Jornal do Sinpol 241 site

 

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Março de 2017 O jornal mais lido e aguardado entre os policiais civis - Ano XXIII - Marc,o de 2.017 - nº 241 POLÍCIA CIVIL CONTINUA ENCOLHENDO Somente na cidade de Ribeirão Preto, com dados obtidos junto à SSP, o número de policiais civis diminuiu 38,3% de 2015 até os dias atuais. Problema é sentido em todas as cidades da região do Deinter-3. Imprensa já se deu conta da situação e população tem reclamado. Sinpol cobra constantemente equipe de governo por mais policiais civis. Veja na página 03. SINPOL REÚNE-SE COM SECRETÁRIO DA SEGURANÇA E MAIS 4 Em Guatapará, policiais civis prendem a “rainha do pó”; 4 Em radar, veja os destaques entre policiais civis da região; 4 Policial civil oficializa representação a delegado titular de Rancharia por falta de recursos humanos; 4 Escrivão Lacruz dedica-se à vereança em Cândido Rodrigues; 4 Sinpol participa de protesto contra a Reforma da Previdência; 4 Vereador de Ribeirão procura Sinpol para evitar fechamento de DP em Bonfim Paulista; 4 Eumauri encontra Seccional de Franca em Batatais e fala sobre reforma de delegacia; 4 DIG Ribeirão descobre grande produção de maconha em casa. DIG DE SÃO CARLOS DEMONSTRA EFICIÊNCIA Foto: www.portoferreirahoje.com.br A especializada, comandada pelo Delegado Gilberto de Aquino, tem realizado um trabalho que vem recebendo elogios por parte da população. Agindo sempre com eficiência e rapidez, os policiais civis se desdobram para dar uma resposta à comunidade e esclarecer os crimes ocorridos. Conheça as últimas ações desta equipe na página 09. Foto: Sinpol Eumauri e Célio, respectivamente presidente e vice do Sinpol, estiveram reunidos com o titular da Secretaria da Segurança Pública, Dr. Mágino. Foi o primeiro encontro do secretário com o Sinpol e demais entidades representativas desde que ele assumiu a pasta. Apesar de cortês, o discurso do secretário não agradou aos sindicalistas, que cobraram aumento de recursos humanos e reposição das perdas salariais - a categoria não recebe um centavo sequer de reajuste desde 2014. Leia na página 08. Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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02 Março de 2017 PRESA “RAINHA DO TRÁFICO” DE GUATAPARÁ Operação prende responsável pela comercialização de 90% dos entorpecentes da cidade A Polícia Civil de Guatapará realizou se encontra preso em uma penitenciária no uma mega operação de combate ao tráfico estado de São Paulo pelo mesmo crime que de drogas, denominada Operação a esposa é acusada: tráfico de drogas. Arquimedes. Sob a coordenação do Durante a operação, além dos delegado dr. Jorge Miguel Koury Neto e em entorpecentes encontrados e apreendidos, parceria com a Polícia Militar, mais de 25 foram também localizados celulares, policiais trabalharam em prisões, materiais de precisão utilizados para a apreensões de entorpecentes e medição de drogas e um caderno de registro investigações ao longo de um mês. Como da contabilidade do tráfico realizado em resultado, no dia 27 de janeiro de 2017, a Guatapará. Esse material reitera e equipe deteve diversos envolvidos, dentre enriquece as descobertas investigativas da eles uma professora suspeita de chefiar todo equipe policial e atesta a grande vitória o tráfico da cidade. desses profissionais no combate ao tráfico Durante a ação policial, além da docente nessa cidade. conhecida como “rainha do tráfico” na Essa primeira ação policial atrelada à cidade de Guatapará, foram presas outras operação Arquimedes obteve sucesso em quatro pessoas. Acredita-se que os outros prender cinco suspeitos, sendo duas suspeitos trabalhassem para a docente na mulheres e três homens: As mulheres foram movimentação e comercialização de drogas. encaminhadas à Cadeia Pública Feminina As investigações prosseguem no sentido de de Cajuru, enquanto os homens seguiram identificar outros possíveis envolvidos. Ao para a Cadeia Pública de Santa Rosa do todo, o grupo era responsável por Viterbo, mas sendo posteriormente movimentar e comercializar cerca de 90% transferidos a um CDP (Centro de de todos os entorpecentes vendidos no Detenção Provisória) da região. O grupo município. foi indiciado por associação ao tráfico de A ação policial realizada no dia 27 de drogas sob o agravante de fazê-lo a menos janeiro se deparou com alguns aspectos de 100 metros de uma escola. A equipe chocantes a respeito da forma de atuação policial, por sua vez, prossegue as da quadrilha: A sede do tráfico se investigações em busca de desvendar encontrava a 50 metros da Escola Municipal outros possíveis envolvidos e de manter de Ensino Básico Professora Vera Lúcia de forma bem sucedida o combate ao Castelhano, onde a docente trabalhava tráfico de drogas na cidade de Guatapará. lecionando para estudantes de 7 a 11 anos “A operação foi um sucesso. Foram cinco de idade. Legalmente, isso representa um indiciados, duas mulheres e três homens. fator agravante à ação criminosa Uma delas é professora, que comandava deflagrada. Não obstante, dentre as várias o tráfico na cidade. Provavelmente porções de drogas apreendidas, parte se poderemos ter mais indiciados. A encontrava dentro da bolsa da filha da professora fazia traficância a menos de 100 “rainha do tráfico”. metros de uma escola de primeiro grau, O envolvimento da família da suspeita dando então a causa de aumento de pena”, com a atividade de tráfico se estende concluiu dr. Jorge. também a seu marido. Atualmente o mesmo Por: Mariana Luque Fotos: divulgação Nas duas fotos acima, drogas apreendidas pela equipe comandada por dr. Jorge Koury (ao lado) Foto: Jornal O Santaritense

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Março de 2017 03 CADA VEZ MENOS POLICIAIS CIVIS Com a crescente queda no número de policiais civis de todas as carreiras, os índices de esclarecimento também caem bastante e população sofre junto com a Instituição Demorou, mas a equipe de Geraldo Alckmin finalmente escancarou a situação: a Polícia Civil vem sofrendo com a falta de recursos humanos. “Em minha opinião, a Instituição foi ferida de morte e, se não houver uma intervenção urgente, não vai demorar para constatar o óbito da mais valorosa Polícia Civil do País”, lamenta Eumauri Lúcio da Mata, presidente do Sinpol. Do final de janeiro a metade de fevereiro deste ano, a imprensa de Ribeirão Preto publicou pelo menos quatro grandes reportagens sobre o assunto. Todas com dados estarrecedores, mas já de conhecimento dos leitores do Jornal do Sinpol, uma vez que são levantamentos realizados pelo sindicato junto às unidades policiais da cidade, que integra o Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), responsável por 93 cidades da região que enfrentam, invariavelmente, o mesmo problema da sede: o envelhecimento e esvaziamento dos quadros da Polícia Civil. De acordo com levantamento feito pelo jornal A Cidade junto à SSP (Secretaria da Segurança Pública), Ribeirão Preto perdeu 443 policiais civis em 10 anos - 43 apenas de 2015 até o momento, encolhendo o quadro em 38,3%. A carreira que mais encolheu foi a de investigador. Em 2007 eram 154 investigadores nos oito DPs (Distritos Policiais), especializadas, Seccional e Deinter-3. Hoje são apenas 97 investigadores. O jornal estima que, em 2007, cada investigador cuidava de 112 casos por ano. Atualmente, cada investigador acaba tendo que cuidar de 175 crimes, levando-se em conta apenas os casos de homicídio, furtos e roubos. “É impossível dar conta da demanda com esse efetivo. Para dar uma satisfação ao menos razoável para a sociedade, seriam necessários mais 350 investigadores e 250 escrivães. Nossos policiais estão velhos, todos de cabelo branco. O Estado apenas finge que oferece segurança”, lamenta Eumauri, lembrando que todo mês ao menos um policial civil se aposenta na cidade, sem haver reposição. De acordo com dados divulgados pelo A Cidade em 2014, com base em dados oficiais, que apenas 6% dos roubos e 3,6% dos furtos foram esclarecidos no município em um intervalo de 16 meses. Nesse período, 11,6 mil roubos e 35,7 mil furtos sequer foram formalmente investigados por meio de abertura de inquérito. Selecionados Policiais ouvidos pelo jornal sob anonimato assumem que precisam ignorar a maioria dos boletins de ocorrência e focar apenas em um seleto grupo de crimes de maior potencial, como homicídios e roubos violentos. “Como vamos investigar uma casa arrombada se temos uma equipe inteira dedicada ao assalto da Prosegur, fazendo até campana em outros estados?”, disse um deles. Em reportagem do G1, Eumauri destacou que a falta de investigadores e escrivães nas delegacias prejudica o esclarecimento dos crimes, principalmente roubos e furtos. Ele aponta que o total de armas apreendidas em 2016 caiu 21,2%, em relação ao ano anterior, de acordo com dados da própria SSP. “A polícia está semi-parada. Está enganando, informa quantos vieram para Ribeirão Preto, nem fingindo que está trabalhando, mas, não tem gente para a região do Deinter-3. para trabalhar. Não tem gente para dar conta da "A Polícia Civil está envelhecida, não recebe demanda. Quem sofre é a população, não há dú- concursados, não recebe pessoas novas. São to- vidas. Você liga na delegacia com o nome do la- das já em fim de carreira. Às vezes, a administração drão, com tudo, mas o cara não tem tempo para ir quer negar, dizendo que o número é razoável, mas, atrás", afirma Eumauri. logo logo, vai fechar a maioria das delegacias e A última vez em que o efetivo da Polícia Civil concentrar em uma só, como já é feito em outras aumentou em Ribeirão Preto foi em 2006, quando cidades, por falta de funcionários. Quando eu traba- chegaram 14 policiais civis para atuar na cidade, lhava no 2º DP, há duas décadas, eram 20 investi- aumentando os quadros de 419 para 433 profissi- gadores. Hoje, são apenas quatroAsituação é sofrí- onais. A SSP afirma que entre 2011 e 2015 foram vel. Essa ‘reengenharia’ é somar o pouco com o contratados 3,6 mil novos policiais civis, mas não nada”.", encerra o presidente do Sinpol. A rotina das delegacias na região do Deinter-3: faltam policiais civis, sobram filas e população demonstra insatisfação com atendimento

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04 EDITORIAL NADA MUDOU A sensação que sentimos é que o navio não só está à deriva, mas já afundou quase todo. Resta apenas uma parte, onde concentram-se as esperanças de quem ainda não morreu afogado. Não, não se trata de uma sinopse do filme Titanic. Trata-se de uma definição cabal vivenciada por todos os policiais civis. O navio, no caso, é a nossa Polícia Civil. Definitivamente nada mudou na avaliação da equipe de governo. Foi o que pudemos constatar depois de exaustiva espera pelo encontro com o senhor secretário da Segurança Pública, dr. Mágino Alves Barbosa Filho. O Encontro só ocorreu depois que tivemos uma conversa franca com o DGP, dr. Youssef Abou Chahin, no mês de fevereiro. Sempre cortês, o secretário da Segurança Pública admitiu os problemas apontados pelo Sinpol, pela Feipol Sudeste e por demais sindicatos do estado. A falta de recursos humanos é algo inimaginável. Os quadros da Polícia Civil nunca foram tão baixos. Nunca tivemos tão poucos policiais civis para um volume cada vez maior de casos para se investigar, de inquéritos para se concluir. Também admitiu que a questão do reajuste salarial é preocupante.Afinal, ele tem ideia de que há três anos não recebemos um centavo sequer. Justamente os três anos onde a inflação mais se acentuou desde o advento do Plano Real, em 1994. Nossas perdas são enormes. No encontro, não faltou cordialidade do dr. Mágino. Mas não é só isso que queremos. Nosso principal objetivo é que nossas reivindicações sejam atendidas. Ele disse que o governo vai chamar os remanescentes dos concursos. Até aí seria ótimo. Mas não soube sequer precisar o número. Além disso, terão que passar pela academia e, mesmo que o número seja satisfatório - o que não acreditamos -, ainda vai demorar até que estejam integrados em seus locais de trabalho. Sobre a reposição salarial, dr. Mágino acenou com uma possibilidade. Tal qual fez seu antecessor, agora exministro, alçando voos cada vez maiores. Alexandre de Moraes, hoje ministro do Supremo, também chegou a acenar com tal possibilidade. Depois foi para Brasília e deu de ombros com nossa situação. Ao que parece, dr. Mágino não vai para Brasília, mas vem agindo exatamente da mesma forma que o ex-secretário, atual ministro do Supremo. O problema para Alckmin é que o cerco está cada vez mais fechado. A população reclama constantemente com o tratamento que recebe quando recorre às delega- cias. Sente a falta de funcionários. Ressente pelo tempo extremamente longo que perde para registrar uma ocorrência. E se depara com a insatisfação generalizada. Isso tem chamado a atenção dos políticos, que começam a cobrar mais efetivamente o governo. Em Ribeirão Preto, tivemos um exemplo disso. O vereador Marinho Sampaio, que nos últimos oito anos foi vice-prefeito de Ribeirão Preto, nos procurou pedindo apoio em um ofício que está encaminhando a Geraldo Alckmin, cobrando mais recursos humanos e a manutenção do 7º DP. Será que só o senhor governador não enxerga? Para ele, nada mudou. Vale a pela lembrar nosso respeitável Geraldo Alckmin que, em termos de Brasil, entramos efetivamente em 2017, já que o Carnaval passou. O tempo urge. As cobranças vão aumentar. Movimentos de insatisfação vão crescer. A imprensa tem denunciado. Está na hora de deixar a falácia de lado e trabalhar. Queremos nossa Polícia Civil sendo respeitada, com recursos humanos e salários dignos. CÉLIO ANTONIO SANTIAGO Presidente em exercício do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) VEREADOR BUSCA APOIO DO SINPOL O vereador por Ribeirão Preto, Marinho Sampaio, que tem base eleitoral no distrito de Bonfim Paulista, reuniu-se com a diretoria do Sinpol pedindo apoio do sindicato para manter o 7º DP (Distrito Policial) em funcionamento. O vereador, que foi vice-prefeito nas últimas duas administrações municipais, tem sua base eleitoral em Bonfim Paulista e está preocupado com a situação. Segundo Sampaio, ele sabe da constante luta do Sinpol na busca por melhorias para os policiais civis, dentre as quais a luta pela contratação de mais recursos humanos e pelo não fechamento de unidades policiais. Marinho se mostrou preocupado com o aumento da criminalidade e com a falta de investimentos do governo na segurança pública. Para Eumauri, a visita do vereador mostra que o Sinpol está no caminho certo em sua luta. Durante o encontro, o presidente do sindicato explicou ao vereador que a desativação do 7º DP é um projeto antigo, fazendo parte daquilo que ele considera a “famigerada” reengenharia. “É uma forma de amontoar os poucos policiais civis em um único prédio, dando a falsa sensação de que os recursos humanos são suficientes. É juntar nada com coisa nenhuma”, ataca. Atualmente o DP não conta com delegado titular e, em determinadas ocasiões, há rodízio de escrivão e investigador para atuar na unidade de Bonfim Paulista. Sampaio levou ao Sinpol um ofício que pretende encaminhar ao governador, pedindo que se atendam as solicitações do sindicato. Além de Eumauri e Sampaio, participaram do encontro o vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago e a diretora secretária Fátima Aparecida Silva. Notas Plano de Saúde 1 Atenção associados. Verifiquem a data de validade no cartão magnético do convênio São Francisco Saúde, especialmente dos dependentes que cursam faculdade. Para que não ocorra carência, a declaração escolar deverá ser enviada, impreterivelmente, 20 dias antes da data limite de validade. Na dúvida, confira o verso da carteira do plano de saúde, onde consta a data do término da validade. Não deixe para a última hora. Maiores informações na Central deAtendimento Sinpol, telefones (16) 3625-3890 / 3612-9008 / 3979-2627. Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos.Acerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (16) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recémaposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Plano de Saúde 2 Devido a reclamações recebidas junto à Secretaria do Sinpol, a diretoria do Sindicato pede aos associados usuários do Plano de Saúde que confiram suas cobranças de coparticipação em consultas e exames relativos ao uso do convênio médico. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central deAtendimento do Sinpol, pelos telefones (16) 3612-9008 / 3625-3890. Atenção policiais civis O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, comunica aos associados que, caso necessitem de amparo na área jurídica relacionado à aposentadoria, assim como para acompanhar o andamento de ação já ajuizada, primeiramente entrem em contado com os diretores do Sindicato, através de nossa Central deAtendimento Sinpol, fones (16) 3612-9008 / 3625-3890 / 3977-3850 para oportuno agendamento com o dr. Ricardo Ibelli. Novos Associados - Edgard Sérgio Visconte, escrivão em Ribeirão Preto; - Valdeir Muniz Lisboa, investigador em Serrana. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Março de 2017 EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: secretaria@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório,Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR FOTOGRÁFICO: Júlio Castro REPORTAGENS: Mariana Luque O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Boleto bancário emitido pelo Laboratório de Notícias DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Costa Antonio Pereira Alvin MarcosAntonio Fernandes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Março de 2017 05 DIG APREENDE GRANDE PRODUÇÃO DE MACONHA Equipe da especializada encontra plantação com quase 700 pés de maconha no bairro Monte Alegre, em Ribeirão Preto No dia 16 de fevereiro, uma equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto, do Deinter 3 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo do Interior) realizou uma grande apreensão de entorpecentes: quase 700 pés de maconha. A ação policial aconteceu no bairro Monte Alegre, zona Oeste da cidade. Os policiais civis vinham investigando o imóvel durante os 15 dias anteriores à atuação de campo, devido a atividades suspeitas que aparentavam estar relacionadas ao tráfico de drogas na região. Contudo, acreditava-se que o local era utilizado apenas para armazenamento e preparo para comercialização dos entorpecentes. Assim mesmo, a equipe entrou com representação pela concessão de mandado de busca domiciliar, que foram cumprir na manhã do dia 16 de fevereiro. Ao chegarem à residência investigada, não havia ninguém presente. Mas, ao entrar, os policiais tiveram uma surpresa: além dos entorpecentes armazenados e preparados para comercialização, havia no local um sofisticado sistema de plantio de maconha que abrigava 680 pés da planta. De forma bastante discreta, difícil de perceber até mesmo para os vizinhos, havia plantas de maconha em diversas partes do imóvel. Nesses locais, haviam aparelhos de ar condicionado para controlar a temperatura, ventiladores, irrigação, lâmpadas adequadas e sistema de umidificação do ambiente, que funcionavam 24 horas por dia. Toda essa tecnologia controlada remotamente para garantir precisão. O refinamento do sistema de plantio não se limitava aos aparatos eletrônicos: A organização logística da produção também era bastante precisa. Todos os vasos eram devidamente numerados e catalogados de acordo com seu manejo, com número e data de produção constando em etiquetas e tabelas de planejamento do crescimento e registros dos cuidados específicos de cada muda e pé de maconha. Também era aplicado fertilizante periodicamente nas plantas, visando garantir seu crescimento sadio, tudo descrito detalhadamente nas documentações constantes no local. As mudas e pés de maconha estavam distribuídos em diversos espaços da casa de acordo com a fase de produção em que se encontravam. As mudas mais jovens, recém-plantadas, ficavam em um dos quartos e quando transferidas para vasos individuais, depois de crescerem um pouco, eram locomovidas para outro quarto que possuía climatização mais adequada à etapa de desenvolvimento. Posteriormente, eram transferidas para o corredor da casa, onde se encontravam as plantas próximas à fase da colheita. Na sala da residência, havia uma cama sobre a qual os suspeitos conduziam as atividades laboratoriais do sistema de produção. Também nesse local realizava-se o processo de empacotamento e armazenagem da droga produzida, de modo que foram encontradas ali cerca de 1200 porções da droga, prontas para a comercialização. Com essa sistemática, o grupo geria uma produção de maconha surpreendentemente compacta, raramente observável e, por esse motivo, difícil de identificar. Também esse esquema de plantio possibilita a produção de uma quantidade absurda de entorpecente, já que no geral a maconha necessita de espaços mais amplos que o imóvel investigado para vingar. No local, confirmando a rentabilidade dessa sistemática, foram encontradas algumas folhas relativas à contabilidade do tráfico. Esses documentos relatam números bastante elevados, de modo que se estima que o rendimento bruto do comércio dos entorpecentes ali produzidos girava em torno dos R$ 200 mil por mês. Também são elevados os valores para sustentar tamanha tecnologia: cerca de R$ 40 mil mensais para a manutenção. O investimento dos suspeitos, contudo, gerava um entorpecente bastante lucrativo, o Skank, substância derivada da planta que pode ser vendida a R$ 50 o grama. Embora ninguém se encontrasse no local, as investigações apontam o inquilino do imóvel como suspeito. O homem apresenta passagem pela Polícia por roubo. Ainda que a casa fosse alugada, não há suspeitas sobre o proprietário, que não demonstrou saber para quê o local estava sendo utilizado. A equipe da DIG responsável por essa operação está sendo coordenada pelo delegado dr. Eduardo Rodrigues Martinez. O grupo de inves- tigadores atuante conta com José e José Guilherme, que identificaram o imóvel e o suspeito de forma eficiente. Toda a ação do grupo foi registrada pelo escrivão Eduardo. Esses policiais civis prosseguem seu preciso trabalho amparados pelo Instituto de Criminalística, responsável por analisar as plantas apreendidas. As investigações continuarão uma vez que o laudo de análise esteja pronto, visando encontrar o suspeito. Por: Mariana Luque Drogas apreendidas na ação: acima plantação de maconha, abaixo a droga pronta Fotos: DIG Ribeirão Preto

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06 RADAR Bebedouro A Polícia Civil em Bebedouro (Deinter 3 - Ribeirão Preto), através dos investigadores de Polícia do 3º DP (Distrito Policial), com o apoio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), prenderam um casal envolvido com um homicídio ocorrido nesta cidade. O crime ocorreu na noite de 21 de janeiro, no Jardim Estoril, quando um casal matou uma pessoa esfaqueada. O delegado de Polícia titular do 3º Distrito Policial de Bebedouro, Dr. João Vitor Silvério, esclareceu a autoria delitiva e representou pela decretação da prisão temporária do casal, a qual foi deferida no dia 21 de janeiro. Os investigados encontravam-se foragidos, mas após um trabalho de inteligência policial, na manhã de 26 de janeiro, foram presos, na zona rural da cidade. Região A Polícia Civil das cidades de São Joaquim da Barra, Nuporanga, Orlândia, Sales Oliveira, e Ribeirão Preto, que integram as Delegacias Seccionais de São Joaquim da Barra e de Ribeirão Preto (Deinter 3 - Ribeirão Preto) desmantelou quadrilhas de traficantes que atuavam nesta região do interior de São Paulo, e prendeu 15 pessoas. Após meses de investigação, foram realizadas três ações, nos dias 20, 26 e 27 de janeiro e 15 pessoas foram presas, dentre elas duas mulheres, sendo uma delas professora e comandava o esquema de venda de drogas, próximo à escola onde lecionava. Com o líder de uma das quadrilhas, foram apreendidos um revólver, calibre 38 com a numeração suprimida e munições. Das ações decorreram ainda a apre- ensão de 101 pedras de crack, 304 gr de maconha e 74 gr de cocaína, além de balanças de precisão e a contabilidade do tráfico. A maioria dos presos possui antecedentes por crimes semelhantes. Sertãozinho Policiais civis da DISE (Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Sertãozinho (Deinter-3 - Ribeirão Preto), na manhã de 26 de janeiro, prenderam um cozinheiro, de 30 anos, por tráfico de entorpecentes, no Jardim Primeiro de Maio, naquela cidade. Os agentes monitoravam um homem que possivelmente estaria ligado a uma organização criminosa e, a partir de trabalho investigativo, conseguiram identificar o suspeito e o local da sua residência. Assim sendo, permaneceram em vigilância velada no local-alvo, quando presenciaram uma movimentação típica de tráfico de drogas. Na sequência, avistaram o suspeito saindo do imóvel e realizaram a abordagem. No imóvel, encontraram três porções grandes de cocaína, além de 1 tijolo e 1 porção de maconha, com peso aproximado de 1,5 kg. Ainda no local, encontraram farto material para embalar o entorpecente, 1 balança de precisão e R$300 em dinheiro. O investigado foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Araraquara I Após meses de investigações e trabalhos de inteligência, policiais civis da DISE (Delegacia de Polícia de Investigação sobre Entorpecentes) de Araraquara (Deinter 3 - Ribeirão Preto) em posse de Mandado de Busca e Apreensão Domiciliar, na tarde de 02 de fevereiro, deslocaram-se ao bairro Jardim Paraíso, naquela cidade, e, ao entrarem no apartamento do casal, encontrou-os dormindo e em busca pessoal, junto com a suspeita de 18 anos Março de 2017 havia uma chave de cadeado que abria um compartimento de gás no térreo do condomínio. Os investigadores foram até o local e lá localizaram um pote com drogas. Todavia, dentro do interior do apartamento localizaram drogas, material para embalar entorpecentes e anotações de contabilidade de tráfico. O casal foi preso por tráfico de drogas. Araraquara II Policiais civis das DIGs (Delegacias de Investigações Gerais) de Araraquara (Deinter 3 - Ribeirão Preto) e de Marília (Deinter 4 - Bauru) efetuaram a prisão de um homem, de 22 anos, no dia 06 de fevereiro, que estava foragido, após assassinar um homem, de 25 anos, em outubro de 2015, no bairro de Fragata Secções, em Marília. Na época, vítima e autor tiveram uma briga generalizada, oportunidade em que o criminoso desferiu facadas no pescoço da vítima, que veio a falecer. O indiciado encontrava-se com mandado de prisão preventiva expedido em seu desfavor, pela Vara do Júri de Araraquara. Ribeirão Preto No dia 27 de janeiro, a Polícia Civil de Ribeirão Preto (Deinter 3) prendeu um trio com aproximadamente 1.5kg de cocaína, no bairro de Palmares, naquele município. Os policiais civis da DISE (Delegacia de Polícia de Investigações sobre Entorpecentes) monitoravam a residência de um dos traficantes quando realizaram as prisões. No local foram encontradas drogas, balança de precisão, sacos plásticos, liquidificador e outros apetrechos com resquício de cocaína, além de munições de calibre .380. Um dos homens presos era procurado pela justiça. O trio foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de munições. Foto: Setor de Comunicação Social da Seccional de Bebedouro Policiais civis de Bebedouro prenderam casal acusado de homicídio na cidade Equipe da DISE de Sertãozinho prendeu cozinheiro suspeito de envolvimento com o tráfico Foto: Seccional de Sertãozinho

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Março de 2017 07 ESTÁ CHEGANDO A HORA Falta muito pouco para a realização de um grande sonho dos policiais civis filiados ao Sinpol.Anova sede social está quase pronta. Entra agora na reta final das obras, até chegar à esperada inauguração. Segundo o vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago, que está acompanhando todos os passos da obra, o prédio já conta com o piso interno e externo todo assentado.Além disso, até o final de janeiro estava previsto o término da instalação dos vidros.As pias estão todas instaladas e as louças sanitárias restantes já foram compradas. A obra foi feita toda com recursos próprios do Sinpol, com planejamento para evitar endividamento. E o projeto já é uma feliz realidade. Em 2017 o sindicato terá casa nova, na Avenida Francisco Massaro Farinha, esquina com a rua Pedro Pegoraro, que é uma travessa daAv. Leão XIII, na Ribeirânia, atrás do Campus da Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto) e terá área total construída de 1.600 m², está sendo erguido em um terreno com área total de 2.247,95 m². Uma comissão de associados foi formada para acompanhar passo a passo o que é investido no local. As obras foram iniciadas no dia 06 de março de 2012. Acompanhe nas fotos a evolução do empreendimento.

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08 Março de 2017 SINPOL REÚNE-SE COM SSP Diretores do sindicato, ao lado de representantes da Feipol Sudeste, estiveram com dr. Mágino Alves Barbosa Filho cobrando recursos humanos e reajuste O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata; seu vice-presidente, Célio Antonio Santiago; o presidente da Feipol-SE (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste), Aparecido Lima de Carvalho, o Kiko, além de quatro representantes de sindicatos ligados à entidade, estiveram reunidos com o titular da SSP (Secretaria da Segurança Pública), dr. Mágino Alves Barbosa Filho. O encontro ocorreu na sede da SSP, no dia 01 de março. A reunião com o SSP foi um pedido dos policiais civis feito durante reunião ocorrida em 02 de fevereiro com o titular da DGP (Delegacia Geral de Polícia), dr. Youssef Abou Chahin. Naquela oportunidade, além de solicitar a audiência com o secretário, os sindicalistas tiveram como principal foco foi a absurda falta de Policiais Civis em todas as Unidades Policiais do Estado, que vem causando uma inadmissível carga de trabalho, trazendo também como consequência afastamentos por licença de saúde, aposentadorias precoces e até pedidos de exonerações. O DGP, sempre solícito e sensível aos problemas enfrentados pela categoria, conseguiu o encontro. E o dr. Mágino logo adiantou que chamará, até o mês de julho, os remanescente aprovados nos concursos realizados em 2013 para delegados e escrivães de Polícia. Segundo Eumauri, o dr. Mágino não quis afirmar quantos serão chamados, nem mesmo se em outras carreiras como a de investigador, haverá chamada de eventuais remanescentes aprovados. “O senhor secretário se limitou a dizer que a abertura de novos concursos só ocorrerá após esgotarem as chamadas dos remanescentes. Ele nos disse que essa medida taxada de emergencial é para conter o déficit dos funcionários verificados em todas as carreiras da Polícia Civil”, informou Eumauri. De acordo com números obtidos no Portal da Transparência, fornecidos pelo próprio governo do Estado, o déficit oficial é de 8.594 policiais civis de todas as carreiras, fora cerca de 1.800 pedidos de aposentadoria em curso, de acordo com o DGP, dr. Youssef. Durante a conversa com o secretário, Eumauri lembrou as condições desumanas a que são submetidos os policiais civis, por conta da grande falta de recursos humanos. “É desumano o que fazem com o policial civil da ativa. Ele realiza o trabalho de três, quatro ou até mais policiais civis. Não tem como garantir qualidade. Não tem como esclarecer crime. Ele acaba tendo que escolher o que vai investigar. É impossível trabalhar desta forma. Se algo não for feito com a máxima urgência, a Polícia Civil vai acabar fechando de vez as portas”, enfatizou Eumauri. Reajuste De acordo com Eumauri, a questão do reajuste salarial também deve ser vista com bastante apreensão. “Levamos ao secretário que estamos sem reposição dos índices de inflação desde o ano de 2014, portanto, há três anos. Além de ganharmos muito abaixo do que merecemos, nossos salários estão sendo corroídos pela inflação, no período mais cruel desses últimos 20 anos. Ele disse apenas que está sendo feito um acompanhamento mensal da arrecadação e a intenção é ser ofereci- da ao menos parte da reposição salarial, também até julho”, explicou Eumauri. No encontro, o secretário convidou os integrantes da Feipol Sudeste a participarem de um GT (Grupo de Trabalho) que acompanhará a evolução da arrecadação. No GT, além de representantes da Polícia Civil, segundo o dr. Mágino, estarão também representantes da PM e da Polícia Técnico-Científica. “Se nos basearmos nos outros GTs dos governos Alckmin, isso vai acabar não dando em nada. Precisamos de um compromisso do governo”, disparou Eumauri. Ainda durante a reunião, os sindicalistas entregaram ao dr. Mágino um oficio informando a decisão liminar de 21/02, da juíza Patrícia Maiello Ribeiro Prado, da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que determina o fim das escalas de Fotos: Sinpol acúmulo de cargos sem que o policial civil, exceto delegados, receba nada por isso. E para corrigir injustiças, os sindicalistas devem impetrar ação judicial para todos os policiais civis pedindo suspensão imediata dessas escalas e ressarcimento dos acúmulos de cargos dos últimos cinco anos, seja em dinheiro ou em banco de horas. Para o vice-presidente do Sinpol, o resultado do encontro não foi satisfatório para os policiais civis. “O secretário concorda que falta material humano. Também admite que o salário esteja defasado. Tudo o que foi exposto, ele concordou. Porém, para melhorar o salário e contratar policiais civis, depende da arrecadação melhorar. Então a reunião não obteve êxito. Só promessas para o segundo semestre, se melhorar a arrecadação”, lamentou Célio. Acima, sindicalistas ao lado do DGP, onde pediram audiência com SSP que acabou ocorrendo no dia 01 de março (foto ao lado)

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Março de 2017 SÃO CARLOS 09 DIG DESVENDA TODOS OS HOMICÍDIOS DE 2017 Dentre as investigações, esclarecido o caso em que cabeça da vítima foi encontrada em avenida movimentada da cidade O início do ano de 2017 representou muito trabalho para os policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Carlos, do Deinter 3 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior). Ao longo desses primeiros meses, diversos casos de homicídio ocorreram na cidade. Contudo, devido ao esforço coletivo dessa equipe, coordenada pelo delegado Dr. Gilberto de Aquino, todos os homicídios foram prontamente solucionados, viabilizando uma maior compreensão dos acontecimentos recentes. De todos esses acontecimentos investigados pelos policiais, um especialmente chocante se destacou: uma cabeça humana encontrada em uma torre de eletricidade. A cena perturbadora que motivou a ação dos policiais civis foi testemunhada em uma avenida movimentada de um grande bairro na zona oeste da cidade, o Santa Felícia. A cabeça foi encontrada nesse local por volta do meio dia de 17 de fevereiro e, desde então, o ocorrido vem sendo investigado. No mesmo dia, foi possível identificar o primeiro suspeito. Trata-se de um morador de um bairro próximo, o Santa Angelina. Dr. Gilberto de Aquino explicou aos jornalistas que o mesmo haveria depositado a cabeça da vítima na torre de energia e, na sequência, anunciado espalhafatosamente, aos gritos, ter assassinado um estuprador. Ainda assim, a princípio, o investigado alegou que cerca de 15 pessoas armadas invadiram sua residência e assassinado o homem. Incrédulo, Dr. Gilberto de Aquino julgou necessário prosseguir com as investigações em busca de novos suspeitos. A decisão se mostrou acertada, porque quatro dias depois sua equipe identificou mais dois suspeitos. Esses dois foram presos em casa, também no bairro Santa Felícia, e confessaram sua participação no crime. Desde então, os policiais passaram a considerar uma nova versão dos acontecimentos, distinta da apresentada pelo primeiro suspeito, dessa vez envolvendo mais personagens conhecidos dos policiais civis. A versão mais atualizada conta com quatro suspeitos: A vítima estava reunida com os outros quatro na casa do primeiro acusado, identificado no dia 17 de fevereiro. Nessa ocasião, o homem que posteriormente foi assassinado, segundo os suspeitos, havia revelado que cometeu um estupro, o que iniciou uma discussão. Amedrontada, a vítima correu até o quintal, onde foi capturado pelos dois suspeitos presos por último, que jogaram álcool e atearam fogo em seu corpo. Na sequência, o grupo deliberou e decidiu executar a vítima, que ainda estava em chamas. Nesse momento, um dos dois homens posteriormente identificados degolou a vítima ainda viva e desferiu uma série de facadas com o intuito de esquartejamento. Uma vez que a vítima estava morta, os outros dois suspeitos juntamente a um homem ainda não identificado se responsabilizaram pela ocultação do cadáver, exceto pela cabeça: Essa parte foi entregue em uma mochila ao dono da casa, o primeiro acusado. Finalmente, no dia seguinte, o mesmo tomou a decisão que viria a motivar as investigações do homicídio: dispôs a cabeça da vítima na torre de energia elétrica na importante avenida do bairro Santa Felícia. Os três suspeitos identificados foram recolhidos em prisão temporária ao Centro de Triagem de São Carlos. Ao questioná-los, os mesmos alegaram não saber quem é o outro homem porque estavam sob efeito intenso de entorpecentes, principal motivação para a reunião em que ocorreu o homicídio. As investigações prosseguem no intuito de identificar o quarto envolvido. Outro caso Dentre os homicídios esclarecidos recentemente esclarecidos pela DIG de São Carlos, também se destacou uma ocorrência do dia 20 de janeiro. Trata-se do assassinato de um adolescente de 15 anos cujo corpo foi encontrado à noite naquele dia em uma mata próxima à UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). A equipe da DIG São Carlos iniciou as investigações e encontrou um carro associado ao crime, com manchas de sangue do jovem assassinado. O veículo pertence a um dos dois suspeitos associados à autoria do crime. Dr. Gilberto de Aquino e sua equipe desvendaram também a motivação bárbara desse homicídio, que o delegado explicou aos jornalistas: “O adolescente pegava drogas dos suspeitos para vender, mas ficou devendo cerca de R$ 400 para eles. Sendo assim, pagou com a própria vida”. Atualmente, ambos os suspeitos encontram-se foragidos, mas devido à natureza das informações encontradas ao longo do processo investigativo, foi decretada a prisão temporária dos mesmos. A equipe da DIG de São Carlos tem demonstrado motivação em seu trabalho e os resultados são considerados alento para a comunidade. O grupo do dr. Gilberto de Aquino tem sido eficiente e realizado o trabalho com extrema agilidade. Todos os casos de homicídio registrados em 2017 na cidade, até o fechamento desta edição, já foram esclarecidos graças à união da equipe. Por: Mariana Luque Foto: DIG São Carlos Dr. Aquino, de terno no centro, e sua equipe: eficiência no combate ao crime

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10 ESPECIAL Março de 2017 UM VERDADEIRO PEDIDO DE SOCORRO Agente de Telecomunicações faz representação a delegado de Rancharia denunciando falta de recursos humanos, o que prejudica trabalho de Polícia Judiciária O agente de telecomunicações Hamilton Tadeu Dorne e Silva, há três anos na Polícia Civil, portanto ainda em estágio probatório, fez uma representação que, na verdade, é um verdadeiro pedido de socorro de toda a categoria. Ele encaminhou ao delegado titular da Delegacia de Polícia de Rancharia, região do extremo oeste do Estado, denunciando as precárias condições de trabalho a que são submetidos os policiais civis daquela região - e de todo o Estado -, por conta da falta de recursos humanos. Segundo Hamilton, ele decidiu tomar tal atitude porque este procedimento não se enquadra em nenhum artigo que comprometa a imagem da Instituição, não é documento sigiloso. Desta forma, ele estaria salvaguardando seus direitos e denunciando a situação. “Não há como ser punido. Apenas uma punição velada. Como consequência, sob o argumento de diminuírem minha carga de trabalho, me tiraram do Grupo de Operações Especiais da Seccional”. O agente de telecomunicações explica que não sofreu verbalmente nenhuma repreensão dos superiores. Sobre a questão do acúmulo de função, ele aguarda completar cinco anos na Instituição para entrar na justiça pedindo as diferenças salariais. Mas garante que continua empenhado em fazer o melhor pela Polícia Civil. No dia em que foi ouvido pelo Jornal do Sinpol, ele fazia a depuração de uma escuta interceptação telefônica com autorização judicial feita em agosto de 2016. “Isso mostra a ineficácia da Polícia Civil. O fato aconteceu lá atrás e só agora, por conta do pedido do Juiz, é que estão tratando o assunto. A falta de policiais vai acabar com a Polícia Civil”, lamenta Eumauri Lúcio da Mata, presidente do Sinpol, que colocou o sindicato à disposição de Hamilton. Leia, a seguir, a íntegra da representação. “Excelentíssimo senhor doutor delegado de Polícia Titular da Delegacia de Polícia do Município de RanchariaSP. Eu, Hamilton Tadeu Dorne e Silva, RG (SUPRIMI- DO), Agente de Telecomunicações Policial, atualmente exercendo as funções no Setor de Investigações desta Delegacia de Polícia de Rancharia, venho à presença de Vossa Excelência expor as precárias situações de trabalho enfrentadas pelos policiais civis deste setor, solicitando as devidas providências. Dos Fatos Em virtude da defasagem de efetivo pela qual passa nossa instituição, desde meu ingresso na Polícia Civil sou aproveitado em funções estranhas ao cargo que ocupo. Antes, no setor de identificação civil, acumulado com controle de envios e recebimentos de mensagens eletrônicas.Agora, há aproximadamente um ano, exerço minhas funções no Setor de Investigações desta Unidade, o que faço com muito gosto e aptidão. Quando iniciei os trabalhos investigativos, há aproximadamente um ano, as Ordens de Serviço eram distribuídas a cinco policiais (Hamilton, William, Joas, Adauto e Thiago). Nos últimos meses o número de policiais encarregados do cumprimento de referidas Ordens de Serviço foi reduzido para apenas dois. Ou seja, atualmente, as ordens de serviço são distribuídas somente a este policial e ao policial civil Thiago Rodrigues Fago. Como Vossa Excelência bem sabe, a redução do número de policiais responsáveis pelo cumprimento dessas ordens se deu por diversos fatores, entre eles estão: 1- O afastamento regulamentar do Policial Civil José Carlos Martins Carreira,Agente Policial recém-chegado à Unidade por meio de permuta com o Policial Joas Schneider de Matos; 2- A designação do policial civil William Zamineli de Lima para elaboração de termos circunstanciados; 3-Anão distribuição de Ordens de Serviço ao Policial Civil Adauto Inocêncio de Oliveira, que, em virtude das exigências feitas pela 8ª CorregedoriaAuxiliar da Polícia Civil, em Correição realizada no dia 22/09/2016, está na chefia do setor, registrando e distribuindo as ordens de serviço, e supervisionando o setor, além de apoiar os 3- Escolta e remoção dos presos até os Municípios policiais nas diligências onde o risco e a complexidade são de Caiuá, Presidente Venceslau, Dracena, Tupi Paulista, maiores, como nos casos de Mandados de Prisão e Bus- Adamantina, a depender da condição do custodiado. Não ca Domiciliar e coordenar investigações sigilosas, como a são raras as situações em que os policiais têm de trans- interceptações telefônicas etc. portar presos para mais de uma Cidade, chegando a per- Destarte, as Ordens de Serviço, que atualmente en- correr mais de 300 km, o que prejudica substancialmente contram-se registradas sob número acima do 1.230 (hum os trabalhos de investigação da Unidade. mil duzentas e trinta), e eram distribuídas a cinco policiais Isso sem contar investigações que tomam grande para cumprimento, atualmente são cumpridas por apenas quantidade de tempo, como campanas e interceptações dois policiais. telefônicas, diligências que são constantemente realiza- Como Vossa Excelência bem sabe, mesmo quando o das em nossa Unidade. número de policiais responsáveis pelo cumprimento das Entretanto, após a Correição realizada no dia 22/09/ Ordens de Serviço era maior, não havia uma cobrança 2016, pela 8ª CorregedoriaAuxiliar da Polícia Civil, e ten- rígida e formal de prazo para cumprimento das mesmas, do em vista os questionamentos e exigências feitos por tendo em vista que tanto Vossa Excelência quanto aAu- aquela Casa Censora, iniciou-se uma cobrança em rela- toridade Policial Assistente tinham ciência do excesso de ção aos prazos para cumprimento das Ordens de Serviço trabalho a cargo daque- les cinco policiais, que, Foto: Arquivo Pessoal além de dar cumprimen- to às ordens de serviço, são encarregados das seguintes tarefas: 1- Cumprimento de determinações judiciais, como Mandados de Busca e Apreensão; 2- Encaminhamen- to de expedientes da Unidade ao Poder Judi- ciário, Ministério Públi- co, Instituto de Criminalística, Instituto Médico Legal e órgãos daAdministração Supe- rior, como a Delegacia Seccional de Polícia e o Deinter-8. O policial civil Hamilton Dome e Silva apresentou representação

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Março de 2017 11 aos únicos dois policiais atualmente responsáveis pelo cumprimento dessas. Tanto eu quanto o Policial Civil Thiago Rodrigues Fago e o Investigador Chefe do Setor fomos cientificados do teor da Portaria DGP 23/2013, que fixa as diretrizes para a expedição das Ordens de Serviço, e que fixa o prazo de cinco dias para elaboração de relatório após a realização das diligências, a serem efetuadas no prazo assinalado pelaAutoridade Policial. Ocorre que, diante das circunstâncias acima mencionadas, é praticamente impossível o cumprimento das diligências nos prazos atualmente estipulados (em regra 30 dias). As solicitações de dilação de prazo acabam por gerar mais burocracia e prejudicam ainda mais o já bastante lento desenrolar das atividades investigativas, uma vez que o policial tem de deixar de ir a campo, ou de relatar as diligências já efetuadas, para justificar o não cumprimento dos prazos, reduzindo a escrito as dificuldades que Vossa Excelência já tem ciência, e que também o prejudica. Essa cobrança, embora legal e arrazoada, vem trazendo enorme desgaste aos policiais encarregados da investigação dos crimes apurados por nossa Unidade. Isto porque não há como realizar um trabalho de qualidade, que vise a necessária resposta do Estado diante de um fato criminoso, e cumprir os prazos regulamentares contando com um efetivo tão pequeno e encarregado de um volume tão grande de trabalho. Para que haja êxito, o trabalho investigativo deve ser realizado de forma minuciosa. As diligências em campo não costumam se esgotar em um único dia. Cada uma traz à luz uma nova pista e, geralmente, um caso não é solucionado de um dia para o outro. O excessivo volume de trabalho atribuído aos pouquíssimos policiais deste setor jamais será realizado com excelência nos prazos estipulados. E isto nos coloca em uma situação bastante delicada: ou cumprimos os prazos ou desempenhamos um trabalho que traga resultado efetivo à população (resultado este tratado por nossaAdministração como “Produção”). A título de exemplo, no final de semana dos dias 28, 29 e 30 de outubro deste ano, houve três roubos a mão armada em nossa Cidade. As Ordens de Serviço para apuração de tais crimes foram distribuídas a este policial. Dos três casos, dois foram solucionados e os autores identificados. Também houve identificação e prisão de autor de roubo ocorrido no dia 26/08/2016, onde foram subtraídos R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) de uma loja de materiais de construção de nossa cidade. Logramos êxito, ainda, em identificar, por meio de interceptação telefônica, o autor do homicídio praticado no dia 17/07/ 2016, investigação esta que deu início a nova interceptação telefônica, desta vez para apuração de prática de tráfico de drogas, a denominada “Operação Mamão”, oportunidade em que houve identificação de pelo menos 08 (oito) pessoas envolvidas como tráfico de drogas. No entanto, a “Operação Mamão” encontra-se parada devido à falta de efetivo para dar continuidade ao trabalho de transcrição das conversas. Atualmente, há mais de 40 (quarenta) ordens de serviço a cargo deste policial (distribuídas e não cumpridas), entre elas um furto de veículo e um roubo de veículo de carga, além de operação de interceptação telefônica para apuração de furto de gado. Também são rotineiras as convocações para Operações em outras Unidades, como a operação Ethos, realizada nos dias 21, 22 e madrugada do dia 23 de novembro. Como se vê Excelência, o volume de trabalho em nossa Unidade é substancialmente alto. São aproximadamente 30.000 habitantes, numa área de 1.587 Km2, com média de 3.000 registros de boletins de ocorrência anuais e apenas três policiais civis trabalhando no setor de investigações, acumulando funções de escolta de presos. Do Pedido Ante ao exposto, uso do presente para informar que, na situação pela qual passamos, não há como desenvolver um trabalho efetivo e, ao mesmo tempo, cumprir as determinações com a celeridade que se espera. Trata-se de missão impossível de ser realizada com o efetivo de que dispomos em nosso setor. Assim, solicito seja a presente situação levada a conhecimento daAdministração Superior, tendo em vista que este policial civil ainda se encontra em período de estágio probatório e teme sofrer as consequências da falta de estrutura de que dispomos, sendo penalizado quer pelo descumprimento de prazos ou pela má qualidade do serviço que desempenha a fim de cumprir esses prazos, solicitando auxílio para normalização dos trabalhos de nossa Unidade. Sem mais. Rancharia, 28 de novembro de 2016. HAMILTON TADEU DORNE E SILVA Agente de Telecomunicações Policial” SINPOL ENCONTRA SECCIONAL EM BATATAIS Reunião ocorreu quando presidente do sindicato estava na cidade para conferir condições de trabalho dos policiais civis em unidade com reforma paralisada O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, esteve na cidade de Batatais no dia 17 de fevereiro. O objetivo da visita foi constatar a situação vivenciada pelos policiais civis da cidade que estão instalados num prédio que vem sendo reformado pelo governo do Estado desde julho de 2014. Na realidade, as obras foram iniciadas mas estão paralisadas há dois anos e meio. Segundo Eumauri, o prédio tem sofrido constantemente com as chuvas. “O local sempre acaba inundado com qualquer chuva mais forte. No dia 29 de dezembro, parecia um piscinão. Além disso, o prédio que começou a ser reformado enfrenta diversos problemas, como infiltrações e rachaduras. O terreno está com o mato alto e as condições de trabalho são as piores possíveis”, explicou Eumauri. Com o objetivo de confirmar a situação atual, o presidente do sindicato foi a Batatais e, por coincidência, acabou encontrando-se com o delegado Seccional de Franca, dr. Marcelo Caleiro, que havia ido à cidade para comunicar a retomada das obras. O sindicalista e o Seccional conversaram a res- peito da situação da delegacia da cidade. Eumauri apresentou os problemas ao dr. Caleiro, que disse estar ciente do que vem ocorrendo, mas que tudo tem data para terminar. Segundo dr. Caleiro, já foi feita a licitação para concluir o restante da obra e resta somente 20% para a conclusão. “Mas 20% de quê?”, indagou Eumauri, apontando vários problemas estruturais. O Seccional explicou que o problema ocorreu quando a empresa vencedora da licitação descumpriu o contrato e parou de executar a obra. Como o processo é trabalhoso por contadaburocracia,acaboudemorandoum pouco mais. Mas ele garantiu que espera concluir o processo de licitação em até um mês e, em cerca de dois meses disponibilizarem verba. Se tudo correr bem, segundo o dr. Marcelo, a obra pode ser concluída até quatro meses após a conclusão do processo licitatório. Ele também informou que a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) poderá sair do local, com uma possível desativação da Cadeia Pública. Essa desativação renderia uma nova sede para a especializada, além de liberar mais policiais para a cidade, que atualmente trabalham na cadeia. Eumauri disse ao Seccional que o Sinpol vai de acordo. Para encerrar, alfinetou: “Cortar o mato continuar de olho e denunciando o que não estiver do terreno não necessita licitação”. Eumauri encontrou o dr. Caleiro em Batatais e ouviu promessa de conclusão da obra na delegacia, após realização de nova licitação

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12 ANIVERSARIANTES DE MARÇO 01 João Ipólito Willian Donizete Floriano Rosa Maurício Eduardo de Brito Umberto Fauze Amsei 02 Edison José da Silveira Octacílio Baptista de Souza César Roberto Silva Rinaldo Domingos Borges Cláudia Moreira Spadafora Machado Raquel Ap. Benedito Cardoso Cintra 03 Clóvis Pina Barão Cleonice Lúcia Ribeiro da Silva Luciene dos Santos Pereira F. Rodrigues Etelvino Acácio Mafra Lucas Pereira Leite Douglas de Oliveira Lopes 04 Vera Lúcia Marques Telma Patrícia Barboza 05 Anivaldo Registro Ana Cláudia Ramos da Silva Tosta Antônio Carlos Barreto das Neves 06 Edmilson Orlandini Tânia Regina Ribeiro Trepador Ricardo Turra 07 Daniel Ferreira de Souza Mário Antonio de Oliveira Franceschini Carlos Eduardo Soares Thomaz 08 José Armando Soares D’Agostino Rogério de Souza Pinheiro Adonis Leite Ribeiro 09 Luciana Cristina Mioto Marques Kátia Patrícia Pagliari de Souza Vadercy Teixeira Rodrigues George Theodoro Ary Roberto Rodrigues Costa 10 Antonio Moreira de Souza Lucilene de Cássia Pavan Boreli Madalena Hernandes Barbieri Valter Marqueto 11 Paulo Sérgio de Oliveira Adolfo César Belório João Batista de Oliveira 12 Luiz Carlos da Costa Idineo Ferreira de Araújo Valcir Antonio Bologniese Claudemir Alberto Cruz Sylvio Augusto Simões Lujan Carlos Alberto Lopes Martins José Roberto Pim 13 Célia Maria Pereira Caruano Osmani Lopes da Silva Luís Fernando Martini José Fernando Viviero Gabriel César Cortez 14 Valmir dos Santos Tosta Leila Maria Martins Faccion José Menari Cleuza Lopes Silva Iara Helena de Souza 15 Flávio Sérgio Inácio Mário Maruta Reinaldo dos Santos Evaldo Armando Antonialli Jorge Miguel Koury Neto Mário Leandro Silva Vieira 16 Sandra Eloisa Bedim Pavani André Carlos de C.Arrisse Adriana Cristina da Silva Wagner Fernando da Silva Livingstone Eduard Rodrigues 17 Homero Freitas Gorjon Francisco Righini Luiz Roberto Ramada Spadafora Valdirene Aparecida Boscolo Galupo José Amador Alves Paulo José Aguila Nascimen- to 18 Maria de Fátima Pimenta de Moraes Paulo Sérgio Venturoso Roberval Maurílio Viana 19 Cícero Toledo Carlos Alberto de Menezes Adevandro Alves da Silva Levi Mendes José Adolfo Ferreira 20 Roberto Gomes Claudinei Dario Antonio Carlos Prates Renato Celso Cardoso Amilton Luiz Jamberci Mirna Lílian Parra Braguini Orocini 21 Henrique César Perciani Campaner Judas Tadeu Souza Rodrigues Wagner Del Sant André Luiz Evaristo de Oliveira Otaviano dos Santos Boemia 22 Silvana do Carmo Guidelli Omar Silva Valizi Mércia Regina dos Santos Costa 23 Fernando Cesar Afeto Neres Luís Mário Hisamatsu Gilberto Araújo Paulo Roberto de Paula 24 Fátima Edir da Silva José Otávio Flora da Silva José Roberto Pena Oswaldo José Ferraz Ezequiel Damião da Silva Sérgio Luís Ferreira Joel Rigoni Costa José Carlos Valentini Deise Aparecida Medeiros Baviera 25 Maria Francisca C. Barbosa José de Carvalho da Silva Rafael Talarico Ana Cláudia Lopes da Cunha Ulian 26 Ademar Birches Lopes Paulo Domingues de Oliveira Bruno Ivan Longo Ronaldo Henrique de Oliveira Cláudia Puliezi dos Santos Rui Barbosa Gonçalves 27 Ariston Alves Lipari Kazuyoshi Kawakami Carla Fernanda Gazetti Motta José Donizeti Vieira Aparecida Francisca Ribeiro dos Santos 28 Ulisses das Neves Rosa Neuradir Antonio Bataglioti José Antonio da Silva Lopes João Carlos Possendoro 29 Maria Conceição Ap. Tasca Mauro Martins Gimenes 30 José Carlos dos Santos Geraldo Antonio Franchetti Fernando José Leonardo Luiz Carlos Bonafini Marcos Eduardo Urbano Ailton de Aguiar Daniel Anselmo Tarsitano O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. MEMÓRIA Março de 2017 CONFRATERNIZAÇÃO Os policiais civis viveram bons tempos nos anos 1980. Apesar das dificuldades materiais enfrentadas para combater o crime, sempre houve companheirismo entre equipes de vários distritos e especializadas. Também não faltavam as tradicionais confraternizações de final de ano. Na foto acima, um exemplo da amizade entre os policiais civis. Comemorando mais um ano cumprido, a partir da esquerda, Gilmar Padilha, José Gonçalo Teixeira, uma pessoa não identificada, Odair, Baltazar Padilha, Gumercindo Bueno Filho e Aristides Fernandes. Eles integravam equipes de diferentes distritos e especializada, mas participaram juntos de uma das muitas confraternizações de Natal que ocorriam entre policiais civis de Ribeirão Preto. DO FUNDO DO BAÚ Os interessados em colaborar com o resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 36129008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br).

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Março de 2017 PERFIL 13 JOÃO LUIZ LACRUZ Escrivão de Polícia por 27 anos, policial civil inicia atuação como vereador e se mantém à serviço da comunidade João Luiz Lacruz admite: o que o levou a prestar concurso público para ingressar na Polícia Civil, há 27 anos, foi o salário. Natural de Cândido Rodrigues, localizado na microrregião de Jaboticabal, no final da década de 1980 ele atuava como bancário. Era escriturário no já extinto banco estatal Nossa Caixa Nosso Banco. “O que me levou a prestar o concurso foi o salário. Quando ingressei na Polícia Civil, passei a ganhar o equivalente ao que ganhava um gerente da Nossa Caixa Nosso Banco”, revela o hoje aposentado escrivão de Polícia. Com o passar dos anos, contudo, Lacruz admite que o salário ficou defasado, além das dificuldades crescentes enfrentadas pela Instituição. Não que durante sua carreira - digna de muitos elogios - as dificuldades não existissem. Contudo, eram dificuldades pontuais. No início de sua carreira, era comum faltarem materiais de escritório e de limpeza nas delegacias. Faltava até mesmo combustível para viaturas. Eram poucas as viaturas descaracterizadas, utilizadas em campanas e investigações. Com o passar dos anos, Lacruz se deparou com grandes transformações no trabalho de Polícia Judiciária. A maior delas, sem dúvida, foi a fase de transição da máquina de escrever para o computador. “Foi uma mudança importante. Facilitou muito o trabalho do escrivão. Mas muitos tiveram alguma dificuldade em se adaptar”, lembra. Como bancário, trabalhava em sua cidade natal. Assim que ingressou na Polícia Civil, acabou sendo designado para Cândido Rodrigues e, desde então, sempre trabalho no município onde nas- ceu. Além de investigador, acumulava a função de encarregado da sessão local da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito). Sempre gostou do trabalho que executava. No início, confessa, ficou desapontado com a mudança do setor de documentação de trânsito, que saiu do comando da SSP (Secretaria da Segurança Pública) e passou para a Secretaria de Planejamento e Gestão.Ainda continuou atuando como escrivão, até conseguir o tempo necessário para a aposentadoria, publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) em fevereiro de 2017. “Hoje a Polícia Civil enfrenta uma situação difícil. Não adianta esconder. Nomeia 100, aposentam 300. Está complicado”, lamenta o escrivão recém-aposentado. Política Já pensando na proximidade da aposentadoria, Lacruz teve a ideia de lançar-se candidato a vereador, no segundo semestre de 2016. E seu projeto deu certo. Bastante respeitado por seu trabalho de quase três décadas como encarregado do Ciretran e como escrivão, acabou eleito como um dos vereadores da cidade, que conta hoje com quase 3 mil habitantes. Apesar de ter trilhado uma sólida carreira da Polícia Civil, Lacruz garante que não vai pautar sua atuação somente na área da Segurança Pública. Ele pretende tratar de todos os assuntos de interesse da comunidade, sobretudo educação e saúde. Mas admite que não pretenda deixar de lado a Polícia Civil. “Como vereador, vou tentar conseguir uma reforma para a Delegacia de Polícia de Cândido Rodrigues. O prédio está em situação precária. Vou tentar com a prefeitura e órgãos responsáveis”, adianta. Ele também pretende utilizar o partido pelo qual se elegeu, o mesmo PSDB do governador Geraldo Alckmin, Foto: Arquivo Pessoal para tentar melhorar os recursos humanos da Polícia Civil e lutar pela cidade. Esta é a nova meta do agora aposentado escrivão João Luiz Lacruz. Escrivão por 27 anos, Lacruz agora busca melhorias para a população de Cândido Rodrigues atuando como vereador, empossado em 2017

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14 ARTIGO MENTIR “O que nos ensina a idade provecta” Março de 2017 Por: Dr. Luiz Carlos Pires (*) Somos instados a mentir. Isto é uma realidade e não podemos dela nos arredar, se pretendemos interagir com nossos semelhantes com o mínimo de desgaste em nosso emocional. Quando me refiro a mentir (que abominável falta de caráter, não?), não me refiro, por óbvio, a falsear a verdade, escamoteando ao interlocutor o quanto possa lhe advir em prejuízo de qualquer tipo. Mas “mentirinhas” – e as há e delas nos utilizamos com tanta frequência que sequer nos damos conta de que estamos a mentir – que nos possibilitam um viver agradável em sociedade, sem maiores e desnecessários atritos com nossos iguais, o que tornaria nossos relacionamentos no dia-a-dia insuportáveis. Por que, me pergunto, não dizermos ao nosso próximo aquilo que ele, ansiosamente, mesmo que não se aperceba, está sequioso em ouvir? Por que não polir-lhe o ego, se é que isto é o que ele precisa, lhe compraz e anseia por ouvir? À seguir, algumas ocasiões em que podemos faltar para com a verdade, sem riscos de produzirmos mal injusto e grave ao nosso colocutor e, o que é mais importante, vai tornar a relação sumamente agradável, ou menos desgastante: - Prazer em revê-lo (la). (nem tanto). - Ótimo discurso, o seu! (cansativo à beça). - Que linda coloração a do seu cabelo. (para a mulher que abusou da tintura...). - Conte com meu voto. (secreto...). - A cada dia que passa você como que rejuvenesce. (ao que está com o pé na cova). - Conte comigo sempre que precisar, em qualquer circunstância (principalmente em se tratando de empréstimo em dinheiro, cai fora!). - Linda poesia!... (sem métrica, sem rima, ao pretenso poeta). - Apareçam em casa; será um prazer recebê-los. (esperemos que não). - Você está linda! (para a mulher sessentona que abusou da plástica ou do botox...). - Estamos na melhor idade, todos nós! (aos que já passaram dos setenta, inclusive nós, com artrite, lapsos de memória e mais o raio que o parta...). E quando aquele chato-de-galocha, mala ou novo rico (como preferirem) vier a apoquentá-los com intermináveis relatos da última viagem que fez ao Leste Europeu, quanto gastou (em euros, uma mixaria, algo em torno de 30 mil, que nada representa para quem tanto tem, que não sabe o quanto ganha, etc.), não se esqueça de fingir estar prestando a maior atenção, sendo aconselhado fazer assomar ao rosto expressões como de êxtase – agradecimento por estar a compartilhar de tão rica experiência... E por aí vai. Socorro-me, neste momento, de uma frase cunhada por Michel Laub: “Ter consciência de que sem mentir um pouco, não dá nem para abrir os olhos de manhã”. Ah!... as mentiras convencionais de nossa civilização. Fevereiro/2017 (*) Dr. Luiz Carlos Pires é membro da Academia de Letras, Ciências e Artes da AFPESP e da dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; ex-Delegado Regional de Polícia de Ribeirão Preto; ex-Professor da Academia de Polícia “Doutor Coriolano Nogueira Cobra”

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Março de 2017 15 POLICIAIS CIVIS PRENDEM CASAL DE TRAFICANTES EM VIRADOURO Com a dupla, equipe da Delegacia de Polícia conseguiu apreender 1,6 quilos de cocaína Uma equipe de policiais civis que atua na Delegacia de Polícia da cidade de Viradouro, pertencente à Seccional de Polícia de Bebedouro, conseguiram esclarecer um caso que chegou através do Disque Denúncia 181. Assim que receberam a informação, os policiais civis passaram a apurar o caso para verificar se havia procedência e, no dia 21 de fevereiro, conseguiram localizar e apreender, no interior de uma residência localizada na Vila Curi, cerca de 1,6 quilos de cocaína. Além da droga, os policiais civis encontraram também diversas embalagens vazias, apropriadas para o acondicionamento de drogas, uma balança de precisão e 21 fracos de fermento em pó, cuja substância é utilizada pelos traficantes de droga para misturá-lo à cocaína de melhor qualidade ou pure- za. Durante a ação, os policiais civis conseguiram prender um casal em flagrante. LDB de 22 anos, e DRM de 20 anos, ambos auxiliares de serviços gerais, foram autuados pelo tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os dois foram levados até a Delegacia de Viradouro, onde, após autuação, seguiram para unidades prisionais da região e permanecerão presos à disposição da Justiça. Segundo o dr. Emerson Abade, delegado responsável pelas investigações e pela prisão do casal, a colaboração da população ao transmitir informações que levem à prisão de criminosos é importantíssima. Em nota, ele informou: “Transmitir informações fidedignas à Polícia Civil para que crimes como esses sejam devidamente esclarecidos e seus responsáveis presos sejam levados à julgamento Com informações da Assessoria de Comuni- perante o Poder Público” é fundamental. cação Social da Seccional de Bebedouro Graças ao trabalho dos policiais civis de Viradouro, traficantes foram presos e cocaína apreendida Foto: Polícia Civil SINPOL CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA O Sinpol foi uma das entidades presentes a uma reunião realizada na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, no dia 22 de fevereiro, com o objetivo de organizar manifestações contra a temida Reforma da Previdência, que o governo federal pretende promover, com aprovação do Congresso Nacional. O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, esteve representando os policiais civis no encontro e foi um dos mais efusivos ao discursar para os presentes. “Temos que nos organizar contra a nefasta reforma da Previdência que o governo pretende implementar e pode prejudicar todos os trabalha- Sinpol participou de reunião ao lado de diversas entidades, todos demonstrando preocupação em relação à Reforma da Previdência anunciada pelo Governo Federal dores da iniciativa privada e o funcionalismo. Pela importância do tema, nós, policiais civis, apoiamos o movimento e vamos participar de tudo, mas acho que houve demora nesta organização e a presença dos interessados hoje deveria ter sido muito maior”, lamentou. O encontro foi promovido pela Assojuris e estiveram presentes, além do Sinpol, representantes do Conselho Regional de Farmácia,Associação dos Aposentados de Ribeirão Preto, Apampesp, Centro Acadêmico de Medicina da USP, Afpesp, Sindicato dos Bancários, Conselho Regional de Radiologia, Sindicato dos Frentistas, Conselho de Saúde, Sindicato dos Químicos, Assetj, Sindoficiais, Aojesp, Apeoesp e grupo de funcionários do Poder Judiciá- rio do Estado. Todos concordam que é necessária a mobilização de toda classe trabalhadora do País. Alguns dos presentes defenderam uma greve geral. Durante o encontro, algumas propostas foram aprovadas: ampliar o movimento e unificá-lo com a FBP (Frente Brasil Popular), que já vem atuando na questão; elaborar panfletos convocando a população a participar das manifestações nacionais em 15 de março; fazer manifestação na Câmara e pedir moção de apoio dos vereadores; enviar e-mails para todos os deputados federais e senadores; cobrar audiência pública entre outras ações. Um comitê com representantes de cada setor foi criado e as tratativas e manifestações devem continuar.

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