Anuário 2016

 

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Colégio Uirapuru

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2016 1 Anuário 2016

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2016 3 Anuário 2016

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Anuário 2016 Sumário 08 Palavra do Diretor 10 APRENDIZAGENS MÚLTIPLAS 12 Descobrindo o mundo 15 Jogos cooperativos 18 A brincadeira é... A organização dos espaços na Educação Infantil 24 Jogos Uirapuru: muito além de uma competição esportiva 26 Regiões brasileiras: conhecendo as características naturais, sociais e culturais 28 #Comportamento em Rede 32 Tecnologias: recursos sempre presentes 36 A importância do esporte na formação de talentos para a vida 40 LEITURA E ESCRITA: FACES DA COMUNICAÇÃO E DA CRIAÇÃO 42 Bibo: história e descobertas 44 Quem planta colhe e quem colhe experimenta 48 O gato xadrez: um pensar matemático na Educação Infantil 54 Cantar e rimar, a brincadeira já vai começar 60 Achadouros da Infância 65 Parlendas 68 Viajando pelos continentes e conhecendo crianças assim como nós. Crianças como você 72 Um clássico da literatura infantil 4 77 Letras e canções regionais 84 Malala: muito além da leitura acadêmica 88 Volta ao mundo em 52 histórias – contando e encantando 90 Desvendando Sherlock Holmes 93 A lua no cinema 96 Não há uma língua portuguesa, há línguas em português 99 A construção do repertório de leitura no Ensino Médio 102 CIÊNCIAS: UM MUNDO DE DESCOBERTAS 104 Bem-vindos ao Quintal Uirapuru! Vamos entrar? 108 Quintal Uirapuru: uma área verde, um laboratório de vivências ambientais a céu aberto 112 Vivenciando a Ciência no Ensino Fundamental II 116 Pesquisa e divulgação científica em prática 121 Projeto Vida saudável: construindo valores e transformando comportamentos 128 ARTE: LINGUAGEM SEMPRE PRESENTE 130 Arte: um mundo de exploração 135 Arte: experiências de criação e técnicas 140 Modos de ver o mundo 144 O poder da História da Arte 146 festival das letras 162 INGLÊS: EM DIFERENTES CONTEXTOS 164 Reading circles: 168 conversando com o livro Em busca da língua viva

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170 O valor dos livros literários com ilustrações no ensino 177 da Língua Inglesa Seedfolks, uma história de transformação 184 PENSANDO E REPENSANDO O ENSINO MÉDIO 186 O papel da escola na formação do SER HUMANO, além dos vestibulares 188 O conflituoso momento da escolha profissional 190 Fotografia, uma escolha 192 Circuitos Elétricos e Automação 194 Nas entrelinhas do texto, do discurso e da argumentação 196 Saúde e Qualidade de Vida 200 FORMAÇÃO DOCENTE: O CORAÇÃO DA ESCOLA 202 Para ensinar melhor é preciso aprender sempre 208 Psicomotricidade e Grafomotricidade: o processo corporal da aprendizagem 211 Planejamento: elemento vivo na sala de aula 213 Tematização da prática: para pensar como, quando e por que intervir de um modo e não de outro 215 Filmar, observar e refletir. Um avanço nas propostas pedagógicas do professor 217 O fio da meada: a observação de aula como estratégia de experiências formativas 219 Avaliação docente: reflexão e análise das práticas educativas 221 PAPEL DE PAI, PAPEL DE FILHO 222 Amor e tempo: preciosidades na formação do ser humano 226 ENTREVISTA 228 Tecnologias e cotidiano, contribuições da Dra. Alessandra Borelli Vieira 234 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL 235 Potencialidades e fragilidades: avaliar para reconhecer e melhorar 248 GRANDES HISTÓRIAS COMEÇAM AQUI 250 Língua Inglesa: caminho para o exterior 252 Não tenham medo de tentar coisas novas 254 Well, here we are 257 Ponto final 260 O nosso santo bateu 262 Formandos do ensino médio 2016 acompanhe todos os nossos projetos de 2016 e saiba porque Grandes Histórias começam aqui. 06 TURMINHA UIRAPURU 125 NOVO SITE UIRAPURU 182 SOUND LOGO 5 Anuário 2016

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Pela busca incessante do conhecimento 8 Anuário 2016

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O momento de escrever este editorial nos remete à uma reflexão sobre o que nosso Colégio conseguiu avançar em 2016, mas também o que estamos pensando para o próximo ano. Quanto à “prestação de contas”, a qualidade das matérias e o envolvimento de alunos, educadores e demais colaboradores dizem bem dos ótimos resultados do processo educativo que vivemos. Tudo é relevante, assim não podemos destacar este ou aquele aspecto e nos é particularmente grato reconhecer a participação de todos os segmentos, desde o Berçário até o Ensino Médio. Quanto ao ano de 2017, muitas coisas novas teremos no Berçário, no Infantil 2 e, em consequência, na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. Quanto ao Ensino Médio, não podemos fugir do estudo e da reflexão da proposta nacional de reformulação, tão discutida nos últimos meses. Mesmo antes do Governo anunciar a Medida Provisória para a Reforma do Ensino Médio (ou podemos usar Novo Ensino Médio), em 2016 o Colégio Uirapuru já sentiu a necessidade de uma nova realidade de aprendizagem: começamos a adotar uma postura mais flexível, diversificada, onde os alunos podem escolher atividades de seus interesses. Há mais de 50 anos o Ensino Médio é engessado, possui uma carga pesada, pouco atraente e pautada nas provas do Enem e dos vestibulares. No mundo todo não é assim, ele possui vertentes que atendem interesses, habilidades e competências dos alunos e aos recursos que as escolas podem oferecer. Para nós, o Ensino Médio deve ser uma preparação para o Ensino Superior e não apenas para o vestibular. Se os vestibulares conseguirem enxugar seus conteúdos, com certeza, teremos um Ensino Médio melhor. Temos um compromisso com o sucesso pessoal e educacional de nossos alunos. Adquirir conhecimento mediante habilidades e competências se torna muito mais importante e profundo do que aprender uma gama de conhecimentos, muitas vezes nunca utilizados. Que essa mudança possa colaborar de forma positiva na formação dos jovens brasileiros, transformando-os em adultos realizados pessoalmente e profissionalmente. Um abraço, Arthur Fonseca Filho Diretor Anuário 2016 9

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APRENDIZAGENS MÚLTIPLAS Quando falamos em “aprendizagens múltiplas” nosso foco tem como referência os quatro pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser, baseados no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors em 1999. Aprender a conhecer, é um tipo de aprendizagem que visa nem tanto a aquisição de um repertório de saberes codificados, mas antes o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento pode ser considerado, simultaneamente, como um meio e uma finalidade da vida humana; aprender a fazer, se preocupa em como ensinar o aluno a pôr em prática os seus conhecimentos; aprender a conviver, significa aprender a conviver com os outros, tomar consciência das semelhanças 10 Anuário 2016

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e da interdependência entre todos os seres humanos do planeta; e, finalmente, aprender a ser, a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa – espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. É nesse espírito que pensamos em projetos e práticas que vão da exploração física e cognitiva, que leva os bebês do Berçário a descobrirem o mundo e os pequenos da Educação Infantil a vivenciarem diversas brincadeiras que levam a muitas aprendizagens; aos jogos e aos esportes como fontes de conhecimentos acadêmicos, pessoais e interpessoais, muito além da competição esportiva; ao estudo das regiões brasileiras e suas diversidades naturais, culturais, sociais, econômicas; e ao uso consciente da tecnologia da informação e da comunicação. Anuário 2016 11

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Descobrindo o mundo Coordenadoras Fernanda Rodrigues e Maria Angélica Moreira Nos primeiros anos de vida, o ser humano tem uma enorme curiosidade pelo mundo à sua volta. Estes anos compreendem o período das mais importantes etapas do desenvolvimento infantil. É importante que as profissionais do Berçário tenham um “olhar” muito atento e cuidadoso, para identificar e estimular os momentos, de maneira que o bebê avance cada vez mais nas suas descobertas. Através da manipulação, do toque, das sensações e de tudo o que envolve a vida do bebê, podemos fortalecer e desenvolver as emoções, as interações, as descobertas, os hábitos de higiene, alimentares e de convivência e os valores para sua vida. Uma criança que experimenta, que tem a possibilidade de “explorar” o mundo terá a oportunidade de se desenvolver plenamente, ser uma pessoa segura, feliz e viver em grupo, com amigos, valorizando as relações humanas adequadamente. É por isso que no Berçário Uirapuru, valorizamos todas as etapas do desenvolvimento infantil, dando condições para que as crianças experimentem, vivenciem e “descubram o mundo” de uma maneira lúdica. Na medida em que ele experimenta, vai construindo a memória de suas vivências, afinal é um ser ativo, capaz de expressar seus sentimentos e vontades, utilizando as sensações físicas, gestos e emoções. O toque é um dos sentidos que mais proporciona conhecimento para o bebê, pois ele explora o mundo ao seu redor. “As mãos são os instrumentos de inteligência do homem”, já dizia Maria Montessori. As crianças sentem necessidades de tocar e pegar os objetos para conhecê-los, sentir suas formas e texturas, principalmente com a boca e, assim, acontecem muitas aprendizagens. Por meio de músicas e das sensações, 12 proporcionamos grandes momentos de descobertas. Anuário 2016

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Por meio das explorações que faz, do contato físico com outras crianças (interações), da observação do ambiente, a criança aprende sobre o mundo, sobre si mesma e comunica-se pela linguagem corporal. O corpo do bebê “fala” e é a partir das vivências, das suas interações que as descobertas acontecem. O ambiente é uma fonte de mudanças constantes, que influencia e enriquece as oportunidades de aprendizagem. Cabe ao adulto ter um olhar para cada movimento, gesto, expressão e proporcionar situações de acolhimento e estímulos adequados do momento de cada bebê. Pequenos gestos podem dizer muito mais do que palavras. Nesta fase, de 0 a 2 anos, o choro é uma forma de expressão muito presente e marcante, pois os bebês se comunicam demostrando suas necessidades, como: fome, sono, dor e desconforto. Por isso, o contato físico, o afeto, a maneira de olhar, falar e tocar no bebê, são determinantes para que ele sinta-se seguro, amado e compreendido. A música é um elemento fundamental nesta fase do desenvolvimento, pois traz tranquilidade, sensibilidade e proporciona grandes descobertas, como: sons diversos através de objetos e brinquedos, ritmos, expressão corporal e localiza a criança na sua rotina, como as músicas para marcar a hora do lanche, da história, da escovação dos dentes, entre outros. Por isso temos que oferecer boas músicas, instrumentos diversos e cantar muito com as crianças, possibilitando descobertas encantadoras. 13 Anuário 2016

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Acreditando que o brincar não significa apenas distração ou diversão, mas sim conhecimento, amor, carinho, vínculos e cuidados, valorizamos estes momentos dando oportunidades para que brinquem livremente (acompanhados das berçaristas), com brinquedos e brincadeiras lúdicas, como o faz de conta, dramatizações e histórias! No início, o bebê presta atenção no adulto e tenta imitá-lo, aos poucos, por intermédio da manipulação e exploração, vai adquirindo autonomia necessária para se permitir brincar de diferentes maneiras e, assim continuar, sua jornada de descobertas. Na brincadeira a criança explora, experimenta, fantasia e aprende. O brincar também tem suas etapas de desenvolvimento, pois primeiro o bebê brinca sozinho, através da manipulação. Mais tarde, começa a procurar o outro, assim, desenvolverá o conceito de grupo e descobrirá os prazeres e as frustações de brincar com os outros, crescendo emocionalmente. Brincar com o corpo, brincar com água, reinventar brinquedos, brincar no espelho, brincar de faz de conta, são alguns exemplos que a criança descobre e aprende através da brincadeira. Esta fase é muito importante e fascinante no desenvolvimento infantil, por isso precisa ser vivida intensamente com as crianças! 14 Anuário 2016

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Jogos Cooperativos Professor Geronimo Cardia Na medida em que a vida se desenrola, aprimoramos nossas relações sociais e podemos também melhorar a qualidade de nossas ações pessoais e interpessoais. Esta essência social pode nos tornar aptos a sermos cidadãos proativos e, assim, gerar soluções positivas numa perspectiva de melhorar a qualidade de vida de todos. Entretanto, não é isto que se nota na vida cotidiana e na sociedade de maneira geral. Percebe-se sim muita competitividade e um “vale tudo” para conseguir, entre outras coisas, determinados valores e altas posições sociais. Para contrapor a esta tendência mundial pode-se destacar um movimento lúdico milenar denominado Jogos Cooperativos. Esta proposta divertida vem sendo resgatada e aplicada de forma efetiva na escola. Os Jogos Cooperativos proporcionam uma convivência sadia e proveitosa, pois instigam seus participantes a perceberem o outro dentro do universo do jogo, proporcionando ações em conjunto, ou seja, em equipe, que são fundamentais para conclusão de metas coletivas e, assim, alcançar a vitória para todos. Os Jogos Cooperativos, comparados com os de competição, apontam para outras formas de participação, pois, fazendo um contraponto, são modos de compartilhar, unir pessoas, despertar nelas a coragem de juntar forças e vencer os desafios. E esta vitória em conjunto não significa que será em função da derrota de outros, pois jogar cooperativamente significa reconhecer nossos limites e aprender que somando forças podemos ser mais fortes para enfrentar inclusive nossos medos. Para exemplificar melhor esta proposta segue um quadro comparativo entre a situação cooperativa e situação competitiva, segundo o autor Fábio Otuzi Brotto (2001) do livro: “O jogo e o esporte como um exercício de ferramenta de convivência”: 15 Anuário 2016

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