Jornal Empresários - Janeiro - 2017

 

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FOTO: DIVULGAÇÃO Regulamentação do jogo está em análise no Congresso Nacional Setores interessados na legalização dos jogos estimam a criação de 300 mil empregos. O Jogo do Bicho,o mais popular, será bancado pela Caixa. Páginas 12 e 13 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA TV com tela gigante leva o cinema para dentro de casa Os consumidores têm ótimas opções para a compra de aparelhos de alta definição nas lojas especializadas. Página 14 ANO XVII - Nº 205 www.jornalempresarios.com.br ® do Espírito Santo JANEIRO DE 2017 - R$ 4,50 CHARGE: CARLOS AMORIM Prefeitura de Vitória sai do vermelho. Pág. 6

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2 JANEIRO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS EXPEDIENTE Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. CNPJ: 09.164.960/0001-61 Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A- Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Diretor Executivo: Marcelo Luiz Rossoni Faria E-mail: rossoni@vitorianews.com.br Jornal Empresários® Av. Nossa Senhora da Penha, 699/610 - Edifício Century Towers Torre A, Santa Lúcia CEP: 29.056-250 Praia do Canto – Vitória-ES Telefone: PABX (27) 3224=5198 E-mail: jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Diretor Responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 15 Reportagem Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 14 e 17 Fotos Antonio Moreira Diagramação Liliane Bragatto Colunistas Antônio Delfim Netto Jane Mary de Abreu Eustáquio Palhares Luiz de Almeida Marins Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 11 Circulação Fabrício Costa Telefone: (27) 3224-5198 Ramal: 18 Venda avulsa R$4,50 o exemplar Edições anteriores R$ 9,00 o exemplar Assinatura anual R$ 108,00 Contabilidade Jeanne Martins Site www.jornalempresarios.com.br E-mail jornalempresarios@jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal. EDITORIAL Seguindo devagar no meio do nevoeiro Acrise política iniciada logo depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, seguida de fortes turbulências na área econômica, atingiu as finanças dos estados como nunca e o Espírito Santo não foi exceção. No entanto, apesar dos percalços, o governo fecha o ano com todas as contas pagas, inclusive a folha de pessoal, e encara 2017 com otimismo, segundo o governador Paulo Hartung, que comemora o fato, embora ressalte que o clima ainda é de incertezas. O governador prefere fazer como o sambista Paulinho da Viola, que aconselha: “Faça como o velho marinheiro, leve o barco devagar”, frase usada por ele para explicar aos jornalistas, na última coletiva de imprensa do ano, os cuidados adotados em todas as áreas, visando cortar as gorduras na máquina pública. As ações criadas a partir de 2015 atingiram o objetivo e o Estado encerrou 2016 com uma reserva de R$ 40 milhões em caixa, pequena, como frisa o governador, mas com o mérito de sinalizar que o caminho percorrido está correto. Entre as peculiaridades da atual gestão a criatividade e a inovação, são opções par superar a crise econômica. Foi desse modo que o Espírito Santo pôde deixar um déficit de R$ 1,5 bilhão e chegar a 2016 com superávit. É, realmente, um gol de placa, para usar as palavras do governador, considerando a situação dos outros estados da Federação. Entre todos eles, o cenário do Espírito Santo é o mais otimista, com a previsão de investimentos em áreas extremamente rentáveis, como a petrolífera. Para este setor, estão em andamento novos projetos estruturais, com a chegada de grandes corporações multinacionais, visando a valorização do regime aduaneiro especial para esta área, o Repetro, e sua adequação às normas interna- cionais de qualidade, para contemplar o empresariado local. Depois de um período de redução no ritmo de atividades, o pré-sal desponta em 2017 como um dos fortes elos de desenvolvimento no Espírito Santo. No atual clima de recessão, o governo do estado pode exibir um leque de obras razoável, seja na construção de rodovias, de equipamentos para a área de serviços portuários, inserindo-se na área da inovação em setores essenciais da sociedade, como a educação. A Escola Viva, projeto implantado em 2015, tem por objetivo oferecer ensino em tempo integral, com ações inovadoras em método e gestão, visando passar um conteúdo de qualidade e dentro da realidade do aluno e de suas perspectivas sociais. Mirando-se em exemplos de países como a Coréia do Sul, o governo pretende, com o projeto, formar jovens competentes e solidários com o mundo em que vivem. É com esses objetivos que o programa Escola Viva foi implantado e está sendo ampliado na rede pública estadual, onde se desenvolve por meio de experiências educacionais amplas e profundas. Dentro dessa área, o governo comemora o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Brasil. O crescimento da rede pública estadual do Espírito Santo, o maior registrado desde que o indicador foi criado, em 2005, com uma expansão de 0,3 pontos (ou cerca de 9% com relação a 2013), que representa 293 escolas e mais de 107 mil estudantes do Estado, atingiu 3,7 pontos em 2015, subindo da quarta para a terceira posição no país entre escolas de ensino médio. Dentro dessa área, o governo avança com o programa de ocupação social, presente em 25 comunidades, levando cultura, esporte e educação como forma de suprir necessidades em setores periféricos onde os índices de violências são olhados de outra maneira. São ações conectadas, a fim de alterar a visão dos jovens, tornando-os aptos para realizar seus sonhos. Os desafios estão, pouco a pouco, sendo superados, mediante programas e projetos inovadores, sem que isso represente aumento de gastos. Essa preocupação está presente na peça orçamentária de 2017 do governo do Estado. A redução de recursos atinge a todos os poderes e instituições, sem que esse posicionamento implique em queda da qualidade dos serviços prestados à população. Os orçamentos do Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública tiveram redução de 8,10%. É um orçamento realista e alinhado com o planejamento estratégico do governo. As diretrizes utilizadas são: a manutenção do equilíbrio fiscal, prioridade para pagamento de servidores e fornecedores, manutenção dos serviços essenciais e esforço para garantir entregas de obras e ações prioritárias definidas no planejamento estratégico do governo. A prioridade será para a educação, saúde e a segurança pública, que terão maior orçamento. A saúde receberá R$ 2,43 bilhões em investimentos; a educação, R$ 2,11 bilhões; e a segurança, R$ 1,78 bilhão. O governo acredita que no momento em que as famílias sentem o efeito da recessão, com o Estado contabilizando quase 300 mil desempregados, é necessário o fortalecimento da máquina pública, para suprir o aumento da demanda em serviços nas áreas da saúde e educação, principalmente. Entre as ações e projetos prioritários para este ano estão a Escola Viva, a construção do Hospital Geral de Cariacica, a operação do Sistema de Produção e Distribuição de Água do Rio Reis Magos, na Serra, a construção de 33 barragens, as obras do Portal do Príncipe, em Vitória, e da Rodovia Leste-Oeste, ligando Cariacica a Vila Velha. A crise hídrica que atingiu o Espírito Santo em 2016 levou o governo a intensificar o Programa Reflorestar, tendo o Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo (Bandes) como agente financeiro. Dessa forma, será alcançado maior número de propriedades rurais destinadas à preservação, conservação e recuperação do meio ambiente e dos recursos hídricos. Os números do Reflorestar são crescentes. Saltaram de 36 contratos, em 2013, para 1.600 em 2016. São 600 novos contratos na Bacia do Rio Doce. Esse programa pretende ainda recuperar e conservar 50 propriedades rurais do Espírito Santo, atingindo aproximadamente 150 hectares, nos próximos cinco anos. O Programa de Gestão Integrada das Águas e Paisagem, lançado em outubro, soma-se aos esforços para garantir desenvolvimento sustentável. A Região de Caparaó foi escolhida para dar início às ações, que visam possibilitar o uso ordenado da água e do solo. O valor da primeira etapa de obras, coordenadas pela Cesan, foi de R$ 53,3 milhões, para implantação de sistemas de esgoto em Iúna, Ibatiba, Dores do Rio Preto e Irupi, na Região do Caparaó. O ano se encerrou e mostrou que o ajuste fiscal promovido pelo Estado do Espírito Santo possibilitou a introdução de novas regras de gestão e como resultado houve uma qualificação mais acentuada do gasto público, com a renegociação de contratos, bloqueios de cargos comissionados e redução de despesas. Dessa forma, o governo exibe resultados surpreendentes nesse clima de recessão, de nevoeiro, quando é preciso seguir em frente, com otimismo, mas tocando o barco devagar. ■ LUIZ MARINS Teremos paz em 2017? ODia da Confraternização Universal e o Dia Mundial da Paz são comemorados no dia 1º de janeiro que é marcado como feriado em quase todo o mundo. Nesse dia todas as nações celebram a paz e a amizade, independentemente de credo, etnia, posição econômica ou social. O feriado traz reflexões sobre o ano que passou e uma perspectiva positiva para o ano que se inicia. Todas as pessoas se desejam paz e prosperidade umas às outras e fazem promessas e juras de aperfeiçoamento pessoal e profissional que pretendem cumprir durante o ano que se inicia. Assim, a primeira semana de ca- da ano é marcada, principalmente, pela confraternização e pelo desejo de paz. Mas como atingir a paz? Será a paz entre os homens atingível? Como conseguir a paz? Como começar? Por onde começar? A grande verdade é que a paz exterior (ausência de guerras e atos de violência), é consequência direta da paz interior e a paz interior somente será conseguida através da prática das virtudes. A sociedade atual valoriza o transitório: dinheiro, fama e poder. As pessoas investem toda a sua energia na conquista de bens transitórios. O mundo se esqueceu dos valo- res permanentes. O mundo se esqueceu das virtudes, principalmente as cardeais (que vem de cardo/cardinis = coisa sobre a qual outras coisas giram ou dependem = eixo, dobradiça, etc.) e que são a Prudência, a Justiça, a Fortaleza ou Força e a Temperança ou Moderação. E sobre essas virtudes cardeais é que giram todas as demais, esquecidas e até ridicularizadas no mundo de hoje: a Paciência, a Generosidade, a Perseverança, a Lealdade, a Amizade, a Sinceridade, o Respeito, a Ordem, a Sobriedade, a Gratidão, a Empatia, a Simplicidade, a Humildade, a Solidariedade, a Compaixão, etc., que fiz questão de escrever com iniciais maiúsculas pela sua importância para a paz. Assim, se quisermos ter um ano de paz verdadeira, devemos começar por nós próprios; construir dentro de nós a paz interior que só existirá se praticarmos, de fato, as virtudes e alicerçarmos nossa vida em valores permanentes e princípios elevados. Que tal fazermos só essa promessa para este novo ano? Pense nisso. Sucesso! Muita Paz em 2017! ■ Luiz Marins é antropólogo e escritor contato@marins.com.br

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4 JANEIRO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS Ar condicionado sem manutenção dá multa Quem tem aparelho de ar condicionado de uso coletivo está sujeito às normas sanitárias da Anvisa, que prevêm multa de até R$ 200 mil Duzentos mil reais. Esse é o valor que pode alcançar uma multa em casos de falta de manutenção dos aparelhos de ar-condicionado nas empresas. O valor é estabelecido com base na Resolução 176/2000, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que exige testes periódicos nos aparelhos em locais públicos e coletivo, a serem feitos pela vigilância sanitária dos municípios para comprovar que o ar não está contaminado. Além dessa Resolução, a Portaria 3.523/1998, do Ministério da Saúde, estabelece uma rotina de procedimentos de limpeza em sistemas de refrigeração de grande porte, com orientação para que empresas e condomínios contratem técnicos ou um estabelecimento especializado para realizar limpezas periódicas. A limpeza dos aparelhos consiste basicamente de uma limpeza do filtro de ar e higienização do equipamento, que são feitas mensalmente, como explicou o proprietário da Refrigeração Espírito Santo, Elvi Elias Duailibi. “O aparelho refrigera e purifica o ar, retirando impurezas. Por isso, mensalmente, se faz a limpeza do aparelho para evitar que ele jogue no ambiente a sujeira que foi presa. Se a limpeza não for feita, o ar-condicionado pode ter problemas e precisar de um gasto maior para reparação. Além disso, se torna um meio de propagação de sujeira e de micro-organismos prejudiciais à saúde”. Sobre esse assunto, o alergista e Presidente Nacional da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, José Carlos Perini, ponderou que o aparelho de ar condicionado não é sempre um vilão e que faz bem à saúde se utilizado da forma correta, pois ele filtra o ar, estabiliza a temperatura – que deve estar sempre entre 23 e 24 graus Celsius – e controla a umidade do ar. Porém, os problemas com o uso do aparelho costumam aparecer por falta de limpeza. “O primeiro risco de exposição à sujeira expelida pelo ar-condicionado é o surgimento da síndrome do olho seco, da conjuntivite, da rinite alérgica e de outros sintomas nasais. O aparelho sujo também prolifera vírus de forma mais fácil. Se a pessoa tiver doenças pré-existentes, como asma e sinusite, as condições inadequadas podem agravar esse quadro”, apontou. Manutenção barata e eficaz Quando se compara o valor da multa para a falta de manutenção dos aparelhos de arcondicionado, que pode chegar a R$ 200 mil aos custos da manutenção periódica, percebe-se que um grande prejuízo – não só pela multa, mas também pela reparação do aparelho – pode ser prevenido. O proprietário da Refrigeração Espírito Santo, Elvi Elias Duailibi, estima que o valor da manutenção mensal do aparelho custe entre 3% e 7% do valor de compra dos aparelhos mais baratos. “Justamente pelo baixo custo, a manutenção periódica compensa muito. Caso o empresário não tome esses cuidados, uma manutenção maior pode custar a partir de 15% do valor total pago no aparelho”, estimou Duailibi. Além disso, a vida útil do aparelho de ar-condicionado atualmente, que varia entre cinco e sete anos com manutenção, também tem uma redução drástica se o aparelho não for corretamente limpo e higienizado. Dos sete anos, a durabilidade do ar-condicionado pode ser reduzida a apenas dois anos. Além disso, as regras de saúde pública estão mais rígidas nos locais públicos e de grande concentração de pessoas. “Hoje, muitos restaurantes, colégios e várias empresas nos procuram para fazer a manutenção do aparelho. Não porque os procuramos, mas porque a vigilância sanitária foi ao local e exigiu que tivesse um contrato, ou mostrasse algum comprovante de que o aparelho de ar condicionado tivesse manutenção mensal, o que só se consegue em uma empresa especializada”, contou o empresário, que atua há 45 anos no ramo e afirma que já viu muitos aparelhos quebrarem pela falta de manutenção periódica. “Hoje em dia, quando queima o compressor de um aparelho, não compensa trocar. O compressor é a peça mais cara e queima justamente pelo esforço feito pelo aparelho para funcionar com a obstrução da sujeira. Nessa situação, o proprietário tem que comprar outro aparelho”, exemplificou. ■ FOTO: ARQUIVO JE Elvi Duailibi destaca o custo da manutenção 23 graus é a temperatura ideal A maioria das pessoas acredita que utilizando o condicionador de ar configurado para atingir uma temperatura mais baixa irá acelerar o processo de condicionamento do ar. Na verdade, o equipamento não terá sua capacidade aumentada. Pior que isso, irá consumir mais energia e, certamente, aumentar o valor mensal da conta de luz. Porém, com as altas temperaturas previstas para os próximos dias, é impossível não considerar o uso do arcondicionado para gerar mais conforto. Uma dica é, ao invés de ajustar a temperatura para 17°C, o usuário ajustar para 23°C. Dessa forma, a economia de energia pode atingir 50%. Esta redução se deve primeiramente por diminuir a diferença de temperatura entre o ambiente interno e o ambiente externo, reduzindo a carga térmica e, por consequência, fazendo com que o condicionador de ar trabalhe menos. Em segundo lugar, au- menta a diferença de temperatura de troca entre o fluido refrigerante e o ar da sala. Isto faz com que a quantidade de calor trocado aumente. Caso continue desconfiando dos meus argumentos, proponho que faça o seguinte teste: antes de usar o seu condicionador de ar para dormir, anote o valor de kWh registrado no seu contador de energia. No dia seguinte, veja quanto foi consumido. Faça isto dois dias seguidos, em um programe para 17°C e, no outro, 23°C. Assim, poderá confirmar que a diferença é de fato gritante. Em uma simulação de um quarto de 12 metros quadrados, no Rio de Janeiro, ao ajustar o ar-condicionado para 23°C, a economia na conta de luz ao longo de um ano de utilização seria de 45%. Considerando um ano típico, ou seja, com temperatura padrão para a cidade e utilização à noite. Além de economizar energia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a NBR 16401 recomendam que ao longo do dia, no verão, o ideal é deixar a temperatura entre 23 e 26oC, assim o ambiente ficará termicamente confortável. E, no inverno, entre 21 e 24oC. Faça bom uso do seu aparelho e divulgue esta ideia, ajude outras pessoas a conservar energia e economizar dinheiro! MIDEA CARRIER - Em agosto de 2011, a Carrier, empresa fundada pelo inventor do ar-condicionado, Willis Carrier, e a Midea assinaram o contrato de joint venture para produção e distribuição de sistemas de climatização de ar e eletrodomésticos no Brasil, Argentina e Chile. O acordo marcou a criação da Midea Carrier ABC JV. Com as duas plantas existentes no Brasil, a empresa tem hoje o maior centro fabricante de ar-condicionado da América Latina, com capacidade instalada que ultrapassa um milhão de uni- FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A economia de energia pode atingir 50% com o uso correto do equipamento dades ao ano. É detentora das marcas Midea, Carrier, Springer e Toshiba (para distribuição de ar-condicionado), oferecendo soluções completas para climatização residencial, comercial e de grandes obras e eletrodomésticos que facilitam e trazem novas experiências para o dia a dia. Para garantir a perfeita distribuição de seus produtos, a Midea Carrier possui mais de 200 lojas especializadas “Casas Carrier” e “Totaline”, além de um grupo com cerca de 700 revendedores credenciados e a presença nas principais lojas de varejo e e-commerce do Brasil. A Carrier é co-fundadora e membro do GBC – Green Building Concil, ONG que visa fomentar a indústria de construção sustentável no mundo. ■ Por Felipe Brochier, Engenheiro de sistemas da Midea Carrier

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6 JANEIRO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS Prefeitura de Vitória sai do vermelho O município superou um déficit de R$ 83 milhões para fechar o ano com superávit estimado de R$ 51 milhões Apesar das turbulências na economia e na política nacional em 2016, a Prefeitura de Vitória (PMV) comemora a saída do vermelho. É o que apontam dados do balanço do último ano, indicando um superávit de R$ 51 milhões. "Fechamos as contas no azul, com uma ‘folga’ de R$ 51 milhões, que será muito importante e bem-vinda porque vai complementar o orçamento de 2017, que será ainda menor do que o de 2016", disse o secretário municipal de Fazenda, Davi Diniz de Carvalho. A contabilidade foi feita na primeira semana deste ano. De acordo com o secretário, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, comemorou o resultado e emitiu um agradecimento a todos os servidores, incluindo a equipe fazendária. "Diante do cenário catastrófico que o país vive, essa é a melhor notícia de todos os tempos em relação às finanças do município. Se a gente lembrar que, no ano passado, nós viramos o ano devendo R$ 83 milhões, este ano nós viramos o ano com R$ 51 mi- lhões de disponibilidade", assinalou Carvalho. O secretário explicou que o superávit é considerado tecnicamente como provisório até 31 de março deste ano e que até lá vai ficar entre R$ 48 milhões e R$ 53 milhões. No início do ano passado a Prefeitura adotou medidas de contenção de despesas, incluindo o congelamento de cargos de confiança e até redução no quadro de guardas patrimoniais, contratados junto a empresas privadas de segurança. MOTIVO – Entre os motivos para o sucesso no resultado das finanças municipais, o secretário destacou o refinanciamento de dívidas dos contribuintes de Vitória. “Tivemos o Refis 2014, que injetou em torno de R$ 60 milhões na Prefeitura e deu um fôlego naquele momento. Mas o grande trabalho foi realmente a redução do custeio. "Tivemos uma queda grande de receita, mas tivemos também uma queda grande de despesas com custeio. Fomos a capital que mais perdeu recursos e a que mais reduziu custeio”, complementou o secretário Da- vi. Ele ainda analisou que entre os motivos está a adoção de uma política financeira rigorosa e com atuação eficiente no cumprimento de normas e leis. Na opinião de Davi, isso demonstra para a população de Vitória o comprometimento dos servidores da Secretaria de Fazenda e o compromisso da atual gestão em cumprir todas as leis existentes. "A Prefeitura sempre agiu de forma transparente e eficiente, e isso demonstra o rigor que a gestão tem em cumprir todas as normas e leis", reforçou. No entanto, o bom desempenho do último ano não anima o secretário em relação a 2017. “A dificuldade para 2017 continua. Vencemos a batalha, mas a guerra continua", afirmou, lembrando que desde 2013, quando foi publicado o primeiro decreto de redução de despesas, houve um outro no mesmo sentido em 2014, além de outros dois idênticos em 2015, quando foi criado o Comitê Gestor, que fez com que a máquina se tornasse mais eficiente em relação ao seu gasto público. ■ FOTO: DIEGO ALVES Davi Diniz de Carvalho disse que Luciano comemorou o resultado EUSTÁQUIO PALHARES A estratificação da cidadania Anossa dormência ou entorpecimento para com o surrealismo que vivemos é o dado mais , preocupante do conjunto de aberrações que se banalizaram pela recorrência, pela frequência no nosso cotidiano. Recentemente informou-se gastos extras de 17 milhões com os promotores estaduais, na folha de novembro passado, derivados de ressarcimentos, indenizações, verbas remuneratórias, gratificação por exercício de função de confiança, abono por permanência, auxilio alimentação, auxilio transporte, auxilio moradia, adicional de periculosidade, de insalubridade, serviços extraordinários, enfim, uma penca de designações sob as quais encontra-se um valor que se agrega ao vencimento básico. Um promotor atuante contestou o viés da informação afirmando a produtividade da categoria que, contemplada com um orçamento para o exercício de R$ 402 milhões, recuperou para o erário estadual R$ 3,8 bilhões sem as demarches dos processos judiciais. Pontua também que o Mi- nisterio Público Estadual é integrado por 298 promotores e 32 procuradores, sendo que os primeiros dividem um assessor por grupo de três, enquanto os procuradores contam com um assessor cada, ocupam-se de 1.300 mil processos e investigações sobre um grande arco de transgressões e violações a direitos civis individuais, de minorias, patrimônio, meio ambiente, improbidade administrativa, enfim, um extenso leque de inadequações comportamentais. Do alto de sua indignação permitiu-se comparar a efetividade de seus pares com o custo do Legislativo capixaba, onde cada um dos 30 deputados conta com 18 assessores e as conhecidas mordomias de auxilio paletó, auxilio moradia, auxílio combustível, verbas de gabinete, sendo que a resultante do trabalho dos deputados não é percebida pela sociedade, não produzem valor efetivo que seja reconhecido como o cumprimento da função de legislação e fiscalizar o Poder Executivo. A injustiça da generalização, segundo esse combativo promotor fica mais escancarada quando se sabe que um deputado federal ganha salário de R$ 33.763,00 ao qual se soa auxilio moradia de R$ 4.253, dotação de até R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários para seu gabinete e verba de até R$ 45 mil para despender com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, ressarcimento de gastos com médicos e dois salários no primeiro e no ultimo mês da legislatura, além dos recessos parlamentares que se constituem em virtuais férias remuneradas. Tratar desigualmente os desiguais parece ser um consenso de Justiça. Nesse caso, o MPES defende-se a efetividade de sua atividade em óbvio contraste com a representação política que se confina nos feudos da tradição e da institucionalidade para seguir fruindo privilégios que afrontam a sociedade. O pano de fundo dessa querela é o custo do financiamento do Estado pela Sociedade. Claro que entre a polêmica entre o Estado Mínimo e o Estado Pai-Provedor e reparador das assimetrias sociais, impõe-se que a própria sociedade consiga definir o que espera do Estado. Aí há uma questão por se equacionar: a quem cabe definir isso, a clientela do Estado ou os financiadores do Estado? Porque a atividade produtiva é quem banca o Estado, sem empreendedores, sem os agentes econômicos que produzem riqueza com a mobilização dos fatores de produção, não existe riqueza por geração espontânea. Definir a questão do custo do Estado é fundamental, porque já de algum tempo ele não devolve à sociedade os recursos que lhe toma, usando-os para o seu próprio financiamento, o Estado tornando-se um fim em si mesmo. Por isso, pouco devolvendo à sociedade e dissimulando sua inépcia com uma relação clientelista. O pior, ainda – vide a diferença da relação trabalhista do funcionário público, a previdência do funcionalismo, os privilégios que o servidor desfruta´- é o descompasso entre o que se concede ao funcionário público e o que se assegura ao trabalhador privado, ainda que apoiado por uma legislação trabalhista que engessa o empregador e o incentiva a sempre que puder trocar a pessoa por equipamento não perder tempo em fazê-lo. A dinâmica social já contempla, mas nossas teorias e conceitos de relações sociais ainda não o fazem – a figura do trabalhador-empregado e do trabalhador-empregador. Pouco são os empresários que não cumprem jornada de trabalho superior à que a CLT prescreve para o seu colaborador. Muitos são os que trocariam todo o resultado financeiro líquido do seu negócio por apenas uma parcela do imposto que recolhem e seguem cumprindo suas vocações a despeito do ambiente hostil, onde são considerados suspeitos, permanentemente suspeitos, até prova em contrário. Com isso, a “normalidade institucional” forja várias categorias de cidadania. Os de primeira, os de segunda e os de ter- ceira categoria. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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10 JANEIRO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS Sicoob ES distribuiu R$ 90,3 milhões de remuneração para associados “A medida é mais uma demonstração do reconhecimento à participação dos associados”, diz Bento Venturim As empresas e pessoas físicas associadas ao Sicoob ES receberam no último dia 30 uma remuneração sobre o capital social que mantêm na instituição financeira cooperativa. Os valores creditados foram superiores a R$ 90,3 milhões. Deste total, cerca de R$ 16,9 milhões estão disponibilizados em conta corrente. O diretor-executivo do Sicoob ES, Nailson Dalla Bernadina, informou que desde 2007 o Sicoob ES efetua o pagamento de juros ao capital social de acordo com os normativos vigentes. Disse ainda que os Conselhos de Administração das Cooperativas definem o percentual da remuneração, que é limitado à taxa Selic. O capital social, explicou Bernadina, é o valor investido pelos cooperados no patrimônio do Sicoob ES. Esse valor é integralizado quando as pessoas ou empresas abrem suas contas em uma instituição financeira cooperativa, e pode ser movimentado de acordo com as regras estabelecidas no estatuto da organização. “O objetivo do Sicoob é estimular os clientes a ampliarem o capital social, que é uma fonte de recursos de longo prazo nas Cooperativas de Crédito, pois serve de base para as operações que ela realiza”, afirmou. Valorização - Bernadina destacou que a maior parte do capital social do sistema é referente aos juros creditados e às sobras (lucro) geradas pela instituição ao longo dos anos: “O investimento FOTO: DIVULGAÇÃO Nailson Dalla Bernadina diz que investimento de cooperado é muito pequeno do cooperado, tanto pessoas físicas quanto empresas, para iniciar sua atividade na cooperativa é muito pequeno e todos os anos os resultados obtidos são revertidos para os próprios cooperados e reinvestidos em seu capital. Assim, o compartilhamento desse resultado fortalece o Sicoob ES e seus associados”. “Importante registrar que a retenção do Imposto de Renda (IR) na fonte para os juros ao capital social funciona de acordo com a tabela progressiva para as pessoas físicas e que não há retenção na fonte para pessoas jurídicas. Os cooperados devem adicionar esse rendimento em suas respectivas declarações de ajuste de IR para apurar se existe necessidade de recolhimento adicional ou restituição do imposto gerado por essa rentabilidade”, complementa Bernadina. Na avaliação do presidente da instituição, Bento Venturim, a medida é mais uma demonstração do reconhecimento à participação dos associados no crescimento da Sicoob ES. “Trata-se de uma significativa vantagem, pois os cooperados são ao mesmo tempo donos e clientes de uma instituição financeira, e desta forma podem manter os recursos na mesma região em que eles foram gerados”, afirma, destacando que essa relação só é possível em uma Cooperativa de Crédito. COOPERATIVA - O Sicoob é o maior sistema cooperativo de crédito do País. Aberto a empresas e a pessoas físicas, trabalha com produtos e serviços tipicamente bancários, com custos menores do que os do mercado. Os associados, que são donos do negócio, participam dos resultados e dispõem de tecnologia que facilita a movimentação. Além disso, têm a mesma segurança que os clientes de bancos comerciais, pois a instituição garante cobertura de R$ 250 mil por cliente. Com operação no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, o Sicoob ES tem 200,1 mil associados. São oito as cooperativas filiadas: Norte, Leste Capixaba, Centro-Serrano, SulSerrano, Sul, Sul-Litorâneo, Sicoob Credirochas e Sicoob Credestiva. O sistema atua em todo o Brasil, com 2,5 mil unidades, e atende 3,4 milhões de associados. ■ FOTO: DIVULGAÇÃO Siccob amplia rede de agências no interior do Estado

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12 JANEIRO DE 2017 VITÓRIA/ES 17 ANOS Só vale o que está escrito Está em tramite no Congresso Nacional Projeto de Lei que regulamenta o jogo no Brasil, inclusive o Jogo do Bicho Desde que o barão de Drummond criou uma loteria zoológica, no Rio de Janeiro, em 1892, muita água, muito sangue e muito folclore já passaram por debaixo da ponte. Logo a cultura popular denominou a nova atração jogo do bicho, como o sorteio dos números associados a 25 nomes de animais é conhecida até hoje. Aliás, o Guia dos Sonhos, publicado num blog ligado ao assunto, garante que sonhar com ponte pode significar melhoras financeiras ou um problema a ser resolvido em breve, mas só se a ponte que aparecer no sonho estiver sendo construída; se a ponte estiver caindo, seria sinônimo de intrigas e inveja. Em qualquer dos casos, a tradição manda jogar na cobra. Entronizado na vida do brasileiro de todas as classes sociais, e quase tanto quanto o cafezinho, o futebol ou as rodas de samba, o jogo do bicho é tipificado como contravenção penal e sujeita seus promotores e apostadores às penas da lei. E é justamente na área do samba que o bicho tem encontrado terreno fértil para sua expansão e mesmo sua glamourização. Já é lendária a figura do bicheiro, geralmente pessoa de poucos recursos que trabalha para o “banqueiro” o dono do jogo, anotando, num papelzinho chamado pule o número jogado pelo apostador. A pule, ou lista, é o comprovante que fica com o jogador. É figura também conhecida como escritor ou corretor zoológico. Foi também no Rio de Janeiro que o jogo do bicho começou a mostrar sua face sorridente, quando lendárias figuras como Castor de Andrade, ligado à escola de samba Unidos de Padre Miguel, e Aniz Abraão David, o Anísio, começaram a aparecer em colunas sociais ao lado de au- toridades, o que causou grande clamor popular, nos anos 70. E foi ali também que a violência ligada ao jogo mostrou sua face mais carran- cuda, com famosos casos de assassinatos de pessoas ligadas ao bicho e ao samba. Hoje, a atividade perdeu muito de seu romantismo e se vê acusada de envolvimento com videopôquer, tráfico de drogas e associação com milícias. No Espírito Santo, como de resto em todo o Brasil, o jogo também já fez história de violência, com destaque para os assassinatos do banqueiro Goiaba, nos anos 80, em Jardim da Penha, e do contraventor Jonathas Bulamarques, assassinado em Itaparica, Vila Velha, cinco meses depois de ter escapado, mutilado, de um atentado a bomba, quando seu carro explodiu, no centro de Vitória. Por esse crime, o exdelegado de polícia Cláudio Guerra acabaria indiciado e condenado. José Carlos Gratz também já teve ligações com o jogo do bicho no Estado, mas há mais de 22 anos deixou a atividade. Num bar situado numa esquina de um bairro de classe média, em Vitória, Orlandino (nome fictício) “escreve” bicho há mais de 10 anos,conforme diz.“Desdeque meaposentei.É um bico, ajuda no leitinho dos barrigudinhos”. Orlandino afirma que nunca foi incomodado pela polícia, garante, porque o lugar é de gente tranquila e ordeira. “Até autoridades vêm aqui fazer sua fezinha, regularmente”, garante, mas diz que o sigilo é um dos requisitos do negócio. “No- me, nem pensar. É o bicho. Respeito é bom e conserva os dentes, se é que o distinto está me entendendo”, garante, já encurtando a conversa. Além das bancas, localizadas em pontos estratégicos dos bairros, o jogo do bicho pode também ser feito em muitas bancas de jornais das cidade. Sonhar com rei dá leão Corre o ano de 1976. A ditadura militar brasileira (1964-1985) começa a sentir a pressão internacional e interna pelo retorno ao estado de direito. Logo no início do ano, o Carnaval irá produzir dois ícones incontestáveis: o Grê- mio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, recémchegada ao primeiro grupo, e o carnavalesco Joãosinho Trinta. O Carnaval de 1976 vai marcar a estréia do luxo na avenida e sacudir o Brasil com o samba-enre- do “Sonhar com rei dá Leão”, que apresentará também ao público o seu autor, Neguinho da BeijaFlor, que ainda assina Neguinho do Vale. A letra do samba vai fazer gente que nunca fez uma fezinha se interessar pelo jogo. SORTE GRANDE - Outra demonstração de o quanto o jogo do bicho encontra empatia com o brasileiro é uma parceria de Chico Anísio e João Nogueira, o samba “Nicanor Belas Artes”, centrado na figura do bicheiro da esquina da zona boêmia do Mangue, no centro do Rio. A letra lembra o hábito de os bicheiros engolirem as pules, para fugir dos flagrantes policiais, e sugere que o próprio “escritor zoológico” tenha tirado a sorte grande.

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17 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2017 13 SERVIÇO Músicas ❯Sonhar com rei dá leão ❯Autor: Neguinho do Vale Mesmo sendo uma contravenção, o jogo é feito livremente Sonhar com anjo é borboleta. Sem contemplação/ Sonhar com rei dá leão/Mas nesta festa/de real valor, não erre não/O palpite certo é Beija-flor (Beija-flor)/ Cantando e lembrando em cores/Meu Rio querido, dos jogos de flores/Quando o Barão de Drummond criou/Um jardim repleto de animais/Então lançou/Um sorteio popular/E para ganhar/Vinte mil réis com dez tostões/O povo começou a imaginar/Buscando no belo reino dos sonhos/ Inspiração para um dia acertar/Sonhar com filharada é o coelhinho/Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho/E com rapaz todo enfeitado O resultado pessoal/É pavão ou é veado/Desta brincadeira/ Quem tomou conta em Madureira/Foi Natal, o bom Natal/Consagrando sua Escola/Na tradição do Carnaval Sua alma hoje é águia branca/Envolta no azul de um véu/Saudado pela majestade, o samba/E sua brejeira corte/Que lhe vê no céu. Deu avestruz na cabeça ❯Nicanor Belas Artes ❯Autores: Chico Anísio e João Nogueira O bicho sorteado na primeira extração do jogo foi o avestruz. Seu criador, João Batista Viana Drummond, o barão de Drummond, era oficial da Imperial Ordem da Rosa e recebeu o título de barão em 1888. Foi administrador da Estrada de Ferro Dom Pedro II, criou o bairro de Vila Isabel, foi diretor da Companhia de Ferro-Carril de Vila Isabel e fundou o Jardim Zoológico na encosta da Serra do Engenho Novo. O advento da república, proclamada em 1889, fez o barão perder as subvenções destinadas ao zoológico, o que o fez passar por dificuldades financeiras. Foi assim que o barão organizou, em 1892, um passeio à empresa do Jardim Zoológico. O Jornal do Brasil, em sua edição de 4 de julho de 1892, registrou: “(...) Como meio de estabelecer a concorrência pública, tornando freqüentado e conhecido aquele estabelecimento que faz honra ao seu fundador, a empresa organizou um prêmio diário que consiste em tirar à sorte dentre 25 animais do Jardim Zoológico o nome de um, que será encerrado em uma caixa de madeira às 7 horas da manhã e aberto às 5 da tarde, para ser exposto ao público. Cada portador de entrada com bilhete que tiver o animal figurado tem o prêmio de 20$. Realizou-se ontem o 1º sorteio, recaindo o prêmio no Avestruz, que deu uma recheiada poule de 460$000 (...)”. A imprensa “comprou” a novidade e a noticiava normalmente: “Jardim Zoológico - Venceu ontem o cavalo. Pagou-se de prêmios 740$. Amanhã (domingo) das 3 horas da tarde em diante haverá bon- des diretos. Divertimentos diversos.” (O Tempo, 16 de julho de 1892) “O marechal Floriano Peixoto visitará brevemente o Jardim Zoológico.” (Gazeta da Tarde, 8 de julho de 1892). Mas logo se percebeu a astúcia por detrás da aparente intenção beneficente do barão de Drummond, conforme denunciava matéria produzida ainda no mesmo mês de julho de 1892. Veja um trecho: “Ao Dr. 2º delegado dirigiu ontem o Dr. Chefe de Polícia o seguinte ofício: (...)Como semelhante divertimento não pode por mais tempo ser tolerado, e conquanto maior fundamento quanto é certo que muitas queixas me têm sido dirigidas pelas pessoas lesadas, assim intimarei ao diretor do Jardim Zoo- lógico para que suspenda imediatamente a continuação do aludido jogo, sob pena de ser processado na conformidade dos arts. 369 e 370 do código penal.” (O Tempo, 23 de julho de 1892) O PALPITE PELOS SONHOS ❯ SIGNIFICADOS: ❯ADULTÉRIO: cometê-lo, lucros (Grupo 3 e 17); dezena 12 e 68; centena 411 e 367; milhar 8410 e 4766. ❯CASAMENTO: separação (G 15 e 19); D 58 e 75; C 058 e 475; M 5028 e 9475. ❯DÍVIDA: (negá-las) viagem próxima (G 14 e 17); D 55 e 67; C 455 e 667; M 4455 e 8667. ❯DINHEIRO: sorte no jogo (G 20 e 24); D 78 e 96; C 178 e 796; M 4416 e 6563. ❯SOGRA: encrenca em breve (G 13 e 21); D 52 e 84; C 152 e 548; M 2152 e 7584. “Comendo lista na esquina do pecado/o Nicanor era reserva de bicheiro/Crioulo bom, se dava bem com a curriola/e lá na escola dava bola num pandeiro/Mas de repente o Nicanor saiu em frente/desceu o morro, botou banca de bacana/O delegado do distrito anda cabreiro/porque o Nicanor bicheiro nunca mais entrou em cana/Ele que tinha um dente só/agora está de dentadura/Não é mais garfo de doceiro/agora é boca de fartura/E pra mostrar a toda gente/que tem dente na fachada/até quando vê desastre o Nicanor cai na risada”. ■

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14 JANEIRO DE 2017 VITÓRIA/ES Tela gigante leva o cinema para dentro de casa 17 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A oferta de equipamentos com novas tecnologias permite maior conforto em casa a preços mais reduzidos As TVs de tela grande e poltronas confortáveis deixam as salas de projeção para trás Penumbra, uma confortável poltrona ou um lugarzinho no sofá, com pipoca, refri e o aconchego de quem se gosta. O cenário é perfeito para se assistir a um bom filme, sem atropelos, filas e outros incômodos. As novas tecnologias permitem que você leve o cinema para sua casa, com TVs de tela grande, de formato retangular, como as telonas das salas de exibição. Há alguns anos para poucos privilegiados, as TVs de tela grande se transformaram em equipamen- tos que podem ser adquiridos por um número cada vez maior de consumidores. A expansão do crédito e a redução de preços dos produtos em decorrência da maior oferta permitem isso. Para quem pretende montar um cineminha em casa, o ideal é escolher uma televisão LED para ter mais qualidade de recepção de imagem. Existem duas opções: uma TV HD, com 720 pontos, já traz qualidade suficiente mas, para o máximo em definição, prefira a Full HD, que apresenta 1080 linhas e dá à transmissões HD e à execução de Blu-rays ainda mais qualidade. Em Vitória, lojas especializadas oferecem a preços que variam de R$ 3.200,00 a R$ 10.000,00 equipamentos ideais para um cinema em casa. As telas vão de 1,40 m x 80 cm a 3,40 m, x 1,60 m. Para melhorar ainda mais o ambiente, um projetor de imagem é uma boa pedida. Ligado a um computador e a um sistema de som mais potente, você pode ter o filme projetado na parede ou em uma tela especial que leva até a sua casa ainda mais a sensação do cinema. Televisão a cabo é uma das opções para assistir filmes, mas se você não pode ficar preso à grade de programação, a sua sala de cinema precisa de alternativas. Atualmente, existem serviços como o Netflix e o Netmovies, de aluguel de filmes via streaming e para os quais muitas SmartTVs já estão prontas, mas a qualidade da transmissão não é a mais adequada para quem quer um cinema em casa. Se você já possui uma videoteca de DVDs, já deve ter um aparelho de DVD também, mas a qualidade superior você consegue com um Blu-ray. Os discos Blu-ray comportam mais dados e, portanto, filmes com muito mais definição que os DVDs. Com os aparelhos de televisão modernos, conectados via cabo HDMI, esses tocadores permitem muito mais qualidade, com uma vantagem clara: existem aparelhos de Blu-ray 3D que, em conjunto com as TVs 3D e com os discos com capacidade tridimensional, trarão os filmes mais modernos para dentro de sua casa. ■ JANE MARY DE ABREU A fome da alma Aansiedade produz os tagarelas. Todos querem expor uma idéia, apresentar um projeto, dar uma opinião. É uma tagarelice que não tem fim. Se todos falam ao mesmo tempo, é óbvio que não sobra tempo para escutar, é óbvio também que nada consegue ser bem assimilado, compreendido, bem executado. O resultado é o que a gente constata hoje: todos gritam e ninguém tem razão. No mundo corporativo, a produtividade caiu. Nas relações pessoas, os danos são incomensuráveis, não há estatística que consiga medir o tamanho do estrago. A procura pelos psiquiatras e terapeutas, e o uso crescente dos ansiolíticos, é uma clara demonstração de que a coisa está feia e tende a se agravar, porque cada dia a ansiedade aumenta mais. Todo mundo fala e ninguém escuta. O brilhante educador mineiro Rubem Alves passou boa parte de sua vida alertando para a necessidade de praticarmos a “escutatória”, que ele definia como a arte de ouvir o que o outro tem a nos dizer. Mas o ouvir de Rubem Alves é diferente, não comporta nenhum tipo de pressa. Ouvir com empatia, estando totalmente presente quando o outro fala, absorvendo as palavras, per- cebendo a mensagem das entrelinhas, observando os gestos, o corpo, a face, a entonação da voz, as pausas, a intenção, o olhar, o ritmo, ouvindo inclusive o não foi dito, que se expressa nos micro sinais, nas micro expressões. É um ouvir de mineiro sentado em toco de árvore, saboreando a vida que passa lentamente diante de seus olhos. Não é uma tarefa fácil ouvir com essa qualidade de atenção. Não se criou o hábito e muitos ainda não compreenderam ou não sabem a importância de aprender a ouvir. A conseqüência dessa inabilidade de ouvir é confusão, mal-entendidos e erros de interpretações que observamos todos os dias nos lares e organizações, além de tarefas não cumpridas a contento, distorção na comunicação e discórdias. Os erros se sucedem porque a pessoa não entendeu direito o que foi dito, não entendeu porque falou demais e não ouviu direito. A coisa se complicou ainda mais com o uso inadequado do celular. As pessoas vivem hoje grudadas no celular, toda a atenção está concentrada no visor do brinquedinho de todas as idades, o que significa dizer que a capacidade de ouvir e compreender o que está sendo falado, é praticamente zero. Não saber ouvir é fatal em todas as circunstâncias da vida, pode acreditar nisso. Perde-se a vida, perde-se o marido, perde-se a esposa, o emprego, o amigo, etc e etc, por não saber ouvir. Se você é daquele tipo de pessoa que enquanto o outro fala, já está ensaiando mentalmente o que vai dizer em seguida, saiba que você ainda não sabe ouvir. Na verdade, você não está nem aqui para a história do seu interlocutor, está unicamente preocupado em se sobressair na conversa. Preocupado em impressioná-lo, você se esquece de ouvi-lo. Quem já não viveu uma situação como esta? Uma pessoa começa a falar e imediatamente a outra diz: “Ah, sei o que você sente. Já passei por isso. Vou contar o que aconteceu comigo”. Assim ela assume a palavra acreditando que a sua história vai melhorar a vida da outra pessoa. Esta atitude não demonstra apenas um alto grau de ansiedade, mas sobretudo um comportamento arrogante, um ato de superioridade – a pessoa acha que a experiência dela é superior a todas as outras. A dor dela dói mais do que todas as dores do mundo. Coisas do ego... Um bom comunicador deve antes de tudo ser um bom ouvinte. Saber ouvir é abrir mão do “querer ter razão” e assumir uma postura de curiosidade genuína, como uma criança quando está descobrindo o mundo. Com esse olhar genuíno de criança, sem julgamento, podemos verdadeiramente ouvir. Alguns passos importantes para desenvolver a boa escuta é manter uma postura relaxada, porém atenta. Participar de forma ativa é a base da comunicação eficaz. Usar incentivos verbais como "Me fale mais sobre isso”, "Que interessante!” Isso faz com que o outro se sinta à vontade na comunicação. Estar atento, mantendo um contato visual eficiente e balançando a cabeça com sinal de aprovação, certamente encorajam o outros a se abrir mais. Evitar interrupção e deixar a outra pessoa saber que você está prestando atenção e se interessando pelos pensamentos e opiniões dela, cria um fantástico laço de confiança. A coisa mais importante que qualquer um de nós pode dar a alguém é a qualidade da nossa atenção. Isso faz com que o outro se sinta valorizado, aceito. Ao afinar nossos ouvidos, a vida ganha um som harmonioso, um colorido diferente. E o melhor da história é a descoberta de que podemos sim criar um mundo melhor a partir de uma atitude simples e amorosa. Num mundo que anda necessitando do básico, onde as pessoas já começam a suplicar por um pouquinho de amor que seja, você estará dando uma importante contribuição para a harmonização do planeta falando menos e ouvindo mais. Coisa simples, que não custa nada e nem dói, cujo único pré-requisito é um pouco de amor pela pessoa que está à sua frente. Enganado está quem pensa que caridade só tem a ver com visitas a hospitais, orfanatos e asilos. Muitas vezes, uma atenção no momento certo e uma palavra que brota do coração representam muito mais do que uma cesta básica. Não só o estômago precisa de cuidados, é preciso dar mais atenção à fome da alma. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de Comunicação e Marketing, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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17 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2017 15 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A qualquer hora do dia é comum ver na Praia da Costa famílias passeando, atletas praticando corridas ou caminhadas e muita gente andando de bicicleta, patins ou skate Uma praia bonita por natureza Durante a alta temporada cerca de 700 mil turistas visitam a Praia da Costa, segundo estimativas oficiais Com 31.083 moradores, a Praia da Costa é o bairro mais populoso de Vila Velha e também um dos que mais recebe turistas no município, devido ao seu potencial turístico de belezas naturais, praia com estrutura, faixa de areia larga e águas verdes e limpas. A orla também tem muitos prédios de luxo, pouca área livre para construção de novos condomínios, estrutura hoteleira e muitos restaurantes de qualidade onde se pode degustar a famosa moqueca capixaba e variados frutos do mar. Município mais antigo do Espírito Santo, Vila Velha tem 414.586 habitantes, de acordo com dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Seu litoral possui 32 quilômetros onde se localizam muitas das mais belas praias do Estado. A Praia da Costa é um grande cartão postal do município. Um dos diferenciais é que à noite o calçadão e a faixa de areia ficam bem iluminados, o que proporciona facilidade para a prática de esportes e reuniões de amigos para passeios, tomar cerveja e comer uns tira-gostos nos quiosques. A qualquer hora do dia o calçadão fica cheio. A presença é certa de famílias passeando, atletas praticando corrida e caminhada e também muita gente andando de bicicleta, patins ou skate. O bairro também possui grande estrutura para receber turistas, como restaurantes, muitas lojas e ainda um shopping. O bairro que tem o mesmo nome de uma das mais belas praias do Estado fica a três quilômetros do centro de Vila Velha, onde se encontra um dos pontos turísticos mais conhecidos do Estado, o Convento da Penha. A Praia da Costa tem areias douradas, águas límpidas e é cercada de pedras ao norte. Outro destaque da região é a Praia da Sereia, que fica na extensão norte da Praia da Costa, próximo ao Clube Libanês. Próximo à região também está o Farol de Santa Luzia, na entrada da baía de Vitória. Construída na Escócia em 1870, pelo Ba- rão de Cotegipe, a torre do farol mede 17 metros de altura. Sua luz pode alcançar até 15 milhas marítimas e orienta os navios que chegam à costa com destino aos portos de Vitória, Vila Velha e Tubarão. O Morro do Moreno é outro cartão postal do município, também fica nas proximidades da Praia da Costa. Hoje, é um local muito utilizado para saltos de parapente, rapel, asa-delta e ainda para a prática de escalada, devido à sua altitude de 184 metros. Do topo do Morro do Moreno é possível ter uma visão de 360º da cidade de Vila Velha, do mar e de Vitória. Os pontos turísticos do município mais visitados são o Convento da Penha, a Fábrica de Chocolates Garoto, o Sítio Histórico da Prainha, o Museu Homero Massena, a Casa da Memória e a Igreja do Rosário, além das praias. Vila Velha recebe mais de 700 mil turistas na alta temporada. Entre os visitantes, a maioria vem de Minas Gerais, em segundo lugar, vem os moradores do próprio Espírito Santo, e em seguida estão os turistas do Rio de Janeiro. Pesquisa indica que quem visita Vila Velha tem uma média de 38 anos de idade, renda de R$ 3.500, sendo a renda familiar de mais de R$ 5 mil. O gasto médio diário do turista no município é de R$ 110. ■

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