Jornal do Sintufes - Fevereiro/Março de 2017 - nº 173

 

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Jornal do Sintufes - Fevereiro/Março de 2017 - nº 173

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SINTUFESJORNAL DO Filiado à FASUBRA Reformas de Temer segregam a naçãoINFORMATIVO MENSAL DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NA UFES – Nº 173 – FEVEREIRO/MARÇO DE 2017 É preciso lutar contra as propostas reformistas que vão acentuar as desigualdades sociais do País. Página5 DROEFGTOEORMVMEERRANSO ELITE COXINHA DOLAMODUUOTRRDOOO SOMOS TODOS TAES APOSENTADAS/OS SAÚDE DO/A TRABALHADOR/A Atens vai contra a união da categoria Confira o calendário Sintufes cobra P4ÁG. de reuniões das/os aposentadas/os P6ÁG. realização do exame periódico P7ÁG.

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2 JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br FALA, DIRETORIA! Continua a luta contra o caos Se o ano começa depois do carnaval, a sensação é de que 2016 ainda continua. O vice assumiu fazendo valer a commodities já fizeram subir as ações da Petrobras, da Vale. Enquanto o desemprego só aumenta, e nossos direitos são retirados expressão: “a emenda saiu muito pior que e a destruição ambiental do Rio Doce segue o soneto”. Com suas reformas, sobretudo as sem que seus culpados sejam penalizados. da Previdência e a Trabalhista, Temer e seu E para colocar a cereja no bolo, uma doen- Congresso de hipócritas pretendem rachar o ça que havia sido erradicada do País volta à País, acentuando as desigualdades sociais, tona, espalhando o medo e mostrando cada e retirando direitos, e jogando a conta da cri- vez mais a ineficiência do poder público se nas costas do povo trabalhador. diante do mosquito. Em nosso Estado, a crise na segurança Precisamos de todos para fazer o enfren- pública alterou drasticamente a rotina da/o tamento diante desse cenário assustador capixaba, superlotou o Hucam e mostrou paraaclassetrabalhadoraeparaapopulação toda a ingerência do senhor governador, mais pobre. O caos se acentua. E é preciso lu- além de sua faceta neoliberal. tar, pois sem luta não haverá vida digna! Em se tratando de neoliberalismo, as Diretoria Colegiada TÁ ROLANDO NOS CAMPI Vacinação contra a febre amarela O Centro de Educação Física da Ufes, que fica próximo ao Sintufes, em Goiabeiras, será posto de vacinação contra a febre amarela a partir do dia 06 de março. O sindicato orienta a todas/os trabalhadoras/es a vacinarem. E lembra que a vacina não é apenas para profissionais de saúde, mas sim para toda a população. Leia mais sobre a doença e a vacina na página 7 desta edição. CALENDÁRIO DE LUTAS EM MARÇO 15 - DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO NAS IFES Participar da organização e da mobilização de atos amplamente unitários incentivando e construindo todas as condições para que levar o máximo de trabalhadores das IFES às ruas. 17, 18 e 19 Plenária Nacional da Fasubra. 28 - CARAVANA A BRASÍLIA Data da votação em primeiro turno da PEC 287 (Reforma da Previdência), sujeito a mudanças a depender do calendário do Congresso Nacional. 3,17%: atenção pessoas com nomes iniciados em V e W Quem tem nome iniciado com as letras V e W deve preencher a documentação referente ao processo dos 3,17%. Após o preenchimento das informações e do pagamento dos valores referentes ao contador, o sindicato vai encaminhar os documentos para que a Justiça dê andamento ao processo. Entre em contato com o setor Jurídico do Sintufes e tire suas dúvidas: 27-3225-6450 (Goiabeiras) e 27-3335-7262 (Maruípe). FALECIMENTO Companheira Ilma, presente! O Sintufes lamenta o falecimento da militante do Movimento Negro e trabalhadora do Sindprev-ES, Ilma Viana, no dia 14 de fevereiro, vítima de um infarto fulminante. Ilma foi sepultada no cemitério municipal da Ponta da Fruta, Vila Velha, no dia 15 do mesmo mês. Ela foi homenageada, por sua escola de samba, a Unidos da Piedade, durante o desfile da agremiação no carnaval de Vitória. A seus familiares e amigos, os nossos mais sinceros pêsames. Ilma Viana, presente! Manual do Servidor Alô, trabalhador técnico-administrativo em Educação! Já conhece o Manual do Servidor? É uma seção no site da Ufes que traz diversas informações de grande relevância para toda a categoria profissional. Nele é possível encontrar informações sobre jornada de trabalho, auxílios, afastamento do serviço, capacitação, estágio probatório, férias entre outros. Acesse o documento na página do Sintufes. Período letivo 2017 Por decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Ufes (Cepe), o início do primeiro semestre de 2017 será no dia 27 de março e o término, 31 de julho. Os estudantes deverão realizar a matrícula nas disciplinas no período de 13 a 22 de março. O segundo semestre está previsto para começar em 23 de agosto, com matrículas entre 08 a 15 do mesmo mês. O término está marcado para 30 de dezembro.

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JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br 3 HUCAM Fasubra protocola pauta de reivindicações na EBSERH Pontos também defendem interesses de funcionários da Empresa No dia 10 de fevereiro, a Fasubra protocolou a pauta de reivindicações das/os trabalhadoras/es técnico-administrativos em educação e empregados públicos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), na sede da instituição em Brasília-DF. A Federação faz parte da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) que discute a negociação para celebrar o Acordo Coletivo dos trabalhadores da EBSERH, referente ao período de 2017/2018. Em reforço à legitimidade de representação dos trabalhadores da EBSERH, a Fasubra encaminhou, por ofício, uma solicitação de reunião para a continuidade da mesa de negociação. Também foram informados quem são os membros da comissão de negociação da Fasubra. AVApJaRcibogmaieorêrlaunnannnatçacogadõliaêâaaetnmsetedrcdbademiaebiattaotr(tpaarfldhaubobobanaansdaclshtloiHehooorUnoa(s(p,ássiancr/r)eios;soospstsmiéoteuddssoiaticçoa:aãE,dloeBaenSddqtEaeruReste/Huoosrusenetp,orjasaasserocaqcodfuoniinauetsísb1ntedºuõredoe, eessss,.emptmaaatarguçnatoáam)re;ieotncst)qo; udeeaatdui-- Confira a íntegra da proposta de pauta no site do Sintufes. Regimento interno do Hucam O Sintufes segue de olho vivo na tramitação da proposta de regimento interno do Hucam, no Conselho Universitário (Consuni). O representante dos TAEs no Consuni e coordenador-geral do sindicato, Wellington Pereira, adiantou que acompanha os trâmites. “A proposta de regimento foi encaminhada pelo relator do Conselho à CIS/Ufes. Estamos acompanhando tudo para garantir que o documento não traga prejuízos a nossa categoria”, afirmou. JURÍDICO Geap: entidades na luta contra reajuste abusivo Em 2016, a Fasubra, o Sintufes e outras entidades do movimento sindical conseguiram reverter um reajuste abusivo na mensalidade da GEAP Autogestão em Saúde, de 37,55% para 20%. Neste ano, o movimento sindical vai seguir na Justiça para suspender o reajuste de 23,44% do plano de saúde. Para o Sintufes, a luta contra os reajustes abusivos da GEAP devem ser travadas em respeito a todas/os trabalhadoras/es e e aposentadas/os que são fundadoras/es do plano de saúde, que nasceu solidário e hoje é alvo de constates ataques para torna-lo uma fábrica de dinheiro como acontece com os planos privados. Prestação de contas e eleição do conselho fiscal do Sintufes Conforme edital, divulgado em jornal de grande circulação no ES, em 23 de dezembro de 2016, o Sintufes realiza assembleia ordinária de prestação de contas no dia 30 de março, às 09h30, em primeira convocação (com um décimo dos filiados); ou às 10h, em segunda convocação (em acordo ao art. 20º do estatuto da entidade), na subseção sindical do Hucam, em Maruípe, Vitória. Além de apreciar as contas, a categoria vai eleger os novos membros do conselho fiscal do sindicato (triênio 2017/19). Participe! garoto panela Com Temer nomeando só amigos e citados na Lava Jato para cargos importantes, por que você está calado? Você está calado por conivência ou arrependimento? Ah, vou embora, pois você não tem argumento. Achei que era só tirar a Dilma, como o Jucá tinha dito.

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4 JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br SOMOS TODOS TAES Você já ouviu falar em Atens? Ela atua contra a união da categoria dos TAEs Há quase 40 anos, a Fasubra Sindical representa os técnico-administrativos em Educação (TAE) das Instituições Federais de Ensino (IFE). Sempre tendo como objetivo o fortalecimento da unidade do conjunto da categoria, bem como a resistência a quaisquer tentativas de divisão promovida pelo governo ou pela Atens (Associação dos Técnicos de Nível Superior), entidade que reivindica ser a “única representante das/ os TAE’s da classe E do PCCTAE”. Para a Fasubra e o Sintufes, ações como esta da Atens só tendem a dividir e a enfraque- cer a categoria, trazendo consequências desastrosas e favorecendo o governo e dificultando a luta por direitos, salários e conquistas sociais. Diversas áreas unidas na luta A força e a identidade das/os TAEs potencializam as lutas, unificando, num mesmo plano de carreira, tantas profissões com distintos níveis de escolaridade, todas contribuindo para a produção de ensino, pesquisa e extensão na educação pública brasileira. Somos mais de 200 mil trabalhadoras/es e aposentadas/os, que atuam ou já atuaram nas IFES, em todo o País, construindo lutas e movimentos reivindicatórios importantes, em defesa da carreira, salários, redução da jornada de trabalho, pela universidade e pela educação pública estatal, e por uma sociedade mais justa, inclusiva, solidária e igualitária. CAMPANHA SALARIAL: QUANDO A ATENS ENCABEÇOU ALGUMA CAMPANHA SALARIAL VITORIOSA? Em que pese esta entidade tenha re- gistro sindical junto ao Ministério do Trabalho, NÃO HÁ REGISTRO DE SUA ATUAÇÃO NA LUTA POR SALÁRIOS! A ATENS ALEGA QUE A ‘CLASSE E’ É PREJUDICADA NAS NEGOCIAÇÕES SALARIAIS E DE PROGRESSÃO DO PCCTAE? Balela! Basta verificar a evolução salarial dessas/es trabalhadoras/es desde a criação do PCCTAE até os dias atuais para perceber que a classe E teve ganhos reais, acima do IPCA, nos últimos anos, fruto de lutas e greves dirigidas pela FASUBRA. DIGA NÃO A QUEM QUER NOS DIVIDIR! O conflito interno e a pulverização das forças da categoria favorecerá tão somente aos atuais adversários da classe trabalhadora: o governo e o Congresso! NOSSA FRAGMENTAÇÃO SÓ INTERESSA AO PATRÃO! PELA UNIÃO DA CATEGORIA DO PCCTAE! NÃO SOMOS NÍVEIS A, B, C, D OU E! SOMOS TODOS TAES! ACORDO DE GREVE Comando de greve segue em defesa de quem lutou pelo Brasil Apesar de o fim da greve ter sido em dezembro passado, a luta do Comando Local de Greve do Sintufes (CLG) continua forte em defesa das/os trabalhadoras/es que fortaleceram o movimento paredista de 2016, que travou enfrentamentos contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC-55 – a PEC do Fim do Mundo) e em favor da sociedade brasileira e dos serviços públicos, gratuitos e de qualidade. O Comando terá uma nova rodada de negociação com a gestão da Ufes, prevista para o dia 13 de março. Isso para seguir o que foi discutido na reunião do dia 24 de janeiro (foto), na qual integrantes do Comando se reuniram com o reitor e o pró-reitor de Gestão de Pessoas, na Reitoria, em Goiabeiras, Vitória. A reposição por horas, que a Reitoria propõe como se fosse a única opção legal, é uma orientação da Procuradoria da Ufes. O Coman- do, contudo, reforçou que a reposição por trabalho vem sendo adotada pela maioria das universidades. E que a Ufes tem autonomia universitária para tomar tal decisão sem prejuízos junto às instâncias da Justiça ou mesmo ao MEC e ao MPOG. Vale ressaltar que há instituições federais que fizeram a greve que nem sequer estão fazendo acordo referente aos dias parados. Reitoria aponta para reposição por horas, mas categoria reivindica repor o trabalho “Vamos seguir lutando para que a categoria não seja penalizada, reivindicando a reposição por trabalho, porque ela é viável e perfeitamente aplicável. E contamos com apoio de todos que lutaram para fortalecer nossa negociação”, assinalou o Comando de Greve do Sintufes.

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JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br 5 NA LUTA CONTRA AS REFORMAS DE TEMER! Não à divisão do país: abaixo as reformas de TEMER! Sintufes e Fasubra convocam a categoria para reforçar a luta contra as propostas reformistas do governo e do Congresso, que visam acentuar o caos social no Brasil ÉRESISTIR OU VER O BRASIL RUIR, agravando drasticamente o caos social, a retirada de direitos e conquistas da classe trabalhadora, acentuando a divisão do País, conforme ensinou o professor Ricardo Antunes: em uma parte belga, com pouquíssimos habitantes e quase toda a renda de uma nação rica; e outra parte Índia: com milhões de brasileiros sofrendo com as reformas do governo Temer e do Congresso com mais de “300 picaretas com anel de doutor”. Os ataques vêm de todas as formas. Em forma de reformas: da Previdência, Trabalhista, do Ensino Médio; e de projetos nefastos, como o da terceirização, do direito de greve, entre outros. Como a situação É GRAVE, GRAVÍSSIMA, a direção do Sintufes convoca para os atos já definidos como o Dia Nacional de Paralisação nas Ifes (15 de março) – confira o calendário na página 6 desta edição. “Precisamos fortalecer ainda mais a nos- sa luta, precisamos resistir a todas essas propostas que vão prejudicar a classe trabalhadora e o povo brasileiro de forma geral. Veja o calendário de lutas, conheça um pouco mais sobre esses ataques e entre no enfrentamento, pois ele terá que existir firme e forte”, afirma a diretoria colegiada do Sintufes. PECa2t8é7m: “otrrraebra”lhar Mesmo com diversas entidades apontando a sua inconstitucionalidade, o governo Temer quer ver a Reforma da Previdência (PEC 287/2016) aprovada até abril. Em que pese o próprio Congresso já dê sinais de que esse prazo não deva ser cumprido, é preciso muita luta contra essa medida, pois ela vai fazer com que o trabalhador tenha que “trabalhar até morrer”. Amparado pelo mito de que a Previdência do Brasil é deficitária, conforme divulgado diuturnamente pela grande imprensa, Temer, que já é aposentado, quer retirar direitos individuais da classe trabalhadora com a reforma. E isso é vetado pela Constituição Federal. Tchau, aposentadoria. A PEC 287/16 aumenta para no mínimo 65 anos (igualando o tempo da mulher ao do homem) a idade da aposentadoria. O tempo de contribuição é ampliado de 15 para 25 anos. E o valor do benefício drasticamente reduzido. Em geral, a classe trabalhadora vai ter que trabalhar, em média, 10 anos mais, acrescendo mais 10 anos de contribuição para ter uma aposentadoria menor e menos tempo para usufruir de seus proventos. Trabalhadores rurais, então, que começam a trabalhar ainda mais cedo, estão fadados a morrer antes de se aposentar. PL 6.787/16: “morrer de trabalhar” A Reforma Trabalhista (Projeto de Lei 6.787/16) visa alterar a leis trabalhistas. Caso seja aprovada, o negociado (entre patrão e empregado) terá mais peso que o legislado - que é um sonho para o empresariado brasileiro. A proposta aponta para o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que pode extinguir a Justiça do Trabalho, que vai perder o seu objeto já que a legislação trabalhista vai inexistir. E com isso, o poder de negociação dos sindicatos ficará reduzido. E todos vão “morrer de trabalhar”. Afinal, o trabalho intermitente ou jornada flexível de trabalho deixará a classe trabalhadora à mercê do interesse patronal. Direito de greve Com o falso discurso de legitimar o direito de greve, o governo Temer enviou sugestões ao Legislativo sobre essa questão. Contudo, a regulamentação baseada nas sugestões temerárias vão, na verdade, proibir o direito à greve. Terceirização O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ressuscitou um projeto de terceirização da era FHC. Essa proposta já tramitou no Senado, e Maia quer acelerar sua aprovação para legalizar a terceirização e aumentar a exploração da classe trabalhadora. MP 746 da Reforma do Ensino Médio Criado coletivamente para traçar diretrizes para os próximos dez anos da política educacional, o Plano Nacional de Educação (PNE) não foi usado como base para formulação da Medida Provisória 746/2016 (Reforma do Ensino Médio). Disciplinas como Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física foram incluídas como obrigatórias. Contudo, não há um período definido para essa obrigatoriedade. A MP foi aprovada pela Câmara em dezembro e se encontra no Senado.

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6 JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br APOSENTADAS/OS Coordenação de aposentadas/os divulga calendário de reuniões Nos encontros, o sindicato promove a integração sempre trazendo informações A importantes a quem já se aposentou após anos de luta s reuniões das aposentadas e dos aposentados do Sintufes começam neste mês de março, no dia 17, a partir das 10h30, na sede do sindicato, em Goiabeiras. As reuniões são momento de in- tegração, onde as/os aposentadas/ os se encontram, definem partici- pações em atos políticos, escolhem passeios turísticos e recebem infor- mações importantes sobre as con- junturas local e nacional. “Temos sempre o maior em- penho em promover as assem- bleias das/os aposentadas/os, pois são espaços de convivência e de deixa-los afinadas/os com as questões políticas, pois embora elas/es já não trabalhem Integração e informação: coordenadora Marly fala sobre questões políticas em uma das reuniões de 2016 mais, elas/es continuam antenadas/os no que acontece na nossa universidade e no cenário político do País”, pontua a coordenadora da pasta, Marly da Conceição Balduíno. Para ela, as reuniões também são estímulos para o proces- so de envelhecimento com o máximo de bem estar possível. “Quem se aposenta do trabalho, não deve se aposentar da vida, e nossos encontros trazem essa opção de convívio, de debate. E isso faz muito bem para a saúde, física e mental, de todas/os”. Confira o calendário das reuniões *As reuniões são realizadas, preferencialmente, sextas-feiras, na sede do Sintufes, em Goiabeiras, no horário das 10h30. 17 de março 28 de abril 19 de maio 23 de junho 21 de julho 18 de agosto 15 de setembro 20 de outubro 24 de novembro INSCRIÇÕES PARA O CURSO DE ORIENTAÇÃO PARA APOSENTADORIA Confira informações na página do Sintufes sobre o curso que é oferecido pela Ufes. As inscrições vão até o dia 13 de março! EU TRABALHO AQUI! No Mês das Mulheres, bibliotecária lembra: “trabalhadoras são as que mais sofrem assédio” A seção “Eu trabalho aqui” desta edição do jornal do Sintufes traz uma entrevista com a trabalhadora da Biblioteca Central, Silvani Rodrigues. E, no caso, alémdahomenagemaoDiadaBibliotecária(12demarçoeprofissãodaSilvani), a entrevista aborda a situação das trabalhadoras dentro da universidade lembrando o 08 de março, mês do Dia Internacional das Mulheres. Confira! Ingresso na Ufes. “Integrei a primeira turma do Projeto Universidade para todos em 1996. Fui aprovada no vestibular para Biblioteconomia. Em 2006 fui aprovada no concurso para bibliotecária em São Mateus. Em 2013 fui removida para Goiabeiras, lotada na Biblioteca Central”. Dia do Bibliotecário. “É momento de lembrar esse profissional responsável por organizar e disseminar as informações nos seus mais variados tipos de suporte como livros, cd’s, dvd’s, revistas, jornais, mapas etc. tornando possível aos pesquisadores a produção de conhecimento e à sociedade desenvolvimento social e cultural”. Jornada. “Ser mãe e trabalhadora não é fácil. São muitas tarefas para pouco tempo e quando não encontramos vaga na creche para irmos trabalhar a situação só piora. Gasto boa parte do meu salário para pagar creche particular para meu filho, pois ainda não consegui vaga na creche da prefeitura, nem na da Ufes”. Mulheres e o assédio. O” assédio sempre acontece através de comentários individuais ou em reuniões com a chefia. Precisamos participar da luta sempre e quando o assunto é greve sabemos que é direito. Devemos estar sempre unidos em categoria e procurar um representante sindical quando tentarem nos inibir do nosso direito de lutar. As mulheres ainda são as principais vítimas de todo tipo de assédio, principalmente moral no ambiente de trabalho. Entretanto, as mulheres precisam estar informadas e atentas aos sinais de assédio”. “Ser mãe e trabalhadora não é fácil”

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JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br 7 SAÚDE DO TRABALHADOR Após luta do Sintufes, exame periódico pode ser marcado pela página do SIASS na internet Contudo, o sistema tem ficado constantemente fora do ar, dificultando a realização deste instrumento que é obrigação da EBSERH OSintufes, por meio da sua Coordenação de Saúde do Trabalhador, vem buscando insistentemente o diálogo com as instância responsável pela aplicação dos exames periódicos para as/os trabalhadoras/es do Hucam. E no dia 24 de fevereiro, o sindicato conquistou um grande avanço. Trabalhador do Sintufes, Alvaléria Cuel. Contudo, as/os trabalhadoras/es estão sen- do prejudicadas/os em marcar os exames on-line, porque o sistema está constantemente fora do ar. “Isso tem prejudicado a marcação, gerando filas para coleta de exames. Mas é importante lembrar que esse exame é direito do servidor. E o empregador tem que respeitar o decreto (6856/2009), que o obrigaaofereceroexame”,cobraacoordenadora. Ela lembra que é obrigação do empregador realizar o exame, mas ele não vinha ocorrendo “É que os exames periódicos voltaram a ser desde que o hospital passou a ser gerido pela realizados através de um cronograma setorial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares onde o trabalhador, pela página do SIASS (Sub- (EBSERH). “Os trabalhadores do Hucam estavam sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servi- há mais ou menos quatro anos sem realizarem dor), na internet, será orientado para a realização seus exames periódicos. E isso aconteceu justa- do exame”, assinala a coordenadora de Saúde do mente a partir da entrega do hospital à EBSERH”. Importância Os exames periódicos têm como objetivo preservar a saúde das/trabalhadoras/es, minimizando o risco de acidentes nos ambientes de trabalho, identificando e prevenindo as doenças ocupacionais. Decreto O decreto 6.856 regulamenta a obrigatoriedade de aplicação de exames periódicos aos servidores federais, prevendo ainda o repasse per capita para cada trabalhador fazer o seu. Doença ocupacional A LER/DORT (Lesão por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) ou mesmo a depressão ou outros distúrbios psicossociais podem ser consideradas doenças ocupacionais. Porém, para ser considerada uma doença ocupacional o problema de saúde deve ter o vínculo nexo causal: causa e efeito específico na situação. Essas doenças podem aparecer só após dez ou 15 anos de trabalho, agindo silenciosamente. O que só aumenta a importância da realização do exame periódico. Macacos e humanos não transmitem a febre amarela Considerada erradica da área urbana do Brasil desde a década de 1940, a febre amarela volta em um surto que vem assustando o povo capixaba. A população pode ter sua parcela de culpa, já que acaba contribuindo com o surgimento de criadouros do Aedis aegypti, responsável por transmitir a doença na zona urbana. Contudo, a falta de políticas públicas, de saneamento básico, de condições ideais de saúde, de combate efetivo ao mosquito e de campanhas preventivas de vacinação acabam por trazer de volta uma doença que havia desaparecido. E tudo isso é responsabilidade do poder público! Diante desse cenário, fiquem de olho nas orientações: -Humanos e macacos doentes NÃO transmitem a doença; -O mosquito pica alguém contaminado e a partir daí pode contaminar outra pessoa ao picá-la; -Toda população deve ser vacinada; -Pessoas acima dos 60 precisam de laudo médico para vacinar; -A vacina imuniza a pessoa por até 10 anos. Virulino Que isso, Virulino? Será que você tá com febre amarela? Vou sair de perto AAAtchim! Humanos não transmitem a doença, o problema maior é o mosquito. Mas não só ele. O macaco também, né Virulino? Não! O macaco é nosso sentinela, na verdade. O problema é que parte do povo não tem consciência e ajuda a proliferar a criação do mosquito. Além do poder público, ineficaz em ações preventivas.

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8 JORNAL DO SINTUFES | www.sintufes.org.br CONJUNTURA Caos no ES faz superlotar o Hucam, e bebês nascem em local inapropriado Foi difícil trabalhar durante a greve da PM, cuja culpa é exclusiva do governo do ES SeoscampideGoiabeiras,AlegreeSãoMateus ficaram com suas atividades suspensas, entre os dias 04 e 12 de fevereiro, o mesmo não das de postos de saúde e de outros hospitais que ficaram fechados. Com isso, o hospital administrado pela EBSERH, registrou até nascimento aconteceu com o Hospital Universitário (Hucam), de bebês fora do local apropriado. que funcionou durante toda a primeira semana da A insegurança também manteve trabalhadores greve da Polícia Militar (PM) no Espírito Santo, que “aquartelados” em suas próprias casas, receosos ocorreu, exclusivamente, pela ingerência e omis- comsuasintegridadesfísicasecombensmateriais. são do governo do ES. Confira os relatos de duas trabalhadoras e Setores como a maternidade sofreram com de um trabalhador do Hucam referente à semaa superlotação, já que o Hucam recebeu deman- na da greve da PM. “Partos na sala de admissão” COMO FOI TRABALHAR NA PRIMEIRA SEMANA DA GREVE DA PM? Trabalhar nessa semana foi muito difícil. Somos uma maternidade de porta aberta para o risco e chegam mulheres grávidas, 24 horas por dia, precisando de atendimento para parto ou outra complicação. Como não fechamos as portas, atendemos a demanda toda da Grande Vitória. Então foram dias que nós trabalhamos muito. E com muita tensão por conta dos acontecimentos. Tivemos falta de funcionários, a maternidade e a Utin superlotadas. Na segunda-feira (dia 06), tivemos pacientes que fizeram partos em salas inapropriadas para este fim, como na sala de admissão (sala de consulta ginecológica), porque não tinha lugar para acomodá-las. Com déficit de funcionários, muito de nós tivemos que fazer jornada dobrada, chegando antes paras colegas do dia pudessem sair antes de escurecer. O CAOS NO ES PODE SER EXEMPLO A OUTROS CASOS COMO ESTE EM FUNÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL-95 (RESULTADO DA PEC 241)? Em relação ao corte que a PEC prevê, inclusive na área de segurança, acredito que vai piorar. Creio que não deve ser de uma forma tão violenta, mas de forma camuflada, vamos sentir sim a violência e a precarização dos serviços prestados à população, como educação e saúde. Eidirene Rosa de Souza Coninck, diretora do Sintufes e trabalhadora da maternidade do Hucam. “Brasileiro não é politizado” COMO FOI TRABALHAR NA PRIMEIRA SEMANA DA GREVE DA PM? Fui trabalhar na quarta-feira, com meu carro. E no sábado, de táxi, pois solicitei o transporte ao Hospital. O setor não estava normal. E estava com o quantitativo reduzido de funcionários. E reduziram o número de pacientes. Todos estavam assustados. Tanto quem foi quanto quem não foi. O CAOS NO ES PODE SER EXEMPLO A OUTROS CASOS COMO ESTE EM FUNÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL-95 (RESULTADO DA PEC 241)? Nós estamos diante de uma situação grave. Isso acontecer pode sim. Mas não vejo. O que vejo é uma despolitização do povo. A mídia trabalhou em cima do governo do PT, as pessoas se manifestaram, mas estamos numa situação tão grave quanto antes, só que as pessoas estão fazendo churrasco e vendo futebol. Então, o brasileiro não é politizado. Trabalhador Marco Antônio dos Santos, da Urologia do Hucam. “Não tive segurança” COMO FOI TRABALHAR NA PRIMEIRA SEMANA DA GREVE DA PM? Vou de condução própria, mas não tive segurança. Estava me programando para ir de ônibus. Sairia mais cedo, mas no decorrer do dia, na segunda (06), os vídeos mostrando assalto assustaram. E de repente, os ônibus paravam de circular. Se alguém viesse me buscar, eu iria. Mas não vieram. Depois tive uma folga. E no domingo (12), estava com mais segurança, mas fui com medo e com minha condução própria. Antes, fiquei literalmente presa dentro de casa. O CAOS NO ES PODE SER EXEMPLO A OUTROS CASOS DESTE EM FUNÇÃO DA EC-95? Vejo momento de grandes reivindicações de trabalhadores. Acredito que pode acontecer em outros estados. Creio que eles estão avaliando o desfecho que pode ter aqui e começar a fazer fora. E não só a PM. Espero que melhore para todos. Não só segurança. Mas a questão social. Nossa categoria mesmo não tem reajuste conforme inflação. E vamos vendo o nosso poder de compra diminuindo ao longo dos anos. Técnica de enfermagem Luciana Nascimentos Barcellos, da Urologia do Hucam. EXPEDIENTE: INFORMATIVO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NA UFES SINTUFES - Avenida Fernando Ferrari, s/nº, Campus Universitário, Vitória, ES - Tel: (27) 3325-6450. Fax: (27) 3227-4000. Subsede - Avenida Marechal Campos, s/nº , Campus de Maruípe, Vitória, ES - Tel: (27) 3335-7262. Fax(27) 3315-3444. Diagramação: Nova Pauta Comunicação. Tiragem: 1,5 mil exemplares. Os textos publicados neste jornal são de inteira responsabilidade da Diretoria Colegiada do Sintufes.

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ENCARTE Fique de olho na convocação do Sintufes e venha para mais esta luta! 15 de março será o Dia Nacional de Luta Contra as Reformas “temerárias”

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ENCARTE 8 de março: Trabalhadoras da Ufes marcam presença em marcha contra a Reforma da Previdência, o machismo e o feminicídio em Vitória O #ForaTemer e o #ForaHartung ecoaram pelas ruas da capital capixaba Convocadas pelo Sintufes, as trabalhadoras e os trabalhadores técnico-administrativos em Educação na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pararam suas atividades e marcaram presença na Marcha: “Resistir e Lutar contra as Reformas Trabalhista e da Previdência do Governo Temer!”. O protesto percorreu as principais avenidas do Centro de Vitória, saindo da Praça Oito e indo até o INSS, na Avenida Beira-Mar, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A manifestação cobrou o fim do machismo e do feminicídio sob um calor intenso registrado naquela manhã na capital capixaba. O sol forte, contudo, não foi páreo para as mulheres, que lembravam o nome de guerreiras durante todo o trajeto. Do carro de som, as mulheres da organização do ato, citavam os nomes de mulheres e adolescentes mortas no Estado, como o da menina Aracele, assassinada em 18 de maio de 1973, cuja data passou a marcar o Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Seu crime segue impune até hoje. As mulheres mostraram também toda sua indignação contra as propostas reformistas do governo Temer, como a da Previdência e a Trabalhista. O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, não foi esquecido. Sua ingerência diante da crise na segurança pública no Estado e a ausência de políticas efetivas para as mulheres, para a população LGBT e para a população negra foram duramente criticadas. O #ForaTemer e o #ForaHartung ecoaram pelas ruas da capital capixaba, unindo a gritos contra o machismo, o racismo e o capital. Para o Sintufes, o ato foi extremamente im- Sintufes fortalece a luta das mulheres no Estado portante e positivo. “Mais uma vez marcamos presença na luta contra o machismo, a violência contra a mulher e as propostas reformistas do governo ilegítimo que vão prejudicar a todos e sobretudo a nós mulheres. Não vamos aceitar isso. E vamos seguir em luta, pois mostramos mais uma vez que temos força para isso”, avaliou a coordenadora do sindicato, Alvaléria Cuel. Palestras. À tarde, na sede do Sintufes, em Goiabeiras, foram realizadas palestras sobre o machismo e os impactos da Reforma da Previdência na vida das mulheres. Confira mais fotos do ato!

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