Jornal Eco da Tradição Fevereiro de 2017

 

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Jornal Eco da Tradição Fevereiro de 2017 186

Popular Pages


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EVENTOS OFICIAIS ‘ MTG realiza 30º Seminário de Prendas em São José do Ouro Página 03 Foto: Rogério Bastos ECO DA TRADIÇÃO - ANO XV - Nº 186 - FEVEREIRO DE 2017 50 anos 1966 - 2016 CHARLA CAMPEIRA ECO ENTREVISTA Paixão Côrtes desafia: “Tu Bicampeão de violino do Enart e conheces o Bitango?” a Blogueira do Cantinho Gaúcho Página 19 Foto: Rogério Bastos Página 16 Foto: Arquivo pessoal Luise Morais, 2ª Prenda do Rio Grande do Sul, será a anfitriã Em evento que foi Patrono, Paixão mostrou o que é o Bitango Matheus Lameira e Caroline Bouvie são destaques este mês EDITORIAL DO PRESIDENTE Questionamentos e mudanças: é apenas o começo Página 02 POSSES DAS COORDENADORIAS Conheça o perfil dos Coordenadores que assumem Páginas 08 e 09 SUPERAÇÃO Entidades da Serra driblam a crise com criatividade Página 17 Congresso reafirma valores e faz reflexão sobre o tradicionalismo organizado Foto: Rogério Bastos/Bastos Produções

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2 Ano XV - Edição 186 Fevereiro de 2017 EDITORIAL Nairioli Callegaro - Presidente OPINIÃO Por: Elomir Malta Conselheiro da Junta Fiscal do MTG Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email para sugestão de pautas: conselhoeditorialeco@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com Contato: 51. 3223-5194 EXPEDIENTE: SUPERVISÃO E DIREÇÃO: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Elenir Winck, Sandra Veroneze e Nilton Otton JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) COLABORAÇÃO: Manoela Carvalho Andressa Motter IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade Fevereiro Valor Plena Parcial Especial Estudantis R$ 1.121,36 R$ 962,16 R$ 590,68 R$ 166,14 40% do valor retorna às RTs. MTG: PRESIDENTE: Nairioli Antunes Callegaro VICE-PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Elenir Fátima Dill Winck VICE-PRESIDENTE DE CULTURA: Anijane dos Santos Varela VICE-PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE-PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE-PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal Questionamentos e mudanças: é apenas o começo Saímos do 65º Congresso Tradicionalista de Bento Gonçalves com algumas certezas e muitas dúvidas. As convicções ali formadas e reforçadas indicam uma direção que já vínhamos apontando durante o ano de 2016. Nada aconteceu por um acaso divino, mas sim como resultado de um trabalho capaz de despertar em todos os setores do Movimento a disponibilidade para questionar muitas situações estabelecidas e construídas há anos – situações estas que tolhem mudanças e ajustes necessários para melhorar o processo em torno do bem da coletividade. Por um instante tivemos a sensação de que saímos de um dos melhores congressos dos últimos anos, pois tivemos debates e participação de setores do Movimento que nunca estiveram em evento similar. Acredito que isto sinaliza quão grande foi o período que passamos sem exercitar verdadeiros debates, sem a possibilidade de efetivamente construir novos caminhos, novas alternativas. Isto nos leva ao diagnóstico de que precisamos urgentemente aprofundarmos várias questões com o objetivo de encontrarmos as soluções e minimizar os problemas enraizados. Todo o sistema mantido ao longo de muitos anos, por consequência, leva a alguma acomodação, com facilidades para alguns e dificuldades para outros. É neste contexto que entra o MTG com a condição de remodelar este sistema, encontrar um novo formato que permita novos horizontes. É natural que neste cenário surjam dúvidas. De que forma podemos romper com alguns modelos existentes e estabelecer um novo formato mais coletivo e que seja contemplativo a todos? Voltar ao passado e fazer como fizemos no iní- cio jamais conseguiremos. Devemos ter a clareza e a capacidade de absorver as movimentações sociais e os anseios de uma sociedade que quer conhecer verdadeiramente a essência e os objetivos que norteiam o Movimento Tradicionalista Gaúcho. O momento é o mais adequado para que possamos iniciar estas mudanças, que eu chamaria de adequações a uma nova realidade social que vivemos. A sociedade está se reformulando, buscando um ponto de equilíbrio e tentando refazer uma estrutura esfacelada. Enganam-se aqueles que acreditam que o Movimento encontra-se desarticulado, aqueles que apostam em divisão, que apostam em falta de unidade e união. Alguns setores externos pensam desta forma, pequenos grupos imaginam esta situação, procuram desestabilizar, confundir interesses pessoais com projetos coletivos. Mas a verdade é que vivemos um momento de extrema importância, um momento de uma retomada de consciência onde todos perceberam a necessidade de realinharmos nossa caminhada. Todos os setores do Movimento, em todas as suas camadas, estão unidos e voltados a edificarmos esta nova obra. Vamos tirar muitos de sua zona de conforto, vamos desarticular interesses de pequenos grupos que circulam como satélites sem brilho à nossa volta. Temos a convicção que a verdadeira sociedade tradicionalista busca unidade e está forte neste realinhamento. Este é nosso grande propósito, sem medo, sem receios, sabendo que é difícil, mas convictos de que podemos e devemos fazer. Este é O momento, esta é a hora. Vamos juntos fazer esta grande retomada das rédeas do Movimento. Força e luz a todos. Crianças Índigo & Cristal Estudos astronômicos dos mais relevantes constataram que o sistema solar realiza um grande périplo em volta de Alcione, estrela de 3ª grandeza da constelação das Plêiades. A constelação das Plêiades é constituída de sete estrelas, das quais Alcione é a mais brilhante. A força de atração de Alcione é o sistema solar, que a cada 12 mil anos adentra-se em uma faixa que a circunda. Na medida que o sistema solar foi se adentrando na faixa de fótons de Alcione houve uma migração de espíritos daquela estrela rumo ao planeta terrestre. Por volta de 1979, quando a Terra começou a mergulhar em um faixa de luminescência especifica, espíritos de alta estirpe, encarregados de dar à Terra a Era do Espírito Imortal - a NOVA ERA, como escreveu Allan Kardec a mudança de um mundo de provas e expiação para um mundo de regeneração que, quanto mais adentra ao ano de 2000, mais se concretiza. Os espíritos que vieram de outra dimensão e são rebeldes, que permanecem na terra criando dificuldades e embaraços ao progresso, obstinados no mal, terão que emigrar do planeta em direção de pousos. Sem saber destes fatos, a partir de 1972, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos, estudiosos do comportamento humano, começaram a observar certa mudança na estrutura sócio pedagógica da vida infantil. Começaram a se dar conta de que as crianças deste último período,correspondente a 20 ou 30 anos, apresentavam síndromes estranhas, personalidades especiais, de certa forma de rebeldia, comportamento estranho não adaptado ao “habitat” convencional. Depois de largos estudos, estas crianças foram classificadas como portadoras do TDA = Transtorno do Déficit de Atenção e TDAH = Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Crianças ÍNDIGOS são classificadas em quatro tipos especiais. Fazem parte de um grupo denominado como HUMANISTAS. Se forem bem educadas, se receberem uma educação consentânea no estágio de evolução com disciplina, elas serão futuros advogados, diplomatas, terão facilidade de lidar com os relacionamentos internacionais, terão uma acuidade especial para as problemáticas da justiça e da lei, porque têm interiormente o critério do que é justo em benefício da sociedade futura. Os ÍNDIGOS vêm para ajudar a nossa organização neura emocionais, para que os espíritos CRISTAIS, aqueles missionários, encontrem em nós as respostas orgânicas para desempenharem as tarefas do mundo melhor. Segundo grupo: Crianças Índigo ARTISTAS - São crianças de sensibilidade que ao se dedicar à arte serão esplendorosas. Na fase infantil serão inquietos, sem definir exatamente o que querem. Contrariadas, recalcadas, criam conflitos. Terceiro grupo: Crianças Índigo CONCEPTUAIS - São aquelas crianças que têm uma capacidade imensa de penetrar no mecanismo das coisas. São as que se tornarão engenheiros, construtores com a visão do futuro; que irão revolucionar na construção de um mundo melhor e muito mais feliz. Quarto grupo: Crianças Índigo INTERDIMENSIONAL São crianças com clarividência. Podem trazer lembranças que brotam de seu inconsciente profundo ao nos dizer – “eu não sou daqui”. Terão reminiscência de paisagens que não são nossas, porque vieram do sistema de ALCIONE, da grande estrela da constelação das Plêiades. Nós, pais de crianças ÍNDIGOS, avós de crianças CRISTAIS devemos entender o caráter e a personalidade de cada um, contribuindo com ensinamentos de tudo que for melhor para nossa Mãe Terra, e para o crescimento com Paz e Harmonia de toda a HUMANIDADE, plantando a única semente que nos trará a melhor das colheitas: O AMOR!

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Ano XV - Edição 186 EVENTOS Fevereiro de 2017 3 FECARS, Seminário Campeiro e Seminário de Prendas movimentam o início de 2017 Programação FECARS 16/03/2017 - Quinta-Feira 09h - Recepção e credenciamento das delegações 14h - Recepção da Chama Crioula no Parque 14h30min - Laço Peão Farroupilha - Laço Narrador - Laço Conselheiro MTG - Laço Executivo Municipal (Exclusivo a Prefeitos, Vice Prefeitos) - Taça Sicredi 20h - Reunião da Diretoria Campeira com responsáveis pelas RTs 17/03/2017 - Sexta-Feira 07h30min - Abertura e apresentação das delegações - Homenagem 09h30min - Início das provas Campeiras na seguinte ordem: - Laço Vaqueano – 3 armadas - Laço Veterano - 3 armadas - Laço Patrão – 3 armadas - Laço Capataz – 3 armadas - Laço Pai e Filho – 3 armadas - Laço Irmãos – 3 armadas - Laço Guri/Guria – 3 armadas - Laço Piá/Menina – 3 armadas - Laço Prenda – 3 armadas - Laço Geração em Trio – 3 armadas - Laço Coordenador Regional – 3 armadas - Laço Diretor Campeiro Regional – 3 armadas - Laço Seleção (10 participantes) – 2 armadas - Chasque - Gineteada 18/03/2017 - Sábado 07h30min – Continuação das provas de laço conforme ordem: - Laço Vaqueano – 2 armadas - Laço Veterano - 2 armadas - Laço Patrão – 2 armadas - Laço Capataz – 2 armadas - Laço Pai e Filho – 2 armadas - Laço Irmãos – 2 armadas - Laço Guri/Guria – 2 armadas - Laço Piá/Menina – 2 armadas - Laço Prenda – 2 armadas - Laço Geração em Trio - 2 armadas - Laço Coordenador Regional – 2 armadas/desempate - Laço Diretor Campeiro Regional – 2 armadas/desempate - Laço Seleção (10 participantes) – 2 armadas - Primeira eliminatória de todas as individuais (Vaqueano, Veterano, Patrão e Capataz) - Prova de Rédea - Fin al da Gineteada 10h - Vaca Parada: Bonequinha - Prendinha 14h - Vaca Parada: Piazinho - Piazito 19/03/2017 - Domingo 07h30min - Continuação das provas Campeiras, na ordem: - Final de todas as duplas - Final Laço Geração em Trio - Laço Seleção Equipe - 10 participantes (1 armada) - Prova Braço de Diamante - vencedores das FECARS anteriores - Individual de Equipes - Prova Braço de Ouro da 29ª FECARS 09h - Laço Vaca Parada (finais) 19h - Solenidade de Encerramento e entrega dos troféus: Cyro Dutra Ferreira e Alfredo José dosSantos (Rotativo) Observações: - Programação do Evento Sujeita a Alterações; - Nas finais de laço, poderá haver redução de cancha conforme regulamento; - Obrigatória a apresentação de GTA na entrada do parque. 18º Seminário de Cultura Campeira DATA: 18/03/2017 (sábado) - TEMA: “Tropeirismo”. Local: FECARS - Pavilhão da Artística 8h - Recepção e confirmação de inscrições 8h30min - Abertura oficial 9h - Palestra: Tropas, Tropeiros e Tropeirismo - Contribuição para a formação da identidade Sul-rio-grandense Palestrantes: Valter Fraga Nunes e Marco Aurélio Angeli. 10h30min - Oficinas práticas: Demonstração de um pouso tropeiro e arreamento de um cargueiro. - Oficineiros: Marco Aurélio Angeli, Paulo Assis Castilhos dos Santos, Simone Grings, Moacir Gomes dos Santos e Valter Fraga Nunes. 12h30min - Encerramento Obs: - Inscrições pela internet junto ao site do MTG até 10 de março. Os certificados de prendas e peões serão entregues posteriormente. ** Não haverá inscrições no local. 30º Seminário de Estadual de Prendas DATA: 04 de março de 2017 (sábado) TEMA: “A JUVENTUDE TRADICIONALISTA CANTA SEUS ÍCONES” Local: CTG Piquete da Querência – São José do Ouro/RS - 29ª RT Endereço: Avenida Antônio Finco, 421 7h30min – Café da manhã, recepção e confirmação de inscrições 9h - Abertura oficial 9h30min - Teatro – “No Galpão” 10h15min - Palestra: História da Música Gaúcha - Palestrante: Vinicius Brum 12h - Intervalo para o almoço 14h - Mesa redonda com diversos convidados. 15h - Atividades Culturais 17h30min – Encerramento do evento Obs: - Inscrições pela internet junto ao site do MTG até 25 de fevereiro impreterivelmente - Os certificados de prendas e peões serão entregues posteriormente. - Não haverá inscrições no local. As inscrições poderão ser realizadas através do link: http://mtg.org.br/eventos/579

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4 Ano XV - Edição 186 Fevereiro de 2017 PROSEANDO COM TENÊNCIA Por Rogério Bastos CASOS & ACASOS Preparação para a próxima década Pelos cálculos deixados por Barbosa Lessa estamos em pleno andamento para a construção de um novo “ismo”, iniciado por volta de 2009/2010. Segundo especialistas (e aqui, cito Dado Schneider) a nova década se aproxima e, nenhuma das gerações está preparada para ela. Os mais velhos, que ele caracteriza como ‘imigrantes digitais’ estão com uma defasagem digital difícil de recuperar e tem dificuldades de acompanhar essa corrida tecnológica. Já os mais jovens (geração dos nativos digitais), autossuficientes não fazem questão de pedir ajuda aos mais experientes. Segundo Schneider, as organizações, ou instituições que conseguirem aproximar as gerações liderarão. E aqueles que conseguirem se aproximar da outra geração vencerão. Acredito que a melhor das características, expressa até mesmo no hino, escrito por Lessa, já diz que é a convivência entre gerações (Coisa linda é se ver gerações/ Convivendo na santa paz). Neste quesito o tradicionalismo está muito bem preparado. Dicas para os departamentos (Invernadas) Desde o mês de setembro publicamos, na página 20 do Eco, dicas para organizar os departamentos das entidades. Invernada Cultural, Artística, Campeira, Esportiva, Comunicação, Social e, por fim, o cerimonial e protocolo dos eventos, no mês de janeiro. Pequenas dicas que podem contribuir para um melhor desempenho nas entidades. Mas lembre-se: De nada adianta se a escolha do diretor, o posteiro da invernada, não for adequada à função. Voluntariado – Tema quinquenal Pós-graduado em administração no terceiro setor, no ano de 2002, fui incentivado pelo então presidente do MTG, Manoelito Savaris, pois 2001 celebramos o ‘ano internacional do voluntariado’, instituído pela ONU como objetivo de estimular a ação solidária voluntária e, por que, na época eu dirigia a FCG, que é uma entidade do terceiro setor (1º - Estado; 2º - Setor produtivo, gerador de riquezas e o 3º sociedade civil organizada). Voluntariado é uma ação com sentido, valiosa, guiada pela ética, consegue atingir os objetivos. A ação voluntária é espontânea – mas não basta ter vontade; apesar de esta ser uma condição necessária, é insuficiente. É necessário preparação, formação, planejamento e coordenação das ações. O tradicionalismo gaúcho é um campo vasto para se promover o voluntariado, afinal, é formado por pessoas de diversas gerações, que trabalham juntas e buscam por uma sociedade melhor para se viver. Voluntariar é, acima de tudo, uma atitude em favor de si próprio. Promover o voluntariado junto aos jovens faz com que estes adquiram aptidões técnicas e de preparação para a vida ativa. Existem indícios de que a pessoa que começa a servir como voluntária desde a tenra idade continuará a fazê-lo ao longo de sua vida. (José Meister) Palestras Voluntárias Após ter chegado, em 2015, ao expressivo número de 500 palestras, no ano de 2016, mais 88, começamos 2017 palestrando em Lagoa Vermelha, no III Encontro Internacional da Tradição Gaúcha. Até o mês de abril já estão programadas mais 12. É um trabalho voluntário que realizamos há muitos anos, no qual nos preparamos, ensaiamos e treinamos para levar sugestões de solução para os problemas encontrados por quem nos convida. Três palestras estão programadas para o Mato Grosso do Sul, uma no Paraná, uma na Bahia e outra em Santa Catarina. As sugestões de temas vocês encontram no site: www.rogeriobastos.com.br MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Calendário do MTG - 2017 DATA 18 4 4 6 7 16 a 19 18 06 a 09 14 a 16 25 6 6 13 25 a 27 24 24 10 24 24 1 25 29 EVENTO FEVEREIRO DE 2017 2ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS, DIRETORES CAMPEIROS, CULTURAIS, ESPORTIVOS, ARTÍSTICOS, CONSELHO DE ÉTICA E JURÍDICO MARÇO DE 2017 SEMINÁRIO DE PRENDAS 2ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR PRAZO FINAL INSCRIÇÕES FECARS PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 29º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE ESTADUAL 28ª FESTA CAMPEIRA DO RIO GRANDE DO SUL SEMINÁRIO DA CULTURA CAMPEIRA ABRIL DE 2017 29º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE ESTADUAL FERIADO DE PÁSCOA PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 46ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS FASE ESTADUAL MAIO DE 2017 3ª REUNIÃO DE COORDENADORES REGIONAIS 3ª REUNIÃO DE DIRETORES CULTURAIS 3ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR 47ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE ESTADUAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 48ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES 30º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JUNHO DE 2017 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DIRETOR (Provas Ciranda e Entrevero Regional) - SEDE MTG 48ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS - FASE REGIONAL 30º ENTREVERO CULTURAL DE PEÕES - FASE REGIONAL JULHO DE 2017 4ª REUNIÃO DE COORDENADORES E DIRETORES REGIONAIS PRAZO FINAL - INSCRIÇÕES ENART 2017 83ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA PROMOÇÃO LOCAL MTG PORTO ALEGRE MTG + 29ª RT SÃO JOSÉ DO OURO MTG SÃO JOSÉ DO OURO MTG PORTO ALEGRE MTG PORTO ALEGRE MTG + 22 ª RT MTG + 22ª RT ROLANTE ROLANTE MTG + 15ª RT S. SEBASTIÃO DO CAI MTG PORTO ALEGRE MTG MTG MTG MTG + 18ª RT MTG PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE BAGÉ PORTO ALEGRE MTG PORTO ALEGRE MTG PORTO ALEGRE MTG RTs MTG RTs MTG MTG MTG + 8ª RT PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE LAGOA VERMELHA Data CURSOS Promoção Cidade 25/02 CFOR Básico 11 e 12/03 Curso p/ avaliadores de Prendas e Peões 26/03 CFOR Básico 21/04 Curso de Juízes de Provas Campeiras 29/04 CFOR BÁSICO 03 e 04/06 I Módulo do CFOR Avançado 08/07 CFOR Básico 05/08 CFOR Básico 02 e 03/09 II Módulo do CFOR Avançado MTG Porto Alegre MTG/10ªRT S. Vicente do Sul MTG Porto Alegre MTG/19ªRT Erechim MTG Porto Alegre MTG Porto Alegre MTG Porto Alegre MTG Porto Alegre OBS 1: Os Cursos vinculados a Vice-Presidência Artística serão divulgados no mês de fevereiro OBS 2: Calendários sujeitos a alterações de acordo com a necessidade Fique ligado! CFOR Básico R$ 80,00 Almoço e certificado inclusos no valor. Na sede do MTG, em Porto Alegre. Mais informações: 51 3223 5194

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Ano XV - Edição 186 DEPARTAMENTO JOVEM Fevereiro de 2017 CEVANDO O MATE 5 Por Sandra Veroneze Departamento Jovem conhece Por que se relacionar com a seus novos representantes imprensa? Diretor e vice foram eleitos durante o Congresso em Bento Gonçalves. Curso de Assessoria de Imprensa - Fevereiro 2017 No 65º Congresso Tradicionalista Falando um pouco do tema foi eleita a nova Diretoria do Departa- anual, acredito que este é um ano mento Jovem Central, que terá como para a juventude tradicionalista tra- diretor Kelvyn Eduardo Krug, 7ª Região balhar ainda mais pelo Movimento e Tradicionalista e Eduardo Gusmão Bit- por nossos ideais. Com o tema “Res- tencourt, 18ª RT. Nesta edição, apre- gatando os legados de “47” – 70 anos sentaremos o diretor e também as da Chama Crioula e do Grupo dos 8” metas para esse ano de trabalho. percebemos que devemos muito a “Meus cumprimentos a todos os esses jovens, e que precisamos va- amigos tradicionalistas. Sou Kelvyn lorizar atitudes como as que fizeram Krug, nascido na cidade de Ibirubá, nosso Movimento se erguer. Com atualmente com 18 anos, e oriundo isso, aplaudo a indicação do amigo do CTG Felipe Portinho da cidade de Hélio Ferreira, pois é dessa forma Marau. Já representei a entidade e a que devemos pensar e procurar tra- região como Guri Farroupilha e tam- balhar pelo Movimento, relembrando bém como Peão Farroupilha. Não e louvando os jovens que “reagau- logrei êxito com colocações em con- charam” nosso Rio Grande do Sul. Já cursos estaduais, mas sei que a baga- nos disse Nietzsche “A moralidade gem que adquiri em minha vivência é a melhor de todas as regras para tradicionalista é de grande valia para orientar a humanidade”. o cargo assumido em 2017. Como já Por fim, amigos, novamente digo dito, após a eletiva do departamento, que estou à disposição para o que pretendemos trabalhar este ano com precisarem. Minhas redes sociais es- muito diálogo com os jovens, com as tão disponíveis para que entrem em diretorias de cultura, com coordena- contato. Peço ainda, que curtam a dores, conselheiros, pais, etc... fanpage do Departamento Jovem Trabalharemos juntos e com res- central no facebook, lá estaremos ponsabilidade. Tanto eu, quanto o postando notícias e comunicados Eduardo, estamos prontos para aju- importantes para que nossa relação dar as entidades/regiões que, por com a juventude mantenha a proximi- ventura, ainda não tenham seu De- dade necessária para um ano próspe- partamento Jovem, assim como as ro e de muito sucesso nas atividades que já o têm, mas desejam aperfei- desenvolvidas. Um quebra-costelas çoá-lo. Às entidades que acham que bem cinchado a todos os amigos!” o DJ pode auxiliá-las Foto: Rogério Bastos de alguma maneira, mais uma vez, colo- co-nos à disposição para sanar qualquer dúvida e/ou dar in- formações pertinen- tes sobre o departa- mento. Desejamos chegar ao final da gestão com a certe- za de que fizemos o melhor para com o movimento organi- zado e a juventude tradicionalista. Eduardo Gusmão (E) e Kelvyn Krug, uma dupla cheia de energia Entidades tradicionalistas são instituições jurídicas privadas. Portanto, suas agendas estão prioritariamente voltadas para aqueles que as integram. Isso não significa, porém, que são ilhas isoladas de tudo e de todos, vivendo em um mundo paralelo, desconectadas da realidade. Entidades tradicionalistas estão inseridas em uma comunidade, seja lá no interior de um município pequeno, seja em uma grande metrópole, e influenciam a vida das pessoas e também, por elas, são influenciadas. Nesse sentido, relacionar-se bem com todos (o que, a propósito, é um valor para todo tradicionalista a partir do princípio da hospitalidade) é fundamental e isso inclui a imprensa. Devemos estar sempre conscientes do poder dos veículos de comunicação, seja para bem, seja para o mal, e sua importância na construção das relações sociais. Quantas vezes vemos reputações sendo destruídas a partir de uma prática jornalística inconsequente, destroçando vidas e causando traumas muito grandes? Quantas vezes vemos e gostamos de nossos eventos bem apresentados na televisão, enchendo nosso peito de orgulho? Jornais, rádios, televisões, sites e blogs podem ser muito positivos para as instituições tradicionalistas e não se enganem: somos nós que precisamos da imprensa e não ela de nós. Cada vez que um evento nosso é noticiado dezenas de outros ficam de fora. Ou seja, opções de notícias para serem noticiadas não faltam. Nosso grande desafio, enquanto assessores de imprensa, é fazer com que nosso evento suba na prioridade de divulgação desses veículos. Vejamos alguns benefícios pontuais do bom relacionamento com a imprensa: VISIBILIDADE: Diz um velho ditado popular que tudo que é bonito é para ser mostrado e nesse sentido as entidades tradicionalistas têm muito a tornar público. Nossos eventos encantam e emocionam pelo compromisso com a preservação histórica, pela paixão de quem participa, pela integração de pessoas, pela própria beleza dos eventos e também pelo impacto na construção de valores de toda uma sociedade. A visibilidade é muito importante também por atender à necessidade de transparência, que é fundamental quando se trabalha com a possibilidade de patrocínios, sejam públicos ou privados. CONSTRUÇÃO DE UMA IMAGEM SÓLIDA: Quantas vezes perde-se tempo e energia tentando explicar para as pessoas o que é, a que se propõe e qual a importância de um espaço que cultiva as tradições gaúchas? Muitas vezes entidades tradicionalistas são criticadas, especialmente nesses tempos de mídias sociais, por pessoas que nunca estiveram num CTG e nem se dispuseram a entender suas propostas e jeito de funcionar. Por desconhecimento e às vezes até com intenção questionável, as instituições tradicionalistas amargam uma imagem negativa. Não se trata aqui de negar os problemas, que só são resolvidos quando encarados de frente, mas de mostrar que existe muita coisa boa no tradicionalismo. MELHOR RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE: A sociedade é o colega de aula, o amigo comerciante, o vereador, o entregador de pizza, o empacotador do supermercado, o agricultor... Talvez essas pessoas nunca se relacionem diretamente com uma entidade tradicionalista, mas podem fazer coro na opinião pública e influenciar pessoas e, assim sendo, melhor que ela esteja bem informada do que restrita a pré-juízos e pré-conceitos nem sempre positivos. Em caso de dúvida, escreva para mim: imprensa@mtg.org.br. O trovador caminhante Foto: Arquivo Pessoal Vitor Hugo de Medeiros Júnior era conhecido como o trovador maratonista, pois já atravessou o Rio Grande do Sul à pé, correu a São Silvestre, foi vice-campeão do ENART em trovas, premiadíssimo no verso de improviso, e recordista em vendas de CD, agora resolveu caminhar para promover os eventos que participa. Foi caminhando até Lagoa Vermelha, mas não sem antes passar pelo Congresso Tradicionalista, em Bento Gonçalves. Por seu jeito peculiar de ser, Vitor Hugo sai com sua caixinha de som, com a gravação dos estilos de trovas (mas prefere o estilo Gildo de Freitas), fazendo versos homenageando as pessoas por onde passa. No final do mês de janeiro esteve fazendo show de trovas em Lagoa Vermelha na Festa Nacional do Churrasco, a convite da patroa Marília Dornelles, para quem ele entregou um pergaminho pirografado com uma trova. “Solidão imensa. Eu escuto só minha respiração, as passadas, um vazio e medo de temporal. É você e Deus e mais nada. Não há casas, nem água. Mas um objetivo que escolhi para viver” – conta Vitor. Vitor ganha a vida fazendo versos de improviso TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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6 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 186 ESPAÇO DA CBTG Fevereiro de 2017 MTG inicia mudança CBTG retoma Encontro na avaliação artística da Juventude de eventos Tradicionalista O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, iniciou nesta semana os procedimentos para a realização de mudanças substanciais na avaliação artística de eventos realizados pela entidade e coordenadorias regionais. A iniciativa é embasada nas ponderações apresentadas e aprovadas durante o 65º Congresso Tradicionalista, realizado em janeiro em Bento Gonçalves, quando ficou evidenciada a necessidade urgente de promover o voluntariado e ‘desmercantilizar’ o tradicionalismo. O primeiro passo, segundo Callegaro, conta com o auxílio dos coordenadores regionais, aos quais foi solicitado, até o dia 18 de fevereiro, que indiquem quatro nomes ou mais, como suplentes, para a criação de equipes avaliadoras no âmbito das próprias coordenadorias. Segundo o vice-presidente artístico do MTG, José Roberto Fischborn, é necessário que os indicados conheçam dança e apresentem currículo. Além disso, os indicados não poderão estar instruindo grupos de dança, passarão por prova para atestar sua capacitação técnica; e passarão por processo preparatório para avaliar eventos de danças tradicionais nas regiões, como circuitos e rodeios. Os indicados, conforme aprovado no Congresso, atuarão como voluntários, recebendo apenas ajuda de custos, hospedagem e alimentação, sem cachê. Segundo o presidente do MTG, a equipe da entidade atuará na avaliação de eventos até março de 2017, nos moldes do ano de 2016, seguindo a NI01/2016 e, após, o treinamento das pessoas indicadas pelas coordenadorias, a equipe do MTG não mais avaliará eventos artísticos. Segundo Fischborn, este processo deverá durar aproximadamente seis meses e durante o período de preparação, juntos será debatido o formato de funcionamento das escalas para eventos. A equipe do MTG atuará somente nas avaliações dos eventos do próprio MTG e podendo atuar em algum festival que a instituição julgar necessário. Conforme Artigo 124 do Regulamento Geral da CBTG, o Departamento Jovem 2015/2017 realizará o Encontro da Juventude Tradicionalista nos dias 21 e 22 de abril, no CTG Querência da Saudade, localizado em Ponta Porã-MS, onde residem o 1° Peão Tradicionalista da CBTG, Farid Molas e a 3ª Prenda da CBTG, Daiane Pereira. Com o apoio da CBTG, MTG-MS e CTG Querência da Saudade, o evento integrará os jovens do grandioso movimento tradicionalista gaúcho. Organizado pela gestão de Prendas e Peões da CBTG, a programação conta com palestras, atividades recreativas, oficinas e a visita a um dos pontos turísticos mais importantes da fronteira: Parque Nacional Cerro Corá, no Paraguai. De acordo com o 1° Peão Tradicionalista da CBTG, Farid Molas, o Parque está localizado próximo à Ponta Porã, exatamente onde ocorreu a última batalha da Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai. “O local apresenta muitas informações históricas e um belo patrimônio natural. O Parque conta com museu, monumentos e bustos em homenagens aos combatentes paraguaios que tombaram em Cerro Corá, com reverência especial ao Marechal Solano Lopez. Nós estamos organizando com muito carinho um encontro para ficar na história da CBTG. Participe conosco!”, convidou Farid Molas. No dia 21 de abril os participantes conhecerão o breve “Histórico da CBTG”, com o Presidente João Ermelino de Mello e a “Importância da Identificação Tradicionalista no Brasil”, com o Diretor Geral e de TI da CBTG, Wilson Porto. As temáticas “MTG-RS: 50 Anos de Preservação e Valorização da Cultura Gaúcha”, “Liderança Jovem e Ética na Era das Incertezas” e “Dicção e Oratória” serão ministradas pelo Diretor de Divulgação da CBTG, Rogério Bastos. A Presidente do Instituto Escola do Chimarrão, Liliane Pappen, falará sobre o tema “Chimarrão - Uma Nova Visão” e a 1ª Prenda do RS, Roberta Jacinto, explanará “Ser Prenda - Objetivos e Perspectivas”. Sábado, dia 22 de abril, está programada a viagem ao Parque Nacional Cerro Corá-PY e a Solenidade de encerramento do encontro. “Neste momento em que celebramos os 30 Anos da CBTG, pensamos em agregar aqueles que serão o futuro do tradicionalismo nos próximos 30 anos, os jovens! Nós somos a esperança de manter viva a cultura que herdamos de nossos antepassados e para tanto precisamos nos integrar com os mais experientes e trocarmos vivências”, enfatizou a 3ª Prenda da CBTG, Daiane Pereira. A programação completa, ficha de inscrição e informações podem ser obtidas pelos contatos: Farid Molas (67) 9.9646-0039 ou Daiane Pereira: (67) 9.9911-9943. GF Chão Batido, de Ijuí rumo à Força “A” Campeão do Enart, em 2016, pela força “B”, o Grupo de Folclore Chão Batido começou cedo a trabalhar para enfrentar a Força “A”, em 2017 O Grupo de Folclore Chão Batido foi fundado em 01 de outubro de 1993, por 12 famílias, na Avenida São Luiz, no bairro Getúlio Vargas, cidade de Ijuí, 9ªRT. A entidade está situada em uma área de preservação ambiental, por isso tem o nome “chão batido”, pois tudo começou em meio a mata, apenas com um palco improvisado, de forma arredondada, de chão batido mesmo, no qual as famílias, amigos e simpatizantes se divertiam com bailes e tertúlias ao ar livre. O primeiro patrão do GF Chão Batido foi o José do Nascimento e, atualmente, é Cínthia Teixeira, também coordenadora, instrutora, juntamente com Tiago silva, e dançarina do grupo. Desde que foi construída sua sede, sempre teve invernadas mas, foi no ano de 2009, com a chegada do instrutor Tiago Silva que o GF Chão Batido foi filiado ao MTG. “Começamos com uma invernada juvenil que, já em 2010, se classificou para a fase final do Enart, Força “B”. Desde então jamais ficou fora da final. No ano de 2014, ficamos em 5° lugar, Foto: Arquivo Pessoal GF Chão Batido, campeão da Força “B”, em 2016 em 2015, 3° lugar e agora, em 2016, chegou o tão esperado título de 1° lugar” – conta a patroa Cínthia. Vale salientar que o grupo nunca baixou suas colocações na grande final do Enart, na Força “B”. A preparação para o Enart começou em janeiro, com a escolha do tema e indumentária, logo em seguida o grupo participou em quatro rodeios artísticos. Foi um ano bem desgastante, pois alguns integrantes desistiram de dançar ao longo da jornada, ficando para a final, treze peões e onze prendas. “Nossos ensaios aconteciam aos fins de semana, e específicos nos dias de semana. Pois alguns dançarinos vêm de outras cidades da região para dançar na entidade” – Disse Cinthia. Para 2017 o grupo já definiu indumentária, tema, músicas e coreógrafo, pois acreditam que, para lograrem êxito, necessitam de planejamento. Também está nos planos irem, pelo menos, a seis rodeios artísticos até a grande final, pois como campeões, já estão classificados par a força “A”. “Nosso trabalho sempre foi conduzido com muito respeito, humildade e, principalmente, perseverança pois foram com as derrotas que curamos nossas feridas, a cada tropeço ensaiávamos mais e mais, nunca deixamos de acreditar no potencial dos nossos dançarinos e na história construída com muito suor e respeito com todos” – concluiu a patroa.

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Ano XV - Edição 186 ESPAÇO DO IGTF Por Vinicius Brum - Presidente da FIGTF Fevereiro de 2017 ESPAÇO CGF/FSH 7 Por: Paula Simon Ribeiro REFLEXÃO Como já havia mencionado em texto anterior, retomo considerações sobre a Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana. Como tema destes breves comentários, tenho as canções vencedoras dos concursos desde a primeira edição em 1971 - as Calhandras de Ouro. E a primeira é Reflexão, de autoria de Júlio Machado da Silva Filho (música) e de Colmar Duarte (letra), interpretada pelo grupo Os Marupiaras, do qual, além dos autores, faziam parte Cecília Machado e Ricardo Duarte. E como convidado, o pianista Antônio Carlos Souza (Caco). Trata-se de uma canção que se reveste de uma originalidade inaugural. É uma alma gaúcha que canta, que se interroga e que se revela pendulando, na recorrente insatisfação humana, entre ser e não ser, estar aqui e desejar estar além, partir e ficar – a permanência e a finitude. Dentre os elementos textuais indicativos do lugar desde onde o cantar se manifesta, encontramos referentes que se movem como vento (pampeiro – única referência explícita ao sul), rio, nuvens em contraste com a fixidez de estrela, barranca, moirão, além da eterna contraposição entre céu e terra. Tudo isso, diz o canto, para fugir à tristeza, por buscar esquecimento, [...] sem conhecer paradeiro. Em vez de rio ser barranca, em vez de vento, moirão, em vez de nuvem, semente, em vez de estrela, ser chão. Como costumo frisar, reconheço a canção popular como um gênero no qual o texto e a música se equilibram de maneira quase indissociável. Assim se dá com a primeira das Calhandras. A letra desenvolve-se justapondo elementos contrastantes. A melodia e a harmonização vocal e instrumental contribuem decisivamente para a construção de sentido. Cada nota dando a cada sílaba sua melhor possibilidade sonora. Cada sequencia de acordes, cada desenho de vozes, compondo com o texto, a eloquência estética da canção. Dizendo de forma muito simples, o texto poético do Colmar parece ter sido feito para a composição do Julinho, e a interpretação d’Os Marupiaras produz o fino acabamento da obra. Lá se vão 45 anos. Reflexão é uma das grandes do nosso cancioneiro. Ouvi-la, há de ser sempre um deleite. CARNAVAL E TRADIÇÃO O carnaval representa a maior festa popular brasileira. De tão remota sua origem se perde nas brumas do tempo. Assim como o conhecemos atualmente, sua presença no Brasil é relativamente nova. Existem registros de ter surgido em meados do século XIX. Entretanto já existia anteriormente, desde os primeiros anos de nossa colonização, o chamado “entrudo”, brincadeira bastante grosseira trazida por portugueses e espanhóis com características diferentes. Segundo Katarina Real (1), “originado do latim - introitus - o entrudo consistia em três dias de festas que antecediam ao período litúrgico da quaresma, com início na quarta-feira de cinzas, conhecido e documentado na Península Ibérica desde o século XIII”. Pode-se afirmar que tem suas raízes na Europa, se desenvolveu na Idade Média, atravessou o oceano no período das grandes navegações e aclimatou-se no Brasil, agora como Carnaval e não mais como entrudo. Bruegel, pintor holandês, pintou em 1559 um quadro que revela o caráter religioso da folia. Numa grande tela com personagens representando a religião, foliões lutam entre si, numa alegoria do bem e do mal. Aparecem muitas figuras com máscaras, cuja confecção os italianos se especializaram, legando ao mundo as famosas máscaras venezianas, que eram usadas não apenas no Carnaval, mas em grandes festas da aristocracia. Debret (Jean Baptiste), pintor e engenheiro francês, chegou ao Brasil em 1818 com a Missão Artística Francesa e pintou aquarelas retratando a vida cotidiana dos habitantes do país. Além de descrever a festa, a aquarela “Cena de Carnaval” deixou documentada a festa que despertou sua atenção e interesse. Augustus Earle, pintor inglês revisitando o Rio de Janeiro onde já havia residido anteriormente, pintou uma aquarela com o título “Carnaval no Rio de Janeiro”, assim descrita por David James no n° 12 da Revista do Patrimônio Histórico Nacional “Cena animada de homens e mulheres em uma grande sala, atirando limões perfumados uns nos outros e em pessoas da casa fronteiriça”. No Brasil do século XXI, após ter se transformado em espetáculo para turista assistir, os tradicionais “Blocos de Bairro” estão voltando. Estes foram muito presentes até meados do século XX, quando Ranchos, Tribos, Blocos de Sujos e Escolas de Samba se misturavam nas ruas da cidade com muito confete e serpentina. A festa realmente popular, de domínio público, ocorre nas cidades de Salvador e Recife (em algumas outras também, principalmente em pequenas cidades de interior), mas nestas realmente sempre esteve presente o fato folclórico, de domínio público e aceitação coletiva. Nestas cidades o povo se diverte dançando frevo em Recife ou pulando atrás do Trio Elétrico, dentro das cordas (em segurança) ou “na pipoca”... Este texto não esgota o assunto por demais extenso e interessante, mas traz algumas informações curiosas. Rádio Gaúcha Tragédia em Caxias completa 90 anos alerta para cuidados No ano em que Paixão Côrtes e Zeno Chaves completam, também, 90 anos, a rádio líder em audiência do Grupo RBS é homenageada. A Gaúcha, criada em 8 de fe- vereiro de 1927, é líder de audiên- cia na Região Metropolitana de Porto Alegre há quase 2 anos. Ini- cialmente, os estúdios da Gaúcha situavam-se no Grande Hotel, no centro de Porto Alegre. Na década de 1940, foram transferidos para o Edifício União, também no Centro. Em 1957, Maurício Si- rotsky Sobrinho (que hoje empresta seu nome para o parque mais gaúcho da capi- tal) associou-se à Rá- dio Gaúcha. Foi o iní- cio do Grupo RBS. Em 2012, a rádio adotou uma estratégia intensiva de transformação digital e passou a investir cada vez mais em soluções modernas de comunica- ção multiplataforma. Em 2016, criou uma segunda casa em um projeto inovador: o Gaúcha Sports Bar. As mudanças têm refletido positivamente na marca, que já havia sido reconhecida este ano na 44ª edição do TOP de Marketing ADVB, com o case “Gaúcha Líder: Uma Estratégia de Produto Vencedor”. O Movimento Tradicionalista Gaúcho, do Rio Grande do Sul, homenageia a Rádio que nasceu juntamente com o ícone do tradicionalismo e do folclore gaúcho, João Carlos D’Avila Paixão Cortes, e seu ex-presidente, Zeno Dias Chaves, que também completam 90 anos em 2017, Quatro pessoas, da mesma família, morreram afogadas em açude de uma propriedade, no interior de Caxias. O acidente alerta para os cuidados que se deve ter ao entrar em açudes, rios, ou mesmo no mar. Tradicionalistas da 25ª RT lamentaram a morte de quatro pessoas da mesma família, na tarde do dia 7 de fevereiro, no interior de Caxias do Sul. As vítimas foram identificadas como Adão Pinto Vieira, 65 anos, Bruna Pinto, 20, Brenda Pinto, 14, e Gabriel Gasperin Pinto, 13. Vieira era muito querido na região e era pai das duas meninas e avô do menino, que foi o primeiro a se afogar. Rodeios em março 25 e 26/02 - Marau - CTG Felipe Portinho 26/02 - Portão - PL Timbaúva 04 e 05/03 - Nova Bassano - CTG Pousada do Imigrante; 04 a 05/03 - Bom Jesus - CTG Presilha do Rio Grande; 11 e 12/03 - Nova Prata - CTG Querencia do Prata; 11 e 12/03 - Campo Bom - CTG Guapos do Itapuí; 11 e 12/03 - Charqueadas; 18 e 19/03 - Guaporé - CTG Última Tropeada; 25 e 26/03 - Erechim - CTG Sentinela da Querência; 30/03 a 02/04 - Rodeio de Xangri-lá

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8 Ano XV - Edição 186 CONHEÇA O PERFIL DOS COORDENADORES REGIONAIS Fevereiro de 2017 Fotos: Rogério Bastos/Gabriel Soares Eleitos nos encontros de patrões de suas regiões e homologados no Congresso Tradicionalista, na cidade de Bento Gonçalves, os 31 Coordenadores Regionais já começaram a tomar posse pelo estado. Conheça um pouco do perfil de cada Coordenador, que representa a descentralização administrativa do MTG no Rio Grande do Sul. 3ª RT 4ª RT 5ª RT 6ª RT 1ª RT - Coordenador: Luiz Henrique Lamaison, 54 anos, Comerciante - Entidade que começou as atividades: CTG Querência da Serra, Cruz Alta, 9ª RT - Quanto tempo de Coordenador(a): 1ª gestão - Planejamento para esta gestão: desburocratizar a emissão dos cartões tradicionalistas, promover maior aproximação dos patrões com a região, dinamizar e expandir os projetos de todos os departamentos. 8ª RT - Coordenadora: Lauri Terezinha Brandão de Almeida, 65 anos, Aposentada - Entidade que começou as atividades: CTG Pioneiros do Laço - Quanto tempo de Coordenador(a): Há 12 anos - Planejamento para esta gestão: Continuar em frente à região com a humildade de sempre, trazendo algumas mudanças administrativas para esses novos tempos, buscando o entendimento com a nova diretoria para que juntos trabalhemos em favor das entidades e suas patronagens, agregando qualidades e soluções dos problemas e assim trabalhar em prol do Movimento. 7ª RT - Coordenadora: Gilda Galeazzi, 62 anos, Aposentada - Entidade que começou as atividades: CTG Osório Porto - Quanto tempo de Coordenador(a): em duas etapas (1996 a 2004 e 2011 a 2017) Total de 16 anos. - Planejamento para esta gestão: dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas últimas gestões como coordenadora da região e assessorar as entidades em todos os departamentos. 10ª RT - Coordenador: Olacides Fortes da Silveira, 72 anos, 2º Sargento Brigada Militar - Entidade que começou as atividades: GT Fazenda São Luiz - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 2ª gestão - Planejamento para esta gestão: Pretendo fazer o melhor possível juntamente com os demais componentes da coordenadoria, mantendo a região organizada, respeitando e colocando em prática todas as regras do MTG, bem como as de nossa Região. Procurando dar apoio a todas as entidades e municípios pertencentes a 10ª RT e suporte as áreas cultural, artística, campeira e de esportes 2ª RT - Coordenador: Ivan Fernando Botelho, 52 anos, Cabeleireiro - Entidade que começou as atividades: CTG Sinuelo do Bom Sucesso, General Câmara. - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 6ª gestão - Planejamento para esta gestão: Continuar trabalhando com seriedade e transparência, colocando a coordenadoria em evidência na região e no estado. 12ª RT - Coordenador: Fabiano Vencato, 39 anos, Administrador de Empresas - Entidade que começou as atividades: GAG Piazitos do Sul - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 1ª gestão - Planejamento para esta gestão: Continuidade de um trabalho já realizado pelo Coordenador anterior, remodelando alguns processos, ênfase na assessoria às entidades tradicionalistas para captação de recursos públicos, montagem de assessoria técnica, fomentação do dpto jovem regional, ampliação das ações sociais, regulamentações e regimentações da 12ª RT (Regimento Interno, Seletiva Campeira, Concursos, etc...) - Coordenador: Ivanir Ribeiro, 49 anos, Policial Militar da Reserva - Entidade que começou as atividades: CTG Fronteira da Amizade de Tuparendi - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a minha segunda gestão - Planejamento: continuar desenvolvendo o trabalho junto de toda a coordenadoria e departamentos, cada vez mais próximo das entidades, ajudando na solução de seus problemas, desenvolvendo, num esforço conjunto, atividades e projetos que visem o bem comum, a continuidade e o resgate da nossa cultura, aprimorando aquilo que já vem dando certo, corrigindo as falhas para o crescimento da nossa região e do nosso movimento como um todo, para que continuemos nessa caminhada de culto às tradições do Rio Grande unidos e coesos sendo cada vez mais fortes. 17ª RT - Coordenador: Evandro Martins Otero, 36 anos, Vendedor - Entidade que começou as atividades: 35 CTG de Palmeira das Missões - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 3ª gestão - Planejamento para esta gestão: formar um grupo de gestão da coordenadoria para auxiliar as entidades da região no desenvolvimento das atividades tradicionalista. Participar dos eventos estaduais elevando a 17ª RT. - Coordenadora: Ilva Maria Borba Goulart, 62 anos, Funcionária Pública - Entidade que começou as atividades: CTG Quero – Quero - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 11ª gestão - Planejamento: Estamos trabalhandoEstamos trabalhando na legalização da área de terra onde está localizado o Marco das Três Divisas (Monumento ao Tradicionalismo) na BR 290 que passará a fazer parte do patrimônio da RT. No local será construído um Galpão com o aporte dos municípios que compõe a RT; começamos o projeto VOLUNTARIADO - Trabalho com oficinas junto à comunidade; montagem de uma equipe de divulgação; manter o trabalho de parcerias com as Prefeituras, já que sem as quais, uma região como a nossa não sobrevive. - Coordenador: Luiz Clóvis Vieira, 52 anos, Militar - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 11ª gestão - Planejamento para a gestão: Um dos projetos mais importantes é a retomada das atividades com prendas, peões, Departamentos Jovem e Artístico. Resgatar pessoas que fizeram e fazem a história dos CTGs, para que retornem às entidades. Buscar junto ao MTG uma solução para UNIFICAR os regulamentos campeiros. Regulamentar as participações de tradicionalistas em eventos que não pertencem ao MTG. Finalmente, a realização de um dos projetos mais importantes é o FENASC (Festival Nacional Artístico de Santa Cruz) que deve ocorrer entre 30/06 e 02/07/2017 9ª RT - Coordenador: Jorge Luis Kersting Malheiros, 46 anos, Engenheiro Eletricista e Engenharia de Segurança do Trabalho - Entidade que começou as atividades: CTG Tropeiro Velho - Quanto tempo de Coordenador(a): 1ª gestão. Atuei como Vice-coordenador por 2 anos - Planejamento para esta gestão: Continuar trabalhando com seriedade e transparência colocando a coordenadoria em evidência na região e no estado. 16ª RT - Coordenador: Flavio Luis Menezes, 59 anos, Agropecuarista - Entidade que começou as atividades: CTG Camquã - Quanto tempo de Coordenador(a): Há 5 anos - Planejamento para esta gestão: Manter uma equipe dentro da coordenadoria com integrantes de várias entidades da região, mantendo um vínculo forte entre os municípios. cumprir o calendário anual do MTG nos eventos culturais, artísticos e campeiros, se adequando aos eventos da região e das entidades. - Coordenador: Roberto dos Santos Ferreira, 57 anos, Contador aposentado. - Entidade que começou as atividades: CTG Guapos da Querência - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 2ª gestão - Planejamento: Aproximar mais o tradicionalismo às comunidades escolares, fortalecer a união e trabalhar junto às entidades para gerar recursos próprios para suas atividades. 11ª RT - Coordenador: Luiz Carlos Rigon, 59 anos, Comerciante - Entidade que começou as atividades: CTG Querência de São Pedro - Quanto tempo de Coordenador(a): 1991/1992 atualmente 2015/2016 e 2017 - Planejamento para esta gestão: Começamos com a organização do 65ºCongresso Tradicionalista e 83ª Convenção Tradicionalista Extraordinária. Conclusão da sede da 11ªRT onde a região deverá se estabelecer; Participação nos eventos estaduais, além da organização da região nos eventos regionais como o Entrevero de Peões e a Ciranda de Prendas. Apoio as entidades tradicionalistas de nossa região como Departamento Cultural, Artístico Campeiro e de Esportes, dando condições que os mesmos participem nos eventos organizados pelas entidades e pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho. TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 186 Fevereiro de 2017 9 13ª RT - Coordenador: Luiz Sérgio Fassbinder , 59 anos, Vendedor - Entidade que começou as atividades: CPF Piá do Sul - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 2ª gestão - Planejamento para esta gestão: Neste ano de 2017, a 13ª RT, através de sua coordenadoria, tem como objetivo maior resgatar os valores de união do tradicionalismo. Neste sentido, trabalhará para a aproximação de todas as entidades tradicionalistas, visando torná-las uma grande família, através do incentivo de parcerias e fortalecimento das amizades. Os departamentos atribuirão uma atenção especial às entidades interioranas. 24ª RT - Coordenador: Dalmo Inácio Mayer, 52 anos, servidor publico municipal - Entidade que começou as atividades: PL. TIO ROSA - 23ª RT - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 1ª gestão - Planejamento para esta gestão: Reuniões mensais com os patrões das entidades; Participação nos eventos das entidades; Incentivo às atividades dos departamentos artístico, cultural, campeiro, cavalgada, jovem, esportes e jurídico; Acompanhar a gestão de prendas e peões regionais nos seus eventos, como nos respectivos concursos da fase estadual; Acompanhar a cavalgada da chama crioula e todos os eventos em torno dela; Fazer controle para a apresentação de cartão tradicionalista nos eventos das entidades; 15ª RT - Coordenador: Claudio Rogelio Correia Oliveira, 49 anos, Policial Militar da Reserva - Entidade que começou as atividades: CTG Tropeiro da Serra de Barão/RS - Quanto tempo de Coordenador(a): 1ª gestão - Planejamento: Faremos um trabalho de união entre as entidades e também das entidades com a Coordenadoria. O carro chefe desse trabalho é através do Dpto Cultural que fará um rodízio de palestras, além de eventos de Integração Regional. Também vamos buscar o interesse pelo trabalho coletivo, no sistema de mutirão e Voluntariado. 25ª RT - Coordenador: Rodrigo Ramos, 35 anos, Representante Comercial - Entidade que começou as atividades: CTG Estancieiros do Laço - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 1ª gestão - Planejamento para esta gestão: : Trabalhar com facilidade buscando a auto sustentabilidade em meio a esta crise financeira que nos encontramos. Mais pessoas trabalhando em prol de um objetivo. Criação de um conselho cultural, um Depto.de Ação social, para interagir junto às atividades artística, cultural e campeira. Um Depto.de comunicação para cuidar das redes sociais, um canal no You Tube para postar as reuniões e a criação de um depto. Comercial para buscar recursos para a região se tornar autossustentável. 28ª RT - Coordenador: Fabio Joel Irschlinger, 32 anos, Engenheiro Agrônomo - Entidade que começou as atividades: CTG Gauderios do Rodeio - Rodeio Bonito - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 2ª gestão - Planejamento para esta gestão: Promover atividades que resgatam o verdadeiro sentido do tradicionalismo, que venham a unir os departamentos Campeiro, Artístico, Esportes e Cultural. Buscar a integração entre jovens e adultos no tradicionalismo. Cumprir e fazer cumprir as normas que regem o tradicionalismo. 22ª RT - Coordenador: Leandro da Silva Pacheco, 42 anos, Professor de Educação Especial - Entidade que começou as atividades: CTG Sangue Nativo, de Parobé - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 2ª gestão - Planejamento para esta gestão: Dar continuidade ao trabalho em equipe, manter a harmonia e o espírito de comprometimento entre os departamentos da região e as entidades. Buscar sempre a transparência, dedicação e empenho. Representar e participar dos eventos promovidos pelo MTG. Resgatar a história da nossa região, realizar encontros dos ex-coordenadores e ex-prendas e peões regionais e, como principal objetivo, organizar e receber todos os tradicionalistas na FECARS 2017, no município de Rolante/RS, com o apoio municipal, das entidades e do MTG. 19ª RT - Coordenadora: Cleusa Cecilia Visioli Sotoriva, 56 anos, Empresária - Entidade que começou as atividades: CTG Galpão Campeiro - Erechim - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 1ª gestão - Planejamento: Dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado junto a coordenadoria, dando liberdade aos departamentos para realizarem seus trabalhos, mas cobrando e vigiando para que saia tudo dentro dos princípios do tradicionalismo. Pleitear junto a nova liderança politica municipal, para que saia do papel o parque tradicionalista Bota Amarela, juntamente com o centro de eventos Zulmir José Sotoriva, que irá beneficiar os CTG’s da nossa região , possibilitando a continuidade do Acampamento Farroupilha. 26ª RT - Coordenadora: Hilda Maria Heinen, 62 anos, Enfermeira - Entidade que começou as atividades: CTG Coronel Thomaz Luiz Osório - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 2ª gestão - Planejamento para esta gestão: Trabalhar para que cada CTG seja um espaço de aprendizado da Cultura Gaúcha, valorizando Nossos Costumes, Nossas Raízes, estimulando as atividades culturais e artísticas, para despertar nos jovens e crianças a vontade de declamar, cantar, trovar ou tocar instrumentos, preservando desta forma as Nossas Tradições. 20ª RT - Coordenadora: Luciana Rolim, 41 anos, Policial Civil - Entidade que começou as atividades: CTG Missioneiro dos Pampas - Quanto tempo de Coordenador(a): Será 1ª gestão. - Planejamento para esta gestão: Pretendemos, além de dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos, criar elos entre as entidades, proporcionando um maior entendimento das nossas origens, costumes e hábitos, bem como buscar aprimoramento no real papel de tradicionalistas, ou seja: formadores de opiniões, propagadores de uma história, difusores das “coisas do Rio Grande”. 30ª RT - Coordenador: Carlos Alberto Moser, 50 anos, Profissional Liberal - Entidade que começou as atividades: CTG Serigote - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 7ª gestão - Planejamento: Manter o trabalho que está sendo realizado com foco no auxílio constante aos departamentos culturais das entidades. Manter a forma como o processo seletivo da FECARS vem ocorrendo com alguns ajustes. Através da participação plena de nossas entidades no nosso Circuito de Rodeios Artísticos, qualificar cada vez mais os elencos artísticos de nossas entidades. Manter uma Guarda de Honra da Chama Crioula, formada por um grupo que realmente quer, pode e gosta de cavalgadas. Trabalhar de forma a atender proposição aprovada no 65º Congresso Tradicionalista, sobre voluntariado 21ª RT - Coordenadora: Silvania Zart Valle Affonso, 43 anos, Agropecuarista. - Entidade que começou as atividades: CTG Rincão da Fronteira, de Jaguarão - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 1ª gestão - Planejamento: Dar assistência igualitária aos Departamentos Campeiro, de Esportes, Artístico e Cultural. 23ª RT - Coordenador: Rozimar da Silva Ferreira, 42 anos, Funcionário Público - Entidade que começou as atividades: PL. TIO ROSA - 23ª RT - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 1ª gestão - Planejamento para esta gestão: Neste primeiro momento será visibilizar e organizar o acendimento da Chama Crioula que será na minha região, em Mostardas/RS. 27ª RT - Coordenador: Everaldo Dutra, 46 anos, Corretor de Seguros - Entidade que começou as atividades: PL Missioneiro das Coxilhas - Quanto tempo de Coordenador(a): 11ª gestão consecutiva - Planejamento para esta gestão: Continuar ajudando as entidades a manter se vivas e manter os departamentos ativos e participativos junto ao MTG. 29ª RT - Coordenador: Valdeci Rodrigues, 49 anos, Autônomo. - Entidade que começou as atividades: CTG Piquete da Querência - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 3ª gestão - Planejamento: continuar os trabalhos ajudando as entidades da RT; trabalhar mais com os dptos culturais incentivando os jovens a participarem do entrevero e da ciranda. 18ª RT - Coordenador: Gilberto Bittencourt Silveira, 46 anos, Contador - Entidade que começou as atividades: CTG Pampa e Minuano - Quanto tempo de Coordenador(a): Será a 3ª gestão - Planejamento para esta gestão: Realizar a fase estadual da Ciranda de prendas, manter o trabalho implementado nas gestões anteriores, com algumas inovações, fomentando os depto regionais. 40ª RT - Coordenador: Rogério Bastos, 47 anos, Jornalista/Empresário - Entidade que começou as atividades: CTG Valentes da Tradição. - Quanto tempo de Coordenador(a): 3ª Gestão frente a RT - Planejamento: Objetivamos buscar as entidades de fora do Brasil para ampliarmos a 40ª RT. Em março teremos mais membros em nossa coordenadoria.

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10 Ano XV - Edição 186 Fevereiro de 2017 No ano em que Paixão Côrtes completa 90 ano os 70 anos da Chama Crioula e o grupo dos oit Com a proposta de Hélio Ferreira, o tema anual do tradicionalismo �icou: “Resgatando os legados de 47 - 70 anos da chama crioula e do história” e o tema quinquenal do Movimento Tradicionalista Gaúcho (2017 - 2021): “Projeto Social MTG – Voluntariado”. A tese, para re� Mais um grande evento tradicionalista organizado no Rio Grande do Sul pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho que obteve grande sucesso. Bento Gonçalves, pelo segundo ano consecutivo, foi a sede do Congresso Tradicionalista. As atividades começaram na sexta-feira, dia 13, quando, na sessão preparatória, o Presidente do MTG, Nairioli Calegaro, indicou à plenária, para presidir o Congresso, Odila Paese Savaris. Como primeiro Vice-presidente Vorni Prestes e, como segundo, indicado pela Comissão Executiva, Claudiomiro Dias. Apresentou ainda, a Secretária Geral, indicada pelo Conselho Diretor do MTG, Iara Vanice Rott e, como Relator Geral, Airto Glademir Toniazzo Timm. Na noite de sexta, foi o momento da abertura oficial. Formaram a mesa de honra as seguintes autoridades: Nairioli Antunes Callegaro, Presidente do MTG-RS, João Ermelino de Mello, Presidente da CBTG, Evandro Soares, Secretario de Cultura, representando o Prefeito Municipal de Bento Gonçalves, Marciano Dalpizol, Gerente da Corsan de Bento Gonçalves, Pompeo de Mattos, Deputado Federal, Volnei Cristofoli, representando o Presidente do Poder Legislativo de Bento Gonçalves, Odila Paese Savaris, Presidente do 65º Congresso Tradicionalista, Gilmar Machado, Presidente da Comissão Executiva do 65º Congresso Tradicionalista, Luiz Carlos Rigon, Coordenador da 11ª. Região Tradicionalista, Antenor Rizzi, Patrão do CTG Laço Velho, o jovem Diego Andrade, Peão Farroupilha do RS, a senhorita Roberta Jacinto, 1ª Prenda do RS e Roberto Basso, Presidente do MTG do Mato Grosso. Tema anual 2017 do MTG: “Resgatando os legados de 47 - 70 anos da chama crioula e do grupo dos 8” Paixão Côrtes, no ano em que completa 90 anos, será homenageado pelos tradicionalistas com o tema proposto por Hélio Ferreira. O proponente afirmou, em sua defesa, que resgatar o legado de 47 e do grupo dos oito, que deu início a tudo, e através do que aqueles jovens realizaram no colégio Júlio de Castilhos, em 1947, que o Movimento perdura por 50 anos. Destacou ainda, o fato de que hoje Paixão Côrtes estar entre nós. “Será que ele estará conosco daqui a dez ou vinte anos? Será que o mesmo terá a oportunidade Foto: Rogério Bastos Mesa Diretora do Congresso. Odila Savaris (C) presidiu. de ser homenageado, para ser ouvido e reverenciado?” – disse Hélio Ferreira, usando estas perguntas como apelo para a aprovação da proposta que concorria com mais duas. A proposição foi a vencedora. Tese para reflexão: “A ideologia do tradicionalismo gaúcho” Manoelito Savaris apresentou um documento que leva o nome de “reflexão e ideologia”, que é fruto de debates realizados em reuniões do Conselho Diretor do MTG e que ele se comprometeu a colocar no papel para que os Patrões de entidades e Coordenadores Regionais tenham como base para decisões necessárias. É documento extenso e pode ser encontrado no site do MTG. Savaris iniciou com algumas considerações preliminares e que, uma das primeiras coisas, foi que no século XX, os jovens tomaram uma atitude de reação a invasão cultural, especialmente a norte-americana. Os jovens reagiram a essa invasão, resgatando elementos fundamentais para a preservação da cultura tradicional do RS. Afirmou que uma coisa fundamental a ser dita é que a evolução é da essência das entidades, que movimento é mudança e aponta para o futuro. Foto: Rogério Bastos As mulheres que já presidiram Congressos Tradicionalistas A segunda parte do trabalho aborda, especialmente, baseada nas teses que temos em nossa literatura tradicionalista sobre fundamentos e objetivos, que é a carta de princípios e os estatutos. Documentos que nos dão a direção para onde iremos. “Simplicidade. Nós somos simples, pois o gaúcho é simples no jeito de vestir, de se comportar, em nossos galpões” - disse Savaris. “Tradicionalidade. Nós somos tradicionais, acima de tudo. Tradicionalista, é aquele que usa a tradição como seu rumo, como seu norte, mas a tradição, que é o legado, os valores princípios e costumes dos antepassados, é o que tem valor para mim e para o meus filhos” - concluiu. E, finalmente, o voluntariado. De forma graciosa, sem esperar retorno, somente a satisfação de fazer algo pelo todo e que atinge 95% dos participantes do Movimento. Fez ainda, uma analise do momento atual do Movimento, que tem duas grandes áreas que apresentam conflitos. Na área campeira, que afeta a questão da tradicionalidade, especialmente na questão da pilcha. E na área ar- Nova Diretoria do MTG. Da esquerda para a direita: Martim Guterres, Elenir W tística, na questão da indumentária, cujo problema é o não uso, principalmente, em rodeio gaúcho, onde, no domingo, somente estão pilchados os que ainda não subiram ao palco. “Na campeira o laçador não tira a bombacha, na artística sim, por quê?” – perguntou Savaris. Afirma que os dirigentes não tomam atitude para não se indispor com os participantes. “Temos questões competitivas, pois levaram a quase profissionalização em algumas áreas. Voluntariado ali quase não existe mais. Laçadores voluntários quase não existem, também. Os laçadores somente se interessam pelos prêmios e, quem faz isso, somos nós. Na portaria que passa a sede deste congresso, por exemplo, diz o seguinte: ‘Por tratar-se de um evento amador...’, ou seja, são eventos amadores. Perguntamos: todos são amadores? Especialmente os músicos, instrutores, avaliadores são amadores? Queremos ser amadores ou profissionais, nós temos que dizer isso. Ou queremos que o Enart não seja amador. Diz que os profissionais estão prestando seu serviço da melhor forma, nós é que temos que dizer o que queremos. Disse ser contrário ao uso do cd nos grupos de dança, pois, do jeito que está como vou criticar quem dança com esse recurso? Se contratar músicos se torna muito caro. Precisamos parar e questionar. Para projetar o futuro, esse modelo que nós temos é o que nos interessa”- concluiu. Savaris falou ainda, do domínio dos instrutores dentro dos CTGs. Isso acontece porque o patrão é um voluntário que, pressionado pela gurizada e pelos pais desses jovens, fica contra a parede. Ou se submete à pressão ou fica sozinho, porque o instrutor pega todo mundo e vai embora, para outra entidade. São impostas condições, as quais

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Ano XV - Edição 186 Fevereiro de 2017 11 os, o tradicionalismo organizado comemorará to. Voluntáriado é o tema quinquenal do MTG grupo dos 8”. Pela Comissão Estadual o tema dos Festejos Farroupilhas 2017: “Farroupilhas: idealistas, revolucionários e fazedores da �lexão, de Manoelito Savaris, gerou um grande debate e será tema de discussão durante o ano de 2017: “A ideologia do tradicionalismo” Foto: TV Tradição O Conselheiro Vaqueano Manoelito Savaris, manifestou-se parabenizando a diretoria do MTG pelo tema proposto. Afirmou que a questão do voluntariado é complexa, pois todos sempre têm algum tipo de interesse. Disse que, quando estabelecemos os temas, temos que convergir na mesma direção. “Temos que detectar exatamente onde está o problema e quem são os “não voluntários” do nosso meio, com clareza. Acredito que a diretoria vai fazer isso” - declarou Savaris. Fotos da página: Rogério Bastos João Mello, Presidente da CBTG (D) ao lado de Martim Guterres (C) Winck, Nairo Callegaro, José Roberto Fischborn, Anijane Varela e José Araújo sempre são de custo elevado, ficando, muitas vezes, para a entidade quitar. Essas são as consequências paralelas. Cada vez mais as entidades do interior não conseguem manter grupos adultos para fazer frente aos custos de avaliação. A planilha da dança foi encarada da forma que “um comum não entende, só especialistas podem entender”. As demais planilhas, de outras modalidades artísticas, também estão iguais. Se alguém subir no palco e cantar musica do Gildo é último lugar garantido. Por que isso? Nós somos um “The Voice”, ou uma entidade tradicionalista? Essas são as questões que devemos ter a coragem de repensar. Tema quinquenal, com o título “Projeto Social MTG – Voluntariado”, da autoria da diretoria do MTG O tema será trabalhado ao longo de cinco anos (de 2017 a 2021) e deverá ser desenvolvido em todo âmbito do Movimento, com o objetivo primordial em nossos valores fundamentais. O Presidente Nairo manifestou-se em defesa da proposição e apresentou o projeto para o tema quinquenal expondo diversas justificativas para que o mesmo fosse implementado. Disse que gostaria de ver todos aqueles que se manifestaram no Congresso de Bento serem multiplicadores do verdadeiro voluntariado, sem esperar benefício algum. Nairo questionou quem de fato é voluntário, qualificando os adjetivos do mesmo, e salientou que essa proposta vem tentar despertar a consciência das pessoas para o verdadeiro voluntariado. Disse que praticar o bem pelas vontades coletivas é simples e este deve ser o verdadeiro norteador. “Ser voluntário é querer fazer. A sociedade tradicionalista precisa muito disso” - concluiu. Departamento Jovem do MTG tem nova diretoria O Departamento Jovem do MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho, está com nova diretoria. A solenidade de posse aconteceu em Bento Gonçalves, no mês de janeiro, durante o 65º Congresso Tradicionalista Gaúcho. Como diretor, na gestão 2017, atuará Kelvyn Eduardo Krug, que tem como vice Eduardo Gusmão Bittencourt, como Assessor de Eventos Éridio Silveira e como Assessora de Mídias Digitais Mariana Messerschmidt. Segundo o diretor, o principal objetivo ao longo da gestão será aproximar o jovem do Movimento, fazendo com que volte a ter vez e voz para decisões do futuro do tradicionalismo organizado. “Quando pensamos em assumir o departamento, procuramos conversar com alguns jovens e analisar qual a real necessidade de mudança. Muitos nos disseram que não há urgente necessidade de mudança em promoções e formas de organizar, mas sim uma mudança de comportamento, de diálogo com o jovem, um contato maior para saber os reais problemas e procurar auxiliá-los nisso”, afirma Krug. Algumas metas pontuais são a melhoria e o resgate dos eventos promovidos pelo departamento; alterações na forma da Assembleia Jovem Eletiva, fazendo com que os jovens das regiões também tenham decisão sobre o futuro da diretoria; trabalhar arduamente junto aos jovens para a criação do Departamento Jovem em regiões que ainda não o tem trabalhando ativamente. Diretoria eleita no 65º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado na cidade de Bento Gonçalves, 11ªRT: Presidente – Nairioli Antunes Callegaro Vice-presidente de Administração e Finanças – Elenir De Fátima Dill Winck Vice-presidente de Cultura: Anijane Luiz Varela Vice-presidente Campeiro - José Alvoni Araújo Silva Vice-presidente Artístico - José Roberto Fischborn Vice-presidente de Esportes Campeiros – Martim Guterres Damasco Secretário Geral – Nilton Otton Tesoureiro Geral - Gerson Luiz Ludwig Vice-Presidente da Fundação Cultural Gaúcha MTG – Vitor Hugo Pochmann Anelise Severo e Jean Kirchoff cantaram no Congresso Erva Mate Barão sempre presente nos eventos oficiais do MTG Turma do CFOR Avançado formou-se no Congresso Prendas e Peões do RS estiveram presentes na abertura do Congresso Equipe de credenciamento - Fundamental para o funcionamento

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12 NOTÍCIAS Ano XV - Edição 186 Fevereiro de 2017 Grupo Sepé recebe Medalha Comemorativa da Assembleia Legislativa do RS Honraria foi indicada pelo escritor Sebastião Corrêa e entregue pelo deputado Vinicius Ribeiro Foto: Arquivo do CTG O trabalho voluntário realizado em prol da poesia gaúcha envolvendo crianças e jovens foi homenageado com a Medalha Comemorativa da 54ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. A láurea é o reconhecimento do Parlamento Gaúcho ao empenho pela preservação e enaltecimento da poesia e do texto campesino por meio de ação voluntária que mantém crianças e jovens engajados no projeto destacado em rodeios e festivais de declamação gaúcha. A indicação do GAN Sepé Tiaraju para receber a medalha foi uma iniciativa do escritor e poeta nativista, Sebastião Teixeira Corrêa, entregue pelo deputado Vinicius Ribeiro, no dia 04 de janeiro, em cerimônia na sede da entidade. Homenagem ao trabalho social desenvolvido A solenidade de entrega da Medalha prestou homenagem extensiva a todo o trabalho desenvolvido pelo GAN Sepé Tiaraju em prol da cultura gaúcha e um louvor à Oficina de Declamação, fomentada na gestão da Patronagem de 2014-2016 da patroa Leoni Koch, quando uma sala foi aberta especialmente para as aulas, realizados saraus e apresentações à comunidade e participações em cursos. Apenas neste ano, o resultado é a conquista de quatro vagas antecipadas para a grande final do Rodeio Internacional de Vacaria, em 2018, com Luiz Henrique Fontana, Arthur Salles Roos, Júlia e Judite Carlet, a instrutora Campeã do Festival Nacional da GAN Sepé Tiarayu recebe honraria Cultura Gaúcha por seis vezes; 126 troféus nas últimas três temporadas de rodeios, inúmeras classificações e, mais que isso, a formação cidadã de dezenas de crianças e jovens, somando-se à galeria de centenas de troféus conquistados pela entidade ao longo de seus 30 anos. Declamação é destaque em concursos O trabalho persistente consta de ensaios bissemanais, participação em diversos cursos e seminários e seis saraus de poesias nos últimos três anos que tiveram a instrução de grandes poetas gaúchos, comunicadores e psicóloga, estimulando e aprimorando ainda mais a arte declamatória que atrai mais e mais crianças e jovens a aprenderem técnicas de comunicação e oratória elevando a qualidade das exibições que vêm sendo observadas em todo o Estado do RS e em Santa Catarina, por onde os declamadores do GAN Sepé marcam presença em eventos do gênero. O alto nível e o grande número de declamadores engajados no projeto contínuo é considerado único no Estado e, por isso chamou a atenção do escritor Sebastião Teixeira Corrêa, de Caxias do Sul, que levou ao conhecimento da Assembleia Legislativa o esforço que é exemplo para todo o Rio Grande do Sul. Deputado Vinicius Ribeiro“Sociedade justa com oportunidades iguais” Ao falar sobre a motivação da Medalha ao GAN Sepé Tiaraju, o deputado Vinicus de Tomasi Ribeiro disse tratar-se de um gesto simples, mas de muito valor a cada um dos voluntários que há 30 anos dedicam seu tempo em prol da cultura gaú- cha e na formação de crianças e jovens, por meio da arte, da cultura, da educação e do convívio social. “O trabalho desenvolvido pelo Sepé Tiaraju demonstra que o poder público precisa, cada vez mais, reconhecer o trabalho das entidades que auxiliam na educação e formação de uma sociedade mais justa e com oportunidades iguais de acesso à educação e cultura”. Poeta Sebastião Corrêa“Projeto único no RS” O poeta Sebastião Teixeira Corrêa, que assistiu apresentações dos declamadores à tarde, disse: “Se fizéssemos uma semana de discursos não diríamos tudo para demonstrar o que é feito no Sepé Tiaraju”. Ele relatou sua emoção ao ser-lhe apresentado um declamador de 10 anos, que viajou a Santa Maria para lhe conhecer. Isso é o resultado de um trabalho diferente de tudo que acontece no Estado. “Estou muito feliz e vejo como justíssima a homenagem”. Prefeito Douglas Fontana“Atuação preventiva” O prefeito de Espumoso, Douglas Fontana disse de seu reconhecimento ao escritor e ao Deputado pela iniciativa de reconhecer a entidade que faz diferença na comunidade regional. Enalteceu o papel de prevenção empenhado pelas entidades do município e o GAN Sepé Tiaraju, muitas vezes faz o papel da própria família. “É o esforço do trabalho que se materializa”. Guilherme Hexsel assume GF Anita Garibaldi o Laço da Querência participa de festival Durante a cerimônia de posse da Coordenadoria da 1ª Região Tradicionalista, o jovem Guilherme Hexsel Rosa assumiu como patrão do CTG Laço da Querência, do Clube do Professor Gaúcho, zona sul da capital. Aos 31 anos, Guilherme já trabalhou na Fundação Cultural Gaúcha do MTG, construiu o segundo site que o MTG teve, foi dançarino no CTG Lanceiros da Zona Sul e no Laço da Querência, declamador, poeta e agora assume o cargo máximo da entidade com a promessa de qualificar os quadros individuais com os talentos locais do clube e buscar os 200 pontos da lista destaques do MTG. Foto: Rogério Bastos Guilherme Hexsel assume o Laço O Grupo Folclórico Anita Garibaldi, da cidade de Mostardas, foi até a cidade de Ñemby, no Paraguai, representar o Brasil no Festival de Folclore “Esencias de los Pueblos”, de 29 de janeiro a 5 de fevereiro. Com 30 anos de história, o Anita foi, pela primeira vez, a um festival de folclore. Participaram, também, o Chile, com o “Grupo Dafol”, a Colômbia, com a “Compañia Artística Euforia” e o Paraguay, com Grupo Folclórico “Esencia Guarani. Foto: Arquivo Pessoal Renata Martins e Digo Machado TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 186 FÓRUM DA DANÇA Por: Luciano Fleck Vice-diretor de Danças Tradicionais do MTG/RS Fevereiro de 2017 SAÚDE EM FOCO 13 Por: Mauro Gimenez Médico ADAPTAÇÃO O tabagismo e as ADAPTAÇÃO: ação ou efeito de adaptar(-se); ajuste de uma coisa a outra. A adaptação é a qualidade (ou não) de acomodar-se a uma determinada situação. O homem é um ser eminentemente adaptativo. Do ponto de vista físico, os seres humanos são capazes de adaptar-se a qualquer tipo de alimentação. Em relação às condições climáticas, podemos lidar bem com o calor extremo e com o frio intenso. Esta característica torna o ser humano um animal de grande plasticidade, porque pode viver em vários tipos de habitat, diferente de outros animais. Alguns elementos podem “interferir” em nossa capacidade de acomodação: a curiosidade, o instinto de sobrevivência, o desejo de superação e, de maneira especial, a inteligência. Nossa adaptação é um processo que se consolidou ao longo da evolução. Durante milhares de anos foram sendo desenvolvidas técnicas para que possamos nos adaptar em todo tipo de situação. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a matemática e as técnicas de domesticação de palntas e animais são criações humanas que dão resposta a certas necessidades. Portanto é a inteligência do homem e sua capacidade de resolver problemas que permite sua adaptação com relativa facilidade. As mudanças tecnológicas e sociais provocam novas estratégias para que o homem não fique perdido ou deslocado. De certa maneira, a vida é uma mudança constante, que faz com que indivíduos procurem certa acomodação devido às circunstâncias que surgem a cada momento. Porém a adaptação não é algo imediato e fácil de realizar. Em geral, é necessário superar um período de transição, como também o antigo sistema, e assim começar uma familiarização com o novo modelo. Talvez quanto mais avançada a idade, a capacidade de adaptação diminui, embora cada caso seja um caso. Há pessoas que mantêm a curiosidade e não apresentam dificuldades em aprender coisas novas. Mas também há jovens que não dispõem de “tempo” para aguçar a curiosidade e estes com certeza não conseguem se ajustar ao ritmo acelerado de mudanças no nosso tempo. Portanto, adaptar-se ou recomeçar é acreditar que a vida se renova, nos nossos pensamentos, nas nossas atitudes, no fazer e refazer de nossa conduta. Que possamos nos adaptar ao que o futuro nos reserva, ou não. atividades físicas Amigos tradicionalistas. Tenho visto e constatado que muitos jovens do nosso meio, alguns participantes de invernadas artísticas, outros da campeira, estão, infelizmente, com o vício do fumo. De novo estou batendo nesta tecla, pois me sinto na obrigação de esmiuçar o tema, o qual já foi citado em artigo anterior. Fazer atividades físicas está longe de ser suficiente para compensar os danos causados pelo tabagismo. E esse fato, atestado por médicos, não pode ser contornado nem por esportistas profissionais, quanto mais por quem desempenha atividade no meio tradicionalista como citei antes. Os pneumologistas alertam para o risco de o fumante se enganar com uma suposta compensação trazida pela atividade física. O exercício moderado pode até combater os radicais livres, protegendo um pouco o corpo contra as lesões trazidas pelo cigarro, mas isso é muito pouco. Com o tempo, o efeito do fumo passa a ser muito mais intenso. Especialistas alertam para riscos. Antes ou depois das práticas esportivas, o fumo traz prejuízos, especialmente à capacidade de aproveitamento da respiração, condição necessária para o bom rendimento das atividades. Quando você fuma e logo em seguida pratica exercícios físicos, está se colocando em risco, pois a sua pressão arterial aumenta, podendo causar complicações a quem tem problema de hipertensão. O cigarro é também um fator de risco para doenças coronarianas. Por isso, quem fuma há anos e resolve praticar atividades físicas está exposto ao risco de infarto. Antes de começar a fazer atividade física, o fumante precisa fazer um check-up cardiovascular e pulmonar completo. Caso os exames mostrem que o paciente está apto, ele pode se exercitar com níveis graduais de esforço, acompanhado de um especialista. Ainda de acordo com médicos do esporte e fisiatras, o cigarro piora o rendimento tanto de atletas profissionais quanto de pessoas que praticam exercícios físicos regularmente. O cigarro vai afetar entre 20% e 30% da capacidade cardiovascular do fumante. Portanto, meus amigos dançarinos, chuleadores, laçadores: o melhor é, com certeza, não fumar. O prazer momentâneo do vício não compensa a quantidade de malefícios que o fumo proporciona. Vamos manter vida saudável. Abraços e até a próxima! UM PADRE NO ESTILO Tauras da Colina não GAÚCHO Em novembro de 2016, o Padre Valdir Antônio Formentini comemorou seu Jubileu de Prata Presbiteral durante uma missa de ação de graças realizada na Paróquia Santa Catarina de Braga, onde, há 25 anos, foi ordenado sacerdote. Conhecido no meio tradicionalista pelo projeto “Fé Gaúcha”, o padre Valdir viaja pelo Rio Grande levando a palavra de paz, de apoio e de muita fé. A Igreja recebeu fiéis, familiares e amigos que foram comemorar com o Padre Valdir esta data tão marcante em sua vida sacerdotal. Também nesta mesma data foi comemorado o dia da Padroeira da Paróquia, Santa Catarina. Após a missa Padre Valdir recebeu homenagens dos fiéis, familiares e amigos durante a festa realizada pela comunidade no Salão Paroquial. Linha do Tempo da vida Sacerdotal do Padre Valdir Antônio Formentini: 1991-1996 - Padre em Jaboticaba; 1996-1999 - CNBB e Pastoral da Juventude com sede em Passo Fundo; 2000-2003 - Pároco em Santa Izabel - Viamão; 2003-2007 - Pároco no Principado de Mônaco; 2007-2011 - Pároco em Santa Izabel – Viamão; 2012-2013 - Trabalhou em Roma; 2014-2016 - Atualmente desenvolve trabalhos em uma Organização Não Governamental (ONG) em Santa Izabel - Viamão. param nem nas férias Na cidade de Igrejinha, o CTG Os Tauras da Colina não param nem durante o recesso das férias de janeiro e fevereiro. Aconteceu dia 02 de fevereiro, pela primeira vez , o encontro de ex-prendas e peões da 22ª RT entre os anos de 1992 e 2016, durante o Encontro Regional de Patrões e posse da Coordenadoria Regional. “Cada um pode contar um pouco de sua vivência e como foi sua gestão” – conta Marlene Oliveira, do departamento cultural da entidade. As prendas e peões responderam um questionário citando quem foram seus colegas gestão e o que promoveram. O encontro, que teve a presença de quase 40 prendas e peões, foi muito proveitoso e deverá ser realizado todos os anos. Já no dia 06 foi a vez da oficina prática de emalar capa ou poncho, realizado por Wesley Donato, 1º Guri Farroupilha da 22ª RT. Foto: Julio Fotografias Prendas e Peões da 22ªRT. A cultura não para nem nas férias TEMA ANUAL: “MTG 50 ANOS DE PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA GAÚCHA”

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14 Ano XV - Edição 186 TROPEANDO VERSOS Por: Carlinhos Lima Diretor Departamento de Manifestações Poéticas Fevereiro de 2017 AMPLIANDO HORIZONTES Por: Manoelito Carlos Savaris Conselheiro Vaqueano do MTG e da CBTG A trova e os trovadores Entre as atividades artísticas realizadas no ENART há a TROVA GALPONEIRA, dividida em três modalidades: Trova Campeira (mi maior), Trova de Martelo e Estilo Gildo de Freitas. Na Idade Média era comum os desafios entre CANTADORES. Historiadores, estudiosos e folcloristas nos mostram que o canto de improviso é uma manifestação cultural da literatura oral conhecida e cultivada na Roma Antiga e também na Grécia. Em nosso estado esta manifestação cultural nos chega através de imigrantes. Com o passar dos anos vai sofrendo adaptações e, com os desafios e concursos, também vão sendo criados regulamentos, bem como planilhas de avaliações para apurar os vencedores. Aos avaliadores cabe a tarefa de mensurar o desempenho e o momento artístico de cada concorrente, baseado no regulamento e nas planilhas de avaliação. Na trova campeira, também conhecida como trova em mi maior, são cantados seis versos septissilábicos (sete sílabas), rimando o segundo, quarto e sexto. Na trova de Martelo o erro mais comum é a deixa, quando o trovador falha ao deixar o mote para o concorrente completar. Na trova estilo Gildo de Freitas cada um dos seis versos cantados deve ter quinze sílabas, rimando o primeiro, segundo, terceiro e sexto verso, sendo que o quarto verso deve rimar com o quinto, todos no ritmo da música característica. Por vezes, o concorrente, no calor do aplauso, canta um verso conhecido ou decorado. Para a plateia é válido, mas a comissão, atenta, des- conta, gerando questionamentos por parte daqueles que não tem o conhecimento das particularidades da nossa trova. As falhas mais comuns são as rimas quebradas, erros na metrificação dos versos e, a principal, fugir do tema. Isto ocorre muitas vezes por desconhecimento do nosso tradicionalismo, da nossa história, dos nossos heróis e personagens e também dos assuntos da atualidade. O trovador, além do talento nato de versejar no repente, precisa ter argumentos, sagacidade, raciocínio rápido, além de conhecimentos gerais, incluindo a cultura popular. Todos os trovadores são extremamente cultos, embora muitos deles sejam simples e não tenham o estudo acadêmico. Porém a escola da vida os preparou e tornou doutores na arte da trova. Sugerimos maior interação dos demais artistas da entidade com os trovadores, para ver o quanto é linda e empolgante esta modalidade, que já foi marginalizada nos nossos galpões e hoje volta a ocupar o seu merecido lugar de destaque. Poderão confirmar o tamanho do talento necessário para se tornar um trovador, pois todos os versos precisam ser criados no repente, com qualidade poética, dentro do tema, com rima, com métrica, no ritmo, além de ser necessária boa voz para cantar. Esperamos que os líderes e a comunidade artística gaúcha entendam e se conscientizem da necessidade de maior incentivo às modalidades menos festejadas, que acabam esquecidas dentro da própria entidade, sobrevivendo através de raros abnegados amantes da cultura e da nossa arte como um universo único e indissolúvel. CONSTRUTORES DO RIO GRANDE “A História de um povo só poderá ser bem interpretada, conhecendo-se a vida e a obra de seus filhos maiores”. (Walter Spalding) BENTO GONÇALVES DA SILVA Filho do Alferes Joaquim Gonçal- ves da Silva e de Perpétua da Costa Meireles, BENTO nasceu na localidade de Triunfo, no dia 23 de setembro de 1788, sendo batizado na igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Triufo no dia 19 de outubro daquele ano. Desde jovem, Bento Gonçalves da Silva se revelou excelente espadachim e afeito às lides militares. Iniciou a sua carreira militar no ano de 1811 como furriel na Campanha de D. Diogo. No ano seguinte seguiu para Jaguarão, na fronteira com o Uruguai. No departamento de Cerro Largo, Estado Oriental, casou em 1814 com Caetana Garcia y Gonzales, com quem teve oito filhos: Perpétua (1815), Joaquim (1817), Bento Filho (1820), Caetano (1822), Leão (1824), Marco Antônio (1826), Maria Angélica (1830) e Ana Joaquina (1834). Além de militar, Bento Gonçalves era político identificado com os pensamentos liberais e foi eleito deputado para a primeira composição da Assembleia Provincial, criada no ano de 1834, como representante do Partido Liberal. Em 1835 a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul vivia momentos políticos conturbados e Bento Gonçalves se colocava como um dos maiores líderes militares, era o comandante da Guarda Nacional e respondia pela defesa da fronteira do Jaquarão e exercia forte influência no meio político como deputado provincial, além ser um destacado líder da maçonaria. Foi num cenária conturbado que eclodiu a Revolução Farroupilha no dia 20 de setembro daquele ano. Desde o princípio do movimento revolucionário Bento Gonçalves se colocou como liderança maior. Mesmo não estando presente na invasão de Porto Alegre, liderada por Gomes Jardim e Onofre Pires, foi Bento que, no dia 25 de setembro fez importantes Manifestos aos habitantes de Porto Alegre e aos portugueses e estrangeiros residentes na Província do Rio Grande. Durante a Revolução Bento foi preso (em 4 de outubro de 1836) no combate da Ilha do Fanfa e mandado para o Forte do Mar, na Bahia, de onde fugiu em setembro de 1837 retornando ao Rio Grande e reassumindo o comando das tropas farroupilhas e exercendo a função de presidente da República Rio-grandense cargo para o qual foi eleito depois da proclamação levada a efeito por Antonio de Souza Netto, em 11 de setembro de 1836. No final da Revolução, já com a Assembleia Constituinte instalada na capital Alegrete, Bento se viu envolvido em intrigas internas que levaram ao nefasto duelo com seu primo Onofre Pires que, ferido no combate, faleceu. Bento Gonçalves afastou-se da Revolução entregando o comando supremo a David Canabarro que conduziu as negociações que resultaram na Paz de Ponche Verde, em fevereiro de 1835. Recolhido a sua estância em Camaquã, empobrecido e adoentado, Bento Gonçalves faleceu no dia 18 de julho de 1847. Os restos mortais de herói farroupilha, depois de terem sido sepultados em Camaquã e Bagé, repousam desde o ano de 1900 na Praça Tamandaré, na cidade de Rio Grande. Reculuta campeira em Santa Cruz do Sul Em época de férias, tem quem não descanse. O peão da 5ªRT, Everson Aires, realizou em Santa Cruz, no �inal de janeiro, a Reculuta Campeira de Integração Com o apoio do Departamento Cultural da 5ªRT, o Peão Everson Aires realizou, dia 28 de janeiro, a Reculuta Campeira de Integração, no Centro Equestre ‘Algo Porque Viver’, na cidade de Santa Cruz do Sul. O evento teve como propósito incluir crianças na lida com o cavalo crioulo e o resgate da identidade do homem do campo, mostrando a importância dos mais velhos para o Movimento Tradicionalista Gaúcho. As crianças tiveram contato com o cavalo crioulo, suas características e ensinamentos básicos como tosa, limpeza dos cascos e do pelo. “Também aprendemos como são os nomes das encilhas e qual a maneira correta de encilhar o cavalo. Depois disso a instrutora do curso demonstrou andadura com o cavalo disponível no Centro Equestre, foi demonstrado o passo, o trote e o galope” – explicou Aires. O evento teve como palestrante Mariana Schilling da Cunha, jurada da ABCCC (Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos), instrutora de equitação, graduada em Curso Superior de Tecnologias em Ciências Equinas e proprietária do Centro Equestre Algo Porque Viver. Cerca de 40 pessoas de diversos CTGs, tais como: CTG Erva-mate, Venâncio Aires, 24ªRT; CTG Lanceiros de Santa Cruz, Santa Cruz do Sul, 5ªRT; CTG Rincão da Alegria, Santa Cruz do Sul, 5ªRT; CTG Sinuelo da Liberdade, Encruzilhada do Sul, participaram da Reculuta da Integração. Foto: Arquivo Pessoal Everson Aires realizou com orgulho a Reculuta TEMA SEMANA FARROUPILHA 2016: REPÚBLICA DAS CARRETAS - 180 ANOS DA REPÚBLICA RIO-GRANDENSE

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Ano XV - Edição 186 NOTÍCIAS Fevereiro de 2017 15 GDF Os Farroupilhas Maneco Pereira, patrono empossa nova patronagem do campeirismo Entidade santo-angelense, fundada em março de 1988, na Escola Estadual Madre Catarina Lépori, promove baile de posse dia 18 de fevereiro, com o grupo Herança Missioneira. O dia 11 de fevereiro, data da morte de Maneco Pereira é conhecida como o dia do campeiro. Uma homenagem ao homem que, segundo informações, laçava com o pé. O Grupo de Danças Folclóricas dade, Rodeio de Marau e a Tropeada, Manoel Bento Pereira, ou Maneco Pereira, foi o maior laçador que o Rio “Os Farroupilhas” de Santo Ângelo, de Cruz Alta), ampliar o patrimônio so- Grande do Sul conheceu em todos os tempos. Ele nasceu no dia 18 de junho realizou uma assembleia para eleger a cial, fortalecer o Departamento Cultu- de 1848, no município de Rio Pardo. Ainda criança, foi com a família para a nova patronagem no dia 05 de janeiro, ral e realizar projetos em parceria com “Estância do Curral de Pedras”, no município de Rosário do Sul, onde seu pai na qual a gestão anterior prestou con- escolas, através do acesso a oficinas trabalhou de capataz. tas. O ex-coordenador regional João culturais gratuitas. Será dada uma O rebanho da fazenda alcançava mais de 42 mil cabeças. Aos 15 anos, César Medeiros de Farias presidiu a atenção especial às modalidades in- “Maneco Pereira” já era o sota-capataz da estância, cargo que antigamente era assembleia que reelegeu o Patrão Elói dividuais como declamação, solista dado ao peão que mais se destacasse nas lides de campo. Com a morte do Grasel, junto de sua esposa, Sandra vocal, chula, gaita e danças gaúchas pai assumiu a função de capataz. Grasel, que também já administrou a de salão. É quase incrível o que contam das suas façanhas praticadas em tempos entidade. Ao lado de Elói estará o vice- O Departamento Artístico do GDF de sua juventude. Tão espetaculares foram esses feitos realizados numa épo- -patrão, José Roberto e sua esposa, Os Farroupilhas tem à frente João ca em que o laço e as boleadeiras faziam exímios manejadores. Elenice dos Santos, com a parceria de Henrique Peyrot, que, juntamente com “Maneco Pereira” foi Cesar e Rosangela Langes. sua esposa, Vanise, cuidam das seis um laçador que tanto A proposta para esta nova gestão invernadas da casa. Já o Departa- pealava e laçava com é incentivar as invernadas artísticas mento Cultural está a cargo de Otávio as mãos como com os (que, em 2016, já participaram do Fest- Reichert e Juciana Tejkowski de Bitten- pés, e não fazia isso por Mirim, JuvEnart, Enart, Rodeio de Sole- court. acaso, bastava advir Foto: Arquivo Pessoal ocasião. Com o laço nas mãos só não fazia cho- ver. Era como um artista fazendo demonstrações da sua arte, num palco de diversões. No dia 11 de feverei- ro, de 1926, morria “Ma- neco Pereira”, tendo sido sepultado no dia seguin- te no Cemitério do Joa- nico, situado no Batovi. A data ficou marcada e é comemorada, na atua- lidade, como o dia do Sandra e Elói Grasel lutam juntos pelo GDF Os Farroupilhas campeiro, em homenagem a ele. Manoel Viana sediará dois CTG Gomes Jardim grandes eventos da 10ªRT comemorou os 40 anos No mês de março Manoel Viana receberá palestrantes para o Seminário de Campeirismo e para o complemento do projeto da Ciranda de Prendas. O Prefeito municipal de Manoel Viana, cidade que compõe a 10ªRT, Jorge Gustavo Medeiros, recebeu o Diretor de Cultura da Região, Valdevi de Lima Maciel, a 1ª Prenda Regional, Vanessa Fontana Maciel, o Peão Farroupilha, Deni Silva Lamberti, acompanhados do Coordenador Municipal Tradicionalista de Manoel Viana, Luiz Moraes, do Patrão do CTG Sentinela das Missões, Paulo Ricardo Saldanha Pereira, entre outras autoridades, em audiência para divulgar e buscar apoio para os eventos regionais que serão realizados naquela cidade, ainda no mês de março. Além do Prefeito Jorge, estavam presentes o Vice-prefeito Juca Rosso, a Secretária de Educação e Cultura Ana Migotto e o Diretor de Cultura e Turismo Paulo Pugliero Gonçalves, que foram muito receptivos e teceram palavras elogiosas ao trabalho cultural tradicionalista que vem sendo desenvolvido na Região, colocaram-se ao inteiro dispor para colaborar visando o sucesso dos eventos. Os eventos, que serão realizados no CTG Sentinela das Missões e no Piquete Nativista Caudilhos Vianenses, vão trazer a Manoel Viana e para a 10ª RT, o Presidente do MTG, Nairo Callegaro e o palestrante Rogério Bastos. Evento que será realizado no dia 12 de março e, no dia 26 de março, o 2º Seminário de Campeirismo da 10ª RT. de Culto à Tradição No dia 12 de Janeiro, o CTG pioneiro na tradição gaúcha, na cidade de Guaíba, completou mais um ano de sua existência. E, desta vez, uma data muito especial, pois se tratava dos 40 anos da sua fundação: 12 de janeiro de 1977. E, para tal data de grande significância na história, a patronagem organizou várias atividades que foram realizadas no dia 15. Foi realizada uma cavalgada pela cidade durante o dia e, a noite, uma gran- de domingueira com o Grupo Gurizada Medonha e, no intervalo, houve a conti- nuação da festividade com uma homena- gem aos patrões que construíram a história da entidade, posse da patronagem – gestão 2017 e a apresenta- ção de uma inverna- da artística formada para se apresentar na Patrões Históricos foram homenageados festa de aniversário do CTG.

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