatou o Igam e a Semad questionado sobre as denúncias. O IGAM, retornando o contato, solicitou que o Tribuna procurasse a Supram da região, que até o fechamento da edição não havia se manifestado. Moradores ribeirinhos estariam acostumados com essas “descargas” de lama, que ao longo dos anos, vem atingindo o rio Piracicaba

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 9março de 2017 A barragem do Diogo atualmente contém volume maior do que as de Fundão e Santarém juntas, estando apenas à pouco mais de 2 km do centro urbano da cidade de Rio Piracicaba Classe III - Barragem do Diogo terá mais um alteamento Após o desastre em Bento Rodrigues em 2015 – Mariana, quando a barragem de rejeitos de Fundão, de responsabilidade da Samarco (Vale | BHP), se rompeu, deixando um saldo de 19 mortos e um rastro de destruição, sendo o maior desastre ambiental da história do Brasil e um dos maiores do mundo, as populações que vivem sob essas estruturas permanecem temerosas e o fato é terreno fértil para boatos e especulações. Além da falta de comunicação entre empresa e comunidade, a falta também de um plano emergencial efetivo dei- xa ainda mais aflita as comunidades que ficam a mercê da sorte. Em Rio Piracicaba, a barragem do Diogo, da Vale, classificada como Classe III (a que maior impacto causa) será mais uma vez alteada. A estrutura gigantesca fica a pouco mais de 2 quilômetros da área central do município e diante seu volume, caso um acidente nas proporções de Fundão aconteça, faria desse último parecer apenas um ensaio. Cerca de 6 mil pessoas moram abaixo da barragem, mas até a data dessa edição, apesar de décadas da existência da barragem, nenhuma ação emergencial foi apresentada à comunidade e nenhum plano também foi desenvolvido junto às autoridades para minimizar o impacto e salvar vidas caso uma tragédia aconteça. Diante dos fatos o Tribuna do Piracicaba \ A Voz do Rio enviou questionamento à empresa Vale objetivando esclarecimentos sobre a situação da barragem bem como sobre os planos de emergência. Estabilidade e obras na barragem do Diogo Sobre a estabilidade da barragem a assessoria informou que a Vale projeta, implanta e opera suas barragens de acordo com técnicas de engenharia avançadas e boas práticas internacionais, seguindo rigorosos controles de gestão de segurança e gestão de riscos, realizando inspeções e monitoramento sistemáticos, bem como auditorias externas anuais para identificação de anomalias e garantia das condições de segurança. Ainda segundo a empresa, neste momento, todas as estruturas, incluindo a Barragem do Diogo, estão funcionando em absoluta normalidade, atendendo a todos os requisitos legais vigentes e com todos os aspectos de segurança garantidos. Sobre obras na barragem a assessoria informou que atualmente não há obras sendo executadas no local. “A barragem deverá passar por alteamento no futuro. Os projetos já foram licenciados pelos órgãos ambientais competentes”. Entretanto a população não fica sabendo sobre essas obras através da empresa, apenas por boatos o que gera desconfiança e medo. Turbidez das águas do rio quando chove Sobre a elevada turbidez apresentado nas águas do rio tão logo ocorra uma chuva a empresa informou que não detectou qualquer anormalidade em suas operações que possa ter causado o fato relatado. Plano emergencial Sobre o plano de emergência a Vale esclareceu que tem Planos de Ações Emergenciais (PAEBMs) para todas as estruturas em que há exigência prevista na legislação, como no caso da barragem do Diogo. Segundo eles ações complementares estão em discussão com a administração municipal de Rio Piracicaba, entretanto, essas ações também não são de desconhecimento da população, a mais interessada no fato e a prefeitura disse que nenhum contato nesta nova gestão foi feito pela empresa.

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 10março de 2017 Você conhece o CBH Piracicaba? O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba-MG (CBH-Piracicaba) é um órgão colegiado, formado por representantes do poder público estadual e municipal, da sociedade civil organizada e dos usuários da água, totalizando 72 membros, sendo 36 titulares e 36 suplentes. As reuniões ordinárias do colegiado são realizadas bimestralmente e abertas à participação e manifestação popular. Entretanto, pouco divulgadas, essa participação popular tem sido praticamente inexistente. Criação A criação do CBH-Piracicaba é fruto de um intenso trabalho de mobilização social, principalmente com o projeto Expedição Piracicaba - 300 Anos Depois, que envolveu todos os municípios que integram a Bacia Hidrográfica. Diversas reuniões públicas foram realizadas na região, a fim de discutir a proposta de implantação de um parlamento das águas, destinado a fazer a gestão dos recursos hídricos, sempre atento às condições ambientais da bacia Hidrográfica. A proposta de criação do Comitê foi consolidada durante a Conferência das Águas, realizada em Coronel Fabriciano no dia 25 de outubro de 1999. Durante o evento, foi formada uma Comissão Provisória, encarregada dos primeiros passos rumo à estruturação do comitê. Em 17 de fevereiro de 2000, após a aprovação no Conselho Estadual de Recursos Hídricos, foi publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais o decreto que instituiu o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba-MG. Estrutura As atividades políticas e institucionais cabem à diretoria. As câmaras técnicas analisam temáticas específicas, de cunho técnico, para subsidiar as decisões do plenário, instância deliberativa do Comitê. O Comitê está localizado em uma importante região econômica do estado, com forte presença das atividades de mineração, siderurgia – na região se encontra instalado o maior complexo da América Latina – e celulose. Atuação Responsável pela gestão democrática dos recursos hídricos, o CBH-Piracicaba integra o Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, sendo um órgão deliberativo, normativo e consultivo. Visa a promoção de políticas e programas voltados a melhorias ambientais da região a qual pertence. Para o desenvolvimento de suas ações, utiliza o recurso da cobrança pelo uso da água, recolhido em sua área de atuação. Sede O Comitê tem como sede a cidade de João Monlevade, funcionando em anexo à Amepi. Rio Caraça, afluente do Santa Bárbara, que compõe a Bacia do Piracicaba

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 11março de 2017 Câmara de João Monlevade se destaca por desenvolver projeto ambiental Cíntia Araújo/Acom CMJM Djalma Bastos tem como principal bandeira a questão ambiental A velha máxima de que a função do Poder Legislativo é legislar e fiscalizar não se aplica à Câmara Municipal de João Monlevade. O Legislativo monlevadense se destaca na região por seus projetos diferenciados. E um em especial é recente, mas vem desenvolvendo muito a comunidade monlevadense: o projeto ambiental Broto da Vida. Institucionalizado em 2015, quando o vereador Djalma Bastos era presidente da Câmara, o projeto conta com grandes e importantes objetivos, mas o principal é promover o desenvolvimento sustentável. “Para isso colocamos objetivos práticos e de educação ambiental na sociedade, como forma de tornar crianças e jovens disseminadoras dos conhecimentos adquiridos”, explicou Djalma. O presidente da Casa destacou ainda o principal orgulho com o Broto da Vida: a implantação efetiva da coleta seletiva no município. “Todos os vereadores à época foram imprescindíveis para nos ajudar a realizar esta ação. Desde então somos parceiros da Prefeitura e da Associação dos Trabalhadores da Limpeza e Materiais Recicláveis de João Monlevade (Atlimarjom)”, disse o vereador. Recuperação de nascente A recuperação de nascentes também é um dos focos do Broto da Vida. Uma das ações neste sentido foi o cercamento das nascentes e conscientização ambiental junto aos moradores do entorno desses locais. Neste sentido duas se destacam: uma localizada próximo ao bairro Planalto e a outra próximo ao velório municipal. A mão de obra neste caso foram de pessoas que precisavam prestar serviço comunitário em acordo judicial. Patrulha Ambiental A criação de patrulha ambiental com universitários e voluntários também foi destaque no projeto. Os jovens receberam treinamento do Corpo de Bombeiros de Itabira e auxiliaram a Defesa Civil no combate a pequenos princípios de incêndios, além de irem às escolas e comunidade para distribuição de material explicativo e monitoramento de possíveis focos de incêndio. Parcerias Djalma Bastos explicou que os trabalhos deste ano estão em fase final de planejamento. Isto porque é necessário primeiro fazer a contratação dos estagiários e planejar as atividades em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A fase de contratação já foi finalizada. “Mas adianto que é objetivo nosso também desenvolver ações em parceria com a Secretaria de Saúde, à exemplo do que foi feito no último ano. Os estagiários acompanharam os agentes de endemia nas visitas às residências. Os agentes faziam a vistoria e os estagiários faziam o trabalho de conscientização ambiental”, explicou o vereador. A parceria com a Atlimarjom para ampliação da coleta seletiva também está garantida segundo o chefe do Poder Legislativo. “Tudo que fazemos é porque temos total apoio dos vereadores e servidores da Câmara. Agradeço a cada um, com o compromisso de desenvolvermos mais ações este ano com o projeto Broto da Vida”, declarou Djalma Bastos. Chafariz na praça central do distrito de Brumal Água de boa qualidade em um cenário onde falta preservação No dia mundial da água, um pequeno município com alta qualidade de abastecimento à exploração minerária, reflete hoje a falta da preservação, por parte desse mercado, a esse importante bem natural. O sentimento é de perda. Mas agora não somente a perda da água. Mas a perda da qualidade da água que fica e segue no rio Santa Bárbara. O grande complexo minerário da empresa Samarco, na região, precisa da água do município para sustentar seu processo de produção. E daqui a empresa busca levar água de qualidade para transporte e enriquecimento de minério. Não haveriam, então, de pensar em preservar e mitigar os danos ambientais causados para garantir quantidade e qualidade das águas, uma vez que são gastos mais de 2 milhões e cinquenta mil litros de água retirados em 24 horas de funcionamento, desde o segundo semestre de 2013? É visível que a construção de poços artesianos e o uso de carros-pipas na cidade já refletem uma dificuldade de abastecimento, em comunidades distritais e rurais. Além desse cenário, sabe-se que o esgoto das cidades de Santa Bárbara e Barão de Cocais são lançados no rio após o ponto de captação da empresa Samarco. Sabe-se, também, que é preciso tratar esse esgoto para amenizar os danos causados nesse rio, principal afluente da Bacia do Rio Piracicaba. Mas, enfim, parece que o que mais se sabe é como gerar enriquecimento minerário. Mas sabe-se pouco, talvez, de como preservar a principal fonte desse enriquecimento. A água que levou de Mariana muitas histórias ao longo de todo o rio Doce em 2015, agora gera essa nova reflexão: se precisamos da água para produzir riquezas, como não preservá-la como principal fonte dessas riquezas? E como disse Eduardo Geraque, no jornal Folha de São Paulo, refletindo as palavras do biólogo Samuel Barreto, “uma gestão mais moderna de recursos hídricos não pode se concentrar apenas no aumento da oferta”. Para o biólogo “é importante que a gestão hídrica seja uma política de Estado, independente dos governos (...) o Brasil precisa mudar de patamar”.

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Tribuna do Piracicaba a voz do rio 12março de 2017 CBH-Piracicaba informa que irá investir R$ 55 milhões em ações na recuperação da bacia Membros da diretoria do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH-Piracicaba/MG) estão percorrendo municípios da bacia para divulgar aos novos gestores o papel do colegiado e as linhas de ação de recuperação ambiental previstas para cada região. Até 2020, serão investidos cerca de R$ 55 milhões em ações de promoção do saneamento urbano e rural, controle de geração de sedimentos, recuperação de nascentes e educação ambiental. Saneamento básico é qualidade de vida! Por ter entre os princi- pais problemas ambientais o lançamento de esgoto não tratado nos cursos d´água, o CBH-Piracicaba priorizou entre suas ações programas voltados para a promoção dos serviços de saneamento básico. E para que os municípios possam concorrer a recursos federais destinados a obras de saneamento, o Comitê financiou a elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSBs) de 14 cidades da bacia, em um total de R$ 4 milhões. Para a implantação de sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto para a população rural, com aproveitamento racional e disposição adequada dos resíduos coletados, o CBH-Piracicaba, por meio do Programa de Expansão do Saneamento Rural, investirá mais de R$ 4 milhões, até 2020. Nascentes recuperadas: mais água para a bacia! Responsáveis pela manutenção dos cursos d’água, as nascentes são essenciais para o aumento da quantidade e qualidade de água dos mananciais da bacia. Cientes disso, o CBH-Piracicaba também investirá cerca de R$ 30 milhões na recuperação de nascentes em propriedades da região. Empresas especializadas serão contratadas para cercar os olhos d’água, reflorestar áreas de recarga e para elaborar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de imóveis rurais. Além de terem seus olhos d’água cercados, as propriedades participantes também poderão receber fossas sépticas, caixas secas e barraginhas. FISCALIZAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DAS AÇÕES O Tribuna do Piracicaba – A Voz do Rio, estará acompanhando efetivamente junto às prefeituras, órgãos e comunidades as ações divulgadas pelo CBH Piracicaba, informando as populações sobre o que está sendo desenvolvido e também apurando os resultados desses investimentos.

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