Imprensa Sindical 122

 
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IMPRENSA SINDICAL ANO XV | 122a EDIÇÃO JANEIRO/2017 Brasil supera marca de 100 milhões de internautas, diz IBGE //O número de internautas brasileiros ultrapassou 100 milhões em 2015, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dia 25 de novembro. O total de pessoas com mais de 10 anos que se conectaram cresceu 7,1% naquele ano, em relação a 2014. O acréscimo de 6,7 milhões de usuários à população brasileira na internet fez esse contingente saltar para 102,1 milhões. Com isso, em 2015, subiu para 57,5% a porcentagem da população brasileira que navega na rede. No ano anterior, havia sido a primeira vez que mais da metade das pessoas se conectaram à internet. Atingiu o patamar de 54,4%. Foi também em 2014 que o total de domicílios online ultrapassou a barreira dos 50%. Chegou a 54,9%. Sem computador — A internet no Brasil avançou apesar de recuar a adoção nas casas de um dos principais equipamentos usados para navegar na rede. O ano de 2015 registrou a primeira queda do número de domicílios que possuíam computador. O total de casas com acesso a micros caiu de 32,5 milhões casas para 31,4 milhões (ou de 48,5% para 46,2%) entre 2014 e 2015. Também recuou a quantidade de residências que tinham PCs conectados à internet no mesmo período. Passaram de 28,2 milhões para 27,5 milhões. Para o IBGE, “Isso se deve ao crescimento do acesso por meio de outros equipamentos e em outros locais que não o domicilio”. Com celular — Esse cenário é um aprofundamento de uma situação constatada na Pnad de 2014. Nesse relatório, o IBGE havia mostrado que os smartphones ultrapassaram os computadores e se tornaram os aparelhos preferidos para os brasileiros se conectarem à internet. Já a Pnad de 2015, por sua vez, mostra que o celular continua tomando espaço de outro equipamento: o telefone fixo. SINTRACON/ITAPEVI-SP Pressão dos trabalhadores acaba com a intransigência da FIESP Página 16 Ângelo Luiz Angelini, presidente do Sintracon SÃO PAULO Geraldo Alckmin, governador de São Paulo São Paulo bate recorde de produção de petróleo e gás natural Página 8 METALÚRGICOS GUARULHOS-SP Metalúrgicos de Guarulhos reforçam unidade e ampliam ganhos na base Página 6 José Pereira, presidente do Sindicato SECOVI-SP “O ano de 2017 será construído por todos nós” Página 11 Flavio Amary, presidente do Secovi-SP COREN-SP Seminário do Coren-SP debate aspectos práticos e filosóficos da ética profissional Página 3 Fabíola de Campos Braga Mattozinho, presidente do Coren-SP LU ALCKMIN-SP Escola de Moda do Fundo Social de Solidariedade realiza bazar no Palácio dos Bandeirantes Página 14 SINDIQUÍMICA-BA AEROVIÁRIOS-SP PAULINHO DA FORÇA-SP Empregos ameaçados no setor plástico Página 12 AEROVIÁRIOS CONQUISTAM INPC INTEGRAL Página 10 Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP Previdência: Força intensifica luta manutenção de direitos! Página 7 Paulinho da Força, presidente da Força Sindical e deputado federal SINDUSCON-SP José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP Em queda pelo terceiro ano consecutivo, a construção voltará a crescer em 2017? Página 9 Gervásio Foganholi, presidente do SindSaúde-SP SINDSAÚDE-SP SindSaúde-SP aprova em Assembleia adequação do estatuto e dá posse aos DSBs Página 7 METALÚRGICOS-SP Um presente macabro Página 7 Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo CUT-SP GUARULHOS-SP AÉCIO NEVES-MG Imprensa sin- dical deve se modernizar para alcançar novos públicos e crescer Página 4 Douglas Izzo, presidente da CUT-SP Novo Trevo de Bonsucesso é uma das mais importantes obras da cidade Página 5 Prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida Pelo resgate da ética e da boa gestão Página 10 Senador Aécio Neves (PSDB) - MG Governador da Bahia, Rui Costa BAHIA Linha 2 do metrô de Salvador já está em funcionamento Página 10 Anuncie no PARÁ DAVID UIP-SP Rede pública estadual terá 21 escolas de tem- po integral para o ensino médio Governador do Estado do Pará, Simão Jatene em 2017 Página 12 Saúde firma parceria com MP, TJ e Defensoria para diminuir ações judiciais desnecessárias Página 15 Dr. David Ewerson Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo IMPRENSA SINDICAL (11)3666-1159 99900-0010 95762-9704

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 2 Opinião Editorial //Mais um ano começa com promessas de me- lhores momentos para a humanidade. Saímos de um ano que, em seu final, deu uma grande guinada ao retrocesso das questões sociais, Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento de respeito às diferenças e da humanização global. A vontade egoística do ser humano parou e re- trocedeu, por hora, avanços que caminhavam mini- do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. mamente, para uma melhor igualdade socioeconô- De olho em nossos direitos mica e de respeito a todos. Uma vontade mundial de uma minoria dominate age para conter a vontade, também mundial, de uma maioria dominada, de participação na qualidade de vida e dignidade //O Congresso Nacional começou a discutir mais uma proposta enviada pelo Executivo que, a meu ver, prejudica a população brasileira. De maneira geral, a Proposta de Emenda Constitucional humana. Segundo a numerologia, 2017 é o ano da Unida- de —da Criação—, do Poder Criativo —a vontade de Deus, da paz e da harmonia. Está ligado à energia (PEC) 287/2016 torna praticamente impossível o acesso à aposentadoria. Com a reforma da previdência de Temer, cria-se o benefício impossível, pois os requisitos para acessá-lo são incompatíveis com a realidade do mercado de trabalho atual criativa, à originalidade, à objetividade. É também o ano do Eu, a personalidade individual do ser humano. Traz coragem, independência, atividades mentais e físicas, individualidade e realizações. É um ano que cosmicamente promete muitas realizações pes- soais e sociais. Porém, como está fortemente ligado //por Rubens Pereira Jr. – do Maranhão //Por exemplo, para alcançar a aposentadoria integral, aos 65 anos de idade, um trabalhador deveria ter começado a contribuir, ininterruptamente, com carteira assinada, desde os 16 anos. Uma situação muito distante meiro dia de apreciação da PEC. Na Comissão de Constituição e Justiça, da qual faço parte, pedimos a realização de audiências públicas para debate do tema. Infelizmente, o governo ganhou essa primeira batalha. Mas por margem apertada, numa votação que adentrou madrugada e tro- mas não dá para ‘dormir no ponto’ quando se trata do governo Temer. Eu estarei na Câmara para defender os trabalhadores maranhenses e uma Previdência social justa. Estarei nesse debate mesmo que seja em janeiro, numa possível convocação extraordinária. à coragem, determinação e autoconfiança, pode ser direcionado negativamente, dependendo do que o indivíduo prioriza dentro de si. Aproveitemos a enrgia cósmica favarável à realizações de coisas muito boas e façamos deste ano um dos melhores de nossas vidas. Potencializemos nossa criatividade aflorada por Deus para realizar ações boas para nós e aos que se econtram ao nosso redor; e para desejar que, politicamente, o mundo pense mais em fazer o bem, não importa a quem. da realidade dos brasileiros. Atualmente, a aposenta- doria é calculada por 80% das maiores contribuições de um trabalhador ao longo da vida. A PEC de Temer propõe calcular pela média de 100% das contribuições. Natural- cando membros da CCJ que não queriam votar com eles. Ou seja, haverá muito embate ainda nessa discussão dessa matéria, que interfere na vida de milhões de brasileiros. Previdência Rubens Pereira Jr. é advogado, Abrindo mão de guerras tolas e devastadoras. deputado federal pelo PCdoB do Um ótimo ano a todos! Maranhão e vice-líder do Partido na Câmara O ano que desafiou a história de lutas por um mundo mais igual mente, haverá um rebaixamento na média. As mudanças equivalem a um aumento do tempo de contribuição em 66%, o que não tem paralelo em nenhum outro país. A PEC também comete outras injustiças gravíssimas, como equiparar homem a mulher, trabalhador rural a urbano. Com isso, desconsidera a diferenças inerentes. Tratar os diferentes como iguais é uma das mais gritantes injustiças, pois aprofunda desigualdades. Como deputado, irei apontar todos esses problemas do texto e, principalmente, nesse momento inicial, lutar para que haja uma discussão ampla com a sociedade, dentro e fora da Câmara. Essa, inclusive, foi minha postura desde o pri- A palavra previdência significa a possibilidade de ver o futuro, ou seja, é preciso plantar agora, pensando nos anos de descanso da aposentadoria. E é assim que milhões de brasileiros contribuem todo mês, planejando o futuro, ao mesmo tempo que financiam o descanso merecido dos já aposentados. De tão exigente e bizarra, a proposta tem sido motivo de piadas nas redes: sugerindo que, em breve, só faltaria ao trabalhador o atestado de óbito para ele usufruir a aposentadoria. Isso não está distante da nossa realidade. Apesar da expectativa de vida ter melhorado nos últimos 20 anos, ela chegou a 75,4 anos em 2014, segundo o IBGE. O debate só começou, //por Lúcia Rincon – Vermelho //Iniciamos o mês de agosto/2016 saudando os 10 anos da Lei Maria da Penha –marco no combate à violência contra a mulher– e terminamos o mesmo mês com o impeachment da primeira presidenta eleita e reeleita do Brasil, vítima de um golpe institucional, parlamentar, jurídico, midiático e misógino contra nossa jovem democracia. Neste processo o discurso de ódio contra as mulheres, que integra a história machista de dominação patriarcal, revelou a sua face mais cruel; favoreceu o crescimento das forças conservadoras e reacionárias e ao atacar uma presidenta mulher, o patriarcado aportou reforço às necessidades do capital financeiro para estruturar as bases Não conseguimos manter os poucos espaços institucionais que havíamos conquistado, e particularmente quanto às mulheres, apesar de grandes avanços conseguidos com a minireforma, com a Lei Maria da Penha, as Casas da Mulher Brasileira, a legislação referente aos direitos sexuais e reprodutivos, o ambiente político no Brasil ainda é muito inóspito. Falta representatividade feminina nas esferas do poder, mesmo que em 2016 fossemos a maioria do eleitorado brasileiro em todos os estados constituindo 76,5 milhões de brasileiras dos 146,4 milhões de eleitores, responsáveis por 37,3% das famílias do País. Esses dados revelam o potencial transformador da atuação das mulheres em todas as esferas da vida em sociedade. Entre- sociais com distribuição de renda, investimentos em saúde e educação, justiça social e importante e reconhecida projeção no cenário internacional, sofremos um duro revés em 2016. Precisamos analisá-lo com objetividade e cientificidade, tendo como horizonte a transformação revolucionária. No ano de 2017, as entidades sindicais, os movimentos sociais, as frentes organizadas neste processo de enfrentamento e resistência e os partidos políticos comprometidos com um projeto democrático-popular, também estarão organizando os seus fóruns de debate em que precisamos estar presentes. Será nesses espaços e travando as lutas, que nós, mulheres e setores oprimidos e subalternizados Expediente desse golpe. Nossa querida e tanto ele não se realiza nos conseguiremos organizar as forte presidenta Dilma Rous- espaços de poder, onde ocu- bandeiras que vão sedimentar seff enfrentou os ataques com pamos apenas 63 das 594 ca- nossa unidade. Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br exemplar galhardia. deiras do Congresso Nacional Em 2017, nós da UBM – Vivenciamos a traição de –ou seja, cerca de 10%. União Brasileira de Mulheres– setores da sociedade brasilei- O decréscimo da presen- promoveremos o nosso con- Matriz: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 04 Conj. 82 Campos Elíseos - CEP 01201-020 - São Paulo - SP. Filial: Largo Santa Cecilia, 62 - São Paulo - SP. Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta ra contra um projeto de desenvolvimento nacional que preservava as nossas riquezas com garantia de melhores condições de vida para a maioria da população. No entanto, ça de mulheres eleitas, ocorrido nas eleições deste ano comprova mais uma vez a importância da lei de cotas, que por si, já representa um ganho político se considera- gresso, no qual analisaremos, coletivamente, debatendo como este golpe parlamentar, jurídico, midiático e misógino, atingiu os direitos das mulheres. Definiremos os melhores Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP não conseguimos em tempo, mos a composição misógina caminhos para preservarmos fazer a leitura da movimenta- da sociedade brasileira e as as nossas conquistas e cons- Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 ção dos setores conservadores relações patriarcais que per- truirmos as novas vitórias. Os mais ofensivos, impulsiona- passam toda sua estrutura. desafios estão postos. dos desde 2013 e, tampouco, Entretanto, é preciso avan- Conclamamos as mulhe- Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 construir a unidade necessária çar mais no sentido de que res a se unirem nas bases da para combatê-la. O fato é que o sistema seja efetivamente União Brasileira de Mulheres 2016 é um ano com do qual cumprido com a punição aos para que, juntas e unidas, DISTRIBUIÇÃO NACIONAL Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | www.kerachcomunicacao.com.br poderemos tirar muitas lições para o fortalecimento de uma ampla unidade nas próximas décadas. O futuro que hoje se nos apresenta cheio de incertezas, será de realizações e partidos que não adotarem a regra efetivamente. O sistema de cotas para mulheres é um instrumento consagrado em diversos países. Se desde 2003 vínhamos possamos apontar diretrizes de atuação e lutas para a construção de uma sociedade menos desigual, mais justa e socialista. OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. vitórias se construirmos a unidade na luta, fundada na busca de atender as demandas da grande maioria de nosso povo. construindo no Brasil um projeto diferente e novo em nossa história, caminhando para a redução das desigualdades Lúcia Rincon é coordenadora nacional da União Brasileira de Mulheres/UBM/ e professora dou- tora da PUC de Goiás

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 3 Coren-SP Seminário do Coren-SP debate aspectos práticos e filosóficos da ética profissional //A ética foi abordada de forma ampla durante 6º Seminário de Comissão de Ética de Enfermagem do Coren-SP. O evento, realizado em 7 e 8 de dezembro, no Campus Ipiranga do Centro Universitário São Camilo, abordou o papel dos profissionais que atuam nas CEE e os desafios enfrentados no cotidiano das instituições. Na mesa de abertura do evento, ao lado de Maria Inês Nunes, coordenadora do curso de graduação em Enfermagem do Centro Universitário São Camilo, e do conselheiro Paulo Cobellis Gomes, coordenador das Comissões de Ética do Coren-SP, a presidente Fabíola de Campos Braga Mattozinho destacou a necessidade dos próprios profissionais de enfermagem se valorizarem para que alcancem o devido reconhecimento por parte da sociedade: “O que acontece com a enfermagem no Brasil? O que estamos fazendo para valorizar nossa profissão? Depende de todos nós a transformação da nossa realidade”. A mesa-redonda “Sujeitos Éticos”, moderada pelo fiscal do Coren-SP, Alexandre Juan Lucas, abriu as discussões e contou com a participação dos palestrantes Márcio Fabri dos Anjos, professor de teologia e especialista em bioética, e Mauro Antônio Pires Dias da Silva, professor de ética e vice-presidente do Coren-SP. “Temos dificuldades imensas para discutir o coletivo. O que é o coletivo? Focault diz que o poder surge das interações humanas, que as relações interpessoais são relações de poder. Temos que inserir a ética no contexto das nossas relações com o outro”, explicou o vice-presidente da autarquia, ao indicar que a atuação ética do indivíduo é realizada coletivamente. A mesa “Atuação das Comissões de Ética de Enfermagem frente à violência”, teve moderação da coordenadora do curso de enfermagem da universidade São Camilo, Maria Inês Nunes, e contou com palestras de Fabíola de Campos Braga Mattozinho e Marcus Vinicius de Lima Oliveira, primeiro-secretário da autarquia. Ao falar sobre assédio moral, o primeiro-secretário do Coren-SP frisou que “o ambiente social em que o trabalhador está inserido tem influência sobre a saúde do mesmo”, e que pode, inclusive, deixar o trabalhador doente. A mesa-redonda “Contribuições das Comissões de Ética de Enfermagem para o exercício profissional” foi moderada pela conselheira Andrea Bernardinelli Stornioli e composta pelos conselheiros Paulo Cobellis Gomes e Alessandro Lopes Andrighetto. Paulo Cobellis Gomes explicou, entre outros temas, sobre as quatro dimensões que o processo de trabalho da Enfermagem pode abranger: administrativa, civil, penal e ética, e destacou o propósito de uma Comissão de Ética de Enfermagem: “Ela existe para buscar a verdade”, disse. O primeiro dia do Seminário foi encerrado com o painel de relato de experiências das Comissões de Ética de Enfermagem. A enfermeira Beatriz Helena Medeiros Fossatti relatou sua experiência diante da presidência da CEE do Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo. Entre algumas curiosidades, ela destacou a dificuldade em assistir pacientes de cuidados mínimos que passam parte do dia trancados em leitos individuais, sendo necessário o estabelecimento de diversos fluxos, para respaldar o profissional de enfermagem. Contou também a atenção que o profissional precisa ter para questões muito diferentes daquelas que normalmente fazem parte do dia a dia de outros hospitais. “Em qualquer hospital o paciente fica ansioso para receber alta. No nosso, ele não quer retornar para o presídio, pois a estrutura física e o tratamento que recebe, com assistência de enfermagem 24 horas, é um benefício ímpar para um paciente privado de liberdade”. Segundo dia O tema “Instrumentos ético-legais como fator de transformação da prática profissional” abriu o segundo e último dia do Seminário, com os conselheiros Marcília Bonacordi Gonçalves e Vagner Urias. A moderação foi feita por Grazia Maria Guerra, pesquisadora do Incor (Instituto do Coração). “A tecnologia da conciliação deve ser utilizada. A paz pode estar dentro de cada um de nós”, destacou o primeiro-tesoureiro do Coren-SP, Vagner Urias, durante sua palestra sobre o processo de conciliação de conflitos. Ele também explicou que conflitos dentro da enfermagem podem ser encarados de forma positiva, como possibilidade de mudança. O Seminário foi encerrado pela plenária “Avanços e desafios para a revisão do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem”, conduzida por Mauro Antônio Pires Dias da Silva, vice-presidente do Coren-SP, e com a participação das conselheiras Maria Cristina Massarollo e Lourdes Maria Koeppl. A palestra de Mauro foi transmitida ao vivo pelo Facebook do Coren-SP. Entre outros assuntos, ele destacou que “todo profissional de enfermagem pode participar, com sugestões referentes ao processo de reformulação em vigor do Código de Ética”. Isso pode ser feito por meio do envio de apontamentos à comissão de cada estado.

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SindicalIMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 4 CUT-SP Imprensa sindical deve se modernizar para alcançar novos públicos e crescer //Durante Encontro de Comunicação da CUT-SP, participantes discutem redes sociais e modelos que dialoguem com a classe trabalhadora //por Rafael Silva e Vanessa Ramos ‑ CUT São Paulo //Uma das mesas de debate do 2º Encontro Estadual de Comunicação da CUT-SP, realizado dia 12 de dezembro, na região central da capital paulista, provocou os participantes sobre os formatos de produção de conteúdo feitos pela imprensa sindical, o que, na avaliação do jornalista Ricardo Negrão, precisa ser transformado para chegar a novos públicos. Responsável pela implantação de mais de 40 projetos de sistemas, como o portal da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Agência Brasil, rádios EBC e TV Brasil, Ricardo apresentou um estudo de atuação na web e nas redes sociais dos sindicatos, que ainda apresentam uma linguagem diferente, e muitas vezes técnica, em comparação a sites e páginas consideradas de sucesso entre os internautas. “É preciso ter um intenso trabalho em rede social. E não é apenas pegar um trecho de um texto do site e publicar no post. Tem um trabalho que precisa ser fei- to e pensado para dar certo, com pesquisa e tudo mais. E usar, sim, o Twitter, Facebook e Snapchat, por exemplo”, afirmou. Ele sugere a adoção de métodos que podem colaborar na expansão dos conteúdos, que vão desde o uso de monitoramento do público que acompanha o conteúdo sindical até a otimização dos mecanismos de busca ao engajamento nas redes sociais. Ricardo também reforçou que outras maneiras de transformação passam pela construção de plataformas modernas de conteúdos e em software livre, tecnologia que permite apropriação e adaptação dos dados de acordo com as necessidades da organização. Dessa maneira, os sindicatos teriam a oportunidade de direcionar suas notícias ao público-alvo. Mídia democrátrica Nesta segunda, também participaram do Encontro Estadual de Comunicação, na mesa de abertura, Douglas Izzo, presidente da CUT-SP, Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, e Adriana Magalhães, secretária de Comunicação da CUT-SP. Mais cedo, a jornalista e professora de história Cláudia Giannotti falou sobre a importância da comunicação no movimento sindical. Em sua fala, Zocchi pontuou que a luta da entidade é pela democratização da comunicação e isso só será possível com a quebra dos oligopólios e monopólios na área. “É necessário para que surjam na sociedade diferentes visões e abordagens. Isso faz parte da democracia. E, do ponto de vista da nossa categoria, lutamos para aumentar e ampliar o nosso mercado de trabalho”, disse. Já Douglas Izzo lembrou que ampliar a comunicação de esquerda é uma necessidade apontada por sindicatos, federações e confederações. Reforçou também que as empresas de comunicação são diretamente beneficiadas pelo golpe, mas com repasses econômicos que sequer chegam aos profissionais do setor. “É verdade que o golpe foi dado e o projeto A secretária de Comunicação, Adriana Magalhães, e o presidente, Douglas Izzo, da CUT-SP, na mesa de abertura da direita foi imposto, mas temos que lembrar o que nossa imprensa de esquerda fez. Conseguimos mostrar que o cidadão (Michel Temer) é golpista, carimbar a imagem dele”, disse. No final do dia, o secretário-adjunto de Comunicação da CUT Nacional, Admirson Medeiros, o Greg, falou sobre o Plano Nacional de Comunicação da entidade, que dialoga com as discussões apresentadas ao longo do primeiro dia do Encontro. “A gente precisa promover as mudanças dos paradigmas dos meios de produção. A sociedade da informação veio para mudar isso, então os meios de produção a que estamos submetidos estão mudando e nós não estamos acompanhando essa discussão”, disse o dirigente se referindo às mudanças necessárias na imprensa sindical. Paulo Donizetti, da Rede Brasil Atual (RBA), também contribuiu com o debate, ao relembrar os desafios de construção dos veículos que compõem a Rede e que hoje possuem audiências significativas. “Entre os grandes sites, fomos o único a dar destaque neste ano aos trabalhos da CPI da Máfia da Merenda”, pontuou. Trabalho Direitos dos trabalhadores correm riscos na atual reforma trabalhista //O presidente de fato, Michel Temer, anunciou dia 22 de dezembro a reforma trabalhista que retira direitos dos trabalhadores. A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) foi atingida ao prevalecer o acordado sobre o julgado, nas demandas setoriais entre o empresariado e os trabalhadores. A reforma proposta ao Congresso, dia 22/12, também promove o saque ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Trata-se de mais uma tentativa de frear a velocidade com que se aprofunda a recessão no país. A liberação destes recursos tende a injetar perto de R$ 30 bilhões na economia, nos próximos meses. A medida visa movimentar a economia, em recessão desde 2015 e ainda sem sinais consistentes de recuperação, em meio a baixa confiança dos agentes econômicos. Reforma trabalhista — Segundo Temer, cerca de 86% das contas inativas do FGTS têm saldo inferior a uma salário mínimo, ou R$ 880. Por isso, acrescentou, a retirada desses recursos “não coloca em risco a solidez do FGTS”. Outro ponto polêmico da reforma trabalhista é ampliação da terceirização. Hoje, é restrita a atividades de suporte, como segurança e serviços de limpeza. Mas a reforma trabalhista deverá incluir novas áreas; além das permitidas atualmente. Entre os temas em discussão está, ainda, a ampliação do contrato de trabalho temporário. Há também a formalização da jornada diária de até 12 horas. A jornada de oito horas de trabalho existe desde o século XIX, como medida de proteção aos trabalhadores. Foi adotada após a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra vitoriana. Atualmente, contratos de trabalho com jornadas superiores a oito horas diárias são frequentemente questionados na Justiça do Trabalho, que ainda não reconhece formalmente a jornada mais longa. Ameaça — Uma das possibilidades é a criação de dois novos modelos de contrato. O governo avalia o tipo de contrato que inclui horas trabalhadas e produtividade, além do modelo que já vigora atualmente, baseado na jornada de trabalho. Apesar das medidas anunciadas, o ocupante do Ministério do Trabalho, Ronaldo Nogueira tem afirmado que não existe a intenção de mexer em direitos adquiridos na CLT. Nogueira diz que o governo estabelecido após o impeachment, em 13 de maio de 2016, não avançará sobre questões como férias, 13º salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e vales-transporte e refeição, nem com o repouso semanal remunerado. — Nenhum direito do trabalhador sofre ameaça. Os direitos do trabalhador serão aprimorados – alega. A preocupação do governo, eles dizem, é com a retomada da economia e a redução do quadro de desempregados, estimado em 12 milhões de pessoas. Segundo Nogueira, a proposta está centrada em três eixos: segurança jurídica, criação de oportunidades de ocupa- ção com renda e consolidação dos direitos. Luta de classes — As mudanças nas leis trabalhistas têm sido defendidas por sindicatos patronais, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Embora combatida pelas centrais sindicais, a Fiesp, no início do ano, chegou a criar um grupo para discutir possíveis mudanças nas regras atuais. Na ocasião, foram citados como problemas os dez primeiros artigos da CLT, que vigoram desde 1942. Os artigos definem os papéis do empregado e do empregador. Ao longo do segundo semestre de 2016, o presidente Michel Temer chegou a se reunir com empresários para tratar da questão. Após uma dessas reuniões, com representantes do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que para melhorar a situação do déficit fiscal, serão necessárias “mudanças duras” tanto na Previdência Social quanto nas leis trabalhistas. Críticas — A proposta de alterar a legislação vem recebendo críticas das centrais sindicais. Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que reúne cerca de 4 mil sindicatos, diz que as mudanças podem resultar em “jornada de trabalho intermitente, com o trabalhador ficando inteiramente à disposição do patrão e recebendo pagamento apenas pelas horas trabalhadas, quando for recrutado, em contratos temporários com validade de 180 dias e em demissões mais baratas, com redução da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), entre outras”. Segundo a central sindical, uma das principais propostas é a que institui a soberania do negociado sobre o legislado. Isso significa que patrões e empregados ficariam livres para promover negociações à revelia da legislação trabalhista. Para os críticos da proposta, a medida é perigosa porque tende a esvaziar direitos históricos assegurados em lei.

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 5 Guarulhos-SP Novo Trevo de Bonsucesso é uma das mais importantes obras da cidade Fotos: José Luiz/PMG //O Novo Trevo de Bonsucesso é uma das obras mais importantes de Guarulhos por diversos aspectos: em tamanho, volume de veículos, complexidade e de grande impacto para a região. O empreendimento não só resolve o gargalo no trânsito, como também representa uma porta para o desenvolvimento de grande polo industrial, formado por Bonsucesso, Pimentas, Cumbica e Presidente Dutra, onde moram cerca de 600 mil pessoas. Em dezembro, foram terminadas as obras do primeiro viaduto. Com a abertura desse novo acesso ao tráfego, haverá o au- mento da capacidade do trevo, favorecendo o acesso de veículos sentido Bonsucesso e Dutra/Rio de Janeiro. O viaduto tem 74 metros de comprimento por 14,4 metros de largura e conta com três faixas de rolamento para veículos e barreiras de segurança de concreto, além de passeio para pedestres com guarda-corpo. Também foi entregue a pista marginal norte da Dutra, que permite o acesso por alça diretamente para Bonsucesso e Lavras, o que vai aliviar o trânsito proporcionando maior fluidez para quem procura esses bairros, proporcionando melhorias impor- tantes ao tráfego. Prioridade da admi- nistração municipal, o prefeito Sebastião Almeida (PT) dizia que o Novo Trevo de Bonsucesso era a obra principal do seu mandato, mas que não ia correr para fazer uma obra de “qualquer jeito e sem segurança”. Perguntado sobre as dificuldades em relação ao cronograma da obra, ele (Almeida) ressaltou que boa parte teve que ser feita sem afetar o tráfego da estrada, sob a supervisão da concessionária CCR Nova Dutra, e não tinha visibilidade para quem trafegava pelo local. “Muitas vezes eu tive que ouvir que não tinha ninguém traba- lhando, quando, na verdade, os operários estavam embaixo da via Dutra fazendo trabalho manual, com todo o cuidado que a obra exigiu. Tivemos muitas dificuldades, mas entregamos outras fases até o final do ano”, afirmou Almeida. Crédito garantido para o Novo Trevo Segundo o ex-secretário municipal de Transportes e Trânsito, Atílio André Pereira, o mais importante é que as obras do Novo Trevo de Bonsucesso têm recursos financeiros garantidos. “Nós gastamos cerca de R$ 34 milhões e ainda temos cerca de R$ 50 milhões para o trevo e o corredor JK”, confirmou. Atílio explicou ainda que o “caminho crítico” da obra já foi resolvido. “Nós já fizemos os muros do viaduto, a canalização do córrego da Água Chata, a fundação do segundo viaduto, lançamos as primeiras vigas e lançamos as vigas do segundo viaduto, assim como já deixamos pronta a marginal Sul”, finalizou. Melhorias O Novo Trevo de Bonsucesso resolverá os problemas de mobilidade da população de Bonsucesso, Pimentas, Cumbica e Presidente Dutra, onde moram cerca de 600 mil habitantes e se concentra um grande polo industrial. Pelo local passam diariamente mais de 150 mil veículos, além de 1.730 viagens de ônibus municipais, que beneficiam mais de 110 mil passageiros só de Guarulhos. Segundo viaduto O lançamento das vigas de sustentação do 2º viaduto do Novo Trevo de Bonsucesso aconteceu neste final de ano, quando foram lançadas cinco vigas de 40 metros de comprimento por 2,20 de altura, pesando 80 toneladas cada. Comunidade indígena Cercada por hidrelétricas, reserva Tapajós-Arapiuns ainda reivindica energia //O sol se põe e as comunidades da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, no Pará, também anoitecem. As luzes começam a aparecer às 19h, quando os geradores são acionados. O programa noturno preferido das comunidades é assistir a novelas e notícias pela televisão. A diversão, entretanto, tem hora para acabar e às 22h30 já não se ouve mais o som vindo das telas. Mesmo cercada por hidrelétricas, a reserva extrativista na Amazônia ainda não conta com energia. A luz chega às comunidades por meio de geradores a diesel, mantidos pelas associações locais a partir da contribuição dos moradores que pagam, em média, R$ 30 por mês. A mensalidade garante também o acesso à água que, geralmente, vem de po- ços artesianos. Em algumas comunidades a água chega encanada. Foi pela TV que Dilma Luzia Cardoso dos Anjos, 59 anos, liderança da comunidade Braço Grande, ficou sabendo que sua xará mais famosa, Dilma Rousseff, não ocupava mais a Presidência da República. “Chegou para cá a notícia, foi uma surpresa para o povo”, diz. Para José Rosário Fonseca, o Tugurrilho, 70 anos, da comunidade São Pedro, a maior expectativa em relação à eletricidade é ter água gelada para beber. Para tentar garantir isso, ele paga pelo uso de um gerador do bar vizinho a sua casa onde a energia fica disponível por um tempo maior, das 16h às 23h. “Mal dá para esfriar um pouco a água, chega no outro dia já está quente de novo”, lamenta. Mais direitos A garantia de energia ininterrupta é uma demanda das comunidades e seria útil em diversas áreas, em especial, a de saúde. Remédios como soro antiofídico (usado em casos de picada de cobra) e insulina (para pacientes com diabetes) poderiam ser acondicionados em postos de saúde o que evitaria os constantes deslocamentos para Santarém, cidade mais próxima da Resex. “Recentemente houve um acidente, um rapaz foi picado por uma cobra venenosa, surucucu. Nesse dia, eu estava em Santarém. O técnico de enfermagem me ligou, mas não consegui retornar. Outra enfermeira teve que entrar em contato com a ambulância, em São Pedro, mas ela não estava em condições de transportar o paciente. Tivemos que usar a lancha da escola para transportá-lo para Santarém”, conta a enfermeira Marcela Amaral, 32 anos, da comunidade de Mentai, uma das poucas que tem um posto de saúde. A energia também facilitaria a vida de Ivaldo Cruz Basílio, 43 anos, liderança da comunidade de Surucuá, que trabalha com a confecção de móveis a partir de madeiras caídas que recolhe da floresta. Para usar máquinas de serrar e polir madeira, ele precisa de eletricidade e só pode fazer algumas atividades quando o gerador da comunidade está ligado. “A energia limitada dificulta o meu trabalho. Se tivesse energia com mais potência, a gente tinha a capacidade de fazer mais móveis com mais qualidade”, diz o presidente da cooperativa de Oficinas Caboclas. O presidente da Associação Comunitária de Vila Franca, Raimundo Guimarães Gamboa, 58 anos, lamenta que a proximidade de grandes complexos de geração de energia não se reflita em benefício para as comunidades. “Nesta parte da Amazônia onde nós vivemos, principalmente nos dois estados, Pará e Amazonas, estamos cercados de hidrelétricas e ainda continuamos usando lamparina a base de querosene para iluminar as casas”, diz Gamboa. Próxima à Resex estão duas grandes usinas hidrelétricas, a de Tucuruí e a de Belo Monte. Energia solar A tentativa de levar eletricidade às comunidades por meio da energia solar é antiga. Na comunidade de Suruacá, o presidente da associação local, Miguel Lúcio Sousa Lima, 49 anos, diz que já foi feito um levantamento de quantas placas seriam necessárias para fornecer luz para as 127 famílias. “Buscamos parcerias com empresas privadas, mas não conseguimos o apoio de ninguém porque é muita placa”, conta. Atualmente, a comunidade conta com 20 placas solares que atendem apenas ao telecentro e à escola. Procurada, a Centrais Elétricas do Pará (Celpa) disse em nota que está com a demanda da localidade cadastrada em seu banco de dados. “No entanto, as obras da região ainda não foram priorizadas pelo Comitê Gestor Estadual”, completa o documento. Cabe ao comitê definir as prioridades do programa federal Luz para Todos. “Cabe a Celpa apenas a execução das obras já priorizadas”, acrescenta.

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 6 Metalúrgicos de Guarulhos-SP Metalúrgicos de Guarulhos reforçam unidade e ampliam ganhos na base Fotos: Cláudio Omena Presidente Pereira vota na sede do Sindicato //O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região negociou acordo coletivo na Cummins Motores, Cummins Filtros e nas prestadoras de serviço Global e Julio Simões. O acordo reajusta salários, assegura abono e garante, na Cummins Motores, a maior PLR (Participação nos Lucros e/ ou Resultados) da base, ou seja, R$ 8.661,00. Heleno B. da Silva (Heleno Metalúrgico), diretor do Sindicato e funcionário Diretor Cabeça com demitidos pela Maxion, durante protesto na planta de Santo André Diretor Heleno comanda assembleia na Cummins Motores, dia 13 de dezembro da empresa, informa que dois mil trabalhadores serão beneficiados com o acordo aprovado dia 13 de dezembro. O reajuste salarial de 8% será antecipado de janeiro para novembro, garantindo-se também abono salarial de 10%, ainda no mês de dezembro. Heleno destaca que na Cummins Motores, conforme as metas, a PLR pode chegar a R$ 8.661,00. Nas prestadoras Júlio Simões (Cumbica) e Global (Cecap), o valor ainda será definido. Maxion – Dia 16 de dezembro, o Sindicato foi à unidade da Maxion Wheels (ex-Borlem), em Santo André, cobrar pagamento integral aos 50 funcionários demitidos na planta de Guarulhos, que encerrou as atividades. Entre os demitidos estão mutilados, doentes e outros que tinham sido reintegrados por sentença judicial. A empresa não abriu diá- logo. Os protestos vão prosseguir. O vice-presidente do Sindicato, Josinaldo José de Barros (Cabeça), conta que, em abril, quando a empresa anunciou o fechamento em Guarulhos, a entidade conseguiu negociar pacote de benefícios. “O grupo demitido agora era remanescente do antigo quadro de funcionários”, diz. Eleição – Dias 14 e 15 e dezembro houve eleição para a diretoria do Sindicato. A Chapa 1 – União e Ação na Base foi eleita com 94,49% dos votos. O atual presidente José Pereira dos Santos foi reconduzido ao cargo em diretoria com mais 23 integrantes. Pereira comenta: “A eleição reafirma a tradição de unidade dos metalúrgicos. O Brasil vive uma crise muito grave e os trabalhadores precisam se apoiar em suas entidades. Sem isso, perderemos direitos, porque esse é o objetivo do projeto neoliberal”. Economia Índice de Custo da Construção acumula inflação de 6,35% em 2016, diz FGV //O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) acumulou uma inflação de 6,35% no ano de 2016, segundo dados divulgados dia 23 de dezembro pela Fundação Getúlio Var- gas (FGV). O principal responsável pela inflação foi o custo da mão de obra, que ficou 9,59% mais cara neste ano. O custo dos materiais, equipamentos e serviços de construção ficou 2,73% no ano. Entre os destaques dos materiais de construção, estão os materiais para instalação hidráulica, que ficaram 7,28% mais caros. Já entre a mão de obra, os serviços de auxiliar foram os que ficaram mais caros no ano (10,11%). Apenas no mês de dezembro, o índice registrou taxa de 0,36%, acima da taxa de 0,17% observada em novembro. O custo de materiais, equipamentos e serviços ficou 0,15% mais caro em dezembro, enquanto a mão de obra passou a custar mais 0,55% no mês.

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 7 Paulinho da Força-SP Sindical Previdência: Força intensifica SindSaúde-SP luta manutenção de direitos! SindSaúde-SP aprova em Assembleia adequação do estatuto e dá posse aos DSBs //Desde que o governo anunciou novas regras para a Previdência Social, e externou algumas das alterações pretendidas no texto a ser elaborado, a Força Sindical mobilizou-se para impedir que, sob o pretexto de “tirar o sistema previdenciário do buraco”, direitos históricos dos trabalhadores sejam simplesmente suprimidos. É inaceitável que o governo, para sanar os cofres públicos, venha com uma proposta como esta, que estipula um tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria com regras de transição que tenham como base a idade do(a) trabalhador(a), de 65 anos para homens e mulheres. No intuito de intensificar ainda mais a luta contra a retirada de direitos na reforma da Previdência, a For- ça Sindical realizou, dia 9, uma reunião, com cerca de quatrocentos sindicalistas, de todo o País, na qual foi tirado um calendário de manifestações, a serem realizadas em nível nacional, por uma reforma previdenciária sem mudanças prejudiciais aos trabalhadores, mas sim que garantam uma transição justa para todos. As primeiras manifestações deverão acontecer no dia 24 de janeiro em todos os Estados brasileiros. No dia seguinte (25), um grande ato, organizado pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) da Força Sindical, será realizado na Praça da Sé, em São Paulo. A manifestação contará com a participação de aposentados e sindicalistas. Na reunião da Força Sindical os dirigentes sindicais aprovaram a proposta que elaboramos, e que deverá ser apresentada na Câmara dos Deputados como Emenda Constitucional, que determina o estabelecimento de uma idade mínima de sessenta anos para homens e 58 para mulheres para efeito de aposentadoria, além de garantir uma transição justa para todos. Nós, trabalhadores e trabalhadoras brasileiros(as), devemos abraçar esta causa e encampar, efetivamente, esta luta, que é de todos. São os nossos direitos que estão em jogo! Se aprovada como está, todos só teremos a perder. Nós, nossos filhos e nossos netos. E, diga-se, perder muito! Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal Metalúrgicos-SP Um presente macabro //O SindSaúde-SP realizou dia 14 de dezembro, na quadra do Sindicato dos Bancários, uma Assembleia de Alteração Estatutária. A atividade teve início às 10h30 e a pauta única era a adequação do estatuto do sindicato à decretos estaduais e ao código civil. O presidente do SindSaúde-SP, Gervásio Foganholi, abriu a Assembleia saudando os trabalhadores e trabalhadoras e explicando as alterações propostas. Em seguida, já em regime de votação a categoria aprovou as adequações, apenas cinco pessoas se abstiveram e ninguém foi contrário. Encerrada a Assembleia, a diretora executiva do SindSaúde-SP e diretora da CUT Nacional, Maria Aparecida do Amaral, foi convidada para fazer uma avaliação do ano de 2016 e falou dos desafios dos trabalhadores para o ano seguinte. A companheira avaliou que o governo Temer joga a conta da crise para os trabalhadores, que em vez de fazer a reforma tributária, apresenta uma proposta de reforma da previdência e uma PEC (55) que tira o acesso da população as políticas públicas essenciais. “A população virá carente e revoltada procurar o atendimento à saúde e quem estará lá na ponta para atender eles? Nós e não o Temer, que é o responsável por essas propostas de retirada de direitos”, declarou. Gervásio lembrou que o golpe sempre foi contra a classe trabalhadora e não a presidenta Dilma, falou ainda da importância de não se deixar levar pelo o que é transmitido pela grande imprensa, protagonista do golpe, que omite informações e manipula o que será noticiado. Ele também falou sobre os retrocessos da reforma da previdência. “ Vamos ter problemas com a previdência, acabaram as aposentadorias com valor integral, nenhum trabalhador irá receber quando aposentado o que recebia trabalhando. Sem falar que você precisa contribuir 49 anos para poder se aposentar, façam as contas, quase ninguém irá se aposentar aos 65 anos, que é a idade mínima”, explicou. Após o debate que também contemplou a expectativa da categoria para construção da pauta da campanha salarial do ano de 2017, os delegados sindicais de base (DSBs) tomaram posse e foram apresentados para a categoria. //“Em pleno dezembro, mês que simboliza nascimento, confraternização e amor, recebemos estarrecidos a notícia de que o governo pretende criar por medida provisória a contratação por hora trabalhada, com jornada intermitente (móvel). Pode até ser um paliativo para quem está desempregado e busca, com razão, uma atividade emergencial que garanta o sustento de sua família. Mas torná-la uma modalidade oficial de contratação no País, esfacelando a CLT, é uma aberração. A medida a ser anunciada precariza as relações de trabalho, pois enfraquece o alcance da ação sindical e, portanto, o poder de negociação do trabalhador junto aos patrões. E tem pouco valor para a necessária retomada sustentável e duradoura da economia. Em vez de destinar de forma significativa o orçamento para o setor produtivo, garantindo crescimento, emprego e trabalho decente para o povo brasileiro, o governo, cada dia mais impopular, age de forma oportunista. A pretexto de contornar a crise, o governo ameaça com a destruição dos históricos direitos da classe trabalhadora, não tem coragem de taxar as grandes fortunas e não mexe em nada nos privilégios de uma ín- fima casta social, a da elite, dos rentistas e dos patrões predadores, que almejam só o lucro e não se importam com a dignidade humana. A PEC da reforma da Previdência Social, as propostas já anunciadas para mudança na legislação trabalhista, a PEC do teto de gastos, que corta investimentos na saúde e na educação, são exemplos concretos de que só os trabalhadores vão pagar a conta da crise e da má administração dos recursos com perda de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e vice-presidente da Força Sindical

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 8 São Paulo São Paulo bate recorde de produção de petróleo e gás natural //Terceiro maior produtor nacional, Estado pode vir a ocupar o segundo lugar em 2017 //A produção de petróleo e gás natural no Estado de São Paulo cresceu 15,4% no último mês de setembro em relação a agosto. O resultado representa um recorde estadual de 432,4 mil barris de óleo ao dia (boe/d) produzidos, equivalente a 12,8% da produção nacional. Os dados constam da mais recente edição do Sumário Executivo de Petróleo, publicado pela Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo. Em relação à produção de gás natural, a produção no mês foi de 18,5 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d), correspondente a 16,7% da produção nacional. Já a produção de petróleo alcançou 316,3 mil barris ao dia (bbl/d), equivalente a 11.8% da produção nacional. Atual terceiro produtor nacional, o Estado de São Paulo, que é o maior consumidor de petróleo e gás natural do Brasil, pode ocupar a segunda colocação em termos de produção no próximo ano, segundo João Carlos Meirelles, secretário de Energia e Mineração. Atualmente, os maiores produ- Navio-plataforma Cidade de Ilhabela, instalado no campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos tores nacionais são Rio de Janeiro e Espírito Santo. A produção entre agosto e setembro de 2016 representa um aumento de 57,7%, em virtude dos resultados apresentados pelos campos de Mexilhão e Sapinhoá. A maior parte da produção de 432,4 mil boe/d do Estado verificada em setembro vem da Bacia de Santos, de onde são extraídos 110,3 mil bbl/d, originários do pós-sal, e 322,1 mil boe/d, do pré-sal. Os campos de Baúna, Mexilhão e Sapinhoá representam 98,5% da produção de São Paulo, sendo o último responsável por 74.5% da produção. Economia Confiança do consumidor fecha 2016 com queda de 5,8 pontos //O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getúlio Vargas, caiu 5,8 pontos em dezembro e atingiu 73,3 pontos, em uma escala de zero a 200. Este é o menor patamar do indicador desde junho deste ano. A satisfação dos consumidores com a situação presente, medida pelo Ín- dice da Situação Atual, recuou 3,8 pontos e atingiu 64,1 pontos, o menor já registrado pela FGV. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança em rela- ção ao futuro, recuou 6,9 pontos e chegou a 80,8 pontos. O componente que mais contribuiu para a queda do Índice de Confiança do Consumidor em dezembro deste ano é o que mede o otimismo em relação à situação financeira das famílias no futuro, com queda de 7,7 pontos.

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 9 Sinduscon-SP Em queda pelo terceiro ano consecutivo, a construção voltará a crescer em 2017? //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //O ano de 2016 não deixará saudades na indústria da construção. O PIB do setor fechou em 2016 com retração de 5,4%, registrando o terceiro ano consecutivo de queda. Com esse resultado, a construção encolheu 13,4% em três anos. A recessão, que vem desde 2014, deixou o nível da atividade do setor nos patamares de meados de 2010. A indagação é se a construção começará a retomar o crescimento de sua atividade em 2017. O setor depende dos investidores em obras públicas e privadas, e das aquisições de imóveis feitas pelas famílias. Acontece que o nível geral de investimentos da economia continua caindo e no terceiro trimestre de 2016 atingiu o patamar de 16,5% do PIB, o pior resultado desde o final de 2005. O Indicador de Ati- vidade das Empresas da Construção Civil (lNACC), que tem como objetivo estimar a atividade do segmento formal construção no país, havia caído 19,1% até setembro de 2016, ou 13,7% na comparação de 12 meses. Em 2015, a queda havia sido mais forte: 21,4%. Entre as variáveis que compõem o INACC, a de maior peso é o emprego com carteira assinada, importante referência da dinâmica setorial. Isto acontece porque, apesar dos investimentos em tecnologia e novos processos realizados nos últimos anos, o setor continua essencialmente intensivo de mão obra. No auge do ciclo de crescimento do setor, em 2013, as empresas da construção sofreram muito com a falta de mão de obra qualificada. Em 2014, o emprego com carteira ainda cresceu em parte do ano, mesmo com a crise eco- nômica já em curso. Desde 2015, em to- dos os meses até setembro de 2016, as empresas da construção têm demitido mais do que contratado. O ano passado encerrou com queda de 14,5% no total de empregados, o que representa a demissão de 477 mil trabalhadores. Em dois anos foram fechados mais de 950 mil empregos, voltando-se ao patamar registrado no início de 2009. A falta de trabalhador qualificado deixou de ser um problema. A redução dos empregos mostra-se disseminada em todos os segmentos setoriais, refletindo a forte contração do investimento público e privado. O destaque negativo continua sendo o segmento imobiliário, que encerrou o ano com queda de 17,9% ou menos 215,7 mil empregos na comparação de dezembro de 2016 com dezembro de 2015. Na área de infraestrutura, por sua vez, o emprego caiu 12,9%. Nos segmentos antecedentes da atividade, engenharia e arquitetura e o de preparação de terrenos, as quedas foram de 12,4% e 14,9%, respectivamente. Isto significa menos obras. O declínio da atividade está disseminado por todo país. Em termos relativos, a região Norte tem o pior resultado, refletindo o fim das obras da hidrelétrica de Belo Monte. Em termos absolutos, ou seja, de postos perdidos no ano, é a região Sudeste que se sobressai, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. A queda no PIB da construção será menos intensa do que sugere a forte contração do INACC e do emprego com carteira, o que resulta, em grande parte, do aumento da informalidade, ou seja, o emprego sem carteira e os autô- nomos estão contribuindo para compensar as demissões regis-tradas nas empresas. A mão de obra informal ocupada na construção manteve-se praticamente estável até o terceiro trimestre do ano. Apenas no trimestre agosto-outubro houve piora forte nos números da ocupação. Nos últimos meses de 2016, a política voltou a dominar o cenário, trazendo novas incertezas. Ainda assim, continua a prevalecer a expectativa de continuidade do ajuste com a aprovação das reformas. Se isto acontecer, a economia poderá crescer 0,5% em 2017. O PIB da construção aumentaria na mesma proporção, porém mais sustentado no aumento da ocupação dos traba-lhadores autônomos e informais. As obras do Programa Minha Casa, Minha Vida não terão mais o poder anticíclico de 2009. As metas de contratação são muito mais tímidas. Na área de infraestrutura, ainda há um longo caminho a percorrer entre a realização dos processos licitatórios, realização de projetos, aprovação das licenças até o início das obras – provavelmente só em 2018. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon- -SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e da Fiabci-Brasil (Federação Inter- nacional Imobiliária)

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 10 Aécio Neves-MG Pelo resgate da ética e da boa gestão Aécio Neves, senador da República e presidente nacional do PSDB Começaremos um novo ano repleto de importantes desafios. Entre eles a responsabilidade de governar 807 prefeituras, o que representa quase 50 milhões de brasileiros sob a gestão direta do PSDB. Neste plano, nunca um partido político governou uma po- pulação tão expressiva e diversa. Trata-se de uma tarefa honrosa e cada vez mais complexa, considerando os tempos atuais de enormes dificuldades, múltiplas crises e drástica redução da capacidade de financiamento das políticas públicas. Ainda assim, prevalece nossa crença e nossa fé nos tucanos eleitos no último pleito, que se prepararam para enfrentar esta jornada, conscientes do que floresceu nas ruas e eleva o interesse público no plano da ética, da eficiência do Estado e da boa gestão. Um momento como o atual exige compro- missos verdadeiros por parte dos que têm a responsabilidade de governar e a formação de equipes capazes de responder às demandas acumuladas nesse período a outras, novas, que se apresentam em face da crise social que se agrava como consequência do desastre econômico, administrativo e político herdado pelos brasileiros. A vitória do PSDB em todo país foi a vitória da coerência. Afinal, desde 2014 resgatamos as bandeiras do partido e apontamos caminhos corajosos para o Brasil. Denunciamos os crimes cometidos pelos governos do PT, apoiamos o impeachment da ex-presidente Dilma e hoje defendemos reformas fundamentais para o país, para recuperar a governabilidade e a esperança. Estou certo de que o partido estará à altura da expectativa da sociedade por mudanças e por uma verdadeira transformação da nossa dura realidade. Em Minas Gerais não será diferente. Aqui, elegemos vários prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, numa demonstração da confiança depositada em um projeto que deu certo e que vem sendo hoje continuamente dilapidado por uma ges- tão antiga, rancorosa e incapaz de superar dificuldades criadas pelo próprio projeto de poder no plano nacional. Vamos continuar trabalhando todos os dias ao lado do nosso povo e do nosso Estado para retomar o crescimento com responsabilidade e virarmos definitivamente esta página triste da nossa história. Agradeço a cada companheiro e a cada companheira os esforços e empenho feitos ao longo de 2016 e reitero meus votos de que sejamos bem sucedidos no enfrentamento das dificuldades no nosso Estado e na construção de uma nova Nação. Bahia Linha 2 do metrô Fotos:ManuDias/GOV-BA de Salvador já está em funcionamento //Em menos de dois anos após a ordem de serviço que autorizou o início das obras, a Linha 2 do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas começou a receber os primeiros passageiros no dia 5 de dezembro. Na ocasião, entraram em operação as estações Acesso Norte 2, Detran e Rodoviária, trecho que possui 2,2 km e pode ser percorrido em pouco mais de três minutos. A Linha 2 tem o mesmo horário de funcionamento da Linha 1, das 5h à meia-noite, inclusive em feriados e nos finais de semana, com cobrança de tarifa – R$ 3,30. No metrô, o usuário pode utilizar o cartão da CCR Metrô Bahia, SalvadorCard e Metropasse. “2016 é um marco histórico para a mobilidade de Salvador, ano em que concluímos a linha 1 e estamos iniciando a operação da linha 2. Esse trabalho representa um grande esforço que vem sendo feito pelo governo para dotar Salvador de um dos mais modernos e eficientes sistemas de transporte de massa”, comentou o governador Rui Costa. Agora, já é possível chegar de metrô da Lapa ao Iguatemi em 14 minutos fazendo a integração entre as linhas 1 e 2 no Acesso Norte, sem pagar mais por isso. Já a viagem entre Pirajá e Rodoviária dura, aproximadamente, 13 minutos. A Linha 1 – completamente pronta e em funcionamento – tem 12 Km de extensão. Já foi assinada ordem de serviço para um terceiro tramo da Linha 1, que tem 5,5 km e vai levar a linha 1 até Águas Claras. As obras das estações da Linha 2 estão com mais de 80% de avanço físico rumo ao Aeroporto, com previsão de operação completa até final de 2017. Quando concluída até o Aeroporto, a Linha 2 do metrô terá 20 km e 12 estações. O projeto prevê ainda a expansão até Lauro de Freitas, completando 23 km e 13 estações. O Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, assim que finalizado, com as extensões das linhas 1 e 2, será o terceiro maior do país, com 41 km, 23 estações e 10 terminais de ônibus integrados. Aeroviários-SP AEROVIÁRIOS CONQUISTAM INPC INTEGRAL //Os aeroviários representados pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos (FNTTA), vinculada à Força Sindical, conquistaram um reajuste salarial de 7,39%, correspondente ao INPC integral, até o teto de R$ 10.000,00. Aos salários acima do teto, será incorporado o valor fixo de R$ 739,00. O percentual aplicado sobre os salários também corrigirá as demais cláusulas econômicas (vales refeição e alimentação, seguros, diárias, etc.), a partir da data-base, que é 1º de dezembro. Todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva 2015/16 foram mantidas, significando a preservação dos direitos dos trabalhadores. Ao todo, foram realiza- das seis rodadas de negociação. A primeira ocorreu no dia 9 de novembro e a última aconteceu em 30 de novembro. A primeira contraproposta apresentada pelas aéreas foi o reajuste de 4%, além da supressão de algumas cláusulas sociais. Na terceira rodada, o patronato aumentou o percentual para 6,5%, com manutenção integral das cláusulas existentes. Insatisfeitos com a postura das empresas, os sindicatos filiados à FNTTA decretaram o estado de greve. Na última rodada, ocorrida no dia 30 de novembro, com a duração de mais de sete horas, houve a evolução da proposta que obteve a aprovação das assembleias da categoria aeroviária. De acordo com Mandú, presidente da FNTTA e do Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo (SAESP), o resultado foi positivo, destacando o fato das partes terem chegado a um acordo, obedecendo ao prazo limite da data-base, o que ensejará que os trabalhadores recebam os salários e as demais cláusulas econômicas reajustadas a partir de dezembro. “Numa conjuntura crítica da economia nacional, podemos considerar que foi vitoriosa a nossa campanha salarial, principalmente por ter sido fechada na data-base, o que não acontecia há mais de uma década. O momento é de agradecimento ao empenho de todos os sindicatos que compõem a FNTTA, à Força Sindical que esteve pre- sente em todas as nossas manifestações e, principalmente, aos aeroviários, cuja organização e mobilização foram determinantes para a conquista de boa parte de nossos objetivos”, arremata Mandú.

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 11 Secovi-SP “O ano de 2017 será construído por todos nós” //A afirmação do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Flavio Amary, marca a entrevista concedida ao jornal Imprensa Sindical. Acompanhe. Flavio Amary, presidente do Secovi-SP //Imprensa Sindical — Qual o problema que mais tem afetado o setor da construção civil e imobiliária, além da crise politica e econômica? Flavio Amary — O aumento significativo do número de distratos. Uma coisa é quando a pessoa compra o imóvel e perde o emprego ou, por alguma razão, tem o crédito do financiamento negado. Esse é um lado do processo de distrato. Ou outro lado é a pessoa que compra e depois resolve que não quer mais o negócio. Essa é a parte muito ruim, porque a empresa não vende uma “opção de compra”, que pode ou não ser exercida no futuro, dependendo da vontade do comprador. Não é justo, porque os consumidores que estão com os pagamentos em dia acabem sendo prejudicados. IS — Existe alguma legislação que regulamente isso? Flavio — Não existe legislação que estabeleça um critério objetivo e claro de como funcionaria o distrato, nem na Lei de Parcelamento do Solo, a 6.766/79, e nem a de Incorporação, a 4.591/64. O código de defesa do consumidor também não define um critério. IS — O Secovi-SP pretende fazer alguma coisa a respeito disso? Flavio — Uma das nossas frentes de trabalho é buscar uma forma objetiva, por meio de legislação federal, que estabeleça critérios justos de devolução, fazendo com que as pessoas quando comprem ou vendam saibam o que vai acontecer numa hipótese futura de resci- são ou distrato. IS — Existe alguma tendência no mercado? Flavio — As pessoas estão cada vez mais vivendo em espaços menores e essa tendência se reflete no mercado imobiliário, e os empreendedores lançam unidades compactas, de um dormitório. A tendência é o imóvel unipessoal. Porem, os imóveis de dois dormitórios, com metragem entre 45 m2 e 60 m2, ainda ocupam a preferência das pessoas. IS — A cidade de São Paulo apresentou que tipo de compor- tamento em 2016? Flavio — O cresci- mento foi forte na zona Leste da Capital, com maior volume de lançamentos e vendas, e a zona Central também registrou alguns novos produtos. Agora, o direcionamento da cidade depende da nova gestão municipal, com a posse do prefeito João Doria. São Paulo está buscando revitalizar o centro e humanizar a cidade, além de aproximar a moradia do local de trabalho. IS — Qual a expectativa do setor para 2017? Flavio — Precisamos que a economia se restabeleça para o mercado imobiliário voltar a produzir, porque existe demanda por habitação. O déficit é alto e, para resolvê-lo, teríamos de produzir, anualmente, 1,5 milhão de novas unidades no Brasil. A expectativa é que seja construído um melhor cenário político melhor, com diminuição da burocracia, e a adoção de medidas de incentivo à produção imobiliária, para movimentar a economia, gerar renda e empregos. Na verdade, 2017 será um ano a ser construído por todos nós. Aposentadoria PEC 55 e Reforma da Previdência excluem moradores de comunidades da aposentadoria //Enquanto PEC perpetua a desigualdade, reforma penaliza especialmente os mais pobres, que têm expectativa de vida menor e desempenham as funções mais desgastantes //A Reforma da Previdência proposta pela equipe econômica de Michel Temer, em trâmite na Câmara dos Deputados, estabelece que a idade mínima para que homens e mulheres possam se aposentar no país passe a ser 65 anos com, no mínimo, 25 anos de contribuição previdenciária. A justificativa para impor essa idade mínima é que a expectativa de vida dos brasileiros vem aumentando nos últimos anos, o que tem onerado enormemente o fundo previdenciário. Essa justificativa está baseada na expectativa de vida média do brasileiro, que atualmente, segundo o IBGE, é de 75,4 anos na população em geral e de 79,1 anos para as mulheres. Porém, como toda média no Brasil, esse dado não representa absolutamente nada. Isso porque o país é marcado por uma extrema desigualdade e um dos indicadores onde isso é mais eloquente. Justamente, a expectativa de vida da população, um indicador que é fruto das condições ao longo da vida. São, como sabemos, muito distintas a depender do pertencimento a diferentes grupos sociais, a diferentes territórios. Em primeiro lugar, esse indicador apresenta diferenças enormes entre as regiões, os Estados e entre os municípios. Santa Catarina, por exemplo, tem a maior expectativa de vida ao nascer do país, com 78,7 anos. Já no Maranhão, a longevidade média é oito anos mais curta. Mesmo em uma só cidade, como São Paulo, cuja média de expectativa de vida está entre as mais altas do país, 77,8 anos, as desigualdades entre distritos é imensa. Segundo levantamento na Rede Nossa São Paulo, enquanto no Alto de Pinheiros, na Zona Oeste da cidade, Distrito onde está localizada a residência do presidente de fato Michel Temer. O tempo médio de vida está em 79,67 anos. Quase um ano acima da expectativa de vida nacional média, em Cidade Tiradentes, na Zona Leste, esta média é de apenas 53,85 anos. O tempo médio de vida No mapa é possível visualizar o tempo médio de vida por distrito. Entre os 96 da cidade, 36 apresentam médias inferiores aos 65 anos propostos na Reforma da Previdência. Os bairros onde o tempo de vida é menor coincidem com os locais mais marcados por precariedades de todo tipo, mais distantes dos postos de trabalho. Onde vive a maior parte dos trabalhadores com menores salários. Isso significa que a reforma penaliza especialmente os mais pobres, que ao longo da vida já desempenham as funções mais desgastantes e que, provavelmente, trabalharão até morrer. Mais grave ainda é a combinação explosiva da proposta da Reforma da Previdenciária com o limite dos gastos públicos, aprovado dia 20 de dezembro, no Senado. Isso significa que investimentos importantes em saúde, moradia, saneamento e transportes públicos. Por exemplo, que poderiam incidir positivamente na melhoria das condições daqueles que hoje, exatamente pela sua falta ou precariedade. Além dos baixos rendimentos, apresentam os piores indicadores de expectativa de vida, não serão feitos! Ou seja, as condições essenciais para diminuir a desigualdade do indicador não ocorrerão. Além de todos os questionamentos sobre a necessidade e a qualidade da reforma previdenciária proposta, fica evidente o quanto ela é discriminatória, perpetuando as injustiças e desigualdades socioespaciais.

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Brasil IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 12 Sindiquímica-BA Empregos ameaçados no setor plástico //Os números da indústria do setor plástico na Bahia mostram dados preocupantes em relação ao mercado de trabalho formal no setor, é o que confirma a análise feita pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese). E com a ameaça da empresa Tigre de fechar a fábrica localizada no Polo de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e leva-la para Pernambuco, torna a situação ainda mais grave e deixa inúmeros trabalhadores apreensivos com a garantia do seu sustento. De acordo com o Dieese, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempre- gados (Caged), o número de empregos no setor plástico na Bahia registrou um saldo negativo de cerca de 900 postos de trabalho desde 2015, dada a crise econômica que assola o Brasil e que reduz a geração de empregos em todo o território nacional. Para o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico (Sindi- química), o setor plástico é o que mais gera empregos no ramo Químico. O Guia Industrial da Federação das Indústrias do Estado da Bahia – FIEB, mostra que ao todo são 512 empresas, que empregam 22.545 trabalhadores e que compõem o ramo representado pelo Sindiquímica. O Guia mostra que 205 indústrias de produtos de material plástico empregam mais de 9 mil trabalhadores no estado. Caso a saída da Tigre se concretize, a expectativa é de que mais de 900 postos de trabalhos diretos e indiretos serão fechados. Outras empresas já fecharam suas fábricas, tais como: Recipack Indústria e Comércio de Reciclagem, Dalka do Brasil (Acqualimp), CE – Central de Embalagens e a Bahia Pet. Além dessas, as empresas Starplast da Bahia Indústria e Comércio e a Vidapack Indústria e Comércio Ltda alegam dificuldades para manter suas unidades. No caso da Tigre, o grupo não culpa a crise por encerramento da produção em Camaçari, mesmo assim, o governador da Bahia, Rui Costa, chegou a negociar com a empresa alternativas para garantir a continuidade dos negócios. O que intriga o governo e o Sindiquímica é que transferir a unidade de Camaçari para o estado de Pernambuco implicará em redução das vendas, já que a Tigre é líder do mercado na Bahia. E o argumento de que a fo- lha salarial é o principal entrave, simplesmente não convence. No dia 15 de dezembro, diretores do Sindiquímica se reuniram com o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jorge Hereda, para discutir o setor plástico. Nessa reunião, foi proposta pelo sindicato a realização de um Fórum de debates sobre o setor plástico, visando toda a cadeia produtiva do ramo Químico da Bahia, no ano que vem, com a participação de representantes do governo, trabalhadores e empresários. O objetivo é discutir as alternativas para evitar fechamento de unidades no setor, manutenção dos empregos e garantir a arrecadação para o estado. Pará Rede pública estadual terá 21 escolas de tempo integral para o ensino médio em 2017 //por Eduardo Rocha //A Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) colocará em funcionamento no Pará 21 escolas em regime de tempo integral para estudantes do Ensino Médio, no ano letivo de 2017. Essa iniciativa marca a adesão da Secretaria à proposta do Ministério da Educação de ampliar o atendimento aos estudantes do Ensino Médio no País, aumentando a quantidade de escolas em tempo integral. São escolas com um turno de aulas, que no contraturno oferecerão atividades pedagógicas complementares. O ano letivo de 2017 nessas escolas começará no dia 31 de março. “São 21 escolas que a comunidade aceitou que fossem transformadas para o regime de tempo integral. Então, nós temos um pla- no de ação que visa à recuperação da estrutura física e organização dessas escolas. Dia 20 de dezembro o Ministério da Educação e o Palácio do Planalto assinaram a adesão. O Pará está lá representado pela professora Jane Bechara (coordenadora de Educação Integral da SEDUC), e nós estamos muito felizes com a oportunidade de melhorar ainda mais a educação do jovem no Pará”, destacou a titular da SEDUC, Ana Claudia Hage. As 21 escolas estaduais de Ensino Médio em tempo integral são: Manoel Leite Carneiro; Padre Eduardo; Brigadeiro Fontenelle; Professor Orlando Bitar; Dr. Ulysses Guimarães; Vilhena Alves; Mário Barbosa; Augusto Meira; Professora Hilda Vieira; Professor Temístocles de Araú- jo; Visconde de Souza Franco; Avertano Rocha; Joaquim Viana; Dom Pedro II; Antônio Teixeira Gueiros; Dr. Mário Chermont; Dr. Gabriel Sales Pimenta; Plínio Pinheiro (cinco turmas de 1º ano); Liberdade (cinco turmas de 1º ano); Dr. Gaspar Vianna (cinco turmas de 1º ano) e Dr. Inácio Koury Gabriel Neto (três turmas de 1º ano). Incentivos – As 21 unidades escolares estão localizadas nos municípios de Belém, Castanhal, Ananindeua e Marabá. Cada uma terá, no mínimo, 400 alunos. A diretora de Ensino Médio e Profissionalizante da SEDUC, Joseane Figueiredo, informou que das 21 escolas de Ensino Médio em tempo integral quatro já vinham funcionando nesse regime e 17 adotarão esse formato. As que já vinham A Secretaria de Educação (Seduc) inaugurou, em setembro de 2014, no bairro do Tenoné, a Escola Estadual de Ensino Médio Professor Manoel Leite Carneiro funcionando em tempo Figueiredo. Ela disse Secretaria mantém 10 integral são Manoel ainda que esse incen- unidades em tempo in- Leite, Padre Eduardo, tivo abrange investi- tegral para atendimen- Augusto Meira e Temís- mentos na infraestrutu- to de alunos do Ensino tocles de Araújo. ra das escolas, pessoal, Fundamental. As escolas fazem merenda e transporte. A pré-matrícula parte do programa do A SEDUC já refor- para estudantes novos MEC de fomento ao mou algumas dessas na rede estadual pú- Ensino Médio. “Haverá escolas e pretende re- blica de ensino prosse- um incentivo de ver- estruturar outras em guiu até 1º de janeiro. bas do governo fede- breve, mediante recur- Mais informações sobre ral para essa oferta no sos específicos. Além matrícula estão dispo- Ensino Médio integral”, das 21 escolas de En- níveis no Portal SEDUC acrescentou Joseane sino Médio integral, a (www.seduc.pa.gov.br).

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 13 “Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade.” Dalai Lama Idosos Pesquisa alerta para riscos de câncer de pele //As altas temperaturas, típicas do verão brasileiro, exigem medidas e cuidados para combater e prevenir o câncer da pele, o de maior incidência no Brasil e nos demais países. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) aponta que 4,5 milhões de brasileiros já tiveram câncer da pele. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, no ano 2030, serão registrados 27 milhões de casos novos de câncer, 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com câncer. O maior efeito desse aumento incidirá em países em desenvolvimento. No Brasil, o câncer já é a segunda causa de morte por doenças, atrás apenas das doenças do aparelho circulatório. A pesquisa aponta, ainda, que mais de 100 milhões de brasileiros se expõem ao sol de forma intencional nas atividades de lazer, 3% dos brasileiros não usam protetor solar no seu dia a dia e 6 milhões de brasileiros adultos não se protegem de forma alguma quando estão na praia, piscina, cachoeira, banho de rio ou lago. O estudo indica, também, que – dos entrevistados que têm filhos até 15 anos – 20% dessas crianças e adolescentes não se protegem de forma alguma nas atividades de lazer. Se a análise incluir as classes D/E, o percentual sobe para 35%. Erros aumentam casos da doença Erros comuns, que as pessoas cometem no cuidado com a pele, aumentam a incidência de câncer. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, não usar filtro solar diariamente, não reaplicar o filtro solar, achar que em dias nublados ou chuvosos não precisa do filtro e usar maquiagens, que contenham filtro e achar que só isso já é o suficiente para se proteger são os erros mais frequentes. Outros erros apontados são usar filtro solar só no rosto e esquecer do corpo, se expor ao sol e querer se bronzear, fazer bronzeamento artificial e não ir ao dermatologista regularmente. A recomendação é se proteger do sol, usar o filtro solar diariamente, fazer o autoexame da pele e ir ao dermatologista. Segundo a SBD, “o sol não é um vilão, mas a exposição solar indiscriminada, desprotegida e intermitente pode torná-lo um vilão por ele ser o principal fator de risco para o câncer da pele”. Lazer Culinária BOLINHO DE MANDIOCA ASSADO Horóscopo //Renove suas energias com positividade. Faça o bem, não importa a quem. 21/03 a 19/04 //Proclame a alegria por onde passar. 20/04 a 20/05 A melhor coisa a se fazer sempre é ser alegre. //Felicidade é questão de ser. Tudo começa fortalecido e revigorado. 21/05 a 21/06 //Ame o seu próximo sem esperar nada em troca. 22/06 a 22/07 O amor incondicional é o caminho da felicidade. //A autoconfiança e determinação leva ao sucesso. Empreenda coisas boas pra você e pros outros. 23/07 a 22/08 //INGREDIENTES • 300g carne seca dessalgada; • 500g mandioca cozida e amassada; • 1/2 xícara de biomassa de banana verde; • 1 ovo; • Sal marinho a gosto; • Salsinha e cebolinha a gosto. //MODO DE PREPARO Cozinhe a mandioca até ficar macia, escorra e passe no espremedor, retirando o talo central. Pré-aqueça o forno 180Cº e unte uma assadeira. Em uma tigela misture todos os ingredientes: a carne seca desfiada, mandioca, biomassa, ovo, sal marinho, salsinha e cebolinha. Molde os bolinhos e os disponha na assadeira, leve ao forno 20-25 minutos ou até dourarem. Cozinhe a carne seca até que fique Rendimento: 10 porções bem macia, deixe esfriar e desfie. Calorias: 114 kcal por porção Fonte: Receita cedida pela chef Malu Lobo do site Nutra Saúde na Cozinha. http://www.msn.com/pt-br/receitasebebidas/noticiasdealimentos/receita-bolinho-de-mandioca-assado/ar-BBxpXWI?li=AAggXC1&ocid=mailsignout Humor Mundo Avesso – Bem e Mal //Trabalho é uma das formas de realização humana. Faça-o com prazer e alegria. Isso contagia. 23/08 a 22/09 //A vida sorri pra você. Ria de volta, florindo seus caminhos! 23/09 a 22/10 //O prazer de estar com os outros é uma dádiva. 23/10 a 21/11 Nunca perca a intensidade nas relações. //O universo lhe atende porque você deseja com fé. Deseje coisas boas sempre. Terá sucesso! 22/11 a 21/12 //Uma avalanche de ondas de positividade cerca o mundo. Surfe nessa onda propagando-a aos outros. 22/12 a 19/01 //Espere e persevere que virá a seu tempo. Breve é o alcance do que almeja. 20/01 a 18/02 //A força criadora está em você e no cosmos. Avante com suas ideias iluminadas de amor. 19/02 a 20/03 Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/mundo-avesso-bem-e-mal/ “Somente a fé remove a desordem mental e devolve a clareza de espírito.” Dalai Lama

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IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 14 Lu Alckmin - Ação Social-SP Escola de Moda do Fundo Social de Solidariedade realiza bazar no Palácio dos Bandeirantes //Em sua sexta edição, evento reuniu cerca de quatro mil peças produzidas pelos alunos com tecidos doados por parceiros do projeto //No dia 15 de dezembro, aconteceu a sexta edição do Bazar da Escola de Moda do Fundo Social de Solidariedade do Estado (FUSSESP) no Palácio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital. A novidade desse ano ficou por conta da parceria inédita com a estilista Adriana Barra, que cedeu três toneladas de retalhos para a confecção de roupas e acessórios. Além da estilista, os parceiros dos anos anteriores como a Di Grecco, a JRJ Tecidos e a Receita Federal também participaram com a doação de tecidos utilizados na produção de cerca de quatro mil peças, entre roupas, itens de escritório e decoração com preço a partir de R$ 12. “Reaproveitamos tecidos que na maioria das vezes seriam descartados. O nosso objetivo é dar um novo uso para este material e, ao mesmo tempo, oferecer a oportunidade para que pessoas desempregadas transformem suas vidas por meio da qualificação profissional”, afirma Lu Alckmin. Todos os produtos foram confeccionados ao longo do ano pelos alunos de Corte e Costura, Modelagem, Bordado em Linha, Bordado em Pedraria, Crochê e Confecção de Caixas, cursos presentes na sede do Fundo Social de Solidariedade, no Parque da Água Branca; no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi; na Casa da Solidariedade II, no Parque D. Pedro; e nas quatro unidades do Centro de Integração da Cidadania (CICs) da capital e Grande São Paulo. A renda obtida com a venda dos produtos será destinada para a continui- dade do projeto. Sobre a Escola de Moda Lançada em abril de 2011, a Escola de Moda é um projeto da Escola de Qualificação Profissional do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), idealizado pela presidente do Fundo Social, a primeira-dama Lu Alckmin. O projeto oferece cursos rápidos e gratuitos de Corte e Costura, Modelagem, Bordado em Linha, Bordado em Pedraria, Crochê e Confecção de Caixas, em sete unidades localizadas na capital e na Grande São Paulo. Além das unidades próprias da Escola de Moda, o Fundo Social mantém parcerias com municípios e entidades sociais da capital para o funcionamento dos Polos Regionais da Escola de Moda. Ao todo, foram inaugurados 56 Polos em todo o Estado, dos quais surgiram 591 Escolas de Moda. Desde 2011, o projeto qualificou mais de 28 mil pessoas em todo o Estado.

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Geral IMPRENSA SINDICAL // JANEIRO/2017 // PÁGINA 15 Secretaria de Saúde-SP Saúde firma parceria com MP, TJ e Defensoria para diminuir ações judiciais desnecessárias //Programa “Acessa SUS” tem como objetivo promover o uso racional de medicamentos e reintegrar os pacientes aos programas de assistência farmacêutica do SUS //A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo firmou dia 13 de dezembro, parceria inédita com o Tribunal de Justiça do Estado, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública do Estado de São Paulo para estabelecer novos protocolos de fornecimento de medicamentos e insumos via ações judiciais. Por meio do projeto “Acessa SUS”, os órgãos irão trabalhar de maneira conjunta para garantir o uso racional de medicamentos, diminuir o volume de ações judiciais desnecessárias, reintegrando pacientes aos programas do SUS, e atender de maneira individualizada as necessi- dades de cada cidadão por meio de farmacêuticos e técnicos em saúde de uma comissão montada pela Secretaria. Para isso, pacientes que procurarem a Defensoria Pública, Ministério Público, Poder Judiciário ou os postos de atendimento da Secretaria com suas receitas serão encaminhados para a comissão, que irá avaliar individualmente cada caso antes de qualquer decisão ou liminar judicial. Se o medicamento prescrito fizer parte da lista de itens com fornecimento gratuito pelo SUS, o paciente será orientado e inserido nos programas de assistência farmacêutica já existentes, evitando assim uma ação judicial sem necessidade. Caso não esteja na lista, os farmacêuticos de comissão indicarão as alternativas terapêuticas existentes no SUS e o médico do paciente deverá fornecer uma nova receita. Na inexistência de outras opções ou se o médico avaliar que a alternativa não é ideal, uma “Solicitação Administrativa” será aberta e analisada também pela comissão, que irá atestar a eficácia do item e a necessidade de incluí-lo na lista do SUS. Todo o processo será acompanhado por representantes dos quatro órgãos envolvidos no “Acessa SUS” por meio de um sistema informatizado onde as instituições poderão monitorar o andamento de cada processo ou solicitação. Como projeto inicial, a farmácia do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Maria Zélia, na zona Leste de São Paulo, receberá o novo fluxo de atendimento em até 60 dias. Posteriormente o “Acessa SUS” será implementado em outras unidades da capital e interior do estado. Atualmente, a pasta cumpre o atendimento de aproximadamente 53 mil determinações judiciais. Desde 2010, a Secretaria foi alvo de cerca de 90 mil ações para entrega de re- David Ewerson Uip, médico infectologista, é secretário de Estado da Saúde de São Paulo médios, materiais e outros itens. “Gastamos, anualmente, R$ 1,2 bilhão com a ‘judicialização’. Nossas equipes já fazem um trabalho rigoroso e estamos agindo para aprimorá-lo. O ‘Acessa SUS’ surge com o objetivo de incentivar o diálogo entre Executivo, Judiciário e demais operadores do Direito, de modo que demandas individualizadas por medicamentos não se sobreponham a políticas públicas já existentes”, afirma o secretário de Estado da Saúde, David Uip. Inserção digital Número de pessoas que têm celular aumenta 147% em dez anos, diz IBGE //O contingente de pessoas com 10 anos de idade ou mais que tinham telefone celular para uso pessoal, em 2015, era de 139,1 milhões, o que corresponde a 78,3% da população do país nessa faixa etária. Em relação a 2005, esse contingente aumentou 147,2% – à época 56 milhões de pessoas tinham celular. Em relação a 2014, o aumento chegou a 1,8%. As informações constam do Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015 divulgado dia 22 de dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Região Centro-Oeste continuou apresentando a maior proporção de pessoas com telefone celular (86,9%), seguida das regiões Sul (82,8%) e Sudeste (82,6%). As regiões Norte e Nordeste registraram os menores percentuais (68,6% e 69,6%, respectivamente). O Distrito Federal é a unidade da federação com maior percentual de pessoas que têm celular: 90,7%. O Maranhão tem o menor percentual: 54,7%. Segundo a pesquisa, 82,8% das pessoas da área urbana têm celular e, na área rural, 52,8%. Por faixa etária, o grupo de pessoas de 25 a 29 anos é o que tem maior acesso ao celular, com 89,8%. Entre 20 e 24 anos, são 89,6% com celular e, entre 30 e 34 anos, 89,4%. Quanto maior a escolaridade, maior o número de pessoas que têm celular – 97% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo tem o dispositivo. Entre aquelas sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo, o percentual cai para 40,5%. O rendimento também tem influência. Entre as pessoas que recebem mais de 10 salários mínimos, 96,4% têm celular. Entre as pessoas que não têm rendimento ou que recebem até um quarto do salário mínimo, o índice fica em 53,9%. Economia IPC-S apresenta variação de 0,24% na terceira semana de dezembro //O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas, apresentou variação de 0,24% na terceira semana de dezembro. A taxa é 0,07 ponto percentual acima da registrada na última divulgação. Em seis das oito classes de despesa pesquisadas houve acréscimo nas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,17% para 0,35%), com destaque para o item refeições em bares e restaurantes, em que a taxa passou de 0,55% para 0,72%. Os outros grupos que registraram aumento nas taxas de variação foram Transportes (0,30% para 0,55%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,61% para 0,63%), Vestuário (0,28% para 0,46%), Despesas Diversas (0,78% para 1,14%) e Comunicação (0,06% para 0,10%). Segundo a FGV, nessas classes de despesa, os itens que merecem destaque são gasolina (-0,30% para 0,76%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,77% para 0,87%), roupas (0,37% para 0,51%), cigarros (1,67% para 2,44%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-0,33% para 0,00%). Em sentido contrário, apresentando decréscimo nas suas taxas de variação, aparecem os grupos Habitação (-0,48% para -0,64%) e Educação, Leitura e Recreação (1,06% para 1,05%), com as maiores contribuições partindo dos itens tarifa de eletricidade residencial (-4,21% para -5,56%) e excursão e tour (1,19% para 0,09%). Socioeconômico A revolta das elites brasileiras contra a redução das desigualdades //por Marcio Pochmann //A receita para a redução da desigualdade no capitalismo industrial pode ser sintetizado por três componentes principais. Especialmente a partir do final da segunda grande Guerra Mundial (1939-1945), os países industrializados convergiram para a constituição (1) do fundo público ampliado assentado na tributação progressiva, (2) do Estado de bem estar social de cobertura universal e (3) da regulação da relação entre o capital e o trabalho concomitantemente com o estabelecimento do pleno emprego. Para a ampliação do fundo público, a concentração da tributação sobre os rendimentos da propriedade (juros, lucros, aluguéis e renda da terra) se destacou, aliviando a arrecadação na base da pirâmide social, especialmente sobre os assalariados. O imposto de renda, de herança e de riqueza foram os principais instrumentos tributários a contribuir não apenas com a ampliação da receita pública, mas com o efeito corretivo sobre os segmentos dos maiores rendimentos na sociedade.

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