RLB 45 - Janeiro de 2017

 

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Revista Leitura de Bordo - Janeiro de 2017

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Ano 8 - nº 45 - Janeiro de 2017 - R$ 6,50

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| Cartas/Expediente | Rollemberg transforma fundo de previdência de servidores em principal política de governo Sempre alegando falta de dinheiro para pagar dívidas com terceirizados, prestadores de serviços e a folha do funcionalismo, o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) decidiu, pela segunda vez, movimentar os recursos do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev) – o equivalente ao INSS dos trabalhadores da iniciativa privada. No ano passado, remanejou R$ 1,2 bilhão, em troca de terrenos da Terracap. Neste ano, sem conhecer o valor de mercado do Banco de Brasília (BRB), o GDF colocou as ações da instituição como moeda de troca para uso do superávit do Iprev, em uma operação que vai render aos cofres públicos cerca de R$ 493 milhões. A grande questão é que, sem um plano claro de arrecadação e desenvolvimento para o Distrito Federal, Rollemberg joga a responsabilidade de governar - e a consequente falta de recursos - nas costas dos servidores e dos serviços públicos. Enquanto isso, a recorrência em utilizar os recursos do Iprev vai se perpetuando e está se tornando uma política de governo - talvez a principal -, escondendo sérios problemas de gestão. Para justificar o avanço sobre o patrimônio dos servidores, o Iprev, - e pagar os próprios servidores - o GDF usa e abusa de táticas que difundem a insegurança entre os servidores. Ameaça parcelar salários; ameaça não pagar o 13º; dá calote em aposentados; atropela leis e descumpre promessas feitas e documentadas por ele mesmo. Os servidores só podem repudiar este tipo de prática e lutar para evitar a dilapidação do Iprev, cujo resultado pode ser o não pagamento de aposentadorias a médio e longo prazos. Vale lembrar que esse problema não atinge apenas o servidor público. Pega em cheio os terceirizados que atuam em órgãos públicos e prestadores de serviços ao GDF, que sofrem com constantes atrasos de pagamentos. O Ministério Público de Contas do DF contestou o remanejamento de recursos do Iprev de 2015 e ainda está analisando o caso de 2016. O Tribunal de Contas da União (TCU) também produziu relatório questionando a operação.

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I Outro olhar I Natureza e encanto na Chapada Imperial www.leituradebordo.com.br | Janeiro 2017 | Leitura de Bordo 3 Ft.: Rogério Lezino

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Índice Destinos & Viagens 05 O risco é que, de tanto bater na O Brasil e o verão da crise tecla “estamos em crise”, as pesso- Now-boarding Sala Vip do Aeroporto JK em alta Trade 08 as acabem esquecendo que crise sempre foi sinônimo de oportunidade, de buscar novos cami- 10 nhos e construir alternativas. São Paulo Expo: espaço consolidado Pautados por esta visão, aqui Fique de olho 14 estamos nós - começando mais Hotel Escape um ano, sempre na busca de Estante 17 construir alternativas. Editora muda identidade visual Com esta edição, estamos co- Must-have Scaners com Wi-Fi 18 meçando nosso Ano VIII e procedemos a mudança da nossa logo - que será usada em todos Fashion 19 os modais de comunicação. Kenner se renova Games Final Fantasy XV É só o começo das mudanças. Te- 21 nha uma boa leitura e que 2017 seja venturoso. Comer & Beber Sucos mistos da Coopeg 22 Alfredo Bessow Editor Revista Leitura de Bordo – Ano VIII - nº 45 – Janeiro de 2017 Publicação da Wosseb C&M, tiragem de 25 mil exemplares – circula nas Salas Vip e Aeroportos, trade turístico, enviada para prefeituras e gestores públicos e distribuição institucional. Edição 45 - janeiro de 2017. A Revista Leitura de Bordo não se responsabiliza pelas opiniões, pontos de vista e argumentos dos artigos assinados e veiculados na Revista. Editora de conteúdo: Sandra Fernandes Editor: Alfredo Bessow Colaboradores: Carlos Vieira, Paulo Antenor, Marcos Alexandre, Débora Costa e Silva, João Fagundes, Tiago Kalkmann, Roberto Kundzendorf Júnior, Sandra Fernandes, Moniky Bittencourt e Isadora Nicastro Produtor: Pedro Ricardo Teichmann Comercial: Wosseb C&M (+55 61 98150 0256) Proj. Gráfico/Diagramação: Bruno Henrique Teichmann Capa: Saco dos Limões - Florianópolis (SC) Fotos: Wosseb C&M E-mail: geral@leituradebordo.com.br Site: www.leituradebordo.com.br Escritório: SEPN 504 - Ed. Marianna - Bl. C – Sl. 201 70730-523 - Brasília / DF) Impressão: Flex Gráfica +55 62 98141 9149 Correspondência: Caixa Postal, 72 | 70351-970 - Brasília-DF 4 Leitura de Bordo | Janeiro 2017 | www.leituradebordo.com.br

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O Brasil e o verão da crise Depois de uma década de crescimento no número de embarques, aeroportos brasileiros sofrem com a perda de cerca de 2 mihões de passageiros só em 2016 No lugar das filas e dos atropelos, os principais aeroportos brasileiros têm corredores vazios, lanchonetes e restaurantes com pouca gente e há sempre táxis e uber sobrando, disputando passageiros. Nem mesmo o fim de ano, período tradicional de alta, foi suficiente para reverter um quadro que desvenda a realidade: o povo sumiu! A situação é tão grave que até mesmo gigantes da economia e que investiram pesado nas concessões de aeroportos durante o Governo Dilma estão recorrendo ao novo governo, pedindo renegocia- ção para o pagamento das parcelas das outorgas – por conta das dificuldades de caixa. Pedem, também, que o governo faça uma nova programação dos investimentos em obras que as concessionárias assumiram fazer. Ainda que a situação seja difícil, levando algu-

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| Destinos & Viagens | mas a situações próximas à insolvência, há otimismo por conta da sensibilidade dos atuais governantes com a situação das empresas. Esta bondade se justifica: em março, dia 16, estão previstos os leilões para a concessão de mais quatro aeroportos à iniciativa privada – Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza. O temor do governo é que a crise atual acabe inviabilizando a iniciativa, razão pela qual mudou as regras, tornando-as mais atrativas para quem fizer investimentos. Inclusive com o fim da obrigatorie- dade da participação da Infraero na gestão dos espaços. São aeroportos de bom potencial, com estruturas obsoletas, arcaicas e que demandarão investimentos pesados - incluindo construção de novos terminais e pistas, alterações nas estruturas e modernização na área de serviços prestados. Só uma ponta A situação dos aeroportos é apenas uma faceta do atual cenário da economia nacional – com a queda nas vendas em geral, por conta do endividamento dos brasileiros, 6 Leitura de Bordo | Janeiro 2017 | www.leituradebordo.com.br sufocados por compras parceladas que acabam se tornando infindáveis. Transformado em patinho feio do modal de transportes, as empresas de ônibus intermunicipais e interestaduais penam com os custos elevados, a má qualidade das rodovias e a limitação de caixa para fazer os investimentos que são necessários. Se os aeroportos enfrentam problemas por conta da diminuição de passageiros, nas rodoviárias há um quadro de desalento. O próprio DAER – Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem do

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RS está tentando criar atrativos e diminuir as exigências para que as menores cidades continuem tendo “estações”, que não conseguem sobreviver financeiramente somente com a taxa que arrecadam pela venda de passagens. Promoção na alta A ausência de turistas, nacionais ou estrangeiros, estes, tem levado redes hoteleiras a ofertar pacotes com descontos que chegam a 70% do preço inicial, tudo para diminuir o caos de um setor que opera com prejuízo. A percepção da crise também está nos restaurantes. Onde antes havia filas esperando atendimento, em praias do Nordeste e do Sul, o desafio de encontrar mesa deixou de ser uma epopeia e se transformou em algo bem menos estressante. Múltiplos fatores Além do endividamento das pessoas, há outros fatores que contribuem para a crise, como a percepção de insegurança e a falta de razões de otimismo no curto prazo. Outra reclamação recorrente diz respeito aos preços nada convidativos com os quais o brasileiro costuma ser recebido em destinos turísticos. | Destinos & Viagens | www.leituradebordo.com.br | Janeiro 2017 | Leitura de Bordo 7

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| Now Boarding | Sala VIP do Aeroporto de Brasília, altamente recomendada pelo Priority Pass Mais de mil salas VIP ao redor do mundo foram avaliadas pelos integrantes do Priority Pass. Este é o segundo prêmio da sala doméstica na categoria América Latina e Caribe. Pelo segundo ano consecutivo a Sala VIP doméstica do Aeroporto de Brasília foi premiada pelo Priority Pass, desta vez na categoria “Altamente Recomendado na América Latina e Caribe”. No ano passado o lounge foi contemplado como a “Melhor Sala VIP da América Latina e Caribe”. O Priority Pass é um programa que oferece acesso a salas VIP em aeroportos do mundo todo. São mais de mil salas VIP em mais de 120 países, e esta é a 12ª edição do prêmio, onde 60 mil membros do programa puderam avaliar os lounges integrantes. Os quesitos avaliados foram a refeição oferecida no local, qualidade do espaço, conforto, ambientação e instalações de negócios. “Receber essa recomendação de um dos programas mais importantes do mundo em qualificação de Salas Vip é uma honra. Fizemos diversas pesquisas para tornar nossa Sala Vip conceituada e em um ambiente estimado pelos nossos clientes”, conta o presidente da Inframerica, Daniel Ketchibachian. A Sala VIP doméstica do Aeroporto de Brasília foi inaugurada em março de 2014 e desde então já recebeu di- versos prêmios, dentre eles o de Melhor Sala VIP do país pela pesquisa de satisfação do passageiro da Secretaria de Aviação Civil (SAC) em 2015. O espaço conta com duchas privativas, business center equipado com computadores HP e MAC de última geração, espaço kids, buffet assiando por chefe de cozinha e com cardápio variado, bar, salas reservadas com home theater, lounges e cabines de TV. A concessionária investiu este ano em mais dois ambientes VIPs. As salas Express Club ficam localizadas nos mezaninos dos Píeres Sul e Norte, perto da maioria dos portões de embarque do terminal aéreo, e os passageiros podem desfrutar da mesma qualidade de serviços da Sala Vip Doméstica, como buffet diversificado, lounges de TV, espaço kids e business center. O acesso às Salas VIP pode ser feito mediante apresentação dos cartões Priority Pass, Asa Club, Lounge Key, Lounge Club, MasterCard Black, Cartão BRB e Diners Club, ou por meio do acesso avulso. Crianças até 3 anos não pagam e até 12 anos pagam meia. 8 Leitura de Bordo | Janeiro 2017 | www.leituradebordo.com.br

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Descubra o Mundo Parceiros sinônimo de negócios US$ 371milhões de negócios gerados em 2016 700 8.500 expositores participantes Reserve seu estandedomundotodo de 50 países wtmlatinamerica.com

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| Trade | São Paulo Expo, destino dos principais eventos do país Para 2017, a agenda do espaço já está repleta de eventos em todos os níveis e setores O São Paulo Expo fechou o ano de 2016 consolidado como a casa dos mais importantes eventos de negócios realizados no Brasil. Trata-se do mais novo centro de exposições, congressos e convenções da América Latina. O equipamento é administrado pela multinacional francesa GL events, responsável pelo investimento de R$ 420 milhões em sua modernização e ampliação. “Os investimentos realizados no Brasil reforçam a confiança do grupo e a disposição de seguir investindo no país”, afirma o presidente da operação brasileira da GL events, Arthur Repsold. “O mercado brasileiro de eventos e turismo de negócios tem grande potencial de crescimento e está entre os mais promissores do mundo”, destaca o executivo. “A cidade de São Paulo precisava ter um centro de convenções de alto padrão para atender as exigências dos clientes.” Um dos aspectos a ser destacado é o conforto que a casa traz aos visitantes. Por essa razão, pode receber pela primeira vez o Salão Internacional do Auto- móvel de São Paulo, em novembro, por onde passaram mais de 700 mil pessoas. Durante o ano, o espaço abrigou, entre outras iniciativas, a Feimec, Expo Alumínio, Festival do Japão, Mega Artesanal, Equipotel, FISP, São Paulo Boat Show e a Adventure Sports Fair. Em dezembro, o local recebeu a Comic Con Experience, voltada ao mundo dos heróis, quadrinhos, cinema e TV, e a Mystic Fair, feira mística e esotérica. Com uma área de cem mil metros quadrados, o espaço diferencia-se por ter um comple- 10 Leitura de Bordo | Janeiro 2017 | www.leituradebordo.com.br

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xo arquitetônico multifuncional, capaz de sediar feiras de negócios e de público, congressos e eventos corporativos nacionais e internacionais, além de eventos culturais, sociais, esportivos e de entretenimento. O projeto do São Paulo Expo consistiu na reforma do pavilhão existente de 40 mil m² e na construção de outros 50 mil m² de área de exposição e mais 10 mil m² de Centro de Convenções, totalizando uma área de 100 mil m². Outra inovação apresentada é o edifício garagem com 5 mil vagas, sendo 4,5 mil cobertas, tornando-se o maior estacionamento coberto do Brasil. O arrojado e imponente projeto arquitetônico é assinado pelo francês Jean-Michel Wilmotte. A área de exposição com 90 mil m2 tem modulações para até oito pavilhões, característica que possibilita a realização de vários eventos simultaneamente. O centro de convenções abriga salas modulares com divisórias acústicas e tem opções de acesso independente ou integrado ao pavilhão. Já o espaço de congressos e convenções, com 10 mil m2, possui 34 salas modulares. Soma-se a todas essas características, que fazem do local a casa ideal para todo tipo de evento, a localização privilegiada: o São Paulo Expo está a apenas dez minutos do aeroporto de Congonhas e próximo à estação Jabaquara do metrô e do rodoanel Mário Covas, tendo acesso rápido aos principais hotéis da região, que oferecem mais de 7.500 apartamentos. Fora do perímetro de restrição municipal de veículos de passeio e de carga, o empreendimento promoveu melhorias em seu acesso viário, implementando quatro novas vias em seu entorno. Para 2017, a agenda do espaço já está repleta. Estão confirmadas a Feicon Batimat, referência para o setor da construção civil na América Latina, a Fispal Tecnologia, a Plástico Brasil, a Automec, a FCE Pharma e a FCE Cosmetique, a Analitica Latin America, a Expomafe e a ABIMAD. | Trade | www.leituradebordo.com.br | Janeiro 2017 | Leitura de Bordo 11

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Negócios seriamente divertidos por Patrícia Estefano Dizem que sou uma pessoa séria. Bem séria. No escritório, se o assunto é levar bronca, parece que o pessoal prefere receber pito da minha sócia. Sussurram que comigo a pegada é outra. Tipo, você sabe, séria. Não sei se concordo. Me olho no espelho e tenho vontade de dar risada. Rir da tal seriedade. Séria, eu? Mas se for bom para os negócios, concordo na hora que sou da máxima e total seriedade. Isso vale normalmente até que a pessoa com quem estou negociando solte a primeira piada. Porque, vamos ser claros, o negócio em que trabalho, no qual investi capital, tempo, energia e amor, é de gargalhar. Pelo menos é isso – gargalhadas - o que a gente mais ouve do lado de fora das salas onde nossos clientes entram para levar susto, pensar muito, perceber sua própria generosidade ou competitividade e testar seus limites estratégicos. Bom, não que os clientes pensem nessas coisas. Eles querem mais é se divertir. E, com um pouco de sorte e outro de competência, podem ainda se vangloriar de serem simplesmente o máximo se conseguem sair das armadilhas que criamos pra eles. Sim, porque nosso negócio é cheio de arapucas. E, acredite, o cliente gosta – e quer repetir a dose sempre que possível. E eu, enquanto isso? Bem, fico do lado de fora. Me divertindo. Acha mesmo que sou tão séria quanto dizem? A verdade é que muitos empreendedores sonham ter um business que seja, fundamentalmente, divertido. Minha sócia e eu pensamos nisso também antes de tomar a decisão de abrir o Escape Hotel. É, nós temos um hotel. E de alta rotatividade: o cliente nunca passa mais que uma hora no apartamento. Está imaginando coisas? Então deixe eu ajudar sua imaginação: jamais um cliente entra sozinho em um dos quartos do nosso hotel. No mínimo três. Regra da casa. Mas a gente tem decência: no máximo sete. Okay, não é um hotel comum, logo se 14 Leitura de Bordo | Janeiro 2017 | www.leituradebordo.com.br

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| Fique de olho | vê. É um hotel de escape. De jogo de fuga. As risadas que a gente ouve às vezes são um tanto altas. Deve ser de nervoso. De vontade de decifrar as armadilhas, enigmas e roteiros malucos que a gente pôs em cada quarto. Deu um trabalho insano criar as histórias dos apartamentos. Um deles é o próprio cenário de filme noir, daqueles densos e bem anos 40, e envolve decifrar um assassinato. Outro tem uma protagonista que costuma arrepiar as meninas (de qualquer idade) e levar os meninos (também de qualquer idade) a disfarçar o nervosismo – eu deveria falar medo? – com gracinhas sem graça. A musa em questão é a Loira do Banheiro. Tem outras tantas histórias. Então tá: a gente pode combinar que, sim, esse é o tipo de negó- cio divertido, nada nada nada sério. Mas espere um pouco. Sabe quanto custa por um hotel em pé? No nosso caso, é um imóvel de mais de 600 metros quadrados primorosamente decorado. Recepção sempre atenta, hall em ordem, apartamentos impecáveis, limpeza no nível de laboratório científico e tudo o mais, isso é só o básico. Por se tratar de games de escape, há ainda a cenografia perfeccionista, as histórias de jogos criadas por roteiristas cinematográficos e, isso é importante, a automação. As salas são como robozões industriais. Lotadas de sensores de todos os tipos, malhas de controladores lógicos, softwares inteligentes que abrem e fecham passagens secretas e outras traquitanas tecnológicas desenvolvidas sob medida. Fora as centrais de controle e, bom, tem muito mais coisa. Isso é investimento. Coisa séria. Dar risada, pra nós, é de extrema serie- www.leituradebordo.com.br | Janeiro 2017 | Leitura de Bordo 15

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