Revista Secovi Rio 105

 

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Revista Secovi Rio 105

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REVISTA MARÇO/ABRIL 2017 � venda proibida nº105 CURTINHAS pág. 5 » 7 ENTREVISTA pág. 9 » 18 CAPA pág. 19 » 22 JURÍDICO pág. 24 » 30 www.secovirio.com.br Conheça os cursos de hidráulica, marcenaria e mecânica criados especialmente para mulheres

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Ǥ†™Ä¯Å¯Üâن™Êن EPTFVUFNQP ™Ü™ŔŜŗś Óa–2ÓØ kH   IqIþq‰ÜII H H  IL HLªHHH  HI HK yL IĀ b HÝIsKHÜq HLIH Þ  sL HĀ 2  K LII K āĀ IÝ ĀIĀÜ IMÓVIL - Administradora de Bens Imóveis Ltda. Av. Presidente Vargas, 417 – 11º Andar Centro – Rio de Janeiro (21) 2224 8901 imovil@imovil.com.br ABADI Nº1 SECOVI Nº8 CRECI-RJ J.224

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SUMÁRIO DIRETORIA/EXPEDIENTE PALAVRA DO PRESIDENTE CURTINHAS MARÇO•ABRIL 2017 / nº 105 ENTREVISTA 2 CAPA 4 JURÍDICO 5 9 INSTITUCIONAL 19 24 CONDOMÍNIOS VERDES INDICADORES HABITACIONAIS 31 34 36 MATÉRIAS ESPECIAIS NOSSOS LUGARES SERVIÇOS E PRODUTOS 38 53 62 O NORMAL HISTÓRICO Pergunta rápida: você acredita que um homem deve ajudar a mulher nas tarefas da casa? Se você faz parte do público masculino e respondeu “não”, está de acordo com 65% dos homens que responderam a uma pesquisa dos institutos Avon e Locomotiva. Se disse “sim”, talvez seja uma boa oportunidade de rever algumas armadilhas de linguagem. E esse texto é para você. Ao dizer que um homem deve ajudar a esposa, demonstramos, mesmo com a melhor das intenções, a convicção de que as tarefas domésticas são prioritariamente responsabilidade feminina. Em uma sociedade patriarcal, é isso que aprendemos desde sempre, e essas noções vão se naturalizando. Mas por que ainda hoje utilizamos esse discurso e tratamos como algo inofensivo? Aqui, vale o convite à autocrítica: que tal reprogramar a mente e falar em compartilhar as tarefas domésticas? Uma pequena alteração pode, com o tempo, oferecer uma perspectiva mais ampla sobre as diferenças de tratamento – ainda expressivas – entre os gêneros. O respeito a quem está ao lado é uma prática que requer exercício constante, inclusive da linguagem. As estruturas que formam as diferenças de gênero dentro de casa acabam tendo reflexos fora. Prova disso é que, na lista das 74 pessoas mais poderosas do mundo elaborada pela revista “Forbes” no fim do ano passado, apenas seis são mulheres. Sinal de que, com todos os avanços vivenciados nas últimas décadas, ainda há um longo caminho para alcançarmos um mundo em que a equidade, de fato, seja regra. Vamos criar um novo normal? EQUIPE SECOVI RIO

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DIRETORIA/EXPEDIENTE DIRETORIA SECOVI RIO Efetivos Presidente: Pedro José Maria Fernandes Wähmann Vice-Presidente: Leonardo Conde Villar Schneider Vice-Presidente Financeira e de Desenvolvimento: Maria Teresa Mendonça Dias Vice-Presidente Administrativo: Ronaldo Coelho Netto Vice-Presidente de Marketing: João Augusto Pessôa Vice-Presidente Jurídico: Rômulo Cavalcante Mota Vice-Presidente de Assuntos Condominiais: Alexandre Hermes Rodrigues Corrêa Vice-Presidente de Locações: Antonio Paulo de Garcia Monnerat Vice-Presidente de Relações do Trabalho: Dennys Abdalla Muniz Teles Suplentes Aldo Fernando Villar Hecht da Fonte; Antonio Carlos Ferreira; Antonio Henrique Lopes da Cunha; Frederico Honorato Rodrigues Moreira; Germana Aragão de Mesquita Aguiar; Luiz Alberto Queiroz Conceição; Luis Carlos Bulhões Carvalho da Fonseca Filho; Pedro Carlos Carsalade CONSELHO FISCAL Efetivos Dorzila Irigon Tavares; Marco Antonio Moreira Barbosa Suplentes Antonio José Fernandes Costa Neto; Marco Antonio Valente Tibúrcio; Marco Antonio Vieira de Mello DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO À FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Efetivos Pedro José Maria Fernandes Wähmann; Manoel da Silveira Maia Suplentes João Augusto Pessôa; Ronaldo Coelho Netto CONSELHO DE RELAÇÕES DO TRABALHO Dennys Abdalla Muniz Teles (presidente); Alexandre Hermes Rodrigues Corrêa; Fernando Schneider; Maria Teresa Mendonça Dias REGIONAIS SECOVI RIO Regional Baixada Fluminense Av. Governador Roberto Silveira, 470, sala 412, Centro, Nova Iguaçu - RJ (Edifício Top Commerce) CEP: 26210-210 Telefone: (21) 2667-3397 E-mail: baixadafluminense@secovirio.com.br Regional Lagos Rua Francisco Mendes, 350, loja 5, Centro, Cabo Frio - RJ (Leste Shopping) CEP: 28907-070 Telefone: (22) 2647-6807 E-mail: lagos@secovirio.com.br Regional Litorânea Av. Ernani do Amaral Peixoto, 334, sala 1.009, Centro, Niterói - RJ CEP: 24009-900 Telefone: (21) 2637-1633 E-mail: litoranea@secovirio.com.br Regional Noroeste Fluminense Praça São Salvador, 21, sala 904, Centro, Campos dos Goytacazes - RJ CEP: 28010-000 Telefone: (22) 2738-1046 E-mail: noroestefluminense@secovirio.com.br Regional Norte Fluminense Avenida Rui Barbosa, 1.043, sala 201, Centro, Macaé - RJ CEP: 27910-362 Telefone: (21) 2772-3714 E-mail: nortefluminense@secovirio.com.br Regional Serra Imperial Rua Dr. Nelson de Sá Earp, 95, sala 406, Centro, Petrópolis - RJ CEP: 25680-195 Telefone: (24) 2237-5413 E-mail: serraimperial@secovirio.com.br Representante: José Roberto Bittencourt Sauer Regional Serra Norte Rua Doutor Ernesto Brasílio, 45, sala 205, Centro, Nova Friburgo - RJ CEP: 28610-120 Telefone: (22) 2523-7513 E-mail: serranorte@secovirio.com.br Representante: Gabriel de Freitas Ruiz Regional Serra Verde Av. Feliciano Sodré, 460, loja 3, Várzea, Teresópolis - RJ CEP: 25963-082 Telefone: (21) 2742-2102 E-mail: serraverde@secovirio.com.br Representante: Henrique Luiz Rodrigues Regional Sul Fluminense Rua Dezesseis, 109, sala 1.101/A3-cobertura, Vila Sta. Cecília, Volta Redonda - RJ (Edifício Vila Shopping) CEP: 27260-110 Telefone: (24) 3339-2272 E-mail: sulfluminense@secovirio.com.br Representante: Vanisi de Oliveira Ferreira SEDE Av. Almirante Barroso, 52/9º andar, Centro, Rio de Janeiro - RJ CEP: 20031-918 Telefone: (21) 2272-8000 - Fax: (21) 2272-8001 E-mail: secovi@secovirio.com.br A Revista Secovi Rio é uma publicação institucional, bimestral, do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Residenciais e Comerciais em todo o Estado do Rio de Janeiro. EXPEDIENTE Conselho Editorial: Pedro Wähmann, João Augusto Pessôa e João Fernandes Filho Gerente de Marketing e Comunicação: Marcos Mantovan REDAÇÃO imprensa@secovirio.com.br Jornalistas responsáveis: Gustavo Monteiro (25.140 MTE/RJ) e Igor Augusto Pereira (2.629 MTE/GO) Redação: Amanda Gama, Gustavo Monteiro e Igor Augusto Pereira Projeto gráfico e diagramação: Henrique Vasconcellos Revisão: Sandra Paiva PUBLICIDADE Elcias Teodoro (21) 2272-8009 - (21) 99789-6454 teodoro@secovirio.com.br parcerias@secovirio.com.br Thiago Bogado (21) 2272-8007 - (21) 97226-8936 revista@secovirio.com.br thiago@secovirio.com.br A revista reserva-se o direito de não aceitar publicidade sem fundamentar motivação de recusa. Os anúncios veiculados são de responsabilidade dos anunciantes. IMPRESSÃO Gráfica Colorset Tiragem: 24.000 exemplares. Distribuição gratuita. Auditada pela: BKR Lopes, Machado Auditors, Consultants & Business Advisers. Distribuição nacional: Treelog S.A. Logística e Distribuição. SECOVI RIO / 2017 / nº 105 / 2

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PALAVRA DO PRESIDENTE A função de síndico não tem manual. Ser síndico é lidar com o inesperado, é saber lidar com surpresas – nem sempre agradáveis –, é dar um boa-tarde ou um boa-noite diferente a cada dia. Ser síndico pode ser uma experiência emocionante, mas também pode ser uma experiência exaustiva, afinal, não é fácil cuidar do patrimônio de tanta gente ao mesmo tempo. Muita responsabilidade. Por isso todos os anos, em abril, o Secovi Rio presta sua homenagem a essa figura batalhadora: o síndico. São mais de 30 mil em todo o Estado do Rio. É muita gente se esforçando para assegurar o bem-estar, a segurança e qualidade de vida a milhões de pessoas. Para você, síndico, nossos aplausos. Se você for síndica, mais aplausos ainda! Em março celebramos o Dia Internacional da Mulher, e também por isso homenageamos todas as síndicas que não fogem à luta da administração condominial. Independentemente de gêneros, a mensagem que podemos passar é que para cuidar de um condomínio não basta apenas entender as burocracias e nuances que a atividade requer. Até porque o Secovi Rio e as administradoras de imóveis estão sempre a postos para prestar este auxílio. Ser síndico requer inteligência emocional, empatia, zelo pelo bem comum, coragem, dedicação, amor ao próximo... A função vai além de cuidar de salários, consertos, reformas e contas de consumo. É sobre cuidar de seres humanos. Fazer com que eles vivam em harmonia, que tenham respeito uns pelos outros, que colaborem para o bem-estar coletivo, que compreendam a importância de pagar as despesas em dia. O segmento de comércio e serviços imobiliários, representado pelo Secovi Rio, reconhece a necessidade de ajudar esses gestores a gerirem seus condomínios, por isso oferece cursos e palestras. A teoria esta aí. Mas a prática, só estando na linha de frente mesmo. Por isso acreditamos que, mais que um bom punhado de informação, é necessário ter vontade. Vontade de fazer com que tudo dê certo. Vontade de crescer junto. Vontade de viver em paz com os vizinhos. Vontade de fazer um condomínio cada dia melhor para todos os moradores. Que assim seja. Feliz Dia do Síndico! Pedro Wähmann Presidente do SECOVI RIO Sua opinião é muito importante Quer mandar um comentário sobre esta edição ou sugerir uma pauta? Envie um e-mail para imprensa@secovirio.com.br SECOVI RIO / 2017 / nº 105 / 4

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CURTINHAS Reuniões express Em um dos episódios da série “The Crown”, disponível no serviço de streaming Netflix, a protagonista, Rainha Elizabeth II, estranha a duração da reunião agendada com o primeiro-ministro, Winston Churchill, de apenas 20 minutos. O político retruca que nenhum assunto é tão complexo que não possa ser abordado em 20 minutos. Mas será que isso funciona na vida real? “Talvez seja uma característica latina, mas é muito difícil para nós, brasileiros, entendermos que podemos abordar assuntos de maneira mais objetiva”, comenta o profissional de marketing Pedro Waengertner em artigo para o LinkedIn. “Há alguns anos, marquei uma reunião com o CEO de uma empresa americana. Como era em uma cidade fora do circuito, tive que pegar dois voos, levando mais de 20 horas para chegar lá. Este executivo colocou exatos 30 minutos na agenda para falar comigo. Fiquei chocado, até ofendido. Chegando lá, fui levado à sala do executivo e conversamos sobre todos os pontos do acordo que queríamos montar. Cobrimos tudo e discutimos os próximos passos. E pasmem: os 30 minutos foram mais do que suficientes. Se tivesse marcado uma ou duas horas, o resultado teria sido exatamente o mesmo”, completa. Que tal pensar em um modelo similar para as reuniões da assembleia condominial? Divulgação/Netflix Divulgação/Vincent Callebaut Architecture Natureza no DNA Um projeto arquitetônico ousado quer montar o maior jardim vertical do mundo em Tapei, em Taiwan. Assinado pelo arquiteto belga Vincent Callebaut, o empreendimento de 21 andares deve abrigar 23 mil árvores nas sacadas e no interior de seus apartamentos. A expectativa é que a construção capture 130 toneladas de dióxido de carbono por ano. Simulando a estrutura do DNA humano, para ampliar o uso da luz e ventilação natural, o prédio Tao Zhu Yin Yuan também terá painéis de energia solar e sistema de aproveitamento da água da chuva. SECOVI RIO / 2017 / nº 105 / 5

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Shutterstock Proteção contra raios A cada 50 mortes por raios em todo o mundo, uma acontece no Brasil, país com a maior incidência desse fenômeno. Só em 2016, 45 pessoas morreram vítimas de raios. Os prejuízos materiais chegam a R$ 1 bilhão. “Em locais onde a incidência de raios é baixa, basta um Dispositivo de Proteção contra Surtos Elétricos (DPS, sistema similar a um disjuntor, que absorve a corrente). Em prédios altos, onde a incidência é maior, é preciso um para-raios. Há diversos tipos, dimensionados de acordo com a altura da edificação e a incidência de raios naquela localidade”, explica Fábio Amaral, da Engerey. No caso dos prédios, o para-raios atrai a descarga elétrica e a envia para o aterramento. No entanto, a sobra dessa descarga é distribuída para a rede elétrica e é neutralizada no DPS que fica dentro dos apartamentos. Brincadeira segura Na hora de montar um playground para a criançada, tão importante quanto a diversão proporcionada pelo espaço é a segurança dos usuários. Por isso devem ser observadas as orientações da NBR 16071, editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. O texto estabelece a necessidade de nivelar o piso, proteger grelhas de esgoto e fixar ao solo a grama sintética. Os brinquedos devem ser vistoriados periodicamente, para verificar se há farpas, pregos ou pontas que possam machucar as crianças. A supervisão constante de um adulto responsável também é indispensável. Depressão na pauta A falta de confiança nos vizinhos pode ser um fator determinante para a depressão em idosos. É o que aponta um estudo conduzido pela Universidade de Macau, na China. Segundo o professor Brian Hall, ainda é difícil determinar se o que vem primeiro é a depressão ou a falta de confiança. “É difícil de distinguir. Mas nosso estudo é consistente com a literatura que sugere que as pessoas com baixo capital social tendem a não acreditar que os outros sejam de confiança, que podem contar com outras pessoas para ajudá-los, e essas crenças influenciam a depressão e seus sintomas”, acrescenta. Precisa de apoio emocional? O Centro de Valorização da Vida atende voluntariamente pessoas que precisam conversar. Acesse www.cvv.org.br ou ligue para 141. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Lá vem o sol A geração de energia a partir de fontes solares deve saltar de 7,6 mil conexões geradoras em 2017 para 1,2 milhão em 2024, segundo projeção da Aneel. Hoje, os consumidores podem desenvolver um sistema de micro e minigeração, que permite utilizar o que for produzido e trocar o excedente por créditos com a distribuidora local, válidos por até 60 meses. Quer testar gratuitamente a eficiência energética do condomínio em que você vive? Acesse o formulário do Programa de Eficiência Energética, disponível no site do Sindistal (www.sindistal.org.br). O Secovi Rio é parceiro na iniciativa, que vem estimulando condomínios a equilibrar o consumo e reduzir a conta de luz. SECOVI RIO / 2017 / nº 105 / 6

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TArceandaedmigiaitanlos trinques Prospectando Um aplicativo promete facilitar a vida de quem quer decorar um cômodo ou iniciar uma pequena reforma em casa. Com o RoomScan, é possível tirar as medidas do imóvel apenas encostando o celular na parede. De superfície em superfície, a ferramenta vai montando, inclusive, o desenho preciso da planta do local. O aplicativo está disponível para sistemas operacionais iOS, com uma versão de testes gratuita. De um lado, quem fornece produtos e serviços para empresas e condomínios. Do outro, quem contrata. Em breve, esse encontro vai acontecer em um ambiente propício à concretização de grandes parcerias. É que ao longo do ano serão realizadas duas edições da Rodada de Negócios, encontro setorial que o Secovi Rio promove em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico por meio do programa Compra Rio. E a primeira já tem data marcada: 4 de maio. Os detalhes sobre critérios de participação e formas de inscrição serão divulgados no endereço eletrônico www.secovirio.com.br. Solidariedade na veia A campanha de doação de sangue #compartilheavida acontece no dia 12 de maio, das 10h às 15h, na sede do Secovi Rio. A ação é uma parceria com o Hemorio. Para participar, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar pelo menos 50 kg e estar bem de saúde. Divulgação/Locomotric vantagens@atlantida.com.br www.atVlaanletidcoan-ahdemce.crom.br | / atlantida-adm CentroT:r2ês27p7ra-i9as69f6lum|inCenospeascaesbtaãonae: n2tr5e86as-96de9z6 Mendes, em Ilha Grande (foto), como a terceira preferidas dos usuários do site TripAdvisor na mais amada pelo público. Em sexto lugar ficou a América Latina, que tem no topo outra brasileira, a Praia do Farol, em Arraial do Cabo. Na oitava Baía de Sancho, em Fernando de Noronha (PE). O posição ficou a Prainha, na capital. prêmio Traveller’s Choice elegeu a Praia de Lopes Aleksandar Todorovic/Shutterstock Baixe agorSEaCOoVI RAIOp/ p201P7 /anºr1t05iu/ 7Vantagens você que é um cliente Atlântida!

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Amanda Gama ENTREVISTA • DAYSE PAPAROTO DEGUSTANDO O SUCESSO Amanda Gama Misturando ingredientes como carisma, espiritualidade e força, a vencedora do “MasterChef Profissionais” conta como vem trilhando um caminho vitorioso É um fim de tarde ensolarado no Rio de Janeiro, quando aguardo no hall de um hotel cinco estrelas, na Barra da Tijuca. Na hora marcada, de short, camiseta, chinelo e os cabelos amarrados em rabo de cavalo, chega Dayse Paparoto. A vencedora da primeira edição de profissionais do “MasterChef Brasil” (TV Band/2016) e responsável pela cozinha do restaurante paulista Feed Food, em sua primeira visita ao Rio de Janeiro, encontrou um tempinho para conversar comigo entre uma atividade e outra do evento de que veio participar a convite de uma famosa multinacional. De fato, a primeira impressão de Dayse faz jus à sua personalidade. Humilde, tranquila e descolada, posou para as lentes da Revista Secovi Rio de cara limpa e cheia de caretas (algo que faz o tempo todo). E se você esperava aquela imagem de chef engomadinha, posando com dólman (aquela famosa blusinha de chef), esqueça, porque a moça não se apega a clichês. Aliás, uma das críticas da chef é quanto ao excesso de preocupação com a exposição e imagem nos dias de hoje. Evangélica, assume que Deus é o seu assunto preferido e recorre a dogmas da religião para explicar por que não gosta muito de ser considerada um símbolo feminista. Ela também não enxerga machismo em muitas atitudes ocorridas no reality: “Acho que as pessoas ficaram mais ofendidas do que eu.” Mas o fato é que o público ama Dayse. Em pouco tempo, diversas pessoas passaram, contaram que torceram por ela, pediram para fotografar. Não à toa: aos 32 anos, além de contar com um currículo invejável, a chef é puro carisma. E foi com todo esse seu “tchururu” que ela falou sobre a vida, carreira e por que não gosta de “mimimi”.

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Dayse Dayse ENTREVISTA • DAYSE PAPAROTO Por que você decidiu trabalhar com culinária? Trabalho nessa área há 14 anos. Saí de casa com 18, e o curso que encontrei mais longe da minha casa era o de Gastronomia. Queria ser independente, mas meu pai era muito rígido. Eu queria sair de casa, mas por bem, então escolhi algo distante. Chegando lá, deu certo e eu gostei, graças a Deus. Você tinha alguma inspiração? Não havia ninguém. Na verdade, eu tentava cozinhar em casa e tudo ficava péssimo. Entrei no curso sem saber cortar uma cebola, mas saí de lá como a melhor aluna. Foi legal porque era um hotel-escola, então eu fazia o curso das 13h às 22h, e depois fazia voluntariado. Lá era possível trabalhar e ganhar as horas. Então eu fiz mais horas do que eram necessárias. Achei legal porque era dinâmico, não era escritório bonitinho, e eu sou uma pessoa bem ansiosa, agitada. E acho que deu certo, que colou. Você já cozinhou com nomes renomados. Como você foi parar nesses restaurantes? Na faculdade, o chef Laurent (Suaudeau) ia fazer um jantar e foram escolhidos oito entre 200 alunos para ajudar a preparar. E, como eu vivia me destacando – não por ser boa, e sim por ser esforçada –, eles me deram uma oportunidade. Entre esses oito, o chef me escolheu para fazer um estágio de três meses em São Paulo, no restaurante dele. Detalhe: ele não gostava de trabalhar com mulher, mas me chamou mesmo assim. Eu consegui ficar um ano. Trabalhava dois horários com uma folga na semana, não ganhava um real e morava em pensão. Chegou um momento em que eu falei: “Chef, obrigada, mas não dá mais. Eu preciso ganhar dinheiro.” Então ele ligou para o Salvatore Loi, que é o do Fasano, e falou: “Tenho uma menina aqui que não tem medo de panela. Se você quiser, ela precisa trabalhar.” Aí foram acontecendo todas as outras coisas. PUBLICIDADE SECOVI RIO / 2017 / nº 105 / 10 Dayse

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Dayse ENTREVISTA • DAYSE PAPAROTO E como surgiu o “MasterChef” na sua vida? Foi por meio de amigos e da própria dona do Feed Food. Ela perguntou: “Por que você não vai?” E eu respondi: “Ah, não, vou passar vergonha. Não quero.” É porque acho que é um programa que, para o profissional, pode ser que o público não entenda... É igual a médico. Um cuida do olho, um cuida do nariz, outro cuida de criança, mas todos são médicos, né? Acho que o público ainda não tem esse entendimento, pensa que chef de cozinha sabe todas as culinárias do mundo inteiro. Se no programa pedem que você faça uma sobremesa e você não sabe, vão pensar: “Nossa, que droga de chef!” Pode ser perigoso. Carlos Reinis/Band PUBLICIDADE SECOVI RIO / 2017 / nº 105 / 11

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Dayse ENTREVISTA • DAYSE PAPAROTO E o que convenceu você? Ela falou: “Se você ganhar, vai poder quitar o seu apartamento.” Além disso, meus amigos e minha família me incentivaram. Então fui com esse foco. Minha intenção não era ficar famosa nem nada. Na verdade, eu não tinha noção do que poderia acontecer, mas fui tranquila, sabendo que, se eu não ganhasse, não morreria. Você sabe que sou evangélica, acho que todo mundo sabe. Eu tinha certeza de que só poderia chegar até onde Deus tinha um plano para mim. Não sabia até onde iria, mas fui descobrindo. Por isso me espantava quando passava de fase. Eu pensava: “Nossa, Deus me deixou ficar mais um pouco!” Eu seguia, prova por prova, não pelo desejo de ganhar, e sim de ver como seria. Quando me dei conta, estava na final, né? Louco! E quitou o apartamento? Quitei! (risos) E como essa experiência interferiu na sua vida profissional? É engraçado porque a nossa profissão é muito escondida, né? Então, às vezes, as pessoas demoram 15 ou 20 anos para conhecerem um chef. O programa me deu uma visibilidade um pouco maior e mais rapidamente. Eu já havia sido indicada como chef-revelação pela revista “Veja” e tchururu... Mas, em nível nacional, é diferente. É impressionante o fato de que as pessoas começam a dar mais valor só porque você apareceu na TV ou ganhou um título. Na minha visão, não quer dizer que eu seja melhor do que os 14. No programa você passa por vários filtros. Então, na verdade, não se trata de quem é melhor, e sim de quem errou menos. E eu não me considero a melhor chef do Brasil. Pelo amor de Deus, longe de mim! Ainda tenho muita coisa para aprender, mas é engraçado... Não me considero a melhor chef do Brasil. Pelo amor de Deus, longe de mim! Dayse Dayse SECOVI RIO / 2017 / nº 105 / 12

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ENTREVISTA • PDEAPYESEGPUATPIEARRROETZO E o que mudou desde a final? Eu não mudei. Continuo fazendo as mesmas coisas de sempre, como tomar café na padaria e ir à feira. Pode ser que agora seja um pouco mais difícil, né? (risos) Meus hábitos continuam os mesmos, o que mudou foi o assédio. Eu não estou acostumada com isso e, às vezes, não sei lidar. Fico meio sem graça, não sei se abraço, se sorrio... Mas tento ser o mais simpática possível. O trabalho também mudou porque o restaurante agora está bombando, até a minha equipe teve que aumentar. Contratamos mais dois funcionários porque a rotatividade está grande. Mas continuo trabalhando sábado, domingo e feriado. Dayse PUBLICIDADE &21),$%,/,'$'((6(*85$1d$ '(6'( †‹‹•–”ƒ­ ‘†‡‘†‘À‹‘• ‘…ƒ­ ‘†‡ ×˜‡‹• ‘’”ƒ‡‡†ƒ ‡‰—”‘•‡ ‡”ƒŽ ••‡••‘”‹ƒ —”À†‹…ƒǣ †˜‘‰ƒ†‘•••‘…‹ƒ†‘•Ǥ ™™™Ǥ‹‘„‹Ž‹ƒ”‹ƒƒ—ƒǤ…‘Ǥ„” •ƒ…̷‹‘„‹Ž‹ƒ”‹ƒƒ—ƒǤ…‘Ǥ„” NrŗǻNJŷʿǢsŘ_ŸNj^ŘǼǣʰ˦ˤ µNjȖƼŸˠˣ˟˧ˠˣˠˤ ǻsĶʲˡˠ˚ˡˡˡ˟˚ˢ˟˥ˤ $%$',_&5(&,-5HJLmR 6(&29,5,2 SECOVI RIO / 2017 / nº 105 / 13

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