Jornal Eco da Tradição Março de 2017

 

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Jornal Eco da Tradição Março de 2017 187

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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XV - Nº 187 - MARÇO DE 2017 ‘s EVENTOS OFICIAIS Vem aí a 29ª FECARS e o Seminário de Cultura Campeira Página 03 ECO ENTREVISTA Interprete solista vocal e o violeiro, campeões do ENART Página 15 ESPECIAL MULHERES Um balanço da gestão feminina à frente dos CTGs Foto: Rogério Bastos Páginas 16 e 17 SEMINÁRIO ESTADUAL O sucesso do 30º Seminário Estadual de Prendas Foto: Eridio SIlveira Página 06 EDITORIAL DO PRESIDENTE Está começando um novo tempo. Você vem? Página 02 NOS BASTIDORES O silencioso trabalho do presidente e seus vices Foto: Eridio SIlveira Página 08 Mulheres que já presidiram Congressos Tradicionalistas Mais um grande evento reunindo a juventude gaúcha O trabalho em equipe que dá sustentação à gestão do MTG Tradicionalismo comemora os 50 anos da Missa Crioula no Rio Grande do Sul Foto: Arquivo Padre Amadeu Canellas

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2 Ano XV - Edição 187 Março de 2017 Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze e Nilton Otton JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho Andressa Motter IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Março Valor Plena Parcial Especial Estudantis R$ 1.131,67 R$ 970,92 R$ 595,83 R$ 167,17 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE-PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Elenir Fátima Dill Winck VICE-PRESIDENTE DE CULTURA: Anijane dos Santos Varela VICE-PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE-PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE-PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente Está iniciando um novo tempo. Você vem? O atual momento que estamos passando é de profundas transformações e um período de transição entre os 50 anos de história de nossa entidade e a preparação para o próximo cinquentenário. Digo isto baseado em inúmeras observações que tenho feito nesta caminhada pelo Rio Grande. Sinto no olhar de cada tradicionalista a esperança de que algo de novo possa acontecer, renovando a esperança e promovendo o resgaste dos verdadeiros ideais dos jovens de 1947. Tenho certeza de que em algum momento desta caminhada nos perdemos dos propósitos iniciais do Movimento. Falamos em simplicidade, tradicionalidade, mas o que efetivamente estamos fazendo, que posições tomamos neste momento? Vários movimentos colocam na mesa novos posicionamentos e temos que optar entre continuar fazendo do mesmo jeito ou optar pelos avanços necessários. Tudo tem seu preço, não nos enganemos. As mudanças cobram posicionamentos sérios, com responsabilidade, deixando de lado “compadriamentos” e “amizades” completamente permeados de “interesses”. Talvez o nosso grande desafio seja justamente quebrar estes paradigmas e muitos serão convidados a saírem de suas zonas de conforto. Eu não acredito que tantas manifestações, depoimentos emocionantes realizados por dirigentes de CTGs, que são contrários ao atual modelo (nos aspectos em que deixa de lado a essência e a naturalidade do movimento organizado) não seja capaz de inspirar e fazer acontecer um novo tempo. A distorção de conceitos e modelos que ocorrem especialmente nas redes sociais é incrível. Pequenos grupos defendem com grande habilidade interesses pessoais, interesses de manterem-se no comando ditando regras e sistemas que levam à descrença de nosso movimento e que beira a falência em algumas entidades. Isso tudo gera uma ilusão de que podemos chegar a um novo que nunca alcançaremos. Por isto digo que vivemos, nesta transição, um período extremamente importante. Devemos olhar para o passado, olhar para aqueles que construíram esta caminhada, e também olhar para aqueles que vão conduzir o movimento ao seu futuro. Mas para isso devemos ter a humildade e a grandeza de realinharmos nossa trajetória. A juventude deve ser efetivamente preparada para conduzir as mudanças. Os jovens devem fazer e estabelecer estes questionamentos, construir juntos novas alternativas, oportunizar às entidades filiadas e à sociedade um novo modelo, mais contemplativo, abrangente e coletivamente mais solidário. Acredito e tenho plena convicção de que as lideranças do movimento (dirigentes do MTG e das mais de 1700 entidades), estão recuperando esta consciência de que devemos e podemos fazer avanços. Não temos outra escolha. Ou seguimos no modelo atual e continuamos estagnados, imóveis, sem capacidade de reação, ou com coragem estabelecemos em novo conjunto, em perfeita harmonia e unidade, abrindo uma nova estrada que permita uma caminhada igual e segura a todos. O tradicionalismo gaúcho é cada um de nós e nesse sentido convido cada um dos tradicionalistas a fazerem uma reflexão sincera e profunda. Lembre-se de quando conheceu o tradicionalismo, o momento exato em que se encantou com a vida que pulsa em um CTG. Lembre-se dos primeiros envolvimentos, sentindo que realmente fazia parte de algo especial. Esses sentimentos ainda vivem em você? Mais: fazem você vibrar, se emocionar e querer agir, a contribuir, não importa se faz tempo feio ou tempo bom, se é longe ou perto? Se sim, é de você que nosso movimento precisa. Vamos juntos multiplicar e consolidar este momento, que é de transição, sim, mas que é também de plantio. Este é o momento da escolha das sementes que queremos que frutifiquem num futuro não tão distante. Estas mudanças são esperadas e bem no íntimo aguardadas por todos gaúchos e tradicionalistas de coração, que acreditam, que acalentam um ideal, aqueles que quando pisam num CTG sentem que estão em casa. Os próximos 50 anos pedem esses tradicionalistas. Aqueles que não concordarem, que saiam, ou se manifestem, para que possamos construir com diálogo, interação. Vamos avante. “Desta jornada ou se volta com Honra ou não se volta”. (General Flores da Cunha – 1930). OPINIÃO Por: Anijane Varela Vice-presidente de Cultura do MTG Os caminhos de uma prenda Quando recebi o convite do patrão da minha entidade - na época, Gilberto Stenzel, para participar do primeiro concurso interno de Prendas, pensei: “Eu? Prenda de faixa? Imagina!” Era o ano de 2000. Naquela época só pensava em dançar na invernada artística do DTG do Clube Caixeiros Viajantes e participar de cavalgadas. Não tinha a real ideia do trabalho e do papel desempenhado por um departamento cultural e nem da importância dos projetos realizados pelas prendas e peões. Fui convencida a participar do concurso interno do DTG Cancela da Liberdade e procurei fazer o meu melhor. Conquistei o primeiro lugar e vi a necessidade de conhecer mais para desempenhar bem o cargo. Comecei participando, junto com a patronagem da minha entidade, dos encontros de patrões regionais, dos congressos e das convenções, dos seminários e de eventos de entidades coirmãs para bem representar a entidade. Depois de participar de alguns rodeios, da prova de Mais Prendada Prenda e de ser Prenda Farroupilha do Parque da Harmonia, tomei conhecimento e realizei os projetos “CTG Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha” e “MTG vai à Escola”. Nesse momento percebi a diferença que a realização dos projetos fez para a entidade e para mim, pois, a partir desses, organizamos o departamento cultural, nos aproximamos mais das escolas no entorno do Clube Caixeiros Viajantes e decidi participar da Ciranda de Prendas. Concorri na fase regional e depois na estadual e, em 2004, conquistei o título de 1ª Prenda do Rio Grande do Sul, mas sempre tive comigo que, mesmo tendo conquistando o título máximo, o trabalho não devia parar por aí. Após concluir minha gestão como prenda estadual, voltei para minha entidade, e continuei participando como colaboradora. Só me afastei por questões pessoais e profissionais que me fizeram morar por quase cinco anos em Brasília. Ao retornar, assumi a patronagem do DTG para continuar o trabalho que iniciei como prenda. Logo após, recebi o convite para ser Diretora de Concursos do MTG e agora assumi a Vice-presidência de Cultura do nosso Movimento Tradicionalista. Ao olhar para trás e ver o caminho percorrido, percebo que minha motivação sempre presente foi acreditar na diferença que fazemos quando realmente colocamos em prática os princípios e valores do tradicionalismo, seja por meio dos projetos culturais realizados pelas prendas, das atividades desenvolvidas pelos peões ou dos eventos organizados pelos departamentos culturais, nos âmbitos da entidade, regional e estadual. Independentemente de estar desempenhando algum cargo ou função no Movimento Tradicionalista Gaúcho, serei sempre, por convicção e gratidão, uma colaboradora a trabalhar voluntariamente pelo tradicionalismo.

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Ano XV - Edição 187 EVENTOS Março de 2017 3 Vem aí a Fecars, o Seminário Campeiro e o Entrevero Programação FECARS 18º Seminário de Cultura Campeira 16/03/2017 - Quinta-Feira 09h - Recepção e credenciamento das delegações 14h - Recepção da Chama Crioula no Parque 14h30min - Laço Peão Farroupilha - Laço Narrador - Laço Conselheiro MTG - Laço Executivo Municipal (Exclusivo a Prefeitos, Vice Prefeitos) - Taça Sicredi 20h - Reunião da Diretoria Campeira com responsáveis pelas RTs 17/03/2017 - Sexta-Feira 07h30min - Abertura e apresentação das delegações - Homenagem 09h30min - Início das provas Campeiras na seguinte ordem: - Laço Vaqueano – 3 armadas - Laço Veterano - 3 armadas - Laço Patrão – 3 armadas - Laço Capataz – 3 armadas - Laço Pai e Filho – 3 armadas - Laço Irmãos – 3 armadas - Laço Guri/Guria – 3 armadas - Laço Piá/Menina – 3 armadas - Laço Prenda – 3 armadas - Laço Geração em Trio – 3 armadas - Laço Coordenador Regional – 3 armadas - Laço Diretor Campeiro Regional – 3 armadas - Laço Seleção (10 participantes) – 2 armadas - Chasque - Gineteada DATA: 18/03/2017 (sábado) - TEMA: “Tropeirismo”. Local: FECARS - Pavilhão da Artística 8h - Recepção e confirmação de inscrições 8h30min - Abertura oficial 9h - Palestra: Tropas, Tropeiros e Tropeirismo - Contribuição para a formação da identidade Sul-rio-grandense Palestrantes: Valter Fraga Nunes e Marco Aurélio Angeli. 10h30min - Oficinas práticas: Demonstração de um pouso tropeiro e arreamento de um cargueiro. - Oficineiros: Marco Aurélio Angeli, Paulo Assis Castilhos dos Santos, Simone Grings, Moacir Gomes dos Santos e Valter Fraga Nunes. 12h30min - Encerramento Obs: - Inscrições pela internet junto ao site do MTG até 10 de março. Os certificados de prendas e peões serão entregues posteriormente. ** Não haverá inscrições no local. 29ª 18º SEMINÁRIO DE CULTURA CAMPEIRA TEMA: TROPEIRISMO 18 DE MARÇO DE 2017 PARQUE VITOR MATEUS TEIXEIRA ROLANTE/RS PROMOÇÃO REALIZAÇÃO PATROCÍNIO APOIO 18/03/2017 - Sábado 07h30min – Continuação das provas de laço conforme ordem: - Laço Vaqueano – 2 armadas - Laço Veterano - 2 armadas - Laço Patrão – 2 armadas - Laço Capataz – 2 armadas - Laço Pai e Filho – 2 armadas - Laço Irmãos – 2 armadas - Laço Guri/Guria – 2 armadas - Laço Piá/Menina – 2 armadas - Laço Prenda – 2 armadas - Laço Geração em Trio - 2 armadas - Laço Coordenador Regional – 2 armadas/desempate - Laço Diretor Campeiro Regional – 2 armadas/desempate - Laço Seleção (10 participantes) – 2 armadas - Primeira eliminatória de todas as individuais (Vaqueano, Vetera- no, Patrão e Capataz) - Prova de Rédea - Final da Gineteada 10h - Vaca Parada: Bonequinha - Prendinha 14h - Vaca Parada: Piazinho - Piazito 19/03/2017 - Domingo 07h30min - Continuação das provas Campeiras, na ordem: - Final de todas as duplas - Final Laço Geração em Trio - Laço Seleção Equipe - 10 participantes (1 armada) - Prova Braço de Diamante - vencedores das FECARS anteriores - Individual de Equipes - Prova Braço de Ouro da 29ª FECARS 09h - Laço Vaca Parada (finais) 19h - Solenidade de Encerramento e entrega dos troféus: Cyro Dutra Ferreira e Alfredo José dos Santos (Rotativo) Observações: - Programação do Evento Sujeita a Alterações; - Nas finais de laço, poderá haver redução de cancha conforme regulamento; - Obrigatória a apresentação de GTA na entrada do parque. 29º Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul Dia 06/04/2017 – Quinta-feira (Programação opcional aos concorrentes) Parque Centenário de São Sebastião do Caí 16hs: Recepção e credenciamento 19hs: Missa Crioula – Palco C 20hs: Jantar de despedida dos Peões, Guris e Piás Estaduais Dia 07/04/2017 – Sexta-feira Campus da UCS Vale do Caí Parque Centenário de São Sebastião do Caí 9hs - Prova escrita – Campus da UCS Vale do Caí 11h30 - Almoço – Praça de alimentação do Parque Centenário 13h30 - Início das provas artísticas Palco A – Ginásio A – Categoria Guri Palco B – Ginásio B – Categoria Piá Palco C – Pavilhão C – Categoria Peão 19h30 - Jantar - Praça de alimentação 21h - Sessão solene de abertura do 29º Entrevero Cultural de Peões – Pavilhão C Dia 08/04/2017 – Sábado Parque de Rodeios do Campus da UCS Vale do Caí 8h30min - Início das Provas Campeiras 12h - Almoço no local 13h30min - Reinício das Provas Campeiras 20h - Jantar - Praça de alimentação do Parque Centenário 22h30min - Baile e divulgação dos resultados do 29º Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul - Centro Comunitário Vila Progresso Animação: Grupo Canção Nativa - Ingressos: R$ 25,00 individual Será obrigatório o uso de Pilcha Completa

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4 Ano XV - Edição 187 Março de 2017 PROSEANDOCOMTENÊNCIA Por Rogério Bastos CASOS & ACASOS Não basta falar bonito – Tem que convencer A capacidade de impactar e, até mesmo, a de convencer o público, são diferentes da capacidade que as pessoas têm de lembrar o que foi comunicado. Alguns estudos sugerem que mantemos na memória as coisas que mais nos interessam. Pesquisas mostram que guardamos em média: 10% Do que lemos 20% Do que ouvimos 30% Do que vemos 50% Do que vemos e ouvimos 70% Do que dizemos quando conversamos 90% Do que dizemos quando fazemos algo Embora as variações individuais desta projeção sejam bastante consideráveis, os números nos ajudam a ter uma noção global da forma como as pessoas costumam reter a informação. Quanto mais órgãos e sentidos envolvidos no processo de transmissão, maior é a possibilidade de retenção. Grandes oradores influentes ao longo da história eram de grande capacidade de convencimento, tanto para o bem, quanto para o mal: Abraham Lincon, Benito Mussolini, Mahatma Gandhi, Adolf Hitler, Dalai Lama, entre outros, tinham em comum o dom da oratória brilhante e avassaladora, movendo multidões. A mesma comunicação que pode resultar em ansiedade, ciúmes, frustração e ressentimentos, também pode ser promotora da paz, da harmonia e de soluções para diversos problemas. Podemos fazer uso da boa comunicação para promover ações positivas, proativas e construtivas. A comunicação é como um instrumento cuja finalidade depende do seu uso. Para que o comunicador venha impactar, em primeiro lugar é preciso que ele tenha algo a dizer que valha a pena ser ouvido, quer dizer, que se não houver conteúdo na comunicação, um orador não se sustenta por muito tempo. Era do Conhecimento Estamos na Era do Conhecimento, quando o ‘saber’ é moeda corrente. Francis Bacon afirmava que conhecimento é poder em potencial, ou seja, este saber só se transforma em poder efetivamente quando comunicado, ou utilizado. Nossa fala precisa acrescentar algo ao público, desta forma geram-se ganhos mútuos. O conhecimento é um dos poucos bens que tu entrega sem se desfazer dele. Prova oral chegando A apresentação oral de prendas e peões no concurso estadual e nos regionais, em alguns casos, chegam a ser torturantes para quem sorteia o tema. Mas a preparação é a base para torná-lo(a) um(a) excelente orador(a). A humildade faz parte da maturação dos melhores oradores. Prepare-se. Ensaie. Interprete com tranquilidade a tese: “O sentido e o valor do tradicionalismo”, de Barbosa Lessa, e poderá desempenhar com maestria sua prova. 50 anos da Missa Crioula no RS Estivemos reunidos com os Padres Amadeu Canellas e Valdir Formentini para produzir material que culminou no trabalho para o Eco da Tradição, sobre os 50 anos da Missa Crioula e de jovens seminaristas cheios de ideias, ímpetos, e vontade de melhorar a sua geração (centrais). Palestras em março Em março faremos 8 palestras, sendo que, Pinheiro Machado (04), Nova Prata (09), Erechim (10), Manoel Viana (12), Caxias (13), Campo Grande – MS (18), São Lourenço do Sul (25) e Manoel Viana (26) – Nosso trabalho voluntário, com todo carinho que nossos amigos merecem. MOVIMENTOTRADICIONALISTAGAÚCHO Calendário do MTG - 2017 DATA 4 4 6 7 16 a 19 18 06 a 09 24 25 6 6 13 25 a 27 24 24 10 24 24 1 25 29 EVENTO MARÇO DE 2017 SEMINÁRIO DE PRENDAS 2ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR PRAZO FINAL INSCRIÇÕES FECARS PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 29º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE ESTADUAL 28ª FESTA CAMPEIRA DO RIO GRANDE DO SUL SEMINÁRIO DA CULTURA CAMPEIRA ABRIL DE 2017 29º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE ESTADUAL VEM PRO MATE - DIA DA TRADIÇÃO PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 46ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS FASE ESTADUAL MAIO DE 2017 3ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS 3ª REUNIÃO DE DIRETORES CULTURAIS 3ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR 47ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE ESTADUAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 48ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 30º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JUNHO DE 2017 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DIRETOR (Provas Ciranda e Entrevero Regional) - SEDE MTG 48ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL 30º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JULHO DE 2017 4ª REUNIÃO DE COORDENADORES E DIRETORES REGIONAIS PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES ENART 2017 83ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA PROMOÇÃO LOCAL MTG + 29ª RT SÃO JOSÉ DO OURO MTG SÃO JOSÉ DO OURO MTG PORTO ALEGRE MTG PORTO ALEGRE MTG + 22 ª RT MTG + 22ª RT ROLANTE ROLANTE MTG + 15ª RT S. SEBASTIÃO DO CAI TODO ESTADO MTG PORTO ALEGRE MTG MTG MTG MTG + 18ª RT MTG PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE BAGÉ PORTO ALEGRE MTG PORTO ALEGRE MTG PORTO ALEGRE MTG RTs MTG RTs MTG MTG MTG + 8ª RT PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE LAGOA VERMELHA Data CURSOS Promoção Cidade 11 e 12/03 Curso p/ avaliadores de Prendas e Peões 26/03 CFOR Básico 21/04 Curso de Juízes de Provas Campeiras 29/04 CFOR BÁSICO 03 e 04/06 I Módulo do CFOR Avançado 08/07 CFOR Básico 05/08 CFOR Básico 02 e 03/09 II Módulo do CFOR Avançado MTG/24ªRT Arroio do Meio MTG/10ªRT S. Vicente do Sul MTG Porto Alegre MTG/19ªRT Erechim MTG Porto Alegre MTG Porto Alegre MTG Porto Alegre MTG Porto Alegre OBS 1: Os Cursos vinculados a Vice-Presidência Artística serão divulgados no mês de fevereiro OBS 2: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade Fique ligado! CFOR Básico 26/03/2017 São Vicente do Sul - 10ª RT Mais informações: 51 3223 5194 “A beleza que todos veem passa. A beleza que só o Amor vê nunca termina!”

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Ano XV - Edição 187 DEPARTAMENTOJOVEM Março de 2017 CEVANDO O MATE 5 Por Sandra Veroneze Departamento Jovem se apresenta: Eduardo Gusmão O que é e o que faz a Assessoria de Imprensa Buenas gurizada! Meus cumprimentos a todos os amigos tradicionalistas. Sou Eduardo Gusmão Bittencourt, 22 anos, nascido na cidade de Bagé e oriundo do CTG Prenda Minha da cidade de Bagé. Iniciei minha caminhada tradicionalista no Grupo de Artes Nativas Campo Aberto, onde por três gestões representei a 18ª Região Tradicionalista como Peão Farroupilha. Durante minha caminhada em busca desse sonho de representar o estado enquanto Peão, que foi adiado apenas por um tempo, eu pude perceber o quanto poderia auxiliar a juventude tradicionalista assumindo o cargo de vice-diretor do Departamento Jovem Central neste ano de 2017. Tenho como parceiro para esse trabalho um jovem tradicionalista que admiro muito enquanto pessoa, o Kelvyn. Nosso trabalho está focado principalmente em ouvir a juventude e aprender com tradicionalistas mais experientes, para construirmos, juntos, uma boa gestão. Queremos que o jovem se sinta bem representado, por isso estamos disponíveis para todas as entidades tradicionalistas a fim de sanar dúvidas, buscar novos questionamentos e trabalhar para fazermos um resgate histórico dos verdadeiros objetivos do nosso departamento. Falando um pouco do Tema Quinquenal apresentado no Congresso Tradicionalista, acredito que a oportunidade de trabalhar e discutir o voluntariado veio no momento certo. Todos os dias acompanhamos a crise econômica que nosso país esta passando e dentro das nossas entidades tradicionalistas não é diferente. É a oportunidade que temos de nos reinventar, de valorizar os talentos que temos dentro de “casa” e também de repensar valores sociais, morais e éticos. Estamos deixando de lado a verdadeira essência do tradicionalismo, investindo apenas na busca por colocações. O ego do ser humano está falando mais alto que a tradição. O voluntariado tem que vir da alma do tradicionalista, tem que ser por querer, por vocação, por interes- se. Devemos resgatar, efetivamente, as crianças, os jovens e os idosos de nossa comunidade ao entorno de nossas entidades tradicionalistas, e criar oportunidade de serem verda- deiros cidadãos, pessoas capazes de multiplicar este trabalho social. E para pôr em prática esse espí- rito do voluntariado e alcançar o pri- meiro item da Carta de Princípios – “Auxiliar o Estado na solução de seus problemas fundamentais e na con- quista do bem coletivo”, convidamos a todos para que façam parte da nos- sa campanha, em conjunto ao con- selho diretor, pelo bem de Rolante. Por fim, coloco-me a disposição dos senhores, para qualquer dúvida ou solicitação. Meus contatos estão disponíveis na página do Movimen- to, assim como minhas redes sociais. Juntos somos muito mais fortes, por isso conto com o apoio dos senhores para mais esse baita ano de trabalho. Um grande e apertado abraço a to- dos. Foto: Rogério Bastos Eduardo Gusmão, o “Bergamota” Curso de Assessoria de Imprensa - Março 2017 Antes de falarmos sobre Assessoria de Imprensa especificamente, é importante esclarecer: Assessoria de Comunicação é diferente de Assessoria de Imprensa, basicamente por um critério: seu escopo de atuação. Enquanto a primeira se ocupa de todas as ferramentas de contato de uma instituição com seus mais diversos públicos, a segunda se concentra no relacionamento específico com os veículos de comunicação. Assessoria de Imprensa, portanto, é a estrutura dentro de uma entidade tradicionalista que será responsável por manter um bom relacionamento com repórteres, jornalistas, editores, radialistas, estando sempre à disposição para fornecer informações. Em linhas gerais, o que faz o assessor de imprensa? Ele busca mídia espontânea através do bom e velho jornalismo institucional, que difere do jornalismo praticado pelos veículos de comunicação, entre outros fatores, principalmente porque este tem o compromisso de ouvir todos os lados de uma mesma informação, enquanto o assessor de imprensa apresenta unicamente a versão de seu cliente. Algumas atividades pontuais: Elaboração do Plano de Comunicação - este deverá conter as diretrizes estratégicas da Assessoria, especificando o que será pauta, a quem as informações serão direcionadas, metas e outros detalhes. Identificação dos fatos jornalísticos dentro da instituição - O que será noticiado? Exemplos: troca de patronagem e coordenações, eventos realizados, investimentos que estão sendo feitos... Elaboração de releases e press kits - Trata-se do texto, especificamente, que será entregue para a imprensa, que pode ou não se acompanhado de outros materiais, como livros, folders, brindes. Gestão do mailing - Mailing é a lista de profissionais de comunicação, com seus respectivos contatos. É importante estar sempre atualizado. Treinamento - É responsabilidade do assessor de imprensa instruir os tradicionalistas de como se comunicar com os jornalistas. Um exemplo: em entrevistas para televisão as frases devem ser curtas. Outro exemplo: informar qual a linha editorial do veículo de comunicação e o objetivo da matéria para a qual a opinião da entidade está sendo solicitada. Agendamento de entrevistas - A partir do release enviado para a imprensa costumam surgir demandas por um aprofundamento do assunto. Nesse caso, é preciso conciliar as agendas de entrevistado e entrevistador. Clipping - Trata-se do relatório de publicações. É um documento onde estarão compiladas as matérias que saíram sobre a instituição. No cabeçalho não podem faltar o nome do veículo de comunicação e a data. Alguns profissionais refinam acrescentando o link da matéria, o jornalista responsável e a editoria, entre outras informações. Taxação. É o processo de mensuração financeira do resultado. Na prática, o assessor calcula o espaço ocupado pela notícia (em centímetros ou minutos) e de posse da tabela de publicidade desses veículos calcula quanto a entidade teria que pagar por este espaço caso fosse anúncio. Isso chama-se mídia espontânea. Gestão de crise - O assessor fica atento e administra todas as situações negativas que podem envolver a instituição e dá as respostas em conformidade com o posicionamento estratégico da instituição. Em caso de dúvida, escreva para mim: imprensa@mtg.org.br. Continua no próximo mês. 29ª PROMOÇÃO REALIZAÇÃO 16 a 19/março/2017 Parque Municipal Vitor Mateus Teixeira Rolante/RS PATROCÍNIO APOIO

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6 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 187 ESPAÇO DACBTG Março de 2017 Gurizada em Canto e VII Lide Campeira na 3ªRT Realizou-se na cidade de São Borja, 3ª RT, durante os dias 10 e 11 de feve- reiro, dois eventos promovidos pelo 1º Guri Farroupilha do PTG João Manoel, Weslei Bulling Mendes, que teve como colaboradores: Bryan Leal de Mello, 1º Guri do RS, Lucélio Fortes, Peão Destaque Artístico do RS 2008-2009 e 2º peão do RS 2012-2013, Gustavo Leal de Melo, 2º guri 2011-2012 e 2º peão do RS 2014-2015, Aleph Corin, 1º Piá da 3ª RT, Lorran Bulling Mendes, que já foi Destaque como Piazito e Piá da 3ª RT, Arthur Scaramussa, 3º Piá da 3ª RT, Juliana Sloma, declamadora, João Valmor Barros, trovador e payador e Wilian Moiano, solista e diretor artístico do PTG. Ambos os eventos ocorreram no Recanto da Tia Júlia, PTG João Manoel. O evento “Gurizada em Canto” aconteceu dia 10, tendo como homena- geado o trovador e payador, vencedor de várias edições do ENART, João Barros e, como padrinho do evento, Bryan Leal de Mello, 1º Guri Farroupilha do Rio Grande do Sul. No palco passaram declamadores, solistas, gaiteiros, violeiros e jovens que estavam presentes e também são excelentes cantores e habilidosos com instrumentos. No dia seguinte (11), ocorreram inúmeras atividades no evento “VII Lide Campeira”. As primeiras oficinas realizadas pelo promotor do evento foram de encilha e de emalar o poncho. Logo após foi realizada a oficina do char- que e do churrasco, nas quais o público pôde in- Foto: Divulgação teragir espetando a carne e assando o churrasco em fogo de chão. Na tarde do sábado, os participantes con- tinuaram assistindo a oficinas, desta fez sobre chimarrão, nós de lenço, prova de rédeas e laço. Neste dia o padrinho do evento foi Gustavo Leal de Mello e teve a participação do Grupo de Esco- teiros Missioneiro. O evento contou com a presen- ça dos senhores João Francisco de Holleben Bic- ca, Patrão do PTG João Manoel, da Conselheira do MTG, Terezinha Bernardes, da Diretora Cultural do PTG, Diacui Bogo, além de prendas e peões do PTG João Manoel, CFTG Farroupilha, CTG Tropi- lha Crioula, Centro Nativista Boitatá e do CTG Po- reira das Missões, pais e mães dos participantes. MTG-MS apresenta atividades e calendário anual No dia 11 de fevereiro, o Presidente do MTG-MS, Natal José Marchioro, convocou a primeira reunião do ano, que aconteceu no CTG Tropeiros da Querência, em Campo Grande, para apresentar o calendário anual e deliberar sobre o movimento tradicionalista no MS. Com o evento foram definidas as datas dos principais eventos, como as 11ª e 12ª edições dos Rodeios Artístico-Culturais (maio e novembro) e o 28º Festival Sul-mato-grossense de Folclore e Tradição Gaúcha - Fegams (outubro). A participação do Estado no Nacional 2017 e a eleição da nova diretoria também foram debatidos, além dos encontros promovidos em parceria com a CBTG, como o CFOR Básico e o Encontro da Juventude Tradicionalista. CFOR Básico: No dia 18 de março o MTG-MS promove a segunda edição do CFOR, no CTG Tropeiros da Querência, em Campo Grande-MS. Estão programadas apresentações de diversas temáticas do movimento tradicionalista gaúcho brasileiro, com palestrantes do MTG-RS e da CBTG. Informações com Daiane Pereira (67) 9.9911 9943 e Farid Molas (67) 9.9646 0039. Encontro da Juventude Tradicionalista: Nos dias 21 e 22 de abril, na sede do CTG Querência da Saudade, em Ponta Porã-MS, a gestão de Prendas e Peões Tradicionalistas da CBTG, em parceria com o MTG-MS retoma o Encontro da Juventude Tradicionalista. Estão previstas diversas palestras com convidados do MTG-RS e da CBTG, oficinas e atividades culturais, além da visita a um dos pontos turísticos mais importantes da fronteira: Parque Nacional Cerro Corá, no Paraguai. A programação completa, ficha de inscrição e informações estão disponíveis no site da CBTG (www.cbtg.com.br). Projeto Cultural: Em fevereiro a 2ª Prenda do MS, Crislaine Sponchiado, juntamente com a 2ª Prenda Juvenil do MS, Vitória Montanha, realizaram um Projeto Cultural com o “Estande Gaúcho/Guaio”, durante o 6° Festival Internacional do Chamamé, promovido pelo Centro Cultural do Chamamé de Rio Brilhante-MS. Por meio de explanações e exposição de vestimentas, artesanatos e culinária, as prendas apresentaram a sociedade local a cultura do gaúcho e do paraguaio, totalmente influentes no estado do Mato Grosso do Sul. 30º Seminário Estadual de Prendas foi um sucesso Evento anual, organizado pelas Prendas Estaduais, levou quase 600 pessoas para São José do Ouro, 29ªRT e teve a presença da idealizadora como palestrante. “A Juventude tradicionalista canta seus ícones” foi tema do evento. Fotos: Éridio Silveira O Seminário Estadual de Prendas que está em sua 30ª edição começou nos anos 80, do século passado, na cidade de São Sebastião do Caí. No ano de 1986, o concurso de prendas premiou, pela primeira vez, a 3ª Prenda do estado, e a 15ªRT conquistou, além da 3ª Prenda, na categoria adulta, mais duas faixas e ambas da mesma entidade: O Grupo Folclórico Tapirapé. Foi aí que nasceu a ideia. Sandra Henz, 3ª Prenda do RS, 1986/1987, juntamente com Adriana Loureiro, 3ª Prenda Juvenil, e a menina, Fabiana Vieira Vier, 2ª Prenda Mirim do estado, foram as anfitriãs do 1º Seminário Estadual de Prendas. “Estou muito feliz em poder ter contribuído para o fortalecimento e engrandecimento do Movi- Prendas e Peões do Rio Grande do Sul no Seminário Estadual Presidente do MTG, Nairo Callegaro (D), ao lado de Vinicius Brum mento Tradicionalista Gaúcho, ter sido 3ª Prenda do Rio Grande do Sul e idealizadora do 1º Seminário de Prendas do estado. Isso não me deixa mais orgulhosa de que ser um dos ‘Anjos da Guarda’, um movimento voluntário que já foi destaque no programa: Voluntários Bradesco - 2015 considerado entre os seis melhores projetos voluntários do Brasil” – disse Sandra, que palestrou sobre o tema anual do MTG: “Voluntariado”. O Prefeito Antônio Bianchin destacou a coragem e parabenizou pela realização do evento inédito. O presidente do MTG, Nairo Callegaro, agradeceu a recepção, elogiou os encaminhamentos dentro da 29ª RT e, também, ao CTG. Sobre o tema central do encontro, disse que “é só encarando os desafios que seguiremos com o movimento”. Disse, ainda, sentir que os jovens “estão fazendo uma bela leitura da abertura de mentes dentro do movimento”. Márcia Gusi, Cristieli Camargo, Tomás Savaris e Murilo Andrade participaram de mesa redonda, no Seminário, com o tema: “Música”. Teve ainda, o ambiente lotado para a palestra “A música e sua trajetória no tradicionalismo gaúcho”, com músico Vinicius Brum. Foram 507 inscrições para o Seminário, de jovens oriundos de diversas cidades do Rio Grande do Sul. No momento cultural do evento, em São José do Ouro, teve apresentação do Aldeia Teatral, de Machadinho. Mais de 500 jovens se inscreveram para o 30º Seminário Estadual

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Ano XV - Edição 187 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Março de 2017 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro PEDRO GUARÁ Uruguaiana, dezembro de 1972. Segunda edição da Califórnia da Canção Nativa. Um dos grupos mais importantes surgidos nos anos 1970 conquistava a Calhandra de Ouro: Os Tapes. A canção: Pedro Guará, de autoria de José Cláudio Machado e Cláudio Boieira Garcia. No palco estavam, além dos autores, Waldir Garcia, Rafael Koller e Luiz Alberto Koller. O grupo ainda teve entre as finalistas “Funeral Guarani” de Rafael Koller e Waldir Garcia, e “Peão Velho” de José Cláudio Machado e Álvaro Barbosa Cardoso. A milonga Pedro Guará é mais uma das tantas canções imortalizadas pelo festival uruguaianense. Ainda hoje, nas rodas de violão dos ambientes nativistas, pode-se ouvir aquele refrão, quase um lamento, que introduz a canção em seu arranjo original. Aquele “ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô...” é tão visceralmente parte do canto quanto os versos que compõem o texto musicado. A sonoridade d’Os Tapes naquele momento (o grupo passaria por várias formações), além dos arranjos vocais, contava com os violões de Cláudio e Waldir, o bombo de Luiz Alberto, o magistral bandoneon de Rafael Koller e a interpretação daquele que viria a ser consagrado como uma referência do cantar do homem do campo, José Cláudio Machado. O festival apresentava, como já havia acontecido na primeira edição com “João Campeiro” de José Bicca e Aparício Silva Rillo, considerando apenas as canções finalistas registradas nos respectivos Lps (e mais recentemente em CDs), seus personagens. Mais tarde surgiriam: “Gaudêncio Sete Luas”, “Leontina das Dores”, “Candinho Bicharedo”, “Florêncio Guerra”, entre muitos. Voltando a milonga Pedro Guará, algo que chama a atenção é a melancolia do seu ambiente musical contrastando com o caráter alegre do seu personagem que “passando plantava alegria, o riso ficava quando partia”. Pedro Guará, de vida aragana, mateava na espera do tempo chegar. Assim como semeou o riso, partiu sem deixar rastro, voltando à terra para não mais cantar. Seguiremos nós, ouvindo a excelência d’Os Tapes. Cantando a esperar que chegue o nosso tempo. E sempre será tempo de cantar “Pedro Guará”. Seminário Regional de Prendas na 13ªRT As prendas regionais da 13ªRT, Ticiana leal, Adriana Medeiros e Veridian Pereira não tiveram folga nas férias. Prepararam o Seminário Regional de Prendas, que vai acontecer no DTCE Marcas do Pampa, em Santa Maria, dia 12 de março, das 9h às 17h. As palestrantes serão: Nikelen Witter, Doutora em História Contemporânea e professora do Curso de História na Unifra; Tainá Valenzuela, Foto: Arquivo Pessoal Mestre em Patrimônio Cultural e professora de história; Isolde Fischer, Diretora do Departamento de Apoio à Juventude Tradicionalista do MTG; Ilva Maria Borba Goulart, Coordenadora da 4ªRT e professora de História; Dinara Xavier da Paixão, Professora da Universidade Federal de Santa Maria; e Carolina Amaral Ehlert, 3ª Prenda do Rio Grande do Sul 2016/2017 que formarão três mesas temáticas. Ticiana Leal (C) é a 1ª Prenda da 13ªRT Crendices populares sobre a Lua Herdamos a grande maioria de nossas crendices de Portugal, onde o povo, apesar de muito religioso, acredita em muitas coisas que a lógica ou a racionalidade não explicam. No meio rural é crença generalizada que a lua tem influência direta em toda a atividade humana, especialmente na lavoura, na pecuária, no clima, nas chuvas e até mesmo na vida do homem. Para quem lida com plantações, as fases da lua devem ser cuidadosamente observadas. Na crescente, como a palavra já diz, tudo cresce, particularmente as plantas de cima da terra, porque as debaixo da terra (batatas, aipim e outros tubérculos) vingam melhor na minguante. É também na minguante que deve ser cortada a madeira para ser utilizada na construção de casas ou na fabricação de móveis. Isso evita o caruncho na madeira. Esta ainda é a lua indicada para enfrenar e castrar animais, pois os mesmos estarão menos sujeitos a hemorragias e sangramentos. Para obter frutas saborosas, as mudas de árvores devem ser plantadas dois ou três dias antes da lua cheia. Tudo o que é plantado na nova de agosto floresce rapidamente, logo, é a lua boa para plantar flores e ruim para hortaliças, que devem ser consumidas antes da floração. Legumes de cabeça (repolho, alface e outros) devem ser transplantados na minguante e as folhosas (couve, radiche, espinafre etc.), na nova. Quem cria aves deve cuidar para que o nascimento dos pintos não ocorra na minguante. Se forem colocados “no choco” na minguante os ovos “goram” e perde-se a ninhada. A influência da lua e das tem- pestades no choco é neutralizada por um prego enferrujado ou pedaços de carvão colocados no ninho. Para o cabelo crescer rapidamente deve ser cortado na nova, creem alguns, outros acreditam que é na crescente. É consenso geral que quem tem muito cabelo e não quer que ele cresça logo, deve cortar na minguante. Em algumas regiões acredita-se que nas sextas-feiras de lua cheia aparecem lobisomens. Em grupos mais primitivos acredita-se no malefício da lua em relação à mulher grávida. Esta não deve dormir banhada pelo luar, pois o filho nascerá “aluado”, “fraco da cabeça” (com problemas mentais). Para que a criança cresça forte e sadia é costume apresentá-la à lua e convidá-la para madrinha do bebe, que passará a chama-la de “dindinha lua” e lhe pedirá a benção. Não se deve deixar as fraldas do recém-nascido no varal à luz do luar, pois este terá cólicas. Se isto acontecer, a mãe com o filho nos braços o mostra para a lua e reza esta oração: “Lua, luar, me deste este filho e me ajuda a criar”. A lua também é consultada na previsão do tempo. “Lua nova trovejada, toda ela é molhada” – se chover durante a nova de abril todo inverno será chuvoso. Se estiver chovendo quando a lua cheia deve aparecer, a chuva para, pois “lua cheia come a chuva”. “Quando míngua a lua não comeces coisa alguma”, é um ditado popular que aconselha a não iniciar tarefa na minguante. É crença que a lua atende pedidos. Para obter-se algo que se deseje, deve-se fazer esta oração com muita fé olhando para a lua nova. “Deus te salve lua nova/ Deus te dê um bom crescente/ da próxima vez que vieres/ Traga-me este presente” (faz-se o pedido). MTG realizará terceira edição do #vempromate O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, confirmou nesta semana a realização do #vempromate em 2017. A iniciativa, anual, iniciou em 2015 em comemoração ao Dia do Chimarrão, comemorado em 24 de abril. Com apoio de diversas entidades tradicionalistas, o evento é realizado online e offline. Nas mídias sociais, os internautas são convidados a postarem fotografias e/ou vídeos mateando. Nas edições anteriores, as mídias preferidas foram Facebook, Twitter e Instagran. Offline as pessoas se encontram, no dia 24 de abril, para comemorar a data, seja num parque, em casa e no próprio CTG. Um dos diferenciais do evento, segundo o presidente da entidade, é a forte mo- bilização de todo público gaúcho, de coração ou de nascimento, e não apenas tradicionalista, frequentador de CTG. “O chimarrão é patrimônio de todos nós, símbolo da amizade, da hospitalidade, e o #vempromate a cada ano se fortalece no calendário oficial de eventos do MTG”, afirma. Mais novidades sobre a edição deste ano serão divulgadas em breve.

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8 Ano XV - Edição 187 CONHEÇA O PERFIL DOS VICE-PRESIDENTES DO MTG Março de 2017 O silencioso trabalho dos Vice-presidentes Capitaneados pelo presidente Nairo Callegaro e com um árduo trabalho a realizar, os vice-presidentes de administração e �inanças, cultura, campeiro, esportes campeiros e artístico, prestam serviço voluntário em pról do Movimento Tradicionalista Gaúcho Vice-Presidente de Administração e Finanças do MTG Elenir de Fátima Dill Winck Natural de Cruz Alta, mas residente em Panambi, Elenir é Professora aposentada, ex-secretária de Educação do município, Pós Graduada em Geografia. Começou suas atividades no CTG Tropeiro Velho, de Panambi FUNÇÕES DA PASTA: Superintender todas as atividades do setor de administração geral; Indicar ao Presidente, para nomeação, o Secretário Geral o Gerente Executivo, o Diretor de Patrimônio e os demais auxiliares da área administrativa; Manter atualizado os registros e assentamentos dos empregados do MTG; presidir o Conselho de Ética Tradicionalista do MTG, cumprindo o que determina o Código de Ética Tradicionalista; exercer as demais atribuições que lhe forem cometidas pelo Presidente ou pelo Conselho Diretor. Vice-Presidente de Cultura do MTG Anijane dos Santos Luiz Varela Natural de Porto Alegre, Anijane é formada em Comunicação Social, com Pós-Graduação em Marketing. Bancária (funcionária da Caixa Econômica Federal), começou as atividades no DTG Cancela da Liberdade – Clube Caixeiros Viajantes, o qual representou e foi prenda do Rio Grande do Sul, gestão 2004/2005. FUNÇÕES DA PASTA: Desenvolver e propagar a cultura gaúcha, estabelecendo estratégia adequada ao interesse institucional e as políticas públicas para a cultura; Promover pesquisas, estudos, debates, conferências, seminários, cursos, simpósios, concursos e outras atividades que visem difundir e aprimorar conhecimentos sobre a cultura do Rio Grande do Sul; Estimular a elevação do nível cultural do Rio Grande do Sul; Estimular e promover junto aos filiados à organização de museus, bibliotecas e outros acervos de interesse cultural; Colaborar com as Coordenadorias Regionais na realização de seminários destinados ao aprimoramento cultural das entidades tradicionalistas; Estabelecer permanente relação com a Secretaria de Estado da Educação e Secretarias Municipais de Educação, com o objetivo de contribuir com a instrumentalização dos professores, com a finalidade de que a cultura e o folclore gaúcho sejam mais trabalhados nas escolas; Propor ao presidente do MTG à composição de comissões destinadas a revisão de regulamentos de atividades Culturais; Expedir diretrizes culturais orientadoras para concretização do Objetivo Anual do MTG e a realização de todos os eventos voltados para a promoção da cultura Regional. Vice-Presidente Campeiro do MTG José Alvoni Araújo Silva Natural de São Francisco de Paula, Araújo é comerciante na cidade de Canela, na serra gaúcha, onde começou suas atividades no CTG Querência. FUNÇÕES DA PASTA: Planejar, organizar, controlar e coordenar as atividades campeiras nos eventos oficiais do MTG, especialmente na Festa Campeira do estado do Rio Grande do Sul, no que lhe compete; Organizar e manter um quadro de avaliadores para eventos campeiros competitivos de acordo com o regulamento campeiro; indicar auxiliares necessários à execução de suas atribuições; Submeter suas decisões à apreciação do Presidente do MTG; Propor atividades para o seu Departamento ao Presidente do MTG e outras estabelecidas nos Regulamentos Específicos. Vice-Presidente Artístico do MTG José Roberto Fischborn Natural de Taquara, empresário da área de tecnologias da informação, Zé Roberto é formado em Sistemas de Informação e começou suas atividades do CTG O Fogão Gaúcho. FUNÇÕES DA PASTA: Organizar e manter um quadro de avaliadores para eventos artísticos competitivos nas modalidades abrangidas pelo Encontro de Arte e Tradição – ENART, através dos Departamentos de Manifestações Individuais e Espontâneas, de Danças e Chula, de Música e Interpretação; Planejar, organizar, controlar e coordenar as atividades artísticas nos eventos oficiais do MTG, especialmente no ENART e no Festival Gaúcho de Danças – FEGADAN, entre outros que o MTG vier a criar ou administrar. Submeter suas decisões à apreciação do presidente do MTG; propor diretrizes para sua área e outras estabelecidas em regulamentos específicos. Vice-Presidente de Esportes Campeiros do MTG Martim Guterres Damasco É natural de Alegrete, Micro Empresário aposentado, de firma de engenharia, começou no CTG Estância Gaúcha e atualmente representa o CTG Alma Crioula FUNÇÕES DA PASTA: Planejar, organizar, controlar e coordenar as atividades de esportes campeiros nos eventos oficiais do MTG, especialmente na FECARS, no que lhe compete e no Aberto dos Esportes; Organizar e manter um quadro de avaliadores para eventos esportivos campeiros competitivos de acordo com o Regulamento de Esportes Campeiros integrante deste regulamento geral; Reunir-se com o Presidente do MTG sempre que para isso for convocado; indicar auxiliares necessários a execução de suas atribuições; Submeter suas decisões à apreciação do Presidente do MTG; Propor atividades para a sua área ao Presidente do MTG; Desenvolver outras atribuições definidas pela Presidência do MTG na sua área de atuação, além de outras estabelecidas em regulamentos específicos. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

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Ano XV - Edição 187 Março de 2017 9 PROJETO MTG SOCIAL – VOLUNTARIADO 1PARTE Valores, Ética, Comprometimento Proposta de tema para os próximos cinco anos para ser trabalhado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho e suas entidades �iliadas. A Diretoria do MTG com o intuito de trazer de volta, não só a discussão, mas a prática do voluntariado está criando as condições ideais para estas ações no RS. O voluntariado nasceu por existir uma necessidade de respostas perante situações de desigualdades que a sociedade vivia. Sem dúvida, a ação voluntária nasce da experiência de encontro com a realidade do outro; afeta quem é sensibilizado por ela. Mas, especialmente, porque se percebe que a dignidade humana está prejudicada, diminuída, é preciso agir, invertê-la. No tradicionalismo a alma voluntária está impregnada no ser e no agir das pessoas. Através do tema quinquenal, no ano de 2017 até 2021, o MTG quer incentivar e consolidar a cultura do voluntário, além de promover a educação para o exercício consciente da solidariedade e da cidadania dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Despertando nos tradicionalistas o amor ao próximo através da doação diária em pequenos gestos que engrandecem quem os dá e ajuda a quem precisa. Depois da instituição do MTG como federação associativa das entidades tradicionalistas do Rio Grande do Sul, em 1966, além da organização social propriamente dita, obteve-se a união organizada de todos aqueles que queriam cultuar as tradições, como foi à ideia principal de Paixão. Formou-se então, uma grande família, a família tradicionalista, onde além do culto às tradições rio-grandenses, “cultuava-se” a união, a compaixão e o auxílio ao próximo, como de fato uma família deve ser. No entanto, com o passar do tempo e com a evolução das grandes cidades, este auxílio mútuo foi se perdendo pelo caminho. As pessoas, de um modo geral, tornaram-se individualistas, egoístas e esqueceram-se do verdadeiro sentido e razão do tradicionalismo. A sociedade evolui, transforma-se, a globalização vem de uma forma avassaladora, passamos a ser só mais um número em uma sociedade altamente consumista. As questões financeiras sobrepõem sob as vontades dos seres humanos, os sentimentos de cooperação vão sendo esquecidos e colocados à margem desta sociedade, interesses individuais ganham força e esta máquina imperialista esmaga valores que iniciaram o movimento. O MOVIMENTO TRADICIONALISTA CONTEMPORÂNEO A HISTÓRIA DO VOLUNTARIADO NO BRASIL No Brasil, o voluntariado tem uma história que remonta aos primeiros anos da colonização, com a fundação da Santa Casa de Misericórdia de Santos, em 1543. Nesse período, religião e caridade estavam fortemente ligadas. Identifica-se nesta primeira fase o forte caráter assistencialista e filantrópico, estimulado principalmente pela população abastada. A elite tinha controle sobre as instituições, que eram financiadas por homens ricos e “damas caridosas”. Educandários, asilos e hospícios foram criados e destinados à assistência aos necessitados. Nas décadas de 80 e 90 surge um novo voluntariado, voltado para o preenchimento dos espaços não assistidos pelo Estado. A atividade era vista como oportunidade para exercício da cidadania e intervenção social, uma vez que possibilita a ação individual para o bem público. O novo modelo de voluntariado foi possibilitado pela atuação de indivíduos motivados a exercerem a cidadania em prol de causas comunitárias. Em 1996, o Programa Voluntários é criado para promover, qualificar e valorizar o voluntariado no Brasil. Esse programa, que incentivou a criação de Centros de Voluntários em todo o País, foi uma iniciativa do Conselho da Comunidade Solidária - presidido pela antropóloga Ruth Cardoso. Em 1998, foi implantada a Lei 9.608 - que regulamenta o trabalho voluntário e trouxe um considerável avanço para o desenvolvimento do voluntariado no Brasil. O ano de 2001, Ano Internacional do Voluntário, representou uma proposta inovadora de incentivo às ações solidárias e de cidadania. O convite da Organização das Nações Unidas - ONU para que o Brasil representasse os 123 países participantes na Assembleia Geral das Nações Unidas demonstrou a repercussão positiva do trabalho realizado no país. De acordo com Shin e Kleiner (2003), voluntário é um indivíduo que oferece o seu serviço a uma determinada organização, sem esperar uma compensação monetária, serviço que origina benefícios ao próprio indivíduo e a terceiros. De acordo com a Organização das Nações Unidas (UN, 2001) a atividade voluntária não inclui benefícios financeiros, é levada a cabo atendendo à livre e espontânea vontade de cada um dos indivíduos e traz vantagens a terceiros, bem como ao próprio voluntário. Quanto melhor uma organização conhecer os seus voluntários, mais poderá ir de encontro às necessidades e expectativas desses mesmos indivíduos. Por isso, compreender as motivações que podem levar um indivíduo a doar o seu tempo a uma determinada organização e a manter-se nessa mesma organização é matéria relevante para ser trabalhada e executada em organizações que tem como princípio o auxilio a sociedade através de atividades diversas, como por exemplo os CTG’s. Artigo I de nossa carta de princípios. TERCEIRO SETOR - Conceito A sociedade conta com organizações que estruturam os relacionamentos humanos, sociais e econômicos. Para facilitar a sua compreensão sobre ela, é possível dividi-la em três setores que, muitas vezes, trabalham juntos: O Primeiro Setor é conhecido como setor público. É o Estado nas esferas federal, estadual e municipal. Ele deve prover as necessidades básicas e estruturais da população. Utiliza recursos públicos para fins públicos. O Segundo Setor é o setor privado, representado pelas organizações com fins lucrativos que atuam no mercado, formado por empresas que oferecem serviços e produtos para a população. Aqui encontra-se a utilização de recursos privados para fins privados. O Terceiro Setor é formado pela sociedade civil organizada na prestação de serviço ou apoio ao desenvolvimento das políticas sociais de interesse público. Contribui para o fortalecimento da cidadania, da cultura democrática e para a construção de planos sustentáveis destinados à sociedade. Utiliza recursos públicos ou privados para fins sociais e comunitários. Fazem parte do Terceiro Setor as organizações não-governamentais, sem fins lucrativos, incluídas no Código Civil (Lei n.º 10.402/02). São estabelecidas juridicamente em dois tipos: associações ou fundações. Associações são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins econômicos, que se formam pela re- união de indivíduos em prol de um objetivo comum. Já as Fundações são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins econômicos, que se formam a partir da existência de um patrimônio destacado pelo instituidor para servir a objeto específico, voltado a causas de interesse público. As fundações são fiscalizadas pelo Ministério Público. Após se estabelecerem como associação ou fundação, existem ainda registros facultativos que as organizações podem requerer junto ao poder público – na forma de Títulos, Certificados ou Qualificações. Esses títulos servem para dar credibilidade às organizações, facilitando a mobilização de recursos, a obtenção de benefícios fiscais e de benefícios públicos a fim de garantir a utilização de incentivos fiscais junto aos parceiros. Os certificados atualmente disponíveis são: Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e Organização Social (OS). AÇÃO VOLUNTÁRIA NO MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO A ação voluntária acontece a partir da vontade da pessoa de exercer sua cidadania. Nasce do indivíduo que se percebe como capaz de, junto com outros cidadãos, criar ou transformar o espaço onde vive. A força do voluntariado se traduz em trabalho contínuo e vibrante, responsável e comprometido. O voluntário é capaz de formar uma rede com outros cidadãos e organizações sociais, compatibilizando suas habilidades com as necessidades e anseios da sociedade para que a contribuição de cada um seja transformadora. O gesto voluntário se afasta da noção de assistencialismo isolado para uma ação de solidariedade e responsabilidade social, resultando em um trabalho de qualidade, feito com prazer. Há incontáveis maneiras de promover o voluntariado e as organizações sociais podem criar oportunidades para a ação voluntária tendo em vista o público com o qual trabalham. Tendo em vista o contexto acima identificado, é missão do Movimento Tradicionalista Gaúcho, entidade associativa, que congrega mais de 1500 Entidades Tradicionalistas de todo o Estado do Rio Grande do Sul, investir em parcerias que promovam uma ação social transformadora, consciente e solidária. Segundo Barbosa Lessa: “Na vida humana, a sociedade - mais que o indivíduo - constitui a principal força na luta pela existência. Mas, para que o grupo social funcione como unidade, é necessário que os indivíduos que o compõem possuam modos de agir e de pensar coletivamente”(LESSA, Barbosa, Tese Sentido e Valor do Tradicionalismo). Assim, gerar oportunidades e condições para o agir coletivo é um dos deveres do Movimento Tradicionalista Gaúcho, faz-se necessário um despertar para o voluntariado consciente, através de um programa planejado, com boas práticas de gestão, para que todo o potencial dessa ação seja aproveitado. Reforçar, ainda, o sentido de solidariedade, desenvolver as competências sociais e facilitar a integração dos indivíduos nas comunidades. TEMA QUINQUENAL: “PROJETO SOCIAL MTG - VOLUNTARIADO”

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10 Ano XV - Edição 187 Março de 2017 Missa Crioula mescla ritos litúrgicos e tradiçã Às vésperas de completar 50 anos de história, a Missa Crioula é uma instituição que aproxima a igreja dos �iéis, no segmento tradicional melhorar a sociedade em que viviam. Hoje, dezenas de padres rezam missas crioulas pelo Rio Grande e fora dele. No dia sete de abril, na Não se trata de uma missa diferente quanto ao essencial. A Missa Crioula é a mesma da Igreja Católica, já com vinte séculos de tradição gloriosa. A originalidade da Missa Crioula consiste na adaptação, mais ou menos feliz, da Missa tradicional da Igreja, à mentalidade e psicologia do gaúcho, conforme os ditames do Concílio Vaticano II. Cada povo, raça ou região tem uma personalidade própria, um comportamento social, costumes e tradições. Para comunicar-se com Deus, o homem, o povo, deve usar sua própria forma de expressão, sob pena de faltar a autenticidade no diálogo sagrado, transformando a religião em mero formalismo, em algo postiço, sem conteúdo, sem vivência, sem alma. A Missa Crioula procura exatamente isso. Fazer o gaúcho rezar de seu jeito, como gaúcho. Ela ajuda o homem da campanha, o rio-grandense tradicionalista, a sentir-se perfeitamente à vontade na participação do mais augusto mistério da Liturgia Católica. O aparato externo, o comentário, as expressões típicas do texto, o estilo em versa, bem como as cenas que ocorrem, sem acrescentar, nem subtrair nada da essência da Missa tradicional, cria um clima adequado à mentalidade do gaúcho. Em 2008, durante a 46ª Assembleia Geral da CNBB, em Itaici-SP, a Comissão do Regional Sul-3, nomeada pelos Bispos, fez uma reunião para estudar e encaminhar a questão criada em torno da chamada “Missa Crioula”. Estiveram presentes Dom Dadeus Grings, D. Hélio Rubert, D. Girônimo Zanandrea e D. Aloísio Dilli, que debateram este assunto. Durante a reunião, a comissão procurou dar orientações para estas celebrações: 1 - Não podemos alterar a linguagem das partes fixas da missa, aprovadas oficialmente, e de seguimento obrigatório universal; 2 - Nas partes variáveis da celebração eucarística, podemos e devemos ser criativos, recuperando as expressões culturais (Cf. DG 7§$): comentários, cantos, música, símbolos, instrumentos musicais, homilia, preces:.. 3 - O simbolismo de nossas tradições culturais pode receber destaque no vestir... Na ornamentação do altar e do espaço litúrgico e no uso dos vasos litúrgicos. APROVAÇÃO AO REQUERIMENTO: Viamão, 7 de abril de 1967 Exmo. Revmo. Sr. Arcebispo Metropolitano. Padre Paulo Aripe, da Diocese de Uruguaiana, por intermédio de Roberto Aripe, abaixo-assinado, solicita a V. Excia. Revma. a aprovação do TEXTO PARA UMA MISSA CRIOULA de sua autoria, para uso nos meios tipicamente gaúchos e tradicionalistas, como Congressos Tradicionalistas, Reuniões dos Centros de Tradições e outras festividades tradicionais do Rio Grande do Sul. N. T. E. D. Pelo CTG Centauro dos Pampas de Viamão Assinado: Seminarista Roberto Aripe A CONCESSÃO: Porto Alegre, aos 7 de abril de 1967 Aprovamos o texto para ser usado em ocasiões excepcionais, nesta Arquidiocese. Assinado: Dom Vicente Sherer Arcebispo de Porto Alegre Uruguaiana, aos 3 de junho de 1967 Nos mesmos termos em que já foi aprovado por Dom Vicente. Assinado: Dom Augusto Petró Bispo de Uruguaiana Vacaria, 11 de janeiro de 1968 Como Bispo da Diocese onde se realiza a maior festa tradicionalista do Brasil, alegramo-nos em dar nossa aprovação. Assinado: Dom Henrique Gelain Bispo de Vacaria Livramento, 19 de maio de 1967 Nos termos da petição, aprovamos para a Diocese Assinado: Dom José Gomes Bispo de Bagé Restinga Seca, 20 de abril de 1967 Aprovamos o mesmo texto a que se refere acima, nas mesmas condições, podendo ser usado na Diocese de Santa Maria. Assinado: Dom Luiz Victor Sartori Bispo de Santa Maria Foto: Charão/1967 O 13º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em São Gabriel, em 1967. Ajoelhado, de óculos, Amadeu Canellas A trilogia da Missa Crioula, de Paulo Aripe Antecedentes da Missa Crioula n Grande do Sul Quando foi fundado, em 1957, o depart do diretório acadêmico dos Estudantes de Maior Faculdade Imaculada Conceição de de CTG Centauro dos Pampas. No ano segu partamento separaram-no do diretório, tor te, e partem para a estruturação de um est o Centauro uma entidade tradicionalista. Em realizaram o 1º Congresso Tradicionalista Es do Sul, no CTG Vaqueanos da Cultura, da E la de Viamão, reunindo as entidades estuda Alegre, Santa Maria, Caxias, Uruguaiana, ent Congresso, ainda rezada em Latim, com o p depois foi Bispo de Santa Maria. O padre Pa narista, fez a explicação da missa, que eles Gauchesca’, um marco inicial que daria orige Paulo Aripe A voz de Paulo Aripe sempre soou forte campeiros, oficiando uma missa, conversan saber alguma coisa. Aripe nasceu no dia 11 Uruguaiana. “No Beco das Sete Facadas, e Morto, ao lado do Bueiro do Laçaço e junto Hoje é Flores da Cunha o nome da rua” – con padre, por Dom Luís Felipe de Nadal, quando Viamão. “Haripe”, em árabe, é cavalo de corrida. Foto: Genaro Joner/ZH es su se pa m fo o qu Fr fig da qu de ná O Padre Paulo Aripe, com seu Cálice Sagrado Co vo

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Ano XV - Edição 187 Março de 2017 11 ão fortalecendo a fé dos gaúchos há 50 anos lista. O começo foi exatamente como são as mudanças de cada geração: jovens idealistas e comprometidos que queriam fazer algo para Paróquia de Viamão, a segunda mais antiga do estado, será rezada uma missa comemorativa ao cinquentenário deste ato litúrgico. no Estado do Rio tamento tradicionalista Filosofia do Seminário Viamão, era chamado uinte, os líderes do dernando-o independentatuto social, tornando m 05 de julho de 1959, studantil no Rio Grande Escola Técnica Agrícoantis do estado (Porto tre outras). A missa do padre Erico Ferrari, que aulo Aripe, ainda semis chamaram de ‘Missa em à Missa Crioula. e. Declamando versos ndo com quem queria 1 de junho de 1936, em em frente à Sanga do o ao Bolicho do Vesgo. ntava ele. Foi ordenado o saiu do seminário de . O apelido de Potrilho stava predestinado, urgiu quando ainda era eminarista, “filhote de adre”. Pilchado para a missa, o Potrilho sempre oi um taura gaudério, e sotaque acentuado de uem vive na região da ronteira completava a gura que parecia saía dos poemas e trovas ue ele compunha, dese os tempos do semiário. Entre 1962 e 1963, o oncílio Vaticano II, conocado pelo Papa João XXIII, deu um novo sentido à liturgia da missa. A celebração deixou de ser em latim, passou a ser rezada na língua de cada país, ou região, e aumentou a participação dos fiéis. E permitiu a utilização de músicas e elementos culturais de cada povo ou etnia. Foi por essa época que nasceu a Missa Crioula. O jovem Aripe, que gostava de frequentar CTGs e tinha dezenas de pastas com “quadras campeiras”, não esperou muito. Tirou todos os sons que queria da gaita-de-boca, seu instrumento. Pesquisou ritmos gauchescos para cada parte da missa, descrita em versos. No dia 28 de fevereiro de 1963, em Alegrete, celebrou a primeira Missa Crioula. Inaugurou o ritual hoje reverenciado por milhares de gaúchos. Oficialmente, a Missa Crioula recebeu aprovação eclesiástica no dia 7 de abril de 1967, em documento assinado por Dom Vicente Scherer, então arcebispo de Porto Alegre. Cálice de guampa na missa Sobre as pilchas gaúchas, Paulo Aripe vestia a casula, único paramento litúrgico. Uma cruz, entrelaçada por dois lenços, um branco e um vermelho, unindo inimigos políticos, no momento de oração. Sobre o altar deixava em destaque o cálice, feito de ouro e de guampa, obra da Metalúrgica Abramo Eberle, presente esco- lhido como lembrança da or- denação sacerdotal. No início, o cálice provocou polémica, mas acabou aceito. Era co- locado solenemente sobre o pala rio-grandense que cobria a mesa, junto a uma cuia re- vestida por um bordado de prata, presente de Dom Feli- pe de Nadal. Um candeeiro substituiu os castiçais com velas, relíquia do século retra- sado. Cambonas, também de guampa, eram para a água e o vinho. No entorno, apetre- Foto: Rogério Bastos chos de lida campeira, como arreios, laços e bandeiras. A musicalidade Para conquistar os fiéis nesta nova modalidade de missa, os padres usavam as musicas religiosas com letras gauchescas. Padre Aripe, por exemplo usava as melodias de musicas consagradas no catolicismo, como: Canto para inicio das missa (Bendita e louvada seja); Par ao ofertório (Prometi no meu santo batismo); Par a comunhão (Hóstia branca no altar); par ao final da missa (Honra, glória e louvor); Virgem, Mãe imaculada (Graças demos à Senhora), entre outras. Musicas que Paulo Aripe gravou com o Conjunto “Os Piás”. Atualmente, depois de ter gravado o DVD Fé Gaúcha, o Padre Valdir Formentini coordenou a gravação, com Os Monarcas, do CD Missa Crioula, com as poesias de Rômulo Chaves. “Penitencia Pampeana”; “Glória Gaúcha”; “Aclamação Gaúcha”; “Ofertório”; “Santo”; “Cordeiro de Deus”; e uma faixa especial com a “Oração pela Família”, do Padre Zezinho. Espaço Itinerante Fé Gaúcha Segundo o Padre Valdir Formentini, o Projeto Fé Gaúcha, busca ser uma presença da igreja em locais onde o povo de Deus se reúne por motivos mais variados, entre eles, rodeios, festivais nativistas, congressos, caminhadas, romarias, feiras, exposições, entre outros. O esforço de ser a presença evangelizadora onde, normalmente, a igreja não se faz presente. O projeto nasceu em 2010 com o objetivo de servir como ferramenta de ajuda aos projetos sociais coordenados pelo Padre Valdir Formentini, então pároco da Vila Santa Izabel, em Viamão. Foi gravado um DVD com os maiores artistas gauchescos, interpretando grandes sucessos que reuniam temas religiosos, nativistas. Chico Brasil, Leonardo, Walther Morais, Omair Trindade, João Luís Correa, Os Serranos, Liliana Cardoso, Luís Marenco, Elton Saldanha, Os Monarcas, entre outros contribuíram com suas canções. O DVD “Show mensagem Fé Gaúcha” ainda é vendido nas lojas da Multisom, oferecendo uma significativa ajuda financeira aos projetos que a ASSI desenvolve com crianças e jovens m situação de risco e vulnerabilidade social. Foto: Arquivo Pessoal Padre Valdir Formentini na frente do onibus que leva a Pastoral para os Rodeios A pastoral nos rodeios A Pastoral nos Rodeios quer ser uma presença amiga e evangelizadora de sacerdotes que, gostam e vivem os valores da cultura gaúcha, e que lá estão em nome do Bom Pastor o Cristo, para animar, servir, abençoar e celebrar a fé a partir dos valores e sinais sagrados da cultura, da arte, do folclore a da tradição gaúcha. “Pessoalmente eu venho participando destes eventos com um projeto novo que se chama “Espaço Itinerante Fé Gaúcha”. Trata-se de um ônibus motor home, transformado em uma capela sobre 4 rodas. Esta capela é dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Marcando presença em rodeios, feiras, encontros de arte e tradição gaúcha, procuro ser alguém que acolhe, abençoa e celebra Missas Crioulas, conforme solicitação prévia dos amigos que organizam os diferentes eventos” – Conta o padre Valdir. Maiores informações sobre este projeto estão no site www.fegaucha.com.br Para contato direto com o padre: (51) 999672635. Missa Crioula na China Tatiane klaus, esposa do vice-coordenador da 40ªRT, Crodoaldo Batista, é a pessoa responsável pela comunidade católica em Dongguan, na China, e ao lado do Capataz Júnior Amaral promoveram muitas atividades religiosas desde 2008 (antes do surgimento do PTG China Véia). “Convidamos o Padre Valnei Pedro Reghelin, gaúcho de Horizontina, mas que morava em Macau. Nós conhecemos o padre por um acaso. E, por ele também ser brasileiro, passou a nos visitar. A primeira missa foi aqui no meu apartamento, com apenas oito pessoas” conta Tatiane. A última missa, na casa do Patrão, contou com cinquenta pessoas fazendo com que procurassem um local mais amplo, utilizando um restaurante de um brasileiro. “Até batizados, crismas e catequese fizemos. Nossa fé nos ajuda a superar a saudade de nossa terra.” – concluiu. Foto: Arquivo Pessoal Junior Amaral (E), capataz do PTG China Véia, com o Padre Valnei em um batizado na China

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12 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 187 Março de 2017 Tatiéli Bueno Encontro de Patrões interpreta “La Negra” em Guaíba Cantora, que já foi campeã do ENART, reapresenta “Tributo a Mercedes Sosa” no dia 10 de março, em Caxias do Sul Os cabelos negros e a voz marcante de contralto, alguns dos predicados mais marcantes da cantora argentina Mercedes Sosa, encontram espelho em Tatiéli Bueno, que presta tributo a “La Negra”, em Caxias do Sul, no dia 10 de março, às 20h30 no Teatro Municipal Pedro Parenti. Tatiéli apresenta grandes clássicos do vasto repertório da cantora argentina, como: “Duerme Negrito”, “Volver a los 17”, “Gracias a la vida” e “Solo le pido a Dios”, interpretados por Mercedes durante sua exitosa carreira, dedicada principalmente à música folclórica e latino-americana. Apelidada de “La Negra”, a cantora era também conhecida como a “voz de uma maioria silenciosa” e “voz da América Latina” e optou desde cedo por um repertório que mesclava lirismo e protesto político, tornando-se um dos principais expoentes do mo- vimento “Nuevo Cancioneiro”, que pretendia redescobrir as raízes da música folclórica e, ao mesmo tempo, denunciar a desigualdade social e as injustiças da América Latina. Mercedes faleceu aos 74 anos em 2009, mas sua voz e sua mensagem ainda ecoam. Como forma de prestar-lhe esta homenagem, Tatiéli Bueno, que também se dedica a interpretação da música latino-americana, vive a personagem, e em meio a um cenário portenho apresenta todo o roteiro do show em espanhol e leva seu público a momentos de fortes e emocionantes recordações. Com promoção da Rádio São Francisco e produção de Tatiéli Bueno e DWR Som, Luz e Imagem, o Tributo faz parte das festividades de 50 anos da rádio e promete ser um espetáculo cheio de pompa e circunstância, para homenagear a inesquecível Mercedes Sosa. O CTG Cruzeiro do Sul, de Guaíba, foi anfitrião do 1º Encontro de Patrões da Subcoordenadoria do Delta do Jacuí-Sul, em 2017. O encontro deu início às atividades e apresentou, aos patrões das entidades, os novos integrantes da equipe para a gestão deste ano. A reunião teve a presença de um grande público (mais de 70 pessoas) que representaram as entidades tradicionalistas que compõe a subcoordenadoria. Também estiveram presentes, a Secretária de Turismo Desporto e Cultura, Cláudia Mara Borges, o Presidente da Câmara de Vereadores de Guaíba, Dr. Renan Pereira, o Coordenador da 1ª Região Tradicionalista, Luiz Lamaison e o Presidente do MTG, Nairo Callegaro. “Entre os vários assuntos trata- dos na pauta, salientamos a Lista Destaque Tradicionalista onde será feito um trabalho de auxílio e acompanhamento das entidades para fazer seus relatórios, a agenda dos eventos das entidades para o ano, apresentação do Quadro de Prendas e Peões do CTG cruzeiro do Sul, para a gestão de 2017 e sobre o FESTIRIM, que será novamente na cidade nos dias 07 e 08 de Outubro” – conta Jeferson Quadros, subcoordenador do Delta. A reunião terminou em uma grande confraternização, acompanhada de um jantar oferecido pela patronagem do CTG Cruzeiro do Sul Foto: Rogerio Bastos Foto: Arquivo Pessoal Apesar da Juverntude, Jeferson Quadros já foi Peão Farroupilha da 1ªRT e hoje é Subcoordenador Tatieli Bueno, interpretando Mercedes Sosa 3º Peão Farroupilha do RS palestra na 23ª RT O Jovem Lucas Almeida, 3º Peão Farroupilha do RS, e que é integrante do DTG Berço Farroupilha, realizou no dia 21 de janeiro palestra sobre Cam- Foto: Arquivo Pessoal peirismo Gaúcho e as Lidas Campeiras, no CTG João Sobrinho, da cidade de Capão da Canoa – 23ªRT. Além da palestra, Lu- cas realizou oficinas práticas, preparando os participantes para os concursos. O even- to contou ainda com a Lucas Almeida, 3º Peão do RS, ensinando a lida na 23ªRT presença das prendas e peões da entidade. Delta do Jacuí presente na seleção da 1ª RT Foi realizado no final de semana de 28 e 29 de janeiro, na Cabanha Pes- segueiro (Cancha do Bola), na cidade de Viamão, a última etapa da seletiva da 1ª Região Tradicionalista. Nesta etapa, os que conseguiram se classificar, representarão a 1ª RT na FECARS 2017, entre os dias 16 e 19 de março, na cidade de Rolante, 22ª RT. Estiveram representando a Subcoordenadoria do Delta do Jacuí, o CTG Porteira da Tradição, de Eldorado do Sul, com o Patrão José Maria no laço patrão, Carlos Freitas, no tiro de laço; o CTG Darci Fagundes esteve represen- tado por Fábio Malcorra, capataz da campeira da entidade, no tiro de laço, Rafaela e Bruno, na vaca parada prenda e Foto: Arquivo Pessoal peão, respectivamente, e com Bernardo Mal- corra, na rédea piá. Entre os participan- tes citados, a subcoor- denadoria e 1ª RT se- rão representadas pelo piá Bernardo Malcorra que se classificou na prova de rédea, categoria piá. Coordenador da 1ªRT, Luiz Henrique Lamaison (D) prestigiou a fase classificatória regional da FECARS em Viamão TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

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Ano XV - Edição 187 FÓRUMDADANÇA Por: Marcelo Vasconcelos Diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Março de 2017 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico Reunião em Rolante PERIGOS DA ASMA Foi realizada, no dia 18 de fevereiro, na cidade de Rolante, a reunião com os Coordenadores e Diretores Regionais. No que tange aos aspectos das Danças Tradicionais, o Presidente do MTG explanou acerca das modificações que serão realizadas nas Comissões Avaliadoras dos rodeios, circuitos e fases do Enart. Isso porque, a partir de agora, a Equipe do MTG irá avaliar somente as fases que envolvem o Enart, não tendo mais a responsabilidade de avaliar os demais eventos. Estes serão avaliados por pessoas indicadas pelas regiões, as quais passarão por capacitação oferecida pelo Movimento sem custos nenhum. Estas modificações vão ao encontro de um anseio da maioria dos tradicionalistas que esperam uma mudança em relação ao sistema estabelecido já a muitos anos. Desta forma a diretoria do MTG pensou ser este o momento para buscar estas mudanças, algo que pode em algum momento causar dúvidas e incertezas, situação muito característica em se tratando de mudanças de paradigmas. Reunião de Avaliação do Enart 2016 Foi realizada no dia 19 de fevereiro, na sede do MTG em Porto Alegre, a reunião de avaliação do Enart 2016 juntamente com os representantes das entidades finalistas na modalidade de Danças Tradicionais Força “A” e “B”. Tal encontro tem como objetivo possibilitar às entidades um momento de escuta e reflexões acerca do festival, onde são feitas as devidas “reclamações”, sugestões e ponderações sobre tudo que envolveu a edição passada do Enart. Isto vem acontecendo desde 2015. Os representantes mais uma vez perceberam que este tipo de encontro é valido, pois se tem tentado colocar em prática em sua maioria as sugestões levantadas nas reuniões, bem como, é uma forma de se sentirem parte do processo de construção de mudanças e avanços que o Enart necessita a cada ano. Também foram ressaltadas, pelo Presidente do MTG e pelo Vice Presidente Artístico, todas as modificações em relação às mudanças no sistema de avaliação para este ano. Seminário na 30ªRT Na noite de 16 de fevereiro, no CTG Serigote, foi organizado um momento de reflexão, aprendizagem e celebração para os tradicionalistas da 30ª RT e também visitantes das 12ª, 15ª e 27ª regiões. O 5º Seminário de Prendas e Peões reuniu um expressivo número de participantes que ouviram as lideranças da Região falarem sobre a essência de um CTG, que é justamente o fortalecimento da cultura gaúcha. “O presidente do MTG, Nairioli Callegaro, destaca em suas falas, que a juventude é o futuro do nosso Movimento, por isso é de extrema importância nos eventos voltados ao conhecimento de nossa cultura. Para a nossa felicidade também tivemos a presença de lideranças, que são de fundamental importância nas entidades, tanto para representar quanto para motivar os departamentos da mesma” disse Ana Paula Conrad da Silva, 1ª Prenda Juvenil da 30ª RT. Inspirado na Lista de Destaque Tradicionalista, o Seminário abordou as participações e promoções que valorizam as ações das entidades, e fazem delas verdadeiros agentes transformadores. O evento foi o fechamento do Projeto “CTG Núcleo de Fortalecimento da Cultura Gaúcha” organizado pelas Primeiras Prendas da 30ª RT Renata da Silva (Adulta), Ana Paula Conrad da Silva (Juvenil) e Cecília Scholz (Mirim), que desde julho de 2016 movimentaram culturalmente as entidades tradicionalistas organizando a chamada Gincana Cultural alusiva aos 50 anos do MTG e 25 anos da 30ª RT. Auxiliados pelas exposições/oficinas organizadas pelo Prendado Regional, os Diretores dos Departamentos Cultural e Artístico da 30ª RT, além do Vice-coordenador, falaram individualmente das três áreas de atuação de um CTG: cultural, artística e campeira/de esportes. Prendas da 30ª Região Meus amigos. Nas minhas andanças por CTGs, rodeios, festivais, tenho frequentado lugares que apresentam vários fatores que podem desencadear crises respiratórias. Poeiras, pelos de animais, mofo, ambientes fechados e úmidos, etc. Nesta coluna vou falar sobre a alergia respiratória mais comum que existe: a asma. Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas. O pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável, como se os brônquios dele fossem mais sensíveis e inflamados reagindo ao menor sinal de irritação. A asma é classificada em quatro categorias gerais: • Grau 1: sintomas leves e intermitentes até dois dias por semana e até duas noites por mês, em geral com predomínio dos sintomas no inverno, por exemplo. • Grau 2: sintomas persistentes e leves mais do que duas vezes por semana, mas não mais do que uma vez em um único dia • Grau 3: sintomas persistentes moderados uma vez por dia e mais de uma noite por semana • Grau 4: sintomas graves persistentes ao longo do dia na maioria dos dias e frequentemente durante a noite. Causas Ninguém sabe exatamente o que provoca asma, uma vez que cada pessoa apresenta uma sensibilidade a gatilhos diferentes. Dessa forma, é importante entender o que causa seus ataques de asma e tentar reduzir a exposição a esses agentes ou buscar tratamentos mais adequados. Aqui estão os gatilhos mais comuns da asma: Substâncias e agentes alérgenos, alimentação, asma induzida por exercício, asma ocupacional, asma noturna, mudanças de temperatura e medicamentos. Sintomas: • Tosse com ou sem produção de escarro (muco) • Repuxar a pele entre as costelas durante a respiração (retrações intercostais) • Deficiência respiratória que piora com exercício ou atividade. Respiração ofegante. Não podemos esquecer que a asma pode agravar-se e até apresentar sérios riscos se não tratada com brevidade. Em casos de crises severas se recomenda a procura urgente de atendimento médico. E, obviamente podemos prevenir, mantendo os lugares que frequentamos limpos, bem arejados e evitando o acumulo de materiais e entulhos que possam favorecer a presença de ácaros, que podem desencadear crises severas. Até o próximo mês!! Porteira Aberta reativa departamento Cultural Entidade castilhense, voltada às atividades campeiras, desde 1996 não tinha representação de prendas, agora está de volta com força total. Há cerca de dois anos o CTG Porteira Aberta, da cidade de Júlio de Castilhos, 9º RT, reativou o Departamento Cultural na entidade. No dia 25 de fevereiro foi realizado seu 1º Seminário Interno de Prendas, em paralelo ao 29º Rodeio Intermunicipal do Foto: Arquivo Pessoal Jariane Gomes é a 1ª Prenda do Porteira Aberta CTG, evento este que se consolidou através da iniciativa das prendas e membros do departamento. Foi realizada uma conversa junto ao Conselheiro do MTG, Carlos Eduardo da Silva, sobre o tema anual: “Resgatando os legados de 47- 70 anos da Chama Crioula e do Grupo dos Oito”. Este feito entrou para a história da entidade, enaltecendo a importância do departamento cultural. “Muito me orgulha, enquanto prenda desta entidade ver o Departamento Cultural ser valorizado, pois nossa entidade desde meados de 96 (ano em que teve a última prenda representando a entidade) vem trabalhando apenas com o Departamento Campeiro. E hoje podemos mostrar a importância do nosso departamento cultural para o bom andamento da entidade” – disse Jariane Gomes, 1ª Prenda da entidade. TEMA ANUAL: “RESGATANDO OS LEGADOS DE 47 - 70 ANOS DA CHAMA CRIOULA E DO GRUPO DOS OITO”

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14 Ano XV - Edição 187 TROPEANDOVERSOS Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Março de 2017 AMPLIANDOHORIZONTES Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG Vovô, me conta um causo... “Causo Gauchesco de Galpão” não deve ser confundido com contar piadas e no quesito teatralidade deve-se estar atento aos exageros Nesta oportunidade voltamos a abordar o tema “Causos Gauchescos de Galpão”, que muito tem sido confundido com anedotas (piadas). Rodas de mate são um convite para esses “relatos” que são contados utilizando uma das características da linguagem do gaúcho, tomado de certo exagero ao contar um fato, que se torna pitoresco, muitas vezes engraçado ou assombroso, criando expectativa naqueles que escutam. São geralmente descritos dentro de um cenário campeiro, que vai desde uma experiência vivida pelo narrador (contador do causo), até um fato acontecido com um conhecido ou parente distante. Mas sempre mantendo a premissa da verossimilidade, convencendo que é verdade. “O gaúcho aumenta, mas não inventa”. Esses causos eram e ainda são comuns àqueles que possuem vivência no campo: nos galpões, enquanto se aqueciam ao redor do fogo de chão, aguardando o preparo das refeições, ou ainda nos dias de chuva, quando a lida era interrompida pelo tempo feio, criando o cenário perfeito para as mateadas ao redor do fogo, ouvindo os relatos dos mais experientes. Hoje, buscando resgatar em nossa cultura essa prática tão comum entre os gaúchos, sentimos a carência de informações daqueles que se propõe a participar dos concursos desta categoria, promovidos pelos CTG´s, ou mesmo quando da realização do ENART, categoria esta criada justamente para difundir, entre os mais jovens, o que antigamente era passado de pai para filho. É necessário buscar este conhecimento, inclusive por parte das comissões avaliadoras, que muitas vezes se deixam levar pelos risos provocados pelos episódios relatados pelos contadores de causo, proporcionando, às vezes, um equívoco nos resultados. Para os concursos dessa modalidade existe uma planilha na qual constam quatro quesitos a serem observados. São eles: Dicção, Teatralidade, Qualidade do Causo e Verossimilidade. Chamamos atenção para o critério “qualidade do causo”, que tem sido desprezado pela maioria dos concorrentes. Aqui, além de termos um causo bem elaborado, atendendo aos já citados fatos que reportem à nossa cultura, de forma a prender a atenção dos ouvintes, com vocabulário característico do gaúcho, também precisamos lembrar que é preciso atentar para o ineditismo. Deve-se evitar contar sempre o mesmo causo, isso certamente irá comprometer a avaliação desse critério que possui peso significativo. Quanto à “verossimilidade” (parecer verdadeiro), é imprescindível que, aqueles que criam seus próprios causos, não esqueçam de se preocupar quando do uso de personagens que existiram e fatos reais da nossa história. É comum ouvirmos erros grosseiros e distorção de fatos históricos, por desconhecimento. Contar causo não é somente pegar um episódio engraçado que aconteceu horas antes do concurso e levar a público, nem discorrer sobre uma passagem triste de nossas vidas, sem que, para isso, haja um vínculo com a linguagem, os costumes e a história da nossa cultura tradicional gaúcha. (Colaboração: Joseti Gomes) CONSTRUTORES DO RIO GRANDE “A História de um povo só poderá ser bem interpretada, conhecendo-se a vida e a obra de seus filhos maiores”. (Walter Spalding) DAVID CANABARRO Nascido no município de Taquari (Bom Jesus do Triunfo), em 22 de agosto de 1796, David José Martins, era filho de José Martins Coelho e de Mariana Inácia de Jesus, viveu até os 15 anos de idade na estância do pai, de onde partiu para sua primeira experiência militar. Foi em Rio Pardo, em 1814, que o avô do jovem David se encontrou com o Marquês do Alegrete, governador da província, o chamava pela alcunha de “Canabarro”. A partir dessa data, toda a família de Manoel Teodódio Ferreira, avô materno de David José, passou a adotar o cognome Canabarro. David José Martins iniciou sua vida militar em 1811 ou 1812, durante a Campanha da Cisplatina, alistando-se voluntariamente para substituir o irmão mais velho Silvério que ficou auxiliando o pai na estância. Mais tarde, em 1816, participou das ações de combate a Artigas, em território Uruguaio. Na Guerra da Cisplatina (1825/1828) era tenente e compunha as forças de Bento Gonçalves da Silva. Depois da independência do Uruguai, ao final da Guerra em 1828, David José volta à lida do campo, desta vez na estância do seu tio Antônio Ferreira Canabarro, em Santana do Livramento. Foi ali que adotou o sobrenome da família da sua mãe, passando a se assinar simplesmente David Canabarro. No início da Revolução Farroupilha, em 1835, Canabarro era tenente integrante das forças revolucionárias a comando de Bento Gonçalves, mas graças a sua astúcia militar e grande dedicação à causa foi eleva- do ao posto de General do Exército Farroupilha. Envolveu-se em vários combates durante a Revolução sem que tenha sido vencido no campo de batalha. Da sua condição de comandante militar resta a etarna dúvida e o permanente questionamento sobre o que, como e os porquês do “Combate de Porongos”. Esse episódio ocorrido já no final da Revolução (novembro de 1844) quando as bases da pacificação estavam ajustadas e tudo se encaminha para o final das hostilidades, colocou David Canabarro à mercê de Chico Pedro, que o surpreendeu causando significativas baixas na tropa que incluía um contingente de “Lanceiros Negros”. Com Giuseppe Garibaldi, Canabarro tomou Laguna no ano de 1839 e fundou a República Catarinense, de curta duração, mas grande significação histórica. Canabarro, no comando supremo das forças farroupilhas a partir do afastamento de Bento Gonçalves, no ano de 1843, soube entender-se com o Conde de Caxias e estabelecer uma pacificação em que não houve vencedores e vencidos. David Canabarro integrou as forças militares do Brasil na Guerra contra Rosas, em 1854, e na Guerra do Paraguai, entre 1860 e 1865. Foi distinguido com o título de Brigadeiro Honorário do Exército Brasileiro. Canabarro faleceu na Estância de São Gregório, em Santana do Livramento, no dia 12 de abril de 1867, onde foi enterrado. No ano de 1947 seus restos mortais foram transladados para o Panteão da Santa Casa da Misericórdia em Porto Alegre e, em 13 de setembro de 2008 os restos mortais foram levados de volta a Santana do Livramento onde se encontram em monumento construído em sua homenagem. Solon assume a OrCav A Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul, criada no 43º Congresso Tradicionalista Gaúcho, no ano de 1998, em Santa Cruz, terá neste mês de março a troca do seu Diretor. Criada com a finalidade de representar o MTG no que concerne às cavalgadas, desfiles, condução da Chama Crioula e programações similares no País e no Exterior, além de estimular a realização delas nas diferentes regiões do estado, pugnando pelo culto aos seus aspectos turísticos, ecológicos e culturais, vinculados às tradições rio-grandenses, a OrCav mudará seu comando no dia 09 de março, como de praxe, no Parque da Roselândia, em Passo Fundo. Solon Silva assume as rédeas que estavam nas mãos de Airto Glademir Toniazzo Timm, mas que já esteve nas mãos de Gustavo Bierhals, Alencar Feijó da Silva e Celso Souza Soares. Foto: Rogério Bastos Solon, que era vice, agora assume a Ordem dos Cavaleiros do RS TEMA SEMANA FARROUPILHA 2017: “FARROUPILHAS: IDEALISTAS, REVOLUCIONÁRIOS E FAZEDORES DE HISTÓRIA”

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Ano XV - Edição 187 ECO ENTREVISTA Março de 2017 ECO ENTREVISTA 15 Um guitarreiro na busca do real sentido da arte O Eco da Tradição foi ao encontro do campeão na modalidade interprete solista vocal masculino do ENART 2016. Jean Carlo Moura de Godoy, 20 anos, natural de Esteio, músico, cursando o último ano do Curso de Música Popular/UFRGS. Começou e representa o CTG M’Bororé, de Campo Bom e contou ao Eco essa jornada que o levou ao título. Eco – Como foi a preparação para o Enart 2016? Levei duas músicas minhas e uma do Arthur Bonilla, que foi a que foi sorteada. Como gosto de improvisar, dei algumas passadas nelas e toquei bem livre. Eco – Como é a experiência de concorrer em festivais de música? Sempre competi em concursos de vio- lão e agora em festivais nativistas, mas ultimamente ando repensando muito alguns conceitos relacionados à com- petição, vitória e derrota, por exemplo, “concurso X real sentido da arte”. Foto: Arquivo Pessoal Eco – Quais os Planos para 2017? Seguir guitarreando, mantendo e fazendo novas amizades e crescer como ser humano e profissionalmente. CURSO DE DANÇAS - PASSOS E COMPASSOS DAS DANÇAS GAÚCHAS Curso com lançamento do Livro com Moacir Gomes dos Santos e Rinaldo Souto Local: CTG Gildo de Freitas - Rua Gamal Abdel Nasser, Parque dos Mayas - Porto Alegre Investimento R$100,00 (com almoço e café da manhã, inclusos) Contatos e informações: Cristiano (51) 998008 5591 - Marcelo (51) 99683 9922 - Roberto (51) 99989 0212 Um “Leão da Serra” quando o assunto é cantar Filipe Siqueira Henrique Moraes, 18 anos, natural de Sapucaia do Sul, começou suas atividades no CTG Herança Farroupilha e hoje está no DTG Leão da Serra. Filipe atualmente é aprendiz na empresa Gerdau Aços longos S/A, pois é formado em mecânica de usinagem industrial em máquinas convencionais e CNC. Eco - Quando descobriste este talento para o canto? Sempre tive vocação para a música. Desde pequeno gostava muito de bateria, mas nunca tive o instrumento. Com 11 anos pedi um violão de pás- coa e foi ali que comecei a tocar e cantar. Em 2013 comecei a fazer aula de canto e entrei no meio tradicionalista. Meus pais queriam investir e eu gostava muito. Cantei meu primeiro rodeio e me senti bem e a partir daquele momento senti que amava a música, amava cantar. Quando descobri o Enart tive como sonho ser campeão um dia e coloquei como meta para eu alcan- çar esse sonho. Em 2014 concorri o meu primeiro Enart, não passei para a final, mas meu objetivo era passar pela inter-regional e chegar ao sábado. Em 2015 cheguei ao domingo ficando em 10º lugar, e em 2016 realizei o tão esperado sonho e conquistei o título de campeão do estado no intérprete solista vocal. Foto: Arquivo Pessoal Eco - Descreve tua preparação para chegar ao título de 2016 Em 2016 eu resolvi me dedicar demais ao Enart, desde janeiro escolhendo músicas, testando em rodeios, ensaiando muito e com muito foco e determinação no que eu queria. Meus pais me apoiaram muito e meu professor Daniel Lima mais ainda, esteve comigo em todos os momentos, acreditou no meu potencial e foi comigo até o fim. Nosso objetivo era ficar entre os três melhores do estado. Trabalhamos o ano todo pra isso. Para nós não importava colocação, bastava ficar entre os três primeiros, mas graças a Deus cheguei ao título de campeão. Eco - Quais os planos do campeão para 2017? Dedicar-me, assim como em 2016, para ter um bom desempenho no palco. O resultado é consequência, o importante é subir no palco e descer com a sensação de “missão cumprida”. Pra mim ficando entre os 10 melhores do estado novamente tá ótimo! PTG China Veia tem nova patronagem Ao entregar o cargo de Patrão, na noite de 24 de fevereiro, para Luis Carlos Fagundes, Crodoaldo Batista aceitou o convite e assumiu de vice coordenador da 40ªRT, em Dongguan, na China Crodoaldo Batista de Araújo, 39 anos, natural de Campo Novo, mas aquerenciado em Campo Bom, aceitou o convite feito pela coordenadoria da 40ªRT, que ao entregar o cargo de Patrão do PTG China Véia, assumiria a vice coordenadoria regional. Desde muito cedo acompanhou a família na lida do campo. Seu avô e alguns tios moram até hoje no interior do Rio Grande do Sul e trabalham na lavoura e o cavalo é o principal companheiro da lida. “Sempre gostei dessa vida, desse jeito, desse trabalho, mas foi no final da adolescência que minha participação em CTG’s iniciou. No começo apenas ia aos rodeios (Campo Bom, no CTG Campo Verde) com amigos, fazia os churrascos e ia em alguns bailes” – conta Araújo. Mais tarde, começou a namorar com Tatiane Klaus, que hoje é sua esposa, passaram a frequentar mais as atividades tradicionalistas, especialmente, o CTG M’Bororé, ao qual ela fez parte desde que era Grupo de Arte Nativa. “A bombacha e os costumes sempre fizeram parte de minha história, nunca me esquecendo de onde eu vim” - lembra. Foi a partir do trabalho, no setor coureiro-calçadista, que surgiu a oportunida- de de viver em outro país, e após inúmeras viagens, fixaram residência na China. “Poder cultivar um pouco da nossa tradição em meio a uma cultura tão diferente é realmente algo especial. Fui convidado a entrar no grupo do PTG China Veia ainda em seu primeiro ano. E este convite veio devido a estarmos sempre envolvidos com a cultura e a comunidade” – afirma. Antes mesmo de existir o PTG, eles já participavam e ajudavam a fazer comemorações do dia 20 de setembro, por lá. Quando foi eleito patrão do PTG, vieram ainda mais responsabilidades. “Conversan- do com meu capataz, Junior Amaral, decidimos entrar em contato com o MTG, mostrar que o gauchismo era sério pela banda oriental, busca- Foto: Arquivo PTG China Véia mos o apoio do MTG/RS e nos filiamos. Agora vamos enfrentar mais este desafio na coordenadoria regional” – concluiu o vice-coordenador da 40ªRT. Luiz Carlos Alves fagundes, o Luisinho (C), é o novo Patrão do PTG China Véia

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