RLB 12 - Setembro e Outubro de 2012

 

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Revista Leitura de Bordo - edição 12

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Cartas/Expediente 2 Leitura de Bordo | Set/Out 2012 | www.leituradebordo.com.br MadMidia

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Editorial www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2012 | Leitura de Bordo 3

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Leia na próxima edição Não há Lisboa sem o fado... Caderno da Copa: o Estádio Nacional de Brasília Um novo espaço: Mundo pet Revista Leitura de Bordo É publicação bimestral da Wosseb C&M e circula nacionalmente nos principais aeroportos e rodoviárias; encaminhada às agências de viagem, hotéis e distribuição institucional. Tiragem: 25 mil exemplares Coord. Editorial: Sandra Fernandes Editor: Alfredo Bessow Comercial: Wosseb C&M (+55 61 8150 0256) Operacional: Roberto Carvalho Projeto Gráfico: MadMídia (+ 55 61 3967 0013) Editoração Eletronica: Wellington Pessoa Capa: Foto de Sandra Bessow na Quinta d’Água no Douro (Porto-Portugal) Fotos: Wosseb C&M E-mail: leituradebordo@gmail.com Site: www.leituradebordo.com.br Escritório: CLSW 303 Bl. A – Ent. 16 – Sl. 109 Setor Sudoeste – 70673-621 – Brasília (DF) 4 Leitura de Bordo | Set/Out 2012 | www.leituradebordo.com.br

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|::Índice::| Na próxima edição Especial de Brasília Menor preço ou melhor preço? Entrevista Rubem Fonseca, presidente da CEB Ponto de Vista Os desafios da Abav e o turismo nacional Nacional Centro de Convenções da Paraíba |4| |6| |7| | 10 | | 12 | Roteiro Testado Feira dos Importados de Brasília | 14 | Roteiro Testado | 16 | Reserve o domingo para visitar SanTelmo, em Buenos Aires Roteiro Testado São João del Rei em Minas Gerais | 18 | Check In Cuidados antes de viajar | 20 | | 21 | Caderno da Copa Grêmio inaugura sua nova casa em dezembro | 25 | Comportamento Os limites entre o certo e o errado de cada um | 32 | Bem Viver As soluções criativas para redimensionar os espaços | 34 | Intercâmbio Opção segura para quem deseja aprender | 36 | Comunicação 1º Seminário de Comunicação Pública do DF | 39 | Especial Alexânia precisa apostar no turismo e no artesanato | 41 | Retratos de Viagem Mande você também as suas fotos | 42 | Humor Sabe aquela do português... pois é! Nos traços e cores do imaginário de Wanberto, a descoberta de que a vida é, sempre, um ato de transcender os limites. Conheça a história na pág. 40 desta edição. No Douro, cuja topografia fascina os olhos e emociona o coração, é, até o fim de outubro, tempo de vindima. Os vinhos estão entre as págs 28 e 31. www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2012 | Leitura de Bordo 5

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Menor preço ou melhor preço? U so, no meu cotidiano, uma frase que aprendi com meu saudoso pai: centavo também é dinheiro. E repasso esta lição aos filhos, enfatizando que o dinheiro jamais pode nos escravizar, mas que ele não aceita abuso. Mas, no curso da vida, fui aprendendo outros conceitos, redefinindo verdades. Quem não terá lido o aforisma de que, via de regra, o barato sai mais caro ou, ainda, que o atalho é a melhor forma de alongar um caminho? Faço este apanhado para falar de uma realidade que muitas vezes nos aflige na hora de viajar, quando somos bombardeados pela propaganda massiva de quem nos promete os menores preços, ofertas mirabolantes e toda sorte de facilidades. Por conta das descendências e manias adquiridas, carrego a fama de murrinhagem, de ser adepto da barganha por descontos e chato na questão da exatidão do troco – entre outros hábitos. Mas, confesso: essa panaceia de “bondades” em lugar de me atrair pela possibilidade de fazer um “bom negócio”, sempre me deixa com os dois pés para trás. E quando se trata de viajar... daí minha preocupação se multiplica por cinco – porque é este, via de regra, o “meu” grupo de viagem. Nada contra os sites e portais que ofereçam desconto, preços mais vantajosos. Mas sou de um “tempo antigo”, onde a relação de confiança com “o” vendedor é mais importante do que alguma vantagem momentânea. Assim, compro carne sempre no mesmo açougue (ainda que não seja o menor preço); remédios na mesma farmácia, tênis na mesma loja. E quando se trata de viajar, então sim que as minhas resistências a certas seduções da modernidade me dão a certeza de que existe, numa relação de compra e venda, algo mais importante do que a economia que se faz somando dois mais seis e meio. Alfredo Bessow* É quando entra uma equação diferente, que parte de outros princípios básicos e que diz respeito à imperiosidade do comprador cliente ter a possibilidade de continuar, no pós venda, a contar com a retaguarda da sua agência, ter um telefone “humano” que o possa auxiliar e não um mísero 0800 que o trata como imbecil – simulando um diálogo que não se completa e que não lhe assessora. Nada contra, mas sempre que me perguntam, que me questionam se eu sei de alguma promoção de sites ou de companhias aéreas, respondo: eu só compro passagem em agência de viagem. Podem me chamar de folgado, de descansado ou mesmo de perdulário. Não me importo em pagar um pouco mais caro – porque esta é das situações na qual o melhor preço é muito mais importante. Sim... quando eu compro uma passagem na agência de viagem da minha confiança, eu sei que estou pagando um preço justo para contar com a assessoria e a consultoria de alguém que é especialista no assunto. E que, por ser profissional, vai fazer de tudo para que eu tenha a melhor viagem pelo melhor preço e nas melhores condições. E não tenho me arrependido de, no caso de viagens, deixar de ser sovina - porque nada paga o valor da tranquilidade advinda da convicção de que aqueles chatos contratempos de última hora dificilmente acontecerão... * jornalista e escritor 6 Leitura de Bordo | Set/Out 2012 | www.leituradebordo.com.br

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Entrevista “A CEB já saiu da UTI” Depois de um ano de gestão, o modo petista de administrar com responsabilidade e zelo pela coisa pública fez a diferença e a empresa, que tinha prejuízo, voltou a dar lucro. Q uando o engenheiro Rubem Fonseca Filho assumiu a CEB em janeiro de 2011 ele se deparou com um quadro desolador. A empresa, responsável pelo fornecimento de energia para os moradores do DF estava sucateada, endividada, com milhões de multas na Anatel, sofrendo com a falta de investimentos nos últimos 12 anos, com um quadro de funcionários desmotivados e totalmente sem crédito na praça. A bem da verdade, a empresa estava sendo “cuidadosamente” dilapidada para prestar um serviço cada vez com menos qualidade e assim justificar os argumentos dos que queriam a sua privatização. O susto foi ainda maior porque Rubem Fonseca Filho já havia assumido a CEB, em janeiro de 1995, no começo do Governo Cristovam, então ainda no PT, quando desenvolveu projetos como o “Clarear e Iluminar”. Na sua gestão, foi dado o início da construção da Usina de Lageado-Tocantins. Na sua passagem anterior pela empresa, a CEB foi escolhida a melhor empresa do País em energia, em 1995, pela revista Exame. Na entrevista, à Leitura de Bordo ele fala do estado no qual recebeu a empresa e conta como fez para que ela saísse de um prejuízo de R$ 32 milhões em 2010 para um lucro de mais de R$ 15 milhões apenas no primeiro trimestre de 2012. Revista Leitura de Bordo - O senhor se assustou com o que viu quando assumiu a presidência da CEB? Rubem Fonseca Filho - Me deparei com uma realidade ainda mais avassaladora do que aquela que nos foi apresentada no período de transição. Em lugar da dívida de R$ 600 milhões, descobrimos que era de R$ 877 milhões. Só em multas junto à Agência Nacional de Energia Elétrica havia R$ 54 milhões. Por conta desta realidade, a empresa não podia fazer financiamentos. Houve uma dilapidação em todos os sentidos e setores, inclusive com Rubem Fonseca Filho, presidente da CEB um Programa de Demissão Voluntária com a generosidade de um governo sueco dos bons tempos – fazendo com que a CEB perdesse a massa crítica de bons quadros profissionais. Revista Leitura de Bordo - A CEB foi levada a este quadro por incompetência ou má-fé? Rubem Fonseca Filho – É difícil até onde vai uma ação deliberada e onde começa uma gestão fraudulenta. Foi uma soma de fatores que tinha o objetivo claro de desgastá-la junto aos consumidores e, desta forma, inclusive com a ação de meios de comunicação que tinham interesse em se associar a grupos que queriam se adonar da empresa, tornar em clamor popular a sua privatização. Durante muito tempo, muitas obras foram feitas pela CEB e o GDF simplesmente não pagou. Só para se ter uma ideia desta situação: os órgãos do GDF simplesmente não pagavam o consumo mensal... Revista Leitura de Bordo – Como foi iniciada a “nova fase”? Rubem Fonseca Filho – Começamos cortando na própria carne, diminuindo cargos comissionados, acabando com as horas-extras, a prática do so- www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2012 | Leitura de Bordo 7

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Entrevista breaviso, reduzimos o número de diretores e estamos implantando o ponto eletrônico. Havia 140 contratos em andamento e todos eles foram analisados, uma parte deles rescindidos, outros revisados com reduções drásticas de seu valores e uma pequena parcela foi mantida de modo inalterado. Mudamos a sistemática de compras, implicando em economia de mais de R$ 10 milhões só em compras de 300 mil lâmpadas (66% mais baratas); medidores de energia (menos 49% em relação aos preços de 2010); postes (com redução de 52% nos valores pagos). Todas estas ações fizeram com que a CEB, que tinha tido prejuízo de R$ 32 milhões em 2010, fechasse 2011 com um balanço limpo, sem ressalvas e prejuízo de R$ 3 milhões. Revista Leitura de Bordo – E como estava o nome da CEB na praça? Rubem Fonseca Filho – A empresa estava pagando fornecedores e empreiteiros com 90 e até 120 dias de atraso. É claro que este tempo de espera acaba onerando o serviço, porque a CEB estava sendo financiada por quem a quem ela devia. Hoje estamos conseguindo pagar rigorosamente tudo em dia e isto também ajuda na hora de negociar contratos. Revista Leitura de Bordo – Tem gente que acha que a energia fornecida pela CEB é cara... Rubem Fonseca Filho – Nós temos a terceira energia mais barata do País. Se alguém for morar ou 8 Leitura de Bordo | Set/Out 2012 | www.leituradebordo.com.br montar uma empresa em Minas Gerais, por exemplo, vai pagar 30% a mais pela energia. Esta é uma questão que muitas vezes não é revelada. Revista Leitura de Bordo – A CEB fez um programa de investimentos, de melhorias – mudou a gestão... enfim, muitas ações. Quando a população vai efetivamente sentir a melhoria? Rubem Fonseca Filho – É uma soma de fatores, mas a melhoria está sendo gradual. Não existe mágica para recuperar o tempo perdido. Até o fim do ano estaremos inaugurando novas subestações, linhas de transmissão que irão beneficiar a sociedade com uma energia de melhor qualidade. Eu tenho convicção de que em 2014, em face de um plano de investimento de R$ 540 milhões ao longo dos quatro anos do governo Agnelo/PT, já teremos a clara percepção da mudança da qualidade da energia fornecida para o consumidor brasiliense – por conta de todas estas ações que estamos implementando desde janeiro de 2011. Revista Leitura de Bordo – Por que às vezes demora tanto tempo para o restabelecimento de energia? Rubem Fonseca Filho – Para melhorar o atendimento, compramos 26 novos caminhões e outros seis estão para chegar. Estamos reforçando o setor de manutenção e operação. Mas existem fatores que muitas vezes não são levados em conta. Em primeiro lugar, o sistema foi abandonado, é velho e, em certo sentido, obsoleto. Hoje, nossas subestações funcionam acima do limite, com até 120% da capacidade. Em termos de restabelecimento do fornecimento de energia, o grande problema é o trânsito – cada vez mais pesado no DF. Já pedimos para que a Secretaria de Segurança Pública autorize que nossos caminhões de serviço usem sirene. Estamos gestionando junto à Secretaria de Transportes uma autorização para que os nossos veículos de serviço trafeguem na pista exclusiva de ônibus. Revista Leitura de Bordo – E como está a questão das multas aplicadas pela Aneel? Rubem Fonseca Filho – No começo de 2011, tínhamos R$ 57 milhões em multas. Já quitamos R$ 17 milhões. Estamos pagando mais R$ 12 milhões parcelados. Estamos pleiteando que os R$ 31 milhões restantes de multas sejam destinados, pela Aneel, para investimento no sistema. Nossa proposta, já em análise, consiste em executar, em contrapartida, investimentos de R$ 60 milhões em

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Entrevista obras para melhoria da qualidade e confiabilidade dos conjuntos elétricos das subestações de Ceilândia Sul e Ceilândia Norte. Revista Leitura de Bordo – Em sua primeira passagem pela CEB, você lançou o “Clarear e Iluminar”. O que a CEB está fazendo de inovador neste momento? Rubem Fonseca Filho – No final de 2011, lançamos o “Programa Cidadania com Energia” e com isso reforçamos a nossa imagem de empresa comprometida socialmente com as camadas mais necessitadas do DF. O programa foi concebido para beneficiar comunidades de baixa renda que vivem na escuridão e combater os diversos tipos de violência a que estão sujeitas. Assim, a população recebe energia de qualidade, sem riscos, e produtos eficientes energeticamente. Já distribuímos 8.100 geladeiras e 370 mil lâmpadas fluorescentes, obtendo uma economia de 23.810 MWh/ano de energia. Revista Leitura de Bordo – E as perspectivas para 2013, na Copa das Confederações, e em 2014, Copa do Mundo? Vai faltar luz de qualidade para estes eventos? Rubem Fonseca Filho – A população do DF, os turistas e os promotores podem ter uma certeza: tanto a Copa das Confederações quanto a Copa do Mudo serão realizadas, ao menos aqui no DF, com total segurança energética. O Estádio nacional de Brasília terá uma energia de alta qualidade e confiabilidade. Nós estamos investindo R$ 54 milhões na subestação do Estádio, que é moderna, compacta e está sendo construída na Coreia – mas as chamadas obras civis já estão em andamento. Ela será disponibilizada em maio do ano que vem. Mas é importante ressaltar: com essa nova subestação, todo sistema central da Capital do País, que compreende o Plano Piloto, será fortalecido, será beneficiado. www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2012 | Leitura de Bordo 9

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Os desafios da ABAV e o turismo nacional O turismo no Brasil está em constante crescimento em todos os lados. Seja nos desembarques domésticos, nos voos internacionais e nos âmbitos de lazer e negócios. Oturismo no Brasil está em constante crescimento em todos os lados. Seja nos desembarques domésticos, nos voos internacionais e nos âmbitos de lazer e negócios. Uma pesquisa divulgada recentemente pela IBOPE Nielsen, revela que as viagens estão no topo da lista dos produtos e serviços com os quais os brasileiros mais gastaram dinheiro nos últimos três meses. Isso nunca aconteceu na história do país. Outros dados atuais mostram que o turismo no Brasil impacta 58 áreas da economia e evolui acima da média nacional. Enquanto o setor cresce 13% ao ano, o Brasil cresce em média 4%. Consequentemente, o turismo também possui um poder social, pois se consolida como um dos principais segmentos que impulsionam a criação de empregos diretos e indiretos do país. Neste cenário de evoluções, o reconhecimento profissional dos agentes de viagens, principal rede de distribuição dos produtos turísticos, se impõe perante as autoridades e o mercado em razão da crescente importância dos serviços de consultoria que eles prestam aos clientes. Além disso, a fase de transição das agências que, sob a ótica do consumidor, tem exigido mais multiplicidade das ofertas e das informações, coloca a Associação Brasileira de Agências de Viagens – ABAV Nacional na função-chave nos processos de autorregulamentação, contribuindo com a qualificação e com a valoração das nossas atividades. Vale ressaltar Antonio João Monteiro de Azevedo que esses processos não estão em andamento por mero desejo e, sim, por acreditarmos que o know-how das agências associadas ganha renovada importância perante as exigências dos consumidores, que não são supridas em atendimentos online, em sites de compra coletiva ou portais de vendas de passagens avulsas. Diante da situação positiva do mercado para as agências, fica clara a nossa posição de oferecer qualificação à classe, de preferência abrangendo os empresários do setor e seus respectivos colaboradores, meta que está incluída nos vetores estratégicos da nova diretoria da ABAV. O incentivo da qualificação também pode ser justificado pelo interesse das classes menos favorecidas em realizar viagens, que, estatisticamente, já têm aumentado a demanda pela procura de agências.Ao mesmo tempo em que esse nicho se desenvolve, o mercado de turis- Ft.: Divulgação/Abav 10 Leitura de Bordo | Set/Out 2012 | www.leituradebordo.com.br

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Ponto de Vista mo também se adequa para oferecer os melhores serviços. A partir disso, nasce outro interesse da nossa entidade em viabilizar pesquisas de mercado para entender melhor o consumidor, independente de ser classe A, B ou C. Copa e Olimpíadas – A aproximação da Copa do Mundo, em 2014, e da Olimpíada, em 2016, atrairá novos investimentos privados para o setor no Brasil, já em 2012. No que diz respeito ao setor público, do mesmo modo, pesquisas de mercado estimam que o Projeto de Lei Orçamentária Anual do Turismo receberá 38,8% a mais de verba em relação ao orçamento de 2011. Neste cenário, a tendência é de crescimento, embora moderado se comparado ao ano anterior. Em relação à nossa atividade, especificamente, a prioridade é dar continuidade às ações de capacitação e qualificação das agências de viagens associadas ABAV, com foco na excelência dos serviços prestados ao consumidor, através do Instituto de Capacitação e Certificação da ABAV – ICCABAV. Antonio João Monteiro de Azevedo – Presidente da ABAV, Associação Brasileira de Agências de Viagens Fts.: Kiko Neto www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2012 | Leitura de Bordo 11

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Nacional Centro de Convenções da Paraíba é um dos mais modernos do País Projeção de como ficará o centro de convenções F eito para suportar eventos de grande porte, é ideal para feiras, seminários e congressos, e terá a missão de colocar o Estado no roteiro do turismo de evento, uma das modalidades que mais cresce nesse setor, capaz de gerar ocupação hoteleira durante o ano inteiro. O Centro de Convenções – cuja primeira etapa foi inaugurada no fim de agosto pelo governador Ricardo Coutinho - vai ser composto por quatro edificações: o mirante, o salão de exposições, o centro de congressos e o teatro. O complexo está sendo erguido às margens da rodovia PB-008, em Jacarapé, onde fica o Pólo Turístico. O equipamento tem três estacionamentos com capacidade para mais de mil veículos, com vagas exclusivas para ônibus e pessoas com necessidades especiais. O mirante, que está sendo concluído, ficará sobre uma torre de 55 metros de altura, o equivalente a um prédio de 17 andares. O investimento no Centro de Convenções de João Pessoa chega a R$ 170 milhões, dos quais R$ 89 milhões já foram gastos, sendo R$ 65,5 milhões do Governo do Estado e R$ 23,5 milhões do Governo Federal. Pelo cronograma, a segunda parte da obra será concluída em junho de 2013. Arquitetura O novo Centro de Convenções de João Pessoa é a mais importante obra de infraestrutura turística até então já empreendida na Paraíba. O novo equipamento foi projetado em um terreno com área de 342mil m², numa reserva legal, e terá área construída equivalente a 26 campos de futebol. “Ele vai ser um dos mais modernos e belos do país, além de ter ótima localização. Seu projeto arquitetônico é moderníssimo”, avalia a presidente da PBTur, Ruth Avelino. A ideia é “vender” o espaço para eventos a partir de 2013 - mostrando o empreendimento junto com as ações de divulgação turística do estado em feiras, congressos e outros eventos. Repercussão Segundo José Inácio Júnior, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, secção Paraíba (ABIH-PB), o primeiro efeito da obra é o crescimento da oferta de hospedagem, com o surgimento de novos hotéis. Afora os quase 9,5 mil leitos ofertados atualmente, a cidade se programa para receber mais três grandes hotéis na orla marítima: Atlântico Praia Hotel, Laguna Praia Hotel e Sapucaia Mar Hotel, que estão em construção nas praias de Tambaú e Cabo Branco. 12 Leitura de Bordo | Set/Out 2012 | www.leituradebordo.com.br

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Nacional Fts.: Divulgação Primeira etapa das obras do centro de convenções foi inaugurada em agosto “O Centro de Convenções será importante para o segmento turístico porque vai possibilitar uma ocupação hoteleira permanente, durante todo o ano, e não mais sazonal, como vem ocorrendo”, enfatiza o dirigente da ABIH-PB. A presidente do Convention Bureau de João Pessoa, Elízia Lopes, prevê o aquecimento de inú- meras atividades no segmento turístico, assim como da economia como um todo, que se tornará mais dinâmica. “O Centro de Convenções vai atrair novas empresas do mercado de eventos para a Paraíba, e a rede hoteleira terá que se adequar a esse novo turista, que gasta mais e é mais exigente com os serviços”, observa a executiva. www.debrasilia.com.br Informação com opinião www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2012 | Leitura de Bordo 13

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Roteiro Testado Feira dos Importados, o maior centro de compras de Brasília T ido como um dos maiores centros de compras da região Centro-Oeste, a Feira dos Importados de Brasília completou em julho 15 anos e tem uma bela história de luta e superação, de quem sempre acreditou que era possível transformar, com trabalho, o sonho em realidade... O desafio agora é redimensionar a Feira, adequando-a aos novos desafios e perspectivas, decorrentes dos eventos que serão realizados no Brasil e que também terão etapas no DF. Para isso, será preciso romper alguns paradigmas e, assim, o potencial econômico do local. Ciente desta situação, a nova diretoria da Cooperfim-Cooperativa da Feira dos Importados está adotando uma série de ações que objetivam facilitar a vida dos visitantes. Entre as prioridades, a construção de uma baia para ônibus de turismo – embarque e desembarque – na parte da frente. Para quem vier da carro, está sendo ampliado o estacionamento pago e a diretoria está buscando, junto à Conab, a liberação de uma saída em terreno que já foi comprado da Ceasa. Com a saída “por outro lado”, haverá mais rapidez na hora de sair – além do aumento de vagas. A alternativa servirá enquanto a diretoria analisa propostas para construção do edifício garagem, que deverá ser erguido em área que está sendo paga e não utilizada. Potencializar os espaços com o objetivo de facilitar a vida dos clientes é, diga-se de passagem, um dos objetivos da diretoria comandada por Bebeto Damião. “Nós queremos também atuar na qualificação dos feirantes, para que eles entendam que tratar bem o cliente é o único caminho para melhorar as vendas”, discorre Bebeto, presidente da Cooperfim. Pode parecer estranho, mas este é um dos maiores desafios a serem enfrentados. “Infelizmente falta uma visão mais empresarial em muitos feirantes, que estão interessados apenas no seu negócio, esquecendo que o fortalecimento da Feira trará benefícios para todos”, destaca ele. Diversidade Na Feira dos Importados o visitante se depara com alternati- 14 Leitura de Bordo | Set/Out 2012 | www.leituradebordo.com.br

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Roteiro Testado vas que vão de vinhos finos, passando por cristais, roupas, calçados, esportes, produtos de times, informática, objetos para casa e decoração, além de equipamentos e jogos ele- trônicos, computadores e tudo mais que puder ser imaginado. “A nossa preocupação é no sentido de incentivar que todo feirante trabalhem dentro da legalidade, regularizando sua situação junto aos órgãos do governo, tendo cuidado com a procedência dos produtos comercializados”, enfatiza Bebeto. A Feira dos Importados tem em torno de duas mil bancas e quiosques, em terreno que pertence à Cooperfim – comprado através de licitação realizada pela Terracap, devidamente homologada pelo Tribunal de Contas-DF, tendo já pago 38 de 120 parcelas. Cooperativismo A Cooperfim tem hoje 1.115 cooperados registrados na Junta Comercial de Brasília e uma das ações, segundo Edilson Souza Neves, diretor Comercial, é de trazer os cerca de 300 feirantes que ainda não formalizaram a adesão - num processo de educação e de convencimento. “A força do cooperativismo está na junção dos esforços de todos por um bem comum. Todos que se cooperaram, têm os mesmos direitos, sendo que não há nenhum privilégio para quem tem mais tempo de filiação”, enfatiza Edilson. Serviço: Feira dos Importados de Brasília SIA – Trecho 7 – ao lado da CeasaDF Na Feira dos Importados você encontra de tudo... www.leituradebordo.com.br | Set/Out 2012 | Leitura de Bordo 15

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