Jornal do Sinpol 240

 

Embed or link this publication

Description

Jornal do Sinpol 240

Popular Pages


p. 1

Janeiro/Fevereiro de 2017 O jornal mais lido e aguardado entre os policiais civis - Ano XXIII - Janeiro/Fevereiro de 2.017 - nº 240 UM ANO COBRANDO MAIS O ano de 2016 foi de reivindicações e denúncias para o Sinpol. Com a categoria sem receber reajuste salarial há quase três anos, o sindicato tentou demover o governador Geraldo Alckmin de sua política na segurança pública que, segundo Eumauri Lúcio da Mata, desestimula, sobrecarrega e prejudica a população e todos os policiais civis. Para o Sinpol, a Polícia Civil chegou ao fundo do poço. Leia na página 08. RECURSOS HUMANOS AGENTE POLICIAL REGISTRA BO CONTRA ESTADO Foto: arquivo pessoal Policial civil, sofre acidente durante trabalho, culpa escala exaustiva, além da falta de recursos humanos e registra Boletim de Ocorrência por trabalho análogo à escravidão. Veja na página 03. EM CRAVINHOS MÃE É ACUSADA DE MATAR FILHO Policiais civis da Delegacia de Cravinhos Foto: Reprodução conseguiram esclarecer a morte de um jovem de 17 anos. O corpo do rapaz, que era homossexual e estava desaparecido desde o período das festas de final de ano, foi encontrado carbonizado e, graças ao trabalho da Polícia Civil, a mãe, o padrasto e mais três pessoas foram acusadas por envolvimento com o homicídio. Veja na página 11. E MAIS 4 DISE Ribeirão encontra até explosivos; 4 Equipe do 3º DP de Franca recupera celulares furtados de gigante varejista; 4 Em Casa Branca, DIG apreende anabolizantes e medicamentos avaliados em R$ 1 milhão; 4 Obra atrasada faz delegacia de Batatais virar “piscinão” durante tempestade; DIG Ribeirão recupera motos de luxo e carne roubadas; 4 Jurídico mantém rotina de vitórias. Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

[close]

p. 2

02 Janeiro/Fevereiro de 2017 DIG RIBEIRÃO MANTÉM ROTINA DE ELUCIDAR CASOS Furto de motos e roubo de carne se destacam dentre as ocorrências mais recentes que a especializada conseguiu esclarecer Na véspera do Natal, uma concessionária de motos no Jardim América, zona sul de Ribeirão Preto, foi invadida. Desde então, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto vem trabalhando para recuperar os objetos roubados, minimizando prejuízos. Dentre os produtos subtraídos, estão quatro motos, já encontradas, e diversos acessórios para motociclismo. O furto apresenta indícios de uma elaboração detalhada. Ocorrido no dia 24 de dezembro, a loja que, geralmente contava com grande movimento devido a um carrinho de lanches e recorria a vigias particulares, estava vazia. Os invasores, então, abriram um buraco em um dos muros laterais do estabelecimento a partir de um imóvel vizinho que estava desocupado e pode ser invadido. Dentro do local, as câmeras de segurança e o sistema de alarmes foram danificados para evitar evidências. Provavelmente com o mesmo intuito, os extintores de incêndio foram acionados, dificultando a coleta de impressões digitais. Os produtos da loja puderam ser removidos pelo buraco na parede e pela porta da frente que, posteriormente à invasão, foi arrombada, permitindo a remoção das quatro motocicletas, muito grandes para o buraco na parede. Acredita-se que, devido ao movimento escasso nessa época do ano, foi possível remover produtos do estabelecimento ao longo de todo o fim de semana. Após pouco mais de uma semana de investigações, o trabalho dos policiais começou a render frutos: Na manhã do dia 5 de janeiro, foi encontrada a primeira moto no Jardim Jockey Club, zona leste de Ribeirão Preto, com ajuda de policiais militares que estavam presentes no local. Os mesmos denunciaram o veículo suspeito para a Polícia Civil. Quando o grupo investigou o local, o acusado tentou fugir pelos fundos da casa, porém foi prontamente contido. Em sua residência foi encontrada a motocicleta de luxo sem placas, zero quilômetros. O veículo foi associado ao furto, o que permitiu identificar também outros dois capacetes subtraídos da loja, no valor de três mil reais cada. No dia seguinte, outra motocicleta foi encontrada. Nessa ocasião, dois policiais civis realizavam patrulha na Avenida Thomaz Alberto Whately, nas proximidades do Aeroporto Dr. Leite Lopes. A dupla então encontrou o veículo suspeito abandonado, que também foi prontamente identificado com uma das motocicletas subtraídas. As duas últimas motos foram encontradas no dia 11 de janeiro através das investigações que vinham sendo realizadas desde a data do furto. Ambas encontravam-se em meio a uma região de vegetação próxima à Avenida Patriarca, no setor Oeste de Ribeirão Preto. Embora abandonados no local, os veículos estavam em bom estado e foram, assim como as outras motocicletas, entregues à vítima. As motos recuperadas são estimadas em cerca de 50 mil reais cada, representando um grande abatimento do prejuízo da vítima. O suspeito encontrado na propriedade do Jardim Jockey Club foi preso por receptação. O mesmo alega que estava guardando as motocicletas em troca de entorpecentes. Nesse rumo, as investigações desse caso inusitado prosseguem para recuperar outros acessórios furtados e descobrir detalhes do ocorrido. Outro caso Um roubo atípico, ocorrido dia 6 de janeiro, também vem sendo investigado pelos policiais da DIG. Foram roubados 500 quilos de carne de um caminhão no Distrito Industrial. Com o auxílio da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), que se deparou com informações do ocorrido, grande parte da mercadoria foi encontrada no bairro Adelino Simioni, zona norte de Ribeirão Preto, no dia 11 de janeiro. Na ocasião, a carne estava distribuída entre uma casa e um bar, ambos no mesmo bairro. A ação policial aconteceu no bar. Sua proprietária Equipe da DIG manteve a eficiência e recuperou carnes e motocicletas de luxo Fotos: Polícia Civil utilizava o produto nas porções servidas em seu estabelecimento. Por esse motivo, foi presa por crime de receptação. O proprietário da casa deve ser indiciado pelo mesmo crime. O mesmo foi submetido a reconhecimento facial, mas não correspondia ao perfil dos acusados pelo roubo. Na ação referida, os policiais civis recuperaram 300 quilos de carne. A mercadoria será submetida à inspeção da vigilância sanitária. As investigações dos policiais da DIG prosseguem com o intuito de descobrir o autor do roubo. Por: Mariana Luque

[close]

p. 3

Janeiro/Fevereiro de 2017 DENÚNCIA 03 POLICIAL CIVIL REGISTRA BO CONTRA ESTADO Agente policial na cidade de Rosana, extremo oeste de São Paulo, diz que é submetido a trabalho análogo à escravidão Em menos de dois anos após ter ingressado na Polícia Civil do Estado de São Paulo, o agente policial Daniel Hubscher Ávilla viu seu projeto de vida ruir. Ele sempre desejou ingressar na Instituição, mas deparou-se com um quadro inaceitável, que o levou a registrar um Boletim de Ocorrência contra o Estado de São Paulo, com o objetivo de denunciar suas precárias condições de trabalho. O BO foi elaborado por redução à condição análoga à de escravo devido à carga horária de trabalho exercida. Em entrevista ao portal G1 de Presidente Prudente, Daniel relatou que vem sofrendo abalos psicológicos, além de pensar “constantemente em se exonerar do cargo e, algumas vezes, até em cometer suicídio”, por sofrer graves problemas de adaptação pela escala “sobre-humana”. Segundo o agente policial, o principal motivo para a situação é a falta de efetivo. “Aqui nós fazemos escolta a semana toda. Eu trabalho no expediente das 8h às 18h e, depois, preciso fazer as escoltas em outros municípios, como Adamantina, por exemplo. Após essa carga horária extra e sem dormir, no outro dia, preciso me apresentar novamente à delegacia para cumprir a jornada de trabalho”, disse ao G1. Em nota ao G1, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que, desde 2011, a região recebeu 156 novos policiais civis e estão em formação 476 policiciais civis que, após a formatura, seriam distribuídos de acordo com análise estratégica da DGP (Delegacia Geral de Polícia), sem especificar quais carreiras e quantos viriam para a região onde Daniel trabalha. O policial civil foi motivado a registrar o BO após ter chegado a seu limite e sofrer um acidente de trânsito. “Na noite do último sábado [21/01], eu estava de sobreaviso, e fui acionado para levar uns ofícios até Euclides da Cunha Paulista, cidade na qual eu não sabia onde ficava a delegacia. No trajeto, como chovia muito, um animal estava na pista e, ao desviar, acabei batendo em uma placa de sinalização”, falou. “Fui acionado pela autoridade policial desta unidade para realizar uma escolta de um procurado pela Justiça pela Delegacia da Polícia Civil de Euclides da Cunha Paulista, cidade vizinha pela qual a autoridade está respondendo, fato esse que ocorreu pela primeira vez em um ano e três meses de serviços prestados à Polícia Civil. Mesmo não concordando com a ordem, me desloquei à unidade policial de Primavera para pegar uma viatura com objetivo e ir à cidade vizinha. Ao chegar ao local, fui informado pelo investigador de que ofícios, que seriam levados ao outro município, estavam em cima da impressora”, conforme o depoimento. O acidente ocorreu quando Daniel retornava para Primavera, a fim de pegar as assinaturas que, segundo ele, deveriam já estar aportadas no documento. Após o acidente, “com o psicológico abalado”, o policial afirmou no documento que “retornou para Primavera e optou por não dar prosseguimento à escolta”, por não se sentir em condições para realizar tal tarefa. Ele, que é natural de São Bernardo do Campo (SP), trouxe a esposa para o distrito de Porto Primavera, já que quase não conseguia visitá-la na Região Metropolitana de São Paulo (SP). “Eu não tinha dias de folga para ver minha família e ficar sozinho aqui estava me enlouquecendo. Minha esposa, que é professora formada, precisou largar o emprego para estar comigo. Não é uma situação fácil”, explicou ao G1. A carga horária exaustiva, segundo o profissional ao G1, fez com que outros policiais pedissem exoneração. “As pessoas não aguentam essa situação por muito tempo. Eu estudei dois anos para passar neste concurso, depois, aguardei por mais dois anos para ser chamado e, agora, pouco antes de completar dois, estou desgastado. Eu penso que seria melhor pedir exoneração, mas aí me pergunto: ‘O que eu vou fazer da minha vida?’. É quando os pensamentos ruins invadem a cabeça e eu chego a pensar em suicídio como uma solução”, desabafou ao G1. Em entrevista ao Jornal do Sinpol, Daniel informou que, após a repercussão da reportagem do G1, o efetivo não aumentou, mas ele foi destacado para realizar somente serviço interno. “Temos um escrivão que está com um filho com câncer e está afastado. Vou dar uma força para a única escrivã”, afirmou. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, Daniel foi corajoso ao expor o que o sindicato vem denunciando há muito tempo. “Os recursos humanos são escassos. A Polícia Civil trabalha com um número muito abaixo do mínimo necessário. O governador contrata muito pouco e a saída, seja por aposentadoria, por afastamento, por exoneração ou qual motivo constar, é sempre maior que a Por conta da falta de recursos humanos na Polícia Civil, Daniel atribui acidente sofrido ao excesso de trabalho e denuncia jornada análoga à escravidão: esposa teve que deixar trabalho de professora em São Bernardo do Campo para viver com o policial civil em Rosana, pois não havia tempo para encontrar a família diante da escala entrada.Aconta nunca equilibra. O Sinpol vai acompanhar o caso bem de perto. Vamos dar toda assistência necessária ao colega Daniel. Não vamos admitir que ele seja penalizado por querer fazer valer seu sonho de ser policial civil e trabalhar numa Instituição respeitada e bem estruturada. Se há alguém que mereça punição, esse alguém é o governo do Estado de São Paulo”, finalizou Eumauri. Com informações do G1 e do agente policial Daniel Hubscher Ávilla Foto: arquivo pessoal

[close]

p. 4

04 EDITORIAL REMANDO CONTRA A MARÉ Entra ano, sai ano e é sempre a mesma um centavo de reajuste sequer - ou se suplica vés de mandado de segurança. Mas até isso coisa. O governo Geraldo Alckmin continua en- pela contratação de mais policiais civis. o governo tenta ceifar. xergando os policiais civis como gasto, não Se durante as décadas de 1970 a 1990 o Vale lembrar que nosso patrão não é o como solução para investir na questão de se- grande problema era material - falta de viatu- PSDB do senhor Alckmin e seus pares. Nosso gurança pública. Por mais que especialistas ras, falta de combustíveis, falta de material de governo é a população, que trabalha com afin- apontem que salários e aumento de recursos escritório entre outras coisas - hoje a grande co, paga seus impostos e espera ter uma Po- humanos não se tratam de despesas quando questão na Polícia Civil é mesmo a falta de lícia Judiciária funcionando. Mas não têm. Além a questão é segurança pública, Alckmin e seus recursos humanos. Até há viaturas em nume- de não nos pagar com dignidade, de não con- pares insistem no contrário. Eles vivem re- ro suficiente para o trabalho de Polícia Judici- tratar recursos humanos em número suficien- mando contra a maré. ária. O problema é quem vai ocupá-las. te, Geraldo Alckmin se recusa a oferecer uma O ano começou com investidas do gover- As equipes estão cada vez mais diminu- Polícia Civil de qualidade para a população, no junto ao Supremo Tribunal Federal, que- tas. Os inquéritos vão se avolumando. É evi- que perde horas e horas nas delegacias para rendo provar que sua inconstitucionalidade dente que ninguém vai admitir isso, mas o um simples registro de ocorrência. pode ser constitucional e tentando reverter as policial civil acaba se vendo obrigado a esco- Muitos colegas têm questionado essa situ- conquistas dos policiais civis que se aposen- lher que crime, de fato, vai investigar. Fica ação insustentável. Mas este problema só pode taram pelo Sinpoeste Paulista, de Marília, ten- difícil conseguir eficiência no trabalho desta ser enfrentado com união, garra e determina- tando não aplicar a paridade e integralidade forma. ção. Se fala-se em greve, é preciso que quem em suas aposentadorias. Os “rodízios” estão cada vez mais aumen- está na ativa participe das tomadas de deci- Ao invés de encarar o problema de frente, tando nas unidades. Além de trabalhar na sua são e faça a greve. Aposentado não faz gre- contratar policiais civis em número efetivamen- delegacia, o policial civil se vê obrigado a co- ve. Precisamos estar unidos. O Sinpol tem fei- te necessário para combater o crime e brir outra delegacia e a trabalhar na CPJ (Cen- to seu papel. Temos cobrado, denunciado, remunerá-los com o mínimo de dignidade, o tral de Polícia Judiciária) em regime de plan- criticado. Agora depende de todos se unirem governo insiste em manter a situação calami- tão. para combater essa situação. E já passa da tosa que a Polícia Civil vem enfrentando. Quando pensa em se aposentar, sabe que hora. Que seja em 2017. Uma nova Polícia Durante todo o ano de 2016 e já há muito vai se sujeitar a não receber com paridade e Civil precisa nascer. tempo, o Sinpol vem denunciando a questão. integralidade, caso aceite as condições impos- EUMAURI LÚCIO DA MATA As delegacias estão sucateadas. Hoje o poli- tas pelo governo Alckmin. Tem a opção de Presidente do Sinpol (Sindicato dos cial civil não sabe se primeiro implora por re- buscar, junto ao Sinpol, uma alentadora vitó- Policiais Civis da Região de posição salarial - há três anos sem receber ria, com aposentadoria especial garantida atra- Ribeirão Preto) Novos Associados Associaram-se ao Sinpol em janeiro os seguintes policiais civis: - José Adolfo Ferreira, investigador; - Gilda Alves de Souza, auxiliar de papiloscopista. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Falecimentos A diretoria do Sinpol comunica, com pesar, os seguintes falecimentos: + Carmen Neusa Rosa, irmã do investigador José Carlos Rosa, ocorrido em 24/12/2016; + Antonio Luiz de Biaggi, agente policial, irmão da agente de telecomunicações Maria Therezinha Lourenço de Biaggi, ocorrido em 26/01/2016. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos familiares. Aposentados Associados do Sinpol que ingressaram no quadro de aposentados em janeiro: - Cecília Scarpellini Talarico, escrivã de 2ª Classe; - Madalena Hernandes Barbieri, auxiliar de serviços gerais; - Edson de Toledo Balsabino, investigador de Classe Especial; - Magali Martins da Rocha, agente de telecomunicações de Classe Especial; - Izilda Umbelino Peixoto, auxiliar de papiloscopista de 2ª Classe, - Sérgio Luiz Porfírio, escrivão de 1ª Classe; - João Fernandes Vieira Neto, escrivão de 1ª Classe. A diretoria do Sinpol felicita os policiais civis por suas brilhantes carreiras, desejando-lhes poderem usufruir seus merecidos descansos com muita saúde e alegria. Notas Plano de Saúde 1 Atenção associados. Verifiquem a data de validade no cartão magnético do convênio São Francisco Saúde, especialmente dos dependentes que cursam faculdade. Para que não ocorra carência, a declaração escolar deverá ser enviada, impreterivelmente, 20 dias antes da data limite de validade. Na dúvida, confira o verso da carteira do plano de saúde, onde consta a data do término da validade. Não deixe para a última hora. Maiores informações na Central de Atendimento Sinpol, telefones (16) 3625-3890 / 3612-9008 / 3979-2627. Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos. A cerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (16) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recém-aposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Plano de Saúde 2 Devido a reclamações recebidas junto à Secretaria do Sinpol, a diretoria do Sindicato pede aos associados usuários do Plano de Saúde que confiram suas cobranças de coparticipação em consultas e exames relativos ao uso do convênio médico. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central de Atendimento do Sinpol, pelos telefones (16) 3612-9008 / 3625-3890. Atenção policiais civis O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, comunica aos associados que, caso necessitem de amparo na área jurídica relacionado à aposentadoria, assim como para acompanhar o andamento de ação já ajuizada, primeiramente entrem em contado com os diretores do Sindicato, através de nossa Central de Atendimento Sinpol, fones (16) 3612-9008 / 3625-3890 / 3977-3850 para oportuno agendamento com o dr. Ricardo Ibelli. Janeiro/Fevereiro de 2017 EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: secretaria@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório,Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR FOTOGRÁFICO: Júlio Castro REPORTAGENS: Mariana Luque O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Boleto bancário emitido pelo Laboratório de Notícias DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Vanderlei Costa Aparecido Donizete Tremura MarcosAntonio Fernandes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.

[close]

p. 5

Janeiro/Fevereiro de 2017 05 DELEGACIA DE BATATAIS FICOU INUNDADA O prédio que já deveria ter tido a reforma concluída ficou alagado por conta de fortes chuvas JABOTICABAL: CHACINA EM BOATE Homem se irritou em boate, apanhou arma e voltou disparando contra diversas pessoas, matando seis Bastou uma forte chuva, logo no início da temporada de chuvas, para que o imóvel que vem sendo reformado para abrigar várias unidades da Polícia Civil em Batatais ficasse completamente alagado. As chuvas atingiram a cidade no dia 29 de dezembro, causando também alagamentos em algumas das principais avenidas do município. A delegacia de Batatais está em obras desde julho de 2014. No local onde antes funcionava a antiga Delegacia Seccional, foram iniciadas as reformas com o objetivo de melhor atender à população, onde passariam a funcionar a Delegacia de Batatais, o Plantão Policial, , os setores de identificação e investigação, o almoxarifado e a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), na Central de Polícia Judiciária. As obras, orçadas em R$ 643 mil, deveriam ter sido concluídas em julho de 2014. Em fevereiro de 2016 o Sinpol denunciou a situação calamitosa, com mato alto e dinheiro sendo desperdiçado com as obras paralisadas. Segundo o presidente Eumauri Lúcio da Mata, o sindicato fez a de- núncia junto à Seccional de Franca, além de enviar ofícios para o Governo do Estado, para a ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), para a SSP (Secretaria da Segurança Pública), para a DGP (Delegacia Geral de Polícia) e para o Deinter3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), com sede em Ribeirão Preto e que atende 93 cidades da região, inclusive Batatais. “Pelo visto, o governo deu de ombros e as obras continuaram sem conclusão, o que ocasionou as lamentáveis cenas que vimos na televisão. O Sinpol vai voltar a cobrar uma solução junto às autoridades, pois as chuvas estão apenas começando”, lamentou. Para minimizar a situação, a Delegacia realizou o atendimento em prédio anexo. Contudo, segundo Eumauri, a situação continua preocupante. “Qualquer chuva um pouco mais forte vai causar transtornos e preocupação. Além disso, não é preciso ser engenheiro para perceber que a DDM, que está com as paredes rachadas e infiltração de água, corre o risco de desabar sobre quem lá estiver”, concluiu. Foto: Reginaldo Coelho/Jornal 101 A equipe do dr. Wanderley conduziu toda a investigação sobre o caso No dia 22 de dezembro, uma chacina em Jaboticabal gerou grande comoção, Um homem foi a uma casa noturna na zona rural da cidade e atirou contra seis pessoas, recolhendo os projéteis rapidamente na sequência. Sua atitude demonstrou frieza e perícia. A alegada motivação para o crime seria a indisponibilidade de uma das profissionais do local, uma garota de programa que atendia um empresário em um dos quartos. Contudo, uma vez que o acusado trazia a arma do crime em seu carro, os policiais civis investigam para saber se houve premeditação. Ao descobrir que a mulher estava indisponível, o suspeito utilizou o revólver que estava em seu veículo e atirou contra as pessoas que estavam no local, matando a dona da casa noturna, sua neta, que trabalhava como garçonete no local, um barman e uma garota de programa. Por fim, o mesmo se dirigiu ao quarto onde se encontravam a profissional requerida pelo acusado e seu cliente e assassinou ambos. Ele então deixou o local caminhando, abandonando seu veículo, o que possibilitou aos policiais civis sua identificação. Em seguida, o atirador escondeu a arma do crime em um canavial próximo. Embora o suspeito não apresente antecedentes criminais, sua atitude foi descrita como calculista e hábil. O delegado responsável pelo caso, dr. Wanderley Santos, disse à imprensa que a habilidade demonstrada pelo atirador foi surpreendente. O homem, que é casado e pai de um recémnascido - a criança tinha 10 dias na data da chacina - disse aos policiais civis, quando se entregou, que ficou irritado porque conversava com a garota, mas ela deixou-o para fazer programa com outro homem. Foi quando ele foi até seu carro apanhar a arma e cometeu a série de homicídios. Por: Mariana Luque Fotos: Sinpol Prédio da Delegacia de Batatais após alguns minutos de fortes chuvas

[close]

p. 6

06 FRANCA Janeiro/Fevereiro de 2017 3º DP RECUPERA DIVERSOS CELULARES Aparelhos, avaliados em cerca de R$ 20 mil, vinham sendo furtados de uma das maiores redes de lojas do País Policiais civis de Franca conseguiram reali- ram realizados nas proximidades da região e fo- zar uma grande operação e recuperaram diver- ram de fundamental importância para que os po- sos aparelhos celulares que vinham sendo furta- liciais civis pudessem identificar os suspeitos en- dos de uma das maiores redes de loja que atua volvidos no caso. naquela cidade. O setor de investigações do 3º Na semana que antecedeu o Natal, os polici- DP (Distrito Policial), com atuação dos policiais ais civis do Setor de Investigações conseguiram civis Ademar e Kauzio, coordenados pelo titular localizar quatro receptadores, sendo que três da unidade, dr. Leopoldo Gomes Novais, conse- deles eram menores de idade. Com os suspeitos, guiram recuperar os aparelhos. a equipe do dr. Leopoldo conseguiu recuperar A pessoa que vinha furtando os celulares da quatro aparelhos celulares. Durante os interro- loja escolhia sempre os modelos mais valiosos, gatórios, os quatro acabaram confessando ter considerados top de linha entre os smartphones adquirido os aparelhos de um menor de 16 anos, do mercado nacional. Eram sobretudo mas mar- que também é morador da região onde as inves- cas iPhone e Samsung. Desta última fabricante, tigações se concentraram. os modelos preferidos eram o 6S e o J5. A rede A equipe do 3º DP constatou que o menor que foi vítima dos furtos é uma das maiores do indicado pelos receptadores seria menor apren- Brasil em comércio varejista. diz numa das lojas da rede de comércio varejista. Os policiais civis foram notificados dos furtos Diante da identificação e dos dados obtidos, o na segunda quinzena do mês de novembro de Setor de Investigações chegou até o menor sus- 2016. O denunciante informou que celulares e peito de praticar os furtos. Com ele foram encon- notebooks começaram a sumir do estoque da loja. trados outros cinco smartphones. Também foi pos- Após levantamento feito pela própria empresa, sível identificar outro receptador, já imputável. no início de dezembro de 2016 foi registrado um O menor foi encaminhado à Vara da Infância boletim de ocorrência com dados atualizados, e Juventude de Franca e deverá receber medida elencando todos os itens que haviam sido furta- sócio educativa pelo furto qualificado consumado dos no período, desde que o primeiro caso foi por abuso de confiança. Os outros menores en- descoberto, até a conclusão do levantamento fei- volvidos em receptação dolosa, passaram por to em estoque na empresa. procedimentos de atos infracionais. Já os maiores Logo no início das investigações, o setor res- de idade serão investigados em inquéritos polici- ponsável pela apuração no 3º DP constatou que ais e vão responder por receptação. Todos os possíveis receptadores estariam com os apare- smartphones apreendidos foram devolvidos ao lhos no complexo do Jardim Aeroporto. Segundo gerente da loja. A mercadoria devolvida foi avali- o dr. Leopoldo, monitoramentos e campanas fo- ada em pelo menos R$ 20 mil. Foto: Divulgação 3º DP de Franca Policiais civis do 3º DP de Franca recuperaram celulares que vinham sendo sistematicamente furtados de gigante do comércio varejista por menor aprendiz

[close]

p. 7

Janeiro/Fevereiro de 2017 BEBEDOURO 3º DP ESCLARECE 13 ASSALTOS 07 Grupo de adolescentes com idades entre 13 e 16 anos e um jovem com 18 anos, foram apontados como os responsáveis pelos crimes A cidade de Bebedouro conseguiu identifi- tral da cidade e também nas dependências do car os autores de uma série de assaltos que Sambódromo. vinha causando apreensão na população. Um Graças ao trabalho realizado pelos polici- grupo de jovens, quase todos adolescentes, ais civis do 3º DP de Bebedouro, foram iden- estaria praticando os assaltos, sempre da mes- tificados seis menores: MHSC de 16 anos, ma forma. Eles abordavam pessoas, geral- ALNB de 13 anos, GTF de 15 anos, YHFN de mente caminhando nas ruas e levavam seus 15 anos, BRJ de 14 anos e MCG de 16 anos, pertences e dinheiro. além do adulto TFG de 18 anos. Logo que os casos começaram a ser noti- De acordo com a Assessoria de Comuni- ficados, a equipe do 3º DP (Distrito Policial) cação da Delegacia Seccional de Polícia Civil de Bebedouro, coordenada pelo dr. João Vitor de Bebedouro, o dr. João Vitor Silvério infor- Silvério, passou a investigar a forma de ação mou que o grupo de infratores alternava-se da quadrilha. Ouviram as vítimas e testemu- nas ações, tendo por habito abordar outros nhas, coletaram dados importantes como ca- jovens que caminhavam despreocupadamen- racterísticas físicas e roupas utilizadas pelos te pelas ruas e avenidas da cidade com seus assaltantes e começaram a traçar um perfil dos celulares ou em bicicletas. Simulando estarem jovens que integravam aquele grupo que pra- armados, os jovens praticavam o assalto. ticava atos criminosos na cidade. Ainda de acordo com o delegado, não está Com a identificação dos responsáveis, a descartada a possibilidade do envolvimento equipe do 3º DP conseguiu esclarecer pelo dos seis adolescentes e do adulto em outros menos 13 casos de assaltos ocorridos em Be- assaltos que possam ter sido praticados na bedouro. Os crimes foram registrados nos dias cidade de Bebedouro, nos últimos meses. A 08, 10, 19 e 20 de agosto, 14 de setembro, equipe do 3º DP prossegue com as investi- 01, 08 e 09 de outubro, dois casos no dia 01 gações e o delegado orienta às vítimas de as- de novembro, além de 21 de novembro, 01 e saltos praticados naqueles bairros ou em ou- 05 de dezembro. tros pontos da cidade para que compareçam As vítimas preferenciais dos assaltantes ao 3º DP na tentativa de identificarem se os eram jovens. Os vários casos foram suspeitos participaram ou não do assalto que registrados nos bairros Jardim São Sebasti- as teriam vitimados. ão, São Francisco, Novo Lar, Major Cícero Com informações da Assessoria de de Carvalho, Pedro Maia, Esplanada, Ciran- Comunicação Social da Delegacia da, Nossa Senhora Aparecida, na área cen- Seccional de Polícia Civil de Bebedouro Fotos: Seccional de Bebedouro Bicicletas e motocicleta foram apreendidas pelos policiais civis que elucidaram a ação da quadrilha de jovens assaltantes

[close]

p. 8

08 RETROSPECTIVA Janeiro/Fevereiro de 2017 POLICIAIS CIVIS IMPLORAM RECURSOS HUMANOS A falta de policiais civis em todas as unidades foi o principal assunto tratado durante 2016 e que entra em 2017 angustiando quem está na ativa Terminou 2016. Sem reajuste salarial, sem au- da Segurança Pública, Alexandre de Moraes - hoje mento de recursos humanos, com a Polícia Civil to- ministro da Justiça e Cidadania do governo Federal Foto: jornalggn.com.br talmente desmotivada e à deriva por conta da situa- - até chegou a acenar para a categoria, afirmando ção caótica que vem enfrentando. Terminou exata- que o governo Alckmin estudava um reajuste ape- mente como começou. Na opinião do presidente do nas para servidores da Segurança Pública e da Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, o ano de 2016 foi Educação. “Como se viu, foi mais uma falácia do um dos mais sombrios na história da Instituição. governador do estado de São Paulo”, disparou Logo no início do ano passado, as perspectivas Eumauri. não eram animadoras em todos os sentidos. A co- No mês de março de 2016, o Jornal do Sinpol meçar por uma ação realizada pela DIG (Delegacia mostrou a primeira de uma série de reportagens de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto na fa- cobrando o governador e sua equipe de trabalho vela do Simioni. Os policiais da especializadas foram sobre a situação de calamidade enfrentada pelos recebidos a bala e houve intenso tiroteio, felizmente policiais civis, sobretudo no interior do Estado. A sem baixas entre os policiais civis. equipe de reportagem realizou um levantamento Enquanto isso, o Sinpol iniciava suas cobran- apenas entre os dados divulgados no jornal sobre ças junto ao governo do Estado. O então secretário aposentadorias, na região do Deinter-3 (Departa- mento de Polícia Judiciá- ria do Interior), com sede em Ribeirão Preto e que responde por 93 cidades da região. Somente no O governador Geraldo Alckmin não resolveu o problema de recursos humanos em 2016 ano de 2015 aposenta- ram-se 64 policiais civis anos de existência sem receber, na ocasião, reajus- Interior, que comanda a Polícia Civil em 93 cidades filiados ao Sinpol. Na oca- te salarial há dois anos - está chegando a três, no da região], nem da Seccional de Ribeirão Preto. sião, Eumauri informou início de 2017. Estamos falando única e exclusivamente da neces- que a região não chegou “Nunca vimos um número tão baixo de policiais sidade da cidade de Ribeirão Preto. E o governo, a receber sequer 10 poli- civis.APolícia Civil tem uma defasagem de recursos quando contrata, se muito chama 400 policiais civis ciais civis. humanos muito grande. Fica até difícil estimar. Mas para todo o Estado. Não dá um por cidade, já que No dia de Tiradentes, só para se ter uma ideia, seriam necessários so- temos mais de 500 municípios”, lamentava Eumauri Patrono da Polícia Civil, mente na cidade de Ribeirão Preto, 400 investiga- à época. não havia motivos para dores, 500 escrivães e pelo menos 100 delegados, No mês de maio, o jornal do Sinpol trouxe em comemorações. AInstitui- isso em números redondos. E não estamos falando sua principal reportagem de capa, a manifestação Eumauri levou o problema da Polícia Civil a diversas ção chegava aos 110 do Deinter-3 [Departamento de Polícia Judiciária do ocorrida na Capital. Dezenas de policiais civis foram autoridades constituídas, mas nada foi resolvido

[close]

p. 9

Janeiro/Fevereiro de 2017 09 até a sede da SSP (Secretaria da Segurança Pública) para protestar contra a situação enfrentada pela categoria. O Sinpol esteve presente com manifestantes e faixas que expressavam o sentimento de indignação da categoria: “Se somos a melhor Polícia do Brasil, por que temos o pior salário, governador??”. Eumauri discursou para os presentes e chamou o então titular da SSP de arrogante, acusandoo de se esquivar das negociações. Mas nem todas as notícias foram de pessimismo para a categoria. Apesar de contar com parcos recursos humanos, os policiais civis trabalharam e trabalham com afinco e grandes casos de repercussão foram solucionados. Foi o caso, por exemplo, da DIG de São Carlos, que no final de maio solucionou um homicídio cometido contra um professor universitário. Sua esposa teria incentivado a filha, menor de idade, a matar o padrasto e a tentar ocultar o crime, apenas porque não queria mudar de cidade. A edição de junho também mostrou uma grande vitória do departamento jurídico do Sinpol, que interpôs Mandado de Segurança Coletivo contra o governo do Estado, com o objetivo de suspender comunicado UCFH de 08 de janeiro de 2016, onde constava que, no caso de Licença Saúde, enquanto não houvesse publicação no Diário Oficial, os dias parados seriam descontados do policial civil. Sem resultado na questão dos recursos humanos, a edição de julho voltou a cobrar mais policiais civis para as unidades das cidades da região. O Sinpol representou junto à Corregedoria Auxiliar, Ministério Público e Juiz Corregedor criticando a excessiva carga de trabalho a que estão sendo submetidos os policiais civis em razão da falta de funcionário, além de que o fato da criação de diversas leis estarem gerando ainda mais trabalho burocrático. O ápice da crise foi estampado na capa da edição 235, que circulou em agosto de 2016. Sob o título “O fundo do poço”, a reportagem especial mostra dados do Sinpol em relação às delegacias da região, todas sofrendo com a falta de policiais civis. Crise vivida, por exemplo, em Pitangueiras, sem delegado titular. Ou Altinópolis, que teve queda na produtividade de 30,9%. Várias outras cidades foram mostradas e, em todas elas, a falta de policiais civis para realizar o trabalho era o motivo apontado pelo sindicato para a crise na Instituição.Adenúncia do Sinpol motivou uma série de reportagens da EPTV Ribeirão, filiada da TV Globo na região. Na edição de setembro, a demonstração de que a sociedade está descontente com os rumos tomados pelo governador Geraldo Alckmin em relação à Polícia Civil. Um juiz de Leme considerou “maliciosa” a revogação de portaria que determinava o número mínimo de policiais civis em cada delegacia do Estado. Ele determinou que o Estado disponibilizasse a quantidade especificada em documento de 2013, revogado em 2016. Na edição de outubro, finalmente, o governo admitiu a falta de policiais civis. Durante reunião do CPC (Conselho da Polícia Civil), o DGP (Delegado Geral de Polícia), dr. YoussefAbou Chahin, admitiu que faltavam, na ocasião, ao menos 6.749 vagas. Na opinião de Eumauri, faltam pelo menos 20 mil para que a Instituição volte a funcionar. O DGP teria pedido urgência na nomeação de aprovados em concurso de 2013 e remanescentes de outros concursos. Pouca coisa mudaria e, na edição de novembro, nova denúncia mostrava o caos vivenciado pela Instituição. Um homicídio cometido em Pitangueiras, por exemplo, mostrou a situação. Uma grávida de oito meses foi assassinada por outra mulher que arrancou o feto na tentativa de tirá-lo com vida para se fazer passar por mãe da criança. Mas o bebê também não resistiu. O inquérito começou com um delegado interino, passando para que outro interino concluísse o caso. Pitangueiras, a exemplo de tantas outras cidades da região, enfrentam o “rodízio” de delegados. Há cidades que têm rodízio de escrivão. Outras improvisam investigadores. “Chegamos a um momento crucial. Ou o governo nos trata com o respeito que nos deve e pratica um reajuste salarial, além de contratar um grande número de policiais civis para preencher as enormes lacunas, ou a Polícia Civil vai fechar. Como já dissemos antes, chegamos ao fundo do poço. Não dá para continuar afundando mais”, disse na ocasião o vice-presidente do Sinpol, CélioAntonio Santiago. Na última edição de 2016, várias denúncias. Além da falta de recursos humanos, que ocupou espaço em todas as edições do Jornal do Sinpol, a falta d’água e as condições precárias do prédio que abriga quatro unidades da Polícia Civil também foram mostradas. O local onde estão o 1º DP (Distrito Policial), a DIG, a DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e a CPJ (Central de Polícia Judiciária), em Ribeirão Preto, foi alvo de denúncia. O ano de 2017 já começou.As lutas são muitas. Além da falta de efetivo, as nuvens que sopram de Brasília não parecem muito favoráveis. A categoria enfrenta problemas em várias frentes, sobretudo na questão da reforma da Previdência. A equipe do Jornal do Sinpol espera que esse jogo possa mudar e os policiais civis, finalmente, tenham boas notícias para ler. Mas a luta continua. Então, feliz 2017, com muitas vitórias para a categoria.

[close]

p. 10

10 RADAR Janeiro/Fevereiro de 2017 Itápolis Policiais civis de Itápolis, região do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), com sede em Ribeirão Preto, esclareceram no dia 27 de dezembro um homicídio ocorrido naquela cidade. No dia 26 de dezembro, o corpo de uma mulher, de 50 anos foi localizado em uma casa abandonada com vários ferimentos. Apurou-se que a vítima não tinha endereço fixo e usava a casa desabitada para pernoitar.Após a localização do corpo e a identificação da vítima, as investigações se intensificaram, incluindo cidades circunvizinhas, e no doa 27 de dezembro, os agentes localizaram a suspeita de ter cometido o crime, uma mulher, de 33 anos. Em depoimento na Delegacia, ela confessou a autoria do assassinato, informando que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima e atribuindo ao delito uma motivação passional. Ibaté A Polícia Civil de Ibaté, região do Deinter-3Ribeirão Preto, identificaram no dia 26 de dezembro os responsáveis pelo abandono de um cachorro, naquela cidade. Câmeras de vigilância de uma empresa localizada no Distrito Industrial de Ibaté flagraram o momento em que um casal abandonou um cachorro, em um canavial. As imagens foram divulgadas nas redes sociais e causaram revolta nos internautas. Após tomarem conhecimento da repercussão das postagens, o casal voltou ao local e resgatou o cão. Chamado para prestar esclarecimento na Delegacia de Polícia do Município de Ibaté, o casal disse que se arrependeu do fato. O casal responderá pelo crime de maus tratos a animais. Porto Ferreira Policiais civis da Delegacia de Polícia de Porto Ferreira, que integra oDeinter 3 – Ribeirão Preto, prenderam em 20/12 dois autores do latrocínio que vitimou o vereador, Gilson Alberto Strozzi, de 61 anos, no último dia 4/12, no Jardim Independência, naquele município. A vítima encontrava-se em sua residência junto a seus familiares, quando três indivíduos encapuzados invadiram a casa e efetuaram os disparos que acertaram a cabeça e o tórax do vereador. Os criminosos fugiram levando a carteira e o telefone celular da vítima. Um dos autores, de 16 anos, foi apreendido e o outro, de 18 anos, foi preso. No dia 11 de janeiro, os policiais civis de Porto Ferreira prenderam o outro suspeito do crime. Ele foi preso em sua casa, no bairro Areia Branca, em Porto Ferreira. São Joaquim da Barra A Polícia Civil de São Joaquim da Barra (Deinter 3 – Ribeirão Preto) divulgou a estatística da atuação de campo realizada no mês de dezembro de 2016. Foram realizadas 41 prisões (entre flagrantes, termos circunstanciados, mandados de prisão cumpridos e recapturados), a apreensão de 3 menores infratores, 4 armas de fogo apreendidas, 8 veículos recuperados e 1,3kg de entorpecentes apreendidos (cocaína, crack e maconha). São Carlos Policiais civis de São Carlos que integra o Deinter 3 de Ribeirão Preto, através da DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), apreenderam, na tarde de 04 de janeiro, uma adolescente, de 16 anos, após flagrá-la com drogas, naquela cidade. Os agentes surpreenderam a adolescente no Jardim Beatriz, na posse de 70 pedras de crack, 20 pinos de cocaína, 15 porções de maconha, além de R$ 150 provenientes da mercância ilícita. Bebedouro Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) da Delegacia Seccional de Bebedouro, que integra o Deinter-3 de Ribeirão Preto prenderam, no dia 26 de dezembro, um homem, de 27 anos, acusado de ter roubado um posto de combustíveis, naquele município. Após o registro do roubo, agentes da especializada saíram em diligência visando a localização do autor da ocorrência. O suspeito foi encontrado em sua residência, no Jardim Califórnia, e encaminhado à Delegacia de Polícia, onde foi reconhecido por testemunhas. Com ele foram encontrados R$ 300,00 subtraídos do posto de combustíveis. Ele foi preso por roubo qualificado. Araraquara Policiais civis do 1º DP ( Distrito Policial) de Araraquara, região do Deinter-3 de Ribeirão Preto, prenderam um contrabandista, de 52 anos, no Jardim São Rafael, emAraraquara, na manhã de 21 de dezembro. O comerciante já era investigado e com o mandado de busca e apreensão em mãos, a equipe deslocou-se para o endereço onde fica o estabelecimento comercial. No local foram encontrados 620 maços de cigarros contrabandeados. Foto: Polícia Civil Equipe da DISE de São Carlos encontrou drogas, celular e dinheiro com adolescente apreendida no Jardim Beatriz

[close]

p. 11

Janeiro/Fevereiro de 2017 CRAVINHOS HOMICÍDIO CHOCA A REGIÃO Rapaz que estava desaparecido desde o final de 2016 teria sido assassinado pela própria mãe, segundo policiais civis 11 A Polícia Civil de Cravinhos vem lidando ao longo do mês de janeiro com um caso delicado de assassinato cujas investigações vêm se desdobrando com muitas surpresas e grande comoção. Trata-se da morte de um jovem de 17 anos. O rapaz vivia com a avó desde uma recente discussão com a mãe e havia desaparecido no dia 29 de dezembro. Seu corpo foi encontrado carbonizado em um canavial no dia 9 de janeiro. Desde então, diversas informações têm confirmado os rumos iniciais da investigação, da motivação aos suspeitos envolvidos, dentre os quais estão a mãe e o padrasto do rapaz. A primeira versão considerada pelos policiais envolvia o assassinato do rapaz por sua mãe e o marido dela. Sua elaboração partiu do depoimento da suspeita, que confessou o crime aos policiais civis, embora a hipótese inicial diferisse das afirmações da mesma. Ela confessava ter esfaqueado o filho na residência do casal sem que seu marido se inteirasse do ocorrido, alegando que o mesmo só participara da ocultação do cadáver. Contudo, os policiais observaram que o local era muito pequeno para que o homem não escutasse a prévia discussão entre mãe e filho. A motivação do crime também era dúbia nesse primeiro momento: Um tio da vítima declarou que a mãe não aceitava a orientação sexual do rapaz e que isso provavelmente teria levado ao assassinato. A suspeita, por sua vez, disse ter esfaqueado o filho para se defender do mesmo, que teria tentado agredi-la e ameaçado a ela, seu marido e seu outro filho. Através das investigações, o delegado responsável, dr. Helton Tosti Renz, considerou como hipótese mais plausível que de fato a relação conturbada entre os dois tenha motivado o crime, sem relações com a orientação sexual do jovem. Contudo, o mesmo descarta legítima defesa, pois a vítima não apresentava histórico de agressividade. A partir dessa versão, dr. Renz determinou a prisão preventiva do casal por 30 dias para prosseguir as investigações, considerando inclusive a possibilidade de participação de outras pessoas. No dia seguinte, a decisão se mostrou acertada, pois novos suspeitos surgiram a partir de uma modificação na declaração da mãe.Amesma retirou sua participação no assassinato do filho, que afirmou ter sido espancado e esfaqueado por dois rapazes. A partir do depoimento da dupla acusada pela suspeita inicial, os policiais elaboraram uma nova teoria: a mulher teria simulado fazer as pazes com o filho para atraí-lo à sua casa. Previamente, havia combinado com os novos suspeitos que fossem até o local para espancar seu filho, punindo-o pela discussão anterior. Feito isso, ela teria decidido assassiná-lo, esfaqueando-o. Essa hipótese foi reiterada por um depoimento de uma adolescente de 15 anos, recolhido na semana posterior. A moça é namorada de um dos dois agressores da vítima e se configurou como a mais recente suspeita. Segundo ela, a mãe haveria contatado o trio para espancar o filho. Os três teriam se dirigido à residência do casal que arquitetou o crime para bater na vítima. A motivação do trio seria uma prévia inimizade com o mesmo. Uma vez que o rapaz compareceu com o intuito de fazer as pazes, a mãe convocara o grupo que a aguardava na calçada para a agressão. Segundo a adolescente, a dupla de rapazes espancou seu desafeto até que ficasse desacordado. Na sequência, a mãe teria desferido os dois golpes fatais, com a faca, em seu pescoço. Por fim, a mesma levou o cadáver, com a ajuda do marido, a um canavial, onde ambos carbonizaram-no. Considerando essa hipótese mais recente, em que ainda se investiga a participação da jovem, os Foto: Reprodução Dr. Elton está conduzindo as investigações do crime que abalou a cidade de Cravinhos policiais civis afirmam que o casal teria premeditado o crime, o que pode acarretar em condenação de até 39 anos de prisão. As investigações prosseguem, procurando definir os detalhes do ocorrido. Dr. Renz pretende aproveitar os últimos dias de prisão preventiva da mãe e do padrasto com esse intuito. Apesar do prosseguimento das investigações, a Polícia Civil e a promotoria consideram o caso praticamente solucionado e pretendem acusar os cinco participantes. Por: Mariana Luque

[close]

p. 12

12 Janeiro/Fevereiro de 2017 ANIVERSARIANTES DE MARÇO 1 Wilson Miguel da Silva Ademar Fonseca Júnior Ivaldo Parma Fernandes Vânia Eloísa David 2 Reginaldo Cabral Calil Rogério Antonio Segismundo Lahoz Júnior Célia Domingos de Oliveira Sandra Cristina Peguin Garcia Marcilene do Prado Tanganini Daniel Cesar de Oliveira 3 Itamara Cristina Inocente de Paula Marcos Tadeu Casadore Geraldo Vital da Silva Douglas Cardilli 4 José Benjamin de Souza Antonio Nobel Conti Regina Aparecida Ribeiro de Paula Vera Márcia Tertuliano Pereira Antonio Pedro Segnorini Enilza Odete Bonagamba de Almeida 5 Airton Lisi Walter Lodi Júnior Arnaldo José D’Avoglio Filho Silvana Araújo da Fonseca Marisa Paulo da Cunha Sérgio Yukio Hoshiba 6 José Roberto Passeto Vladimir Augusto Silva José Bernardino Alecrin Ovande Garmes Júnior Rodrigo Sertório Rosas Valdir Manzoni 7 Clevis Samuel Lors de Faria Mercedes de Souza Lima Amilton Rinaldi Cruanes Márcia Regina Registro 8 Maria Heloiza de Paula Borges Mariangela Beraldi de Toledo Balsabino Edinir Donizetti Valentin Edivaldo Genesi Paiuca João Batista Tonetto Ana Cristina Nucci Pirondi 9 Antonio José Ipólito Maria Elizabet Ribola Sílvio Alessandro dos Santos José Roberto Lopes Filho Magaly Rúbio de Morais 10 Ronaldo Catalane Andretta Gilmar Ivan de Souza Edison Cardoso Zueff Cláudio Rodrigues Magalhães 11 Milton Francisco Cocito Antonio Geraldo Barboza 12 Jorge Eduardo Vasconcelos Sandra Helena Camossa Augusto Coelho Neto Regina Elisa Rudge Bortoli André Luiz Garcia Gonzalez 13 Antonio Luís Nardy de Mattos Barreto Laerte Aparecido Pereira Pláucio Roberto Rocha Fernandes Heber Ademir Fiorelli Wilson Morazotti Júnior Luís Antonio Lopes da Silva 14 Rita de Cássia Ongaro Diogo Maria Emília Gomes de Castro Rafael Martins dos Santos Osmair Freitas dos Santos Isabel Cristina Antunes Ravacci Scoqui Tiago Henrique Piza 15 Luciano Roberto Sandoval 16 Eurípedes da Silva Stuque Tereza Cristina Soares Chiaretti Faria 17 Clóvis Ferreira de Castro Antonio Carlos Costa Campi Edson Pereira da Costa Simone Persin 18 Nilton Wagner de Oliveira Joselina Maria de Oliveira Carlos Gonçalves Pestana Gisele Aparecida Furlanetto Bruzadin Furlanetto Romualdo José Bertozzi 19 Luiz Carlos Calbello Molina José Angelo Marques José Messias Rotta José Zerbato Nelson Moreira da Silva Juliano Borges José Roberto Zago Gustavo Fragiacomo 20 Antonio José de Faria Maria das Graças da Silva Garcia José Cláudio Gonçalves Sérgio Luís dos Santos Maurício Vieira da Silva Lucimeire Jodas Camargo Claudemir Aparecido Ustulin 21 Sônia Alvarenga de Magalhães Fabiano de Aquino Frigo Marcos Ronaldo Neroni Élcio Gonçalves dos Reis 22 Augusto Alves Moreira José Roberto Gonçalves da Silva Kalinka Cintra Prado Francisco Albertino dos Santos Júnior Norberto Luiz Amsei 23 Rafael Gentil Júnior Aparecida Cainelli de Oliveira Alcides Elia Rodrigo Marcelo Silveira Cocito Dimas Lopes dos Santos Luiz Geraldo Dias Marcelo Florêncio Alberto Leandro Cardoso dos Santos Milton Caetano Faria 24 José dos Santos Lúcia Helena Soares da Silva Devanir Ferreira de Souza Antonio Carlos Aparecido Bacaro 25 Ronaldo Nogueira de Moura Lauro Souza Simões Filho Sueli Aparecida Rodrigues de Almeida Edvar Minto Luís Eduardo Persigo Halace Antonio Remondini Júnior 26 Pedro Moretti Júnior Luci Helena Rotondo Kobelnik Carlos Alberto Nogueira Aparecido Donizete Galhardo Lúcio José Valenti 27 Cláudia Braga Rogério da Cunha Nogueira 28 João Batista Martins de Mello Tomaz Rafael Scatolin Wilson Beazini Vinícius Menezes de Souza Francisco Carlos Cadurin Lima 29 José Tadeu de Figueredo Fábio Scafi Nogueira Sidney Ferreira da Silva Dener R. Novais Hernandes Oswaldo Ramiro Rugno 30 Lúcia Silva Simões Aldo Kuanzo Nakaza José Luiz Pugliesi Emerson Renato Merlin Manoel Mendes Osse Alexander Lucas Chaves Afonso Mário Edson Pereira 31 Wesley Osvaldo Prudente Daniel Ap. Fernandes Rodrigues Fernando Gonçalves de Oliveira Elizabete Aparecida de Souza Branco O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. PARA SEMPRE NA MEMÓRIA O 2º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto sempre foi um dos mais importantes da região. É responsável pela maior área física e populacional da cidade e, desde sua criação, sempre teve muito trabalho. Em contrapartida, sempre teve equipes memoráveis que combatiam o crime com rigor e competência. No início da década de 1980, o DP chegou a ter quase o triplo de policiais civis que tem atualmente. Mas mesmo com uma quantidade considerável, sempre houve respeito e união. Prova disso é esta fotografia tirada em uma confraternização de final de ano. A partir da esquerda, dr. Anivaldo Registro, dr. Paulo Tosta e Antonio Bruno da Silva resgatam o clima de descontração dos policiais civis naquela época.

[close]

p. 13

Janeiro/Fevereiro de 2017 CASA BRANCA E SERTÃOZINHO 13 DIG APREENDE R$ 1 MILHÃO EM REMÉDIOS E ANABOLIZANTES Policiais civis da especializada prenderam dois irmãos e apreenderam milhares de remédios de uso controlado e anabolizantes A equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) da cidade de Casa Branca, sede de Seccional e que integra a região do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), com sede em Piracicaba, realizou uma grande apreensão no dia 04 de janeiro de 2017 e efetuou a prisão de dois irmãos que promoviam a venda e distribuição de produtos farmacêuticos de uso controlado e anabolizantes. A dupla atuava em Casa Branca e São Sebastião da Grama. As investigações tiveram início após a especializada receber informações de que pessoas bastante conhecidas na sociedade de Casa Branca estariam comercializando produtos farmacêuticos de uso controlado e anabolizantes de forma ilegal, na cidade e região. Os anabolizantes são muito difundidos entre usuários de academia que buscam modelar seus corpos, com acentuado ganho de massa muscular. Seu uso indevido pode causar danos irreversíveis ao corpo e até mesmo levar os usuári- os à morte. As investigações foram desenvolvidas pela DIG de Casa Branca, que foram a campo e conseguiram identificar os suspeitos. Eles foram a campo e localizaram, logo nos primeiros dias de 2017, um dos suspeitos dirigindo um veículo Onix. Ao encontrá-lo, os policiais civis realizaram a abordagem e encontraram no veículo uma grande quantidade de remédios, inclusive os de tarja preta. Além disso, havia também muitas embalagens de anabolizantes, sem a autorização da autoridade competente. As investigações prosseguiram. O suspeito foi levado até a delegacia para ser autuado, enquanto o material foi apreendido. Imediatamente, os policiais civis realizaram diligências na cidade de São Sebastião da Grama. Os policiais civis conseguiram localizar na casa do irmão do suspeito, que também foi preso, outra grande quantidade dos mesmos produtos, além de três armas de fogo e munições. A equipe também fez buscas na casa da mãe da dupla e encontrou outra grande quantidade dos mesmos produtos.Ambos foram presos em flagrante pela venda ou distribuição de anabolizantes e sustâncias análogas sem procedência ou registro. Também foram autuados por posse ilegal de arma de fogo. Com informações da Delegacia Seccional de Casa Branca Fotos: Divulgação Polícia Civil Material apreendido por policiais civis da DIG de Casa Branca DISE PRENDE TRAFICANTE Policiais civis da DISE (Delegacia de Polícia de Investigações sobre Entorpecentes) da Delegacia Seccional de Sertãozinho, que integra o Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), com sede em Ribeirão Preto e que atende 93 cidades da região, realizaram uma importante ação no dia 27 de dezembro. Os policiais civis da especializada prenderam um rapaz de 20 anos e apreenderam um adolescente de 16 anos por tráfico de entorpecentes. A dupla agia no bairro Anélio Celine, naquela cidade. Os policiais receberam informações, as quais indicavam que pessoas ligadas a uma organização criminosa estariam comercializando entorpecentes na Rua Antônio Zanandreia. Os agentes desenvolveram atuações de campo no local alvo e presenciaram um sus- peito, próximo a uma árvore, em uma atitude suspeita. Na sequência ocorreu a abordagem, sendo encontradas cinco porções de maconha embaladas e prontas para a venda. Prosseguindo com as diligências, os policiais foram até a casa do suspeito, onde conseguiram apreender o adolescente infrator, bem como outras porções de maconha e de cocaína. No imóvel também foram localizados três vasos contendo plantas de maconha. As investigações indicam ainda a participação de mais três pessoas nas ações criminosas, que já foram identificadas, mas até o momento não foram localizadas. O rapaz foi autuado em flagrante e o menor apreendido por tráfico de drogas. Por: Assessoria de Comunicação do Deinter-3, com adaptações

[close]

p. 14

14 ARTIGO E JURÍDICO Janeiro/Fevereiro de 2017 RELATO DE UMA DELEGADA DE POLÍCIA DE SÃO PAULO Há dois anos e sete meses sou delegada de Polícia. Embora eu tenha passado no concurso na condição de concurseira e não propriamente na de vocacionada, aprendi muito na Polícia Civil e com a Polícia Civil. Aprendi a dar maior valor à vida, porque vi que ela é frágil demais. Aprendi a dar valor ao sono, porque ele é artigo de luxo para um policial. Aprendi a enfrentar situações de risco com mais naturalidade, porque se trabalha com o risco todo dia.Aprendi que garantista mesmo não é aquele que infla falando do assunto, de pantufa, com uma doutrina na mão, e sim aquele que confere as garantias ao preso numa delegacia, há 48 horas sem dormir, trabalhando em condições precárias, com fome, com sono e diante de um bêbado gritando e ofendendo até a sua quinta geração. Aprendi que há profissões em que a gente acaba pagando para trabalhar, porque os recursos matérias e humanos são parcos e a gente quer muito que aquilo dê certo, que fique bom. Aprendi que servir e proteger não é só um juramento. É um modo de vida. Aprendi a me abnegar, a esgotar as minhas forças e continuar de pé, a enfrentar meus medos e a deixar, muitas vezes, a família e os amigos de lado (é a pior parte) para bem cumprir a minha missão. Nos últimos dias, se discutiu sobre a PEC 37. Nós (delegados) cometemos um erro estratégico: antes da discussão (profunda e séria) sobre a exclusividade da investigação criminal por parte das Polícias, é preciso lutar porAUTONOMIAPOLÍTICA E ADMINISTRATIVA, por PRERROGATIVAS FUNCIONAIS AOS DELEGADOS DE POLÍCIA, imprescindíveis ao fortalecimento da instituição, à sociedade e ao próprio estado democrático de direito. A quem interessa uma polícia vinculada ao executivo? Contudo, não foi a rejeição da PEC que abalou a moral dos policiais, e a minha, especialmente. Foram as ofensas e as agressões proferidas contra aqueles que são os únicos a abrir as portas para as vítimas nas madrugadas frias.Aqueles que são os primeiros a tomar conhecimento do crime e a tomar as primeiras (e mais sacrificantes) providências (ouvir os familiares do morto logo depois do homicídio, comparecer no local do crime, na vila, de madrugada, na chuva, para isolar o local e colher os primeiros elementos de prova...). Aqueles que volta e meia têm que se confrontar com marginais. Generalizar e jogar lama na honra, na coragem e no mérito dos policiais não vai fazer da Polícia uma instituição melhor. Apoie o policial. A esmagadora maioria arrisca a vida por você. (Texto enviado pelo dr. Jorge Eduardo Vasconcelos, associado do Sinpol, delegado em Tietê) SEMPRE NA LUTA Apesar do recesso no Poder Judiciário, entre o segurança, garantindo assim o direito ao seu asso- final de 2016 e o início de 2017, as vitórias continu- ciado”, lembra o presidente do Sinpol, Eumauri Lú- aram sendo registradas pelo departamento jurídico cio da Mata. Foi o que fez a investigadora. Contudo, do Sinpol, em sua luta pelas garantias dos direitos o governo ganhou em primeira instância. O depar- dos policiais civis associados. Neste período, foram tamento jurídico do Sinpol recorreu e ganhou no quatro vitórias registradas pela equipe dos advoga- Tribunal. Ainda cabe recurso. dos Ricardo Ibelli e Viviane Cristina Ibelli Pinheiro. Outra vitória ocorreu com o carcereiro de Uma delas garantindo o direito à aposentadoria es- Jardinópolis, Alexandre Roberto Machado. Ele foi pecial e outras três absolvendo policiais civis em absolvido em Sindicância Administrativa junto à 3ª Sindicâncias Administrativas. Corregedoria Auxiliar. O mesmo aconteceu com o Aassociada CláudiaAdriana Martins Nicoleti da escrivão aposentado de Motuca, Carlos Alberto Silva, investigadora em Ribeirão Preto, obteve tem- Stochi. Graças ao departamento jurídico do sindica- po suficiente para aposentar-se com direito a pari- to, ele foi absolvido em SindicânciaAdministrativa. dade e integralidade, nos moldes da LCF (Lei Com- O jurídico conquistou mais uma vitória, com a plementar Federal) 51/1985, atualizada pela LCF absolvição do investigador de Jaboticabal, José 144/2014. “Mas o governo de São Paulo insiste em Roberto Lopes, em Sindicância Administrativa. Fo- não aposentar com direito à paridade e integralidade. ram mais conquistas importantes registradas pelo Então o Sinpol vem ingressando com mandados de sindicato em favor dos associados. A partir da esquerda, Ibelli, Eumauri, Viviane, Fátima e Célio: parceria entre advogados e sindicato vem dando bons frutos aos associados

[close]

p. 15

Janeiro/Fevereiro de 2017 AÇÃO 15 DISE APOSTA EM INTELIGÊNCIA E TECNOLOGIA A DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Ribeirão Preto opta por privilegiar inteligência, se valendo de tecnologia para a resolução dos casos sobre entorpecentes. Esse direcionamento é vantajoso porque permite a coleta de provas com maior credibilidade para somar informações mais precisas em processos judiciários. Recentemente, tais rumos permitiram a otimização da atuação dos policiais civis, destacando-se dois casos solucionados ao longo do mês de janeiro. O primeiro, ocorrido no dia 6 de janeiro, consistiu em uma ação numa residência no Parque Ribeirão Preto, na região oeste da cidade. Após investigações, a DISE encontrou entorpecentes, explosivos e munição no local. Ao chegar à casa do acusado, os policiais civis descobriram artefatos suspeitos em diversos locais: Sobre o guarda-roupas, no quarto, foi encontrada uma caixa contendo seis munições de calibre 9mm e pequenas garrafas pet com éter e acetona. Dentro do guarda-roupa havia uma substância branca em pó. Segundo o investigado, tratava-se de maisena e lidocaína, utilizadas para misturar a entorpecentes. Na geladeira foi encontrado um vidro contendo lançaperfume. Sobre a cômoda, liquidificador, dois pratos e umapeneiracontinhamresquíciosdedrogaseindicavam recente preparo para venda em grandes quantidades. Finalmente, no quintal foi encontrado um explosivo. O suspeito confessou que recebia 400 reais para armazenar os objetos para um amigo que foi preso há alguns meses. O mesmo alega não possuir armas, afirmando que as munições pertencem a esse amigo. Contudo, o acusado já apresentava passagem policial por tráfico de drogas. Outro caso Na Vila Abranches, zona leste de Ribeirão Preto, outrocasofoiresolvidopelospoliciaiscivis.Apósidentificar um ponto de venda de drogas nesse bairro, a Polícia Civil deu início a um processo de monitoramento do local durante alguns dias. Na semana anterior à ação decisiva, esse procedimento minucioso contou inclusive com filmagens da localidade, que possibilitaram uma intervenção em que os policias encontraram algumas porções de maconha, embora o suspeito tenha conseguido fugir.Aação decisiva ocorreu na semana seguinte. Na tarde do dia 9 de janeiro, duas equipes da DISE retornaram ao local. Um dos grupos esteve encarregado de abordar os acusados e o outro foi designado à tarefa defilmarocomércioilícitodeentorpecentesparaposterior identificaçãodosenvolvidosedosesconderijosdedrogas ilícitas. Essa estratégia permitiu notar uma reviravolta: o ponto inicialmente utilizado para a venda de drogas não mais estava sendo utilizado para esse fim. Em vez disso, dois indivíduos ocuparam-no, incumbidos de advertir a chegada de policiais e orientar usuários, indicando uma nova localidade, próxima a um canavial, onde as drogas estavam sendo vendidas. O grupo dos registros acompanhou quatro vendas para pessoas de quatro veículos diferentes. Ao final dessas transações, foi possível identificar a sistemática dos traficantes, que foi informada à equipe que os abordaria: os suspeitos posicionados no ponto de vendas identificado pela investigação prévia alternadamente indicavam o canavial ao fim da rua para os usuários. Ocasionalmente acompanhavam-nos até os limites da plantação, onde estava o outro acusado, que buscava os entorpecentes entre os pés de cana. Após essa sondagem e o repasse de informações, a segunda equipe entrou em ação. Os dois suspeitos posicionados na esquina originalmente utilizada para venda de drogas tentaram fugir, mas não conseguiram e foram abordados. O terceiro homem, que se posicionava ao final da rua, nas proximidades do canavial, arremessou um pacote sobre um telhado próximo e assumiu uma conduta agressiva. O mesmo ameaçou a policial civil mais próxima, avançando na direção dela. Contudo, a equipe interveio e pode contêlo a tempo de evitar que ele a ferisse. Ao interrogar os acusados, os três confessaram sua participação e foram presos. Dois deles já apresentavam passagem pela polícia por tráfico de entorpecentes. Os policiais civis apreenderam através dessa ação um total de 328 reais no bolso de um dos envolvidos e 28 porções de maconha. O pacote arremessado sobre o telhado foi encontrado e resultou em mais apreensões: ao todo 13 cápsulas contendo cocaína. O ponto de venda de drogas onde se realizou a ação era notório e vinha sendo investigado pelos policiais civis há muito tempo. Essa ação que o desestabilizou marca uma importante vitória da equipe DISE contra o tráfico de drogas e reafirma a importância de seu posicionamento à favor da inteligência e da utilização de tecnologia. Por: Mariana Luque Parte da equipe da DISE de Ribeirão Preto, que ano após ano, vem realizando um grande trabalho no combate ao tráfico de drogas UM NOVO JORNAL DO SINPOL O Jornal do Sinpol inicia seu 23º ano de circulação de cara nova. Um novo projeto gráfico, a volta do papel sulfite, de mais qualidade, mas com a mesma determinação de sempre: trazer até você, leitor, as melhores notícias, que ajudam você, anunciante, a divulgar sua empresa. Ao longo dos anos, nosso maior produto é a credibilidade. Construímos nossa história contando a história do Sinpol e suas lutas. Também contando a história da Polícia Civil em nossa macrorregião. Nossa equipe é modesta, mas determinada. Esperamos que com este novo projeto gráfico, sua leitura transcorra com o prazer de sempre. Seguindo uma tendência, estamos procurando facilitar a visualização das notícias, mas como sempre, estamos em constante mudança, sempre buscando nosso crescimento editorial. Agradecemos a todos pela confiança e conta- mos com as críticas e sugestões, pois não queremos viver numa zona de conforto. Nosso compromisso se mantém: contar o que ocorre na Polícia Civil, com os policiais civis. Rumo ao futuro. Adalberto Luque - diretor de jornalismo do Jornal do Sinpol

[close]

Comments

no comments yet